PPGMedtrop-CCM PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA TROPICAL - CCM CENTRO DE CIENCIAS MEDICAS - CCM Telefone/Ramal: Não informado
Dissertações/Teses

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2025
Dissertações
1
  • JULIE MORAES DE LIMA
  • ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE COMPOSTOS DERIVADOS DE TIOFENOS FRENTE A ESPÉCIES DE Candida

  • Orientador : REJANE PEREIRA NEVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MARIA DA SILVA
  • JULLIANA RIBEIRO ALVES DOS SANTOS
  • REJANE PEREIRA NEVES
  • Data: 26/02/2025

  • Mostrar Resumo
  • O gênero Candida compreende um grupo de fungos que apresentam algumas espécies comensais
    para os seres humanos, mas que também inclui fungos que são patogênicos. Em condições de
    desequilíbrio microbiano ou alterações do sistema imunológico, favorecem que as espécies se tornem
    patógenos oportunistas. O crescente aumento de cepas resistentes aos antifúngicos padrões
    utilizados na prática clínica restringem a disponibilidade de opções para o tratamento e contribuem
    para um pior prognóstico do paciente. Além disso, os antifúngicos convencionais apresentam
    significativa toxicidade e efeitos colaterais, como também variação em sua eficácia frente as espécies
    patogênicas. Desta maneira, torna-se fundamental a pesquisa por uma nova molécula bioativa que
    possua eficiente inibição contra o crescimento fúngico, especialmente, de cepas resistentes. Os
    derivados de tiofenos são compostos heterocíclicos que possuem ampla atividade biológica. Essas
    moléculas são comprovadamente eficazes contra algumas espécies de leveduras e fungos
    filamentosos. Este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial farmacológico de novos compostos
    derivados do tiofeno frente a isolados da espécie de Candida, com o intuito de proporcionar uma
    possível alternativa de tratamento sobre essa temática. Para a análise, foram selecionados 25
    isolados das espécies de Candida estocados na Micoteca/UFPE. Foram realizadas a autenticação
    taxonômica das espécies através da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), que confirmou as
    cepas serem das espécies Candida albicans, Candida tropicalis, Candida parapsilosis stricto sensu,
    Candida orthopsilosis, Candida haemulonii, Candida pseudohaemulonii, Candida lusitaniae e Candida
    intermedia. Em seguida, foram submetidas aos testes de susceptibilidade antifúngica frente ao
    fluconazol, aos compostos derivados de tiofeno e ambos em associação pelo método de
    microdiluição em caldo para a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM). Para o
    fluconazol, demonstrou que dos isolados testados, 5 isolados de Candida não-albicans das espécies
    Candida pseudohaemulonii, Candida haemulonii e Candida parapsilosis stricto sensu apresentaram
    resistência ao fármaco. Os compostos 6CN e 7CN foram os derivados tiofenos que apresentaram
    resultados mais significativos de inibição no crescimento fúngico, com variações de CIM entre
    16μg/mL à 1024 μg/mL. A ação do fluconazol em combinação com o derivado de tiofeno demonstrou
    interação sinérgica na maior parte dos isolados. Portanto, conclui-se que as cepas de Candida
    albicans apresentaram sensibilidade ao fluconazol e as cepas de Candida não-albicans das espécies

    Candida pseudohaemulonii, Candida haemulonii, Candida parapsilosis stricto sensu apresentaram
    resistência, como também, demonstrou que os compostos derivados de tiofeno testados
    demonstraram maior ação fungistática do que fungicida. A interação sinérgica entre as moléculas
    evidenciou que a associação dos dois compostos resultou em um efeito maior de inibição do
    crescimento fúngico do que a inibição apresentada individualmente. Além disso, os resultados obtidos
    são fundamentais para auxiliar na compreensão da ação antifúngica dos derivados de tiofeno em
    espécies de Candida, possibilitando contribuir para o aperfeiçoamento de estratégias terapêuticas
    para infecções fúngicas.


  • Mostrar Abstract
  • O gênero Candida apresenta-se como comensais no hospedeiro humano, no entanto, alterações
    no sistema imunológico podem fazê-las comportar-se como oportunistas, desencadeando
    infecções sistêmicas em pacientes imunocomprometidos. Essas leveduras correspondem entre
    70% a 90% da ocorrência de infecções fúngicas hospitalares, sendo as principais espécies: C.
    albicans, C. parapsilosis, C. tropicalis, C. krusei e C. auris, O crescente aumento de cepas
    resistentes aos antifúngicos padrões utilizados na prática clínica restringem a disponibilidade de
    opções para o tratamento e contribuem para um pior prognóstico do paciente. Além disso, os
    antifúngicos convencionais apresentam significativa toxicidade e efeitos colaterais, como
    também variação em sua eficácia frente as espécies patogênicas. Desta maneira, torna-se
    fundamental a pesquisa por uma nova molécula bioativa que possua eficiente inibição contra o
    crescimento fúngico, especialmente, de cepas resistentes. Os derivados de tiofenos são
    compostos heterocíclicos que possuem ampla atividade biológica. Essas moléculas são
    comprovadamente eficazes contra algumas espécies de leveduras e filamentosos. Entretanto, os
    estudos sobre sua ação antifúngica frente as espécies de Candida resistentes ainda são
    preliminares. Este trabalho tem como objetivo avaliar o potencial farmacológico e os danos na
    estrutura fúngica de novos compostos derivados do tiofeno frente a isolados resistentes de
    Candida, a fim de proporcionar uma possível alternativa de tratamento sobre essa temática.
    Para análise, serão revisados e selecionados isolados resistentes ao fluconazol estocados na
    Micoteca (URM) e feita a autenticação taxonômica através de Reação em Cadeia de Polimerase
    (PCR). Como também, em seguida serão submetidos aos testes de susceptibilidade antifúngica
    pelo método de microdiluição em caldo para a determinação da Concentração Inibitória Mínima
    (CIM). E posteriormente, serão verificados os possíveis aspectos de atuação sobre as estruturas
    celulares fúngicas ocasionadas pelos derivados dos tiofenos através da Microscopia Eletrônica de
    Transmissão (MET).

2
  • MARIA JULHA FELIX PEREIRA
  • Triagem in silico de estruturas de indol-tiosemicarbazona e atividade biológica in vitro como inibidores de Leishmania braziliensis

  • Orientador : VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MONICA CAMELO PESSOA DE AZEVEDO ALBUQUERQUE
  • VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • WHEVERTON RICARDO CORREIA DO NASCIMENTO
  • Data: 27/02/2025

  • Mostrar Resumo
  • A leishmaniose continua sendo um sério problema de saúde pública devido ao surgimento constante de cepas resistentes. Predominantemente encontradas em países em desenvolvimento, essas infecções exigem medicamentos mais eficazes, seguros e acessíveis. Na América Latina, Leishmania braziliensis é o principal agente causador da leishmaniose cutânea. Em relação a novos tratamentos, compostos como tiossemicarbazonas e fragmentos de indol têm se mostrado promissores para atividade leishmanicida. Este estudo propôs avaliar as características in silico de novos derivados de indol-tiossemicarbazona, bem como
    conduzir avaliações in vitro por meio de ensaios de citotoxicidade usando atividade de macrófagos peritoneais e fibroblastos (L929) contra formas promastigotas de Leishmania braziliensis, bem como o índice de seletividade contra o parasita. Os testes de predição in silico de ADME mostraram que os compostos tiveram efeitos potenciais como medicamentos administrados por via oral. Na avaliação da citotoxicidade, os compostos de indol-tiossemicarbazona apresentaram valores de CC50 entre 55 e > 200 μM. Em relação à avaliação contra formas promastigotas de L. braziliensis, os valores de IC50 variaram entre 6,74 e 14,09 μM. Os compostos LT79 e LT71, testados contra formas promastigotas de L. braziliensis foram os mais promissores da série, conforme observado pelo índice de seletividade entre 7,8 e 14,66, respectivamente. Portanto, os compostos indol-tiossemicarbazona são promissores porque apresentaram baixa citotoxicidade para células de mamíferos e atuaram como agentes leishmanicidas.


  • Mostrar Abstract
  • A leishmaniose ainda é um problema impactante enfrentado nas Américas, estando presentes em 18 países e cerca de 90% dos casos ocorrem no Brasil, sob múltiplos aspectos vinculados às questões da iniquidade social e ao processo de globalização. O combate à doença está atrelado a dificuldades sociais e políticas, dessa forma, necessitando de medidas para o controle, e aperfeiçoamento da vigilância e terapia adequada aos indivíduos infectados. Atualmente, a farmacoterapia preconizada não é efetiva em todos os casos clínicos, além de proporcionar efeitos adversos tóxicos. Pesquisas cientificas relatam que compostos que possuem a porção Tiossemicarbazona apresentam um potencial leishmanicida. Desta forma, uma busca racional por novas alternativas terapêuticas se torna necessária para o avanço da medicina. O nosso estudo busca investigar a atividade anti-Leishmania amazonesis, anti-Leishmania brasiliensis, anti-Leishmania infantum de quatro derivados 3-indol-tiossemicarbazona, avaliar a citotoxicidade in vitro em macrófagos peritoneais não infectado, avaliar a atividade sobre promastigotas e amastigota, avaliar o efeito do tratamento na produção de Oxido Nitrico (NO) por macrófagos peritoneais infectados e descrever alterações ultra estruturais das formas evolutivas, utilizando microscopia eletrônica de varredura após tratamento com compostos mais promissores.

3
  • EMILY GABRIELE MARQUES DINIZ
  • Atividade leishmanicida in vitro e propriedades farmacocinéticas in silico (ADMET) de compostos de tiossemicarbazona e em combinação com anfotericina B.

  • Orientador : ANDRE DE LIMA AIRES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCA JANAINA SOARES ROCHA
  • MARY ANGELA ARANDA DE SOUZA GOMES
  • VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • Data: 27/02/2025

  • Mostrar Resumo
  • Há cerca de 1 milhão de novos casos de leishmaniose cutânea (LC) anualmente. O tratamento é realizado com medicamentos de alta toxicidade e efeitos adversos, incluindo anfotericina B (AmB). A combinação de AmB com compostos sintéticos alcançou resultados promissores. Nesse sentido, as tiossemicarbazonas (TSCs) são moléculas atraentes por possuírem estrutura versátil, baixo custo e elevado espectro de ação biológica. Assim, nosso objetivo foi avaliar o efeito in vitro de TSCs livres ou combinados com AmB contra Leishmania amazonensis e L. braziliensis, sua atividade antioxidante, citotoxicidade e propriedades farmacocinéticas in sílico (ADMET). Para os estudos in sílico foram utilizadas as plataformas PkCSM e SwissADME, o DPPH e ABTS foram usados para ensaios antioxidantes e citotoxicidade com macrófagos peritoneais e fibroblastos (L929). Promastigotas foram incubadas com TSCs série
    LNN ou AmB e posteriormente conduziu o estudo de combinação. Os compostos mostraram boas propriedades farmacocinéticas e biodisponibilidade oral, fraca atividade antioxidante e segurança citotóxica contra macrófagos peritoneais e fibroblastos. Todos os compostos exibiram atividade leishmanicida, com destaque para LNN03 e LNN05 com CI 50 de 1,15 e 0,60 µM e 1,05 e 0,68 µM contra L. amazonensis e L. braziliensis, respectivamente. Para as duas espécies, LNN01, LNN03, LNN05 e LNN07 resultaram em efeitos aditivos combinado com AmB. Compostos exibiram ação leishmanicida e aditiva efeito, sendo alternativas para o desenvolvimento de novos fármacos no tratamento da LC.


  • Mostrar Abstract
  • Sendo a leishmaniose um grave problema de saúde pública com agravos que podem levar o paciente a
    graves condições de saúde, há a necessidade de se buscar novas formas de tratamento no combate a
    esta parasitose. Além da elevada prevalência e incidência das leishmanioses destaca-se o crescente
    número de casos de resistência e/ou tolerância aos poucos fármacos disponíveis que apresentam
    elevada toxicidade (hepatotóxico, cardiotóxico e nefrotóxico) e custo de produção.  Um dos maiores
    problemas relacionado a essa escassez de novos fármacos leishmanicidas está diretamente relacionado
    à falta de incentivos mundiais no setor de pesquisa de fármacos e em outros setores básicos de saúde.
    Esse descaso se deve ao fato dessa parasitose ter como alvo as populações mais pobres e vulneráveis do
    mundo afetando principalmente as regiões tropicais e subtropicais. Nesse cenário, fica evidente a
    tamanha necessidade pela obtenção de novos fármacos leishmanicidas mais eficientes e de baixo custo,
    além de formulações que apresentem poucos efeitos colaterais e sejam mais disponíveis ao público
    infectado. Diversas pesquisas vêm analisando o potencial terapêutico de novos compostos obtidos por
    meio de modificações químicas, dentre eles destacam-se os compostos tiossemicarbazonas que
    possuem uma vasta atividade biológica comprovada na literatura, tais como anti-fúngica, anti-
    bacteriana, anti-oxidante, anti-inflamatória, anti-tumoral e anti-parasitária. Baseado nessa eficácia
    demonstrada pelos compostos tiossemicarbazonas, este projeto tem por finalidade desenvolver
    pesquisas in vitro, a fim de verificar o papel dessas moléculas quanto ao seu perfil leishmanicida frente
    às formas evolutivas da Leishmania infantum e Leishmania amazonensis.

4
  • JOÃO LÚCIO MACÁRIO LIRA
  • ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE β-LACTAMASES EM BACILOS GRAM-NEGATIVOS ISOLADOS DE PACIENTES COM E SEM TUBERCULOSE INTERNADOS EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO DE RECIFE/PE

  • Orientador : MARIA AMELIA VIEIRA MACIEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO CAETANO BRANDAO FERREIRA DA SILVA
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MARCELLE AQUINO RABELO
  • Data: 24/03/2025

  • Mostrar Resumo
  • As Infecções Respiratórias Inferiores (IRIs) são uma das principais causas de mortalidade
    infecciosa global, com aproximadamente 2,60 milhões de óbitos anuais. Em pacientes com
    tuberculose (TB), a coinfecção com bactérias Gram-negativas multirresistentes (MDR)
    representa um desafio significativo, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
    Este estudo analisou a ocorrência de β-lactamases em bacilos Gram-negativos isolados de
    pacientes com e sem TB internados em uma UTI respiratória de um hospital terciário de
    Recife/PE. Estudo descritivo de corte transversal com 71 isolados bacterianos de 49 pacientes
    (abril a outubro de 2024). Os isolados foram identificados e testados para sensibilidade
    antimicrobiana e genes de resistência (bla NDM , bla KPC , bla VIM , bla SPM-1 , bla OXA-23 , bla OXA-24 , bla OXA-51 , bla OXA-58  e bla OXA-143 ). Pseudomonas spp. foi o patógeno mais prevalente (39,44%), seguido
    por Klebsiella pneumoniae (21,13%) e Acinetobacter baumannii (18,31%). A maioria dos
    isolados foi da UTI Respiratória (45,07%) e de secreção traqueal (66,20%). A resistência a
    carbapenêmicos e cefalosporinas foi elevada, com K. pneumoniae 100% resistente a
    azitromicina, cefepina, ceftriaxona, ertapenem, gentamicina e piperaciclina-tazobactam,
    e Pseudomonas spp. 92,9% resistente a meropenem e imipenem. Genes
    como bla NDM  e bla KPC  predominaram em Pseudomonas spp. e K. pneumoniae enquanto bla OXA-
    51  e bla OXA-23  foram mais frequentes em A. baumannii. A coinfecção com TB foi observada em 6
    pacientes, com A. baumannii sendo o patógeno mais frequente (57,14%). O estudo evidenciou
    alta prevalência de patógenos MDR em pacientes com e sem TB, reforçando a necessidade de
    estratégias diagnósticas e terapêuticas mais precisas. A detecção de genes de resistência
    destaca a importância da vigilância epidemiológica e do controle de infecções em ambientes
    hospitalares, especialmente em regiões de alta carga de TB.


  • Mostrar Abstract
  • .

5
  • MARISA KELE DA SILVA
  • EFEITO DA GESTAÇÃO E AMAMENTAÇÃO EM MÃES ESQUISTOSSOMÓTICAS NOS CAMUNDONGOS DESCENDENTES PORTADORES DE ASCITE DE EHRLICH: Avaliação das Células Supressoras Derivadas de Mieloides e Metabolismo lipídico dos macrófagos 

     

  • Orientador : VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CASSIA GISELLE DE OLIVEIRA NOBREGA
  • VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • WHEVERTON RICARDO CORREIA DO NASCIMENTO
  • Data: 31/10/2025

  • Mostrar Resumo
  • Estudos mostraram que a gestação e amamentação em mães esquistossomóticas podem alterar a resposta imune da prole, para antígeno heterólogos, na vida adulta. No contexto tumoral, os macrófagos M1 apresentam perfil pró-inflamatório e antitumoral, enquanto os M2 estão associados à imunossupressão e progressão do tumor. A análise do acúmulo de lipídios é uma ferramenta importante para compreender as características metabólicas que sustentam esses fenótipos no desenvolvimento tumoral. Quanto as células supressoras derivadas de mieloides (MDSCs), essas exercem um papel crucial na promoção da imunossupressão tumoral, favorecendo a progressão do câncer. Assim, neste estudo, foi avaliado se a infecção materna de camundongos pelo Schistosoma mansoni altera a frequência das populações das MDSCs, M1 e M2 bem como o metabolismo lipídico destes últimos. Para isto, camundongos (Swiss webster) fêmeas foram infectadas com 20 cercárias e acasaladas no 60o dia de infecção. Após o nascimento, parte dos filhotes tiveram suas mães trocadas, formando os grupos experimentais AI (amamentados por mães infectadas), MI (nascidos de mães infectadas), outra parte foi amamentada em suas próprias mães infectadas e não infectadas, MIAI e CONTROLE, respectivamente. Quando adultos, foi implantado no peritônio, células do Carcinoma de Ehrlich. Após 10 dias, os animais foram pesados e o líquido ascítico coletado e avaliado quanto à presença de células MDSCs (CD11b+ Ly6G Ly6C+), M1 (CD16/CD32+/NOS-2+), M2 (CD206+), e perfil lipídico com as sondas Bodipy 493/503 e Bodipy C16. Houve menor ganho de peso dos animais nos descendentes previamente amamentados. Comparado ao grupo CONTROLE, a frequência das MDSCs foi semelhante nos grupos experimentais. Os grupos AI, MI e MIAI apresentaram menor frequência de M1 Bodipy 493/503+, enquanto o grupo AI apresentou menor frequência de M2 e o MIAI apresentou maior frequência de M2 Bodipy 493/503+. Então, no tumor, a gestação e amamentação em mães esquistossomóticas resultou em menor presença de macrófagos M1 lipídicos, porém esta última levou também à redução da frequência de macrófagos M2 que pode favorecer o menor peso corpóreo. Por outro lado, a associação da gestação e de amamentação revelou
    que a diminuição de M2 não se manteve e promoveu maior acúmulo lipídico nesta célula, indicando um perfil
    imunossupressor e potencialmente favorável à progressão tumoral.

     





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  • O impacto da gestação e amamentação em mães esquistossomóticas no descendente adulto, tem sido foco do nosso grupo de pesquisa. Foi demonstrado que o contato prévio com leite de mães infectadas por S. mansoni promoveu um retardo no crescimento tumoral e melhorou a frequência de macrófagos M1, por outro lado, a gestação em mães infectadas manteve a frequência de macrófagos M2, não inibindo o desenvolvimento tumoral. Contudo, não foi avaliado o envolvimento destas células como fator protetor ou não em tumores, frente ao imunometabolismo lipídico, marcadores pró-fibróticos e diante de células supressoras derivadas de mieloides (MDSCs). Estudos reportam que os macrófagos de perfil M1 quando ativados podem desempenhar capacidade tumoricida, levam à produção de citocinas pró-inflamatórias e de altos níveis de óxido nítrico, enquanto os macrófagos M2 são caracterizados pela expressão de Arg-1, Fizz-1 e de citocinas TGF-β e IL-10 e estão envolvidos com o crescimento tumoral, podendo adquirir lipídeos por meio do receptor CD36, sendo acúmulo e captação de lipídeos intracelular avaliado pelo marcador Bodipy. Associado a isso, as MDSCs exercem ação imunossupressora no sistema imune, desempenhando papel crítico durante a progressão tumoral. Com a associação dos marcadores dos macrófagos será possível analisar os fatores relacionados ao imunometabolismo lipídico no contexto tumoral. Para isso, pretende-se avaliar a associação da expressão dos marcadores Arg, Fizz, TGF-β, IL-10, óxido nítrico (pró e anti-inflamatórios), bem como CD36, bodipy (imunometabolismo lipídico) e MDSCs em camundongos adultos que são gerados e/ou amamentados em mães esquistossomóticas e submetidos a implantação do Carcinoma de Ehrlich.


Teses
1
  • CLAUDEIR DIAS DA SILVA JUNIOR
  • AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNOLÓGICA DE PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS A TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL BASEADOS EM DOLUTEGRAVIR

     


  • Orientador : LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEURIDAN CAVALCANTE TORRES
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MOACIR BATISTA JUCÁ
  • VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • Data: 18/02/2025

  • Mostrar Resumo
  • O vírus da imunodeficiência humana (HIV) permanece como um dos maiores desafios da saúde pública, com mais de quatro décadas de estudos voltados à compreensão da infecção e suas implicações clínicas. A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), estágio avançado da doença pelo HIV, é caracterizada pela diminuição crítica dos linfócitos T CD4+ e pela ativação imunológica crônica, fatores que predispõem os pacientes a infecções oportunistas e outras comorbidades. A terapia antirretroviral combinada (c-TARV), especialmente o esquema baseado em Tenofovir, Lamivudina e Dolutegravir (TDF/3TC/DTG), têm se mostrado eficaz na supressão da carga viral e na melhora clínica das pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA). Contudo, lacunas permanecem quanto ao impacto desse tratamento na modulação de biomarcadores imunológicos, como citocinas e
    imunocheckpoints. Este estudo transversal incluiu 260 PVHA acompanhadas no em dois serviços de referência. O estudo foi dividido em duas fases: na primeira fase, os participantes foram divididos em três grupos: indivíduos sem tratamento, em tratamento com TDF/3TC/DTG e um grupo com diferentes tipos de tratamento. Na segunda fase, os indivíduos iriam iniciar o tratamento foram classificados de acordo com o níveis de linfócitos T CD4+ e acompanhados por uma ano sob o regime de TDF/3TC/DTG. Amostras de sangue periférico foram analisadas para quantificação de citocinas (IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, IFN-γ e TNF-α) e imunocheckpoints solúveis (sPD-1, sPD-L1, sPD-L2, s4-1BB, sGITR e sGITRL). Os resultados do estudo revelaram que indivíduos em tratamento com TDF/3TC/DTG apresentaram diminuição dos níveis de IL-10 e IL-4 quando comparados a outros esquemas terapêutico. Além disso, foi observado que PVHA que com níveis de linfócitos T CD4+ menor ou igual a 350 células/mm3 apresentavam baixos de sPD-1, s-41BB, sGITR e níveis
    elevados de sPD-L1 quando comparados com indivíduos com níveis de linfócitos T CD4+ maior que 350 células/mm 3 . Assim, o estudo aponta que, embora o esquema TDF/3TC/DTG represente um avanço significativo no tratamento antirretroviral, a compreensão detalhada das interações entre citocinas e imunocheckpoints é essencial para otimizar as terapias e desenvolver novas estratégias clínicas. Estudos futuros devem explorar os mecanismos subjacentes à modulação imunológica e avaliar o impacto dessas moléculas na progressão da infecção e na prevenção de comorbidades. Nesse contexto, este estudo contribui para o entendimento das respostas imunológicas em PVHA e reforça a necessidade de abordagens personalizadas para otimizar o manejo da infecção pelo HIV.


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  • AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNOLÓGICA DE PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS A TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL BASEADOS EM DOLUTEGRAVIR

2
  • IRIS CAMPOS LUCAS
  • ENCEFALOPATIA HEPÁTICA EM PACIENTES COM ESQUISTOSSOMOSE MANSONI

  • Orientador : ANA LUCIA COUTINHO DOMINGUES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA LUCIA COUTINHO DOMINGUES
  • EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • BRENO JOSE ALENCAR PIRES BARBOSA
  • LYDIA TEOFILO DE MORAES FALCAO
  • Data: 14/03/2025

  • Mostrar Resumo
  • A encefalopatia hepática (EH) é uma complicação neuropsiquiátrica associada à insuficiência hepática e/ou hipertensão portal, mas sua prevalência em pacientes com esquistossomose hepatoesplênica (EHE) e hipertensão portal não cirrótica (HPNC) permanece pouco estudada. Este trabalho incluiu uma metanálise e dois estudos originais para avaliar a prevalência de EH mínima (EHM) e clínica (EHC) nessa população. A metanálise, que analisou 12 estudos com 575 pacientes, revelou uma prevalência global de EH em HPNC de 12% (IC 95%: 13-18), sendo a EHM mais comum (23%; IC 95%: 13-31) que a EHC (4%; IC 95%: 1-15). A prevalência variou conforme a etiologia da HPNC, sendo maior na trombose venosa portal extra-hepática (25%; IC 95%: 11-45) e menor na doença veno-oclusiva (2%; IC 95%: 0-15). No primeiro estudo original, realizado com 200 pacientes com EHE, a prevalência de EHC foi de 0,5%, enquanto a EHM foi identificada em 24% dos casos utilizando o Teste de Nomeação de Animais (TNA). O TNA mostrou-se fortemente associado à presença de circulação colateral portossistêmica (CCP) (35,1% vs. 15,1%, p = 0,0018) e a um maior Índice de Coutinho (1,79 ± 0,26 vs. 1,30 ± 0,84, p = 0,045). Além disso, pacientes com EHM apresentaram escores significativamente mais baixos no Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) (24,06 ± 1,17 vs. 26,04 ± 0,63, p = 0,0003), demonstrando a sensibilidade do TNA para detectar déficits cognitivos mesmo em pacientes com baixa escolaridade. No segundo estudo original, que avaliou o desempenho cognitivo em pacientes com EHE, foram aplicados testes psicométricos como o MEEM, o TNA, o Teste de Desenho do Relógio (TDR), o Teste de Dígitos em Ordem Direta e Inversa (TDI) e o Teste Go/No-Go. Os resultados mostraram que 36,5% dos pacientes apresentaram escores abaixo de 25 no MEEM, indicando comprometimento cognitivo global. O TDR revelou déficits visuoespaciais e de planejamento em 33% dos participantes, enquanto o TDI identificou prejuízos na memória de trabalho em 19%. O Teste Go/No-Go detectou impulsividade motora e déficits de atenção seletiva em pacientes com EHM. Esses achados destacam a natureza multifacetada dos déficits cognitivos em pacientes com EHE, com prejuízos significativos em funções executivas, memória de trabalho e atenção. Conclui-se que a EHM é prevalente em pacientes com EHE (24%) e HPNC (23%), enquanto a EHC é menos comum (0,5% em EHE e 4% em HPNC). A forte associação entre o desempenho no TNA e a presença de CCP reforça a utilidade desse teste como uma ferramenta prática e culturalmente relevante para a detecção de EHM em cenários de recursos limitados. A triagem cognitiva rotineira, utilizando testes psicométricos como o TNA, o MEEM e o TDR, é essencial para identificar precocemente déficits cognitivos e melhorar os desfechos clínicos nessa população. 


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  • .

3
  • WANDKLEBSON SILVA DA PAZ
  • PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E MODELAGEM TEMPORAL E ESPACIAL DA CARGA DA HANSENÍASE NO BRASIL: UM ESTUDO ECOLÓGICO DE 21 ANOS

  • Orientador : RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
  • WAYNER VIEIRA DE SOUZA
  • ALLAN DANTAS DOS SANTOS
  • CARLOS DORNELS FREIRE DE SOUZA
  • Data: 16/05/2025

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  • A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que persiste como um grave problema de saúde pública no Brasil, especialmente nas regiões mais vulneráveis. Apesar da redução no número de casos em algumas áreas, a doença mantém padrões de distribuição espacial heterogêneos, associados a fatores socioeconômicos e à pobreza. A análise dos padrões temporais e espaciais é essencial para compreender a dinâmica da hanseníase no país esubsidiar ações mais eficazes de controle. Objetivo: Analisar o perfil sociodemográfico, clínico  e epidemiológico da população acometida pela hanseníase, juntamente com a avaliação temporal, espacial e espaço-temporal da doença e de sua carga nos municípios brasileiros nos últimos 21 anos (2001 a 2021). Materiais e métodos: Realizou-se um estudo ecológico e de base populacional utilizando dados de hanseníase dos 5.570 municípios brasileiros. Foram realizadas s análises temporais com o modelo de regressão segmentada Joinpoint para identificar tendências ao longo do tempo. As análises espaciais foram realizadas utilizando o Estimador Bayesiano Empírico Local para minimizar a instabilidade causada pela flutuação aleatória de casos e pelo Índice de Moran Global e Local para avaliar a autocorrelação espacial. A análise espaço-temporal foi feita através da estatística de varredura para identificação de clusters de risco. Além disso, foi estimada a carga de doença pelos Anos de Vida Ajustados por Incapacidade (DALYs), combinando anos de vida perdidos (YLL) e anos vividos com incapacidade (YLD). Resultados: O coeficiente médio de detecção de hanseníase no Brasil foi de 19,36 casos por 100.000 habitantes, com maior ocorrência entre os homens (21,29/100.000 hab.) e na faixa etária de 60 a 69 anos (36,31/100.000 hab.). Observou-se uma tendência temporal decrescente do coeficiente de detecção no país (APC: -5,20% ao ano), embora tenha havido aumento proporcional dos casos multibacilares (MB), especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste. A hanseníase apresentou ampla distribuição espacial em todo o Brasil, com formação de aglomerados espaço-temporais de alto risco, principalmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Em relação a carga, houve um agrupamento concentrado e substancial de municípios de alto risco, nas mesmas regiões, indicando distribuição espacial da doença não é aleatória. Embora a carga geral da hanseníase tenha diminuído ao longo das duas últimas décadas, essas regiões mantiveram valores elevados em comparação às regiões Sul e Sudeste. A carga da doença impactou principalmente homens e indivíduos de faixas etárias mais velhas. Além disso, o principal componente do DALY da hanseníase foi o YLL, indicando um impacto significativo da mortalidade associada à doença. Conclusão: Apesar da tendência geral de redução, o Brasil ainda é considerado altamente endêmico para hanseníase, com aumento proporcional de casos multibacilares e padrões regionais preocupantes. A carga da doença permanece expressiva, sobretudo nas regiões mais pobres, reforçando a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica, ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e adotar medidas que aumentem a eficiência dos serviços de saúde e a integração dos níveis de assistência. As intervenções devem ser adaptadas às especificidades locais para assegurar maior efetividade no controle da doença e na redução de suas consequências sociais e sanitárias.


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  •  

    Verificar perfil sociodemográfico e clínico-epidemiológico da população acometida com hanseníase e
    analisar os padrões temporais, espaciais e espaço-temporais da hanseníase e sua associação com a
    vulnerabilidade social nos municípios brasileiros no período de 2001 a 2020.


    Objetivos específicos:
    1) Descrever o perfil sociodemográfico e clínico-epidemiológico da população acometida com hanseníase
    no Brasil;
    2) Mensurar e caracterizar os anos de vida perdidos por morte prematura, os anos vividos com
    incapacidade e os anos de vida ajustados por incapacidade no Brasil;
    3) Analisar os padrões temporais do coeficiente de detecção dos indicadores clínicos-epidemiológicos e
    das taxas da carga associada à hanseníase no Brasil;
    4) Identificar aglomerados espaciais e espaço-temporais de alto risco relacionados ao coeficiente de
    detecção e das taxas da carga associada à hanseníase nos municípios do Brasil;
    5) Verificar a associação entre o coeficiente de detecção da hanseníase e a vulnerabilidade social nos
    municípios do Brasil.

4
  • ALDICLÉYA LIMA LUZ
  • ANALISE DE RESISTENCIA DO HIV-1 EM PARES MAES-FILHOS NO NORDESTE DO BRASIL

  • Orientador : HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GEOVANI DE OLIVEIRA RIBEIRO
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • PABLO CANTALICE SANTOS FARIAS
  • REGINA COELI FERREIRA RAMOS
  • Data: 02/09/2025

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  • Este trabalho teve como objetivo caracterizar o perfil de resistência aos antirretrovirais (ARV), de pares mães - filhos infectados pelo HIV e avaliar os perfis de mutações de resistência ao HIV, associadas aos inibidores de integrasse (INI), em pacientes pediátricos, em falha virológica, acompanhados em serviços de referência em HIV/AIDS, no Nordeste do Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, sobre caracterização genotípica do HIV, realizado com 15 pares mães-filhos infectados pelo HIV e análise do perfil de mutação de resistência associados aos INI, em trinta e um pacientes pediátricos, em falha virológica, acompanhados nos serviços de referência de HIV/AIDS, dos Estados do Maranhão e Pernambuco, no período de 2007 a 2022. A pesquisa foi desenvolvida, dos meses de outubro de 2021 a setembro de 2024 e os dados coletados sobre carga viral (CV), contagens de linfócitos T CD4+/CD8+, genotipagem e dispensação de medicamentos foram obtidos dos bancos de dados do Ministério da Saúde (LACEN, SISGENO, SISCEL e SICLOM). As análises incluíram descrições dos perfis de mutação de resistência ARV das mães e filhos, determinação de subtipos e análises filogenéticas, além de análise de mutação de resistência aos INI, em pacientes pediátricos. Resultados: A idade mediana dos pacientes pediátricos com perfil de resistência associada aos INI foi de 12 anos. A média da contagem de CD4+ foi de 999 células/mm3 e a CV mediana foi de 19.235 cópias/mL. O subtipo B e mutações de resistência aos INI foram detectados em 74,5% e 64,5% dos pacientes, respectivamente. Em relação ao perfil de resistência nos 15 pares mães-filhos, sete pares exibiram perfis de mutação semelhantes, com 3 não apresentando mutações e quatro exibindo mutações semelhantes nas classes de medicamentos inibidores da transcriptase reversa nucleosídicos (ITRN) e não nucleosídicos (ITRNN). Entre quatro pares, foram observadas semelhanças de mutações para apenas uma classe de medicamentos ARV. Nos outros 4 pares, notaram-se perfis de mutação distintos, com duas crianças apresentando mutações em 2 ou três classes de medicamentos e suas mães exibindo nenhuma ou uma mutação. A substituição M184V foi detectada em quatro mães e três de seus filhos. Uma mãe e seu filho exibiram uma mutação no caminho 1 da mutação dos análogos de timidina. A substituição K103N, associada à resistência aos NNRTIs, foi identificada em quatro mães, mas apenas em dois de seus filhos. Por outro lado, a substituição G190A esteve presente em duas mães e seus filhos. Mutações conferindo resistência a efavirenz, nevirapina, lamivudina, abacavir e didanosina foramfrequentemente observadas em ambos os grupos. Treze pares (86,6%) foram identificados com o subtipo B do HIV-1, enquanto dois (13,3%) foram identificados com o subtipo F1 do HIV-1. Conclusões: Diferenças nos perfis de mutação e resistência ARV para as classes de medicamentos ITRN e ITRNN foram observadas em metade dos pares mãe–filho, enfatizando a importância de estratégias terapêuticas individualizadas. Além disso, foi identificada uma alta frequência de mutações associadas à resistência aos INI (70,9% associada ao RAL), indicando a necessidade de vigilância contínua nessa população.

     


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5
  • GILSON JOSE ALLAIN TEIXEIRA JUNIOR
  • HANSENÍASE MULTIBACILAR MIMETIZANDO LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO: OS CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO EULAR/ACR 2019 RESOLVEM ESTA CONFUSÃO DIAGNÓSTICA?

     

  • Orientador : LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EMMANUELLE TENORIO ALBUQUERQUE GODOI BERENGUER BARROS SILVA
  • FALBA BERNADETE RAMOS DOS ANJOS
  • JESSICA GUIDO DE ARAUJO SA
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • NADJA MARIA JORGE ASANO
  • Data: 28/10/2025

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  • Este trabalho teve como objetivo aplicar os critérios classificatórios EULAR/ACR 2019 para lúpus
    eritematoso sistêmico (LES), em pacientes com hanseníase multibacilar (HMB). A HMB apresenta
    sobreposição significativa com manifestações clínicas e sorológicas do LES, como lesões cutâneas,
    artrite, linfopenia, anemia hemolítica, proteinúria e presença de autoanticorpos como FAN e
    antifosfolípides. Estudo anterior identificou uma menor especificidade dos critérios propostos pelo
    Colégio Americano de Reumatologia (ACR), realizados em 1982 e modificados em 1997 para LES
    (vigentes até 2012), quando aplicados a pacientes com HMB. Os critérios de classificação do LES
    publicados em 2019 pela EULAR/ACR representam a evolução mais recente na padronização do
    reconhecimento da doença, com elementos que se propõem a reduzir o número de falsos positivos.
    Neste estudo foram aplicados os critérios EULAR/ACR para LES em pacientes com diagnóstico de
    hanseníase multibacilar, calculada a especificidade e o número de falso-positivos dos critérios nesse
    grupo de doentes, e comparados com os estudos que aplicaram os critérios anteriores à mesma
    população. A hanseníase MB apresenta sobreposição significativa com manifestações clínicas e
    sorológicas do LES, como lesões cutâneas, artrite, linfopenia, anemia hemolítica, proteinúria e presença de autoanticorpos como FAN e antifosfolípides. Apesar dos critérios EULAR/ACR 2019 terem melhor especificidade em relação aos anteriores, ainda não impedem completamente a classificação errônea de pacientes com hanseníase como portadores de LES, especialmente na presença de múltiplas manifestações inespecíficas e FAN positivo.

     


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2024
Dissertações
1
  • MARIA TEREZA ESTEVAM VAZ
  • PREVALÊNCIA DO ANTICORPO CONTRA O VÍRUS DA HEPATITE C EM ADULTOS ATENDIDOS NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DA FAMÍLIA DO MUNICÍPIO DE ARCOVERDE, PERNAMBUCO.

