Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • EDUARDA ALBUQUERQUE COSTA
  • O GENIUS LOCI NA CONSTRUÇÃO DAS CIDADES AMIGAS DA INFÂNCIA:

     uma análise do PMPI da cidade do Recife

  • Orientador : MARIA DE JESUS DE BRITTO LEITE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRÉA MELO LINS STORCH
  • CIRCE MARIA GAMA MONTEIRO
  • JULIETA MARIA DE VASCONCELOS LEITE
  • MARIA DE JESUS DE BRITTO LEITE
  • Data: 26/01/2022

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  • RESUMO

     

    Devido às incertezas que envolvem o lugar da criança contemporânea nas cidades, o presente trabalho busca contribuições em uma teia de variadas disciplinas que dão suporte ao entendimento da infância, para junto com o conceito Genius Loci, de Norberg-Schulz (1980), que concebeu na arquitetura e no urbanismo a fenomenologia do habitar, rever as propostas que são direcionadas ao espaço da infância contemporânea, diante do que vem sendo planejado a partir da iniciativa Cidade Amiga da Criança, almejado pela UNICEF (1996), e elaborado como Plano Municipal para Primeira infância da cidade do Recife, avaliando se essas propostas têm a intenção de promover experiências e vivências que atendam as crianças de forma significativa, inserindo-as no contexto da cidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com uma base teórica que se apoia em pensadores da fenomenologia e construiu suas interrogações a partir dessas leituras, tomando a teoria do espaço de Norberg-Schulz, para trazer a infância a uma discussão necessária sobre seu lugar na sociedade urbanizada, utilizando o PMPI do município de Recife como objeto de estudo, através de uma investigação do conteúdo das mensagens do texto do documento, a fim de interpretá-las, avaliando se as instruções das propostas foram direcionadas a contemplar a infância, no que se referem aos espaços públicos da cidade do Recife, e se atentam à sua subjetividade à luz do Genius Loci. Assim, o percurso metodológico se apoia em uma análise investigativa e documental, para em seguida cotejar essas análises com o que inquire a teoria. Os métodos utilizados foram a coleta de informações através de pesquisas bibliográficas, que substanciaram e contextualizaram a temática; e documental, que explorou os documentos que tratam a relação da criança com a cidade, onde os conteúdos foram decompostos em fragmentos, a fim de revelar as sutilezas e as relevâncias contidas no texto, através de termos ou frases significativas que pudessem ser interpretadas diante da intencionalidade em proporcionar a concretização do genius loci nas propostas dos espaços para a criança. Dentre as conclusões da análise, diante das intenções em relacionar a criança e seu espaço, as que estimulam o brincar na rua e na calçada são o que existe de mais próximo dentro das perspectivas de alcançar a realidade concreta dos lugares em que se habita.

     


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  • RESUMO

     

    Devido às incertezas que envolvem o lugar da criança contemporânea nas cidades, o presente trabalho busca contribuições em uma teia de variadas disciplinas que dão suporte ao entendimento da infância, para junto com o conceito Genius Loci, de Norberg-Schulz (1980), que concebeu na arquitetura e no urbanismo a fenomenologia do habitar, rever as propostas que são direcionadas ao espaço da infância contemporânea, diante do que vem sendo planejado a partir da iniciativa Cidade Amiga da Criança, almejado pela UNICEF (1996), e elaborado como Plano Municipal para Primeira infância da cidade do Recife, avaliando se essas propostas têm a intenção de promover experiências e vivências que atendam as crianças de forma significativa, inserindo-as no contexto da cidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com uma base teórica que se apoia em pensadores da fenomenologia e construiu suas interrogações a partir dessas leituras, tomando a teoria do espaço de Norberg-Schulz, para trazer a infância a uma discussão necessária sobre seu lugar na sociedade urbanizada, utilizando o PMPI do município de Recife como objeto de estudo, através de uma investigação do conteúdo das mensagens do texto do documento, a fim de interpretá-las, avaliando se as instruções das propostas foram direcionadas a contemplar a infância, no que se referem aos espaços públicos da cidade do Recife, e se atentam à sua subjetividade à luz do Genius Loci. Assim, o percurso metodológico se apoia em uma análise investigativa e documental, para em seguida cotejar essas análises com o que inquire a teoria. Os métodos utilizados foram a coleta de informações através de pesquisas bibliográficas, que substanciaram e contextualizaram a temática; e documental, que explorou os documentos que tratam a relação da criança com a cidade, onde os conteúdos foram decompostos em fragmentos, a fim de revelar as sutilezas e as relevâncias contidas no texto, através de termos ou frases significativas que pudessem ser interpretadas diante da intencionalidade em proporcionar a concretização do genius loci nas propostas dos espaços para a criança. Dentre as conclusões da análise, diante das intenções em relacionar a criança e seu espaço, as que estimulam o brincar na rua e na calçada são o que existe de mais próximo dentro das perspectivas de alcançar a realidade concreta dos lugares em que se habita.

     

2
  • LEON DELÁCIO DE OLIVEIRA E SILVA
  • DA ILEGALIDADE À APARENTE LEGALIDADE NA PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO: O CASO DOS EMPREENDIMENTOS ALPHAVILLE URBANISMO.

  • Orientador : CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO
  • LUCIA LEITAO SANTOS
  • MARIANA ZERBONE ALVES DE ALBUQUERQUE
  • TALDEN QUEIROZ FARIAS
  • Data: 01/02/2022

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3
  • JÔNATAS SOUZA MEDEIROS DA SILVA
  • A PAISAGEM DO CAMPO DO JIQUIÁ: PATRIMÔNIO DESVELADO PELA IMAGEM DO ZEPPELIN

  • Orientador : ANA RITA SA CARNEIRO RIBEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA RITA SA CARNEIRO RIBEIRO
  • TOMAS DE ALBUQUERQUE LAPA
  • LUCIA MARIA DE SIQUEIRA CAVALCANTI VERAS
  • ONILDA GOMES BEZERRA
  • Data: 02/02/2022

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  • O Campo do Jiquiá é um espaço emblemático na história do Recife, que serviu como campo de pouso do dirigível ‘Graf Zeppelin’ entre 1930 e 1937. A torre de atracação, que marca esse período do sítio, é reconhecida como patrimônio pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE), juntamente a uma área circundante de 8,4 hectares. Com a falta de uso, houve regeneração ambiental de partes desse local, priorizando a proteção dos seus 54 hectares como Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) pela Prefeitura do Recife, em detrimento dos aspectos históricos. Acredita-se que esse campo revela uma paisagem do passado, de aspectos objetivos com as construções humanas e os elementos naturais que remanescem, e de aspectos subjetivos, inerentes ao modo que resguarda a memória desse período da cidade e as relações humanas que ocorreram ali. Assim, a discussão da paisagem como experienciação humana está aportada em Georg Simmel, Augustin Berque, Denis Cosgrove e Jean-Marc Besse. Tal compreensão de paisagem poderá fornecer meios para o reconhecimento do Campo Jiquiá como patrimônio. Desse modo, traça-se como objetivo explicitar a paisagem do Campo do Jiquiá como patrimônio a partir do Zeppelin. A metodologia desenvolvida aporta-se na pesquisa histórico-documental, a partir de notícias de jornais da época e da análise iconográfica, segundo Erwin Panofsky e Boris Kossoy, das fotografias históricas que retratam o Zeppelin e os atributos da paisagem do Campo do Jiquiá. Desvelou-se, assim, uma 'paisagem em movimento' expressa em escalas, partindo da experiência percebida pelo olhar dos passageiros e recifenses até às manifestações vividas, que ficaram eternizadas nos atributos culturais e naturais, tangíveis e intangíveis do Campo do Jiquiá.

     


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  • O Campo do Jiquiá é um espaço emblemático na história do Recife, que serviu como campo de pouso do dirigível ‘Graf Zeppelin’ entre 1930 e 1937. A torre de atracação, que marca esse período do sítio, é reconhecida como patrimônio pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE), juntamente a uma área circundante de 8,4 hectares. Com a falta de uso, houve regeneração ambiental de partes desse local, priorizando a proteção dos seus 54 hectares como Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) pela Prefeitura do Recife, em detrimento dos aspectos históricos. Acredita-se que esse campo revela uma paisagem do passado, de aspectos objetivos com as construções humanas e os elementos naturais que remanescem, e de aspectos subjetivos, inerentes ao modo que resguarda a memória desse período da cidade e as relações humanas que ocorreram ali. Assim, a discussão da paisagem como experienciação humana está aportada em Georg Simmel, Augustin Berque, Denis Cosgrove e Jean-Marc Besse. Tal compreensão de paisagem poderá fornecer meios para o reconhecimento do Campo Jiquiá como patrimônio. Desse modo, traça-se como objetivo explicitar a paisagem do Campo do Jiquiá como patrimônio a partir do Zeppelin. A metodologia desenvolvida aporta-se na pesquisa histórico-documental, a partir de notícias de jornais da época e da análise iconográfica, segundo Erwin Panofsky e Boris Kossoy, das fotografias históricas que retratam o Zeppelin e os atributos da paisagem do Campo do Jiquiá. Desvelou-se, assim, uma 'paisagem em movimento' expressa em escalas, partindo da experiência percebida pelo olhar dos passageiros e recifenses até às manifestações vividas, que ficaram eternizadas nos atributos culturais e naturais, tangíveis e intangíveis do Campo do Jiquiá.

     

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  • JOSÉ MATHEUS LIRA DA SILVA
  • MICROFÍSICA DO JEITINHO BRASILEIRO: Uma arqueologia do infrapoder do corpo social frente à pandemia da COVID-19

  • Orientador : SERGIO CARVALHO BENICIO DE MELLO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SERGIO CARVALHO BENICIO DE MELLO
  • TOMAS DE ALBUQUERQUE LAPA
  • ANDRE LUIZ MARANHAO DE SOUZA LEAO
  • Data: 04/02/2022

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  • Muito provavelmente todos já devem ter ouvido falar do célebre “jeitinho brasileiro” e sobre como ele possui impacto na vida cotidiana no Brasil, especialmente em tempos pandêmicos onde engajar socialmente o brasileiro em torno de medidas de mitigação do contágio tem se transformado em um desafio deveras tortuoso. Não obstante, tem-se que o conceito do “jeitinho” é fruto de anos de estudos da corrente clássica da teoria nacional fundada por Gilberto Freyre, tal conceito foi e vem sendo usado como meio para se compreender o comportamento e o modo de ser do brasileiro mediante uma característica que lhe é epidérmica: a indisciplina. A partir desse entendimento, permite-se conjecturar que essa indisciplina está diluída no âmago dos indivíduos e acarreta, por isso, em reflexos que ecoam no ordenamento social, na esfera política, na economia e em tantos outros fatores. No entanto, conforme os anos avançaram, a abordagem clássica acerca do “jeitinho” foi se mostrando cada vez mais problemática, principalmente se se leva em consideração a sua inclinação à culpabilização do brasileiro por uma herança, tida como imutável, do mundo colonial e à atribuição de características que atuam na retirada de sua autoestima. Por esse motivo, faz-se necessário repensar essa “indisciplina brasileira” sob outra ótica. Destarte, toma-se enquanto lente a teoria de Michel Foucault, mediante a qual se possibilita desvelar o jeitinho, agora definido enquanto “infrapoder do corpo social”, enquanto um contrapoder surgido para combater diretamente o superpoder do Estado; tirando, assim, a errônea áurea de exclusividade criada pelos clássicos e aproximando o brasileiro de outros povos. Assim, ao responder com ações indisciplinadas às mais diversas situações no campo empírico, o brasileiro está fazendo uso desse determinado poder que, por sua vez, é um reflexo natural do corpo social tão cedo se encontre submetido à um exercício de poder. Portanto, tendo por objetivo refletir sobre os desdobramentos empíricos do infrapoder do corpo social brasileiro, sugere-se a construção de uma arqueologia dos saberes que, no que lhe concerne, possibilitará a ordenação dos discursos que se encontram presentes no sítio arqueológico “Brasil pandêmico” por intermédio de uma Análise do Discurso Foucaultiana e com isso, tornar-se-á possível desvelar como o infrapoder do brasileiro impactou no desdobramento da pandemia da COVID-19. 


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  • Muito provavelmente todos já devem ter ouvido falar do célebre “jeitinho brasileiro” e sobre como ele possui impacto na vida cotidiana no Brasil, especialmente em tempos pandêmicos onde engajar socialmente o brasileiro em torno de medidas de mitigação do contágio tem se transformado em um desafio deveras tortuoso. Não obstante, tem-se que o conceito do “jeitinho” é fruto de anos de estudos da corrente clássica da teoria nacional fundada por Gilberto Freyre, tal conceito foi e vem sendo usado como meio para se compreender o comportamento e o modo de ser do brasileiro mediante uma característica que lhe é epidérmica: a indisciplina. A partir desse entendimento, permite-se conjecturar que essa indisciplina está diluída no âmago dos indivíduos e acarreta, por isso, em reflexos que ecoam no ordenamento social, na esfera política, na economia e em tantos outros fatores. No entanto, conforme os anos avançaram, a abordagem clássica acerca do “jeitinho” foi se mostrando cada vez mais problemática, principalmente se se leva em consideração a sua inclinação à culpabilização do brasileiro por uma herança, tida como imutável, do mundo colonial e à atribuição de características que atuam na retirada de sua autoestima. Por esse motivo, faz-se necessário repensar essa “indisciplina brasileira” sob outra ótica. Destarte, toma-se enquanto lente a teoria de Michel Foucault, mediante a qual se possibilita desvelar o jeitinho, agora definido enquanto “infrapoder do corpo social”, enquanto um contrapoder surgido para combater diretamente o superpoder do Estado; tirando, assim, a errônea áurea de exclusividade criada pelos clássicos e aproximando o brasileiro de outros povos. Assim, ao responder com ações indisciplinadas às mais diversas situações no campo empírico, o brasileiro está fazendo uso desse determinado poder que, por sua vez, é um reflexo natural do corpo social tão cedo se encontre submetido à um exercício de poder. Portanto, tendo por objetivo refletir sobre os desdobramentos empíricos do infrapoder do corpo social brasileiro, sugere-se a construção de uma arqueologia dos saberes que, no que lhe concerne, possibilitará a ordenação dos discursos que se encontram presentes no sítio arqueológico “Brasil pandêmico” por intermédio de uma Análise do Discurso Foucaultiana e com isso, tornar-se-á possível desvelar como o infrapoder do brasileiro impactou no desdobramento da pandemia da COVID-19. 

