MODULAÇÃO DA VIA COX-2/PGE2/GSK3β EM PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA INFECTADOS PELO HPV
Biomarcadores; metástase; carcinogênese; tumor; oncoproteínas.
O câncer de mama é uma das neoplasias mais prevalentes em mulheres, sendo a metástase um dos principais fatores associados ao mau prognóstico. Evidências recentes sugerem que o papilomavírus humano (HPV), por meio dos seus oncogenes, pode atuar como um possível modulador da progressão tumoral, ativando vias celulares envolvidas nos processos de proliferação, metástase e inflamação do câncer de mama. Dentre essas vias, a COX-2/PGE2/GSK3β tem sido associada ao desenvolvimento de metástase e formação de um microambiente tumoral pró-inflamatório. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar a modulação dessa via em pacientes com câncer de mama infectados pelo HPV, investigando a sua associação com o desenvolvimento de fenótipos tumorais mais agressivos. Para isso, foi realizada a detecção dos oncogenes virais E5, E6 e E7 por meio de PCR convencional, bem como análise de suas expressões gênicas por meio de RT-qPCR em amostras de pacientes que apresentaram presença ou ausência de metástase. Adicionalmente, foram conduzidas análises da expressão gênica a partir de dados de RNA-seq, com foco nos genes da via COX-2/PGE2/GSK3β, além de uma investigação complementar das vias NOTCH e WNT/ β-atenina, devido a sua interação funcional com a via da COX-2. Os resultados demonstraram que todas as amostras apresentaram positividade para o oncogene E5, tanto na RT-qPCR quanto na PCR convencional. No entanto, apenas a amostra associada a um fenótipo tumoral mais agressivo, apresentou a coexpressão dos oncogenes E5 e E7 do HPV. A análise da expressão gênica das vias revelou um padrão sugestivo de ativação de alguns genes da via COX-2/PGE2/GSK3β, assim como das vias WNT/ β-catenina e NOTCH. Neste contexto, os resultados sugerem que E5 e E7 podem atuar na ativação das vias NOTCH e WNT/ β-catenina por meio de vias alternativas a via da COX-2/PGE2/GSK3β. Este estudo permitiu sugerir possíveis mecanismos moleculares envolvidos nos cânceres de mama HPV positivos em contextos mais agressivos associados a metástase tumoral. Tais mecanismos poderão ser confirmados em estudos com maior tamanho amostral e validação de dados RNA-Seq por RT-qPCR.