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Dissertações |
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MARIA TEREZA ESTEVAM VAZ
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PREVALÊNCIA DO ANTICORPO CONTRA O VÍRUS DA HEPATITE C EM ADULTOS ATENDIDOS NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DA FAMÍLIA DO MUNICÍPIO DE ARCOVERDE, PERNAMBUCO.
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Orientador : EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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CAROLLINE DE ARAÚJO MARIZ
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PAULA CAROLINA VALENCA SILVA
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PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
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Data: 26/01/2024
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A infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) continua sendo um problema de saúde pública, devido a sua prevalência e possibilidade de evoluir para cirrose e carcinoma hepatocelular. Mesmo com a queda da sua incidência nos últimos anos, em virtude dos cuidados e dos novos antivirais (DAA), a identificação dos infectados persiste sendo um desafio para a eliminação do HCV até 2030. Este estudo objetivou estimar a prevalência do anti-HCV e descrever os fatores sócio-demográficos e comportamentais de risco associados à infecção, em indivíduos nas salas de espera de Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de Arcoverde, Pernambuco. Trata-se de estudo do tipo transversal, descritivo, envolvendo indivíduos de ambos os sexos, acima de 18 anos, entre julho de 2022 e março de 2023. O município acomoda 77.586 indivíduos, dos quais 90% reside na zona urbana e dispõe de 25 UBS, sendo 23 na região urbana, das quais foram escolhidas 10 de forma que abrangesse todas as áreas da cidade. O tamanho amostral calculado foi 785 unidades amostrais. Após consentimento formal, os participantes realizaram teste rápido para pesquisa do anti-HCV (ABON-HCV) e responderam questionário com dados sócio-demográficos e comportamentos de risco. Os casos positivos foram orientados a procurar Serviço médico especializado da Prefeitura. Foram avaliados 800 indivíduos (79,5% do sexo feminino), com média de idade de 46,81 anos (± 15,78 anos). Cinco testes resultaram positivos (0,62%), sendo 4 mulheres e 1 homem, que apresentaram média de idade mais elevada (69,4 ± 6,7 anos) do que a dos casos negativos (46,7 ± 15,7 anos); (p = 0,001). Todos os 5 casos positivos apresentavam mais de 60 anos e referiam comportamentos de risco (uso de seringas de vidro, cirurgias ou transfusão de sangue) no passado. Nenhum dos casos com anti-HCV referiu o uso de drogas ilícitas, tatuagens ou piercings. Quatro dentre os 5 indivíduos positivos referiram tratamento prévio contra o HCV e apresentavam HCV-RNA negativos (RVS), consultando-se as informações no Serviço médico da Prefeitura. Em conclusão, esse estudo revelou baixa prevalência do anti-HCV, embora esteja próxima daquela que vem sendo estimada em algumas estimativas recentes, sendo o anticorpo mais frequente naqueles com idade mais avançada e que referiram comportamentos de risco no passado. Estes achados poderão contribuir na elaboração de políticas de rastreamento e diagnóstico da infecção pelo HCV, para a eliminação deste agente viral no Brasil até 2030. Propõe-se que nos municípios com menor densidade populacional, maior atenção seja dirigida aos indivíduos idosos (baby boomers), já que o uso de drogas ilícitas, tatuagens e piercings são pouco descritos nessas localidades.
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A infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) continua sendo um problema de saúde pública, devido a sua prevalência e possibilidade de evoluir para cirrose e carcinoma hepatocelular. Mesmo com a queda da sua incidência nos últimos anos, em virtude dos cuidados e dos novos antivirais (DAA), a identificação dos infectados persiste sendo um desafio para a eliminação do HCV até 2030. Este estudo objetivou estimar a prevalência do anti-HCV e descrever os fatores sócio-demográficos e comportamentais de risco associados à infecção, em indivíduos nas salas de espera de Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de Arcoverde, Pernambuco. Trata-se de estudo do tipo transversal, descritivo, envolvendo indivíduos de ambos os sexos, acima de 18 anos, entre julho de 2022 e março de 2023. O município acomoda 77.586 indivíduos, dos quais 90% reside na zona urbana e dispõe de 25 UBS, sendo 23 na região urbana, das quais foram escolhidas 10 de forma que abrangesse todas as áreas da cidade. O tamanho amostral calculado foi 785 unidades amostrais. Após consentimento formal, os participantes realizaram teste rápido para pesquisa do anti-HCV (ABON-HCV) e responderam questionário com dados sócio-demográficos e comportamentos de risco. Os casos positivos foram orientados a procurar Serviço médico especializado da Prefeitura. Foram avaliados 800 indivíduos (79,5% do sexo feminino), com média de idade de 46,81 anos (± 15,78 anos). Cinco testes resultaram positivos (0,62%), sendo 4 mulheres e 1 homem, que apresentaram média de idade mais elevada (69,4 ± 6,7 anos) do que a dos casos negativos (46,7 ± 15,7 anos); (p = 0,001). Todos os 5 casos positivos apresentavam mais de 60 anos e referiam comportamentos de risco (uso de seringas de vidro, cirurgias ou transfusão de sangue) no passado. Nenhum dos casos com anti-HCV referiu o uso de drogas ilícitas, tatuagens ou piercings. Quatro dentre os 5 indivíduos positivos referiram tratamento prévio contra o HCV e apresentavam HCV-RNA negativos (RVS), consultando-se as informações no Serviço médico da Prefeitura. Em conclusão, esse estudo revelou baixa prevalência do anti- HCV, embora esteja próxima daquela que vem sendo estimada em algumas estimativas recentes, sendo o anticorpo mais frequente naqueles com idade mais avançada e que referiram comportamentos de risco no passado. Estes achados poderão contribuir na elaboração de políticas de rastreamento e diagnóstico da infecção pelo HCV, para a eliminação deste agente viral no Brasil até 2030. Propõe-se que nos municípios com menor densidade populacional, maior atenção seja dirigida aos indivíduos idosos (baby boomers), já que o uso de drogas ilícitas, tatuagens e piercings são pouco descritos nessas localidades.
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BRUNO ALMEIDA SILVA
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AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS SÉRICOS DE E, P E L-SELECTINAS, ICAM-1 E VCAM-1 EM PESSOAS VIVENDO COM HIV E DO EFEITO DA TERAPIA ANTIRETROVIRAL INCLUINDO O DOLUTEGRAVIR SOBRE ESSES NÍVEIS.
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Orientador : VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
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MEMBROS DA BANCA :
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LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
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VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
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LEYLLANE RAFAEL MOREIRA
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Data: 20/02/2024
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Em busca de novos biomarcadores para entender a patogênese do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e sua progressão para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), a molécula de adesão celular vascular solúvel 1 (sVCAM-1), a molécula de adesão intercelular solúvel (sICAM-1), a sL-selectina solúvel (sCD62L), sE-selectina solúvel (sCD62E) e a sP- selectina (sCD62P) surgiram como moléculas promissoras na busca por novos biomarcadores na infecção pelo HIV. Portanto, este estudo teve como objetivo comparar os níveis séricos de sVCAM-1, sICAM-1, sCD62E, sCD62L e sCD62P em pessoas vivendo com HIV (PVHIV) e avaliar o efeito da terapia antirretroviral sobre esses níveis. Nosso estudo foi composto por 200 indivíduos. Dessa amostragem, 40 indivíduos não eram infectados e formaram o Grupo Controle. Os pacientes infectados foram divididos de duas formas diferentes, 118 PVHIV virgens de tratamento formaram os grupos: 1) Grupo AIDS (N=56, CD4 + < 350 células/mm3) e 2) Grupo NO-AIDS (N=62, CD4>350 células/mm3) para a comparação entre a gravidade da infecção. Para a análise do efeito da TARV, 16 PVHIV tiveram suas amostras coletadas em dois tempos: AT2M (antes de iniciar o tratamento) e AP2M (após 2 meses de TARV), outras 17 PVHIV tiveram suas amostras coletadas nos tempos: AT4M (antes do início do tratamento e AP4M (após 4 meses de TARV). Nossos resultados mostraram que níveis mais baixos de sVCAM-1 estavam presentes em indivíduo do Grupo AIDS em comparação com os indivíduos do Grupo Controle (p < 0.0001) e do grupo NO-AIDS (p < 0.0001), níveis mais elevados de sCD62E estavam presentes nos grupos AIDS e NO-AIDS quando comparados com o Grupo Controle (p= 0.0322 e 0.0281, respectivamente). Na análise do impacto do tratamento, observamos que sVCAM-1 aumentou significativamente depois de dois meses e quatro meses do início da TARV e sE-selectina e sL-selectina se mantiveram elevadas nos PVHIV quando comparado ao Grupo Controle após dois e quatro meses de tratamento. Nossos resultados mostram que os níveis da molécula sVCAM-1 são mais baixos em pessoas com comprometimento imunológico grave. Isso mostra que sVCAM-1 tem o potencial de ser usado como um biomarcador para a progressão clínica do HIV. Além disso, sCD62E aumenta após a infecção pelo HIV, o que indica uma maior ativação endotelial. Além disso, os níveis de sVCAM-1 retornaram aos patamares do Grupo Controle, porém sL-selectina e sE-selectina permanecem elevadas em relação ao grupo controle mesmo após 4 meses de tratamento, indicando uma ativação endotelial e leucocitária persistente.
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Em busca de novos biomarcadores para entender a patogênese do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e sua progressão para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), a molécula de adesão celular vascular solúvel 1 (sVCAM-1), a molécula de adesão intercelular solúvel (sICAM-1), a sL-selectina solúvel (sCD62L), sE-selectina solúvel (sCD62E) e a sP- selectina (sCD62P) surgiram como moléculas promissoras na busca por novos biomarcadores na infecção pelo HIV. Portanto, este estudo teve como objetivo comparar os níveis séricos de sVCAM-1, sICAM-1, sCD62E, sCD62L e sCD62P em pessoas vivendo com HIV (PVHIV) e avaliar o efeito da terapia antirretroviral sobre esses níveis. Nosso estudo foi composto por 200 indivíduos. Dessa amostragem, 40 indivíduos não eram infectados e formaram o Grupo Controle. Os pacientes infectados foram divididos de duas formas diferentes, 118 PVHIV virgens de tratamento formaram os grupos: 1) Grupo AIDS (N=56, CD4 + < 350 células/mm3) e 2) Grupo NO-AIDS (N=62, CD4>350 células/mm3) para a comparação entre a gravidade da infecção. Para a análise do efeito da TARV, 16 PVHIV tiveram suas amostras coletadas em dois tempos: AT2M (antes de iniciar o tratamento) e AP2M (após 2 meses de TARV), outras 17 PVHIV tiveram suas amostras coletadas nos tempos: AT4M (antes do início do tratamento e AP4M (após 4 meses de TARV). Nossos resultados mostraram que níveis mais baixos de sVCAM-1 estavam presentes em indivíduo do Grupo AIDS em comparação com os indivíduos do Grupo Controle (p < 0.0001) e do grupo NO-AIDS (p < 0.0001), níveis mais elevados de sCD62E estavam presentes nos grupos AIDS e NO-AIDS quando comparados com o Grupo Controle (p= 0.0322 e 0.0281, respectivamente). Na análise do impacto do tratamento, observamos que sVCAM-1 aumentou significativamente depois de dois meses e quatro meses do início da TARV e sE-selectina e sL-selectina se mantiveram elevadas nos PVHIV quando comparado ao Grupo Controle após dois e quatro meses de tratamento. Nossos resultados mostram que os níveis da molécula sVCAM-1 são mais baixos em pessoas com comprometimento imunológico grave. Isso mostra que sVCAM-1 tem o potencial de ser usado como um biomarcador para a progressão clínica do HIV. Além disso, sCD62E aumenta após a infecção pelo HIV, o que indica uma maior ativação endotelial. Além disso, os níveis de sVCAM-1 retornaram aos patamares do Grupo Controle, porém sL-selectina e sE-selectina permanecem elevadas em relação ao grupo controle mesmo após 4 meses de tratamento, indicando uma ativação endotelial e leucocitária persistente.
