AVALIAÇÃO DO IMPACTO DAS ESTIMATIVAS DE DOSE E DLP ESPECÍFICO
AO TAMANHO EM EXAMES DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EM
PACIENTES ADULTOS E PEDIÁTRICOS
Tomografia Computadorizada; dosimetria; CTDI; SSDE
A tomografia computadorizada (TC) permanece como a principal fonte de exposição à radiação entre pacientes pediátricos, mesmo com os avanços tecnológicos que reduziram as doses administradas. A Estimativa de Dose Específica por Tamanho (SSDE), introduzida em 2011 pela Associação Americana de Físicos em Medicina (AAPM), corrige o índice de dose volumétrico em TC (CTDIVOL), fornecendo uma estimativa mais precisa da dose efetivamente recebida pelo paciente. Inicialmente, o cálculo da SSDE baseava-se no diâmetro efetivo (Deff); entretanto, por este não considerar as características de atenuação dos tecidos, o relatório TG-220 da AAPM propôs o uso do diâmetro equivalente em água (DW). Este estudo teve como objetivo aplicar o método SSDE na análise de exames de TC de crânio, tórax e abdome de rotina em pacientes adultos e pediátricos realizados na cidade de João Pessoa (PB), avaliando os parâmetros de aquisição e comparando-os com níveis de referência em diagnóstico (NRD). Além disso, buscou-se investigar como as definições de diâmetro influenciam a SSDE e como a substituição do CTDIVOL e do produto dose-comprimento (DLP) pela SSDE e pelo DLP específico por tamanho (DLPSS) impacta a estimativa de dose em diferentes faixas etárias. Foram analisados 563 exames de tórax, 312 de abdome e 500 de crânio, realizados em um tomógrafo Toshiba Aquilion 64. Os parâmetros de aquisição foram extraídos de arquivos DICOM por meio do software IndoseCT, e as SSDE médias foram calculadas utilizando DW e Deff. Os resultados mostraram que os protocolos utilizados para pacientes acima de 10 anos assemelham-se aos de adultos. O uso de DW gerou estimativas mais precisas, com SSDE aproximadamente 50% superiores ao CTDIVOL em adultos e mais de 100% maiores em crianças de 1 a 10 anos. Constatou-se que CTDIVOL e DLP podem subestimar a dose, em exames pediátricos. A comparação com NDR indica necessidade de otimização adicional, principalmente para pacientes entre 10 e 15 anos, recomendando-se ajustar os protocolos de aquisição conforme o tamanho e peso do paciente