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  • LETÍCIA ROCHA DE SANTANA
  • Participação e Construção do Consentimento: um estudo sobre o Plano Diretor do Recife 2018

     

  • Orientador : VIRGINIA PITTA PONTUAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VIRGINIA PITTA PONTUAL
  • CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO
  • NORMA LACERDA GONCALVES
  • JAN BITOUN
  • Data: 22/02/2022

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  • A dissertação trata da elaboração do Plano Diretor da cidade do Recife realizada no ano de 2018, problematizando o processo de participação social ao longo das atividades promovidas no âmbito do Poder Executivo. Nesse sentido, levanta como hipótese que a participação propalada no processo de elaboração do Plano Diretor do Recife 2018 foi controlada, dado que os momentos de síntese e tomadas de decisão foram hegemonizados pelos representantes das unidades da prefeitura do Recife articulados com representantes do setor civil e imobiliário.

    Entende-se na presente pesquisa que essa articulação é fruto de acordos entre o poder público e o setor imobiliário em uma aliança que tem origem na histórica aliança entre as classes sociais privilegiadas do país como forma de manutenção de poder. Com isso, as classes populares continuam sendo exploradas em diversos âmbitos, inclusive no momento de elaboração de instrumentos urbanísticos relativos à produção do espaço urbano, onde as classes privilegiadas se alinham com o objetivo de se manter no poder e dar continuidade a seus privilégios.

    Desse modo, o objetivo do trabalho é analisar a participação social na elaboração do Plano Diretor da cidade do Recife de modo a evidenciar o caráter do processo, as articulações, os limites e as manobras técnicas e políticas adotadas nas atividades e canais de participação.

    Para tanto, foi realizada revisão bibliográfica para apreensão dos conceitos teóricos pertinentes à temática abordada, pesquisa documental nos canais de publicação de material oficial do Plano Diretor do Recife, pesquisa de campo como pesquisadora observadora em alguns dos momentos participativos do processo de elaboração, e entrevistas semiestruturadas com atores chave.

    Nesse sentido, a participação social que se deu ao longo da elaboração do Plano foi de caráter formalista pautada na construção do consentimento de modo a criar, no imaginário da massa da população recifense, a sensação de que o processo se deu de forma participativa e legítima, por meio de extensos gastos em marketing e propaganda da gestão administrativa da cidade.

    Entretanto, ao invés de garantir a efetividade dos diversos canais promovidos durante a elaboração, garantindo a participação das pessoas no processo de tomada de decisão, foram criados mecanismos para dirimir o processo participativo de modo a conceder à prefeitura total controle sobre as decisões tomadas. Assim, a maioria dos atores sociais que estavam presentes nas atividades foram espectadores de um grande espetáculo, sendo  apenas informados e consultados sobre suas demandas, sem garantia de que seriam levadas em consideração.

    Como forma de estruturar a pesquisa, o trabalho foi organizado em cinco capítulos. O primeiro trata dos conceitos pertinentes para entender o processo de elaboração de instrumentos urbanísticos: construção do consentimento, participação e produção do espaço urbano. Apresenta ao leitor o objeto teórico do trabalho, de quais conceitos a pesquisa parte e quais autores se utiliza.

    O capítulo dois traz um panorama político e social do país e da cidade do Recife dentro do recorte temporal escolhido, entre 2016 e 2019. O debate social parte das classes sociais teorizadas por Jessé Souza, que serão elucidadas tanto no contexto nacional quanto no contexto local, considerando suas especificidades.

    O terceiro capítulo possui caráter descritivo, se utilizando de mapas e dados para discorrer sobre o cenário urbano e a ocupação do solo na cidade do Recife, tendo como base teórica os conceitos discutidos nos capítulos anteriores.

    O quarto capítulo inicia o debate acerca do objeto empírico da pesquisa, embasando-se nas teorias apresentadas anteriormente, trazendo uma discussão sobre a formação da estrutura institucional montada para a elaboração do Plano, juntamente com a recepção por parte da sociedade civil em relação ao processo.

    Por fim, o quinto capítulo traz uma análise crítica sobre o processo de elaboração do Plano Diretor do Recife 2018 com base nas teorias abordadas de forma a evidenciar como se deu a participação social, os atores sociais envolvidos, as relações de poder e os conflitos existentes.


6
  • CELIO HENRIQUE ROCHA MOURA
  • A NATUREZA EM CONTEXTO URBANO: AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS NA CONSERVAÇÃO DO PARQUE DOS MANGUEZAIS - RECIFE, PE

  • Orientador : TOMAS DE ALBUQUERQUE LAPA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDVANIA TORRES AGUIAR GOMES
  • MARIA DO CARMO MARTINS SOBRAL
  • TOMAS DE ALBUQUERQUE LAPA
  • Data: 23/02/2022

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  • A criação de áreas protegidas desponta como a principal e mais recorrente política de conservação da natureza desenvolvida no século XX. Integra uma visão dicotômica entre o que se compreende como natural e o humano, proveniente principalmente de uma visão mítica e romântica que valora a  natureza pelo seu caráter de intocabilidade. Dentro desta questão, se insere esta investigação, problematizando como este modelo de salvaguarda influi para a dissociação de determinadas populações de seu meio circundante. Para tal, adentra na questão da conservação do que se compreende por natureza em contexto urbano, notadamente os fragmentos florestais instituídos enquanto áreas protegidas por legislação municipal. Tem-se como objeto de estudo o Parque dos Manguezais, Unidade de Conservação da cidade do Recife que se caracteriza como um dos maiores representantes urbanos de ecossistema de manguezal no Brasil. A este remanescente estão associadas comunidades ribeirinhas pesqueiras, cujas atividades lastreiam suas identidades e censo comunitário. Através do aporte teórico-metodológico da teoria das Representações Sociais, proposto por Serge Moscovici (1928-2014), foi possível imergir dentro das realidades e dinâmicas destes agrupamentos. Identificou-se que estas comunidades constroem e são construídas pelas representações sobre o território seus estes socialmente elaboram. A partir destas representações tornou-se possível compreender como a visão de natureza, imposta pelo modelo de instituição de áreas protegidas, ainda incorre ao erro histórico e dissociativo que projeta no ser humano o caráter de agente puramente destrutivo do meio natural. A partir desta visão se engendram os conflitos de ordem fundiária, social e cultural que paulatinamente suprimem os remanescentes de ecossistema e as identidades de comunidades em território urbano.


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  • A criação de áreas protegidas desponta como a principal e mais recorrente política de conservação da natureza desenvolvida no século XX. Integra uma visão dicotômica entre o que se compreende como natural e o humano, proveniente principalmente de uma visão mítica e romântica que valora a  natureza pelo seu caráter de intocabilidade. Dentro desta questão, se insere esta investigação, problematizando como este modelo de salvaguarda influi para a dissociação de determinadas populações de seu meio circundante. Para tal, adentra na questão da conservação do que se compreende por natureza em contexto urbano, notadamente os fragmentos florestais instituídos enquanto áreas protegidas por legislação municipal. Tem-se como objeto de estudo o Parque dos Manguezais, Unidade de Conservação da cidade do Recife que se caracteriza como um dos maiores representantes urbanos de ecossistema de manguezal no Brasil. A este remanescente estão associadas comunidades ribeirinhas pesqueiras, cujas atividades lastreiam suas identidades e censo comunitário. Através do aporte teórico-metodológico da teoria das Representações Sociais, proposto por Serge Moscovici (1928-2014), foi possível imergir dentro das realidades e dinâmicas destes agrupamentos. Identificou-se que estas comunidades constroem e são construídas pelas representações sobre o território seus estes socialmente elaboram. A partir destas representações tornou-se possível compreender como a visão de natureza, imposta pelo modelo de instituição de áreas protegidas, ainda incorre ao erro histórico e dissociativo que projeta no ser humano o caráter de agente puramente destrutivo do meio natural. A partir desta visão se engendram os conflitos de ordem fundiária, social e cultural que paulatinamente suprimem os remanescentes de ecossistema e as identidades de comunidades em território urbano.

7
  • LUANANCY LIMA PRIMAVERA
  • SANTA CASA DE MISERICÓRDIA: AGENTE PASSIVO OU ATIVO NO MERCADO IMOBILIÁRIO DE ALUGUEL DO CENTRO HISTÓRICO DO RECIFE?

  • Orientador : NORMA LACERDA GONCALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NORMA LACERDA GONCALVES
  • VIRGINIA PITTA PONTUAL
  • AMÉLIA MARIA DE OLIVEIRA REYNALDO
  • Data: 23/02/2022

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  • Desde a ocupação portuguesa no Brasil colônia, as ordens religiosas leigas tiveram importante papel para concretização dos projetos da Coroa em nosso país. No Recife não foi diferente, as irmandades que aqui se instalaram foram determinantes para definir a ocupação do tecido urbano de nosso centro histórico, e, cruciais para a viabilidade das intervenções urbanísticas do século XX que ali ocorreram através da propriedade de imóveis nessa área. Nota-se, portanto, a participação dessas instituições tanto no processo de produção desse espaço como em uma atuação no mercado imobiliário. Atualmente, junto com outros agentes – com destaque para o poder público, o Núcleo de Gestão do Porto Digital (NGPD), os donos de instituições privadas de ensino superior, entre outros – as irmandades religiosas leigas também continuam a contribuir para a definição e redefinição das espacialidades desse centro. No entanto, há características e comportamentos que diferenciam esses agentes dos demais, seja pela relação entre a caridade e as rendas do aluguel de seus imóveis, seja pela diferenciação dos preços de aluguel por eles praticados. Essa pesquisa tem por objetivo, portanto, analisar o papel, o comportamento e as estratégias das irmandades religiosas leigas na dinâmica mercadológica e espacial do CHR. Para tanto, definiu-se a Santa Casa de Misericórdia, como objeto de estudo, dentre as demais irmandades religiosas leigas proprietárias de imóveis no CHR, devido ao seu extenso patrimônio e a sua presença em todos os bairros estudados (Bairro do Recife, Santo Antônio, São José e Boa Vista). O percurso metodológico desta dissertação inicia-se a partir dos diálogos e conflitos entre religião e economia, e da inserção das irmandades religiosas leigas nessa relação, associando as doações imobiliárias à salvação da alma, e a caridade à renda dos imóveis. Ademais, é analisada a participação da Igreja Católica e das irmandades na formação do centro histórico do Recife, bem como a construção do extenso patrimônio imobiliário das irmandades através das doações de fieis. A partir de documentos do final do século XIX e da primeira metade do século XX, como os relatórios da Santa Casa de Misericórdia e da Ordem Terceira de São Francisco, a Décima Urbana do bairro do Recife, no início do século XX, entre outros, foram extraídas informações sobre a atuação dessas instituições no mercado imobiliário e na administração de seus bens no referido período. Por fim, foram analisados os dados sobre preços, usos, estado de conservação e preservação dos imóveis da SCMR, de modo a aferir se a Santa Casa de Misericórdia atua como agente passivo e/ou ativo no mercado imobiliário e na conservação dos valores patrimoniais do centro histórico do Recife.


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  • Desde a ocupação portuguesa no Brasil colônia, as ordens religiosas leigas tiveram importante papel para concretização dos projetos da Coroa em nosso país. No Recife não foi diferente, as irmandades que aqui se instalaram foram determinantes para definir a ocupação do tecido urbano de nosso centro histórico, e, cruciais para a viabilidade das intervenções urbanísticas do século XX que ali ocorreram através da propriedade de imóveis nessa área. Nota-se, portanto, a participação dessas instituições tanto no processo de produção desse espaço como em uma atuação no mercado imobiliário. Atualmente, junto com outros agentes – com destaque para o poder público, o Núcleo de Gestão do Porto Digital (NGPD), os donos de instituições privadas de ensino superior, entre outros – as irmandades religiosas leigas também continuam a contribuir para a definição e redefinição das espacialidades desse centro. No entanto, há características e comportamentos que diferenciam esses agentes dos demais, seja pela relação entre a caridade e as rendas do aluguel de seus imóveis, seja pela diferenciação dos preços de aluguel por eles praticados. Essa pesquisa tem por objetivo, portanto, analisar o papel, o comportamento e as estratégias das irmandades religiosas leigas na dinâmica mercadológica e espacial do CHR. Para tanto, definiu-se a Santa Casa de Misericórdia, como objeto de estudo, dentre as demais irmandades religiosas leigas proprietárias de imóveis no CHR, devido ao seu extenso patrimônio e a sua presença em todos os bairros estudados (Bairro do Recife, Santo Antônio, São José e Boa Vista). O percurso metodológico desta dissertação inicia-se a partir dos diálogos e conflitos entre religião e economia, e da inserção das irmandades religiosas leigas nessa relação, associando as doações imobiliárias à salvação da alma, e a caridade à renda dos imóveis. Ademais, é analisada a participação da Igreja Católica e das irmandades na formação do centro histórico do Recife, bem como a construção do extenso patrimônio imobiliário das irmandades através das doações de fieis. A partir de documentos do final do século XIX e da primeira metade do século XX, como os relatórios da Santa Casa de Misericórdia e da Ordem Terceira de São Francisco, a Décima Urbana do bairro do Recife, no início do século XX, entre outros, foram extraídas informações sobre a atuação dessas instituições no mercado imobiliário e na administração de seus bens no referido período. Por fim, foram analisados os dados sobre preços, usos, estado de conservação e preservação dos imóveis da SCMR, de modo a aferir se a Santa Casa de Misericórdia atua como agente passivo e/ou ativo no mercado imobiliário e na conservação dos valores patrimoniais do centro histórico do Recife.

