VIABILIDADE CELULAR NA AVALIAÇÃO DA RADIOSSENSIBILIDADE DE PACIENTES COM CÂNCER DE PRÓSTATA
Câncer de Próstata; Radioterapia; Reações Adversas; Radiossensibilidade; Viabilidade Celular
A radioterapia é amplamente utilizada no tratamento do câncer de próstata; contudo, sua eficácia pode ser limitada por efeitos adversos em tecidos saudáveis, cuja intensidade varia conforme a radiossensibilidade individual. A identificação prévia de pacientes radiossensíveis poderia contribuir para a redução de toxicidades por meio de um planejamento terapêutico individualizado. Apesar disso, testes de radiossensibilidade ainda não integram a prática clínica oncológica. Assim, este estudo teve como objetivo investigar o teste de viabilidade celular (VC), utilizando azul de tripan, como ferramenta preliminar para avaliar a radiossensibilidade de pacientes com câncer de próstata submetidos à radioterapia.
Amostras de sangue periférico foram coletadas antes do início do tratamento. As células mononucleares do sangue periférico (PBMCs) foram isoladas por centrifugação em gradiente de densidade com PBS/Ficoll-Hypaque e incubadas em condições controladas. A VC foi avaliada em câmara de Neubauer 72 horas após irradiação in vitro com dose de 2,5 Gy. Paralelamente, os pacientes foram acompanhados clinicamente durante as sessões de radioterapia, com registro e classificação dos efeitos adversos segundo os critérios do Radiation Therapy Oncology Group (RTOG).
Os resultados demonstraram variabilidade interindividual na sobrevivência celular, permitindo a identificação de dois perfis: pacientes com VC superior a 70%, associados a toxicidades gastrointestinais e geniturinárias de graus 2 e 3, e pacientes com VC inferior a 70%, nos quais predominaram efeitos leves ou ausentes. Esse achado sugere associação entre VC pós-irradiação e toxicidade clínica potencial