Banca de DEFESA: ROSÁLIA ELEN SANTOS RAMOS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROSÁLIA ELEN SANTOS RAMOS
DATA : 27/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

ESQUISTOSSOMOSE MANSONI EM ÁREA DE BAIXA ENDEMICIDADE: PREVALÊNCIA, CARGA PARASITÁRIA, FATORES DE RISCO, DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E DIAGNÓSTICO

 


PALAVRAS-CHAVES:

Doenças Tropicais Negligenciadas; Vigilância Epidemiológica; Biomphalaria; Diagnóstico Molecular; Fatores
Sociodemográficos.

 


PÁGINAS: 182
RESUMO:

A esquistossomose mansoni permanece como um importante problema de saúde pública no
Brasil, especialmente em áreas de baixa endemicidade, onde a baixa carga parasitária dificulta
a detecção precisa da infecção. Esta tese teve como objetivo analisar a esquistossomose
mansoni em área de baixa endemicidade, integrando avaliação diagnóstica, estudos em
moluscos hospedeiros, fatores socioambientais e distribuição espacial da transmissão. Para isso,
foram conduzidos três componentes metodológicos: (i) revisão narrativa da literatura sobre os
principais métodos diagnósticos aplicados à detecção de Schistosoma mansoni em seres
humanos; (ii) estudo transversal e analítico, realizado entre janeiro e outubro de 2023 em Feira
Grande, AL, para estimar a prevalência, carga parasitária e fatores de risco da infecção, além
de identificar criadouros e focos de transmissão; (iii) estudo de acurácia diagnóstica para
comparar protocolos parasitológicos e moleculares, incluindo diferentes números de lâminas
pelo método Kato-Katz (KK) e a reação em cadeia da polimerase (PCR). Os resultados
mostraram que a positividade geral da infecção foi de 5,5%, com predominância de baixa carga
parasitária. Na análise univariada, fatores como idade, estado civil, ocupação agrícola e contato
frequente com coleções hídricas foram associados ao risco de infecção, embora, após ajuste
para os fatores de confusão, apenas a ocupação agrícola tenha permanecido significativa. A
investigação malacológica identificou criadouros de Biomphalaria straminea e Biomphalaria
glabrata, sendo este último responsável por um foco ativo de transmissão, evidenciando
condições favoráveis à persistência do ciclo do parasito. A análise espacial revelou
sobreposição entre áreas de risco e criadouros, reforçando a importância da vigilância integrada.
No estudo de acurácia diagnóstica, observou-se que protocolos convencionais, como os
preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) (KK2) e pelo Ministério da Saúde
(MS) (KK6), apresentaram sensibilidade limitada (26,3% e 49,1%, respectivamente). A leitura
ampliada de 16 lâminas (KK16) aumentou a detecção, alcançando sensibilidade de 70,2%, mas
ainda foi inferior à PCR, que apresentou maior sensibilidade (84,2%) e concordância quase
perfeita com o padrão de referência. Os resultados evidenciam que a dependência exclusiva de
métodos parasitológicos pode subestimar a real magnitude da infecção em áreas de baixa
endemicidade, comprometendo estratégias de controle e vigilância. A esquistossomose
mansoni persiste em áreas consideradas de baixa transmissão, sustentada por fatores
socioambientais e por limitações dos métodos diagnósticos convencionais. A incorporação de
técnicas mais sensíveis, como a PCR, associada a abordagens parasitológicas ampliadas e
análises espaciais, é essencial para a estimativa real da positividade e para o fortalecimento da
vigilância. Os achados desta tese oferecem subsídios científicos relevantes para a formulação
de políticas públicas voltadas à eliminação da esquistossomose como problema de saúde
pública, em consonância com as metas da OMS para 2030.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.639.204-** - FABIO ANDRE BRAYNER DOS SANTOS - Fiocruz - PE
Externa à Instituição - JANA MESSIAS SANDES
Externo à Instituição - MARCIO BEZERRA SANTOS - UFAL
Externo à Instituição - MARTON KAIQUE DE ANDRADE CAVALCANTE - Fiocruz - PE
Interna - 1134039 - VLAUDIA MARIA ASSIS COSTA
Notícia cadastrada em: 20/02/2026 11:03
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