8
  • JULIO CESAR DOS SANTOS
  • CIDADE SABIDA: Uma proposta de integração de dados urbanos utilizando CIM-DL

  • Orientador : MAX LIRA VERAS XAVIER DE ANDRADE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREA FLAVIA TENORIO CARNEIRO
  • DANIEL RIBEIRO CARDOSO
  • IANA LUDERMIR BERNARDINO
  • MAX LIRA VERAS XAVIER DE ANDRADE
  • Data: 28/02/2022

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  • O crescimento populacional e a prospecção da urbanização no Brasil têm gerado novas necessidades para o planejamento e a gestão de cidades, principalmente se considerado o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 – Cidades e comunidades sustentáveis. Neste contexto, os avanços nas Tecnologias da Informação e Comunicação aparecem como recursos para auxiliar na melhoria da qualidade das cidades, tornando-as mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis, principalmente sob a perspectiva da coleta de dados urbanos que agilizem e melhorem a tomada de decisão para o desenvolvimento urbano. Este trabalho emprega o método Design Science Research para desenvolver um artefato denominado Sistema de Armazenamento Baseado em Dados Informações e Análises da cidade (Cidade SABIDA). Este artefato, em vias da heterogeneidade das fontes de dos dados da cidade, busca utilizar o conceito de City Information Modeling – Data Layers (CIM-DL) para confeccionar um arranjo de dados qualitativo, que se adeque a estrutura político-administrativa dos municípios brasileiros de médio porte, visando auxiliar na tomada de decisões de planejamento e gestão dessas cidades. O percurso metodológico, munindo-se de uma Revisão Sistemática da Literatura, resultou inicialmente em uma modelagem conceitual e, posteriormente, na confecção do artefato e sua avaliação. Por fim, chegou-se a conclusões a respeito dos benefícios e aplicabilidade da modelagem de dados urbanos por camadas para o planejamento e gestão de cidades.


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  • O crescimento populacional e a prospecção da urbanização no Brasil têm gerado novas necessidades para o planejamento e a gestão de cidades. Neste contexto, os avanços nas Tecnologias da Informação e Comunicação aparecem como recursos para auxiliar na melhoria da qualidade das cidades, principalmente sob a perspectiva da coleta de dados urbanos que agilizem e melhorem a tomada de decisão para o desenvolvimento urbano. Este trabalho emprega o método Design Science Research para desenvolver um artefato denominado Sistema de Armazenamento Baseado em Dados Informações e Análises da cidade (Cidade SABIDA). Este artefato, em vias da heterogeneidade das fontes de dos dados da cidade, busca utilizar o conceito de City Information Modeling – Data Layers (CIM-DL) para confeccionar um arranjo de dados qualitativo, que se adeque a estrutura político-administrativa dos municípios brasileiros de médio porte, visando auxiliar na tomada de decisões de planejamento e gestão dessas cidades. Este documento de qualificação apresenta uma Revisão Sistemática da Literatura sobre o tema e, como resultado preliminar, a modelagem conceitual da interface que será desenvolvida. Por fim, ainda aborda, brevemente, a estrutura dos próximos capítulos e indícios de outras vertentes da pesquisa que podem ser continuada em um doutoramento.

9
  • ITALO GUEDES DOS SANTOS
  • Verificação Automatizada de Requisitos em Projetos de Arquitetura de Terminais de Passageiros Aeroportuários com base em BIM.

  • Orientador : MAX LIRA VERAS XAVIER DE ANDRADE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LETICIA TEIXEIRA MENDES
  • MAX LIRA VERAS XAVIER DE ANDRADE
  • REGINA COELI RUSCHEL
  • SERGIO SCHEER
  • Data: 28/02/2022

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  • Projetos Arquitetônicos Aeroportuários, por natureza, são complexos tendo em vista a série de exigências projetuais e normativas a serem atendidas. No Brasil, a avaliação e aprovação desses projetos são realizadas pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), INFRAERO (empresa pública federal brasileira) dentre outros órgãos competentes. No cenário atual estes projetos são submetidos por meio de documentos bidimensionais impressos para avaliação e verificação manual de requisitos realizado pela equipe de analistas. Tais processos tendem a ser demorados (perdurando meses ou até anos), além de serem avaliados de modo subjetivo, devido às diferentes perspectivas e expertises de conhecimento, dos analistas no momento da avaliação. Tendo como foco esse problema e, com base no Design Science Research (DSR), esta dissertação propõe o uso de uma Estrutura Conceitual (EC) para subsidiar a avaliação de projetos por meio da Verificação Automatizada de Requisitos. Mediante a compreenssão do processo atual de avaliação dos projetos aeroportuários junto a equipe da SAC, foi possível conceber a EC visando a Verificação Automatizada de Requisitos por Regras em um modelo BIM de um Terminal de Passageiros Aeroportuário (TPS) no software Solibri Model Checker. Os resultados obtidos nesta pesquisa demonstram a viabilidade de utilização da EC para a avaliação de diferentes requisitos do projeto arquitetônico. Devido a EC possuir uma lógica de montagem flexível, no qual é possível alterar diferentes informações, desde o tipo de verificação automatizada, documentos de referência, disciplina, categorias de avaliação, classificação das regras, formatos, sistema e software de análise, tornando possível que os analistas concebam diferentes combinações. Por meio da instanciação da EC junto a equipe da SAC foi possível vislumbrar um novo horizonte para a avaliação de projetos, a ser explorado pelos analistas de projetos aeroportuários no Brasil relacionado ao uso do Code Checking (CC) ou Verificação de Requisitos visando a automatização do processo de avaliação de TPS com base na Modelagem da Informação da Construção (BIM).


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  • Projetos Arquitetônicos Aeroportuários (PAA), por natureza, são complexos tendo em vista a série de exigências projetuais e normativas a serem atendidas na fase de documentação do projeto. No Brasil, a avaliação e aprovação de PAA desenvolvidos pelas equipes de projetistas são realizadas pela INFRAERO (empresa pública federal brasileira responsável pela administração de diversos aeroportos no país), SAC (Secretaria de Aviação Civil), dentre outros órgãos competentes. No cenário atual a equipe de projetistas desenvolve o PAA em softwares CAD e submetem os desenhos bidimensionais impressos para um processo de validação manual realizado pela equipe de analistas. Tais processos tendem a ser demorados (perdurando meses ou até anos). Além disso, os processos de avaliação são subjetivos nas análises, devido às diferentes perspectivas e expertises de conhecimento, específicos de cada analista no momento da avaliação, faltando padronização no momento de avaliação dos PAA. Como resposta para otimizar o processo, minimizar erros de avaliação de PAA e reduzir o tempo de avaliação, aparece o BIM. De acordo com Eastman et al. (2008, p.13), o Building Information Modeling (BIM), em português, Modelagem da Informação da Construção é uma tecnologia de modelagem e processos associados para produzir, comunicar e analisar edifícios. O uso do BIM vinculado à atividade de avaliação de projetos é denominado Code Checking (C.C), ou Verificação de Regras. Segundo Eastman et al. (2009), a Verificação de Regras é definida como um processo de avaliação de relações ou atributos de projeto com base nas configurações dos seus objetos. A checagem de regras em modelos BIM possibilita um novo cenário para que os analistas de PAA possam automatizar o processo de avaliação, reduzindo o tempo de análise e aumentando a eficiência com relação ao processo de validação tradicional. O objeto empírico desta pesquisa é o Terminal de Passageiros Aeroportuário (TPS), este segundo a INFRAERO (2006) é o principal componente do sistema aeroportuário, tem como função processar e atender conveniente e eficientemente passageiros e bagagens em transferência do modo de transporte aéreo para modo terrestre e vice-versa. Essa pesquisa tem como objetivo geral propor o uso de uma Estrutura Conceitual para a Verificação Automática de Regras em PAA de TPS, tirando proveito de recursos computacionais vinculados ao uso do modelo BIM denominado CC. A metodologia a ser utilizada nessa pesquisa será a Design Science Research (DSR).

10
  • JULLY GOMES RIBEIRO
  • UM LAR PARA CRIANCAS E ADOLESCENTES EM VULNERABILIDADE SOCIAL: UMA INVETIGAÇÃO SOBRE "CASA LAR"

  • Orientador : LUCIA LEITAO SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HELIANE DE ALMEIDA LINS LEITAO
  • JULIETA MARIA DE VASCONCELOS LEITE
  • LUCIA LEITAO SANTOS
  • Data: 31/03/2022

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  • Esta pesquisa tem por objetivo avaliar como o ambiente das Casas Lares pode refletir ou influenciar o processo de apropriação e afetividade das crianças e adolescentes com o espaço habitado, a fim de possibilitar um suporte físico e emocional advindos de um lar. Para atingir o objetivo principal da pesquisa fez-se necessário o desenvolvimento do significado dos termos casa e lar, bem como a identificação das normas e diretrizes relacionadas as Casas Lares e seus devidos cumprimentos. A construção e análise dos dados ocorreram de forma qualitativa e quantitativa, a partir da análise de aspectos físicos e subjetivos das instituições e de seus usuários, seguindo as diretrizes do manual de Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes e aspectos baseados nas obras de Rybczynski (1986) e de Fisher (1990). O tema possui uma forte repercussão social, para além de ser um trabalho de interesse acadêmico, possui relevância no sentido de se pensar esses espaços e sua relação com as crianças e adolescentes, levando-os em consideração. 


Teses
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  • LARISSA RODRIGUES DE MENEZES
  • CENTRO HISTÓRICO E CENTRO URBANO EM DISPUTA:

    O mercado imobiliário como coordenador da competição entre os usos comercial e residencial em São José e na Boa Vista, Centro Histórico do Recife

  • Orientador : NORMA LACERDA GONCALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NORMA LACERDA GONCALVES
  • IANA LUDERMIR BERNARDINO
  • PEDRO ABRAMO
  • MARLUCE WALL VENÂNCIO
  • KAINARA LIRA DOS ANJOS
  • Data: 18/02/2022

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  • A tese tem como tema o mercado imobiliário em centros históricos, com foco na disputa entre os usos habitacional e comercial no Centro Histórico do Recife (CHR), formado, grosso modo, pelos bairros do Recife, Santo Antônio, São José e Boa Vista. O problema que norteia a pesquisa é a identificação, sobretudo em São José, de um quadro de competição de usos que promove a substituição das moradias pelo uso comercial, que se impõe por pagar rendas imobiliárias mais elevadas. O atual processo de esvaziamento populacional do CHR ocorre em São José e na Boa Vista, pois em Santo Antônio e no Bairro do Recife, esse processo ocorreu no início do século XX, pela realização de reformas urbanas. Diante dessa problemática, formulou-se a hipótese de que, nos setores de centros históricos preteridos por ações de intervenção pública, a livre competição de usos no mercado imobiliário é a principal responsável pela redução do uso habitacional, o qual é substituído por usos que geram maior renda aos proprietários imobiliários. O objetivo da tese é analisar o funcionamento do mercado imobiliário no Centro Histórico do Recife, para revelar os mecanismos de disputa entre os usos habitacional e comercial, nas áreas institucionalizadas como de preservação rigorosa dos bairros de São José e da Boa Vista, com vistas a contribuir para a fundamentação de políticas de preservação de centros históricos que viabilizem a manutenção do uso residencial. O referencial teórico da tese abordou duas vertentes temáticas. A primeira avaliou os conceitos de centro urbano e centro histórico, bem como experiências de conservação urbana em cidades brasileiras e latino-americanas e o conceito de gentrificação. A segunda abordagem conceitual esteve relacionada ao mercado imobiliário e à competição de usos em centros históricos. Após a construção do referencial teórico, o texto traz o foco para o CHR, avaliando seu processo de formação e a configuração de seus atuais padrões de ocupação, que embasam a delimitação de seis submercados. Com relação aos submercados São José e Boa Vista, é apresentada uma caracterização do conjunto edificado e do espaço urbano. Com base nessa caracterização, foram analisadas as transações de compra e venda e de aluguel, permitindo identificar que a disputa de usos analisadas se dá, majoritariamente, no mercado de aluguel. Dessa forma, foram também analisados os principais agentes desse mercado, bem como suas condutas. A partir dessas análises, foram elaborados esquemas interpretativos do mercado de aluguel comercial e residencial. Foi possível concluir que a renda imobiliária comercial no submercado São José é muito mais elevada do que a renda residencial, motivo da preferência dos proprietários imobiliários pelo aluguel comercial, de maneira que o aluguel residencial não se encontra em condições de competitividade. No submercado Boa Vista, devido à sua localização menos vantajosa para o comércio, ainda existe uma competição mais paritária, motivo pelo qual são elencadas, nas considerações finais, diretrizes para políticas públicas que busquem contribuir para a manutenção do uso residencial no submercado Boa Vista e confira a este uso maiores condições de competitividade, no submercado São José.

