Banca de DEFESA: ANTÔNIO LOPES DA SILVA NETO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTÔNIO LOPES DA SILVA NETO
DATA : 31/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sessão remota de videoconferência
TÍTULO:

MOBILIDADE ESPACIAL E CIRCUITOS DA ECONOMIA URBANA: UMA ANÁLISE DA POLÍTICA PÚBLICA DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DO ESTADO DE ALAGOAS


PALAVRAS-CHAVES:

Mobilidade. Transportes. Circuitos da economia. Estado de Alagoas.


PÁGINAS: 261
RESUMO:

Na tese ora apresentada, buscamos oferecer uma análise da política pública de transporte de passageiros do estado de Alagoas, enfatizando a organização e o funcionamento do sistema de transporte, bem como os seus significados para a mobilidade espacial. Partindo do entendimento de que o atual processo de globalização racionaliza o espaço geográfico, instrumentalizando a vida social, problematizamos que a mobilidade efetivada nos lugares resulta do processo de regulação do território. Nesse sentido, o controle dos objetos e das ações se impõe e a criação de agências reguladoras configura expressão dessa ampla normatização territorial. Assim, defendemos que a garantia da mobilidade espacial interurbana decorre da imbricação das iniciativas e atuações de agentes não hegemonizados, das empresas de viação e do próprio Estado, estruturada, assim, em processos de regulação do território, no aumento da complexidade da rede urbana e no aprimoramento do sistema de transporte de passageiros. No estado de Alagoas, a busca pela conformação de uma política pública de transporte, sobretudo através da atuação da Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Alagoas-ARSAL, revela não somente a concretização de serviços públicos nos lugares, mas os limites da mobilidade espacial em determinadas parcelas do território, como a Região Canavieira alagoana. O contexto da urbanização de Alagoas desenvolve-se materializando intensas desigualdades socioterritoriais reveladas pela dinâmica dos transportes quanto à circulação de pessoas e de mercadorias. Essa situação geográfica estrutura-se na existência dos dois circuitos da economia urbana (Santos, 2008), cuja dinâmica e atualização permeiam a efetivação da política pública de transporte de passageiros. Procuramos, assim, problematizar de que modo o Estado, a partir da normatização dos objetos e das ações, oferece as condições para a realização da mobilidade espacial. Esta análise e leitura geográfica apontam em seus resultados que a complexa situação da mobilidade espacial influencia substancialmente o dinamismo e as condições socioeconômicas de parcelas da população que utilizam o sistema de transporte interurbano, causando reconfigurações urbanas, normatizações territoriais e articulações entre os circuitos econômicos. Concluímos, portanto, que a política pública de transporte de passageiros realizase pela atuação das associações, cooperativas, empresas de viação e do Estado e que, embora promovam o aumento da circulação de pessoas, de bens e o acesso a serviços, não garante efetivamente a mobilidade enquanto direito social fundamental para a construção da cidadania.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CÍCERO PÉRICLES DE OLIVEIRA CARVALHO - UFAL
Externo à Instituição - REINALDO SOUSA - UNEAL
Externo à Instituição - CLÉLIO CRISTIANO DOS SANTOS - UNEAL
Presidente - 1132563 - NILSON CORTEZ CROCIA DE BARROS
Externo à Instituição - SERGIO LUIZ MALTA DE AZEVEDO - UFCG
Notícia cadastrada em: 28/08/2026 21:49
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