Banca de DEFESA: MARIA CECILIA NEJAIM SANSONIO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA CECILIA NEJAIM SANSONIO
DATA : 03/08/2026
HORA: 16:00
LOCAL: http://meet.google.com/iuq-wpkr-hnw
TÍTULO:

PROSPECÇÃO FITOQUÍMICA DE EXTRATOS DE AROEIRA-DO-SERTÃO E CAJUEIRO-ROXO COMO ALTERNATIVA AO CONTROLE DE Colletotrichum spp. EM FRUTOS PÓS-COLHEITA.


PALAVRAS-CHAVES:

Antracnose. Ascomycota. Biofungicida. Controle alternativo. Fitopatógenos. Doenças pós-colheita


PÁGINAS: 85
RESUMO:

Os fungos fitopatogênicos causam prejuízos significativos a diversas culturas agrícolas de importância econômica e social no Brasil, como banana, morango e manga. Embora os fungicidas sintéticos sejam amplamente utilizados no controle destes fitopatógenos, seu uso contínuo acarreta impactos negativos à saúde humana e ao meio ambiente. Nesse contexto, a busca por métodos alternativos de controle torna-se necessária, especialmente no período póscolheita, em que doenças como a antracnose se destacam. Esta doença, causada por fungos do gênero Colletotrichum, é responsável por lesões escuras e deprimidas em frutos e folhas, reduzindo a vida útil e o valor comercial dos produtos e podendo causar perdas de até 30% em frutos tropicais, incluindo banana (Musa spp.), manga (Mangifera indica) e morango (Fragaria × ananassa). O presente trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antifúngica dos extratos aquosos e hidroalcoólicos de duas espécies vegetais: folhas de aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva) e casca de cajueiro-roxo (Anacardium occidentale), em diferentes concentrações, frente a isolados do gênero Colletotrichum in vitro e in vivo. Também foram realizados testes fitoquímicos para identificar as principais classes de metabólitos secundários, e de atividade antioxidante pelos métodos DPPH. e ABTS.+, onde os extratos aquosos e hidroalcoólicos de aroeira-do-sertão, assim como o extrato aquoso de cajueiro-roxo alcançou 100% de capacidade de sequestro de radical. Em relação à atividade antifúngica, o extrato hidroalcoólico de M. urundeuva foi o mais eficaz com inibição de 56,63% e 60,49% do crescimento micelial de C. acutatum e de C. gloeosporioides in vitro, respectivamente, na concentração de 17,5 mg/mL. No teste in vivo, os bioensaios demonstraram resposta variável conforme o fruto e o patógeno avaliados, com ausência de efeito significativo em morango, redução do desenvolvimento das lesões em manga tratada com revestimentos à base de aroeirado-sertão e melhor desempenho dos revestimentos com cajueiro-roxo em banana, contribuindo para a redução do diâmetro das lesões e para o retardamento do amadurecimento dos frutos. O efeito inibitório do revestimento em frutos de manga, aos 21 dias de inoculação, alcançou lesões com diâmetro médio de 18,92cm, em comparação aos tratamentos com revestimento de aroeira aquoso, em que o diâmetro médio da lesão chegou a 6,26cm. Os demais resultados indicaram que os extratos testados apresentaram boa redução do crescimento micelial das espécies avaliadas, podendo ser uma alternativa eficiente de uso no manejo de doenças em pós-colheita.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - CRISTINA DOS SANTOS RIBEIRO COSTA - UFRPE
Presidente - 1257300 - JACIANA DOS SANTOS AGUIAR
Interna - 1134731 - NORMA BUARQUE DE GUSMAO
Notícia cadastrada em: 29/07/2026 13:45
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa08.ufpe.br.sigaa08