  • Orientador : EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLLINE DE ARAÚJO MARIZ
  • PAULA CAROLINA VALENCA SILVA
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • Data: 26/01/2024

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  • A infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) continua sendo um problema de saúde pública, devido a sua prevalência e possibilidade de evoluir para cirrose e carcinoma hepatocelular. Mesmo com a queda da sua incidência nos últimos anos, em virtude dos cuidados e dos novos antivirais (DAA), a identificação dos infectados persiste sendo um desafio para a eliminação do HCV até 2030. Este estudo objetivou estimar a prevalência do anti-HCV e descrever os fatores sócio-demográficos e comportamentais de risco associados à infecção, em indivíduos nas salas de espera de Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de Arcoverde, Pernambuco. Trata-se de estudo do tipo transversal, descritivo, envolvendo indivíduos de ambos os sexos, acima de 18 anos, entre julho de 2022 e março de 2023. O município acomoda 77.586 indivíduos, dos quais 90% reside na zona urbana e dispõe de 25 UBS, sendo 23 na região urbana, das quais foram escolhidas 10 de forma que abrangesse todas as áreas da cidade. O tamanho amostral calculado foi 785 unidades amostrais. Após consentimento formal, os participantes realizaram teste rápido para pesquisa do anti-HCV (ABON-HCV) e responderam questionário com dados sócio-demográficos e comportamentos de risco. Os casos positivos foram orientados a procurar Serviço médico especializado da Prefeitura. Foram avaliados 800 indivíduos (79,5% do sexo feminino), com média de idade de 46,81 anos (± 15,78 anos). Cinco testes resultaram positivos (0,62%), sendo 4 mulheres e 1 homem, que apresentaram média de idade mais elevada (69,4 ± 6,7 anos) do que a dos casos negativos (46,7 ± 15,7 anos); (p = 0,001). Todos os 5 casos positivos apresentavam mais de 60 anos e referiam comportamentos de risco (uso de seringas de vidro, cirurgias ou transfusão de sangue) no passado. Nenhum dos casos com anti-HCV referiu o uso de drogas ilícitas, tatuagens ou piercings. Quatro dentre os 5 indivíduos positivos referiram tratamento prévio contra o HCV e apresentavam HCV-RNA negativos (RVS), consultando-se as informações no Serviço médico da Prefeitura. Em conclusão, esse estudo revelou baixa prevalência do anti-HCV, embora esteja próxima daquela que vem sendo estimada em algumas estimativas recentes, sendo o anticorpo mais frequente naqueles com idade mais avançada e que referiram comportamentos de risco no passado. Estes achados poderão contribuir na elaboração de políticas de rastreamento e diagnóstico da infecção pelo HCV, para a eliminação deste agente viral no Brasil até 2030. Propõe-se que nos municípios com menor densidade populacional, maior atenção seja dirigida aos indivíduos idosos (baby boomers), já que o uso de drogas ilícitas, tatuagens e piercings são pouco descritos nessas localidades.


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  • A infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) continua sendo um problema de saúde pública, devido
    a sua prevalência e possibilidade de evoluir para cirrose e carcinoma hepatocelular. Mesmo com a
    queda da sua incidência nos últimos anos, em virtude dos cuidados e dos novos antivirais (DAA),
    a identificação dos infectados persiste sendo um desafio para a eliminação do HCV até 2030. Este
    estudo objetivou estimar a prevalência do anti-HCV e descrever os fatores sócio-demográficos e
    comportamentais de risco associados à infecção, em indivíduos nas salas de espera de Unidades
    Básicas de Saúde (UBS) do município de Arcoverde, Pernambuco. Trata-se de estudo do tipo
    transversal, descritivo, envolvendo indivíduos de ambos os sexos, acima de 18 anos, entre julho
    de 2022 e março de 2023. O município acomoda 77.586 indivíduos, dos quais 90% reside na zona
    urbana e dispõe de 25 UBS, sendo 23 na região urbana, das quais foram escolhidas 10 de forma
    que abrangesse todas as áreas da cidade. O tamanho amostral calculado foi 785 unidades
    amostrais. Após consentimento formal, os participantes realizaram teste rápido para pesquisa do
    anti-HCV (ABON-HCV) e responderam questionário com dados sócio-demográficos e
    comportamentos de risco. Os casos positivos foram orientados a procurar Serviço médico
    especializado da Prefeitura. Foram avaliados 800 indivíduos (79,5% do sexo feminino), com
    média de idade de 46,81 anos (± 15,78 anos). Cinco testes resultaram positivos (0,62%), sendo 4
    mulheres e 1 homem, que apresentaram média de idade mais elevada (69,4 ± 6,7 anos) do que a
    dos casos negativos (46,7 ± 15,7 anos); (p = 0,001). Todos os 5 casos positivos apresentavam
    mais de 60 anos e referiam comportamentos de risco (uso de seringas de vidro, cirurgias ou
    transfusão de sangue) no passado. Nenhum dos casos com anti-HCV referiu o uso de drogas
    ilícitas, tatuagens ou piercings. Quatro dentre os 5 indivíduos positivos referiram tratamento
    prévio contra o HCV e apresentavam HCV-RNA negativos (RVS), consultando-se as informações
    no Serviço médico da Prefeitura. Em conclusão, esse estudo revelou baixa prevalência do anti-
    HCV, embora esteja próxima daquela que vem sendo estimada em algumas estimativas recentes,
    sendo o anticorpo mais frequente naqueles com idade mais avançada e que referiram
    comportamentos de risco no passado. Estes achados poderão contribuir na elaboração de políticas
    de rastreamento e diagnóstico da infecção pelo HCV, para a eliminação deste agente viral no
    Brasil até 2030. Propõe-se que nos municípios com menor densidade populacional, maior atenção
    seja dirigida aos indivíduos idosos (baby boomers), já que o uso de drogas ilícitas, tatuagens e
    piercings são pouco descritos nessas localidades.

2
  • BRUNO ALMEIDA SILVA
  • AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS SÉRICOS DE E, P E L-SELECTINAS, ICAM-1 E VCAM-1 EM PESSOAS VIVENDO COM HIV E DO EFEITO DA TERAPIA ANTIRETROVIRAL INCLUINDO O DOLUTEGRAVIR SOBRE ESSES NÍVEIS.

  • Orientador : VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • LEYLLANE RAFAEL MOREIRA
  • Data: 20/02/2024

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  • Em busca de novos biomarcadores para entender a patogênese do Vírus da Imunodeficiência
    Humana (HIV) e sua progressão para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), a
    molécula de adesão celular vascular solúvel 1 (sVCAM-1), a molécula de adesão intercelular
    solúvel (sICAM-1), a sL-selectina solúvel (sCD62L), sE-selectina solúvel (sCD62E) e a sP-
    selectina (sCD62P) surgiram como moléculas promissoras na busca por novos biomarcadores
    na infecção pelo HIV. Portanto, este estudo teve como objetivo comparar os níveis séricos de
    sVCAM-1, sICAM-1, sCD62E, sCD62L e sCD62P em pessoas vivendo com HIV (PVHIV) e
    avaliar o efeito da terapia antirretroviral sobre esses níveis. Nosso estudo foi composto por
    200 indivíduos. Dessa amostragem, 40 indivíduos não eram infectados e formaram o Grupo
    Controle. Os pacientes infectados foram divididos de duas formas diferentes, 118 PVHIV
    virgens de tratamento formaram os grupos: 1) Grupo AIDS (N=56, CD4 + < 350 células/mm3)
    e 2) Grupo NO-AIDS (N=62, CD4>350 células/mm3) para a comparação entre a gravidade da
    infecção. Para a análise do efeito da TARV, 16 PVHIV tiveram suas amostras coletadas em
    dois tempos: AT2M (antes de iniciar o tratamento) e AP2M (após 2 meses de TARV), outras
    17 PVHIV tiveram suas amostras coletadas nos tempos: AT4M (antes do início do tratamento
    e AP4M (após 4 meses de TARV). Nossos resultados mostraram que níveis mais baixos de
    sVCAM-1 estavam presentes em indivíduo do Grupo AIDS em comparação com os
    indivíduos do Grupo Controle (p < 0.0001) e do grupo NO-AIDS (p < 0.0001), níveis mais
    elevados de sCD62E estavam presentes nos grupos AIDS e NO-AIDS quando comparados
    com o Grupo Controle (p= 0.0322 e 0.0281, respectivamente). Na análise do impacto do
    tratamento, observamos que sVCAM-1 aumentou significativamente depois de dois meses e
    quatro meses do início da TARV e sE-selectina e sL-selectina se mantiveram elevadas nos
    PVHIV quando comparado ao Grupo Controle após dois e quatro meses de tratamento.
    Nossos resultados mostram que os níveis da molécula sVCAM-1 são mais baixos em pessoas
    com comprometimento imunológico grave. Isso mostra que sVCAM-1 tem o potencial de ser
    usado como um biomarcador para a progressão clínica do HIV. Além disso, sCD62E aumenta
    após a infecção pelo HIV, o que indica uma maior ativação endotelial. Além disso, os níveis
    de sVCAM-1 retornaram aos patamares do Grupo Controle, porém sL-selectina e sE-selectina
    permanecem elevadas em relação ao grupo controle mesmo após 4 meses de tratamento,
    indicando uma ativação endotelial e leucocitária persistente.


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  • Em busca de novos biomarcadores para entender a patogênese do Vírus da Imunodeficiência
    Humana (HIV) e sua progressão para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), a
    molécula de adesão celular vascular solúvel 1 (sVCAM-1), a molécula de adesão intercelular
    solúvel (sICAM-1), a sL-selectina solúvel (sCD62L), sE-selectina solúvel (sCD62E) e a sP-
    selectina (sCD62P) surgiram como moléculas promissoras na busca por novos biomarcadores
    na infecção pelo HIV. Portanto, este estudo teve como objetivo comparar os níveis séricos de
    sVCAM-1, sICAM-1, sCD62E, sCD62L e sCD62P em pessoas vivendo com HIV (PVHIV) e
    avaliar o efeito da terapia antirretroviral sobre esses níveis. Nosso estudo foi composto por
    200 indivíduos. Dessa amostragem, 40 indivíduos não eram infectados e formaram o Grupo
    Controle. Os pacientes infectados foram divididos de duas formas diferentes, 118 PVHIV
    virgens de tratamento formaram os grupos: 1) Grupo AIDS (N=56, CD4 + < 350 células/mm3)
    e 2) Grupo NO-AIDS (N=62, CD4>350 células/mm3) para a comparação entre a gravidade da
    infecção. Para a análise do efeito da TARV, 16 PVHIV tiveram suas amostras coletadas em
    dois tempos: AT2M (antes de iniciar o tratamento) e AP2M (após 2 meses de TARV), outras
    17 PVHIV tiveram suas amostras coletadas nos tempos: AT4M (antes do início do tratamento
    e AP4M (após 4 meses de TARV). Nossos resultados mostraram que níveis mais baixos de
    sVCAM-1 estavam presentes em indivíduo do Grupo AIDS em comparação com os
    indivíduos do Grupo Controle (p < 0.0001) e do grupo NO-AIDS (p < 0.0001), níveis mais
    elevados de sCD62E estavam presentes nos grupos AIDS e NO-AIDS quando comparados
    com o Grupo Controle (p= 0.0322 e 0.0281, respectivamente). Na análise do impacto do
    tratamento, observamos que sVCAM-1 aumentou significativamente depois de dois meses e
    quatro meses do início da TARV e sE-selectina e sL-selectina se mantiveram elevadas nos
    PVHIV quando comparado ao Grupo Controle após dois e quatro meses de tratamento.
    Nossos resultados mostram que os níveis da molécula sVCAM-1 são mais baixos em pessoas
    com comprometimento imunológico grave. Isso mostra que sVCAM-1 tem o potencial de ser
    usado como um biomarcador para a progressão clínica do HIV. Além disso, sCD62E aumenta
    após a infecção pelo HIV, o que indica uma maior ativação endotelial. Além disso, os níveis
    de sVCAM-1 retornaram aos patamares do Grupo Controle, porém sL-selectina e sE-selectina
    permanecem elevadas em relação ao grupo controle mesmo após 4 meses de tratamento,
    indicando uma ativação endotelial e leucocitária persistente.

3
  • GREICILENE MARIA RODRIGUES ALBUQUERQUE
  • POTENCIAL ANTIFÚNGICO DE BIOPRODUTOS DE FUNGOS ENDOFÍTICOS DA CAATINGA FRENTE A ESPÉCIES DE Candida RESISTENTES AO FLUCONAZOL

  • Orientador : REJANE PEREIRA NEVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELLE PATRICIA CERQUEIRA MACEDO
  • MARIA FLAVIANA BEZERRA MORAIS BRAGA
  • REJANE PEREIRA NEVES
  • Data: 26/02/2024

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  • O surgimento e disseminação de espécies resistentes de Candida é um problema crescente
    mundialmente. Esse panorama é especialmente relevante, sobretudo no Brasil, que recomenda, em
    seus guidelines, a utilização do fluconazol como opção ao tratamento de infecções por espécies de
    Candida. Paralelamente, há uma nítida limitação na oferta de drogas comerciais e de novos compostos
    com potencial antifúngico, em especial, a partir de fontes naturais como os fungos. Desde a descoberta
    da penicilina, até os dias de hoje, os fungos representam importantes biofábricas potenciais a
    descoberta de metabólitos. Nesse sentido, fungos endofíticos de regiões inóspitas, como aqueles
    presentes no bioma caatinga, podem constituir uma alternativa promissora a descoberta de substancias que se mostrem eficazes frente a fungos patogênicos. Diante deste contexto, o objetivo da proposta consistiu em caracterizar o potencial antimicrobiano de bioprodutos obtidos de fungos endofíticos, isolados de cactos da caatinga, frente a espécies de Candida resistentes ao fluconazol. Assim, para obtenção dos objetivos propostos o desenho experimental consistiu na determinação da atividade antifúngica in vitro das células planctônicas frente aos metabólitos secundários dos fungos endofíticos. Os metabólitos secundários foram obtidos através de crescimento em meio líquido constituído de batata. Os endotíticos foram cultivados sob rotação constante por 15 dias a 28°C, filtrados em papel filtro e submetidos a liofilização. Após a obtenção do extrato, este foi submetido a partição em acetato de etila para obtenção dessa fração. Foi utilizado o método de microdiluição em caldo segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute-CLSI para determinação do perfil de susceptibilidade ao fluconazol e novas substâncias. Os metabólitos secundários foram caracterizados quanto a sua constituição química através de cromatografia em camada delgada. Foi observado que os extratos brutos das espécies Tritirachium dependens, Diaporthe caatingaensis e Penicillium alagoense
    exibiram os melhores resultados ao se utilizar o extrato bruto frente a Candida albicans e C. tropicalis.
    A atividade antifúngica da fração de acetato de etila dos extratos brutos mostrou resultados promissores com concentrações inibitórias mínimas de 2 a 0,03 mg/mL, sendo os extratos de Penicillium alagoense aqueles com maior potencial de inibição de isolados de Candida. A caracterização química dos extratos dos fungos endofíticos do estudo não foram distintas, mesmo entre isolados de uma mesma espécie. Todos os extratos apresentaram frações de flavonoides, taninos e terpenos/esteróides. Nenhum extrato exibiu a presença de antracênicos e os demais exibiram a presença de uma ou mais frações de derivados cinâmicos, taninos, cumarinas, saponinas e alcalóides. A partir do reportado aqui, é possível concluir que fungos endofíticos da caatinga exibem potencial antifúngico promissor, especialmente Tritirachium dependes, Diaporthe caatingaensis e Penicillium alagoenses contra isolados de Candida. Assim, estudos futuros são necessários com a utilização das frações isoladas, tendo em vista o potencial de caracterizar as substâncias responsáveis pela inibição de Candida.


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  • O surgimento e disseminação de espécies resistentes de Candida é um problema crescente
    mundialmente. Esse panorama é especialmente relevante, sobretudo no Brasil, que recomenda, em
    seus guidelines, a utilização do fluconazol como opção ao tratamento de infecções por espécies de
    Candida. Paralelamente, há uma nítida limitação na oferta de drogas comerciais e de novos compostos
    com potencial antifúngico, em especial, a partir de fontes naturais como os fungos. Desde a descoberta
    da penicilina, até os dias de hoje, os fungos representam importantes biofábricas potenciais a
    descoberta de metabólitos. Nesse sentido, fungos endofíticos de regiões inóspitas, como aqueles
    presentes no bioma caatinga, podem constituir uma alternativa promissora a descoberta de substancias que se mostrem eficazes frente a fungos patogênicos. Diante deste contexto, o objetivo da proposta consistiu em caracterizar o potencial antimicrobiano de bioprodutos obtidos de fungos endofíticos, isolados de cactos da caatinga, frente a espécies de Candida resistentes ao fluconazol. Assim, para obtenção dos objetivos propostos o desenho experimental consistiu na determinação da atividade antifúngica in vitro das células planctônicas frente aos metabólitos secundários dos fungos endofíticos. Os metabólitos secundários foram obtidos através de crescimento em meio líquido constituído de batata. Os endotíticos foram cultivados sob rotação constante por 15 dias a 28°C, filtrados em papel filtro e submetidos a liofilização. Após a obtenção do extrato, este foi submetido a partição em acetato de etila para obtenção dessa fração. Foi utilizado o método de microdiluição em caldo segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute-CLSI para determinação do perfil de susceptibilidade ao fluconazol e novas substâncias. Os metabólitos secundários foram caracterizados quanto a sua constituição química através de cromatografia em camada delgada. Foi observado que os extratos brutos das espécies Tritirachium dependens, Diaporthe caatingaensis e Penicillium alagoense
    exibiram os melhores resultados ao se utilizar o extrato bruto frente a Candida albicans e C. tropicalis.
    A atividade antifúngica da fração de acetato de etila dos extratos brutos mostrou resultados promissores com concentrações inibitórias mínimas de 2 a 0,03 mg/mL, sendo os extratos de Penicillium alagoense aqueles com maior potencial de inibição de isolados de Candida. A caracterização química dos extratos dos fungos endofíticos do estudo não foram distintas, mesmo entre isolados de uma mesma espécie. Todos os extratos apresentaram frações de flavonoides, taninos e terpenos/esteróides. Nenhum extrato exibiu a presença de antracênicos e os demais exibiram a presença de uma ou mais frações de derivados cinâmicos, taninos, cumarinas, saponinas e alcalóides. A partir do reportado aqui, é possível concluir que fungos endofíticos da caatinga exibem potencial antifúngico promissor, especialmente Tritirachium dependes, Diaporthe caatingaensis e Penicillium alagoenses contra isolados de Candida. Assim, estudos futuros são necessários com a utilização das frações isoladas, tendo em vista o potencial de caracterizar as substâncias responsáveis pela inibição de Candida.

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  • ERICK BARRETO PORDEUS
  • ÍNDICES HEMATOLÓGICOS COMO PREDITORES DE DESFECHOS INTRA-HOSPITALARES DESFAVORÁVEIS EM PACIENTES COM COVID-19.

  • Orientador : PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • CARLOS ALEXANDRE ANTUNES DE BRITO
  • CLAUDIA FERNANDA DE LACERDA VIDAL
  • Data: 29/02/2024

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  • A instalação da pandemia pelo SARS-CoV2 em 2020, foi responsável por desafios nos hospitais, destacando o enfrentamento à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O impacto causado na saúde pública, a dificuldade de suporte terapêutico adequado e a ineficaz alocação de recursos críticos, influenciou nos altos índices de mortalidade em alguns momentos da pandemia. Os marcadores clínicos e laboratoriais, assim como escores múltiplos capazes de predizer o risco individual, foram estudados nesses pacientes críticos. Revisando-se a literatura médica, a utilização da Relação Neutrófilo-Linfócitos (RNL), Relação Plaqueta-Linfócitos (RPL) e Relação Linfócito-Monócitos (RLM) foi estabelecida em neoplasias, infecções e doenças autoimunes, observando-se uma correlação diagnóstica e prognóstica, sugerindo quando alterados, serem preditores de inflamação sistêmica. Nos pacientes com alterações nestes índices hematológicos eles estiveram associados a desfechos desfavoráveis. Este estudos se propôs a investigar em pacientes com COVID-19 se o aumento das RNL, RPL e redução da RLM são capazes de predizer, óbito intra-hospitalar, necessidade de ventilação mecânica invasiva e de terapia renal substitutiva. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo, realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE), que acompanhou 309 pacientes durante o período de abril de 2020 e outubrro de 2021. Foi observado no Hospital que 34% necessitou de UTI, 26% de AVMII e que 21% evoluíram com óbito. A curva ROC demonstrou valor de maior acurácia da RNL ≥ 5,24 que esteve associado ao óbito. A análise multivariada, demonstrou que a idade, necessidade de internamento em UTI e RNL alterada emergiram como elementos associados com a sobrevida intra-hospitalar. Estes resultados demonstram que os índices RNL, RPL e RLM são úteis para a estratificação de risco em pacientes hospitalizados por COVID-19, oferecendo um panorama sobre o prognóstico desses pacientes e indicando a necessidade de intervenções específicas.  


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  • A instalação da pandemia pelo SARS-CoV2 em 2020, foi responsável por desafios nos hospitais, destacando o enfrentamento à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O impacto causado na saúde pública, a dificuldade de suporte terapêutico adequado e a ineficaz alocação de recursos críticos, influenciou nos altos índices de mortalidade em alguns momentos da pandemia. Os marcadores clínicos e laboratoriais, assim como escores múltiplos capazes de predizer o risco individual, foram estudados nesses pacientes críticos. Revisando-se a literatura médica, a utilização da Relação Neutrófilo-Linfócitos (RNL), Relação Plaqueta-Linfócitos (RPL) e Relação Linfócito-Monócitos (RLM) foi estabelecida em neoplasias, infecções e doenças autoimunes, observando-se uma correlação diagnóstica e prognóstica, sugerindo quando alterados, serem preditores de inflamação sistêmica. Nos pacientes com alterações nestes índices hematológicos eles estiveram associados a desfechos desfavoráveis. Este estudos se propôs a investigar em pacientes com COVID-19 se o aumento das RNL, RPL e redução da RLM são capazes de predizer, óbito intra-hospitalar, necessidade de ventilação mecânica invasiva e de terapia renal substitutiva. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo, realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
    (HC-UFPE), que acompanhou 309 pacientes durante o período de abril de 2020 e outubrro de 2021. Foi observado no Hospital que 34% necessitou de UTI, 26% de AVMII e que 21% evoluíram com óbito. A curva ROC demonstrou valor de maior acurácia da RNL ≥ 5,24 que esteve associado ao óbito. A análise multivariada, demonstrou que a idade, necessidade de internamento em UTI e RNL alterada emergiram como elementos associados com a sobrevida intra-hospitalar. Estes resultados demonstram que os índices RNL, RPL e RLM são úteis para a estratificação de risco em pacientes hospitalizados por COVID-19, oferecendo um panorama sobre o prognóstico desses pacientes e indicando a necessidade de intervenções específicas.  

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  • RONYLLTON BRITO COSTA
  • IL-1β E SUA RELAÇÃO COM GRAVIDADE DE COVID-19

  • Orientador : PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • JULIANA PRADO GONÇALES
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • Data: 29/02/2024

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  • A COVID-19 pode se apresentar de forma grave ou crítica quando ocorre um estado de hiperinflamação, a “tempestade de citocinas”, e a interleucina-1 (IL-1) tem papel primordial nesta cascata inflamatória. IL-1β é uma citocina pró-inflamatória arquetípica que ativa fatores-chave de transcrição associados a respostas inflamatórias e imunológicas. Este estudo teve como objetivo identificar o perfil de IL- 1β nas formas graves de COVID-19, correlacioná-lo com outros marcadores inflamatórios e analisar a evolução desses pacientes. Foram realizadas três medidas para cada paciente com intervalo de 3 dias, sendo a primeira na admissão. Foram incluídos 49 pacientes com diagnóstico de Covid-19, 59,2% do sexo masculino, 65,3% utilizaram ventilação mecânica e a taxa de mortalidade foi de 30,6%. Apenas 4 medições de IL-1β foram positivas. Em relação aos testes inflamatórios, a proteína C reativa foi maior na primeira dose e continuou caindo, a lactato desidrogenase não teve alterações significativas, a ferritina permaneceu elevada, o D-dímero estava elevado. O total de leucócitos, neutrófilos e linfócitos estava aumentando. Conclusões: Os dados indicaram que a IL-1β apresentou níveis séricos baixos nas formas graves de COVID-19. Mais estudos avaliando a IL-1β são necessários para melhor compreender sua imunopatologia e associação com outros fatores que podem alterar os níveis séricos.


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  • A COVID-19 pode se apresentar de forma grave ou crítica quando ocorre um estado de hiperinflamação, a “tempestade de citocinas”, e a interleucina-1 (IL-1) tem papel primordial nesta cascata inflamatória. IL-1β é uma citocina pró-inflamatória arquetípica que ativa fatores-chave de transcrição associados a respostas inflamatórias e imunológicas. Este estudo teve como objetivo identificar o perfil de IL- 1β nas formas graves de COVID-19, correlacioná-lo com outros marcadores inflamatórios e analisar a evolução desses pacientes. Foram realizadas três medidas para cada paciente com intervalo de 3 dias, sendo a primeira na admissão. Foram incluídos 49 pacientes com diagnóstico de Covid-19, 59,2% do sexo masculino, 65,3% utilizaram ventilação mecânica e a taxa de mortalidade foi de 30,6%. Apenas 4 medições de IL-1β foram positivas. Em relação aos testes inflamatórios, a proteína C reativa foi maior na primeira dose e continuou caindo, a lactato desidrogenase não teve alterações significativas, a ferritina permaneceu elevada, o D-dímero estava elevado. O total de leucócitos, neutrófilos e linfócitos estava aumentando. Conclusões: Os dados indicaram que a IL-1β apresentou níveis séricos baixos nas formas graves de COVID-19. Mais estudos avaliando a IL-1β são necessários para melhor compreender sua imunopatologia e associação com outros fatores que podem alterar os níveis séricos.

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  • THAYSA CAROLINA GONÇALVES SILVA
  • AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DE POLIMORFISMOS DA REGIÃO PROMOTORA DO GENE DA METALOPROTEINASE MMP-3 (-1171 5A/ 6A) NA FIBROSE PERIPORTAL DE ESQUISTOSSOMÓTICOS EM PERNAMBUCO.

  • Orientador : ANA LUCIA COUTINHO DOMINGUES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA VIRGINIA MATOS SA BARRETO
  • EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
  • JULIANA PRADO GONÇALES
  • Data: 01/03/2024

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  • Na esquistossomose mansoni, a fibrose periportal é resultante de uma reação inflamatória intensa em razão da permanência de ovos do parasita no espaço portal, caracterizada pela deposição de colágeno e proteínas da matriz extracelular. Esta fibrose é o resultado de um processo de síntese e degradação da matriz extracelular (MEC), que conta com a ação das metaloproteinases. Polimorfismos da região promotora dos genes das metaloproteinases influenciam na expressão gênica e podem causar desequilibro na síntese e degradação da MEC. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi determinar associação entre o polimorfismo da região promotora do e MMP-3 (-11716A/5A) com a gravidade da fibrose periportal de pacientes com a forma hepatoesplênica e FPP padrão E ou F comparados à pacientes com a forma hepatointestinal e FPP padrão A, B ou C. As amostras de DNA utilizadas foram submetidas à ensaios de Reação em Cadeia da Polimerase, seguido de polimorfismos de fragmentos de restrição de comprimento (RFLP), com digestão por enzima de restrição Psyl para análise da associação entre os polimorfismos e a gravidade da fibrose periportal. A casuística foi formada por 242 pacientes com esquistossomose mansoni divididos em dois grupos, sendo o grupo 1 formado por 123 pacientes com a forma hepatoesplênica (padrão E ou F de fibrose) e o grupo 2 formado de 119 pacientes com a forma hepatointestinal (padrão A, B ou C de fibrose), diagnosticados por meio de ultrassonografia de abdome. Houve associação estatisticamente significante limítrofe entre o sexo masculino e a forma HE (OR= 1,7155; IC 95% [1,0227-2,8925]; p-valor= 0,0536), bem como, indivíduos com idade acima de 41 anos, também apresentaram uma maior chance de desenvolver esta forma clínica da doença (OR= 2,8299; IC 95% [1,5211-5,2650]; p-valor= 0,0014), com maior ênfase em indivíduos acima de 61 anos (OR= 8,5541; IC 95% [3,6895-19,8326], p- valor= 0,0000). Não houve associação estatisticamente significante entre o polimorfismo 5A/6A MMP-3 entre os  grupos clínicos HI e HE. Os resultados encontrados indicam que não há associação entre o polimorfismo MMP-3 (5A>6A) e o desenvolvimento de padrões mais graves da FPP, entretanto, novos estudos são necessários para melhor compreensão do impacto desse
    polimorfismo. Além disso, o sexo masculino e idade acima de 41 anos foram fatores preditivos para
    forma HE da doença, nesta população brasileira. 


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  • Na esquistossomose mansoni, a fibrose periportal é resultante de uma reação inflamatória intensa em razão da permanência de ovos do parasita no espaço portal, caracterizada pela deposição de colágeno e proteínas da matriz extracelular. Esta fibrose é o resultado de um processo de síntese e degradação da matriz extracelular (MEC), que conta com a ação das metaloproteinases. Polimorfismos da região promotora dos genes das metaloproteinases influenciam na expressão gênica e podem causar desequilibro na síntese e degradação da MEC. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi determinar associação entre o polimorfismo da região promotora do e MMP-3 (-11716A/5A) com a gravidade da fibrose periportal de pacientes com a forma hepatoesplênica e FPP padrão E ou F comparados à pacientes com a forma hepatointestinal e FPP padrão A, B ou C. As amostras de DNA utilizadas foram submetidas à ensaios de Reação em Cadeia da Polimerase, seguido de polimorfismos de fragmentos de restrição de comprimento (RFLP), com digestão por enzima de restrição Psyl para análise da associação entre os polimorfismos e a gravidade da fibrose periportal. A casuística foi formada por 242 pacientes com esquistossomose mansoni divididos em dois grupos, sendo o grupo 1 formado por 123 pacientes com a forma hepatoesplênica (padrão E ou F de fibrose) e o grupo 2 formado de 119 pacientes com a forma hepatointestinal (padrão A, B ou C de fibrose), diagnosticados por meio de ultrassonografia de abdome. Houve associação estatisticamente significante limítrofe entre o sexo masculino e a forma HE (OR= 1,7155; IC 95% [1,0227-2,8925]; p-valor= 0,0536), bem como, indivíduos com idade acima de 41 anos, também apresentaram uma maior chance de desenvolver esta forma clínica da doença (OR= 2,8299; IC 95% [1,5211-5,2650]; p-valor= 0,0014), com maior ênfase em indivíduos acima de 61 anos (OR= 8,5541; IC 95% [3,6895-19,8326], p- valor= 0,0000). Não houve associação estatisticamente significante entre o polimorfismo 5A/6A MMP-3 entre os grupos clínicos HI e HE. Os resultados encontrados indicam que não há associação entre o polimorfismo MMP-3 (5A>6A) e o desenvolvimento de padrões mais graves da FPP, entretanto, novos estudos são necessários para melhor compreensão do impacto desse
    polimorfismo. Além disso, o sexo masculino e idade acima de 41 anos foram fatores preditivos para
    forma HE da doença, nesta população brasileira.

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  • AMANDA GABRIELA DA SILVA
  • IMPLEMENTAÇÃO DO DIAGNÓSTICO MOLECULAR POR NESTED PCR PARA ESPOROTRICOSE HUMANA

  • Orientador : REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA DANIELA SILVA BUONAFINA PAZ
  • REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • REJANE PEREIRA NEVES
  • Data: 07/03/2024

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  • O diagnóstico padrão-ouro da esporotricose é o isolamento de Sporothrix sp. em meios de cultura, todavia, é um teste demorado e suscetível de contaminação. Neste sentido, métodos moleculares como a Nested PCR vêm ganhando cada vez mais espaço no manejo de diversas infecções, visto que é uma ferramenta para a identificação rápida e precisa de microrganismos, seja a partir de uma cultura pura ou diretamente em amostras biológicas. Diante do exposto, o objetivo desse estudo foi aplicar um protocolo molecular de Nested PCR para a detecção e identificação rápida de Sporothrix sp. O mapeamento epidemiológico dos pacientes envolvidos na pesquisa foi realizado a partir da análise dos prontuários. Foram incluídos no estudo, 12 pacientes onde sete (58,3%; n=7/12) eram homens. A idade média dos pacientes independente do sexo foi de 44 anos. A esporotricose disseminada foi diagnosticada em 33,3% (n=4/12) dos casos, além disso, a hipertensão arterial sistêmica e o HIV foram associados a esta infecção. Com relação a fonte de infecção, 75,0% (n=9/12) dos pacientes
    relataram contato com gatos por meio de arranhadura ou mordedura. Treze amostras, seis de biópsias cutâneas, cinco de exsudados cutâneos e duas de secreção conjuntival, foram obtidas de pacientes diagnosticados com esporotricose. O sequenciamento do gene da calmodulina identificou todos os isolados como S. brasiliensis. A Nested PCR foi capaz de detectar todos os Sporothrix sensu lato diretamente de amostras clínicas e a cepa de referência CBS 120339. O protocolo de Nested PCR destaca-se como uma alternativa diagnóstica, pois permite a identificação de Sporothrix sp. diretamente em amostras clínicas, excluindo a necessidade de isolar o fungo. 


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  • O diagnóstico padrão-ouro da esporotricose é o isolamento de Sporothrix sp. em meios de cultura, todavia, é um teste demorado e suscetível de contaminação. Neste sentido, métodos moleculares como a Nested PCR vêm ganhando cada vez mais espaço no manejo de diversas infecções, visto que é uma ferramenta para a identificação rápida e precisa de microrganismos, seja a partir de uma cultura pura ou diretamente em amostras biológicas. Diante do exposto, o objetivo desse estudo foi aplicar um protocolo molecular de Nested PCR para a detecção e identificação rápida de Sporothrix sp. O mapeamento epidemiológico dos pacientes envolvidos na pesquisa foi realizado a partir da análise dos prontuários. Foram incluídos no estudo, 12 pacientes onde sete (58,3%; n=7/12) eram homens. A idade média dos pacientes independente do sexo foi de 44 anos. A esporotricose disseminada foi diagnosticada em 33,3% (n=4/12) dos casos, além disso, a hipertensão arterial sistêmica e o HIV foram associados a esta infecção. Com relação a fonte de infecção, 75,0% (n=9/12) dos pacientes
    relataram contato com gatos por meio de arranhadura ou mordedura. Treze amostras, seis de biópsias cutâneas, cinco de exsudados cutâneos e duas de secreção conjuntival, foram obtidas de pacientes diagnosticados com esporotricose. O sequenciamento do gene da calmodulina identificou todos os isolados como S. brasiliensis. A Nested PCR foi capaz de detectar todos os Sporothrix sensu lato diretamente de amostras clínicas e a cepa de referência CBS 120339. O protocolo de Nested PCR destaca-se como uma alternativa diagnóstica, pois permite a identificação de Sporothrix sp. diretamente em amostras clínicas, excluindo a necessidade de isolar o fungo. 

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  • CRISTIANE TIBURTINO DE OLIVEIRA GOMES
  • PREVALÊNCIA DO ANTI-HEV EM PACIENTES COM ESQUISTOSSOMOSE VIVENDO EM ZONA ENDÊMICA NO BRASIL

  • Orientador : EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLLINE DE ARAÚJO MARIZ
  • MATHEUS FILGUEIRA BEZERRA
  • NORMA ARTEIRO FILGUEIRA
  • Data: 11/03/2024

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  • A ocorrência das hepatites B ou C em pacientes com esquistossomose mansoni (EM) está relacionada à pior evolução clínica. Contudo, a associação do vírus da hepatite E (HEV) com a EM ainda é pouco conhecida. Esse estudo tem por objetivo estimar a soroprevalência do anti-HEV IgG em pacientes com EM e sua associação com o padrão da fibrose periportal (FPP), avaliadas por marcadores séricos e critérios ultrassonográficos (US). Trata-se de estudo seccional em zona endêmica para EM, em pacientes que referiram banhos de rio, presença de ovos nas fezes e tratamento para EM. Foram avaliados a fosfatase alcalina (FA) e plaquetas, para cálculo do Índice Coutinho (IC). O US foi realizado para avaliar o padrão de FPP e comprimento do baço. Os níveis séricos do anti-HEV IgG foram avaliados por ELISA (Euroimmun®). Entre 286 pacientes (60,8% mulheres; idade média 42 anos), 170 (59,4%)
    apresentaram FPP leve (A/B/C) e 116 (40,6%), FPP avançada (D/E/F). O anti-HEV IgG resultou positivo em 15 (5,24%) pacientes, que apresentavam maiores níveis séricos de FA (p< 0,001) e valores mais elevados do IC (p < 0,001). Adicionalmente, o anti-HEV IgG foi mais frequente nos pacientes com padrões de FPP (D/E/F) mais avançados (p = 0,036) e nos que apresentaram maior comprimento esplênico (p = 0,039). Neste estudo, a ocorrência do anti-HEV IgG em esquistossomóticos vivendo em zona endêmica foi maior do que a descrita em
    nosso meio, sendo mais frequente entre aqueles com indícios de fibrose hepática mais avançada.


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  • 5.1 OBJETIVO GERAL

    Avaliar a acurácia do teste ELF e, comparar com a dos escores APRI e FIB-4, em predizer fibrose significativa (≥ F2) e fibrose avançada (≥ F3) em pacientes com DHC secundária ao HBV e à DHGNA, atendidos em um centro de referência em Hepatologia do Nordeste brasileiro, tendo a EH como teste padrão.

     

    3.2            OBJETIVOS ESPECÍFICOS

    ·       Determinar o valor do teste ELF nos pacientes com DHC secundária ao HBV e à DHGNA.

    ·       Determinar os valores dos índices APRI e FIB-4 nos mesmos pacientes.

    ·       Determinar a rigidez hepática aferida através do ARFI.

    ·       Estimar a sensibilidade, especificidade, VPP e VPN do teste ELF em predizer fibrose significativa e avançada, tendo a EH como teste padrão.

    ·       Estimar a sensibilidade, especificidade, VPP e VPN do APRI e FIB4 em predizer ou afastar fibrose significativa/avançada, tendo a EH como teste padrão

    ·       Comparar o grau de fibrose aferida pelo índice ELF com o quantificado pelos escores APRI e FIB-4, tendo a EH como teste padrão.

    ·       Descrever os dados demográficos e laboratoriais dos pacientes estudados.

