Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • JUCIANNE MARTINS LOBATO
  • Caracterização físico-química, atividade antioxidante e antimicrobiana e toxicidade do óleo bruto e da farinha da torta da amêndoa de inajá (Maximiliana maripa (Aubl.) Drude)

  • Orientador : TANIA LUCIA MONTENEGRO STAMFORD
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO HUMBERTO XAVIER JÚNIOR
  • NATALIA FERRAO CASTELO BRANCO MELO
  • THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • Data: 10/02/2022

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  • O processamento do óleo das amêndoas de inajá (Maximiliana maripa (Aubl.) Drude) gera resíduos
    agroindustriais, geralmente descartados ou utilizados para alimentação animal. Entretanto, estes tipos de
    subprodutos apresentam um grande potencial na formulação de alimentos funcionais. Portanto, objetivou
    caracterizar o óleo bruto e a farinha da torta residual das amêndoas de inajá (Maximiliana maripa (Aubl.)
    Drude) obtidos por prensagem a frio quanto às suas propriedades físico-químicas e biológicas. O óleo
    bruto foi extraído por prensagem a frio e caracterizado quanto ao rendimento, índice de acidez, iodo,
    refração, peróxido e perfil lipídico, e a farinha por composição centesimal, atividade de água, cor e valor
    calórico. O óleo bruto e farinha de inajá foram avaliados quanto à estabilidade termo-oxidativa, atividade
    antioxidante, antimicrobiana e citotoxicidade. A análise estatística foi realizada no software GraphPad
    Prism (versão 8.0). Os índices de acidez, peróxido e refração do óleo de inajá indicaram que atendeu os
    parâmetros para ser comercializado. O perfil lipídico demonstra que o óleo é uma fonte de ácidos graxos
    saturados, destacando-se o láurico, mirístico e palmítico. A farinha de inajá apresentou teores elevados de
    proteínas e lipídios. O óleo e a farinha da torta de inajá apresentaram atividade antimicrobiana e
    antioxidante como também estabilidade termo-oxidativa. O aproveitamento do óleo e farinha de inajá pode
    contribuir para a redução dos impactos ambientais, promoção da saúde e podem ser empregados no
    desenvolvimento de alimentos.


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  • O processamento do óleo das amêndoas de inajá (Maximiliana maripa (Aubl.) Drude) gera
    resíduos agroindustriais, que geralmente são descartados ou utilizados para alimentação animal.
    Entretanto, estes tipos de subprodutos apresentam um grande potencial na formulação de
    alimentos funcionais. Portanto, objetivou-se obter e caracterizar o óleo bruto e a farinha da torta
    da amêndoa de inajá (Maximiliana maripa (Aubl.) Drude). O óleo bruto foi extraído por prensagem
    a frio e caracterizado quanto ao rendimento, índice de acidez, iodo, refração, peróxido e perfil
    lipídico, e a farinha por composição centesimal, atividade de água, cor e valor calórico. O óleo
    bruto e farinha de inajá foram avaliados quanto à estabilidade termo-oxidativa, atividade
    antioxidante, antimicrobiana e citotoxicidade. A análise estatística foi realizada no software
    GraphPad Prism (versão 8.0). Os índices de acidez, peróxido e refração do óleo de inajá
    indicaram que atendeu os parâmetros para ser comercializado. O perfil lipídico demonstra que o
    óleo é uma fonte de ácidos graxos saturados, destacando-se o láurico, mirístico e palmítico. A
    farinha de inajá apresentou teores elevados de proteínas e lipídios. O óleo e a farinha da torta da
    amêndoa de inajá apresentaram atividade antimicrobiana frente a S. aureus, B. cereus e Listeria
    na concentração de 120 mg/mL. O aproveitamento do óleo e farinha de inajá pode contribuir para
    a redução dos impactos ambientais, promoção da saúde e podem ser empregados no
    desenvolvimento de alimentos.

2
  • ALESSANDRA SILVA ARAUJO
  • Cobertura comestível bioativa e ecossustentável de nanocompósitos de cloridrato de quitosana-óleo de semente de maracujá na conservação pós-colheita de  morango.

  • Orientador : THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EMMANUELLA VILA NOVA DA SILVA
  • MARCOS ANTONIO BARBOSA DE LIMA
  • NATALIA FERRAO CASTELO BRANCO MELO
  • Data: 11/02/2022

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  • morango é um pseudofruto que possui um alto grau de perecibilidade. A aplicação de agrotóxicos é a principal estratégia utilizada no controle  microbiano pós-colheita, porémpodem causar danos ao fruto e ao meio ambiente. Diante disso, a indústria alimentícia tem buscado desenvolver tecnologias alternativas como o emprego de coberturas comestíveis à base de  quitosana que é um polímero natural com propriedades potencializadas quando está sob a forma de sais  e nanopartículas, podendo carrear óleos vegetais encapsulados como o óleo da semente do maracujá(OSM). A presente proposta desenvolveu e avaliou a ação antimicrobiana e conservadora de cobertura comestível de nanopartículas de cloridrato de quitosana com o OSM encapsulado na conservação pós-colheita de morangos. As nanopartículas de cloridrato de quitosana carregadas com o OSMforam preparadas pela técnica de coacervaçãocomplexa e a caracterização apresentou partículas de pequena dimensão, baixo potencial zeta, índice de polidispersão e mantiveram-se estáveis por  90 dias.  Apresentaram atividade antifúngica contra os  fungos avaliados e a cobertura elaborada foi capaz de conservar as características físico-químicas de morangos e também apresentou ação efetiva na redução da incidência de contaminação pelo Aspergillus niger.  Portantomostra-se uma opção ao uso de fungicidas sintéticos, além de ser uma alternativa para o reaproveitamento das sementes de maracujá , gerando benefícios ambientais e agregando valor a cadeia produtiva desse fruto.


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  • O morango (Fragaria ananassa) é uma fruta que possui um alto grau de
    perecibilidade. A aplicação de agrotóxicos é a principal estratégia utilizada no
    controle pós-colheita porém podem causar danos ao fruto e ao meio ambiente.
    Diante disso, a indústria alimentícia tem buscado desenvolver tecnologias
    alternativas como o emprego de coberturas comestíveis à base de quitosana
    que é um polímero natural com propriedades potencializadas quando está sob
    a forma de seus sais e nanoparticulados, podendo carrear óleos vegetais
    encapsulados como o óleo da semente do maracujá. A presente proposta
    desenvolveu e avaliou a ação antimicrobiana, antioxidante, conservadora e a
    toxicidade de cobertura comestível de nanopartículas de cloridrato de
    quitosana com o óleo da semente de maracujá encapsulado na conservação
    pós-colheita de morangos. As nanopartículas de cloridrato de quitosana
    carregadas com o óleo de semente de maracujá foram preparadas pela
    técnica de coacervarão complexa e foram caracterizadas. Apresentaram
    pequena dimensão, baixo potencial zeta, índice de polidispersão e mantiveram-
    se estáveis por 90 dias. Apresentaram atividade antifúngica contra os fungos
    avaliados e também em seus micélios. As coberturas foram capazes de
    conservar as características físico-químicas e também apresentou ação efetiva
    na redução da incidência de contaminação pelo A.niger. Mostra-se também
    uma alternativa viável ao uso de fungicidas sintéticos. Além disso, o
    reaproveitamento das sementes do maracujá para elaboração do óleo gera
    benefícios ambientais e agrega valor a cadeia produtiva do maracujá.

3
  • JULIANNE CIBELE RODRIGUES DA SILVA
  • PADRÕES ALIMENTARES E SUA ASSOCIAÇÃO COM A GORDURA CORPORAL: UM ESTUDO EM PACIENTES COM DOENÇA DE PARKINSON

  • Orientador : POLIANA COELHO CABRAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADELIA DA COSTA PEREIRA DE ARRUDA NETA
  • MARIA DA CONCEICAO CHAVES DE LEMOS
  • VANESSA SA LEAL
  • Data: 17/02/2022

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  • O objetivo desse estudo foi identificar os padrões alimentares e sua
    associação com a gordura corporal em pacientes com doença de Parkinson.
    Estudo do tipo série de casos com pacientes em atendimento na cidade do
    Recife-PE em 2019. Foram coletados dados demográficos, socioeconômicos,
    clínicos antropométricos, dietéticos e de composição corporal. O consumo
    alimentar foi avaliado por um questionário de frequência alimentar e os padrões
    alimentares foram derivados por meio da análise fatorial pelo método de
    extração de componentes principais. Foram identificados três padrões
    alimentares: o padrão “Mediterrâneo”, o padrão “Misto” e o padrão “Tradicional
    brasileiro”. O padrão “Mediterrâneo” foi representado por cereais, frutas e
    sucos naturais, verduras e legumes, peixes e laticínios. O padrão “Misto” foi
    composto por raízes e tubérculos, manteigas e margarinas, queijos, pães,
    biscoitos salgados, bebidas adoçadas e lanches. Enquanto o padrão
    “Tradicional brasileiro” foi representado por arroz, feijão, carnes, carnes
    processadas, óleos e molhos. O padrão “Mediterrâneo” teve maior adesão de
    pacientes com mais de 60 anos e com estadiamento da doença
    moderado/grave. Já o padrão “Misto” foi mais aderido pelos pacientes do sexo
    masculino e aqueles residentes na capital. O padrão “Tradicional brasileiro”
    também teve uma maior adesão dos pacientes do sexo masculino e daqueles
    sem excesso de peso. A análise de regressão logística constatou que o padrão
    “tradicional brasileiro” teve um efeito protetor contra o excesso de gordura
    corporal, independentemente da idade, sexo, renda, estadiamento da doença e
    da presença de sarcopenia. Os dados evidenciam que um padrão alimentar
    saudável, como o padrão “tradicional brasileiro”, pode proteger os pacientes
    contra o excesso de gordura corporal.


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  • O objetivo desse estudo foi identificar os padrões alimentares e seus
    fatores associados em pacientes com doença de Parkinson atendidos
    ambulatorialmente. O estudo, do tipo série de casos, foi realizado com
    pacientes adultos e idosos de ambos os sexos, em atendimento em dois
    centros de tratamento na cidade de Recife-PE no período de janeiro a junho de
    2019. O consumo alimentar foi avaliado utilizando-se o questionário de
    frequência alimentar e os padrões alimentares foram derivados por meio da
    análise fatorial pelo método de extração de componentes principais. Foram
    identificados três padrões alimentares: “Mediterrâneo”, “Misto” e “Tradicional
    brasileiro”. O padrão alimentar “Mediterrâneo” foi representado por cereais,
    frutas e sucos naturais, verduras e legumes, peixes e laticínios. O padrão
    “Misto” por raízes e tubérculos, manteigas e margarinas, queijos, pães,
    biscoitos salgados, bebidas adoçadas e lanches. Enquanto o padrão
    “tradicional brasileiro” por alimentos como arroz, feijão, carnes, carnes
    processadas, óleos e molhos. Os resultados evidenciaram que o padrão
    alimentar “Mediterrâneo” teve maior adesão de pacientes com mais de 60 anos
    e com estadiamento da doença de moderado a grave. Já o padrão “Misto” foi
    mais aderido pelos pacientes do sexo masculino e aqueles residentes na
    capital. O padrão alimentar “Tradicional brasileiro” também teve uma maior
    adesão dos pacientes do sexo masculino e daqueles sem excesso de peso. Os
    dados evidenciam a busca dos pacientes por um padrão alimentar mais
    saudável.

4
  • ÁVILLA MONALISA SILVA DE OLIVEIRA
  • ESTADO NUTRICIONAL EM CRIANÇAS COM SÍNDROME CONGENITA DO ZIKA VÍRUS E ASSOCIAÇÃO COM A DISFAGIA

  • Orientador : ILMA KRUZE GRANDE DE ARRUDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • POLIANA COELHO CABRAL
  • EMILIA CHAGAS COSTA
  • REBECCA PEIXOTO PAES SILVA
  • Data: 22/02/2022

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  • O objetivo do estudo foi avaliar indicadores de estado nutricional de
    crianças com microcefalia por Síndrome Congênita do Zika Vírus (SCZV) em
    diferentes graus de disfagia. Foi um estudo do tipo transversal, a partir dos
    dados secundários em estudo em crianças de 2 a 3 anos acompanhadas no
    Serviço de Gastroenterologia pediátrica do Hospital das Clínicas de
    Pernambuco. Foram colhidos dados de avaliação antropométrica e avaliados
    por meio do escore z dos índices: altura/idade (ZA/I), peso/idade (ZP/I) e índice
    de massa corporal/idade (ZIMC/I), bem como também a circunferência do
    braço (CB) e da cintura (CC). Os dados apontam que 34,6% dos avaliados
    apresentaram baixa estatura para idade, quando classificadas pelo IMC, a
    minoria está com baixo peso (26,9%), porém quando classificadas pelo
    percentual de gordura corporal 60% apresentaram baixo percentual de gordura.
    Em relação ao tipo e via de alimentação, 53,8% fazia uso de fórmula láctea, e
    51,9% utilizavam como via alternativa a sonda nasoenteral ou gastrostomia.
    Parâmetros como Peso por altura, IMC e Peso para idade se associaram com
    o grau grave de disfagia. Foi possível observar a associação da disfagia com
    alguns indicadores do estado nutricional. Ressalta-se a importância do
    profissional nutricionista na rede de cuidados desses pacientes.


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  • O objetivo do estudo foi avaliar indicadores de estado nutricional de
    crianças com microcefalia por Síndrome Congênita do Zika Vírus (SCZV) em
    diferentes graus de disfagia. Foi um estudo do tipo transversal, a partir dos
    dados secundários em estudo em crianças de 2 a 3 anos acompanhadas no
    Serviço de Gastroenterologia pediátrica do Hospital das Clínicas de
    Pernambuco. Foram colhidos dados de avaliação antropométrica e avaliados
    por meio do escore z dos índices: altura/idade (ZA/I), peso/idade (ZP/I) e índice
    de massa corporal/idade (ZIMC/I), bem como também a circunferência do
    braço (CB) e da cintura (CC). Os dados apontam para 34,6% dos avaliados
    apresentaram baixa estatura para idade, quando classificadas pelo IMC, a
    minoria está com baixo peso (26,9%), porém quando classificadas pelo
    percentual de gordura corporal 60% apresentaram baixo percentual de gordura.
    Em relação ao tipo e via de alimentação, 53,8% fazia uso de fórmula láctea, e
    51,9% utilizavam como via alternativa a sonda nasoenteral ou gastrostomia.
    Parâmetros como IMC e Peso para idade se associaram com o grau grave de
    disfagia. Foi possível observar o quanto a disfagia interfere no estado
    nutricional desses pacientes, e reforçar o quanto o nutricionista juntamente da
    equipe multiprofissional é importante para evitar maiores agravos e melhorar a
    qualidade de vida dos pacientes e cuidadores.

5
  • CAMYLA VIDAL ALVES
  • Nanopartícula de quitosana fúngica/ goma arábica contendo óleo de semente de
    uva (Vitis vinífera) e catequina: preparação, caracterização e atividade antimicrobiana

  • Orientador : THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO HUMBERTO XAVIER JÚNIOR
  • NATALIA FERRAO CASTELO BRANCO MELO
  • PATRICIA MOREIRA AZOUBEL
  • Data: 10/03/2022

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  • A produção de bebidas a base de uva pode gerar resíduos como o bagaço e as sementes, os quais  são potenciais fontes de aproveitamento tecnológico para obtenção do óleo vegetal e de fitonutrientes.

    A catequina é um polifenol abundante nas uvas que apresenta diversas atividades importantes como
    antioxidante, antibacteriana, antifúgica e anti-inflamatória. Contudo, sua estrutura é quimicamente
    instável, o que torna importante a aplicação de técnicas de proteção como a nanoencapsulação. Diante
    do exposto, o objetivo deste trabalho foi desenvolver e caracterizar nanopartículas contendo óleo da
    semente de uva e catequina, utilizando quitosana e goma arábica como agentes encapsulantes, bem
    como avaliar a atividade antimicrobiana das nanopartículas. As nanopartículas foram produzidas pela
    técnica de coacervação complexa apresentaram tamanho nanométrico, bom índice de polidispersão,
    potencial zeta positivo, boa eficiência de encapsulação. As análises de infravermelho confirmaram que
    ocorreu a formação das nanopartículas que apresentou morfologia esférica segundo analises de MEV.
    As nanopartículas também apresentaram atividade antimicrobiana contra bactérias de origem alimentar
    Gram-positivas e Gram-negativas. Os resultados obtidos sugerem que as nanopartículas obtidas tem
    grande potencial para aplicação na indústria alimentícia para o desenvolvimento de alimentos com
    propriedades funcionais.


  • Mostrar Abstract
  • A produção de uva pode gerar coprodutos como o bagaço e as sementes.
    Estas últimas podem ser aproveitadas para obtenção de óleo. A catequina
    apresenta diversas atividades importantes como antioxidante, antibacteriana,
    antifúgica e anti-inflamatória. Contudo, sua estrutura é quimicamente instável, o
    que torna importante a aplicação de técnicas de proteção como a
    nanoencapsulação. Diante do exposto, a presente pesquisa, desenvolveu e
    caracterizou nanopartículas contendo óleo da semente de uva (Vitis vinífera L.)
    e catequina, utilizando quitosana e goma arábica como agentes encapsulantes
    aplicando a técnica da coacervação complexa, bem como avaliou a atividade
    antimicrobiana das nanopartículas. As nanopartículas foram caracterizadas
    pelas análises de Espalhamento Dinâmico de Luz (DLS), Potencial Zeta,
    Espectroscopia na região do infravermelho (FTIR), Microscopia Eletrônica de
    Varredura (MEV), termogravimetria (TGA) e Calorimetria exploratória
    diferencial (DSC). As partículas apresentaram tamanho nanométrico (178,56±4
    nm), índice de polidispersão (0,268), potencial zeta (16,56±1,01mV), boa
    Eficiencia de Encapsulação (EE%) (67,74%) e mantiveram-se estáveis por
    aproximadamente 20 dias a 4 °C. Além disso, as análises de MEV e
    infravermelho confirmaram que ocorreu a formação das nanopartículas e que
    apresentaram morfologia esférica bem definida. As análises térmicas indicaram
    boa estabilidade térmica nas nanopartículas formadas. As nanopartículas
    também apresentaram atividade antimicrobiana contra bactérias Gram-
    positivas e Gram-negativas de origem alimentar. Os resultados obtidos
    sugerem que as nanopartículas de quitosana e goma arábica contendo óleo de
    semente de uva e catequina, tem grande potencial para aplicação na indústria
    alimentícia para o densenvolvimento de alimentos com propriedades
    funcionais.

6
  • THALITA MILENA ARAÚJO XAVIER DE AMORIM
  • SITUAÇÃO DA INSEGURANÇA ALIMENTAR DE MORADORES DA REGIÃO
    DO PARQUE NACIONAL DO CATIMBAU-PE.

