PPGEDU PROGRAMA DE POS-GRADUACAO EM EDUCACAO - CE DIRETORIA DO CENTRO DE EDUCACAO - CE Telefone/Ramal: Não informado
Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • EMERSON RAIMUNDO DO NASCIMENTO
  • A EDUCAÇÃO EM TERREIRO AFROCENTRADA DA NAÇÃO XAMBÁ

  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO DOS REIS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GABRIEL SWAHILI SALES DE ALMEIDA
  • AURENEA MARIA DE OLIVEIRA
  • MARIA DA CONCEICAO DOS REIS
  • Data: 13/01/2022

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  • Esta dissertação analisou a educação em terreiro afrocentrada da nação xambá. Tendo como questão central: Como a Nação Xambá, através de suas práticas educativas, culturais e religiosas, viabiliza uma educação afrocentrada da comunidade do Portão do Gelo, Olinda/PE? O objetivo geral foi: Analisar como a educação em terreiro da Nação Xambá viabiliza uma educação afrocentrada na comunidade do Portão do Gelo. A teoria da afrocentricidade foi a base epistemológica escolhida, dado o entendimento de que ela evidencia o protagonismo do povo negro promovendo sua emancipação, o que foi fortalecido na pesquisa pela a utilização de categorias a exemplo da Localização/Conscientização; Agente/Agência, apontadas por expoentes como Asante, Mazama, Karenga e Noguera. Já a metodologia empregada foi o da história oral, que também proporcionou empoderamento ao povo negro, sendo aplicada a partir da técnica da história oral temática, baseado nos teóricos como Meihy e Alberti, organizada nas seguintes categorias temáticas: Centralidade da Comunidade; Respeito a Tradição e a Ancestralidade; Harmonia com a Natureza e Unidade do Ser. Os resultados obtidos confirmaram a hipótese sobre a aplicação eficiente do modelo de educação afrocentrada exercida pelo terreiro Xambá na comunidade do Portão do Gelo. Tal modelo se faz por práticas educativas, culturais e religiosas fies aos preceitos filosóficos africanos, o que empodera os membros da comunidade, aguçando uma consciência ecológica, coletividade humana e social.


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  • Esta dissertação analisou a educação em terreiro afrocentrada da nação xambá. Tendo como questão central: Como a Nação Xambá, através de suas práticas educativas, culturais e religiosas, viabiliza uma educação afrocentrada da comunidade do Portão do Gelo, Olinda/PE? O objetivo geral foi: Analisar como a educação em terreiro da Nação Xambá viabiliza uma educação afrocentrada na comunidade do Portão do Gelo. A teoria da afrocentricidade foi a base epistemológica escolhida, dado o entendimento de que ela evidencia o protagonismo do povo negro promovendo sua emancipação, o que foi fortalecido na pesquisa pela a utilização de categorias a exemplo da Localização/Conscientização; Agente/Agência, apontadas por expoentes como Asante, Mazama, Karenga e Noguera. Já a metodologia empregada foi o da história oral, que também proporcionou empoderamento ao povo negro, sendo aplicada a partir da técnica da história oral temática, baseado nos teóricos como Meihy e Alberti, organizada nas seguintes categorias temáticas: Centralidade da Comunidade; Respeito a Tradição e a Ancestralidade; Harmonia com a Natureza e Unidade do Ser. Os resultados obtidos confirmaram a hipótese sobre a aplicação eficiente do modelo de educação afrocentrada exercida pelo terreiro Xambá na comunidade do Portão do Gelo. Tal modelo se faz por práticas educativas, culturais e religiosas fies aos preceitos filosóficos africanos, o que empodera os membros da comunidade, aguçando uma consciência ecológica, coletividade humana e social.

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  • CLARA FLAUXI MARTINS DA SILVA
  • EDUCAÇÃO EM SAÚDE DE PESSOAS COM SOFRIMENTO MENTAL: MORADORES DE RESIDÊNCIA TERAPÊUTICA CHEGAM ÀS ESCOLAS PÚBLICAS DO RECIFE NA MODALIDADE DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

  • Orientador : VILDE GOMES DE MENEZES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AURENEA MARIA DE OLIVEIRA
  • FATIMA M LEITE CRUZ
  • PETRONIO JOSE DE LIMA MARTELLI
  • VILDE GOMES DE MENEZES
  • Data: 14/01/2022

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  • A reforma psiquiátrica no Brasil consolidou-se em 2001 com a Lei n.º 10.216. O modelo de assistência a pessoas com sofrimento mental foi modificado, antes se apresentava como um modelo manicomial que levou à morte de milhões de pessoas, desencandeando a mobilização de trabalhadores, familiares e pessoas com sofrimento mental que lutaram por novas formas de cuidado. Assim, surgiram os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que ofertam cuidados em uma proposta territorial e em liberdade. Em 2003, a Lei n.º 10.708 lança o Programa de Volta para Casa que resgata as pessoas dos hospitais psiquiátricos para que possam viver em liberdade. Algumas delas vão morar nos Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT). Esse programa projeta que haja inserção social, reabilitação e ressocialização dessas pessoas que viveram anos de aprisionamento e sobreviveram ao holocausto brasileiro. Para isso, um dos locais que estão recebendo esses moradores são as escolas públicas do município do Recife na modalidade de Educação de Jovens e Adultos. Com a aplicação de questionários e entrevistas aos profissionais que participam dessa inserção, que são os cuidadores, as técnicas de referência e as educadoras, com os dados interpretados pela técnica da análise de conteúdo, constataram-se algumas particularidades desse acesso à escola. Em destaque, pode-se citar a enfática  contribuição da escola para o processo de ressocialização de pessoas com sofrimento mental na medida que tem intensificação dos relacionamentos sociais e acesso à aprendizagem. Do mesmo modo que as pessoas entrevistadas relatam precisar de maior compromisso do poder público e gestão para discutir sobre essa nova realidade escolar que envolve a saúde e a educação.

     


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  • A reforma psiquiátrica no Brasil consolidou-se em 2001 com a Lei n.º 10.216. O modelo de assistência a pessoas com sofrimento mental foi modificado, antes se apresentava como um modelo manicomial que levou à morte de milhões de pessoas, desencandeando a mobilização de trabalhadores, familiares e pessoas com sofrimento mental que lutaram por novas formas de cuidado. Assim, surgiram os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que ofertam cuidados em uma proposta territorial e em liberdade. Em 2003, a Lei n.º 10.708 lança o Programa de Volta para Casa que resgata as pessoas dos hospitais psiquiátricos para que possam viver em liberdade. Algumas delas vão morar nos Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT). Esse programa projeta que haja inserção social, reabilitação e ressocialização dessas pessoas que viveram anos de aprisionamento e sobreviveram ao holocausto brasileiro. Para isso, um dos locais que estão recebendo esses moradores são as escolas públicas do município do Recife na modalidade de Educação de Jovens e Adultos. Com a aplicação de questionários e entrevistas aos profissionais que participam dessa inserção, que são os cuidadores, as técnicas de referência e as educadoras, com os dados interpretados pela técnica da análise de conteúdo, constataram-se algumas particularidades desse acesso à escola. Em destaque, pode-se citar a enfática  contribuição da escola para o processo de ressocialização de pessoas com sofrimento mental na medida que tem intensificação dos relacionamentos sociais e acesso à aprendizagem. Do mesmo modo que as pessoas entrevistadas relatam precisar de maior compromisso do poder público e gestão para discutir sobre essa nova realidade escolar que envolve a saúde e a educação.

     

3
  • ELEXANDRA SANTOS DO NASCIMENTO BAYMA
  • EDUCAÇÃO PARA APOSENTADORIA E ESPIRITUALIDADE: um estudo misto com pessoas servidoras públicas da UFPE e do INSS

  • Orientador : AURINO LIMA FERREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AURINO LIMA FERREIRA
  • EUGÊNIA DE PAULA BENÍCIO CORDEIRO
  • MARIA SANDRA MONTENEGRO SILVA
  • SILAS CARLOS ROCHA DA SILVA
  • Data: 14/01/2022

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  • A aposentadoria é um fenômeno pós-industrial que possibilita acesso a direitos e bem estar, mas que também pode provocar às pessoas trabalhadoras formalizadas profundos sofrimentos, culminando com a perda de sentido de vida, sendo necessário um processo formativo de educar para o aposentar. Nos órgãos públicos há normativas que recomendam a instituição de Programas Educação para Aposentadoria - EPA. O presente estudo teve como objetivo compreender que contribuições a espiritualidade fornece ao desenvolvimento da EPA nos órgãos públicos. Para tanto discutimos as concepções de espiritualidade apresentadas por Ferdinand Röhr, Viktor Frankl, Douglas MacDonald, Sidney Silva dentro da abordagem transpessoal/integral de espiritualidade Por meio de uma pesquisa mista sequencial foi apresentado o estado do conhecimento acerca da aposentadoria à luz da integralidade  . Na fase quantitativa do estudo, utilizou-se o Inventário de Expressões de Espiritualidade Revisado- ESI-R associado a um questionário sociodemográfico, dos quais participaram  155 pessoas servidoras públicas em situação de pré-aposentadoria, abono em permanência e aposentadoria. Os dados quantitativos passaram por análise estatística descritiva em software livre JAMOVI 1.2. Foram selecionados 16 servidores, 8 de cada órgão, que obtiveram as maiores e menores médias  nas dimensões Orientação Cognitiva em Direção à Espiritualidade (COS) e Bem-estar Existencial (EWB) da ESI-R. Foi utilizada uma entrevista com roteiro semiestruturado para a construção dos dados qualitativos cujo corpus gerado foi analisado por análise temática com o auxílio do software IRAMUTEQ. Os resultados apontam que a EPA não é um campo consolidado de pesquisa no Brasil e que há carência de pesquisas voltadas a  educação para aposentadoria de professores, principalmente da educação básica, bem como  pesquisas sobre as relações das pessoas aposentadas com a família e o lazer (quadrante cultural). A percepção da espiritualidade das pessoas do serviço público transita entre as dimensões Religiosidade (REL), COS e EWB da ESI-R. A análise do perfil sociodemográfico evidencia o fator de escolaridade na percepção da espiritualidade na dimensão REL e o de renda na percepção de EPA. Outro dado refere-se à postergação da aposentadoria entre as pessoas com mais de 40 anos de tempo de serviço, sendo mais evidente em pessoas do sexo masculino solteiras, sem filhos e sem religião. Na dimensão REL há variação estatística no tocante ao sexo e nas dimensões EWB e REL em relação à situação frente à aposentadoria. Os resultados qualitativos apresentam que a EPA se beneficia se abarcar desenvolvimento do senso de propósito da pessoa trabalhadora, da relação com trabalho, com o tempo livre e processo inexorável do envelhecimento, numa perspectiva multidimensional do ser humano. Os participantes da pesquisa sugerem que a metodologia de EPA aconteça pela formação grupos informativos, reflexivos e culturais, que façam parte de um programa de desenvolvimento humano longitudinal nas organizações pesquisadas. A principal contribuição da espiritualidade para a EPA perpassa pela abertura que a tarefa pedagógica proporciona na tomada de decisão consciente frente à aposentadoria,  possibilitando a promoção do autoconhecimento e da autonomia da pessoa trabalhadora.


