Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • JOSÉ SIMAO DE LIMA NETO
  • HABERMAS E A EDUCAÇÃO: UMA PRÁXIS DEMOCRÁTICA E RECONSTRUTIVA DO ENSINO DE FILOSOFIA.

  • Orientador : FLAVIO HENRIQUE ALBERT BRAYNER
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FLAVIO HENRIQUE ALBERT BRAYNER
  • ALFREDO DE OLIVEIRA MORAES
  • ANDERSON DE ALENCAR MENEZES
  • Data: 02/02/2022

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  • Este trabalho intenta pensar num elo de ligação entre a racionalidade comunicativa, desenvolvida na Teoria da Ação Comunicativa (TAC), que pode ser considerada uma das grandes produções intelectuais do filósofo alemão, Jürgen Habermas, publicada em 1981 e a valorização do mundo da vida, dentro de contexto educativo, em que se encontram dois atores sociais elementares, professor e aluno. Desse modo, trabalha-se com o ideal de uma educação como interação-comunicativa, partindo da seguinte questão: “Como agir comunicativamente em face à ausência de uma relação filosófico-crítica?”. Tal indagação surge diante da dificuldade de se valorar, no sentido do respeito ao outro, o discurso. Ressaltando a argumentação de Habermas (1981) que o processo de inclusão do outro acontece por meio de uma relação comunicativa, em que a valorização do mundo da vida (Lebenswelt) se torna uma das principais práticas da liberdade, no processo de formação humana, dentro deste aparato teórico, aposta-se na Teoria da Ação comunicativa, que, corroborando com o Ensino de Filosofia, pode cumprir uma das suas maiores funções, incluir o outro. O trabalho está divido em três partes: em um primeiro momento, é realizado um percurso que corresponde a um traçado histórico-conceitual, partindo da criação do Instituto de Pesquisa Social, em Frankfurt, Alemanha, passando por suas diversas articulações conceituais e concepções de sociedade até a guinada linguístico-pragmática, ponto crucial na caminhada filosófica de Habermas, pois significa a superação crítica da filosofia da consciência, e consolidando a ideia de pensamento pósmetafisico. Em um segundo momento, são expostas as diferentes raízes da racionalidade, apresentando o conceito amplo da razão, conceito capaz de dar conta da compreensão das realidades sempre mais complexas das sociedades contemporâneas, em que nos debruçamos sobre a problemática em torno do mundo da vida e do mundo sistêmico, instrumentalizado, dentro de uma perceptiva de “reabilitação” do “lebenswelt” (mundo da vida). Enfim, é apresentado como o agir comunicativo pode colaborar com a sustentação de uma educação centrada na valorização dos diferentes contextos intersubjetivos, fomentado práticas de liberdade dialógica, assim, considerando o contexto educativo como um ambiente de humanização de seus atores.


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  • Este trabalho intenta pensar num elo de ligação entre a racionalidade comunicativa, desenvolvida na Teoria da Ação Comunicativa (TAC), que pode ser considerada uma das grandes produções intelectuais do filósofo alemão, Jürgen Habermas, publicada em 1981 e a valorização do mundo da vida, dentro de contexto educativo, em que se encontram dois atores sociais elementares, professor e aluno. Desse modo, trabalha-se com o ideal de uma educação como interação-comunicativa, partindo da seguinte questão: “Como agir comunicativamente em face à ausência de uma relação filosófico-crítica?”. Tal indagação surge diante da dificuldade de se valorar, no sentido do respeito ao outro, o discurso. Ressaltando a argumentação de Habermas (1981) que o processo de inclusão do outro acontece por meio de uma relação comunicativa, em que a valorização do mundo da vida (Lebenswelt) se torna uma das principais práticas da liberdade, no processo de formação humana, dentro deste aparato teórico, aposta-se na Teoria da Ação comunicativa, que, corroborando com o Ensino de Filosofia, pode cumprir uma das suas maiores funções, incluir o outro. O trabalho está divido em três partes: em um primeiro momento, é realizado um percurso que corresponde a um traçado histórico-conceitual, partindo da criação do Instituto de Pesquisa Social, em Frankfurt, Alemanha, passando por suas diversas articulações conceituais e concepções de sociedade até a guinada linguístico-pragmática, ponto crucial na caminhada filosófica de Habermas, pois significa a superação crítica da filosofia da consciência, e consolidando a ideia de pensamento pósmetafisico. Em um segundo momento, são expostas as diferentes raízes da racionalidade, apresentando o conceito amplo da razão, conceito capaz de dar conta da compreensão das realidades sempre mais complexas das sociedades contemporâneas, em que nos debruçamos sobre a problemática em torno do mundo da vida e do mundo sistêmico, instrumentalizado, dentro de uma perceptiva de “reabilitação” do “lebenswelt” (mundo da vida). Enfim, é apresentado como o agir comunicativo pode colaborar com a sustentação de uma educação centrada na valorização dos diferentes contextos intersubjetivos, fomentado práticas de liberdade dialógica, assim, considerando o contexto educativo como um ambiente de humanização de seus atores.

2
  • ELVIS CAIO DE MACEDO LIRA
  • Interdisciplinaridade do Ensino Filosofia: a experiência do Colégio Marista São Luís - Recife/PE

  • Orientador : JUNOT CORNELIO MATOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ERMANO RODRIGUES DO NASCIMENTO
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • SERGIO RICARDO VIEIRA RAMOS
  • Data: 30/05/2022

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  • O desafio de tornar a disciplina de filosofia um lugar de aprendizado para a vida, significativo faz com que pensemos e repensemos nossa prática de docente. Neste trabalho nos propomos a refletir sobre uma proposta para que isso aconteça: usar da interdisciplinaridade, tema abordado na primeira parte desse trabalho, tomando como referencial teórico Hilton Japiassú e Ivani Fazenda. Na segunda parte desta dissertação, se abordará o ensino de filosofia e como fazê-lo de maneira interdisciplinar pode ajudar o estudante a ter maior interesse na vontade de fazer e aprender filosofia. Por fim, na parte final do trabalho, apresentar a proposta de educação Marista do Brasil, fundamentada em documentos oficiais da instituição, em consonância com a experiencia vivida na unidade de Recife – Colégio Marista São Luís –, relatando a experiência de práticas interdisciplinares pessoais e institucionais para se fazer o ensino de filosofia. 


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  • O desafio de tornar a disciplina de filosofia um lugar de aprendizado para a vida, significativo faz com que pensemos e repensemos nossa prática de docente. Neste trabalho nos propomos a refletir sobre uma proposta para que isso aconteça: usar da interdisciplinaridade, tema abordado na primeira parte desse trabalho, tomando como referencial teórico Hilton Japiassú e Ivani Fazenda. Na segunda parte desta dissertação, se abordará o ensino de filosofia e como fazê-lo de maneira interdisciplinar pode ajudar o estudante a ter maior interesse na vontade de fazer e aprender filosofia. Por fim, na parte final do trabalho, apresentar a proposta de educação Marista do Brasil, fundamentada em documentos oficiais da instituição, em consonância com a experiencia vivida na unidade de Recife – Colégio Marista São Luís –, relatando a experiência de práticas interdisciplinares pessoais e institucionais para se fazer o ensino de filosofia. 

3
  • DANÚBIO JOSÉ MONTEIRO DOS SANTOS
  • GAMIFICAÇÃO NO ENSINO DA FILOSOFIA: o jogo de RPG
    eletrônico como ferramenta para o ensino da Filosofia

  • Orientador : SERGIO RICARDO VIEIRA RAMOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • MARCOS ALEXANDRE DE MELO BARROS
  • SERGIO RICARDO VIEIRA RAMOS
  • Data: 15/06/2022

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  • Esta pesquisa faz parte da linha de pesquisa Ensino de filosofia, do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O presente trabalho baseia-se na obra “Homo Ludens” do historiador e filósofo holandês Johan Huizinga, assim como na sua concepção do jogo como uma atividade formadora do ser humano em suas diversas dimensões, entre elas, a dimensão lúdica fundamental para o processo de ensino e aprendizagem , conceito que demonstra a presença do jogo na cultura humana. É neste ponto que idealizamos e desenvolvemos um jogo que busca a aliança entre linguagem filosófica, tecnologia, internet e aprendizado em benefício do ensino da Filosofia em vistas a contribuir para a democratização, dinamização, modernização e informatização. O diálogo com a história (literal) de cada filósofo, bem como os termos e temas usados (aporia, apeíron, arché, mésotês,
    eudaimonia, logos, aretê, átomo etc.) promovem uma rica ligação entre o jogo, o jogador e o conhecimento propedêutico de conceitos que fazem parte do universo do vocabulário filosófico. Dessa forma, emergiu o projeto As aventuras
    de Áris: os sábios da natureza, projeto com objetivo de dar uma contribuição ao ensino de filosofia através da inserção do mundo digital em sala de aula, que aparece, nos últimos anos, como preocupação de professores e pesquisadores da área do ensino de filosofia. Neste sentido, o projeto consiste em um jogo de ação e aventura (Adventure/Câmera de rolagem) com elementos de RPG que colocam o jogador em uma série de missões e atividades, através de uma realidade paralela com o intuito de descobrir e resgatar alguns filósofos da natureza (Pré-Socráticos) e impedir que um vilão destrua o conhecimento e escravize a humanidade. No enredo, transformamos Platão, Aristóteles e Hipátia em heróis que precisam solucionar mistérios e resgatar os sábios filósofos da natureza. Também utilizamos aplicação de questionários em turmas de ensino médio para testar e analisar a potencialidade do projeto como ferramenta pedagógica em sala de aula; seu aproveitamento dos alunos do Colégio de Aplicação e, com isso, produzir material apontando possíveis aquisições de conteúdo filosófico por parte dos alunos a partir do contato com o jogo. O mestrado profissional de filosofia na UFPE tem proporcionado a possibilidade de uma formação continuada e pensar filosoficamente sobre questões acerca do espaço da escola que ainda conserva moldes tradicionais e apresenta resistências à chegada do novo e desta nova geração Z, imersa ao mundo digital e à cultura virtual. Em síntese, esta pesquisa pretende ser uma contribuição para as discussões filosóficas acerca do ensino e aprendizagem de filosofia e uso de TICs no ensino médio e uma inspiração para professores e futuros professores.