  • Orientador : PEDRO ISRAEL CABRAL DE LIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CATARINE SANTOS DA SILVA
  • JULIANA SOUZA OLIVEIRA
  • MARCIA VANUSA DA SILVA
  • Data: 30/03/2022

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  • A complexidade do fenômeno da insegurança alimentar e nutricional permite
    que sejam utilizados diversos indicadores, de maneira a caracterizar uma
    região delimitada e apontar as medidas para a melhoria da situação local. O
    objetivo do estudo foi analisar a situação de insegurança alimentar de
    moradores da Vila do Catimbau, Buíque - PE. Foram analisados dados do
    projeto “Promoção da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional de
    famílias extrativistas da região do Parque Nacional do Catimbau-PE”. Os
    instrumentos utilizados foram: (I) a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar,
    (ii) questionário composto por dados demográficos, socioeconômicos, de
    condições da habitação e percepção destas, bens de consumo e práticas
    alimentares. Para o processamento dos dados foi utilizado o pacote estatístico
    SPSS, versão 13.0. Para avaliar os determinantes da situação de insegurança
    alimentar foi aplicada a regressão múltipla de Poisson considerando-se o nível
    de significância de 5% (p<0,05). Um total de 75,5% dos domicílios apresentou
    algum grau de insegurança alimentar, sendo os níveis severos aqueles mais
    frequentes (43%). Os fatores que apresentaram associação foram renda
    familiar per capita, a avaliação sobre renda ao final do mês, anos de estudo do
    chefe do domicílio, material do piso, percepção sobre o escoamento da água
    da chuva, não ter micro-ondas, modo de cozimento e avaliação sobre a
    qualidade dos alimentos consumidos. Os achados revelam uma situação de
    alta vulnerabilidade socioeconômica na região que impactam diretamente o
    direito à alimentação. Com isso, enfatiza-se a necessidade de retomar e
    fortalecer ações de combate à fome em suas diversas dimensões.


  • Mostrar Abstract
  • A complexidade do fenômeno da (In)Segurança Alimentar e Nutricional permite
    que sejam utilizados diversos indicadores, de maneira a caracterizar uma
    região. O objetivo do estudo foi avaliar a situação de insegurança alimentar de
    moradores da região do Parque Nacional do Catimbau - PE. Foram utilizados
    dados do projeto “Promoção da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional
    de famílias extrativistas da região do Parque Nacional do Catimbau-PE”. Os
    instrumentos utilizados foram: a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar,
    um questionário composto por dados demográficos, socioeconômicos, de
    condições e percepção da habitação e, bens de consumo e práticas
    alimentares. Para avaliar os determinantes da situação de (in)segurança
    alimentar foi aplicada a regressão múltipla de Poisson considerando-se o
    p<0,05. Um total de 75,5% dos domicílios apresentou algum grau de
    insegurança alimentar, sendo os níveis severos aqueles mais frequentes. Os
    fatores analisados que apresentaram associação foram renda familiar per
    capita, a percepção sobre renda ao final do mês, anos de estudo do chefe do
    domicílio, material do piso, percepção sobre o escoamento da água da chuva,
    não ter micro-ondas, modo de cozimento e percepção sobre a qualidade dos
    alimentos consumidos. Os achados revelam uma situação de alta
    vulnerabilidade socioeconômica na região que impactam diretamente no
    acesso à uma alimentação adequada. Com isso, enfatiza-se a necessidade de
    fortalecer ações de combate à fome em suas diversas dimensões retomando
    uma agenda política de promoção dos direitos humanos.

7
  • CRISTINA ALEXANDRA CORREIA DOS SANTOS
  • PROPRIEDADES TECNOLÓGICAS DA AQUAFABA IN NATURA E DESIDRATADA PROVENIENTE DO GRÃO-DE-BICO (Cicer arietinum L.)

  • Orientador : TANIA LUCIA MONTENEGRO STAMFORD
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NATALIA FERRAO CASTELO BRANCO MELO
  • PATRICIA MOREIRA AZOUBEL
  • THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • Data: 01/04/2022

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  • O consumo de grão-de-bico aumentou nos últimos anos devido à sua resistência em
    condições ambientais adversas e à sua constituição nutricional. O processamento
    deste grão produz grandes quantidades de subprodutos, sendo um deles a aquafaba.
    Esta possui um bom valor nutricional em carboidratos, proteínas, fibras e antioxidantes
    e apresenta propriedades funcionais, como formação de espumas. O objetivo deste
    estudo foi verificar as propriedades tecnológicas da aquafaba in natura e desidratada,
    bem como as do merengue produzido com esse subproduto do grão-de-bico. Foram
    realizadas análises físico-químicas, atividade de água, expansão e estabilidade de
    espuma e antioxidantes da aquafaba. Foi verificado que a composição centesimal da
    aquafaba desidratada, comparada com a in natura, apresentou aumento no valor de
    cinzas, proteínas e carboidratos e diminuição de umidade e lipídeos. As análises de
    compostos bioativos de flavonoides e fenólicos totais indicaram valores superiores
    para a aquafaba desidratada. O pH de ambas foi equivalente. A atividade de água da
    aquafaba desidratada apresentou um valor que assegura a sua conservação e
    consumo. A expansão e estabilidade da espuma para as aquafabas demonstraram
    menor valor em comparação à espuma de clara de ovo. A densidade e drenagem dos
    merengues de aquafaba apresentou maior valor que o de clara de ovo. Foi verificado
    que a aquafaba desidratada pode substituir a in natura devido à semelhança de
    valores em diversas análises. As análises tecnológicas revelam que ambas aquafabas
    funcionam como substituto da clara de ovo na formulação de produtos alimentícios,
    podendo ser uma alternativa para a população vegana e com alergia ao ovo.


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  • O consumo de grão-de-bico aumentou nos últimos anos devido à sua resistência em
    condições ambientais adversas e à sua constituição nutricional. O processamento
    deste grão produz grandes quantidades de subprodutos, sendo um deles a aquafaba.
    Esta possui um bom valor nutricional em carboidratos, proteínas, fibras e antioxidantes
    e apresenta propriedades funcionais, como formação de espumas. O objetivo deste
    estudo foi verificar as propriedades tecnológicas da aquafaba in natura e desidratada,
    bem como as do merengue produzido com esse subproduto do grão-de-bico. Foram
    realizadas análises físico-químicas, atividade de água, expansão e estabilidade de
    espuma e antioxidantes da aquafaba. Foi verificado que a composição centesimal da
    aquafaba desidratada, comparada com a in natura, apresentou aumento no valor de
    cinzas, proteínas e carboidratos e diminuição de umidade e lipídeos. As análises de
    compostos bioativos de flavonoides e fenólicos totais indicaram valores superiores
    para a aquafaba desidratada. O pH de ambas foi equivalente. A atividade de água da
    aquafaba desidratada apresentou um valor que assegura a sua conservação e
    consumo. A expansão e estabilidade da espuma para as aquafabas demonstraram
    menor valor em comparação à espuma de clara de ovo. A densidade e drenagem dos
    merengues de aquafaba apresentou maior valor que o de clara de ovo. Foi verificado
    que a aquafaba desidratada pode substituir a in natura devido à semelhança de
    valores em diversas análises. As análises tecnológicas revelam que ambas aquafabas
    funcionam como substituto da clara de ovo na formulação de produtos alimentícios,
    podendo ser uma alternativa para a população vegana e com alergia ao ovo.

8
  • LILIAN CAROLINE DE SOUZA E SILVA
  • Cintura Hipertrigliceridêmica, Índice de Adiposidade Visceral e
    fatores associados em idosos hipertensos

  • Orientador : ILMA KRUZE GRANDE DE ARRUDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDIA PORTO SABINO PINHO RAMIRO
  • REBECCA PEIXOTO PAES SILVA
  • REGIANE MAIO
  • Data: 01/04/2022

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  • Aliado ao envelhecimento populacional tem crescido o risco de desenvolvimento de

    complicações cardiometabólicas, ocasionadas sobretudo pelo excesso de gordura intra-
    abdominal. Para rastreio desse risco ferramentas construídas a partir de medidas

    antropométricas e bioquímicas, como a Cintura Hipertrigliceridêmica (CHT) e o Índice de
    Adiposidade Visceral (IAV) têm sido propostas. Esta pesquisa visou avaliar os fatores
    associados à CHT e ao IAV de alto risco em idosos hipertensos acompanhados
    ambulatorialmente em um hospital universitário do Nordeste Brasileiro. Trata-se de estudo
    transversal, com indivíduos de idade igual ou superior a sessenta anos, de ambos os sexos.
    Foram estudadas variáveis demográficas, socioeconômicas e de estilo de vida, além de
    medidas antropométricas e bioquímicas. Foram utilizados os testes de qui-quadrado de
    Pearson ou exato de Fisher para avaliar associação entre as proporções e na análise
    multivariada, utilizou-se o modelo de multivariado de Poisson. Nesse último, variáveis com
    p<0,20 foram elegíveis e em todos os testes, adotou-se 5% como nível de significância.
    Foram avaliados 281 idosos, sendo 73,7% do sexo feminino. A frequência de CHT foi de
    40,6% e a análise ajustada revelou associação, independente dos fatores de confusão, em
    ambas as ferramentas estudadas com o sexo feminino e a hemoglobina glicada alterada e,
    observou-se também, exclusivamente com a CHT associação com excesso ponderal.
    Assim, os achados evidenciam elevada frequência de risco cardiometabólico entre idosos
    hipertensos, destacando a importância do uso desses instrumentos para rastreio precoce.


  • Mostrar Abstract
  • Aliado ao envelhecimento populacional tem crescido o risco de desenvolvimento de

    complicações cardiometabólicas, ocasionadas sobretudo pelo excesso de gordura intra-
    abdominal. Para rastreio desse risco ferramentas construídas a partir de medidas

    antropométricas e bioquímicas, como a Cintura Hipertrigliceridêmica (CHT) e o Índice de
    Adiposidade Visceral (IAV) têm sido propostas. Esta pesquisa visou avaliar os fatores
    associados à CHT e ao IAV de alto risco em idosos hipertensos acompanhados
    ambulatorialmente em um hospital universitário do Nordeste Brasileiro. Trata-se de estudo
    transversal, com indivíduos de idade igual ou superior a sessenta anos, de ambos os sexos.
    Foram estudadas variáveis demográficas, socioeconômicas e de estilo de vida, além de
    medidas antropométricas e bioquímicas. Foram utilizados os testes de qui-quadrado de
    Pearson ou exato de Fisher para avaliar associação entre as proporções e na análise
    multivariada, utilizou-se o modelo de multivariado de Poisson. Nesse último, variáveis com
    p<0,20 foram elegíveis e em todos os testes, adotou-se 5% como nível de significância.
    Foram avaliados 281 idosos, sendo 73,7% do sexo feminino. A frequência de CHT foi de
    40,6% e a análise ajustada revelou associação, independente dos fatores de confusão, em
    ambas as ferramentas estudadas com o sexo feminino e a hemoglobina glicada alterada e,
    observou-se também, exclusivamente com a CHT associação com excesso ponderal.
    Assim, os achados evidenciam elevada frequência de risco cardiometabólico entre idosos
    hipertensos, destacando a importância do uso desses instrumentos para rastreio precoce.

9
  • MARION ELIZABETH AGUILAR FERNANDEZ
  • CARACTERIZAÇÃO DA FARINHA DE FEIJÃO (Phaseolus vulgaris L.) GERMINADO E SUA APLICAÇÃO TECNOLÓGICA NA ELABORAÇÃO DE PÃO DE FORMA

  • Orientador : TANIA LUCIA MONTENEGRO STAMFORD
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDILEIDE DE SA SILVA
  • NATALIA FERRAO CASTELO BRANCO MELO
  • THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • Data: 01/04/2022

  • Mostrar Resumo
  • O feijão comum (Phaseolus vulgaris) é uma leguminosa que tem causado interesse
    na indústria alimentícia para desenvolvimento de novos produtos, gerando
    benefícios à saúde. Entretanto, os grãos precisam ser submetidos a pré-tratamentos
    para melhorar a disponibilidade de compostos nutricionais. Tem-se demostrado que
    a germinação é uma técnica promissora na ativação de enzimas hidrolíticas,
    melhorando a disponibilidade dos compostos. O objetivo do estudo foi avaliar a
    influência da germinação do feijão nas características físico-químicas, nutricionais e
    aplicação tecnológica das farinhas na produção de pão de forma. As farinhas foram
    obtidas a partir de sementes de feijão germinado e não germinado (amostra
    controle). Na formulação dos pães utilizou-se 30% das farinhas de feijão (germinado

    e não germinada) e 70% de farinha de trigo. Foram realizadas análises físico-
    químicas, reológicas e atividade antioxidante das farinhas e dos pães de forma. Os

    resultados mostraram que houve diferença significativa (p<0,05) na diminuição de
    proteínas e lipídios, e aumento de carboidratos e cinzas após o processo de
    germinação. Enquanto a atividade antioxidante, fenólicos e flavonoides foram
    melhorados após a germinação. A granulometria das farinhas apresentou diferença
    significativa (p<0,05)após o processo de germinação. O farinograma e alveograma
    das farinhas indicaram que a germinação diminui a absorção de água. Enquanto as
    análises de textura apresentaram diferença significativa (p<0,05) nos parâmetros, o
    pão de forma à base de farinha de feijão germinado apresentou menor dureza,
    coesão, elasticidade e mastigação do que a amostra controle. Conclui-se que o
    processo de germinação influencia as propriedades nutricionais e tecnológicas das
    farinhas de feijão, permitindo a substituição parcial de farinhas refinadas,
    melhorando o desenvolvimento de produtos de panificação com maior aporte
    nutricional.


  • Mostrar Abstract
  • O feijão comum (Phaseolus vulgaris) é uma leguminosa que tem causado interesse
    na indústria alimentícia para desenvolvimento de novos produtos, gerando
    benefícios à saúde. Entretanto, os grãos precisam ser submetidos a pré-tratamentos
    para melhorar a disponibilidade de compostos nutricionais. Tem-se demostrado que
    a germinação é uma técnica promissora na ativação de enzimas hidrolíticas,
    melhorando a disponibilidade dos compostos. O objetivo do estudo foi avaliar a
    influência da germinação do feijão nas características físico-químicas, nutricionais e
    aplicação tecnológica das farinhas na produção de pão de forma. As farinhas foram
    obtidas a partir de sementes de feijão germinado e não germinado (amostra
    controle). Na formulação dos pães utilizou-se 30% das farinhas de feijão (germinado

    e não germinada) e 70% de farinha de trigo. Foram realizadas análises físico-
    químicas, reológicas e atividade antioxidante das farinhas e dos pães de forma. Os

    resultados mostraram que houve diferença significativa (p<0,05) na diminuição de
    proteínas e lipídios, e aumento de carboidratos e cinzas após o processo de
    germinação. Enquanto a atividade antioxidante, fenólicos e flavonoides foram
    melhorados após a germinação. A granulometria das farinhas apresentou diferença
    significativa (p<0,05)após o processo de germinação. O farinograma e alveograma
    das farinhas indicaram que a germinação diminui a absorção de água. Enquanto as
    análises de textura apresentaram diferença significativa (p<0,05) nos parâmetros, o
    pão de forma à base de farinha de feijão germinado apresentou menor dureza,
    coesão, elasticidade e mastigação do que a amostra controle. Conclui-se que o
    processo de germinação influencia as propriedades nutricionais e tecnológicas das
    farinhas de feijão, permitindo a substituição parcial de farinhas refinadas,
    melhorando o desenvolvimento de produtos de panificação com maior aporte
    nutricional.

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  • RAIANE DUARTE VIANA
  • CARACTERIZAÇÃO DA FARINHA DO FEIJÃO GUANDU (CAJANUS CAJAN L.) E SUA APLICAÇÃO TECNOLÓGICA NA ELABORAÇÃO DE PRODUTO TIPO HAMBÚRGUER

  • Orientador : THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUCIA RAQUEL RAMOS BERGER
  • NATALIA FERRAO CASTELO BRANCO MELO
  • TANIA LUCIA MONTENEGRO STAMFORD
  • Data: 01/04/2022

  • Mostrar Resumo
  • O feijão-guandu é uma leguminosa típica das regiões trópicas e subtrópicas sendo
    conhecida por ser fonte de proteínas, minerais, vitaminas além de antioxidantes e
    ácidos orgânicos importantes. Na Ásia esta semente tem um papel relevante na
    alimentação da população, porém no Brasil, apesar de existirem zonas de cultivo,
    ela ainda não é muito explorada. Estudos têm avaliado o uso potencial do guandu
    para enriquecer formulações alimentícias já comercializadas, como também para
    elaborar novos produtos. Assim, o presente estudo propõe caracterizar a farinha de
    feijão guandu (Cajanus cajan L.) e aplicá-la na elaboração de produto tipo
    hambúrguer. A farinha do feijão foi elaborada e caracterizada com análises de
    composição centesimal, físicas e microbiológicas e esta foi acrescida ao produto tipo
    hambúrguer que também foi analisado segundo parâmetros físico-químicos. Foi
    observado que a farinha elaborada é fonte de proteína (23,01 g/100g), possui
    compostos fenólicos e atividade antioxidante, além de apresentar características que
    possibilitam o seu uso na elaboração de produtos alimentícios como capacidade de
    absorção de água e óleo. O produto tipo hambúrguer desenvolvido apresentou
    7,58g/100g de proteína, baixa quantidade de lipídios (0,61%) e alto teor de
    carboidratos (91,81 g/100g) e também foi observada a presença de compostos
    fenólicos e atividade antioxidante, mas em menor grau, quando comparamos com a
    farinha de feijão guandu pura, e sofrendo alterações quando submetido ao processo
    de fritura. Desta forma, observa-se o grande potencial que feijão guandu possui, o
    que motiva o aumento de sua exploração para o desenvolvimento de novos produtos
    alimentícios.


  • Mostrar Abstract
  • O feijão-guandu é uma leguminosa típica das regiões trópicas e subtrópicas sendo
    conhecida por ser fonte de proteínas, minerais, vitaminas além de antioxidantes e
    ácidos orgânicos importantes. Na Ásia esta semente tem um papel relevante na
    alimentação da população, porém no Brasil, apesar de existirem zonas de cultivo,
    ela ainda não é muito explorada. Estudos têm avaliado o uso potencial do guandu
    para enriquecer formulações alimentícias já comercializadas, como também para
    elaborar novos produtos. Assim, o presente estudo propõe caracterizar a farinha de
    feijão guandu (Cajanus cajan L.) e aplicá-la na elaboração de produto tipo
    hambúrguer. A farinha do feijão foi elaborada e caracterizada com análises de
    composição centesimal, físicas e microbiológicas e esta foi acrescida ao produto tipo
    hambúrguer que também foi analisado segundo parâmetros físico-químicos. Foi
    observado que a farinha elaborada é fonte de proteína (23,01 g/100g), possui
    compostos fenólicos e atividade antioxidante, além de apresentar características que
    possibilitam o seu uso na elaboração de produtos alimentícios como capacidade de
    absorção de água e óleo. O produto tipo hambúrguer desenvolvido apresentou
    7,58g/100g de proteína, baixa quantidade de lipídios (0,61%) e alto teor de
    carboidratos (91,81 g/100g) e também foi observada a presença de compostos
    fenólicos e atividade antioxidante, mas em menor grau, quando comparamos com a
    farinha de feijão guandu pura, e sofrendo alterações quando submetido ao processo
    de fritura. Desta forma, observa-se o grande potencial que feijão guandu possui, o
    que motiva o aumento de sua exploração para o desenvolvimento de novos produtos
    alimentícios.