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  • A aposentadoria é um fenômeno pós-industrial que possibilita acesso a direitos e bem estar, mas que também pode provocar às pessoas trabalhadoras formalizadas profundos sofrimentos, culminando com a perda de sentido de vida, sendo necessário um processo formativo de educar para o aposentar. Nos órgãos públicos há normativas que recomendam a instituição de Programas Educação para Aposentadoria - EPA. O presente estudo teve como objetivo compreender que contribuições a espiritualidade fornece ao desenvolvimento da EPA nos órgãos públicos. Para tanto discutimos as concepções de espiritualidade apresentadas por Ferdinand Röhr, Viktor Frankl, Douglas MacDonald, Sidney Silva dentro da abordagem transpessoal/integral de espiritualidade Por meio de uma pesquisa mista sequencial foi apresentado o estado do conhecimento acerca da aposentadoria à luz da integralidade  . Na fase quantitativa do estudo, utilizou-se o Inventário de Expressões de Espiritualidade Revisado- ESI-R associado a um questionário sociodemográfico, dos quais participaram  155 pessoas servidoras públicas em situação de pré-aposentadoria, abono em permanência e aposentadoria. Os dados quantitativos passaram por análise estatística descritiva em software livre JAMOVI 1.2. Foram selecionados 16 servidores, 8 de cada órgão, que obtiveram as maiores e menores médias  nas dimensões Orientação Cognitiva em Direção à Espiritualidade (COS) e Bem-estar Existencial (EWB) da ESI-R. Foi utilizada uma entrevista com roteiro semiestruturado para a construção dos dados qualitativos cujo corpus gerado foi analisado por análise temática com o auxílio do software IRAMUTEQ. Os resultados apontam que a EPA não é um campo consolidado de pesquisa no Brasil e que há carência de pesquisas voltadas a  educação para aposentadoria de professores, principalmente da educação básica, bem como  pesquisas sobre as relações das pessoas aposentadas com a família e o lazer (quadrante cultural). A percepção da espiritualidade das pessoas do serviço público transita entre as dimensões Religiosidade (REL), COS e EWB da ESI-R. A análise do perfil sociodemográfico evidencia o fator de escolaridade na percepção da espiritualidade na dimensão REL e o de renda na percepção de EPA. Outro dado refere-se à postergação da aposentadoria entre as pessoas com mais de 40 anos de tempo de serviço, sendo mais evidente em pessoas do sexo masculino solteiras, sem filhos e sem religião. Na dimensão REL há variação estatística no tocante ao sexo e nas dimensões EWB e REL em relação à situação frente à aposentadoria. Os resultados qualitativos apresentam que a EPA se beneficia se abarcar desenvolvimento do senso de propósito da pessoa trabalhadora, da relação com trabalho, com o tempo livre e processo inexorável do envelhecimento, numa perspectiva multidimensional do ser humano. Os participantes da pesquisa sugerem que a metodologia de EPA aconteça pela formação grupos informativos, reflexivos e culturais, que façam parte de um programa de desenvolvimento humano longitudinal nas organizações pesquisadas. A principal contribuição da espiritualidade para a EPA perpassa pela abertura que a tarefa pedagógica proporciona na tomada de decisão consciente frente à aposentadoria,  possibilitando a promoção do autoconhecimento e da autonomia da pessoa trabalhadora.

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  • FILIPE KAMARGO DE SANTANA
  • O QUE PODE UMA EDUCAÇÃO SEM USO? O PENSAMENTO PÓS-HUMANISTA E A PROFANAÇÃO EM GIORGIO AGAMBEN

  • Orientador : ALEXANDRE SIMAO DE FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADALGISA LEAO FERREIRA
  • ALEXANDRE SIMAO DE FREITAS
  • ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
  • Data: 14/01/2022

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  • Esta dissertação se debruça sobre a formação humana ocidental e os seus desafios contemporâneos em meio ao crescente desenvolvimento dos movimentos pós-humanistas e suas reflexões sobre a “natureza humana”. Visando fazer frente a essas perspectivas, profundamente marcadas por um teor excessivamente tecnologizante e racionalista, será contrastado o pensamento do filósofo italiano Giorgio Agamben, especificamente, o estudo que toma a noção de Profanação (2009), como gesto de resistência mediante as ações dos dispositivos de controle e poder. A profanação, apresenta-se aqui, como um elemento chave para o pensamento educacional contemporâneo, abrindo espaço para o surgimento de formasde-vida capazes de superar os mecanismos de assujeitamento e idealização do humano. Tratase de uma pesquisa de cunho teórico-filosófico, que desempenha seu trabalho de análise junto a construção de uma abertura dialógica para outras possibilidades de educar, desejando possibilitar o emergir de outras experiências para o campo educacional e pedagógico. Visando isso, este trabalho se concentra em três princípios básicos de atuação (caracterizados no texto como lâmina, fio e corte). Em primeiro lugar será efetuada uma discussão dos elementos motores da formação humana ocidental, bem como uma apresentação e breve discussão do pensamento agambeniano. Para que, através disso, seja possível forjar um espaço de pensamento que fuja dos valores utilitaristas e mercadológicos dominantes na lógica ocidental. Em seguida, se apresentará uma discussão do conceito de pós-humanidade e seu emergir no meio contemporâneo, bem como os principais embates observados na sociedade e no campo da filosofia. Questões capazes de tornar compreensíveis para o leitor os elementos em disputa em meio a essa lógica. Em um terceiro plano, será apresentada a capacidade de resistência da profanação, enquanto espaço capaz de possibilitar a abertura humana ao emergir das formasde-vida capazes de experiências plenas de existência. A profanação tornasse-se central junto ao nosso debate, com sua capacidade de operar no vazio dos sujeitos e possibilitar o emergir de outros caminhos possíveis de existência. Dito isso, é preciso salientar que, o que o leitor irá encontrar aqui, não se trata de um gesto de utilização e aplicação do pensamento agambeniano de forma hermenêutica. O que se estabelece nesse espaço de debate (apoiados nas análises educacionais de Jorge Larrosa), é uma profanação de seus próprios escritos, dando a possibilidade de abrir para a educação o emergir de novos debates e saberes. Possibilitando auxiliar o campo educacional a encontrar novas possibilidades para a formação dos sujeitos. 


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  • Esta dissertação se debruça sobre a formação humana ocidental e os seus desafios contemporâneos em meio ao crescente desenvolvimento dos movimentos pós-humanistas e suas reflexões sobre a “natureza humana”. Visando fazer frente a essas perspectivas, profundamente marcadas por um teor excessivamente tecnologizante e racionalista, será contrastado o pensamento do filósofo italiano Giorgio Agamben, especificamente, o estudo que toma a noção de Profanação (2009), como gesto de resistência mediante as ações dos dispositivos de controle e poder. A profanação, apresenta-se aqui, como um elemento chave para o pensamento educacional contemporâneo, abrindo espaço para o surgimento de formasde-vida capazes de superar os mecanismos de assujeitamento e idealização do humano. Tratase de uma pesquisa de cunho teórico-filosófico, que desempenha seu trabalho de análise junto a construção de uma abertura dialógica para outras possibilidades de educar, desejando possibilitar o emergir de outras experiências para o campo educacional e pedagógico. Visando isso, este trabalho se concentra em três princípios básicos de atuação (caracterizados no texto como lâmina, fio e corte). Em primeiro lugar será efetuada uma discussão dos elementos motores da formação humana ocidental, bem como uma apresentação e breve discussão do pensamento agambeniano. Para que, através disso, seja possível forjar um espaço de pensamento que fuja dos valores utilitaristas e mercadológicos dominantes na lógica ocidental. Em seguida, se apresentará uma discussão do conceito de pós-humanidade e seu emergir no meio contemporâneo, bem como os principais embates observados na sociedade e no campo da filosofia. Questões capazes de tornar compreensíveis para o leitor os elementos em disputa em meio a essa lógica. Em um terceiro plano, será apresentada a capacidade de resistência da profanação, enquanto espaço capaz de possibilitar a abertura humana ao emergir das formasde-vida capazes de experiências plenas de existência. A profanação tornasse-se central junto ao nosso debate, com sua capacidade de operar no vazio dos sujeitos e possibilitar o emergir de outros caminhos possíveis de existência. Dito isso, é preciso salientar que, o que o leitor irá encontrar aqui, não se trata de um gesto de utilização e aplicação do pensamento agambeniano de forma hermenêutica. O que se estabelece nesse espaço de debate (apoiados nas análises educacionais de Jorge Larrosa), é uma profanação de seus próprios escritos, dando a possibilidade de abrir para a educação o emergir de novos debates e saberes. Possibilitando auxiliar o campo educacional a encontrar novas possibilidades para a formação dos sujeitos. 

