Insegurança alimentar domiciliar em crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista: associação com consumo de alimentos ultraprocessados e excesso de peso
Transtorno do Espectro Autista. Insegurança Alimentar. Consumo Alimentar. Estado Nutricional. Autismo Infantil.
O objetivo da presente pesquisa é avaliar a associação da insegurança alimentar domiciliar com o consumo de alimentos ultraprocessados e excesso de peso em crianças e adolescentes com TEA. Trata-se de um estudo transversal, realizado em duas instituições de atendimento a crianças e adolescentes com TEA, localizadas no Recife e Região Metropolitana- PE. Foram coletados dados clínicos, econômicos e sociodemográficos, incluindo a avaliação da insegurança alimentar, através da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Foram aferidos peso e altura das crianças/adolescentes e de seus responsáveis, com posterior classificação do estado nutricional através do Índice de Massa Corporal (IMC). O consumo alimentar das crianças e adolescentes foi avaliado através do Questionário de Frequência Alimentar (QFA). O hábito alimentar dos responsáveis foi avaliado através do teste "Como está a sua alimentação?". A amostra final contou com 148 crianças e adolescentes e 143 responsáveis, sendo 5 pais de gêmeos. As crianças e adolescentes apresentaram idade entre 5 e 15 anos, predominando o sexo masculino (79,7%). A insegurança alimentar esteve presente em 83,1% da amostra. A maioria das crianças e adolescentes e seus responsáveis estavam em excesso de peso (56,8% e 83,9%, respectivamente). Identificou-se significância estatística entre renda familiar ≤ 1 salário mínimo e excesso de peso nos responsáveis, quando associados a insegurança alimentar (p = 0,020 e 0,041, respectivamente).
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