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GREICILENE MARIA RODRIGUES ALBUQUERQUE
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POTENCIAL ANTIFÚNGICO DE BIOPRODUTOS DE FUNGOS ENDOFÍTICOS DA CAATINGA FRENTE A ESPÉCIES DE Candida RESISTENTES AO FLUCONAZOL
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Orientador : REJANE PEREIRA NEVES
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MEMBROS DA BANCA :
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DANIELLE PATRICIA CERQUEIRA MACEDO
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MARIA FLAVIANA BEZERRA MORAIS BRAGA
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REJANE PEREIRA NEVES
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Data: 26/02/2024
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O surgimento e disseminação de espécies resistentes de Candida é um problema crescente mundialmente. Esse panorama é especialmente relevante, sobretudo no Brasil, que recomenda, em seus guidelines, a utilização do fluconazol como opção ao tratamento de infecções por espécies de Candida. Paralelamente, há uma nítida limitação na oferta de drogas comerciais e de novos compostos com potencial antifúngico, em especial, a partir de fontes naturais como os fungos. Desde a descoberta da penicilina, até os dias de hoje, os fungos representam importantes biofábricas potenciais a descoberta de metabólitos. Nesse sentido, fungos endofíticos de regiões inóspitas, como aqueles presentes no bioma caatinga, podem constituir uma alternativa promissora a descoberta de substancias que se mostrem eficazes frente a fungos patogênicos. Diante deste contexto, o objetivo da proposta consistiu em caracterizar o potencial antimicrobiano de bioprodutos obtidos de fungos endofíticos, isolados de cactos da caatinga, frente a espécies de Candida resistentes ao fluconazol. Assim, para obtenção dos objetivos propostos o desenho experimental consistiu na determinação da atividade antifúngica in vitro das células planctônicas frente aos metabólitos secundários dos fungos endofíticos. Os metabólitos secundários foram obtidos através de crescimento em meio líquido constituído de batata. Os endotíticos foram cultivados sob rotação constante por 15 dias a 28°C, filtrados em papel filtro e submetidos a liofilização. Após a obtenção do extrato, este foi submetido a partição em acetato de etila para obtenção dessa fração. Foi utilizado o método de microdiluição em caldo segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute-CLSI para determinação do perfil de susceptibilidade ao fluconazol e novas substâncias. Os metabólitos secundários foram caracterizados quanto a sua constituição química através de cromatografia em camada delgada. Foi observado que os extratos brutos das espécies Tritirachium dependens, Diaporthe caatingaensis e Penicillium alagoense exibiram os melhores resultados ao se utilizar o extrato bruto frente a Candida albicans e C. tropicalis. A atividade antifúngica da fração de acetato de etila dos extratos brutos mostrou resultados promissores com concentrações inibitórias mínimas de 2 a 0,03 mg/mL, sendo os extratos de Penicillium alagoense aqueles com maior potencial de inibição de isolados de Candida. A caracterização química dos extratos dos fungos endofíticos do estudo não foram distintas, mesmo entre isolados de uma mesma espécie. Todos os extratos apresentaram frações de flavonoides, taninos e terpenos/esteróides. Nenhum extrato exibiu a presença de antracênicos e os demais exibiram a presença de uma ou mais frações de derivados cinâmicos, taninos, cumarinas, saponinas e alcalóides. A partir do reportado aqui, é possível concluir que fungos endofíticos da caatinga exibem potencial antifúngico promissor, especialmente Tritirachium dependes, Diaporthe caatingaensis e Penicillium alagoenses contra isolados de Candida. Assim, estudos futuros são necessários com a utilização das frações isoladas, tendo em vista o potencial de caracterizar as substâncias responsáveis pela inibição de Candida.
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O surgimento e disseminação de espécies resistentes de Candida é um problema crescente mundialmente. Esse panorama é especialmente relevante, sobretudo no Brasil, que recomenda, em seus guidelines, a utilização do fluconazol como opção ao tratamento de infecções por espécies de Candida. Paralelamente, há uma nítida limitação na oferta de drogas comerciais e de novos compostos com potencial antifúngico, em especial, a partir de fontes naturais como os fungos. Desde a descoberta da penicilina, até os dias de hoje, os fungos representam importantes biofábricas potenciais a descoberta de metabólitos. Nesse sentido, fungos endofíticos de regiões inóspitas, como aqueles presentes no bioma caatinga, podem constituir uma alternativa promissora a descoberta de substancias que se mostrem eficazes frente a fungos patogênicos. Diante deste contexto, o objetivo da proposta consistiu em caracterizar o potencial antimicrobiano de bioprodutos obtidos de fungos endofíticos, isolados de cactos da caatinga, frente a espécies de Candida resistentes ao fluconazol. Assim, para obtenção dos objetivos propostos o desenho experimental consistiu na determinação da atividade antifúngica in vitro das células planctônicas frente aos metabólitos secundários dos fungos endofíticos. Os metabólitos secundários foram obtidos através de crescimento em meio líquido constituído de batata. Os endotíticos foram cultivados sob rotação constante por 15 dias a 28°C, filtrados em papel filtro e submetidos a liofilização. Após a obtenção do extrato, este foi submetido a partição em acetato de etila para obtenção dessa fração. Foi utilizado o método de microdiluição em caldo segundo o Clinical and Laboratory Standards Institute-CLSI para determinação do perfil de susceptibilidade ao fluconazol e novas substâncias. Os metabólitos secundários foram caracterizados quanto a sua constituição química através de cromatografia em camada delgada. Foi observado que os extratos brutos das espécies Tritirachium dependens, Diaporthe caatingaensis e Penicillium alagoense exibiram os melhores resultados ao se utilizar o extrato bruto frente a Candida albicans e C. tropicalis. A atividade antifúngica da fração de acetato de etila dos extratos brutos mostrou resultados promissores com concentrações inibitórias mínimas de 2 a 0,03 mg/mL, sendo os extratos de Penicillium alagoense aqueles com maior potencial de inibição de isolados de Candida. A caracterização química dos extratos dos fungos endofíticos do estudo não foram distintas, mesmo entre isolados de uma mesma espécie. Todos os extratos apresentaram frações de flavonoides, taninos e terpenos/esteróides. Nenhum extrato exibiu a presença de antracênicos e os demais exibiram a presença de uma ou mais frações de derivados cinâmicos, taninos, cumarinas, saponinas e alcalóides. A partir do reportado aqui, é possível concluir que fungos endofíticos da caatinga exibem potencial antifúngico promissor, especialmente Tritirachium dependes, Diaporthe caatingaensis e Penicillium alagoenses contra isolados de Candida. Assim, estudos futuros são necessários com a utilização das frações isoladas, tendo em vista o potencial de caracterizar as substâncias responsáveis pela inibição de Candida.
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ERICK BARRETO PORDEUS
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ÍNDICES HEMATOLÓGICOS COMO PREDITORES DE DESFECHOS INTRA-HOSPITALARES DESFAVORÁVEIS EM PACIENTES COM COVID-19.
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Orientador : PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
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MEMBROS DA BANCA :
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HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
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CARLOS ALEXANDRE ANTUNES DE BRITO
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CLAUDIA FERNANDA DE LACERDA VIDAL
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Data: 29/02/2024
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A instalação da pandemia pelo SARS-CoV2 em 2020, foi responsável por desafios nos hospitais, destacando o enfrentamento à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O impacto causado na saúde pública, a dificuldade de suporte terapêutico adequado e a ineficaz alocação de recursos críticos, influenciou nos altos índices de mortalidade em alguns momentos da pandemia. Os marcadores clínicos e laboratoriais, assim como escores múltiplos capazes de predizer o risco individual, foram estudados nesses pacientes críticos. Revisando-se a literatura médica, a utilização da Relação Neutrófilo-Linfócitos (RNL), Relação Plaqueta-Linfócitos (RPL) e Relação Linfócito-Monócitos (RLM) foi estabelecida em neoplasias, infecções e doenças autoimunes, observando-se uma correlação diagnóstica e prognóstica, sugerindo quando alterados, serem preditores de inflamação sistêmica. Nos pacientes com alterações nestes índices hematológicos eles estiveram associados a desfechos desfavoráveis. Este estudos se propôs a investigar em pacientes com COVID-19 se o aumento das RNL, RPL e redução da RLM são capazes de predizer, óbito intra-hospitalar, necessidade de ventilação mecânica invasiva e de terapia renal substitutiva. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo, realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE), que acompanhou 309 pacientes durante o período de abril de 2020 e outubrro de 2021. Foi observado no Hospital que 34% necessitou de UTI, 26% de AVMII e que 21% evoluíram com óbito. A curva ROC demonstrou valor de maior acurácia da RNL ≥ 5,24 que esteve associado ao óbito. A análise multivariada, demonstrou que a idade, necessidade de internamento em UTI e RNL alterada emergiram como elementos associados com a sobrevida intra-hospitalar. Estes resultados demonstram que os índices RNL, RPL e RLM são úteis para a estratificação de risco em pacientes hospitalizados por COVID-19, oferecendo um panorama sobre o prognóstico desses pacientes e indicando a necessidade de intervenções específicas.
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A instalação da pandemia pelo SARS-CoV2 em 2020, foi responsável por desafios nos hospitais, destacando o enfrentamento à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O impacto causado na saúde pública, a dificuldade de suporte terapêutico adequado e a ineficaz alocação de recursos críticos, influenciou nos altos índices de mortalidade em alguns momentos da pandemia. Os marcadores clínicos e laboratoriais, assim como escores múltiplos capazes de predizer o risco individual, foram estudados nesses pacientes críticos. Revisando-se a literatura médica, a utilização da Relação Neutrófilo-Linfócitos (RNL), Relação Plaqueta-Linfócitos (RPL) e Relação Linfócito-Monócitos (RLM) foi estabelecida em neoplasias, infecções e doenças autoimunes, observando-se uma correlação diagnóstica e prognóstica, sugerindo quando alterados, serem preditores de inflamação sistêmica. Nos pacientes com alterações nestes índices hematológicos eles estiveram associados a desfechos desfavoráveis. Este estudos se propôs a investigar em pacientes com COVID-19 se o aumento das RNL, RPL e redução da RLM são capazes de predizer, óbito intra-hospitalar, necessidade de ventilação mecânica invasiva e de terapia renal substitutiva. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo, realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE), que acompanhou 309 pacientes durante o período de abril de 2020 e outubrro de 2021. Foi observado no Hospital que 34% necessitou de UTI, 26% de AVMII e que 21% evoluíram com óbito. A curva ROC demonstrou valor de maior acurácia da RNL ≥ 5,24 que esteve associado ao óbito. A análise multivariada, demonstrou que a idade, necessidade de internamento em UTI e RNL alterada emergiram como elementos associados com a sobrevida intra-hospitalar. Estes resultados demonstram que os índices RNL, RPL e RLM são úteis para a estratificação de risco em pacientes hospitalizados por COVID-19, oferecendo um panorama sobre o prognóstico desses pacientes e indicando a necessidade de intervenções específicas.
