DINÂMICA AMBIENTAL E CLASSIFICAÇÃO DAS UNIDADES DE PAISAGEM DO MUNICÍPIO DE TRIUNFO (PE): BREJO DE ALTITUDE E DIFERENCIAÇÃO GEOECOLÓGICA NO MACIÇO ESTRUTURAL DA SERRA DA BAIXA VERDE
Unidades de paisagem; Dinâmica ambiental; Brejo de altitude; Geossistema; Planejamento territorial.
Esta dissertação analisa a dinâmica ambiental e classifica as unidades de paisagem no brejo de altitude do município de Triunfo (PE), área de exceção no semiárido nordestino associada ao maciço estrutural da Serra da Baixa Verde. A pesquisa fundamenta-se na abordagem geossistêmica e articula duas dimensões complementares: a Base Estrutural da Paisagem, definida por componentes de maior persistência espacial, e os Estados Dinâmico-Funcionais, relacionados à cobertura vegetal, ao uso e à cobertura da terra e à variabilidade recente da paisagem. A análise integrou dados geológicos, geomorfológicos, morfométricos, pedológicos, climáticos, fitogeográficos e florísticos, produtos de NDVI derivados de imagens Sentinel-2 para o período de 2019 a 2024, dados do MapBiomas e observações de campo. Foram delimitadas três classes da Base Estrutural da Paisagem: maciço, cimeiras e setores elevados; encostas e faixa de transição; e depressões e setores inferiores. Os Estados DinâmicoFuncionais foram diferenciados em cobertura “natural” persistente relativamente estável; cobertura dinâmica, regenerativa ou transicional; e uso antrópico atual ou consolidado. O cruzamento entre essas duas dimensões resultou em nove unidades de paisagem: A1, A2, A3, B1, B2, B3, C1, C2 e C3. Entre elas, C2 apresentou a maior extensão territorial, com 5.181,96 ha (27,06%), seguida por A2, com 4.496,12 ha (23,48%). Os resultados evidenciam que condições relativamente estáveis, dinâmicas e antrópicas coexistem em diferentes posições da estrutura da paisagem, o que impede estabelecer associações automáticas entre altitude e estado dinâmico-funcional. A classificação obtida sintetiza a organização espacial e a dinâmica ambiental do município e fornece subsídios ao planejamento ambiental, ao monitoramento das transformações da paisagem e à gestão territorial municipal, sem substituir levantamentos de campo ou instrumentos legais de ordenamento.