Diferenciação pedagógica e metodologias ativas: caminhos para uma filosofia que inclui
Diferenciação pedagógica; ensino de filosofia; epistemologia; metodologias ativas.
O ensino de Epistemologia, enquanto campo de conhecimento filosófico, no enfrenta desafios relacionados ao grau de abstração dos seus conceitos, principalmente quando confrontamos ele com a heterogeneidade das turmas, comprometendo tanto a compreensão conceitual quanto o engajamento dos estudantes. Esta pesquisa investiga como o uso integrado de metodologias ativas e da diferenciação pedagógica podem contribuir para o ensino de Epistemologia, favorecendo a compreensão conceitual e o engajamento dos estudantes. O estudo articula a antropologia filosófica de Edith Stein, que fundamenta a singularidade do sujeito que aprende, e as concepções de ensino de Filosofia de Alejandro Cerletti e Guillermo Obiols, segundo as quais ensinar Filosofia consiste em criar condições para que o filosofar aconteça. Essa perspectiva é complementada pela teoria da experiência de John Dewey, que explica como a compreensão se desenvolve na interação entre sujeito, outros e situações concretas, e pelo modelo de diferenciação pedagógica de Carol Ann Tomlinson, adotado como orientação para o planejamento das intervenções. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa assume caráter qualitativo, na perspectiva da pesquisa-ação, compreendida a partir de Michel Thiollent, Tripp, Toledo e Jacobi, e foi desenvolvida com uma turma de 31 estudantes do terceiro ano do Ensino Médio de uma escola privada da Região Metropolitana do Recife, marcada por expressiva heterogeneidade cognitiva, afetiva e relacional. A investigação resultará na elaboração de um guia intitulado de Cardápio de atividades para o ensino de Epistemologia, com sequências didáticas diferenciadas, recursos interativos e instrumentos de avaliação formativa, configurando-se como produto educacional que poderá subsidiar práticas de ensino de Filosofia na educação básica.