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RONYLLTON BRITO COSTA
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IL-1β E SUA RELAÇÃO COM GRAVIDADE DE COVID-19
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Orientador : PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
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MEMBROS DA BANCA :
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HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
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JULIANA PRADO GONÇALES
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LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
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Data: 29/02/2024
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A COVID-19 pode se apresentar de forma grave ou crítica quando ocorre um estado de hiperinflamação, a “tempestade de citocinas”, e a interleucina-1 (IL-1) tem papel primordial nesta cascata inflamatória. IL-1β é uma citocina pró-inflamatória arquetípica que ativa fatores-chave de transcrição associados a respostas inflamatórias e imunológicas. Este estudo teve como objetivo identificar o perfil de IL- 1β nas formas graves de COVID-19, correlacioná-lo com outros marcadores inflamatórios e analisar a evolução desses pacientes. Foram realizadas três medidas para cada paciente com intervalo de 3 dias, sendo a primeira na admissão. Foram incluídos 49 pacientes com diagnóstico de Covid-19, 59,2% do sexo masculino, 65,3% utilizaram ventilação mecânica e a taxa de mortalidade foi de 30,6%. Apenas 4 medições de IL-1β foram positivas. Em relação aos testes inflamatórios, a proteína C reativa foi maior na primeira dose e continuou caindo, a lactato desidrogenase não teve alterações significativas, a ferritina permaneceu elevada, o D-dímero estava elevado. O total de leucócitos, neutrófilos e linfócitos estava aumentando. Conclusões: Os dados indicaram que a IL-1β apresentou níveis séricos baixos nas formas graves de COVID-19. Mais estudos avaliando a IL-1β são necessários para melhor compreender sua imunopatologia e associação com outros fatores que podem alterar os níveis séricos.
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A COVID-19 pode se apresentar de forma grave ou crítica quando ocorre um estado de hiperinflamação, a “tempestade de citocinas”, e a interleucina-1 (IL-1) tem papel primordial nesta cascata inflamatória. IL-1β é uma citocina pró-inflamatória arquetípica que ativa fatores-chave de transcrição associados a respostas inflamatórias e imunológicas. Este estudo teve como objetivo identificar o perfil de IL- 1β nas formas graves de COVID-19, correlacioná-lo com outros marcadores inflamatórios e analisar a evolução desses pacientes. Foram realizadas três medidas para cada paciente com intervalo de 3 dias, sendo a primeira na admissão. Foram incluídos 49 pacientes com diagnóstico de Covid-19, 59,2% do sexo masculino, 65,3% utilizaram ventilação mecânica e a taxa de mortalidade foi de 30,6%. Apenas 4 medições de IL-1β foram positivas. Em relação aos testes inflamatórios, a proteína C reativa foi maior na primeira dose e continuou caindo, a lactato desidrogenase não teve alterações significativas, a ferritina permaneceu elevada, o D-dímero estava elevado. O total de leucócitos, neutrófilos e linfócitos estava aumentando. Conclusões: Os dados indicaram que a IL-1β apresentou níveis séricos baixos nas formas graves de COVID-19. Mais estudos avaliando a IL-1β são necessários para melhor compreender sua imunopatologia e associação com outros fatores que podem alterar os níveis séricos.
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THAYSA CAROLINA GONÇALVES SILVA
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AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DE POLIMORFISMOS DA REGIÃO PROMOTORA DO GENE DA METALOPROTEINASE MMP-3 (-1171 5A/ 6A) NA FIBROSE PERIPORTAL DE ESQUISTOSSOMÓTICOS EM PERNAMBUCO.
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Orientador : ANA LUCIA COUTINHO DOMINGUES
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA VIRGINIA MATOS SA BARRETO
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EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
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JULIANA PRADO GONÇALES
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Data: 01/03/2024
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Na esquistossomose mansoni, a fibrose periportal é resultante de uma reação inflamatória intensa em razão da permanência de ovos do parasita no espaço portal, caracterizada pela deposição de colágeno e proteínas da matriz extracelular. Esta fibrose é o resultado de um processo de síntese e degradação da matriz extracelular (MEC), que conta com a ação das metaloproteinases. Polimorfismos da região promotora dos genes das metaloproteinases influenciam na expressão gênica e podem causar desequilibro na síntese e degradação da MEC. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi determinar associação entre o polimorfismo da região promotora do e MMP-3 (-11716A/5A) com a gravidade da fibrose periportal de pacientes com a forma hepatoesplênica e FPP padrão E ou F comparados à pacientes com a forma hepatointestinal e FPP padrão A, B ou C. As amostras de DNA utilizadas foram submetidas à ensaios de Reação em Cadeia da Polimerase, seguido de polimorfismos de fragmentos de restrição de comprimento (RFLP), com digestão por enzima de restrição Psyl para análise da associação entre os polimorfismos e a gravidade da fibrose periportal. A casuística foi formada por 242 pacientes com esquistossomose mansoni divididos em dois grupos, sendo o grupo 1 formado por 123 pacientes com a forma hepatoesplênica (padrão E ou F de fibrose) e o grupo 2 formado de 119 pacientes com a forma hepatointestinal (padrão A, B ou C de fibrose), diagnosticados por meio de ultrassonografia de abdome. Houve associação estatisticamente significante limítrofe entre o sexo masculino e a forma HE (OR= 1,7155; IC 95% [1,0227-2,8925]; p-valor= 0,0536), bem como, indivíduos com idade acima de 41 anos, também apresentaram uma maior chance de desenvolver esta forma clínica da doença (OR= 2,8299; IC 95% [1,5211-5,2650]; p-valor= 0,0014), com maior ênfase em indivíduos acima de 61 anos (OR= 8,5541; IC 95% [3,6895-19,8326], p- valor= 0,0000). Não houve associação estatisticamente significante entre o polimorfismo 5A/6A MMP-3 entre os grupos clínicos HI e HE. Os resultados encontrados indicam que não há associação entre o polimorfismo MMP-3 (5A>6A) e o desenvolvimento de padrões mais graves da FPP, entretanto, novos estudos são necessários para melhor compreensão do impacto desse polimorfismo. Além disso, o sexo masculino e idade acima de 41 anos foram fatores preditivos para forma HE da doença, nesta população brasileira.
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Na esquistossomose mansoni, a fibrose periportal é resultante de uma reação inflamatória intensa em razão da permanência de ovos do parasita no espaço portal, caracterizada pela deposição de colágeno e proteínas da matriz extracelular. Esta fibrose é o resultado de um processo de síntese e degradação da matriz extracelular (MEC), que conta com a ação das metaloproteinases. Polimorfismos da região promotora dos genes das metaloproteinases influenciam na expressão gênica e podem causar desequilibro na síntese e degradação da MEC. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi determinar associação entre o polimorfismo da região promotora do e MMP-3 (-11716A/5A) com a gravidade da fibrose periportal de pacientes com a forma hepatoesplênica e FPP padrão E ou F comparados à pacientes com a forma hepatointestinal e FPP padrão A, B ou C. As amostras de DNA utilizadas foram submetidas à ensaios de Reação em Cadeia da Polimerase, seguido de polimorfismos de fragmentos de restrição de comprimento (RFLP), com digestão por enzima de restrição Psyl para análise da associação entre os polimorfismos e a gravidade da fibrose periportal. A casuística foi formada por 242 pacientes com esquistossomose mansoni divididos em dois grupos, sendo o grupo 1 formado por 123 pacientes com a forma hepatoesplênica (padrão E ou F de fibrose) e o grupo 2 formado de 119 pacientes com a forma hepatointestinal (padrão A, B ou C de fibrose), diagnosticados por meio de ultrassonografia de abdome. Houve associação estatisticamente significante limítrofe entre o sexo masculino e a forma HE (OR= 1,7155; IC 95% [1,0227-2,8925]; p-valor= 0,0536), bem como, indivíduos com idade acima de 41 anos, também apresentaram uma maior chance de desenvolver esta forma clínica da doença (OR= 2,8299; IC 95% [1,5211-5,2650]; p-valor= 0,0014), com maior ênfase em indivíduos acima de 61 anos (OR= 8,5541; IC 95% [3,6895-19,8326], p- valor= 0,0000). Não houve associação estatisticamente significante entre o polimorfismo 5A/6A MMP-3 entre os grupos clínicos HI e HE. Os resultados encontrados indicam que não há associação entre o polimorfismo MMP-3 (5A>6A) e o desenvolvimento de padrões mais graves da FPP, entretanto, novos estudos são necessários para melhor compreensão do impacto desse polimorfismo. Além disso, o sexo masculino e idade acima de 41 anos foram fatores preditivos para forma HE da doença, nesta população brasileira.
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AMANDA GABRIELA DA SILVA
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IMPLEMENTAÇÃO DO DIAGNÓSTICO MOLECULAR POR NESTED PCR PARA ESPOROTRICOSE HUMANA
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Orientador : REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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MARIA DANIELA SILVA BUONAFINA PAZ
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REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
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REJANE PEREIRA NEVES
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Data: 07/03/2024
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O diagnóstico padrão-ouro da esporotricose é o isolamento de Sporothrix sp. em meios de cultura, todavia, é um teste demorado e suscetível de contaminação. Neste sentido, métodos moleculares como a Nested PCR vêm ganhando cada vez mais espaço no manejo de diversas infecções, visto que é uma ferramenta para a identificação rápida e precisa de microrganismos, seja a partir de uma cultura pura ou diretamente em amostras biológicas. Diante do exposto, o objetivo desse estudo foi aplicar um protocolo molecular de Nested PCR para a detecção e identificação rápida de Sporothrix sp. O mapeamento epidemiológico dos pacientes envolvidos na pesquisa foi realizado a partir da análise dos prontuários. Foram incluídos no estudo, 12 pacientes onde sete (58,3%; n=7/12) eram homens. A idade média dos pacientes independente do sexo foi de 44 anos. A esporotricose disseminada foi diagnosticada em 33,3% (n=4/12) dos casos, além disso, a hipertensão arterial sistêmica e o HIV foram associados a esta infecção. Com relação a fonte de infecção, 75,0% (n=9/12) dos pacientes relataram contato com gatos por meio de arranhadura ou mordedura. Treze amostras, seis de biópsias cutâneas, cinco de exsudados cutâneos e duas de secreção conjuntival, foram obtidas de pacientes diagnosticados com esporotricose. O sequenciamento do gene da calmodulina identificou todos os isolados como S. brasiliensis. A Nested PCR foi capaz de detectar todos os Sporothrix sensu lato diretamente de amostras clínicas e a cepa de referência CBS 120339. O protocolo de Nested PCR destaca-se como uma alternativa diagnóstica, pois permite a identificação de Sporothrix sp. diretamente em amostras clínicas, excluindo a necessidade de isolar o fungo.
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O diagnóstico padrão-ouro da esporotricose é o isolamento de Sporothrix sp. em meios de cultura, todavia, é um teste demorado e suscetível de contaminação. Neste sentido, métodos moleculares como a Nested PCR vêm ganhando cada vez mais espaço no manejo de diversas infecções, visto que é uma ferramenta para a identificação rápida e precisa de microrganismos, seja a partir de uma cultura pura ou diretamente em amostras biológicas. Diante do exposto, o objetivo desse estudo foi aplicar um protocolo molecular de Nested PCR para a detecção e identificação rápida de Sporothrix sp. O mapeamento epidemiológico dos pacientes envolvidos na pesquisa foi realizado a partir da análise dos prontuários. Foram incluídos no estudo, 12 pacientes onde sete (58,3%; n=7/12) eram homens. A idade média dos pacientes independente do sexo foi de 44 anos. A esporotricose disseminada foi diagnosticada em 33,3% (n=4/12) dos casos, além disso, a hipertensão arterial sistêmica e o HIV foram associados a esta infecção. Com relação a fonte de infecção, 75,0% (n=9/12) dos pacientes relataram contato com gatos por meio de arranhadura ou mordedura. Treze amostras, seis de biópsias cutâneas, cinco de exsudados cutâneos e duas de secreção conjuntival, foram obtidas de pacientes diagnosticados com esporotricose. O sequenciamento do gene da calmodulina identificou todos os isolados como S. brasiliensis. A Nested PCR foi capaz de detectar todos os Sporothrix sensu lato diretamente de amostras clínicas e a cepa de referência CBS 120339. O protocolo de Nested PCR destaca-se como uma alternativa diagnóstica, pois permite a identificação de Sporothrix sp. diretamente em amostras clínicas, excluindo a necessidade de isolar o fungo.
