PPGEOCTG PROGRAMA DE POS-GRADUACAO EM GEOCIENCIAS - CTG DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA - CTG Telefone/Ramal: Não informado
Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • CAIO DOS SANTOS PEREIRA
  • INTEGRAÇÃO GEOFÍSICA-ESTRUTURAL APLICADA À EVOLUÇÃO DO TERRENO ICAIÇARA: Um candidato a Ribbon Continent no interior da Zona Transversal da Província Borborema, NE do Brasil

  • Orientador : LAURO CEZAR MONTEFALCO DE LIRA SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HAROLDO MONTEIRO LIMA
  • LAURO CEZAR MONTEFALCO DE LIRA SANTOS
  • LUÍS GUSTAVO FERREIRA VIEGAS
  • Data: 07/01/2022

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  • O extremo oeste da Zona Transversal da Província Borborema abrange supostos terrenos alóctones alojados na Faixa Piancó-Alto Brígida, incluindo o Terreno Icaiçara. Neste trabalho foram integrados dados aerogeofísicos regionais e locais buscando apoiar o entendimento estrutural deste suposto terreno exótico. Os mapas gama-espectrométricos permitiram o mapeamento de estruturas rasas e o delineado geral dos domínios geológicos, enquanto os dados magnéticos e gravimétricos permitiram estimar a continuidade em profundidade das principais zonas de cisalhamento, marcando possíveis estruturas litosféricas. A integração dos dados geofísicos revelou que as zonas de cisalhamento Sítio dos Moreiras, Trempe e Parnamirim atingiram profundidades de 10-16 km, constituindo assim importantes limites crustais. Os dados gravimétricos utilizados, foram obtidos a partir de perfis terrestres. Por exemplo, a seção gravimétrica regional de 150 km entre as cidades de Araripina e Salgueiro mostrou que o bloco mais denso na região é o núcleo profundo do Icaiçara, com repercussão até o limite crosta/manto num processo de espessamento e soerguimento crustal. Na faixa de 14 a 16 km há uma ascensão forte das rochas mais densas com expressão ligeira no manto litosférico (em torno de 32 km). Estes dados fomentaram a análise estrutural conduzida no TIC, cuja estruturação regional é materializada por uma megadobra antiforme revirada de superfície axial (Sax3) com eixo Lb3 de direção NE. A partir da análise de afloramentos e cartografia geológica, hierarquizou-se três fases de caráter dúctil (D1, D2 e D3) e uma de caráter rúptil (D4). Dados de foliação e lineação de estiramento mineral indicam que a estruturação geral corresponde a um padrão de interferência de dobramentos do tipo “domos e bacias”, nos quais as superfícies axiais pretéritas (Sax1) com eixo Lb1 de direção E-W encontraram-se reviradas por superfícies ortogonais (Sax2) de direção N-S. Os marcadores deformacionais pretéritos são ainda paralelizados pela tectônica transcorrente (D3), sobretudo na porção sul onde predominam milonitos ligados ao Lineamento Pernambuco; na porção leste pela Zona de Cisalhamento Parnamirim, e oeste pela Zona de Cisalhamento Trempe, ambas de direção NE-SW e cinemática transcorrente sinistral. Estas estruturas representam o mais importante registro do evento Brasiliano, verticalizando e transpondo estruturas pretéritas tanto do Riaciano, quanto do Toniano (?), sendo ainda responsável pela inversão tectônica das paleobacias ediacaranas da Faixa Piancó-Alto Brígida. Interpreta-se aqui que essas três zonas de cisalhamento em conjunto geraram rotação horária e acomodação do transporte deste bloco crustal por meio de mecanismos de escape lateral. Finalmente, sugere-se que o Terreno Icaiçara constitui segmento crustal polideformado, sendo um provável terreno exótico do tipo metamórfico, alojado por meio de tectônica transcorrente na forma de ribbon continent, conceito recentemente postulado na literatura para a evolução do continente Gondwana.


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  • O extremo oeste da Zona Transversal da Província Borborema abrange supostos terrenos alóctones alojados na Faixa Piancó-Alto Brígida, incluindo o Terreno Icaiçara. Neste trabalho foram integrados dados aerogeofísicos regionais e locais buscando apoiar o entendimento estrutural deste suposto terreno exótico. Os mapas gama-espectrométricos permitiram o mapeamento de estruturas rasas e o delineado geral dos domínios geológicos, enquanto os dados magnéticos e gravimétricos permitiram estimar a continuidade em profundidade das principais zonas de cisalhamento, marcando possíveis estruturas litosféricas. A integração dos dados geofísicos revelou que as zonas de cisalhamento Sítio dos Moreiras, Trempe e Parnamirim atingiram profundidades de 10-16 km, constituindo assim importantes limites crustais. Os dados gravimétricos utilizados, foram obtidos a partir de perfis terrestres. Por exemplo, a seção gravimétrica regional de 150 km entre as cidades de Araripina e Salgueiro mostrou que o bloco mais denso na região é o núcleo profundo do Icaiçara, com repercussão até o limite crosta/manto num processo de espessamento e soerguimento crustal. Na faixa de 14 a 16 km há uma ascensão forte das rochas mais densas com expressão ligeira no manto litosférico (em torno de 32 km). Estes dados fomentaram a análise estrutural conduzida no TIC, cuja estruturação regional é materializada por uma megadobra antiforme revirada de superfície axial (Sax3) com eixo Lb3 de direção NE. A partir da análise de afloramentos e cartografia geológica, hierarquizou-se três fases de caráter dúctil (D1, D2 e D3) e uma de caráter rúptil (D4). Dados de foliação e lineação de estiramento mineral indicam que a estruturação geral corresponde a um padrão de interferência de dobramentos do tipo “domos e bacias”, nos quais as superfícies axiais pretéritas (Sax1) com eixo Lb1 de direção E-W encontraram-se reviradas por superfícies ortogonais (Sax2) de direção N-S. Os marcadores deformacionais pretéritos são ainda paralelizados pela tectônica transcorrente (D3), sobretudo na porção sul onde predominam milonitos ligados ao Lineamento Pernambuco; na porção leste pela Zona de Cisalhamento Parnamirim, e oeste pela Zona de Cisalhamento Trempe, ambas de direção NE-SW e cinemática transcorrente sinistral. Estas estruturas representam o mais importante registro do evento Brasiliano, verticalizando e transpondo estruturas pretéritas tanto do Riaciano, quanto do Toniano (?), sendo ainda responsável pela inversão tectônica das paleobacias ediacaranas da Faixa Piancó-Alto Brígida. Interpreta-se aqui que essas três zonas de cisalhamento em conjunto geraram rotação horária e acomodação do transporte deste bloco crustal por meio de mecanismos de escape lateral. Finalmente, sugere-se que o Terreno Icaiçara constitui segmento crustal polideformado, sendo um provável terreno exótico do tipo metamórfico, alojado por meio de tectônica transcorrente na forma de ribbon continent, conceito recentemente postulado na literatura para a evolução do continente Gondwana.

2
  • LÍLIA ALBUQUERQUE DA SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO ESPECTRAL DE SKARNS MINERALIZADOS EM W-Mo-VESUVIANITA: o exemplo do skarn de Umbuzeiro Doce (PB)

  • Orientador : THAIS ANDRESSA CARRINO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUSTAVO MACEDO DE MELLO BAPTISTA
  • SEBASTIAO RODRIGO CORTEZ DE SOUZA
  • THAIS ANDRESSA CARRINO
  • Data: 26/01/2022

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  • A Província scheelitífera do Seridó e conhecida pela ocorrência de depósitos minerais de skarns mineralizados principalmente em W, Mo e Au. Neste trabalho, estudou-se bolsões de skarns de Umbuzeiro Doce, localizado na cidade de Santa Luzia (PB). Para a caracterização mineral, foi utilizada a técnica de espectroscopia de reflectância associada a análise petrografica. Foram utilizadas 61 curvas espectrais que foram normalizadas pela técnica de remoção do contínuo, onde foi possível individualizar as principais fases minerais, estabelecendo-se os seguintes zoneamentos minerais: (i) a zona de mármore, com feições de absorção em 2340 e 2475nm (C-O); (ii) a zona de tremolita mármore, com absorções típicas em 1393 (OH) e 2313nm (Mg-OH); (iii) a zona de granada-vesuvianita que apresenta absorção principal em 2215nm (OH); (iv) a zona de diopsídio-hornblenda com feição de absorção característica em 1153nm (Fe2+); (v) a zona de wollastonita tardia, que não apresenta assinatura espectral diagnóstica. Cristais de molibdenita ocorrem na interface de mármore com zonas de alteração granada-vesuvianita e diopsídio-hornblenda. Apenas houve um registro de afloramento de mármore portador de cristais de vesuvianita violeta com potencial gemológico, diferenciada de outras variações por absorções de Cr3+ em ~548 e 680nm. A partir das associações minerais e análise pontual da espectroscopia de reflectância, foram gerados índices espectrais, de forma a automatizar e otimizar a identificação de zonas potenciais a exploração de Mo, W e de vesuvianita gemológica. Os índices elaborados foram o índice espectral de mármore (MI = 2414nm/2475nm), o índice espectral de tremolita mármore (TMI = 1360nm/1393nm), o índice espectral da zona de granada-vesuvianita (GVI = 2140nm/2215nm); o índice espectral da zona de diopsídio-hornblenda (DHI = (500nm/1153nm)/1380nm), e o índice espectral de vesuvianita violeta (VVI = 476nm/548nm). Esta metodologia baseada na caracterização espectral e criação de métricas espectrais pode ser usada como guia exploratório para ocorrências e depósitos de Mo e/ou W e vesuvianita violeta que apresentem um zoneamento mineral semelhante ao de Umbuzeiro Doce.


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  • A Província scheelitífera do Seridó e conhecida pela ocorrência de depósitos minerais de skarns mineralizados principalmente em W, Mo e Au. Neste trabalho, estudou-se bolsões de skarns de Umbuzeiro Doce, localizado na cidade de Santa Luzia (PB). Para a caracterização mineral, foi utilizada a técnica de espectroscopia de reflectância associada a análise petrografica. Foram utilizadas 61 curvas espectrais que foram normalizadas pela técnica de remoção do contínuo, onde foi possível individualizar as principais fases minerais, estabelecendo-se os seguintes zoneamentos minerais: (i) a zona de mármore, com feições de absorção em 2340 e 2475nm (C-O); (ii) a zona de tremolita mármore, com absorções típicas em 1393 (OH) e 2313nm (Mg-OH); (iii) a zona de granada-vesuvianita que apresenta absorção principal em 2215nm (OH); (iv) a zona de diopsídio-hornblenda com feição de absorção característica em 1153nm (Fe2+); (v) a zona de wollastonita tardia, que não apresenta assinatura espectral diagnóstica. Cristais de molibdenita ocorrem na interface de mármore com zonas de alteração granada-vesuvianita e diopsídio-hornblenda. Apenas houve um registro de afloramento de mármore portador de cristais de vesuvianita violeta com potencial gemológico, diferenciada de outras variações por absorções de Cr3+ em ~548 e 680nm. A partir das associações minerais e análise pontual da espectroscopia de reflectância, foram gerados índices espectrais, de forma a automatizar e otimizar a identificação de zonas potenciais a exploração de Mo, W e de vesuvianita gemológica. Os índices elaborados foram o índice espectral de mármore (MI = 2414nm/2475nm), o índice espectral de tremolita mármore (TMI = 1360nm/1393nm), o índice espectral da zona de granada-vesuvianita (GVI = 2140nm/2215nm); o índice espectral da zona de diopsídio-hornblenda (DHI = (500nm/1153nm)/1380nm), e o índice espectral de vesuvianita violeta (VVI = 476nm/548nm). Esta metodologia baseada na caracterização espectral e criação de métricas espectrais pode ser usada como guia exploratório para ocorrências e depósitos de Mo e/ou W e vesuvianita violeta que apresentem um zoneamento mineral semelhante ao de Umbuzeiro Doce.

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  • Leonardo Marinho de Oliveira
  • TAFONOMIA DE VERTEBRADOS E O PRIMEIRO DINOSSAURO DA FORMAÇÃO ALIANÇA, JURÁSSICO SUPERIOR DA BACIA DE JATOBÁ

  • Orientador : EDISON VICENTE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HERMÍNIO ISMAEL DE ARAÚJO JÚNIOR
  • EDISON VICENTE OLIVEIRA
  • VIRGINIO HENRIQUE DE MIRANDA LOPES NEUMANN
  • Data: 01/02/2022

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  • A Formação Aliança, integrante do Grupo Brotas, Bacia de Jatobá, representa o primeiro pulso lacustre que ocorreu durante a fase de início de rifte nos primeiros esforços de separação do Gondwana Ocidental, durante o Neojurássico. Nesse contexto, uma importante fauna de vertebrados é encontrada em diversos estratos dessa unidade, principalmente na região de Ibimirim, Estado de Pernambuco. Os dois objetivos principais desse trabalho incluem: (1) descrever as tafofáceis de vertebrados e (2) realizar o estudo taxonômico do primeiro fóssil de dinossauro dessa formação. A tafocenose encontrada é constituída fundamentalmente por elementos ósseos desarticulados. A partir da determinação de litofácies, de classes tafonômicas e de aspectos tafonômicos intrínsecos, como representação óssea, tipos de fraturas, marcas de abrasão e coloração de dentes e ossos, foram identificadas em calcarenitos as tafofácies A e B, e em calcilutitos, a tafofácies C. O modelo integrado sugere que a gênese das tafofácies está ligada à atuação do rebaixamento do nível de água do paleolago, e os agentes de transporte e desarticulação relacionados à exposição subaérea pré-soterramento, a ação de correntes de turbidez unidirecionais em águas rasas e provável atuação de tempestades. Para os calcilutitos da Formação Aliança é registrada uma vertebra caudal do primeiro dinossauro terópode para essa unidade, que constitui o registro mais antigo de dinossauro do jurássico brasileiro. Comparado a terópodes da América do Sul e África, esse espécime se aproxima taxonomicamente de ceratossaurídeos do Jurássico Tardio da Tanzânia, na Formação Tendaguru. Finalmente, esse dinossauro representa o primeiro fóssil com um amplo poder de correlação paleobiogeográfica e bioestratigráfica, reforçando à idade do Jurássico tardio paraa Formação Aliança.


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  • A Formação Aliança, integrante do Grupo Brotas, Bacia de Jatobá, representa o primeiro pulso lacustre que ocorreu durante a fase de início de rifte nos primeiros esforços de separação do Gondwana Ocidental, durante o Neojurássico. Nesse contexto, uma importante fauna de vertebrados é encontrada em diversos estratos dessa unidade, principalmente na região de Ibimirim, Estado de Pernambuco. Os dois objetivos principais desse trabalho incluem: (1) descrever as tafofáceis de vertebrados e (2) realizar o estudo taxonômico do primeiro fóssil de dinossauro dessa formação. A tafocenose encontrada é constituída fundamentalmente por elementos ósseos desarticulados. A partir da determinação de litofácies, de classes tafonômicas e de aspectos tafonômicos intrínsecos, como representação óssea, tipos de fraturas, marcas de abrasão e coloração de dentes e ossos, foram identificadas em calcarenitos as tafofácies A e B, e em calcilutitos, a tafofácies C. O modelo integrado sugere que a gênese das tafofácies está ligada à atuação do rebaixamento do nível de água do paleolago, e os agentes de transporte e desarticulação relacionados à exposição subaérea pré-soterramento, a ação de correntes de turbidez unidirecionais em águas rasas e provável atuação de tempestades. Para os calcilutitos da Formação Aliança é registrada uma vertebra caudal do primeiro dinossauro terópode para essa unidade, que constitui o registro mais antigo de dinossauro do jurássico brasileiro. Comparado a terópodes da América do Sul e África, esse espécime se aproxima taxonomicamente de ceratossaurídeos do Jurássico Tardio da Tanzânia, na Formação Tendaguru. Finalmente, esse dinossauro representa o primeiro fóssil com um amplo poder de correlação paleobiogeográfica e bioestratigráfica, reforçando à idade do Jurássico tardio paraa Formação Aliança.

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  • JOSE DINIZ MADRUGA NETO
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DOS PROCESSOS EROSIVOS E DE VULNERABILIDADE NO LITORAL DO MUNICÍPIO DO PAULISTA – PE, E SUAS IMPLICAÇÕES AMBIENTAIS

  • Orientador : VALDIR DO AMARAL VAZ MANSO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIO JOSÉ DE ARAÚJO PEDROSA
  • ROCHANA CAMPOS DE ANDRADE LIMA SANTOS
  • VALDIR DO AMARAL VAZ MANSO
  • Data: 23/02/2022

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  • Esta pesquisa foi realizada no munícipio do Paulista, litoral norte do estado de Pernambuco (Bacia da Paraíba), entre as praias de Enseadinha, localizada ao norte da desembocadura do rio Paratibe, e o pontal de Maria Farinha, localizada ao sul da desembocadura do rio Timbó. O trabalho teve intuito de levantar informações sobre o sistema costeiro, com base na caracterização morfodinâmica e geoambiental, quantificando o balanço sedimentar através de análises granulométricas; definir uma linha de preamar máxima atual; realizar levantamentos hidrodinâmicos; e analisar a vulnerabilidade das praias do referido município. Para isto, fez-se um monitoramento bimestral com o levantamento de sete perfis topográficos associados a coletas de sedimentos nos setores praiais, tais quais a antepraia, o estirâncio e pós-praia (quando houve), entre os meses de julho/2019 e março/2020. Na correlação dos perfis topográficos associados à sedimentologia das amostras, os resultados indicaram que o balanço sedimentar foi positivo (deposicional) em quatro pontos, sendo o perfil praial 4, na praia de Pau Amarelo, onde houve a maior variação com +17,6m³/m. Em outros três perfis, o balanço final foi negativo, sendo o perfil 2 o que obteve a maior variação negativa com -26,4m³/m. A sedimentologia mostrou que aproximadamente 90% das 79 amostras coletadas foram classificadas na fração areia. O perfil 4 apresentou 100% das amostras com assimetria negativa, típica de ambientes praiais, e que, associada a outros parâmetros, podem indicar áreas que estão em processo de erosão. No que se refere ao levantamento da linha de preamar máxima, constatou-se a retrogradação da linha de costa em grande parte da área de estudo, em virtude, sobretudo, da ocupação desordenada no litoral, onde a população busca cada vez mais morar em frente ao mar, realizando, para isso, obras antrópicas e invadindo a faixa de praia. Com relação a análise da vulnerabilidade, foram utilizadas duas variáveis: a Costeira e a Continental. De modo geral, os indicadores utilizados revelaram um litoral altamente vulnerável, com aproximadamente 65% da linha de costa apresentando intenso processo erosivo, com a presença de obras de proteção costeira sem uma fundamentação técnica adequada, e/ou em mau estado de conservação. Em 31% da área de estudo, a vulnerabilidade foi classificada como moderada, apresentando em geral uma faixa de praia estreita, vegetação do tipo gramínea e um baixo quantitativo de ocupações. Apenas no extremo norte da área, no pontal da praia de Maria Farinha, representando 4% da área de estudo, a vulnerabilidade foi classificada como baixa. Isto ocorreu, sobretudo, pelo bom suprimento sedimentar na área, acresção da linha de costa, presença de bancos de areia e, principalmente, pela ausência de ocupações.