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  • WILDIA DORVIL
  • APROVEITAMENTO DE SEMENTE DE ABÓBORA (Cucurbita moschata) PARA O

    DESENVOLVIMENTO DE BARRA PROTEICA ALIMENTÍCIA

  • Orientador : THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JENYFFER MEDEIROS CAMPOS GUERRA
  • NATALIA FERRAO CASTELO BRANCO MELO
  • PATRICIA MOREIRA AZOUBEL
  • Data: 01/04/2022

  • Mostrar Resumo
  • No processamento da abóbora são geradas grandes quantidades de resíduos, como
    cascas, caules e sementes. Estudos têm demonstrado a presença de diferentes
    compostos bioativos e considerado as sementes como fonte de proteína vegetal e de
    ácidos graxos insaturados. O objetivo deste trabalho foi desenvolver e caracterizar duas
    barras proteicas alimentícias a partir do aproveitamento integral de sementes de
    abóbora. As sementes foram adquiridas no Centro de abastecimento e Logística de
    Pernambuco e processadas no Instituto Agronômico de Pernambuco, para produção de
    duas farinhas: uma parte foi desengordurada por prensagem e o resíduo foi chamado
    de farinha da torta (FTSA), e a outra foi torrada e moída, obtendo-se a farinha integral
    (FISA). Foram analisadas as caraterísticas físico-químicas das farinhas que resultaram
    em teores médios de umidade de 2,79%, cinzas 4,46%, proteína 33,73%, carboidrato
    22,71%, pH 6,76, Aw 0,25 e acidez 3,85% na FTSA, e teores de 0,78% de
    umidade,4,08% de cinzas, 31,57% de proteínas,18,39% de carboidratos, pH 6,86, Aw
    0,28 e acidez 4,59%, em FISA. Foram identificados compostos fenólicos, flavonoides e
    atividade antioxidante nos extratos das farinhas. A partir das farinhas foram
    desenvolvidas duas formulações de barras proteicas, que resultaram em produtos com
    alto teor de proteínas conforme a legislação brasileira (22,36 a 22,80%). Foi possível
    constatar o elevado potencial das sementes de abóbora na elaboração de barras
    proteicas alimentícias, proporcionando o aproveitamento integral do vegetal, diminuindo
    dessa forma o desperdício.


  • Mostrar Abstract
  • No processamento da abóbora são geradas grandes quantidades de resíduos, como
    cascas, caules e sementes. Estudos têm demonstrado a presença de diferentes
    compostos bioativos e considerado as sementes como fonte de proteína vegetal e de
    ácidos graxos insaturados. O objetivo deste trabalho foi desenvolver e caracterizar duas
    barras proteicas alimentícias a partir do aproveitamento integral de sementes de
    abóbora. As sementes foram adquiridas no Centro de abastecimento e Logística de
    Pernambuco e processadas no Instituto Agronômico de Pernambuco, para produção de
    duas farinhas: uma parte foi desengordurada por prensagem e o resíduo foi chamado
    de farinha da torta (FTSA), e a outra foi torrada e moída, obtendo-se a farinha integral
    (FISA). Foram analisadas as caraterísticas físico-químicas das farinhas que resultaram
    em teores médios de umidade de 2,79%, cinzas 4,46%, proteína 33,73%, carboidrato
    22,71%, pH 6,76, Aw 0,25 e acidez 3,85% na FTSA, e teores de 0,78% de
    umidade,4,08% de cinzas, 31,57% de proteínas,18,39% de carboidratos, pH 6,86, Aw
    0,28 e acidez 4,59%, em FISA. Foram identificados compostos fenólicos, flavonoides e
    atividade antioxidante nos extratos das farinhas. A partir das farinhas foram
    desenvolvidas duas formulações de barras proteicas, que resultaram em produtos com
    alto teor de proteínas conforme a legislação brasileira (22,36 a 22,80%). Foi possível
    constatar o elevado potencial das sementes de abóbora na elaboração de barras
    proteicas alimentícias, proporcionando o aproveitamento integral do vegetal, diminuindo
    dessa forma o desperdício.

12
  • LARYSSA REBECA DE SOUZA MELO
  • AVALIÇÃO DA SATISFAÇÃO DOS CURSISTAS SOBRE A FORMAÇÃO
    “ENFRENTAMENTO E CUIDADO DA OBESIDADE NA ATENÇÃO BÁSICA EM PERNAMBUCO” E
    SEUS ELEMENTOS EM UM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM

  • Orientador : JULIANA SOUZA OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIZ MIGUEL PICELLI SANCHES
  • PEDRO ISRAEL CABRAL DE LIRA
  • SANDRA CRISTINA DA SILVA SANTANA
  • Data: 24/05/2022

  • Mostrar Resumo
  • A Atenção Básica (AB) é um campo privilegiado para a ampliação da resolutividade dos casos de
    obesidade e suas comorbidades. Esse trabalho trata-se de uma pesquisa multimétodo de produção
    tecnológica, na qual um curso em um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) foi considerado uma
    ferramenta intervencional. Esse trabalho objetivou avaliar a satisfação dos cursistas em relação à
    estratégia, ferramentas e a interface de aprendizagem, assim como ao conteúdo do curso &quot;Enfrentamento
    e Cuidado da Obesidade na Atenção Básica em Pernambuco&quot; e suas possibilidades de interações. Esse
    estudo beneficiou diferentes categorias profissionais da capital ao interior do estado de Pernambuco, tendo
    como destaque nutricionistas, profissionais de educação física e enfermeiros. Observou-se nuances de
    invisibilidade da problemática da obesidade nos processos de trabalho da AB e pouca familiaridade com
    temas relacionados a esse contexto. A proposta de design instrucional do curso alcançou resultados
    satisfatórios ao atingir o Ranking Médio Questionário (RMQ) igual a 4,73 e apresentar concordância
    elevada em todas as dimensões (estratégia de aprendizagem, conteúdo trabalhado, ferramentas de
    aprendizagem e interface de aprendizagem). Foi demonstrado que o uso de fóruns, imagens, vídeos e
    outras ferramentas criativas, foram essenciais para a qualidade da formação. Espera-se que a intervenção
    proposta possa gerar mudanças positivas para o enfrentamento e cuidado da obesidade na vida dos
    profissionais da saúde de Pernambuco, impactando nos processos de trabalho e cuidado ampliado com o
    paciente obeso.


  • Mostrar Abstract
  • Dados da Pesquisa Nacional de Saúde mostraram que os brasileiros têm a
    maior prevalência de obesidade já registrada. Nessa perspectiva, a Atenção Básica (AB)
    é reconhecida como campo privilegiado para ações nesse cenário. Objetivo: Descrever
    e avaliar o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) de um curso direcionado para o
    enfrentamento e cuidado da obesidade, voltado aos profissionais de saúde da AB em
    Pernambuco. Métodos: Trata-se de uma pesquisa aplicada, de produção tecnológica,
    envolvendo o desenvolvimento e a avaliação de um AVA utilizado em um curso
    oferecido pelo ECOASUS-PE. Para construção do AVA foi necessário uma equipe de
    especialistas da ciência da computação e docentes para a construção do conteúdo
    didático. No que se refere às considerações éticas, o projeto foi aprovado pelo Comitê
    de Ética em Recife – UFPE, com o parecer de número 3.989.896. Resultados e
    Discussão: O AVA foi organizado com metodologias didático-pedagógicas inovadoras
    e reflexivas, entre elas destacou-se a cidade virtual de aprendizagem, o “percurso do
    conhecimento” e os fóruns interativos. O conteúdo visava o reconhecimento da
    obesidade enquanto fenômeno e desafio para a saúde pública desde o âmbito local ao
    internacional, destacando a necessidade de práticas humanizadas, plurais e diversas.
    Considerações Finais: Espera-se que essa iniciativa possa gerar mudanças positivas na
    vida dos usuários do SUS e nos processos de trabalho dos profissionais de saúde,
    possibilitando uma visão mais ampliada e contextualizada sobre a obesidade.

13
  • SANDRA TOUSSAINT
  • Anemia em crianças de 6 a 59 meses no estado de Pernambuco: ainda um problema de saúde pública

  • Orientador : ILMA KRUZE GRANDE DE ARRUDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEOPOLDINA AUGUSTA SOUZA SEQUEIRA DE ANDRADE
  • PEDRO ISRAEL CABRAL DE LIRA
  • VANESSA SA LEAL
  • Data: 10/06/2022

  • Mostrar Resumo
  • A anemia é definida como uma condição em que a concentração de hemoglobina no sangue é inferior ao valor de referência, considerada um importante problema de saúde pública no mundo. O presente estudo teve como
    objetivo avaliar a prevalência de anemia e os fatores associados em crianças de 6 a 59 meses no estado de Pernambuco. Trata-se de um estudo transversal desenvolvido a partir da IV Pesquisa Estadual de Saúde e Nutrição de Pernambuco (IV PESN), realizada entre os anos de 2015/2016. A anemia foi diagnosticada pela dosagem de hemoglobina (Hb &lt;11 g/dL). Analisou-se, por meio de Regressão de Poisson, com ajuste robusto da variância, a associação entre a anemia e condições geográficas e socioeconômicas, de habitação e
    saneamento, maternas e de assitencia pré-natal e biológicas e estado nutricional da criança. Foram avaliadas 737 crianças de 6 a 59 meses, a prevalência de anemia no estado de Pernambuco, para essa faixa etária, foi de
    27%, sendo 37,3% entre as crinaças de 6 a 23 meses e 21,3% nas de 24 a 59 meses. O modelo final da Regressão de Poisson mostrou que as variáveis que se associaram ao desfecho foram: tratamento da água de beber, idade e anemia maternas e idade da criança. Os resultados desse estudo mostram que tanto os fatores maternos e biológicos, como os socioeconômicos e de saneamento influenciaram a anemia em crianças no estado de Pernambuco. Nesse sentido, torna-se necessário o fortalecimento de políticas e programas voltados à prevenção, controle e cuidado da anemia, bem como ações voltadas à promoção de uma alimentação adequada e saudável para o consumo de alimentos ricos em ferro, sobretudo entre os lactentes.


  • Mostrar Abstract
  • A anemia é definida como uma condição em que a concentração de hemoglobina no
    sangue está abaixo do valor de referência, considerada um importante problema de
    saúde pública. E com objetivo avaliar a prevalência de anemia e fatores associados
    em crianças de 6 a 59 meses no estado de Pernambuco. Estudo transversal foi
    desenvolvido a partir da pesquisa IV, pesquisa Estadual de Saúde e Nutrição de
    Pernambuco, realizado em 2015/2016, no qual foram avaliadas 658 crianças. A
    anemia foi diagnosticada pela dosagem de hemoglobina e as crianças foram
    consideradas anêmicas quando o nível de hemoglobina era &lt; a 11 g / dl. Para
    verificar o estado nutricional, foram mensurados os índices antropométricos peso e
    altura, peso / idade; altura / idade e IMC / idade. Para caracterizar a amostra, foram
    coletadas variáveis independentes. Os dados foram analisados por meio do teste
    qui-quadrado de Pearson, adotando-se valores de p na avaliação dos fatores
    associados à anemia. A prevalência de anemia em crianças de 6 a 59 meses no
    estado de Pernambuco foi de 27% e foi associada a: tratamento de água potável,
    presença ou ausência de banheiro em casa, idade, anemia materna e idade das
    crianças. Portanto, é necessário fortalecer as políticas e programas voltados à
    prevenção e controle da anemia, bem como às ações que promovam uma
    alimentação adequada e saudável para aumentar o consumo de alimentos ricos em
    ferro.

14
  • JULIANA NECKER RUVER
  • DIETA HIPERLIPÍDICA MATERNA: REPERCUSSÕES SOBRE A  COMPOSIÇÃO CORPORAL, PARÂMETROS METABÓLICOS, FATORES REGULADORES DA  MIOGÊNESE E FENÓTIPO MUSCULAR DA PROLE

  • Orientador : RAQUEL DA SILVA ARAGAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DIOGO ANTONIO ALVES DE VASCONCELOS
  • FRANCISCO CARLOS AMANAJAS DE AGUIAR JUNIOR
  • JESSICA PRISCILA FRAGOSO DE MOURA
  • Data: 30/06/2022

  • Mostrar Resumo
  • O presente estudo objetivou avaliar os efeitos de dietas hiperlipídicas maternas distintas sobre a composição corporal, o perfil bioquímico e a expressão de genes reguladores da miogênese e do fenótipo muscular nos filhotes. Ratas Wistar foram divididas em grupos conforme a dieta recebida na gestação e lactação: Controle (CTRL, 18% lipídios); Hipercalórico-hiperlipídico (HH, 51% lipídios); Hipercalórica-isocalórica (HI, 51% lipídios). Nas análises maternas, não se evidenciou diferenças na evolução ponderal, glicemia em jejum e no teste de tolerância a glicose (TTG). Porém, as ratas HH apresentaram níveis inferiores de colesterol total e colesterol não-HDL (versus CTRL), enquanto as ratas HI apresentaram níveis inferiores de colesterol total e triglicerídeos (versus CTRL). Nos filhotes, houve prejuízo no desenvolvimento no grupo HI, apresentando menor % de ganho de peso, menor comprimento (versus HH) e menor crânio (versus HH) ao desmame. A prole HI apresentou maiores níveis de glicose, triglicerídeos e colesterol não-HDL (versus CTRL), e menores níveis de colesterol HDL (versus HH). Quanta a expressão gênica, foi observado diminuição da expressão de Myf6 e super expressão de Myh7 nos grupos HH e HI. Evidenciou-se, ainda, aumento da expressão de Mef2a no grupo HI (versus CTRL) e redução de Mef2d no grupo HI (versus CTRL e HH). Assim, a dieta HI apresentou repercussões no metabolismo da glicose e pelo perfil lipídico dos filhotes em idade precoce e ambas as dietas hiperlipídicas induziram alterações na expressão genes reguladores da
    miogênese e determinantes do fenótipo muscular.


  • Mostrar Abstract
  • O organismo apresenta períodos críticos de desenvolvimento, que
    compreendem a gestação e lactação, caracterizados pela alta plasticidade
    celular. Insultos ambientais, incluindo os nutricionais, nestes períodos podem
    comprometer a formação de órgãos e sistemas e podem ser determinantes para
    um risco aumentado para o desenvolvimento de doenças metabólicas na vida
    adulta. O músculo esquelético é um tecido com um importante papel no
    metabolismo energético e na homeostase metabólica e que apresenta alta
    plasticidade celular. Este estudo teve por objetivo investigar as repercussões de
    duas dietas hiperlipídicas maternas, com diferentes teores calóricos, sobre a
    expressão de marcadores de miogênese e o fenótipo muscular da prole. Ratas
    Wistar foram divididas em 3 grupos de acordo com a dieta experimental que
    receberam durante período de gestação e lactação: grupo controle (C); grupo
    hipercalórico-hiperlipídico (HH); e grupo hipercalórica-isocalórica (HI). Com
    amostras de soro coletados de mães e filhotes ao sacrifício, foi determinado o
    perfil bioquímico dos animais através das análises dos níveis séricos de glicose,
    albumina, colesterol total, HDL-colesterol e triglicerídeos. A tipologia e
    morfometria muscular serão realizadas com amostras do músculo sóleo e
    extensor longo dos dedos através da técnica de coloração mATPase e, por meio
    do método do PCR em tempo real, a análise da expressão gênica, com amostras
    do músculo gastrocnêmio e tibial anterior. Os resultados desde estudo

    contribuirão para o entendimento do impacto das dietas hiperlipídicas-
    hipercalóricas nos períodos críticos de desenvolvimento sobre os mecanismos

    regulatórios da miogênese e, consequentemente, sobre o fenótipo muscular da
    prole.

Teses
1
  • DIEGO BULCÃO VISCO
  • Efeitos do tratamento neonatal com kaempferol sobre o desenvolvimento neuro-músculo-esquelético em modelo de paralisia cerebral experimental.

  • Orientador : RAUL MANHAES DE CASTRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PATRÍCIA ALINE BOER
  • OMAR GUZMAN-QUEVEDO
  • ISABELI LINS PINHEIRO
  • MARIA DE FATIMA VIANA VASCO ARAGAO
  • SANDRA LOPES DE SOUZA
  • Data: 10/01/2022

  • Mostrar Resumo
  • A paralisia cerebral (PC) é caracterizada por uma lesão cerebral em período crítico de
    desenvolvimento do sistema nervoso central, e em consequência déficits motores,
    comportamentais e de aprendizado são observados nos indivíduos acometidos. Dentre as
    estratégias de intervenção nutricionais ou mesmo farmacológicas que estão sendo estudas
    atualmente, os flavonoides, como o Kaempferol tem se destacado por suas propriedades
    anti-inflamatórias e neuroprotetoras. Nesse contexto objetivamos avaliar as repercussões do tratamento neonatal com kaempferol sobre o desenvolvimento neuro-músculo-esquelético de ratos submetidos ao modelo de PC. Para a composição dos grupos experimentais, ratos Wistar machos foram alocados de forma randomizada após o nascimento de acordo com o modelo de PC e tratamento neonatal com kaempferol. O tratamento com Kampeferol (1 mg / kg) foi realizado por via intraperitoneal nos primeiros 21 dias pós-natais. O modelo experimental de paralisia cerebral consistiu em episódios de anóxia e restrição sensório-motora das patas posteriores (P2-P28). As análises experimentais revelaram que o tratamento neonatal com kaempferol atenuou os déficits de desenvolvimento do sistema neuromotor, adicionalmente preveniu o impacto sobre a proliferação de células progenitoras, no aumento do perfil de micróglias ativadas e proliferação microglial no giro denteado do hipocampo. Adicionalmente, os déficits de marcha, redução de força muscular e fenótipo muscular alterado observados em ratos com PC, foram reduzidos com o tratamento neonatal com kaempferol.


  • Mostrar Abstract
  • A paralisia cerebral (PC) é caracterizada por uma lesão cerebral em período crítico de
    desenvolvimento do sistema nervoso central, e em consequência déficits motores,
    comportamentais e de aprendizado são observados nos indivíduos acometidos. Dentre as
    estratégias de intervenção nutricionais ou mesmo farmacológicas que estão sendo estudas
    atualmente, os flavonoides, como o Kaempferol tem se destacado por suas propriedades
    anti-inflamatórias e neuroprotetoras. Nesse contexto objetivamos avaliar as repercussões do tratamento neonatal com kaempferol sobre o desenvolvimento neuro-músculo-esquelético de ratos submetidos ao modelo de PC. Para a composição dos grupos experimentais, ratos Wistar machos foram alocados de forma randomizada após o nascimento de acordo com o modelo de PC e tratamento neonatal com kaempferol. O tratamento com Kampeferol (1 mg / kg) foi realizado por via intraperitoneal nos primeiros 21 dias pós-natais. O modelo experimental de paralisia cerebral consistiu em episódios de anóxia e restrição sensório-motora das patas posteriores (P2-P28). As análises experimentais revelaram que o tratamento neonatal com kaempferol atenuou os déficits de desenvolvimento do sistema neuromotor, adicionalmente preveniu o impacto sobre a proliferação de células progenitoras, no aumento do perfil de micróglias ativadas e proliferação microglial no giro denteado do hipocampo. Adicionalmente, os déficits de marcha, redução de força muscular e fenótipo muscular alterado observados em ratos com PC, foram reduzidos com o tratamento neonatal com kaempferol.