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  • MELISSA DE MOURA ROLIM
  • ANÁLISE DE SOBREVIDA EM PACIENTES COM ESQUISTOSSOMOSE HEPATOESPLÊNICA E SÍNDROME HEPATOPULMONAR

  • Orientador : EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA LUCIA COUTINHO DOMINGUES
  • BRIVALDO MARKMAN FILHO
  • ULISSES RAMOS MONTARROYOS
  • Data: 13/03/2024

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  •  

    A esquistossomose mansoni é doença endêmica no Brasil, sendo Pernambuco o Estado com maior taxa de
    mortalidade por esta helmintíase. Na sua forma crônica, que evolui com hipertensão portal, a esquistossomose
    hepatoesplênica (EHE), várias complicações são descritas, dentre as quais, a síndrome hepatopulmonar (SHP).
    Complicação vascular pulmonar que já foi associada ao pior prognóstico e à maior mortalidade, quando avaliada
    em pacientes com hipertensão portal por cirrose. Porém, a mortalidade por SHP ainda não foi investigada em
    pacientes com EHE. Para tanto, este estudo teve como objetivo avaliar em 121 pacientes com EHE, após dez
    anos de estudo transversal prévio, realizado para o diagnóstico da SHP, a taxa de mortalidade e analisar a
    sobrevida, de acordo com a presença de SHP. No período de agosto de 2023 a janeiro de 2024 foram analisados
    retrospectivamente os dados de prontuário de 121 esquistossomóticos com esta etiologia isoladamente ou em
    associação à outra doença hepática, caracterizando nestes últimos a doença hepática mista (DHM). Todos os
    dados sobre óbito foram confirmados pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), acessado pela
    Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco (SES-PE). Dos 121 pacientes oriundos do estudo prévio, oito
    foram excluídos da análise por não se obterem informações em quaisquer das etapas de busca. Permaneceram na análise deste estudo, portanto, os dados de 113 pacientes. A média de idade na data final do estudo foi de 63 ± 11,07 anos (33 a 94 anos), sendo a maioria do sexo masculino 63 (55,75%) e com DHM (55,85%). A SHP esteve presente em 39 (34,5%) dos 113 pacientes. A taxa de mortalidade (65/113) foi de 57,5% (IC95%: 48% - 67%), com registro de causa mortis relacionado à doença hepática em 38 (58,5%). Entre os 65 pacientes que foram a óbito, a média de tempo de sobrevida em anos foi inferior no grupo com SHP, quando comparada ao grupo sem SHP (3,37 vs.5,65, respectivamente; p = 0,017). Ao compararmos os grupos de óbito e não óbito, não houve diferenças significativas em relação ao sexo, média de idade, causa da doença hepática ou presença da SHP. A análise de sobrevida nos 113 pacientes, realizada pelo método de Kaplan-Meier, demonstrou que o tempo médio de sobrevida em anos foi inferior no grupo com SHP comparado ao grupo sem SHP (7,80 e 8,45,
    respectivamente), mas sem diferenças significativas (HR=1,01, IC95%: 0,59-1,73; p = 0,967). Ao se comparar a curva de sobrevida em anos de acordo com a causa da doença hepática, DHM e EHE, observou-se que o tempo médio de sobrevida foi inferior naqueles com DHM (6,72 vs.10,05 anos, respectivamente; HR=2,17,
    IC95%:1,31-3,60; p = 0,003). Neste primeiro estudo que analisou a sobrevida de pacientes com EHE em relação à presença de SHP, observou-se taxa de mortalidade elevada. Quando avaliados os 65 pacientes no grupo de óbitos, o tempo de sobrevida foi inferior naqueles com SHP, embora a análise de sobrevida de Kaplan-Meier para a população total tenha demonstrado diferenças apenas em relação à causa da doença hepática, mas não em relação à presença de SHP.





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  • A síndrome hepatopulmonar (SHP), quando presente, piora a qualidade de vida e aumenta a mortalidade de pacientes com cirrose hepática. Pacientes em fila para transplante hepático têm mortalidade duas vezes maior quando, além da cirrose hepática, também têm diagnóstico de SHP. Além disso, a mortalidade é ainda maior quando a hipoxemia desse paciente é classificada como grave. Sabe-se que a SHP não ocorre somente em pacientes com cirrose hepática, mas também em outras condições clínicas que cursam com hipertensão portal, como é o caso da esquistossomose hepatoesplênica (EHE) quando presente isoladamente e também quando ocorre concomitante à cirrose, neste caso com a denominação de doença hepática mista (DHM). Nos pacientes com EHE isoladamente ou com DHM, que têm SHP, não há na literata dados de sobrevida, nem tampouco de evolução da doença hepática e da hipoxemia. Dessa forma, o objetivo desta pesquisa é verificar a sobrevida, a evolução da doença hepática e a evolução dos componentes da SHP, em pacientes com EHE ou DHM, nos grupos com e sem SHP, em dez anos.


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  • EDMILSON MARIANO DE SOUSA JÚNIOR
  • AVALIAÇÃO IN VITRO DA INFLUÊNCIA DO ANTÍGENO SOLÚVEL DOS OVOS DO SCHISTOSOMA MANSONI NA MEMÓRIA IMUNOLÓGICA INATA FRENTE AO SARS-CoV-2

  • Orientador : VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEYLLANE RAFAEL MOREIRA
  • VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • WHEVERTON RICARDO CORREIA DO NASCIMENTO
  • Data: 28/08/2024

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  • A imunidade inata em resposta ao Schistosoma mansoni e ao SARS-CoV-2 é uma incógnita
    ao considerar os possíveis efeitos dos antígenos parasitários em pós-infecções virais. Neste
    contexto, os monócitos produzem citocinas pró-inflamatórias como IL-6, TNF-α, IL-1β, IL-
    10 e quimiocinas em concentrações maiores frente a um segundo estímulo, seja este
    homólogo ao primerio ou não-relacionado (memória treinada). Contudo, não é sabido se
    antígenos parasitários são indutores de imunidade treinada. Sendo assim, neste estudo, foi
    avaliado se existe diferença entre os níveis de citocinas pró-inflamatórias tipo 1 (IL-6, TNF-
    α), tipo Th2 (CCL5) ou perfil regulatório (IL-10) no sobrenadante de cultura de monócitos
    previamente estimulados por SEA (20 ng/mL; 24 horas; 1º estímulo) e em contato posterior
    com SARS-Cov-2 (1 ng/mL; 3 dias depois; 2º estímulo) de indivíduos de área endêmica para
    esquistossomose (IgG+ para SEA/SWAP) e de indivíduos de área não endêmica (IgG-). A
    dosagem de citocinas foi realizada por CBA e foi possível observar que o 1º estímulo com
    SEA induziu produção maior de TNF e IL-10, nos indivíduos IgG+ em comparação àqueles
    IgG-. Houve produção basal (apenas meio) de IL-6 e CCL5 e não houve diferença nos níveis
    destas citocinas quando os monócitos foram estimulados com SEA. O segundo estímulo com
    SARS-Cov-2 não induziu a produção de TNF e IL-10, mas houve menor produção de IL-6 e
    CCL5, com ou sem o prévio estímulo com SEA, nos dois grupos de estudo. Então, nas
    condições de cultivo utilizadas, embora o SEA tenha potencial de estimular citocinas pró- e
    anti-inflamatórias em monócitos em indivíduos previamente sensibilizados (memória treinada
    homóloga), não foi capaz de alterar a produção destas citocinas em resposta aos antígenos
    virais (memória treinada heteróloga).


  • Mostrar Abstract
  • Objetivo geral 
     
    Verificar se existe correlação na expressão relativa da ACE2 em células epiteliais nasais in vivo, cultura de monócitos estimulados com antígenos do S. mansoni (SEA e SWAP) e os níveis de anticorpos IgG anti-SARS-CoV-2 em pacientes infectados com S. mansoni e sem infecção.
     
    Objetivos específicos
     - Determinar os níveis de anticorpos IgG anti-SARS-CoV-2

    -Determinar a expressão relativa de ACE2 nas células nasais in vivo.

    - Verificar se a infecção por S. mansoni está correlacionada com a expressão da ACE2 em células nasais in vivo e os níveis de IgG anti-SARS-CoV-2 presentes no plasma.

    - Determinar a expressão relativa de ACE2 em cultura de monócitos estimulados com SEA e SWAP.

    -Verificar se a infecção por S. mansoni está correlacionada com a expressão da ACE2 em cultura de monócitos e os níveis de IgG anti-SARS-CoV-2 presentes no plasma.

    - Comparar as correlações de expressão da ACE2 e os níveis de IgG anti-SARS-CoV-2 de indivíduos infectados com S. mansoni e sem infecção.

    - Comparar a média de expressão relativa de ACE2 e a média do nível de anticorpos anti SARS-CoV-2 de indivíduos infectados com S. mansoni e sem infecção.

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  • THIAGO HENRIQUE FERNANDES DE CARVALHO
  • AVALIAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E LABORATORIAIS RELACIONADAS AO SISTEMA GASTROINTESTINAL E PROGNÓSTICO EM PACIENTES HOSPITALIZADOS COM COVID-19.

  • Orientador : CARLOS ALEXANDRE ANTUNES DE BRITO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA ISABEL VIEIRA FERNANDES
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MARIA ALENITA DE OLIVEIRA
  • Data: 29/08/2024

  • Mostrar Resumo
  • As implicações prognósticas dos sintomas gastrointestinais e alterações de enzimas hepáticas
    em pacientes com COVID-19 têm mostrado variabilidade significativa entre os estudos,
    possivelmente devido à metodologia.
    Este estudo teve como objetivo descrever a incidência de sintomas gastrointestinais e
    alterações de enzimas hepáticas em pacientes hospitalizados com COVID-19, bem como sua
    correlação com a gravidade da doença. Foi realizado um estudo de coorte prospectivo com
    253 pacientes consecutivos com SARS-CoV-2 em um hospital terciário. Os pacientes foram
    avaliados quanto à presença de sintomas gastrointestinais, elevação das enzimas hepáticas e
    desfechos clínicos. Dos pacientes, 49 (19,37%) apresentaram sintomas gastrointestinais. A
    internação em terapia intensiva ocorreu em 20,4% dos pacientes com sintomas, comparado a
    24,2% dos pacientes sem sintomas gastrointestinais (p=0,707), e a mortalidade foi de 16,2%
    no grupo sintomático, em comparação a 18,3% no grupo assintomático (p=0,674). A
    sobrevida nos primeiros 30 dias não apresentou diferença significativa (χ²=0,12; p=0,72). A
    elevação das enzimas hepáticas foi observada em 90 pacientes (35,6%), enquanto 163
    (64,4%) mantiveram níveis normais. A elevação das enzimas hepáticas após a admissão foi
    associada a um maior tempo de internação (7 dias vs. 5 dias, p=0,0016). No entanto, não
    houve diferenças significativas na admissão em UTI (27,6% vs. 19,7%, p=0,179) e na
    mortalidade entre os grupos (18,9% vs. 14,6%, p=0,398). Concluiu-se que a presença de
    sintomas gastrointestinais e a elevação das enzimas hepáticas não demonstraram correlação
    com a mortalidade. Contudo, a elevação das enzimas hepáticas durante a internação esteve
    associada a um tempo de internação significativamente maior.


  • Mostrar Abstract
  • A família dos Coronavírus é composta por importantes patógenos com a capacidade de afetar humanos e outros mamíferos O Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, pertence ao subgênero beta da família Orthocoronaviridae., o mesmo é um vírus envelopado de aproximadamente 80 a 160 nm de diâmetro, RNA, que varia de 26 a 32 kb. A doença causada pelo novo corona vírus (Sars-CoV-2) a Covid-19, já atingiu 12 milhões de casos no mundo.
    Contudo, segundo a própria organização mundial de saúde (OMS), a compreensão acerca das suas características clínicas, ainda são muito reduzidas. Recentemente, em contradição com trabalhos inicias, alguns estudos estão trazendo à luz, a ocorrência frequente de sintomatologias gastrointestinais, e sua possível relação com desfechos desfavoráveis neste grupo de enfermos. Por tanto, estudos para avaliar características epidemiológicas e clínicas
    em diferentes contextos são de grande importância, não só para compreender melhor o vírus e a doença a ele associada; como podem vir a ser capazes de fornecer informações consistentes para auxiliar no ajuste de parâmetros que, porventura, venham a integrar modelos prognósticos. Diante disso, este projeto de pesquisa tem como objetivo desenvolver um estudo observacional transversal, que visa estimar a prevalência de sintomatologias
    relacionadas ao sistema gastrointestinal em pacientes admitidos com diagnóstico de Covid-19, em hospitais de referência da região metropolitana de João Pessoa.

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  • MARIANA QUITÉRIA DE MORAIS SILVA
  • INFLUÊNCIA DO CONTATO PRÉVIO COM BCG IN VITRO NA RESPOSTA IMUNE DE MEMÓRIA MEDIADA POR MONÓCITO AO SARS-COV-2 DE INDIVÍDUOS SENSIBILIZADOS PARA Schistosoma mansoni

  • Orientador : VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CASSIA GISELLE DE OLIVEIRA NOBREGA
  • ROECKSON CARLOS PEIXOTO SILVA
  • VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • Data: 30/08/2024

  • Mostrar Resumo
  • A memória inata ou imunidade treinada vem sendo demonstrada em resposta ao BCG (Bacilo
    de Calmette e Guérin), seja em protocolos vacinais ou in vitro. Os monócitos produzem
    citocinas pró-inflamatórias como IL-6, TNF-α, IL-1β, IL-10 e quimiocinas em concentrações
    maiores frente a um segundo estímulo, seja este homólogo ao BCG ou não-relacionado, como
    exemplo o SARS-CoV-2. Contudo, não está esclarecida a influência da resposta ao
    Schistosoma mansoni neste fenômeno. Sendo assim, neste estudo, foi avaliado se existe
    diferença entre os níveis de citocinas pró-inflamatórias tipo 1 (IL-6, TNF-α), tipo Th2 (CCL5)
    ou perfil regulatório (IL-10) no sobrenadante de cultura de monócitos previamente
    estimulados por BCG (10 µg/ml; 24 horas; 1º estímulo) e em contato posterior com SARS-
    Cov-2 (1 µg/ml 3 dias depois; 2º estímulo) de indivíduos de área endêmica para
    esquistossomose (IgG+ para SEA/SWAP) em comparação aos de área não endêmica (IgG-).
    A dosagem de citocinas foi realizada por CBA, sendo possível observar uma tendência do 1º
    estímulo com BCG induzir produção maior de TNF nos indivíduos IgG+ em comparação
    àqueles IgG-, enquanto a produção de IL-10 foi semelhante nestes dois grupos. Houve
    produção basal (apenas meio) de IL-6 e CCL5 e não houve diferença nos níveis destas
    citocinas quando os monócitos, seja de indivíduos sensibilizados ou não, foram estimulados
    com BCG. O segundo estímulo com SARS-Cov-2 não induziu a produção das TNF, IL-10 e
    CCL5. Contudo, houve uma tendência maior produção de IL-6 nas culturas estimuladas com
    SARS-Cov-2 em indivíduos IgG- quando comparados aos IgG+, independente da estimulação
    in vitro com BCG. Então, nas condições de cultivo utilizadas, a infecção prévia com S.
    mansoni potencializou a produção de TNF em resposta ao BCG. A memória treinada pôde ser
    revelada pela maior produção de IL-6 em resposta aos antígenos virais, mas a infecção prévia
    com S. mansoni parece diminuir esta produção. Estudos adicionais serão necessários para

    confirmar a memória treinada foi induzida pela vacinação prévia com BCG ou SARS-Cov-2


  • Mostrar Abstract
  • OBJETIVO GERAL:

    Verificar se existe diferença entre os níveis de citocinas pró-inflamatórias tipo 1 (IFN-γ, IL-17 e IL-22) e Th2/Treg (IL 4, IL-5, IL-10, IL-13 e TGF-β) e perfil regulatório (IL-10) estimulados em cultura de monócito por BCG/LPS em pacientes infectados por Shistossoma Mansoni quando comparados com não infectados, vacinados ou não em resposta imune inata ao SARS-Cov-2.

    OBJETIVO ESPECÍFICOS:

    Em cultura de monócitos de indivíduos infectados com S. mansoni e não infectados, vacinados ou não com BCG, comparar:
    ● Os níveis de citocinas pró-inflamatórias tipo 1 (IFN-γ, IL-17 e IL-22) e Th2/Treg (IL 4, IL-5, IL-10, IL-13 e TGF-β) e perfil regulatório (IL-10), em resposta ao BCG ou mitógeno;
    ● A expressão de mRNA para NF-κB, STAT3 e STAT6 em resposta ao BCG ou mitógeno;
    ● Os níveis de citocinas pró-inflamatórias tipo 1 (IFN-γ, IL-17 e IL-22) e Th2/Treg (IL 4, IL-5, IL-10, IL-13 e TGF-β) e perfil regulatório (IL-10), após estímulo BCG ou mitógeno, seguido de estímulo com SARS-Cov-2;
    ● A expressão de mRNA para NF-κB, STAT3 e STAT6 após estimulo BCG ou mitógeno, seguido de estímulo com SARS-Cov-2.

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  • ROSINETE MARIA DOS SANTOS GUIMARÃES
  • PREVALÊNCIA DA TUBERCULOSE LATENTE E TUBERCULOSE ATIVA EM PACIENTES COM DOENÇAS IMUNOMEDIADAS, ELEGÍVEIS PARA TERAPIA BIOLÓGICA NO ESTADO DE PERNAMBUCO

  • Orientador : CARLOS ALEXANDRE ANTUNES DE BRITO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • VANESSA LUCILIA SILVEIRA DE MEDEIROS
  • Data: 30/08/2024

  • Mostrar Resumo
  • A introdução da terapia biológica nas doenças imunomediadas (DIM) foi um marco para
    melhora da qualidade de vida desses pacientes. Com uso do anti-TNF percebeu-se um
    incremento de tuberculose por reativação da tuberculose latente (ILTB). Esse estudo realizado
    no Nordeste do Brasil, objetiva avaliar a prevalência da tuberculose latente e tuberculose ativa
    nos pacientes com DIM elegíveis para terapia biológica no Estado de Pernambuco e comparar
    nos grupos de DIM reumatológicas, gastroenterológicas e dermatológicas. Método: Estudo
    descritivo, retrospectivo, com dados secundários do banco de dados de ILTB do Programa de
    Controle de Tuberculose do Estado de Pernambuco, no período de janeiro de 2019 a agosto de
    2023, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação de tuberculose e dos pacientes
    com DIM cadastrados na farmácia do Estado para tratamento biológico, ambos no período de
    janeiro de 2013 a agosto de 2023. Foi utilizada a técnica probabilística com distribuição de
    frequência, mediana e intervalo interquartílico. Para estimativa da prevalência de infecção
    tuberculosa latente e tuberculose ativa utilizamos o intervalo de confiança com 95% de
    confiabilidade. Resultados: De 4.089 pacientes com DIM entre 2019 a 2023, 85,6% tinham
    doenças reumatológicas, 6,7% com doenças gastroenterológicas e 7,7% com doenças
    dermatológicas. A incidência de ILTB foi de 6,2% com 11.4% de prevalência para psoríase
    com p < 0,001; O biológico mais prescrito foi o anti-TNF com 66,7%. A mediana do tempo
    entre o início da terapia biológica e o diagnóstico de ILTB foi de 148 dias. Foram avaliados
    8.623 pacientes entre 2013 a 2023 com DIM sendo 84,0% com doenças reumatológicas,
    13,0% com doenças gastroenterológicas e 1,8% com psoríase. A mediana de idade foi de 49
    anos com diferença significativa entre os três grupos (p<0,001). Os pacientes mais jovens
    60,7% pertenciam as doenças gastroenterológicas. Foram identificados 213 (2,4%) casos de

    tuberculose, 24,7% casos por 1000 pacientes com DIM com maior prevalência no grupo das
    doenças gastroenterologias (5.8%; p<0.001). A tuberculose ocorreu em 99 (46,9%) antes da
    terapia biológica e 57 (26%) durante o uso. A mediana de tempo entre a primeira dispensação
    do biológico e a tuberculose foi de 1,3 anos. Os 57 casos de tuberculose durante a terapia
    biológica, 91% estavam em uso de anti-TNF, infliximabe foi o mais prescrito com 1,8% e
    ausente no grupo etanercept. Observou-se nos pacientes diagnosticados durante a terapia
    predomínio da forma pulmonar (79,6%), com 36,4% nas formas extrapulmonares, sendo o
    acometimento pleural mais frequente, com 2.3% de óbitos. Conclusão: O estudo revelou uma
    prevalência maior de ILTB nos pacientes com psoríase com p < 0,001. A frequência de
    tuberculose foi elevada, sendo maior antes do tratamento, podendo está relacionada à área de
    alta incidência, ao uso de imunossupressores e à própria doença. A forma pulmonar foi mais
    frequente, evidenciou-se poucos casos de doença miliar, diferindo das casuísticas de base
    hospitalar, relacionado à metodologia e a amostra mais representativa. A pesquisa reforça a
    necessidade de mais estudos envolvendo diferentes regiões do país, para avaliação da
    frequência de tuberculose nessa população, podendo auxiliar na elaboração de diretrizes
    terapêuticas.


  • Mostrar Abstract
  • Objetivo geral
    Descrever a prevalência da infecção tuberculosa latente e de tuberculose ativa nos pacientes com doenças reumáticas autoimunes, elegíveis ou em terapia com imunobiológicos i-TNFα, no estado de Pernambuco. Descrever as características sociodemográficas da amostra.
    Descrever o total de pacientes que concluíram o tratamento para ILTB e TB.

    Objetivos específicos
     Descrever a prevalência da infecção tuberculosa latente e de tuberculose ativa nos pacientes com doenças reumáticas autoimunes, elegíveis ou em uso de terapia com imunobiológicos i-TNFα;
     Descrever as características sociodemográficas da amostra;
     Descrever o total de pacientes que concluíram o tratamento para infecção tuberculosa latente e de tuberculose ativa;

    Objetivos secundários
     Comparar a prevalência da infecção tuberculosa latente e de tuberculose ativa nos pacientes com doenças reumáticas autoimunes, elegíveis para terapia biológica i-TNFα com o grupo de pessoas convivendo com HIV, silicose, indivíduos em pré-transplantes em terapia imunossupressora, neoplasias, insuficiência renal dialítica, diabetes mellitus, indivíduos desnutridos, tabagistas (> 1 maço/dia), profissionais de saúde e trabalhadores de instituição de longa permanência.

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  • GABRIELA RODRIGUES DE AGUIAR LEAL
  • PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À INFECÇÃO PELO HTLV-1/2 EM GESTANTES DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS(HC) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE), NO PERÍODO DE 2022 A 2024

  • Orientador : MARIA ROSANGELA CUNHA DUARTE COELHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELISA DE ALMEIDA NEVES AZEVEDO
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • LUAN ARAUJO BEZERRA
  • Data: 16/12/2024

  • Mostrar Resumo
  • O vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) é um retrovírus amplamente disseminado mundialmente, associado a diversas condições clínicas graves, como leucemia/linfoma de células T do adulto (ATLL) e paraparesia espástica tropical (HAM/TSP). A transmissão vertical, é uma das principais vias de disseminação do HTLV-1, pois ocorre predominantemente através do aleitamento materno. Estudos apontam que a taxa de transmissão vertical pode variar entre 15% e 77%, dependendo da duração da amamentação e das condições socioeconômicas das gestantes. O objetivo deste estudo foi estimar a prevalência e fatores associados à infecção pelo HTLV-1/2 em gestantes acompanhadas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE). Trata-se de um estudo descritivo com gestantes atendidas durante o pré-natal na Unidade de Assistência à Saúde da Mulher (UASM) do HC/UFPE, no período de 11 de novembro de 2022 a novembro de 2024.O projeto foi aprovado pelo Comite de Ética da EBSER/HC/UFPE e após a assinatura do termo de consentimento livre esclarecido (TCLE), 815 gestantes foram entrevistadas para coleta dos dados sociodemográficos, socioeconômicos e comportamentais. Em seguida foram coletados por punção sanguínea 5 mL de sangue para os testes sorológicos. Para a detecção do anti-HTLV-1/2 foi utilizado o ensaio imunoenzimático (ELISA) com o kit comercial da Murex (DIASORIN HTLV I+II) e a confirmação dos resultados do ELISA pelo INNO-LIA (HTLV I/II Score), realizados no Laboratório de Virologia do Instituo Keizo-Asami da UFPE (iLIKA). A prevalência do anti-HTLV-1/2 pelo ELISA foi de 3,19% (26/815) e de 0,49% (4/815) na confirmação pelo teste de INNO-LIA. A faixa etária das gestantes positivas foi de 17 a 34 anos, todas pardas, sendo duas moradoras da Zona da Mata de PE e duas da região metropolitana, a primeira relação sexual de uma foi com 15 anos e outra aos 17 anos, três delas usavam preservativo, todas tinham parceiro fixo, uma tinha piercing e duas tatuagens. No entanto, como o número de gestantes positivas foi relativamente baixo, não podemos inferir esses fatores como responsáveis pela aquisição da infecção. Em conclusão, a prevalência de HTLV-1/2 é o primeiro relato de prevalência em gestantes de Pernambuco mostrando que o vírus circula em nossa população e reforçando a necessidade da triagem do HTLV-1/2 durante o pré-natal de gestantes. Com a implantação recentemente da portaria no13, de 03/04/2024, do Ministério da Saúde do Brasil, espera-se minimizar a transmissão do HTLV-1/2 em nosso estado.


  • Mostrar Abstract
  • O Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV) é um retrovírus que afeta anualmente aproximadamente 5 a 10 milhões de pessoas, apresentando uma prevalência mais elevada em mulheres. Este vírus está associado a doenças graves, como a Leucemia/Linfoma de Células T do Adulto (LLcTA), a Paraparesia Espástica Tropical (HAM/TSP), além de uveíte e outras doenças. As principais formas de transmissão incluem a via vertical (de mãe para filho durante o parto), aleitamento materno, via sexual e iatrogênica. A predominância da infecção pelo HTLV em mulheres pode estar relacionada ao fato de que todas as vias de transmissão estão envolvidas com o sexo feminino. Este estudo tem como objetivo estimar a soroprevalência e descrever os fatores de risco associados à infecção pelo HTLV-1/2 em gestantes acompanhadas durante o pré-natal. Trata-se de um estudo transversal analítico com gestantes da Unidade de Assistência à Saúde da Mulher (UASM), do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE), no período de 2023 a 2024. Serão incluídas todas as gestantes que estão iniciando o acompanhamento do pré-natal e serão excluídas as gestantes que tiverem tempo de moradia em Pernambuco menor que 5 anos, além daquelas que apresentarem mal estar ou desistirem da pesquisa durante o percurso da coleta de dados ou amostra. O número mínimo de gestantes coletadas será 574, tendo como base o cálculo amostral realizado no Epi info versão 7.

Teses
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  • REGINA COELI FERREIRA RAMOS
  • COORTE CLÍNICA DE CRIANÇAS COM MICROCEFALIA ASSOCIADA À SÍNDROME DO ZIKA CONGÊNITA EM PERNAMBUCO

  • Orientador : RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MARIA ELISABETH LOPES MOREIRA
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • PEDRO ISRAEL CABRAL DE LIRA
  • RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
  • Data: 28/02/2024

  • Mostrar Resumo
  • A infecção pelo Zika vírus (ZIKV) representou um importante problema de saúde global, entre os anos de 2015 e 2017 (DE OLIVEIRA et al., 2017), principalmente nos anos de 2015 e 2016, considerado este, o período de maior número de crianças nascidas com microcefalia no Brasil, principalmente na região Nordeste (MOORE et al., 2017; MOREIRA-SOTO et al., 2018), região que apresentou a maior concentração de casos nesse período (BRASIL, 2023). Contudo, poucos estudos têm por objeto a descrição das repercussões clínicas nas crianças com SCZ, principalmente relacionados à funcionalidade e à incapacidade, além das possíveis complicações que possam surgir a longo prazo (FERREIRA et al., 2018; SCHIARITI et al., 2018). O presente estudo, avaliou as crianças nascidas no pico da epidemia, 2015-2017 ao longo dos primeiros cinco anos de vida (60 meses) e as suas principais características fenotípicas e suas complicações ao longo desse período. É necessário um melhor conhecimento dos aspectos relativos aos fatores individuais comportamentais e agravamentos, pelas crianças com SCZ que já atingiram a idade pré-escolar e que continuarão a crescer, para a contribuição na elaboração da estruturação de diretrizes de atenção à saúde e à educação para essa população e intervenção precoce a essas crianças. Para este estudo foi utilizado medidas repetidas de PC, peso e comprimento de acordo com o protocolo de rotina adotado, além de exames de imagens cerebrais quando indicadas. Para comparar a diferença média do escore-Z entre os grupos ao longo do tempo, usamos regressão de interceptação aleatória de efeitos mistos. A análise estatística foi realizada com o programa STATA SE 14.2 (College Station, TX, EUA) (STATACORP, [s.d.]). O objetivo desse estudo foi o de caracterizar as manifestações clínicas e complicações dos casos de microcefalia associada à infecção pelo ZIKV nos primeiros anos de vida, fornecendo uma visão mais abrangente das implicações a longo prazo dessa síndrome. Este estudo avaliou estas crianças como um todo, formando um quadro geral a partir do enfoque das diferentes especialidades. Foram avaliadas 181 com diagnóstico de SCZ.  Destas 181 crianças, 43,1% (78) eram do sexo masculino e a maioria (77,2%) nasceu a termo (>37 semanas de IG). A mediana de peso ao nascer das 181 crianças foi 2700g sendo 64,8% classificados como PIG. Em relação ao PC do nascimento, 37 de 166 crianças (22,3%) foram classificados como não microcefálicos, 48,8% como microcefalia grave e 15 crianças não tinham informações sobre o PC ao nascimento. As características fenotípicas mais encontradas nas crianças com SCZ foram desproporção craniofacial em 54,1%, artrogripose (distal e/ou geral) em 35,9% e protuberância occipital exacerbada em 35,5%. A mediana de idade na primeira avaliação foi 4,9 meses. Em relação a presença de disfagia, 151 crianças do total de 181 foram avaliadas e a destas, 33,1% apresentavam disfagia já na primeira avaliação. A mediana de idade das crianças no momento da avaliação para disfagia foi 28,2 meses. Em relação a alteração audiológica apenas 9,7%, de um total de 93 crianças avaliadas apresentaram alterações, na primeira avaliação, com mediana de idade de 30 meses. Para avaliação oftalmológica, foi realizado RETCAN e/ou fundoscopia. Foi observado que 30,4% das crianças apresentavam alteração de retina seguido de 28,5% com alteração do nervo óptico ao longo do acompanhamento.Este é um dos poucos estudos que avaliou e acompanhou crianças com microcefalia associada à Zika dentro dos primeiros 5 anos de vida. Neste estudo, acompanhamos 181 crianças com microcefalia da Coorte Pediátrica do MERG, sendo 48,8% classificadas como microcefalia grave ao nascimento. Este estudo destaca a complexidade da Síndrome Congênita do Zika (SZC). sendo um dos poucos estudos que avaliou e acompanhou crianças com microcefalia associada à Zika dentro dos primeiros 5 anos de vida. Evidenciou que a microcefalia pós-natal ocorre principalmente em crianças que já apresentaram sinais de danos cerebrais graves ao nascer e que crianças as crianças que desenvolvem microcefalia pós-natal apresentam variabilidade no desenvolvimento de peso e altura que não configuram padrões únicos e específicos.


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2
  • IANCA KARINE PRUDENCIO DE ALBUQUERQUE
  • Avaliação in vitro de novos compostos sintéticos com potencial anti-candida

  • Orientador : REJANE PEREIRA NEVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO RODOLFO DE FARIA
  • BRUNA RODRIGUES DE SOUSA
  • PATRICE LE PAPE
  • REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • REJANE PEREIRA NEVES
  • Data: 09/07/2024

  • Mostrar Resumo
  • Candidíase é uma das infecções fúngicas oportunistas mais prevalentes no mundo, sendo causada por fungos do gênero Candida. Assim como em outras infecções microbianas, observou-se um aumento significativo de cepas resistentes aos tratamentos convencionais, impulsionando a busca por novas abordagens terapêuticas, incluindo a terapia combinada. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o potencial anti-Candida de diferentes compostos sintéticos, tais como híbridos moleculares contendo o núcleo de 2-isoxazolina azabicíclica e derivados de tiofeno frente a isolados de espécies epidemiologicamente relevantes para a candidemia no Brasil. Foram realizados testes contra células planctônicas utilizando a técnica de microdiluição em caldo, frente isolados clínicos e comerciais. Adicionalmente, testes de interação com fluconazol foram conduzidos frente a isolado resistente a este antifúngico, exclusivamente com híbridos de 2-isoxazolina azabicíclica. Observou-se que os compostos contendo 2-isoxazolina azabicíclica não foram ativos contra os isolados de diferentes espécies de Candida nas concentrações testadas (2 a 1024 µg/mL). No entanto, um composto, o R-155 (6-(4-tert-butilbenzoil)-4,5,6,6a-tetrahidro-3a-H-pirrol[3,2-d]isoxazol-3-carboxilic(furan-2-metilideno)-hidrazida), mostrou interação sinérgica com fluconazol frente ao isolado resistente. Entre os derivados de tiofeno testados, dois foram eficazes contra células planctônicas. Destes, um foi escolhido por ter a melhor eficácia para mais testes, incluindo contra biofilmes maduros e em testes de toxicidade em larvas de Galleria mellonella. O composto aminotiofeno selecionado, 6CN05 (2-[(3,4-dicloro-benzilideno)amino]-tetrahidro-benzo[b]tiofene-3-carbonitril), apresentou atividade contra células planctônicas com concentração inibitória mínima e concentração fungicida mínima a partir de 128 μg/mL e em biofilmes de diferentes espécies na concentração testada (1024 μg/mL). Ademais, o mesmo não foi tóxico em testes com larvas de G. mellonella nas doses de 10 mg/kg, 25 mg/kg e 50 mg/kg. Com base nesses resultados, antevê-se que o composto 6CN05 possa se tornar um futuro aliado no combate à resistência em Candida, atingindo, consequentemente, o objetivo proposto pelo presente estudo. Salientamos que mais testes são necessários para a compreensão do mecanismo de ação do mesmo e sobre a sua toxicidade em outros modelos animais.


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3
  • VALÉRIA WANDERLEY PINTO BRANDÃO MARQUIS
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO SONO E ASPECTOS POLISSONOGRÁFICOS COM MONTAGEM NEUROLÓGICA DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DA ZIKA CONGÊNITA.

  • Orientador : RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MÁRCIA LURDES DE CÁCIA PRADELLA-HALLINAN
  • DEMOCRITO DE BARROS MIRANDA FILHO
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MARIA DURCE COSTA GOMES CARVALHO
  • RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
  • Data: 26/08/2024

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  • Objetivos: Descrever a qualidade, arquitetura, características dos grafoelementos,
    eletroencefalográficas e respiratórias do sono de crianças portadoras de Síndrome da Zika
    congênita (SZC) com microcefalia e comparar os achados em relação à classificação
    neuroclínica e neurorradiológica. Métodos: Foram incluídas 65 crianças diagnosticadas com
    SCZ, nascidas entre 2015 e 2017, que realizaram polissonografia noturna (PSG) com
    montagem neurológica ampliada e capnografia. Aplicou-se o Breve Questionário de Sono
    Infantil (BISQ), para avaliação de qualidade de sono, utilizando os critérios para definição de
    má qualidade: a criança acorda > 3 vezes noite e/ou período de vigília noturna é > 1 hora e/ou
    tempo total de sono <9 horas e dados objetivos da PSG, que se baseou na eficiência do sono
    (ES), na latência para início do sono (LS) e na vigília após o início do sono (WASO). As
    crianças foram classificadas com base em exames neuroclínicos (corticoespinhais e
    neuromusculares) e neurorradiológicos (supre e infratentoriais). Resultados: A qualidade do
    sono, avaliada pelo BISQ, foi classificada como ruim em 27/65 (41,5%) das crianças, 30/65
    (46,2%) através da análise por PSG e 46/65 (70,8%) quando os dois parâmetros foram
    considerados. Apneia do sono foi detectada em 23 crianças (35,4%), sendo apneia central a
    mais prevalente. Dessaturação foi observada em 26 (40%) e ronco em 13 (20%) crianças.
    Movimentos periódicos das pernas estavam presentes em 48 crianças e níveis baixos de
    ferritina foram observados em 84,6%. A apneia do sono e a saturação de oxihemoglobina não
    apresentaram associação com a classificação neuroclínica ou neurorradiológica. No entanto,
    embora dentro dos limites normais, as médias de PetCO2 foram significativamente mais
    baixas nas crianças com alterações corticoespinhais e neuromusculares em comparação com
    aquelas com alterações exclusivamente corticoespinhais. Em relação à estrutura de sono, as
    crianças com alterações corticoespinhais associadas a alterações neuromusculares
    apresentaram latência de início de sono mais longa e maior percentual de sono indeterminado
    em comparação com as crianças com alterações corticoespinhais isoladas, assim como uma
    diferença com valor de p limítrofe no índice de despertar nas crianças com alterações
    associadas. Quanto à classificação neurorradiológica, crianças com achados exclusivamente
    supratentoriais apresentavam uma latência de início de sono mais longa do que as do grupo
    com anomalias supra e infratentoriais. A atividade epileptiforme (AE) foi frequente durante a
    vigília, o sono N e o sono REM, com convulsões em 19 crianças (29,2%) na noite do exame
    de polissonografia. Foram pouco identificados fusos do sono, complexos K, onda aguda do
    vértice e ondas delta do sono, sendo necessária a classificação de sono em R, N e
    indeterminado. Na vigília, houve ausência de ritmo de base posterior em 73,4%, e AE esteve
    presente em 79,6%. No sono N, 98,5% apresentaram AE, tipo surto-supressão em 63,1% e
    ausência de ondas de sono em 78,5%. No sono R, 53,8% apresentaram traçado contínuo,
    69,2% apresentaram movimento rápido dos olhos e 93,8% apresentaram AE. As crianças com

    achados exclusivamente supratentoriais apresentavam uma latência de início de sono mais
    longa do que as do grupo com anomalias supra e infratentoriais. Conclusões: Os resultados
    deste estudo lançam luz sobre os complexos padrões respiratórios, estruturais e
    eletroencefalográficos do sono e as características do EEG em crianças com SZC, destacando
    os desafios do estadiamento do sono e a prevalência de apneia central e atividade
    epileptiforme nesta população.