     


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  • A tese tem como tema o mercado imobiliário em centros históricos, com foco na disputa entre os usos habitacional e comercial no Centro Histórico do Recife (CHR), formado, grosso modo, pelos bairros do Recife, Santo Antônio, São José e Boa Vista. O problema que norteia a pesquisa é a identificação, sobretudo em São José, de um quadro de competição de usos que promove a substituição das moradias pelo uso comercial, que se impõe por pagar rendas imobiliárias mais elevadas. O atual processo de esvaziamento populacional do CHR ocorre em São José e na Boa Vista, pois em Santo Antônio e no Bairro do Recife, esse processo ocorreu no início do século XX, pela realização de reformas urbanas. Diante dessa problemática, formulou-se a hipótese de que, nos setores de centros históricos preteridos por ações de intervenção pública, a livre competição de usos no mercado imobiliário é a principal responsável pela redução do uso habitacional, o qual é substituído por usos que geram maior renda aos proprietários imobiliários. O objetivo da tese é analisar o funcionamento do mercado imobiliário no Centro Histórico do Recife, para revelar os mecanismos de disputa entre os usos habitacional e comercial, nas áreas institucionalizadas como de preservação rigorosa dos bairros de São José e da Boa Vista, com vistas a contribuir para a fundamentação de políticas de preservação de centros históricos que viabilizem a manutenção do uso residencial. O referencial teórico da tese abordou duas vertentes temáticas. A primeira avaliou os conceitos de centro urbano e centro histórico, bem como experiências de conservação urbana em cidades brasileiras e latino-americanas e o conceito de gentrificação. A segunda abordagem conceitual esteve relacionada ao mercado imobiliário e à competição de usos em centros históricos. Após a construção do referencial teórico, o texto traz o foco para o CHR, avaliando seu processo de formação e a configuração de seus atuais padrões de ocupação, que embasam a delimitação de seis submercados. Com relação aos submercados São José e Boa Vista, é apresentada uma caracterização do conjunto edificado e do espaço urbano. Com base nessa caracterização, foram analisadas as transações de compra e venda e de aluguel, permitindo identificar que a disputa de usos analisadas se dá, majoritariamente, no mercado de aluguel. Dessa forma, foram também analisados os principais agentes desse mercado, bem como suas condutas. A partir dessas análises, foram elaborados esquemas interpretativos do mercado de aluguel comercial e residencial. Foi possível concluir que a renda imobiliária comercial no submercado São José é muito mais elevada do que a renda residencial, motivo da preferência dos proprietários imobiliários pelo aluguel comercial, de maneira que o aluguel residencial não se encontra em condições de competitividade. No submercado Boa Vista, devido à sua localização menos vantajosa para o comércio, ainda existe uma competição mais paritária, motivo pelo qual são elencadas, nas considerações finais, diretrizes para políticas públicas que busquem contribuir para a manutenção do uso residencial no submercado Boa Vista e confira a este uso maiores condições de competitividade, no submercado São José.

     

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  • RAFAEL RUST NEVES
  • AUTOSSEGREGAÇÃO EM CIDADES MÉDIAS: Configuração intraurbana e práticas espaciais dos moradores de residenciais horizontais fechados, em Arapiraca-AL

  • Orientador : RUSKIN FERNANDES MARINHO DE FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RUSKIN FERNANDES MARINHO DE FREITAS
  • CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO
  • EDVANIA TORRES AGUIAR GOMES
  • REGINA DULCE BARBOSA LINS
  • SIMONE CARNAUBA TORRES RIOS
  • Data: 23/02/2022

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  • As transformações no âmbito do capitalismo, experimentado nas últimas cinco décadas,
    têm produzido mudanças na produção do espaço urbano. A transição da cidade industrial, marcada
    pela dicotomia centro-periferia, para a cidade pós-fordista, dispersa e fragmentada, tem engendrado
    novas configurações espaciais, não apenas nas grandes cidades. A presente pesquisa investiga as
    implicações da autossegregação para a vida urbana em cidades médias, com foco na cidade de
    Arapiraca-AL. A escolha dessa cidade média como recorte para a pesquisa se deve aos residenciais
    horizontais fechados serem uma realidade relativamente recente, oferecendo uma oportunidade
    privilegiada para a análise das transformações urbanas desencadeadas por esses empreendimentos,
    desde a implantação. A hipótese geral da pesquisa é que a autossegregação induz uma mudança na
    relação que os moradores dos residenciais horizontais fechados estabelecem com a cidade,
    implicando em um modo de vida urbano mais compartimentado e seletivo, que não se restringe aos
    espaços internos desses empreendimentos. O objetivo geral da pesquisa é identificar e analisar as
    mudanças nas práticas espaciais dos moradores de residenciais horizontais fechados e suas
    implicações para a vida urbana em cidades médias. O método adotado é o fenomenológico e as

    técnicas de pesquisa a serem empregadas na coleta de dados primários são a entrevista não-
    estruturada, junto a representantes da gestão pública municipal e agentes do mercado imobiliário; e

    a entrevista de história de vida, junto aos moradores de diferentes residenciais horizontais fechados,
    localizados em Arapiraca-AL.


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  • As transformações no âmbito do capitalismo, experimentado nas últimas cinco décadas,
    têm produzido mudanças na produção do espaço urbano. A transição da cidade industrial, marcada
    pela dicotomia centro-periferia, para a cidade pós-fordista, dispersa e fragmentada, tem engendrado
    novas configurações espaciais, não apenas nas grandes cidades. A presente pesquisa investiga as
    implicações da autossegregação para a vida urbana em cidades médias, com foco na cidade de
    Arapiraca-AL. A escolha dessa cidade média como recorte para a pesquisa se deve aos residenciais
    horizontais fechados serem uma realidade relativamente recente, oferecendo uma oportunidade
    privilegiada para a análise das transformações urbanas desencadeadas por esses empreendimentos,
    desde a implantação. A hipótese geral da pesquisa é que a autossegregação induz uma mudança na
    relação que os moradores dos residenciais horizontais fechados estabelecem com a cidade,
    implicando em um modo de vida urbano mais compartimentado e seletivo, que não se restringe aos
    espaços internos desses empreendimentos. O objetivo geral da pesquisa é identificar e analisar as
    mudanças nas práticas espaciais dos moradores de residenciais horizontais fechados e suas
    implicações para a vida urbana em cidades médias. O método adotado é o fenomenológico e as

    técnicas de pesquisa a serem empregadas na coleta de dados primários são a entrevista não-
    estruturada, junto a representantes da gestão pública municipal e agentes do mercado imobiliário; e

    a entrevista de história de vida, junto aos moradores de diferentes residenciais horizontais fechados,
    localizados em Arapiraca-AL.

3
  • LIVIA MORAIS NOBREGA
  • Mediação Espacial: Edifícios como Mercadorias para Discursos de Exposições -
    O Caso da Bienal de São Paulo (1957-2018)
  • Orientador : LUIZ MANUEL DO EIRADO AMORIM
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIZ MANUEL DO EIRADO AMORIM
  • FERNANDO DINIZ MOREIRA
  • SOPHIA PSARRA
  • KALI TZORTZI
  • IOANNA STAVROULAKI
  • CRISTIANO FELIPE BORBA DO NASCIMENTO
  • Data: 08/04/2022

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  • Esta tese defende o conceito de mediação espacial enquanto estratégias configuracionais de troca

    entre pessoas e coisas que são particularmente evidentes em espaços expositivos – cuja função

    principal é precisamente a de fomentar estas trocas. Em contraste com outros tipos de mediação, a

    mediação espacial ocorre não por meio de educadores ou dispositivos tecnológicos, mas através do

    sistema espacial que estrutura a interação entre conteúdos expostos e seus visitantes. Este conceito

    caracteriza-se por uma lógica de dupla faceta que diz respeito à própria definição de espaços

    expositivos – instalações para a troca que operam por meio da exposição de artefatos, para fins

    culturais e econômicos. Estas duas facetas são compostas por pares de conceitos que abordam as

    seguintes questões: 1) discurso e narrativa – que descrevem como as coisas estão dispostas no espaço

    e como as mensagens embutidas neste arranjo podem ser interpretadas por meio da navegação

    espacial; 2) commodity e capital – que representam o papel sintático e semântico do edifício na

    definição de um sistema de trocas materiais e simbólicas. Estas duas facetas são objetivamente

    representadas pelo layout de curta duração das exposições e pelo layout de longa duração do edifício

    que as abriga. Tal fenômeno é investigado na Bienal de São Paulo (BSP), expressão que designa um

    edifício (projetado por Oscar Niemeyer e equipe em 1954) e um conjunto de exposições (com 34

    edições, 31 delas realizadas no mesmo pavilhão). Essa longa sobreposição entre edifício e exposições

    fornece evidências robustas para a discussão proposta, que foram obtidas por meio de estudos

    diacrônicos exploratórios (sobre 30 BSP, de 1957 a 2018) e por meio de estudos de casos específicos

    estruturados (sobre 9 BSP). Estes estudos permitiram delimitar: a) o território em que a mediação

    especial acontece – um sistema espacial aberto o bastante para suportar uma multiplicidade de

    ocupações, mas fechado o suficiente para estruturar minimamente o movimento; b) como ela funciona

    – por meio da transformação de um sistema espacial que é simultaneamente complexo e genérico em

    um sistema altamente específico. O primeiro aspecto requereu o desenvolvimento de três modelos de

    representação – complexo, genérico e específico, que descrevem os sistemas espaciais de edifício e

    exposições com base em diferentes critérios, gerando com isso níveis distintos de configurações das

    redes. E o segundo possibilitou a caracterização de dois tipos de mediação especial, exposição como

    meio e exposição como fim, cujas características descrevem como os atributos e elementos que

    constituem o layout da exposição estão situados em relação àqueles dos layouts do edifício, se dentro

    dos seus limites ou se para além deles (relacionados aos conceitos de mercadoria e mercantilização,

    respectivamente). Por fim, essa abordagem, que se baseia na distinção entre layouts perenes e

    efêmeros, pode fornecer novas perspectivas de pensamento morfológico para a concepção e estudo

    de usos e arranjos internos de outros tipos de edifícios e espaços.


  • Mostrar Abstract
  • This thesis defends the concept of spatial mediation as configurational strategies for the exchange

    between people and things which are particularly evident in exhibition spaces – whose main function

    is precisely to foster these exchanges. In contrast to other types of mediation, spatial mediation occurs

    not through educators or technological devices, but through the system that structures the interaction

    between displayed contents and its visitors. This concept is characterized by a double-faceted logic

    that concerns the very definition of exhibition spaces – settings for exchange that operate through

    the display of artifacts, for cultural and economic purposes. These two facets are made up of pairs of

    concepts that address the following issues: 1) discourse and narrative – which describe how things

    are arranged in space and how the messages embedded in this arrangement can be interpreted

    through spatial navigation; 2) commodity and capital – which represent the syntactic and semantic

    role of the building in defining a system of material and symbolic exchanges. These two facets are

    objectively represented by the short-term layout of the exhibitions and the long-term layout of the

    building that houses it. This phenomenon is investigated at the Bienal de São Paulo (BSP), an

    expression that designates both a building (designed by Oscar Niemeyer and his team in 1954), and

    a set of exhibitions (with 34 editions, 31 of which held in the same pavilion). This long overlap

    between building and exhibitions provides robust evidence for the proposed discussion, which was

    obtained through exploratory diachronic studies (on 30 BSP, from 1957 to 2018) and through

    specific case studies (on 9 BSP). These studies allowed us to delimit: a) the territory in which spatial

    mediation takes place – a spatial system open enough to support a multiplicity of occupations, but

    closed enough to minimally structure the movement; b) how it works – by transforming a spatial

    system that is simultaneously complex and generic into a system that is highly specific. The first

    aspect required the development of three representation models – complex, generic, and specific, to

    describe the spatial systems of buildings and exhibitions based on different criteria, thus generating

    different levels of network configurations. And the latter enabled the characterization of two types

    of special mediation, space as a means and space as an end, whose characteristics describe how the

    attributes and elements of the exhibition layout are situated in relation to those of the building layout,

    whether within its limits or beyond them (the former related to the notion of commodity and the

    latter to a process of commodification). Finally, this approach, which is essentially based on the

    distinction between perennial and ephemeral layouts, can provide new perspectives of morphological

    thinking for the design and study of uses and internal arrangements of other types of buildings and

    spaces.

2021
Dissertações
1
  • BEATRIZ MEUNIER FERRAZ
  • De que lado você mora? Rupturas morfológicas e legislativas na zona noroeste da cidade do Recife

  • Orientador : CRISTIANO FELIPE BORBA DO NASCIMENTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTIANO FELIPE BORBA DO NASCIMENTO
  • JOSE DE SOUZA BRANDAO NETO
  • LUCY DONEGAN
  • VINÍCIUS DE MORAES NETTO
  • Data: 10/06/2021

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  • Esta dissertação descreve e analisa variações nos padrões da forma edilícia resultante de parâmetros legislativos de ocupação em ruas da zona noroeste da cidade do Recife, em Pernambuco. Especificamente, analisa-se o tratamento diferenciado de normativas em uma área da cidade constituída por 12 bairros – a Área de Reestruturação Urbana (ARU) definida pela lei municipal de 2001 (Lei dos 12 Bairros), que impôs restrições relativas à ocupação do solo, gabarito, solo natural e aspectos da interface do edifício com a rua, enquanto outras áreas da cidade seguiram regidas por leis com parâmetros mais permissivos e atrativos ao mercado imobiliário. Questiona-se se existe alguma condição locacional ou morfológica diferenciada nesta área restrita que justifique a distinção social proporcionada por privilégios legais que definem padrões de ocupação do solo mais amigáveis em relação ao restante da cidade. Tem-se como suporte teórico a apreensão da cidade como um sistema socioespacial proposto pela Teoria da Lógica Social do Espaço, cujo instrumental descritivo-analítico foi usado para análises da malha urbana, compreendendo a inserção da zona noroeste no contexto do Recife, a sua articulação e relações com a estrutura viária e as particularidades dessa malha. Para comparar áreas com legislações diferentes, tem-se como objeto empírico ruas da zona noroeste do Recife que limitam a borda do zoneamento da ARU, que mostrou evidenciar diferenças resultantes da adoção de leis distintas em uma mesma localidade. Análises caracterizam uma área continuamente privilegiada em termos locacionais, com diferenciações da forma edilícia relacionadas à localização na malha e condicionadas por legislações diversas, impactando em modos de morar e de vivenciar a rua. Observa-se que continuidades morfológicas viárias ou edilícias da zona noroeste não foram primordiais para o traçado do zoneamento da ARU; fatores socioeconômicos podem ser motivos mais evidentes agindo na delimitação, e diferenciação, desta área.