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  • Esta pesquisa foi realizada no munícipio do Paulista, litoral norte do estado de Pernambuco (Bacia da Paraíba), entre as praias de Enseadinha, localizada ao norte da desembocadura do rio Paratibe, e o pontal de Maria Farinha, localizada ao sul da desembocadura do rio Timbó. O trabalho teve intuito de levantar informações sobre o sistema costeiro, com base na caracterização morfodinâmica e geoambiental, quantificando o balanço sedimentar através de análises granulométricas; definir uma linha de preamar máxima atual; realizar levantamentos hidrodinâmicos; e analisar a vulnerabilidade das praias do referido município. Para isto, fez-se um monitoramento bimestral com o levantamento de sete perfis topográficos associados a coletas de sedimentos nos setores praiais, tais quais a antepraia, o estirâncio e pós-praia (quando houve), entre os meses de julho/2019 e março/2020. Na correlação dos perfis topográficos associados à sedimentologia das amostras, os resultados indicaram que o balanço sedimentar foi positivo (deposicional) em quatro pontos, sendo o perfil praial 4, na praia de Pau Amarelo, onde houve a maior variação com +17,6m³/m. Em outros três perfis, o balanço final foi negativo, sendo o perfil 2 o que obteve a maior variação negativa com -26,4m³/m. A sedimentologia mostrou que aproximadamente 90% das 79 amostras coletadas foram classificadas na fração areia. O perfil 4 apresentou 100% das amostras com assimetria negativa, típica de ambientes praiais, e que, associada a outros parâmetros, podem indicar áreas que estão em processo de erosão. No que se refere ao levantamento da linha de preamar máxima, constatou-se a retrogradação da linha de costa em grande parte da área de estudo, em virtude, sobretudo, da ocupação desordenada no litoral, onde a população busca cada vez mais morar em frente ao mar, realizando, para isso, obras antrópicas e invadindo a faixa de praia. Com relação a análise da vulnerabilidade, foram utilizadas duas variáveis: a Costeira e a Continental. De modo geral, os indicadores utilizados revelaram um litoral altamente vulnerável, com aproximadamente 65% da linha de costa apresentando intenso processo erosivo, com a presença de obras de proteção costeira sem uma fundamentação técnica adequada, e/ou em mau estado de conservação. Em 31% da área de estudo, a vulnerabilidade foi classificada como moderada, apresentando em geral uma faixa de praia estreita, vegetação do tipo gramínea e um baixo quantitativo de ocupações. Apenas no extremo norte da área, no pontal da praia de Maria Farinha, representando 4% da área de estudo, a vulnerabilidade foi classificada como baixa. Isto ocorreu, sobretudo, pelo bom suprimento sedimentar na área, acresção da linha de costa, presença de bancos de areia e, principalmente, pela ausência de ocupações.

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  • ALLAN ALCANTARA PAIVA DA CUNHA
  • DEFORMAÇÃO INTRACONTINENTAL NO INTERIOR DO TERRENO ALTO MOXOTÓ: caso de estudo da região de Sumé, Paraíba

  • Orientador : LAURO CEZAR MONTEFALCO DE LIRA SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HAROLDO MONTEIRO LIMA
  • JOAO PAULO ARAUJO PITOMBEIRA
  • LAURO CEZAR MONTEFALCO DE LIRA SANTOS
  • Data: 18/04/2022

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  • O Terreno Alto Moxotó da Província Borborema envolve o mais antigo registro crustal da Zona Transversal da Província Borborema. A região de Sumé, Paraíba, está localizada no coração desse terreno, tendo sido alvo de recentes investigações em função da sua complexidade geológica e geocronológica. Nesta área, as rochas aflorantes correspondem a ortognaisses, migmatitos, metagranitos e sequências ultramáficas e metavulcanossedimentares datadas entre 2,15 e 1,60 Ga. Por representar um domínio do embasamento pouco retrabalhado, o Terreno Alto Moxotó apresenta uma excelente oportunidade de combinar dados aerogeofísicos com análise estrutural em escala mesoscópica. A partir da análise dos mapas magnetométricos incluindo amplitude do sinal analítico, primeira derivada e campo magnético anômalo, conclui-se que a estruturação principal possui trend NE-SW, com estruturas de segunda ordem na direção E-W. As principais estruturas que atuam na área representam bem as anomalias geofísicas sendo as zonas de cisalhamento Congo-Cruzeiro do Nordeste a sul, representando o possível limite com o Terreno Rio Capibaribe e Xinxó à norte, que corta o interior do Terreno Alto Moxotó. Essas estruturas, formam um par conjugado de Riedel, responsáveis pelo retrabalhamento parcial de estruturas relacionadas à tectônica anterior, interpretada como cavalgamentos relacionados ao sistema Riachão do Bacamarte. Conclui-se que tais estruturas, seriam responsáveis pela configuração dobrada da área, materializada em uma mega sinforme moderadamente inclinada, interpretada como o resultado de arrasto regional. Tal interpretação é reforçada pela mudança gradativa do ângulo de foliação, bem como a rotação da lineação de estiramento mineral, incluindo geometria oblíqua, típica de deformação progressiva relacionada a um único evento regional. Conclui-se que a intracontinental ou intracratônica foi responsável pelo principal processo tectônico dentro do Terreno Alto Moxotó, interpretado como um fragmento microcontinental Paleoproterozoico no interior da Província Borborema.


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  • O Terreno Alto Moxotó da Província Borborema envolve o mais antigo registro crustal da Zona Transversal da Província Borborema. A região de Sumé, Paraíba, está localizada no coração desse terreno, tendo sido alvo de recentes investigações em função da sua complexidade geológica e geocronológica. Nesta área, as rochas aflorantes correspondem a ortognaisses, migmatitos, metagranitos e sequências ultramáficas e metavulcanossedimentares datadas entre 2,15 e 1,60 Ga. Por representar um domínio do embasamento pouco retrabalhado, o Terreno Alto Moxotó apresenta uma excelente oportunidade de combinar dados aerogeofísicos com análise estrutural em escala mesoscópica. A partir da análise dos mapas magnetométricos incluindo amplitude do sinal analítico, primeira derivada e campo magnético anômalo, conclui-se que a estruturação principal possui trend NE-SW, com estruturas de segunda ordem na direção E-W. As principais estruturas que atuam na área representam bem as anomalias geofísicas sendo as zonas de cisalhamento Congo-Cruzeiro do Nordeste a sul, representando o possível limite com o Terreno Rio Capibaribe e Xinxó à norte, que corta o interior do Terreno Alto Moxotó. Essas estruturas, formam um par conjugado de Riedel, responsáveis pelo retrabalhamento parcial de estruturas relacionadas à tectônica anterior, interpretada como cavalgamentos relacionados ao sistema Riachão do Bacamarte. Conclui-se que tais estruturas, seriam responsáveis pela configuração dobrada da área, materializada em uma mega sinforme moderadamente inclinada, interpretada como o resultado de arrasto regional. Tal interpretação é reforçada pela mudança gradativa do ângulo de foliação, bem como a rotação da lineação de estiramento mineral, incluindo geometria oblíqua, típica de deformação progressiva relacionada a um único evento regional. Conclui-se que a intracontinental ou intracratônica foi responsável pelo principal processo tectônico dentro do Terreno Alto Moxotó, interpretado como um fragmento microcontinental Paleoproterozoico no interior da Província Borborema.

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  • GUILHERME AUGUSTO MENDONÇA MAIA
  • CARACTERIZAÇÃO FACIOLÓGICA DA PLATAFORMA CONTINENTAL DO ESTADO DA PARAÍBA, BRASIL

  • Orientador : VALDIR DO AMARAL VAZ MANSO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GEORGE SATANDER SÁ FREIRE
  • MAAMAR EL-ROBRINI
  • NARELLE MAIA DE ALMEIDA
  • Data: 22/04/2022

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  • Estudos da plataforma continental brasileira, sobretudo a do Nordeste e em particular a da Paraíba são escassos. Com a finalidade de diminuir essa lacuna, este trabalho mapeou os sedimentos do fundo marinho da plataforma continental do estado da Paraíba concomitante com a elaboração de um mapa batimétrico e análises estatísticas dos dados. Para isso, contou com 1096 amostras de sedimentos do fundo marinho coletadas durante o projeto GranMar (Granulados Marinho do Brasil). A coleta foi realizada por amostrador do tipo VanVeen e a profundidade computada pelo ecobatímetro EDO 185 Oceanográfico de 12 KHz. As amostras foram submetidas aos processos de lavagem, secagem, separação granulométrica e o cálculo do teor de carbonato de cálcio (CaCO3) utilizando o Calcímentro de Bernard adaptado. Todos os resultados foram armazenados e processados no programa ANASED que também calculou alguns parâmetros estatísticos. As isóbatas variaram entre 7 m e 37 m, com evidências morfológicas de fundo distintas entre as regiões norte e sul da plataforma, coincidentes com a subdivisão da bacia Paraíba. Destaca-se a porção norte com um relevo mais irregular e com maior presença de canais submersos em relação a região sul. A plataforma é definida como carbonática com teores acima de 75%, composta majoritariamente por bioclastos. Cascalho e areia são as principais granulometrias encontradas, já os sedimentos finos não são representativos. Diante às análises foi possível identificar e mapear três fácies sedimentares ao longo da plataforma continental da Paraíba. A fácies areia bioclástica com grânulos e cascalhos é dominante e com maiores concentrações na porção sul da plataforma. Cascalho bioclástico se encontra em maiores concentrações no setor norte, já no Sul a fácies areia bioclástica é a mais presente. Não há correlação entre os parâmetros estatísticos, granulometria, teor de carbonato e profundidade. Aparentemente a morfologia de fundo é a principal controladora dos sedimentos, já que há contrastes entre a região que possui maior presença de recifes e relevo variado (norte) e outra com um relevo mais regular (sul). A caracterização faciológica dos sedimentos do fundo marinho constitui-se um dos parâmetros importantes para a compreensão do ambiente plataformal que refletem processos geológicos e hidrodinâmicos passados e atuais. Além disto, pode ajudar a subsidiar o embasamento para pesquisas no âmbito ambiental e econômico da região.


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  • Estudos da plataforma continental brasileira, sobretudo a do Nordeste e em particular a da Paraíba são escassos. Com a finalidade de diminuir essa lacuna, este trabalho mapeou os sedimentos do fundo marinho da plataforma continental do estado da Paraíba concomitante com a elaboração de um mapa batimétrico e análises estatísticas dos dados. Para isso, contou com 1096 amostras de sedimentos do fundo marinho coletadas durante o projeto GranMar (Granulados Marinho do Brasil). A coleta foi realizada por amostrador do tipo VanVeen e a profundidade computada pelo ecobatímetro EDO 185 Oceanográfico de 12 KHz. As amostras foram submetidas aos processos de lavagem, secagem, separação granulométrica e o cálculo do teor de carbonato de cálcio (CaCO3) utilizando o Calcímentro de Bernard adaptado. Todos os resultados foram armazenados e processados no programa ANASED que também calculou alguns parâmetros estatísticos. As isóbatas variaram entre 7 m e 37 m, com evidências morfológicas de fundo distintas entre as regiões norte e sul da plataforma, coincidentes com a subdivisão da bacia Paraíba. Destaca-se a porção norte com um relevo mais irregular e com maior presença de canais submersos em relação a região sul. A plataforma é definida como carbonática com teores acima de 75%, composta majoritariamente por bioclastos. Cascalho e areia são as principais granulometrias encontradas, já os sedimentos finos não são representativos. Diante às análises foi possível identificar e mapear três fácies sedimentares ao longo da plataforma continental da Paraíba. A fácies areia bioclástica com grânulos e cascalhos é dominante e com maiores concentrações na porção sul da plataforma. Cascalho bioclástico se encontra em maiores concentrações no setor norte, já no Sul a fácies areia bioclástica é a mais presente. Não há correlação entre os parâmetros estatísticos, granulometria, teor de carbonato e profundidade. Aparentemente a morfologia de fundo é a principal controladora dos sedimentos, já que há contrastes entre a região que possui maior presença de recifes e relevo variado (norte) e outra com um relevo mais regular (sul). A caracterização faciológica dos sedimentos do fundo marinho constitui-se um dos parâmetros importantes para a compreensão do ambiente plataformal que refletem processos geológicos e hidrodinâmicos passados e atuais. Além disto, pode ajudar a subsidiar o embasamento para pesquisas no âmbito ambiental e econômico da região.

7
  • Vivian Silvani de Arruda Passos
  • CARACTERIZAÇÃO ESTRUTURAL DAS ZONAS DE FALHA DA BORDA LESTE DA BACIA DO ARARIPE, NE BRASIL

  • Orientador : TIAGO SIQUEIRA DE MIRANDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • TIAGO SIQUEIRA DE MIRANDA
  • VIRGINIO HENRIQUE DE MIRANDA LOPES NEUMANN
  • JOSÉ RICARDO GONÇALVES MAGALHÃES
  • Data: 29/04/2022

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  • Zonas de falha são faixas de deformação rúptil importantes em bacias sedimentares porque exercem forte controle na compartimentação estrutural, migração e trapeamento de fluidos como hidrocarbonetos e água subterrânea. Além disso, zonas de falha são geralmente estruturalmente complexas e podem representar um importante papel na evolução tectônica de bacias sedimentares. Esta pesquisa apresenta a caracterização estrutural da deformação rúptil associada à borda leste da Bacia do Araripe, NE Brasil. Esta região abrange o contato entre rochas miloníticas (zona de cisalhamento Patos) do embasamento e a cobertura sedimentar da bacia (Formação Cariri). Neste trabalho, foram aplicados métodos de quantificação estrutural visando preencher uma lacuna na bibliografia sobre a evolução tectônica deste setor da bacia. Foram realizados estudos sobre a organização do arranjo espacial de lineamentos estruturais (topográficos e aeromagnéticos) e de bandas de deformação da Formação Cariri. Além disso, com a utilização da técnica da Deconvolução de Euler foi investigado a variação da profundidade das fontes de anomalias magnéticas que estão associadas às zonas de falha da área de estudo (falhas Mauriti, Coité e Umburanas). O arranjo espacial dos lineamentos topográficos, aeromagnéticos e das bandas de deformação da Formação Cariri apresentam padrões de espaçamentos irregulares. Os lineamentos regionais são caracterizados por arranjos aleatórios, enquanto as bandas de deformação possuem arranjos agrupados. Os lineamentos estruturais no setor da bacia e as bandas de deformação configuram pares conjugados com orientação NW-SE (R) e N-S (R'), e NNE-SSW (R) e ENE-WSW (R') de acordo com o modelo de Riedel, para transcorrência destral e sinistral, respectivamente. Os dados de posição e profundidade das anomalias magnéticas referente às zonas de falha (falhas Mauriti, Coité e Umburanas) mostram valores assimétricos (200 a 800 m) que delineiam altos e baixos estruturais (horsts e grabens). Os resultados deste trabalho indicaram que as principais zonas de falha da borda leste da Bacia do Araripe apresentam uma concentração de deformação rúptil com clusters de lineamentos topográficos e bandas de deformação. Adicionalmente, esta pesquisa propõe que a reativação rúptil da trama dúctil da zona de cisalhamento Patos controlou a evolução tectônica da borda leste da Bacia do Araripe.


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  • Zonas de falha são faixas de deformação rúptil importantes em bacias sedimentares porque exercem forte controle na compartimentação estrutural, migração e trapeamento de fluidos como hidrocarbonetos e água subterrânea. Além disso, zonas de falha são geralmente estruturalmente complexas e podem representar um importante papel na evolução tectônica de bacias sedimentares. Esta pesquisa apresenta a caracterização estrutural da deformação rúptil associada à borda leste da Bacia do Araripe, NE Brasil. Esta região abrange o contato entre rochas miloníticas (zona de cisalhamento Patos) do embasamento e a cobertura sedimentar da bacia (Formação Cariri). Neste trabalho, foram aplicados métodos de quantificação estrutural visando preencher uma lacuna na bibliografia sobre a evolução tectônica deste setor da bacia. Foram realizados estudos sobre a organização do arranjo espacial de lineamentos estruturais (topográficos e aeromagnéticos) e de bandas de deformação da Formação Cariri. Além disso, com a utilização da técnica da Deconvolução de Euler foi investigado a variação da profundidade das fontes de anomalias magnéticas que estão associadas às zonas de falha da área de estudo (falhas Mauriti, Coité e Umburanas). O arranjo espacial dos lineamentos topográficos, aeromagnéticos e das bandas de deformação da Formação Cariri apresentam padrões de espaçamentos irregulares. Os lineamentos regionais são caracterizados por arranjos aleatórios, enquanto as bandas de deformação possuem arranjos agrupados. Os lineamentos estruturais no setor da bacia e as bandas de deformação configuram pares conjugados com orientação NW-SE (R) e N-S (R'), e NNE-SSW (R) e ENE-WSW (R') de acordo com o modelo de Riedel, para transcorrência destral e sinistral, respectivamente. Os dados de posição e profundidade das anomalias magnéticas referente às zonas de falha (falhas Mauriti, Coité e Umburanas) mostram valores assimétricos (200 a 800 m) que delineiam altos e baixos estruturais (horsts e grabens). Os resultados deste trabalho indicaram que as principais zonas de falha da borda leste da Bacia do Araripe apresentam uma concentração de deformação rúptil com clusters de lineamentos topográficos e bandas de deformação. Adicionalmente, esta pesquisa propõe que a reativação rúptil da trama dúctil da zona de cisalhamento Patos controlou a evolução tectônica da borda leste da Bacia do Araripe.

8
  • DANIELE DE MELO MENDES BRITTO
  • OSTRACODES NÃO MARINHOS DA FORMAÇÃO MARACANGALHA (CRETÁCEO INFERIOR), BACIA RECÔNCAVO, NORDESTE DO BRASIL

  • Orientador : ENELISE KATIA PIOVESAN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTIANINI TRESCASTRO BERGUE
  • EDISON VICENTE OLIVEIRA
  • ENELISE KATIA PIOVESAN
  • Data: 30/05/2022

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  • O avanço dos estudos abordando a bioestratigrafia com base em ostracodes tem evidenciado uma contribuição efetiva deste grupo microfóssil no conhecimento da história geológica das bacias do Nordeste brasileiro. Os resultados bioestratigráficos obtidos através do estudo de ostracodes não marinhos na Bacia do Recôncavo foram determinantes na caracterização cronoestratigráfica do Mesozoico das bacias brasileiras. Além da idade, o reconhecimento dos andares locais da Série Bahia tem permitido correlações estratigráficas e faunísticas em diversas bacias interiores do Brasil. Neste contexto, o presente trabalho objetivou a análise de ostracodes não marinhos dos Andares Rio da Serra (Berriasiano–Hauteriviano) e Aratu (Hauteriviano–Barremiano), recuperados da Formação Maracangalha, Bacia do Recôncavo. A metodologia de preparação de amostras seguiu os procedimentos usuais para recuperação de microfósseis carbonáticos em folhelhos e siltitos ao longo dos perfis Gameleira e Manguinhos (Ilha de Itaparica) e Praia da Falha (Ilha dos Frades) Baía de Todos os Santos. Foram realizadas sessões de Microscopia Eletrônica de Varredura e Espectrometria de Energia Dispersiva, de modo a detalhar elementos morfológicos das carapaças, bem como o hábito mineral das piritas e a identificação pontual de elementos químicos nas carapaças dos ostracodes. No material analisado, foram identificadas sete espécies do gênero Cypridea Bosquet, 1852; duas espécies de Reconcavona Krömmelbein, 1962; três espécies de Ilhasina Krömmelbein, 1963; uma espécie de Candona Baird, 1945; uma espécie de Brasacypris Krömmelbein, 1965 e uma espécie do gênero Alicenula Rossetti & Martens, 1998. A associação de ostracodes encontrada foi interpretada como típica de ambiente lacustre. O posicionamento biocronoestratigráfico no Andar Rio da Serra (Berriasiano–Valanginiano), subzona RT-004.2, foi possível pela presença da espécie-guia Reconcavona? polita Viana, 1966, no afloramento Manguinhos. No afloramento Praia da Falha, a associação faunística permitiu inferir sua idade entre os andares Rio da Serra e Aratu (Valanginiano–Hauteriviano), através do registro das espécies Ilhasina amphotera e Cypridea lunula. No afloramento Gameleira, as interpretações de idade foram inconclusivas, devido à raridade e preservação da assembleia microfossílífera. O padrão de preservação das carapaças de ostracodes variou conforme a mudança de fácies sedimentares, o que implicou em ostracodes com substituição total ou parcial da carapaça por pirita. Os resultados das análises de EDS indicaram a presença de Fe e S corroborando mineralização por sulfeto de ferro. As imagens de MEV revelaram o hábito euédrico e framboidal das piritas nas carapaças, que indicam condições de diagênese precoce e baixas profundidades de soterramento.


