Banca de QUALIFICAÇÃO: FRANCISCO FLÁVIO EUFRAZIO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCISCO FLÁVIO EUFRAZIO
DATA : 08/05/2026
LOCAL: Remota
TÍTULO:

Do Morticínio Negro à Feminização Negra da Superpopulação Relativa: capital em crise, reestruturação produtiva e gestão racializada da morte no Brasil.


PALAVRAS-CHAVES:

racismo estrutural; morticínio negro; capitalismo dependente; superpopulação relativa; reprodução social.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A proposta de tese investiga o morticínio da população negra no Brasil como

determinação estrutural da sociabilidade capitalista em sua configuração dependente e

racializada, apreendendo-o como engrenagem constitutiva da gestão da superpopulação

relativa e da reprodução da ordem burguesa. Ancorado na crítica da economia política

marxista e no estudos sobre o racismo estrutural, o estudo articula, em chave relacional,

as categorias de raça, classe e gênero, a fim de analisar as mediações entre violência letal,

crise do capital e os processos de produção e administração da superpopulação relativa,

evidenciando as tendências à feminização negra, à generificação da pobreza e ao

aprofundamento da precarização do trabalho feminino. Sustentada por ampla revisão

teórico-histórica e pela análise sistemática de dados secundários provenientes do Fórum

Brasileiro de Segurança Pública, da Rede de Observatórios da Segurança, da PNAD

Contínua (IBGE), do IPEA e de outras fontes qualificadas, a pesquisa demonstra que a

violência letal incide de modo social e racialmente seletivo sobre a população negra, com

incidência particularmente acentuada sobre jovens do sexo masculino, configurando-se

como dispositivo de regulação social e de administração coercitiva dos contingentes

convertidos em excedentes em um mercado de trabalho estruturalmente atravessado

pelo desemprego crônico e pela intensificação da precarização. Para além disso, a

investigação sustenta que, em contextos de crise e de retração das políticas de proteção

social, o Estado brasileiro reconfigura suas formas de intervenção ao fortalecer o aparato

penal-policial e ao naturalizar a morte da população negra como dimensão ordinária da

vida social, amplia a centralidade das mulheres negras na reprodução social, aprofunda

sua inserção na superpopulação relativa e intensifica os processos de pauperização e

precariedade por elas enfrentados.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - CRISTIANE LUIZA SABINO DE SOUZA - UFSC
Interna - 1851970 - EVELYNE MEDEIROS PEREIRA
Presidente - 1654266 - JULIANE FEIX PERUZZO
Externa à Instituição - NIVIA CRISTIANE PEREIRA DA SILVA - UFPB
Externa à Instituição - VERÔNICA MARIA FERREIRA - UFRN
Notícia cadastrada em: 06/05/2026 13:39
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