2
  • MANUELLA DA LUZ DUARTE BARROS
  • INIBIÇÃO NEONATAL DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA: exposição perinatal a dieta hiperlipídica/hipercalórica e resposta a agonistas serotoninérgicos

  • Orientador : RAUL MANHAES DE CASTRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GISELIA DE SANTANA MUNIZ
  • KELLI NOGUEIRA FERRAZ PEREIRA ALTHOFF
  • LIGIA CRISTINA MONTEIRO GALINDO
  • RAQUEL DA SILVA ARAGAO
  • SANDRA LOPES DE SOUZA
  • Data: 17/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • A exposição a dietas hiperlipídicas e hipercalóricas (DHH) vem sendo
    associada à obesidade e síndrome metabólica. Por outro lado, o aumento da
    disponibilidade de serotonina no período neonatal parece induzir um “lean
    phenotype”. O objetivo desta tese foi investigar adaptações fenotípicas no sistema
    serotoninérgico e na regulação hipotalâmica do balanço energético em ratos em
    resposta à inibição neonatal da recaptação de serotonina (INRS) e à exposição
    materna a uma DHH durante a gestação e lactação. No experimento 1, Ratas Wistar
    foram alimentadas com ração padrão de biotério ou com uma DHH desde a
    adaptação para o acasalamento até o desmame. Cada ninhada foi tratada com
    solução salina e fluoxetina do 1° ao 21° dia pós-natal. Desfechos relacionados ao
    desenvolvimento somático, balanço energético e indicadores do metabolismo foram
    avaliados na prole jovem. No experimento 2, as ninhadas foram submetidas apenas
    à intervenção farmacológica, semelhante ao experimento 1. Na vida adulta, a prole
    foi submetida à estereotaxia. O comportamento alimentar e a atividade neuronal no
    núcleo arqueado do hipotálamo foram avaliados após recuperação cirúrgica e
    injeção intracerebroventricular de agonistas dos receptores 5-HT2C e 5-HT1B.
    Observou-se que a INRS aumenta a sensibilidade das respostas associadas aos
    receptores 5-HT2C. Frente à exposição perinatal a DHH, houve modificação do
    desenvolvimento somático e do metabolismo energético sem alterações no
    comportamento alimentar. Por fim, a INRS pode reverter ou atenuar alguns efeitos
    de uma DHH sobre o metabolismo energético.


  • Mostrar Abstract
  • A exposição a dietas hiperlipídicas e hipercalóricas (DHH) vem sendo
    associada à obesidade e síndrome metabólica. Por outro lado, o aumento da
    disponibilidade de serotonina no período neonatal parece induzir um “lean
    phenotype”. O objetivo desta tese foi investigar adaptações fenotípicas no sistema
    serotoninérgico e na regulação hipotalâmica do balanço energético em ratos em
    resposta à inibição neonatal da recaptação de serotonina (INRS) e à exposição
    materna a uma DHH durante a gestação e lactação. No experimento 1, Ratas Wistar
    foram alimentadas com ração padrão de biotério ou com uma DHH desde a
    adaptação para o acasalamento até o desmame. Cada ninhada foi tratada com
    solução salina e fluoxetina do 1° ao 21° dia pós-natal. Desfechos relacionados ao
    desenvolvimento somático, balanço energético e indicadores do metabolismo foram
    avaliados na prole jovem. No experimento 2, as ninhadas foram submetidas apenas
    à intervenção farmacológica, semelhante ao experimento 1. Na vida adulta, a prole
    foi submetida à estereotaxia. O comportamento alimentar e a atividade neuronal no
    núcleo arqueado do hipotálamo foram avaliados após recuperação cirúrgica e
    injeção intracerebroventricular de agonistas dos receptores 5-HT2C e 5-HT1B.
    Observou-se que a INRS aumenta a sensibilidade das respostas associadas aos
    receptores 5-HT2C. Frente à exposição perinatal a DHH, houve modificação do
    desenvolvimento somático e do metabolismo energético sem alterações no
    comportamento alimentar. Por fim, a INRS pode reverter ou atenuar alguns efeitos
    de uma DHH sobre o metabolismo energético.

3
  • LISIANNY CAMILLA COCRI DO NASCIMENTO FERREIRA
  • SÍNDROME METABÓLICA EM ADULTOS DO ESTADO DE PERNAMBUCO: EVOLUÇÃO TEMPORAL E FATORES ASSOCIADOS

  • Orientador : PEDRO ISRAEL CABRAL DE LIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEOPOLDINA AUGUSTA SOUZA SEQUEIRA DE ANDRADE
  • MARIA DA CONCEICAO CHAVES DE LEMOS
  • NATHALIA PAULA DE SOUZA
  • POLIANA COELHO CABRAL
  • RAQUEL CANUTO
  • Data: 01/04/2022

  • Mostrar Resumo
  • A Síndrome Metabólica (SM) é definida como um conjunto de fatores de risco inter-
    relacionados, e embora as principais causas para surgimento da etiologia

    permaneçam indeterminadas, estudos sugerem que a obesidade abdominal e
    resistência à ação da insulina exerçam um papel chave. Diante de sua associação
    com doenças de grande impacto na saúde pública, e do elevado risco de morte que a
    SM adiciona a essas causas, o presente estudo tem como objetivo analisar a evolução
    temporal e fatores associados à síndrome metabólica em adultos do estado de
    Pernambuco nos anos de 2006 e 2016. A presente investigação trata-se de um estudo
    de delineamento transversal de base populacional, realizado com adultos, na faixa
    etária entre 25 e 59 anos, de ambos os sexos. A SM foi definida a partir da
    harmonização do consenso internacional de cardiologia e da Pesquisa Nacional de
    Saúde como ≥ 3 componentes: circunferência abdominal, colesterol total,
    triglicerídeos e hipertensão arterial elevados ou em tratamento para essas
    anormalidades. As informações utilizadas para a realização desta casuística fazem
    parte do banco de dados da Pesquisa Estadual de Saúde e Nutrição de Pernambuco
    (PESN). Na análise dos dados foram empregadas inicialmente uma pós-estratificação

    no banco, em seguida estatísticas descritivas e testes de associação pelo qui-
    quadrado. Para a análise dos fatores associados à SM, foi realizado o modelo de

    regressão logística. As variáveis que apresentarem nesta análise um valor de p<0,20
    foram selecionadas para o modelo multivariado, considerando um nível de
    significância de 5%. Para avaliar a evolução temporal entre as pesquisas foi
    empregada a interação de tempo X covariável, visando identificar as variáveis
    modificadoras as quais pudessem estar associadas a essa alteração prevalência da
    SM entre 2016 x 2006. Aquelas variáveis cujo valor de “p” para as interações forem
    ≤0,20 foram consideradas como significantes para as categorias avaliadas. A
    prevalência da síndrome metabólica encontrada foi 32,5% e 47,1%, em 2006 e 2016
    respectivamente, sendo esse aumento significativo entre as duas enquetes (OR=1,8;
    p=0,002), e principalmente devido ao aumento dos componentes colesterol e
    obesidade abdominal. Na III PESN permaneceram no modelo final ajustado as
    variáveis: idade (p<0,001) e destino dos dejetos (p=0,0357). Para a IV PESN,
    permaneceram associadas a SM no modelo final as variáveis idade (p<0,001) e cor
    da pele (p=0,0439). Para a evolução, em modelos ajustados o aumento foi maior para

    mulher vs. homem (OR=2,6 vs 1,6, p=0,123), entre brancos vs. outros (OR=3,2 vs.
    1,8, p=0,127), em áreas urbana vs. rural (OR=2,3 vs 1,4, p=0,204), para sujeitos com
    nível intermediário de educação (OR=3,7 vs. OR=2,3 para o menor nível ou OR=1,3
    para o maior, p=0,145) e entre profissionalmente ativo vs. inativo (OR=2,4 vs. 1,5,
    p=0,138). Não houve efeito modificador da idade ou nos tercis do índice de condição
    socioeconômica. O aumento acentuado na prevalência da SM foi principalmente
    devido aos componentes de colesterol e adiposidade abdominal. O forte padrão
    sociodemográfico da evolução pode oferecer subsídios para a prevenção direcionada
    para conter o aumento, bem como para abordar as desigualdades.


  • Mostrar Abstract
  • A Síndrome Metabólica (SM) é definida como um conjunto de fatores de risco inter-
    relacionados, e embora as principais causas para surgimento da etiologia

    permaneçam indeterminadas, estudos sugerem que a obesidade abdominal e
    resistência à ação da insulina exerçam um papel chave. Diante de sua associação
    com doenças de grande impacto na saúde pública, e do elevado risco de morte que a
    SM adiciona a essas causas, o presente estudo tem como objetivo analisar a evolução
    temporal e fatores associados à síndrome metabólica em adultos do estado de
    Pernambuco nos anos de 2006 e 2016. A presente investigação trata-se de um estudo
    de delineamento transversal de base populacional, realizado com adultos, na faixa
    etária entre 25 e 59 anos, de ambos os sexos. A SM foi definida a partir da
    harmonização do consenso internacional de cardiologia e da Pesquisa Nacional de
    Saúde como ≥ 3 componentes: circunferência abdominal, colesterol total,
    triglicerídeos e hipertensão arterial elevados ou em tratamento para essas
    anormalidades. As informações utilizadas para a realização desta casuística fazem
    parte do banco de dados da Pesquisa Estadual de Saúde e Nutrição de Pernambuco
    (PESN). Na análise dos dados foram empregadas inicialmente uma pós-estratificação

    no banco, em seguida estatísticas descritivas e testes de associação pelo qui-
    quadrado. Para a análise dos fatores associados à SM, foi realizado o modelo de

    regressão logística. As variáveis que apresentarem nesta análise um valor de p<0,20
    foram selecionadas para o modelo multivariado, considerando um nível de
    significância de 5%. Para avaliar a evolução temporal entre as pesquisas foi
    empregada a interação de tempo X covariável, visando identificar as variáveis
    modificadoras as quais pudessem estar associadas a essa alteração prevalência da
    SM entre 2016 x 2006. Aquelas variáveis cujo valor de “p” para as interações forem
    ≤0,20 foram consideradas como significantes para as categorias avaliadas. A
    prevalência da síndrome metabólica encontrada foi 32,5% e 47,1%, em 2006 e 2016
    respectivamente, sendo esse aumento significativo entre as duas enquetes (OR=1,8;
    p=0,002), e principalmente devido ao aumento dos componentes colesterol e
    obesidade abdominal. Na III PESN permaneceram no modelo final ajustado as
    variáveis: idade (p<0,001) e destino dos dejetos (p=0,0357). Para a IV PESN,
    permaneceram associadas a SM no modelo final as variáveis idade (p<0,001) e cor
    da pele (p=0,0439). Para a evolução, em modelos ajustados o aumento foi maior para

    mulher vs. homem (OR=2,6 vs 1,6, p=0,123), entre brancos vs. outros (OR=3,2 vs.
    1,8, p=0,127), em áreas urbana vs. rural (OR=2,3 vs 1,4, p=0,204), para sujeitos com
    nível intermediário de educação (OR=3,7 vs. OR=2,3 para o menor nível ou OR=1,3
    para o maior, p=0,145) e entre profissionalmente ativo vs. inativo (OR=2,4 vs. 1,5,
    p=0,138). Não houve efeito modificador da idade ou nos tercis do índice de condição
    socioeconômica. O aumento acentuado na prevalência da SM foi principalmente
    devido aos componentes de colesterol e adiposidade abdominal. O forte padrão
    sociodemográfico da evolução pode oferecer subsídios para a prevenção direcionada
    para conter o aumento, bem como para abordar as desigualdades.

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  • NATALIA CARVALHO MONTENEGRO DE VASCONCELOS
  • ELABORAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO E APLICAÇÃO DA FARINHA DE COGUMELO PLEUROTUS ERYNGII NA FORMULAÇÃO DE BARRA DE CEREAL

  • Orientador : LEONIE ASFORA SARUBBO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARGARIDA ANGELICA DA SILVA VASCONCELOS
  • MICHELLE GALINDO DE OLIVEIRA
  • SAMARA ALVACHIAN CARDOSO ANDRADE
  • SILVANA MAGALHAES SALGADO
  • VIVIANE LANSKY XAVIER DE SOUZA LEAO
  • Data: 01/04/2022

  • Mostrar Resumo
  • O interesse por produtos alimentícios nutritivos, funcionais e de aproveitamento
    integral é uma tendência global. Os cogumelos comestíveis, apresentam tais
    características, mas o seu consumo no Brasil ainda é baixo em comparação aos
    continentes Asiático e Europeu, sendo uma alternativa a exploração do seu potencial
    ao inserir esses fungos na formulação de produtos já amplamente consumidos pelo
    público brasileiro. Dentre os produtos que poderia ser acrescido com cogumelos,
    estão as barras de cereais, que por ainda serem ainda consideradas um produto
    ultraprocessado, despertam a necessidade de alterações em sua formulação para
    melhorar características nutricionais e funcionais, com o intuito de elaborar um produto
    alimentício que auxilie na prevenção de doenças e manutenção de estilo de vida
    saudável. Desta forma, objetivou-se desenvolver a farinha de cogumelo P. eryngii para
    formulações de barra de cereal, visando à seleção de uma formulação final.
    Primeiramente foi obtida a farinha de cogumelos e feita a determinação do rendimento,
    caracterização físico-química, verificação do potencial antioxidante, análises
    microbiológicas e físicas. Após essas análises a farinha de cogumelo foi utilizada na
    elaboração das barras de cereais, sendo desenvolvidas 4 formulações F0 - padrão,
    F1 -10%, F2-20% e F3-30% com a finalidade de avaliar a influência do percentual da
    farinha sobre os atributos sensoriais (aroma, cor, textura, sabor e avaliação global),
    índice de aceitabilidade e intenção de compra. É importante salientar que todas as
    formulações foram submetidas as análises microbiológicas previamente a fim de
    garantir a segurança dos provadores. Após esta etapa, foi escolhida a formulação
    melhor aceita para proceder com a informação nutricional, análises físico-químicas e
    físicas. A farinha de cogumelo P. eryngii se destacou por apresentar baixa atividade
    de água, baixo teor de lipídeos, elevado teor de fibras e de proteínas. Ademais,
    revelou contribuição para ingestão diária recomendada pelo alto teor dos minerais
    fósforo, ferro e magnésio. A atividade antioxidante não revelou boa capacidade de
    sequestrantes DPPH+ e ABTS+

    , apesar do elevado teor de fenólicos e flavonoides da
    farinha. Sobre a análise sensorial, a adição da farinha garantiu melhoria na textura
    das formulações, com destaque para F2 e F3, e o índice de aceitabilidade da F2
    apresentou valor superior a 80% em todos os atributos, sendo evidenciada dentre as
    demais formulações e caracterizada como fonte de fibras. Deste modo, as barras de

    cereal elaboradas neste estudo, em especial a F2, se mostraram com potencial
    nutricional, funcional e de mercado.


  • Mostrar Abstract
  • O interesse por produtos alimentícios nutritivos, funcionais e de aproveitamento
    integral é uma tendência global. Os cogumelos comestíveis, apresentam tais
    características, mas o seu consumo no Brasil ainda é baixo em comparação aos
    continentes Asiático e Europeu, sendo uma alternativa a exploração do seu potencial
    ao inserir esses fungos na formulação de produtos já amplamente consumidos pelo
    público brasileiro. Dentre os produtos que poderia ser acrescido com cogumelos,
    estão as barras de cereais, que por ainda serem ainda consideradas um produto
    ultraprocessado, despertam a necessidade de alterações em sua formulação para
    melhorar características nutricionais e funcionais, com o intuito de elaborar um produto
    alimentício que auxilie na prevenção de doenças e manutenção de estilo de vida
    saudável. Desta forma, objetivou-se desenvolver a farinha de cogumelo P. eryngii para
    formulações de barra de cereal, visando à seleção de uma formulação final.
    Primeiramente foi obtida a farinha de cogumelos e feita a determinação do rendimento,
    caracterização físico-química, verificação do potencial antioxidante, análises
    microbiológicas e físicas. Após essas análises a farinha de cogumelo foi utilizada na
    elaboração das barras de cereais, sendo desenvolvidas 4 formulações F0 - padrão,
    F1 -10%, F2-20% e F3-30% com a finalidade de avaliar a influência do percentual da
    farinha sobre os atributos sensoriais (aroma, cor, textura, sabor e avaliação global),
    índice de aceitabilidade e intenção de compra. É importante salientar que todas as
    formulações foram submetidas as análises microbiológicas previamente a fim de
    garantir a segurança dos provadores. Após esta etapa, foi escolhida a formulação
    melhor aceita para proceder com a informação nutricional, análises físico-químicas e
    físicas. A farinha de cogumelo P. eryngii se destacou por apresentar baixa atividade
    de água, baixo teor de lipídeos, elevado teor de fibras e de proteínas. Ademais,
    revelou contribuição para ingestão diária recomendada pelo alto teor dos minerais
    fósforo, ferro e magnésio. A atividade antioxidante não revelou boa capacidade de
    sequestrantes DPPH+ e ABTS+

    , apesar do elevado teor de fenólicos e flavonoides da
    farinha. Sobre a análise sensorial, a adição da farinha garantiu melhoria na textura
    das formulações, com destaque para F2 e F3, e o índice de aceitabilidade da F2
    apresentou valor superior a 80% em todos os atributos, sendo evidenciada dentre as
    demais formulações e caracterizada como fonte de fibras. Deste modo, as barras de

    cereal elaboradas neste estudo, em especial a F2, se mostraram com potencial
    nutricional, funcional e de mercado.

