Carreadores lipídicos nanoestruturados a base de cera de abelha contendo óleo de copaíba para conservação de frutas
Nanopartículas lipídicas, bactérias, tomates grape.
O tomate grape possui vida pós colheita curta, limitada pela transpiração e por doenças causadas por micro-organismos no pós-colheita. O óleo essencial de copaíba e a cera de abelha têm sido estudados como cobertura comestível em frutas devido a ação conservadora, mas acredita-se que suas características podem ser melhoradas pela incorporação em carreadores lipídicos nanoestruturados(CLN). Portanto, o objetivo do trabalho foi avaliar a eficácia dessa formulação na conservação pós-colheita de tomates grape. Inicialmente, foi realizado um planejamento fatorial para determinação dos parâmetros ideais para produção dos carreadores. Em seguida, os CLN foram submetidos as análises de DLS, microscopia eletrônica de varredura, FTIR, TGA/DSC, eficiência de encaspsulação, cor e viscosidade. A estabilidade coloidal das nanopartículas lipídicas foi avaliada através das análises de tamanho, potencial zeta e índice de polidispersão. A ação antimicrobiana in vitro das substâncias teste foi determinada através das análises das concentrações inibitórias mínimas, e da atividade antibiofilme. Os CLN apresentaram um tamanho = 190.07 ± 0.90 nm, potencial zeta = -18.10 ± 0.62 mV, PDI = 0.13 ± 0.02. Análises de TGA/DSC e FTIR não constataram incompatibilidade físico-química entre os componentes da formulação que se mostraram estáveis a 4 oC durante 90 dias. A formulação de CLN apresentou melhor atividade contra bactérias do que contra fungos. O estudo sugere que a nanotecnologia pode ser utilizada para melhorar as propriedades de coberturas comestíveis convencionais a partir de CLNs.