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  • O avanço dos estudos abordando a bioestratigrafia com base em ostracodes tem evidenciado uma contribuição efetiva deste grupo microfóssil no conhecimento da história geológica das bacias do Nordeste brasileiro. Os resultados bioestratigráficos obtidos através do estudo de ostracodes não marinhos na Bacia do Recôncavo foram determinantes na caracterização cronoestratigráfica do Mesozoico das bacias brasileiras. Além da idade, o reconhecimento dos andares locais da Série Bahia tem permitido correlações estratigráficas e faunísticas em diversas bacias interiores do Brasil. Neste contexto, o presente trabalho objetivou a análise de ostracodes não marinhos dos Andares Rio da Serra (Berriasiano–Hauteriviano) e Aratu (Hauteriviano–Barremiano), recuperados da Formação Maracangalha, Bacia do Recôncavo. A metodologia de preparação de amostras seguiu os procedimentos usuais para recuperação de microfósseis carbonáticos em folhelhos e siltitos ao longo dos perfis Gameleira e Manguinhos (Ilha de Itaparica) e Praia da Falha (Ilha dos Frades) Baía de Todos os Santos. Foram realizadas sessões de Microscopia Eletrônica de Varredura e Espectrometria de Energia Dispersiva, de modo a detalhar elementos morfológicos das carapaças, bem como o hábito mineral das piritas e a identificação pontual de elementos químicos nas carapaças dos ostracodes. No material analisado, foram identificadas sete espécies do gênero Cypridea Bosquet, 1852; duas espécies de Reconcavona Krömmelbein, 1962; três espécies de Ilhasina Krömmelbein, 1963; uma espécie de Candona Baird, 1945; uma espécie de Brasacypris Krömmelbein, 1965 e uma espécie do gênero Alicenula Rossetti & Martens, 1998. A associação de ostracodes encontrada foi interpretada como típica de ambiente lacustre. O posicionamento biocronoestratigráfico no Andar Rio da Serra (Berriasiano–Valanginiano), subzona RT-004.2, foi possível pela presença da espécie-guia Reconcavona? polita Viana, 1966, no afloramento Manguinhos. No afloramento Praia da Falha, a associação faunística permitiu inferir sua idade entre os andares Rio da Serra e Aratu (Valanginiano–Hauteriviano), através do registro das espécies Ilhasina amphotera e Cypridea lunula. No afloramento Gameleira, as interpretações de idade foram inconclusivas, devido à raridade e preservação da assembleia microfossílífera. O padrão de preservação das carapaças de ostracodes variou conforme a mudança de fácies sedimentares, o que implicou em ostracodes com substituição total ou parcial da carapaça por pirita. Os resultados das análises de EDS indicaram a presença de Fe e S corroborando mineralização por sulfeto de ferro. As imagens de MEV revelaram o hábito euédrico e framboidal das piritas nas carapaças, que indicam condições de diagênese precoce e baixas profundidades de soterramento.

Teses
1
  • OSVALDO JOSE CORREIA FILHO
  • PROCESSOS DE REATIVAÇÃO TECTÔNICA TRANSCORRENTE CENOZÓICA NA MARGEM ORIENTAL DO NE DO BRASIL E CROSTA OCEÂNICA ADJACENTE

  • Orientador : JOSE ANTONIO BARBOSA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HÉLIO JORGE PORTUGAL SEVERIANO RIBEIRO
  • FRANCISCO CÉZAR COSTA NOGUEIRA
  • GORKI MARIANO
  • JOSE ANTONIO BARBOSA
  • TIAGO SIQUEIRA DE MIRANDA
  • Data: 28/01/2022

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  • As bacias marginais de Pernambuco, Paraíba e da Plataforma de Natal estão localizadas na margem leste da região nordeste do Brasil. Evidências de reativação tectônica pós-rifte têm sido descritas de forma sistemática no setor onshore e no embasamento adjacente destas bacias. No entanto, o impacto destes eventos de reativação na região offshore é pouco conhecido. Processos de reativação apresentam extrema importância para os modelos exploratórios de bacias sedimentares, pois podem gerar excelentes trapas estruturais e rotas de migração de hidrocarbonetos. Esta pesquisa apresenta uma avaliação dos efeitos de reativação nestas bacias com base em dados de sensoriamento remoto, dados geofísicos potenciais, e de sísmica de reflexão. Foi possível estabelecer as relações entre zonas de cisalhamento transcorrentes de escala continental, com orientação NE-SW e E-W, relacionadas ao embasamento adjacente, com o arcabouço criado pelo rifte cretáceo, e com as zonas de fratura do domínio oceânico. A análise de 130 seções sísmicas 2D permitiu mapear planos de falhas propagados a partir da reativação de falhas do rifte, que afetaram depósitos do Cretáceo Superior e do intervalo Cenozoico-Recente na região plataformal destas bacias sedimentares. Também foi possível mapear a extensão da camada de sal que ocorre no Platô de Pernambuco, a partir da tectônica de sal produzida pela sua deformação. Foram reconhecidas estruturas como diápiros, almofadas de sal, salt sheets e salt teardrop. A análise estatística-descritiva da distribuição das falhas pós-rifte revelou que a reativação também afetou a região de crosta oceânica durante o Cenozoico. A magnitude das componentes verticais de rejeitos dos planos de falha reativados mostrou que a configuração estrutural do embasamento Pré-Cambriano controlou a intensidade dos processos/deformação de reativação os quais foram dominados durante o Cenozoico por um regime transcorrente, a partir de um campo máximo de tensões compresivo com direção E-W, e um campo de tensões extensional com direção N-S. Assim como ocorreu nas bacias marginais do sudeste do Brasil, os eventos de reativação tectônica cenozoica possivelmente influenciaram eventuais sistemas petrolíferos presentes nas bacias marginais estudadas, produzindo trapas e rotas de migração de hidrocarbonetos.


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  • As bacias marginais de Pernambuco, Paraíba e a Plataforma de Natal estão localizadas na margem leste atlântica do Brasil. Evidências de reativação tectônica pós-rifte têm sido descritas de forma sistemática no setor onshore e no embasamento adjacente destas bacias. No entanto, o impacto destes eventos de reativação na região offshore é pouco conhecido. Processos de reativação apresentam extrema importância para os modelos exploratórios de bacias sedimentares, pois podem gerar excelentes trapas estruturais e rotas de migração de hidrocarbonetos. Esta pesquisa apresenta uma avaliação dos efeitos de reativação nestas bacias com base em dados de sensoriamento remoto, dados geofísicos potenciais, e de sísmica de reflexão. Os resultados permitiram comprovar a existência de processos de reativação tectônica que afetaram a região offshore destas bacias, e também da crosta oceânica adjacente. A pesquisa conseguiu estabelecer as relações entre as extensas zonas de cisalhamento com orientação NE-SW e E-W, do embasamento adjacente, com o arcabouço criado pelo rifte Cretáceo, e com as zonas de fratura do domínio oceânico. A análise de 130 seções sísmicas 2D permitiu mapear planos de falhas propagados a partir da reativação de falhas do rifte, que afetaram depósitos do Cretáceo Superior e do Cenozoico-Recente na região de plataforma destas bacias. O estudo também conseguiu mapear a extensão da camada de sal que ocorre no Platô de Pernambuco, a partir da tectônica de sal produzida pela sua deformação. Foram reconhecidas estruturas como diápiros, almofadas de sal, salt sheets e salt teardrop. O estudo estatístico da distribuição das falhas pós-rifte revelou que a reativação também afetou a região de crosta oceânica durante o Cenozoico. O tratamento estatístico da magnitude das componentes de rejeitos dos planos de falhas reativadas mostrou que a configuração estrutural do embasamento Pré-Cambriano controlou a intensidade dos processos/deformação de reativação os quais foram dominados durante o Cenozoico por um regime transcorrente, por um campo máximo de tensões compresivo com direção E-W, e um campo de tensões extensional com direção N-S.

2
  • LUCIA HELENA DE SOUZA ELEUTERIO
  • IDENTIFICAÇÃO TAXONÔMICA DE VERTEBRADOS CRETÁCICOS DA SUB-BACIA JAMES ROSS (PENÍNSULA ANTÁRTICA) POR MEIO DA ANÁLISE OSTEOHISTOLÓGICA

  • Orientador : JULIANA MANSO SAYAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FLAVIANA JORGE DE LIMA
  • GUSTAVO RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • JULIANA MANSO SAYAO
  • MARINA BENTO SOARES
  • RENAN ALFREDO MACHADO BANTIM
  • Data: 11/02/2022

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  • Vertebrados fósseis da Antártica são consideravelmente raros, apresentando aspecto fragmentado e desarticulado, o que dificulta nosso entendimento da história evolutiva da biota fóssil daquele continente. Nesse sentido, análises osteohistológicas constituem uma importante ferramenta na identificação desses registros, uma vez que a preservação da microestrutura óssea, guarda as informações sobre a história de vida dos organismos. Apesar disso, poucos trabalhos foram realizados envolvendo a osteohistologia de espécimes procedentes da Antártica. Visando aprimorar o conhecimento sobre esta biota fóssil, o objetivo deste estudo foi identificar os grupos de vertebrados cretáceos preservados na Sub-bacia James Ross (Península Antártica) através de suas características osteohistológicas. O material utilizado consiste de 20 fragmentos de ossos de vertebrados coletados durante a Operação Antártica XXXV, realizada em 2016 pelo projeto PALEOANTAR. As características histológicas observadas a partir de lâminas delgadas mostraram uma predominância de répteis aquáticos na amostra, embora também tenham sido registrados animais terrestres e voadores. Os padrões ósseos osteoporóticos, paquiostóticos, osteocleróticos e paquitososcleróticos foram associados à Plesiosauria indet. (Reptilia, Sauropterigia) e Mosasauridae indet. (Reptilia, Squamata). São microestruturas relacionadas às variadas adaptações para o nado, previamente descritas para estes animais. A presença de fibras estruturais no tecido ósseo secundário em lâminas confeccionadas em um osteoderma, permitiu a identificação de dinossauros da infraordem Ankylosauria (Dinosauria, Ornithischia), pois constituem microestruturas exclusivas desse grupo. A presença de um córtex mais fino, composto de tecido fibrolamelar, canais vasculares longitudinais de diâmetros semelhantes, sem sinais de anastomoses e compostos apenas por ósteons primários, com uma cavidade medular livre, permitiram a confirmação do primeiro registro de pterossauros no Cretáceo da Antártica (MN 7800-V). Este estudo comprovou que a utilização da microestrutura óssea representa uma ferramenta eficaz para a identificação de material fragmentado. Dessa forma contribuindo para o conhecimento da história evolutiva, diversidade e paleobiologia da fauna fóssil na Península Antártica.


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  • Os fósseis da Antártica podem ser considerados bastante raros, inclusive em termos de vertebrados. A maioria dos materiais tetrápodes apresenta aspecto fragmentado e desarticulado, dificultando a identificação. A análise paleohistológica ajuda a identificar esses animais através dos registros de vida na microestrutura óssea. É possível verificar padrões de crescimento, modo de vida e uma série de adaptações ecológicas e fisiológicas. Poucos trabalhos com paleohistologia foram realizados em répteis da Antártica. O objetivo deste estudo foi identificar o grupo de tetrápodes cretáceos preservados na Sub-bacia James Ross (Península Antártica) por análise histológica comparando sua microestrutura com outras biotas gondwânicas e de outros continentes. O material utilizado é proveniente da exepdição PALEOANTAR coletada entre os anos de 2015 e 2016. Foram selecionados 20 fragmentos de répteis não identificados morfologicamente para confecção das lâminas osteohistológicas. Répteis aquáticos associados a Plesiosauria e Mosasauria foram encontrados, além de uma microestrutura não identificada por ausência de estudos realizados. Para Plesiosauria, foram observados animais com hábitos de vida variados em diferentes estágios ontogenéticos. Em Mosasauria, animais hidropélvicos e plesiopélvicos integraram partes das amostras. Estruturas osteoporóticas, paquiostóticas, osteocleróticas e paquitosocleróticas foram encontradas na microanatomia desses espécimes aquáticos. Com a adaptação secundária à uma vida aquática diversificada, diferentes microestruturas e tecidos foram visualizados. O dinossauro terrestre Ankylosauria também foi associado com osteodermo e fragmento ósseo corporal em partes da análise. Este estudo integra mais informações sobre a microestrutura e padrões microanatômicos de répteis antárticos. Contribui para um maior conhecimento da história evolutiva, diversidade e paleobiologia da fauna na Península Antártica e seu vínculo passado com o supercontinente Gondwana.

2021
Dissertações
1
  • SARA CRISTINA MEMORIA CAMPELO
  • ICNOFÓSSEIS SILURO-DEVONIANO DO CÂNION DO RIO POTI, BACIA DO PARNAÍBA, ESTADO DO PIAUÍ, NE DO BRASIL

  • Orientador : SONIA MARIA OLIVEIRA AGOSTINHO DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SONIA MARIA OLIVEIRA AGOSTINHO DA SILVA
  • ANTONIO CARLOS SEQUEIRA FERNANDES
  • MARIA SOMALIA SALES VIANA
  • Data: 01/02/2021

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  • O intervalo Siluriano-Devoniano da Bacia do Parnaíba apresenta alta diversidade de traços fósseis. Os novos afloramentos aqui estudados são referentes à Formação Tianguá (Grupo Serra Grande) e Formação Pimenteira (Grupo Canindé) que afloram ao longo das margens do Cânion do rio Poti, município de Buriti dos Montes, estado do Piauí. Desta maneira, esta pesquisa objetivou a análise e caracterização destes novos afloramentos icnofóssilíferos. Foi realizada a descrição taxonômica e classificação etológica dos icnofósseis encontrados na área, bem como análise comparativa com outros icnofósseis já descritos e ilustrados através de literatura especializada, totalizando 14 icnotaxons identificados, dos quais, 10 são oriundos da Formação Tianguá (Climactichnites wilsoni, Didymaulichnus lyelli, Didymaulyponomos rowei, Diplocraterion isp., Heimdallia isp., Lockeia siliquaria, Nereites irregularis, Palaeophycus tubularis, Thalassinoides e também cristas epichinais não identificadas) e cinco da Formação Pimenteira (Beaconites antarcticus, Bifungites crucifomis, Bifungites munizi, Nereites isp., Rhizocorallium commune). A análise integrada da sedimentologia e da icnologia dos afloramentos estudados, permitiu caracterizar icnofácies Cruziana, onde a comunidade icnológica vivia em ambientes de águas plataformais rasas de baixa energia. A assembleia de icnofósseis aqui relatada, já é comum em outras bacias siluriano-devonianas do Gondwana, e será útil para expandir as correlações icnofossilíferas e refinar a icnoestratigrafia do Paleozoico Inferior em todo o Gondwana.


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  • O intervalo Siluriano-Devoniano da Bacia do Parnaíba apresenta alta diversidade de traços fósseis. Os novos afloramentos aqui estudados são referentes à Formação Tianguá (Grupo Serra Grande) e Formação Pimenteira (Grupo Canindé) que afloram ao longo das margens do Cânion do rio Poti, município de Buriti dos Montes, estado do Piauí. Desta maneira, esta pesquisa objetivou a análise e caracterização destes novos afloramentos icnofóssilíferos. Foi realizada a descrição taxonômica e classificação etológica dos icnofósseis encontrados na área, bem como análise comparativa com outros icnofósseis já descritos e ilustrados através de literatura especializada, totalizando 14 icnotaxons identificados, dos quais, 10 são oriundos da Formação Tianguá (Climactichnites wilsoni, Didymaulichnus lyelli, Didymaulyponomos rowei, Diplocraterion isp., Heimdallia isp., Lockeia siliquaria, Nereites irregularis, Palaeophycus tubularis, Thalassinoides e também cristas epichinais não identificadas) e cinco da Formação Pimenteira (Beaconites antarcticus, Bifungites crucifomis, Bifungites munizi, Nereites isp., Rhizocorallium commune). A análise integrada da sedimentologia e da icnologia dos afloramentos estudados, permitiu caracterizar icnofácies Cruziana, onde a comunidade icnológica vivia em ambientes de águas plataformais rasas de baixa energia. A assembleia de icnofósseis aqui relatada, já é comum em outras bacias siluriano-devonianas do Gondwana, e será útil para expandir as correlações icnofossilíferas e refinar a icnoestratigrafia do Paleozoico Inferior em todo o Gondwana.

2
  • CAIO CEZAR GARNIER BRAINER
  • GEOLOGIA, PETROLOGIA E GEOQUÍMICA DE GRANITOS A DUAS MICAS E BIOTITA GRANITOS NA PROVÍNCIA BORBOREMA: CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DA OROGÊNESE BRASILIANA

  • Orientador : IGNEZ DE PINHO GUIMARAES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • IGNEZ DE PINHO GUIMARAES
  • SERGIO PACHECO NEVES
  • MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 07/07/2021

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  • Leucogranitos peraluminosos são rochas tidas como características de ambientes colisionais, sendo considerados como produtos oriundos de fusão parcial da crosta continental. A presença de leucogranitos peraluminosos abrange todos os setores da Província Borborema, estando em maior quantidade na Subprovíncia Sul. O pluton Quipapá, situado no domínio Pernambuco – Alagoas, é caracterizado como um leucogranito a duas micas, formado essencialmente por quartzo, k-feldspato, plagioclásio, muscovita e biotita. A química mineral do pluton Quipapá é caracterizada por cristais de muscovita de caráter primário, biotita peraluminosa e rica na molécula annita. Dados termobarométricos apontam para uma cristalização em temperaturas < 800 °C e pressões variando entre 4 a 7,8 Kbar, indicando alojamento em níveis crustais rasos e sob baixa fugacidade de oxigênio. Geoquimicamente as rochas são caracterizadas como peraluminosas, ferrosas e álcali-cálcicas formadas através de fusão por desidratação de muscovita em rochas metapelíticas. Os dados U-Pb em zircão indicam uma idade de cristalização de 641 ± 5 Ma associada ao estágio compressional da orogênese Brasiliana no domínio Pernambuco – Alagoas, tendo Shear heating como a provável fonte de calor para sua gênese. O pluton Mamanguape, localizado na subprovíncia central, também é caracterizado como um leucogranito a duas micas cuja mineralogia é similar aos diversos leucogranitos peraluminosos da província Borborema. É caracterizado como um granito peraluminoso, de caráter ferroso e assinatura álcali - cálcica, com idade de cristalização de 574 ± 2 Ma obtida por U-Pb em zircão e valores εHf variando entre +1,5 e -13,7 com idades TDM entre 1,4 a 2,2 Ga indicando uma possível mistura de material crustal Paleoproterozóico com material mantélico juvenil. A compilação e comparação dos dados petrográficos, geoquímicos e geocronológicos dos diversos plutons leucograníticos presentes em todos os setores da Província Borborema apontam para um grupo coeso de rochas de caráter peraluminoso, majoritariamente ferroso e variando entre álcali-cálcicas a cálcio-alcalinas com temperaturas < 800 °C. Os aspectos petrogenéticos apontam para fontes heterogêneas, com protólitos variando de metapelitos e metagrauvacas. Os diferentes intervalos de idade apontam para os diferentes estágios da orogênese Brasiliana – Pan-Africana, abrangendo desde o pico do estágio contracional até a transcorrência.