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  • PENHA PATRICIA CABRAL RIBEIRO
  • CARACTERIZAÇÃO E UTILIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DO ÓLEO E DO RESÍDUO DA SEMENTE DE FAVELEIRA (Cnidoscolus quercifolius): AGREGAÇÃO DE VALOR A UMA FORRAGEIRA DO SEMIÁRIDO

  • Orientador : THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO CANINDE DE SOUSA JUNIOR
  • FRANCISCO HUMBERTO XAVIER JÚNIOR
  • LUCIANA LEITE DE ANDRADE LIMA
  • TANIA LUCIA MONTENEGRO STAMFORD
  • VIVIANE LANSKY XAVIER DE SOUZA LEAO
  • Data: 01/04/2022

  • Mostrar Resumo
  • A faveleira é uma planta forrageira encontrada no semiárido, faz parte do bioma
    Caatinga e possui sementes oleaginosas que podem ser utilizadas para obtenção de
    óleo. Durante a prensagem das sementes para obtenção desse óleo é gerado um
    resíduo chamado de torta, cuja utilização como ingrediente alimentício é uma forma
    de agregar valor ao resíduo, diversificar os produtos disponíveis no mercado e
    promover uma produção de óleo sustentável. O presente trabalho visa caracterizar e
    utilizar de forma sustentável o óleo e o resíduo da semente de faveleira. Para tanto, a
    semente foi prensada, o óleo foi caracterizado (análises físico-químicas, composição
    química, estabilidade, toxicidade e bioatividade), o resíduo foi seco em estufa (60 °C
    por 10 horas) e triturado para produção de farinha que foi caracterizada (composição
    centesimal, compostos fenólicos, capacidade antioxidante e propriedades
    tecnológicas) e empregada na preparação de biscoitos, substituindo a farinha de trigo
    em diferentes níveis (0, 25 e 50%). Os biscoitos foram avaliados quanto à composição
    centesimal, conteúdo fenólico, atividade antioxidante e aspectos físicos,
    microbiológicos e sensoriais. Observou-se que o óleo apresenta teor de acidez igual
    a 0,33 ± 0,09% de ácido oleico e índice de peróxido igual a zero imediatamente após
    a extração, 1,82 ± 0,01 mg de clorofila, 0,79 ± 0,01 mg de carotenoides e 0,28 ± 0,01
    mg β-caroteno por quilo de óleo e predominância de ácidos graxos insaturados (71,61
    ± 0,08%). Além de apresentar estabilidade térmica e oxidativa e conteúdo fenólico
    total igual a 108,11 ± 8,14 mg AGE/100 g de óleo, predominando vanilina (2,60 ± 0,24
    mg/Kg de óleo), eugenol (2,08 ± 0,03 mg/Kg de óleo) e quercetina (1,33 ± 0,05 mg/Kg
    de óleo). O óleo não apresentou toxicidade in vitro e in vivo e apresentou atividade
    antioxidante, anti-inflamatória e antinociceptiva. A farinha é rica em fibras (35,94 ±
    0,11%), tem atividade antioxidante e conteúdo fenólico total igual a 2070,94 ± 81,70
    mg AGE/100 g de extrato seco, predominando ácido gálico (21015,85 ± 4981,76 μg/g
    de extrato seco). Os ácidos graxos insaturados estão em maior proporção (71,42%) e
    a farinha possui 0,18 ± 0,01 de atividade de água e 92,00 ± 2,83% de capacidade de
    absorção de óleo. A substituição parcial da farinha de trigo pela farinha da torta da
    semente de faveleira melhorou a qualidade nutricional e bioativa dos biscoitos,
    aumentando o teor de cinzas, lipídeos, proteínas, fibras, conteúdo fenólico total e
    atividade antioxidante. Os ácidos graxos predominantes nas 3 formulações foram

    palmítico (31,20-37,38%) e oleico (26,43-30,47%). Diâmetro, espessura, volume e
    fator de expansão foram iguais para as 3 formulações, mas a adição da farinha de
    faveleira aumentou a massa dos biscoitos. Além disso, não houve contaminação em
    nenhuma das formulações e todas foram bem aceitas e passíveis de comercialização.
    Sendo assim, sugere-se que o óleo, bem como a farinha da torta da semente de
    faveleira e os biscoitos formulados com essa farinha, têm boas caraterísticas para
    serem empregados na alimentação humana como alimentos funcionais, agregando
    valor a uma forrageira do semiárido e evitando o descarte de resíduos.


  • Mostrar Abstract
  • A faveleira é uma planta forrageira encontrada no semiárido, faz parte do bioma
    Caatinga e possui sementes oleaginosas que podem ser utilizadas para obtenção de
    óleo. Durante a prensagem das sementes para obtenção desse óleo é gerado um
    resíduo chamado de torta, cuja utilização como ingrediente alimentício é uma forma
    de agregar valor ao resíduo, diversificar os produtos disponíveis no mercado e
    promover uma produção de óleo sustentável. O presente trabalho visa caracterizar e
    utilizar de forma sustentável o óleo e o resíduo da semente de faveleira. Para tanto, a
    semente foi prensada, o óleo foi caracterizado (análises físico-químicas, composição
    química, estabilidade, toxicidade e bioatividade), o resíduo foi seco em estufa (60 °C
    por 10 horas) e triturado para produção de farinha que foi caracterizada (composição
    centesimal, compostos fenólicos, capacidade antioxidante e propriedades
    tecnológicas) e empregada na preparação de biscoitos, substituindo a farinha de trigo
    em diferentes níveis (0, 25 e 50%). Os biscoitos foram avaliados quanto à composição
    centesimal, conteúdo fenólico, atividade antioxidante e aspectos físicos,
    microbiológicos e sensoriais. Observou-se que o óleo apresenta teor de acidez igual
    a 0,33 ± 0,09% de ácido oleico e índice de peróxido igual a zero imediatamente após
    a extração, 1,82 ± 0,01 mg de clorofila, 0,79 ± 0,01 mg de carotenoides e 0,28 ± 0,01
    mg β-caroteno por quilo de óleo e predominância de ácidos graxos insaturados (71,61
    ± 0,08%). Além de apresentar estabilidade térmica e oxidativa e conteúdo fenólico
    total igual a 108,11 ± 8,14 mg AGE/100 g de óleo, predominando vanilina (2,60 ± 0,24
    mg/Kg de óleo), eugenol (2,08 ± 0,03 mg/Kg de óleo) e quercetina (1,33 ± 0,05 mg/Kg
    de óleo). O óleo não apresentou toxicidade in vitro e in vivo e apresentou atividade
    antioxidante, anti-inflamatória e antinociceptiva. A farinha é rica em fibras (35,94 ±
    0,11%), tem atividade antioxidante e conteúdo fenólico total igual a 2070,94 ± 81,70
    mg AGE/100 g de extrato seco, predominando ácido gálico (21015,85 ± 4981,76 μg/g
    de extrato seco). Os ácidos graxos insaturados estão em maior proporção (71,42%) e
    a farinha possui 0,18 ± 0,01 de atividade de água e 92,00 ± 2,83% de capacidade de
    absorção de óleo. A substituição parcial da farinha de trigo pela farinha da torta da
    semente de faveleira melhorou a qualidade nutricional e bioativa dos biscoitos,
    aumentando o teor de cinzas, lipídeos, proteínas, fibras, conteúdo fenólico total e
    atividade antioxidante. Os ácidos graxos predominantes nas 3 formulações foram

    palmítico (31,20-37,38%) e oleico (26,43-30,47%). Diâmetro, espessura, volume e
    fator de expansão foram iguais para as 3 formulações, mas a adição da farinha de
    faveleira aumentou a massa dos biscoitos. Além disso, não houve contaminação em
    nenhuma das formulações e todas foram bem aceitas e passíveis de comercialização.
    Sendo assim, sugere-se que o óleo, bem como a farinha da torta da semente de
    faveleira e os biscoitos formulados com essa farinha, têm boas caraterísticas para
    serem empregados na alimentação humana como alimentos funcionais, agregando
    valor a uma forrageira do semiárido e evitando o descarte de resíduos.

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  • RAFAEL AUGUSTO BATISTA DE MEDEIROS
  • INFLUÊNCIA DA EXTRAÇÃO ASSISTIDA POR ULTRASSOM E IMPREGNAÇÃO DE COMPOSTOS FENÓLICOS DE RESÍDUO DE UVA NA PRODUÇÃO DE MANGA DESIDRATADA

  • Orientador : PATRICIA MOREIRA AZOUBEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDA ARAUJO HONORATO
  • JENYFFER MEDEIROS CAMPOS GUERRA
  • THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • VIVIANE LANSKY XAVIER DE SOUZA LEAO
  • ZILMAR MEIRELES PIMENTA BARROS
  • Data: 01/04/2022

  • Mostrar Resumo
  • O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da extração assistida por ultrassom
    (EAU) e impregnação de fenólicos de resíduo de uva em manga desidratada. Na
    primeira etapa, o processo de extração dos polifenóis foi realizado através de um
    delineamento experimental com o uso do ultrassom em diferentes intensidades de
    potência (75 - 373 W/cm2) e tempos de aplicação (2 a 10 min). O processo foi
    avaliado em termos de fenólicos totais, antocianinas, taninos, capacidade
    antioxidante, cor e consumo de energia. Na segunda etapa, os polifenois extraídos
    foram incorporados na manga por diferentes metodologias de impregnação com
    ultrassom, tratamento osmótico e vácuo. Foram avaliados perda de água, ganho de
    sólidos, compostos fitoquímicos (carotenóides, fenólicos e ácido ascórbico), firmeza,
    cor e consumo energético. Após a impregnação, as amostras foram submetidas à
    secagem convectiva a 60 oC (terceira etapa) e avaliadas em termos de taxa de
    secagem (TS), compostos fitoquímicos, firmeza e teste sensorial. Na última etapa do
    trabalho, amostras de manga ainda foram submetidas a outros métodos alternativos
    de secagem com ultrassom e vácuo, de forma contínua e intermitente. Os seguintes
    parâmetros foram avaliados: TS, compostos fitoquímicos, firmeza e consumo
    energético. Na etapa da EAU de polifenóis do resíduo de uva, a maior extração de
    fenólicos (51,73 mg EAG/g), antocianinas (2,05 mg/g) e taninos (62,65 mg EC/g) foi
    obtida com um aumento no nível de amplitude e tempo de aplicação do ultrassom.
    Os resultados da capacidade antioxidante foram proporcionais às concentrações de
    polifenóis (401,62 μmol Trolox/g). Na etapa de impregnação dos polifenóis da uva na
    manga, os ensaios de impregnação a vácuo e de impregnação a vácuo assistida por
    ultrassom apresentaram o melhor desempenho em relação à retenção de
    carotenóides (33,07 – 34,53 μg/g) e ácido ascórbico (25,57 – 40,97 mg/100g), maior
    incorporação de polifenóis do resíduo da uva pela manga (6,29 – 7,74 mg EAG/g),
    maior mudança de cor e textura mais macia. Na etapa de secagem convectiva da
    manga impregnada, amostras tratadas com vácuo, ultrassom e desidratação
    osmótica apresentaram taxas de secagem mais rápidas, além de maior retenção de
    carotenóides (6,77 μg/g), fenólicos (1,84 mg EAG/g) e ácido ascórbico (7,05
    mg/100g). A avaliação sensorial mostrou que as amostras impregnadas
    apresentaram boa aceitação. Em relação aos diferentes métodos de secagem
    empregados, a secagem com vácuo e ultrassom resultou em menor tempo de

    6

    secagem e menor degradação térmica dos carotenóides (38,18 μg/g) e fenólicos
    (1,88 mg EAG/g), enquanto que a secagem a vácuo resultou em maior retenção de
    ácido ascórbico (59,36 mg/100g). Por outro lado, nos tratamentos com ultrassom,
    houve perdas de fenólicos (0,64 – 0,73 mg EAG/g) e ácido ascórbico (16,63 – 21,30
    mg/100g). A utilização de pulsos de ultrassom e vácuo resultou em secagens mais
    rápidas que as secagens contínuas, e consequente redução do consumo energético.
    O presente trabalho mostrou que a EAU e a impregnação de fenólicos de resíduo de
    uva em manga seca é viável, e a utilização de combinações de vácuo e ultrassom
    (contínuo e intermitente) são capazes de otimizar o processo de secagem da manga
    e preservar seu valor nutricional.


  • Mostrar Abstract
  • O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da extração assistida por ultrassom
    (EAU) e impregnação de fenólicos de resíduo de uva em manga desidratada. Na
    primeira etapa, o processo de extração dos polifenóis foi realizado através de um
    delineamento experimental com o uso do ultrassom em diferentes intensidades de
    potência (75 - 373 W/cm2) e tempos de aplicação (2 a 10 min). O processo foi
    avaliado em termos de fenólicos totais, antocianinas, taninos, capacidade
    antioxidante, cor e consumo de energia. Na segunda etapa, os polifenois extraídos
    foram incorporados na manga por diferentes metodologias de impregnação com
    ultrassom, tratamento osmótico e vácuo. Foram avaliados perda de água, ganho de
    sólidos, compostos fitoquímicos (carotenóides, fenólicos e ácido ascórbico), firmeza,
    cor e consumo energético. Após a impregnação, as amostras foram submetidas à
    secagem convectiva a 60 oC (terceira etapa) e avaliadas em termos de taxa de
    secagem (TS), compostos fitoquímicos, firmeza e teste sensorial. Na última etapa do
    trabalho, amostras de manga ainda foram submetidas a outros métodos alternativos
    de secagem com ultrassom e vácuo, de forma contínua e intermitente. Os seguintes
    parâmetros foram avaliados: TS, compostos fitoquímicos, firmeza e consumo
    energético. Na etapa da EAU de polifenóis do resíduo de uva, a maior extração de
    fenólicos (51,73 mg EAG/g), antocianinas (2,05 mg/g) e taninos (62,65 mg EC/g) foi
    obtida com um aumento no nível de amplitude e tempo de aplicação do ultrassom.
    Os resultados da capacidade antioxidante foram proporcionais às concentrações de
    polifenóis (401,62 μmol Trolox/g). Na etapa de impregnação dos polifenóis da uva na
    manga, os ensaios de impregnação a vácuo e de impregnação a vácuo assistida por
    ultrassom apresentaram o melhor desempenho em relação à retenção de
    carotenóides (33,07 – 34,53 μg/g) e ácido ascórbico (25,57 – 40,97 mg/100g), maior
    incorporação de polifenóis do resíduo da uva pela manga (6,29 – 7,74 mg EAG/g),
    maior mudança de cor e textura mais macia. Na etapa de secagem convectiva da
    manga impregnada, amostras tratadas com vácuo, ultrassom e desidratação
    osmótica apresentaram taxas de secagem mais rápidas, além de maior retenção de
    carotenóides (6,77 μg/g), fenólicos (1,84 mg EAG/g) e ácido ascórbico (7,05
    mg/100g). A avaliação sensorial mostrou que as amostras impregnadas
    apresentaram boa aceitação. Em relação aos diferentes métodos de secagem
    empregados, a secagem com vácuo e ultrassom resultou em menor tempo de

    6

    secagem e menor degradação térmica dos carotenóides (38,18 μg/g) e fenólicos
    (1,88 mg EAG/g), enquanto que a secagem a vácuo resultou em maior retenção de
    ácido ascórbico (59,36 mg/100g). Por outro lado, nos tratamentos com ultrassom,
    houve perdas de fenólicos (0,64 – 0,73 mg EAG/g) e ácido ascórbico (16,63 – 21,30
    mg/100g). A utilização de pulsos de ultrassom e vácuo resultou em secagens mais
    rápidas que as secagens contínuas, e consequente redução do consumo energético.
    O presente trabalho mostrou que a EAU e a impregnação de fenólicos de resíduo de
    uva em manga seca é viável, e a utilização de combinações de vácuo e ultrassom
    (contínuo e intermitente) são capazes de otimizar o processo de secagem da manga
    e preservar seu valor nutricional.

7
  • RUFINO ANTÓNIO INFANTE
  • EFEITO SOBRE AS CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E NUTRICIONAIS DA UTILIZAÇÃO DO ULTRASSOM COMO PRÉ-TRATAMENTO DA SECAGEM DE BATATA-DOCE (IPOMOEA BATATAS) BIOFORTIFICADA, CULTIVAR BEAUREGARD

  • Orientador : MARGARIDA ANGELICA DA SILVA VASCONCELOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUCIA RAQUEL RAMOS BERGER
  • MARCOS ANTONIO BARBOSA DE LIMA
  • NATALIA FERRAO CASTELO BRANCO MELO
  • TANIA LUCIA MONTENEGRO STAMFORD
  • THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • Data: 01/04/2022

  • Mostrar Resumo
  • Este trabalho teve como objetivo estudar a utilização do ultrassom como pré-
    tratamento na secagem da batata-doce biofortificada, seu efeito sobre as caracterís-
    ticas estruturais e nutricionais. A etapa de pré-tratamento foi realizada em banho

    ultrassônico a 30 ° C / 10 min. As amostras foram secas a 50 ° C e 70 ° C e seis
    modelos de camada fina foram utilizados para ajustar os dados experimentais de
    secagem. A microestrutura foi caracterizada por microscopia eletrônica de varredura

    e a estrutura foi analisada por espectroscopia no infravermelho. O teor de carotenoi-
    des totais foi quantificado e determinou-se a atividade antioxidante. Os resultados

    mostraram que, após o ultrassom, as amostras ganharam água, resultando em valo-
    res negativos para a perda de água. O modelo exponencial de dois termos foi o mais

    adequado na predição dos dados de secagem. O tempo de secagem foi reduzido
    por ultrassom e aumentando a temperatura de secagem; O ultrassom causou maior
    aglomeração e quebra da estrutura das amostras, aumentando porosidade e taxas

    de secagem. Análise de espectroscopia de absorção por infravermelho revelou se-
    melhanças de grupos funcionais em ambos os grupos. A secagem causou uma di-
    minuição do teor de carotenóides totais e influenciou a atividade antioxidante. No

    entanto, as amostras pré-tratadas com ultrassom, produziram menor perda total de

    carotenóides. Portanto, seria interessante determinar o perfil dos carotenoides pre-
    sentes nas amostras em ambos tratamentos, adicionalmente, desenvolver produto e

    analisar nutricional e sensorialmente. Mesmo com o avanço do conhecimento e das

    evidências cientificas das múltiplas vantagens do ultrassom, por ser ainda semi-
    piloto o uso desta tecnologia emergente-ultrassom e sua transferência para a indús-
    tria vai levar seu tempo.


  • Mostrar Abstract
  • Este trabalho teve como objetivo estudar a utilização do ultrassom como pré-
    tratamento na secagem da batata-doce biofortificada, seu efeito sobre as caracterís-
    ticas estruturais e nutricionais. A etapa de pré-tratamento foi realizada em banho

    ultrassônico a 30 ° C / 10 min. As amostras foram secas a 50 ° C e 70 ° C e seis
    modelos de camada fina foram utilizados para ajustar os dados experimentais de
    secagem. A microestrutura foi caracterizada por microscopia eletrônica de varredura

    e a estrutura foi analisada por espectroscopia no infravermelho. O teor de carotenoi-
    des totais foi quantificado e determinou-se a atividade antioxidante. Os resultados

    mostraram que, após o ultrassom, as amostras ganharam água, resultando em valo-
    res negativos para a perda de água. O modelo exponencial de dois termos foi o mais

    adequado na predição dos dados de secagem. O tempo de secagem foi reduzido
    por ultrassom e aumentando a temperatura de secagem; O ultrassom causou maior
    aglomeração e quebra da estrutura das amostras, aumentando porosidade e taxas

    de secagem. Análise de espectroscopia de absorção por infravermelho revelou se-
    melhanças de grupos funcionais em ambos os grupos. A secagem causou uma di-
    minuição do teor de carotenóides totais e influenciou a atividade antioxidante. No

    entanto, as amostras pré-tratadas com ultrassom, produziram menor perda total de

    carotenóides. Portanto, seria interessante determinar o perfil dos carotenoides pre-
    sentes nas amostras em ambos tratamentos, adicionalmente, desenvolver produto e

    analisar nutricional e sensorialmente. Mesmo com o avanço do conhecimento e das

    evidências cientificas das múltiplas vantagens do ultrassom, por ser ainda semi-
    piloto o uso desta tecnologia emergente-ultrassom e sua transferência para a indús-
    tria vai levar seu tempo.

