RAÍZES E ASAS: a construção da identidade negra no Ensino de Filosofia a partir da
pedagogia engajada de bell hooks
bell hooks; Identidade negra; Ensino de filosofia; Pedagogia engajada; Ética
do amor.
Esta pesquisa investiga como a filosofia pode contribuir para a promoção e valorização da
identidade do estudante negro nos contextos escolar e familiar, favorecendo o desenvolvimento
da autonomia, da autoconfiança e do autocuidado. Parte-se da compreensão de que a construção
da identidade negra no Brasil é atravessada pelos efeitos do racismo estrutural, que se manifesta
por meio de práticas de invisibilização, silenciamento e negação de pertencimento. Nesse
contexto, a escola, embora possa constituir-se como espaço de emancipação, frequentemente
reproduz desigualdades que impactam a autoestima e os processos de afirmação identitária dos
estudantes negros. Como referencial teórico central, a pesquisa fundamenta-se no pensamento
de bell hooks, especialmente em suas reflexões sobre educação como prática da liberdade,
pedagogia engajada, amor como prática de libertação e marginalidade como espaço de
resistência. O estudo também dialoga com as contribuições de Paulo Freire, Kabengele
Munanga e Frantz Fanon, autores que problematizam as relações entre educação, identidade,
racismo e emancipação. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa, estruturada
por meio de pesquisa bibliográfica e documental, estudo de caso e análise de conteúdo. O
campo empírico será desenvolvido com estudantes do 1º ano do Ensino Médio da Escola de
Referência em Ensino Médio João Fernandes da Silva, em São João/PE. Como instrumento
de produção de dados, serão utilizadas cartas pedagógicas elaboradas pelos estudantes,
permitindo a análise de percepções, vivências e processos de construção identitária. Espera-se
que os resultados evidenciem o potencial da filosofia como prática educativa capaz de fortalecer
o pertencimento, a autoestima e a consciência crítica dos estudantes negros, contribuindo para
a construção de práticas pedagógicas mais inclusivas, humanizadoras e comprometidas com a
justiça social.