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  • JAMILLE OLIVEIRA DE MELO
  • FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO E DESIGUALDADES SOCIOEDUCACIONAIS: PERCEPÇÕES SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA DINHEIRO DIRETO NA ESCOLA EM MANARI-PE

  • Orientador : EDSON FRANCISCO DE ANDRADE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNA TARCILIA FERRAZ
  • EDSON FRANCISCO DE ANDRADE
  • VILDE GOMES DE MENEZES
  • Data: 14/01/2022

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  • A presente dissertação assume enquanto intento a análise das repercussões do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no contexto feito desigual do munícipio do interior pernambucano, Manari, visando identificar as repercussões das ações agregadas deste programa no enfrentamento as desigualdades socioeducacionais neste lugar. Não há indícios de estudos que estabeleçam a relação PDDE e desigualdades socioeducacionais. Sendo assim, nos debruçamos sobre o estudo da micropolítica, consoante Freitas (2016), a fim de observamos a tradução do PDDE de sua política macro para o dia a dia da escola em Manari, cidade popularmente conhecida nacionalmente por seus baixos indicadores de desenvolvimento humano. Para isso, consideramos teoricamente reflexões sobre: Estado e descentralização de políticas (BOBBIO, 2007; ABRUCCIO, 2010; LOBO, 1988;) e financiamento da educação e desigualdades socioeducacionais (FRANÇA, 2005; ARROYO, 2010,2017; MAFASSIOLI, 2017). Os dados que constituíram o corpus desta pesquisa foram coletados a partir de documentos, trabalho de observação de campo, administração de questionários e realização de entrevistas semiestruturadas com o secretário de educação do município, com os gestores de escolas específicas na zona urbana e rural de Manari. A maior parte das escolas que são beneficiadas pelo PDDE estão localizadas no extenso campo da zona rural do município. Apenas uma escola que participou desta pesquisa situa-se na zona urbana. A interpretação dos dados foi realizada por meio da Análise do Discurso, uma vez que todo discurso é socialmente construído, produzido em um contexto, destinado a um público, por isso também é socialmente interpretado. O estudo mostrou, que há uma distorção na compreensão dos sujeitos acerca do entendimento do recurso do PDDE como suplementar. Por não entenderem esta natureza do programa afirmam sempre ser insuficiente para as necessidades de suas escolas, isentando o município de suas responsabilidades. Constatamos que as ações agregadas mais recorrentes são aquelas destinadas ao acompanhamento pedagógico, como o Mais Educação e o Mais Alfabetização. Um grande impasse para o funcionamento do PDDE em um contexto de desigualdades, é a debilidade do suporte técnico (do FNDE para a secretaria de educação; da secretaria de educação para as escolas, e assim vice e versa), no momento de adesão das ações agregadas. Há ainda o desconhecimento da capacidade de atuação do PDDE, como por exemplo, gestores que não conheciam a ação agregada Mais Cultura na Escola. As escolas apresentam uma série demandas estruturais e pedagógicas que condizem com as ações do PDDE, no entanto não sabem pleitear essas ações frente o munícipio. Diante das inúmeras demandas identificadas (infraestrutura de escolas do campo, acessibilidade, práticas culturais e sustentáveis, etc.), justifica-se o funcionamento integral do PDDE em Manari, como mecanismo de enfrentamento as desigualdades socioeducacionais. Identificamos também, que os sujeitos em Manari não se veem em uma condição desigual, aspecto que se contradiz ao passo em que se apresentam as diversas demandas. Por fim, observamos que se os sujeitos pudessem compreender melhor o programa, teriam melhores condições de pleitear, e consequentemente iniciar um enfrentamento as desigualdades socioeducacionais.


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  • A presente dissertação assume enquanto intento a análise das repercussões do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no contexto feito desigual do munícipio do interior pernambucano, Manari, visando identificar as repercussões das ações agregadas deste programa no enfrentamento as desigualdades socioeducacionais neste lugar. Não há indícios de estudos que estabeleçam a relação PDDE e desigualdades socioeducacionais. Sendo assim, nos debruçamos sobre o estudo da micropolítica, consoante Freitas (2016), a fim de observamos a tradução do PDDE de sua política macro para o dia a dia da escola em Manari, cidade popularmente conhecida nacionalmente por seus baixos indicadores de desenvolvimento humano. Para isso, consideramos teoricamente reflexões sobre: Estado e descentralização de políticas (BOBBIO, 2007; ABRUCCIO, 2010; LOBO, 1988;) e financiamento da educação e desigualdades socioeducacionais (FRANÇA, 2005; ARROYO, 2010,2017; MAFASSIOLI, 2017). Os dados que constituíram o corpus desta pesquisa foram coletados a partir de documentos, trabalho de observação de campo, administração de questionários e realização de entrevistas semiestruturadas com o secretário de educação do município, com os gestores de escolas específicas na zona urbana e rural de Manari. A maior parte das escolas que são beneficiadas pelo PDDE estão localizadas no extenso campo da zona rural do município. Apenas uma escola que participou desta pesquisa situa-se na zona urbana. A interpretação dos dados foi realizada por meio da Análise do Discurso, uma vez que todo discurso é socialmente construído, produzido em um contexto, destinado a um público, por isso também é socialmente interpretado. O estudo mostrou, que há uma distorção na compreensão dos sujeitos acerca do entendimento do recurso do PDDE como suplementar. Por não entenderem esta natureza do programa afirmam sempre ser insuficiente para as necessidades de suas escolas, isentando o município de suas responsabilidades. Constatamos que as ações agregadas mais recorrentes são aquelas destinadas ao acompanhamento pedagógico, como o Mais Educação e o Mais Alfabetização. Um grande impasse para o funcionamento do PDDE em um contexto de desigualdades, é a debilidade do suporte técnico (do FNDE para a secretaria de educação; da secretaria de educação para as escolas, e assim vice e versa), no momento de adesão das ações agregadas. Há ainda o desconhecimento da capacidade de atuação do PDDE, como por exemplo, gestores que não conheciam a ação agregada Mais Cultura na Escola. As escolas apresentam uma série demandas estruturais e pedagógicas que condizem com as ações do PDDE, no entanto não sabem pleitear essas ações frente o munícipio. Diante das inúmeras demandas identificadas (infraestrutura de escolas do campo, acessibilidade, práticas culturais e sustentáveis, etc.), justifica-se o funcionamento integral do PDDE em Manari, como mecanismo de enfrentamento as desigualdades socioeducacionais. Identificamos também, que os sujeitos em Manari não se veem em uma condição desigual, aspecto que se contradiz ao passo em que se apresentam as diversas demandas. Por fim, observamos que se os sujeitos pudessem compreender melhor o programa, teriam melhores condições de pleitear, e consequentemente iniciar um enfrentamento as desigualdades socioeducacionais.

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  • JOSEANE FERREIRA DOS SANTOS
  • MEDIAÇÃO DA APRENDIZAGEM E USO DA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO DE UMA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

  • Orientador : TICIA CASSIANY FERRO CAVALCANTE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CLAUDIA RODRIGUES GONCALVES PESSOA
  • RAFAELLA ASFORA SIQUEIRA CAMPOS LIMA
  • TICIA CASSIANY FERRO CAVALCANTE
  • Data: 14/01/2022

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  • A inclusão da Pessoa com Deficiência no âmbito escolar é um debate atual que demanda a organização de várias propostas de trabalho pelas especificidades inerentes à pessoa e pelas diversas barreiras existentes no contexto social. Quando se trata da criança com deficiência intelectual, há o estigma de um sujeito sem capacidade de aprender; essa barreira atitudinal acaba reforçando o preconceito que pesquisadores vem tentando desmitificar por meio de estudos que mostram que, estudantes com deficiência são capazes de aprender a partir das propostas metodológicas e da mediação pedagógica que atentem para as singularidades dos educandos. Esta pesquisa está baseada na perspectiva da Teoria Histórico-Cultural, a qual vem afirmar que, quando a aprendizagem não se dá por caminhos diretos, faz-se necessário encontrar caminhos alternativos para que a aprendizagem aconteça. Esses caminhos alternativos são denominados de artefatos culturais, ou seja, são as vias alternativas de desenvolvimento social do sujeito com deficiência. No caso desta pesquisa, consideramos como artefato cultural os recursos de Comunicação Alternativa, pois estes, são apoios visuais que servem como instrumentos mediadores da aprendizagem no campo psicológico, conforme os pressupostos vigotskianos; esses recursos permitem que as pessoas com deficiência possam superar seus limites e ampliarem suas potencialidades. O objetivo da pesquisa foi o de investigar como a Comunicação Alternativa pode contribuir no processo de alfabetização de uma criança com deficiência intelectual, em contexto de sala de aula regular. Optou-se pelo estudo de caso apoiado na abordagem metodológica da pesquisa-intervenção; por estamos num espaço escolar, a abordagem qualitativa auxiliou numa maior compreensão dos fenômenos em contexto natural de ensino e aprendizagem da criança. O campo empírico foi uma escola pública localizada na Cidade do Recife; tivemos a permanência no campo de seis meses (julho a dezembro de 2019). Para a coleta, análise e discussão dos dados, utilizou-se os seguintes procedimentos metodológicos: observação; entrevista semiestruturada; avaliação da escrita da criança com deficiência intelectual; planejamento das intervenções e intervenções pedagógicas propriamente ditas, com recursos de Comunicação Alternativa. Como participantes, tivemos uma criança com deficiência intelectual, matriculada no primeiro ano do Ensino Fundamental I; a professora da sala regular; a professora da sala de recursos multifuncionais; o Agente de Apoio ao Desenvolvimento Escolar; e a mãe da criança. Diante dos achados, consideramos que a mediação pedagógica da pesquisadora foi de suma importância no processo de alfabetização da criança com DI, e que, mesmo diante de pequenos avanços, percebeu-se mudanças significativas nos aspectos motivacionais, de participação e de execução das tarefas, pela criança; a sua escrita permaneceu no nível das “garatujas”, e a opção adotada nas mediações para a escrita com letras móveis foi a estratégia que prevaleceu para a auxiliar a criança na aquisição do Sistema de Escrita alfabética (escrita do seu nome próprio; nomes das letras; ordem alfabética; palavras iniciadas com a mesma letra; rimas etc.), mediante uso de recursos da Comunicação Alternativa.


