ETANOL DE SEGUNDA GERAÇÃO A PARTIR DA FARINHA DA CASCA DE MARACUJÁ: IMPACTO DA MATURAÇÃO E DO TIPO DE FERMENTAÇÃO (SHF/SSF)
casca do maracujá; material lignocelulósico; biocombustível; hidrólise enzimática; fermentação.
A Agenda 2030 incentiva o desenvolvimento sustentável por meio da viabilização de fontes de energia limpas e acessíveis, como biocombustíveis produzidos a partir de resíduos agroindustriais. O Brasil é o maior produtor mundial de maracujá-amarelo (Passiflora edulis) e suas cascas, constituídas por material lignocelulósico e que correspondendo a cerca de 60% do peso total do fruto, são menos aproveitadas que a polpa. A hidrólise enzimática da farinha da casca do maracujá liberou glicose, utilizada na fermentação pela Saccharomyces cerevisiae. Este estudo avaliou a produção de etanol por duas linhagens industriais de S. cerevisiae (UFPEDA 1238 e UFPEDA 1324) empregando a farinha de casca de maracujá verde e maduro em diferentes metodologias de fermentação. Na SHF, a UFPEDA 1238 produziu 9,80 g/L (maduro) e 9,95 g/L (verde), e a UFPEDA 1324 produziu 9,42 g/L e 8,49 g/L, respectivamente. Na SSF, as produções foram de 21,56 g/L (UFPEDA 1238) e 21,96 g/L (UFPEDA 1324). Em meio comercial YPD, as linhagens renderam 10,74 g/L (UFPEDA 1238) e 10,37 g/L (UFPEDA 1324). Os resultados parciais utilizando esses métodos de fermentação indicam que a casca do maracujá é uma biomassa promissora para a produção de etanol tanto pelo método de SHF quanto por SSF, sendo este último o modelo produtivo que se mostrou mais vantajoso.