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  • Esta pesquisa faz parte da linha de pesquisa Ensino de filosofia, do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O presente trabalho baseia-se na obra “Homo Ludens” do historiador e filósofo holandês Johan Huizinga, assim como na sua concepção do jogo como uma atividade formadora do ser humano em suas diversas dimensões, entre elas, a dimensão lúdica fundamental para o processo de ensino e aprendizagem , conceito que demonstra a presença do jogo na cultura humana. É neste ponto que idealizamos e desenvolvemos um jogo que busca a aliança entre linguagem filosófica, tecnologia, internet e aprendizado em benefício do ensino da Filosofia em vistas a contribuir para a democratização, dinamização, modernização e informatização. O diálogo com a história (literal) de cada filósofo, bem como os termos e temas usados (aporia, apeíron, arché, mésotês,
    eudaimonia, logos, aretê, átomo etc.) promovem uma rica ligação entre o jogo, o jogador e o conhecimento propedêutico de conceitos que fazem parte do universo do vocabulário filosófico. Dessa forma, emergiu o projeto As aventuras
    de Áris: os sábios da natureza, projeto com objetivo de dar uma contribuição ao ensino de filosofia através da inserção do mundo digital em sala de aula, que aparece, nos últimos anos, como preocupação de professores e pesquisadores da área do ensino de filosofia. Neste sentido, o projeto consiste em um jogo de ação e aventura (Adventure/Câmera de rolagem) com elementos de RPG que colocam o jogador em uma série de missões e atividades, através de uma realidade paralela com o intuito de descobrir e resgatar alguns filósofos da natureza (Pré-Socráticos) e impedir que um vilão destrua o conhecimento e escravize a humanidade. No enredo, transformamos Platão, Aristóteles e Hipátia em heróis que precisam solucionar mistérios e resgatar os sábios filósofos da natureza. Também utilizamos aplicação de questionários em turmas de ensino médio para testar e analisar a potencialidade do projeto como ferramenta pedagógica em sala de aula; seu aproveitamento dos alunos do Colégio de Aplicação e, com isso, produzir material apontando possíveis aquisições de conteúdo filosófico por parte dos alunos a partir do contato com o jogo. O mestrado profissional de filosofia na UFPE tem proporcionado a possibilidade de uma formação continuada e pensar filosoficamente sobre questões acerca do espaço da escola que ainda conserva moldes tradicionais e apresenta resistências à chegada do novo e desta nova geração Z, imersa ao mundo digital e à cultura virtual. Em síntese, esta pesquisa pretende ser uma contribuição para as discussões filosóficas acerca do ensino e aprendizagem de filosofia e uso de TICs no ensino médio e uma inspiração para professores e futuros professores.

4
  • LUCAS ANDRÉ ALVES COSTA
  • FILOSOFIA NA CONTRAMÃO: Ensino de filosofia à luz das conferências sobre educação de Friedrich Nietzsche.

  • Orientador : FLAVIO HENRIQUE ALBERT BRAYNER
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE GUSTAVO FERREIRA DA SILVA
  • CELIA MARIA RODRIGUES DA COSTA PEREIRA
  • FLAVIO HENRIQUE ALBERT BRAYNER
  • Data: 21/06/2022

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  • A presente pesquisa objetiva descrever e analisar a postura filosófica de Friedrich Nietzsche acerca da educação no tocante ao seu empenho crítico e tratamento conferido ao sistema educacional alemão, intentando com isso, demonstrar as eventuais ressonâncias desta crítica ao modelo educacional da nossa escola base. Dessa perspectiva, lançamos as justificativas nietzscheana a uma crítica à filosofia platônica do qual a modernidade é diretamente herdeira e consequentemente apontamos o real motivo de uma educação que tem na base de sua ação uma supervalorização ao modelo racionalista apresentado pelo discípulo de Sócrates. Por meio dessa constatação, denotamos os motivos de uma prática pedagógica que tem na experiência estética (contato com arte) mais uma possibilidade de abertura para o filosofar, assim sendo, a fundamentação filosófica apresentada por Nietzsche em suas conferências sobre educação tornam-se o modelo pedagógico a ser seguido, pois, elucida uma compreensão sobre educação, filosofia e arte, ao passo também, que centra o homem como protagonista da própria existência. Portanto, adentraremos na análise da afirmação nietzscheana de uma educação assentada na filosofia e na arte como um ideal pedagógico.


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  • A presente pesquisa objetiva descrever e analisar a postura filosófica de Friedrich Nietzsche acerca da educação no tocante ao seu empenho crítico e tratamento conferido ao sistema educacional alemão, intentando com isso, demonstrar as eventuais ressonâncias desta crítica ao modelo educacional da nossa escola base. Dessa perspectiva, lançamos as justificativas nietzscheana a uma crítica à filosofia platônica do qual a modernidade é diretamente herdeira e consequentemente apontamos o real motivo de uma educação que tem na base de sua ação uma supervalorização ao modelo racionalista apresentado pelo discípulo de Sócrates. Por meio dessa constatação, denotamos os motivos de uma prática pedagógica que tem na experiência estética (contato com arte) mais uma possibilidade de abertura para o filosofar, assim sendo, a fundamentação filosófica apresentada por Nietzsche em suas conferências sobre educação tornam-se o modelo pedagógico a ser seguido, pois, elucida uma compreensão sobre educação, filosofia e arte, ao passo também, que centra o homem como protagonista da própria existência. Portanto, adentraremos na análise da afirmação nietzscheana de uma educação assentada na filosofia e na arte como um ideal pedagógico.

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  • CATARINA ANDREA DA SILVA QUIRINO
  • A CONTRIBUIÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO FILOSÓFICA PARA A FORMAÇÃO DE UMA CONSCIÊNCIA MORAL AUTÔNOMA À LUZ DO ESCLARECIMENTO EM IMMANUEL KANT.

  • Orientador : ALFREDO DE OLIVEIRA MORAES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALFREDO DE OLIVEIRA MORAES
  • ANDRE GUSTAVO FERREIRA DA SILVA
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • Data: 22/06/2022

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  • O presente trabalho, busca, a partir de vivências em sala de aula, trazer à baila a reflexão acerca da saída da menoridade, afastando-se de toda a conduta baseada na regra do senso comum, desenvolvendo atitudes reflexivas que levarão o discente à atitudes filosóficas, despidas de preconceitos, costumes sociais, influências do meio onde se vive. As reflexões aqui propostas a partir dos textos de Immanuel Kant, notadamente, na obra “O esclarecimento” representam um convite à emancipação através do conhecimento, no intuito de tornar pacífica ou menos belicosa a convivência em sala de aula, possibilitando o aprendizado com todo o respeito à diversidade social, de crenças e de pensamento. Busca-se confrontar as ideias iluministas da obra de Kant com as condutas realizadas em sala de aula, no que tange ao trato dos alunos uns com os outros. Salientando ainda que o ser filosófico, busca sair da menoridade, considerada como o agir conforme a intervenção de regras externas e interferências de terceiros, para alcançar a maioridade, configurada no agir de acordo com o próprio entendimento. Mostra que o papel do Professor em sala de aula é desenvolver um ambiente de forma a tornar possível os debates sobre a autonomia, razão e alteridade, com o respeito às liberdades e promovendo o bem comum. O ato de refletir sobre o comportamento em sociedade, sobretudo em sala de aula com os demais colegas, partindo do ponto de vista da emancipação, através do uso da racio (razão), reflete na forma de pensar e agir dos estudantes, em como iriam se sentir acaso estivesse no lugar do outro, para a partir daí, traçar seus próprios comportamentos universais, traduzidos no sentimento do que é ou o que seria melhor para todos.


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  • O presente trabalho, busca, a partir de vivências em sala de aula, trazer à baila a reflexão acerca da saída da menoridade, afastando-se de toda a conduta baseada na regra do senso comum, desenvolvendo atitudes reflexivas que levarão o discente à atitudes filosóficas, despidas de preconceitos, costumes sociais, influências do meio onde se vive. As reflexões aqui propostas a partir dos textos de Immanuel Kant, notadamente, na obra “O esclarecimento” representam um convite à emancipação através do conhecimento, no intuito de tornar pacífica ou menos belicosa a convivência em sala de aula, possibilitando o aprendizado com todo o respeito à diversidade social, de crenças e de pensamento. Busca-se confrontar as ideias iluministas da obra de Kant com as condutas realizadas em sala de aula, no que tange ao trato dos alunos uns com os outros. Salientando ainda que o ser filosófico, busca sair da menoridade, considerada como o agir conforme a intervenção de regras externas e interferências de terceiros, para alcançar a maioridade, configurada no agir de acordo com o próprio entendimento. Mostra que o papel do Professor em sala de aula é desenvolver um ambiente de forma a tornar possível os debates sobre a autonomia, razão e alteridade, com o respeito às liberdades e promovendo o bem comum. O ato de refletir sobre o comportamento em sociedade, sobretudo em sala de aula com os demais colegas, partindo do ponto de vista da emancipação, através do uso da racio (razão), reflete na forma de pensar e agir dos estudantes, em como iriam se sentir acaso estivesse no lugar do outro, para a partir daí, traçar seus próprios comportamentos universais, traduzidos no sentimento do que é ou o que seria melhor para todos.