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  • A inclusão da Pessoa com Deficiência no âmbito escolar é um debate atual que demanda a organização de várias propostas de trabalho pelas especificidades inerentes à pessoa e pelas diversas barreiras existentes no contexto social. Quando se trata da criança com deficiência intelectual, há o estigma de um sujeito sem capacidade de aprender; essa barreira atitudinal acaba reforçando o preconceito que pesquisadores vem tentando desmitificar por meio de estudos que mostram que, estudantes com deficiência são capazes de aprender a partir das propostas metodológicas e da mediação pedagógica que atentem para as singularidades dos educandos. Esta pesquisa está baseada na perspectiva da Teoria Histórico-Cultural, a qual vem afirmar que, quando a aprendizagem não se dá por caminhos diretos, faz-se necessário encontrar caminhos alternativos para que a aprendizagem aconteça. Esses caminhos alternativos são denominados de artefatos culturais, ou seja, são as vias alternativas de desenvolvimento social do sujeito com deficiência. No caso desta pesquisa, consideramos como artefato cultural os recursos de Comunicação Alternativa, pois estes, são apoios visuais que servem como instrumentos mediadores da aprendizagem no campo psicológico, conforme os pressupostos vigotskianos; esses recursos permitem que as pessoas com deficiência possam superar seus limites e ampliarem suas potencialidades. O objetivo da pesquisa foi o de investigar como a Comunicação Alternativa pode contribuir no processo de alfabetização de uma criança com deficiência intelectual, em contexto de sala de aula regular. Optou-se pelo estudo de caso apoiado na abordagem metodológica da pesquisa-intervenção; por estamos num espaço escolar, a abordagem qualitativa auxiliou numa maior compreensão dos fenômenos em contexto natural de ensino e aprendizagem da criança. O campo empírico foi uma escola pública localizada na Cidade do Recife; tivemos a permanência no campo de seis meses (julho a dezembro de 2019). Para a coleta, análise e discussão dos dados, utilizou-se os seguintes procedimentos metodológicos: observação; entrevista semiestruturada; avaliação da escrita da criança com deficiência intelectual; planejamento das intervenções e intervenções pedagógicas propriamente ditas, com recursos de Comunicação Alternativa. Como participantes, tivemos uma criança com deficiência intelectual, matriculada no primeiro ano do Ensino Fundamental I; a professora da sala regular; a professora da sala de recursos multifuncionais; o Agente de Apoio ao Desenvolvimento Escolar; e a mãe da criança. Diante dos achados, consideramos que a mediação pedagógica da pesquisadora foi de suma importância no processo de alfabetização da criança com DI, e que, mesmo diante de pequenos avanços, percebeu-se mudanças significativas nos aspectos motivacionais, de participação e de execução das tarefas, pela criança; a sua escrita permaneceu no nível das “garatujas”, e a opção adotada nas mediações para a escrita com letras móveis foi a estratégia que prevaleceu para a auxiliar a criança na aquisição do Sistema de Escrita alfabética (escrita do seu nome próprio; nomes das letras; ordem alfabética; palavras iniciadas com a mesma letra; rimas etc.), mediante uso de recursos da Comunicação Alternativa.

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  • ANTONIO CARLOS CARDOSO
  • AÇÕES AFIRMATIVAS COMO POLÍTICAS PARA PROMOÇÃO DA ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL NA UFPE: EXPERIÊNCIAS DE PROFESSORES SURDOS DO CAMPUS RECIFE

  • Orientador : ALFREDO MACEDO GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALFREDO MACEDO GOMES
  • MARIA ZELIA DE SANTANA
  • WILMA PASTOR DE ANDRADE SOUSA
  • Data: 28/01/2022

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  • Com o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais – Libras (lei Federal 10.436/02) como língua oficial da comunidade de surdos do Brasil e sua regulamentação pelo Decreto 5626/05, a Libras passa a ser incluída como disciplina obrigatória nos cursos de formação docente e de fonoaudiologia. Diante desse novo cenário, as instituições de ensino superior começaram a incluir profissionais bilíngues no seu quadro docente para o ensino da Libras. De acordo com o Decreto, as vagas para os docentes de Libras são preferencialmente de pessoas surdas. Com a chegada desses docentes nas universidades, estas instituições começaram a criar ações para promoção da acessibilidade comunicacional para atender as especificidades linguísticas, culturais e identitárias desses sujeitos. Esta pesquisa objetiva investigar as políticas de acessibilidade comunicacional promovidas pela Universidade Federal de Pernambuco, Campus Recife partindo pelas experiências vivida pelos docentes surdos. Em termos mais específicos, pretende-se: a) analisar como a política de acessibilidade comunicacional da UFPE tem sido implementada a partir dos docentes surdos; b)  caracterizar e analisar a experiência do trabalho de docentes surdos, tendo em vista a política educacional de acessibilidade. A fundamentação teórica que norteará esta pesquisa conta com a discussão sobre as ações afirmativas como políticas públicas para promoção da acessibilidade comunicacional na UFPE. Esta pesquisa de cunho qualitativo utilizou como instrumentos de coleta de dados, a entrevista semi-estruturada e a análise documental. Os sujeitos da pesquisa, serão os 06 (seis) professores surdos pertencentes ao quadro efetivo da UFPE, campus Recife.


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  • Com o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais – Libras (lei Federal 10.436/02) como língua oficial da comunidade de surdos do Brasil e sua regulamentação pelo Decreto 5626/05, a Libras passa a ser incluída como disciplina obrigatória nos cursos de formação docente e de fonoaudiologia. Diante desse novo cenário, as instituições de ensino superior começaram a incluir profissionais bilíngues no seu quadro docente para o ensino da Libras. De acordo com o Decreto, as vagas para os docentes de Libras são preferencialmente de pessoas surdas. Com a chegada desses docentes nas universidades, estas instituições começaram a criar ações para promoção da acessibilidade comunicacional para atender as especificidades linguísticas, culturais e identitárias desses sujeitos. Esta pesquisa objetiva investigar as políticas de acessibilidade comunicacional promovidas pela Universidade Federal de Pernambuco, Campus Recife partindo pelas experiências vivida pelos docentes surdos. Em termos mais específicos, pretende-se: a) analisar como a política de acessibilidade comunicacional da UFPE tem sido implementada a partir dos docentes surdos; b)  caracterizar e analisar a experiência do trabalho de docentes surdos, tendo em vista a política educacional de acessibilidade. A fundamentação teórica que norteará esta pesquisa conta com a discussão sobre as ações afirmativas como políticas públicas para promoção da acessibilidade comunicacional na UFPE. Esta pesquisa de cunho qualitativo utilizou como instrumentos de coleta de dados, a entrevista semi-estruturada e a análise documental. Os sujeitos da pesquisa, serão os 06 (seis) professores surdos pertencentes ao quadro efetivo da UFPE, campus Recife.

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  • LIS PAIVA DE MEDEIROS
  • ESPIRITUALIDADES FEMINISTAS E PROCESSOS DE (TRANS)FORMAÇÃO HUMANA: Narrativas de mulheres em espaços urbanos periféricos de Recife-PE

  • Orientador : MARIA SANDRA MONTENEGRO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE SIMAO DE FREITAS
  • AURINO LIMA FERREIRA
  • MARIA SANDRA MONTENEGRO SILVA
  • MARIA TERESA LISBOA NOBRE PEREIRA
  • Data: 04/02/2022

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  • As espiritualidades participam da formação humana de formas radicalmente plurais. Esse trabalho busca se voltar para essa pluralidade e se origina da interlocução entre espiritualidades, processos de (trans)formação humana e educação. Essa tríade, como ponto de partida, é analisada a partir das narrativas de histórias de vida de mulheres moradoras de espaços urbano-periféricos da cidade de Recife-PE. As mulheres, em um sentido histórico, começam a sair de lugares de subalternização e exclusão, os quais vêm se transformando em outros, de protagonismo, criação de redes de solidariedade e centralidade para a organização da vida social. No nosso contexto de pesquisa, essa centralidade é também epistêmico-política e narrativa. Partimos do questionamento acerca de como as espiritualidades se articulam ou permeiam os processos de (trans)formação humana nas histórias de vida das mulheres e, assim, buscamos, como objetivo geral, compreender os processos de (trans)formação humana e as espiritualidades co-criadas nas narrativas de histórias de vida de mulheres moradoras do Conjunto Habitacional do Cordeiro, enquanto espaço urbano periférico. Tomamos a abordagem da Perspectiva Transpessoal Participativa Decolonial Feminista como lócus de centralidade analítica. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa narrativa atravessada também pela inspiração transpessoal participativa, centrada nos feminismos decoloniais. Ocorreu por meio de entrevistas qualitativas em profundidade, realizadas online com quatro participantes, e contou com o diário de campo enquanto ferramenta metodológica de criação de dados. Estes foram reunidos por meio de transcrições e a análise foi feita por meio da Análise Narrativa, que coloca em primeiro plano o processo de diálogo entre participantes e pesquisadora como modo privilegiado de construção de dados. Foram construídas quatro narrativas, inspiradas pela escrita orgânica., uma referente a cada participante: Karla, Bela Flor, Resiliência e Luna, as quais originaram cinco territórios de análise, de acordo com os sentidos de espiritualidades evocados nas histórias: “Roda gigante”; “Guarda-roupa”; “Raízes: nutrir e partilhar”; “Guerrear de peito aberto” e “Acender uma fogueira”. As categorias apontam para noções de espiritualidades feministas, cuja centralidade esteja na expansão e aprofundamento dos laços co-criados entre as mulheres, sejam entre si e em suas relações.


