AVALIAÇÃO DA VIABILIDADE DO PROCESSO DE PRODUÇÃO DE BEBIDAS FERMENTADAS E SIMBIÓTICAS DO MARACUJÁ DA CAATINGA (Passiflora cincinnata)
Lacticaseibacillus rhamnosus, Passiflora cincinnata, prebiótico, simbiótico
O objetivo do estudo foi avaliar a viabilidade do processo de produção e
sobrevivência durante o estoque de bebidas simbióticas, usando o maracujá da
Caatinga (MC) (Passiflora cincinnata), Lacticaseibacillus rhamnosus ATCC 7469
como probiótico e a pectina extraída da farinha de sua casca como prebiótico.
Foram desenvolvidas 11 bebidas com as mesmas concentrações de polpa de
maracujá (50%) fermentadas durante 24 horas, posteriormente foram
adicionadas pectina e sacarose de acordo com a aplicação de um Delineamento
Composto Central Rotacional (DCCR) para determinação das melhores
condições em relação à sobrevivência do probiótico após 28 dias de estoque. A
extração da pectina da casca do MC para elaboração das bebidas foi relizada
utilizando ácido cítrico e seu rendimento foi de 70,4% (± 2,4). De acordo com o
DDCR observou-se que a concentração de pectina foi uma variável com efeito
positivo significativo na sobrevivência de L. rhamnosus e sua viabilidade foi
mantida em quantidade suficiente para atender aos requisitos preconizados pela
legislação de alimentos probióticos. Os ensaios E3 (5% de sacarose e 20% de
pectina) e PC (10% de sacarose e 12,5% de pectina) foram submetidos ao teste
de simulação gastrointestinal e apresentaram sobrevivência de 68,8% e 66,1%
respectivamente. O maracujá da Caatinga se mostrou uma matriz não láctea
favorável tanto para extração da pectina, quanto para a produção de bebidas
simbióticas, mantendo estável a viabilidade de L. rhamnosus ATCC 7469
durante estoque, bem como a linhagem foi capaz de manter a sobrevivência
após simulação das condições adversas do trato gastrointestinal, se mostrando
um excelente probiótico com boa capacidade de adaptação mesmo em matrizes
alimentares não lácteas.