6
  • EDILANIA ROCHA OLIVEIRA
  • HISTÓRIAS DE VIDA COMO MEDIAÇÃO PARA O FILOSOFAR

  • Orientador : JUNOT CORNELIO MATOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • MARIA JOSE DE MATOS LUNA
  • SERGIO RICARDO VIEIRA RAMOS
  • Data: 22/06/2022

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  • Este trabalho apresenta uma pesquisa sobre Histórias de Vida como mediação para o filosofar. Na sequência, a introdução apresenta os capítulos e o que cada um deles aborda. Os objetivos pretendidos inicialmente com o projeto de intervenção foram parcialmente alcançados, visto que eles se baseavam na interação das narrativas pretendidas com os estudantes. A metodologia utilizada direciona um diálogo pouco convencional, oportunizando a fala e o silêncio mediante a temática pretendida nos momentos vivenciais e o resultado de todo esse processo foi proveitoso, pois a experiência vivenciada pelos sujeitos que passaram por este processo, oportunizou uma reflexão acerca deles e do mundo da vida. Isto posto, é fundamental o entendimento do que pode ser as histórias de vida na vida do sujeito e as experiências que esse sujeito adquire e perpassam por ele, tocando-o de forma que seja algo que ele experimenta, que prova, que o toca, que o atravessa, compreendendo a vida e o mundo, percebendo que “as experiências que vivemos acontecem nos mundos históricos e sociais aos quais pertencemos e trazem, portanto, a marca das épocas, dos meios, dos ambientes nos quais nós as vivemos, (Momberger, 2016 p. 137)”. Podemos considerar que o sujeito vive suas experiências nos mais diversos tempos e espaços, escrevendo sua história a partir das vivencias e experiências, podendo ser elas individuais ou coletivas, singulares ou plurais, havendo a possibilidade do sujeito perceber ele como ser da experiência. A experiência vivenciada e as histórias de vida narradas mediarão a trajetória que será trilhada por todos que farão parte dos momentos de vivência, pensando na experiência como algo “que se dá na relação entre conhecimento e vida humana (Larrosa, 2018)”. Este trabalho terá como objetivos o pensar a vida como experiência e possibilitar que através das Histórias de Vida compartilhadas, possa haver a mediação do filosofar nas salas de aula do ensino médio. O embasamento o aporte teórico das leituras de Larrosa (2018), e sua percepção sobre experiência, sendo o sujeito passional, receptivo, aberto, exposto, ao que possa o tocar. A partir da experiência incrustada nas histórias de vida, foi permissível, como docente, perceber o dia a dia em sala de aula e a construção diária de cada sujeito que faz parte do chão da escola, construtor de história e de experiência. A proposta interventiva aconteceu através de uma pesquisa exploratória do pilar das vivências e experiências que os estudantes traziam em si, e que cada experiência vivenciada transforma o sujeito a cada segundo, pois ao passar pela experiência ele não será mais o mesmo sujeito, e com o cuidado de que, só o próprio sujeito pode retratar sua experiência. O resultado obtido demonstra que se faz necessário destacar a importância do filosofar no patamar educativo, sendo oportunizado a fala, ou mesmo o silêncio, dos estudantes que fazem parte da escola e do processo educacional.

     


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  • Este trabalho apresenta uma pesquisa sobre Histórias de Vida como mediação para o filosofar. Na sequência, a introdução apresenta os capítulos e o que cada um deles aborda. Os objetivos pretendidos inicialmente com o projeto de intervenção foram parcialmente alcançados, visto que eles se baseavam na interação das narrativas pretendidas com os estudantes. A metodologia utilizada direciona um diálogo pouco convencional, oportunizando a fala e o silêncio mediante a temática pretendida nos momentos vivenciais e o resultado de todo esse processo foi proveitoso, pois a experiência vivenciada pelos sujeitos que passaram por este processo, oportunizou uma reflexão acerca deles e do mundo da vida. Isto posto, é fundamental o entendimento do que pode ser as histórias de vida na vida do sujeito e as experiências que esse sujeito adquire e perpassam por ele, tocando-o de forma que seja algo que ele experimenta, que prova, que o toca, que o atravessa, compreendendo a vida e o mundo, percebendo que “as experiências que vivemos acontecem nos mundos históricos e sociais aos quais pertencemos e trazem, portanto, a marca das épocas, dos meios, dos ambientes nos quais nós as vivemos, (Momberger, 2016 p. 137)”. Podemos considerar que o sujeito vive suas experiências nos mais diversos tempos e espaços, escrevendo sua história a partir das vivencias e experiências, podendo ser elas individuais ou coletivas, singulares ou plurais, havendo a possibilidade do sujeito perceber ele como ser da experiência. A experiência vivenciada e as histórias de vida narradas mediarão a trajetória que será trilhada por todos que farão parte dos momentos de vivência, pensando na experiência como algo “que se dá na relação entre conhecimento e vida humana (Larrosa, 2018)”. Este trabalho terá como objetivos o pensar a vida como experiência e possibilitar que através das Histórias de Vida compartilhadas, possa haver a mediação do filosofar nas salas de aula do ensino médio. O embasamento o aporte teórico das leituras de Larrosa (2018), e sua percepção sobre experiência, sendo o sujeito passional, receptivo, aberto, exposto, ao que possa o tocar. A partir da experiência incrustada nas histórias de vida, foi permissível, como docente, perceber o dia a dia em sala de aula e a construção diária de cada sujeito que faz parte do chão da escola, construtor de história e de experiência. A proposta interventiva aconteceu através de uma pesquisa exploratória do pilar das vivências e experiências que os estudantes traziam em si, e que cada experiência vivenciada transforma o sujeito a cada segundo, pois ao passar pela experiência ele não será mais o mesmo sujeito, e com o cuidado de que, só o próprio sujeito pode retratar sua experiência. O resultado obtido demonstra que se faz necessário destacar a importância do filosofar no patamar educativo, sendo oportunizado a fala, ou mesmo o silêncio, dos estudantes que fazem parte da escola e do processo educacional.

     

7
  • GINALDO ALVES PEREIRA
  • A RACIONALIDADE COMUNICATIVA HABERMASIANA NO ENSINO MÉDIO: o mundo da vida entre experiências e racionalizações.

  • Orientador : ANDERSON DE ALENCAR MENEZES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDERSON DE ALENCAR MENEZES
  • JORGE LUIZ GONZAGA VIEIRA
  • JOSE VICENTE MEDEIROS DA SILVA
  • Data: 22/06/2022

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  • Pensar uma pedagogia da racionalidade comunicativa de Habermas tem como objetivo a abertura de espaço para a efetivação de mudanças na prática educacional, questão essa já evocada por grades tendências pedagógicas dos últimos tempos. No entanto, a realidade educacional, embora tenha superado alguns obstáculos tradicionalistas, ainda é carente de uma vertente que consiga acompanhar as constantes mudanças da sociedade em sua prática educativa. A realidade atual vive de novidades e transformações constantes de cultura pelo avanço da tecnologia e tendências de mercado. O ensino escolar, nessa conjuntura, só consegue reproduzir as necessidades básicas de sobrevivência dentro do sistema. Então, a escola se torna impossibilitada de pensar a sua função e papel social nesse contexto. Isso se deve ao fato de ser pautada por pedagogias que buscam desenvolver, singularmente,um determinado resultado na superação de problemáticas.Assim, suscita-se a necessidade de uma pedagogia que consiga salvaguardar a pluralidade de ideias formativas, mantendo a racionalidade de suas teorias e chegando a uma unidade de atuação na realização da escola. O ensino de filosofia é o ponto central dessa pesquisa que, além de oferecer contributos nessa dimensão já apontada acima, mostra caminhos para trabalhar a criticidade dos alunos, fomentando a importância de atitudes esclarecedoras no agir social, criando novos espaços de comunicação e entendimento humano no mundo vivido. A racionalização do espaço escolar, e consequentemente do mundo da vida, é uma questão fundamental na pedagogia da ação comunicativa, que possibilita superar a colonização desses espaços de vivência dos indivíduos. Destarte, as situações de conflitos só podem ser resolvidas por meio de uma nova forma de pensar, superando a razão instrumentalizada da ciência atual. O conhecimento é dialógico e intersubjetivo. Nesse sentido, o reconhecimento do diálogo e da importância do outro torna-se essencial para qualquer organização social, assim como a produção do conhecimento. A educação precisa formar indivíduos mais sensíveis ao outro e também à realidade. Por essa razão, a promoção de um crescimento cultural centrado no contanto e estudos das produções das artes são caminhos fundamentais para recuperar essa qualidade, que enriquece o aparato de humanização e desenvolvimento da racionalidade em sua integralidade.


