PPGPF PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM FILOSOFIA (REDE) - CFCH DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA - CFCH Telefone/Ramal: (81) 2126-8297

Banca de DEFESA: GIVANILDO DE OLIVEIRA MARTINS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GIVANILDO DE OLIVEIRA MARTINS
DATA : 31/07/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Online
TÍTULO:

Ensino de Filosofia e pensamento crítico: Um estudo Comparativo entre Discentes do Ensino Médio, a partir de suas Trajetórias filosóficas no Ensino Fundamental.

 


PALAVRAS-CHAVES:

Filosofia, Educação, Aprendizagem, Estudantes, Ensino.


PÁGINAS: 83
RESUMO:

O ensino da filosofia teve início na Grécia Antiga, entre os séculos VII e VI a. C., com um foco mais racional. Pensadores como Tales, Platão e Aristóteles foram importantes, mas a formalização veio bem depois, através da Igreja e pelos jesuítas no Brasil, a partir do século XVII. O Iluminismo do século XVIII valoriza o pensamento individual. Hoje, os jovens enfrentam desafios educacionais e precisam desenvolver autonomia e reflexão crítica para tomarem decisões futuras. A Filosofia precisa usar uma linguagem que se relacione com ciência, arte, desejo e política, buscando novas formas de convivência social. Isso significa abandonar uma ideia única de verdade. Professores devem deixar de ser "vendedores de mapas" e se tornar companheiros de pensamento com os alunos. O problema verificado se deu a partir da bagagem de conhecimento entre os
estudantes da 1ª Série do Ensino Médio, durante as aulas de Filosofia, uma que a turma por ser heterogênea no sentido de sua formação, possuía adolescentes e jovens oriundos da mesma modalidade de ensino – EFAF (Ensino Fundamental – Anos Finais), porém, alguns com a experiência curricular da disciplina e outros, sem
essa mesma experiência. A pesquisa encontrou diferenças no conhecimento de textos filosóficos entre estudantes, tanto de escolas públicas quanto particulares. Os alunos de escolas públicas, seja municipal ou estadual, têm menos acesso a esses temas, pois a filosofia não faz parte do currículo nesta modalidade de ensino. Por isso, foi necessário identificar os diferentes níveis de conhecimento entre os estudantes da 1ª Série do Ensino Médio, no campo filosófico, além de perceber o grau de interação e engajamento deles durantes as aulas de Filosofia, para poder desenvolver atividades colaborativas que pudessem equilibrar, qualitativamente, o
conhecimento da disciplina ao longo do Ensino Médio. Dessa forma, torna-se muito mais difícil para os professores da 1ª Série do Ensino Médio, pois eles enfrentam desafios para ensinar, ou seja, mediar os
conhecimentos, sabendo que as aprendizagens não acontecem de forma igualitária, conforme afirma a Taxonomia de Bloom, onde destaca os três domínios: cognitivo, afetivo e psicomotor. Nesse sentido, a pesquisa foi desenvolvida por meio de estratégia metodológicas que colaborassem com a identificação dessas diferenças nos níveis de aprendizagem, como Oficinas Filosóficas, Rodas de Conversas e Pesquisa Temática, a partir da ausência do componente curricular em pauta nos Anos Finais do Ensino Fundamental, independente da rede de ensino, uma vez que nos Ensino Médio, além da disciplina ser contemplada na Matriz Curricular, há uma cobrança, também, por meio das avaliações externas, a exemplo do ENEM e dos vestibulares, viés para as universidades. Por fim, os resultados puderam confirmar o nível de aprendizagem no campo filosófico, entre os estudantes da 1ª Série do Ensino Médio, oriundos do EFAF, cujas escolas contemplam ou não o componente de Filosofia em sua Matriz Curricular, nada que pudesse impedir o desenvolvimento de práticas metodológicas que viessem a colaborar com uma aprendizagem equitativa ao longo do percurso do EM. Dada a importância do ensino de Filosofia, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não estabelece a Filosofia como disciplina obrigatória autônoma na Educação Básica. Em vez disso, ela é tratada como um componente curricular da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas no Ensino Médio, com foco no desenvolvimento de habilidades e competências reflexivas, éticas e cidadãs. Em Pernambuco, o ensino de Filosofia é estruturado na Educação Básica, com diretrizes da Secretaria de Educação do Estado, a partir do Organizador Curricular – Formação Geral Básica (FGB), estruturado com as Habilidades de Área da BNCC, Habilidades Específicas dos Componentes, Objetos de Conhecimento e BNCC Computação. O componente curricular de Filosofia nos possibilita ouvir argumentos e opiniões, sempre baseadas nas fundamentações teóricas, afinal, são eles, os teóricos que embasam os nossos saberes, seja de forma disciplinar ou na visão da interdisciplinaridade, como metodologia colaborativa à aprendizagem.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1173947 - CELIA MARIA RODRIGUES DA COSTA PEREIRA NUNES
Presidente - ***.451.874-** - ITAMAR NUNES DA SILVA - UFPB
Externo à Instituição - JOHN MATEUS BARBOSA
Notícia cadastrada em: 28/07/2026 11:55
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa08.ufpe.br.sigaa08