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  • ADRYELLE IDALINA DA SILVA ALVES
  • AVALIAÇÃO DO PONTECIAL ANTI-VIRULÊNCIA DE DERIVADOS TIOFÊNICOS FRENTE A ISOLADOS CLÍNICOS DE CANDIDA SPP. E SUA INTERFERÊNCIA NA EXPRESSÃO DE GENES ESPECÍFICOS

  • Orientador : REJANE PEREIRA NEVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELLE PATRICIA CERQUEIRA MACEDO
  • DYANA LEAL VERAS DINIZ
  • HENRIQUE DOUGLAS MELO COUTINHO
  • REJANE PEREIRA NEVES
  • ROSSANA DE AGUIAR CORDEIRO
  • Data: 29/08/2024

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  • A candidemia é a infecção fúngica invasiva mais comum associada a cuidados intensivos,
    com uma mortalidade bruta que pode chegar a até 55% em alguns centros médicos. Essas
    infecções apresentam alta taxa de mortalidade, devido ao número limitado de antifúngicos
    disponíveis para o tratamento, alguns dos quais apresentam elevada toxicidade e alto custo.
    Aliado a isso, as espécies de Candida tem se tornado um desafio médico devido ao aumento
    do número de casos de resistência nos últimos anos. Atualmente, sabe-se que as infecções por
    estas leveduras são influenciadas por uma gama de fatores de virulência, principalmente por
    fatores como adesão, transição morfológica e formação de biofilmes. Os biofilmes são
    comunidades microbianas inerentemente resistentes à maioria dos antifúngicos, o que os torna
    particularmente difíceis de tratar e estima-se que aproximadamente 90% dos casos de
    candidemia ocorrem associadas a biofilmes. Portanto, há uma necessidade urgente de
    desenvolver medicamentos alternativos, que superem ou aumente a eficácia das terapias já
    utilizadas. Para tal, visar os fatores de virulência é considerada uma abordagem promissora
    para identificar novos alvos potenciais de drogas antifúngicas. Sendo assim, o presente estudo
    teve como objetivo avaliar a ação antifúngica e antivurelenta de dois compostos tiofênicos
    (2AT e 2B-amino) contra cepas de Candida spp. resistentes ao antifúngico fluconazol (FLZ).
    Ao determinar as concentrações inibitórias mínimas (CIM), verificou-se que os compostos
    possuíam ação antifúngica nas concentrações de 100 a 200 µg/mL. Além disso, também foi
    observado forte efeito sinérgico com o FLZ. A ação antibiofilme dos compostos em
    concentrações subinibitórias, isoladamente e em associação com FLZ também foi detectada.
    Estruturalmente observou-se que apenas o composto 2AT conseguiu causar alterações em
    Candida. No entanto, foi demonstrado alterações celulares compatíveis com necrose e
    apoptose, indicando o possível mecanismo de ação dessas moléculas. Para determinar a causa
    dessas alterações, foi analisada e detectada a produção de reativas de oxigênio por Candida.
    Adicionalmente, esta pesquisa também teve como objetivo avaliar a ação dos compostos na
    expressão dos genes relacionados a virulência e resistência fúngica. No qual foi detectado
    supressão dos genes ALS3 e ERG3. No mais, os compostos não apresentaram toxicidade em
    células de macrófagos J774 até a concentração de 4000 µg/mL. Este trabalho, descreve a ação
    de dois compostos tiofenos como uma alternativa futura para terapia de candidíase invasiva,
    especialmente em casos de isolados resistentes a terapia convencional; além de destacar a
    promessa de uma estratégia combinada com fluconazol no combate a infecções por Candida,
    eficaz também na prevenção de biofilmes por estas leveduras.


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  • LUCIANA CARDOSO MARTINS
  • Sarcopenia em Pessoas Vivendo com HIV/AIDS, em um centro de referência para tratamento do HIV, em Recife-PE.

  • Orientador : PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDIA FERNANDA DE LACERDA VIDAL
  • CYNTHIA REGINA PEDROSA SOARES
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • Data: 30/08/2024

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  • O advento dos potentes antirretrovirais proporcionou um aumento significativo na
    sobrevida das Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (PVHA), resultando no envelhecimento
    dessa população. Esse prolongamento da vida, entretanto tem levado à ocorrência
    precoce de diversas condições, como a sarcopenia. A prevalência de sarcopenia entre
    PVHA varia entre 4% e 24,1%, mas esses estudos foram conduzidos com um número
    limitado de pacientes, em diferentes estágios da infecção pelo HIV, e utilizando
    definições distintas de sarcopenia. Estudos têm demonstrado os efeitos deletérios dos
    marcadores inflamatórios sobre a quantidade, qualidade e funcionalidade muscular. A
    interleucina-15 (IL-15), uma citocina fortemente expressa pela musculatura esquelética,
    apresenta níveis elevados em PVHA, mas é encontrada em níveis diminuídos em
    pacientes sarcopênicos. No entanto, a literatura ainda não descreve de forma clara o
    comportamento da IL-15 em PVHA sarcopênicas. Não há uma definição operacional
    consensual para caracterizar a sarcopenia na prática clínica. A definição mais
    amplamente aceita é a do Grupo Europeu de Estudo de Sarcopenia em Idosos
    (European Working Group on Sarcopenia in Older People – EWGSOP), que em 2010
    publicou o Consenso Europeu sobre Definição e Diagnóstico de Sarcopenia
    (EWGSOP1), atualizado em 2019 (EWGSOP2). O EWGSOP2 passou a priorizar a força
    muscular como a medida mais confiável de função muscular e o melhor preditor de
    eventos adversos, modificando o fluxo de investigação da sarcopenia e estabelecendo
    novos pontos de corte. Neste estudo transversal, estimamos a prevalência de
    sarcopenia em PVHA utilizando tanto os critérios do EWGSOP1 quanto os do
    EWGSOP2 e avaliamos os fatores associados à sarcopenia, com especial foco na IL-
    15. As variáveis numéricas foram analisadas por meio de medidas de tendência central
    e dispersão. Para avaliar associações entre variáveis categóricas, utilizamos os testes
    Qui-quadrado e Exato de Fisher. A normalidade das variáveis quantitativas foi verificada
    pelo Teste de Kolmogorov-Smirnov. Foram incluídas no estudo 218 PVHA com idade
    igual ou superior a 40 anos, atendidas no ambulatório de doenças infecciosas do
    Hospital das Clínicas da UFPE em suas consultas de rotina. Todos os pacientes foram
    submetidos à antropometria, ao teste de força de preensão palmar, à coleta de sangue,
    à bioimpedância elétrica e ao teste de velocidade de marcha. A prevalência de
    sarcopenia foi consideravelmente maior quando utilizamos os critérios do EWGSOP1
    em comparação com os critérios do EWGSOP2. Com o EWGSOP1, as variáveis idade,
    gênero e IMC apresentaram associação com sarcopenia. Já com o EWGSOP2,
    nenhuma dessas variáveis mostrou associação, possivelmente devido ao menor
    número de pacientes diagnosticados com essa condição segundo esses critérios. Não
    observamos uma associação significativa entre sarcopenia e IL-15 nas PVHA

    analisadas. Estudos adicionais são necessários para desenvolver definições e pontos
    de corte validados para o diagnóstico de sarcopenia em PVHA. Compreender a
    associação entre IL-15 e sarcopenia em PVHA pode abrir caminho para novas
    abordagens terapêuticas, como o uso de análogos de IL-15 ou outras estratégias que
    aumentem sua atividade, visando prevenir ou tratar a sarcopenia nessa população.


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  • MARTA IGLIS DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DA CINÉTICA DE ANTICORPOS ESPECÍFICOS AO SARS-COV-2 DE ACORDO COM A GRAVIDADE DA COVID-19 EM PACIENTES ATENDIDOS NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE, PERNAMBUCO

  • Orientador : PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • CYNTHIA REGINA PEDROSA SOARES
  • JULIANA PRADO GONÇALES
  • Data: 20/09/2024

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  • Desde o início da pandemia da doença coronavírus 2019 (covid-19), tem havido um esforço contínuo
    para compreender a cinética de anticorpos anti-SARS-CoV-2, com atenção especial ao tempo de
    duração dos níveis de imunoglobulinas da classe IgG, dada sua importância na proteção de
    reinfecção. Duas hipóteses têm preocupado: a primeira refere-se ao declínio dos níveis séricos dos
    anticorpos IgG ao longo do tempo, e a segunda relaciona-se com a possibilidade de que indivíduos
    com covid-19 leve tenham menor probabilidade de soroconversão ou desenvolvem resposta imune
    menos robusta em comparação com aqueles que apresentam uma forma grave da doença. Assim, o
    objetivo deste estudo foi comparar níveis séricos e longevidade do anticorpo IgG anti-spike (IgG-S)
    entre indivíduos que tiveram covid-19 grave e leve, além de identificar fatores clínicos e biológicos
    associados à não soroconversão de anticorpos IgG-S, em indivíduos recuperados de covid-19, não
    vacinados, durante um período de seguimento de 12 meses após o início dos sintomas da primeira
    infecção por SARS-CoV-2. Trata-se de um estudo prospectivo, com caráter analítico, realizado entre
    agosto de 2020 e junho de 2021 no ambulatório de egresso para recuperados de covid-19 em dois
    hospitais da cidade do Recife. A população-alvo consistiu em pacientes com idade igual ou superior a
    18 anos, diagnosticados com covid-19 por RT-PCR, divididos em dois grupos: aqueles com sintomas
    leves e os que apresentaram sintomas graves, requerendo internação. Para a aferição da
    soroconversão e concentração sérica de anticorpos, foi avaliada a resposta de imunoglobulinas IgG à
    proteína Spike subunidade S1 (IgG-S1) por meio de kit semiquantitativo anti-SARS-CoV-2 ELISA.
    Analisamos 238 indivíduos recuperados de covid-19: 87 hospitalizados e 151 não hospitalizados,
    fornecendo 148 e 220 amostras, respectivamente. Entre os hospitalizados, foram mais frequentes
    sexo masculino (65,5%), pessoas com mais de 60 anos (41,1%), comorbidades como hipertensão

    arterial (67,8%) e diabetes mellitus (37,9%). Encontramos maiores medianas de títulos séricos de IgG-
    S1 entre os recuperados de covid-19 hospitalizados, em todos os intervalos de tempo da coleta

    (p<0,001). Observamos uma fraca correlação entre o aumento da idade com a resposta humoral de
    IgG-S1 (Correlação de Spearman= 0,298). Houve maior probabilidade de persistência de anticorpo
    IgG-S1 ao longo do tempo entre as amostras de indivíduos hospitalizados comparadas com amostras
    dos participantes não hospitalizados (p=0,001). Além disso, 9,2% dos indivíduos não
    soroconverteram. A análise univariada mostrou uma associação da apresentação clínica leve com a
    não soroconversão. Em conclusão, nossos achados revelaram que a apresentação clínica grave de
    covid-19 foi o principal fator de influência nos níveis séricos e na persistência de anticorpos IgG-S em
    covid-19 após primo-infecção por SARs-CoV-2 em pacientes recuperados não vacinados. A covid-19

    leve foi associada a não soroconversão.


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  • CARLOS ALBERTO FIGUEIREDO FILHO
  • MEROPENEM INTRAVENOSO EM RATOS IDOSOS APÓS INDUÇÃO DE PERITONITE FECAL AUTÓGENA E USO INTRAPERITONEAL DO EXTRATO AQUOSO DA SCHINUS TEREBINTHIFOLIUS RADDI (AROEIRA) A 10%

  • Orientador : CELIA MARIA MACHADO BARBOSA DE CASTRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • CARLOS TEIXEIRA BRANDT
  • CELIA MARIA MACHADO BARBOSA DE CASTRO
  • MARIA AMELIA VIEIRA MACIEL
  • MARIA DO AMPARO ANDRADE
  • Data: 12/12/2024

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  • Objetivo: Avaliar o uso de meropenem intravenoso e extrato aquoso de aroeira a 10%
    intraperitoneal em ratos idosos após indução de peritonite fecal autógena. Métodos: Trinta ratos
    Wistar de 18 meses receberam indução de peritonite fecal autógena e foram estratificados em
    três grupos: Controle sem tratamento; Estudo I tratado com meropenem (40mg/kg) e Estudo II,
    tratado com meropenem na mesma dosaagem e extrato aquoso intraperitoneal a 10% de aroeira.
    Os animais foram monitorados em seu peso por 15 dias até a eutanásia. Fragmentos peritoneais
    foram coletados para histopatologia e culturas, sangue arterial da aorta foi coletado para
    hemoculturas e procedeu-se inventario da cavidade abdominal. O estudo foi aprovado pelo
    Comitê de Ética de Pesquisas com Animais. Resultados. Não houve perda de peso significativa
    no grupo Estudo II (p=0,6277), enquanto o grupo Estudo I apresentou peso parcialmente
    recuperado (p=0,0187). O grupo Estudo II teve 90% de hemoculturas negativas, enquanto o
    grupo Estudo I teve em 50% dos animais (p=0,1479). A sobrevida no grupo Estudo II foi maior
    do que no grupo Estudo I (p=0,0462). O escore de morbidade para achados macroscópicos em
    cavidade abdominal e torácica foi menor no grupo Estudo II em comparação com o grupo
    Estudo I (p=0,0001). No grupo Estudo II 20% dos animais apresentaram alterações
    histopatológicas, nenhuma cultura peritoneal positiva, mas uma hemocultura foi positiva
    (10%). No grupo Estudo I, 50% dos animais apresentaram alterações histopatológicas, 40%
    culturas peritoneais positivas e 50% hemoculturas positivas. Todos os resultados
    histopatológicos e culturas de peritônio, quando avaliados no escore, mostraram melhor
    resultado para o grupo Estudo II (p=0,175). Conclusões: O uso de meropenem intravenoso
    associado ao uso intraperitoneal de extrato aquoso de aroeira a 10% após indução de peritonite
    fecal autógena em ratos idosos apresentou melhor resultado no conjunto de alterações
    histopatológicas, culturas peritoneais negativas e hemoculturas; menor perda de peso e
    morbidade, com maior sobrevida quando comparado com o uso de meropenem isolado.


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  • PABLO CANTALICE SANTOS FARIAS
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE POLIMORFISMOS DE GENES INFLAMATÓRIOS E METABÓLICOS DO EXOMA HUMANO E A GRAVIDADE DA COVID-19

  • Orientador : REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE VALTER JOAQUIM SILVA JUNIOR
  • MARIA ROSANGELA CUNHA DUARTE COELHO
  • REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • WILSON JOSÉ DA SILVA JÚNIOR
  • Data: 16/12/2024

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  • A pandemia de COVID-19 foi mundialmente declarada em 12 de março de 2020. Até 15 de setembro de 2024 foi notificado um total de mais de 776 milhões de casos e mais de 7 milhões de óbitos ao redor do mundo. Sabe-se que fatores virais, ambientais e do hospedeiro estão envolvidos conjuntamente na modulação da doença, resultando em diferentes desfechos. Dentre os fatores virais, pode-se destacar a presença de outros agentes infecciosos que podem influenciar o desfecho clínico da doença, e dentre os fatores do hospedeiro, tem-se a influência de componentes genéticos, como a atuação de Polimorfismos de Nucleotídeo Único. Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre os SNPs rs3806268 (NLRP3), rs4925543 (NLRP3), rs12150220 (NLRP1), rs455060 (NLRC4), rs699 (AGT), rs1137101 (LEPR), e rs1801133 (MTHFR) e o desfecho grave/crítico em pacientes COVID-19 brasileiros. Para isso, um total de 100 pacientes foi incluído no estudo, compreendendo 66 casos e 34 controles. Dados de prontuários como idade, sexo, cor/raça, comorbidades, sintomas, hemograma, diagnóstico por RT-PCR e achados laboratoriais (ferritina, PCR, AST, ALT e d-dímero) foram coletados e planilhados. Os casos de COVID-19 foram classificados de acordo com as diretrizes da World Health Organization em leve/moderado e grave/crítico. Além dos dados clínico-epidemiológicos, amostras de 4 mL de sangue total foram coletadas, e destas, o DNA foi extraído, depois sequenciado e genotipado por sequenciamento de nova geração (NGS). Para interpretar os dados clínico-epidemiológicos, testes não paramétricos foram utilizados, como os testes de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis. O teste de Fisher e a regressão logística multivariada, considerando os critérios AIC e BIC, foram empregados para a análise de risco. Nesta, Odds Ratios (OR) foram calculados, com significância estabelecida em p<0,05. Na população estudada, foi descrito um relato de caso em que uma paciente do sexo feminino e 48 anos de idade apresentou COVID-19 grave juntamente com a co-infecção HIV/L. infantum. Os sinais e sintomas incluíram febre, tosse produtiva e dispneia, bem como saturação de oxigênio ≤93%. Os dados clínico-laboratoriais evidenciaram linfopenia, leucopenia e neutropenia, enquanto os resultados laboratoriais indicaram níveis anormais de dímero D, AST, ALT, desidrogenase láctica, ferritina e proteína C-reativa. Uma tomografia computadorizada revelou 75% de comprometimento do parênquima pulmonar com opacidades em vidro fosco. Já na análise populacional, entre os sete SNPs avaliados, apenas rs699-GG (AGT) (OR=8,07; p=0,04) foi significativamente associado a um aumento no risco de desenvolver COVID-19 grave/crítica. Além disso, uma associação protetora foi observada entre rs1801133-GA (MTHFR) e a doença, entretanto sem significância estatística. No relato de caso, a leucopenia associada ao HIV/L. infantum pode ter desempenhado um papel decisivo. São necessários mais estudos para entender melhor as estratégias diagnósticas e as medidas de manejo clínico para pacientes co-infectados com HIV/L. infantum que são suscetíveis à infecção por SARS-CoV-2. No estudo populacional, o SNP rs699-GG (AGT) foi associado a um aumento no risco de COVID-19 grave/crítica, no entanto mais estudos são necessários a fim de compreender os mecanismos subjacentes que são resultados da influência desse SNP na COVID-19. Esses dados são relevantes para a compreensão da fisiopatologia da doença e prospecção de novas alternativas terapêuticas.


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2023
Dissertações
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  • LAMARTINE RODRIGUES MARTINS
  • Estudo molecular de mecanismos enzimáticos de resistência aos antimicrobianos betalactâmicos e relação clonal de isolados clínicos de Enterobacterales provenientes de colonização e de infecção em pacientes com e sem covid-19 em um hospital público de Recife-PE

  • Orientador : ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
  • SIBELE RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • Data: 24/02/2023

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  • Pacientes diagnosticados com covid-19 são frequentemente colonizados e posteriormente podem vir a desenvolver coinfecções, em sua maioria por bactérias gram-negativas, que podem ou não estar relacionadas a cepas clonais. Com ênfase para cepas produtoras de betalactamases, que degradam os antibióticos de última escolha, dificultando a terapêutica do paciente. Este estudo teve por objetivo investigar e comparar a presença dos principais genes e enzimas de resistência aos carbapenêmicos, bem como a relação clonal entre os isolados
    clínicos da ordem Enterobacterales derivados de colonização e infecção em pacientes com e sem Covid-19 provenientes de um hospital público de Recife-PE, Brasil, entre 2021 e 2022. Portanto, foram analisados 45 isolados clínicos da ordem Enterobacterales resistentes aos carbapenêmicos, provenientes de diferentes pacientes com ou sem Covid-19, com resultado confirmado por RT-PCR. Para a investigação de genes de resistência (bla KPC , bla GES , bla OXA-48-LIKE, bla NDM , bla VIM e bla IMP ), suas variantes foram submetidas a técnica de PCR, seguida de sequenciamento de amplicons, e posteriormente os isolados foram submetidos à técnica de tipagem por ERIC-PCR. As espécies resistentes aos carbapenêmicos mais isoladas foram Klebsiella pneumoniae, Serratia marcescens e Proteus mirabilis. Os genes de resistência
    detectados foram bla NDM (46,66%) e bla KPC (35,55%) e minoritariamente ocorreu a detecção concomitante de bla NDM e bla KPC (17,77%). Este é o primeiro relato de P. mirabilis e Enterobacter cloacae, carreando o gene bla NDM-5 , nas Américas e fora da Ásia, respectivamente. Os resultados da tipagem pela ERIC-PCR mostraram alta variabilidade genética nas cepas de K. pneumoniae, P. mirabilis, P. stuartii e S. marcescens. Os resultados da comparação entre o teste rápido Carba-NG-5 demonstraram índices de sensibilidade de 91,66% e especificidade de 92,30% para os genes bla KPC e para o gene bla NDM os índices foram sensibilidade de 92,30% e especificidade de 91,66%. Em conclusão, o gene bla NDM foi o principal gene de resistência detectado nos isolados clínicos de Enterobacterales. Após sequenciamento, foram identificadas as variantes bla NDM-5 e bla NDM-7 , que conferem maior capacidade hidrolítica contra os betalactâmicos, foi descrito a presença de cepas multi-clonais em espécies de Enterobacterales demonstrando a necessidade de estudos mais aprofundados sobre o tema com o fim de monitoramento mais frequente dessas variantes.


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  • A pandemia do SARS-CoV-2 trouxe consigo várias problemáticas para os pacientes
    agravados, dados indicam que pacientes diagnosticados com Covid-19, são frequentemente
    colonizados e posteriormente vem a desenvolver co-infecções em sua maioria por bactérias
    gram-negativas, que podem ou não estar relacionadas a cepas clonais, com ênfase para cepas
    produtoras de beta-lactamases. Diante da importância epidemiológica no rastreio de genes de
    resistência bla KPC , bla OXA , bla VIM , bla NDM e bla IMP em Recife-PE, pois ainda não são descritos
    quais tipos de genes e isolados de Enterobacterales provenientes de pacientes diagnosticados
    com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com PCR positivo para Covid-19 e se há
    disseminação clonal desses patógenos. Portanto, o objetivo deste trabalho será investigar a
    presença de genes e enzimas de resistência aos antimicrobianos beta-lactâmicos e a relação
    clonal em isolados clínicos da ordem Enterobacterales derivados de colonização e infecção
    em pacientes com COVID-19 provenientes de um hospital público de Recife entre 2021 e
    2022. O estudo será descritivo e experimental, constituído de cepas de Enterobacterales
    resistentes a um ou mais carbapenêmicos, isoladas de culturas de vigilância, hemoculturas e
    secreção traqueal provenientes de paciente com COVID-19 com PCR positivo de um hospital
    de Recife-PE Serão analisadas cerca de 46 amostras de pacientes com colonização e infecção,
    que posteriormente serão analisadas quanto ao perfil de susceptibilidade aos antimicrobianos
    e submetidos à pesquisa de genes de resistência (bla KPC e bla NDM , bla OXA , bla VIM-1, bla IMP ) por
    PCR, seguido de sequenciamento dos amplicons. Sendo realizada a tipagem molecular por
    ERIC-PCR para avaliar a relação clonal dos isolados bacterianos.

2
  • DÉBORA LOPES DE SANTANA
  • Avaliação da atividade antimicrobiana de híbridos moleculares frente a isolados fenotipicamente resistentes de Aspergillus fumigatus
  • Orientador : REJANE PEREIRA NEVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • REJANE PEREIRA NEVES
  • ANTONIO RODOLFO DE FARIA
  • BRUNA RODRIGUES DE SOUSA
  • Data: 24/02/2023

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  • Aspergillus fumigatus é o principal agente etiológico da aspergilose pulmonar, cuja forma invasiva apresenta taxa de mortalidade de até 90% dos casos. O tratamento medicamentoso para as doenças causadas por este fungo normalmente consistem na utilização de antifúngicos azóis ou polienos. No entanto, a eficácia destes medicamentos tem sido ameaçada pelo surgimento e disseminação de cepas resistentes. Desta forma, faz-se necessário a descoberta e desenvolvimento de novas alternativas farmacoterapêuticas, constituindo-se do ponto de vista químico-medicinal, os híbridos moleculares com 2-isoxazolina azabicíclica boas opções. Deste modo, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade dos híbridos moleculares frente a células planctônicas e biofilmes de A. fumigatus. Foram utilizados 3 isolados de A. fumigatus, originados de amostras ambientais e de espécimes clínicos, mantidos na Coleção de Culturas Micoteca URM da Universidade Federal de Pernambuco. Ao todo, foram testados 10 híbridos moleculares frente às células planctônicas e sésseis de A. fumigatus pela técnica de microdiluição em caldo (M38-A2). Todos os híbridos inibiram o crescimento das células planctônicas com concentrações inibitórias variando de 32-1024 μg/mL. Os híbridos R-122 e 147 também demonstraram atividade na inibição da formação de biofilme e na erradicação dos mesmos na concentração de 2048 μg/mL. A descoberta do mecanismo de ação e a
    realização de mais testes in vitro e in vivo são necessários para revelar mais do potencial antifúngico, uma vez os híbridos podem se tornar alternativas terapêuticas em casos de aspergilose causada por A. fumigatus.


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  • OBJETIVO GERAL 


    Determinar o potencial antifúngico de híbridos moleculares de 2-isoxazolina azabicíclica frente isolados clínicos de Aspergillus sp. e Cryptococcus sp, e verificar sua atividade contra biofilme formado e em formação. 


    OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

    Determinar a concentração inibitória mínima e fungicida mínima dos híbridos moleculares de 2-isoxazolina azabicíclica frente aos isolados sensíveis e resistentes de Aspergillus sp. e Cryptococcus sp; 
    Investigar os possíveis mecanismos de ação dos híbridos moleculares através de seus efeitos sobre a parede celular e a membrana plasmática. 
    Avaliar a ação do composto híbrido selecionado sobre os biofilmes maduros e em fase inicial produzidos por cepas de Aspergillus sp. e Cryptococcus sp;
    Comparar o potencial antibiofilme do composto híbrido frente biofilmes produzidos por Aspergillus sp. e Cryptococcus sp., demonstrando a viabilidade das células.

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  • MARIA IZABELY SILVA PIMENTEL
  • Investigação do perfil genético de virulência, relação clonal e genes bla KPC e bla NDM de isolados clínicos de Klebsiella pneumoniae de pacientes com e sem covid-19 em um hospital de Recife-PE

  • Orientador : ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXSANDRA MARIA LIMA SCAVUZZI
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
  • Data: 27/02/2023

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  • Durante a pandemia de covid-19 muitas espécies bacterianas estavam envolvidas em casos
    de coinfecção ou infecção secundária bacteriana. Dentre essas bactérias, a Klebsiella
    pneumoniae é uma das espécies de maior ocorrência, que se torna ainda mais preocupante
    pois possui alta resistência aos carbapenêmicos e pode apresentar diferentes mecanismos de
    virulência. Portanto, o objetivo desse trabalho foi investigar e comparar o perfil genético de
    virulência e os genes bla KPC e bla NDM , e relação clonal de isolados clínicos de Klebsiella
    pneumoniae, provenientes de vários sítios de infecções em pacientes com e sem covid-19, em
    um hospital público de Recife-PE, no ano de 2021 e 2022. Foram analisados 30 isolados de K.
    pneumoniae, sendo 15 de pacientes com covid-19 e 15 de pacientes sem covid-19. Os
    isolados foram submetidos à pesquisa de genes de resistência (bla KPC e bla NDM ) e genes de
    virulência (cps, magA, rmpA, wabG, fimH, mrkD, entB e irp2) por PCR, seguido do
    sequenciamento dos amplicons. Foi realizada a ERIC-PCR para avaliar a relação clonal dos
    isolados. Cinco isolados foram selecionados para a realização da técnica MLST de acordo
    com os seguintes critérios: não ser clones pela técnica da ERIC-PCR, tem o maior número de
    genes de virulência, ter bla KPC e bla NDM Todos os isolados do estudo apresentaram resistência à
    cefalosporinas de terceira geração. Noventa porcento (n=27) dos isolados foram resistentes à
    pelo menos um carbapenêmico testado (imipenem, ertapenem ou meropenem). As análises de
    PCR mostraram que 43% (n=13) foram positivos apenas para bla NDM ; 17% (n=5) foram
    positivos apenas para bla KPC e 30% (n=9) foram simultaneamente positivos para os dois genes
    bla KPC e bla NDM. Foram detectados seis genes de virulência: cps (96%); wabG (96%); fimH
    (100%); entB (100%); mrkD (86%); irp2 (43%), demonstrando o vasto arsenal genético de

    virulência, sendo encontrados genes codificantes de cápsula, lipopolissacarídeo, fímbrias e
    sideróforos desses isolados. Pela técnica de ERIC-PCR foram encontrados, entre os 29
    isolados de K. pneumoniae, 21 perfis genéticos distintos e constatou-se que houve
    disseminação clonal dos isolados em diferentes setores do hospital de estudo. Entre os cinco
    isolados selecionados para a técnica MLST quatro pertenciam ao clone ST11 e um ao clone
    ST36. Os pacientes sem covid-19 possuíam maior faixa etária e mais comorbidades quando
    comparados aos pacientes com covid-19, além disso, os pacientes sem covid-19 tiveram a
    maior taxa de óbito. O perfil de resistência e virulência entre todos os isolados, de pacientes
    com ou sem covid-19, foram semelhantes. A maioria dos isolados eram multirresistentes e
    além disso todos apresentaram mais de um gene de virulência o que pode tornar a bactéria
    mais patogênica. Estudos como estes colaboram com os dados epidemiológicos moleculares
    para que os serviços hospitalares planejem ações para que esses microrganismos não sejam
    responsáveis por grandes surtos, diminuindo então sua disseminação; além disso contribui
    para o conhecimento do arsenal genético de virulência de bactérias envolvidas em coinfecção
    e infecção secundária em pacientes com covid-19.


  • Mostrar Abstract
  • Casos de infecções bacterianas em pacientes COVID-19 tem sido frequentemente relatada. K.pneumoniae está entre as principais bactérias envolvidas nessas infecções. Trata-se de um isolado que tem vários fatores de virulência e resistência envolvidos na estabilidade dessas infecções. Considerando que até o presente momento ainda não há nenhum estudo publicado a respeito dos genes de virulência desse isolado envolvido nesses pacientes e são poucos os sobre resistência mundialmente e ausência em Recife-PE, o presente estudo tem como objetivo investigar o perfil fenotípico e genético dos fatores de virulência e a presença dos genes de resistência KPC e NDM em isolados clínicos de K.pneumoniae. Serão analisandos 25 isolados de K.pneumoniae provenientes de pacientes COVID-19 de um hospital de Recife-PE. O teste de hipermucoviscosidade será feito por meio do teste da “corda” e produção de biofilme será utilizada a metodologia de O’Toole., 2011 e Trentin., 2011 e algumas modificações. A extração de DNA total será realizada a partir de kits comerciais. A identificação dos genes de resistência (bla KPC e bla NDM ) e genes de virulência (fimH, mrkD, irp2, rmpA, cps, magA, wabG, entB) será realizada pela técnica de PCR, seguida do sequenciamento do produto de PCR para confirmação. Será realizado o ERIC-PCR para verificação de relação clonal entre as espécies e a técnica de MLST para ver quais clones estão presentes. Devido ao cenário atual e a grande ausência de estudos, é fundamental saber como está sendo a ocorrência desses fatores de resistência e virulências nesses isolados. Espera-se que os resultados desse estudo possam contribuir para uma melhor orientação na terapêutica e procedência do paciente e também alertar os profissionais de saúde de como as infecções bacterianas estão se manifestando durante essa pandemia, que também necessitam de uma grande atenção.

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  • TÁCITO HENRIQUE GOMES DO NASCIMENTO
  • AVALIAÇÃO DE ANTICORPOS ANTI-SPIKE APÓS A QUARTA DOSE DE REFORÇO DA VACINA CONTRA COVID-19 EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE DE UM HOSPITAL BRASILEIRO

  • Orientador : HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DE LIMA AIRES
  • KLEDOALDO OLIVEIRA DE LIMA
  • VIVIANE MARTHA SANTOS DE MORAIS
  • Data: 16/08/2023

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  • Estando presente em todos os continentes, a COVID-19 se tornou um dos maiores entraves do século XXI. A imunização contra o SARS-CoV-2 tornou-se necessária para controlar a
    propagação da COVID-19. Nessa perspectiva, o objetivo do estudo foi a avaliação dos níveis de anticorpos anti-Spike (IgG) induzidos pela segunda dose de reforço (4ª dose) da vacina contra COVID-19 em profissionais de saúde do Hospital das Clinicas da UFPE mensurados entre 15 a 30 dias após a aplicação do imunizante. A pesquisa do anticorpo anti-Spike (IgG) foi realizado pelo método de ELISA indireto no Laboratório de Imunoparasitologia do Instituto Aggeu Magalhães – IAM/ Fiocruz – PE. Todos os participantes do estudo (n=182) apresentaram uma média de idade de 42,3±7,8 anos, com predomínio do sexo feminino (83,0%), a raça parda, indígena e amarela (51,6%) e aos técnicos e auxiliares de enfermagem (54%) como categoria profissional. Quanto aos níveis de anticorpos anti-Spike IgG induzido pela 4ª dose, o imunizante ChAdOx1 (AstraZeneca) apresentou níveis de anticorpos maiores do que aqueles que receberam a BNT162b2 (Pfizer- BioNTech) (p-valor = 0,031). Mediante aos esquemas vacinas utilizados pelos profissionais de saúde, os imunizantes BNT162b2 (Pfizer-BioNTech) e ChAdOx1 (AstraZeneca) apresentaram diferença significante quanto ao seu uso como 4ª dose (p- valor = 0,04). Portanto, o uso da vacinação heteróloga robustece quanto aos níveis de anticorpos (IgG) frente ao agente etiológico SARS-CoV-2 e suas variantes. Em conclusão, as vacina podem atenuar quanto à gravidade da COVID-19 e os esforços devem ser concentrados especialmente em grupos de risco, como os profissionais de saúde.


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  • A Covid-19 pode se apresentar assintomática ou com sintomas semelhantes à gripe, podendo evoluir
    para síndrome respiratória, pneumonia, lesões no trato respiratório inferior e que podem levar a óbito.
    Os imunizantes contra a COVID-19, foram produzidos rapidamente e, na grande maioria aprovadas
    para uso emergencial em diversos países, incluindo o Brasil. A CoronaVac, utiliza vírus inativo e foi
    produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, sendo a primeira
    vacina disponibilizada em caráter emergencial em profissionais de saúde no Brasil. A AstraZeneca
    (Fiocruz/Oxford), utiliza um vetor viral não replicante, que consiste em um vírus defeituoso
    (adenovírus), sem capacidade de se multiplicar e que contêm segmento do genoma do vírus do SARS-
    CoV-2, responsável pela produção da estrutura presente na superfície viral (Spike), que é a mais
    importante para a indução de proteção ao vírus. O declínio de anticorpos ocorre meses após a segunda
    dose, portanto, a necessidade da dose reforço para proteger principalmente os mais expostos ao vírus é
    fundamental. A utilização da vacinação heteróloga como dose reforço é preconizada, pois ocasiona na
    alta produção de anticorpos, resultando em uma maior eficácia e estabilidade à proteína Spike, como é
    o caso da Pfizer/BioNTech (EUA /Alemanha), que utiliza RNA mensageiro modificada. Dessa forma,
    o presente estudo tem como objetivo avaliar os níveis de anticorpos antiSpike induzidos pelo o
    esquema de duas doses de vacina do vírus completo inativo CoronaVac (Sinovac Biotech) ou vetores
    virais (AstraZeneca),após a dose de reforço utilizando a vacina de RNA mensageiro (Pfizer), em
    profissionais de saúde do Hospital das Clínicas UFPE, Recife-PE. Será um estudo de corte transversal
    no qual serão analisadas amostras dos profissionais de saúde que atendem nesse serviço.

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  • LILIAN ROSE MAIA GOMES DE ARAUJO
  • SOROPREVALÊNCIA DO VÍRUS DA HEPATITE E EM PACIENTES COM DOENÇA HEPÁTICA CRÔNICA EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO EM RECIFE - PE

  • Orientador : EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLLINE DE ARAÚJO MARIZ
  • MARIA ROSANGELA CUNHA DUARTE COELHO
  • NORMA ARTEIRO FILGUEIRA
  • Data: 25/08/2023

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  • A soroprevalência do vírus da hepatite E (HEV) em pacientes com doença hepática crônica (DHC) é pouco conhecida no Brasil. Estudos sugerem que o HEV pode influenciar negativamente o curso da DHC, com maior risco de evolução para cirrose. Dessa forma, o objetivo do estudo foi estimar a prevalência do anticorpo anti-HEV (IgG) em pacientes com DHC e descrever os dados demográficos e fatores de risco, além de parâmetros clínico-laboratoriais e ultrassonográficos. Para isso, foi desenvolvido um estudo transversal que incluiu 227 pacientes com DHC atendidos no ambulatório de Hepatologia do Hospital das clínicas da UFPE, de junho de 2022 a março de 2023. Os pacientes realizaram pesquisa da atividade das enzimas hepáticas, plaquetas, INR e albumina, além do anti-HEV IgG e, nos casos positivos, pesquisa do HEV-RNA. Também foi realizada ultrassonografia do abdome superior. Para a análise da comparação entre as variáveis categóricas foi utilizado o teste Qui-quadrado ou o teste Exato de Fisher. A comparação entre as médias das variáveis com distribuição normal foi realizada através do teste t não pareado, e a comparação entre as medianas das variáveis não paramétricas, através do teste de Mann-Whitney. Para avaliar a associação entre exposição e desfecho foi utilizada a razão de prevalência e o intervalo de confiança de 95%. Foram considerados estatisticamente significantes os resultados com valor de p < 0,05. Foram incluídos 227 pacientes (50 com hepatite B, 49 com doença hepática gordurosa não alcoólica, 33 com hepatite C, 17 com doença hepática relacionada ao álcool, 16 com esquistossomose e 62 com doença mista), 55,5% eram do sexo feminino, com média de idade de 57 ± 13 anos; 37,9% apresentavam cirrose hepática. Sete pacientes (3,08%) apresentaram anti-HEV positivo e em todos o HEV-RNA foi negativo. A frequência do anti-HEV IgG foi maior em pacientes com contato com porcos, com ginecomastia, menor contagem de plaquetas, maiores valores de APRI e FIB-4, e esplenomegalia pelo ultrassom.  Embora a prevalência do anti-HEV em pacientes com DHC tenha sido baixa neste estudo, observou-se o anticorpo mais frequentemente nos casos com história de contato com porcos e indícios clínico-laboratoriais ou de imagem de doença hepática mais avançada.


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  • Objetivo Geral:
    Determinar a soroprevalência da hepatite E (HEV igG positivo) em pacientes portadores de
    doença hepática crônica e cirrose hepática acompanhados no ambulatório de Hepatologia de
    um hospital de referência em Recife e avaliar se existe associação entre HEV igG positivo
    com dados demográficos, clínico-laboratoriais e ultrassonográficos.