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  • As espiritualidades participam da formação humana de formas radicalmente plurais. Esse trabalho busca se voltar para essa pluralidade e se origina da interlocução entre espiritualidades, processos de (trans)formação humana e educação. Essa tríade, como ponto de partida, é analisada a partir das narrativas de histórias de vida de mulheres moradoras de espaços urbano-periféricos da cidade de Recife-PE. As mulheres, em um sentido histórico, começam a sair de lugares de subalternização e exclusão, os quais vêm se transformando em outros, de protagonismo, criação de redes de solidariedade e centralidade para a organização da vida social. No nosso contexto de pesquisa, essa centralidade é também epistêmico-política e narrativa. Partimos do questionamento acerca de como as espiritualidades se articulam ou permeiam os processos de (trans)formação humana nas histórias de vida das mulheres e, assim, buscamos, como objetivo geral, compreender os processos de (trans)formação humana e as espiritualidades co-criadas nas narrativas de histórias de vida de mulheres moradoras do Conjunto Habitacional do Cordeiro, enquanto espaço urbano periférico. Tomamos a abordagem da Perspectiva Transpessoal Participativa Decolonial Feminista como lócus de centralidade analítica. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa narrativa atravessada também pela inspiração transpessoal participativa, centrada nos feminismos decoloniais. Ocorreu por meio de entrevistas qualitativas em profundidade, realizadas online com quatro participantes, e contou com o diário de campo enquanto ferramenta metodológica de criação de dados. Estes foram reunidos por meio de transcrições e a análise foi feita por meio da Análise Narrativa, que coloca em primeiro plano o processo de diálogo entre participantes e pesquisadora como modo privilegiado de construção de dados. Foram construídas quatro narrativas, inspiradas pela escrita orgânica., uma referente a cada participante: Karla, Bela Flor, Resiliência e Luna, as quais originaram cinco territórios de análise, de acordo com os sentidos de espiritualidades evocados nas histórias: “Roda gigante”; “Guarda-roupa”; “Raízes: nutrir e partilhar”; “Guerrear de peito aberto” e “Acender uma fogueira”. As categorias apontam para noções de espiritualidades feministas, cuja centralidade esteja na expansão e aprofundamento dos laços co-criados entre as mulheres, sejam entre si e em suas relações.

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  • ISABELLA NARA COSTA ALVES
  • ENTRE AZOUGADAS E ANDANÇAS: MOVIMENTOS CURRICULARES DE GÊNERO E SEXUALIDADE NA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE PERNAMBUCO

  • Orientador : ANNA LUIZA ARAUJO RAMOS MARTINS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANNA LUIZA ARAUJO RAMOS MARTINS DE OLIVEIRA
  • KARINA MIRIAN DA CRUZ VALENCA ALVES
  • NUBIA REGINA MOREIRA
  • Data: 09/02/2022

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  • O estudo investiga espaços-tempos institucionais que (re)existem em meio

    aos vultos, propagações e amplitudes de uma onda (neo)conservadora que atinge o

    país e disputa sentidos sobre a educação de crianças, jovens e adolescentes, tendo

    como principal estratégia a instalação do pânico moral em torno de uma suposta

    ameaça à ordem social representada pelo sintagma “ideologia de gênero”. Advém da

    necessidade de lançar olhares não somente para os processos regulatórios, de

    silenciamento ou (re)produção de preconceitos e discriminações, mas, também, para

    as atividades e práticas (des)construtivas no campo educacional. Participaram da

    pesquisa doze docentes e técnicas/os que atuaram em projetos de formação docente

    e discente em gênero e sexualidade na Rede Estadual de Ensino de Pernambuco, no

    período de 2018 a 2021. A constituição do corpus se deu por comunicação informal,

    que se caracteriza por conversas com as pessoas que se disponibilizam a integrar o

    estudo. Tal estratégia é tomada como “experimentação errante”, metodologia

    construída no processo de investigação, de acordo com as necessidades interpeladas

    pelo objeto de pesquisa e pelos modos de operação teórica. A pesquisa mostrou que

    os impactos dos movimentos neoconservadores são sentidos em diferentes municípios

    do Estado através de ataques de grupos religiosos conservadores a docentes e escolas

    que desenvolvem projetos sobre equidade de gênero, linguagem neutra e

    enfrentamento à lgbtfobia; e da proposição de projetos de leis que tentaram proibir

    qualquer referência à educação sexual na rede de ensino e nas bibliotecas públicas dePernambuco. No entanto, discursos opostos disputam a hegemonia no campo

    educacional e têm conseguido obstruir de forma criativa as investidas reacionárias,

    mostrando que todo movimento político é um processo dinâmico e as relações

    equivalenciais entre demandas educativas e curriculares que sustentam os atuais

    retrocessos não anulam os fluxos diferenciais. A produção de sentidos sobre gênero e

    sexualidade envolve vontades, afetos, linguagens e práticas políticas que sempre

    surpreendem as normatizações e regulações, revelando as fissuras de toda estrutura

     

    social.

    O estudo investiga espaços-tempos institucionais que (re)existem em meio
    aos vultos, propagações e amplitudes de uma onda (neo)conservadora que atinge o
    país e disputa sentidos sobre a educação de crianças, jovens e adolescentes, tendo
    como principal estratégia a instalação do pânico moral em torno de uma suposta
    ameaça à ordem social representada pelo sintagma “ideologia de gênero”. Advém da
    necessidade de lançar olhares não somente para os processos regulatórios, de
    silenciamento ou (re)produção de preconceitos e discriminações, mas, também, para
    as atividades e práticas (des)construtivas no campo educacional. Participaram da
    pesquisa doze docentes e técnicas/os que atuaram em projetos de formação docente
    e discente em gênero e sexualidade na Rede Estadual de Ensino de Pernambuco, no
    período de 2018 a 2021. A constituição do corpus se deu por comunicação informal,
    que se caracteriza por conversas com as pessoas que se disponibilizam a integrar o
    estudo. Tal estratégia é tomada como “experimentação errante”, metodologia
    construída no processo de investigação, de acordo com as necessidades interpeladas
    pelo objeto de pesquisa e pelos modos de operação teórica. A pesquisa mostrou que
    os impactos dos movimentos neoconservadores são sentidos em diferentes municípios
    do Estado através de ataques de grupos religiosos conservadores a docentes e escolas
    que desenvolvem projetos sobre equidade de gênero, linguagem neutra e
    enfrentamento à lgbtfobia; e da proposição de projetos de leis que tentaram proibir
    qualquer referência à educação sexual na rede de ensino e nas bibliotecas públicas de

     

    Pernambuco. No entanto, discursos opostos disputam a hegemonia no campo
    educacional e têm conseguido obstruir de forma criativa as investidas reacionárias,
    mostrando que todo movimento político é um processo dinâmico e as relações
    equivalenciais entre demandas educativas e curriculares que sustentam os atuais
    retrocessos não anulam os fluxos diferenciais. A produção de sentidos sobre gênero e
    sexualidade envolve vontades, afetos, linguagens e práticas políticas que sempre
    surpreendem as normatizações e regulações, revelando as fissuras de toda estrutura
    social.




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  • SILAS VELOSO DE PAULA SILVA
  • Ensino da Sociologia em tempos de ideologia de guerra ao gênero: caminhopossíveis em meio aos novos campos minados na educação

    Esta dissertação buscou investigar estratégias discursivas de professoras/es de sociologia acerca
    do sintagma “ideologia de gênero”, compreendendo-a como um elemento presente em formações
    discursivas que emergem a partir de articulações entre discursos (neo)liberais e
    (neo)conservadores. Tal proposta de investigação parte de uma reflexão teórica/empírica e
    política ancorada em um viés pós-estruturalista, mas especificamente a Teoria política do
    Discurso em Laclau e Mouffe (2015) para quem o social é ontologicamente político. Diante de
    cenários onde tanto as questões de gênero e sexualidade como a própria presença da sociologia
    têm sido significadas como “doutrinação”, implantação de uma perspectiva comunista para fixar
    um projeto de (re)engenharia social e males a serem varridos das discussões em instituições de
    educação, nos interessa compreender como as e os professores/as tem se posicionado frente a
    estes discursos. Dessa forma, dialogamos também com autoras/es dos campos de estudos de
    gênero e sexualidade, sociologia da educação, e de recentes discussões da Teoria Política,
    enfatizando processos de subjetivação a partir de fantasias sociais que constituem processos de
    des/identificação nas relações de antagonismo, diferença e equivalência que se estabelecem em
    torno desses embates hegemônicos. A metodologia adotada para a compreensão desses discursos
    é a análise de discurso de abordagem francesa e neste sentido o trabalho aponta para as diferentes
    formas de atuação de quatro docentes de sociologia frente à “guerra ao gênero”, situando o
    campo discursivo na qual este sujeitos e seus discursos estão inseridos como um espaço onde se
    projeta uma ideia de “novo” discurso educacional, sendo as formação discursiva (neo)liberal e
    (neo)conservadora, questionada e tensionada pelos docentes entrevistados/as e por outros
    sujeitos nas escolas de referência em ensino médio analisada



  • Orientador : GUSTAVO GILSON SOUSA DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUSTAVO GILSON SOUSA DE OLIVEIRA
  • KARINA MIRIAN DA CRUZ VALENCA ALVES
  • REGINA FACCHINI
  • THIAGO RANNIERY MOREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 09/02/2022

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  • Esta dissertação buscou investigar estratégias discursivas de professoras/es de sociologia acerca
    do sintagma “ideologia de gênero”, compreendendo-a como um elemento presente em formações
    discursivas que emergem a partir de articulações entre discursos (neo)liberais e
    (neo)conservadores. Tal proposta de investigação parte de uma reflexão teórica/empírica e
    política ancorada em um viés pós-estruturalista, mas especificamente a Teoria política do
    Discurso em Laclau e Mouffe (2015) para quem o social é ontologicamente político. Diante de
    cenários onde tanto as questões de gênero e sexualidade como a própria presença da sociologia
    têm sido significadas como “doutrinação”, implantação de uma perspectiva comunista para fixar
    um projeto de (re)engenharia social e males a serem varridos das discussões em instituições de
    educação, nos interessa compreender como as e os professores/as tem se posicionado frente a
    estes discursos. Dessa forma, dialogamos também com autoras/es dos campos de estudos de
    gênero e sexualidade, sociologia da educação, e de recentes discussões da Teoria Política,
    enfatizando processos de subjetivação a partir de fantasias sociais que constituem processos de
    des/identificação nas relações de antagonismo, diferença e equivalência que se estabelecem em
    torno desses embates hegemônicos. A metodologia adotada para a compreensão desses discursos
    é a análise de discurso de abordagem francesa e neste sentido o trabalho aponta para as diferentes
    formas de atuação de quatro docentes de sociologia frente à “guerra ao gênero”, situando o
    campo discursivo na qual este sujeitos e seus discursos estão inseridos como um espaço onde se
    projeta uma ideia de “novo” discurso educacional, sendo as formação discursiva (neo)liberal e
    (neo)conservadora, questionada e tensionada pelos docentes entrevistados/as e por outros
    sujeitos nas escolas de referência em ensino médio analisada