  • Mostrar Abstract
  • Esta dissertação descreve e analisa variações nos padrões da forma edilícia resultante de parâmetros legislativos de ocupação em ruas da zona noroeste da cidade do Recife, em Pernambuco. Especificamente, analisa-se o tratamento diferenciado de normativas em uma área da cidade constituída por 12 bairros – a Área de Reestruturação Urbana (ARU) definida pela lei municipal de 2001 (Lei dos 12 Bairros), que impôs restrições relativas à ocupação do solo, gabarito, solo natural e aspectos da interface do edifício com a rua, enquanto outras áreas da cidade seguiram regidas por leis com parâmetros mais permissivos e atrativos ao mercado imobiliário. Questiona-se se existe alguma condição locacional ou morfológica diferenciada nesta área restrita que justifique a distinção social proporcionada por privilégios legais que definem padrões de ocupação do solo mais amigáveis em relação ao restante da cidade. Tem-se como suporte teórico a apreensão da cidade como um sistema socioespacial proposto pela Teoria da Lógica Social do Espaço, cujo instrumental descritivo-analítico foi usado para análises da malha urbana, compreendendo a inserção da zona noroeste no contexto do Recife, a sua articulação e relações com a estrutura viária e as particularidades dessa malha. Para comparar áreas com legislações diferentes, tem-se como objeto empírico ruas da zona noroeste do Recife que limitam a borda do zoneamento da ARU, que mostrou evidenciar diferenças resultantes da adoção de leis distintas em uma mesma localidade. Análises caracterizam uma área continuamente privilegiada em termos locacionais, com diferenciações da forma edilícia relacionadas à localização na malha e condicionadas por legislações diversas, impactando em modos de morar e de vivenciar a rua. Observa-se que continuidades morfológicas viárias ou edilícias da zona noroeste não foram primordiais para o traçado do zoneamento da ARU; fatores socioeconômicos podem ser motivos mais evidentes agindo na delimitação, e diferenciação, desta área.

2
  • PEDRO AUGUSTO QUEIROZ DE SOUZA
  • ENTRE A POLÍTICA E O VERNACULAR, O GESTO DE CONSTRUIR PAISAGEM EM RIO BRANCO, ACRE

  • Orientador : ANA RITA SA CARNEIRO RIBEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA RITA SA CARNEIRO RIBEIRO
  • NATALIA MIRANDA VIEIRA DE ARAUJO
  • RENATA CAMPELLO CABRAL
  • LUCIA MARIA DE SIQUEIRA CAVALCANTI VERAS
  • MÁRCIO RODRIGO COELHO DE CARVALHO
  • PAULO JOSÉ LISBOA NOBRE
  • Data: 20/08/2021

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  • A cidade de Rio Branco - capital do estado do Acre – vem sendo inventada e reinventada ao longo dos anos, seja nos literatos e trabalhos científicos ao reproduzirem a narrativa da “história oficial” institucionalizada, seja na sua paisagem por meio das intervenções urbanas de motivação política que acontecem desde meados do século XX em busca da suposta “modernidade”. A partir dos anos 2000 emerge o discurso por parte do Governo Estadual com intenção de fomentar certa identidade cultural e sentimento de pertencimento da população que estariam materializados em uma paisagem idealizada de caráter cenográfico para legitimar um legado político no centro histórico com vistas ao reconhecimento patrimonial. Pesquisas históricas revelam que outros tipos arquitetônicos formavam uma paisagem primitiva ou vernacular, de gestos sociais, que ainda resiste ao tempo. Então, quais seriam, de fato, os atributos da paisagem acreana? A abordagem teórica da pesquisa parte da discussão da própria palavra paisagem e seus múltiplos significados para chegar aos conceitos-chave de duas modalidades paisagísticas coexistentes que permeiam o trabalho: a paisagem vernacular e a paisagem política, cunhados principalmente por John B. Jackson e Jean-Marc Besse. Assim, tem-se como objetivo verificar a legitimidade dos atributos da paisagem política defendida pelo Estado, segundo a proposta de proteção patrimonial, em contraponto aos atributos da paisagem vernacular. Para isso, a metodologia desenvolvida partiu da historiografia cultural, estruturada na forma de pesquisa documental, tendo como suporte material mapas, fotografias e legislações urbanas que tangenciam a preservação do patrimônio cultural. Neste percurso, com o apoio de teóricos da fotografia como Boris Kossoy, Erwin Panofsky, Ana Maria Mauad e Zita Possamai, foi realizada a análise iconográfica do álbum fotográfico Encontro da História do Acre – Estado 50 Anos para identificar, entre os descritores icônicos, que paisagem se sobressai no imaginário social enquanto representação da cidade de Rio Branco e as implicações na valoração do que deve ser preservado.


  • Mostrar Abstract
  • O objetivo geral da pesquisa é discutir a legitimidade da paisagem urbana acreana considerando uma arquitetura imposta numa paisagem política que se pretende preservar como histórica e uma vernacular em extinção. Os objetivos específicos consistem em:

     1. Investigar os processos de formação da região central de Rio Branco tendo as noções de Paisagem Política e Paisagem Vernacular como chaves para a interpretação da paisagem em estudo;

    2. Analisar os projetos de intervenção realizados no sítio histórico em questão e a legislação patrimonial estadual, bem como os bens e polígonos que possuem alguma proteção;

    3. Compreender os critérios e justificativas dos processos de tombamento em andamento pela superintendência do IPHAN no Acre;

    4. Indicar os atributos da área que não estão sendo levados em consideração no processo de tombamento em curso pelo IPHAN/AC.

3
  • TALYS NAPOLEÃO MEDEIROS
  • REQUALIFICAÇÃO URBANA A PARTIR DE SÍTIOS FERROVIÁRIOS OBSOLETOS: o caso da Estrada de Ferro Central de Pernambuco

  • Orientador : NATALIA MIRANDA VIEIRA DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NATALIA MIRANDA VIEIRA DE ARAUJO
  • RENATA CAMPELLO CABRAL
  • ONILDA GOMES BEZERRA
  • MANOELA ROSSINETTI RUFINONI
  • Data: 27/08/2021

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  • O processo institucionalizado de desmonte do transporte ferroviário no Brasil, ocorrido na segunda metade do século XX, levou à desativação de várias estradas de ferro pelo país. Neste contexto, a Estrada de Ferro Central de Pernambuco (EFCP), implantada a partir de 1881 entre o Recife e o interior do referido estado, atravessando 25 municípios e com 608km de extensão, foi completamente desativada no final dos anos 1990. A sua infraestrutura tornou-se inoperante e perdeu a função original, o que levou os sítios ocupados pelos leitos e pátios ferroviários em meio urbano e seus vestígios materiais a serem afetados por um grave processo de degradação. Estes elementos possuem uma forte relação com a conformação e/ou a consolidação das localidades que atravessam, além de serem parte do legado ferroviário, o que aponta para a possibilidade de reconhecimento como bens de interesse histórico-cultural. No entanto, no âmbito brasileiro, o patrimônio ferroviário sofre com uma abordagem fragmentada e descontextualizada pelos órgãos de proteção, que prioriza, em grande parte dos casos, a salvaguarda do edifício da estação em detrimento dos demais elementos. Por outro lado, considerando os sítios ferroviários obsoletos como eixos físicos contínuos e linearmente dispostos em meio à cidade, evidenciam-se potencialidades para sua reutilização, o que traz à tona a discussão sobre as intervenções que podem ocorrer nestes espaços. Assim, o objetivo desta pesquisa é analisar os sítios ferroviários obsoletos decorrentes da EFCP a fim de avaliá-los como elementos estruturadores para processos de requalificação urbana, considerando seu caráter como bem de interesse histórico-cultural. Para tanto, a pesquisa aborda o processo de reconhecimento do legado ferroviário como bem patrimonial, suas particularidades e os desafios para sua salvaguarda; bem como a relação entre preservação e reutilização de seus espaços obsoletos no âmbito do planejamento urbano. Após a contextualização sobre o percurso histórico do modal ferroviário no Brasil, a EFCP, e os marcos legais atualmente incidentes sobre estes bens, os sítios desta ferrovia localizados em 17 sedes de município do interior de Pernambuco são caracterizados e analisados. As experiências de intervenção em espaços deste tipo são abordadas e confrontadas entre si, apontando para a conversão em espaços livres públicos de lazer e recreação associados a redes de mobilidade ativa como uma alternativa de reutilização alinhada ao respeito pelas preexistências e ao aproveitamento da sua escala e inserção estratégica no meio urbano. Por fim, são desenvolvidas diretrizes para este tipo de intervenção, considerando as características dos sítios obsoletos da EFCP, bem como perspectivas para sua operacionalização. Desse modo, conclui-se que a conversão de sítios ferroviários obsoletos para os usos identificados é uma relevante forma de enfrentamento à problemática da desativação da infraestrutura ferroviária, que pode contribuir para a salvaguarda deste legado e a melhoria da qualidade de vida em meio urbano, além de vislumbrar-se sua aplicação como parte de uma estratégia articulada em nível nacional.


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  • O processo institucionalizado de desmonte do transporte ferroviário no Brasil, ocorrido na segunda metade do século XX, levou à desativação de várias estradas de ferro pelo país. Neste contexto, a Estrada de Ferro Central de Pernambuco (EFCP), implantada a partir de 1881 entre o Recife e o interior do referido estado, atravessando 25 municípios e com 608km de extensão, foi completamente desativada no final dos anos 1990. A sua infraestrutura tornou-se inoperante e perdeu a função original, o que levou os sítios ocupados pelos leitos e pátios ferroviários em meio urbano e seus vestígios materiais a serem afetados por um grave processo de degradação. Estes elementos possuem uma forte relação com a conformação e/ou a consolidação das localidades que atravessam, além de serem parte do legado ferroviário, o que aponta para a possibilidade de reconhecimento como bens de interesse histórico-cultural. No entanto, no âmbito brasileiro, o patrimônio ferroviário sofre com uma abordagem fragmentada e descontextualizada pelos órgãos de proteção, que prioriza, em grande parte dos casos, a salvaguarda do edifício da estação em detrimento dos demais elementos. Por outro lado, considerando os sítios ferroviários obsoletos como eixos físicos contínuos e linearmente dispostos em meio à cidade, evidenciam-se potencialidades para sua reutilização, o que traz à tona a discussão sobre as intervenções que podem ocorrer nestes espaços. Assim, o objetivo desta pesquisa é analisar os sítios ferroviários obsoletos decorrentes da EFCP a fim de avaliá-los como elementos estruturadores para processos de requalificação urbana, considerando seu caráter como bem de interesse histórico-cultural. Para tanto, a pesquisa aborda o processo de reconhecimento do legado ferroviário como bem patrimonial, suas particularidades e os desafios para sua salvaguarda; bem como a relação entre preservação e reutilização de seus espaços obsoletos no âmbito do planejamento urbano. Após a contextualização sobre o percurso histórico do modal ferroviário no Brasil, a EFCP, e os marcos legais atualmente incidentes sobre estes bens, os sítios desta ferrovia localizados em 17 sedes de município do interior de Pernambuco são caracterizados e analisados. As experiências de intervenção em espaços deste tipo são abordadas e confrontadas entre si, apontando para a conversão em espaços livres públicos de lazer e recreação associados a redes de mobilidade ativa como uma alternativa de reutilização alinhada ao respeito pelas preexistências e ao aproveitamento da sua escala e inserção estratégica no meio urbano. Por fim, são desenvolvidas diretrizes para este tipo de intervenção, considerando as características dos sítios obsoletos da EFCP, bem como perspectivas para sua operacionalização. Desse modo, conclui-se que a conversão de sítios ferroviários obsoletos para os usos identificados é uma relevante forma de enfrentamento à problemática da desativação da infraestrutura ferroviária, que pode contribuir para a salvaguarda deste legado e a melhoria da qualidade de vida em meio urbano, além de vislumbrar-se sua aplicação como parte de uma estratégia articulada em nível nacional.

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  • WILSON DE BARROS FEITOSA JUNIOR
  • O JARDINEIRO COMO ARTÍFICE NA CONSERVAÇÃO DO JARDIM HISTÓRICO

  • Orientador : ANA RITA SA CARNEIRO RIBEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA RITA SA CARNEIRO RIBEIRO
  • RENATA CAMPELLO CABRAL
  • TOMAS DE ALBUQUERQUE LAPA
  • JOELMIR MARQUES DA SILVA
  • ALDA DE AZEVEDO FERREIRA
  • ALINE DE FIGUEIROA SILVA
  • Data: 30/08/2021

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  • O jardineiro nasce com o jardim e vice-versa. Contudo, ao longo do tempo a relação entre sujeito e objeto começa a se desassociar. A trajetória do personagem jardineiro caminha desde sua associação com a natureza primária, em um estado de transição entre agricultor e jardineiro no qual aparece como figura corriqueira e cotidiana até sua apresentação em polos distintos. O primeiro, o jardineiro-criador, é dotado de certa erudição e prestígio, seja pelo conhecimento repassado oralmente ou mais tarde, já nas universidades, enquanto que o jardineiro-mantenedor ocupa o trabalho de caráter braçal, muitas vezes materializado na figura do escravizado ou ex-escravizado. Com o tempo o primeiro começa a perder sua vinculação com o título de jardineiro até se consolidar de fato como arquiteto paisagista; já o segundo, relegado como profissão inferior, justamente por ser mais das mãos que da mente, passa por um processo de marginalização. O jardim histórico, que possui condições estreitas de conservação, acaba sofrendo mais gravemente com sua ausência. O objetivo deste trabalho é discutir a relação entre o ofício do jardineiro e a condição de artífice para a conservação do jardim histórico de forma a explicitar sua relevância patrimonial. Para isso, a pesquisa se propõe a localizar o jardineiro na dimensão artística do jardim, enquadrando seu papel como artífice em contraposição ao paisagista que assume o lugar de artista e ganha reconhecimento isolado. A partir das categorias habilidade, comprometimento e juízo, abordadas por Richard Sennett, constrói-se o perfil do saber jardineiro, solidificando o arquétipo do jardineiro artífice a partir dos escritos de tratados e manuais de agricultura de jardinagem na Europa e Brasil. Trata-se de abordar a prática do jardineiro na história e no contexto patrimonial brasileiro e pontuada a falta de reconhecimento em comparação a outros artífices patrimoniais que passaram pelo processo de reconhecimento, o que difere de países como França, Itália e Japão. Por fim, partindo da análise de entrevistas com técnicos e jardineiros do Sítio Roberto Burle Marx, atesta-se a equivalência deste ao jardineiro artífice, apto para a conservação do jardim histórico, porém vivendo séria ameaça de continuidade desse saber-fazer. Defende-se aqui a possibilidade de reconhecimento de seu ofício e saber como patrimônio imaterial.


