INTELECTUAIS ORGÂNICOS PERIFÉRICOS NO DIREITO DO TRABALHO: resistência, arte, ativismo digital e ajuntamento coletivo.
intelectuais orgânicos; sujeitas e sujeitos periféricos; periferia; hip-hop; rap; movimento negro, luta de classes
O trabalho investigativo que aqui se propõe enquadra-se na linha de pesquisa Relações Jurídicas do Trabalho e Sociedade e, dentro dela, do Direito do Trabalho e Teoria Social Crítica. Seu recorte, por sua vez, é essencialmente voltado, como deixa transparecer desde o título, ao estudo dos intelectuais orgânicos periféricos no direito do trabalho sob o olhar de um marxismo negro. A pesquisa faz o resgate histórico da participação das sujeitas e sujeitos periféricos na luta contra colonizadora, operária e anti-hegemônica, de modo a combater o epistemicídio, responsável por alijar esses atores da história do Direito e da proposição de soluções ao enfrentamento do modo de produção capitalista. Reitera a importância da arte e da cultura, em especial do Hip-Hop na formação da consciência de classe. A partir da análise do conceito de sindicato desenvolvido na esteira dessa linha de pesquisa e seu movimento que busca reconfigurar o sindicalismo, de forma a retomar a autenticidade e a liberdade da luta sindical, apresenta as contribuições da intelectualidade orgânica periférica na proposição de novas formas de ajuntamento coletivo que de fato consigam reunir todos os afetados.