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  • Pensar uma pedagogia da racionalidade comunicativa de Habermas tem como objetivo a abertura de espaço para a efetivação de mudanças na prática educacional, questão essa já evocada por grades tendências pedagógicas dos últimos tempos. No entanto, a realidade educacional, embora tenha superado alguns obstáculos tradicionalistas, ainda é carente de uma vertente que consiga acompanhar as constantes mudanças da sociedade em sua prática educativa. A realidade atual vive de novidades e transformações constantes de cultura pelo avanço da tecnologia e tendências de mercado. O ensino escolar, nessa conjuntura, só consegue reproduzir as necessidades básicas de sobrevivência dentro do sistema. Então, a escola se torna impossibilitada de pensar a sua função e papel social nesse contexto. Isso se deve ao fato de ser pautada por pedagogias que buscam desenvolver, singularmente,um determinado resultado na superação de problemáticas.Assim, suscita-se a necessidade de uma pedagogia que consiga salvaguardar a pluralidade de ideias formativas, mantendo a racionalidade de suas teorias e chegando a uma unidade de atuação na realização da escola. O ensino de filosofia é o ponto central dessa pesquisa que, além de oferecer contributos nessa dimensão já apontada acima, mostra caminhos para trabalhar a criticidade dos alunos, fomentando a importância de atitudes esclarecedoras no agir social, criando novos espaços de comunicação e entendimento humano no mundo vivido. A racionalização do espaço escolar, e consequentemente do mundo da vida, é uma questão fundamental na pedagogia da ação comunicativa, que possibilita superar a colonização desses espaços de vivência dos indivíduos. Destarte, as situações de conflitos só podem ser resolvidas por meio de uma nova forma de pensar, superando a razão instrumentalizada da ciência atual. O conhecimento é dialógico e intersubjetivo. Nesse sentido, o reconhecimento do diálogo e da importância do outro torna-se essencial para qualquer organização social, assim como a produção do conhecimento. A educação precisa formar indivíduos mais sensíveis ao outro e também à realidade. Por essa razão, a promoção de um crescimento cultural centrado no contanto e estudos das produções das artes são caminhos fundamentais para recuperar essa qualidade, que enriquece o aparato de humanização e desenvolvimento da racionalidade em sua integralidade.

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  • LUIZ RENATO DA SILVA ARBUES
  • “O DESALENTO DE ALUNOS CRISTÃOS NUMA SOCIEDADE PÓS-MODERNA: A superação do desespero como possibilidade de construção de uma existência singular. Uma análise à luz do pensamento de Søren Kierkegaard na obra "O Desespero Humano"” 

  • Orientador : CELIA MARIA RODRIGUES DA COSTA PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CELIA MARIA RODRIGUES DA COSTA PEREIRA
  • JOSE TADEU BATISTA DE SOUZA
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • Data: 23/06/2022

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  • Esta pesquisa pretende refletir sobre o desespero existencial vivenciado por alunos cristãos no espaço de uma escola pública, em que a pluralidade dos sistemas de significação e representação cultural constitui para eles fonte de contradição entre o que devem ser e fazer e o que, efetivamente, são e fazem. A análise será conduzida pelo pensamento de Søren Kierkegaard, na obra “O Desespero Humano”, sem abrir mão da consulta a outras obras de sua autoria ou de autores que lancem luz ao tema. A opção por essa obra justifica-se porque nela, conquanto o filósofo apresente o desespero como categoria que indica algum “desequilíbrio na síntese, que é o homem”, a possibilidade de construção de uma existência singular, para Kierkegaard, necessariamente começa com o entendimento do papel tanto do desespero quanto da angústia na jornada existencial de cada de um. Por essa razão, a intervenção, além de apresentar aos alunos a filosofia de Kierkegaard, também promoverá oportunidade para que eles relacionem o pensamento do filósofo dinamarquês com suas convicções, revelando, assim, as ideias e os sentimentos reprimidos dos envolvidos, a fim de entender como eles se sentem em relação aos dilemas vivenciados em sua tentativa de assumirem o cristianismo em uma sociedade pós-moderna. Por fim, será proposta a criação de um espaço frequente de fala e compartilhamento de experiências, voltado para todos os atores do espaço escolar


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  • Esta pesquisa pretende refletir sobre o desespero existencial vivenciado por alunos cristãos no espaço de uma escola pública, em que a pluralidade dos sistemas de significação e representação cultural constitui para eles fonte de contradição entre o que devem ser e fazer e o que, efetivamente, são e fazem. A análise será conduzida pelo pensamento de Søren Kierkegaard, na obra “O Desespero Humano”, sem abrir mão da consulta a outras obras de sua autoria ou de autores que lancem luz ao tema. A opção por essa obra justifica-se porque nela, conquanto o filósofo apresente o desespero como categoria que indica algum “desequilíbrio na síntese, que é o homem”, a possibilidade de construção de uma existência singular, para Kierkegaard, necessariamente começa com o entendimento do papel tanto do desespero quanto da angústia na jornada existencial de cada de um. Por essa razão, a intervenção, além de apresentar aos alunos a filosofia de Kierkegaard, também promoverá oportunidade para que eles relacionem o pensamento do filósofo dinamarquês com suas convicções, revelando, assim, as ideias e os sentimentos reprimidos dos envolvidos, a fim de entender como eles se sentem em relação aos dilemas vivenciados em sua tentativa de assumirem o cristianismo em uma sociedade pós-moderna. Por fim, será proposta a criação de um espaço frequente de fala e compartilhamento de experiências, voltado para todos os atores do espaço escolar

9
  • PAULIANA ALVES DE SOUZA
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    ENSINO DE FILOSOFIA PARA SURDOS.

  • Orientador : CELIA MARIA RODRIGUES DA COSTA PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CELIA MARIA RODRIGUES DA COSTA PEREIRA
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • JURANDIR FERREIRA DIAS JUNIOR
  • Data: 23/06/2022

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  • O ensino de Filosofia vem suscitando diversas discussões à cerca de como a disciplina deve ser ministrada, que técnicas e metodologias podem ser aplicadas no contexto da sala de aula. Essas discussões se ampliam e acabam sendo direcionadas para diversos campos e concepções. Discute-se sobre ensinar a filosofar e o ensino da Filosofia, pensa-se no público que se deve atingir com essas concepções, principalmente no Ensino Médio, primeiro contato da maioria dos alunos com a disciplina. Além dessas discussões existem as propostas curriculares, que, apesar do termo “proposta” apresentam-se como realidades a serem seguidas e levemente modificadas quando da necessidade particular de cada escola, e no caso de Pernambuco da modalidade de ensino.


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  • O ensino de Filosofia vem suscitando diversas discussões à cerca de como a disciplina deve ser ministrada, que técnicas e metodologias podem ser aplicadas no contexto da sala de aula. Essas discussões se ampliam e acabam sendo direcionadas para diversos campos e concepções. Discute-se sobre ensinar a filosofar e o ensino da Filosofia, pensa-se no público que se deve atingir com essas concepções, principalmente no Ensino Médio, primeiro contato da maioria dos alunos com a disciplina. Além dessas discussões existem as propostas curriculares, que, apesar do termo “proposta” apresentam-se como realidades a serem seguidas e levemente modificadas quando da necessidade particular de cada escola, e no caso de Pernambuco da modalidade de ensino.

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  • GLEYSON BERNARDES DE SOUZA
  • UMA METODOLOGIA EDUCACIONAL ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO NATURAL (A LIBERDADE E O CORAÇÃO): uma análise interventiva do “Projeto para a educação do senhor de Sainte-Marie” de Rousseau

  • Orientador : JUNOT CORNELIO MATOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE GUSTAVO FERREIRA DA SILVA
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • SERGIO RICARDO VIEIRA RAMOS
  • Data: 25/06/2022

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  • Este estudo pretende traçar uma metodologia educacional com base na educação natural, a liberdade e o coração, através de uma análise interventiva do ―Projeto para a educação do senhor de Sainte-Marie‖, obra de Rousseau - não abrindo mão do auxílio de outras obras de sua autoria ou de autores que contribuam com o tema. Dentro dos livros analisados encontraremos a filosofia natural de Rousseau e demarcaremos a metodologia educacional rousseauniana constante no Projeto para a educação do senhor de Sainte-Marie, compreendendo no que consiste o estado natural do homem e a educação do coração. Identificando e descrevendo relações entre o sistema filosófico de Rousseau e uma prática educativa efetiva, pelas bases dadas no Projeto. Por fim, elucidando e propondo, primordialmente, através dos conceitos e reflexões de Rousseau, uma estrutura educativa natural, teórico-prática, aplicável. Aplicando, em sala de aula, a metodologia educacional resultante da pesquisa e avaliando os resultados através do Estudo de Caso - metodologia científica de pesquisa considerada como análise qualitativa, a qual favorece as inovações das pesquisas, pois não se baseia em pressupostos estritamente históricos ou preestabelecidos, mas na possibilidade de análise dos resultados de uma investigação por seus critérios internos. 


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  • Este estudo pretende traçar uma metodologia educacional com base na educação natural, a liberdade e o coração, através de uma análise interventiva do ―Projeto para a educação do senhor de Sainte-Marie‖, obra de Rousseau - não abrindo mão do auxílio de outras obras de sua autoria ou de autores que contribuam com o tema. Dentro dos livros analisados encontraremos a filosofia natural de Rousseau e demarcaremos a metodologia educacional rousseauniana constante no Projeto para a educação do senhor de Sainte-Marie, compreendendo no que consiste o estado natural do homem e a educação do coração. Identificando e descrevendo relações entre o sistema filosófico de Rousseau e uma prática educativa efetiva, pelas bases dadas no Projeto. Por fim, elucidando e propondo, primordialmente, através dos conceitos e reflexões de Rousseau, uma estrutura educativa natural, teórico-prática, aplicável. Aplicando, em sala de aula, a metodologia educacional resultante da pesquisa e avaliando os resultados através do Estudo de Caso - metodologia científica de pesquisa considerada como análise qualitativa, a qual favorece as inovações das pesquisas, pois não se baseia em pressupostos estritamente históricos ou preestabelecidos, mas na possibilidade de análise dos resultados de uma investigação por seus critérios internos. 