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  • NATÁLIA MARQUES DA SILVA SOARES
  • BARBIE NEGRA: INTERSECÇÕES ENTRE MÍDIA, RAÇA E GÊNERO NAS NARRATIVAS DE PROFESSORAS NEGRAS

  • Orientador : KARINA MIRIAN DA CRUZ VALENCA ALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUSTAVO GILSON SOUSA DE OLIVEIRA
  • KARINA MIRIAN DA CRUZ VALENCA ALVES
  • VALDENICE JOSE RAIMUNDO
  • Data: 10/02/2022

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  • Esta dissertação apresenta o processo de construção da pesquisa que objetiva investigar e analisar de que forma a mídia interpela a construção da identidade de professoras negras e como essa influência reverbera ao pensar a sua práxis educativa. Baseada em autores/as que discutem as temáticas de gênero, raça, mídia e educação, a pesquisa dedica-se a conhecer as implicações da mídia no que se refere às questões étnico-raciais e de gênero na educação, questionando: de que forma professoras negras foram (e são) afetadas por agenciamentos da mídia na construção de suas identidades? Para tanto, utilizamos como referências Neusa Santos Souza, Nilma Lino Gomes, Kabengele Munanga, Grada Kilomba, Silvio Almeida, dentre outras, para subsidiar a discussão aqui proposta. Buscamos problematizar os processos de construção identitária da população negra ao narrar a história de três professoras negras dos anos iniciais da rede pública da Grande Recife por meio de entrevistas narrativas. Em virtude da pandemia causada pela COVID-19, as entrevistas aconteceram virtualmente, via plataforma Zoom, durante o mês de março de 2021. As narrativas que se desenvolveram a partir das entrevistas foram reunidas sob três temas centrais: Formação identitária; Impactos da mídia na construção da subjetividade; e Marcas do racismo na infância, adolescência e vida adulta. O que mais se destacou das narrativas foi a forma como o racismo atravessou e atravessa as suas vidas, impactando na formação de suas identidades, na construção de suas subjetividades e, sobretudo, nas relações sociais que estabelecem. Salientamos, ainda, as dificuldades e problemáticas enfrentadas pelas professoras e em sala de aula, principalmente durante a pandemia. Compreendendo que as relações étnico-raciais são construções culturais, a construção desta pesquisa se dedicou a estabelecer intersecções mídia, raça e gênero, vislumbrando fornecer elementos para o fortalecimento da cultura e identidade da população negra em nosso país.


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  • Esta dissertação apresenta o processo de construção da pesquisa que objetiva investigar e analisar de que forma a mídia interpela a construção da identidade de professoras negras e como essa influência reverbera ao pensar a sua práxis educativa. Baseada em autores/as que discutem as temáticas de gênero, raça, mídia e educação, a pesquisa dedica-se a conhecer as implicações da mídia no que se refere às questões étnico-raciais e de gênero na educação, questionando: de que forma professoras negras foram (e são) afetadas por agenciamentos da mídia na construção de suas identidades? Para tanto, utilizamos como referências Neusa Santos Souza, Nilma Lino Gomes, Kabengele Munanga, Grada Kilomba, Silvio Almeida, dentre outras, para subsidiar a discussão aqui proposta. Buscamos problematizar os processos de construção identitária da população negra ao narrar a história de três professoras negras dos anos iniciais da rede pública da Grande Recife por meio de entrevistas narrativas. Em virtude da pandemia causada pela COVID-19, as entrevistas aconteceram virtualmente, via plataforma Zoom, durante o mês de março de 2021. As narrativas que se desenvolveram a partir das entrevistas foram reunidas sob três temas centrais: Formação identitária; Impactos da mídia na construção da subjetividade; e Marcas do racismo na infância, adolescência e vida adulta. O que mais se destacou das narrativas foi a forma como o racismo atravessou e atravessa as suas vidas, impactando na formação de suas identidades, na construção de suas subjetividades e, sobretudo, nas relações sociais que estabelecem. Salientamos, ainda, as dificuldades e problemáticas enfrentadas pelas professoras e em sala de aula, principalmente durante a pandemia. Compreendendo que as relações étnico-raciais são construções culturais, a construção desta pesquisa se dedicou a estabelecer intersecções mídia, raça e gênero, vislumbrando fornecer elementos para o fortalecimento da cultura e identidade da população negra em nosso país.

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  • VIRGÍNIA RENATA VILAR DA SILVA
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE TECNOLOGIAS DIGITAIS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO COMPARTILHADAS POR LICENCIANDOS/AS EM PEDAGOGIA: HOUVE MUDANÇAS A PARTIR DO ENSINO REMOTO EMERGENCIAL?

  • Orientador : VIVIANE DE BONA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE BATISTA NETO
  • VIVIANE DE BONA
  • MARIA DE FATIMA DE SOUZA SANTOS
  • Data: 18/02/2022

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  • O objetivo desta investigação é analisar a relação entre as mudanças nas práticas docentes em função do ensino remoto emergencial e as representações sociais de tecnologias digitais na educação compartilhadas por licenciandos/as em pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Difundiram-se discussões em torno da estrutura e da possível transformação das Representações Sociais de Tecnologias Digitais (TDIC) face ao cenário pandêmico ao qual a educação perpassa profundas mudanças em função do Ensino Remoto (ER). Tomando como referências teórico metodológicas a teoria das representações sociais, com mote para a abordagem estrutural, mais especificamente o estudo da teoria do núcleo central e da dinâmica das representações sociais. Em função de seu objetivo a pesquisa contemplou duas etapas: análise documental e coleta de dados empírica. A primeira se desenvolveu por meio da análise do currículo do curso de Pedagogia da UFPE, seguida de uma revisão sistemática da literatura. A segunda contemplou a aplicação de um questionário com associação livre de palavras hierarquizadas à 254 licenciandos/as do curso de Pedagogia da universidade. Os dados coletados foram analisados com o auxílio do software Iramuteq, pelo qual foram realizadas análises prototípicas e de similitude, a técnica Análise de Conteúdo ofereceu suporte a categorização das respostas coletadas. Os principais resultados sugerem que os elementos internet, inovação, dificuldade, aprendizagem, acesso e adaptação, permeiam a zona central da representação social de TDIC. Enquanto o análise do campo semântico do ensino remoto nos permitiu perceber que a prática pode ser sentida como um desafio, marcado pela dificuldade de acesso e ampliação das desigualdades sociais já existentes em nosso país.


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  • O objetivo desta investigação é analisar a relação entre as mudanças nas práticas docentes em função do ensino remoto emergencial e as representações sociais de tecnologias digitais na educação compartilhadas por licenciandos/as em pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Difundiram-se discussões em torno da estrutura e da possível transformação das Representações Sociais de Tecnologias Digitais (TDIC) face ao cenário pandêmico ao qual a educação perpassa profundas mudanças em função do Ensino Remoto (ER). Tomando como referências teórico metodológicas a teoria das representações sociais, com mote para a abordagem estrutural, mais especificamente o estudo da teoria do núcleo central e da dinâmica das representações sociais. Em função de seu objetivo a pesquisa contemplou duas etapas: análise documental e coleta de dados empírica. A primeira se desenvolveu por meio da análise do currículo do curso de Pedagogia da UFPE, seguida de uma revisão sistemática da literatura. A segunda contemplou a aplicação de um questionário com associação livre de palavras hierarquizadas à 254 licenciandos/as do curso de Pedagogia da universidade. Os dados coletados foram analisados com o auxílio do software Iramuteq, pelo qual foram realizadas análises prototípicas e de similitude, a técnica Análise de Conteúdo ofereceu suporte a categorização das respostas coletadas. Os principais resultados sugerem que os elementos internet, inovação, dificuldade, aprendizagem, acesso e adaptação, permeiam a zona central da representação social de TDIC. Enquanto o análise do campo semântico do ensino remoto nos permitiu perceber que a prática pode ser sentida como um desafio, marcado pela dificuldade de acesso e ampliação das desigualdades sociais já existentes em nosso país.

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  • MARÍLIA TAYA AMORIM MOURA
  • ENSINO DO EMPREENDEDORISMO: A FORMAÇÃO DO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL DO ENSINO MÉDIO DE PERNAMBUCO.

  • Orientador : RAMON DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAMON DE OLIVEIRA
  • KATHARINE NINIVE PINTO SILVA
  • RONALDO MARCOS DE LIMA ARAÚJO
  • Data: 28/04/2022

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  • Esta pesquisa teve o objetivo de analisar os propósitos do ensino do empreendedorismo na educação básica nacional, sob a perspectiva das políticas educacionais voltadas à formação do microempreendedor individual. Tem como princípio de discussão as Escolas em tempo integral do Estado de Pernambuco, especialmente nas Escolas de Referência em Ensino Médio (EREMs) e em Escolas Técnicas Estaduais (ETEs). Para tanto, utilizou-se uma abordagem de caráter descritivo-exploratório, para coletar e analisar os dados, bem como instrumentos quantitativos para analisar os efeitos do empreendedorismo na educação. Encontram-se entre os documentos analisados os que legitimam o discurso do empreendedorismo na educação e a incrementação no Ensino Médio de Pernambuco, a partir de produções cientificas, leis, regulamentos, registros, revistas, livros, arquivos escolares e outros. Em um segundo momento, foi admitido, o método de pesquisa de campo a partir de roteiros de entrevistas semiestruturados com a participação dos professores responsáveis pelo componente curricular de empreendedorismo no Ensino Médio Integral, com o objetivo de articular um perfil dos profissionais responsáveis pela disciplina, as práticas pedagógicas do empreendedorismo no espaço escolar e a formação continuada dos professores, bem como o papel da relação público-privada na difusão e consolidação do conceito de educação empreendedora no estado, ressaltando os desafios e contribuições na formação do microempreendedor individual de Ensino Médio do Pernambuco. 