    Objetivos Específicos:
    - Determinar a soroprevalência da hepatite E (HEV igG positivo) em
    pacientes portadores de doença hepática crônica e cirrose hepática;
    - Avaliar se existe associação entre HEV igG positivo com idade, sexo,
    procedência (urbana, rural), condições sanitárias e contato com suínos;
    - Avaliar se existe associação entre HEV igG positivo com níveis de
    transaminases, plaquetas, Índices APRI, FIB4 e velocidade da onda
    (m/s) por Acoustic Radiation Force Impulse (ARFI), classificação de
    Child-Pugh e escore MELD (The Model for End-Stage Liver Disease).

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  • LUCIANE DE FREITAS FIRMINO
  • Avaliação da Produção de Citocinas em Pacientes com a Doença de Chagas Aguda Tratados com o Benzonidazol após Transmissão Oral

  • Orientador : VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • ANA KARINE DE ARAUJO SOARES
  • Data: 28/08/2023

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  • Em 2019, PE notificou o 1º surto de doença de Chagas Aguda (DCA) por transmissão oral em Ibimirim-PE. Durante a fase aguda, deve-se ter rapidez no acesso ao tratamento e ser realizado em todos os casos, independente da forma de transmissão, pois cerca de 70-80% dos casos apresentam cura. A observação do comportamento imunológico pós-tratamento etiológico em um grupo de pessoas com DCA, poderia permitir a identificação de biomarcadores que comprovem a eficácia do Benzonidazol. Portanto, investigações que permitam elucidar os efeitos imunes que ocorrem após o uso do Benzonidazol são relevantes. Assim o objetivo do estudo foi avaliar as citocinas do perfil Th1 (TNF, IFN-γ, IL-2 e IL-6), Th2 (IL-10, IL-4) e Th17 (IL-17A) em pacientes com a DCA, antes e após tratamento com Benzonidazol. Para atingirmos esse objetivo, foram avaliados 28 indivíduos presentes no surto de Ibimirim infectados e confirmados laboratorialmente. Todos foram atendidos e tratados no Setor de Infectologia (HUOC) e acompanhados no Ambulatório de doença de Chagas (PROCAPE/UPE). As amostras de sangue foram coletadas antes (T0) e após o tratamento (T1/1 mês; T2/2meses; T3/5-6 meses; T4/2 anos), onde as amostras biológicas foram armazenadas no Serviço de Referência de Doença de Chagas (SRDC) /FIOCRUZ. As citocinas dos padrões Th1 (IFN-γ, TNF, IL-2 e IL-6), Th2 (IL-10 e IL-4) e Th17 (IL-17A) foram quantificadas pelo Cytometric Bead Array. Também foi realizado dosagem dos anticorpos IgG por Enzyme-linked Immunosorbent Assay (ELISA) e titulação de anticorpos IgM e IgG pela Reação de Imunofluorescência Indireta, além disso quantificamos o DNA de T. cruzi através da Reação de Cadeia de Polimerase em tempo real (qPCR). Nossos resultados indicam que o BZ diminuiu a resposta inflamatória nos pacientes, pois citocinas do perfil Th1 (IFN-γ, TNF, IL-2 e IL-6) e Th17 (IL-17) bem como as citocinas regulatórias do perfil Th2 (IL-4 e IL-10), também diminuíram com a intervenção do tratamento. Houve redução dos títulos de anticorpos IgM e IgG, sendo observado soroconversão de um paciente, dois anos após o tratamento. Após o tratamento a carga parasitária negativou indicando o sucesso do tratamento. Porém, em um dos indivíduos foi observada a reativação após dois anos de tratamento, indicando uma possível falha terapêutica. Assim, acreditamos que o Benzonidazol na DCA reduz a tempestade de citocinas, e consequentemente a resposta inflamatória desencadeada pelo T. cruzi e, isso poderia prevenir/reduzir os danos tissulares característicos da doença. 


  • Mostrar Abstract
  • Objetivo geral:
    Avaliar as citocinas séricas em portadores de doença de chagas aguda tratados com benzonidazol.
    Objetivos específicos:
    1.Quantificar as citocinas séricas IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, TNF, IFN-γ e IL-17A durante o tratamento com
    benzonidazol em portadores da fase aguda da doença de Chagas.
    2.Correlacionar os níveis de citocinas séricas do início do tratamento com níveis de anticorpos IgM e IgG.

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  • THAÍS EMMANUELLY MELO DOS SANTOS
  • EXPRESSÃO DOS MARCADORES DE MEMÓRIA CCR7, CD45RA E CD62L EM CÉLULAS T CD4+ E CD8+ DE INDIVÍDUOS ALÉRGICOS E INFECTADOS PELO Schistosoma mansoni E/OU GEO-HELMINTOS

  • Orientador : VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • IANA RAFAELA FERNANDES SALES PINHEIRO
  • ROECKSON CARLOS PEIXOTO SILVA
  • VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • Data: 29/08/2023

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  • A hipótese da higiene associa as infecções por parasitas durante a infância a uma relação inversa com as doenças
    alérgicas. Contudo, a relação de infecções parasitárias e promoção ou proteção contra alergia e asma ainda é
    controversa. A imunidade aos helmintos e nas alergias são predominantemente do perfil Th2, porém nas
    helmintíases há presença de células Treg/IL-10 que podem prevenir alergia. As células T de memória ativadas,
    nos tecidos periféricos, podem promover respostas inflamatórias alérgicas, porém não é sabido a frequência de
    células T de memória nas alergias quando concomitantes as infecções helmínticas. Objetiva-se identificar o
    perfil das células T (CD4+ e CD8+) de memória central e efetora em pacientes alérgicos e infectados por
    Schistosoma mansoni e/ou geohelmintos. Estudo epidemiológico de corte transversal realizado no município de
    Escada, onde foi realizado inquérito parasitológico e teste cutâneo de alergia, com a seguinte formação dos
    grupos de estudo (Controle Prick-Test negativo), (Controle Prick- Test positivo), (Infectados pelo S. mansoni +
    Prick-Test positivo) e (Infectados por geo-helmintos + Prick-Test positivo). Foi realizada a cultura de células de
    sangue periférico estimuladas com Phytohaemagglutinin (PHA) (10µg/mL) e/ou apenas com meio de cultura e
    posteriormente a marcação com anticorpos monoclonais para as moléculas de superfície (anti-CD4, anti-CD8,
    anti-CCR7, anti-CD45RA, anti-CD62L, anti-CD27, anti-CD28, anti-CD122 e anti-CD127) e as frequências
    obtidas por FACS. Nos pacientes com prick-teste positivo e infecção esquistossomótica ou geo-helmíntica houve
    diminuição de células TCD4+CD45RA- CD62L+CCR7+ (memória central). Para os pacientes com prick-teste
    positivo e infecção com geo-helmintos houve diminuição também de células TCD8+CD45RA-CD62L+CCR7+
    (memória central) e TCD8+CD45RA+CD62L+CCR7+ (“naive”/efetoras). Enquanto houve um aumento da
    frequência de células TCD4+CD45RA+CD62L-CCR7- (memória efetora) nos indivíduos infectados pelo S.
    mansoni. Sendo assim, as infecções helmínticas podem levar à diminuição das células T CD4+ ou CD8+ de
    memória central que estariam relacionadas à atenuação da reatividade alérgica, embora estimule células T de
    memória efetora circulantes.


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  • .

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  • PAULO FERNANDO DE SOUZA
  • PERFIL CLÍNICO, EPIDEMIOLÓGICO E LABORATORIAL DE NEURITE ÓPTICA ASSOCIADO A ARBOVIROSES EM PERNAMBUCO, NORDESTE DO BRASIL, NAS EPIDEMIAS DE 2014 a 2016.

  • Orientador : CARLOS ALEXANDRE ANTUNES DE BRITO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MARIA ROSANGELA CUNHA DUARTE COELHO
  • SILVANA SOBREIRA SANTOS
  • Data: 30/08/2023

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  • Neurite óptica é uma doença inflamatória do nervo óptico decorrente de afecções
    caracterizadas por desmielinização, inflamação ou infecção do nervo e suas bainhas, e tem
    prevalência de 0.6/1000 casos. Mais de 70 % dos casos ocorrem em mulheres, sendo as
    Jovens e Caucasianas as mais frequentemente acometidas..O objetivo foi identificar os
    achados oftalmológicos em pacientes pós infecção pelos arbovírus zika, dengue e
    chikungunya , cinco anos após as epidemias entre dezembro 2014 e dezembro de 2016.
    Estudo descritivo, tipo série de casos, de pacientes com diagnóstico de neurite óptica
    atendidos em hospital de referência em neurologia na cidade de Recife, estado de
    Pernambuco, Nordeste do Brasil no período de 2014 a 2016. Foram incluídos 14 pacientes
    maiores de18 anos, com diagnóstico de neurite óptica e confirmação laboratorial através de
    sorologia e RT-PCR, para os arbovírus – zika, dengue ou chikungunya. Após consentimento
    formal (TCLE), os pacientes foram examinados , responderam a um questionário
    padronizado; em seguida, realizaram avaliação oftalmológica complementar. Dados clínicos
    , epidemiológicos e de resultados de exames laboratoriais , foram obtidos dos prontuários
    dos mesmos. O sexo masculino predominou (57,1%), com (71,4%) ocorrendo acima de 40
    anos de idade, e predomínio da raça parda (57,1%). Oito casos (57,1%) eram classificados
    como mono-infecção por Zika, três (21,4%) como mono-infecção por chikungunya e três
    (21,4%) como co-infecção por zika e chikungunya A dor e perda visual foram os sintomas
    mais frequentes presentes em 71,4% dos pacientes. Na ocasião do evento agudo a acuidade
    visual era reduzida em 72,7% e 63,6% respectivamente para o olho direito (OD) e para o olho
    esquerdo (OE). Discromatopsia foi observado em 42% dos pacientes. Escótomas ocorreu
    42,8%. Na avaliação em 2022, 45,4% persistiam com alteração de acuidade visual e
    discromatopsia permanecia em 42% dos pacientes. A neurite óptica pelos arbovírus zika,
    dengue e chikungunya pode causar relevantes alterações oftalmológicas, algumas duradouras

    persistindo anos após a infecção aguda alterando a qualidade de vida dos pacientes. O estudo
    pode contribuir para alertar para a presença dessa complicação associado a arbovirose,
    devendo ser investigada em surtos epidêmicos e áreas de circulação viral.


  • Mostrar Abstract
  • A Neurite óptica é uma doença inflamatória do nervo óptico decorrente de afecções
    caracterizadas por desmielinização, inflamação ou infecção do nervo e suas bainhas. É uma
    doença comum com prevalência de 0.6/1000 casos, e incidência, corrigida, para o sexo e
    idade de 1 a 5 casos por 100 000. Surtos epidêmicos pelos arbovírus Zika, Dengue e
    Chikungunya vem atingindo América latina na última década. A Neurite Óptica pode ser
    causada por quaisquer um desses vírus, comprometendo a qualidade de vida, podendo ser
    reversível ou não. As manifestações oftalmológicas pós-infecção pelos mesmos são diversas,
    e não há características comuns entre as mesmas, bem como é variável o tempo entre a
    infecção e o início de sintomas oftalmológicos.
    O presente projeto visa avaliar quais as sequelas Oftalmológicas em pacientes com
    Neurite Óptica pós-infecção pelos arbovírus – Zika, Dengue ou Chikungunya, cinco anos
    após epidemia ocorrida entre Dezembro 2014 a 16 de Dezembro de 2016.

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  • REBECCA DANTAS THORP
  • Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis).

  • Orientador : EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS ALEXANDRE ANTUNES DE BRITO
  • NORMA ARTEIRO FILGUEIRA
  • PAULA CAROLINA VALENCA SILVA
  • Data: 31/08/2023

  • Mostrar Resumo
  • Introdução: O diagnóstico da presença e do padrão da fibrose periportal (FPP) na esquistossomose mansoni (EM) é fundamental para diagnóstico das formas clínicas e detecção de pacientes com hipertensão portal. Para tanto, o padrão-ouro tem sido a ultrassonografia, porém requer equipamento sofisticado e operador bem treinado. Índices, como o ELF (Enhanced Liver Fibrosis), marcador direto de fibrose, vêm sendo utilizados em doenças hepáticas com resultados promissores. Contudo, ainda são muito escassos os estudos com o ELF na avaliação da FPP na esquistossomose mansoni.

    Objetivo: Avaliar os níveis séricos do ELF conforme os padrões de FPP estabelecidos pela classificação ultrassonográfica de Niamey em pacientes com esquistossomose mansoni.
    Pacientes e Método: Estudo analítico transversal e bidirecional, envolvendo pacientes que referiam contato com água contaminada, fizeram tratamento para EM e/ou apresentaram ovos no exame parasitológico de fezes. Os pacientes recrutados na zona endêmica apresentavam padrões mais leves de fibrose, [padrões A e B (FPP ausente/duvidosa), padrão C (FPP leve) e padrão D (FPP moderada)], e no ambulatório de hospital de referência apresentavam padrões mais avançados [padrão D (FPP moderada), padrão E (FPP avançada) e padrão F (FPP muito avançada). Foram colhidos dados clínicos e realizadas ultrassonografias com equipamento GE Healthcare Logic E ou Siemens Acuson S2000, por um único examinador, para avaliar a FPP pela classificação de Niamey. Em seguida, foram colhidos 10 mL de sangue, centrifugado e congelado (–80°C) para aferição do ELF, que foi calculado pelo equipamento, conforme a equação: [ELF = 2.278 + 0.851 ln(HA) + 0.751 ln(PIIINP) + 0.394 ln(TIMP-1)] e expressado em valor numérico sem unidade.

    Resultados: Entre 196 pacientes avaliados, 114 (58,2%) eram mulheres, com média de idade 45 ± 15,42 anos. Apresentaram os seguintes padrões de FPP: 18 padrão A+B; 65 padrão C; 55 padrão D; 49 padrão E e 9 padrão F. Os valores do ELF (mediana) foram mais elevados de acordo com a progressão da FPP nestes 5 grupos (p = 0,0021), respectivamente: (A+B = 8,36); (C = 8,40); (D = 8,64); (E = 8,99) e (F = 9,75). O ELF foi capaz de diferenciar estes pacientes em 4 grupos: A+B vs C vs D vs E+F (p = 0,0024), assim como em 3 grupos: A+B vs C+D vs E+F (p = 0,0028), como também o grupo: A+B vs E+F (p = 0,0464) e o grupo: C+D vs E+F (p = 0,0007). Não foi possível separar os grupos: A+B vs C+D. Por fim, o índice foi capaz de diferenciar os pacientes em 2 grandes grupos: A+B+C vs D+E+F (p = 0,0015).

    Conclusão: Neste estudo, o ELF demonstrou grande potencial como ferramenta na avaliação da FPP em pacientes com EM, sendo capaz de diferenciar aqueles com pouca fibrose dos que apresentam fibrose moderada ou avançada.


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Teses
1
  • LUAN ARAUJO BEZERRA
  • ANALISE EPIDEMIOLÓGICA E ASSOCIAÇÃO DOS NÍVEIS SÉRICOS DE CITOCINAS EM PACIENTES COM ARTRITE REUMATOIDE POSITIVOS PARA O ANTI-CHIKV IgG

  • Orientador : MARIA ROSANGELA CUNHA DUARTE COELHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA ROSANGELA CUNHA DUARTE COELHO
  • VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MARLI TENÓRIO CORDEIRO
  • JOSE VALTER JOAQUIM SILVA JUNIOR
  • Data: 28/02/2023

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  • A febre Chikungunya é uma doença ocasionada através da infecção pelo vírus Chikungunya, com registros em mais de 100 países espalhados pelas regiões da África, Ásia, Europa e Américas, onde os acometidos podem vir a desenvolver alterações reumatológicas com dores fortes e persistentes,  podendo ser ocasionadas pela presença de interleucinas e quimiocinas como a IL-1β, IL-6, IL-10, IL-17A, CCL2, CXCL8, CXCL9 e CXCL10 nas articulações, proporcionando inflamações prolongadas, afetando a qualidade de vida dos acometidos causando limitações em suas ações comportamentais, tais como a realização de aferes domésticos e atividades laborais.Dessa forma, essa pesquisa teve como objetivos realizar uma analise epidemiológica, quantificar e verificar a associação dos níveis séricos das citocinas e quimiocinas com a persistência das alterações reumatológicas em indivíduos na fase crônica da CHIKF. Foi realizado um estudo transversal analítico comparativo entre grupos, onde os indivíduos participantes foram distribuídos em três grupos distintos: O grupo CHIKF composto por indivíduos na fase crônica da febre chikungunya com alterações reumatológicas persistentes; O grupo CHIKF+AR composto por indivíduos com artrite reumatóide autoimune e que tiveram a febre chikungunya; Grupo AR composto por indivíduos apenas com artrite reumatóide autoimune. Após a assinatura de um termo com consentimento livre e esclarecido para maiores de 18 anos, foi realizada uma entrevista com os participantes para obtenção de dados sociodemográficos e comportamentais. Os dados clínicos e laboratoriais foram obtidos por meio da análise do prontuário. Foi realizada coleta sanguínea em tubos de 5 mL e as amostras encaminhadas ao Setor de Virologia do Instituto de Pesquisa Keizo-Asami (iLIKA) para processamento e armazenamento. Foi realizada sorologia para detecção do anti-CHIKV (IgG) em todas as amostras coletadas seguindo as recomendações dos fabricantes. Foi realizada a quantificação das citocinas e quimiocinas por meio da citometria de fluxo no setor de imunoparasitologia do Instituto de Pesquisa Ageu Magalhães seguindo as recomendações dos fabricantes. Os resultados epidemiológicos mostraram uma prevalência do Anti-CHIKV (IgG)  de 75% (120/160) e as características analisadas e relacionadas a persistência da CHIKF foram raça parda (< 0.00011), afastamento de atividades cotidianas (< 0.0001), ter tido alguma arbovirose (0,0012), Artralgia (0,0001), dor no Pescoço (< 0.0001),dor nos ombros (< 0.0001), dor nos cotovelos (< 0.0001), dor na região dos pulsos e dedos (< 0.0001), dor nos quadris (< 0.0001), dor nos joelhos (0,0349), Intensidade das dores (< 0.0001), Fator Reumatóide (<0.0001), RDW (< 0.0001) Basófilos (0,0104), Linfócitos (0,0351) e Monócitos (0,0286).Os resultados imunológicos mostraram que os níveis de IL-1βforam significativamente maiores no grupo CHIKV+AR em comparação com os grupos CHIKV (p = 0,0004) e AR (p = 0,0067). A IL-6 também apresentou níveis mais elevados no CHIKV+AR em comparação aos grupos CHIKV e AR: (p < 0,0001) e(p  0,0413), respectivamente. Além disso, a IL-6 foi maior no grupo AR do que no CHIKV (p = 0,0237). IL-10 e IL-17A também foram significativamente maiores no CHIKV+AR do que nos outros grupos: IL-10, RA-CHIKV vs. CHIKV (p = 0,0403) e CHIKV+ARvs. RA (p = 0,0105); IL-17A, CHIKV+AR vs. CHIKV (p = 0,0006) e CHIKV+AR vs. RA (p = 0,0055). Os níveis de CXCL-8 foram maiores no grupo de CHIKV do que no grupo da AR (p = 0,0085).CXCL9 foi maior no CHIKV do que no grupo CHIKV+AR (p = 0,0376). Os níveis de CXCL10 foram maiores no grupo CHIKV em comparação com CHIKV+AR (p = 0,0003) e AR (p = 0,0411). Com relação aos dados laboratoriais, os níveis de FR foram maiores no grupo AR do que no CHIKV (p <0,0001), assim como no grupo CHIKV+AR em comparação ao CHIKV (p = 0,01).Não houve diferença significativa nos níveis de PCR. Como conclusão, vimos que a análise epidemiologica mostrou que possuir a raça parda pode ser um fator de predispossição a aquisição do CHIKV, além de que, se o indivíduo já possuir artrite reumatóide autoimune e se infectar pelo CHIKV, ele terá agravamento de suas dores pre-existentes e de alterações em seus dados laboratoriais como RDW, fator reumatóide e contagem de leucocitos. Relacionado a analise imunológica, podemos observar que as citocinas IL-β, IL-6, il-10 e IL-17A e quimiocinas CXCL-8, CXCL-9 e CXCL-10 tiveram níveis maiores em indivíduos apenas com CHIKF e indivíduos com Artrite reumatóide autoimue que tiveram CHIKF, mostrando que a CHIKF é uma doença séria que promove dores fortes e persistentes assim como descritos na literatura, além de proporcionar agravavamento da dor em indivíduos que já possuem dores reumatológicas pre-existentes, no entanto, há necesidade de mais estudos para melhor esclarecimento desse sinergismo.


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  • JORGE BELÉM OLIVEIRA JÚNIOR
  • Riparina III associada a antimicrobianos: citotoxicidade, atividade antibacteriana, inibição e erradicação de biofilme

  • Orientador : FABIO ANDRE BRAYNER DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA BEATRIZ SOTERO SIQUEIRA
  • DANIELLE PATRICIA CERQUEIRA MACEDO
  • FABIO ANDRE BRAYNER DOS SANTOS
  • GLAUCIA MANOELLA DE SOUZA LIMA GOMES
  • REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • Data: 03/04/2023

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  • O aumento da pressão seletiva bacteriana, bem como o uso indiscriminado e inadequado de antimicrobianos proporcionam a identificação recorrente de isolados clínicos multidroga-resistente (MDR) e formadores de biofilme, como Staphylococcus aureus e Acinetobacter baumannii, envolvidos em Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). A terapia combinada entre antimicrobianos é utilizada no tratamento de pacientes com IRAS; no entanto, esta associação antimicrobiana pode resultar em um efeito antagônico ou indiferente, além do fator de toxicidade elevado, dificultando a eficácia da terapia clínica. Por isso, a investigação da combinação entre composto natural, como a riparina III, e antimicrobiano para fins terapêuticos vem sendo amplamente discutida, devido às diversas atividades biológicas identificadas nas espécies vegetais. O objetivo deste estudo foi investigar a citotoxicidade da riparina III associada a antimicrobianos e avaliar sua atividade antimicrobiana, inibitória e erradicatória do biofilme e as possíveis alterações ultraestruturais in vitro em isolados clínicos MDR de A. baumannii e S. aureus. O Índice de Concentração Inibitória Fracionada (FICI) exibiu o efeito sinérgico entre riparina III e colistina, e a CIM reversa revelou um fator de modulação bastante significativo. Diversas alterações ultraestruturais in vitro foram observadas, como: redução no número de células bacterianas, aparência rugosa e morfologias indefinidas, além de desfragmentação total da parede celular bacteriana. A ação hemolítica de riparina III/colistina exibiu um baixo percentual hemolítico e A. baumannii (54 e 808) foram classificados como forte formadores de biofilme; contudo, a concentração sinérgica de riparina III/colistina inibiu e erradicou os biofilmes produzidos nestes isolados clínicos, além disso, no biofilme foram observadas: ausência de biofilme e a presença de células bacterianas alongadas, além de extravasamento de material citoplasmático. A combinação entre a riparina III e colistina apresentou uma interação sinérgica contra isolados clínicos de A. baumannii MDR, com diminuição significativa da concentração ideal da colistina, além de exibir baixo percentual hemolítico, inúmeras alterações ultraestruturais in vitro, sendo capaz de inibir e erradicar o biofilme de A. baumannii.



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  • MARCELA FRANKLIN SALVADOR DE MENDONÇA
  • CO-CIRCULACAO DE DENGUE E FEBRE CHIKUNGUNYA EM PERNAMBUCO NO PERÍODO EPIDÊMICO DE 2015-2018: DISTRIBUICAO ESPACIAL E FATORES ASSOCIADOS AO ÓBITO

  • Orientador : HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • LUCIANA SCARLAZZARI COSTA
  • MARIA ROSANGELA CUNHA DUARTE COELHO
  • TEREZA MACIEL LYRA
  • WELLINGTON PINHEIRO DOS SANTOS
  • Data: 05/07/2023

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  • As infecções por dengue e chikungunya são um crescente problema de saúde pública no mundo principalmente
    pelo potencial de causar epidemias extensas, e pela ocorrência de grande número de casos graves e óbitos. O
    diagnóstico laboratorial positivo para qualquer uma dessas arboviroses, não necessariamente confirma esta
    arbovirose como causa do óbito. Portanto, uma investigação completa de outros fatores que podem estar
    envolvidos na infecção por dengue e chikungunya é necessária. Para subsidiar políticas de prevenção de doenças
    e agravos à saúde pública, a análise espacial tem sido incluída como importante ferramenta. Identificar e
    priorizar áreas com números significativos de casos de arboviroses usando o método de estatísticas espaço-
    temporais de Kulldorff permite reorientar as ações de vigilância e controle vetorial mais eficaz. Logo, o objetivo
    deste estudo foi investigar o tempo até o óbito e os fatores associados aos óbitos por dengue e chikungunya, e
    descrever, por meio de análise espacial, os casos dessas arboviroses, durante a primeira epidemia após a
    introdução do vírus chikungunya no Nordeste do Brasil. Tratou-se de um estudo de coorte retrospectivo e outro
    ecológico realizado em Pernambuco entre 2015 e 2018. A regressão logística foi usada para identificar fatores de
    risco independentes. A probabilidade de sobrevida entre indivíduos com diferentes infecções por arbovírus foi
    estimada e as curvas de sobrevida foram comparadas usando log-rank teste. Para a análise espacial, o método
    estatístico de varredura espaço-temporal de Kulldorff foi adotado para identificar aglomerados espaciais e
    fornecer o risco relativo. Para realizar as estatísticas de varredura foi utilizado o modelo de probabilidade de
    Poisson, com uma janela de varredura circular; precisão temporal anual e análise retrospectiva. Os coeficientes
    de letalidade para os vírus dengue e chikungunya foram 0,08% e 0,35%, respectivamente. A chance de óbito
    devido a infecção por chikungunya aumentou progressivamente a partir dos 40 anos de idade. Entre 40-49 anos, a razão de chance foi de 13,83 (IC 95%, 1,80-106,41). Entre 50-59 anos e 60 anos ou mais, a razão de chances foi de 27,63 (IC 95%, 3,70-206,48); e 78,72 (IC 95%, 10,93–566,90), respectivamente. A probabilidade de óbito associada à infecção pelo vírus da dengue aumentou a partir dos 50 anos de idade. Entre indivíduos de 50 a 59 anos e 60 anos ou mais, o odds ratio foi de 4,30 (IC 95%, 1,80–10,30) e 8,97 (IC 95%, 4,00–20,0), respectivamente. Fatores de risco independentes para óbito na dengue foram cefaleia e idade igual ou superior a 50 anos; e cefaleia, náusea, dor nas costas, artralgia intensa, idade de 0 a 9 anos ou 40 anos ou mais, e sexo masculino para óbito na chikungunya. A razão entre as taxas de mortalidade revelou que o tempo até o óbito por dengue foi de 2,1 vezes mais rápido que o da chikungunya (95% CI, 1,57–2,72). A análise espaço-temporal da prevalência no estado de Pernambuco revelou a presença de quatro clusters nos anos de 2015 e 2016. A distribuição espacial da taxa de mortalidade no município de Recife suavizada pelo estimador Bayesiano empírico local permitiu que um padrão espacial fosse identificado no sudoeste e nordeste do município. A análise espaço-temporal da taxa de mortalidade revelou a presença de dois clusters no ano de 2015. Nossos achados revelam que o tempo até o óbito foi menor em pacientes com dengue do que naqueles com chikungunya. A análise espaço-temporal de Kulldorff mostrou-se viável na identificação das áreas de risco para ocorrência de arboviroses, podendo ser incluída nas rotinas de vigilância para otimizar as estratégias de
    prevenção durante futuras epidemias.


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  • LEYLLANE RAFAEL MOREIRA
  • AVALIAÇÃO DO TECIDO ADIPOSO HUMANO COMO RESERVATÓRIO PARA O TRYPANOSOMA CRUZI DURANTE TRATAMENTO IN VITRO COM BENZONIDAZOL

  • Orientador : VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELISA DE ALMEIDA NEVES AZEVEDO
  • MICHELLE CHRISTIANE DA S. RABELLO
  • SUENIA DA CUNHA GONÇALVES
  • VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • Data: 25/08/2023

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  • O tecido adiposo (AT) além de exercer um papel crucial na homeostase energética, também está associado à resposta imunológica e atua como reservatório de infecção para parasitas. O Trypanosoma cruzi pode utilizar o AT como um possível mecanismo de evasão da resposta imune do hospedeiro. O Benzonidazol (BZ), droga usada para tratamento da doença de Chagas pode ter sua eficácia reduzida se o AT funcionar como barreira. Diante disso, avaliamos inicialmente a imunomodulação provocada pela infecção do T. cruzi em AT e o tratamento com BZ. Para isso, utilizamos células-tronco derivadas do tecido adiposo (ADSC) humano que foram diferenciadas em adipócitos. O AT foi infectado pelo T. cruzi e submetido ao tratamento com BZ. Cerca de 72h pós- tratamento, o sobrenadante de cultura foi coletado para dosagem das citocinas, quimiocinas e adipocinas e o AT infectado removido para quantificação da carga parasitária. Verificamos elevada carga parasitária no AT infectado, no entanto no grupo tratado a carga parasitária diminuiu. Observamos elevada secreção de IL-6 nas condições de cultivo infectadas, no entanto na condição tratada com BZ (AT+T+BZ) também ocorreu diminuição da citocina. Nas quimiocinas e adipocinas, verificamos elevação de IP-10/CXCL10, MCP-1/CCL2, RANTES/CCL5 e de leptina nas condições de cultivo infectadas pelo T. cruzi. Posteriormente, propomos um modelo de co-cultivo indireto que avaliou a imunomodulação no microambiente do AT humano infectado pelo T. cruzi em contato indireto com células mononucleares de sangue periférico (PBMC) e tratamento com BZ. Após a diferenciação adipogênica das ADSC infectamos com T. cruzi. Em seguida, adicionamos no inserto superior da placa de cultura o PBMC de indivíduos voluntários (n=5) e após 48 horas as células foram tratadas com BZ. Após 72 horas de tratamento, da mesma forma, coletamos os sobrenadantes de cultura para dosagem de citocinas, quimiocinas e adipocinas. Além disso, os adipócitos infectados foram quantificados para avaliação da carga parasitária e as PBMC removidas para realização da imunofenotipagem dos marcadores de ativação e inibição celular. Nossos resultados verificaram elevada carga parasitária nas condições de cultivo infectadas, entretanto para  BMC+AT+T+BZ ocorreu diminuição quando comparada à PBMC+AT+T. Observamos níveis mais elevados de IL-2 e IL-6, na condição PBMC+AT, quando comparada à PBMC. Em contrapartida, verificamos diminuição da produção de TNF e IL-8 nas condições de cultivo em que há a presença do AT (PBMC+AT) quando comparado à PBMC. Também observamos que ocorreu elevação de MCP-1 na condição PBMC+AT comparada às condições de cultivo PBMC+AT+T. Verificamos ainda que a secreção de adipsina decai na condição PBMC+AT+T+BZ quando comparada à PBMC+AT+T. Contudo, a frequência das células CD14 + CD80 + diminuiu nas condições infectadas, independente do tratamento, quando comparada aos controles. Portanto, verificamos que BZ quando em contato apenas com o AT, consegue promover imunomodulação das condições infectadas. No entanto, o mesmo não acontece quando em contato com o PBMC, o que pode ser benéfico para o parasita e servir como mecanismo de escape da resposta imune do hopedeiro. 


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  • SAVIO AUGUSTO VIEIRA DE OLIVEIRA
  • PERFIL DE EXPRESSÃO DIFERENCIAL DE microRNAS NO COLO UTERINO EM RESPOSTA À INFECÇÃO POR HPV E
    LESÃO CERVICAL

  • Orientador : VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELISA DE ALMEIDA NEVES AZEVEDO
  • LUYDSON RICHARDSON SILVA VASCONCELOS
  • MARIA AMELIA VIEIRA MACIEL
  • REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • RENATA DOS SANTOS ALMEIDA
  • Data: 29/08/2023

  • Mostrar Resumo
  • O câncer de colo uterino (CCU) é atualmente a terceira neoplasia maligna mais prevalente e a terceira
    maior mortalidade relacionada ao câncer em mulheres. Alguns tipos do papiloma vírus humano (HPV),
    agente etiológico do câncer cervical, têm sido apontados na desregulação de diversas vias biológicas,
    através da expressão de suas oncoproteínas, facilitando assim o desenvolvimento do câncer. Os
    miRNAs maduros são pequenos RNAs endógenos não-codificantes de fita simples, que atuam,
    principalmente, reprimindo a expressão de proteínas e promovendo a degradação de RNAs
    mensageiros (mRNAs). Apesar de estudos demonstrarem que a expressão de miRNAs está desregulada
    em diversos tipos de câncer, o papel dos miRNAs nas infecções por papilomavírus humano (HPV) e
    sua relação com o câncer de colo uterino ainda são incipientes, principalmente na desregulação gerada
    por essas moléculas nas vias do sistema imune. Neste sentido, realizamos estudos comparativos
    visando identificar microRNAs diferencialmente expressos (miRNAs_DE), e validar os mesmos.
    Assim, demonstramos através de estudos in silico que existem miRNAs_DE exclusivos para cepas
    específicas de HPV. Além disso, identificamos em amostras de câncer 18 miRNAs que apresentaram
    forte interação com os mRNAs das oncoproteínas E6 e E7, destes, o miR-150-3p também apresentou
    forte interação prevista com genes, pRb e p53, envolvidos no processo de carcinogênese.
    Posteriormente, validamos os resultados com amostras de lesões pré-cancerosas cervicais. A análise de

    bioinformática sugeriu que a superexpressão de miR-150-3p e miR-330-3p e a subexpressão de miR-
    204-3p foram associadas ao desenvolvimento de câncer cervical secundário à infecção por HPV.

    Ainda, a validação funcional mostrou que miR-150-3p não foi associado a Infecção por HPV ou
    gravidade da lesão. Além disso, baixos níveis de miR-330-3p e altos níveis de miR-204-3p foram
    associados à infecção por HPV em lesões pré-cancerosas cervicais, sugerindo que essa mudança de
    padrão possivelmente desencadeia o processo de tumorigênese.


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  • ROSSANA GONÇALVES CUNHA
  • TRAJETÓRIA DOS LINFÓCITOS T CD4 AO LONGO DO TEMPO EM PACIENTES QUE ABANDONARAM O TRATAMENTO PARA TUBERCULOSE E A SUA ASSOCIAÇÃO COM ÓBITO EM UMA COORTE DE PVHIV, RECIFE/PE

  • Orientador : RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DIEGO LINS GUEDES
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MARIA DE FATIMA PESSOA MILITAO DE ALBUQUERQUE
  • RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
  • VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • Data: 30/08/2023

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  • A contagem de linfócitos T CD4 é preditora da progressão da doença, da sobrevida e da
    resposta ao tratamento antirretroviral (TARV) em pessoas vivendo com HIV (PVHIV). A
    tuberculose tem impacto adicional no sistema imunológico e o abandono de tratamento para
    tuberculose leva a persistência da doença que, por sua vez, repercute na recuperação
    imunológica. A Tese apresenta dois artigos objetivando i) identificar em PVHIV que
    abandonaram o tratamento para TB diferentes padrões de trajetória da contagem de linfócitos
    T CD4 e sua associação com o momento de abandono do tratamento e óbito (1º Artigo) e ii)
    identificar a mudança na contagem dos linfócitos T CD4 antes e após o tratamento para
    tuberculose naqueles que abandonaram e não abandonaram o tratamento. (2º Artigo).
    Acompanhamos uma coorte de PVHIV maiores de dezoito anos que estavam em uso de ART
    que iniciaram o tratamento para tuberculose. No 1º Artigo utilizamos análise de classes
    latentes para identificar diferentes trajetórias de linfócitos T CD4. Na Classe Latente 1
    (Trajetória de CD4 alto) foram agrupados indivíduos que tiveram baixa probabilidade (0 a
    29%) de ter contagem de CD4 ≤ 200 células/mm 3 , enquanto que na Classe Latente 2
    (Trajetória de CD4 baixo) foram agrupados aqueles que tiveram alta probabilidade (93 a
    60%) e, na Classe Latente 3 (Trajetória de CD4 variável), aqueles com probabilidade variável
    (66% a 0%). A chance de abandono de tratamento mais cedo (≤ 90 dias) foi quatro vezes
    maior na Classe Latente 2 (Trajetória de CD4 baixo). Embora sem significância estatística, a
    maior frequência dos óbitos ocorreu na mesma Classe Latente. No 2º artigo usamos modelos
    de regressão linear utilizando REML de efeitos mistos em dois níveis para avaliar aumento
    ou diminuição de CD4 ao longo do tempo, considerando o tratamento e o abandono do
    tratamento para tuberculose. Observou-se uma tendência de queda de CD4 antes do início de
    tratamento para TB (β=-0,3314, p=0,8457) e uma tendência inversa, aumento mensal do CD4

    (β=4.61903, p=0.0488) após o início de tratamento. Cerca de ¼ dos pacientes usavam ART
    no início do tratamento. A resposta imune variou de acordo com os grupos: no grupo de não
    abandono houve um aumento de CD4 (β=5,46920, p=0,0243) quando comparados ao grupo
    de abandono (β=0,8138, p=0,8982). PVHIV que usavam ART e que não abandonaram o
    tratamento para TB apresentaram maior velocidade de aumento nos níveis de CD4, sugerindo
    melhor recuperação imunológica após o início de tratamento para TB do que os indivíduos
    que abandonaram. Nestes indivíduos somam-se os efeitos deletérios sobre o pulmão da
    persistência da doença e o impacto sobre o sistema imunológico. Indivíduos com alta
    probabilidade de contagem de CD4 ≤ 200 células/mm3 devem ser monitorados para evitar o
    abandono do tratamento e, assim, prevenir a morte, e aqueles que abandonam necessitam
    melhor acompanhamento para adequada avaliação clínica e definição terapêutica. Sugerimos
    novas pesquisas com uma amostra maior e por longo período em PVHIV em uso ART que
    abandonaram o tratamento para TB para dar suporte às decisões clínicas e para melhor
    compreensão da resposta imunológica.