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CRISTIANE TIBURTINO DE OLIVEIRA GOMES
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PREVALÊNCIA DO ANTI-HEV EM PACIENTES COM ESQUISTOSSOMOSE VIVENDO EM ZONA ENDÊMICA NO BRASIL
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Orientador : EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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CAROLLINE DE ARAÚJO MARIZ
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MATHEUS FILGUEIRA BEZERRA
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NORMA ARTEIRO FILGUEIRA
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Data: 11/03/2024
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A ocorrência das hepatites B ou C em pacientes com esquistossomose mansoni (EM) está relacionada à pior evolução clínica. Contudo, a associação do vírus da hepatite E (HEV) com a EM ainda é pouco conhecida. Esse estudo tem por objetivo estimar a soroprevalência do anti-HEV IgG em pacientes com EM e sua associação com o padrão da fibrose periportal (FPP), avaliadas por marcadores séricos e critérios ultrassonográficos (US). Trata-se de estudo seccional em zona endêmica para EM, em pacientes que referiram banhos de rio, presença de ovos nas fezes e tratamento para EM. Foram avaliados a fosfatase alcalina (FA) e plaquetas, para cálculo do Índice Coutinho (IC). O US foi realizado para avaliar o padrão de FPP e comprimento do baço. Os níveis séricos do anti-HEV IgG foram avaliados por ELISA (Euroimmun®). Entre 286 pacientes (60,8% mulheres; idade média 42 anos), 170 (59,4%) apresentaram FPP leve (A/B/C) e 116 (40,6%), FPP avançada (D/E/F). O anti-HEV IgG resultou positivo em 15 (5,24%) pacientes, que apresentavam maiores níveis séricos de FA (p< 0,001) e valores mais elevados do IC (p < 0,001). Adicionalmente, o anti-HEV IgG foi mais frequente nos pacientes com padrões de FPP (D/E/F) mais avançados (p = 0,036) e nos que apresentaram maior comprimento esplênico (p = 0,039). Neste estudo, a ocorrência do anti-HEV IgG em esquistossomóticos vivendo em zona endêmica foi maior do que a descrita em nosso meio, sendo mais frequente entre aqueles com indícios de fibrose hepática mais avançada.
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5.1 OBJETIVO GERAL
Avaliar a acurácia do teste ELF e, comparar com a dos escores APRI e FIB-4, em predizer fibrose significativa (≥ F2) e fibrose avançada (≥ F3) em pacientes com DHC secundária ao HBV e à DHGNA, atendidos em um centro de referência em Hepatologia do Nordeste brasileiro, tendo a EH como teste padrão.
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
· Determinar o valor do teste ELF nos pacientes com DHC secundária ao HBV e à DHGNA.
· Determinar os valores dos índices APRI e FIB-4 nos mesmos pacientes.
· Determinar a rigidez hepática aferida através do ARFI.
· Estimar a sensibilidade, especificidade, VPP e VPN do teste ELF em predizer fibrose significativa e avançada, tendo a EH como teste padrão.
· Estimar a sensibilidade, especificidade, VPP e VPN do APRI e FIB4 em predizer ou afastar fibrose significativa/avançada, tendo a EH como teste padrão
· Comparar o grau de fibrose aferida pelo índice ELF com o quantificado pelos escores APRI e FIB-4, tendo a EH como teste padrão.
· Descrever os dados demográficos e laboratoriais dos pacientes estudados.
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MELISSA DE MOURA ROLIM
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ANÁLISE DE SOBREVIDA EM PACIENTES COM ESQUISTOSSOMOSE HEPATOESPLÊNICA E SÍNDROME HEPATOPULMONAR
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Orientador : EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA LUCIA COUTINHO DOMINGUES
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BRIVALDO MARKMAN FILHO
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ULISSES RAMOS MONTARROYOS
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Data: 13/03/2024
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A esquistossomose mansoni é doença endêmica no Brasil, sendo Pernambuco o Estado com maior taxa de mortalidade por esta helmintíase. Na sua forma crônica, que evolui com hipertensão portal, a esquistossomose hepatoesplênica (EHE), várias complicações são descritas, dentre as quais, a síndrome hepatopulmonar (SHP). Complicação vascular pulmonar que já foi associada ao pior prognóstico e à maior mortalidade, quando avaliada em pacientes com hipertensão portal por cirrose. Porém, a mortalidade por SHP ainda não foi investigada em pacientes com EHE. Para tanto, este estudo teve como objetivo avaliar em 121 pacientes com EHE, após dez anos de estudo transversal prévio, realizado para o diagnóstico da SHP, a taxa de mortalidade e analisar a sobrevida, de acordo com a presença de SHP. No período de agosto de 2023 a janeiro de 2024 foram analisados retrospectivamente os dados de prontuário de 121 esquistossomóticos com esta etiologia isoladamente ou em associação à outra doença hepática, caracterizando nestes últimos a doença hepática mista (DHM). Todos os dados sobre óbito foram confirmados pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), acessado pela Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco (SES-PE). Dos 121 pacientes oriundos do estudo prévio, oito foram excluídos da análise por não se obterem informações em quaisquer das etapas de busca. Permaneceram na análise deste estudo, portanto, os dados de 113 pacientes. A média de idade na data final do estudo foi de 63 ± 11,07 anos (33 a 94 anos), sendo a maioria do sexo masculino 63 (55,75%) e com DHM (55,85%). A SHP esteve presente em 39 (34,5%) dos 113 pacientes. A taxa de mortalidade (65/113) foi de 57,5% (IC95%: 48% - 67%), com registro de causa mortis relacionado à doença hepática em 38 (58,5%). Entre os 65 pacientes que foram a óbito, a média de tempo de sobrevida em anos foi inferior no grupo com SHP, quando comparada ao grupo sem SHP (3,37 vs.5,65, respectivamente; p = 0,017). Ao compararmos os grupos de óbito e não óbito, não houve diferenças significativas em relação ao sexo, média de idade, causa da doença hepática ou presença da SHP. A análise de sobrevida nos 113 pacientes, realizada pelo método de Kaplan-Meier, demonstrou que o tempo médio de sobrevida em anos foi inferior no grupo com SHP comparado ao grupo sem SHP (7,80 e 8,45, respectivamente), mas sem diferenças significativas (HR=1,01, IC95%: 0,59-1,73; p = 0,967). Ao se comparar a curva de sobrevida em anos de acordo com a causa da doença hepática, DHM e EHE, observou-se que o tempo médio de sobrevida foi inferior naqueles com DHM (6,72 vs.10,05 anos, respectivamente; HR=2,17, IC95%:1,31-3,60; p = 0,003). Neste primeiro estudo que analisou a sobrevida de pacientes com EHE em relação à presença de SHP, observou-se taxa de mortalidade elevada. Quando avaliados os 65 pacientes no grupo de óbitos, o tempo de sobrevida foi inferior naqueles com SHP, embora a análise de sobrevida de Kaplan-Meier para a população total tenha demonstrado diferenças apenas em relação à causa da doença hepática, mas não em relação à presença de SHP.
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A síndrome hepatopulmonar (SHP), quando presente, piora a qualidade de vida e aumenta a mortalidade de pacientes com cirrose hepática. Pacientes em fila para transplante hepático têm mortalidade duas vezes maior quando, além da cirrose hepática, também têm diagnóstico de SHP. Além disso, a mortalidade é ainda maior quando a hipoxemia desse paciente é classificada como grave. Sabe-se que a SHP não ocorre somente em pacientes com cirrose hepática, mas também em outras condições clínicas que cursam com hipertensão portal, como é o caso da esquistossomose hepatoesplênica (EHE) quando presente isoladamente e também quando ocorre concomitante à cirrose, neste caso com a denominação de doença hepática mista (DHM). Nos pacientes com EHE isoladamente ou com DHM, que têm SHP, não há na literata dados de sobrevida, nem tampouco de evolução da doença hepática e da hipoxemia. Dessa forma, o objetivo desta pesquisa é verificar a sobrevida, a evolução da doença hepática e a evolução dos componentes da SHP, em pacientes com EHE ou DHM, nos grupos com e sem SHP, em dez anos.
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EDMILSON MARIANO DE SOUSA JÚNIOR
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AVALIAÇÃO IN VITRO DA INFLUÊNCIA DO ANTÍGENO SOLÚVEL DOS OVOS DO SCHISTOSOMA MANSONI NA MEMÓRIA IMUNOLÓGICA INATA FRENTE AO SARS-CoV-2
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Orientador : VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
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MEMBROS DA BANCA :
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LEYLLANE RAFAEL MOREIRA
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VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
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WHEVERTON RICARDO CORREIA DO NASCIMENTO
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Data: 28/08/2024
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A imunidade inata em resposta ao Schistosoma mansoni e ao SARS-CoV-2 é uma incógnita ao considerar os possíveis efeitos dos antígenos parasitários em pós-infecções virais. Neste contexto, os monócitos produzem citocinas pró-inflamatórias como IL-6, TNF-α, IL-1β, IL- 10 e quimiocinas em concentrações maiores frente a um segundo estímulo, seja este homólogo ao primerio ou não-relacionado (memória treinada). Contudo, não é sabido se antígenos parasitários são indutores de imunidade treinada. Sendo assim, neste estudo, foi avaliado se existe diferença entre os níveis de citocinas pró-inflamatórias tipo 1 (IL-6, TNF- α), tipo Th2 (CCL5) ou perfil regulatório (IL-10) no sobrenadante de cultura de monócitos previamente estimulados por SEA (20 ng/mL; 24 horas; 1º estímulo) e em contato posterior com SARS-Cov-2 (1 ng/mL; 3 dias depois; 2º estímulo) de indivíduos de área endêmica para esquistossomose (IgG+ para SEA/SWAP) e de indivíduos de área não endêmica (IgG-). A dosagem de citocinas foi realizada por CBA e foi possível observar que o 1º estímulo com SEA induziu produção maior de TNF e IL-10, nos indivíduos IgG+ em comparação àqueles IgG-. Houve produção basal (apenas meio) de IL-6 e CCL5 e não houve diferença nos níveis destas citocinas quando os monócitos foram estimulados com SEA. O segundo estímulo com SARS-Cov-2 não induziu a produção de TNF e IL-10, mas houve menor produção de IL-6 e CCL5, com ou sem o prévio estímulo com SEA, nos dois grupos de estudo. Então, nas condições de cultivo utilizadas, embora o SEA tenha potencial de estimular citocinas pró- e anti-inflamatórias em monócitos em indivíduos previamente sensibilizados (memória treinada homóloga), não foi capaz de alterar a produção destas citocinas em resposta aos antígenos virais (memória treinada heteróloga).
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Objetivo geral
Verificar se existe correlação na expressão relativa da ACE2 em células epiteliais nasais in vivo, cultura de monócitos estimulados com antígenos do S. mansoni (SEA e SWAP) e os níveis de anticorpos IgG anti-SARS-CoV-2 em pacientes infectados com S. mansoni e sem infecção.
Objetivos específicos
- Determinar os níveis de anticorpos IgG anti-SARS-CoV-2
-Determinar a expressão relativa de ACE2 nas células nasais in vivo.
- Verificar se a infecção por S. mansoni está correlacionada com a expressão da ACE2 em células nasais in vivo e os níveis de IgG anti-SARS-CoV-2 presentes no plasma.
- Determinar a expressão relativa de ACE2 em cultura de monócitos estimulados com SEA e SWAP.
-Verificar se a infecção por S. mansoni está correlacionada com a expressão da ACE2 em cultura de monócitos e os níveis de IgG anti-SARS-CoV-2 presentes no plasma.
- Comparar as correlações de expressão da ACE2 e os níveis de IgG anti-SARS-CoV-2 de indivíduos infectados com S. mansoni e sem infecção.
- Comparar a média de expressão relativa de ACE2 e a média do nível de anticorpos anti SARS-CoV-2 de indivíduos infectados com S. mansoni e sem infecção.
