Banca de DEFESA: BARBARA BERNARDO RINALDO DA SILVA FIGUEIREDO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BARBARA BERNARDO RINALDO DA SILVA FIGUEIREDO
DATA : 23/02/2022
HORA: 13:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

EFICÁCIA DO TREINAMENTO MUSCULAR RESPIRATÓRIO DE PACIENTES COM MUCOPOLISSACARIDOSE NA CINEMÁTICA TORACOABDOMINAL, FUNÇÃO RESPIRATÓRIA, FUNCIONALIDADE E QUALIDADE DE VIDA


PALAVRAS-CHAVES:

músculos respiratórios, força muscular, mucopolissacaridoses; tolerância ao exercício; fisioterapia.


PÁGINAS: 170
RESUMO:

As mucopolissacaridoses (MPS) são doenças metabólicas hereditárias raras. Os problemas respiratórios são muitos, sendo a insuficiência respiratória a causa usual de morte na MPS. O treinamento muscular respiratório vem sendo aplicado e mostrando-se eficaz em melhorar a força muscular respiratória e a percepção de dispneia, porém, em pacientes com MPS não existem muitos relatos sobre o treinamento muscular inspiratório (TMI), portanto o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do treinamento muscular inspiratório em pacientes com a mucopolissacaridose na cinemática toracoabdominal, espessura e mobilidade diafragmática, função e mecânica respiratória, funcionalidade e qualidade de vida, além de, descrever as variáveis avaliadas comparando com um grupo controle de saudáveis. O estudo foi desenvolvido no Laboratório de Fisioterapia Cardiopulmonar do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), O estudo 1 foi do tipo transversal (descritivo) foram incluídos 34 indivíduos com MPS, entre 6 e 41 anos, incluindo os tipos: VI, II e IV pareado com indivíduos saudáveis de acordo com sexo e idade (grupo controle) e o estudo 2 foi um ensaio clinico controlado duplo cego apenas com indivíduos com a MPS tipo VI, onde os pacientes foram divididos em dois grupos: grupo intervenção (Grupo TMI) e grupo sham (GS). foram incluídos 24 participantes, entre 6 e 41 anos, sendo 13 no GTMI e 11 no grupo Sham, todos realizaram um treinamento dos músculos inspiratórios com carga ajustada quinzenalmente, com 40% da pressão inspiratória máxima obtida, por um período de 12 semanas, diariamente. Neste estudo foram realizadas três avaliações: pré TMI, imediatamente após a TMI e após um mês do término da TMI para identificação dos efeitos no follow-up. Pacientes que não compreendiam ou não colaboravam (com déficit cognitivo grave), os que realizaram algum procedimento cirúrgico recente em tronco não foram incluídos no estudo. Foram incluídos no estudo 2 somente os pacientes com a MPS tipo VI e excluídos os que não puderam comparecer aos encontros de ajuste a carga quinzenalmente ou as reavaliações. E no estudo 2 (Ensaio Clinico) foram realizados testes espirometricos, manovacuometria, ultrassonografia diafragmática, plestismografia optoeletrônica, teste de caminhada de seis minutos, questionários de qualidade de vida e a classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde (CIF). A análise dos dados foi realizada através do software SPSS Statistics® versão 20.0 e todos os dados coletados foram submetidos a uma análise descritiva e analítica com a aplicação de testes estatísticos pertinentes, para alcançar os objetivos do estudo. Os principais achados do estudo 1 (transversal) onde os pacientes foram avaliados através da pletismografia opto-eletrônica, manovacuometria, espirometria, teste de caminhada de seis minutos, mobilidade diafragmática com uso da ultrassonografia, avaliação da qualidade de vida e balança de bioimpedância, foram que os pacientes com MPS apresentam redução dos volumes da caixa torácica superior em respiração espontânea tranquila, redução da função pulmonar, força muscular respiratória, capacidade funcional e qualidade de vida em comparação com indivíduos saudáveis pareados. Os volumes da parede torácica pulmonar (VT,RCp) e abdominal (VT,RCa) durante a respiração espontânea tranquila são reduzidos nesse grupo (p<0.01) quando comparados com indivíduos saudáveis de mesma faixa etária. O VTRcp no grupo de MPS composto pelas crianças foi de 0.03 ± 0.01 e o VTRca de 0.02 ± 0.02; nos adolescentes o VT,RCp foi de 0.04 ± 0.02 e o e o VTRca de 0.02 ± 0.02; e no grupo dos adultos o VT,RCp foi de 0.04 ± 0.03 e o VT, RCa de 0.03 ± 0.01 A ventilação minuto também foi menor em adultos com MPS (p=0,01). Os principais achados do estudo 2 (ensaio clínico randomizado) onde os pacientes realizaram o TMI e foram avaliados através da pletismografia opto-eletrônica, manovacuometria, espirometria, teste de caminhada de seis minutos, mobilidade e espessura diafragmática com uso da ultrassonografia, avaliação da qualidade de vida, balança de bioimpedância, foram que o TMI promoveu um aumento significativo na força muscular inspiratória (p=0,01) e no pico de fluxo da tosse, da espessura diafragmática (p=0,01), da capacidade funcional submáxima (p=0,01), melhora clínica com a intervenção avaliado com Patients’ Global Impression of Change scale (PGIC) (p=0,01), e da percepção de esforço durante o teste de caminhada (p=0,01). O TMI diário promoveu aumento no pico de fluxo expiratório e nos volumes regionais da parede torácica no grupo das crianças (p=0,01), com aumento da capacidade inspiratória da caixa torácica pulmonar (p=0,01), além do aumento da mobilidade diafragmática no grupo das crianças que fizeram a intervenção (p=0,01). Na prática clínica é importante considerar nos pacientes com MPS VI o TMI no contexto do tratamento fisioterapêutico considerando que esse grupo apresenta altos índices de morbimortalidade por comprometimento respiratório.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ILLIA NADINNE DANTAS FLORENTINO LIMA - UFRN
Presidente - 1132476 - ARMELE DE FATIMA DORNELAS DE ANDRADE
Interna - 2581397 - DANIELLA CUNHA BRANDAO
Externo à Instituição - GUILHERME AUGUSTO DE FREITAS FREGONEZI - UFRN
Externa à Instituição - VANESSA REGIANE RESQUETI FREGONEZI - UFRN
Notícia cadastrada em: 15/02/2022 11:20
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2022 - UFRN - sigaa01.ufpe.br.sigaa01