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7
  • DIEGO JOSE LIRA TORRES
  • Avaliação do Papel do TNF e de seus Receptores em Portadores de Cardiopatia Chagásica Crônica

  • Orientador : VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLARICE NEUENSCHWANDER LINS DE MORAIS FONSECA
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MICHELLE CHRISTIANE DA S. RABELLO
  • REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • Data: 31/08/2023

  • Mostrar Resumo
  • A doença de chagas tem como agente etiológico o protozoário hemoflagelado Trypanosoma cruzi (T. cruzi) que
    possui ciclo de vida heteroxênico parasitando hospedeiros invertebrados e uma ampla variedade de hospedeiros
    vertebrados. Devido a migração de portadores de áreas endêmicas, como américa do Sul, para áreas não
    endêmicas como a américa do norte e Oceania, a doença de Chagas passa por um processo de globalização, o
    que a coloca como um grande problema de saúde pública mundial. Os indivíduos acometidos iniciam com uma
    fase aguda, geralmente assintomática e evoluem para a forma crônica. A forma crônica é dividida em forma
    indeterminada e determinada. A forma determinada ou sintomática tem relação com o órgão acometido, onde
    cerca de 30% desenvolvem a cardiopatia chagásica crônica ou forma cardíaca. Estudos envolvendo a resposta
    imunológica na doença de Chagas sugerem um desequilíbrio na resposta imune dos portadores crônicos, com
    predomínio de perfil inflamatório na cardiopatia chagásica, principalmente pelo TNF. Considerada uma citocina
    chave na imunopatologia em portadores crônicos, o TNF está envolvido em vários processos durante a resposta
    imune. Esta citocina se liga a dois receptores, o receptor de TNF do tipo 1 (TNFR1 ou CD120A) e o receptor de
    TNF do tipo 2 (TNFR2 ou CD120B). O TNFR2 tem expressão mais restrita em células imunes com mecanismos
    regulatórios, enquanto o TNFR1 tem participação em mecanismos inflamatórios. Ainda não está claro quais
    mecanismos estão envolvidos na evolução dos portadores de formas clínicas assintomáticas para sintomáticas,
    mas acredita-se que a resposta imune tenha importante contribuição. Dessa forma este trabalho teve como
    objetivo avaliar citocinas do perfil regulatório (IL-4 e IL-10) e inflamatório (TNF, IFN-γ, IL-2 e IL-6) em
    sobrenadante de cultura de células mononucleares de sangue periférico (PBMC) de pacientes crônicos
    apresentando as formas clínicas indeterminada - IND (n=13) cardíaca leve - CARD1 (n=13) e cardíaca grave -
    CARD2 (n=16), tratadas in vitro com dois bloqueadores de TNF, Adalimumabe (ADA) e Etanercepte (ETA)
    isolados ou em associação com Benzonidazol (Bz). Além de avaliar a expressão de TNFR1 e TNFR2 em
    diferentes células como linfócitos CD4+, CD8+, T reg, Monócitos totais e subpopulações de monócitos
    (Clássicos, Intermediários e Não clássicos), além de correlacionar esses marcadores com a Fração de Ejeção do
    Ventrículo Esquerdo (FEVE). Os resultados apontam que o ADA foi mais competente em bloquear TNF
    (comparado ao ETA), em todos os grupos, mas com seus níveis muito mais reduzidos no grupo CARD 2. ETA
    diminuiu os níveis de TNF de forma estatística apenas no grupo CARD 2. IFN aumentou no grupo CARD 2 após
    tratamento com ETA em relação ao ADA. IL-4 teve seus níveis diminuídos quando tratados por ambas as
    drogas. IL-2 diminuiu em células de portadores CARD 2 quando comparado ao grupo NEG após tratamento por
    ambas as drogas. A associação com o Benzonidazol diminuiu níveis de IL-2/TNF e aumentou IL-4. Ao avaliar a
    expressão de TNFR1 e TNFR2, os achados apontam um aumento da expressão de TNFR1 em monócitos totais
    na forma IND e CARD2 quando comparado a células T reg e linfócitos CD8+. Já o TNFR2 aumentou em células
    TCD8+ quando comparado aos monócitos totais na forma CARD2. Entre as subpopulações de monócitos, os não
    clássicos têm níveis maiores de TNFR1 em todas as formas clínicas quando comparado ao clássico, já TNFR2
    tem níveis maiores em monócitos intermediários quando comparado aos clássicos. Ao avaliar a expressão de
    TNF pelas células, os resultados indicam uma expressão aumentada de CD4+TNF+, CD8+TNF+ em portadores
    de CARD2 quando comparado ao CARD1. Já nas subpopulações de monócitos, Monócitos clássicos e
    intermediários expressaram níveis menores de TNF em portadores da forma clínica cardíaca quando comparado
    a cardiopatia não chagásica e forma IND. Esses dados reforçam a participação do TNF e de seus receptores na
    cardiopatia grave e traz perspectivas no uso desses bloqueadores no tratamento imunológico da doença de
    Chagas, já que o uso do Benzonidazol é extremamente limitado nesses pacientes. Além da busca por
    biomarcadores de evolução clínica na doença.


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8
  • ERICA MARIA DE OLIVEIRA
  • Investigação da variabilidade de genes de resistência aos carbapenêmicos e tipagem molecular de isolados clínicos da ordem Enterobacterales provenientes de colonização e sítios de infecção de um hospital de Recife-PE

  • Orientador : ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • ISABELLA MACARIO FERRO CAVALCANTI
  • MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
  • ALEXSANDRA MARIA LIMA SCAVUZZI
  • Data: 15/12/2023

  • Mostrar Resumo
  • (A atualizar)
    Espécies da ordem Enterobacterales como Klebsiella spp., Escherichia coli, Proteus mirabilis
    e Serratia marscences, entre outros agentes de IRAS, vêm ganhando destaque devido à
    presença de diferentes variantes de genes de resistência aos carbapenêmicos, que podem ser
    facilmente disseminadas no ambiente hospitalar por meios de clones bacterianos. Portanto, o
    objetivo deste estudo foi investigar e comparar a ocorrência e mutações de genes de
    carbapenemases, bem como a variabilidade genética e relação clonal de isolados clínicos de
    diferentes espécies da ordem Enterobacterales multidroga resistentes provenientes de
    colonização e sítios de infecção em pacientes de um hospital público em Recife/PE, no
    período de junho a dezembro de 2019. O estudo foi realizado em três etapas: A 1ª etapa
    compreendeu na coleta de isolados de Enterobacterales resistentes aos carbapenêmicos,
    seguido da análise do perfil de resistência dos isolados, extração de DNA genômico,
    identificação dos genes de resistência aos carbapenêmicos por PCR e determinação da relação
    clonal por ERIC-PCR. Na 2ª etapa foi realizada uma seleção isolados bacterianos (sem
    relação clonal pela ERIC-PCR e com a presença concomitante dos genes blaKPC e blaNDM)
    para o sequenciamento dos amplicons de resistência, tipagem molecular pela técnica de
    MLST e coleta de dados demográficos e clínicos dos pacientes. Na 3ª e última etapa foi
    realizada uma seleção de isolados (sem relação clonal pela ERIC-PCR e presença do gene
    blaKPC ou blaNDM) para o sequenciamento dos amplicons de resistência. Foi obtido um
    total de 68 isolados clínicos de Enterobacterales provenientes de diferentes espécimes, sendo
    a espécie K. Pneumoniae a mais frequente (38 isolados), seguido de 8 isolados de S.
    marscences, 7 de P. mirabilis, 3 de K. ozaenae, 3 de E. coli, 3 de Providencia rettgeri, 2 de K.
    aerogenes e 1 de P. stuartii, P. alcalifacens, Citrobacter frendii e Pantoea agglomerans, com
    perfis MDR (Multidroga Resistentes) e XDR (Extensivamente Resistentes). Dentre eles, 47%
    apresentaram o gene blaKPC, sendo mais frequente em K. pneumoniae e S. marscences,
    38,2% apresentaram o gene blaNDM, sendo mais frequente em P. mirabilis, E. coli, e no
    gênero Providencia e 14,7% isolados apresentaram a concomitância dos genes blaKPC e
    blaNDM, sendo esses todos da espécie K. pneumoniae, demonstrando a capacidade dessa
    espécie em acumular mecanismos genéticos de resistência. Os genes blaVIM, blaIMP e
    blaGES não foram detectados. Apenas a variante blaKPC-2 foi detectada nos isolados, por
    outro lado, houve uma variabilidade do gene blaNDM nos isolados do estudo, sendo
    detectadas as variantes blaNDM-1, blaNDM-5, blaNDM-7 e blaNDM-29, dentre essas a
    variante blaNDM-1 foi a mais frequente. A variante blaNDM-5 foi detectada em oito isolados
    de diferentes espécies, compreendendo K. pneumoniae, E. coli, P. retigerii e C. freundii e a

    variante blaNDM-29 foi detectada em um isolado de K. pneumoniae, sendo o primeiro relato
    desssas variantes no Brasil. Esses dados são preocupantes pois mostram a capacidade dessa
    ordem bacteriana em abrigar diferentes variantes de genes de resistência que podem aumentar
    a hidrólise dos antibióticos beta-lactamicos. Foi detectada uma alta variabilidade de clones em
    diferentes setores do hospital e em amostras provenientes de colonização e sítios de infecção,
    sendo K. pneumoniae e P. mirabilis as espécies que apresentaram maior variabilidade
    genética. A determinação da relação clonal entre os isolados possibilita traçar um perfil clonal
    circulante na instituição, sendo possível adotar medidas adequadas de contenção. Em relação
    aos clones ST detctados em K. pneumoniae, o clone ST11/CC258 foi o mais prevalente neste
    estudo, abrigando as variantes blaKPC-2 e blaNDM-1 em sete isolados de K. pneumoniae e as
    variantes blaKPC-2 e blaNDM-5 em um isolado. Em nosso estudo, detectamos um isolado
    XDR, portador de blaNDM-7 em associação com blaKPC-2, proveniente de amostra de swab
    retal, ressaltando a importância de culturas de vigilância em pacientes internados, visto que
    são fontes de disseminação desses mecanismos de resistência. Esse foi o primeiro relato
    mundial do clone ST855 abrigando as variantes blaNDM-7 e blaKPC-2. Essa associação da
    variante blaKPC-2 com diferentes variantes do gene blaNDM (blaNDM-1, blaNDM-5 e
    blaNDM-7) pertencentes a clones STs de alto risco (ST11, ST340 e ST855), são achados
    preocupantes, pois impactam negativamente no cenário da resistência antimicrobiana. Dados
    obtidos neste estudo alertam para a disseminação de genes de resistência entre isolados da
    ordem Enterobacterales provenientes de colonização e infecção. O que pode indicar uma alta
    probabilidade de pacientes estarem servindo de reservatórios para bactérias portadoras de
    diferentes variantes dos genes blaNDM e blaKPC.


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2022
Dissertações
1
  • ÁDAMO YÉSUS BRITO DA SILVA
  • Frequências das Mutações de Resistência e Pressão Seletiva nas Sequências Genômicas do HIV-1 Após a Introdução dos Inibidores de Integrase no Brasil, Estados Unidos e União Europeia.

  • Orientador : HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KLEDOALDO OLIVEIRA DE LIMA
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • VIVIANE MARTHA SANTOS DE MORAIS
  • Data: 15/02/2022

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  • O HIV tem particular importância no Brasil por representar quase metade (46%) das infecções em toda a América Latina. Em particular o subtipo B vem se constituindo o mais prevalente em diversas regiões do país. Como estratégia de combate a TARV com os mais recentes IIN vem sendo empregada desde terapias de resgate à primeira linha em naives. No entanto, estudos tem apontado o surgimento de mutações de resistência que podem levar a falha da terapia. Neste estudo foram avaliadas por análise de recombinação, perfil de aminoácidos e busca por mutações na Integrase as sequências do Brasil, Estados Unidos e União Europeia presentes no Los Alamos HIV database no sentido de traçar as alterações da cadeia de aminoácidos e resistência antirretroviral das sequências do subtipo B do HIV-1 antes e após a introdução dos IIN. Alterações no perfil molecular, polimorfismos e mutações de resistência foram encontradas entre as sequencias dos anos anteriores e as sequências dos anos posteriores à introdução dos IIN.


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  • O HIV tem particular importância no Brasil por representar quase metade (46%) das infecções em toda a América Latina. Em particular o subtipo B vem se constituindo o mais prevalente em diversas regiões do país. Como estratégia de combate a TARV com os mais recentes IIN vem sendo empregada desde terapias de resgate à primeira linha em naives. No entanto, estudos tem apontado o surgimento de mutações de resistência que podem levar a falha da terapia. Neste estudo foram avaliadas por análise de recombinação, perfil de aminoácidos e busca por mutações na Integrase as sequências do Brasil, Estados Unidos e União Europeia presentes no Los Alamos HIV database no sentido de traçar as alterações da cadeia de aminoácidos e resistência antirretroviral das sequências do subtipo B do HIV-1 antes e após a introdução dos IIN. Alterações no perfil molecular, polimorfismos e mutações de resistência foram encontradas entre as sequencias dos anos anteriores e as sequências dos anos posteriores à introdução dos IIN.

2
  • GABRIEL GALINDO CUNHA
  • PREVALÊNCIA DO ANTI-HEV IGG E FATORES DE RISCO EM DOADORES DE SANGUE DO HEMOPE NO ANO DE 2021 A 2022

  • Orientador : MARIA ROSANGELA CUNHA DUARTE COELHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • DÉBORA REGINA LOPES DOS SANTOS
  • REGINA CELIA MOREIRA
  • Data: 22/02/2022

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3
  • JOSÉ LUCIANO BRAINER DE FARIAS FILHO
  • Detecção molecular de oxacilinases e carbapenemases em isolados de Acinetobacter spp procedentes de um hospital terciário de Recife - Pernambuco.

  • Orientador : MARIA AMELIA VIEIRA MACIEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA BEATRIZ SOTERO SIQUEIRA
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • VALDEMIR VICENTE DA SILVA JÚNIOR
  • Data: 23/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • As infecções nosocomiais tem sido um dos mais importantes riscos aos pacientes
    hospitalizados. Com o advento da constante ampliação das terapias antimicrobianas, é
    crescente o aparecimento de bactérias multirresistentes aos antibióticos disponíveis.
    Neste contexto, destaca-se o gênero Acinetobacter spp, microrganismos que por vezes
    estão presentes em infecções relacionadas à assistência à saúde - IRAS, principalmente
    em pacientes com internações prolongadas, usam de dispositivos invasivos, gravemente
    enfermos e imunossuprimidos. Dentre as todas as espécies diferentes compreendidas no
    gênero Acinetobacter, destaca-se Acinetobacter baumannii. Que têm acumulado
    resistência a uma ampla gama de antibióticos. O surgimento de cepas resistentes aos
    carbapenêmicos de Acinetobacter spp dentro do ambiente hospitalar por vezes está
    associada a enzimas de oxacilinases do tipo OXA carbapenemases. Neste estudo foi
    caracterizado o perfil de susceptibilidade frente aos antimicrobianos Descreve a
    ocorrência de genes de oxacilinases, bla OXA-23-like , bla OXA-24-like , blaOXA-51-like , bla OXA-58-like e bla OXA-
    143-like. Como também a ocorrência de carbapenemases do tipo KPC, genes de Metalo-ß-
    lactamases, bla SPM-1, bla IMP e bla VIM. Além de que determina um perfil clonal dos isolados
    clínicos de Acinetobacter spp provenientes de sítios infecciosos de pacientes de um
    hospital terciário de Recife-PE, coletados durante os anos de 2019 e 2020.


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4
  • MAXIMILIANO HELENO ALEXANDRE CUNHA
  • ASSOCIAÇÃO DA POLIPATOLOGIA COM NÍVEIS DE LINFÓCITOS TCD4+, CARGA VIRAL, DURAÇÃO E TIPO DE TERAPIA ANTIRETROVIRAL EM IDOSOS VIVENDO COM HIV/Aids

  • Orientador : HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • EVONIO DE BARROS CAMPELO JUNIOR
  • FABIA ALEXANDRA POTTES ALVES
  • Data: 24/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • O número de pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHIV) a partir dos 50 anos tem aumentado
    progressivamente. Idosos vivendo com HIV têm sido associados à maior prevalência de
    comorbidades, podendo ocasionar maior frequência de polipatologia. Dessa forma, o objetivo do
    presente estudo foi verificar a associação entre presença de polipatologia e sua associação com tempo
    e tipo de terapia antirretroviral e carga viral e nível de linfócitos TCD4+ em idosos vivendo com
    HIV/AIDS na cidade do Recife no Estado de Pernambuco. Foi realizado um estudo de coorte
    analisando-se amostra da população de idosos com HIV/AIDS atendidos em dois serviços de
    referência em HIV no Estado de Pernambuco, Brasil. Um estudo de coorte prospectivo e retrospectivo
    foi realizamos envolvendo idosos vivendo com HIV com experiência em terapia antirretroviral
    (TARV) tratados em dois serviços de públicos, Brasil, de 2007 a 2021. Esses pacientes foram
    investigados quanto as características biológicas (sexo, idade e raça), sociodemográficas,
    comportamentais e exames clínicos laboratoriais incluindo (níveis de LTCD4+ e carga viral) e a
    presença de comorbidades e tempo e tipo de antirretrovirais através de dados secundários de
    prontuários médico e questionário aplicado aos pacientes. Polipatologia (Pp) foi definida como a
    presença concomitante de ≥2 NICMs, que incluiu doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes
    mellitus, fraturas ósseas e insuficiência renal e outras. Modelos de regressão logística foram
    construídos para avaliar preditores associados de NICMs e Pp. Entre os 501 idosos vivendo com HIV,
    a média de idade foi de 61 anos, 51,90% eram do sexo feminino. A prevalência polipatologia e doença
    oportunista ou coinfecção foi 68% e 16% respectivamente. As principais comorbidades foram
    hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e depressão. A análise multivariada revelou que
    polipatologia esteve associado a naive de CD4 (P=&lt;0.001), a o uso ao longo do tempo de
    TDF+3TC+DTG (P=0.001) e TDF+3TC+DRV+RTV (P=0.009). A maioria dos idosos vivendo com
    HIV em uso de tratamento antirretroviral desenvolvem polipatologia. Os resultados mostram que o
    nível de linfócitos TCD4+ e carga viral tiveram pouca ou nenhuma relação com a presença de
    polipatologia nessa população, e que o estilo de vida parece contribuir para o aparecimento precoce de
    polipatologia.


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5
  • LAURA EMANUELLE SILVA
  • ALTERAÇÕES LABORATORIAIS DE PACIENTES COM COVID-19 INTERNADOS EM HOSPITAL TERCIÁRIO NA CIDADE DO RECIFE, NORDESTE DO BRASIL

  • Orientador : CARLOS ALEXANDRE ANTUNES DE BRITO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
  • MARIA CYNTHIA BRAGA
  • Data: 25/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • Desde os relatos dos primeiros casos de COVID-19 em dezembro de 2019 na China, a
    doença se dispersou por todo o mundo, com cerca de 370 milhões de casos e 5.6 milhões de
    óbitos (Fev 2022). Em 80% dos casos, a doença se apresenta com um quadro leve, com poucos
    sintomas respiratórios. Porém, nos restantes (20%), a doença pode evoluir para quadros de
    pneumonia que necessitam de internamento hospitalar, dentre estes, cerca de 5% podem evoluir
    com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitarem de tratamento em unidades
    de terapia intensiva (UTI), especialmente nos surtos causados pela cepa original e outras
    variantes como Alpha, Beta e Gama. Os achados laboratoriais têm sido estudados na avaliação
    do paciente com COVID-19, nas diferentes formas de apresentação clínica da doença, na
    tentativa de identificar fatores de risco associado a formas graves da doença, que incluem
    intensidade de linfopenia, alterações do tempo de protrombina, lactato desidrogenase, níveis de
    dímero D, transaminases, creatina quinase, uréia e creatinina. As alterações laboratoriais podem
    variar bastante de paciente para paciente, mas o parâmetro laboratorial pode ter valor
    prognóstico para monitorar a evolução da doença, além de fatores relacionados à carga e
    persistência viral, manifestações clínicas e exames específicos avaliando a resposta celular e
    humoral. Alguns estudos já propuseram a realização de uma correlação entre os achados
    laboratoriais e a gravidade da doença do coronavírus, juntamente com a ocorrência da Síndrome
    Respiratória Aguda Grave (SRAG), porém sem padronização para utilização na prática clínica.
    Assim, o objetivo deste estudo foi identificar o perfil e os fatores laboratoriais associados à
    evolução da COVID-19 para a forma mais grave da doença e suas devidas complicações.
    Tratou-se de um estudo observacional analítico prospectivo, conduzido de maio a setembro de
    2020, envolvendo pacientes adultos de 18 anos ou mais, diagnosticados e confirmados
    laboratorialmente para COVID-19, internados no Hospital dos Servidores do Estado, localizado
    na cidade do Recife, Estado de Pernambuco, Brasil, referência para o atendimento de pacientes
    com COVID-19. Foram coletados dados demográficos, clínicos e laboratoriais. Os pacientes
    foram classificados em doença não-grave (leve) e grave (WHO 2021). Foram recrutados 95
    casos suspeitos de COVID-19, desses 75 (78%) pacientes foram confirmados para COVID19,
    sendo 48 (64%) do sexo feminino, com idade de 67,5 ± 12,2 anos (média ± dp), com predomínio
    da faixa etária acima de 65 anos ou mais (62,7%). Dos 75 pacientes, 31 (45,6%) tinham renda
    familiar de até 1 salário mínimo e 36 (54.5%) tinham escolaridade até o ensino fundamental. O
    tempo entre o início dos sintomas e a internação foi uma mediana de 7 (4-11) dias. Na admissão
    os sintomas gerais mais frequentes foram astenia (74,3%), febre (60,8%), anorexia (57,5%),
    cefaleia (46,6%), mialgia (36,1%). Entre os sintomas respiratórios tosse seca foi o mais
    frequente (68,1%), seguido de dispneia (64,8%), tosse produtiva (45,8%), congestão nasal
    (33,3%), dor de garganta (26,4%), coriza (25%), hemoptise (9,6%). Disgeusia e anosmia esteve
    presente em 32,5% e 36,4% respectivamente. Dos sintomas gastrointestinais, a diarreia esteve

    presente em 37,8% dos casos, seguido de náuseas (41,1%), vômitos (23,3%) e dor abdominal
    (21,9%). Artralgia e edema articular esteve presente em 21,9% e 8,2% dos casos
    respectivamente. Outros sintomas incluíram a presença de sonolência (35,6%), aftas (10,9%),
    rash (5,5%) e confusão mental (2,8%). Dos 75 pacientes, 25 (43,1%) foram classificados como
    graves. Sete pacientes foram a óbitos (9%). Comparando os sintomas na admissão entre
    pacientes com doença leve e grave apenas anorexia (p=0,263) e tosse produtiva (p=0.023)
    apresentaram uma diferença significativa. Na análise da associação da gravidade do caso com
    as variáveis longitudinais relacionadas a sinais e sintomas (medidas repetidas durante o período
    de internação) a anorexia permaneceu associada a formas graves (OR 1,817, IC: 1,175 – 2,811;
    p= 0,007). As comorbidades mais frequentes na amostra foram HAS (66,2%), Diabetes Mellitus
    (36,9%), asma (11,4%) e DPOC (10,6%). Asma foi mais frequentemente entre o grupo de
    pacientes graves (75%) do que as formas leves (25%), com significância estatística (p=0.041).
    Uma tendência também observada na análise longitudinal (OR: 3,91., IC: 0,96 – 15,9; p=0.056).
    Pacientes com as formas mais graves apresentavam níveis de hematócrito mais baixos,
    leucócitos mais elevados, neutrofilia, linfopenia, plaquetopenia, dímero D elevado,
    hipercalemia, e enzimas hepáticas. Porém, na avaliação de associação da gravidade do caso
    com as variáveis longitudinais relacionadas às medidas laboratoriais (medidas repetidas durante
    o período de internação), houve associação com formas graves apenas para plaquetopenia
    (aumento a cada 10.000. OR: 1,009, IC: 1,003 – 1,015, p=0.003), dímero D elevado (OR: 14,07,
    IC: 1,71 – 9,69, p=0.002), hipercalemia (OR: 3,38, IC: 1,35 – 8,45, p=0.009), TGO (aumento
    a cada 10 unidades. OR: 1,006, IC: 1,001 – 1,011, p=0.007), GGT aumentada (OR: 3,08, IC:
    1,20 – 7,89, p=0.019), BD acima de 2,0 (OR: 2,98, IC: 1,09 – 8,13, p=0.033) ou BD aumento
    a cada 1 unidade. (OR: 1,039, IC: 11,007 – 1,071, p=0.017). Uma tendência a associação foi
    observada para fosfatase alcalina (aumento a cada 10 unidades. OR: 1,017, IC: 0,999 – 1,035,
    p=0.051) e tempo de protrombina (OR: 1,006, IC: 0,999 – 1,014, p=0.085). Na análise
    multivariada de medidas laboratoriais ao longo do internamento, foram encontrados dois
    modelos que demonstraram uma associação de alterações laboratoriais com formas graves, com
    um deles incluindo a plaquetopenia, dímero D elevado, sódio elevado, potássio elevado, GGT
    aumentada e TGO elevada.
    O presente estudo foi composto por uma amostra predominantemente de pacientes
    idosos, perfil da clientela atendida na instituição participante, o que justifica uma maior
    letalidade comparado aos dados de centros brasileiros. Não se observou diferenças na
    frequência de comorbidades de formas graves o que pode sugerir que apenas ser portador da
    doença (variável dicotômica) pode não estar associado ao risco de formas graves, porém a asma
    esteve estatisticamente associada a gravidade, semelhante a dados da literatura, justificado em
    virtude do pulmão ser o órgão alvo do processo inflamatório do COVID-19. Na avaliação
    multivariada de alterações laboratoriais ao longo da internação, observou-se que as alterações
    de enzimas hepáticas e fatores de coagulação, que estão em parte interrelacionados, representam
    um importante marcador de gravidade semelhante aos dados da literatura, apesar de resultados
    nem sempre concordantes. A amostra pequena pode ter limitado o encontro de outras
    associações.


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6
  • MELAYNE ROCHA ACIOLE
  • CINÉTICA DO TNF E SEUS RECEPTORES EM PORTADORES DA INFECÇÃO PELA COVID-19, INTERNADOS NA UNIDADE INTENSIVA NA CIDADE DE RECIFE PE

  • Orientador : VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • HEYTOR VICTOR PEREIRA DA COSTA NECO
  • Data: 25/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • A COVID-19, causada pela SARS-CoV-2, teve seu início no final do ano de 2019 e segue sendo
    um grande desafio para saúde pública global, afetando mais de 396 milhões de pessoas e acarretando
    uma mortalidade de mais de 5 milhões de pessoas ao redor do mundo. A infecção pelo coronavírus
    possui uma importante resposta inflamatória que influencia na progressão da doença, dentro deste
    perfil, encontramos a citocina TNF, que consiste em uma citocina pró-inflamatória mais polivalente do
    sistema imune, essencial para a defesa do hospedeiro contra infecções e para a regulação da
    sobrevivência celular. Os receptores solúveis de TNF (sTNFR1 e sTNFR2) são considerados possíveis
    antagônicas naturais do TNF e encontram-se elevados em muitas condições inflamatórias e crônicas,
    mas há relato também do papel agonista desses receptores na estabilidade e disponibilidade do TNF. O
    objetivo do presente estudo foi verificar os níveis séricos dos receptores solúveis de TNF (sTNFR1 e
    sTNFR2) em pacientes com COVID-19. Foram incluídos 131 pacientes confirmados para o SARS-
    CoV-2, sendo separados em três grupos: pacientes internados em enfermaria sem necessidade suporte
    de O2, grupo A (14); internados em enfermaria com necessidade de suporte de O2, grupo B (85), e
    internados em unidade de terapia intensiva (UTI), grupo C (32). Os resultados demonstram que os
    sTNFR1 e sTNFR2, se elevam de forma diretamente proporcional a gravidade de doença, podendo ser
    um possível grupo de biomarcadores de progressão da doença. Ao avaliar os níveis dos receptores com
    o grau de acometimento pulmonar, encontramos que no menor grau de acometimento, maior foram os
    valores de sTNFR1, sugerindo que os processos inflamatórios referentes ao TNF não estejam
    necessariamente associados ao local primário de infecção e sim a uma inflamação sistêmica, que pode
    afetar órgãos distais. Ao analisar o grupo de pacientes que foram a óbito em comparação com os
    recuperados, houve associação com ambos com os receptores. E por fim, identificamos uma
    correlação positiva, na avaliação dos receptores com os diferentes estágios clínicos da COVID-19 nos
    grupos B e C, indicando que o aumento de ambos os receptores, sTNFR1e sTNFR2, são diretamente
    proporcionais, dados estes que fomentam a possibilidade de utilização como biomarcadores. Esses
    achados sugerem a que os sTNFR1e sTNFR2 estão aumentados em condições graves da COVID-19 e
    eles podem ser utilizados como biomarcadores de gravidade e mortalidade da doença.


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  • JULIANA FLORENTINO MANÉ
  • Avaliação in situ de FOXP3+ e IL17 em fígado e intestino de camundongos infectados experimentalmente com Schistosoma mansoni e tratados com Bacillus clausii (O/C, N/R, T e SIN)

  • Orientador : VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • FRANCISCA JANAINA SOARES ROCHA
  • WHEVERTON RICARDO CORREIA DO NASCIMENTO
  • Data: 30/03/2022

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  • YENER CRISTYELL VALLE ARANDA
  • EFEITO IMUNO-MODULADOR DO Bacillus clausii (O/C, N/R, T e SIN) SOBRE OS MARCADORES  α-SMA, IL-25, IL-33 NO FÍGADO E INTESTINO DE CAMUNDONGOS COM ESQUISTOSSOMOSE MANSONICA EXPERIMENTAL

  • Orientador : VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCA JANAINA SOARES ROCHA
  • VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • WHEVERTON RICARDO CORREIA DO NASCIMENTO
  • Data: 30/03/2022

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  • YAN CHARLES DA SILVA BASTOS
  • NÍVEIS SÉRICOS DE IP-10, IL-8, MCP-1 E MIG E DADOS LABORATORIAIS EM PACIENTES NA FASE CRÔNICA DA FEBRE CHIKUNGUNYA COM E SEM ARTRITE REUMATOIDE

  • Orientador : MARIA ROSANGELA CUNHA DUARTE COELHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • ANDREA NAZARE MONTEIRO RANGEL DA SILVA
  • HEYTOR VICTOR PEREIRA DA COSTA NECO
  • Data: 29/04/2022

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  • LEANDRO SOARES DE ANDRADE BARROS
  • ALTERAÇÕES ECOCARDIOGRÁFICAS DO VENTRÍCULO DIREITO EM PACIENTES RECUPERADOS DA COVID-19

  • Orientador : HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRIVALDO MARKMAN FILHO
  • CARLOS ROBERTO WEBER SOBRINHO
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • Data: 05/08/2022

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  • Alterações ecocardiográficas do ventrículo direito na fase aguda da COVID-19 foram relatadas, sendo a disfunção ventricular a principal entre elas. Todavia, a persistência de sequelas cardíacas, a médio e a longo prazo, é incerta. Trata-se um estudo observacional retrospectivo, descritivo com componente analítico. O trabalho objetiva determinar a frequência de alterações ecocardiográficas residuais do ventrículo direito em pacientes adultos
    recuperados da COVID-19 atendidos nos ambulatórios de três hospitais de referência na cidade do Recife, no Estado de Pernambuco, além de verificar se existe a associação delas com gravidade na fase aguda da infecção. Em um total de 61 pacientes analisados, foram observadas alterações ecocardiográficas do ventrículo direito em 27 (44,3%) deles, sendo a disfunção sistólica a mais frequente. As demais alterações observadas foram dilatação e
    hipertensão pulmonar. A disponibilidade da ecocardiografia, em relação a outros métodos de imagem, proporciona um método útil para avaliação na fase aguda e o para o seguimento dos pacientes após a recuperação.


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  • ANDRE LUIZ DE ANDRADE ARAUJO
  • FATORES DE RISCO DE MORTALIDADE EM PACIENTES CRÍTICOS INFECTADOS COM BACTÉRIAS MULTIDROGA RESISTENTES

  • Orientador : VERA MAGALHAES DA SILVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • MICHELE MARIA GONCALVES DE GODOY
  • SYLVIA MARIA DE LEMOS HINRICHSEN
  • Data: 18/08/2022

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  • Os pacientes críticos infectados por bactérias multidroga resistentes (MDR) constituem uma população específica de internados hospitalares, tanto pelas características peculiares do quadro clínico, quanto pelos patógeno responsáveis pelo problema, frutos da pressão seletiva do meio. Analisar os fatores de risco destes pacientes especificamente, pode não só melhorar os desfechos de mortalidade e diminuir os custos hospitalares, como servir de base para prevenção destas graves infecções. Assim, o presente estudo, com participação estrita de pacientes infectados por bactérias MDR, definidas tomando-se por base o consenso atual de especialistas no tema, buscou descrever e analisar os principais fatores de risco de mortalidade intra-hospitalar clínicos, microbiológicos e da assistência em saúde, 30 dias após o diagnóstico da infecção. Tratou-se de um estudo do tipo caso-controle, com análise bivariada dos pacientes alocados em dois grupos após 30 dias da cultura índice positiva: um grupo com desfecho óbito (O) e o outro com desfecho sobrevivência (S). Foi realizado nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de 03 hospitais públicos do Recife-PE, de agosto de 2020 a julho de 2021. Diferenças foram significantes se p < 0,05 e com um poder de associação  80%, com base em estudo com desenho e objetivos semelhantes. Dos 79 participantes, 46,8% morreram e 53,2% sobreviveram após o acompanhamento. O grupo dos óbitos teve internamento menor (mediana [IIQ] O: 29,62 [18,81] vs. S: 46,31 [18,91] dias) e era mais grave à admissão na UTI (média [DP] O: 24,60 [8,02] vs. S: 21,09 [6,43] pontos no escore APACHE-II). Este grupo também usou acesso venoso periférico menos dias (mediana [IIQ] O: 11,07 [8,84] vs. S: 19,49 [15,49]), mais cateteres de hemodiálise (O: 56,8% vs. S:38,1%), e traqueóstomos por menor período (média [DP] O: 16,00 [8,25] vs. S: 32,31 [13,83] dias). Uso de vasopressores (O: 67,6% vs S: 42,8%) e inotrópicos (O: 37,8% vs S: 14,3%), assim como menos dias de dieta via oral (mediana [IIQ] O: 18,21 [21,63] vs. S: 24,77 [15,74]) ou por sondas enterais (mediana [IIQ] O: 14,59 [13,81] vs. S: 29,63 [17,17]), tiveram associação com mortalidade. Conclui-se, portanto, que características clínicas, permanência hospitalar, dispositivos invasivos, suporte hemodinâmico e nutricional podem estar relacionados à mortalidade dos pacientes críticos infectados por bactérias MDR.


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  • JENYFFER SABRYNA COSTA DO NASCIMENTO
  • EFEITOS IMUNORREGULATÓRIOS DA AMAMENTAÇÃO EM CAMUNDONGOS ESQUISTOSSOMÓTICOS NOS DESCENDENTES PORTADORES DE DIABETES AUTO-IMUNE

  • Orientador : VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ROECKSON CARLOS PEIXOTO SILVA
  • VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • WHEVERTON RICARDO CORREIA DO NASCIMENTO
  • Data: 29/08/2022

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  • Os estudos da amamentação em camundongos esquistossomóticos demonstraram alteração, estimulando ou suprimindo, na resposta imune dos descendentes para antígenos não-relacionados, na vida adulta. Aqui, avaliou-se o efeito da amamentação na diabetes autoimune, através do acompanhamento glicêmico, produção de citocinas Th1, Th2 e Th17 e frequência de linfócitos T regulatórios em camundongos fêmea adultos, descendentes de mães diabéticas não-obesas (NOD), amamentadas em mães Balb/c infectadas ou não por Schistosoma mansoni. Após o nascimento, foi realizada a amamentação adotiva, em que descendentes de mães NOD foram amamentadas em mães infectadas (NOD-AI) e outro grupo por mães não infectadas (NOD-ANI). Outro grupo de animais nascidos de mães NOD permaneceu amamentando nas próprias mães (NOD). Para grupo CONTROLE, utilizou-se animais nascidos e amamentados em mães não infectadas. Quando adultos, as descendentes tiveram a glicose mensurada da 10ª até a 17ª semana de vida. Nesta última, os animais tiveram os esplenócitos cultivados apenas com meio de cultura ou acrescentado do mitógeno ConA (5 μg/ml). Após 48h, foram dosados nos sobrenadantes a IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, IL-17, TNF e IFN-γ e as células usadas para imunofenotipagem, com anticorpos monoclonais ligados a fluorocromos para CD8+CD122+, CD4+IL10+, CD4+IL17+ e CD4+FoxP3. Foi observado que o grupo NOD a partir da 10ª semana já se encontrava pré-diabético (glicose >130mg/dL), enquanto a glicemia os grupos experimentais NOD-AI, NOD-ANI e CONTROLE mantiveram valores considerados normais (<130mg/dL) até a 15ª semana. Na última semana, em relação ao CONTROLE, todos os demais grupos apresentaram-se diabéticos (>200mg/dL), contudo a glicemia do NOD foi o dobro (~518mg/dL) quando comparada com os grupos NOD-AI e NOD-ANI (~259mg/dL). O grupo NOD apresentou alta frequência de CD4+IL17+, enquanto no grupo NOD-AI houve maior frequência de células CD8+CD122+ e CD4+IL-10+. No grupo NOD houve baixa produção de IL-2 e IL-4 e níveis bastante elevados de IL-17. Do contrário, nos animais que receberam leite de mães adotivas (NOD-ANI e NOD-AI) houve maior produção de IL-2 e notável diminuição de IL-17. No grupo NOD-ANI houve menor produção de IFN-γ, acompanhadas de menos IL-6, enquanto no grupo NOD-AI a drástica diminuição IFN-γ foi acompanhada de maiores níveis de IL-10. Não houve diferença na produção de TNF-alfa e frequência de células CD4+FoxP3 nos grupos estudados. Então, a amamentação adotiva em mães esquistossomóticas ou não proporciona uma diminuição nos níveis glicêmicos, mesmo não prevenindo a diabetes, acompanhada de diminuição de citocinas pró-inflamatórias (IFN-y e IL-17), porém a produção de IL-10 e possível efeito regulatório CD8+CD122+ foi determinado pela infecção materna. Mesmo o leite adotivo de não infectadas levando a um redirecionamento de resposta para Th2, a amamentação em mães esquistossomóticas se mostrou melhor capaz de suprimir o perfil Th1/Th17, desviando para uma resposta Th2/IL-10 e consequentemente regular o agravamento e progressão da doença. A origem do leite parece ter relação com o perfil regulatório na diabetes autoimune, sendo capaz de induzir um potencial imunossupressor nos camundongos NOD adultos, previamente amamentados por mães adotivas.

