Banca de DEFESA: GABRIELA ALVES DO NASCIMENTO SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GABRIELA ALVES DO NASCIMENTO SILVA
DATA : 30/03/2026
HORA: 14:30
LOCAL: CCSA
TÍTULO:

ENTRE A SEDE E A LUTA: a relação entre os conflitos socioambientais por acesso à água no campo do Semiárido pernambucano e a ação do Estado


PALAVRAS-CHAVES:

convivência com o Semiárido; políticas públicas de água; questão hídrica; Semiárido brasileiro.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A água constitui um bem essencial à reprodução da vida e à garantia das condições materiais de existência humana. Entretanto, no contexto do capitalismo contemporâneo, sua apropriação, distribuição e gestão têm sido cada vez mais subordinadas à lógica mercantil. No Semiárido brasileiro, essa dinâmica se expressa de forma particular, na medida em que a escassez hídrica é frequentemente naturalizada como resultado exclusivo das condições climáticas, ocultando relações sociais historicamente desiguais no acesso à terra e à água. Nesse contexto, a presente dissertação tem como objetivo analisar a trajetória de incorporação da perspectiva de Convivência com o Semiárido nas políticas públicas de água. A pesquisa parte da problematização sobre o que se transformou na perspectiva de Convivência com o Semiárido ao longo de seu processo de institucionalização, questionando em que medida essa apropriação estatal mantém ou tensiona as estruturas produtoras da desigualdade hídrica na região. Metodologicamente, o estudo fundamenta-se no método crítico-dialético, orientado pela perspectiva do materialismo histórico, que permite apreender a questão hídrica para além de suas aparências imediatas, desvelando as determinações estruturais que atravessam a produção social da escassez de água. Para a realização da pesquisa, foram utilizadas estratégias de investigação as pesquisas bibliográfica e documental. A análise histórica das políticas hídricas evidenciou que a intervenção estatal na região foi marcada, majoritariamente, por ações emergenciais e grandes obras hidráulicas, frequentemente justificadas pelo discurso do desenvolvimento e da segurança hídrica, mas que contribuíram para a manutenção da concentração fundiária e hídrica. Em contraposição a esse modelo, a pesquisa identifica a emergência da Convivência com o Semiárido como uma proposta construída coletivamente por movimentos sociais, organizações da sociedade civil e populações do campo, fundamentada na valorização dos saberes populares, na agroecologia, nas tecnologias sociais e na gestão comunitária dos bens comuns. Contudo, ao analisar a incorporação dessa perspectiva pelo Estado, constatou-se que tal processo ocorre de forma seletiva e contraditória. Elementos da Convivência são apropriados e convertidos em diretrizes técnico-institucionais de políticas públicas. ssim, evidencia-se que a institucionalização da Convivência ocorre dentro dos limites impostos pelo capitalismo dependente, no qual o Estado atua como mediador dos interesses do capital e facilitador da apropriação privada dos bens naturais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2364983 - MARIA DAS GRACAS E SILVA
Interna - 1851970 - EVELYNE MEDEIROS PEREIRA
Externa ao Programa - 1942314 - SANDRA MARIA BATISTA SILVEIRA - UFPEExterno à Instituição - JOÃO PAULO DO VALE DE MEDEIROS - UERN
Notícia cadastrada em: 26/03/2026 12:51
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