Caracterização e identificação de áreas degradadas da vegetação da Mata do Janga e Jaguarana - Paulista (PE) como subsídio para a criação de um corredor ecológico e o plano de manejo
Reserva de Floresta Urbana; FURB; Unidade de Conservação; Índices de Vegetação; Plano de Manejo; Paulista-PE.
As Reservas de Floresta Urbana (FURB) de Pernambuco, inseridas em áreas urbanas, são fragmentos remanescentes da Mata Atlântica que desempenham papel essencial na manutenção dos serviços ecossistêmicos. No entanto, enfrentam pressões antrópicas, como expansão urbana, ocupação irregular e descarte inadequado de resíduos, que promovem a degradação da vegetação e dificultam a conservação da biodiversidade. Entre essas áreas, destacam-se a Mata do Janga e a Mata de Jaguarana, localizadas no município do Paulista – PE, cuja proximidade favorece a proposta de criação de um corredor ecológico através da zona ripária do Rio Paratibe. Esta pesquisa busca subsidiar a elaboração do plano de manejo dessas unidades, identificando áreas degradadas e avaliando a dinâmica da cobertura vegetal ao longo do período de 2015 a 2025. A metodologia integra sensoriamento remoto óptico e de radar, combinando imagens Sentinel-2A para os índices NDVI, EVI, SAVI, NDWI e IAF, e Sentinel-1 para RVI e DPSVI. Os índices de vegetação serão analisados em séries temporais, considerando períodos de menor cobertura de nuvens, e os dados serão processados em algoritmos de aprendizado de máquina, especificamente Random Forest (RF) e Support Vector Machine (SVM), para classificação supervisionada das áreas vegetadas e não vegetadas através da caracterização da fitofisionomia da vegetação. A acurácia da classificação será avaliada por matriz de confusão,
coeficiente de Kappa e correlação de Pearson. Espera-se identificar a evolução da cobertura vegetal, destacando os principais núcleos de degradação e os vetores de pressão urbana sobre as reservas. Os resultados esperados é que os índices IAF, SAVI e o EVI apresentem maior sensibilidade na detecção de áreas vegetadas, e estrutura da vegetação, enquanto o NDVI e o NDWI indicarão variações de biomassa e umidade, complementadas pelos índices de radar, que deverão evidenciar alterações estruturais na vegetação, mesmo em condições de elevada
cobertura de nuvens. A integração de dados ópticos e SAR, aliada aos algoritmos de aprendizado de máquina, deve permitir uma classificação precisa da vegetação e a identificação de tendências de perda florestal ao longo da série histórica analisada, podendo evidenciar a criação de um corredor ecológico entre as unidades de conservação, além de subsidiar a elaboração do plano de manejo. Esta pesquisa reforça a importância do uso integrado de índices de vegetação e técnicas de sensoriamento remoto como ferramentas estratégicas para monitorar fragmentos de Mata Atlântica em ambiente urbano, ampliando a compreensão sobre a dinâmica florestal e fornecendo bases científicas para políticas de manejo e conservação de longo prazo.