    Os estudos da amamentação em camundongos esquistossomóticos demonstraram alteração, estimulando ou suprimindo, na resposta imune dos descendentes para antígenos não-relacionados, na vida adulta. Aqui, avaliou-se o efeito da amamentação na diabetes autoimune, através do acompanhamento glicêmico, produção de citocinas Th1, Th2 e Th17 e frequência de linfócitos T regulatórios em camundongos fêmea adultos, descendentes de mães diabéticas não-obesas (NOD), amamentadas em mães Balb/c infectadas ou não por Schistosoma mansoni. Após o nascimento, foi realizada a amamentação adotiva, em que descendentes de mães NOD foram amamentadas em mães infectadas (NOD-AI) e outro grupo por mães não infectadas (NOD-ANI). Outro grupo de animais nascidos de mães NOD permaneceu amamentando nas próprias mães (NOD). Para grupo CONTROLE, utilizou-se animais nascidos e amamentados em mães não infectadas. Quando adultos, as descendentes tiveram a glicose mensurada da 10ª até a 17ª semana de vida. Nesta última, os animais tiveram os esplenócitos cultivados apenas com meio de cultura ou acrescentado do mitógeno ConA (5 μg/ml). Após 48h, foram dosados nos sobrenadantes a IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, IL-17, TNF e IFN-γ e as células usadas para imunofenotipagem, com anticorpos monoclonais ligados a fluorocromos para CD8+CD122+, CD4+IL10+, CD4+IL17+ e CD4+FoxP3. Foi observado que o grupo NOD a partir da 10ª semana já se encontrava pré-diabético (glicose >130mg/dL), enquanto a glicemia os grupos experimentais NOD-AI, NOD-ANI e CONTROLE mantiveram valores considerados normais (<130mg/dL) até a 15ª semana. Na última semana, em relação ao CONTROLE, todos os demais grupos apresentaram-se diabéticos (>200mg/dL), contudo a glicemia do NOD foi o dobro (~518mg/dL) quando comparada com os grupos NOD-AI e NOD-ANI (~259mg/dL). O grupo NOD apresentou alta frequência de CD4+IL17+, enquanto no grupo NOD-AI houve maior frequência de células CD8+CD122+ e CD4+IL-10+. No grupo NOD houve baixa produção de IL-2 e IL-4 e níveis bastante elevados de IL-17. Do contrário, nos animais que receberam leite de mães adotivas (NOD-ANI e NOD-AI) houve maior produção de IL-2 e notável diminuição de IL-17. No grupo NOD-ANI houve menor produção de IFN-γ, acompanhadas de menos IL-6, enquanto no grupo NOD-AI a drástica diminuição IFN-γ foi acompanhada de maiores níveis de IL-10. Não houve diferença na produção de TNF-alfa e frequência de células CD4+FoxP3 nos grupos estudados. Então, a amamentação adotiva em mães esquistossomóticas ou não proporciona uma diminuição nos níveis glicêmicos, mesmo não prevenindo a diabetes, acompanhada de diminuição de citocinas pró-inflamatórias (IFN-y e IL-17), porém a produção de IL-10 e possível efeito regulatório CD8+CD122+ foi determinado pela infecção materna. Mesmo o leite adotivo de não infectadas levando a um redirecionamento de resposta para Th2, a amamentação em mães esquistossomóticas se mostrou melhor capaz de suprimir o perfil Th1/Th17, desviando para uma resposta Th2/IL-10 e consequentemente regular o agravamento e progressão da doença. A origem do leite parece ter relação com o perfil regulatório na diabetes autoimune, sendo capaz de induzir um potencial imunossupressor nos camundongos NOD adultos, previamente amamentados por mães adotivas.


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  • CAMILA SOARES NEVES
  • Desfecho clínico de pacientes infectados por gram negativos multidroga resistentes em Terapia Intensiva tratados com ceftazidima/avibactam e ceftalozona/tazobactam

  • Orientador : MARIA AMELIA VIEIRA MACIEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANILO ELIAS XAVIER
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • VALDEMIR VICENTE DA SILVA JÚNIOR
  • Data: 30/08/2022

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  • Nas unidades de terapia intensiva (UTIs) as taxas de infecções variam entre 18% e 54%, sendo assim, cinco a dez vezes maiores do que os observados em outras unidades hospitalares, acompanhando uma taxa de mortalidade de 9% a 60%. Nas últimas décadas, o padrão de suscetibilidade mudou e as Gram-negativas (BGN) vêm tomando espaço e se tornando uma ameaça devido à grande frequência de multirresistência associado com a escassez às opções terapêuticas. No entanto, as drogas Ceftolozone/Tazobactam(C/T) e Ceftazidima/Avibactam (C/A), estão apresentando boa resposta clínica e microbiológica no tratamento de infecções nosocomiais graves. Nosso estudo avaliou um total de 131 pacientes que receberam tratamento com C/T e C/A devido a infecções por BGN multidroga resistentes (MDR). As principais infecções foram do trato urinário (43,5%) e respiratórias (23,66%). Pseudomonas aeruginosa foi o agente que prevaleceu na avaliação das amostras (34,4%) seguido de Klebsiella pneumoniae (29,56%). 54,96% dos pacientes apresentaram uma resposta favorável, havendo negativação da cultura em 66,4% das amostras, não havendo discrepância das negativações quando comparadas com as idades:67,7% dos jovens apresentaram negativação da cultura e 66% dos idosos. 62,59% dos pacientes apresentaram monoterapia com C/T e C/V, havendo uma melhor resposta com o uso da monoterapia à terapia combinada (58,62%vs41,38%). A taxa de mortalidade geral foi de 45,04%, sendo as infecções por BGN MDR responsáveis por 33,9% dessas mortes e as demais (66,1%) por fatores como doenças oncológicas, hematológicas e neurológicas degenerativas. 35,11% dos pacientes apresentaram alterações hematológicas, sendo destas 28,24% anemia, 4,5% trombocitopenia e 2,5% trombocitose. Ao uso de dispositivos invasivos, observou-se maior mortalidade nos pacientes com uso de ventilação mecânica (52%). Dessa forma, é possível observar que a C/T e C/V apresentam boa resposta no desfecho clínico dos pacientes internados com infecções por bactérias BGN MDR além de se tratar uma droga de administração segura quando
    avaliado os efeitos adversos.


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Teses
1
  • MARIA DA CONCEICAO SILVA
  • EFEITOS DA INFECÇÃO ESQUISTOSSOMÓTICA NA  IMUNIDADE DE CAMUNDONGOS PORTADORES DE CARCINOMA DE EHRLICH E DOS  SEUS DESCENDENTES

  • Orientador : VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • ANDRE DE LIMA AIRES
  • FABRICIO OLIVEIRA SOUTO
  • FLAVIA RAQUEL FERNANDES DO NASCIMENTO
  • PATRICIA D'EMERY ALVES SANTOS
  • Data: 27/01/2022

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2
  • ISAURA ROMERO PEIXOTO
  • FATORES ASSOCIADOS AO ENVELHECIMENTO BIOLÓGICO PRECOCE EM PESSOAS IDOSAS COM HIV

  • Orientador : HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • HUGO MOURA DE ALBUQUERQUE MELO
  • LADJANE SANTOS WOLMER DE MELO
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • Data: 16/02/2022

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  • A terapia antirretroviral (TARV) transformou a infecção letal pelo HIV em doença crônica, aproximando a
    expectativa de vida da pessoa infectada à da população geral. Apesar desta conquista, o vírus e seu tratamento promovem
    envelhecimento biológico precoce, com idade biológica (IB) sobrepujando a idade cronológica (IC) em até dez a quinze anos.
    A longevidade, outra conquista da humanidade, desafia a ciência por não ter a base biológica do processo de senescência
    completamente esclarecido. A simultaneidade de processos complexos – pessoa idosa com HIV e em terapia antirretroviral –
    com compartilhamento de vias de envelhecimento, impõe pesquisas para que o objetivo proposto pela Organização Mundial
    de Saúde para a pessoa idosa seja promovido, a saber, o envelhecimento bem sucedido. Objetivo: esta pesquisa objetivou
    primariamente identificar fatores associados ao envelhecimento precoce em pessoas idosas com HIV, empregando a idade
    biológica estimada por inteligência artificial. Em posse dos dados observamos elevada prevalência de disglicemia (diabetes
    tipo 2 e prediabetes) e decidimos por avaliar esta doença crônica não transmissível (DCNT) no contexto da pessoa idosa com
    HIV e sob TARV, buscando identificar sua prevalência e fatores associados. Material e métodos: estudo transversal e
    analítico, envolvendo 59 pessoas idosas com idade de 60 anos e mais, de ambos os sexos, vivendo com HIV e em terapia
    antirretroviral, recrutadas por conveniência em dois hospitais de referência em HIV/Aids em Recife (PE), entre maio/2018 e
    fevereiro/2020. Foram excluídos aqueles com comprometimento da cognição e/ou comunicação, sífilis não tratada e sequela
    neurológica. Foi aplicado um questionário na forma de entrevista para conhecer o perfil sociodemográfico e de saúde dos
    participantes. Em prontuário foram coletados dados de exames complementares (carga viral: atual e a maior carga; contagem
    de linfócitos T CD4+:atual e nadir; dosagens bioquímicas e hematológicas mais recentes, em relação à entrevista) e detalhes
    acerca da TARV (data de início, número e tipos de esquemas usados). A estimativa da IB ocorreu através da aplicação de
    algoritmo de inteligência artificial que inclui 19 exames laboratoriais (albumina, glicose, uréia, colesterol total, proteína total,
    sódio, creatinina, hemoglobina, bilirrubina total, triglicerídeos, HDL, LDL, cálcio, potássio, hemtócrito, CHCM, VCM,
    plaquetas e eritrócitos), peso, altura e informações sobre tabagismo. A IB é o resultado da subtração entre IC e a idade prevista
    pela inteligência artificial. Resultado negativo (idade cronológica menor que a prevista), aponta para envelhecimento
    biológico precoce; opostamente, se o resultado for positivo (idade cronológica maior que a prevista), não há envelhecimento
    biológico precoce. Resultados: a maioria dos participantes eram homens (66,1%) e o envelhecimento precoce foi identificado
    em 67,8% dos participantes. Carga viral foi indetectável em 54 (91,5%) participantes e 43 (72,9%) possuíam contagem de
    linfócitos CD4+ atual &gt; 350. Os participantes foram divididos em três grupos: o grupo com IB ≤ IC (n=15); e os pacientes
    biologicamente mais velhos (IB&gt;IC), que foram separados em 2 subgrupos: o primeiro com IB&gt;IC em até 4 anos (n=20) e o
    segundo com IB &gt;IC em 5 anos ou mais (n=19). Inicialmente realizou-se comparação conjunta entre os três grupos. Nessa
    análise observou-se diferença na contagem de linfócitos CD4+ atual (p=0,004) e nadir de linfócitos CD4+ (p=0,002), mas não
    houve diferença nos quesitos carga viral atual (p=0,327) ou maior carga viral (p=0,748) entre os grupos. Num segundo

    momento foram comparados os mesmos grupos, agora dois a dois. Os níveis de carga viral atual ou carga viral mais elevada
    continuaram similares na comparação entre os grupos. Entretanto, a verificação das medidas de linfócitos CD4+ atual mostrou
    diferença quando comparados os grupos: IB &gt; IC (até 4 anos) versus IB &gt; IC (5 ou mais anos) (p-valor = 0,013) e IB &gt; IC (5
    ou mais anos) versus IB ≤ IC (p-valor = 0,017), indicando que os pacientes com níveis de linfócitos T CD4+ atual mais baixos
    apresentam com mais frequência IB &gt; IC (5 ou mais anos). Os achados foram similares quando avaliado o nadir de linfócitos
    CD4+, mostrando que o menor nadir de linfócitos CD4+ ocorreu no grupo com IB &gt; IC (5 anos ou mais) comparado aos
    outros dois grupos. O uso de canabis esteve associado ao maior envelhecimento biológico (p-valor = 0,045). Houve elevada
    prevalência de disglicemia, com 20,33% de diabetes e 35,59% de prediabetes. O escore de Framinghan apresentou maior
    prevalência de alto risco doença cardiovascular (DCV) no grupo de pacientes diabetes mellitus tipo 2 (91,7%) e prediabetes
    (52,4%). O teste de homogeneidade foi significativo para a classificação do escore de Framingham (p-valor = 0,020),
    indicando que o risco de evento cardiovascular difere entre os grupos glicêmicos, sendo maior para os diabéticos. A atividade
    física apresentou diferença (p=0,01), com igual prevalência de diabetes mellitus tipo 2 e prediabetes (25,6% para ambos) no
    grupo sedentário. Associados a disglicemia encontramos a doença coronariana (p-valor=0,039), menores níveis de HDL (p-
    valor=0,038) e maior nível atual de glicemia (p-valor &lt; 0,001). Conclusões: Nossos resultados apontaram que mais da metade
    das pessoas idosas com HIV e em uso de TARV apresentavam envelhecimento biológico precoce, por inferência de
    biomarcadores processados por algoritmo de inteligência artificial. A idade biológica suplantou a cronológica quando houve
    uso de canabis e menor contagem de linfócitos T CD4 atual e nadir. A disglicemia, por sua vez, apresentou expressiva
    prevalência e associação com doença coronariana, sedentarismo, nível baixo de HDL, última glicemia mais elevada e alto
    risco de DCV em 10 anos pelo escore de Framingham. Registramos a importância do uso de idade biológica no cuidado a
    pessoas idosas com HIV. Enfatizamos a importância do diagnóstico e do tratamento precoces para a infecção, evitando assim
    o baixo nadir e a baixa contagem dos linfócitos T CD4, fatores claramente associados ao envelhecimento biológico precoce.
    Recomendamos busca ativamente, em pessoas idosas com HIV e TARV, fatores sabidamente atrelados às vias de
    envelhecimento como contagem de linfócitos T CD4, DCNT (disglicemia, doença coronariana) e estilo de vida (sedentarismo,
    dieta que geram desequilíbrio metabólico).


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3
  • DENISE MARIA DO NASCIMENTO COSTA
  • ALTERAÇÕES LABORATORIAIS E HISTOPATOLÓGICAS RENAIS ASSOCIADAS À FEBRE CHIKUNGUNYA

  • Orientador : VERA MAGALHAES DA SILVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GIL EANES SANTANA SILVA
  • EMANUEL SAVIO CAVALCANTI SARINHO
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • HENRIQUE DE ATAIDE MARIZ
  • VERA MAGALHAES DA SILVEIRA
  • Data: 23/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • A febre Chikungunya (CHIK) foi detectada pela primeira vez no Brasil em 2014. Além de febre e dor articular, a CHIK pode apresentar-se com formas atípicas, incluindo manifestações renais. A injúria renal relacionada a CHIK tem prevalência extremamente variável a depender da população avaliada, acometendo de 0.6 a 69% dos pacientes. Entretanto, foi apenas descrita em fase aguda da infecção e ainda carece de melhor caracterização. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a ocorrência de injúria renal e investigar a presença de antígeno ou RNA viral no tecido renal de pacientes afetados pela CHIK em diferentes estágios da infecção. Tratou-se de um estudo exploratório, conduzido entre 2016 e 2020. Dois grupos foram avaliados: o primeiro grupo foi composto por pacientes com lesão renal comprovada por biópsia estabelecida após CHIK, e o segundo grupo, pacientes com manifestações crônicas articulares pós-CHIK sem lesão renal conhecida. Marcadores de lesão renal foram investigados através da análise da creatinina sérica e exames urinários para detecção de hematúria e proteinúria, sendo indicada biópsia renal conforme protocolo habitual. Material viral foi analisado no tecido renal através de imunohistoquímica, PCR e microscopia eletrônica em tecido renal. Quinze pacientes com idade mediana de 32 anos tiveram injúria renal estabelecida entre 0.5 e 24 meses após CHIK. Não foram detectados antígenos ou RNA virais no tecido renal e os achados histopatológicos mais frequente foram podocitopatias. Alelos de alto risco para desenvolvimento de síndrome hemolítico urêmica e glomeruloesclerose focal e segmentar foram detectados em cinco dos sete pacientes com essas patologias testados para os respectivos genes. Houve progressão para doença renal crônica em 50% dos pacientes. Outros 114 pacientes sem lesão renal conhecida e com manifestações crônicas pós-CHIK foram avaliados quanto a marcadores de lesão renal de forma transversal. A média de idade foi 56.2 anos e o diagnóstico de CHIK havia ocorrido cerca de 35.6 meses antes da avaliação. A média de creatinina foi 0.9 mg/dl e de proteinúria71.5 ± 37.5 mg/dia. Hematúria foi detectada em um dos pacientes. Nenhum desses pacientes apresentou critérios para indicação de biópsia renal. Em conclusão, nossos achados revelam o potencial do CHIKV de desencadear lesões renais com diferentes graus de severidade. Entretanto, a hipótese de que o vírus pode persistir a longo prazo em tecido renal, nos parece improvável.


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4
  • CYNTHIA REGINA PEDROSA SOARES
  • Fatores relacionados a infecção de corrente sanguínea com patógenos bacterianos multirresistentes, genes de resistência, mortalidade, tempo e custo hospitalar em pacientes oncológicos de hospital especializado

  • Orientador : VERA MAGALHAES DA SILVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS ROBERTO WEBER SOBRINHO
  • CELIA MARIA MACHADO BARBOSA DE CASTRO
  • ISABELLA MACARIO FERRO CAVALCANTI
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • Data: 09/06/2022

  • Mostrar Resumo
  • Infecções de corrente sanguínea (ICS) são uma das complicações mais frequentes em pacientes

    com câncer. Nesta população, a frequência de bacilos Gram-negativos (BGN) produtores
    de beta-lactamase de espectro estendido (ESBL) e carbapenemases vêm aumentando nos últimos
    anos e vêm sendo considerada uma grave ameaça ao êxito do tratamento antimicrobiano. O
    objetivo do estudo foi descrever os fatores relacionados à ICS, frequência de bactérias e fungos
    isolados, detecção de genes de resistência, mortalidade, e tempo e custo de internamento
    hospitalar em pacientes assistidos em hospital de referência para tratamento de câncer no Estado
    de Pernambuco. As hemoculturas de pacientes com ICS foram submetidas à identificação
    fenotípica dos microrganismos e posteriormente a confirmação através de testes automatizados.
    As amostras foram estudadas para detecção de genes de resistência a β-lactamases bla SHV , bla TEM ,
    bla CTX-M , bla KPC , bla GES , bla NDM, bla IMP , bla VIM , bla SPM , bla GIM e bla SIM e as oxicilinases bla OXA-48 e bla OXA-
    58 e polimixina mcr em bacilos Gram-negativos e de genes mecA, vanA e vanB em cocos Gram-
    positivos. Nos isolados que foram resgatados fungos, testes de identificação e suscetibilidade
    foram realizados. Hemoculturas positivas de quarenta e cinco pacientes foram recuperadas, no
    período de 2018 a 2020, sendo a maioria dos indivíduos mulheres, com média de idade de 49
    anos e apresentando tumores sólidos. A taxa de mortalidade geral, de mortalidade em 30 dias e
    de letalidade foram respectivamente: 53,3%, 28,8% e 22,2%. O tempo médio de hospitalização
    foi de 34 dias (1-80 dias), com custo médio hospitalar foi de U$ 21.297,28. De 45 pacientes
    incluídos na amostra, foram obtidos 55 isolados recuperados de hemoculturas. Dos isolados
    obtidos, 38 foram por Gram-negativos, 13 por Gram-positivos e quatro espécies de leveduras.
    Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae foram os BGN mais frequentes e entre estas espécies,
    os genes mais frequentemente encontrados foram bla OXA-48 e bla SIM . Os genes bla GES , bla NDM e bla KPC
    foram encontrados na maioria dos BGN. E bla TEM e bla CTX foram os mais comuns entre os ESBL.
    Foi documentado a ocorrência de infecções polimicrobianas em cinco casos, incluindo as
    espécies Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter

    baumanii, Staphylococcus coagulase negativo e Candida spp. Os genes mecA e vanA foram
    encontrados em isolados de Staphylococcus spp. e Enterococcus faecium, respectivamente.
    Espécies de Candida spp. apresentaram alta resistência à voriconazol e fluconazol. Na análise
    univariada, ICS esteve associada às variáveis: inserção de dispositivos invasivos, comorbidades,
    quimioterapia, maior tempo de terapia antimicrobiana empírica e, registro de intervenção
    cirúrgica. Após análise multivariada a condição de apresentar comorbidade permaneceu no
    modelo, como fator de risco para ICS em pacientes portadores de câncer (p=0,002). Pode-se
    concluir que indivíduos internados para tratamento de câncer e apresentando comorbidades,
    tiveram maior risco de apresentar ICS por BGN multirresistentes (MDR) que por sua vez traz
    impacto negativo nas taxas de mortalidade e, que medidas de identificação e contenção de
    disseminação através de precauções de contato são importantes, haja vista que a velocidade de
    emergência destes patógenos vêm apresentando novas moléculas identificadas limitando as
    opções do arsenal terapêutico.


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5
  • BRUNO OLIVEIRA DE VERAS
  • Investigação Etnomedicinal, Fitoquimica e Etnofarmacológica do Óleo Essencial de Amburana cearensis (Allemão) A.C. Smith

  • Orientador : ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • FERNANDA GRANJA DA SILVA OLIVEIRA
  • JACIANA DOS SANTOS AGUIAR
  • KRYSTYNA GORLACH-LIRA
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • Data: 19/08/2022

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  • A espécie Amburana cearensis (Allemão) A.C. Smith é conhecida na etnomedicina como “amburana de cheiro” e é utilizada no tratamento de dores, picadas por serpentes, inflamações e infecções. O objetivo desse trabalho foi investigar a composição química do óleo essencial das folhas de A. cearensis, e sua aplicação medicinal como antioxidante, antimicrobiano, modulador, analgésico e anti-inflamatório. O óleo essencial foi obtido por Hidrodestilação (HD) e caracterizado por Cromatografia Gasosa Acoplada à Espectrometria de Massa (CG/EMS) e Detector de Ionização de Chamas (DIC). A atividade antioxidante foi investigada pelos métodos dos radicais ABTS, DPPH, O 2- e OH - . A atividade antimicrobiana e moduladora foi realizada em microplacas utilizando fungos (Candida albicans) e bactérias Gram positiva (Staphylococcus aureus) e Gram negativa (Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa). A toxicidade aguda não clínica do óleo essencial foi
    investigada em camundongos, pela administração do óleo em quatro doses (5, 50, 300 e 2000 mg/kg/v.o.). O efeito analgésico (antinociceptivo) foi em avaliado em camundongos utilizando três doses do óleo essencial (25, 50 e 100 mg/kg), através os modelos de contorções abdominais induzidas por ácido acético e teste de formalina, sendo selecionado a dose mais efetiva para avaliação dos possíveis mecanismos de ação envolvidos (opioide, colinérgico, adenosinérgico, dopaminérgico e canais de potássio sensíveis a ATP (K-ATP)). O efeito anti-inflamatório agudo foi investigado através dos modelos de edema de pata induzido por carragenina e histamina; peritonite induzida por carragenina e pirexia induzida por leveduras. Como constituintes majoritários do óleo essencial investigado foi observado o germacrone (45,76±0,15%), germacreno B (17,74±0,06%), (E)-cariofileno (5,55±0,04%) e biciclogermacreno (4,13±0,03%). Os ensaios de atividade antioxidante apresentaram valores de IC 50 variando de 183,89 a 324,86 μg/mL. Em relação ao efeito antimicrobiano foi
    identificada uma CIM que variou de 64 a 1024 μg/mL, frente tanto a gram positiva e gram negativa, e efeito sinérgico com antibióticos amoxilina e fluconazol. No teste de toxicidade aguda, não foi observada mortalidade dos animais, indicando DL 50 superior a 2.000 mg/kg. O efeito antinociceptivo foi estatisticamente igual a morfina. No ensaio da formalina o óleo apresentou atividade analgésica nas fases neurogênica e inflamatória, tendo como mecanismos o sistema colinérgico, adenosinérgico e canais de potássio sensíveis a ATP (K- ATP). Na peritonite foi observado uma redução dos níveis de TNF-α e IL-1β, além da migração leucocitária, semelhante a indometacina. O efeito antipirético foi estatisticamente superior a dipirona. A redução do edema de pata foi estatisticamente superior ao padrão indometacina em ambos modelos. Os métodos empregados possibilitaram pela primeira vez a obtenção e caracterização do óleo essencial, do qual possui uma composição heterogênea em constituintes químicos, possuindo atividades antioxidante, antimicrobiana, moduladora de antibióticos, efeitos antinociceptivo e anti-inflamatório. Estes achados são atribuídos a espécie na medicina popular, informações estas nunca anteriormente validadas cientificamente. Sendo assim, sugere-se que os resultados encontrados corroboram com as propriedades tradicionalmente atribuídas a esta espécie, podendo seus constituintes ser utilizados como agente terapêutico natural e sustentável.


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6
  • FRANCISCO BEZERRA DE ALMEIDA NETO
  • O PAPEL DAS CÉLULAS T REGULATÓRIAS CCR5+ (CD4+CD25+FOXP3+CCR5+/+) E DA PRODUÇÃO DAS QUIMIOCINAS CCL2, CCL5, CXCL8, CXCL9 e CXCL10 NA PATOGÊNESE DA HANSENÍASE


  • Orientador : VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ERYVELTON DE SOUZA FRANCO
  • FRANCISCA JANAINA SOARES ROCHA
  • IANA RAFAELA FERNANDES SALES PINHEIRO
  • VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
  • VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • Data: 30/08/2022

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  • A hanseníase é uma doença caracterizada por respostas imunes antagônicas que envolve a participação de diferentes populações celulares, produção de citocinas e quimiocinas que direcionam os pacientes para os polos de maior ou menor resistência à infecção. Os linfócitos Tregs desempenham um importante papel imunossupressor durante o decurso de várias doenças. A expressão do receptor CCR5 por estas células, demonstra se tratar de um crítico fator nos desfechos observados e nunca antes foi explorado na hanseníase. Este trabalho verificou e comparou por citometria de fluxo, sem estímulo e estimulados com a fitohemaglutinina e o BCG, a expressão desse receptor em pacientes com hanseníase virchowiana e tuberculóide com linfócitos TregCCR5-/- e TH17.  Linfócitos TH17 são reconhecidamente linfócitos T efetores capazes de controlar a evolução da doença. Os linfócitos TregCCR5+/+ estabeleceram significativas diferenças quando comparados com os linfócitos TH17, enquanto os linfócitos TregCCR5-/- foram expressos de maneira uniforme entre as formas polares da doença. As quimiocinas em seu conjunto, compõem uma grande família de citocinas que estimulam a movimentação leucocitária e regulam a sua migração para os tecidos. O seu papel é pouco explorado na hanseníase. Utilizando o kit Human Chemokine (BD Biosciences), também por Cytometric Beads Array (CBA), foram avaliadas as quimiocinas CCL2 (MCP-1), CCL5 (RANTES), CXCL-8 (IL-8), CXCL9 (MIG) e CXCL10 (IP-10) em pacientes com hanseníase, de acordo com a classificação clínica de Madrid e operacional estabelecida pela Organização Mundial de Saúde. Da mesma maneira, as amostras foram analisadas sem estímulo e com estímulos pela fitohemaglutinina e BCG. Não houve diferenças significativas na expressão da quimiocina MCP-1 e RANTES ao longo do espectro clínico e operacional da hanseníase, contudo a quimiocina RANTES demonstrou elevadas e uniformes concentrações em todos os pacientes, podendo vir a ser um biomarcador para o diagnóstico de da doença. IL-8, MIG e IP-10 apresentaram diferenças significativas (p < 0.005) entre todos os grupos estudados, também com potencial para serem explorados como biomarcadores. Todos os dados obtidos foram analisados com utilizando-se o software PRISM 9.4.0. Estes achados podem em seu conjunto, contribuir para a investigação de futuras estratégias de diagnóstico, tratamento e quimioprofilaxia para a hanseníase.


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7
  • GLEICIERE MAIA SILVA
  • Leveduroses em pessoas vivendo com HIV: identificação polifásica, detecção de sensibilidade a antifúngicos e caracterização de biofilme

     

  • Orientador : HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNO SEVERO GOMES
  • DANIELLE PATRICIA CERQUEIRA MACEDO
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • SYLVIA MARIA DE LEMOS HINRICHSEN
  • Data: 31/08/2022

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  • Pessoas vivendo com HIV (PVHIV) são frequentemente acometidas com leveduroses levando a um agravamento do quadro clinico podendo levar ao óbito. Espécies de Candida causam uma variedade de infecções e do gênero Cryptococcus causam meningite fúngica, portanto a variabilidade no comportamento dessas leveduras evidencia a necessidade de testes capazes de diagnosticar precocemente e caracterizar a patogenicidade dos isolados. O objetivo do estudo é identificar leveduroses em PVHIV através da comparação polifásica entre o MALDI TOF (VITEK® MS), VITEK®2 e CHROMOagar Candida bem como definir a sensibilidade antifúngica e capacidade de formação de biofilme dos isolados. Foram analisadas 48 PVHIV com suspeita de infecções fúngicas, destas 27 (56,2%) pacientes apresentaram leveduroses. 55,6% foram do sexo masculino e 44,4% do sexo feminino. 55,6% dos pacientes tiveram leveduras isoladas na orofaringe, 14,8% leveduras isoladas no sangue (hemoculturas), 11,1% isolados de liquido cefalorraquidiano (LCR), 7,4% isoladas do LBA (lavado broncoalveolar), 7,4% de secreção traqueal e 3,7% de mielograma. Candida albicans (55,6%) foi a espécie mais prevalente, seguida C. tropicalis (22,2%); Cryptococcus neoformans (7,4%); Cryptococcus gatti (3,7%); Candida parapsilosis (3,7%); Candida ortoparapsilosis (3,7%) e Candida krusei (3,7%).  A concordância entre o MALDI TOF (VITEK®MS) e o VITEK® 2 foi de 92,59% e com o CHROMOagarCandida foi 74,07%. Foram realizados testes de sensibilidade com seis antifúngicos: fluconazol, voriconazol, caspofungina, micafungina, anidulafungina e anfotericina B utilizando o protocolo M27-A3 do CLSI. O voriconazol foi droga com maior resistência (18,5%) seguida do fluconazol (14,8%), micafungina (8,3%), anidulafungina (8,3%), caspofungina (4,2%) e sem resistência a anfotericina B.  92,7% das leveduras isoladas formaram biofilme. Destas,  77,7% exibiram uma alta atividade metabólica em 24, 48 e 72 horas  Destarte, através desses dados, comprova a necessidade de estudar leveduras patogênicas em PVHIV para auxiliar no diagnóstico e melhores opções terapêuticas. 


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  • FRANCISCO BERNARDINO DA SILVA NETO
  • Esporotricose humana na Paraíba: caracterização clínica-epidemiológica, identificação genômica e sensibilidade de isolados do clado patogênico Sporothrix.

  • Orientador : REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FELIPE QUEIROGA SARMENTO GUERRA
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • JOANNE ELIZABETH FERRAZ DA COSTA
  • MANOEL MARQUES EVANGELISTA DE OLIVEIRA
  • REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • Data: 31/08/2022

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  • A esporotricose é uma micose subcutânea, causada por fungos do clado patogênico Sporothrix, de curso subagudo ou crônico, distribuída em todo o mundo, especialmente em regiões tropicais e subtropicais, e que no Brasil tem apresentado intensa expansão geográfica ao passo que a transmissão zoonótica se consolidou como a principal rota responsável por surtos nas áreas endêmicas. O trabalho tem como objetivo descrever as características sociodemográficas, clínicas e epidemiológicas dos casos de esporotricose humana na Paraíba, Nordeste do Brasil, diagnosticados no período de janeiro à março de 2018, identificar genotipicamente as espécies e determinar a sensibilidade in vitro aos principais antifúngicos disponíveis para o tratamento. Trata-se de um estudo prospectivo descritivo que incluiu 148 pacientes com esporotricose acompanhados no ambulatório de referência em doenças infecciosas e parasitárias de um hospital universitário do nordeste brasileiro. A maioria dos pacientes era do sexo feminino (59,4%). A idade dos pacientes variou de 1 a 85 anos. Declararam renda per capita de até um salário-mínimo 46 (31,1%) pacientes, com 135 (91,2%) relatando algum grau de escolaridade. Eram procedentes da capital do estado, João Pessoa, 113 (76,3%) pacientes. Relataram contato no domicílio com gatos doentes 110 (74,3%) pacientes. Metade desses relataram um contato não traumático com o felino. Foi relatado o contato domiciliar com cães por quatro (2,7%) dos pacientes. A forma linfocutânea representou 70,3% dos pacientes, a cutânea fixa 23,0% e oito (5,4%) pacientes apresentaram comprometimento ocular. Manifestações de hipersensibilidade aconteceram apenas em 2,7% dos pacientes com 1 paciente apresentado artrite reativa. Itraconazol foi prescrito para 90,5% dos pacientes. Sporothrix brasiliensis foi a espécie identificada em todos os 20 isolados submetidos à caracterização genética através do sequenciamento parcial do gene da calmodulina. Os testes de sensibilidade antifúngica demonstraram excelente eficácia in vitro do itraconazol e terbinafina, com apenas três isolados resistentes ao itraconazol e nenhum a terbinafina. A esporotricose humana na Paraíba apresenta-se com uma concentração dos casos na capital do estado, tem caráter zoonótico, pela transmissão felino-homem, afetando mais mulheres. Há um predomínio da forma linfocutânea, mas formas extra cutâneas como a ocular devem ser lembradas no contexto atual da esporotricose no estado, o qual se tornou endêmico. A identificação de S. brasiliensis em todos os isolados avaliados pode justificar a transmissão não traumática da esporotricose em percentual semelhante à transmissão traumática por mordedura e/ou arranhadura. A excelente atividade antifúngica in vitro do itraconazol permite mantê-lo como primeira escolha no tratamento da esporotricose.


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9
  • KALIENE MARIA ESTEVÃO LEITE
  • PROGRESSÃO DE ATEROSCLEROSE, OCORRÊNCIA DE EVENTOS CLÍNICOS CARDIOVASCULARES E PERFIL DE MORTALIDADE ENTRE PESSOAS VIVENDO COM HIV. 

  • Orientador : HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • KLEDOALDO OLIVEIRA DE LIMA
  • LADJANE SANTOS WOLMER DE MELO
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MOACIR BATISTA JUCÁ
  • Data: 19/10/2022

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  • A recomendação para que todas as PVHIV recebam TARV aumentou a expectativa de vida dessa população, aumentando o risco de doenças crônicas relacionadas à idade como a doença cardiovascular. A ampla disponibilidade de tratamento provocou redução da mortalidade por doenças relacionadas à AIDS e as condições não associadas a AIDS como neoplasias, doenças cardiovasculares e causas externas surgem como causas frequentes de morte. Dessa forma, o estudo avaliou incidência e progressão de aterosclerose entre PVHIV, associou a presença de aterosclerose com ocorrência de eventos clínicos cardiovasculares, além de avaliar sobrevida e causas de óbito em PVHIV acompanhadas em dois serviços de referência do Estado de Pernambuco. A mensuração da espessura carotídea foi realizada por ultrassom com Doppler. As dosagens bioquímicas foram feitas com analisador ARCHITECT c8000 (Abbott) e contagem de células T CD4 + por citometria de fluxo. Os registros de óbitos foram baseados em um banco de dados contendo causas de morte registradas com Códigos de Classificação Internacional de Doenças (CID-10) e posteriormente codificados pelo Protocolo de Codificação das Causas de Morte no HIV (CoDe). O software utilizado para a análise foi o STATA versão 14. Participaram da avaliação de progressão de aterosclerose e ocorrência de evento clínico cardiovascular, 134 pacientes, onde a média das medidas da espessura carotídea teve redução estatisticamente significante de 0,123mm. Houve incidência de 14 novos casos de placa aterosclerótica. Ocorreu associação para um maior risco de presença de placa na faixa etária acima de 60 anos, fumante ou histórico de tabagismo, condição de hipertensão, colesterol total e LDL aumentados, tempo de TARV, tempo da infecção pelo HIV e nadir de células T CD4 +. A taxa de incidência de evento clínico cardiovascular na população estudada foi de 6,71. Para notificação de óbito, foram acompanhadas 2.359 PVHIV, sendo a frequência de óbito entre os pesquisados de 20,9%, com taxa de mortalidade de 1,46 óbitos a cada 100 PVHIV por ano. Houve maior risco de óbito para os homens e indivíduos com 50 anos ou mais no momento do diagnóstico. Principais causas de óbito foram doenças relacionadas à AIDS, câncer não relacionado à AIDS, causas externas e doenças cardiovasculares. Houve maior frequência de neoplasias entre as mulheres e em maior faixa etária de idade, além de maior frequência de causas externas entre os homens mais jovens. Os resultados contribuem para prevenção e manejo adequado no tratamento do vírus e das comorbidades a fim reduzir a mortalidade na população vivendo com HIV.