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  • Leucogranitos peraluminosos são rochas tidas como características de ambientes colisionais, sendo considerados como produtos oriundos de fusão parcial da crosta continental. A presença de leucogranitos peraluminosos abrange todos os setores da Província Borborema, estando em maior quantidade na Subprovíncia Sul. O pluton Quipapá, situado no domínio Pernambuco – Alagoas, é caracterizado como um leucogranito a duas micas, formado essencialmente por quartzo, k-feldspato, plagioclásio, muscovita e biotita. A química mineral do pluton Quipapá é caracterizada por cristais de muscovita de caráter primário, biotita peraluminosa e rica na molécula annita. Dados termobarométricos apontam para uma cristalização em temperaturas < 800 °C e pressões variando entre 4 a 7,8 Kbar, indicando alojamento em níveis crustais rasos e sob baixa fugacidade de oxigênio. Geoquimicamente as rochas são caracterizadas como peraluminosas, ferrosas e álcali-cálcicas formadas através de fusão por desidratação de muscovita em rochas metapelíticas. Os dados U-Pb em zircão indicam uma idade de cristalização de 641 ± 5 Ma associada ao estágio compressional da orogênese Brasiliana no domínio Pernambuco – Alagoas, tendo Shear heating como a provável fonte de calor para sua gênese. O pluton Mamanguape, localizado na subprovíncia central, também é caracterizado como um leucogranito a duas micas cuja mineralogia é similar aos diversos leucogranitos peraluminosos da província Borborema. É caracterizado como um granito peraluminoso, de caráter ferroso e assinatura álcali - cálcica, com idade de cristalização de 574 ± 2 Ma obtida por U-Pb em zircão e valores εHf variando entre +1,5 e -13,7 com idades TDM entre 1,4 a 2,2 Ga indicando uma possível mistura de material crustal Paleoproterozóico com material mantélico juvenil. A compilação e comparação dos dados petrográficos, geoquímicos e geocronológicos dos diversos plutons leucograníticos presentes em todos os setores da Província Borborema apontam para um grupo coeso de rochas de caráter peraluminoso, majoritariamente ferroso e variando entre álcali-cálcicas a cálcio-alcalinas com temperaturas < 800 °C. Os aspectos petrogenéticos apontam para fontes heterogêneas, com protólitos variando de metapelitos e metagrauvacas. Os diferentes intervalos de idade apontam para os diferentes estágios da orogênese Brasiliana – Pan-Africana, abrangendo desde o pico do estágio contracional até a transcorrência.

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  • Renata Juliana Arruda Maia
  • OSTRACODES BATIAIS DO PLEISTOCENO–HOLOCENO DO CONE DO RIO GRANDE, BACIA DE PELOTAS, BRASIL

  • Orientador : ENELISE KATIA PIOVESAN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ENELISE KATIA PIOVESAN
  • CLAUS FALLGATTER
  • MARIA INÊS FEIJÓ RAMOS
  • Data: 08/07/2021

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  • Ostracodes constituem um grupo de artrópodes bivalves, de tamanho diminuto, dotados de uma carapaça predominantemente carbonática composta por duas valvas articuladas na região dorsal. Possuem hábito essencialmente aquático, podendo ser encontrados em ambientes marinhos, não marinhos e de transição. O estudo das valvas e carapaças preservadas no registro fóssil abrange principalmente pesquisas de cunho sistemático, bioestratigráfico, paleoecológico e paleozoogeográfico. Para a realização desse trabalho, foram estudadas 87 amostras provenientes de cinco piston cores, do Cone do Rio Grande, Bacia de Pelotas, Brasil. A Bacia de Pelotas está localizada no extremo sul da margem brasileira, com aproximadamente 210.000 km2, sendo limitada ao norte pelo Alto Florianópolis, no estado de Santa Catarina, e ao sul pelo Alto Polônio, no Uruguai. A metodologia incluiu a pesagem, lavagem, secagem e triagem das amostras, seguida de imageamento, identificação taxonômica dos espécimes coletados e interpretação dos dados. Um total de 21 gêneros e 32 espécies foram identificadas, revelando uma fauna batial de ostracodes, com dominância dos gêneros Apatihowella, Cytheropteron e Cytherella, intercalada a uma fauna nerítica alóctone, com dominância do gênero Cativella. Eucytherura fossapunctata foi descrita como uma nova espécie. A ocorrência geográfica das espécies Krithe hunti, Poseidonamicus hisayoae e Pectocythere magellanensis foi estendida para a margem sul do Brasil. A análise bioestratigráfica adicional dos foraminíferos planctônicos posicionou as amostras estudadas nas Biozonas Z e Y, correspondentes ao intervalo Pleistoceno–Holoceno. Parte dos táxons recuperados foram relacionados a um ambiente de escape de gás, sendo pertencentes a uma comunidade quimiossintética. Os ostracodes Paracytherois, Cytheropteron, Cytherella, Macropyxis, Krithe hunti, Krithe reversa, Henryhowella asperrima, Eucytherura fossapunctata, Rimacytheropteron longipunctatum, Apatihowella bernardi e Apatihowella asperrima e os foraminíferos Bolivina, Bulimina, Nonion, Nonionellina, Oridorsalis, Uvigerina, Epistominella e Cassidulina estão relacionados a hidratos de gás e ao ambiente eutrófico-mesotrófico em uma condição disóxica-anóxica.


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  • Ostracodes constituem um grupo de artrópodes bivalves, de tamanho diminuto, dotados de uma carapaça predominantemente carbonática composta por duas valvas articuladas na região dorsal. Possuem hábito essencialmente aquático, podendo ser encontrados em ambientes marinhos, não marinhos e de transição. O estudo das valvas e carapaças preservadas no registro fóssil abrange principalmente pesquisas de cunho sistemático, bioestratigráfico, paleoecológico e paleozoogeográfico. Para a realização desse trabalho, foram estudadas 87 amostras provenientes de cinco piston cores, do Cone do Rio Grande, Bacia de Pelotas, Brasil. A Bacia de Pelotas está localizada no extremo sul da margem brasileira, com aproximadamente 210.000 km2, sendo limitada ao norte pelo Alto Florianópolis, no estado de Santa Catarina, e ao sul pelo Alto Polônio, no Uruguai. A metodologia incluiu a pesagem, lavagem, secagem e triagem das amostras, seguida de imageamento, identificação taxonômica dos espécimes coletados e interpretação dos dados. Um total de 21 gêneros e 32 espécies foram identificadas, revelando uma fauna batial de ostracodes, com dominância dos gêneros Apatihowella, Cytheropteron e Cytherella, intercalada a uma fauna nerítica alóctone, com dominância do gênero Cativella. Eucytherura fossapunctata foi descrita como uma nova espécie. A ocorrência geográfica das espécies Krithe hunti, Poseidonamicus hisayoae e Pectocythere magellanensis foi estendida para a margem sul do Brasil. A análise bioestratigráfica adicional dos foraminíferos planctônicos posicionou as amostras estudadas nas Biozonas Z e Y, correspondentes ao intervalo Pleistoceno–Holoceno. Parte dos táxons recuperados foram relacionados a um ambiente de escape de gás, sendo pertencentes a uma comunidade quimiossintética. Os ostracodes Paracytherois, Cytheropteron, Cytherella, Macropyxis, Krithe hunti, Krithe reversa, Henryhowella asperrima, Eucytherura fossapunctata, Rimacytheropteron longipunctatum, Apatihowella bernardi e Apatihowella asperrima e os foraminíferos Bolivina, Bulimina, Nonion, Nonionellina, Oridorsalis, Uvigerina, Epistominella e Cassidulina estão relacionados a hidratos de gás e ao ambiente eutrófico-mesotrófico em uma condição disóxica-anóxica.

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  • DÉBORA SOARES DE ALMEIDA LIMA
  • OSTRACODES DAS FASES RIFTE E PÓS-RIFTE DAS BACIAS JATOBÁ, TUCANO NORTE E ARARIPE: TAXONOMIA, BIOESTRATIGRAFIA E PALEOECOLOGIA

  • Orientador : ENELISE KATIA PIOVESAN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOÃO CARLOS COIMBRA
  • CRISTIANINI TRESCASTRO BERGUE
  • ENELISE KATIA PIOVESAN
  • Data: 15/07/2021

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  • As bacias do Araripe, Jatobá e Tucano Norte representam bacias interiores localizadas na região Nordeste do Brasil que foram implantadas sobre terrenos cristalinos Pré-Cambrianos que constituem a Província Borborema. O empilhamento sedimentar destas bacias é subdividido nas sequências tectono-estratigráficas Sinéclise, Início de Rifte, Clímax de Rifte e Pós-Rifte. O arcabouço bioestratigráfico das bacias interiores do Nordeste do Brasil foi estabelecido a partir da identificação de sua ostracofauna, tendo, portanto, representantes da Classe Ostracoda como marcadores de seus andares locais. Com o intuito de refinar o conhecimento das fases rifte e pós-rifte a respeito da sistemática taxonômica, o arcabouço bioestratigráfico e realizar inferências a respeito dos paleoambientes em que esses ostracodes se encontravam inseridos, foram estudadas 109 amostras coletadas de 29 afloramentos, provenientes das formações Brejo Santo, Abaiara e Romualdo, na Bacia do Araripe, e formações Aliança, Candeias e Grupo Ilhas, nas bacias do Jatobá e Tucano Norte. Após preparação laboratorial destas amostras para a recuperação dos microfósseis calcários e triagem do material, foram identificadas 30 espécies, pertencentes aos gêneros não-marinhos Theriosynoecum, Cypridea, Paracypridea, Salvadoriella, Reconcavona, Rhinocypris, Darwinula, Alicenula e Pattersoncypris. Uma dessas é uma nova espécie, nomeada como Pattersoncypris minima Almeida-Lima & Piovesan sp. nov., recuperada nos depósitos da Formação Romualdo. Foi realizada uma emenda na diagnose e na descrição e de Theriosynoecum pricei (Pinto & Sanguinetti, 1958) e a revisão deste táxon, que representa um importante fóssil guia para a datação do Tithoniano (Jurássico Superior) nas bacias sedimentares interiores do nordeste do Brasil e demais bacias cronocorrelatas. A partir da classificação dos ostracodes foi possível identificar as biozonas RT-001 Andar Dom João (=Tithoniano), RT-002, RT-003 e RT-004 Andar Rio da Serra (=Berriasiano–Hauteriviano), RT-005 e RT-006 Andar Aratu (=Hauteriviano–Barremiano), RT-007 Andar Buracica (=Barremiano) e RT-011 Andar Alagoas (=Aptiano).


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  • As bacias do Araripe, Jatobá e Tucano Norte representam bacias interiores localizadas na região Nordeste do Brasil que foram implantadas sobre terrenos cristalinos Pré-Cambrianos que constituem a Província Borborema. O empilhamento sedimentar destas bacias é subdividido nas sequências tectono-estratigráficas Sinéclise, Início de Rifte, Clímax de Rifte e Pós-Rifte. O arcabouço bioestratigráfico das bacias interiores do Nordeste do Brasil foi estabelecido a partir da identificação de sua ostracofauna, tendo, portanto, representantes da Classe Ostracoda como marcadores de seus andares locais. Com o intuito de refinar o conhecimento das fases rifte e pós-rifte a respeito da sistemática taxonômica, o arcabouço bioestratigráfico e realizar inferências a respeito dos paleoambientes em que esses ostracodes se encontravam inseridos, foram estudadas 109 amostras coletadas de 29 afloramentos, provenientes das formações Brejo Santo, Abaiara e Romualdo, na Bacia do Araripe, e formações Aliança, Candeias e Grupo Ilhas, nas bacias do Jatobá e Tucano Norte. Após preparação laboratorial destas amostras para a recuperação dos microfósseis calcários e triagem do material, foram identificadas 30 espécies, pertencentes aos gêneros não-marinhos Theriosynoecum, Cypridea, Paracypridea, Salvadoriella, Reconcavona, Rhinocypris, Darwinula, Alicenula e Pattersoncypris. Uma dessas é uma nova espécie, nomeada como Pattersoncypris minima Almeida-Lima & Piovesan sp. nov., recuperada nos depósitos da Formação Romualdo. Foi realizada uma emenda na diagnose e na descrição e de Theriosynoecum pricei (Pinto & Sanguinetti, 1958) e a revisão deste táxon, que representa um importante fóssil guia para a datação do Tithoniano (Jurássico Superior) nas bacias sedimentares interiores do nordeste do Brasil e demais bacias cronocorrelatas. A partir da classificação dos ostracodes foi possível identificar as biozonas RT-001 Andar Dom João (=Tithoniano), RT-002, RT-003 e RT-004 Andar Rio da Serra (=Berriasiano–Hauteriviano), RT-005 e RT-006 Andar Aratu (=Hauteriviano–Barremiano), RT-007 Andar Buracica (=Barremiano) e RT-011 Andar Alagoas (=Aptiano).

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  • BIANCA THALITA ARAUJO DE LIMA ALBUQUERQUE
  • PETROLOGIA E GEOQUÍMICA DO GRANITO COM EPIDOTO MAGMÁTICO CARMO, TERRENO CACHOEIRINHA-SALGUEIRO, PERNAMBUCO

  • Orientador : VALDEREZ PINTO FERREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HERBET CONCEICAO
  • IGNEZ DE PINHO GUIMARAES
  • VALDEREZ PINTO FERREIRA
  • Data: 29/07/2021

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  • Durante a Orogênese Brasiliana, extenso magmatismo granítico foi gerado na Província Borborema, nordeste do Brasil. No Domínio Central desta província, os granitóides que correspondem ao pulso mais antigo (640 – 620Ma) são principalmente granodioritos e tonalitos, cálcio-alcalinos de alto K, metaluminosos, com epidoto magmático. Novos dados do pluton Carmo, intrusivo nas rochas metassedimentares do Domínio Cachoeirinha-Salgueiro são apresentados neste trabalho. O stock Carmo é constituído por monzogranitos e granodioritos porfiríticos, com megacristais de plagioclásio. As rochas contêm abundantes enclaves microgranulares máficos (MMEs) de composição quartzo monzodioritica e clots ricos em anfibólio, ambos distribuídos aleatoriamente no pluton. Dados U-Pb LA-ICP-MS em grãos de zircão indicam cristalização em torno de 615 para os granitóides Carmo. Pressões de solidificação de 6 a 7 kbar, temperaturas (TZr) próximas ao liquidus (749 a 776°C), e condições moderadamente oxidantes, ligeiramente abaixo do tampão NNO (ΔNNO de -1,2 a -0,4), foram estimadas para o granodiorito Carmo, e são consistentes com a presença de epidoto magmático cristalizando a altas pressões. Granitóides e MMEs apresentam padrões de REE normalizados em relação a condrito enriquecidos em LREE e empobrecidos em HREE, sendo moderadamente fracionados para os granitóides ([La/Yb]N = 17,36 – 25,82) e mais horizontalizados para os MMEs ([La/Yb]N = 5,33 – 12,39). As rochas apresentam enriquecimento em elementos LILE (e.x., U, K e Ba) e empobrecimento em HFSE (e.x., Nb, Ti e P) em diagramas multielementares normalizados em relação ao manto primitivo. As composições isotópicas são sobrepostas para os MMEs e granitóides hospedeiros, com altas razões (87Sr/86Sr)i (0,70786 – 0,70968), εNd(t) fracamente negativo (-2,1 a -3,1) e idades modelo TDM de 1,31 – 1,40Ga. A similaridade dos valores isotópicos junto com evidências petrográficas, tais como a presença de megacristais de feldspato inclusos nos MMEs, apatita acicular, quartzo ocelli e plagioclásio com zonação oscilatória, indica que MMEs representam bolhas de magma máfico derivado do manto injetado em uma câmara magmática félsica evoluindo. Dados de química dos minerais ferromagnesianos, geoquímica de rocha total e isotópicos sugerem que a fonte do granodiorito Carmo tem componentes do manto e da crosta. As composições isotópicas de Sr-Nd-O são sugestivas de crosta oceânica alterada hidrotermalmente como a fonte máfica, enquanto que as altas razões de Th/La e (La/Sm)N, bem como a presença de lumps de quartzo nos granitóides, apontam para a participação de sedimentos na fonte. Assim, é concluído neste trabalho que os granitóides foram produzidos a partir da fusão parcial de crosta oceânica mais sedimentos. O conjunto de dados petrológicos, geocronológicos e geoquímicos combinados com as características geológicas regionais sugerem que o stock Carmo foi mais provavelmente gerado em um ambiente sin-colisional após o rompimento cedo de uma placa oceânica relativamente fraca.


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  • Durante a Orogênese Brasiliana, extenso magmatismo granítico foi gerado na Província Borborema, nordeste do Brasil. No Domínio Central desta província, os granitóides que correspondem ao pulso mais antigo (640 – 620Ma) são principalmente granodioritos e tonalitos, cálcio-alcalinos de alto K, metaluminosos, com epidoto magmático. Novos dados do pluton Carmo, intrusivo nas rochas metassedimentares do Domínio Cachoeirinha-Salgueiro são apresentados neste trabalho. O stock Carmo é constituído por monzogranitos e granodioritos porfiríticos, com megacristais de plagioclásio. As rochas contêm abundantes enclaves microgranulares máficos (MMEs) de composição quartzo monzodioritica e clots ricos em anfibólio, ambos distribuídos aleatoriamente no pluton. Dados U-Pb LA-ICP-MS em grãos de zircão indicam cristalização em torno de 615 para os granitóides Carmo. Pressões de solidificação de 6 a 7 kbar, temperaturas (TZr) próximas ao liquidus (749 a 776°C), e condições moderadamente oxidantes, ligeiramente abaixo do tampão NNO (ΔNNO de -1,2 a -0,4), foram estimadas para o granodiorito Carmo, e são consistentes com a presença de epidoto magmático cristalizando a altas pressões. Granitóides e MMEs apresentam padrões de REE normalizados em relação a condrito enriquecidos em LREE e empobrecidos em HREE, sendo moderadamente fracionados para os granitóides ([La/Yb]N = 17,36 – 25,82) e mais horizontalizados para os MMEs ([La/Yb]N = 5,33 – 12,39). As rochas apresentam enriquecimento em elementos LILE (e.x., U, K e Ba) e empobrecimento em HFSE (e.x., Nb, Ti e P) em diagramas multielementares normalizados em relação ao manto primitivo. As composições isotópicas são sobrepostas para os MMEs e granitóides hospedeiros, com altas razões (87Sr/86Sr)i (0,70786 – 0,70968), εNd(t) fracamente negativo (-2,1 a -3,1) e idades modelo TDM de 1,31 – 1,40Ga. A similaridade dos valores isotópicos junto com evidências petrográficas, tais como a presença de megacristais de feldspato inclusos nos MMEs, apatita acicular, quartzo ocelli e plagioclásio com zonação oscilatória, indica que MMEs representam bolhas de magma máfico derivado do manto injetado em uma câmara magmática félsica evoluindo. Dados de química dos minerais ferromagnesianos, geoquímica de rocha total e isotópicos sugerem que a fonte do granodiorito Carmo tem componentes do manto e da crosta. As composições isotópicas de Sr-Nd-O são sugestivas de crosta oceânica alterada hidrotermalmente como a fonte máfica, enquanto que as altas razões de Th/La e (La/Sm)N, bem como a presença de lumps de quartzo nos granitóides, apontam para a participação de sedimentos na fonte. Assim, é concluído neste trabalho que os granitóides foram produzidos a partir da fusão parcial de crosta oceânica mais sedimentos. O conjunto de dados petrológicos, geocronológicos e geoquímicos combinados com as características geológicas regionais sugerem que o stock Carmo foi mais provavelmente gerado em um ambiente sin-colisional após o rompimento cedo de uma placa oceânica relativamente fraca.

