Banca de DEFESA: MARTA IGLIS DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARTA IGLIS DE OLIVEIRA
DATA : 20/09/2024
HORA: 14:00
LOCAL: SALA 3 - TERCEIRO ANDAR - HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DA CINÉTICA DE ANTICORPOS ESPECÍFICOS AO SARS-COV-2 DE ACORDO COM A GRAVIDADE DA COVID-19 EM PACIENTES ATENDIDOS NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE, PERNAMBUCO


PALAVRAS-CHAVES:

Anticorpos. Imunidade humoral. Síndrome respiratória aguda severa. Sorodiagnóstico de covid-19. Vírus SARS-CoV-2


PÁGINAS: 102
RESUMO:

Desde o início da pandemia da doença coronavírus 2019 (covid-19), tem havido um esforço contínuo
para compreender a cinética de anticorpos anti-SARS-CoV-2, com atenção especial ao tempo de
duração dos níveis de imunoglobulinas da classe IgG, dada sua importância na proteção de
reinfecção. Duas hipóteses têm preocupado: a primeira refere-se ao declínio dos níveis séricos dos
anticorpos IgG ao longo do tempo, e a segunda relaciona-se com a possibilidade de que indivíduos
com covid-19 leve tenham menor probabilidade de soroconversão ou desenvolvem resposta imune
menos robusta em comparação com aqueles que apresentam uma forma grave da doença. Assim, o
objetivo deste estudo foi comparar níveis séricos e longevidade do anticorpo IgG anti-spike (IgG-S)
entre indivíduos que tiveram covid-19 grave e leve, além de identificar fatores clínicos e biológicos
associados à não soroconversão de anticorpos IgG-S, em indivíduos recuperados de covid-19, não
vacinados, durante um período de seguimento de 12 meses após o início dos sintomas da primeira
infecção por SARS-CoV-2. Trata-se de um estudo prospectivo, com caráter analítico, realizado entre
agosto de 2020 e junho de 2021 no ambulatório de egresso para recuperados de covid-19 em dois
hospitais da cidade do Recife. A população-alvo consistiu em pacientes com idade igual ou superior a
18 anos, diagnosticados com covid-19 por RT-PCR, divididos em dois grupos: aqueles com sintomas
leves e os que apresentaram sintomas graves, requerendo internação. Para a aferição da
soroconversão e concentração sérica de anticorpos, foi avaliada a resposta de imunoglobulinas IgG à
proteína Spike subunidade S1 (IgG-S1) por meio de kit semiquantitativo anti-SARS-CoV-2 ELISA.
Analisamos 238 indivíduos recuperados de covid-19: 87 hospitalizados e 151 não hospitalizados,
fornecendo 148 e 220 amostras, respectivamente. Entre os hospitalizados, foram mais frequentes
sexo masculino (65,5%), pessoas com mais de 60 anos (41,1%), comorbidades como hipertensão

arterial (67,8%) e diabetes mellitus (37,9%). Encontramos maiores medianas de títulos séricos de IgG-
S1 entre os recuperados de covid-19 hospitalizados, em todos os intervalos de tempo da coleta

(p<0,001). Observamos uma fraca correlação entre o aumento da idade com a resposta humoral de
IgG-S1 (Correlação de Spearman= 0,298). Houve maior probabilidade de persistência de anticorpo
IgG-S1 ao longo do tempo entre as amostras de indivíduos hospitalizados comparadas com amostras
dos participantes não hospitalizados (p=0,001). Além disso, 9,2% dos indivíduos não
soroconverteram. A análise univariada mostrou uma associação da apresentação clínica leve com a
não soroconversão. Em conclusão, nossos achados revelaram que a apresentação clínica grave de
covid-19 foi o principal fator de influência nos níveis séricos e na persistência de anticorpos IgG-S em
covid-19 após primo-infecção por SARs-CoV-2 em pacientes recuperados não vacinados. A covid-19

leve foi associada a não soroconversão.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2293969 - PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
Interna - 2134805 - HELOISA RAMOS LACERDA DE MELO
Interna - 1134481 - LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
Externa à Instituição - CYNTHIA REGINA PEDROSA SOARES
Externa à Instituição - JULIANA PRADO GONÇALES
Notícia cadastrada em: 17/09/2024 17:06
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