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THIAGO HENRIQUE FERNANDES DE CARVALHO
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AVALIAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E LABORATORIAIS RELACIONADAS AO SISTEMA GASTROINTESTINAL E PROGNÓSTICO EM PACIENTES HOSPITALIZADOS COM COVID-19.
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Orientador : CARLOS ALEXANDRE ANTUNES DE BRITO
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA ISABEL VIEIRA FERNANDES
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LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
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MARIA ALENITA DE OLIVEIRA
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Data: 29/08/2024
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As implicações prognósticas dos sintomas gastrointestinais e alterações de enzimas hepáticas em pacientes com COVID-19 têm mostrado variabilidade significativa entre os estudos, possivelmente devido à metodologia. Este estudo teve como objetivo descrever a incidência de sintomas gastrointestinais e alterações de enzimas hepáticas em pacientes hospitalizados com COVID-19, bem como sua correlação com a gravidade da doença. Foi realizado um estudo de coorte prospectivo com 253 pacientes consecutivos com SARS-CoV-2 em um hospital terciário. Os pacientes foram avaliados quanto à presença de sintomas gastrointestinais, elevação das enzimas hepáticas e desfechos clínicos. Dos pacientes, 49 (19,37%) apresentaram sintomas gastrointestinais. A internação em terapia intensiva ocorreu em 20,4% dos pacientes com sintomas, comparado a 24,2% dos pacientes sem sintomas gastrointestinais (p=0,707), e a mortalidade foi de 16,2% no grupo sintomático, em comparação a 18,3% no grupo assintomático (p=0,674). A sobrevida nos primeiros 30 dias não apresentou diferença significativa (χ²=0,12; p=0,72). A elevação das enzimas hepáticas foi observada em 90 pacientes (35,6%), enquanto 163 (64,4%) mantiveram níveis normais. A elevação das enzimas hepáticas após a admissão foi associada a um maior tempo de internação (7 dias vs. 5 dias, p=0,0016). No entanto, não houve diferenças significativas na admissão em UTI (27,6% vs. 19,7%, p=0,179) e na mortalidade entre os grupos (18,9% vs. 14,6%, p=0,398). Concluiu-se que a presença de sintomas gastrointestinais e a elevação das enzimas hepáticas não demonstraram correlação com a mortalidade. Contudo, a elevação das enzimas hepáticas durante a internação esteve associada a um tempo de internação significativamente maior.
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A família dos Coronavírus é composta por importantes patógenos com a capacidade de afetar humanos e outros mamíferos O Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, pertence ao subgênero beta da família Orthocoronaviridae., o mesmo é um vírus envelopado de aproximadamente 80 a 160 nm de diâmetro, RNA, que varia de 26 a 32 kb. A doença causada pelo novo corona vírus (Sars-CoV-2) a Covid-19, já atingiu 12 milhões de casos no mundo. Contudo, segundo a própria organização mundial de saúde (OMS), a compreensão acerca das suas características clínicas, ainda são muito reduzidas. Recentemente, em contradição com trabalhos inicias, alguns estudos estão trazendo à luz, a ocorrência frequente de sintomatologias gastrointestinais, e sua possível relação com desfechos desfavoráveis neste grupo de enfermos. Por tanto, estudos para avaliar características epidemiológicas e clínicas em diferentes contextos são de grande importância, não só para compreender melhor o vírus e a doença a ele associada; como podem vir a ser capazes de fornecer informações consistentes para auxiliar no ajuste de parâmetros que, porventura, venham a integrar modelos prognósticos. Diante disso, este projeto de pesquisa tem como objetivo desenvolver um estudo observacional transversal, que visa estimar a prevalência de sintomatologias relacionadas ao sistema gastrointestinal em pacientes admitidos com diagnóstico de Covid-19, em hospitais de referência da região metropolitana de João Pessoa.
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MARIANA QUITÉRIA DE MORAIS SILVA
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INFLUÊNCIA DO CONTATO PRÉVIO COM BCG IN VITRO NA RESPOSTA IMUNE DE MEMÓRIA MEDIADA POR MONÓCITO AO SARS-COV-2 DE INDIVÍDUOS SENSIBILIZADOS PARA Schistosoma mansoni
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Orientador : VALDENIA MARIA OLIVEIRA DE SOUZA
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MEMBROS DA BANCA :
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CASSIA GISELLE DE OLIVEIRA NOBREGA
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ROECKSON CARLOS PEIXOTO SILVA
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VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
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Data: 30/08/2024
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A memória inata ou imunidade treinada vem sendo demonstrada em resposta ao BCG (Bacilo de Calmette e Guérin), seja em protocolos vacinais ou in vitro. Os monócitos produzem citocinas pró-inflamatórias como IL-6, TNF-α, IL-1β, IL-10 e quimiocinas em concentrações maiores frente a um segundo estímulo, seja este homólogo ao BCG ou não-relacionado, como exemplo o SARS-CoV-2. Contudo, não está esclarecida a influência da resposta ao Schistosoma mansoni neste fenômeno. Sendo assim, neste estudo, foi avaliado se existe diferença entre os níveis de citocinas pró-inflamatórias tipo 1 (IL-6, TNF-α), tipo Th2 (CCL5) ou perfil regulatório (IL-10) no sobrenadante de cultura de monócitos previamente estimulados por BCG (10 µg/ml; 24 horas; 1º estímulo) e em contato posterior com SARS- Cov-2 (1 µg/ml 3 dias depois; 2º estímulo) de indivíduos de área endêmica para esquistossomose (IgG+ para SEA/SWAP) em comparação aos de área não endêmica (IgG-). A dosagem de citocinas foi realizada por CBA, sendo possível observar uma tendência do 1º estímulo com BCG induzir produção maior de TNF nos indivíduos IgG+ em comparação àqueles IgG-, enquanto a produção de IL-10 foi semelhante nestes dois grupos. Houve produção basal (apenas meio) de IL-6 e CCL5 e não houve diferença nos níveis destas citocinas quando os monócitos, seja de indivíduos sensibilizados ou não, foram estimulados com BCG. O segundo estímulo com SARS-Cov-2 não induziu a produção das TNF, IL-10 e CCL5. Contudo, houve uma tendência maior produção de IL-6 nas culturas estimuladas com SARS-Cov-2 em indivíduos IgG- quando comparados aos IgG+, independente da estimulação in vitro com BCG. Então, nas condições de cultivo utilizadas, a infecção prévia com S. mansoni potencializou a produção de TNF em resposta ao BCG. A memória treinada pôde ser revelada pela maior produção de IL-6 em resposta aos antígenos virais, mas a infecção prévia com S. mansoni parece diminuir esta produção. Estudos adicionais serão necessários para
confirmar a memória treinada foi induzida pela vacinação prévia com BCG ou SARS-Cov-2
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OBJETIVO GERAL:
Verificar se existe diferença entre os níveis de citocinas pró-inflamatórias tipo 1 (IFN-γ, IL-17 e IL-22) e Th2/Treg (IL 4, IL-5, IL-10, IL-13 e TGF-β) e perfil regulatório (IL-10) estimulados em cultura de monócito por BCG/LPS em pacientes infectados por Shistossoma Mansoni quando comparados com não infectados, vacinados ou não em resposta imune inata ao SARS-Cov-2.
OBJETIVO ESPECÍFICOS:
Em cultura de monócitos de indivíduos infectados com S. mansoni e não infectados, vacinados ou não com BCG, comparar: ● Os níveis de citocinas pró-inflamatórias tipo 1 (IFN-γ, IL-17 e IL-22) e Th2/Treg (IL 4, IL-5, IL-10, IL-13 e TGF-β) e perfil regulatório (IL-10), em resposta ao BCG ou mitógeno; ● A expressão de mRNA para NF-κB, STAT3 e STAT6 em resposta ao BCG ou mitógeno; ● Os níveis de citocinas pró-inflamatórias tipo 1 (IFN-γ, IL-17 e IL-22) e Th2/Treg (IL 4, IL-5, IL-10, IL-13 e TGF-β) e perfil regulatório (IL-10), após estímulo BCG ou mitógeno, seguido de estímulo com SARS-Cov-2; ● A expressão de mRNA para NF-κB, STAT3 e STAT6 após estimulo BCG ou mitógeno, seguido de estímulo com SARS-Cov-2.
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ROSINETE MARIA DOS SANTOS GUIMARÃES
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PREVALÊNCIA DA TUBERCULOSE LATENTE E TUBERCULOSE ATIVA EM PACIENTES COM DOENÇAS IMUNOMEDIADAS, ELEGÍVEIS PARA TERAPIA BIOLÓGICA NO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Orientador : CARLOS ALEXANDRE ANTUNES DE BRITO
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MEMBROS DA BANCA :
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EDMUNDO PESSOA DE ALMEIDA LOPES NETO
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LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
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VANESSA LUCILIA SILVEIRA DE MEDEIROS
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Data: 30/08/2024
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A introdução da terapia biológica nas doenças imunomediadas (DIM) foi um marco para melhora da qualidade de vida desses pacientes. Com uso do anti-TNF percebeu-se um incremento de tuberculose por reativação da tuberculose latente (ILTB). Esse estudo realizado no Nordeste do Brasil, objetiva avaliar a prevalência da tuberculose latente e tuberculose ativa nos pacientes com DIM elegíveis para terapia biológica no Estado de Pernambuco e comparar nos grupos de DIM reumatológicas, gastroenterológicas e dermatológicas. Método: Estudo descritivo, retrospectivo, com dados secundários do banco de dados de ILTB do Programa de Controle de Tuberculose do Estado de Pernambuco, no período de janeiro de 2019 a agosto de 2023, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação de tuberculose e dos pacientes com DIM cadastrados na farmácia do Estado para tratamento biológico, ambos no período de janeiro de 2013 a agosto de 2023. Foi utilizada a técnica probabilística com distribuição de frequência, mediana e intervalo interquartílico. Para estimativa da prevalência de infecção tuberculosa latente e tuberculose ativa utilizamos o intervalo de confiança com 95% de confiabilidade. Resultados: De 4.089 pacientes com DIM entre 2019 a 2023, 85,6% tinham doenças reumatológicas, 6,7% com doenças gastroenterológicas e 7,7% com doenças dermatológicas. A incidência de ILTB foi de 6,2% com 11.4% de prevalência para psoríase com p < 0,001; O biológico mais prescrito foi o anti-TNF com 66,7%. A mediana do tempo entre o início da terapia biológica e o diagnóstico de ILTB foi de 148 dias. Foram avaliados 8.623 pacientes entre 2013 a 2023 com DIM sendo 84,0% com doenças reumatológicas, 13,0% com doenças gastroenterológicas e 1,8% com psoríase. A mediana de idade foi de 49 anos com diferença significativa entre os três grupos (p<0,001). Os pacientes mais jovens 60,7% pertenciam as doenças gastroenterológicas. Foram identificados 213 (2,4%) casos de
tuberculose, 24,7% casos por 1000 pacientes com DIM com maior prevalência no grupo das doenças gastroenterologias (5.8%; p<0.001). A tuberculose ocorreu em 99 (46,9%) antes da terapia biológica e 57 (26%) durante o uso. A mediana de tempo entre a primeira dispensação do biológico e a tuberculose foi de 1,3 anos. Os 57 casos de tuberculose durante a terapia biológica, 91% estavam em uso de anti-TNF, infliximabe foi o mais prescrito com 1,8% e ausente no grupo etanercept. Observou-se nos pacientes diagnosticados durante a terapia predomínio da forma pulmonar (79,6%), com 36,4% nas formas extrapulmonares, sendo o acometimento pleural mais frequente, com 2.3% de óbitos. Conclusão: O estudo revelou uma prevalência maior de ILTB nos pacientes com psoríase com p < 0,001. A frequência de tuberculose foi elevada, sendo maior antes do tratamento, podendo está relacionada à área de alta incidência, ao uso de imunossupressores e à própria doença. A forma pulmonar foi mais frequente, evidenciou-se poucos casos de doença miliar, diferindo das casuísticas de base hospitalar, relacionado à metodologia e a amostra mais representativa. A pesquisa reforça a necessidade de mais estudos envolvendo diferentes regiões do país, para avaliação da frequência de tuberculose nessa população, podendo auxiliar na elaboração de diretrizes terapêuticas.
