AVALIAÇÃO DE RADÔNIO EM ÁREAS DE RADIOATIVIDADE AMBIENTAL ANÔMALA USANDO O CÓDIGO RESRAD
Radônio. Avaliação de dose. Risco radiológico. RESRAD-ONSITE.
A avaliação foi determinada a partir de dados experimentais de radionuclídeos naturais presentes no solo e aplicado a regiões com anomalias radiométricas no estado de Pernambuco, monitoradas pelo Grupo de Radioecologia (RAE/DEN-UFPE). A metodologia integrou análises determinísticas, de sensibilidade e probabilísticas, permitindo avaliar tanto o comportamento médio quanto as incertezas associadas aos parâmetros do modelo. Os resultados da análise determinística indicaram que as doses efetivas anuais no Sertão pernambucano variaram entre 5,67×10⁻² e 1,48 mSv·ano⁻¹, sendo o maior valor observado em Serra Talhada, na amostra SSFP20, único ponto que ultrapassou o valor de referência de 1 mSv·ano⁻¹ recomendado internacionalmente para exposição adicional do público. Em grande parte das amostras do Sertão, a via de exposição dominante foi o radônio (e o Rn é via de exposição? Não é externa e interna?), destacando-se municípios como Custódia, Itapetim, Afogados da Ingazeira e Arcoverde, evidenciando a influência direta do Ra-226 e das propriedades físicas do solo na mobilidade do Rn-222. Já na Zona da Mata pernambucana, as doses variaram entre 1,35×10⁻¹ e 7,66×10⁻¹ mSv·ano⁻¹, com predominância da exposição externa em praticamente todos os cenários simulados e reduzida contribuição da via radônio, comportamento associado à maior umidade e menor difusão gasosa nos solos argilosos da região. Os resultados obtidos evidenciaram forte dependência da dose efetiva em relação às características geológicas e físicas do solo, especialmente nos processos de emanação, transporte e acumulação do radônio no meio poroso.