2021
Dissertações
1
  • PRISCILA PRAZERES DE ASSIS
  •  

    CRESCIMENTO LINEAR E GANHO DE PESO EM LACTENTES COM ALERGIA À PROTEÍNA DO LEITE DE VACA GASTROINTESTINAL

  • Orientador : POLIANA COELHO CABRAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALCIDES DA SILVA DINIZ
  • MICHELLE FIGUEIREDO CARVALHO
  • SILVIA ALVES DA SILVA
  • Data: 10/02/2021

  • Mostrar Resumo
  • Este estudo avaliou o crescimento linear e o ganho de peso de lactentes com
    alergia à proteína do leite de vaca gastrointestinal (APLV GI) acompanhados por
    seis meses em um hospital universitário. Trata-se de um estudo do tipo série de
    casos, com informações dos prontuários de 84 lactentes que iniciaram atendimento
    entre 2015 e 2018. Foram coletados dados demográficos, clínicos, antropométricos
    e dietéticos. A avaliação antropométrica foi realizada pelos índices estatura/idade
    (E/I), peso/idade (P/I) e índice de massa corporal/idade (IMC/I) em escore-z,
    segundo os pontos de corte da Organização Mundial de Saúde de 2006. Foi
    considerado “catch-up growth” um ganho acima de 0,67 escore-z nos índices
    citados. Os resultados mostram no baseline mediana de idade de 4,0 meses, 53,6%
    do sexo masculino, 79,8% com atopia familiar e apenas 15,5% estavam em
    aleitamento materno exclusivo. O baixo peso ocorreu em 8,3% e 3,6% dos lactentes
    pelos índices P/I e IMC/I, respectivamente, e 15,5% apresentaram baixa estatura.
    Entre os sexos, as médias de escore-Z no índice IMC/I no baseline apontam
    tendência à significância (p=0,06), mas que desaparece ao final dos seis meses. No
    baseline o grupo tinha importante apresentação de manifestações clínicas, dentre as
    quais as mais prevalentes foram diarreia (51,2%) e sangue nas fezes (48,8%), e
    mostrou uma redução destas já no primeiro intervalo de avaliação. Verificou-se
    significante crescimento de recuperação durante o período  de acompanhamento,

    mas que não configurou o “catch up growth”. Ao final dessse período, houve redução
    nos percentuais de baixo peso (2,4% pelo índice P/I) e de baixa estatura (7,1%),
    mas este último ainda é um percetual elevado. Também houve aumento no
    percentual de excesso de peso (20,3% pelo índice P/I e de 29,8% pelo IMC/I). Na
    regressão linear múltipla, foi evidenciado que idade maior, sexo masculino,
    nascimento a termo e ausência de sangue nas fezes foram fatores preditivos para o
    ganho em peso (R2 ajustado=0,257 p<0,001) e crescimento linear (R2
    ajustado=0,486 p<0,001). Com esta pesquisa, conclui-se que lactentes com APLV
    GI têm crescimento prejudicado, mas após serem inseridos em um programa de
    acompanhamento, eles evoluem com melhora clínica e recuperação significante do
    crescimento, e que as variáveis idade maior, sexo masculino, nascimento a termo e
    ausência de sangue nas fezes foram fatores preditivos para o crescimento.


  • Mostrar Abstract
  • Este estudo avaliou o crescimento linear e o ganho de peso de lactentes com
    alergia à proteína do leite de vaca gastrointestinal (APLV GI) acompanhados por
    seis meses em um hospital universitário. Trata-se de um estudo do tipo série de
    casos, com informações dos prontuários de 84 lactentes que iniciaram atendimento
    entre 2015 e 2018. Foram coletados dados demográficos, clínicos, antropométricos
    e dietéticos. A avaliação antropométrica foi realizada pelos índices estatura/idade
    (E/I), peso/idade (P/I) e índice de massa corporal/idade (IMC/I) em escore-z,
    segundo os pontos de corte da Organização Mundial de Saúde de 2006. Foi
    considerado “catch-up growth” um ganho acima de 0,67 escore-z nos índices
    citados. Os resultados mostram no baseline mediana de idade de 4,0 meses, 53,6%
    do sexo masculino, 79,8% com atopia familiar e apenas 15,5% estavam em
    aleitamento materno exclusivo. O baixo peso ocorreu em 8,3% e 3,6% dos lactentes
    pelos índices P/I e IMC/I, respectivamente, e 15,5% apresentaram baixa estatura.
    Entre os sexos, as médias de escore-Z no índice IMC/I no baseline apontam
    tendência à significância (p=0,06), mas que desaparece ao final dos seis meses. No
    baseline o grupo tinha importante apresentação de manifestações clínicas, dentre as
    quais as mais prevalentes foram diarreia (51,2%) e sangue nas fezes (48,8%), e
    mostrou uma redução destas já no primeiro intervalo de avaliação. Verificou-se
    significante crescimento de recuperação durante o período  de acompanhamento,

    mas que não configurou o “catch up growth”. Ao final dessse período, houve redução
    nos percentuais de baixo peso (2,4% pelo índice P/I) e de baixa estatura (7,1%),
    mas este último ainda é um percetual elevado. Também houve aumento no
    percentual de excesso de peso (20,3% pelo índice P/I e de 29,8% pelo IMC/I). Na
    regressão linear múltipla, foi evidenciado que idade maior, sexo masculino,
    nascimento a termo e ausência de sangue nas fezes foram fatores preditivos para o
    ganho em peso (R2 ajustado=0,257 p<0,001) e crescimento linear (R2
    ajustado=0,486 p<0,001). Com esta pesquisa, conclui-se que lactentes com APLV
    GI têm crescimento prejudicado, mas após serem inseridos em um programa de
    acompanhamento, eles evoluem com melhora clínica e recuperação significante do
    crescimento, e que as variáveis idade maior, sexo masculino, nascimento a termo e
    ausência de sangue nas fezes foram fatores preditivos para o crescimento.

2
  • GUILHERME MATHEUS PESSOA DE ARRUDA
  • “EFEITO DO PRÉ-TRATAMENTO ULTRASSÔNICO ASSOCIADO A ETANOL E SECAGEM POR INFRAVERMELHO NOS PARÂMETROS DE QUALIDADE DO MAMÃO FORMOSA
    (Carica papaya L.)”

  • Orientador : PATRICIA MOREIRA AZOUBEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • MARGARIDA ANGELICA DA SILVA VASCONCELOS
  • FERNANDA ARAUJO HONORATO
  • Data: 28/04/2021

  • Mostrar Resumo
  • O mamão (Carica papaya L.) é uma fruta proveniente da América Latina, amplamente
    cultivada em regiões tropicais e subtropicais, sendo o Brasil, o segundo maior produtor
    mundial. É uma fruta reconhecida pelo seu valor nutricional, contudo, sua alta
    perecibilidade aumenta a dificuldade do seu manejo pós-colheita, fazendo com que o
    emprego de técnicas de preservação, à exemplo da secagem, sejam empregadas
    com o intuito de aumentar sua vida útil. Entretanto, técnicas convencionais de
    secagem, como a convectiva, apresentam desvantagens como alto gasto energético,
    oxidação de pigmentos e degradação de compostos bioativos. Assim, tecnologias
    emergentes tem sido propostas para reduzir as limitações relacionadas ao processo
    de secagem convencional, como a secagem por infravermelho, e sua associação com
    pré-tratamentos, como o ultrassom/etanol, com o intuito de aumentar a retenção dos
    nutrientes nos produtos desidratados. O objetivo deste estudo foi de avaliar a
    eficiência da utilização do pré-tratamento ultrassônico associado ao etanol e secagem
    por infravermelho nos parâmetros nutricionais do mamão em comparação à secagem
    convectiva. O pré-tratamento consistiu em submergir as amostras em etanol P.A. ou
    água destilada durante 20 minutos em banho ultrassônico e as secagens foram
    realizadas em uma secadora por infravermelho e estufa convectiva à 60oC. Foram
    avaliados os seguintes parâmetros: umidade, atividade de água (Aw), teor de ácido
    ascórbico, teor de carotenoides, cor, teor de fenólicos totais e atividade antioxidante –
    DPPH. Foi observado que todas as amostras apresentaram valores de Aw abaixo de
    0,60 e que o grupo pré-tratado com ultrassom e etanol e seco por infravermelho

    apresentou o menor tempo de secagem (84 minutos). Independentemente do pré-
    tratamento ou secagem utilizados, os parâmetros nutricionais foram afetados

    negativamente. Contudo, o mamão desidratado por infravermelho apresentou maior
    retenção de compostos fenólicos. Assim, os resultados reforçam que a aplicação dos
    pré-tratamentos e secagens em estudo diminuíram a Aw e o tempo de secagem das
    amostras e que o infravermelho foi capaz de minimizar a perda de compostos
    fenólicos, gerando produtos de maior valor funcional.


  • Mostrar Abstract
  • O mamão (Carica papaya L.) é uma fruta originária da América Latina,
    largamente cultivada em regiões tropicais e subtropicais, reconhecida pelo seu
    alto valor nutricional, contudo, sua alta perecibilidade aumenta a dificuldade do
    seu manejo pós-colheita, fazendo com que técnicas de preservação, a exemplo
    da secagem, sejam empregadas para estender sua vida útil. Entretanto, os
    métodos de secagem convencional são capazes de reduzir o valor nutricional
    dos produtos desidratados devido à sua exposição à altas temperaturas por
    longos períodos de secagem. Assim, o objetivo deste trabalho foi de avaliar a
    eficiência da utilização do pré-tratamento ultrassônico associado ao etanol nos
    parâmetros nutricionais do mamão comparado ao método de secagem
    convectiva. O pré-tratamento consistiu em submeter as amostras ao etanol ou
    água destilada em banho ultrassônico por 20 minutos e, posteriormente, a
    secagem foi realizada através de infravermelho ou estufa convectiva a 60oC. Foi
    observado que as amostras submetidas ao pré-tratamento com etanol e
    secagem por infravermelho apresentaram o menor tempo de secagem (84
    minutos) e que, independentemente do método de secagem utilizado, os
    parâmetros nutricionais foram afetados negativamente. Contudo, o mamão
    desidratado por infravermelho apresentou uma maior retenção de compostos
    fenólicos. Assim, os resultados reforçam que o uso combinado do ultrassom e
    etanol diminuem o tempo de secagem das amostras e que o infravermelho é
    capaz de minimizar a perda de compostos bioativos.

3
  • NADJA FERNANDES DA SILVA
  • Comparabilidade entre diferentes sítios anatômicos da região abdominal para estimativa da gordura visceral e parâmetros cardiometabólicos

  • Orientador : ALCIDES DA SILVA DINIZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MANOEL DA CUNHA COSTA
  • MARINA DE MORAES VASCONCELOS PETRIBU
  • POLIANA COELHO CABRAL
  • Data: 13/07/2021

  • Mostrar Resumo
  • Este estudo objetivou analisar diferentes sítios anatômicos da região abdominal para determinar o parâmetro posicional que identifica maior concentração de tecido adiposo visceral(TAV) e confere maior risco cardiometabólico. Trata-se de um estudo metodológico envolvendo profissionais adultos de ambos os sexos de um hospital público, realizado em 2020. O TAV foi avaliado por ultrassonografia em três sítios anatômicos abdominais e a circunferência abdominal(CA) foi mensurada utilizando-se sete protocolos distintos. Foram incluídos 106 indivíduos com mediana de idade de 42(36,8-46,2) anos. A avaliação da calibração intra e interavaliadores do procedimento ultrassonográfico para análise do TAV evidenciou alta reprodutibilidade. O padrão de distribuição de gordura abdominal apresentou diferença entre os sexos, com maiores médias de TAV no sexo masculino(p<0,05) e maiores médias de TAS no sexo feminino(p<0,005). Observou-se na varredura abdominal das mulheres, maior concentração de TAV e menor concentração de TAS na região mais estreita entre a crista ilíaca e a última costela(p<0,001). No sexo masculino, o perfil de disposição adiposa ao longo do abdômen se mostrou uniforme(p>0,05). As correlações entre TAV mensurado por USG e parâmetros cardiometabólicos foram relativamente mais fortes nas regiões mais superiores do abdômen(p<0,05). Em conclusão, as mulheres concentram mais TAV na região abdominal mais estreita, e no homem, a concentração de TAV se manteve disposta uniformemente ao longo do abdômen. Houve relativa superioridade para predição do risco cardiometabólico na região superior do abdômen em ambos os sexos.


  • Mostrar Abstract
  • Este estudo objetivou analisar diferentes sítios anatômicos da região abdominal para determinar o parâmetro posicional que identifica maior concentração de tecido adiposo visceral(TAV) e confere maior risco cardiometabólico. Trata-se de um estudo metodológico envolvendo profissionais adultos de ambos os sexos de um hospital público, realizado em 2020. O TAV foi avaliado por ultrassonografia em três sítios anatômicos abdominais e a circunferência abdominal(CA) foi mensurada utilizando-se sete protocolos distintos. Foram incluídos 106 indivíduos com mediana de idade de 42(36,8-46,2) anos. A avaliação da calibração intra e interavaliadores do procedimento ultrassonográfico para análise do TAV evidenciou alta reprodutibilidade. O padrão de distribuição de gordura abdominal apresentou diferença entre os sexos, com maiores médias de TAV no sexo masculino(p<0,05) e maiores médias de TAS no sexo feminino(p<0,005). Observou-se na varredura abdominal das mulheres, maior concentração de TAV e menor concentração de TAS na região mais estreita entre a crista ilíaca e a última costela(p<0,001). No sexo masculino, o perfil de disposição adiposa ao longo do abdômen se mostrou uniforme(p>0,05). As correlações entre TAV mensurado por USG e parâmetros cardiometabólicos foram relativamente mais fortes nas regiões mais superiores do abdômen(p<0,05). Em conclusão, as mulheres concentram mais TAV na região abdominal mais estreita, e no homem, a concentração de TAV se manteve disposta uniformemente ao longo do abdômen. Houve relativa superioridade para predição do risco cardiometabólico na região superior do abdômen em ambos os sexos.

4
  • DALILA FERNANDES BEZERRA
  • Evolução nutricional no pós-operatório de neoplasias do trato gastrointestinal

  • Orientador : POLIANA COELHO CABRAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALCIDES DA SILVA DINIZ
  • LEILA VIRGINIA DA SILVA PRADO
  • MARIA DA CONCEICAO CHAVES DE LEMOS
  • Data: 29/07/2021

  • Mostrar Resumo
  • O objetivo foi avaliar a evolução nutricional de pacientes no pós-operatório de cirurgias do trato gastrointestinal (TGI). Estudo do tipo série de casos, com análise prospectiva e dados secundários, com 30 e 90 dias após resseção. Analisadas as variáveis nutricionais (perda ponderal, desnutrição, Critério GLIM (Global Leadership Initiative On Malnutrition), índice de massa corpórea (IMC) e uso de suporte nutricional oral), e dados clínicos (localização do tumor, tratamento adjuvante, complicações pós-operatórias e exames laboratoriais). Dentre os 118 pacientes a média de idade foi de 58,6 ± 13,9, maioria mulheres (56,8%), idosos (50,8%) em quimioterapia (65,3%). Perda ponderal (PP) grave foi de 61,9%, a desnutrição pelo GLIM foi 69,2%, e pelo IMC foi 35,0%. Uma boa concordância (kappa=0,65) entre os diagnósticos de PP grave e desnutrição pelo GLIM. Na primeira avaliação uma mediana de perda de -8kg, e de PP de 12%, entretanto o IMC médio ainda foi classificada como eutrofia (21,4 kg/m²). Houve aumento discreto nos valores de hemoglobina (+0,5mg/dL) e a creatinina sérica foi inferior naqueles com PP grave. Pacientes em uso de radioterapia, menor níveis de creatinina e tumores do TGI superior tiveram a pior PP. Maior desnutrição foi detectada pelo GLIM, nos pacientes com tumores do TGI superior e com o uso de suporte nutricional. A frequência de desnutrição e perda ponderal em desnutridos pós-cirúrgicos com neoplasias do TGI é elevada.


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  • O objetivo foi avaliar a evolução nutricional de pacientes no pós-operatório de cirurgias do trato gastrointestinal (TGI). Estudo do tipo série de casos, com análise prospectiva e dados secundários, com 30 e 90 dias após resseção. Analisadas as variáveis nutricionais (perda ponderal, desnutrição, Critério GLIM (Global Leadership Initiative On Malnutrition), índice de massa corpórea (IMC) e uso de suporte nutricional oral), e dados clínicos (localização do tumor, tratamento adjuvante, complicações pós-operatórias e exames laboratoriais). Dentre os 118 pacientes a média de idade foi de 58,6 ± 13,9, maioria mulheres (56,8%), idosos (50,8%) em quimioterapia (65,3%). Perda ponderal (PP) grave foi de 61,9%, a desnutrição pelo GLIM foi 69,2%, e pelo IMC foi 35,0%. Uma boa concordância (kappa=0,65) entre os diagnósticos de PP grave e desnutrição pelo GLIM. Na primeira avaliação uma mediana de perda de -8kg, e de PP de 12%, entretanto o IMC médio ainda foi classificada como eutrofia (21,4 kg/m²). Houve aumento discreto nos valores de hemoglobina (+0,5mg/dL) e a creatinina sérica foi inferior naqueles com PP grave. Pacientes em uso de radioterapia, menor níveis de creatinina e tumores do TGI superior tiveram a pior PP. Maior desnutrição foi detectada pelo GLIM, nos pacientes com tumores do TGI superior e com o uso de suporte nutricional. A frequência de desnutrição e perda ponderal em desnutridos pós-cirúrgicos com neoplasias do TGI é elevada.

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  • ADRIELLY ARAÚJO DE OLIVEIRA
  • Ambiente alimentar das escolas públicas e privadas do Recife-PE: uma análise ecológica.

  • Orientador : RAQUEL CANUTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • POLIANA COELHO CABRAL
  • RISIA CRISTINA EGITO DE MENEZES
  • SILVANA MAGALHAES SALGADO
  • Data: 25/08/2021

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  • O presente trabalho tem objetivo de caracterizar o ambiente alimentar (AL) das escolas da cidade do Recife-PE. Foram utilizados dados de 1022 escolas, cujo setor censitário de cada escola foi avaliado quanto aos tipos de estabelecimentos de alimentos (EA) e grau de processamento dos alimentos (GPA) comercializados, pelo perfil de renda do respectivo setor censitário (SC) e categoria administrativa escolar (CAE), para análise foram utilizados testes t-student e ANOVA com procedimentos de bootstrapping e criação de intervalos de confiança. O método qui-quadrado foi utilizado para análises de classificação dos AL quanto aos pântanos alimentares. Os resultados demonstram que não há diferença significativa do GPA dos estabelecimentos em função das CAE. Quanto às associações entre renda e GPA, a média de estabelecimentos aumenta conforme cresce o estrato de renda (p<0,001 ou p=0,001), com exceção dos estabelecimentos in natura. Já os tipos de EA como lanchonetes (<0,001), restaurantes (<0,001), em média, crescem em relação aos níveis de renda, inversamente aos hortifruti. Os pântanos alimentares estão mais presentes no 2º estrato de renda (p=0,021). Estes achados revelam a necessidade de se discutir e elaborar normas que regulam a comercialização de alimentos próximos às escolas a fim de promover um ambiente alimentar saudável para crianças e adolescentes.