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  • DIEGO HERNANDO ARDILA MELO
  • PETROLOGIA, GEOQUÍMICA E GEOCRONOLOGIA DO BATÓLITO PAJEÚ, TERRENO ALTO PAJEÚ, DOMÍNIO ZONA TRANSVERSAL, PROVÍNCIA BORBOREMA

  • Orientador : VALDEREZ PINTO FERREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADEJARDO FRANCISCO DA SILVA FILHO
  • ANELISE LOSANGELA BERTOTTI
  • VALDEREZ PINTO FERREIRA
  • Data: 30/07/2021

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  • O batólito Pajeú faz parte de um grupo de granitóides cálcio-alcalinos de alto K e shoshoníticos que intrudiram o Domínio Alto Pajeú entre 590 – 570 Ma. Embora estudos anteriores mostraram que o batólito é composto por duas fácies distintas, a relação espacial e temporal entre elas é desconhecida, bem como a natureza das suas rochas fonte. Datações U–Pb em zircão, junto com observações de campo, características petrográficas e interpretações de dados aerogeofísicos, mostram que ao menos dois plutons distintos podem ser identificados no batólito Pajeú. O pluton aflorando ao oeste do batólito (593 ± 1,23 Ma) consiste principalmente de quartzo monzonitos a monzogranitos porfiríticos com megacristais de feldspato alcalino, enquanto o pluton ao leste (567 ± 1,34 Ma) é composto predominantemente de biotita sienogranitos equigranulares de grão fino a médio. Os monzogranitos porfiríticos são magnesianos, possuem composições intermediárias a ácidas (SiO2 = 62,2 – 67,6 wt%) e conteúdos relativamente altos de MgO (1,3 – 2,9 wt%) e #Mg (44 – 55). Em contraste, os biotita granitos são ferrosos, tem altos conteúdos de SiO2 (69,3 – 73,1 wt%) e baixo MgO (0,2 – 0,5 wt%) e #Mg (16 – 36). Ambos grupos de rochas são caracterizados por enriquecimento em LREE ([La/Sm]N = 5,2 – 9,2) e LILE e empobrecimento em HREE ([Gd/Yb]N = 3,21 – 4,91) e HFSE. No entanto, os biotita granitos mostram padrões REE mais fracionados ([La/Yb]N = 67,4 – 101,5), do que os monzogranitos porfiríticos ([La/Yb]N = 35,8 – 54,8), e anomalias negativas de P e Ti mais pronunciadas. As composições isotópicos Sr-Nd para os diferentes tipos de rochas também são aproximadamente semelhantes, mas com razoes 87Sr/86Sr iniciais relativamente maiores (0,71265 – 0,71412) e valores Nd (t) ligeiramente mais negativos (-18,45 a -18,67) para os biotita granitos do que para os monzogranitos porfiríticos (87Sr/86Sr (i) = 0,71077 – 0,71155 e Nd (t) = -16,04 a -16,96). Essas características geoquímicas e isotópicas, em combinação com os dados de química mineral dos minerais ferromagnesianos, sugerem fontes distintas para os dois plutons. Os biotita granitos são de origem puramente crustal, derivados provavelmente da fusão parcial de rochas metaígneas Paleoproterozoicas, enquanto que mistura de tais fundidos crustais com magmas derivados do manto litosférico metassomatizado poderia explicar a origem dos monzogranitos porfiríticos. A afinidade cálcio-alcalina de alto K a shoshonítica desses granitóides, e o magmatismo ultrapotássico e peralcalino contemporâneo amplamente distribuído no Domínio Alto Pajeú, é típico de um cenário geodinâmico pós colisional. A continuidade desse cinturão magmático pós colisional para o sudoeste (Domínio Riacho do Pontal), sugere que um evento de afinamento litosférico local pode ter ocorrido nesta região da Província Borborema.


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  • O batólito Pajeú faz parte de um grupo de granitóides cálcio-alcalinos de alto K e shoshoníticos que intrudiram o Domínio Alto Pajeú entre 590 – 570 Ma. Embora estudos anteriores mostraram que o batólito é composto por duas fácies distintas, a relação espacial e temporal entre elas é desconhecida, bem como a natureza das suas rochas fonte. Datações U–Pb em zircão, junto com observações de campo, características petrográficas e interpretações de dados aerogeofísicos, mostram que ao menos dois plutons distintos podem ser identificados no batólito Pajeú. O pluton aflorando ao oeste do batólito (593 ± 1,23 Ma) consiste principalmente de quartzo monzonitos a monzogranitos porfiríticos com megacristais de feldspato alcalino, enquanto o pluton ao leste (567 ± 1,34 Ma) é composto predominantemente de biotita sienogranitos equigranulares de grão fino a médio. Os monzogranitos porfiríticos são magnesianos, possuem composições intermediárias a ácidas (SiO2 = 62,2 – 67,6 wt%) e conteúdos relativamente altos de MgO (1,3 – 2,9 wt%) e #Mg (44 – 55). Em contraste, os biotita granitos são ferrosos, tem altos conteúdos de SiO2 (69,3 – 73,1 wt%) e baixo MgO (0,2 – 0,5 wt%) e #Mg (16 – 36). Ambos grupos de rochas são caracterizados por enriquecimento em LREE ([La/Sm]N = 5,2 – 9,2) e LILE e empobrecimento em HREE ([Gd/Yb]N = 3,21 – 4,91) e HFSE. No entanto, os biotita granitos mostram padrões REE mais fracionados ([La/Yb]N = 67,4 – 101,5), do que os monzogranitos porfiríticos ([La/Yb]N = 35,8 – 54,8), e anomalias negativas de P e Ti mais pronunciadas. As composições isotópicos Sr-Nd para os diferentes tipos de rochas também são aproximadamente semelhantes, mas com razoes 87Sr/86Sr iniciais relativamente maiores (0,71265 – 0,71412) e valores Nd (t) ligeiramente mais negativos (-18,45 a -18,67) para os biotita granitos do que para os monzogranitos porfiríticos (87Sr/86Sr (i) = 0,71077 – 0,71155 e Nd (t) = -16,04 a -16,96). Essas características geoquímicas e isotópicas, em combinação com os dados de química mineral dos minerais ferromagnesianos, sugerem fontes distintas para os dois plutons. Os biotita granitos são de origem puramente crustal, derivados provavelmente da fusão parcial de rochas metaígneas Paleoproterozoicas, enquanto que mistura de tais fundidos crustais com magmas derivados do manto litosférico metassomatizado poderia explicar a origem dos monzogranitos porfiríticos. A afinidade cálcio-alcalina de alto K a shoshonítica desses granitóides, e o magmatismo ultrapotássico e peralcalino contemporâneo amplamente distribuído no Domínio Alto Pajeú, é típico de um cenário geodinâmico pós colisional. A continuidade desse cinturão magmático pós colisional para o sudoeste (Domínio Riacho do Pontal), sugere que um evento de afinamento litosférico local pode ter ocorrido nesta região da Província Borborema.

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  • RAFAEL FERRAZ LEAL E SA
  • PETROGRAFIA E BALANÇO DE MASSA APLICADOS AO ESTUDO DA GÊNESE DOS SKARNS MINERALIZADOS EM Cu, DA FAIXA TIMBAÚBA-MALHADA LIMPA, LESTE DA FAIXA SERIDÓ

  • Orientador : GORKI MARIANO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GORKI MARIANO
  • LAURO CEZAR MONTEFALCO DE LIRA SANTOS
  • SEBASTIAO RODRIGO CORTEZ DE SOUZA
  • Data: 25/11/2021

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  • A Faixa Seridó, localizada no Domínio Rio Grande do Norte da Província Borborema, é composta dominantemente por uma sequência metassedimentar neoproterozoica dividida em três formações: Jucurutu na base (mica xistos, paragnaisses e lentes de mármores), Formação Equador (quartzito e metaconglomerado) na porção intermediária, seguida pela Formação Seridó (biotita-granada xisto) no topo. Toda essa sequência é intrudida por um volumoso magmatismo granítico e pegmatítico, de idade ediacarana a cambriana. A ocorrência de grandes zonas de cisalhamento, brasilianas, permitiu a permeabilização de fluidos magmáticos ao longo de toda a sequência, o que resultou na formação de skarns regionalmente, principalmente relacionados às lentes de mármores. Sendo estes skarns classificados como do tipo W-Mo, o principal foco de exploração desde a década de 1940 foi o W. No entanto, na Faixa Timbaúba-Malhada Limpa, situada no flanco leste do antiforme que constitui a Serra das Umburanas, os skarns destacam-se também pela presença de minerais de cobre como malaquita e calcocita, considerados anomalia no âmbito regional. Estes skarns, estudados neste trabalho, apresentam-se ora bandados, ora maciços, sendo compostos majoritariamente por anfibólios (10 a 83%) do tipo hornblenda ou tremolita-actinolita, diopsídio (9 a 88%), calcita (1 a 8%), quartzo (1 a 16%) e plagioclásio (< 1 a 5%). Zircão (< 1%) e titanita (< 1%) ocorrem como principais minerais acessórios, além da formação tardia de malaquita (< 1%), esta última preferencialmente associada à covellita (< 1%) e pirita (< 1%). Os resultados das análises geoquímicas utilizados para caracterização dos skarns e rochas encaixantes revelaram, através do balanço de massa realizado, foi possível observar que tanto o Cu quanto Bi foram aportados pelo fluido de maneira intensa durante a formação do skarn, tendo um ganho total de massa de cerca de 70 %. A análise integrada de dados prévios da literatura e dados petrográficos apresentados neste estudo, realizado no contexto cuprífero supracitado, permitiu constatar que as mineralizações cupríferas denotadas por covellita + malaquita proveniente de transformação da pirita, se deu por aporte de Cu pelo fluido da fase retrógrada do metassomatismo (450 a 300 ºC). É possível concluir, também, que a sequência de cristalização foi controlada pela queda na temperatura do sistema, dentro do mesmo evento metassomático.


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  • A Faixa Seridó, localizada no Domínio Rio Grande do Norte da Província Borborema, é composta dominantemente por uma sequência metassedimentar neoproterozoica dividida em três formações: Jucurutu na base (mica xistos, paragnaisses e lentes de mármores), Formação Equador (quartzito e metaconglomerado) na porção intermediária, seguida pela Formação Seridó (biotita-granada xisto) no topo. Toda essa sequência é intrudida por um volumoso magmatismo granítico e pegmatítico, de idade ediacarana a cambriana. A ocorrência de grandes zonas de cisalhamento, brasilianas, permitiu a permeabilização de fluidos magmáticos ao longo de toda a sequência, o que resultou na formação de skarns regionalmente, principalmente relacionados às lentes de mármores. Sendo estes skarns classificados como do tipo W-Mo, o principal foco de exploração desde a década de 1940 foi o W. No entanto, na Faixa Timbaúba-Malhada Limpa, situada no flanco leste do antiforme que constitui a Serra das Umburanas, os skarns destacam-se também pela presença de minerais de cobre como malaquita e calcocita, considerados anomalia no âmbito regional. Estes skarns, estudados neste trabalho, apresentam-se ora bandados, ora maciços, sendo compostos majoritariamente por anfibólios (10 a 83%) do tipo hornblenda ou tremolita-actinolita, diopsídio (9 a 88%), calcita (1 a 8%), quartzo (1 a 16%) e plagioclásio (< 1 a 5%). Zircão (< 1%) e titanita (< 1%) ocorrem como principais minerais acessórios, além da formação tardia de malaquita (< 1%), esta última preferencialmente associada à covellita (< 1%) e pirita (< 1%). Os resultados das análises geoquímicas utilizados para caracterização dos skarns e rochas encaixantes revelaram, através do balanço de massa realizado, foi possível observar que tanto o Cu quanto Bi foram aportados pelo fluido de maneira intensa durante a formação do skarn, tendo um ganho total de massa de cerca de 70 %. A análise integrada de dados prévios da literatura e dados petrográficos apresentados neste estudo, realizado no contexto cuprífero supracitado, permitiu constatar que as mineralizações cupríferas denotadas por covellita + malaquita proveniente de transformação da pirita, se deu por aporte de Cu pelo fluido da fase retrógrada do metassomatismo (450 a 300 ºC). É possível concluir, também, que a sequência de cristalização foi controlada pela queda na temperatura do sistema, dentro do mesmo evento metassomático.

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  • ANDREZA CAROLINE DIAS FIGUERÊDO
  • QUANTIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DA GEODIVERSIDADE DO AGRESTE MERIDIONAL DA PARAÍBA - BRASIL

  • Orientador : GORKI MARIANO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO MARTINS DE MOURA-FÉ
  • GORKI MARIANO
  • PAULA ANDREA SUCERQUIA RENDON
  • Data: 02/12/2021

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  • O trabalho foi desenvolvido no Agreste Meridional do estado da Paraíba numa área de 274km², abrangendo então 5 municípios dessa região. O objetivo principal foi realizar o levantamento da geodiversidade da área, apresentando as características geológicas, geomorfológicas, pedológicas, climáticas, culturais e sociais, bem como a avaliação das geoformas que se destacam na região como propostas de geossítios. O recorte espacial analisado está inserido nos complexos Salgadinho, Floresta e Sertânia de idade paleoproterozóica, assim como também em intrusões graniticas indiscriminadas de idade neoproterozóica. A pesquisa esteve respaldada em levantamento bibliográfico, visita de campo e seleção dos geossítios, tendo embasamento nas metodologias de Inventariação de Brilha (2005), valores da geodiversidade (Gray, 2004), enquadramento dos geossítios em frameworks (Fuertes-Gutiérrez & Fernández-Martínez (2010) e quantificação (Brilha, 2005; Garcia-Cortés e Carcavilla Urqui (2009) e Brilha (2015)). Foram inventariados e quantificados 09 geossítios que se destacam por suas características geológicas, litológicas, assim como também por seu potencial histórico, arqueológico e científico. Por fim, foi realizado o registro no GEOSSIT/CPRM, com as propostas de geossítio para as áreas inventariadas e valorização do geopatrimônio da região estudada, assim como também sugestões sobre a necessidade de proteção, definição dos potenciais didático, científico e educacional.


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  • O trabalho foi desenvolvido no Agreste Meridional do estado da Paraíba numa área de 274km², abrangendo então 5 municípios dessa região. O objetivo principal foi realizar o levantamento da geodiversidade da área, apresentando as características geológicas, geomorfológicas, pedológicas, climáticas, culturais e sociais, bem como a avaliação das geoformas que se destacam na região como propostas de geossítios. O recorte espacial analisado está inserido nos complexos Salgadinho, Floresta e Sertânia de idade paleoproterozóica, assim como também em intrusões graniticas indiscriminadas de idade neoproterozóica. A pesquisa esteve respaldada em levantamento bibliográfico, visita de campo e seleção dos geossítios, tendo embasamento nas metodologias de Inventariação de Brilha (2005), valores da geodiversidade (Gray, 2004), enquadramento dos geossítios em frameworks (Fuertes-Gutiérrez & Fernández-Martínez (2010) e quantificação (Brilha, 2005; Garcia-Cortés e Carcavilla Urqui (2009) e Brilha (2015)). Foram inventariados e quantificados 09 geossítios que se destacam por suas características geológicas, litológicas, assim como também por seu potencial histórico, arqueológico e científico. Por fim, foi realizado o registro no GEOSSIT/CPRM, com as propostas de geossítio para as áreas inventariadas e valorização do geopatrimônio da região estudada, assim como também sugestões sobre a necessidade de proteção, definição dos potenciais didático, científico e educacional.

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  • TIAGO AUGUSTO SOARES DOS SANTOS
  • ASPECTOS ESTRUTURAIS E MICROESTRUTURAIS DA ZONA DE CISALHAMENTO CAIÇARA, DOMÍNIO ALTO MOXOTÓ DA PROVÍNCIA BORBOREMA: implicações tectônicas

  • Orientador : SERGIO PACHECO NEVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUÍS GUSTAVO FERREIRA VIEGAS
  • SERGIO PACHECO NEVES
  • TIAGO SIQUEIRA DE MIRANDA
  • Data: 29/12/2021

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  • A Zona de Cisalhamento Caiçara (ZCCA) está localizada no Domínio Alto Moxotó, Subprovíncia Central da Província Borborema, que é caracterizada por um sistema de zonas de cisalhamento transcorrentes conjugadas com direções E-W e NE-SW. A ZCCA possui 30 km de comprimento e integra o grupo das zonas de cisalhamento transcorrentes subsidiárias, com trend NE. Este trabalho objetiva a caracterização estrutural da ZCCA através de análises cinemática, microestrutural e da trama dos eixos-c de quartzo. As litologias afetadas pela ZCCA são ortognaisses quartzofeldspáticos, biotita xistos, sillimanita-biotita-muscovita xistos, quartzitos impuros, rochas calssilicáticas e granitos sin-transcorrentes. A zona milonítica consiste dominantemente de protomilonitos representados por tectonitos LS e SL, gradando localmente para milonitos s.s. A foliação milonítica apresenta pouca variação de atitude, com direção predominante NE-SW e mergulho que varia de médio a alto para NW. Fora da zona milonítica, a foliação regional de baixo ângulo apresenta critérios cinemáticos que indicam transporte tectônico com topo para WSW e SW e é afetada por dobras NW-SE com linha de charneira apresentando caimento fraco a moderado. Em escala de mapa, observa-se que a foliação regional é truncada pela foliação milonítica, e que apresenta uma rotação anti-horária ao aproximar-se da ZCCA, o que indica cinemática sinistral. A lineação, de estiramento é definida por micas, quartzo, feldspato potássico e sillimanita, possuindo caimento de baixo ângulo, com sentido majoritariamente SW. Critérios cinemáticos mesoscópicos, como porfiroclastos assimétricos, vergência de dobras, trama SC e bandas de cisalhamento C’, são condizentes com cinemática sinistral. Em escala microscópica, além de critérios cinemáticos sinistrais, ocorrem, também, critérios que indicam cinemática destral. Dentro da zona milonítica observam-se dois principais grupos de dobras: o primeiro consiste em dobras NE-SW apertadas, com plano axial paralelo à foliação milonítica e linha de charneira horizontalizada; o segundo é formado por dobras também NE-SW que variam de abertas a apertadas, com linha de charneira com caimento forte. As microestruturas indicam que a deformação intracristalina é representada majoritariamente pela formação de subgrãos e extinção xadrez em quartzo. A recristalização é incipiente, porém, nos cristais de quartzo, ocorre recristalização por migração de borda de grão (GBM) e por rotação de subgrão (SGR), e nos cristais de feldspato ocorre recristalização por bulging (BLG) e SGR. As tramas dos eixos-c de quartzo mostram padrões assimétricos em relação ao eixo X do elipsoide de deformação, indicando cinemática sinistral e destral. As feições microestruturais indicam que a deformação iniciou em temperaturas maiores que 600 °C, com temperaturas máximas da ordem 700 °C. A trama dos eixos-c de quartzo e a presença de critérios cinemáticos opostos indicam um importante componente de cisalhamento puro. A superposição da trama regional pela trama milonítica indica que a nucleação da ZCCA foi subsequente à tectônica de baixo ângulo. No entanto, a temperatura elevada registrada nos milonitos sugere que a diferença temporal entre os dois eventos não deve ter sido grande. A localização da deformação na ZCCA provavelmente foi favorecida pela descontinuidade reológica representada pelo contato entre rochas metassedimentares e os ortognaisses. A temperatura elevada da deformação possibilitou a fusão parcial das rochas metassedimentares e o alojamento de corpos graníticos sin-transcorrentes. Esses resultados apontam que o desenvolvimento da ZCCA se deu como produto de uma deformação progressiva, através de uma transição entre a tectônica contracional para a tectônica transpressional.


