Banca de QUALIFICAÇÃO: FRANCIELE MARIA COSTA FERREIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCIELE MARIA COSTA FERREIRA
DATA : 15/12/2025
LOCAL: Sala 506 CFCH UFPE
TÍTULO:

NAVEGANDO ENTRE OLHARES: espacialidades negras e a sexualização dos barqueiros no turismo náutico de Rio Formoso-PE

 


PALAVRAS-CHAVES:

Turismo Náutico; Barqueiros; Sexualização; Masculinidades Negras.

 


PÁGINAS: 60
RESUMO:

As masculinidades negras estão sendo altamente discutidas na atualidade com base em ideias como, por exemplo, a redução de homens negros ao papel de servir sexualmente. Entre diversas representações racistas temos o estereótipo do “cafuçu”: um homem com “corpo atlético, a ideação sobre o pênis grande, a intensa satisfação sexual derivada de um possível encontro sexual, a situação de vunerabilidade de classe e de lugar de origem desse homem preto e o flerte com o ilícito, ilegal e marginal marcam essa personificação embora esse homem negro possa também atuar dentro da licitude e da legalidade e atuar em profissões de menos prestígio social, como porteiros, pedreiros, entregadores, vigilantes e afins” (Ribeiro, 2020). Ou seja, homens negros que
são julgados pelo seu modo de vida ou até mesmo pelo seu trabalho, que é o caso dos barqueiros de Rio formoso-PE. O contexto da pesquisa situa-se no litoral sul pernambucano, estuário do rio formoso, repleto de manguezais e praias paradisíacas como a praia dos Carneiros, nacionalmente conhecida por ser um polo do turismo do nordeste brasileiro. Nessa geografia corporificada, os barqueiros são colocados numa situação de sexualização de seus corpos por parte desses turistas, no seu local de trabalho, mas também na paisagem ao qual cresceram, já que se consideram nativos da região. A sexualização do barqueiro está atrelada passa por alguns percalços, como à posição que ele está no momento, ou seja, de ser um homem negro oferecendo um serviço no contexto da paisagem do manguezal e do estuário, esse conjunto cria o estereótipo do fetiche. A relação corpo do homem negro e paisagem entra no processo que hooks (2022) trás sobre as heranças da escravidão que, para além do crime de exploração fisica, também marca a historia das pessoas negras com o desenvolvimento da exploração sexual pelos senhores e senhoras de engenhos. Aa violência física e sexual que esses corpos sofreram é incontável, no âmbito sexual os homens negros que incomodavam socialmente serviam sexualmente, com essa finalidade os homens negros tinham e continuam tendo seus corpos reduzidos ao falo, sendo assim tudo que vinhesem representar iria ter uma conotação sexual. Com base em autores como Franz Fanon (2008), Grada Kilomba (2019); Joseli Silva (2009), Deivson Faustino (2014; 2017), esse trabalho visa
contribuir para a reflexão do campo da geografia e gênero.

 

 

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DAVID TAVARES BARBOSA - UESPI
Externo ao Programa - 3405891 - FREDSON PEREIRA DA SILVA - nullPresidente - 2688134 - PRISCILA BATISTA VASCONCELOS
Notícia cadastrada em: 11/12/2025 07:41
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