Banca de DEFESA: GABRIEL COELHO SILVA ALBUQUERQUE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GABRIEL COELHO SILVA ALBUQUERQUE
DATA : 15/06/2026
HORA: 10:00
LOCAL: remotamente (https://meet.google.com/nkn-priy-hju)
TÍTULO:

CARACTERIZAÇÃO PETROGRÁFICA E ISOTÓPICA (87Sr/86Sr) DAS ROCHAS DO INTERVALO EVAPORÍTICO DA FORMAÇÃO CODÓ, BACIA DE SÃO LUÍS-GRAJAÚ, PROVÍNCIA DO PARNAÍBA


PALAVRAS-CHAVES:

Isótopo de Sr; Cretáceo; Evaporitos; Margem Equatorial; Formação Codó.


PÁGINAS: 50
RESUMO:

Os evaporitos da Formação Codó são compostos por gipsita ± filossilicatos ± calcita + anidrita + celestina + barita, refletindo a abundância de seus cátions na salmoura primária (Ca > Sr > Ba). A gipsita apresenta coloração cinza-escuro a branca, com hábitos prismático, nodular/pseudonodular, fibroso ou microcristalino, organizados em texturas paliçada, mosaico, alabastrina e fibrosa, que formam estruturas pseudolaminadas, nodulares, “chicken-wire” e fibrosas. Os filossilicatos associados à calcita micrítica possuem coloração cinza a cinza-escura, com ocorrência de nódulos de gipsita. Os cristais de celestina e a barita são finos, por vezes com bordas corroídas e disseminados, e apresentam maior proporção de Sr em relação ao Ba. A paragênese segue a ordem: anidrita → gipsita I (paliçada) → gipsita II (mosaico) → filossilicatos + calcita → celestina/barita → gipsita III (alabastrina) → gipsita IV (fibrosa). Análises de 87Sr/86Sr por LA-MC-ICP-MS em cada textura de gipsita foram realizadas em quatro amostras estratigraficamente representativas. Os resultados obtidos mostram homogeneidade dentro da precisão do método: a paliçada (primária; 0,70798 a 0,70888); a mosaico (0,70795 a 0,70886); a alabastrina (0,70792 a 0,70897); e a fibrosa (0,70796 a 0,70876). Os valores de 87Sr/86Sr da gipsita primária mostram um aumento relativo das assinaturas isotópicas, da base para o topo, sugerindo que a salmoura se tornou mais radiogênica durante a evolução da camada evaporítica. É notável que os evaporitos da Formação Codó apresentam assinaturas mais elevadas do que a água do mar durante o Aptiano (0,7072 – 0,7074). Esses resultados são de grande relevância para a compreensão do sistema petrolífero da Bacia de São Luís-Grajaú e de suas unidades correlatas offshore ao longo da Margem Equatorial Brasileira, pois elucidam aspectos do paleoambiente da camada selante.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JOSE VICTOR ANTUNES DE AMORIM - UWAUS
Interno - 1133908 - MARIO FERREIRA DE LIMA FILHO
Externo à Instituição - THALES LÚCIO SANTOS DA SILVA
Interno - 1133907 - VIRGINIO HENRIQUE DE MIRANDA LOPES NEUMANN
Notícia cadastrada em: 14/06/2026 15:55
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