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  • ELANIO LISBOA DA SILVA
  •  

     

    A DIMENSÃO POLÍTICA DO ENSINO DE FILOSOFIA COMO PRÁXIS
    LIBERTADORA NUM PANORAMA DUSSELIANO

  • Orientador : SERGIO RICARDO VIEIRA RAMOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE TADEU BATISTA DE SOUZA
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • SERGIO RICARDO VIEIRA RAMOS
  • Data: 25/06/2022

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  • Este trabalho nasceu inicialmente como resultado das inquietações oriundas do espaço da sala de aula, e, posteriormente percebendo a amplitude do mesmo nos demais espaços da sociedade na conjuntura do mundo enquanto lugar de múltiplos acontecimentos. Sendo alguns destes resultados de práticas desumanas configuradas nas injustiças, desigualdades, explorações e opressões. Com isso, desconfigurando absurdamente o sentido da essência do que se compreende por ser humano. Visando um re/pensar em detrimento da realidade a qual nos é apresentada como normal o que para mim e outros certamente não é. Sentimos ser necessário discutir sobre esse contexto social estruturado desde muito na dinâmica de iguais dominarem outros, tornando-os diferentes como estranhos e indesejáveis. Surgindo assim, os lugares depósitos dos renegados, convicto que tal realidade é alimentada também pela negligência e omissão de conscientização política por parte de alguns segmentos, ou conjunturas da sociedade, dentre essas nota-se a educação em seu papel de possibilitar aos sujeitos humanos acesso ao entendimento sobre seus direitos enquanto cidadão. Pois, não existe cidadania onde soberanamente a exploração, a opressão e as injustiças forem incorporadas como práticas normais. Como atividade contrária a essa dissimulada normalidade, encontramos em alguns pensadores o aporte necessário para denunciar o modelo explorador vigente, nomes como o do filósofo argentino Enrique Dussel, e do brasileiro Paulo Freire, ambos trazem à tona em suas obras exatamente a condição das vítimas na linguagem dusseliana, ou os oprimidos na linguagem freireana. Denunciar tanto o sistema que massacra as vítimas, como também a passividade das vítimas frente ao seu massacrador. Realizando ações sistemáticas, ou contínuas visando a libertação tanto do oprimido, quanto do opressor, pois, só desta forma poder-se-á aniquilar o sistema. Uma práxis transformadora e libertadora, fruto também de uma educação igualitária no promover de seu ensino na horizontalidade entre seus partícipes.


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  • Este trabalho nasceu inicialmente como resultado das inquietações oriundas do espaço da sala de aula, e, posteriormente percebendo a amplitude do mesmo nos demais espaços da sociedade na conjuntura do mundo enquanto lugar de múltiplos acontecimentos. Sendo alguns destes resultados de práticas desumanas configuradas nas injustiças, desigualdades, explorações e opressões. Com isso, desconfigurando absurdamente o sentido da essência do que se compreende por ser humano. Visando um re/pensar em detrimento da realidade a qual nos é apresentada como normal o que para mim e outros certamente não é. Sentimos ser necessário discutir sobre esse contexto social estruturado desde muito na dinâmica de iguais dominarem outros, tornando-os diferentes como estranhos e indesejáveis. Surgindo assim, os lugares depósitos dos renegados, convicto que tal realidade é alimentada também pela negligência e omissão de conscientização política por parte de alguns segmentos, ou conjunturas da sociedade, dentre essas nota-se a educação em seu papel de possibilitar aos sujeitos humanos acesso ao entendimento sobre seus direitos enquanto cidadão. Pois, não existe cidadania onde soberanamente a exploração, a opressão e as injustiças forem incorporadas como práticas normais. Como atividade contrária a essa dissimulada normalidade, encontramos em alguns pensadores o aporte necessário para denunciar o modelo explorador vigente, nomes como o do filósofo argentino Enrique Dussel, e do brasileiro Paulo Freire, ambos trazem à tona em suas obras exatamente a condição das vítimas na linguagem dusseliana, ou os oprimidos na linguagem freireana. Denunciar tanto o sistema que massacra as vítimas, como também a passividade das vítimas frente ao seu massacrador. Realizando ações sistemáticas, ou contínuas visando a libertação tanto do oprimido, quanto do opressor, pois, só desta forma poder-se-á aniquilar o sistema. Uma práxis transformadora e libertadora, fruto também de uma educação igualitária no promover de seu ensino na horizontalidade entre seus partícipes.

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  • MARTA ALVES LEMOS
  • FILOSOFIA E FEMINISMOS: Debates feministas no ensino de Filosofia, a luz do conceito de “mulher” em Simone de Beauvoir 

  • Orientador : JUNOT CORNELIO MATOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOANA TOLENTINO BATISTA
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • SERGIO RICARDO VIEIRA RAMOS
  • Data: 27/06/2022

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  • A observação da escola, das práticas nela exercida, sobretudo as docentes,
    nos levou a pensar na possibilidade de talvez não faltar interesse nos alunos e
    alunas, mas do apetite lhes estar faltando devido às práticas repetitivas,
    distanciadas de vida e da vida, tirando-lhes o gosto pelo saber. Japiassu (2016, p. 5)
    observa que “as escolas estão mais preocupadas com a distribuição de suas fatias
    de saber (ração intelectual)”, acrescentando tratar-se de um “o saber mofado” o
    conhecimento ofertado, pensamos assim, que não estamos de todo errado ao dizer
    que não lhes falta vontade, a comida oferecida é que lhes tira o apetite.
    Ora, mas faz parte do munus da escola a produção e distribuição desse
    saber. É seu mister a manutenção de processos em que o saber fica sob sua
    guarda, é produzido e socializado com seu corpo social. Entretanto, a configuração
    das atividades concernente às competências escolares e a própria significação
    atribuída ao saber estão vinculadas à própria concepção que se tem de escola.
    Essa manutenção de conhecimentos sob sua guarda implica no
    distanciamento dos saberes da vida (do sentir, próprio da condição humana), dos
    saberes “privilegiados, institucionalizados fragmentados, parcelados e
    compartimentados” (JAPIASSU, 2016, p.3). Afastamento que coloca corpo versus
    mente, afeto versus razão, empobrecendo as experiências de vida na/da escola
    (MALAVOLTA, RIGUE, BIAZUS, 2020). Cabe, pois questionarmos: será que os
    corpos sociais constituídos pelos estudantes perderam o interesse pela escola, ou,
    antes, a escola perdeu o interesse por eles? Que poderíamos fazer para, ao menos,
    encurtarmos essa distância entre a escola e a vida? Entre saber e sabor?


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  • A observação da escola, das práticas nela exercida, sobretudo as docentes,
    nos levou a pensar na possibilidade de talvez não faltar interesse nos alunos e
    alunas, mas do apetite lhes estar faltando devido às práticas repetitivas,
    distanciadas de vida e da vida, tirando-lhes o gosto pelo saber. Japiassu (2016, p. 5)
    observa que “as escolas estão mais preocupadas com a distribuição de suas fatias
    de saber (ração intelectual)”, acrescentando tratar-se de um “o saber mofado” o
    conhecimento ofertado, pensamos assim, que não estamos de todo errado ao dizer
    que não lhes falta vontade, a comida oferecida é que lhes tira o apetite.
    Ora, mas faz parte do munus da escola a produção e distribuição desse
    saber. É seu mister a manutenção de processos em que o saber fica sob sua
    guarda, é produzido e socializado com seu corpo social. Entretanto, a configuração
    das atividades concernente às competências escolares e a própria significação
    atribuída ao saber estão vinculadas à própria concepção que se tem de escola.
    Essa manutenção de conhecimentos sob sua guarda implica no
    distanciamento dos saberes da vida (do sentir, próprio da condição humana), dos
    saberes “privilegiados, institucionalizados fragmentados, parcelados e
    compartimentados” (JAPIASSU, 2016, p.3). Afastamento que coloca corpo versus
    mente, afeto versus razão, empobrecendo as experiências de vida na/da escola
    (MALAVOLTA, RIGUE, BIAZUS, 2020). Cabe, pois questionarmos: será que os
    corpos sociais constituídos pelos estudantes perderam o interesse pela escola, ou,
    antes, a escola perdeu o interesse por eles? Que poderíamos fazer para, ao menos,
    encurtarmos essa distância entre a escola e a vida? Entre saber e sabor?

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  • JOSAFA DE ASSIS SILVA
  • Análise das questões de filosofia política no ENEM através de livros didáticos de filosofia do PNLD 2012: uma proposta de intervenção pedagógica.

  • Orientador : CHRISTIAN LINDBERG LOPES DO NASCIMENTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIEL FIGUEIRAS ALVES
  • CHRISTIAN LINDBERG LOPES DO NASCIMENTO
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • Data: 28/06/2022

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  • RESUMO Este trabalho de cunho bibliográfico, tencionou analisar as questões de filosofia política no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), através de livros didáticos aprovados no PNLD de filosofia em 2012, partindo do questionamento se esses ofereceriam suporte necessário para resolução das questões de filosofia política que apareceram no ENEM. Adotou-se como recorte temporal as edições de 2009-2019, pois a partir de 2009, o ENEM passou por modificações significativas, sendo chamado de “Novo ENEM”. Após a análise comparativa entre as questões de filosofia política e os livros didáticos, fora elaborado, na proposta interventiva, um material didático, que pode ser usado por docentes e discentes no estudo para o ENEM. Esse material tomou como base o próprio ENEM e o mapeamento realizado. Em súmula, os capítulos que se seguem, expõe: primeiramente, uma introdução à Filosofia Política, por meio das ideias de alguns filósofos; segundo, ressalta a Filosofia Política nos documentos oficiais da educação brasileira; depois, realiza a análise dos livros aprovados no PNLD 2012, logo depois a análise das questões (2009-2019); finalizando, discute a relação entre as questões e os livros didáticos, e elabora-se um material tomando como base o ENEM.