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  • Esta pesquisa teve o objetivo de analisar os propósitos do ensino do empreendedorismo na educação básica nacional, sob a perspectiva das políticas educacionais voltadas à formação do microempreendedor individual. Tem como princípio de discussão as Escolas em tempo integral do Estado de Pernambuco, especialmente nas Escolas de Referência em Ensino Médio (EREMs) e em Escolas Técnicas Estaduais (ETEs). Para tanto, utilizou-se uma abordagem de caráter descritivo-exploratório, para coletar e analisar os dados, bem como instrumentos quantitativos para analisar os efeitos do empreendedorismo na educação. Encontram-se entre os documentos analisados os que legitimam o discurso do empreendedorismo na educação e a incrementação no Ensino Médio de Pernambuco, a partir de produções cientificas, leis, regulamentos, registros, revistas, livros, arquivos escolares e outros. Em um segundo momento, foi admitido, o método de pesquisa de campo a partir de roteiros de entrevistas semiestruturados com a participação dos professores responsáveis pelo componente curricular de empreendedorismo no Ensino Médio Integral, com o objetivo de articular um perfil dos profissionais responsáveis pela disciplina, as práticas pedagógicas do empreendedorismo no espaço escolar e a formação continuada dos professores, bem como o papel da relação público-privada na difusão e consolidação do conceito de educação empreendedora no estado, ressaltando os desafios e contribuições na formação do microempreendedor individual de Ensino Médio do Pernambuco. 

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  • ADEILTON ELIAS DA SILVA
  • BNCC E CURRÍCULO: UM ESTUDO DA CONSTRUÇÃO DO REFERENCIAL CURRICULAR NO MUNICÍPIO DE IPOJUCA

  • Orientador : KATIA SILVA CUNHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HUGO HELENO CAMILO COSTA
  • KATIA SILVA CUNHA
  • MARCIA ANGELA DA SILVA AGUIAR
  • Data: 29/04/2022

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  • O projeto de pesquisa que tem como tema “BNCC e Currículo: um estudo da construção do referencial curricular no município de Ipojuca”, insere-se no contexto das pesquisas acerca das políticas curriculares no Brasil. Destacando que a partir de 2014 acirraram-se os debates acerca da construção de uma Base Nacional Comum com a proposta de adotar um currículo único para as escolas brasileiras (públicas e privadas). A pesquisa está fundamentada em alguns autores da Teoria do Discurso que compreendem o currículo como um texto e um conjunto de práticas e instituições inseridos num cenário de constantes disputas que se intensificaram em torno do currículo por grupos interessados nessa construção e o avanço da Base. Após muitas discussões e debates para definir o que faria ou não parte da Base, a BNCC foi aprovada, e está em vigor no país, na tentativa de determinar o que pode e deve ser ensinado e definindo, e que tem implicação na construção de outras políticas educacionais como a formação de professores, além da escolha dos livros didáticos e o processo de avaliações. Após a aprovação da BNCC, em 2017, foi repassada aos estados, municípios e Distrito Federal a incumbência de, a partir de 2018 até 2020, reformularem ou criarem seus currículos alinhando-os à BNCC. Muitos municípios optaram por utilizar o currículo construído pelo governo estadual e poucos escolheram construir o seu próprio currículo. O município de Ipojuca, desde 2019, se articulou para construir um referencial curricular, no intuito de afirmar a identidade do município no contexto educacional com a proposta de avançar na oferta de uma educação pública de qualidade. Em 2020 o currículo foi aprovado pelo Conselho Municipal de Educação de Ipojuca (CMEI) e tornou-se nosso objeto de pesquisa na tentativa de responder à pergunta: Quais os posicionamentos dos atores envolvidos na construção do referencial curricular de Ipojuca e de que forma as perspectivas educacionais presentes no currículo, alinhadas à BNCC, estão associadas ao sentido de qualidade da educação no município? Para alcançar os objetivos propostos e responder ao nosso problema, utilizamos como ferramenta de pesquisa a análise documental e o questionário que propõe analisar as impressões colocadas pelos construtores no currículo, bem como, ouvir seus posicionamentos, acerca do currículo, através do questionário. Os dados, após consolidados, apontaram uma disputa no campo, há aqueles que associam a educação de qualidade enquanto um resultado da construção de um currículo alinhado à BNCC, e outros que apontam a necessidade de uma melhor contextualização, levando-se em conta a realidade das escolas do munícipio, assim sendo, entendemos que a construção buscou um fechamento sobre o currículo de Ipojuca, entretanto há um tencionamento no campo que aponta para a necessidade de que este expresse as realidades diferentes a partir de cada contexto e sujeitos envolvidos na construção de uma educação pública de qualidade.

     

     

     


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  • O projeto de pesquisa que tem como tema “BNCC e Currículo: um estudo da construção do referencial curricular no município de Ipojuca”, insere-se no contexto das pesquisas acerca das políticas curriculares no Brasil. Destacando que a partir de 2014 acirraram-se os debates acerca da construção de uma Base Nacional Comum com a proposta de adotar um currículo único para as escolas brasileiras (públicas e privadas). A pesquisa está fundamentada em alguns autores da Teoria do Discurso que compreendem o currículo como um texto e um conjunto de práticas e instituições inseridos num cenário de constantes disputas que se intensificaram em torno do currículo por grupos interessados nessa construção e o avanço da Base. Após muitas discussões e debates para definir o que faria ou não parte da Base, a BNCC foi aprovada, e está em vigor no país, na tentativa de determinar o que pode e deve ser ensinado e definindo, e que tem implicação na construção de outras políticas educacionais como a formação de professores, além da escolha dos livros didáticos e o processo de avaliações. Após a aprovação da BNCC, em 2017, foi repassada aos estados, municípios e Distrito Federal a incumbência de, a partir de 2018 até 2020, reformularem ou criarem seus currículos alinhando-os à BNCC. Muitos municípios optaram por utilizar o currículo construído pelo governo estadual e poucos escolheram construir o seu próprio currículo. O município de Ipojuca, desde 2019, se articulou para construir um referencial curricular, no intuito de afirmar a identidade do município no contexto educacional com a proposta de avançar na oferta de uma educação pública de qualidade. Em 2020 o currículo foi aprovado pelo Conselho Municipal de Educação de Ipojuca (CMEI) e tornou-se nosso objeto de pesquisa na tentativa de responder à pergunta: Quais os posicionamentos dos atores envolvidos na construção do referencial curricular de Ipojuca e de que forma as perspectivas educacionais presentes no currículo, alinhadas à BNCC, estão associadas ao sentido de qualidade da educação no município? Para alcançar os objetivos propostos e responder ao nosso problema, utilizamos como ferramenta de pesquisa a análise documental e o questionário que propõe analisar as impressões colocadas pelos construtores no currículo, bem como, ouvir seus posicionamentos, acerca do currículo, através do questionário. Os dados, após consolidados, apontaram uma disputa no campo, há aqueles que associam a educação de qualidade enquanto um resultado da construção de um currículo alinhado à BNCC, e outros que apontam a necessidade de uma melhor contextualização, levando-se em conta a realidade das escolas do munícipio, assim sendo, entendemos que a construção buscou um fechamento sobre o currículo de Ipojuca, entretanto há um tencionamento no campo que aponta para a necessidade de que este expresse as realidades diferentes a partir de cada contexto e sujeitos envolvidos na construção de uma educação pública de qualidade.

     

     

     

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  • VIVIANE RAUANE BEZERRA SILVA
  • HIERARQUIZAÇÃO E ESTREITAMENTO CURRICULAR: O BDE E A RESPONSABILIZAÇÃO NA VISÃO DOS PROFESSORES QUE NÃO LECIONAM AS DISCIPLINAS PRESENTES NO SAEPE

  • Orientador : ANA LUCIA FELIX DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA LUCIA FELIX DOS SANTOS
  • EDSON FRANCISCO DE ANDRADE
  • ELOISA MAIA VIDAL
  • Data: 29/04/2022

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  • Este estudo aborda o Programa de Modernização da Gestão Pública – Metas para Educação (PMGP-ME) como política pública educacional presente na rede estadual de Pernambuco desde 2007. Busca trazer para o debate a temática da responsabilização educacional e sua especificidade na percepção dos professores que lecionam disciplinas que não são contempladas na avaliação externa, o Sistema de Avaliação Educacional de Pernambuco (SAEPE). Assim, como também busca debater a questão dessa responsabilização docente atrelada ao ganho do Bônus de Desempenho Educacional (BDE). Tem como objetivo geral compreender a percepção dos professores que não lecionam as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática sobre a responsabilização docente atrelada ao ganho do BDE. Teoricamente, o trabalho abordou temáticas sobre as políticas públicas, educacionais e de avaliação; a bonificação atrelada a metas de desempenho e a responsabilização docente. Metodologicamente, adotou a pesquisa qualitativa, realizando análise documental e entrevistas semiestruturadas com 18 (dezoito) professores, e a análise de conteúdo como técnica para analisar os dados. O campo empírico contou com 6 (seis) escolas da rede estadual na cidade de Caruaru-PE, nas quais foram entrevistados professores que lecionam disciplinas que não são avaliadas no SAEPE. No que se refere aos documentos, os dados apontam que o governo pretende melhorar a qualidade da educação pública a partir de incentivos financeiros, monitoramento, índices sintéticos, avaliação em apenas duas disciplinas e responsabilizando professores e gestores pelo desempenho dos alunos na avaliação externa. Os resultados revelaram que os professores concordam em parte com o BDE, colocando que se trata apenas de um incentivo e não uma real valorização dos professores e destacando que, se a remuneração do professor fosse melhor, não seria necessário ter bonificação; ainda assim a maioria dos professores atua para o recebimento do Bônus a partir de diferentes estratégias. Uma das consequências dessas estratégias está no estreitamento curricular, quando os professores deixam de aprofundar os conteúdos das suas disciplinas para ceder tempo de suas aulas para conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática. Outra consequência é o processo de hierarquização que ocorre entre estas disciplinas diante das demais, já que há relatos de mais recursos e mais atenção por parte da gestão para o fortalecimento de Língua Portuguesa e Matemática, assim como há um maior destaque nas formações continuadas para essas duas áreas do conhecimento. Assim, foi possível entender que os professores acabam por trabalhar em função do BDE, ao passo que se sentem responsáveis pela nota da escola, e montam estratégias para alcançar a meta a todo custo.


