ENSINO DE FILOSOFIA E DIALÉTICA HEGELIANA: Limites e possibilidades
Hegel. Dialética. Aufheben. Suprassumir. Ensino de filosofia. Propedêutica filosófica.
Diante da fragmentação e superficialidade que marcam o pensamento contemporâneo, esta pesquisa investiga a cisão entre o ideal de pensamento crítico e a prática escolar do ensino de filosofia, frequentemente reduzida à repetição de fórmulas. O problema central reside na fragilidade do pensamento pedagógico em formar sujeitos capazes de compreender o real em sua complexidade e contradição. Propõe-se, então, a dialética de G.W.F. Hegel (1770-1831) não apenas como método, mas como potência formativa: um movimento de suprassunção (Aufhebung), ou seja, negação, conservação e elevação necessário para a realização do espírito. Sob uma abordagem hermenêutica e por meio de pesquisa qualitativa-bibliográfica, o objetivo geral é investigar os limites e possibilidades da dialética hegeliana como estratégia metodológica no Ensino Médio. A análise fundamenta-se em obras selecionadas, como a Fenomenologia do Espírito (1807), Ciência da Lógica (1812-1816), Enciclopédia das Ciências Filosóficas (1830), Filosofia do Direito (1821), com ênfase nos Discursos Sobre Educação (1809-1815) e na Propedêutica Filosófica (1808 1813), visando à formação de sujeitos historicamente situados.