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  • RESUMO Este trabalho de cunho bibliográfico, tencionou analisar as questões de filosofia política no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), através de livros didáticos aprovados no PNLD de filosofia em 2012, partindo do questionamento se esses ofereceriam suporte necessário para resolução das questões de filosofia política que apareceram no ENEM. Adotou-se como recorte temporal as edições de 2009-2019, pois a partir de 2009, o ENEM passou por modificações significativas, sendo chamado de “Novo ENEM”. Após a análise comparativa entre as questões de filosofia política e os livros didáticos, fora elaborado, na proposta interventiva, um material didático, que pode ser usado por docentes e discentes no estudo para o ENEM. Esse material tomou como base o próprio ENEM e o mapeamento realizado. Em súmula, os capítulos que se seguem, expõe: primeiramente, uma introdução à Filosofia Política, por meio das ideias de alguns filósofos; segundo, ressalta a Filosofia Política nos documentos oficiais da educação brasileira; depois, realiza a análise dos livros aprovados no PNLD 2012, logo depois a análise das questões (2009-2019); finalizando, discute a relação entre as questões e os livros didáticos, e elabora-se um material tomando como base o ENEM.

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  • LEANDRO DOS SANTOS SILVA
  • O PENSAMENTO PEDAGÓGICO DE MARTIN BUBER:
    contribuições à formação humana dos pibidianos

  • Orientador : ALFREDO DE OLIVEIRA MORAES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALFREDO DE OLIVEIRA MORAES
  • JOSE TADEU BATISTA DE SOUZA
  • SERGIO RICARDO VIEIRA RAMOS
  • Data: 28/06/2022

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  • No pensamento de Martin Buber, é possível encontrar alguns conceitos relevantes para a
    educação do indivíduo, os quais são apresentados nessa pesquisa: a relação dialógica, a
    relação Eu-Tu, a presença, o encontro, a reciprocidade, a formação para a comunidade, o
    educar pelo espontâneo e pela naturalidade e, por fim, o diálogo – sendo este uma
    conversação genuína entre os indivíduos envolvidos em que é evidenciada a essência de sua
    presentificação ao evento. Olhar o seu educando a partir do que está em seu ser, possibilita
    que tanto o educador quanto o seu educando se envolvam em um processo de formação
    humana. Neste intento, esta pesquisa chama a atenção para se pensar na formação humana dos
    estudantes bolsistas do PIBID que estão na escola, no início de suas práticas pedagógicas, e
    que estão “assumindo” o papel de educador. Diante do contexto, e do pensamento buberiano,
    é possível se pensar na formação humana por meio de conceitos do pensamento deste
    filósofo, e.g.: a relação, a presença, o olhar para o outro da forma como ele é ou se apresenta
    e, sobretudo, o respeito dialógico pela ética e alteridade. Esta atitude se torna uma evidência
    verdadeira de formação humana, ou seja, a dimensão humana do outro, que também faz do eu
    um reconhecimento enquanto humano.


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  • No pensamento de Martin Buber, é possível encontrar alguns conceitos relevantes para a
    educação do indivíduo, os quais são apresentados nessa pesquisa: a relação dialógica, a
    relação Eu-Tu, a presença, o encontro, a reciprocidade, a formação para a comunidade, o
    educar pelo espontâneo e pela naturalidade e, por fim, o diálogo – sendo este uma
    conversação genuína entre os indivíduos envolvidos em que é evidenciada a essência de sua
    presentificação ao evento. Olhar o seu educando a partir do que está em seu ser, possibilita
    que tanto o educador quanto o seu educando se envolvam em um processo de formação
    humana. Neste intento, esta pesquisa chama a atenção para se pensar na formação humana dos
    estudantes bolsistas do PIBID que estão na escola, no início de suas práticas pedagógicas, e
    que estão “assumindo” o papel de educador. Diante do contexto, e do pensamento buberiano,
    é possível se pensar na formação humana por meio de conceitos do pensamento deste
    filósofo, e.g.: a relação, a presença, o olhar para o outro da forma como ele é ou se apresenta
    e, sobretudo, o respeito dialógico pela ética e alteridade. Esta atitude se torna uma evidência
    verdadeira de formação humana, ou seja, a dimensão humana do outro, que também faz do eu
    um reconhecimento enquanto humano.

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  • MARIA DO CARMO BATISTA DA SILVA
  • JOGOS DE LINGUAGEM NA SALA DE AULA:

    um desafio metodológico no ensino de Filosofia

     

  • Orientador : CELIA MARIA RODRIGUES DA COSTA PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CELIA MARIA RODRIGUES DA COSTA PEREIRA
  • JOSÉ MARCOS GOMES DE LUNA
  • SUZANO DE AQUINO GUIMARAES
  • Data: 28/06/2022

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  • A presente dissertação tem por objeto de estudo os Jogos de Linguagem na educação, de modo específico, no ensino fundamental I, assumindo como base teórico-filosófica o conceito do filósofo Ludwig Wittgenstein. Na seara da educação, teóricos, a exemplo de Paulo Freire, Edgar Morin e Miguel Arroyo, fundamentaram o estudo. A adoção do estudo de caso, como método de pesquisa, permitiu a interpretação dos dados coletados que evidenciaram, na prática de ensino língua materna, a eficácia da aplicabilidade dos referidos jogos. A pesquisa, que objetivou desenvolver a criatividade e a consciência dos educandos para aspectos específicos de linguagem, aconteceu numa escola de ensino fundamental I, localizada no Município de Camaragibe-PE, envolvendo alunos do 3º e 4º anos. Os resultados apontam, para além dos objetivos traçados inicialmente, que houve uma melhoria significativa na motivação das crianças envolvidas no processo que conseguiram, de maneira exitosa, realizar as atividades propostas na vivência dos jogos trabalhados. Os jogos de linguagem, portanto, revelam-se uma ferramenta metodológica facilitadora da aprendizagem. A relevância da pesquisa advém da facilidade de aplicação dos jogos de linguagem e da ampla possibilidade de contextualização dos conteúdos trabalhados, da qual tanto educadores quanto educandos poderão se beneficiar, no cotidiano do processo educacional.


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  • A presente dissertação tem por objeto de estudo os Jogos de Linguagem na educação, de modo específico, no ensino fundamental I, assumindo como base teórico-filosófica o conceito do filósofo Ludwig Wittgenstein. Na seara da educação, teóricos, a exemplo de Paulo Freire, Edgar Morin e Miguel Arroyo, fundamentaram o estudo. A adoção do estudo de caso, como método de pesquisa, permitiu a interpretação dos dados coletados que evidenciaram, na prática de ensino língua materna, a eficácia da aplicabilidade dos referidos jogos. A pesquisa, que objetivou desenvolver a criatividade e a consciência dos educandos para aspectos específicos de linguagem, aconteceu numa escola de ensino fundamental I, localizada no Município de Camaragibe-PE, envolvendo alunos do 3º e 4º anos. Os resultados apontam, para além dos objetivos traçados inicialmente, que houve uma melhoria significativa na motivação das crianças envolvidas no processo que conseguiram, de maneira exitosa, realizar as atividades propostas na vivência dos jogos trabalhados. Os jogos de linguagem, portanto, revelam-se uma ferramenta metodológica facilitadora da aprendizagem. A relevância da pesquisa advém da facilidade de aplicação dos jogos de linguagem e da ampla possibilidade de contextualização dos conteúdos trabalhados, da qual tanto educadores quanto educandos poderão se beneficiar, no cotidiano do processo educacional.

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  • FRANCISCO RODRIGUES DE MACÊDO
  • A Vontade de Poder como inspiração para o Ensino de Filosofia

  • Orientador : JUNOT CORNELIO MATOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARTA SOLANGE PERRUSI
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • SERGIO RICARDO VIEIRA RAMOS
  • Data: 29/06/2022

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  • Atuando na docência somos convidados a pensar e repensar a nossa prática de ensino. Neste trabalho nos propomos a refletir sobre a nossa atuação como docente em filosofia e, para tanto, utilizamo-nos do pensamento nietzschiano, mais especificamente as considerações acerca da Vontade de Poder, como fonte de inspiração.  Não tomamos a filosofia de Nietzsche como um manual sobre pedagogia ou educação, mas assumimos que nela encontramos  ricas provocações que nos interpelam a uma presença  da filosofia que possibilite as falas da vida. Dividimos esta dissertação em três capítulos. No primeiro trabalhamos especificamente a Vontade de Poder, para tanto utilizaremos as principais obras de Nietzsche. No segundo capítulo focamos estabelecer um diálogo entre a filosofia nietzschiana e as reflexões acerca do ambiente escolar e da presença da filosofia em sala de aula. Neste capítulo, além de Nietzsche também nos referenciamos nas indagações sobre a escola, presente no livro Em Defesa Da Escola de Jean Masscheleyn. No terceiro capítulo trouxemos à tona a nossa prática de intervenção, item exigido pelo nosso programa de mestrado. A partir dos resultados obtidos buscamos pensar a escola e a atuação e  ainda, o que podemos   construir e reconstruir,  para configurar a presença de uma filosofia que auxilie  os estudantes na construção dos seus questionamentos.

