RESTRIÇÃO DE ALIMENTOS POTENCIALMENTE INFLAMATÓRIOS E SUA RELAÇÃO COM O TRANSTORNO DE ANSIEDADE: REPERCUSSÕES NUTRICIONAIS, METABÓLICAS E ELETROFISIOLÓGICAS EM PROFESSORES E ESTUDANTES
Glúten; Caseína; Ansiedade; Trato Gastrointestinal; Hipersensibilidade.
O estudo analisou em docentes e discentes, as repercussões da restrição de alimentos potencialmente inflamatórios, contendo glúten e caseína, sobre comportamento ansioso, marcadores metabólicos, eletrofisiológicos e nutricionais. A partir de um ensaio clínico não randomizado, um total de 68 voluntários, de 18 a 55 anos de ambos os sexos, foram divididos em: Grupo Controle (sem restrição nutricional; n=47) e Grupo Experimental (restrição ao glúten e caseína - RGC - por 90 dias; n=21). Após o período de RGC não se detectou diferença significativa (p>0,05) na classificação de ansiedade e nas métricas do eletroencefalograma quantitativo. Entretanto, as pontuações do Questionário de Rastreamento Metabólico (QRM) para o domínio do trato digestório e alterações intestinais pela Escala de Bristol, comparadas ao controle, mostraram significativa melhora. Ademais, quando comparados intergrupo apresentaram redução nas pontuações do QRM global e nos domínios mente, cabeça e emoções (p=0,0002; p=0,0477; p=<0,0001; p=<0,0001; respectivamente). Não houve redução da massa corporal ou Índice de Massa Corporal (IMC). E não se obteve diferença significativa relacionada à dosagem bioquímica salivar de interleucina-6 ao fim do estudo, comparado ao controle. Esta pesquisa é pioneira em sua proposta, visto que desconhece-se até o momento algum estudo na literatura com este escopo. Sugere-se a necessidade de mais estudos a fim de consolidar eventuais questionamentos ainda não elucidados.