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Objetivo geral Descrever a prevalência da infecção tuberculosa latente e de tuberculose ativa nos pacientes com doenças reumáticas autoimunes, elegíveis ou em terapia com imunobiológicos i-TNFα, no estado de Pernambuco. Descrever as características sociodemográficas da amostra. Descrever o total de pacientes que concluíram o tratamento para ILTB e TB.
Objetivos específicos Descrever a prevalência da infecção tuberculosa latente e de tuberculose ativa nos pacientes com doenças reumáticas autoimunes, elegíveis ou em uso de terapia com imunobiológicos i-TNFα; Descrever as características sociodemográficas da amostra; Descrever o total de pacientes que concluíram o tratamento para infecção tuberculosa latente e de tuberculose ativa;
Objetivos secundários Comparar a prevalência da infecção tuberculosa latente e de tuberculose ativa nos pacientes com doenças reumáticas autoimunes, elegíveis para terapia biológica i-TNFα com o grupo de pessoas convivendo com HIV, silicose, indivíduos em pré-transplantes em terapia imunossupressora, neoplasias, insuficiência renal dialítica, diabetes mellitus, indivíduos desnutridos, tabagistas (> 1 maço/dia), profissionais de saúde e trabalhadores de instituição de longa permanência.
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GABRIELA RODRIGUES DE AGUIAR LEAL
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PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À INFECÇÃO PELO HTLV-1/2 EM GESTANTES DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS(HC) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE), NO PERÍODO DE 2022 A 2024
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Orientador : MARIA ROSANGELA CUNHA DUARTE COELHO
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MEMBROS DA BANCA :
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ELISA DE ALMEIDA NEVES AZEVEDO
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LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
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LUAN ARAUJO BEZERRA
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Data: 16/12/2024
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O vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) é um retrovírus amplamente disseminado mundialmente, associado a diversas condições clínicas graves, como leucemia/linfoma de células T do adulto (ATLL) e paraparesia espástica tropical (HAM/TSP). A transmissão vertical, é uma das principais vias de disseminação do HTLV-1, pois ocorre predominantemente através do aleitamento materno. Estudos apontam que a taxa de transmissão vertical pode variar entre 15% e 77%, dependendo da duração da amamentação e das condições socioeconômicas das gestantes. O objetivo deste estudo foi estimar a prevalência e fatores associados à infecção pelo HTLV-1/2 em gestantes acompanhadas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE). Trata-se de um estudo descritivo com gestantes atendidas durante o pré-natal na Unidade de Assistência à Saúde da Mulher (UASM) do HC/UFPE, no período de 11 de novembro de 2022 a novembro de 2024.O projeto foi aprovado pelo Comite de Ética da EBSER/HC/UFPE e após a assinatura do termo de consentimento livre esclarecido (TCLE), 815 gestantes foram entrevistadas para coleta dos dados sociodemográficos, socioeconômicos e comportamentais. Em seguida foram coletados por punção sanguínea 5 mL de sangue para os testes sorológicos. Para a detecção do anti-HTLV-1/2 foi utilizado o ensaio imunoenzimático (ELISA) com o kit comercial da Murex (DIASORIN HTLV I+II) e a confirmação dos resultados do ELISA pelo INNO-LIA (HTLV I/II Score), realizados no Laboratório de Virologia do Instituo Keizo-Asami da UFPE (iLIKA). A prevalência do anti-HTLV-1/2 pelo ELISA foi de 3,19% (26/815) e de 0,49% (4/815) na confirmação pelo teste de INNO-LIA. A faixa etária das gestantes positivas foi de 17 a 34 anos, todas pardas, sendo duas moradoras da Zona da Mata de PE e duas da região metropolitana, a primeira relação sexual de uma foi com 15 anos e outra aos 17 anos, três delas usavam preservativo, todas tinham parceiro fixo, uma tinha piercing e duas tatuagens. No entanto, como o número de gestantes positivas foi relativamente baixo, não podemos inferir esses fatores como responsáveis pela aquisição da infecção. Em conclusão, a prevalência de HTLV-1/2 é o primeiro relato de prevalência em gestantes de Pernambuco mostrando que o vírus circula em nossa população e reforçando a necessidade da triagem do HTLV-1/2 durante o pré-natal de gestantes. Com a implantação recentemente da portaria no13, de 03/04/2024, do Ministério da Saúde do Brasil, espera-se minimizar a transmissão do HTLV-1/2 em nosso estado.
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O Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV) é um retrovírus que afeta anualmente aproximadamente 5 a 10 milhões de pessoas, apresentando uma prevalência mais elevada em mulheres. Este vírus está associado a doenças graves, como a Leucemia/Linfoma de Células T do Adulto (LLcTA), a Paraparesia Espástica Tropical (HAM/TSP), além de uveíte e outras doenças. As principais formas de transmissão incluem a via vertical (de mãe para filho durante o parto), aleitamento materno, via sexual e iatrogênica. A predominância da infecção pelo HTLV em mulheres pode estar relacionada ao fato de que todas as vias de transmissão estão envolvidas com o sexo feminino. Este estudo tem como objetivo estimar a soroprevalência e descrever os fatores de risco associados à infecção pelo HTLV-1/2 em gestantes acompanhadas durante o pré-natal. Trata-se de um estudo transversal analítico com gestantes da Unidade de Assistência à Saúde da Mulher (UASM), do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE), no período de 2023 a 2024. Serão incluídas todas as gestantes que estão iniciando o acompanhamento do pré-natal e serão excluídas as gestantes que tiverem tempo de moradia em Pernambuco menor que 5 anos, além daquelas que apresentarem mal estar ou desistirem da pesquisa durante o percurso da coleta de dados ou amostra. O número mínimo de gestantes coletadas será 574, tendo como base o cálculo amostral realizado no Epi info versão 7.
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REGINA COELI FERREIRA RAMOS
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COORTE CLÍNICA DE CRIANÇAS COM MICROCEFALIA ASSOCIADA À SÍNDROME DO ZIKA CONGÊNITA EM PERNAMBUCO
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Orientador : RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
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MEMBROS DA BANCA :
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LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
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MARIA ELISABETH LOPES MOREIRA
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PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
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PEDRO ISRAEL CABRAL DE LIRA
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RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
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Data: 28/02/2024
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A infecção pelo Zika vírus (ZIKV) representou um importante problema de saúde global, entre os anos de 2015 e 2017 (DE OLIVEIRA et al., 2017), principalmente nos anos de 2015 e 2016, considerado este, o período de maior número de crianças nascidas com microcefalia no Brasil, principalmente na região Nordeste (MOORE et al., 2017; MOREIRA-SOTO et al., 2018), região que apresentou a maior concentração de casos nesse período (BRASIL, 2023). Contudo, poucos estudos têm por objeto a descrição das repercussões clínicas nas crianças com SCZ, principalmente relacionados à funcionalidade e à incapacidade, além das possíveis complicações que possam surgir a longo prazo (FERREIRA et al., 2018; SCHIARITI et al., 2018). O presente estudo, avaliou as crianças nascidas no pico da epidemia, 2015-2017 ao longo dos primeiros cinco anos de vida (60 meses) e as suas principais características fenotípicas e suas complicações ao longo desse período. É necessário um melhor conhecimento dos aspectos relativos aos fatores individuais comportamentais e agravamentos, pelas crianças com SCZ que já atingiram a idade pré-escolar e que continuarão a crescer, para a contribuição na elaboração da estruturação de diretrizes de atenção à saúde e à educação para essa população e intervenção precoce a essas crianças. Para este estudo foi utilizado medidas repetidas de PC, peso e comprimento de acordo com o protocolo de rotina adotado, além de exames de imagens cerebrais quando indicadas. Para comparar a diferença média do escore-Z entre os grupos ao longo do tempo, usamos regressão de interceptação aleatória de efeitos mistos. A análise estatística foi realizada com o programa STATA SE 14.2 (College Station, TX, EUA) (STATACORP, [s.d.]). O objetivo desse estudo foi o de caracterizar as manifestações clínicas e complicações dos casos de microcefalia associada à infecção pelo ZIKV nos primeiros anos de vida, fornecendo uma visão mais abrangente das implicações a longo prazo dessa síndrome. Este estudo avaliou estas crianças como um todo, formando um quadro geral a partir do enfoque das diferentes especialidades. Foram avaliadas 181 com diagnóstico de SCZ. Destas 181 crianças, 43,1% (78) eram do sexo masculino e a maioria (77,2%) nasceu a termo (>37 semanas de IG). A mediana de peso ao nascer das 181 crianças foi 2700g sendo 64,8% classificados como PIG. Em relação ao PC do nascimento, 37 de 166 crianças (22,3%) foram classificados como não microcefálicos, 48,8% como microcefalia grave e 15 crianças não tinham informações sobre o PC ao nascimento. As características fenotípicas mais encontradas nas crianças com SCZ foram desproporção craniofacial em 54,1%, artrogripose (distal e/ou geral) em 35,9% e protuberância occipital exacerbada em 35,5%. A mediana de idade na primeira avaliação foi 4,9 meses. Em relação a presença de disfagia, 151 crianças do total de 181 foram avaliadas e a destas, 33,1% apresentavam disfagia já na primeira avaliação. A mediana de idade das crianças no momento da avaliação para disfagia foi 28,2 meses. Em relação a alteração audiológica apenas 9,7%, de um total de 93 crianças avaliadas apresentaram alterações, na primeira avaliação, com mediana de idade de 30 meses. Para avaliação oftalmológica, foi realizado RETCAN e/ou fundoscopia. Foi observado que 30,4% das crianças apresentavam alteração de retina seguido de 28,5% com alteração do nervo óptico ao longo do acompanhamento.Este é um dos poucos estudos que avaliou e acompanhou crianças com microcefalia associada à Zika dentro dos primeiros 5 anos de vida. Neste estudo, acompanhamos 181 crianças com microcefalia da Coorte Pediátrica do MERG, sendo 48,8% classificadas como microcefalia grave ao nascimento. Este estudo destaca a complexidade da Síndrome Congênita do Zika (SZC). sendo um dos poucos estudos que avaliou e acompanhou crianças com microcefalia associada à Zika dentro dos primeiros 5 anos de vida. Evidenciou que a microcefalia pós-natal ocorre principalmente em crianças que já apresentaram sinais de danos cerebrais graves ao nascer e que crianças as crianças que desenvolvem microcefalia pós-natal apresentam variabilidade no desenvolvimento de peso e altura que não configuram padrões únicos e específicos.
