Associação dos polimorfismos (1306C/T) MMP-2, (−C1562T) MMP-9, (-C418G) TIMP-2 e (C509T) TGFβ1 e suas concentrações séricas com a fibrose periportal em esquistossomóticos em Pernambuco.
esquistossomose mansoni, fibrose periportal, polimorfismos, metaloproteinases.
Na esquistossomose mansoni, a evolução clínica varia desde formas leves a formas graves, dependendo da intensidade da fibrose hepática, denominada fibrose periportal. A fibrose hepática tem papel fundamental na expressão clínica da esquistossomose e resulta de reação inflamatória intensa em torno dos ovos do parasita Schistosoma mansoni, que chegam nos espaços portais intra-hepáticos. Essa condição envolve o aumento da síntese e diminuição da degradação da matriz extracelular, que tem participação das metaloproteinases e seus inibidores, sendo necessário um equilíbrio entre esses. Além destas moléculas, o TGFβ1 tem papel importante na fibrose hepática, sendo um dos principais reguladores de crescimento celular e formação de matriz extracelular e expressão destas metaloproteinases. Nesse sentido, polimorfismos genéticos dessas metaloproteinases, seus inibidores e do TGFβ1 podem influenciar na expressão gênica e causar desequilíbrio no funcionamento dessas. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa é avaliar a associação entre os polimorfismos (C1306T) MMP-2, (−C1562T) MMP-9, (-C418G) TIMP-2, (C509T) TGFβ1 e suas respectivas concentrações séricas com a fibrose periportal em pacientes com a forma hepatoesplênica e FPP padrões E ou F comparados à pacientes com a forma hepatointestinal com FPP padrões A, B ou C. A casuística será constituída por 280 pacientes com esquistossomose atendidos no Ambulatório de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE) entre os anos de 2025 e 2027 que serão divididos em dois grupos: grupo 1: 140 pacientes com EM forma hepatoesplênica com FPP avançada padrão E ou F pela classificação de Niamey e grupo 2: 140 pacientes com EM forma hepatointestinal sem fibrose periportal, padrão A e com fibrose periportal padrão B e C. A determinação dos polimorfismos será realizada por meio de Reação em Cadeia da Polimerase em tempo real (qPCR) e as dosagens séricas serão realizadas utilizando a técnica de ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA). Espera-se determinar o perfil imunogenético destes pacientes, bem como, identificar possíveis fatores preditivos para gravidade da FPP nesta população.