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  • O jardineiro nasce com o jardim e vice-versa. Contudo, ao longo do tempo a relação entre sujeito e objeto começa a se desassociar. A trajetória do personagem jardineiro caminha desde sua associação com a natureza primária, em um estado de transição entre agricultor e jardineiro no qual aparece como figura corriqueira e cotidiana até sua apresentação em polos distintos. O primeiro, o jardineiro-criador, é dotado de certa erudição e prestígio, seja pelo conhecimento repassado oralmente ou mais tarde, já nas universidades, enquanto que o jardineiro-mantenedor ocupa o trabalho de caráter braçal, muitas vezes materializado na figura do escravizado ou ex-escravizado. Com o tempo o primeiro começa a perder sua vinculação com o título de jardineiro até se consolidar de fato como arquiteto paisagista; já o segundo, relegado como profissão inferior, justamente por ser mais das mãos que da mente, passa por um processo de marginalização. O jardim histórico, que possui condições estreitas de conservação, acaba sofrendo mais gravemente com sua ausência. O objetivo deste trabalho é discutir a relação entre o ofício do jardineiro e a condição de artífice para a conservação do jardim histórico de forma a explicitar sua relevância patrimonial. Para isso, a pesquisa se propõe a localizar o jardineiro na dimensão artística do jardim, enquadrando seu papel como artífice em contraposição ao paisagista que assume o lugar de artista e ganha reconhecimento isolado. A partir das categorias habilidade, comprometimento e juízo, abordadas por Richard Sennett, constrói-se o perfil do saber jardineiro, solidificando o arquétipo do jardineiro artífice a partir dos escritos de tratados e manuais de agricultura de jardinagem na Europa e Brasil. Trata-se de abordar a prática do jardineiro na história e no contexto patrimonial brasileiro e pontuada a falta de reconhecimento em comparação a outros artífices patrimoniais que passaram pelo processo de reconhecimento, o que difere de países como França, Itália e Japão. Por fim, partindo da análise de entrevistas com técnicos e jardineiros do Sítio Roberto Burle Marx, atesta-se a equivalência deste ao jardineiro artífice, apto para a conservação do jardim histórico, porém vivendo séria ameaça de continuidade desse saber-fazer. Defende-se aqui a possibilidade de reconhecimento de seu ofício e saber como patrimônio imaterial.

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  • MARIA GABRIELA NUMERIANO DE SÁ GOMES
  • UM OLHAR SOBRE A PREEXISTÊNCIA: O sítio histórico de Floresta-PE, a percepção dos moradores  e a salvaguarda do patrimônio cultural

  • Orientador : NATALIA MIRANDA VIEIRA DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NATALIA MIRANDA VIEIRA DE ARAUJO
  • RENATA CAMPELLO CABRAL
  • FLAVIANA BARRETO LIRA
  • JOSÉ CLEWTON DO NASCIMENTO
  • Data: 31/08/2021

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  • Esta dissertação pretende identificar qual a percepção que a população local tem e que tipo de intervenção promove do patrimônio cultural do sítio histórico. Para isso, tem-se como recorte espacial empírico a cidade de Floresta – PE, localizada no sertão pernambucano a 433 km de Recife, com recorte mais especificadamente da sua ZEIHC (Zona Especial de Interesse Histórico e Cultural), no bairro Centro. Sua paisagem se destaca pela presença de casario bem conservado, que forma o centro histórico junto de duas importantes igrejas, além dos famosos pés de tamarindos. Intenciona-se, analisar de que maneira uma pequena cidade, que detém uma legislação razoavelmente recente, pouco desenvolvida e clara sobre a preservação do patrimônio apresenta seu centro histórico bem íntegro. A hipótese é de que há um reconhecimento por parte da população, que demonstra uma percepção sobre o patrimônio, reconhecendo-o, dotando-o de valores e preservando “voluntariamente”. A investigação se dará através das pesquisas bibliográficas, pesquisas documentais, levantamento de campo (observação) e entrevistas-questionários, com a aplicação de uma ferramenta de consulta com aporte teórico-metodológico na abordagem da psicologia ambiental, da utilização recursos imagéticos abordada por Medina Filho (2013) e da metodologia com base na teoria das representações sociais utilizada por Costa (2007), aplicada junto aos atores sociais locais. Assim, pretende-se analisar de que maneira a população local reconhece o centro histórico com suas mudanças e permanência e da percepção sobre a preexistência de valor patrimonial. 


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  • Esta dissertação pretende identificar qual a percepção que a população local tem e que tipo de intervenção promove do patrimônio cultural do sítio histórico. Para isso, tem-se como recorte espacial empírico a cidade de Floresta – PE, localizada no sertão pernambucano a 433 km de Recife, com recorte mais especificadamente da sua ZEIHC (Zona Especial de Interesse Histórico e Cultural), no bairro Centro. Sua paisagem se destaca pela presença de casario bem conservado, que forma o centro histórico junto de duas importantes igrejas, além dos famosos pés de tamarindos. Intenciona-se, analisar de que maneira uma pequena cidade, que detém uma legislação razoavelmente recente, pouco desenvolvida e clara sobre a preservação do patrimônio apresenta seu centro histórico bem íntegro. A hipótese é de que há um reconhecimento por parte da população, que demonstra uma percepção sobre o patrimônio, reconhecendo-o, dotando-o de valores e preservando “voluntariamente”. A investigação se dará através das pesquisas bibliográficas, pesquisas documentais, levantamento de campo (observação) e entrevistas-questionários, com a aplicação de uma ferramenta de consulta com aporte teórico-metodológico na abordagem da psicologia ambiental, da utilização recursos imagéticos abordada por Medina Filho (2013) e da metodologia com base na teoria das representações sociais utilizada por Costa (2007), aplicada junto aos atores sociais locais. Assim, pretende-se analisar de que maneira a população local reconhece o centro histórico com suas mudanças e permanência e da percepção sobre a preexistência de valor patrimonial. 

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  • CLARA GUIMARÃES MELO
  • A PRIVATIZAÇÃO DO CAIS : OS REFLEXOS DAS RECENTES PRÁTICAS DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SOBRE AS MARGENS DA BACIA DO PINA, RECIFE-PE.

  • Orientador : SUELY MARIA RIBEIRO LEAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SUELY MARIA RIBEIRO LEAL
  • CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO
  • EDVANIA TORRES AGUIAR GOMES
  • ORLANDO ALVES DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 21/10/2021

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  • A introdução da lógica empresarial no cerne das políticas públicas fez com que as cidades fossem readequadas à ordem econômica mundial, através da afirmação de suas competitividades e vantagens locacionais. O Planejamento Estratégico vai se constituir na prática concreta das concepções neoliberais, sendo amplamente disseminado e incorporado por diversas cidades no mundo, inclusive no Brasil. A presente pesquisa busca investigar os reflexos dessas práticas sob o contexto local de planejamento urbano da cidade do Recife-PE. Para isso, propomos a análise de  um pequeno recorte: a margem norte da bacia do Pina, que nas últimas décadas tem sido objeto do novo paradigma de Planejamento. Trata-se de uma região central, dotada de fortes condicionantes históricos, culturais, paisagísticos e ambientais que desde de então vem passando por uma intensa dinâmica de valorização, em termos especulativos. Partirmos da premissa de que, nas Margens da Bacia do Pina o Planejamento Estratégico foi utilizado como um mero mecanismo para criação de novas frentes especulativas do capital privado. Fundamentada no método do materialismo histórico e dialético, a pesquisa foi desenvolvida mediante pesquisas bibliográficas, análise de dados, projetos e planos urbanísticos. Ela tem como objetivo refletir criticamente sobre as práticas de planejamento estratégico, de forma que possa contribuir para subsidiar outros estudos relacionados ao tema e apontar novas referências para questionar a produção capitalista do espaço urbano.


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  • A introdução da lógica empresarial no cerne das políticas públicas fez com que as cidades fossem readequadas à ordem econômica mundial, através da afirmação de suas competitividades e vantagens locacionais. O Planejamento Estratégico vai se constituir na prática concreta das concepções neoliberais, sendo amplamente disseminado e incorporado por diversas cidades no mundo, inclusive no Brasil. A presente pesquisa busca investigar os reflexos dessas práticas sob o contexto local de planejamento urbano da cidade do Recife-PE. Para isso, propomos a análise de  um pequeno recorte: a margem norte da bacia do Pina, que nas últimas décadas tem sido objeto do novo paradigma de Planejamento. Trata-se de uma região central, dotada de fortes condicionantes históricos, culturais, paisagísticos e ambientais que desde de então vem passando por uma intensa dinâmica de valorização, em termos especulativos. Partirmos da premissa de que, nas Margens da Bacia do Pina o Planejamento Estratégico foi utilizado como um mero mecanismo para criação de novas frentes especulativas do capital privado. Fundamentada no método do materialismo histórico e dialético, a pesquisa foi desenvolvida mediante pesquisas bibliográficas, análise de dados, projetos e planos urbanísticos. Ela tem como objetivo refletir criticamente sobre as práticas de planejamento estratégico, de forma que possa contribuir para subsidiar outros estudos relacionados ao tema e apontar novas referências para questionar a produção capitalista do espaço urbano.

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  • KARINE MARIA GONCALVES CORTEZ
  • GIACOMO PALUMBO: trajetória e obra na cidade do Recife (1919 – 1939)

  • Orientador : FERNANDO DINIZ MOREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDO DINIZ MOREIRA
  • GEORGE ALEXANDRE FERREIRA DANTAS
  • MARIA LUIZA MACEDO XAVIER DE FREITAS
  • RENATA CAMPELLO CABRAL
  • Data: 12/11/2021

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  • O projeto de pesquisa de mestrado busca analisar e construir uma narrativa sobre a obra e trajetória do arquiteto Giacomo Palumbo (1891-1966), situando-o na historiografia, na arquitetura e na cidade do Recife. Admite-se a hipótese geral de que Palumbo, diante das tensões entre o tradicional e o moderno, foi o mais importante protagonista da arquitetura do Recife e buscou imprimir nesta cidade sua visão de arquitetura e cidade. Giacomo Palumbo atuou na cidade do Recife durante toda a década de 1920 e 1930. Durante esse período, criou e produziu obras públicas e privadas seguindo um vocabulário clássico e eclético, fazendo de cada obra um exemplar que atendesse as necessidades e anseios de modernidade da época. As habilidades adquiridas na École des Beaux- Arts de Paris marcaram sua produção arquitetônica, como o Grande Hotel do Recife, a Faculdade de Medicina do Recife, o Hotel Central e o Hospital Centenário, que o qualificam como o maior expoente de arquitetura na cidade naquele período. Aproximar-se do horizonte que revela essa importância é em primeiro lugar reconhecer a sua grande dimensão e o papel central de sua produção arquitetônica – eclética, neocolonial ou art decó - para conformação da modernidade do Recife. Existem grandes lacunas e omissões na historiografia da arquitetura sobre a figura de Palumbo. Alguns trabalhos de pesquisa indicam sua presença no Brasil (Miranda, 1987, Silva, 1987, Naslavsky, 1998, Dantas, 2003), mas pouco é conhecido sobre esse arquiteto e o conjunto de sua obra. Com base nos estudos de revistas, documentos e iconografia de acervos públicos e privados, esta dissertação propõe uma abordagem mais aprofundada sobre a contribuição desse arquiteto, a partir da análise do conjunto de sua obra arquitetônica no Recife.


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  • O projeto de pesquisa de mestrado busca analisar e construir uma narrativa sobre a obra e trajetória do arquiteto Giacomo Palumbo (1891-1966), situando-o na historiografia, na arquitetura e na cidade do Recife. Admite-se a hipótese geral de que Palumbo, diante das tensões entre o tradicional e o moderno, foi o mais importante protagonista da arquitetura do Recife e buscou imprimir nesta cidade sua visão de arquitetura e cidade. Giacomo Palumbo atuou na cidade do Recife durante toda a década de 1920 e 1930. Durante esse período, criou e produziu obras públicas e privadas seguindo um vocabulário clássico e eclético, fazendo de cada obra um exemplar que atendesse as necessidades e anseios de modernidade da época. As habilidades adquiridas na École des Beaux- Arts de Paris marcaram sua produção arquitetônica, como o Grande Hotel do Recife, a Faculdade de Medicina do Recife, o Hotel Central e o Hospital Centenário, que o qualificam como o maior expoente de arquitetura na cidade naquele período. Aproximar-se do horizonte que revela essa importância é em primeiro lugar reconhecer a sua grande dimensão e o papel central de sua produção arquitetônica – eclética, neocolonial ou art decó - para conformação da modernidade do Recife. Existem grandes lacunas e omissões na historiografia da arquitetura sobre a figura de Palumbo. Alguns trabalhos de pesquisa indicam sua presença no Brasil (Miranda, 1987, Silva, 1987, Naslavsky, 1998, Dantas, 2003), mas pouco é conhecido sobre esse arquiteto e o conjunto de sua obra. Com base nos estudos de revistas, documentos e iconografia de acervos públicos e privados, esta dissertação propõe uma abordagem mais aprofundada sobre a contribuição desse arquiteto, a partir da análise do conjunto de sua obra arquitetônica no Recife.

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  • JÉSSICA LARISSA PESSÔA DE MELO
  • A CAMINHO DE CASA: LUGARES E CULTURAS ATRAVÉS DA EXPERIÊNCIA CINEMATOGRÁFICA

  • Orientador : LUCIA LEITAO SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUCIA LEITAO SANTOS
  • JULIETA MARIA DE VASCONCELOS LEITE
  • MARIA DE JESUS DE BRITTO LEITE
  • JULIANA ANDRADE LEITAO
  • MARIA DO CARMO DE SIQUEIRA NINO
  • Data: 20/12/2021

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  • A ideia de habitar o espaço integra a existência humana desde o momento em que o indivíduo se encontra situado no mundo, percorrendo entendimentos objetivos e, ao mesmo tempo, a subjetividade do ser. A partir disso, esta dissertação toma como objeto de estudo a casa e se propõe a analisar a relação do sujeito com o espaço habitado através da lente cinematográfica em diferentes culturas, objetivando investigar os elementos materiais e imateriais presentes na apropriação da morada. Assim, seria possível refletir acerca das suas variadas representações por meio da identificação dos modos de morar, conformados pelas especificidades culturais em que se inserem. A partir da fenomenologia, alicerçada sobretudo na obra de Norberg-Schulz, o trabalho utiliza dos conceitos de lugar e do genius loci como norteadores das reflexões propostas de forma interdisciplinar, considerando a linguagem cinematográfica também como forma de expressão sociocultural, com as espacialidades e significações que retrata na imagem do filme. O percurso metodológico inclui, portanto, a análise fílmica, através dos apontamentos de Vanoyé e Goliot-Leté (1964) e, para a produção do texto, aproxima-se do ensaio teórico, com uma seleção que abrange filmes de diferentes partes do mundo.

