Avaliação da fibrose hepática através de marcadores não-invasivos em pacientes com Hepatite C crônica antes e após tratamento com resposta virológica sustentada
Hepatite C; Elastografia; fibrose hepática.
Estudos de avaliação de fibrose hepática não invasiva por marcadores bioquímicos (APRI e FIB-4) e por elastografia (LSM), comparando pacientes antes e após o tratamento da Hepatite C crônica com os novos antivirais de ação direta (DAAs), ainda são escassos. Dados de literatura sugerem que os valores dos biomarcadores e da LSM se associam ao prognóstico, tanto antes como após a erradicação do vírus da hepatite C (HCV) (Baveno VII; Franchis, 2021).
Com efeito, Vutien et al., observaram que um ponto-de-corte da LSM > 20 kPa pós-tratamento do HCV estava associado ao surgimento de desfechos adversos, tais como hemorragia digestiva e hepatocarcinoma, corroborando com as diretrizes internacionais, que consideram o mesmo valor para identificar hipertensão portal clinicamente significativa (Vutien et al., 2020; Baveno VII).Diante disto, o objetivo deste trabalho retrospectivo será avaliar a variação no estágio da fibrose hepática, medida através de biomarcadores e da LSM, em pacientes com, doença hepática crônica (DHC) antes e após o tratamento com DAAs em um Hospital Universitário de Referência no Recife-PE.