     


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  • Atuando na docência somos convidados a pensar e repensar a nossa prática de ensino. Neste trabalho nos propomos a refletir sobre a nossa atuação como docente em filosofia e, para tanto, utilizamo-nos do pensamento nietzschiano, mais especificamente as considerações acerca da Vontade de Poder, como fonte de inspiração.  Não tomamos a filosofia de Nietzsche como um manual sobre pedagogia ou educação, mas assumimos que nela encontramos  ricas provocações que nos interpelam a uma presença  da filosofia que possibilite as falas da vida. Dividimos esta dissertação em três capítulos. No primeiro trabalhamos especificamente a Vontade de Poder, para tanto utilizaremos as principais obras de Nietzsche. No segundo capítulo focamos estabelecer um diálogo entre a filosofia nietzschiana e as reflexões acerca do ambiente escolar e da presença da filosofia em sala de aula. Neste capítulo, além de Nietzsche também nos referenciamos nas indagações sobre a escola, presente no livro Em Defesa Da Escola de Jean Masscheleyn. No terceiro capítulo trouxemos à tona a nossa prática de intervenção, item exigido pelo nosso programa de mestrado. A partir dos resultados obtidos buscamos pensar a escola e a atuação e  ainda, o que podemos   construir e reconstruir,  para configurar a presença de uma filosofia que auxilie  os estudantes na construção dos seus questionamentos.

     

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  • LEONARDO GOMES DA SILVA
  • O CONCEITO DE BILDUNG NOS ESCRITOS PEDAGÓGICOS DE HEGEL.

  • Orientador : ALFREDO DE OLIVEIRA MORAES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALFREDO DE OLIVEIRA MORAES
  • JOSE TADEU BATISTA DE SOUZA
  • SUZANO DE AQUINO GUIMARAES
  • Data: 29/06/2022

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  • Esta dissertação é resultado da pesquisa sobre o conceito de Bildung (formação educacional) em Hegel. Nesse conceito, encontramos respostas sobre os papéis e responsabilidades da família, da escola, do professor e do Estado na educação do indivíduo para formá-lo um cidadão. Da mesma forma, a dimensão social da educação com a moralidade e a eticidade, pontos fundamentais para vida em coletivo. Na intervenção, também parte integrante do corpo da pesquisa, foram trabalhados a importância do ensino de Filosofia em Hegel, como uma das partes essenciais na formação do estudante; os fundamentos do plano de aula; o uso de histórias em quadrinhos como material didático-pedagógico. A aula de intervenção foi realizada na Escola Estadual Batista Acioly, no município de Maragogi – AL, de acordo com as legislações educacionais estaduais e federais. Nela foi explorado o tema Alienação em Hegel e Platão, com objetivos que contribuíram para a reflexão e compreensão do aluno sobre os problemas atuais no campo da política, das redes sociais e da televisão e, além disso, a busca de possíveis soluções para os mesmos.


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  • Esta dissertação é resultado da pesquisa sobre o conceito de Bildung (formação educacional) em Hegel. Nesse conceito, encontramos respostas sobre os papéis e responsabilidades da família, da escola, do professor e do Estado na educação do indivíduo para formá-lo um cidadão. Da mesma forma, a dimensão social da educação com a moralidade e a eticidade, pontos fundamentais para vida em coletivo. Na intervenção, também parte integrante do corpo da pesquisa, foram trabalhados a importância do ensino de Filosofia em Hegel, como uma das partes essenciais na formação do estudante; os fundamentos do plano de aula; o uso de histórias em quadrinhos como material didático-pedagógico. A aula de intervenção foi realizada na Escola Estadual Batista Acioly, no município de Maragogi – AL, de acordo com as legislações educacionais estaduais e federais. Nela foi explorado o tema Alienação em Hegel e Platão, com objetivos que contribuíram para a reflexão e compreensão do aluno sobre os problemas atuais no campo da política, das redes sociais e da televisão e, além disso, a busca de possíveis soluções para os mesmos.

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  • EDUARDO VICTOR SILVA ROCHA
  • O FILOSOFAR COMO EXPERIÊNCIA EDUCATIVA: Construir a autonomia a partir da perspectiva kantiana

  • Orientador : MARIA BETANIA DO NASCIMENTO SANTIAGO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE GUSTAVO FERREIRA DA SILVA
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • NELIO VIEIRA DE MELO
  • Data: 29/06/2022

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  • O presente trabalho aborda aspectos relacionados à autonomia humana no sentido de construção da moralidade proposta por Kant, considerando a sua relação com o exercício do filosofar no contexto de um projeto educativo. Para tanto, parte da teoria do conhecimento desse pensador, do reconhecimento das possibilidades do conhecer a partir de elementos conceituais ali identificados e da moralidade tematizada por ele, relacionando-os ao melhoramento da humanidade mediada pela educação como processo que pressupõe considerar o legado das gerações que nos antecederam. O estudo se propôs a discutir o significado da autonomia humana como resultante do exercício do pensar propiciado pela experiência do filosofar, a partir dos conceitos encontrados na obra do pensador e da análise de uma intervenção realizada em sala de aula. Com essa finalidade, o trabalho apresenta alguns aspectos da filosofia kantiana e, demarcando a compreensão educacional aí encontrada, consideramos a pertinência da discussão em torno de um projeto de educação que vise a um melhoramento gradativo da humanidade, levado a cabo por uma intenção racional. Os procedimentos metodológicos assumidos no estudo, envolvem pesquisa bibliográfica e o trabalho empírico por meio da aplicação da intervenção em sala de aula, estruturada na forma de uma sequência didática. Assume para tanto uma abordagem hermenêutica como forma de interpretação e análise dos dados bibliográficos e empíricos resultantes da ação desenvolvida na escola campo de intervenção. Tendo em vista esse caminho, conclui-se quanto à necessidade de relacionar, como objeto de nosso trabalho, o reconhecimento de um fio condutor na teoria kantiana que desemboca em sua pedagogia. Considera-se ainda que se trate de um debate atual, especialmente quanto ao aprofundamento da possibilidade de melhorar a educação a partir dos pressupostos apontados por Kant e de seu reconhecimento do progresso da humanidade.


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  • O presente trabalho aborda aspectos relacionados à autonomia humana no sentido de construção da moralidade proposta por Kant, considerando a sua relação com o exercício do filosofar no contexto de um projeto educativo. Para tanto, parte da teoria do conhecimento desse pensador, do reconhecimento das possibilidades do conhecer a partir de elementos conceituais ali identificados e da moralidade tematizada por ele, relacionando-os ao melhoramento da humanidade mediada pela educação como processo que pressupõe considerar o legado das gerações que nos antecederam. O estudo se propôs a discutir o significado da autonomia humana como resultante do exercício do pensar propiciado pela experiência do filosofar, a partir dos conceitos encontrados na obra do pensador e da análise de uma intervenção realizada em sala de aula. Com essa finalidade, o trabalho apresenta alguns aspectos da filosofia kantiana e, demarcando a compreensão educacional aí encontrada, consideramos a pertinência da discussão em torno de um projeto de educação que vise a um melhoramento gradativo da humanidade, levado a cabo por uma intenção racional. Os procedimentos metodológicos assumidos no estudo, envolvem pesquisa bibliográfica e o trabalho empírico por meio da aplicação da intervenção em sala de aula, estruturada na forma de uma sequência didática. Assume para tanto uma abordagem hermenêutica como forma de interpretação e análise dos dados bibliográficos e empíricos resultantes da ação desenvolvida na escola campo de intervenção. Tendo em vista esse caminho, conclui-se quanto à necessidade de relacionar, como objeto de nosso trabalho, o reconhecimento de um fio condutor na teoria kantiana que desemboca em sua pedagogia. Considera-se ainda que se trate de um debate atual, especialmente quanto ao aprofundamento da possibilidade de melhorar a educação a partir dos pressupostos apontados por Kant e de seu reconhecimento do progresso da humanidade.

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  • HELDER FRANCISCO BEZERRA DE BARROS
  • BILDUNG NA EDUCAÇÃO EM HEGEL: Considerações sobre a apreensão hegeliana da educação e suas possíveis contribuições à realidade contemporânea.

  • Orientador : ALFREDO DE OLIVEIRA MORAES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALFREDO DE OLIVEIRA MORAES
  • SUZANO DE AQUINO GUIMARAES
  • MARCOS FABIO ALEXANDRE NICOLAU
  • Data: 29/06/2022

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  • presente pesquisa objetiva-se em pesquisar a noção do conceito de Educação em Hegel. Para isso, será pesquisada a importância do termo Bildung, sua compreensão e contribuição para formação do homem na contemporaneidade. O problema proposto é a compreensão do termo Bildung e a forma como Hegel propõe o ensino de filosofia na escola e sua noção de educação. Para Hegel, aprender é aprender com alguém, por intermédio de alguém, por um processo mediado no qual a figura do mestre é a de figura central, sendo necessária, assim, a passagem do indivíduo pelo processo formativo. Contudo, esse processo formativo se dá por meio da formação do espírito para a razão de si (Bildung) que busca mediante as superações do limite humano alcançar a sua própria autonomia. Em uma sociedade marcada pela precariedade da educação, analisar de forma mais didática novos parâmetros de transformação educacional pode ser um caminho a ser trilhado, tendo aqui como objetivo a participação do ensino de filosofia nessa busca de superação da realidade atual. Quanto à metodologia, trata-se de uma pesquisa de método hipotético-dedutivo, com estudo de campo por meio de intervenção e ações concretas de análise e exploração bibliográfica, a fim de compreender o alcance e a percepção das mudanças causadas pelo pensamento hegeliano em uma educação contemporânea. Por meio dessa reflexão, denotamos os motivos para uma análise do pensamento hegeliano e as possibilidades de contribuição para os desafios atuais da educação, bem como para a formação de uma sociedade ética, livre e feliz.