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  • A Zona de Cisalhamento Caiçara (ZCCA) está localizada no Domínio Alto Moxotó, Subprovíncia Central da Província Borborema, que é caracterizada por um sistema de zonas de cisalhamento transcorrentes conjugadas com direções E-W e NE-SW. A ZCCA possui 30 km de comprimento e integra o grupo das zonas de cisalhamento transcorrentes subsidiárias, com trend NE. Este trabalho objetiva a caracterização estrutural da ZCCA através de análises cinemática, microestrutural e da trama dos eixos-c de quartzo. As litologias afetadas pela ZCCA são ortognaisses quartzofeldspáticos, biotita xistos, sillimanita-biotita-muscovita xistos, quartzitos impuros, rochas calssilicáticas e granitos sin-transcorrentes. A zona milonítica consiste dominantemente de protomilonitos representados por tectonitos LS e SL, gradando localmente para milonitos s.s. A foliação milonítica apresenta pouca variação de atitude, com direção predominante NE-SW e mergulho que varia de médio a alto para NW. Fora da zona milonítica, a foliação regional de baixo ângulo apresenta critérios cinemáticos que indicam transporte tectônico com topo para WSW e SW e é afetada por dobras NW-SE com linha de charneira apresentando caimento fraco a moderado. Em escala de mapa, observa-se que a foliação regional é truncada pela foliação milonítica, e que apresenta uma rotação anti-horária ao aproximar-se da ZCCA, o que indica cinemática sinistral. A lineação, de estiramento é definida por micas, quartzo, feldspato potássico e sillimanita, possuindo caimento de baixo ângulo, com sentido majoritariamente SW. Critérios cinemáticos mesoscópicos, como porfiroclastos assimétricos, vergência de dobras, trama SC e bandas de cisalhamento C’, são condizentes com cinemática sinistral. Em escala microscópica, além de critérios cinemáticos sinistrais, ocorrem, também, critérios que indicam cinemática destral. Dentro da zona milonítica observam-se dois principais grupos de dobras: o primeiro consiste em dobras NE-SW apertadas, com plano axial paralelo à foliação milonítica e linha de charneira horizontalizada; o segundo é formado por dobras também NE-SW que variam de abertas a apertadas, com linha de charneira com caimento forte. As microestruturas indicam que a deformação intracristalina é representada majoritariamente pela formação de subgrãos e extinção xadrez em quartzo. A recristalização é incipiente, porém, nos cristais de quartzo, ocorre recristalização por migração de borda de grão (GBM) e por rotação de subgrão (SGR), e nos cristais de feldspato ocorre recristalização por bulging (BLG) e SGR. As tramas dos eixos-c de quartzo mostram padrões assimétricos em relação ao eixo X do elipsoide de deformação, indicando cinemática sinistral e destral. As feições microestruturais indicam que a deformação iniciou em temperaturas maiores que 600 °C, com temperaturas máximas da ordem 700 °C. A trama dos eixos-c de quartzo e a presença de critérios cinemáticos opostos indicam um importante componente de cisalhamento puro. A superposição da trama regional pela trama milonítica indica que a nucleação da ZCCA foi subsequente à tectônica de baixo ângulo. No entanto, a temperatura elevada registrada nos milonitos sugere que a diferença temporal entre os dois eventos não deve ter sido grande. A localização da deformação na ZCCA provavelmente foi favorecida pela descontinuidade reológica representada pelo contato entre rochas metassedimentares e os ortognaisses. A temperatura elevada da deformação possibilitou a fusão parcial das rochas metassedimentares e o alojamento de corpos graníticos sin-transcorrentes. Esses resultados apontam que o desenvolvimento da ZCCA se deu como produto de uma deformação progressiva, através de uma transição entre a tectônica contracional para a tectônica transpressional.

Teses
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  • LARISSA FERNANDES DE LAVOR
  • INVESTIGAÇÃO GEOLÓGICA E GEOMORFOLÓGICA DA ORIGEM DA DEPRESSÃO DO ABIAÍ

  • Orientador : VIRGINIO HENRIQUE DE MIRANDA LOPES NEUMANN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VIRGINIO HENRIQUE DE MIRANDA LOPES NEUMANN
  • JOSE ANTONIO BARBOSA
  • ANTONIO CARLOS DE BARROS CORREA
  • MAGNO ERASTO DE ARAÚJO
  • SAULO ROBERTO DE OLIVEIRA VITAL
  • Data: 20/05/2021

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  • Esta pesquisa aborda aspectos da evolução geológica e geomorfológica da Depressão do Abiaí, avaliando a possibilidade de essa área constituir um modelado do tipo poljé. A história evolutiva da região revela que eventos tectônicos desenvolveram conjuntos de falhas que, por diversas vezes, se reativaram e influenciaram na reestruturação da paisagem, possibilitando a formação de um relevo bastante variado, devido às condições litológicas e climáticas, que viabilizaram o desenvolvimento de processos relacionados a fatores de dissecação, dissolução e acumulação em toda a região. Essa depressão, que aqui passará a se denominar de poljé do Abiaí, localiza-se na porção sul do litoral paraibano e apresenta uma extensão de 46 km². No desenvolvimento desta pesquisa, a área total de estudo foi de 488,31 km², abrangendo todo o entorno da depressão e se estendendo, no sentido oeste, até próximo da borda da bacia sedimentar Paraíba. O objetivo principal desta pesquisa é investigar os elementos constituintes da paisagem geológica e geomorfológica da área e do seu entorno, no sentido de elucidar se ela constitui uma depressão cárstica classificada na literatura geomorfológica de poljé. Como metodologia, utilizou-se o processo analógico-dedutivo, buscando fazer uso de conhecimentos prévios por meio de levantamentos de dados secundários, bibliográficos, cartográficos e documentais. Dessa maneira, foi possível entender a área comparando-a a outras regiões do mundo. Para coleta de dados primários, realizou-se um detalhado trabalho de campo em que se mapearam as informações e, posteriormente, aplicaram-se índices morfométricos nos principais cursos dos rios e analisaram-se dados gravimétricos, no intuito de identificar movimentações tectônicas recentes. Além disso, empregaram-se técnicas cartográficas para a elaboração de mapas temáticos em um Sistema de Informação Geográfica (SIG). O fato de haver um sistema de falhas geológicas perpassando os limites da depressão, associado às variações climáticas no Quaternário brasileiro, explicam as singularidades da região, o relevo relativamente plano com pequenas oscilações topográficas, os diversos afloramentos calcários, as concreções lateritas, as argilas, a grande quantidade de água em superfície e a gênese do poljé. Os cálculos morfométricos indicam possíveis movimentações tectônicas recentes na região, responsáveis pela reestruturação da drenagem que levou ao desenvolvimento do poljé do Abiaí. Já os dados geofísicos relacionados à gravimetria da área identificaram a existência de horsts e grábens na região, inclusive na área onde se localiza o poljé do Abiaí. Os dados adquiridos nesta pesquisa permitiram observar que o fato de existirem rochas calcárias na zona telogenética, solos propícios à acumulação e circulação de água (superficial e de subsuperfície), um terreno localizado em um ponto de cruzamento de falhas com fortes indícios de reativações tectônica recentes, capazes de formar horsts e grábens, e um histórico de variações climáticas durante o Quaternário, contribui com o entendimento de que a Depressão do Abiaí constitui, segundo a literatura pertinente, um poljé.


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  • Esta pesquisa aborda aspectos da evolução geológica e geomorfológica da Depressão do Abiaí, avaliando a possibilidade de essa área constituir um modelado do tipo poljé. A história evolutiva da região revela que eventos tectônicos desenvolveram conjuntos de falhas que, por diversas vezes, se reativaram e influenciaram na reestruturação da paisagem, possibilitando a formação de um relevo bastante variado, devido às condições litológicas e climáticas, que viabilizaram o desenvolvimento de processos relacionados a fatores de dissecação, dissolução e acumulação em toda a região. Essa depressão, que aqui passará a se denominar de poljé do Abiaí, localiza-se na porção sul do litoral paraibano e apresenta uma extensão de 46 km². No desenvolvimento desta pesquisa, a área total de estudo foi de 488,31 km², abrangendo todo o entorno da depressão e se estendendo, no sentido oeste, até próximo da borda da bacia sedimentar Paraíba. O objetivo principal desta pesquisa é investigar os elementos constituintes da paisagem geológica e geomorfológica da área e do seu entorno, no sentido de elucidar se ela constitui uma depressão cárstica classificada na literatura geomorfológica de poljé. Como metodologia, utilizou-se o processo analógico-dedutivo, buscando fazer uso de conhecimentos prévios por meio de levantamentos de dados secundários, bibliográficos, cartográficos e documentais. Dessa maneira, foi possível entender a área comparando-a a outras regiões do mundo. Para coleta de dados primários, realizou-se um detalhado trabalho de campo em que se mapearam as informações e, posteriormente, aplicaram-se índices morfométricos nos principais cursos dos rios e analisaram-se dados gravimétricos, no intuito de identificar movimentações tectônicas recentes. Além disso, empregaram-se técnicas cartográficas para a elaboração de mapas temáticos em um Sistema de Informação Geográfica (SIG). O fato de haver um sistema de falhas geológicas perpassando os limites da depressão, associado às variações climáticas no Quaternário brasileiro, explicam as singularidades da região, o relevo relativamente plano com pequenas oscilações topográficas, os diversos afloramentos calcários, as concreções lateritas, as argilas, a grande quantidade de água em superfície e a gênese do poljé. Os cálculos morfométricos indicam possíveis movimentações tectônicas recentes na região, responsáveis pela reestruturação da drenagem que levou ao desenvolvimento do poljé do Abiaí. Já os dados geofísicos relacionados à gravimetria da área identificaram a existência de horsts e grábens na região, inclusive na área onde se localiza o poljé do Abiaí. Os dados adquiridos nesta pesquisa permitiram observar que o fato de existirem rochas calcárias na zona telogenética, solos propícios à acumulação e circulação de água (superficial e de subsuperfície), um terreno localizado em um ponto de cruzamento de falhas com fortes indícios de reativações tectônica recentes, capazes de formar horsts e grábens, e um histórico de variações climáticas durante o Quaternário, contribui com o entendimento de que a Depressão do Abiaí constitui, segundo a literatura pertinente, um poljé.

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  • JOSÉ CAVALCANTE DE OLIVEIRA FILHO
  • PROCESSOS DE TRANSPORTE, HIDRODINÂMICA E RETENÇÃO DE MATERIAL PARTICULADO SUSPENSO EM ESTUÁRIOS DE RIA COM PEQUENAS BACIAS HIDROGRÁFICAS

  • Orientador : VALDIR DO AMARAL VAZ MANSO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO FRANCA SCHETTINI
  • CARLOS EDUARDO PERES TEIXEIRA
  • ELIRIO ERNESTINO TOLDO JUNIOR
  • NILS EDVIN ASP NETO
  • ROBERTO LIMA BARCELLOS
  • Data: 16/07/2021

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  • O transporte e a distribuição do Material Particulado em Suspensão (MPS) na zona costeira são influenciados por processos hidrodinâmicos, meteorológicos e oceanográficos (marés, descarga fluvial, ventos e etc...), em escalas temporais de segundos a anos. Os rios e estuários são bastante estudados, pois são as principais fontes de sedimento para a zona costeira, funcionando como um filtro natural entre o continente e o oceano. Além da problemática relacionada à erosão ou assoreamento que ocorre na zona costeira e em estuários, em canais portuários, é importante entender a dinâmica do sedimento em suspensão para fins de análise de distribuição de poluentes e possíveis sumidouros e fontes de substâncias contaminadas. A presente tese tem como objetivo investigar a dinâmica e distribuição do MPS entre o sistema estuarino de Itapessoca e Itamaracá (SEII) e a plataforma interna adjacente, focando nos processos de importação de material da plataforma, através de dados observacionais e modelagem numérica, para identificar as fontes alóctones de material para dentro do estuário. A primeira parte da tese mostra que existe um padrão residual de circulação entra as ilhas de Itamaracá e Itapessoca e a morfologia de fundo da seção transversal da Barra de Catuama define uma importação duas vezes maior de água e MPS para dentro do sistema. Um filtro passa-baixa do tipo Butterworth evidenciou a circulação gravitacional como sendo a principal forçante da circulação submareal. Além disso, o modelo hidrodinâmico 3D do sistema SEII mostrou que o padrão de correntes do sistema tende a importar MPS de maneira residual da plataforma. Esse resultado é corroborado pela propagação da maré no sistema, que mostrou a presença de dois pontos nodais ou nulos (sem variação de maré), onde as correntes diminuem sua magnitude. Por fim, a partir dos resultados do modelo 3D, foram realizados experimentos com trajetória de partículas off-line.  Os resultados mostraram que a fonte do MPS é alóctone com origem na deriva litorânea da plataforma ou estuários vizinhos. Da mesma maneira, os resultados utilizados no terceiro artigo da coletânea desta pesquisa mostra a trajetória de partículas, utilizando um modelo numérico lagrangeano. Após simulações em 4 combinações de cenários distintos: i) maré; ii) maré + descarga fluvial; iii) maré+descarga fluvial+vento e iv) maré+vento, foi possível identificar o preenchimento do estuário ocorre da plataforma para dentro. Uma combinação de vento, descarga fluvial e maré, juntamente a vento e maré, mostraram que as partículas provenientes da plataforma e do estuário do rio Capibaribe (adjacente) influenciam na presença de MPS dentro dos canais da ilha de Itapessoca.


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  • O transporte e a distribuição de sedimentos lamosos na zona costeira são influenciados
    por processos hidrológicos, meteorológicos e oceanográficos (marés, descarga fluvial,
    ventos e etc...), em escalas temporais de segundos a anos. Os rios e estuários são
    bastante estudados, pois são as principais fontes de sedimento para a zona costeira,
    funcionando com o um filtro natural entre o continente e o oceano. Além da
    problemática relacionada à erosão ou assoreamento que ocorre na zona costeira, é
    importante entender a dinâmica do sedimento em suspensão para fins de análise de
    distribuição de poluentes e possíveis sumidouros e fontes de substâncias contaminadas.
    A presente tese tem como objetivo investigar a dinâmica e distribuição do sedimento
    fino entre estuários de menor escala espacial e a plataforma interna adjacente, através de
    dados observacionais e modelagem numérica. A primeira parte da tese mostra que
    existe um padrão residual de circulação entra as ilhas de Itamaracá e Itapessoca e a
    morfologia de fundo da seção transversal da Barra de Catuama importa duas vezes mais
    água e sedimento para dentro do sistema. Por outro lado, a água é exportada pela saída
    mais ao sul do sistema, o cabo Orange. Um filtro passa-baixa do tipo butterworth
    evidenciou a circulação gravitacional como sendo a principal forçante da circulação.

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  • JEFFERSON VALDEMIRO DE LIMA
  • CARACTERIZAÇÃO DO MAGMATISMO GRANÍTICO AO LONGO DA ZONA DE PATOS, LIMITE ENTRE AS SUBPROVÍNCIAS TRANSVERSAL E NORTE DA PROVÍNCIA BORBOREMA

  • Orientador : IGNEZ DE PINHO GUIMARAES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADEJARDO FRANCISCO DA SILVA FILHO
  • HERBET CONCEICAO
  • IGNEZ DE PINHO GUIMARAES
  • VALDECIR DE ASSIS JANASI
  • VALDEREZ PINTO FERREIRA
  • Data: 02/08/2021

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  • A Zona de Cisalhamento Patos (ZCP), direção E-W e cinemática destral, constitui o limite entre as subprovíncias Norte e Transversal, ao longo da qual intrudem o Batólito Texeira e o Complexo Esperança. O Batólito Teixeira compreende intrusão (~800 Km2) alongada de direção ENE, composição variando de sienogranito, monzogranito a quartzo sienito, equigranulares a levemente porfiríticos, contendo enclaves máficos. Assembleia mineral, caracterização química de rocha total e minerais são compatíveis com granitos tipo I oxidados, com assinatura de elementos traços semelhante a observada em granitos de alto Ba-Sr. Dados isotópicos integrados (U-Pb, Sm-Nd, Lu-Hf) sugerem que o Batólito Teixeira foi gerado em contexto pós-colisional da Orogênese Brasiliana na Província Borborema, na transição entre os regimes tectônicos contracional e transcorrente, a partir do processo de fusão parcial da crosta inferior após um longo período de tectônica contracional. Fusão parcial da crosta inferior ocorreu possivelmente em resposta a delaminação local do manto litosférico. O Complexo Esperança, intrudido na porção leste da ZCP (Zona de cisalhamento Remigio Pocinhos) constitui intrusão múltipla, 650 Km2, constituída de cinco plutons graníticos de composição monzogranítica a sienogranítica, localmente tonalítica, com granulação e textura variáveis, contendo expressivo volume de enclaves máficos. Os dados geocronológicos e químico-isotópicos são compatíveis com intrusão em varios estágios, envolvendo magmatismo granítco tipo-I oxidado originados a ~590Ma (Pluton Areial) em contexto pré-transcorrente, e posteriormente um magmatismo tipicamente pós-colisional com assinatura tipo-A com idades: 1) ~575 Ma (Plutons Serrote da Cobra, Pocinhos e Puxinanã) e 2) < 565Ma (Pluton Remígio). Similaridades químicas-isotópicas entre os granitoides do Pluton Areial e Batólito Teixeira sugerem processos semelhantes na gênese destas rochas. Os granitoides com idade ~575Ma são interpretados como resultantes da interação entre fundidos crustais e mantélicos que ascenderam através de condutos profundos da ZCP. O Pluton Remígio representa um magmatismo mais tardio, provavelmente originado durante reativação da ZCP.


