Suporte nutricional como fator modulador / preditor do tempo de permanência e mortalidade de pacientes com COVID-19 em Unidade de Terapia Intensiva.
COVID-19; unidade de terapia intensiva; terapia nutricional; nutrição enteral; tempo de internação; mortalidade.
A infecção pelo SARS-CoV-2 atingiu proporções pandêmicas no início de 2020. A maioria dos indivíduos acometidos evoluem com bom prognóstico, embora uma pequena parcela necessite de cuidados intensivos. É importante compreender a relação entre a oferta nutricional, a evolução clínica e os desfechos dos pacientes
graves com COVID-19. Logo, esse trabalho tem por objetivo avaliar a terapia nutricional como preditor do tempo de permanência e mortalidade de pacientes com COVID-19 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Trata-se de uma coorte, retrospectiva, envolvendo pacientes adultos e idosos, de ambos os sexos, admitidos nas UTIs de um hospital terciário, com diagnóstico positivo para a infecção pelo Sars- Cov-2, em uso de nutrição enteral exclusiva por pelo menos 5 dias consecutivos.
Foram coletadas informações socioeconômico-demográficas, clínicas, laboratoriais e nutricionais. A análise dos resultados compreendeu o uso de métricas estatísticas descritivas e inferenciais. As curvas de sobrevivência de Kaplan-Meier mostram que a oferta proteica igual ou superior a 1,5g/kg/dia reduz a mortalidade, porém aumenta o tempo de permanência na UTI. O modelo dos riscos proporcionais de Cox evidenciou que a oferta proteica influencia na mortalidade mesmo após os ajustes para o IMC, plano de saúde e saturação de oxigênio; e no tempo de permanência na UTI mesmo após os ajustes para a saturação de oxigênio e plano de saúde. Concluindo que o maior aporte proteico reduz a mortalidade nesse grupo de pacientes.