Banca de DEFESA: LIVIA MORAIS NOBREGA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LIVIA MORAIS NOBREGA
DATA : 08/04/2022
HORA: 10:00
LOCAL: Remoto
TÍTULO:
Mediação Espacial: Edifícios como Mercadorias para Discursos de Exposições -
O Caso da Bienal de São Paulo (1957-2018)

PALAVRAS-CHAVES:

Bienal de São Paulo. Edifícios. Espaço. Exposições. Mediação.


PÁGINAS: 570
RESUMO:

Esta tese defende o conceito de mediação espacial enquanto estratégias configuracionais de troca

entre pessoas e coisas que são particularmente evidentes em espaços expositivos – cuja função

principal é precisamente a de fomentar estas trocas. Em contraste com outros tipos de mediação, a

mediação espacial ocorre não por meio de educadores ou dispositivos tecnológicos, mas através do

sistema espacial que estrutura a interação entre conteúdos expostos e seus visitantes. Este conceito

caracteriza-se por uma lógica de dupla faceta que diz respeito à própria definição de espaços

expositivos – instalações para a troca que operam por meio da exposição de artefatos, para fins

culturais e econômicos. Estas duas facetas são compostas por pares de conceitos que abordam as

seguintes questões: 1) discurso e narrativa – que descrevem como as coisas estão dispostas no espaço

e como as mensagens embutidas neste arranjo podem ser interpretadas por meio da navegação

espacial; 2) commodity e capital – que representam o papel sintático e semântico do edifício na

definição de um sistema de trocas materiais e simbólicas. Estas duas facetas são objetivamente

representadas pelo layout de curta duração das exposições e pelo layout de longa duração do edifício

que as abriga. Tal fenômeno é investigado na Bienal de São Paulo (BSP), expressão que designa um

edifício (projetado por Oscar Niemeyer e equipe em 1954) e um conjunto de exposições (com 34

edições, 31 delas realizadas no mesmo pavilhão). Essa longa sobreposição entre edifício e exposições

fornece evidências robustas para a discussão proposta, que foram obtidas por meio de estudos

diacrônicos exploratórios (sobre 30 BSP, de 1957 a 2018) e por meio de estudos de casos específicos

estruturados (sobre 9 BSP). Estes estudos permitiram delimitar: a) o território em que a mediação

especial acontece – um sistema espacial aberto o bastante para suportar uma multiplicidade de

ocupações, mas fechado o suficiente para estruturar minimamente o movimento; b) como ela funciona

– por meio da transformação de um sistema espacial que é simultaneamente complexo e genérico em

um sistema altamente específico. O primeiro aspecto requereu o desenvolvimento de três modelos de

representação – complexo, genérico e específico, que descrevem os sistemas espaciais de edifício e

exposições com base em diferentes critérios, gerando com isso níveis distintos de configurações das

redes. E o segundo possibilitou a caracterização de dois tipos de mediação especial, exposição como

meio e exposição como fim, cujas características descrevem como os atributos e elementos que

constituem o layout da exposição estão situados em relação àqueles dos layouts do edifício, se dentro

dos seus limites ou se para além deles (relacionados aos conceitos de mercadoria e mercantilização,

respectivamente). Por fim, essa abordagem, que se baseia na distinção entre layouts perenes e

efêmeros, pode fornecer novas perspectivas de pensamento morfológico para a concepção e estudo

de usos e arranjos internos de outros tipos de edifícios e espaços.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1132327 - LUIZ MANUEL DO EIRADO AMORIM
Interno - 1149557 - FERNANDO DINIZ MOREIRA
Externa à Instituição - SOPHIA PSARRA
Externa à Instituição - KALI TZORTZI
Externa à Instituição - IOANNA STAVROULAKI
Externo à Instituição - CRISTIANO FELIPE BORBA DO NASCIMENTO - FJN
Notícia cadastrada em: 01/04/2022 16:47
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