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  • Rochas graníticas e zonas de cisalhamento transcorrentes constituem importantes feições associadas a orogênese Brasiliana. Nesta tese foram estudados o Batólito Teixeira e o Complexo Esperança, intrusões localizadas, respectivamente, na porção central e leste da Zona de Cisalhamento Patos (ZCPa). O Batólito Texeira consiste num corpo alongado (ENE) de 800 km2, constituído por monzogranitos e sienogranitos, equigranulares a levemente porfiríticos contendo enclaves quartzo monzodiorítico a monzonítico. Já o Complexo Esperança, consiste numa intrusão de 650 Km2 e compreende cinco plutons graníticos de composição monzogranítica a sienogranítica, localmente tonalítica, com granulação média a grossa, e textura porfirítica, contendo enclaves dioríticos de forma mais expressiva. A assembleia mineral dos granitoides do Batólito Teixeira é semelhante à observada em rochas da série magnetita, enquanto o Complexo Esperança contém granitoides com valores mais elevados de ferro e cristais primários de ilmenita, com exceção dos Plutons Areial e Serrote da Cobra. Dados U-Pb em zircão por LA-ICP-MS indicam que os granitoides do Batólito Teixeira foram colocados entre 585 a 595Ma, com uma possível intrusão tardia peralcalina (555Ma). Estes granitoides são classificados como transalcalino e ferro-potássico mostrando afinidade shoshonítica a cálcio-alcalina de alto-K. Apresentam elevados valores de Ba e Sr, padrões de ETR uniformes e sem anomalias de Eu e spidergrams com depressões em Nb, Ta, P e Ti, além de assinatura de elementos traços transicionais entre granitos tipo-I e tipo-A. Estas feições são sugestivas de granitoides originados no início de contexto tectônico pós-colisional. Os valores Zr/Hf em zircão e Ti4+/Al+Fe3+ em titanita, juntamente com núcleos de zircão herdado de 1.8 a 2.1 Ga e 873 a 964 Ma sugerem origem por fusão parcial de fonte híbrida com contribuição, possivelmente, de rochas Cariris Velhos, sendo o magma cristalizado a profundidades variando de 15,5 a 18 km (T= 642-849 °C, P= 4,03-6,38 Kbar). Por outro lado, os granitoides do Complexo Esperança apresentam idades de cristalização mais variadas (592 a 525 Ma), sendo as mais jovens possivelmente associadas a reativações tardias da Zona de Cisalhamento Remígio-Pocinhos (ZCRP). Estes granitos apresentam idade e feições químicas típicas de granitoides pós-colisinal da subprovíncia Tranversal. São granitos transalcalinos e aluminosos, apresentam um caráter cálcio-alcalino de alto-K a shoshonítico, com assinatura de elementos traços semelhante a de granitos tipo-A2, inclusive com valores médios de (Ce+Y+Nb+Zr) > 340 e Ga/Al > 2,6. Os valores de Zr/Hf < 60 nestes granitoides associados a ЄNd variando de -16,53 a -3,46 e idade modelo TDM entre 2.1 e 1.3 Ga é compatível com origem magmática a partir de fusão de crosta paleoproterozoica com envolvimento de quantidades variadas de material juvenil e rochas metassedimentares. As condições termobarométricas de cristalização são: T=688-891 °C e P=4,65-6,83 kbar, compatíveis com cristalização entre 16,5 a 19,5 km de profundidade. Enquanto o Batólito Teixeira compreende uma intrusão pré-transcorrente, alguns plutons do Complexo Esperança apresentam feições de campo e microestruturais sugestivas da ação da ZCRP durante o alojamento, sugerindo que as ZCPa e ZCRP são estruturas distintas ou constituem uma única zona de cisalhamento que se desenvolveu primeiramente no ramo leste.

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  • LORENA MONTENEGRO COCENTINO
  • ESTUDO DA MOBILIDADE E DISPERSÃO DOS METAIS Cr, Co, Cu, Ni, Pb, Zn e V NO SISTEMA ROCHA-SOLO E AVALIAÇÃO DO RISCO DA CONCENTRAÇÃO DE METAIS NO SOLO: área em torno de um futuro condomínio residencial no município de Jaboatão dos Guararapes (PE)

  • Orientador : EDMILSON SANTOS DE LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOAO ADAUTO DE SOUZA NETO
  • VIRGINIO HENRIQUE DE MIRANDA LOPES NEUMANN
  • ANTONIO CARLOS DE BARROS CORREA
  • ELVIS JOACIR DE FRANCA
  • ALEX SOUZA MORAES
  • Data: 06/08/2021

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  • Este estudo buscou avaliar a mobilidade química de metais em perfis de solo em Jaboatão dos Guararapes/PE. Geologicamente a área faz parte do Pluton Guarany (570Ma), Domínio Pernambuco-Alagoas, apresentando-se por monzogranitos/sienogranitos. Foram estudados seis perfis de solo, contendo argissolos vermelho-amarelos, compostos por quartzo, caulinita, gibbsita, goetita, hematita e feldspatos potássicos, indicando intemperismo moderado-intenso na área. Análises geoquímicas do solo (superfície/subsuperfície) indicaram teores relativamente anômalos de metais como V (101-378ppm), Cr (53-262ppm), Ni (26-40ppm), Pb (24-44ppm), Zn (43-76ppm) e Cu (27-43ppm), próximos e acima dos Valores orientadores de Prevenção/Investigação para solos contaminados, preconizados pela Resolução CONAMA 420/2009, e dos Valores orientadores de Referência estabelecidos para Pernambuco pela CPRH e Biondi (2010). Provavelmente estes metais estão hospedados nos óxidos e hidróxidos de Fe, devido à similaridade de seus raios iônicos com o Fe. A mobilidade destes metais da rocha mãe para o solo provavelmente ocorreu através de fluidos meteóricos alcalinos, em um processo de monossialitização parcial que lixiviou os álcalis (K, Ca, Mg) levando à formação de caulinita. O aumento da intensidade do intemperismo levou à alitização, precipitando gibbsita, que agiu como tampão de pH, promovendo a remobilização química dos metais traço dos minerais primários da rocha mãe (e.g. hornblenda, biotita, titanita) para os oxi-hidróxidos de Fe do solo. Os metais hospedam-se ainda nos minerais secundários, como gibbsita e caulinita, por adsorção. A fonte destes metais, com exceção do V, é considerada geogênica, atribuída aos minerais primários e corpos máficos que podem ocorrer no Pluton Guarany. O V, ocorre com concentrações maiores em direção à superfície e maiores nos pontos de maior proximidade com a rodovia, o que sugere origem antropogênica para essa anomalia, possivelmente devido a queima de combustíveis fósseis. Apesar dos teores anômalos, apenas o Cr poderia representar um risco de intoxicação, entretanto, mais estudos são necessários para se avaliar se esse risco seria considerado baixo, moderado ou alto.


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  • A área estudada localiza-se a noroeste do município de Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana de Recife, onde se pretende construir um condomínio com área residencial, de lazer e comercial. Geologicamente está inserida no Domínio Pernambuco-Alagoas, fazendo parte do Plúton Guarany (572 Ma). Esse Plúton corresponde a um monzodiorito a biotita granito com enclaves máficos e diques associados, que ocorre intrudido nos ortognaisses e migmatitos do Complexo Belém do São Francisco.
    Baseado nos resultados encontrados durante licenciamento ambiental da área realizado pela Agência Estadual de Meio Ambiente, onde identificou-se ocorrência de pontos com amostras de solo (superficial e em profundidade) com concentrações de Cr, Cu, Co, Ni, Pb e Zn próximos/acima dos Valores de Prevenção e Investigação estabelecidos pela Resolução CONAMA 420/2009, foi definido um projeto de doutoramento objetivando o estudo e localização desta fonte de contaminação, a avaliação da mobilidade e dispersão dos metais no sistema rocha-solo e o risco da exposição humana às concentrações dos metais presentes no solo da área investigada.
    Até o momento, apesar dos resultados deste trabalho terem encontrado concentrações de Cu (27-43mg/kg), Ni (26-40mg/kg), Pb (24-44mg/kg) e Zn (43-76mg/kg) acima dos Valores de Referência (Cu=5mg/kg; Ni=9mg/kg; Pb=13mg/kg; Zn=35mg/kg), apenas Ni ocorreu com concentrações acima dos Valores de Prevenção (30mg/kg), porém, bem abaixo do Valor de Investigação (70mg/kg) e dos teores do estudo anterior (139mg/kg).
    Apesar das concentrações dos elementos analisados não se encontrarem acima dos Valores de Investigação estabelecidos pela CONAMA, ainda faltam dados da concentração de outros metais observados com anomalias previamente, como Cr e Co que serão realizados nas etapas seguintes. Essa análise dos demais elementos, assim como a análise da fração biodisponível dessas amostras, permitirão uma melhor avaliação da contaminação na área, sua origem e seus riscos. Além disso, será realizado o estudo das razões isotópicas de Pb para determinação da origem da fonte de contaminação (geogênica ou antropogênica).

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  • MARIANA VALERIA DE ARAUJO SENA
  • HISTOLOGIA E MICROANATOMIA ÓSSEA DE PELOMEDUSOIDES (TESTUDINES, PLEURODIRA) DO CRETÁCEO BRASILEIRO: uma perspectiva paleoecológica

  • Orientador : GUSTAVO RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUSTAVO RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • JULIANA MANSO SAYAO
  • MARINA BENTO SOARES
  • PEDRO SEYFERTH RIBEIRO ROMANO
  • RENAN ALFREDO MACHADO BANTIM
  • Data: 18/08/2021

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  • Pelomedusoides (Testudines: Pleurodira) é um grupo no qual Araripemydidae, Euraxemydidae, Bothremydidae, Podocnemididae e Pelomedusidae estão inseridos. Neste estudo foram amostrados espécimes das seguintes unidades litográficas: Cretáceo Inferior das Formações Crato e Romualdo, Bacia do Araripe (Araripemys barretoi e Cearachelys placidoi); Cretáceo Superior da Formação Adamantina, Superssequência Bauru (Bauruemys elegans); Grupo Ribeirão Boiadeiro (Pelomedusoides indet.) e Paleógeno da Bacia de São José de Itaboraí (Podocnemididae indet.). Neste trabalho foi realizada uma análise histológica e microanatômica de placas ósseas do casco, vértebras cervicais e ossos longos de Pelomedudoides, incluindo cinco táxons fósseis e para fins comparativos foram utilizados dois táxons de Chelidae atuais. Os resultados indicam que os índices de compactação óssea do casco são incongruentes com os hábitos de vida das tartarugas indicados pelos dados ambientais. As vértebras cervicais de Pelomedusoides possuem padrão histológico conservativo com a região interna preenchida por osso esponjoso circundada por uma camada fina de osso compacto. Pelo padrão histológico II ambos podcnemidídeos, Cearachelys placidoi e um Pelomedusoides indet. tiveram modo de vida semiaquático/aquático, enquanto Araripemys barretoi teve estilo de vida terrestre. O xifiplastrão de C. placidoi apresenta redução do tecido esponjoso no sentido craniocaudal, caracterizado por uma compactação mais acentuada na sua porção caudal. Essa placa plastral mostra ser o único elemento que apresenta ossificação metaplástica, caracterizada pela incorporação de feixes de fibras estruturais entrelaçadas. O esqueleto apendicular de um dos espécimes de A. barretoi indicaque o indivíduo atingiu sua maturidade sexual. Por fim, foi identificado o primeiro registro de tecido plywood-like em Pleurodira, mais especificamente, na placa costal do Pelomedusoides indet. CR-CHA-1926. Em estudos anteriores esse tipo de tecido ósseo foi descrito apenas nas tartarugas de casco mole, os trioniquídeos. Os dados histológicos revelam informação suplementar à morfologia externa do casco e evidencia a influência de aspectos fisiológicos no arranjo microestrutural dos ossos apendiculares.


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  • Pelomedusoides (Testudines: Pleurodira) é um grupo no qual Araripemydidae, Euraxemydidae, Bothremydidae, Podocnemididae e Pelomedusidae, na maioria das análises, estão inseridos. Neste estudo foram amostrados espécimes das seguintes unidades litográficas: Cretáceo Inferior das Formações Crato e Romualdo, Bacia do Araripe; Cretáceo Superior da Formação Adamantina, Bacia Paraná; e Paleógeno da Bacia de São José de Itaboraí. Neste trabalho foi realizada uma análise histológica e microanatômica de placas ósseas do casco, vértebras cervicais e ossos longos de Pelomedudoides, incluindo cinco táxons fósseis e para fins comparativos foram utilizados dois táxons de Chelidae atuais. Os resultados indicam que os índices de compactação óssea do casco são incongruentes com os hábitos de vida das tartarugas. As vértebras cervicais de Pelomedusoides possuem padrão histológico conservativo. Pelo padrão histológico ambos podcnemidídeos, Cearachelys placidoi e um Pelomedusoides indet. tiveram modo de vida semiaquático/aquático, enquanto Araripemys barretoi teve estilo de vida terrestre. O xifiplastrão de C. placidoi apresenta redução do tecido esponjoso no sentido craniocaudal, deixando-o mais compacto na sua porção caudal. Sendo também o único elemento que apresenta ossificação metaplástica, caracterizada pela incorporação de feixes de fibras estruturais entrelaçadas. O esqueleto apendicular de um dos espécimes de A. barretoi indica ontogenia avançada. Por fim, foi identificado o primeiro registro de tecido plywood-like em Pleurodira, mais especificamente, na placa costal do Pelomedusoides indet. CR-CHA-1926. Em estudos anteriores esse tipo de tecido ósseo foi descrito apenas nas tartarugas de casco mole, os trioniquídeos. Os dados histológicos revelam informação suplementar à morfologia externa do casco e evidencia a influência de aspectos biomecânicos no arranjo microestrutural dos ossos apendiculares.

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  • SANMY SILVEIRA LIMA
  • INTEGRAÇÃO DE DADOS AEROGEOFÍSICOS, GEOCRONOLÓGICOS E DE SENSORIAMENTO REMOTO PARA A CARACTERIZAÇÃO GEOLÓGICA DA PORÇÃO OESTE DO BATÓLITO IPOJUCA-ATALAIA (DOMÍNIO PERNAMBUCO-ALAGOAS)

  • Orientador : ADEJARDO FRANCISCO DA SILVA FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADEJARDO FRANCISCO DA SILVA FILHO
  • ANELISE LOSANGELA BERTOTTI
  • ADRIANE MACHADO
  • JOSÉ BATISTA SIQUEIRA
  • MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 06/10/2021

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  • Ao longo das últimas décadas, estudos geológicos, geofísicos e istópicos na Província Borborema (NE, Brasil), evoluíram consideravelmente, principalmente nas subprovíncias Norte e Central. Entretanto, o Domínio Pernambuco-Alagoas, inserido na subprovíncia Sul, não dispõe de estudos geofísicos, isotópicos e geológicos em detalhe. O uso e interpretação de dados e imagens obtidos através de sensores remotos permitem importantes aplicações nas geociências. Nesta pesquisa foram utilizados dados aerogeofísicos de alta densidade e dados SRTM (Shuttle Radar Topography Mission) para delimitar litologias e capturar indicadores lineares geológicos e geomorfológicos na porção oeste do Batólito Ipojuca-Atalaia. Este batólito ocorre de forma longitudinal à costa atlântica de Recife para as proximidades de Maceió e apresenta um formato triangular irregular, alcançando uma área próxima a 4.000 km2 de extensão e é limitado por duas zonas de cisalhamento, a norte pela Zona de Cisalhamento Palmares e a sul pela Zona de Cisalhamento Flexeiras. Utilizando os dados SRTM foi possível aplicar as metodologias de extração da hipsometria, grau de declividade, imagem sombreada e drenagem. O conjunto de produtos extraídos a partir desses dados possibilitou identificar os compartimentos geomorfológicos da área de estudo e como as estruturas geológicas imprimem um forte controle morfoestrutural na região. Nesse contexto, o controle estrutural do relevo é evidenciado pela dissecação das zonas de cisalhamento, onde a litologia granítica sofreu uma maior tensão ao longo do tempo geológico. O estudo aerogeofísico, por sua vez, permitiu delimitar os domínios litogeofísicos e os domínios magnéticos, além das principais direções dos lineamentos, principais zonas de cisalhamento e seu comportamento em profundidade através da continuação ascendente e da Deconvolução de Euler. O conjunto de dados magnetométricos integrados revelou que a região foi intensamente deformada por zonas de cisalhamento transcorrentes com direção NE-SW. Os dados aerogamaespectrométricos possibilitaram o aprimoramento dos limites entre os plútons da porção oeste do Batólito Ipojuca-Atalaia. Após as etapas de sensoriamento remoto e interpretação dos dados aerogeofísicos foram escolhidos os principais litotipos para a análise isotópica por Lu-Hf, geocronológica por U-Pb e litogeoquímica por rocha total. Os granitóides da porção Oeste do Batólito Ipojuca-Atalaia apresentam feição metaluminosa a ligeiramente peraluminosa e estão associados a série magnesiana. As rochas estudadas são enriquecidas em LILE e LREE, mas depletadas em HFSE, indicando características de zonas de subducção de arco vulcânico. Os dados isotópicos de Lu-Hf indicaram três grupos com diferentes idades TDM: Grupo 1, apresenta idade modelo TDM variando entre 1.6 até 1.2 Ga e valores de ɛHf(t) entre -8.99 to 6.91; O grupo 2 é caracterizado por idade modelo TDM entre 1.1 e 0.9 Ga e ɛHf(t) positivo para os ortognaisses Riacho Cabeça de Porco e Santana do Mundaú, sugerindo uma fonte Toniana juvenil; O grupo 3 apresenta idade modelo TDM variando entre 3.3 e 2.8 Ga e ɛHf(t) exclusivamente negativo (-27.47 to -3.96) indicando a geração por melting de uma crosta Arqueana para o Plúton Murici (sin-transcorrente). Sete amostras foram analisadas por LA-ICP-MS (Ortognaisses Toniano Migmatizado; Ortognaisses: Munguba, Santana do Mundaú, Riacho Cabeça de Porco, PoçoFeio, Murici, Manguape; Plúton Murici). Os ortognaisses e plútons foram correlacionados a partir de suas idades e dos eventos tectônicos ocorridos na Província Borborema, sendo eles divididos em: (1) Plúton sin-transcorrência (Pluton Murici - 578.3 ± 2.4 Ma); (2) ortognaisses colisionais (Poço Feio - 620.6 ± 3.5 Ma, Manguape - 632.3. ± 2.5, Munguba - 639.1 ± 4.3 Ma, Santana do Mundaú - 629.8 ± 4.2 Ma) e (3) ortognaisses Tonianos (Riacho Cabeça de Porco - 828 ± 7.6 Ma e Ortognaisses Toniano migmatizado - 957 ± 6.1 Ma). Sendo assim, este estudo fornece bases sólidas para o entendimento e aprimoramento dos dados relativos ao plútons, zonas de cisalhamento e dinâmica tectônica da porção oeste do Batólito Ipojuca-Atalaia.