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IANCA KARINE PRUDENCIO DE ALBUQUERQUE
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Avaliação in vitro de novos compostos sintéticos com potencial anti-candida
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Orientador : REJANE PEREIRA NEVES
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MEMBROS DA BANCA :
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ANTONIO RODOLFO DE FARIA
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BRUNA RODRIGUES DE SOUSA
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PATRICE LE PAPE
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REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
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REJANE PEREIRA NEVES
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Data: 09/07/2024
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Candidíase é uma das infecções fúngicas oportunistas mais prevalentes no mundo, sendo causada por fungos do gênero Candida. Assim como em outras infecções microbianas, observou-se um aumento significativo de cepas resistentes aos tratamentos convencionais, impulsionando a busca por novas abordagens terapêuticas, incluindo a terapia combinada. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o potencial anti-Candida de diferentes compostos sintéticos, tais como híbridos moleculares contendo o núcleo de 2-isoxazolina azabicíclica e derivados de tiofeno frente a isolados de espécies epidemiologicamente relevantes para a candidemia no Brasil. Foram realizados testes contra células planctônicas utilizando a técnica de microdiluição em caldo, frente isolados clínicos e comerciais. Adicionalmente, testes de interação com fluconazol foram conduzidos frente a isolado resistente a este antifúngico, exclusivamente com híbridos de 2-isoxazolina azabicíclica. Observou-se que os compostos contendo 2-isoxazolina azabicíclica não foram ativos contra os isolados de diferentes espécies de Candida nas concentrações testadas (2 a 1024 µg/mL). No entanto, um composto, o R-155 (6-(4-tert-butilbenzoil)-4,5,6,6a-tetrahidro-3a-H-pirrol[3,2-d]isoxazol-3-carboxilic(furan-2-metilideno)-hidrazida), mostrou interação sinérgica com fluconazol frente ao isolado resistente. Entre os derivados de tiofeno testados, dois foram eficazes contra células planctônicas. Destes, um foi escolhido por ter a melhor eficácia para mais testes, incluindo contra biofilmes maduros e em testes de toxicidade em larvas de Galleria mellonella. O composto aminotiofeno selecionado, 6CN05 (2-[(3,4-dicloro-benzilideno)amino]-tetrahidro-benzo[b]tiofene-3-carbonitril), apresentou atividade contra células planctônicas com concentração inibitória mínima e concentração fungicida mínima a partir de 128 μg/mL e em biofilmes de diferentes espécies na concentração testada (1024 μg/mL). Ademais, o mesmo não foi tóxico em testes com larvas de G. mellonella nas doses de 10 mg/kg, 25 mg/kg e 50 mg/kg. Com base nesses resultados, antevê-se que o composto 6CN05 possa se tornar um futuro aliado no combate à resistência em Candida, atingindo, consequentemente, o objetivo proposto pelo presente estudo. Salientamos que mais testes são necessários para a compreensão do mecanismo de ação do mesmo e sobre a sua toxicidade em outros modelos animais.
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VALÉRIA WANDERLEY PINTO BRANDÃO MARQUIS
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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO SONO E ASPECTOS POLISSONOGRÁFICOS COM MONTAGEM NEUROLÓGICA DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DA ZIKA CONGÊNITA.
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Orientador : RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
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MEMBROS DA BANCA :
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MÁRCIA LURDES DE CÁCIA PRADELLA-HALLINAN
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DEMOCRITO DE BARROS MIRANDA FILHO
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LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
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MARIA DURCE COSTA GOMES CARVALHO
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RICARDO ARRAES DE ALENCAR XIMENES
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Data: 26/08/2024
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Objetivos: Descrever a qualidade, arquitetura, características dos grafoelementos, eletroencefalográficas e respiratórias do sono de crianças portadoras de Síndrome da Zika congênita (SZC) com microcefalia e comparar os achados em relação à classificação neuroclínica e neurorradiológica. Métodos: Foram incluídas 65 crianças diagnosticadas com SCZ, nascidas entre 2015 e 2017, que realizaram polissonografia noturna (PSG) com montagem neurológica ampliada e capnografia. Aplicou-se o Breve Questionário de Sono Infantil (BISQ), para avaliação de qualidade de sono, utilizando os critérios para definição de má qualidade: a criança acorda > 3 vezes noite e/ou período de vigília noturna é > 1 hora e/ou tempo total de sono <9 horas e dados objetivos da PSG, que se baseou na eficiência do sono (ES), na latência para início do sono (LS) e na vigília após o início do sono (WASO). As crianças foram classificadas com base em exames neuroclínicos (corticoespinhais e neuromusculares) e neurorradiológicos (supre e infratentoriais). Resultados: A qualidade do sono, avaliada pelo BISQ, foi classificada como ruim em 27/65 (41,5%) das crianças, 30/65 (46,2%) através da análise por PSG e 46/65 (70,8%) quando os dois parâmetros foram considerados. Apneia do sono foi detectada em 23 crianças (35,4%), sendo apneia central a mais prevalente. Dessaturação foi observada em 26 (40%) e ronco em 13 (20%) crianças. Movimentos periódicos das pernas estavam presentes em 48 crianças e níveis baixos de ferritina foram observados em 84,6%. A apneia do sono e a saturação de oxihemoglobina não apresentaram associação com a classificação neuroclínica ou neurorradiológica. No entanto, embora dentro dos limites normais, as médias de PetCO2 foram significativamente mais baixas nas crianças com alterações corticoespinhais e neuromusculares em comparação com aquelas com alterações exclusivamente corticoespinhais. Em relação à estrutura de sono, as crianças com alterações corticoespinhais associadas a alterações neuromusculares apresentaram latência de início de sono mais longa e maior percentual de sono indeterminado em comparação com as crianças com alterações corticoespinhais isoladas, assim como uma diferença com valor de p limítrofe no índice de despertar nas crianças com alterações associadas. Quanto à classificação neurorradiológica, crianças com achados exclusivamente supratentoriais apresentavam uma latência de início de sono mais longa do que as do grupo com anomalias supra e infratentoriais. A atividade epileptiforme (AE) foi frequente durante a vigília, o sono N e o sono REM, com convulsões em 19 crianças (29,2%) na noite do exame de polissonografia. Foram pouco identificados fusos do sono, complexos K, onda aguda do vértice e ondas delta do sono, sendo necessária a classificação de sono em R, N e indeterminado. Na vigília, houve ausência de ritmo de base posterior em 73,4%, e AE esteve presente em 79,6%. No sono N, 98,5% apresentaram AE, tipo surto-supressão em 63,1% e ausência de ondas de sono em 78,5%. No sono R, 53,8% apresentaram traçado contínuo, 69,2% apresentaram movimento rápido dos olhos e 93,8% apresentaram AE. As crianças com
achados exclusivamente supratentoriais apresentavam uma latência de início de sono mais longa do que as do grupo com anomalias supra e infratentoriais. Conclusões: Os resultados deste estudo lançam luz sobre os complexos padrões respiratórios, estruturais e eletroencefalográficos do sono e as características do EEG em crianças com SZC, destacando os desafios do estadiamento do sono e a prevalência de apneia central e atividade epileptiforme nesta população.
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ADRYELLE IDALINA DA SILVA ALVES
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AVALIAÇÃO DO PONTECIAL ANTI-VIRULÊNCIA DE DERIVADOS TIOFÊNICOS FRENTE A ISOLADOS CLÍNICOS DE CANDIDA SPP. E SUA INTERFERÊNCIA NA EXPRESSÃO DE GENES ESPECÍFICOS
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Orientador : REJANE PEREIRA NEVES
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MEMBROS DA BANCA :
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DANIELLE PATRICIA CERQUEIRA MACEDO
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DYANA LEAL VERAS DINIZ
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HENRIQUE DOUGLAS MELO COUTINHO
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REJANE PEREIRA NEVES
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ROSSANA DE AGUIAR CORDEIRO
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Data: 29/08/2024
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A candidemia é a infecção fúngica invasiva mais comum associada a cuidados intensivos, com uma mortalidade bruta que pode chegar a até 55% em alguns centros médicos. Essas infecções apresentam alta taxa de mortalidade, devido ao número limitado de antifúngicos disponíveis para o tratamento, alguns dos quais apresentam elevada toxicidade e alto custo. Aliado a isso, as espécies de Candida tem se tornado um desafio médico devido ao aumento do número de casos de resistência nos últimos anos. Atualmente, sabe-se que as infecções por estas leveduras são influenciadas por uma gama de fatores de virulência, principalmente por fatores como adesão, transição morfológica e formação de biofilmes. Os biofilmes são comunidades microbianas inerentemente resistentes à maioria dos antifúngicos, o que os torna particularmente difíceis de tratar e estima-se que aproximadamente 90% dos casos de candidemia ocorrem associadas a biofilmes. Portanto, há uma necessidade urgente de desenvolver medicamentos alternativos, que superem ou aumente a eficácia das terapias já utilizadas. Para tal, visar os fatores de virulência é considerada uma abordagem promissora para identificar novos alvos potenciais de drogas antifúngicas. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar a ação antifúngica e antivurelenta de dois compostos tiofênicos (2AT e 2B-amino) contra cepas de Candida spp. resistentes ao antifúngico fluconazol (FLZ). Ao determinar as concentrações inibitórias mínimas (CIM), verificou-se que os compostos possuíam ação antifúngica nas concentrações de 100 a 200 µg/mL. Além disso, também foi observado forte efeito sinérgico com o FLZ. A ação antibiofilme dos compostos em concentrações subinibitórias, isoladamente e em associação com FLZ também foi detectada. Estruturalmente observou-se que apenas o composto 2AT conseguiu causar alterações em Candida. No entanto, foi demonstrado alterações celulares compatíveis com necrose e apoptose, indicando o possível mecanismo de ação dessas moléculas. Para determinar a causa dessas alterações, foi analisada e detectada a produção de reativas de oxigênio por Candida. Adicionalmente, esta pesquisa também teve como objetivo avaliar a ação dos compostos na expressão dos genes relacionados a virulência e resistência fúngica. No qual foi detectado supressão dos genes ALS3 e ERG3. No mais, os compostos não apresentaram toxicidade em células de macrófagos J774 até a concentração de 4000 µg/mL. Este trabalho, descreve a ação de dois compostos tiofenos como uma alternativa futura para terapia de candidíase invasiva, especialmente em casos de isolados resistentes a terapia convencional; além de destacar a promessa de uma estratégia combinada com fluconazol no combate a infecções por Candida, eficaz também na prevenção de biofilmes por estas leveduras.
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LUCIANA CARDOSO MARTINS
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Sarcopenia em Pessoas Vivendo com HIV/AIDS, em um centro de referência para tratamento do HIV, em Recife-PE.
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Orientador : PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
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MEMBROS DA BANCA :
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CLAUDIA FERNANDA DE LACERDA VIDAL
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CYNTHIA REGINA PEDROSA SOARES
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LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
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PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
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REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
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Data: 30/08/2024
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O advento dos potentes antirretrovirais proporcionou um aumento significativo na sobrevida das Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (PVHA), resultando no envelhecimento dessa população. Esse prolongamento da vida, entretanto tem levado à ocorrência precoce de diversas condições, como a sarcopenia. A prevalência de sarcopenia entre PVHA varia entre 4% e 24,1%, mas esses estudos foram conduzidos com um número limitado de pacientes, em diferentes estágios da infecção pelo HIV, e utilizando definições distintas de sarcopenia. Estudos têm demonstrado os efeitos deletérios dos marcadores inflamatórios sobre a quantidade, qualidade e funcionalidade muscular. A interleucina-15 (IL-15), uma citocina fortemente expressa pela musculatura esquelética, apresenta níveis elevados em PVHA, mas é encontrada em níveis diminuídos em pacientes sarcopênicos. No entanto, a literatura ainda não descreve de forma clara o comportamento da IL-15 em PVHA sarcopênicas. Não há uma definição operacional consensual para caracterizar a sarcopenia na prática clínica. A definição mais amplamente aceita é a do Grupo Europeu de Estudo de Sarcopenia em Idosos (European Working Group on Sarcopenia in Older People – EWGSOP), que em 2010 publicou o Consenso Europeu sobre Definição e Diagnóstico de Sarcopenia (EWGSOP1), atualizado em 2019 (EWGSOP2). O EWGSOP2 passou a priorizar a força muscular como a medida mais confiável de função muscular e o melhor preditor de eventos adversos, modificando o fluxo de investigação da sarcopenia e estabelecendo novos pontos de corte. Neste estudo transversal, estimamos a prevalência de sarcopenia em PVHA utilizando tanto os critérios do EWGSOP1 quanto os do EWGSOP2 e avaliamos os fatores associados à sarcopenia, com especial foco na IL- 15. As variáveis numéricas foram analisadas por meio de medidas de tendência central e dispersão. Para avaliar associações entre variáveis categóricas, utilizamos os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher. A normalidade das variáveis quantitativas foi verificada pelo Teste de Kolmogorov-Smirnov. Foram incluídas no estudo 218 PVHA com idade igual ou superior a 40 anos, atendidas no ambulatório de doenças infecciosas do Hospital das Clínicas da UFPE em suas consultas de rotina. Todos os pacientes foram submetidos à antropometria, ao teste de força de preensão palmar, à coleta de sangue, à bioimpedância elétrica e ao teste de velocidade de marcha. A prevalência de sarcopenia foi consideravelmente maior quando utilizamos os critérios do EWGSOP1 em comparação com os critérios do EWGSOP2. Com o EWGSOP1, as variáveis idade, gênero e IMC apresentaram associação com sarcopenia. Já com o EWGSOP2, nenhuma dessas variáveis mostrou associação, possivelmente devido ao menor número de pacientes diagnosticados com essa condição segundo esses critérios. Não observamos uma associação significativa entre sarcopenia e IL-15 nas PVHA
analisadas. Estudos adicionais são necessários para desenvolver definições e pontos de corte validados para o diagnóstico de sarcopenia em PVHA. Compreender a associação entre IL-15 e sarcopenia em PVHA pode abrir caminho para novas abordagens terapêuticas, como o uso de análogos de IL-15 ou outras estratégias que aumentem sua atividade, visando prevenir ou tratar a sarcopenia nessa população.
