Banca de QUALIFICAÇÃO: CAROLINA VIEIRA ROLIM

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CAROLINA VIEIRA ROLIM
DATA : 04/05/2026
LOCAL: VIRTUAL - Videoconferência - Plataforma Google Meet
TÍTULO:

“TER AMIGOS É MUITO BOM”: perspectivas de jovens com TEA e seus cuidadores sobre a construção e a vivência das amizades na adolescência


PALAVRAS-CHAVES:

Transtorno; espectro autista; TEA; neuro desenvolvimento; neurodiversidade.


PÁGINAS: 131
RESUMO:

O transtorno do espectro autista (TEA), também conhecido como autismo, caracteriza-se por déficits na comunicação e interação social, além da presença de comportamentos ou interesses restritos e repetitivos, sendo as alterações comportamentais de gravidade variável. É um transtorno complexo e heterogêneo do neurodesenvolvimento, manifestando-se de maneira distinta entre os indivíduos ao longo da vida. Pouco se sabe sobre a maneira pela qual as dificuldades sociais específicas associadas com autismo afetam a vida social diária das pessoas, especialmente além dos anos da infância. Na adolescência, os amigos se tornam muito mais importantes do que foram em qualquer período anterior do desenvolvimento e a ausência de uma amizade próxima nesta fase tem sido associada a quadros de adoecimento psíquico que se prolongam até a vida adulta. O presente estudo pretende compreender como são construídas e vivenciadas as relações sociais de amizade na adolescência, na perspectiva de jovens com TEA nível 1 de suporte e de seus cuidadores. Utilizou-se uma metodologia qualitativa de tipo exploratório, sendo aplicadas entrevistas semiestruturadas individuais aos cuidadores e, posteriormente, aos adolescentes. A análise de conteúdo temática foi o procedimento adotado para a análise dos dados das entrevistas. O estudo envolveu seis adolescentes com diagnóstico de TEA, com idades entre 14 e 16 anos, e sete cuidadores. As categorias temáticas do estudo abrangeram a caracterização do processo diagnóstico e do cotidiano dos adolescentes com TEA, bem como as percepções sobre suas vivências de amizade no presente e na infância. Incluíram, ainda, a compreensão das mudanças no estabelecimento de vínculos ao longo do desenvolvimento e os significados atribuídos à amizade. Por fim, contemplaram fatores individuais, familiares e sociais que influenciaram a construção e a manutenção das amizades, com destaque para elementos como escola, bullying, mundo digital, características do autismo, relações com pares neuroatípicos, família e sociedade. Os resultados indicam que adolescentes com TEA valorizam as amizades e demonstram claro desejo de ter amigos e pertencer a grupos, contrariando a ideia de que preferem o isolamento. Embora enfrentem desafios relacionados à comunicação social e frequentemente apresentem rotinas mais restritas, muitos conseguem estabelecer vínculos significativos, geralmente baseados em interesses compartilhados e atividades conjuntas. As experiências de amizade mostram-se heterogêneas e influenciadas por fatores individuais e contextuais, como oportunidades de convivência, ambientes escolares e experiências de inclusão ou exclusão. Os achados também destacam a importância de ouvir as próprias vozes dos adolescentes autistas, evidenciando que as dificuldades sociais refletem mais barreiras contextuais do que ausência de interesse por relações, reforçando a necessidade de ambientes mais acolhedores e sensíveis à neurodiversidade. Dessa forma, o estudo orienta profissionais a considerar o desenvolvimento social e as relações entre pares como dimensões centrais do cuidado, especialmente na adolescência.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2331458 - ELISABETE PEREIRA SILVA
Externa ao Programa - 2413124 - KEISE BASTOS GOMES DA NOBREGA - null
Notícia cadastrada em: 30/04/2026 12:16
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