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  • presente pesquisa objetiva-se em pesquisar a noção do conceito de Educação em Hegel. Para isso, será pesquisada a importância do termo Bildung, sua compreensão e contribuição para formação do homem na contemporaneidade. O problema proposto é a compreensão do termo Bildung e a forma como Hegel propõe o ensino de filosofia na escola e sua noção de educação. Para Hegel, aprender é aprender com alguém, por intermédio de alguém, por um processo mediado no qual a figura do mestre é a de figura central, sendo necessária, assim, a passagem do indivíduo pelo processo formativo. Contudo, esse processo formativo se dá por meio da formação do espírito para a razão de si (Bildung) que busca mediante as superações do limite humano alcançar a sua própria autonomia. Em uma sociedade marcada pela precariedade da educação, analisar de forma mais didática novos parâmetros de transformação educacional pode ser um caminho a ser trilhado, tendo aqui como objetivo a participação do ensino de filosofia nessa busca de superação da realidade atual. Quanto à metodologia, trata-se de uma pesquisa de método hipotético-dedutivo, com estudo de campo por meio de intervenção e ações concretas de análise e exploração bibliográfica, a fim de compreender o alcance e a percepção das mudanças causadas pelo pensamento hegeliano em uma educação contemporânea. Por meio dessa reflexão, denotamos os motivos para uma análise do pensamento hegeliano e as possibilidades de contribuição para os desafios atuais da educação, bem como para a formação de uma sociedade ética, livre e feliz.

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  • MARIA ILDA ROCHA SILVA
  • O ENSINO DE FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS:

    A Prática Pedagógica com vista numa Educação Libertadora Freiriana

  • Orientador : JUNOT CORNELIO MATOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • MARIA REILTA DANTAS CIRILO
  • SERGIO RICARDO VIEIRA RAMOS
  • Data: 01/07/2022

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  • A presente Dissertação de Mestrado pretende discutir sobre a relevância do Ensino de Filosofia na Educação de Jovens e Adultos como possibilidade para o desenvolvimento de uma prática pedagógica freiriana, de um espaço humanizador, dinâmico baseado no diálogo e no respeito, tendo como pergunta norteadora: Quais as contribuições do ensino de Filosofia na Educação de Jovens e Adultos? Qual a utilidade da Filosofia na Educação de Jovens e Adultos? Qual o perfil do professor da EJA para que o estudante entre e permaneça frequentando as aulas?

    Não se pretende que a Filosofia redefina os rumos da EJA. No entanto, tentou-se demonstrar sua potência no que diz respeito à superação de concepções e práticas problemáticas da Educação de Jovens e Adultos. Buscamos apresentar uma proposta de ensino voltada para a concepção de educação interdimensional que visa contribuir na formação para um jovem e adulto Autônomo, Competente e Solidário. Autônomo para poder tomar suas próprias decisões munidos das informações presentes no processo educacional formal, sem desconsiderar sua história, competente porque, quando autônomo pode se organizar, desenvolver uma disciplina para conquistar seus projetos e solidário, como consequência das anteriores, cujo processo se dá na relação convivial, no reconhecimento do outro como um parceiro e vendo na diferença possibilidades de práticas de convivência social firmadas no respeito e no diálogo. Dessa forma o objeto da presente pesquisa se pautou na reflexão que o Ensino de Filosofia na Educação de Jovens e Adultos tendo o autor Paulo Freire como carro chefe nos apoiando neste trabalho. Como resultados, tivemos o desenvolvimento das oficinas filosóficas analisadas. A partir das análises dos questionários e testemunhos, debates e questionamentos em sala de aula percebeu-se que as práticas que envolveram o ensino de Filosofia na Educação de Jovens e Adultos têm conseguido alcançar seus objetivos e que as categorias: autonomia, competência e solidariedade tem sido conquistada.


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  • A presente Dissertação de Mestrado pretende discutir sobre a relevância do Ensino de Filosofia na Educação de Jovens e Adultos como possibilidade para o desenvolvimento de uma prática pedagógica freiriana, de um espaço humanizador, dinâmico baseado no diálogo e no respeito, tendo como pergunta norteadora: Quais as contribuições do ensino de Filosofia na Educação de Jovens e Adultos? Qual a utilidade da Filosofia na Educação de Jovens e Adultos? Qual o perfil do professor da EJA para que o estudante entre e permaneça frequentando as aulas?

    Não se pretende que a Filosofia redefina os rumos da EJA. No entanto, tentou-se demonstrar sua potência no que diz respeito à superação de concepções e práticas problemáticas da Educação de Jovens e Adultos. Buscamos apresentar uma proposta de ensino voltada para a concepção de educação interdimensional que visa contribuir na formação para um jovem e adulto Autônomo, Competente e Solidário. Autônomo para poder tomar suas próprias decisões munidos das informações presentes no processo educacional formal, sem desconsiderar sua história, competente porque, quando autônomo pode se organizar, desenvolver uma disciplina para conquistar seus projetos e solidário, como consequência das anteriores, cujo processo se dá na relação convivial, no reconhecimento do outro como um parceiro e vendo na diferença possibilidades de práticas de convivência social firmadas no respeito e no diálogo. Dessa forma o objeto da presente pesquisa se pautou na reflexão que o Ensino de Filosofia na Educação de Jovens e Adultos tendo o autor Paulo Freire como carro chefe nos apoiando neste trabalho. Como resultados, tivemos o desenvolvimento das oficinas filosóficas analisadas. A partir das análises dos questionários e testemunhos, debates e questionamentos em sala de aula percebeu-se que as práticas que envolveram o ensino de Filosofia na Educação de Jovens e Adultos têm conseguido alcançar seus objetivos e que as categorias: autonomia, competência e solidariedade tem sido conquistada.

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  • VICTOR FABIAM GOMES XAVIER
  • Experiência e Ensino de Filosofia à luz de Gabriel Marcel

  • Orientador : JUNOT CORNELIO MATOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDINEI APARECIDO DE FREITAS DA SILVA
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • SERGIO RICARDO VIEIRA RAMOS
  • Data: 15/07/2022

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  • O objetivo deste trabalho é apresentar a experiência e ensino de filosofia à luz de
    Gabriel Marcel como solução para as diversas crises existenciais que vigoram.
    Crises essas que afetam a totalidade do ser humano: a existência, a família, a
    educação, a moral, a metafísica. Apresenta-se Marcel, sabendo, pois, o quanto este
    filósofo francês do século XIX-XX, tem uma voz necessária para esses problemas
    da atualidade. Marcel coloca a filosofia como sendo uma mediação na formação do
    ser humano, com a missão de combater os fanatismos que insistem em existir, fruto
    da perspectiva de massa que tem levado muitas pessoas a perderem a noção de
    individualidade e de singularidade. Fanatismos esses que podem ser encontrados
    de várias formas: com a redução do mistério ao problema que tem levado o homem
    a angústia por não ver esperança; com a supervalorização do ter sobre o ser que
    insere o ser humano na busca pela felicidade no consumismo, e com a força do
    espírito de curiosidade frente ao espírito de inquietude que tem paralisado as
    pessoas, não suscitando nelas uma vida superior. Essas e tantas outras realidades
    fizeram o pensador francês, Gabriel Marcel, mergulhar seus estudos sobre a
    realidade humana, criticando o espírito de abstração, que é uma das grandes
    doenças da inteligência, insistindo na necessidade da encarnação. No seu tempo e
    ainda hoje o ser precisa tornar-se quem ele é, não aceitando ser imitação de outros
    seres, pois o acesso à abstração é muito facilitado, mas ao concreto exige um
    esforço gigante. No entanto, essa conquista do concreto não pode ser resolvida em
    um instante, num piscar de olhos, não pode ser uma mágica. Marcel propõe, então,
    uma filosofia da existência que, em meio a degradação da educação que se vive na
    atualidade, pode ajudar o homem a encontrar o seu lugar. O professor de filosofia,
    nesse sentido, tem a missão de buscar criar uma filosofia da existência que possa
    dar sentido humano a si e às relações existentes e inspirar e despertar o educando
    a poder escolher o caminho da sua realização, formando sua dignidade e
    autenticidade pessoal.


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  • É inegável que a busca pelo sentido da existência é um fato que se passa desde a experiência filosófica ao experimento científico. Quer queira ou não, toda procura, seja ela filosófica ou científica, é uma busca pelo que dá dinamismo à vida, ou seja, por algo que deseja responder as perguntas que o ser humano faz e anseia, desde que existe.

    Os questionamentos pela razão de viver estão sempre presentes na vida da pessoa humana, seja juventude, na vida adulta e na vida dos familiares envolvidos, cotidianamente, com barreiras físicas, neuropsicológicas e psicopatológicas. Procura-se mais do que nunca um sentido para lutar, resistir e enfrentar, uma razão para continuar vivendo. Essa referência foi o que motivou a pesquisar o sentido da vida em um filósofo, que muito escreveu sobre este assunto.

    Com certeza, não é só o autor deste trabalho que percebe o quanto, no mundo hodierno, por meio de inúmeros fatores, inclusive a mídia impressa e televisiva, o caos que se vive diante desse cenário de pandemia de incertezas da vida só tem aumentado o número de pessoas, inclusive jovens, que estão tirando a própria vida. “Isto faz crer que a crise de valores, apontada por Marcel, o materialismo e a desesperança continuam sendo bastante atuais” (CARVALHO, 2017, p. 11).

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