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MARTA IGLIS DE OLIVEIRA
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AVALIAÇÃO DA CINÉTICA DE ANTICORPOS ESPECÍFICOS AO SARS-COV-2 DE ACORDO COM A GRAVIDADE DA COVID-19 EM PACIENTES ATENDIDOS NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE, PERNAMBUCO
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Orientador : PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
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MEMBROS DA BANCA :
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PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
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HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
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LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
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CYNTHIA REGINA PEDROSA SOARES
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JULIANA PRADO GONÇALES
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Data: 20/09/2024
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Desde o início da pandemia da doença coronavírus 2019 (covid-19), tem havido um esforço contínuo para compreender a cinética de anticorpos anti-SARS-CoV-2, com atenção especial ao tempo de duração dos níveis de imunoglobulinas da classe IgG, dada sua importância na proteção de reinfecção. Duas hipóteses têm preocupado: a primeira refere-se ao declínio dos níveis séricos dos anticorpos IgG ao longo do tempo, e a segunda relaciona-se com a possibilidade de que indivíduos com covid-19 leve tenham menor probabilidade de soroconversão ou desenvolvem resposta imune menos robusta em comparação com aqueles que apresentam uma forma grave da doença. Assim, o objetivo deste estudo foi comparar níveis séricos e longevidade do anticorpo IgG anti-spike (IgG-S) entre indivíduos que tiveram covid-19 grave e leve, além de identificar fatores clínicos e biológicos associados à não soroconversão de anticorpos IgG-S, em indivíduos recuperados de covid-19, não vacinados, durante um período de seguimento de 12 meses após o início dos sintomas da primeira infecção por SARS-CoV-2. Trata-se de um estudo prospectivo, com caráter analítico, realizado entre agosto de 2020 e junho de 2021 no ambulatório de egresso para recuperados de covid-19 em dois hospitais da cidade do Recife. A população-alvo consistiu em pacientes com idade igual ou superior a 18 anos, diagnosticados com covid-19 por RT-PCR, divididos em dois grupos: aqueles com sintomas leves e os que apresentaram sintomas graves, requerendo internação. Para a aferição da soroconversão e concentração sérica de anticorpos, foi avaliada a resposta de imunoglobulinas IgG à proteína Spike subunidade S1 (IgG-S1) por meio de kit semiquantitativo anti-SARS-CoV-2 ELISA. Analisamos 238 indivíduos recuperados de covid-19: 87 hospitalizados e 151 não hospitalizados, fornecendo 148 e 220 amostras, respectivamente. Entre os hospitalizados, foram mais frequentes sexo masculino (65,5%), pessoas com mais de 60 anos (41,1%), comorbidades como hipertensão
arterial (67,8%) e diabetes mellitus (37,9%). Encontramos maiores medianas de títulos séricos de IgG- S1 entre os recuperados de covid-19 hospitalizados, em todos os intervalos de tempo da coleta
(p<0,001). Observamos uma fraca correlação entre o aumento da idade com a resposta humoral de IgG-S1 (Correlação de Spearman= 0,298). Houve maior probabilidade de persistência de anticorpo IgG-S1 ao longo do tempo entre as amostras de indivíduos hospitalizados comparadas com amostras dos participantes não hospitalizados (p=0,001). Além disso, 9,2% dos indivíduos não soroconverteram. A análise univariada mostrou uma associação da apresentação clínica leve com a não soroconversão. Em conclusão, nossos achados revelaram que a apresentação clínica grave de covid-19 foi o principal fator de influência nos níveis séricos e na persistência de anticorpos IgG-S em covid-19 após primo-infecção por SARs-CoV-2 em pacientes recuperados não vacinados. A covid-19
leve foi associada a não soroconversão.
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CARLOS ALBERTO FIGUEIREDO FILHO
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MEROPENEM INTRAVENOSO EM RATOS IDOSOS APÓS INDUÇÃO DE PERITONITE FECAL AUTÓGENA E USO INTRAPERITONEAL DO EXTRATO AQUOSO DA SCHINUS TEREBINTHIFOLIUS RADDI (AROEIRA) A 10%
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Orientador : CELIA MARIA MACHADO BARBOSA DE CASTRO
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA CATARINA DE SOUZA LOPES
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CARLOS TEIXEIRA BRANDT
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CELIA MARIA MACHADO BARBOSA DE CASTRO
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MARIA AMELIA VIEIRA MACIEL
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MARIA DO AMPARO ANDRADE
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Data: 12/12/2024
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Objetivo: Avaliar o uso de meropenem intravenoso e extrato aquoso de aroeira a 10% intraperitoneal em ratos idosos após indução de peritonite fecal autógena. Métodos: Trinta ratos Wistar de 18 meses receberam indução de peritonite fecal autógena e foram estratificados em três grupos: Controle sem tratamento; Estudo I tratado com meropenem (40mg/kg) e Estudo II, tratado com meropenem na mesma dosaagem e extrato aquoso intraperitoneal a 10% de aroeira. Os animais foram monitorados em seu peso por 15 dias até a eutanásia. Fragmentos peritoneais foram coletados para histopatologia e culturas, sangue arterial da aorta foi coletado para hemoculturas e procedeu-se inventario da cavidade abdominal. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética de Pesquisas com Animais. Resultados. Não houve perda de peso significativa no grupo Estudo II (p=0,6277), enquanto o grupo Estudo I apresentou peso parcialmente recuperado (p=0,0187). O grupo Estudo II teve 90% de hemoculturas negativas, enquanto o grupo Estudo I teve em 50% dos animais (p=0,1479). A sobrevida no grupo Estudo II foi maior do que no grupo Estudo I (p=0,0462). O escore de morbidade para achados macroscópicos em cavidade abdominal e torácica foi menor no grupo Estudo II em comparação com o grupo Estudo I (p=0,0001). No grupo Estudo II 20% dos animais apresentaram alterações histopatológicas, nenhuma cultura peritoneal positiva, mas uma hemocultura foi positiva (10%). No grupo Estudo I, 50% dos animais apresentaram alterações histopatológicas, 40% culturas peritoneais positivas e 50% hemoculturas positivas. Todos os resultados histopatológicos e culturas de peritônio, quando avaliados no escore, mostraram melhor resultado para o grupo Estudo II (p=0,175). Conclusões: O uso de meropenem intravenoso associado ao uso intraperitoneal de extrato aquoso de aroeira a 10% após indução de peritonite fecal autógena em ratos idosos apresentou melhor resultado no conjunto de alterações histopatológicas, culturas peritoneais negativas e hemoculturas; menor perda de peso e morbidade, com maior sobrevida quando comparado com o uso de meropenem isolado.
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PABLO CANTALICE SANTOS FARIAS
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ASSOCIAÇÃO ENTRE POLIMORFISMOS DE GENES INFLAMATÓRIOS E METABÓLICOS DO EXOMA HUMANO E A GRAVIDADE DA COVID-19
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Orientador : REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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JOSE VALTER JOAQUIM SILVA JUNIOR
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MARIA ROSANGELA CUNHA DUARTE COELHO
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REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
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VIRGINIA MARIA BARROS DE LORENA
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WILSON JOSÉ DA SILVA JÚNIOR
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Data: 16/12/2024
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A pandemia de COVID-19 foi mundialmente declarada em 12 de março de 2020. Até 15 de setembro de 2024 foi notificado um total de mais de 776 milhões de casos e mais de 7 milhões de óbitos ao redor do mundo. Sabe-se que fatores virais, ambientais e do hospedeiro estão envolvidos conjuntamente na modulação da doença, resultando em diferentes desfechos. Dentre os fatores virais, pode-se destacar a presença de outros agentes infecciosos que podem influenciar o desfecho clínico da doença, e dentre os fatores do hospedeiro, tem-se a influência de componentes genéticos, como a atuação de Polimorfismos de Nucleotídeo Único. Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre os SNPs rs3806268 (NLRP3), rs4925543 (NLRP3), rs12150220 (NLRP1), rs455060 (NLRC4), rs699 (AGT), rs1137101 (LEPR), e rs1801133 (MTHFR) e o desfecho grave/crítico em pacientes COVID-19 brasileiros. Para isso, um total de 100 pacientes foi incluído no estudo, compreendendo 66 casos e 34 controles. Dados de prontuários como idade, sexo, cor/raça, comorbidades, sintomas, hemograma, diagnóstico por RT-PCR e achados laboratoriais (ferritina, PCR, AST, ALT e d-dímero) foram coletados e planilhados. Os casos de COVID-19 foram classificados de acordo com as diretrizes da World Health Organization em leve/moderado e grave/crítico. Além dos dados clínico-epidemiológicos, amostras de 4 mL de sangue total foram coletadas, e destas, o DNA foi extraído, depois sequenciado e genotipado por sequenciamento de nova geração (NGS). Para interpretar os dados clínico-epidemiológicos, testes não paramétricos foram utilizados, como os testes de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis. O teste de Fisher e a regressão logística multivariada, considerando os critérios AIC e BIC, foram empregados para a análise de risco. Nesta, Odds Ratios (OR) foram calculados, com significância estabelecida em p<0,05. Na população estudada, foi descrito um relato de caso em que uma paciente do sexo feminino e 48 anos de idade apresentou COVID-19 grave juntamente com a co-infecção HIV/L. infantum. Os sinais e sintomas incluíram febre, tosse produtiva e dispneia, bem como saturação de oxigênio ≤93%. Os dados clínico-laboratoriais evidenciaram linfopenia, leucopenia e neutropenia, enquanto os resultados laboratoriais indicaram níveis anormais de dímero D, AST, ALT, desidrogenase láctica, ferritina e proteína C-reativa. Uma tomografia computadorizada revelou 75% de comprometimento do parênquima pulmonar com opacidades em vidro fosco. Já na análise populacional, entre os sete SNPs avaliados, apenas rs699-GG (AGT) (OR=8,07; p=0,04) foi significativamente associado a um aumento no risco de desenvolver COVID-19 grave/crítica. Além disso, uma associação protetora foi observada entre rs1801133-GA (MTHFR) e a doença, entretanto sem significância estatística. No relato de caso, a leucopenia associada ao HIV/L. infantum pode ter desempenhado um papel decisivo. São necessários mais estudos para entender melhor as estratégias diagnósticas e as medidas de manejo clínico para pacientes co-infectados com HIV/L. infantum que são suscetíveis à infecção por SARS-CoV-2. No estudo populacional, o SNP rs699-GG (AGT) foi associado a um aumento no risco de COVID-19 grave/crítica, no entanto mais estudos são necessários a fim de compreender os mecanismos subjacentes que são resultados da influência desse SNP na COVID-19. Esses dados são relevantes para a compreensão da fisiopatologia da doença e prospecção de novas alternativas terapêuticas.
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