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  • Ao longo das últimas décadas, estudos geológicos e geofísicos na Província Borborema (NE, Brasil), evoluíram consideravelmente, principalmente nas subprovíncias Norte e Central. Entretanto, o Domínio Pernambuco-Alagoas, inserido na subprovíncia Sul, não dispõe de estudos geofísicos e geológicos em detalhe. O uso e interpretação de dados e imagens obtidos através de sensores remotos permitem importantes aplicações nas geociências. Nesta pesquisa foram utilizados dados aerogeofísicos de alta densidade e dados SRTM (Shuttle Radar Topography Mission) para delimitar litologias e capturar indicadores lineares geológicos e geomorfológicos na porção oeste do Batólito Ipojuca-Atalaia. Este batólito ocorre de forma longitudinal à costa atlântica de Recife para as proximidades de Maceió e apresenta um formato triangular irregular, alcançando uma área próxima a 4.000 km2 de extensão e é limitado por duas zonas de cisalhamento, a norte pela Zona de Cisalhamento Palmares e a sul pela Zona de Cisalhamento Flexeiras. Utilizando os dados SRTM foi possível aplicar as metodologias de extração da hipsometria, grau de declividade, imagem sombreada e drenagem. O conjunto de produtos extraídos a partir desses dados possibilitou identificar os compartimentos geomorfológicos da área de estudo e como as estruturas geológicas imprimem um forte controle morfoestrutural na região. Nesse contexto, o controle estrutural do relevo é evidenciado pela dissecação das zonas de cisalhamento, onde a litologia granítica sofreu uma maior tensão ao longo do tempo geológico. O estudo aerogeofísico, por sua vez, permitiu delimitar os domínios litogeofísicos e os domínios magnéticos, além das principais direções dos lineamentos, principais zonas de cisalhamento e seu comportamento em profundidade através da continuação ascendente e da Deconvolução de Euler. O conjunto de dados magnetométricos integrados revelou que a região foi intensamente deformada por zonas de cisalhamento transcorrentes com direção NE-SW. Os dados aerogamaespectrométricos possibilitaram o aprimoramento dos limites entre os plútons da porção oeste do Batólito Ipojuca-Atalaia. Sendo assim, este estudo fornece bases sólidas para o aprimoramento dos dados relativos ao plútons, zonas de cisalhamento e dinâmica tectônica da porção oeste do Batólito Ipojuca-Atalaia. Em geral, as características geológicas foram favoráveis ao uso dos dados SRTM e da aerogeofísica como ferramentas para o aprimoramento dos dados relativos as zonas de cisalhamento, aos plútons e demais rochas da porção oeste do Batólito Ipojuca-Atalaia, logo tais técnicas auxiliaram de forma concreta na tentativa de ampliar as informações geológicas e geomorfológicas da área de estudo.

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  • LUAN CAVALCANTE DÁTTOLI
  • GEOLOGIA DA SEQUÊNCIA METAVULCANOSSEDIMENTAR INHAPI: implicações para a geotectônica do domínio Pernambuco-Alagoas, Província Borborema

  • Orientador : ADEJARDO FRANCISCO DA SILVA FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADEJARDO FRANCISCO DA SILVA FILHO
  • ANGELA BEATRIZ DE MENEZES LEAL
  • ELSON PAIVA DE OLIVEIRA
  • ELTON LUIZ DANTAS
  • JOSE MAURICIO RANGEL DA SILVA
  • Data: 15/10/2021

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  • O estudo de sequências metassedimentares nos traz pistas para a reconstrução de paloecontinentes. A Sequência Inhapi representa um importante registro de dinâmica extensional na região central do PEAL, porção sul da Província Borborema. Sua sucessão litológica, composta por, em maior expressão, metapelitos, metagrauvacas e anfibolitos e, em menor quantidade, quartzito, mármore e cálcissilicaticas, está associada a um intenso magmatismo peraluminoso, e é intrudida por granitoides pré- a o pós-colisionais. Essas rochas possuem complexa história deformacional e metamórfica. A assembleia de pico metamórfico nos metassedimentos é grt-kfs-sill, e nos anfibolitos é cpx-hbl-pl, e, juntamente com estimativas termobarométricas, sugerem metamorfismo de alta T e baixa P. O Plúton Ouro Branco consiste em um leucogranito peraluminoso, com afinidade a rochas formadas em ambientes orogênicos tardi-colisionais. Idades U-Pb em ortognaisse propõem uma importante unidade Toniana para as rochas do embasamento. As análises Lu-Hf em zircões indicam fontes predominantemente neoproterozoicas, com componentes juvenis (eHf > 0) e indicação de mistura magmática em alguns grãos. Os escassos grãos paleo a mesoproteorozoicos indicam  forte componentes crustais e sugerem maior residência crustal. A Sequência Rio Una, unidade adjacente em contato direto com a Sequência Inhapi, mostram fontes mais diferenciadas com maior participação crustal, ou mantélica metassomatisada. As rochas anfibolíticas mostram composição com afinidade entre MORB e basaltos formados em arcos vulcânicas, e sugerem participação da crosta em sua formação. Os metassedimentos indicam deposição da bacia precursora em ambiente colisional. A afinidade tectônica das rochas presentes na Sequência Inhapi nos leva a um modelo geodinâmico, marcada por orógenos acrescionários durante o Toniano (ca. 1000-800) e o Criogeniano-Ediacarano (650-620 Ma), e colisão ediacarana (620- 597 Ma), marcada por um intensa anatexia. A Sequência Inhapi é um registro de bacia intra arco, associada ao arco Águas Belas-Canindé, formada durante a Orogênese Brasiliana.


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  • Sequências metavulcanossedimentares são importantes registros da dinâmica tectônica crustal. No porção centro-oeste da Domínio Pernambuco-Alagoas Leste, essas sequências possuem contextos geológicos semelhantes, porém assinaturas isotópicas distintas. A Sequência Inhapi, objeto deste trabalho, é representada por rochas metavulcanossedimentares, entre elas granada-biotita xisto, metatexitos e diatexitos paraderivados, calcissilicáticas, mármores, metamorfizadas em fácies anfibolito, intercaladas com rochas metavulcânicas máficas e associadas a um magmatismo pré- a pós-colisional. Essas rochas são polideformadas, w registram importantes eventos de fusão parcial, representados por extensas faixas de anatexitos leucossomáticos. A assembleia do pico metamórfico encontrada nos metassedimentos é biotita + estaurolita + granada, estável em condições de fácies anfibolito de baixa temperatura e pressão. Os anfibolitos apresentam condições termobarométricas de formação de 5,9-7,3kb e 90 432,1-510,6°C, indicando baixo a médio grau metamórfico. Os protólitos dos xistos e paragnaisses variam entre lamito, grauvaca e, menos presente, arenito. Os anfibolitos intercalados são basaltos toleíticos metamorfisados em fácies anfibolito baixo, e sugerem duas fontes: (i) manto depletado (ii) manto metassomatisado por fluidos em ambientes de subducção. As granadas presentes nas fácies xistosas mostram alto teor de almandina, com pouca, porém presente, variação química do núcleo para as bordas, com aumento no teor de MnO, indicando uma possível diminuição de P-T em metamorfismo retrogrado. As biotitas são eastonitas e siderofilitas. As condições termobarométricas da formação dos xistos mostram valores entre 3 a 5kbar e 557 a 666°C. Zircões presentes em granada-biotita gnaisse mostram 176Hf/177Hf entre 0,281244 a 0,282346, eHf(t) negativos entre -54,0 e -8,6. As idades modelo TDM (Hf) variam de acordo com as idades U-Pb, com valores entre 986-1027Ma para os zircões criogenianos-ediacaranos, 901-2122Ma para os zircões estenianos-tonianos, e 2180-2760 para os zircões estaterianos. O embasamento consiste em um complexo tonalito-granodiorítico toniano (1100-103 900) formado em ambientes orogênicos acrescionários. A Sequência Inhapi é o registro de uma bacia pull-apart formada em ambiente intra-arco, e posteriormente invertida, durante a Orogênese Brasiliana-Pan Africana.

2020
Dissertações
1
  • LUIS HENRIQUE AGUIAR DE ARAUJO
  • ABORDAGEM INTEGRADA DE DADOS GEOLÓGICOS, DE SENSORIAMENTO REMOTO E GEOQUÍMICOS PARA A CARACTERIZAÇÃO DA FORMAÇÃO PIMENTEIRAS E OCORRÊNCIAS DE FOSFATO ASSOCIADAS: estudo de caso na região dos municípios de Pimenteiras e Bocaina (PI)

  • Orientador : MARIO FERREIRA DE LIMA FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIO FERREIRA DE LIMA FILHO
  • VIRGINIO HENRIQUE DE MIRANDA LOPES NEUMANN
  • CLEIDE REGINA MOURA DA SILVA
  • Data: 30/01/2020

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  • Estudos prospectivos sobre a existência de alvos fosfáticos na Bacia do Parnaíba datam desde 1940. Por volta da década 70, a CPRM desenvolveu intensas pesquisas no estado do Piauí em um projeto que ficou conhecido como São Miguel do Tapuio e foi responsável pela demarcação de áreas potenciais para a exploração de fosfato sedimentar. Nos últimos anos, há uma crescente demanda por fertilizantes no mercado nacional devido ao expressivo aumento do agronegócio em todo território nacional, sendo este setor um dos pilares da economia brasileira no mercado de exportação. Considerando a demanda crescente, o aumento na produção nacional de fertilizantes está diretamente ligado a descoberta de novos alvos fosfáticos e o detalhamento de alvos antigos. Por isso, nos últimos anos a CPRM vem desenvolvendo o Projeto Fosfato Brasil com o intuito de mapear por todo território nacional áreas potenciais de exploração de fosfato. Neste contexto, o presente trabalho pretende integrar dados de campo, de sensoriamento remoto, geoquimícos e mineralógicos acerca de potenciais alvos localizados na porção leste da Bacia do Parnaíba em alvos conhecidos como Pimenteira e Bocaina. Os dados de campo consistem em seções estratigráficas e descrição de afloramentos, enquanto que o sensoriamento remoto é representado pela análise por espectroscopia de reflectância. Dados geoquímicos consistem em análise por fluorescência de raios-X portátil. Difratômetria de raios-X foi a técnica mineralógica utilizada para possível comparação com dos dados obtidos na espectroscopia de reflectância. Os dados de campo mostram que as rochas fosfáticas estão associadas principalmente com unidades da Formação Pimenteira, sendo encontradas principalmente em arenitos finos, cinza-esbranquiçado e arenitos médios, vermelho-arroxeados com concreções ferruginosas. Fluorescência de raios-X portátil foi utilizada para a determinação de anomalias em amostras coletadas e triagem das amostras para análise posterior por DRX. Espectroscopia de reflectância e DRX foram as técnicas utilizadas para a definição da mineralogia das amostras coletadas durante o trabalho de campo. Estas técnicas evidenciam que há ocorrência de quatro fases fosfáticas prinicipais (fluorapataita, cloroapatita, carbonato-Hidroxiapatita e carbonato-fluorapatita) associadas com minerais ferruginosos (goetita e hematita) e filossilicatos (caolinita, ilita , esmectita, montmonrilonita).


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  • Estudos prospectivos sobre a existência de alvos fosfáticos na Bacia do Parnaíba datam desde 1940. Por volta da década 70, a CPRM desenvolveu intensas pesquisas no estado do Piauí em um projeto que ficou conhecido como São Miguel do Tapuio e foi responsável pela demarcação de áreas potenciais para a exploração de fosfato sedimentar. Nos últimos anos, há uma crescente demanda por fertilizantes no mercado nacional devido ao expressivo aumento do agronegócio em todo território nacional, sendo este setor um dos pilares da economia brasileira no mercado de exportação. Considerando a demanda crescente, o aumento na produção nacional de fertilizantes está diretamente ligado a descoberta de novos alvos fosfáticos e o detalhamento de alvos antigos. Por isso, nos últimos anos a CPRM vem desenvolvendo o Projeto Fosfato Brasil com o intuito de mapear por todo território nacional áreas potenciais de exploração de fosfato. Neste contexto, o presente trabalho pretende integrar dados de campo, de sensoriamento remoto, geoquimícos e mineralógicos acerca de potenciais alvos localizados na porção leste da Bacia do Parnaíba em alvos conhecidos como Pimenteira e Bocaina. Os dados de campo consistem em seções estratigráficas e descrição de afloramentos, enquanto que o sensoriamento remoto é representado pela análise por espectroscopia de reflectância. Dados geoquímicos consistem em análise por fluorescência de raios-X portátil. Difratômetria de raios-X foi a técnica mineralógica utilizada para possível comparação com dos dados obtidos na espectroscopia de reflectância. Os dados de campo mostram que as rochas fosfáticas estão associadas principalmente com unidades da Formação Pimenteira, sendo encontradas principalmente em arenitos finos, cinza-esbranquiçado e arenitos médios, vermelho-arroxeados com concreções ferruginosas. Fluorescência de raios-X portátil foi utilizada para a determinação de anomalias em amostras coletadas e triagem das amostras para análise posterior por DRX. Espectroscopia de reflectância e DRX foram as técnicas utilizadas para a definição da mineralogia das amostras coletadas durante o trabalho de campo. Estas técnicas evidenciam que há ocorrência de quatro fases fosfáticas prinicipais (fluorapataita, cloroapatita, carbonato-Hidroxiapatita e carbonato-fluorapatita) associadas com minerais ferruginosos (goetita e hematita) e filossilicatos (caolinita, ilita , esmectita, montmonrilonita).

Teses
1
  • SIDINEYDE SOARES DE LIMA COSTA
  • ESTUDOS AMBIENTAIS, CARACTERIZAÇÃO SEDIMENTOLÓGICA E BATIMETRIA DO TRECHO URBANO DO RIO PARNAÍBA, EM TERESINA, PIAUÍ, BRASIL

  • Orientador : VALDIR DO AMARAL VAZ MANSO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VALDIR DO AMARAL VAZ MANSO
  • VIRGINIO HENRIQUE DE MIRANDA LOPES NEUMANN
  • GEORGE SATANDER SÁ FREIRE
  • JOSE DINIZ MADRUGA FILHO
  • JOSE GUSTAVO NATORF DE ABREU
  • ROCHANA CAMPOS DE ANDRADE LIMA SANTOS
  • Data: 31/01/2020

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  • O presente estudo teve como objetivo avaliar o grau de vulnerabilidade ambiental e contaminação do Rio Parnaíba, especificamente no trecho urbano de Teresina, com base em sua história geológica, sedimentológica e descrição batimétrica. Tendo em vista que a morfologia deste rio está em constante transformação por estar submetido aos agentes modificadores internos e externos com destaque para os impactos antrópicos, utilizou-se a seguinte metodologia: levantamento e análise do material geocartográfico e bibliográfico; trabalhos de observação de campo, com coleta de material para análise sedimentológica e de informações da batimetria do canal; de vulnerabilidade ambiental; análises laboratoriais, realizando ensaios físico-químico e microbiológico da água bruta e dos esgotos e granulometria dos sedimentos. Os resultados evidenciaram o grau de vulnerabilidade provocado pelo uso da Área de Preservação Permanente - APP, constatando média vulnerabilidade nos setores Sul e Norte II, com baixo perigo estimado e baixo risco ambiental; e alta vulnerabilidade nos setores Centro e Norte I. O setor Centro foi classificado como área de médio perigo e risco, sendo o Norte I considerado uma área de baixo perigo e risco ambiental. Nos parâmetros físico-químicos da água em 2015 e 2016, verificou-se que a Demanda Bioquímica de Oxigênio e o teor de Ferro estão acima do limite aceitável. Enquanto as análises em 2018 evidenciaram que os demais parâmetros estudados se encontram com valores aceitáveis conforme a Resolução CONAMA 357/05 e que todas as amostras de água se encontravam contaminadas por Coliformes Totais e Termotolerantes. Já os efluentes que caiam diretamente no rio não provocavam danos às suas águas, segundo a Resolução CONAMA 430/11. As características de sedimentologia demonstraram a predominância da fração areia, com destaque para areia muito fina, ressaltando o quartzo como principal composição mineralógica, e minerais pesados como constituinte secundário. Na análise da batimetria verificou-se um canal com largura e profundidade diferenciada. Com o presente trabalho, pôde-se concluir que o trecho do rio estudado se configura entre médio e alta vulnerabilidade, com baixo perigo estimado a inundações, com apenas um setor do canal apresentando médio perigo. A estimativa de risco de alargamento do canal e da obstrução da passagem da água, se configura com baixo índice, sendo o setor Centro uma área de médio risco. O valor encontrado para o Índice Geral de Qualidade da Água (IQA), em 2015 e 2016, evidenciou qualidade razoável e boa. Na distribuição dos depósitos aluviais, identificou-se de quatorze (14) bancos de areia em 2017, ora móveis, ora fixos. As características sedimentares do canal do rio apresentam-se fracionada em cascalhos, areia e lama com predomínio da granulometria arenosa. As seções batimétricas destacaram o trecho mais estreito do rio no setor centro e o mais largo no final do setor Norte. A menor e a maior profundidade verificadas foram: -0,01 e -13,06 metros, respectivamente, situadas no final do setor Norte a jusante da direção do fluxo. Espera-se que este estudo possa subsidiar trabalhos educativos e de planejamento urbano ambiental, orientando políticas públicas de uso do solo urbano ao longo do Rio Parnaíba.


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  • A morfologia do rio Parnaíba é função de sua dinâmica. Quando a dinâmica se configura ativa, a morfologia é alterada. Pode-se considerar que as características sedimentológicas e geofísicas, e os aspectos ambientais do rio Parnaíba no trecho urbano de Teresina estão sob condições ambientais modificadas, sendo testemunhos da dinâmica do canal fluvial. A distinta fisionomia atual do rio no trecho urbano de Teresina-Piauí, com aproximadamente 30 quilômetros de extensão, sentido Sul-Norte, caracteriza-se como objeto de estudo. Todavia, o objetivo da pesquisa buscou contribuir para o estudo do Rio Parnaíba, com base em sua história e caracterização física, química e ambiental.  Como indispensável, resgatou-se os aspetos históricos, identificando sua importância para a sociedade piauiense; analisou-se os dados batimétricos do rio; examinou-se os dados físico-químicos e microbiológico de suas águas, e o grau de vulnerabilidade do canal. O estudo foi realizado, em quatro etapas: etapa preliminar - levantamento bibliográfico, e preparação das bases cartográficas; etapa de campo - reconhecimento, detalhamento, descrições e coleta de amostras; etapa de laboratório, análises para definições e individualizações das unidades espaciais; etapa de escritório - interpretação dos dados e confecção do texto-tese. A intrínseca característica do canal do rio tornou-se exposto a partir do resgate dos aspetos históricos evidenciando que no passado o mesmo já foi mais profundo ao ponto de navegar embarcações de médio porte e que atualmente está sedimentando sob um plano de urbanização. Buscando determinar a morfologia do fundo do canal, a análise da batimetria permitiu identificar as características morfológicas de subsuperfície, subdividida em dezesseis seções, onde verificou-se a presença de estruturas emersas e submersas, além de detectar uma redução de sua profundidade, comprovando seu assoreamento. Constatou-se ainda a variação com ganho e/ou perda de sedimentos de acordo com o fluxo de água. A menção da qualidade da água, destaca-se sob a análise dos parâmetros físico-químicos e microbiológicos lançados no canal do rio com informações relativa as quantidades dissolvidas nas águas e as condições de tolerância para o consumo. Em relação a análise ambiental, destaca-se a vulnerabilidade do rio que está vinculado aos indicadores ambientais na APP. Através da análise dos referidos parâmetros e dos dados da avaliação do grau de vulnerabilidade, percebeu-se o quão sensível está o canal do rio. Tais parâmetros estão alterando a potabilidade das águas, assim como sua margem, influenciada pelos indicadores ambientais.

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