     


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  • A ideia de habitar o espaço integra a existência humana desde o momento em que o indivíduo se encontra situado no mundo, percorrendo entendimentos objetivos e, ao mesmo tempo, a subjetividade do ser. A partir disso, esta dissertação toma como objeto de estudo a casa e se propõe a analisar a relação do sujeito com o espaço habitado através da lente cinematográfica em diferentes culturas, objetivando investigar os elementos materiais e imateriais presentes na apropriação da morada. Assim, seria possível refletir acerca das suas variadas representações por meio da identificação dos modos de morar, conformados pelas especificidades culturais em que se inserem. A partir da fenomenologia, alicerçada sobretudo na obra de Norberg-Schulz, o trabalho utiliza dos conceitos de lugar e do genius loci como norteadores das reflexões propostas de forma interdisciplinar, considerando a linguagem cinematográfica também como forma de expressão sociocultural, com as espacialidades e significações que retrata na imagem do filme. O percurso metodológico inclui, portanto, a análise fílmica, através dos apontamentos de Vanoyé e Goliot-Leté (1964) e, para a produção do texto, aproxima-se do ensaio teórico, com uma seleção que abrange filmes de diferentes partes do mundo.

     

Teses
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  • ANDREA HALASZ GATI PORTO
  • -

  • Orientador : GUILAH NASLAVSKY
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUILAH NASLAVSKY
  • MARIA DE JESUS DE BRITTO LEITE
  • ORIANA MARIA DUARTE DE ARAUJO
  • SILVANA BARBOSA RUBINO
  • ANA GABRIELA GODINHO
  • Data: 24/02/2021

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  • -


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  • -

2
  • VÍTOR DE FRANÇA MACIEL
  • Desregramento e Lucidez: construção de situações ébrias no Recife

  • Orientador : LUIZ MANUEL DO EIRADO AMORIM
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIZ MANUEL DO EIRADO AMORIM
  • CRISTIANO FELIPE BORBA DO NASCIMENTO
  • JULIETA MARIA DE VASCONCELOS LEITE
  • GENTIL ALFREDO MAGALHAES DUQUE PORTO FILHO
  • ORIANA MARIA DUARTE DE ARAUJO
  • Data: 05/03/2021

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  • O presente trabalho investiga a construção de ambiências singulares, onde a embriaguez se apresenta como aspecto fundamental de sua constituição, ou como o próprio conteúdo. Tais ambiências muitas vezes se apresentam como contraespaços, aqui entendidos como espaços-tempo não hegemônicos de resistência e contestação, praticados por pessoas comuns, grupos ou em proposições artísticas. Compreender essas ambiências enquanto constituição de um momento de vida singular, que integre ou aproxime arte e vida cotidiana, bem como discutir o papel da embriaguez na construção e na prática desses momentos é a principal questão motivadora da realização desta tese. A pesquisa é aprofundada por meio de experimentos que relacionam a embriaguez à transformação temporária de determinados espaços, tempos e/ou comportamentos, em uma abordagem que busca entrelaçar o desregramento da ebriedade e a lucidez científica. A partir do atravessamento entre a noção de embriaguez e de um agrupamento de potências e ideias libertárias (com ênfase em uma herança vanguardista), esta pesquisa discute as possibilidades e limitações de se pensar propostas que se localizam na fronteira entre arte e vida cotidiana e que acontecem em decorrência de atividades estéticas e lúdico-contrutivas.
     

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  • O presente trabalho propõe investigar a formação de contraespaços 
    específicos, onde a embriaguez se apresenta como aspecto fundamental, ou 
    como o próprio conteúdo, de sua constituição. Contraespaços são aqui 
    entendidos como espaços-tempo não hegemônicos (autônomos, de 
    resistência) praticados por pessoas comuns, grupos ou em proposições 
    artísticas.
    Compreender esses contraespaços enquanto constituição de um 
    momento de vida singular, que integre ou aproxime arte e vida cotidiana, bem 
    como compreender o papel da embriaguez na prática destes momentos, é a 
    principal questão motivadora da realização desta pesquisa. 
    A pesquisa se dará com estudo de casos (no contexto artístico, em 
    recife, no séc. XXI) que relacionem a noção de embriaguez e contraespaços, 
    de modo a buscar o desvio de uma experiência cotidiana automatizada. A 
    investigação será aprofundada por meio de experimentos que relacionem a 
    embriaguez à transformação temporária de determinados espaços, tempos 
    e/ou comportamentos. A partir desse atravessamento entre a noção de 
    embriaguez e de um agrupamento de potências e ideias libertárias 
    (heterotopia | situação construída), pretende-se verificar as possibilidades e 
    limitações de se pensar a realização da arte (objetivo da vanguarda) que 
    promova um “lugar outro” na vida cotidiana.
     
     
     
3
  • PAULO JOSE DE ALBUQUERQUE MARQUES DA CUNHA
  • Conservação Urbana face aos valores patrimoniais:

    a instrumentalização do patrimônio na gestão do Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti (PE)

  • Orientador : TOMAS DE ALBUQUERQUE LAPA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA PAULA MOTA DE BITENCOURT DA COSTA LINS
  • FLAVIO DE LEMOS CARSALADE
  • NATALIA MIRANDA VIEIRA DE ARAUJO
  • ONILDA GOMES BEZERRA
  • TOMAS DE ALBUQUERQUE LAPA
  • Data: 21/07/2021

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  • RESUMO

     

    Nas últimas décadas, a Conservação Integrada assumiu um papel de destaque na política urbana das cidades cujos bens patrimoniais são objetos de disputa pela sua apropriação e exploração. Mundialmente, vivenciou-se um debate considerável acerca da gestão do patrimônio, baseada em valores patrimoniais, envolvendo teóricos, profissionais, gestores públicos e comunidades. No Brasil, ainda que não se possa falar em um campo estruturado e na formação de técnicos da conservação, na prática, os profissionais envolvidos com o patrimônio têm buscado equilibrar políticas de desenvolvimento social, de incentivo ao turismo e de proteção aos bens patrimoniais. De alguma maneira, seja ela planejada ou inconsciente, os valores patrimoniais têm subsidiado as decisões de gestão, sendo determinantes para o êxito dos planos e projetos de intervenção. Para refletir sobre essa realidade, a presente tese adota o Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti-PMAHC como objeto de estudo, no qual os conflitos entre os envolvidos aparecem como obstáculos à boa gestão do lugar. Ao primeiro olhar, a conservação do PMAHC tem enfatizado valores mais comprometidos com os objetivos da instituição responsável pela sua gestão do que com a conservação do Parque. Para refletir sobre essa questão, a pesquisa analisou o processo de tombamento do Parque e os planos e projetos elaborados desde a sua criação, com vistas a identificar os valores que deram suporte às propostas. Além disso, analisou a estrutura administrativa para Gestão do Parque, com vistas a compreender os processos decisórios. Por fim, por meio de entrevistas com alguns atores, buscou outras formas de considerar a questão que pudessem complementar as constatações preliminares. Os resultados demonstraram que, além do contexto sociocultural e urbano, a missão das instituições que cada sujeito representa influencia fortemente a formulação dos planos de conservação, moldando-os conforme seus objetivos. que, Por mais que os valores patrimoniais tenham sido incorporados nas estruturas de gestão, o papel determinante dos valores institucionais mostra que o debate acerca das formas como os valores são racionalizados, estruturando políticas públicas e subsidiando as gestões, ainda necessita ser aprofundado.


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  • Este Memorial de Qualificação é apresentado ao Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano-MDU, como parte dos requisitos para continuidade da elaboração da Tese, depois de cumpridos 36 meses de ingresso no programa de pós-graduação. Tal exigência encontra-se no Regimento Interno do Programa, no Art.53, inciso V.
    A estrutura deste documento segue a determinação do Regimento interno, sendo composto pelas seguintes partes:
    i) texto explicativo da pesquisa em execução, situando o projeto aprovado, as alterações empreendidas no curso da investigação e o atual estágio de desenvolvimento; ou seja, um histórico explicativo e justificativo da pesquisa em curso; ii) sumário contendo resumo (com no máximo 150 palavras) sobre o conteúdo dos capítulos; iii) dois capítulos, no mínimo, sendo um de natureza teórico-metodológica e o outro empírico; iv) carta de aceitação ou cópia do trabalho apresentado, ou a ser apresentado em evento, ou publicação acadêmica de âmbito nacional ou internacional (UFPE, 2016, grifos nossos)

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  • EUGENIA GIOVANNA SIMOES INACIO CAVALCANTI
  • ESTATUTO DA METRÓPOLE E GOVERNANÇA INTERFEDERATIVA Bases para o desenvolvimento urbano integrado do parcelamento, do uso e da ocupação do solo metropolitano

  • Orientador : MARIA ANGELA DE ALMEIDA SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA ANGELA DE ALMEIDA SOUZA
  • FLAVIO ANTONIO MIRANDA DE SOUZA
  • DANIELLE DE MELO ROCHA
  • MARIA DO LIVRAMENTO MIRANDA CLEMENTINO
  • JOSÉ ANTÔNIO APPARECIDO JÚNIOR
  • AMÉLIA MARIA DE OLIVEIRA REYNALDO
  • Data: 23/07/2021

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  • O tema central da tese é a governança interfederativa estabelecida no Estatuto da Metrópole (Lei Federal nº 13.089/2015), como condição necessária para garantir o desenvolvimento urbano integrado do parcelamento, do uso e da ocupação do solo urbano metropolitano, adotando como estudo de caso a Região Metropolitana do Recife.A tese se desenvolve a partir de três eixos, aprofundando o marco legal e o referencial teórico sobre os temas envolvidos: (i) O processo de metropolização recente sob a égide do capital financeiro e os possíveis conflitos gerados entre municípios; (ii) A função pública de interesse comum entre municípios, visando esclarecer quando o parcelamento, o uso e a ocupação do solo se enquadram nessa categoria;  e (iii) A governança metropolitana ou interfederativa como condição necessária para viabilizar a aplicabilidade dos instrumentos urbanísticos normativos dispostos no art. 9º do Estatuto da Metrópole. Tais instrumentos são: plano de desenvolvimento urbano integrado; planos setoriais interfederativos; fundos públicos; operações urbanas consorciadas interfederativas; zonas para aplicação compartilhada dos instrumentos urbanísticos previstos no Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001); consórcios públicos; convênios de cooperação; parcerias público-privadas interfederativas; contratos de gestão; e compensação por serviços ambientais ou outros serviços prestados pelo Município à unidade territorial urbana, conforme dispõe o Estatuto da Metrópole (Art. 7º, VII).


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  • The central theme of the thesis is the inter-federative governance established in the Metropolis Statute (Federal Law No. 13.089/2015), as a necessary condition to ensure the integrated urban development of the subdivision, use and occupation of metropolitan urban land, adopting it as a case study the Metropolitan Region of Recife. The thesis is developed from three axes, deepening the legal framework and the theoretical framework on the themes involved: (i) The recent metropolization process under the aegis of financial capital and the possible conflicts generated between municipalities; (ii) The public function of common interest among municipalities, aiming to clarify when subdivision, land use and occupation fall into this category; and (iii) Metropolitan or interfederative governance and the application of the legal instruments provided for in art. 9 of the Metropolis Statute. Such instruments are: integrated urban development plan; inter-federative sectoral plans; public funds; inter-federative consortium urban operations; zones for shared application of the urbanistic instruments foreseen in the City Statute, Federal Law nº 10,257/2001 (BRASIL, 2001); public consortia; cooperation agreements; inter-federative public-private partnerships; management contracts; and compensation for environmental services or other services provided by the Municipality to the urban territorial unit, as provided for in the Metropolis Statute (Art. 7, VII). As a result, the thesis presents possibilities of interfederative governance in the metropolitan management of conflicts established between municipalities in the Metropolitan Region of Recife, adopted as an empirical object of analysis of concrete problems, based on the aforementioned instruments provided for in art. 9 of the Metropolis Statute.