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2021
Dissertações
1
  • ALINE MIRELY SOUSA ALBUQUERQUE
  • INVESTIGAÇÃO DE GENES DE RESISTÊNCIA AOS AMINOGLICOSÍDEOS EM ISOLADOS CLÍNICOS
    DE ACINETOBACTER SPP. EM UM HOSPITAL DE RECIFE-PE

  • Orientador : MARIA AMELIA VIEIRA MACIEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • EULALIA CAMELO PESSOA DE AZEVEDO XIMENES
  • MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
  • Data: 18/06/2021

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  • O Acinetobacter spp. são patógenos oportunistas, estando associados a infecções nosocomiais graves, incluindo
    pneumonia, infecções de corrente sanguínea, pele e tecidos moles, trato urinário e infecções de feridas. Eles
    conseguem desenvolver resistência a antimicrobianos rapidamente atuando através de vários mecanismos como
    degradação enzimática de drogas, modificação de alvos, bombas de efluxo e defeitos de permeabilidade. A
    degradação enzimática aos aminoglicosídeos ocorre através de enzimas modificadoras de aminoglicosídeos
    (EMAs) e metilases 16S RNAr. Com isto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o perfil de suscetibilidade aos
    aminoglicosídeos e identificar a presença de genes de enzimas modificadoras de aminoglicosídeos e de metilases
    16S RNAr em isolados clínicos de Acinetobacter spp, provenientes de um hospital de Recife-PE e o seu perfil
    clonal. Foram selecionados 35 isolados de Acinetobacter spp. resistentes a um ou mais aminoglicosídeos
    (gentamicina e amicacina), provenientes de pacientes de um hospital terciário de Recife-PE, coletados em 2018.
    Posteriormente, os isolados foram submetidos à Reação em Cadeira da Polimerase (PCR) para detecção dos
    genes de enzimas modificadoras de aminoglicosídeos (aac(6’)-Ib, ant(2”)-Ia e ant(3”)-Ia) e metilases RNAr
    16S (armA, rmtB, rmtC, rmtD, rmtF, rmtG), e Consenso Intergênico Repetitivo Enterobacteriano (ERIC-PCR)
    para determinação do perfil clonal. Dos três genes de EMAs estudados, apenas as nucletidiltransferases foram
    encontradas entre os isolados, distribuídos entre 48% dos isolados. O ant(3’)-Ia foi o gene mais prevalente,
    encontrado em 43% dos isolados, seguido por ant(2)-Ia com menos de 1%, detectado em apenas três isolados. O
    gene aac(6’)-Ib não foi detectado em nenhum isolado. Entre os genes que codificam as metilases, o armA e o
    rmtC foram os únicos encontrados, representando 80% e 57% dos isolados, respectivamente. E os genes rmB,

    rmtD, rmtF e rmtG não foram encontrados em nenhum dos isolados estudados. A tipagem molecular por ERIC-
    PCR demonstrou a disseminação de dois clones no hospital. Diante disso, os resultados do presente estudo

    demonstram a importância do rastreio de genes de resistência e um alerta para medidas de controle e uso racional
    de antimicrobianos, visto que este trabalho demonstrou a presença de múltiplos genes de resistência em seus
    isolados.


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  • O Acinetobacter spp. são patógenos oportunistas, estando associados a infecções nosocomiais graves, incluindo
    pneumonia, infecções de corrente sanguínea, pele e tecidos moles, trato urinário e infecções de feridas. Eles
    conseguem desenvolver resistência a antimicrobianos rapidamente atuando através de vários mecanismos como
    degradação enzimática de drogas, modificação de alvos, bombas de efluxo e defeitos de permeabilidade. A
    degradação enzimática aos aminoglicosídeos ocorre através de enzimas modificadoras de aminoglicosídeos
    (EMAs) e metilases 16S RNAr. Com isto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o perfil de suscetibilidade aos
    aminoglicosídeos e identificar a presença de genes de enzimas modificadoras de aminoglicosídeos e de metilases
    16S RNAr em isolados clínicos de Acinetobacter spp, provenientes de um hospital de Recife-PE e o seu perfil
    clonal. Foram selecionados 35 isolados de Acinetobacter spp. resistentes a um ou mais aminoglicosídeos
    (gentamicina e amicacina), provenientes de pacientes de um hospital terciário de Recife-PE, coletados em 2018.
    Posteriormente, os isolados foram submetidos à Reação em Cadeira da Polimerase (PCR) para detecção dos
    genes de enzimas modificadoras de aminoglicosídeos (aac(6’)-Ib, ant(2”)-Ia e ant(3”)-Ia) e metilases RNAr
    16S (armA, rmtB, rmtC, rmtD, rmtF, rmtG), e Consenso Intergênico Repetitivo Enterobacteriano (ERIC-PCR)
    para determinação do perfil clonal. Dos três genes de EMAs estudados, apenas as nucletidiltransferases foram
    encontradas entre os isolados, distribuídos entre 48% dos isolados. O ant(3’)-Ia foi o gene mais prevalente,
    encontrado em 43% dos isolados, seguido por ant(2)-Ia com menos de 1%, detectado em apenas três isolados. O
    gene aac(6’)-Ib não foi detectado em nenhum isolado. Entre os genes que codificam as metilases, o armA e o
    rmtC foram os únicos encontrados, representando 80% e 57% dos isolados, respectivamente. E os genes rmB,

    rmtD, rmtF e rmtG não foram encontrados em nenhum dos isolados estudados. A tipagem molecular por ERIC-
    PCR demonstrou a disseminação de dois clones no hospital. Diante disso, os resultados do presente estudo

    demonstram a importância do rastreio de genes de resistência e um alerta para medidas de controle e uso racional
    de antimicrobianos, visto que este trabalho demonstrou a presença de múltiplos genes de resistência em seus
    isolados.

2
  • CLAUDIA FERNANDA AZEVEDO BRAGA ALBUQUERQUE
  • CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE Staphylococcus spp.  E ANÁLISE DE ASSOCIAÇÃO CLÍNICA, EPIDEMIOLÓGICA E MORTALIDADE EM BACTERIEMIAS EM HOSPITAL TERCIÁRIO DE PERNAMBUCO

  • Orientador : VERA MAGALHAES DA SILVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VINICIUS PIETA PEREZ
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • Data: 20/08/2021

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  • Pesquisas em análise de associação entre características moleculares e pior desfecho clínico em bacteriemias por

    Staphylococcus.spp têm demonstrado resultados conflitantes. Foi conduzido estudo de corte transversal para
    avaliar associação entre características clínicas, epidemiológicas, moleculares e mortalidade em bacteriemias por
    espécies deste gênero.
    Foram analisadas 44 amostras de hemoculturas positivas de pacientes de qualquer faixa etária e sexo internados
    em hospital terciário de Pernambuco entre janeiro de 2016 e fevereiro de 2017. Os dados clínicos e
    epidemiológicos foram obtidos por revisão de prontuário médico. A confirmação das espécies foi feita por
    espectrometria de massa MALDI-TOF e classificação molecular por eletroforese em campo pulsátil (Pulsed-
    Field Gel Electrophoresis - PFGE). A análise da associação entre as variáveis foi feita através do cálculo da
    razão de prevalência aplicando o teste exato de Fisher para verificação do nível de significância e considerado p
    valor ≤ 0,05 com intervalo de confiança de 95%. Entre os óbitos (n=19), houve prevalência no sexo feminino
    (n=13; 68%), acima de 45 anos (n=14; 74%) e relacionada ao pulsotipo D (37%; p=0,03). Embora razão de
    prevalência de mortalidade de 2,5 (IC 95% 1,3-4,3; p= 0,01) em portadores de neoplasia, não foi encontrada
    associação entre esta característica clínica e molecular pela análise molecular dos isolados por PFGE.


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Teses
1
  • CATARINA TENORIO DE LIMA
  • DIARREIA NOSOCOMIAL POR Clostridioides difficile: PREVALÊNCIA, RESPOSTA CLÍNICA, DESFECHO, FATORES DE RISCO E CARACTERIZAÇÃO DAS CEPAS EM HOSPITAIS DE REFERÊNCIA EM ONCOLOGIA NO PERÍODO DE 2017 A 2019 EM RECIFE-PE

  • Orientador : VERA MAGALHAES DA SILVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNO HENRIQUE ANDRADE GALVAO
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MICHELE MARIA GONCALVES DE GODOY
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • VERA MAGALHAES DA SILVEIRA
  • Data: 29/07/2021

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  • As infecções por Clostridioides difficile (CDI) aumentaram em gravidade e incidência durante a última década. O câncer predispõe os pacientes à CDI, devido à maior exposição aos fatores de risco, como o uso frequente de antibióticos e agentes quimioterápicosO presente estudo teve como objetivo determinar a prevalência, resposta clínica, desfecho, descrever os fatores de risco estabelecidos na literatura, além de caracterizar as cepas do Clostridioides difficile (C. difficile) em pacientes oncológicos com CDI. A pesquisa foi realizada em dois serviços de referência em oncologia de Recife/PE e envolveu pessoas com idade ≥18 anos, que apresentaram o quadro de diarreia após 48h da admissão hospitalar, no período de 2017 a 2019.  Um total de 156 pacientes foram incluídos. A CDI foi identificada em 7,05% (11/156) dos pacientes, todos os isolados foram rastreados e amplificados por qRT-PCR quanto à presença dos genes que codificam as toxinas A e B (tcdA e tcdB), toxina binária (cdtA) e o gene espécie-específico da triose fosfato isomerase (tpi). A maioria, 54,5% (6/11), foram positivas apenas para a toxina A (TcdA+), sendo estas cepas consideradas raras;  45,5% (5/11) foi positivo para as toxinas TcdA+/TcdB+. Para a caracterização molecular das cepas, nove isolados foram inoculados no meio diferencial CDBA (Clostridioides difficile brucella agar), e a identificação das seis colônias sugestivas de C. difficile foi confirmada por MALDI-TOF MS (Bruker®). A PCR-ribotipagem demonstrou que, dos seis isolados, dois deles pertenciam aos ribotipos 106 e 143. Quatro cepas, incluindo a CBA0021, não foram tipáveis com base no banco de cepas de referência utilizado. O câncer de mama 27,3% (3/11) e a leucemia linfóide aguda 18,2% (2/11) foram os cânceres mais frequentes; 90,9% (10/11) fizeram uso de antibióticos e 63,6% (7/11) dos casos evoluíram para óbito. Este é o primeiro estudo na América Latina a descrever uma prevalência elevada de cepas variantes de C. difficile com gene tcdA+/tcdB- em pacientes imunocomprometidos. Apesar de utilizar a técnica qRT-PCR, que é a mais sensível e específica, a prevalência de CDI foi baixa, sendo a maioria dos casos leves, mesmo em pacientes imunocomprometidos, o que sugere uma circulação de cepas com baixa virulência.



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  • A FORNECER

2
  • MARIA DA CONCEICAO ALEXANDRE CASTRO
  • CANDIDEMIA NOSOCOMIAL: DIAGNÓSTICO COM PROTEÔMICA APLICADA NA IDENTIFICAÇÃO E RESISTÊNCIA DAS LEVEDURAS E USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

  • Orientador : REJANE PEREIRA NEVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • REJANE PEREIRA NEVES
  • SYLVIA MARIA DE LEMOS HINRICHSEN
  • LEANDRO MACIEL ALMEIDA
  • CICERO PINHEIRO INACIO
  • HENRIQUE DOUGLAS MELO COUTINHO
  • Data: 05/08/2021

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  • O controle e diagnóstico das infecções por Candida ainda é um desafio clínico mundial. A candidemia apresenta índices de mortalidade hospitalar cada vez mais crescente, com distribuição de espécies de Candida não-albicans apresentando perfil de suscetibilidade antifúngica diferenciadas, afetando principalmente pacientes em UTI. O objetivo desse estudo foi identificar e caracterizar a epidemiologia das candidemias nosocomiais, determinar a sensibilidade antifúngica dos isolados e propor a metodologia proteômica MALDI-TOF e de inteligência artificial para identificação rápida das espécies de Candida. Trata-se de um estudo transversal analítico descritivo, realizado no período de 2018 a 2020, com 50 pacientes internados em UTIs de três hospitais terciários, na cidade de Natal no Estado do Rio Grande do Norte. Além disso, foram obtidas leveduras de C. krusei e C. parapsilosis sensu stricto pertencentes à Coleção de Culturas Micoteca URM da Universidade Federal de Pernambuco. A identificação das espécies de Candida nas 50 amostras dos pacientes foi realizada através das técnicas de MALDI-TOF e PCR, onde foram identificadas as espécies Candida albicans (48%), C. tropicalis (32%) e C. pelliculosa (6%). Os principais fatores de risco para candidemia, entre os pacientes dos três hospitais, foi o uso de sondagem vesical (94%), nutrição parenteral (84%), cateter venoso central (48%), corticoterapia (44%) e imunossupressão (44%). Quando comparados os casos de candidemia nos diferentes hospitais e a apresentação das espécies de Candida, não houve diferença significativa na distribuição dos óbitos. O percentual de mortes foi de 16,67% no Hospital B e 25% no Hospital C. Entretanto, não obtivemos dados de óbito para os pacientes do Hospital A. Os isolados foram submetidos a testes de susceptibilidade antifúngica, observando-se o fenômeno de resistência por C. albicans a anidulafungina, micafungina, voriconazol e anfotericina B, bem como de C. tropicalis a estes dois últimos antifúngicos. C. pelliculosa também foi resistente ao voriconazol. Enquanto que C. parapsilosis e C. krusei apresentaram resistência à anidulafungina. A tecnologia do nariz eletrônico associada a inteligência artificial foi utilizada para identificar amostras de C. albicans (10), C. krusei (10) e C. parapsilosis sensu stricto (10). Como não foram encontrados estudos que realizam a identificação das espécies de Candida utilizando essa metodologia, construímos três bases de dados a partir das ATCC de C. albicans, C. krusei e C. parapsilosis sensu stricto. Métodos de inteligência artificial foram avaliados e os testes estatísticos foram aplicados para validação dos resultados. Nas três bases de teste utilizadas conseguimos resultados de acurácias consideravelmente altas, todas acima de 88%. A distribuição de espécies e susceptibilidade antifúngica de isolados de Candida provenientes de casos de candidemia trazem novas perspectivas ao entendimento desse grave panorama. Assim, fornece informações úteis sobre a epidemiologia, fatores de risco e padrão de susceptibilidade úteis para a seleção de agentes antifúngicos empíricos para pacientes com candidemia.


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3
  • ISABELLA PATRICIA LIMA SILVA
  • AVALIAÇÃO DA EFETIVIDADE E FATORES PREDITIVOS DE RESPOSTA DOS NOVOS ANTIVIRAIS DE AÇÃO DIRETA (DAAs) EM PACIENTES SUBMETIDOS AO TRANSPLANTE HEPÁTICO EM CENTROS REFERÊNCIA PARA HEPATITES VIRAIS NA CIDADE DE RECIFE-PE

  • Orientador : HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • JOELMA CARVALHO SANTOS
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • LUIS HENRIQUE BEZERRA CAVALCANTI SETTE
  • NORMA ARTEIRO FILGUEIRA
  • Data: 03/09/2021

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  • A hepatite C cônica (HCC) é uma doença sistêmica que leva a fibrose hepática, causando complicações, como cirrose, carcinoma hepatocelular (CHC), resultando na necessidade do transplante hepático. Os antivirais de ação direta (DAAs) de segunda geração representam um importante avanço no tratamento da HCC, mostram ser bem tolerados e seguros com taxas de resposta virológica sustentada (RVS) de mais de 95%. Vários métodos não invasivos são usados com sucesso na predição de fibrose, no entanto, pouco se sabe sobre os efeitos de longo prazo da RVS na redução do risco de progressão da doença hepática. O objetivo do estudo foi avaliar a efetividade dos DAAs nos transplantados de fígado e avaliar o impacto da RVS na função hepática através dos escores APRI e FIB-4, em um estudo observacional retrospectivo realizado no Nordeste do Brasil. Foram conduzidos dois estudos, com componentes retrospectivo e prospectivo de vida real, descrevendo os achados de forma independente. No primeiro incluímos transplantados de fígado tratados com DAAs, em dois centros de referência, acompanhados por 12 a 24 semanas após RVS. Incluímos 84 transplantados com idade media de 63,4 ± 7,4 anos, sendo o genótipo 1 o mais comum (63,1%), dos quais 22,7% apresentavam fibrose leve (METAVIR <F2) e 41 (48,8%) fibrose (METAVIR ≥ F2). A taxa de RVS foi de 97,6%. No segundo estudo incluímos pacientes com HCC, tratados com os DAAs, e avaliamos dos escores APRI e FIB-4 antes e após RVS. Acompanhamos 137 pacientes com idade media de 62 (± 12) anos. Os genótipos prevalentes foram o 1b (82%) e o 3 (13,9%). Ocorreu diminuição significativa das aminotransferases (ALT, AST) (p <0,001) após RVS12/24. Oitenta e cinco pacientes foram incluídos para avaliação do APRI e oitenta e três para FIB- 4. Os dados mostram que houve uma redução da proporção de pacientes com fibrose significativa pelo APRI após 24 semanas do final do tratamento: 27(31,8%) pacientes apresentavam APRI > 1,5 antes do tratamento, e apenas 3(3,5%) após 24 semanas do final do tratamento, p <0,001. Da mesma forma houve uma redução da proporção de pacientes com fibrose avançada pelo FIB-4, um total de 32(38,6%) apresentavam FIB-4 > 3,25 antes do tratamento, enquanto apenas 17(20,5%) apresentavam FIB-4> 3,25 após 24 semanas do final do tratamento, p <0,011. Diante dos resultados, os estudos mostraram altas taxas de RVS e boa tolerância nos transplantados. Observou-se também normalização dos níveis séricos de enzimas hepáticas e a redução do APRI e FIB4 após RVS em pacientes tratados com DAAS de segunda geração, com e sem transplante hepático, podendo estar relacionada à regressão de fibrose hepática. Estudos com maior número de pacientes e avaliação sorológica seriada por um período maior de acompanhamento podem confirmar esses achados.


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4
  • ELIZABETH MARIA BISPO BELTRAO
  • Análise do perfil genético de virulência, resistência e relação clonal de isolados clínicos de Proteus mirabilis carreadores e não carreadores do gene blaKPC blaNDM provenientes de um hospital de Recife-PE

  • Orientador : ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • CELIA MARIA MACHADO BARBOSA DE CASTRO
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
  • SIBELE RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • Data: 12/11/2021

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2020
Dissertações
1
  • CLENIO SILVA DA CRUZ
  • ESTUDO DO POTENCIAL IMUNOMODULATÓRIO DO Bacillus clausii (O/C, N/R, T e SIN) SOBRE A ESQUISTOSSOMOSE MANSONI EXPERIMENTAL

  • Orientador : VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EULALIA CAMELO PESSOA DE AZEVEDO XIMENES
  • VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • WHEVERTON RICARDO CORREIA DO NASCIMENTO
  • Data: 19/02/2020

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  • Estudos experimentais e clínicos tem demostrado que diversos probióticos,
    incluindo o Bacillus clausii, apresentam potencial para prevenção e tratamento de
    parasitoses e capacidade de modulação das respostas imunes. Este estudo teve
    como objetivo avaliar o sobrenadante livre de células (SLC) de B. clausii sobre
    Schistosoma mansoni in vitro e o potencial de esporos de B. clausii de modular a
    resposta imune esquistossomose mansoni. Para avaliação in vitro, vermes foram
    incubados com SLC de B. clausii e monitorados por 5 dias consecutivos para
    avaliação da mortalidade e motilidade. Para avaliação in vivo, camundongos foram
    separados em cinco grupos (G1: não infectados e não tratados com esporos de B.
    clausii, G2: não infectados e tratados, G3: infectados e não tratados, G4: infectados e
    tratados antes da exposição cercariana e G5: infectados e tratados no início da
    ovoposição), para determinação da carga parasitária, ovos liberados com as fezes e
    retidos no fígado e no intestino, padrão de ovoposição, frequência de células
    TCD4+Foxp3+ e TCD4+IL17+ e concentração de citocinas Th1/Th2/Th17. Nossos
    resultados in vitro demostraram o SLC de B. clausii não causou mortalidade nem
    alterou movimento de vermes S. mansoni. Quanto aos resultados in vivo, a
    administração esporos de B. clausii foi capaz de reduzir a carga de vermes total em
    41.5% no grupo G4 e em 30.1% de vermes total no grupo G5. O tratamento com B.
    clausii reduziu significantemente o número de ovos liberados com as fezes em 68,7%
    no grupo G4 e 44,3% no grupo G5 e a carga de ovos depositados no intestino de
    animais do grupo G4 em 50,4%. B. clausii diminuiu os níveis de IL-4 no grupo G4 e
    aumentou no grupo G5. Foi visto aumento de IL-10 nos que grupos G4 e G5. B. clausii
    reduziu níveis de IFN-, TNF e IL-6 nos grupos G4 e G5. Os níveis de IL-17 foram
    significativamente maiores no grupo G4 e G5. B. clausii aumentou a frequência de
    células CD4+Foxp3+ nos animais dos grupos G2 e G4. Células CD4+IL17+,
    demostrou-se aumento na frequência dessas células nos animais dos grupos G2, G4
    e G5.


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Teses
1
  • FERNANDA CRISTINA GOMES DE LIMA
  • AVALIAÇÃO DA AÇÃO IN VITRO DA IMUNOGLOBULINA INTRAVENOSA HUMANA ISOLADA E EM COMBINAÇÃO COM MEROPENEM, AMICACINA E COLISTINA EM ISOLADOS MULTIDROGA-RESISTENTES de Acinetobacter baumannii

  • Orientador : FABIO ANDRE BRAYNER DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA BEATRIZ SOTERO SIQUEIRA
  • ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • FABIO ANDRE BRAYNER DOS SANTOS
  • GLAUCIA MANOELLA DE SOUZA LIMA GOMES
  • WAGNER LUÍS MENDES DE OLIVEIRA
  • Data: 14/02/2020

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  • Acinetobacter baumannii é um patógeno oportunista associado ao aumento de
    Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde (IRAS). O uso combinado de antimicrobianos
    é uma alternativa para o tratamento de infecções por A. baumannii multidroga-resistentes
    (MDR), contudo nem sempre eficazes, por apresentarem efeitos colaterais e toxicicidade para
    as células, sendo necessárias alternativas para o tratamento. Estudos mostram resultados
    promissores da terapia empírica com preparações imunoglobulina intravenosa (IGIV) e
    antimicrobianos para infecções bacterianas, utilizando a ação direta da IgG, invés da
    reposição do sistema imunológico. O objetivo deste estudo foi verificar, em isolados clínicos
    de A. baumannii, a ação da combinação de antimicrobianos (meropenem, amicacina e
    colistina) e descrever as possíveis alterações ultraestruturais induzidas in vitro pela IGIV com
    e sem soro humano em associação com os antimicrobianos. A Concentração Inibitória mínima
    (CIM) dos antimicrobianos foi determinada em dez isolados de A. baumannii, seguida pela
    análise por checkerboard. Quatro isolados foram selecionados e submetidos à 4mg/mL de
    IGIV isoladamente e em combinação a diferentes sub-CIM sinérgicas dos antimicrobianos.
    Posteriormente, foram processados para microscopia eletrônica de varredura (MEV). Foi
    determinada a taxa de fagocitose e a capacidade de ligação da IGIV à célula bacteriana para
    dois isolados da A. baumannii submetidos à IGIV humana isoladamente e em combinação
    com diferentes sub-CIM sinérgicas dos antimicrobianos. Por fim, estes isolados foram
    submetidos à IVIG e aos antimicrobianos, juntamente com soro humano e processados para
    MEV. Nove isolados exibiram resistência ao meropenem, dois isolados foram intermediários
    à colistina e quatro isolados apresentaram susceptibilidade intermediária para amicacina.
    Foram observadas concentrações sinérgicas em cinco dos dez isolados avaliados nas
    combinações de meropenem/amicacina e meropenem/colistina. Quando submetidas à IGIV e
    a sub-CIM de meropenem, amicacina e colistina, as células bacterianas apresentaram
    alterações morfológicas, como alongamento celular, rugosidade de membrana, ruptura celular,
    divisão celular incompleta, presença de ―bolhas‖ na superfície celular e ―depressão‖ na
    membrana. Não houve diferença estatisticamente significativa nas taxas de fagocitose. Os
    isolados bacterianos também apresentaram alterações morfologicas quando submetidos à
    IGIV/Soro humano isoladamente e em combinação com antimicrobianos, como: alteração na
    forma, enrugamento, depressão da membrana e principalmente ruptura celular com
    extravasamento de material citoplasmático. Os isolados apresentaram, visualmente, diferença
    na ligação da IGIV à célula bacteriana, com maior florescência no isolado sensível ao

    meropenem, amicacina e colistina. Entre os tratamentos, não foram observadas diferenças na
    ligação da IGIV à célula bacteriana. A ação combinada da IGIV com meropenem, amicacina
    e colistina frente isolados MDR de A. baumannii causa diversos danos à célula bacteriana, e
    quando associados ao soro humano, pode ser verificada uma grande destruição de células.
    Possibilitando observar in vitro que a IGIV associada ao meropenem, amicacina e colistina
    pode ser alternativa promissora no combate de infecções por A. baumannii MDR, visto danos
    morfológicos causados, similares aos danos provocados pelas combinações de
    antimicrobianos, além de IVIG não apresentar efeitos colaterais e toxicidade as células
    humanas. Assim, estes dados dão suporte à continuação do uso empírico e estimula análises in
    vivo com IGIV em busca de novas opções terapêuticas para IRAS.


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2
  • ANNA LIGIA DE CASTRO FIGUEIREDO
  • ESTUDO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR PÓS-TERAPÊUTICA EM PACIENTES CRÔNICOS COM ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA

  • Orientador : ANA LUCIA COUTINHO DOMINGUES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA LUCIA COUTINHO DOMINGUES
  • LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
  • FABIANA LETÍCIA DA SILVA
  • MARIA ALMERICE LOPES DA SILVA
  • SHEILLA ANDRADE DE OLIVEIRA
  • Data: 17/02/2020

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3
  • MELYNA CHAVES LEITE DE ANDRADE
  • LEVEDURAS CLÍNICAS DO COMPLEXO Candida parapsilosis: virulência e controle por ação do d-limoneno como bloqueador da morfogênese, aderência e crescimento

  • Orientador : REJANE PEREIRA NEVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • REJANE PEREIRA NEVES
  • DANIELLE PATRICIA CERQUEIRA MACEDO
  • SYLVIA MARIA DE LEMOS HINRICHSEN
  • CAROLINA MARIA DA SILVA
  • CICERO PINHEIRO INACIO
  • Data: 17/02/2020

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  • Nas últimas décadas a candidíase invasiva vem ocupando lugar de destaque no âmbito
    das infecções relacionadas à assistência a saúde, principalmente em pacientes gravemente
    doentes, como os portadores de neoplasias malignas. Esta micose representa mundialmente a
    terceira causa de infecções hospitalares, e dentre as leveduras, se destaca aquelas do complexo
    Candida parapsilosis, representando grande relevância clínica. Ademais, a frequência de
    isolamento deste complexo, vem sendo maior que de C. albicans, além dessas espécies
    possuirem alto potencial de virulência e patogenicidade. Aliado a isto, o surgimento de cepas
    resistentes e os efeitos tóxicos dos antifúngicos utilizados limitam a escolha terapêutica e

    contribuem para mau prognóstico. Dessa forma, o uso de um composto natural como o D-
    Limoneno surge como uma alternativa. Este composto possui atividade antimicrobiana

    descrita; no entanto, o mecanismo de ação e atividade antivirulência frente às espécies do
    complexo C. parapsilosis, até então, não estão elucidadas. Assim, este estudo teve como
    objetivo diagnosticar candidíase invasiva em pacientes oncológicos, caracterizar quanto ao
    potencial de virulência, bem como avaliar a ação antivirulência e antifúngica do D-Limoneno
    frente aos isolados do complexo. O diagnóstico da candidíase invasiva foi realizado por meio
    de exame direto e cultura e as cepas de leveduras isoladas foram purificadas e identificadas
    por técnica proteômica. Além disso, foram obtidas leveduras do complexo C. parapsilosis
    pertencentes a Coleção de Culturas Micoteca URM da Universidade Federal de Pernambuco.
    Os isolados foram submetidos a testes de susceptibilidade antifúnfica com drogas
    convencionais e com o D-Limoneno. Ainda foi avaliada a atividade antivirulência do
    limoneno frente a estas leveduras. No diagnóstico da candidíase invasiva em pacientes
    oncológicos foi verificado um número variado de espécies de Candida agentes de candidemia

    apresentando altas taxas de resistência aos antifúngicos. Ainda, foi constatado que o D-
    Limoneno exibiu atividade antifúngica frente às leveduras do complexo C. parapsilosis, além

    de uma excelente atividade antivirulência na inibição da morfogênese e aderência das
    leveduras ao epitélio humano. Este estudo foi o primeiro a avaliar a atividade antivirulência
    do D-Limoneno frente a leveduras do complexo C. parapsilosis o qual se mostrou promissor
    para o tratamento da candidíase invasiva por leveduras desse complexo e assim, contribuir
    para um melhor prognóstico e sobrevida dos pacientes.


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4
  • ELZA FERREIRA FIRMO
  • INVESTIGAÇÃO DE GENES DE RESISTÊNCIA A ANTIMICROBIANOS EM ISOLADOS CLÍNICOS DE ENTEROBACTÉRIAS MULTIDROGA-RESISTENTES PROVENIENTES DE HOSPITAIS DE RECIFE-PE: avaliação morfológica e ultraestrutural após ação antimicrobianos e análise de antibioticoterapia in vitro

  • Orientador : ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
  • PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
  • ISABELLA MACARIO FERRO CAVALCANTI
  • ALEXSANDRA MARIA LIMA SCAVUZZI
  • JANA MESSIAS SANDES
  • Data: 20/02/2020

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  • O objetivo desse estudo foi investigar a ocorrência de diferentes genes de resistência
    aos carbapenêmicos, aos aminoglicosídeos, e as polimixinas, em isolados clínicos MDR de
    enterobactérias provenientes de três hospitais de Recife- PE entre 2016 e 2018. Como também
    determinar, in vitro, a sinergia e a atividade bactericida das combinações de polimixina B,
    meropenem, amicacina e gentamicina, além de investigar a alterações ultraestruturais causadas
    por essas associações. Inicialmente, isolados clínicos de enterobactérias resistentes a pelo
    menos um aminoglicosídeo e a um carbapenêmico foram selecionadas para a investigação da
    ocorrência de genes codificadores de carbapenemases (blaOXA-48, blaNDM,
    blaKPC, blaGES, blaVIM, blaIMP e blaSME), enzimas modificadoras de aminoglicosídeos (EMAs)
    (aac(3)-Ia, aac(3)-IIa, aac(6')-Ib, ant (2")-Ia e aph(3')-VI), metilases 16S rRNA (armA, rmtD
    e rmtG) e o gene mcr-1. Esses isolados foram genotipados pela técnica ERIC-PCR
    (enterobacterial repetitive intergenic consensus polymerase chain reaction), a concentração
    inibitória mínima foi determinada por microdiluição em caldo e a detecção desses genes foram
    realizadas por PCR e sequenciamento. Foram obtidos no total 35 isolados, provenientes de
    diferentes espécimes, sendo: 16 isolados de Klebsiella pneumoniae, 10 de Proteus mirabilis e
    09 de Serratia marcescens uma alta variabilidade genética entre as espécies. Dentre eles, 89%
    apresentaram o gene blaKPC-2, 26% apresentaram o gene blaNDM-1 e 97% apresentaram genes
    EMAs. Esse é o primeiro relato publicado da associação dos genes blaNDM-1, blaKPC-2 e genes
    EMAs em isolados clínicos de K. pneumoniae, P. mirabilis e S. marcescens no Brasil. Após a
    caracterização fenotípica e genotípica, foram selecionados quatro isolados portadores do gene
    blaNDM-1 e resistentes a polimixina B, para determinação in vitro da ação das combinações
    antimicrobianas. Os isolados (K7R2 e K11R2) foram submetidos a combinações de polimixina
    B, meropenem, amicacina e gentamicina para investigação das atividades sinérgica e
    bactericida por meio das técnicas de checkerboard e time-kill. Polimixina B combinada com
    meropenem e com amicacina foram mais eficazes contra esses isolados. Os isolados P3R3 e
    S9U foram submetidos a combinações de meropenem com amicacina e gentamicina, além
    disso, foram selecionados para avaliação de alterações ultraestruturais causadas por essas
    combinações, através da microscopia eletrônica. Em ambos isolados a combinação de
    meropenem e gentamicina foi mais eficaz, porém no isolado P3R3 essa combinação foi
    bactericida com eliminação das células bacterianas após 6h da utilização desses
    antimicrobianos. Alterações ultraestruturais mais intensas foram observadas quando as células
    bacterianas foram expostas a combinações sinérgicas e bactericidas. Pode-se concluir que

    apesar da circulação de uma nova carbapenemase (NDM) em Recife-PE, o uso de
    antimicrobianos já conhecidos na prática clínica, como polimixina B, amicacina, meropenem e
    gentamicina, em associação, podem ser uma alternativa para a antibioticoterapia e para impedir
    a disseminação de espécies MDR. Adicionalmente, dados obtidos neste estudo alertam para a
    disseminação de genes de resistência aos carbapenêmicos e aminoglicosídeos entre isolados
    clínicos e relacionados clonalmente. O que pode indicar uma alta probabilidade de pacientes
    estarem servindo de reservatórios para bactérias portadoras dos genes blaNDM-1 e blaKPC-2 e
    outros determinantes de resistência.


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5
  • MARÍLIA DENISE DE SARAIVA BARBOSA
  • ANÁLISE DO TEMPO E DO CUSTO-EFETIVIDADE PARA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA TUBERCULOSE PULMONAR EM UM HOSPITAL NA PARAÍBA

  • Orientador : RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
  • VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
  • CONSTANTINO GIOVANNI BRAGA CARTAXO
  • CRISTINA WIDE PISSETTI
  • JULIANA PRADO GONÇALES
  • Data: 28/02/2020

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  • A Tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa com elevadas taxas de incidência
    e morbimortalidade no Brasil e no mundo. Os métodos convencionais disponíveis para o
    diagnóstico têm baixa acurácia e são lentos na liberação dos resultados, contribuindo para
    manter a cadeia de transmissibilidade da doença a partir dos pacientes não diagnosticados e,
    por conseguinte, não tratados. O GeneXpert (CEPHEID, SUNNYVALE, CA, USA) ou Teste
    Rápido Molecular para TB demonstrou, em estudos prévios, boa relação de custo-efetividade
    em países desenvolvidos, com baixa-média incidência de TB. Assim, este estudo teve por
    objetivo geral comparar o tempo e custo-efetividade para diagnóstico e tratamento da TB
    pulmonar (TBP), de acordo com as técnicas convencionais (baciloscopia) e o GeneXpert,
    utilizados no Complexo Hospitalar Clementino Fraga (CHCF), no estado da Paraíba, no
    período de 2015 a 2017. O banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de
    Notificação para TB (SINAN) foi utilizado para a realização de estudo transversal e analítico,
    com 1434 pacientes com TBP. Após o início do tratamento específico, foram estudados os
    desfechos cura, abandono e óbito. A Análise de Custo-Efetividade foi aplicada, utilizando os
    métodos de Análise Custo-Consequência (ACC), Razão Média de Custo-Efetividade, Árvore
    de Decisão e Razão Custo-Efetividade Incremental (RCEI). De acordo com os resultados, na
    Paraíba, o tempo do diagnóstico ao tratamento para TBP foi similar nos pacientes
    diagnosticados pelo método convencional e pelo GeneXpert no período de implantação da
    técnica molecular. A cura e o abandono foram maiores no grupo da baciloscopia (p< 0,05).
    Além disso, embora o GeneXpert possua um custo unitário maior comparado aos métodos
    convencionais, em situações como, por exemplo, abandono ou óbito, haverá um custo maior
    vinculado a Baciloscopia quando comparado ao GeneXpert. Sendo assim, o GeneXpert pode
    ser considerado mais custo-efetivo em longo prazo.


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  • RITA DE CASSIA ALBUQUERQUE SOARES
  • ESTUDO DE CASO-CONTROLE PARA AVALIAR A TUBULOPATIA RENAL PROXIMAL (TRP) RELACIONADA AO TENOFOVIR EM PESSOAS VIVENDO COM HIV (PVHIV)

  • Orientador : HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
  • VERA MAGALHAES DA SILVEIRA
  • LUCAS ANDRE CAVALCANTI BRANDAO
  • RAFAEL LIMA GUIMARAES
  • KLEDOALDO OLIVEIRA DE LIMA
  • Data: 04/03/2020

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  • O tenofovir (TDF) é um antirretroviral introduzido, no Brasil, ao esquema básico para
    o tratamento antirretroviral. A tubulopatia renal proximal (TRP) induzida por TDF é um
    desafio na prática clínica. Este estudo estimou o risco e verificou a associação entre o uso de
    tenofovir com o desenvolvimento da TRP em pessoas que vivem com HIV (PVHIV),
    atendidos no Hospital das Clínicas (Universidade Federal de Pernambuco), de 2016 a 2018.
    Comparamos o risco do desenvolvimento da TRP em tratados e não tratados com TDF e
    verificamos associações entre a TRP às diversas características socioeconômicas, clínicas e
    farmacogenéticas. Trata-se de um estudo epidemiológico do tipo caso-controle. Os “casos”
    preencheram os critérios para o diagnóstico da TRP, o qual foi determinado na presença de
    duas ou mais das seguintes anormalidades: glicosúria em não diabéticos; acidose metabólica;
    fração da excreção de ácido úrico e fósforo aumentada, reabsorção tubular do fósforo
    diminuída β2-microglobulinúria. Foram analisados oito polimorfismos de um único
    nucleotídeo nos genes: ABCC2, ABCC4, ABCC10 e SLC28A2, com genotipagem realizada
    com a tecnologia de sondas TaqMan na plataforma de PCR em tempo real ABI 7500. Das 204
    PVHIV, 38 (18,5%) PVHIV preencheram os critérios para o diagnóstico de TRP (casos),
    64,2% foram do sexo masculino, A média de idade foi de 45,6 anos e a média de uso de
    TARV foi de 4,6 anos. Em uma análise multivariada, o uso do TDF (OR=12,9), o uso de TDF
    por mais de três anos (OR=4,84), em indivíduos mais velhos (OR=1,06), uso de IP ́s (OR=3,3),
    de anti-hipertensivos (OR=12,3) e anticonvulsivantes (OR=61,08) apresentaram associação
    com o risco de desenvolver a TRP. O genótipo C/T do SNP rs3740066 do gene ABCC2 esteve
    associado com o aumento de ácido úrico excretado na urina (p-valor= 0.002) e aumento da
    fração do fósforo excretado (p-valor 0.0041). O genótipo T/T do rs11854484 do gene

    SLC28A2 também esteve associado ao aumento de ácido úrico excretado na urina (p-
    valor=0.027). O genótipo T/T do rs3740066 do gene ABCC2 esteve associado com menor

    concentração venosa de bicarbonato (p-valor= 0.012). Alguns genótipos estiveram associados
    com o aumento de excreção da β2-microglobulina: genótipos A/G do rs8187710 do gene
    ABCC2 (p-valor=0.003) e do gene ABCC4, os genótipos A/G do rs1059751 (p-valor 0.023),
    G/G do rs1059751 (p-valor=0.030) e C/C do rs3742106 (p-valor= 0.041), o que sugere uma
    possível utilização do mesmo no monitoramento dos pacientes sob uso de TDF para a detecção
    precoce da TRP e preservação da função renal.


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