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  • O presente trabalho tem objetivo de caracterizar o ambiente alimentar (AL) das escolas da cidade do Recife-PE. Foram utilizados dados de 1022 escolas, cujo setor censitário de cada escola foi avaliado quanto aos tipos de estabelecimentos de alimentos (EA) e grau de processamento dos alimentos (GPA) comercializados, pelo perfil de renda do respectivo setor censitário (SC) e categoria administrativa escolar (CAE), para análise foram utilizados testes t-student e ANOVA com procedimentos de bootstrapping e criação de intervalos de confiança. O método qui-quadrado foi utilizado para análises de classificação dos AL quanto aos pântanos alimentares. Os resultados demonstram que não há diferença significativa do GPA dos estabelecimentos em função das CAE. Quanto às associações entre renda e GPA, a média de estabelecimentos aumenta conforme cresce o estrato de renda (p<0,001 ou p=0,001), com exceção dos estabelecimentos in natura. Já os tipos de EA como lanchonetes (<0,001), restaurantes (<0,001), em média, crescem em relação aos níveis de renda, inversamente aos hortifruti. Os pântanos alimentares estão mais presentes no 2º estrato de renda (p=0,021). Estes achados revelam a necessidade de se discutir e elaborar normas que regulam a comercialização de alimentos próximos às escolas a fim de promover um ambiente alimentar saudável para crianças e adolescentes.

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  • LUANA CRUZ BELTRAO
  • EFEITOS DO DESMAME PRECOCE SOBRE A ANSIEDADE E PARÂMETROS DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR EM RATAS: PAPEL DO SISTEMA SEROTONINÉRGICO.

  • Orientador : SANDRA LOPES DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LISIANE DOS SANTOS OLIVEIRA
  • MATILDE CESIANA DA SILVA
  • RAFAEL DANYLLO DA SILVA MIGUEL
  • Data: 31/08/2021

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  • Insultos no início da vida parecem ter consequências permanentes na idade adulta. Dentre eles, o desmame precoce tem sido associado a alterações do controle do comportamento alimentar e do similar à ansiedade, esses comportamentos recebem influência do sistema serotoninérgico na sua regulação. As alterações dos mecanismos de regulação desses comportamentos têm sido associadas a obesidade e doenças associadas. Portanto, o objetivo do presente trabalho foi investigar, em ratas fêmeas adultas, os efeitos do desmame precoce sobre parâmetros do comportamento alimentar e do similar à ansiedade, e a participação do sistema serotoninérgico nesses. Os animais foram desmamados aos 15ª ou 30ª dias de vida para formação dos grupos. A medição do peso corporal foi realizada entre os 194 e 200 dias. O teste de labirinto em cruz elevado, com e sem a administração da fluoxetina, foi realizado entre 194 e 196 dias de vida e a Sequência Comportamental de Saciedade (SCS), com alimentos palatáveis e dieta padrão, com e sem a administração de fluoxetina, por volta dos 200 dias de vida. Os resultados mostraram que o desmame precoce não alterou o peso corporal. Com relação ao teste do labirinto em cruz elevado, o desmame precoce não mostrou alterações no tempo de permanência nos braços, mesmo após a administração de fluoxetina. Com relação ao consumo alimentar, o desmame precoce não alterou o consumo de dieta padrão ou palatável, mas esteve associado à diminuição da latência para iniciar uma refeição com alimento palatável, mesmo após aplicação da fluoxetina. O desmame precoce também esteve associado a uma menor duração da refeição com alimento palatável. Portanto, embora as fêmeas desmamadas precocemente pareçam resistentes aos efeitos do desmame precoce sobre parâmetros do comportamento similar a ansiedade e do consumo alimentar, uma análise detalhada mostra que o desmame precoce pode acarretar mudanças comportamentais que podem ser prejudiciais em longo prazo.


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  • Insultos no início da vida parecem ter consequências permanentes na idade adulta. Dentre eles, o desmame precoce tem sido associado a alterações do controle do comportamento alimentar e do similar à ansiedade, esses comportamentos recebem influência do sistema serotoninérgico na sua regulação. As alterações dos mecanismos de regulação desses comportamentos têm sido associadas a obesidade e doenças associadas. Portanto, o objetivo do presente trabalho foi investigar, em ratas fêmeas adultas, os efeitos do desmame precoce sobre parâmetros do comportamento alimentar e do similar à ansiedade, e a participação do sistema serotoninérgico nesses. Os animais foram desmamados aos 15ª ou 30ª dias de vida para formação dos grupos. A medição do peso corporal foi realizada entre os 194 e 200 dias. O teste de labirinto em cruz elevado, com e sem a administração da fluoxetina, foi realizado entre 194 e 196 dias de vida e a Sequência Comportamental de Saciedade (SCS), com alimentos palatáveis e dieta padrão, com e sem a administração de fluoxetina, por volta dos 200 dias de vida. Os resultados mostraram que o desmame precoce não alterou o peso corporal. Com relação ao teste do labirinto em cruz elevado, o desmame precoce não mostrou alterações no tempo de permanência nos braços, mesmo após a administração de fluoxetina. Com relação ao consumo alimentar, o desmame precoce não alterou o consumo de dieta padrão ou palatável, mas esteve associado à diminuição da latência para iniciar uma refeição com alimento palatável, mesmo após aplicação da fluoxetina. O desmame precoce também esteve associado a uma menor duração da refeição com alimento palatável. Portanto, embora as fêmeas desmamadas precocemente pareçam resistentes aos efeitos do desmame precoce sobre parâmetros do comportamento similar a ansiedade e do consumo alimentar, uma análise detalhada mostra que o desmame precoce pode acarretar mudanças comportamentais que podem ser prejudiciais em longo prazo.

Teses
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  • MAYARA MATIAS DE OLIVEIRA
  • COMPORTAMENTO ALIMENTAR HEDÔNICO E DESMAME PRECOCE: BIOLOGIA DO SISTEMA NOCICEPTINA/ORFANINA FQ – RECEPTOR NOP

  • Orientador : SANDRA LOPES DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELIZABETH DO NASCIMENTO
  • JULLIET ARAUJO DE SOUZA
  • MATILDE CESIANA DA SILVA
  • RACHEL KROLOW SANTOS SILVA BAST
  • TAISY CINTHIA FERRO CAVALCANTE
  • Data: 22/06/2021

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  • Mudanças ambientais e nutricionais durante a lactação estão associadas a alterações estruturais no desenvolvimento e alterações comportamentais em longo prazo. O controle hedônico do comportamento alimentar demonstrou-se especialmente susceptível a modificações desencadeadas pelo desmame precoce. A complexidade do comportamento alimentar hedônico é demonstrada através da interação de múltiplas regiões encefálicas que, por sua vez, são influenciadas por diversos receptores e vias de sinalização que orquestram esse comportamento. Estudos demonstram a importância do receptor da nociceptina (NOP) na modulação do impacto hedônico imediato e o efeito hiperfágico associado à superexpressão do neuropeptídeo opióide nociceptina (N/OFQ). Considerando essas informações, o presente projeto teve como objetivo investigar os efeitos do desmame precoce no sistema Nociceptina/Orfanina-FQ e sua repercussão no controle do comportamento alimentar hedônico, através do bloqueio do receptor NOP. Os grupos experimentais foram formados de acordo com o período do desmame: grupo desmame precoce (D15) e grupo controle (D30). Foram avaliados: peso corporal, consumo de dieta padrão e palatável, resposta ao alimento palatável após estresse agudo, preferência alimentar, motivação pela busca da recompensa alimentar, reatividade ao paladar frente à substância hedônica ou aversiva, consumo de alimento palatável frente à dose aguda do antagonista do receptor NOP. Animais desmamados precocemente apresentaram maior consumo de alimento palatável quando desafiados em situação de estresse. Embora esses animais tenham mostrado menor busca pelo alimento palatável, foi evidenciado maior preferência e aumento do consumo de cookies, em comparação aos animais controle. O antagonista do receptor NOP foi capaz de normalizar o consumo de alimento palatável em animais desmamados precocemente além de reduzir esse consumo no grupo controle. O bloqueio do receptor NOP diminui a ingestão alimentar palatável em animais controle e reverte o padrão de consumo de alimento palatável ocasionado pelo desmame precoce.


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  • Mudanças ambientais e nutricionais durante a lactação estão associadas a alterações estruturais no desenvolvimento e alterações comportamentais em longo prazo. O controle hedônico do comportamento alimentar demonstrou-se especialmente susceptível a modificações desencadeadas pelo desmame precoce. A complexidade do comportamento alimentar hedônico é demonstrada através da interação de múltiplas regiões encefálicas que, por sua vez, são influenciadas por diversos receptores e vias de sinalização que orquestram esse comportamento. Estudos demonstram a importância do receptor da nociceptina (NOP) na modulação do impacto hedônico imediato e o efeito hiperfágico associado à superexpressão do neuropeptídeo opióide nociceptina (N/OFQ). Considerando essas informações, o presente projeto teve como objetivo investigar os efeitos do desmame precoce no sistema Nociceptina/Orfanina-FQ e sua repercussão no controle do comportamento alimentar hedônico, através do bloqueio do receptor NOP. Os grupos experimentais foram formados de acordo com o período do desmame: grupo desmame precoce (D15) e grupo controle (D30). Foram avaliados: peso corporal, consumo de dieta padrão e palatável, resposta ao alimento palatável após estresse agudo, preferência alimentar, motivação pela busca da recompensa alimentar, reatividade ao paladar frente à substância hedônica ou aversiva, consumo de alimento palatável frente à dose aguda do antagonista do receptor NOP. Animais desmamados precocemente apresentaram maior consumo de alimento palatável quando desafiados em situação de estresse. Embora esses animais tenham mostrado menor busca pelo alimento palatável, foi evidenciado maior preferência e aumento do consumo de cookies, em comparação aos animais controle. O antagonista do receptor NOP foi capaz de normalizar o consumo de alimento palatável em animais desmamados precocemente além de reduzir esse consumo no grupo controle. O bloqueio do receptor NOP diminui a ingestão alimentar palatável em animais controle e reverte o padrão de consumo de alimento palatável ocasionado pelo desmame precoce.

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  • DEBORA SANTOS ALVES
  • ENRIQUECIMENTO DE ÔMEGA-3 EM DIETA MATERNA HIPERLIPÍDICA PREVINE PREJUÍZOS METABÓLICOS E PRESSÓRICOS PRECOCES NA PROLE
  • Orientador : JOAO HENRIQUE DA COSTA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOAO PAULO JACOB SABINO
  • JOAO HENRIQUE DA COSTA SILVA
  • MONIQUE ASSIS DE VASCONCELOS BARROS
  • RAQUEL DA SILVA ARAGAO
  • VANESSA SA LEAL
  • Data: 28/06/2021

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  • A ingestão de dieta rica em gordura (HFD) durante a gestação e lactação tem sido
    associada a um risco aumentado de desenvolvimento de distúrbios cardiorrespiratórios na
    prole adulta. Investigamos se o enriquecimento com ômega-3 da dieta hiperlipídica é
    capaz de atenuar as alterações cardiorrespiratórias na prole resultantes do consumo da
    mesma. A prole de ratos Wistar foi alimentada com dieta Controle (GC: 19% de lipídios
    e razão ɷ6: ɷ3 = 12,66), hiperlipídica (HF: 33% lipídios e razão ɷ6: ɷ3 = 21,22) ou
    hiperlipídica enriquecida com ômega-3 (HFω3: 33% de lipídios e razão ɷ6: ɷ3 = 9,45)
    durante a gestação e lactação e seus filhotes machos foram avaliados. Parâmetros de
    consumo alimentar da prole, medidas murinométricas, níveis séricos de marcadores
    metabólicos, frequência respiratória (FR), volume corrente (VT) e ventilação (VE) foram
    avaliados no 1º, 7º, 14º, 21º, 30º, 90º e 300º dias de vida. As medidas diretas da pressão
    arterial média (PAM), frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR) e
    variabilidade respiratória (VR) e cardíaca (VC) foram avaliadas em ratos conscientes aos
    90 e 300 dias de vida. A comparação dos grupos foi feita através da ANOVA one-way e
    foi considerado p <0,05 como significativo. A HFD materna aumentou o peso corporal
    ao nascimento, provocou dislipidemia e níveis elevados de glicose em jejum no grupo
    com HF. O enriquecimento de ômega-3 na HFD materna levou ao menor peso ao nascer
    e à melhora do perfil lipídico, glicêmico e bioquímico das transaminases do grupo HFω3
    até o início da vida adulta. No entanto, no final da idade adulta da prole, não houve
    melhora nesses parâmetros bioquímicos. O grupo HF apresentou aumento da FR no 1º e
    14º dia no momento basal, bem como diminuição do ΔVT no 14º e diminuição do ΔVT
    no 14º e 21º dia em resposta à hipóxia induzida. Em relação à variabilidade respiratória,
    o grupo HF apresentou menor valor do componente SD1 no 7º dia e maior do componente
    SD2 no 14º dia. HFω3 mostrou SD1 aumentado no 21º dia. Além disso, tanto HF quanto
    HFω3 apresentaram diminuição da banda LF e da razão LF / HF na variabilidade da
    frequência cardíaca no domínio da frequência no 90º e 300º dia. No entanto, apenas a HF
    apresentou aumento da PAM no 90º dia, e tanto HF quanto HFω3 apresentaram PAM aumentada no 300º dia, quando comparado ao Controle. Nossos achados mostram que o
    consumo materno de dieta rica em ômega-3 é capaz de atenuar ou prevenir prejuízos
    metabólicos induzidos pela HFD materna na prole até 90 dias, mas não ao longo prazo,
    como observado aos 300 dias da prole. O consumo da dieta HFD materna também leva
    ao aumento da frequência respiratória durante o período de maturação da rede neural
    respiratória, diminuição da variabilidade da frequência cardíaca e aumento precoce dos
    níveis pressóricos na prole. Além disso, a dieta HFD materna enriquecida com ômega-3
    foi capaz de mitigar os efeitos deletérios sobre os parâmetros ventilatórios durante o
    período de maturação da rede neural e impediu o início precoce da hipertensão na prole.

  • Mostrar Abstract
  • A ingestão de dieta rica em gordura (HFD) durante a gestação e lactação tem sido
    associada a um risco aumentado de desenvolvimento de distúrbios cardiorrespiratórios na
    prole adulta. Investigamos se o enriquecimento com ômega-3 da dieta hiperlipídica é
    capaz de atenuar as alterações cardiorrespiratórias na prole resultantes do consumo da
    mesma. A prole de ratos Wistar foi alimentada com dieta Controle (GC: 19% de lipídios
    e razão ɷ6: ɷ3 = 12,66), hiperlipídica (HF: 33% lipídios e razão ɷ6: ɷ3 = 21,22) ou
    hiperlipídica enriquecida com ômega-3 (HFω3: 33% de lipídios e razão ɷ6: ɷ3 = 9,45)
    durante a gestação e lactação e seus filhotes machos foram avaliados. Parâmetros de
    consumo alimentar da prole, medidas murinométricas, níveis séricos de marcadores
    metabólicos, frequência respiratória (FR), volume corrente (VT) e ventilação (VE) foram
    avaliados no 1º, 7º, 14º, 21º, 30º, 90º e 300º dias de vida. As medidas diretas da pressão
    arterial média (PAM), frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR) e
    variabilidade respiratória (VR) e cardíaca (VC) foram avaliadas em ratos conscientes aos
    90 e 300 dias de vida. A comparação dos grupos foi feita através da ANOVA one-way e
    foi considerado p <0,05 como significativo. A HFD materna aumentou o peso corporal
    ao nascimento, provocou dislipidemia e níveis elevados de glicose em jejum no grupo
    com HF. O enriquecimento de ômega-3 na HFD materna levou ao menor peso ao nascer
    e à melhora do perfil lipídico, glicêmico e bioquímico das transaminases do grupo HFω3
    até o início da vida adulta. No entanto, no final da idade adulta da prole, não houve
    melhora nesses parâmetros bioquímicos. O grupo HF apresentou aumento da FR no 1º e
    14º dia no momento basal, bem como diminuição do ΔVT no 14º e diminuição do ΔVT
    no 14º e 21º dia em resposta à hipóxia induzida. Em relação à variabilidade respiratória,
    o grupo HF apresentou menor valor do componente SD1 no 7º dia e maior do componente
    SD2 no 14º dia. HFω3 mostrou SD1 aumentado no 21º dia. Além disso, tanto HF quanto
    HFω3 apresentaram diminuição da banda LF e da razão LF / HF na variabilidade da
    frequência cardíaca no domínio da frequência no 90º e 300º dia. No entanto, apenas a HF
    apresentou aumento da PAM no 90º dia, e tanto HF quanto HFω3 apresentaram PAM aumentada no 300º dia, quando comparado ao Controle. Nossos achados mostram que o
    consumo materno de dieta rica em ômega-3 é capaz de atenuar ou prevenir prejuízos
    metabólicos induzidos pela HFD materna na prole até 90 dias, mas não ao longo prazo,
    como observado aos 300 dias da prole. O consumo da dieta HFD materna também leva
    ao aumento da frequência respiratória durante o período de maturação da rede neural
    respiratória, diminuição da variabilidade da frequência cardíaca e aumento precoce dos
    níveis pressóricos na prole. Além disso, a dieta HFD materna enriquecida com ômega-3
    foi capaz de mitigar os efeitos deletérios sobre os parâmetros ventilatórios durante o
    período de maturação da rede neural e impediu o início precoce da hipertensão na prole.
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  • THAISA GABRIELA SILVA DE FARIAS
  •  EFEITO DO FRUTO-OLIGOSSACARÍDEO SOBRE A VIABILIDADE DE Lactobacillus  spp. PARA APLICAÇÃO EM SUCO DE ABACAXI

  • Orientador : TANIA LUCIA MONTENEGRO STAMFORD
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CELIANE GOMES MAIA DA SILVA
  • LUCIANA DE OLIVEIRA FRANCO
  • MICHELLE GALINDO DE OLIVEIRA
  • NATALIA FERRAO CASTELO BRANCO MELO
  • THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • Data: 28/06/2021

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  • O aumento do consumo de bebidas simbióticas deve-se aos benefícios trazidos à  saúde, sendo necessário comprovar seus efeitos. O uso de frutas é uma opção  promissora nessa área. Este estudo propôs-se a identificar características de  funcionalidade e potencial biotecnológico de três espécies de Lactobacillus spp., o  efeito de fruto-oligossacarídeo (FOS) sobre as cepas e elaborar suco de abacaxi com  potencial simbiótico. Os microrganismos foram avaliados quanto à sua viabilidade,  resistência ao trato gastrointestinal, atividade antimicrobiana e antioxidante, com e  sem fruto-oligossacarídeo e quanto à produção de enzimas de interesse industrial.  Observou-se que 1,5% de FOS promoveu aumento nas contagens de todas as  espécies. Com relação à digestão simulada, o L. rhamnosus apresentou adequada  taxa de sobrevivência. Com L. casei evidenciou-se que a adição de 1,5% de FOS é  capaz de promover proteção significativa no ambiente gastrointestinal simulado.  Nenhuma cepa apresentou atividade antioxidante ou antimicrobiana. Todas  produziram amilase, protease, lipase e celulase. Considerando a soma de resultados,  o L. casei foi escolhido para adição ao suco de abacaxi contendo 1,5% de FOS. O  suco foi avaliado físico-química e microbiologicamente por 14 dias. Verificou-se que  durante o armazenamento ocorreu crescimento da viabilidade do microrganismo.  Apesar do aumento numérico, o L. casei apresentou resultados insatisfatórios na  simulação gastrointestinal, indicando avaria celular significante após exposição ao  suco. É possível concluir que os parâmetros para considerar um microrganismo como  probiótico são cepa-dependente e as três espécies estuadas produzem enzimas de  interesse econômico. O suco de abacaxi adicionado de FOS é um bom substrato para  a multiplicação do L. casei, porém é necessário otimizar as condições para a sua  sobrevivência ao trato gastrointestinal.