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  • MIGUEL ABUDO MOMADE ALI
  • Participação Popular: Uma perspectiva dos
    Entraves e Pontos Fortes para Efetivação da Participação Popular nas Políticas Públicas no
    Município de Nampula - Moçambique entre 1988-2017

  • Orientador : EDVANIA TORRES AGUIAR GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDVANIA TORRES AGUIAR GOMES
  • CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO
  • REMO MUTZENBERG
  • ROSA MARIA CORTES DE LIMA
  • RUSKIN FERNANDES MARINHO DE FREITAS
  • TOMAS DE ALBUQUERQUE LAPA
  • MARIA ALEXANDRA DA SILVA MONTEIRO MUSTAFA
  • ALEXANDRE TIMBANE
  • Data: 30/07/2021

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  • O estudo em causa trata sobre a participação popular nas politicas publicas municipais na cidade de Nampula num período compreendido entre 2014 à 2017. A participação cidadão é um assunto de mera preocupação a nível intranacional. Desde 2014 Nampula experimentou um novo instrumento de participação (OP), no qual é olhado até hoje como um dos instrumentos que mais envolveu o cidadão de forma direta na gestão publica (municipal), visto que os cidadão tiveram a oportunidade de elegerem as prioridades que pudessem resolver os problemas nos seus bairros. De fato as prioridades que dali selecionadas foram executadas, talvez esse o atributo do positivo a este instrumento como uma experiência inédita em Nampula e no país. Porem, surgem algumas questões, terão os cidadãos conseguido influenciar nas tomadas decisões ou não? Será que essas prioridades representam de fato as preocupações dos cidadãos? Em funções destas fiquei preocupado a ausência de um estudo que avalia-se a qualidade da participação do cidadão diante desse processo.
    Nessa perspectiva surge me a preocupação em a partir de uma avaliação da qualidade da participação popular no processo entender quais são os entraves e pontos fortes para efetivação da participação. Esta preocupação surge porque temos assistido nesta urbe e mesmo a nível nacional que os espaços de participação são todos eles controlados pelos gestores públicos, ao ponta da população não ter influencia alguma na tomada de decisões. Será diferente nesse novo instrumento?
    O estudo conteve método fenomenológico hermenêutico, no qual foram usadas algumas técnicas de recolha de dados como focus group, entrevistas e questionários e pesquisa documental. Para aferição da qualidade nos apropriamos da proposta metodológica do DE LÁ MORA. Tivemos como participantes do estudo, os técnicos e gestores do Conselho Municipal da Cidade de Nampula (CMCN), a população do bairro de Namicopo e a Sociedade Civil (SC). Os resultados parciais demostram que em termos execução das prioridades dali eleitas tiveram bastante êxitos e ao mesmo tempo nota-se uma satisfação por partes da população, sociedade civil e do próprio CMCN. Porém a participação do cidadão ainda está longe de influenciar nas tomadas de decisões. Visto que os resultados até aqui obtidos apontam para uma baixa qualidade de participação popular no Orçamento Participativo.


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  • O estudo em causa trata sobre a participação popular nas politicas publicas municipais na cidade de Nampula num período compreendido entre 2014 à 2017. A participação cidadão é um assunto de mera preocupação a nível intranacional. Desde 2014 Nampula experimentou um novo instrumento de participação (OP), no qual é olhado até hoje como um dos instrumentos que mais envolveu o cidadão de forma direta na gestão publica (municipal), visto que os cidadão tiveram a oportunidade de elegerem as prioridades que pudessem resolver os problemas nos seus bairros. De fato as prioridades que dali selecionadas foram executadas, talvez esse o atributo do positivo a este instrumento como uma experiência inédita em Nampula e no país. Porem, surgem algumas questões, terão os cidadãos conseguido influenciar nas tomadas decisões ou não? Será que essas prioridades representam de fato as preocupações dos cidadãos? Em funções destas fiquei preocupado a ausência de um estudo que avalia-se a qualidade da participação do cidadão diante desse processo.
    Nessa perspectiva surge me a preocupação em a partir de uma avaliação da qualidade da participação popular no processo entender quais são os entraves e pontos fortes para efetivação da participação. Esta preocupação surge porque temos assistido nesta urbe e mesmo a nível nacional que os espaços de participação são todos eles controlados pelos gestores públicos, ao ponta da população não ter influencia alguma na tomada de decisões. Será diferente nesse novo instrumento?
    O estudo conteve método fenomenológico hermenêutico, no qual foram usadas algumas técnicas de recolha de dados como focus group, entrevistas e questionários e pesquisa documental. Para aferição da qualidade nos apropriamos da proposta metodológica do DE LÁ MORA. Tivemos como participantes do estudo, os técnicos e gestores do Conselho Municipal da Cidade de Nampula (CMCN), a população do bairro de Namicopo e a Sociedade Civil (SC). Os resultados parciais demostram que em termos execução das prioridades dali eleitas tiveram bastante êxitos e ao mesmo tempo nota-se uma satisfação por partes da população, sociedade civil e do próprio CMCN. Porém a participação do cidadão ainda está longe de influenciar nas tomadas de decisões. Visto que os resultados até aqui obtidos apontam para uma baixa qualidade de participação popular no Orçamento Participativo.

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  • JULIA DA ROCHA PEREIRA
  • SACERDOTES E PROFETAS DO PATRIMÔNIO URBANO NO BRASIL. Consensos e dissonâncias no Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do IPHAN (1990-2010).

  • Orientador : RENATA CAMPELLO CABRAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RENATA CAMPELLO CABRAL
  • NATALIA MIRANDA VIEIRA DE ARAUJO
  • VIRGINIA PITTA PONTUAL
  • FLÁVIA BRITO DO NASCIMENTO
  • PAULO CÉSAR GARCEZ MARTINS
  • Data: 24/09/2021

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  • As concepções de patrimônio urbano no Brasil foram analisadas, nesta tese, a partir das discussões no âmbito do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan, entre os anos 1990 e 2010. Com o intuito de identificar as narrativas de seleção do patrimônio urbano brasileiro, foram avaliados os pareceres de tombamento dos conjuntos urbanos reconhecidos no período. A interpretação teve como fio condutor a atuação dos conselheiros, dentre eles: Augusto da Silva Telles, Nestor Goulart Reis Filho e Ulpiano Toledo Bezerra de Meneses. As contribuições desses agentes apresentam diferentes concepções de patrimônio urbano que ora ampliam, ora reiteram as práticas institucionais, apreendendo o espaço urbano como “homogêneo”, “todo” e “sistema” para sua interpretação enquanto patrimônio cultural. A investigação aponta para a presença de consensos e dissonâncias em torno do conceito de patrimônio urbano. Partindo da abordagem dos conselheiros que participaram ativamente do processo de identificação patrimonial, a tese procura contribuir para as reflexões sobre o complexo processo de tutela do patrimônio urbano no Brasil.


  • Mostrar Abstract
  • A presente pesquisa se propõe a analisar as transformações discursivas contidas nos processos de reconhecimento do espaço urbano enquanto objeto patrimonial no Brasil. A despeito do ineditismo brasileiro no tombamento de conjuntos urbanos na década de 1930, os também denominados conjuntos arquitetônicos, urbanísticos e/ou paisagísticos foram identificados e caracterizados de forma semelhante à adotada para os bens imóveis isolados nos primeiros anos de atuação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. O processo recente de valoração e seleção dos conjuntos urbanos tombados apresenta a tensão estabelecida entre tradição e inovação nas formas de interpretação do patrimônio urbano. Entre os anos de 1990 e 2010, a instituição adotou as categorias interpretativas homogeneidade, totalidade e rede para operacionalizar a identificação e a salvaguarda dos conjuntos urbanos brasileiros. Compreender as transformações e as permanências nos enquadramentos narrativos pode sugerir novos caminhos no sentido de instaurar outras práticas, considerando os atributos, os valores e os sujeitos que constituem o complexo processo de tutela do patrimônio urbano no contexto recente brasileiro.

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  • JOAO PAULO DA SILVA
  • TRAJETÓRIAS DO TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA NO BRASIL 

    Romantização, conflitos socioespaciais e proposta de avaliação 

  • Orientador : CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ILANA BARRETO KIYOTANI
  • CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO
  • EDVANIA TORRES AGUIAR GOMES
  • LUCIANO MUNIZ ABREU
  • RITA DE CASSIA ARIZA DA CRUZ
  • SERGIO MORAES REGO FAGERLANDE
  • Data: 05/11/2021

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  • Esta pesquisa tem como objetivo principal estruturar o Índice de Desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária no Brasil, aqui denominado de ID-TBC, a fim de contribuir para mensurar a efetividade desta modalidade de turismo e apontar caminhos que fortaleçam as iniciativas/projetos implementados nas comunidades tradicionais do país. Para subsidiar essa estruturação, foram mapeadas e estudadas 50 experiências brasileiras pioneiras, que se organizaram por meio recursos financeiros oriundos de chamamento público realizado em 2008 pelo Ministério do Turismo. Este estudo gerou a definição de dimensões de análise que orientaram a nossa discussão junto aos representantes de algumas iniciativas/projetos pesquisados e resultaram na confecção de mapas temáticos que ilustram a repercussão espacial de conflitos relacionados, especialmente, ao modelo de governança adotado, à participação comunitária, às estratégias de acesso ao mercado e às oportunidades de trabalho e renda geradas. Com base nessas discussões, o ID-TBC está ancorado em um conjunto de indicadores que foram validados e posteriormente testados na experiência da Resex Prainha do Canto Verde, comunidade tradicional localizada no litoral leste do Ceará e que faz parte da Rede Cearense de Turismo Comunitário (TUCUM), um dos projetos apoiados pelo governo federal em 2008. Desde a implementação das iniciativas/projetos pesquisados, a ausência de indicadores que demonstrem a relação entre as comunidades brasileiras e as ações combinadas entre o Estado e o mercado no desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária impossibilitou a aferição dos seus resultados efetivos, tornando esta modalidade suscetível a análises romantizadas e pouco críticas, ocultando os conflitos e contradições que surgem no âmbito territorial. 


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  • Esta pesquisa tem como objetivo principal estruturar o Índice de Desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária no Brasil, aqui denominado de ID-TBC, a fim de contribuir para mensurar a efetividade desta modalidade de turismo e apontar caminhos que fortaleçam as iniciativas/projetos implementados nas comunidades tradicionais do país. Para subsidiar essa estruturação, foram mapeadas e estudadas 50 experiências brasileiras pioneiras, que se organizaram por meio recursos financeiros oriundos de chamamento público realizado em 2008 pelo Ministério do Turismo. Este estudo gerou a definição de dimensões de análise que orientaram a nossa discussão junto aos representantes de algumas iniciativas/projetos pesquisados e resultaram na confecção de mapas temáticos que ilustram a repercussão espacial de conflitos relacionados, especialmente, ao modelo de governança adotado, à participação comunitária, às estratégias de acesso ao mercado e às oportunidades de trabalho e renda geradas. Com base nessas discussões, o ID-TBC está ancorado em um conjunto de indicadores que foram validados e posteriormente testados na experiência da Resex Prainha do Canto Verde, comunidade tradicional localizada no litoral leste do Ceará e que faz parte da Rede Cearense de Turismo Comunitário (TUCUM), um dos projetos apoiados pelo governo federal em 2008. Desde a implementação das iniciativas/projetos pesquisados, a ausência de indicadores que demonstrem a relação entre as comunidades brasileiras e as ações combinadas entre o Estado e o mercado no desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária impossibilitou a aferição dos seus resultados efetivos, tornando esta modalidade suscetível a análises romantizadas e pouco críticas, ocultando os conflitos e contradições que surgem no âmbito territorial. 

2020
Dissertações
1
  • RENATA BRAGA NEVES
  • Corpo na prática artística: espaço urbano e aparecimento

  • Orientador : JULIETA MARIA DE VASCONCELOS LEITE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JULIETA MARIA DE VASCONCELOS LEITE
  • MARIA DE JESUS DE BRITTO LEITE
  • ORIANA MARIA DUARTE DE ARAUJO
  • Data: 30/11/2020

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2019
Dissertações
1
  • GABRIELA MAGALHAES AZEVEDO
  • HAVANA: REDES DE PARTICIPAÇÃO E REABILITAÇÃO DO CENTRO HISTÓRICO.

  • Orientador : VIRGINIA PITTA PONTUAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VIRGINIA PITTA PONTUAL
  • MARCOS FERREIRA DA COSTA LIMA
  • NATALIA MIRANDA VIEIRA DE ARAUJO
  • Data: 18/02/2019

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Teses
1
  • PEDRO HENRIQUE CABRAL VALADARES
  • TEMPLOS DE MARTE: referências eruditas nos fortes abaluartados de Pernambuco (século XVII)

  • Orientador : FERNANDO DINIZ MOREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDO DINIZ MOREIRA
  • VIRGINIA PITTA PONTUAL
  • ADLER HOMERO FONSECA DE CASTRO
  • JOSE LUIZ MOTA MENEZES
  • MARCOS ANTONIO GOMES DE MATTOS DE ALBUQUERQUE
  • Data: 26/02/2019

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  • O Renascimento trouxe intensas mudanças na cultura europeia e a Arquitetura foi um dos campos onde estas mudanças foram evidentes, tornando-se objeto privilegiado de estudo por diversos teóricos, inaugurando uma nova forma de reflexão e prática para a disciplina. No âmbito militar não foi diferente. O advento da pólvora na propulsão de projéteis impôs aos mestres fortificadores a necessidade de implementar novos elementos arquitetônicos às obras de defesa, pois as altas e verticais muralhas medievais ficaram vulneráveis diante dos avanços da balística. Além de exigir obras de defesa condizentes com as novas armas e as novas táticas, a complexidade da balística ocasionou a elaboração de tratados específicos sobre Arquitetura Militar, difundidos em grande quantidade durante o Renascimento até o século XIX, tendo o baluarte como protagonista. Tais tratados eram referenciais teóricos constantemente utilizados nos cursos de fortificação na Itália, na França, na Espanha, na Holanda e em Portugal, que recrutavam e capacitavam interessados por obras militares para projetar e construir fortificações. Em Pernambuco, a necessidade de fortificar o então porto de Olinda, entre os séculos XVI e XVII, fez com que fortificadores fossem enviados de Portugal para elaborar um plano de defesa que, em certa medida, foi negligenciado. Durante a ocupação Holandesa, ocorreu o mesmo processo de envio de profissionais à colônia, mas concretizaram um notável complexo defensivo nos moldes preconizados nos principais tratados de arquitetura militar. Portugueses e holandeses buscaram referências no método italiano de fortificar, mas cada nação implementou suas próprias adaptações conforme suas necessidades e seus critérios. Considerando as características arquitetônicas dos fortes construídos em Pernambuco com a presença dos baluartes, a presente pesquisa tem como objetivo demonstrar as referências teóricas contidas nos principais tratados renascentistas europeus de arquitetura militar na concepção e construção das fortificações abaluartadas remanescentes no litoral de Pernambuco no século XVII.


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2017
Dissertações
1
  • ISABELLA FERNANDA ALVES SOARES
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  • Orientador : FERNANDO DINIZ MOREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDO DINIZ MOREIRA
  • MARIA LUIZA MACEDO XAVIER DE FREITAS
  • DIEGO BEJA INGLEZ DE SOUZA
  • Monica Junqueira de Camargo
  • Data: 30/08/2017

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