PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À INFECÇÃO PELO PEGIVÍRUS HUMANO TIPO 1 (HPgV-1) EM DOADORES DE SANGUE DO HEMOPE
HPgV-1; prevalência; genótipos; doadores de sangue; fatores associados.
O Pegivírus humano tipo 1 (HPgV-1) é um vírus que pode ser
transmitido principalmente pela via parenteral, através do contato com sangue
e componentes sanguíneos contaminados. Até o momento, o impacto clínico
em causar doenças ainda é desconhecido. A prevalência do HPgV-1 varia
globalmente, com estimativas de 750 milhões de pessoas infectadas. Nos
doadores de sangue, a prevalência varia significativamente entre países
desenvolvidos e em desenvolvimento, sendo mais alta em regiões com
condições socioeconômicas mais baixas. Aproximadamente 3% doações de
sangue no mundo são positivas para HPgV-1, o que representa um risco
potencial para receptores, embora o teste de triagem não seja rotineiro devido
a estudos que sugerem benefícios na coinfecção com HIV e HCV. No Brasil,
estudos mostraram variações de prevalência entre 5,9% a 21,7% em doadores
de sangue de diferentes regiões, com uma maior prevalência associada a
fatores como idade, estado civil e número de parceiros sexuais. O objetivo
desta pesquisa é estimar a prevalência do RNA do HPgV-1, identificar os
genótipos circulantes, bem como verificar os possíveis fatores
sociodemográficos, socioeconômicos e comportamentais associados à
positividade em candidatos à doação e doadores de sangue regulares da
Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (HEMOPE), na
cidade do Recife, no período de 2024 a 2025. O estudo analítico transversal
será conduzido no HEMOPE, onde os dados e as amostras de sangue serão
coletados. Será utilizada a nested RT-PCR para detecção do RNA-HPgV-1,
sequenciamento do genoma viral e análise filogenética para identificação do
genótipo, além de um formulário sobre os fatores sociodemográficos,
socioeconômicos e comportamentais dos candidatos à doação e doadores de
sangue regulares e os dados comportamentais referentes às infecções
sexualmente transmissíveis (ISTs) serão obtidos após triagem no sistema do
banco de sangue (SBS). Espera-se estimar a prevalência do HPgV-1,
identificar os genótipos circulantes e verificar os fatores associados à infecção.