Banca de DEFESA: BRUNA NAYARA NOGUEIRA FILGUEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRUNA NAYARA NOGUEIRA FILGUEIRA
DATA : 14/07/2026
HORA: 09:00
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

INFLUÊNCIA DOS FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS, COMPORTAMENTAIS E DO ESTADO NUTRICIONAL NA PREVALÊNCIA DE DEPRESSÃO EM ADULTOS NO BRASIL – VIGITEL (2020-2023)

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

Depressão, Vigilância em Saúde Pública, Sistema de Vigilância em Saúde.


PÁGINAS: 120
RESUMO:

A depressão é uma doença que afeta aproximadamente 4% da população mundial. No Brasil, entre
1990 e 2017, houve o aumento da depressão em 36.7%. No entanto, atualmente não há estudos no
Brasil que façam uma análise histórica a partir de 2020 da prevalência de depressão na população
brasileira, incluindo o período da pandemia do COVID-19, de forma retrospectiva e que abranja o
impacto dos aspectos socioeconômicos, comportamentais e de estado nutricional. O objetivo do
presente estudo foi analisar a evolução da prevalência de depressão segundo variáveis
sociodemográficas, comportamentais e do estado nutricional, na população adulta residente nas
capitais brasileiras, com base nos dados do sistema Vigitel referentes aos anos durante e após a
pandemia do COVID-19 - 2020, 2021 e 2023. Em razão de dificuldades operacionais, o inquérito
não foi realizado em 2022. Trata-se de um estudo transversal, que realizou uma análise com
ponderação amostral, sendo a amostra de 27077 indivíduos em 2020, 27093 em 2021 e 21690 em
2023 (N=75860). A associação bivariada foi testada pelo qui-quadrado de Pearson. Posteriormente,
aplicou-se regressão logística binária, estimando odds ratios (OR) brutas e ajustadas por sexo,
idade e escolaridade. Adotou-se nível de significância de 5%. Como resultado, verificou-se
crescimento na prevalência dos diagnósticos autorreferidos de depressão avaliados entre adultos
das capitais brasileiras, sendo 10.6% em 2020 para 11.3% em 2021 e 12.3% em 2023.
Apresentaram maiores prevalências de depressão as mulheres, indivíduos em idades avançadas,
divorciados e viúvos, desempregados; pessoas com maiores anos de escolaridade; e fisicamente
inativas. Além disso, a obesidade e o consumo de alimentos ultraprocessados aumentaram a
probabilidade para o desenvolvimento de depressão. Assim como o consumo de alimentos in
natura ou minimamente processados reduziram a possibilidade para o desenvolvimento da doença.
Os resultados demonstram que a depressão cresceu no Brasil, e que a pandemia do COVID-19,
combinada a desigualdades sociais, modificaram comportamentos da população com
desdobramentos na piora do quadro epidemiológico tanto da COVID-19, como da depressão.
Evidencia-se a importância de estudos epidemiológicos com variáveis sociodemográficas e
relacionadas aos estilos de vida/comportamentos da população para a compreensão de formulação
de estratégias efetivas prevenção, diagnóstico e tratamento da depressão; e que envolvam também
outros setores da sociedade, para proteção de populações de risco e maior vulnerabilidade social.

 

 

LINK DA DEFESA: https://meet.google.com/tih-edeh-pzk


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2131239 - PEDRO ISRAEL CABRAL DE LIRA
Externa à Instituição - RISIA CRISTINA EGITO DE MENEZES - UFAL
Externa ao Programa - 2329831 - SANDRA CRISTINA DA SILVA SANTANA - null
Notícia cadastrada em: 09/07/2026 14:57
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