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  • O aumento do consumo de bebidas simbióticas deve-se aos benefícios trazidos à  saúde, sendo necessário comprovar seus efeitos. O uso de frutas é uma opção  promissora nessa área. Este estudo propôs-se a identificar características de  funcionalidade e potencial biotecnológico de três espécies de Lactobacillus spp., o  efeito de fruto-oligossacarídeo (FOS) sobre as cepas e elaborar suco de abacaxi com  potencial simbiótico. Os microrganismos foram avaliados quanto à sua viabilidade,  resistência ao trato gastrointestinal, atividade antimicrobiana e antioxidante, com e  sem fruto-oligossacarídeo e quanto à produção de enzimas de interesse industrial.  Observou-se que 1,5% de FOS promoveu aumento nas contagens de todas as  espécies. Com relação à digestão simulada, o L. rhamnosus apresentou adequada  taxa de sobrevivência. Com L. casei evidenciou-se que a adição de 1,5% de FOS é  capaz de promover proteção significativa no ambiente gastrointestinal simulado.  Nenhuma cepa apresentou atividade antioxidante ou antimicrobiana. Todas  produziram amilase, protease, lipase e celulase. Considerando a soma de resultados,  o L. casei foi escolhido para adição ao suco de abacaxi contendo 1,5% de FOS. O  suco foi avaliado físico-química e microbiologicamente por 14 dias. Verificou-se que  durante o armazenamento ocorreu crescimento da viabilidade do microrganismo.  Apesar do aumento numérico, o L. casei apresentou resultados insatisfatórios na  simulação gastrointestinal, indicando avaria celular significante após exposição ao  suco. É possível concluir que os parâmetros para considerar um microrganismo como  probiótico são cepa-dependente e as três espécies estuadas produzem enzimas de  interesse econômico. O suco de abacaxi adicionado de FOS é um bom substrato para  a multiplicação do L. casei, porém é necessário otimizar as condições para a sua  sobrevivência ao trato gastrointestinal.

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  • AIANY CIBELLE SIMOES ALVES
  • Efeitos de uma dieta rica em ácidos graxos saturados sobre a bioenergética mitocondrial, balanço oxidativo e metabolismo hepático de ratos submetidos à desnutrição proteica perinatal

  • Orientador : CAROL VIRGINIA GOIS LEANDRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANA SOUZA TORSONI
  • CAROL VIRGINIA GOIS LEANDRO
  • CLAUDIA JACQUES LAGRANHA
  • ELIZABETH DO NASCIMENTO
  • LEUCIO DUARTE VIEIRA FILHO
  • Data: 30/06/2021

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  • Evidências epidemiológicas têm mostrado que a deficiência nutricional nos primeiros anos de  vida acompanhada de supernutrição, a posteriori, pode aumentar o risco de dislipidemias, e  outras doenças cardiometabólicas na idade adulta, tais como hipertensão arterial e diabetes tipo II. Desse modo, é importante avaliar as repercussões de uma dieta rica em AGS no fígado de ratos desnutridos no período perinatal. Neste trabalho, avaliamos os efeitos de uma dieta rica  em AGS pós-desmame no fígado de ratos submetidos à restrição proteica materna na  bioenergética mitocondrial, balanço oxidativo e metabolismo. Ratas Wistar foram acasaladas, após a confirmação da prenhez, foi ofertada uma dieta controle (C) ou hipoprotéica (HP; 8% de  proteína) até o final da lactação. Após o desmame, os filhotes dos grupos C e HP receberam: i)  a dieta C, formando os grupos C e HP-C; ou a dieta hiperlipídica HL, formando os grupos C HL e HP-HL até os 90 dias de vida. Verificou-se que os animais HP-HL apresentaram redução  do peso corporal e consumo alimentar. Redução nos estados respiratórios das mitocôndrias;  aumento na expressão de PGC-1α e diminuição na expressão de Tfam; além de maior  inchamento mitocondrial. Houve também aumento da oxidação de proteínas hepáticas e  peroxidação lipídica, aumento da expressão gênica de marcadores inflamatórios e redução na  expressão genética e atividade de enzimas antioxidantes; aumento na expressão proteica e na  atividade da B-Had, CS e FAS, e no conteúdo de mRNA de PPARγ. Esses animais  apresentaram um aumento na acetilação de histonas H3k9/14. Nossos dados sugerem que ratos  adultos alimentados com uma dieta rica em AGS foram mais suscetíveis a danos mitocondriais,  quadro de estresse oxidativo que desencadeou vias inflamatórias, aumento no metabolismo  lipídico no fígado em resposta a alterações epigenéticas.



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  • Evidências epidemiológicas têm mostrado que a deficiência nutricional nos primeiros anos de  vida acompanhada de supernutrição, a posteriori, pode aumentar o risco de dislipidemias, e  outras doenças cardiometabólicas na idade adulta, tais como hipertensão arterial e diabetes tipo II. Desse modo, é importante avaliar as repercussões de uma dieta rica em AGS no fígado de ratos desnutridos no período perinatal. Neste trabalho, avaliamos os efeitos de uma dieta rica  em AGS pós-desmame no fígado de ratos submetidos à restrição proteica materna na  bioenergética mitocondrial, balanço oxidativo e metabolismo. Ratas Wistar foram acasaladas, após a confirmação da prenhez, foi ofertada uma dieta controle (C) ou hipoprotéica (HP; 8% de  proteína) até o final da lactação. Após o desmame, os filhotes dos grupos C e HP receberam: i)  a dieta C, formando os grupos C e HP-C; ou a dieta hiperlipídica HL, formando os grupos C HL e HP-HL até os 90 dias de vida. Verificou-se que os animais HP-HL apresentaram redução  do peso corporal e consumo alimentar. Redução nos estados respiratórios das mitocôndrias;  aumento na expressão de PGC-1α e diminuição na expressão de Tfam; além de maior  inchamento mitocondrial. Houve também aumento da oxidação de proteínas hepáticas e  peroxidação lipídica, aumento da expressão gênica de marcadores inflamatórios e redução na  expressão genética e atividade de enzimas antioxidantes; aumento na expressão proteica e na  atividade da B-Had, CS e FAS, e no conteúdo de mRNA de PPARγ. Esses animais  apresentaram um aumento na acetilação de histonas H3k9/14. Nossos dados sugerem que ratos  adultos alimentados com uma dieta rica em AGS foram mais suscetíveis a danos mitocondriais,  quadro de estresse oxidativo que desencadeou vias inflamatórias, aumento no metabolismo  lipídico no fígado em resposta a alterações epigenéticas.


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  • SUENIA MARCELE VITOR
  • Efeito da atividade física voluntária materna sobre parâmetros comportamentais e eletrofisiológicos em ratas e sua prole

  • Orientador : CAROL VIRGINIA GOIS LEANDRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO MARCUS DE ANDRADE PAES
  • ANGELA AMANCIO DOS SANTOS
  • CASSIA BORGES LIMA
  • DIOGO ANTONIO ALVES DE VASCONCELOS
  • JESSICA PRISCILA FRAGOSO DE MOURA
  • Data: 06/08/2021

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  • No presente estudo, investigamos o efeito da atividade física voluntária materna sobre parâmetros comportamentais (ansiedade e memória) e eletrofisiológicos (depressão alastrante cortical - DAC) tanto em ratas quanto sua prole. Ratas da linhagem Wistar (n =33) foram alojadas individualmente em gaiolas contendo cicloergômetro. As ratas passaram por um período de adaptação (30 dias), recebendo neste período dieta de manutenção (AIN-93M). Posteriormente, foram classificadas de acordo com o nível diário de atividade física em: Inativas (n=8), Ativas (n =11) e Muito Ativas (n =14). Após período de adaptação, foram acasaladas e ao confirmar gestação, as ratas se manteve com acesso à vontade ao cicloergômetro até o 14ª dia de lactação. Enquanto gestantes e lactantes, as ratas receberam dieta recomendada para esta fase da vida (AIN-93G). Seguido o desmame, todas as ratas mães foram testadas no labirinto em cruz elevado, campo aberto e nos testes de reconhecimento espacial e forma do objeto. Após realização de todos os testes comportamentais, registrou-se a DAC. Dois filhotes, um macho e uma fêmea de cada rata, ao completarem 60 dias de idade, foram submetidos aos testes comportamentais de ansiedade e memória, seguidos pelo registro eletrofisiológico da DAC, com idade entre 70 e 80 dias. Nossos resultados demonstraram que a atividade física voluntária materna antes da gestação até a lactação induziu comportamento menos ansioso, melhor retenção de memória e foi capaz de modular os parâmetros eletrofisiológicos da DAC, exibindo velocidades de propagação menores tanto nas ratas muito ativas quanto em seus respectivos filhotes. Tomados em conjunto, esses resultados indicam que a atividade física materna pode ser uma estratégia efetiva em melhorar sintomas de ansiedade, de comprometimento da memória, bem como modular excitabilidade cortical e possíveis patologias associadas.


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  • No presente estudo, investigamos o efeito da atividade física voluntária materna sobre parâmetros comportamentais (ansiedade e memória) e eletrofisiológicos (depressão alastrante cortical - DAC) tanto em ratas quanto sua prole. Ratas da linhagem Wistar (n =33) foram alojadas individualmente em gaiolas contendo cicloergômetro. As ratas passaram por um período de adaptação (30 dias), recebendo neste período dieta de manutenção (AIN-93M). Posteriormente, foram classificadas de acordo com o nível diário de atividade física em: Inativas (n=8), Ativas (n =11) e Muito Ativas (n =14). Após período de adaptação, foram acasaladas e ao confirmar gestação, as ratas se manteve com acesso à vontade ao cicloergômetro até o 14ª dia de lactação. Enquanto gestantes e lactantes, as ratas receberam dieta recomendada para esta fase da vida (AIN-93G). Seguido o desmame, todas as ratas mães foram testadas no labirinto em cruz elevado, campo aberto e nos testes de reconhecimento espacial e forma do objeto. Após realização de todos os testes comportamentais, registrou-se a DAC. Dois filhotes, um macho e uma fêmea de cada rata, ao completarem 60 dias de idade, foram submetidos aos testes comportamentais de ansiedade e memória, seguidos pelo registro eletrofisiológico da DAC, com idade entre 70 e 80 dias. Nossos resultados demonstraram que a atividade física voluntária materna antes da gestação até a lactação induziu comportamento menos ansioso, melhor retenção de memória e foi capaz de modular os parâmetros eletrofisiológicos da DAC, exibindo velocidades de propagação menores tanto nas ratas muito ativas quanto em seus respectivos filhotes. Tomados em conjunto, esses resultados indicam que a atividade física materna pode ser uma estratégia efetiva em melhorar sintomas de ansiedade, de comprometimento da memória, bem como modular excitabilidade cortical e possíveis patologias associadas.

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  • TALITTA RICARLLY LOPES DE ARRUDA LIMA
  • EFEITOS DA ATIVIDADE FÍSICA VOLUNTÁRIA MATERNA SOBRE A  BIOENERGÉTICA MITOCONDRIAL, BALANÇO OXIDATIVO E METABOLISMO HEPÁTICO DA  PROLE SUBMETIDA A UMA DIETA “OCIDENTALIZADA” PÓS-DESMAME

  • Orientador : CAROL VIRGINIA GOIS LEANDRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROL VIRGINIA GOIS LEANDRO
  • CLAUDIA JACQUES LAGRANHA
  • DIORGINIS JOSE SOARES FERREIRA
  • ELIZABETH DO NASCIMENTO
  • WYLLA TATIANA FERREIRA E SILVA
  • Data: 31/08/2021

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  • O estudo teve como objetivo avaliar o efeito da atividade física voluntária materna (AFVM), durante períodos críticos do desenvolvimento, sobre a bioenergética mitocondrial, balanço oxidativo e metabolismo hepático da prole exposta a uma dieta ocidentalizada pós-desmame. Ratas (linhagem Wistar) foram colocadas em gaiolas de atividade física voluntária, classificando-as em: Inativa, Ativa e Muito Ativa. A prole foi dividida de acordo com a dieta experimental: dieta ocidentalizada (20,18% proteínas, 31,99% lipídios e 47,82% carboidratos) e dieta controle (28,3% proteínas, 10% lipídios e 60,76% carboidratos). Para as análises foi coletado o tecido hepático da prole, aos 70 dias de vida. Foi observada uma modulação positiva de vários parâmetros da bioenergética mitocondrial da prole de mães que praticaram AFVM, além da diminuição da peroxidação lipídica e aumento do conteúdo de sulfidrilas. Em relação ao metabolismo hepático, observamos aumento da atividade da citrato-sintase, da glicose-6-fosfato-desdrogenase, da fosfofrutoquinase e da β-Had na prole alimentada com dieta ocidentalizada proveniente de mães que praticaram AFVM, como também aumento da atividade da ácido-graxo-sintase no grupo inativo e diminuição nos grupos que receberam esse tipo de dieta, cujas mães praticaram AFVM. Nossos resultados sugerem que a AFVM é capaz de modular a bioenergética mitocondrial, balanço oxidativo e metabolismo hepático das ratas, de forma que a exposição a uma dieta ocidentalizada desde o período pós desmame da prole resulte em menores efeitos deletérios no metabolismo energético durante a vida adulta.


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  • O estudo teve como objetivo avaliar o efeito da atividade física voluntária materna (AFVM), durante períodos críticos do desenvolvimento, sobre a bioenergética mitocondrial, balanço oxidativo e metabolismo hepático da prole exposta a uma dieta ocidentalizada pós-desmame. Ratas (linhagem Wistar) foram colocadas em gaiolas de atividade física voluntária, classificando-as em: Inativa, Ativa e Muito Ativa. A prole foi dividida de acordo com a dieta experimental: dieta ocidentalizada (20,18% proteínas, 31,99% lipídios e 47,82% carboidratos) e dieta controle (28,3% proteínas, 10% lipídios e 60,76% carboidratos). Para as análises foi coletado o tecido hepático da prole, aos 70 dias de vida. Foi observada uma modulação positiva de vários parâmetros da bioenergética mitocondrial da prole de mães que praticaram AFVM, além da diminuição da peroxidação lipídica e aumento do conteúdo de sulfidrilas. Em relação ao metabolismo hepático, observamos aumento da atividade da citrato-sintase, da glicose-6-fosfato-desdrogenase, da fosfofrutoquinase e da β-Had na prole alimentada com dieta ocidentalizada proveniente de mães que praticaram AFVM, como também aumento da atividade da ácido-graxo-sintase no grupo inativo e diminuição nos grupos que receberam esse tipo de dieta, cujas mães praticaram AFVM. Nossos resultados sugerem que a AFVM é capaz de modular a bioenergética mitocondrial, balanço oxidativo e metabolismo hepático das ratas, de forma que a exposição a uma dieta ocidentalizada desde o período pós desmame da prole resulte em menores efeitos deletérios no metabolismo energético durante a vida adulta.

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  • JULIANA GONDIM DE ALBUQUERQUE
  • Bebida de palma brasileira (Opuntia ficus-indica) tratada com ultrassom: alegação funcional, tecnológica e comercial ‘in vitro’ e ‘in vivo


  • Orientador : MARGARIDA ANGELICA DA SILVA VASCONCELOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • OMAR GUZMÁN QUEVEDO
  • HÉCTOR BERNARDO ESCALONA BUENDÍA
  • ELIZABETH DO NASCIMENTO
  • JAILANE DE SOUZA AQUINO
  • THAYZA CHRISTINA MONTENEGRO STAMFORD
  • Data: 16/12/2021

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  • O uso do tratamento de ultrassom para melhorar os compostos bioativos e as
    propriedades de qualidade de uma bebida de palma brasileira foi estudado.
    Caracterização físico-química e possíveis alterações nutricionais, microbiológicas, e os
    parâmetros sensoriais ao longo da vida de prateleira foram avaliados e comparados com
    o tratamento térmico. Cinco produtos foram preparados e analisados durante 28 dias de
    vida de prateleira: controle sem tratamento (C0), bebida submetida a tratamento térmico
    por 10 min (HP10), e bebidas submetidas a tratamento ultrassônico por 10 (US10), 20
    (US20) e 40 (US40) min, sendo esses tempos definidos a partir de estudo piloto
    realizado anteriormente. A bebida US40 apresentou os maiores níveis de
    oligossacarídeos (31,99%), ácidos orgânicos (48,93%) e ascórbico (26,09%) e minerais
    (83,59%) em relação aos encontrados para o HP10. O US40 também mostrou melhor
    antioxidante atividade e 81,80% mais compostos fenólicos quando comparados com o
    HP10. O US40 apresentou maior estabilidade para compostos bioativos e apresentou
    menos alterações nos parâmetros de cor, menor contagem de microrganismos e maior
    aceitabilidade em relação à qualidade durante a vida de prateleira, enquanto a amostra
    HP10 apresentou os piores resultados. Portanto, a bebida US40 tem maior potencial
    funcional e o ultrassom representa uma técnica promissora para preservar ou melhorar a
    qualidade deste produto durante seu processamento e vida de prateleira.


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  • O uso do tratamento de ultrassom para melhorar os compostos bioativos e as
    propriedades de qualidade de uma bebida de palma brasileira foi estudado.
    Caracterização físico-química e possíveis alterações nutricionais, microbiológicas, e os
    parâmetros sensoriais ao longo da vida de prateleira foram avaliados e comparados com
    o tratamento térmico. Cinco produtos foram preparados e analisados durante 28 dias de
    vida de prateleira: controle sem tratamento (C0), bebida submetida a tratamento térmico
    por 10 min (HP10), e bebidas submetidas a tratamento ultrassônico por 10 (US10), 20
    (US20) e 40 (US40) min, sendo esses tempos definidos a partir de estudo piloto
    realizado anteriormente. A bebida US40 apresentou os maiores níveis de
    oligossacarídeos (31,99%), ácidos orgânicos (48,93%) e ascórbico (26,09%) e minerais
    (83,59%) em relação aos encontrados para o HP10. O US40 também mostrou melhor
    antioxidante atividade e 81,80% mais compostos fenólicos quando comparados com o
    HP10. O US40 apresentou maior estabilidade para compostos bioativos e apresentou
    menos alterações nos parâmetros de cor, menor contagem de microrganismos e maior
    aceitabilidade em relação à qualidade durante a vida de prateleira, enquanto a amostra
    HP10 apresentou os piores resultados. Portanto, a bebida US40 tem maior potencial
    funcional e o ultrassom representa uma técnica promissora para preservar ou melhorar a
    qualidade deste produto durante seu processamento e vida de prateleira.

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