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  • Este estudo aborda o Programa de Modernização da Gestão Pública – Metas para Educação (PMGP-ME) como política pública educacional presente na rede estadual de Pernambuco desde 2007. Busca trazer para o debate a temática da responsabilização educacional e sua especificidade na percepção dos professores que lecionam disciplinas que não são contempladas na avaliação externa, o Sistema de Avaliação Educacional de Pernambuco (SAEPE). Assim, como também busca debater a questão dessa responsabilização docente atrelada ao ganho do Bônus de Desempenho Educacional (BDE). Tem como objetivo geral compreender a percepção dos professores que não lecionam as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática sobre a responsabilização docente atrelada ao ganho do BDE. Teoricamente, o trabalho abordou temáticas sobre as políticas públicas, educacionais e de avaliação; a bonificação atrelada a metas de desempenho e a responsabilização docente. Metodologicamente, adotou a pesquisa qualitativa, realizando análise documental e entrevistas semiestruturadas com 18 (dezoito) professores, e a análise de conteúdo como técnica para analisar os dados. O campo empírico contou com 6 (seis) escolas da rede estadual na cidade de Caruaru-PE, nas quais foram entrevistados professores que lecionam disciplinas que não são avaliadas no SAEPE. No que se refere aos documentos, os dados apontam que o governo pretende melhorar a qualidade da educação pública a partir de incentivos financeiros, monitoramento, índices sintéticos, avaliação em apenas duas disciplinas e responsabilizando professores e gestores pelo desempenho dos alunos na avaliação externa. Os resultados revelaram que os professores concordam em parte com o BDE, colocando que se trata apenas de um incentivo e não uma real valorização dos professores e destacando que, se a remuneração do professor fosse melhor, não seria necessário ter bonificação; ainda assim a maioria dos professores atua para o recebimento do Bônus a partir de diferentes estratégias. Uma das consequências dessas estratégias está no estreitamento curricular, quando os professores deixam de aprofundar os conteúdos das suas disciplinas para ceder tempo de suas aulas para conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática. Outra consequência é o processo de hierarquização que ocorre entre estas disciplinas diante das demais, já que há relatos de mais recursos e mais atenção por parte da gestão para o fortalecimento de Língua Portuguesa e Matemática, assim como há um maior destaque nas formações continuadas para essas duas áreas do conhecimento. Assim, foi possível entender que os professores acabam por trabalhar em função do BDE, ao passo que se sentem responsáveis pela nota da escola, e montam estratégias para alcançar a meta a todo custo.

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  • MARIA GABRIELA SILVA CARNEIRO MONTEIRO
  • ROTAÇÃO POR ESTAÇÃO E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: POSSIBILIDADES E LIMITES PARA ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO DE CIÊNCIAS

  • Orientador : KENIO ERITHON CAVALCANTE LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCIMAR MARTINS TEIXEIRA MACEDO
  • KENIO ERITHON CAVALCANTE LIMA
  • RUTH DO NASCIMENTO FIRME
  • SIMAO DIAS DE VASCONCELOS FILHO
  • Data: 26/05/2022

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  • A educação de jovens e adultos (EJA) carrega consigo uma visão compensatória da educação. Consideramos ser importante para a EJA e outros níveis de ensino o estímulo ao desenvolvimento da Alfabetização Científica (AC), pois através do trabalho de habilidades como o trabalho com dados, estruturação do pensamento e compreensão dos fatos há uma contribuição na construção de uma visão crítica da Ciência, Tecnologia e Sociedade. Paralelo a isso é importante considerar metodologias de ensino que possam favorecer a AC e que incluam as ferramentas tecnológicas, visto que é por meio da tecnologia que muitos dos conhecimentos científicos circulam, inclusive de forma distorcida. Com isso, as metodologias ativas pertencentes ao Ensino Híbrido (EH) se destacam, pois podem unir aos processos didático-metodológicos usuais, ações que dinamizam a participação dos estudantes com tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC). Dentro das possibilidades, consideramos a Rotação por Estação (RPE) a metodologia que mais se adequa ao cenário brasileiro. Nesse sentido, a pesquisa buscou investigar como a RPE contribui para um ensino de Ciências na perspectiva do desenvolvimento da AC na EJA. Partindo disso, a pesquisa foi realizada numa escola do Recife, com uma Sequência didática criada em conjunto com o professor sobre a temática de Vacinação, composição do tecido sanguíneo e sistema imunológico. Com isso, a partir dos registros dos grupos nas estações, bem como da observação e gravação das interações discursivas, diagnosticamos percepções imaturas sobre a temática, com fortes influências de notícias falsas e com pouca presença de indicadores de AC, mas que no decorrer da vivência foram amadurecidos, nos permitindo identificar a AC em desenvolvimento a partir dos indicadores. Apesar disso, encontramos dificuldade com a turma da EJA no desenvolvimento da autonomia que a RPE favorece e é interessante para a AC, indicando a necessidade da realização de mais pesquisas sobre formas de utilizar e adaptar a metodologia para esse público com foco na AC.


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  • A educação de jovens e adultos (EJA) carrega consigo uma visão compensatória da educação. Consideramos ser importante para a EJA e outros níveis de ensino o estímulo ao desenvolvimento da Alfabetização Científica (AC), pois através do trabalho de habilidades como o trabalho com dados, estruturação do pensamento e compreensão dos fatos há uma contribuição na construção de uma visão crítica da Ciência, Tecnologia e Sociedade. Paralelo a isso é importante considerar metodologias de ensino que possam favorecer a AC e que incluam as ferramentas tecnológicas, visto que é por meio da tecnologia que muitos dos conhecimentos científicos circulam, inclusive de forma distorcida. Com isso, as metodologias ativas pertencentes ao Ensino Híbrido (EH) se destacam, pois podem unir aos processos didático-metodológicos usuais, ações que dinamizam a participação dos estudantes com tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC). Dentro das possibilidades, consideramos a Rotação por Estação (RPE) a metodologia que mais se adequa ao cenário brasileiro. Nesse sentido, a pesquisa buscou investigar como a RPE contribui para um ensino de Ciências na perspectiva do desenvolvimento da AC na EJA. Partindo disso, a pesquisa foi realizada numa escola do Recife, com uma Sequência didática criada em conjunto com o professor sobre a temática de Vacinação, composição do tecido sanguíneo e sistema imunológico. Com isso, a partir dos registros dos grupos nas estações, bem como da observação e gravação das interações discursivas, diagnosticamos percepções imaturas sobre a temática, com fortes influências de notícias falsas e com pouca presença de indicadores de AC, mas que no decorrer da vivência foram amadurecidos, nos permitindo identificar a AC em desenvolvimento a partir dos indicadores. Apesar disso, encontramos dificuldade com a turma da EJA no desenvolvimento da autonomia que a RPE favorece e é interessante para a AC, indicando a necessidade da realização de mais pesquisas sobre formas de utilizar e adaptar a metodologia para esse público com foco na AC.

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  • CLAUDIA VICENTE DA SILVA
  • A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NOS COMPONENTES CURRICULARES- HISTÓRIA E HISTÓRIA DAS CULTURAS NO ENSINO FUNDAMENTAL- ANOS FINAIS EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO/PE.

  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO DOS REIS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDILENE MARIA DA SILVA
  • MARCIA REGINA BARBOSA
  • MARIA DA CONCEICAO DOS REIS
  • Data: 27/05/2022

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  • O ensino da história e cultura africana e afro-brasileira nos estabelecimentos de educação brasileiros passou a ser obrigatório do ano de 2003, após a consolidação das novas diretrizes curriculares que surgem em resposta a promulgação da Lei n.º 10.639. Por força dessa legislação esses estudos deveriam, em tese, estar pautados na valorização do povo negro considerando sua condição como sujeito de direito parte constituinte da formação social do Brasil. Este contexto histórico lastreia a questão central desta pesquisa, a saber: Como a Educação das Relações Étnico-Raciais está sendo implementada nos componentes curriculares História e História das Culturas nos anos finais do Ensino Fundamental em Vitória de Santo Antão, Pernambuco? Na busca por respostas a nossa questão de partida definimos como objetivo geral: compreender como a temática dessas Relações Étnico-Raciais vem sendo implementada nos respectivos componentes curriculares nas escolas que estão sob responsabilidade pedagógica da respectiva municipalidade. Para esse fim traçamos como objetivos específicos: descrever a trajetória da Educação das Relações Étnico-Raciais no Sistema Municipal de Ensino em Vitória de Santo Antão; refletir sobre o avanço da Legislação educacional antirracista e sua contribuição para a implementação da ERER e Analisar como os docentes de História e História das Culturas dos anos finais do Ensino Fundamental identificam a ERER em seus currículos municipal. Neste contexto, apoiamos a discussão da pesquisa na teoria da afrocentricidade e em suas categorias: centralidade, marginalidade, agência e conscientização na visão dada por Molefi Kete Asante, e Ama Mazama. A pesquisa de abordagem qualitativa se serviu de entrevistas semiestruturadas que nos permitiu um entendimento dilatado sobre a Educação das Relações Étnico-Raciais nas escolas públicas municipais de Vitória de Santo Antão. Como critério para análise de dados utilizamos os conceitos defendidos pela Teoria da Afrocentricidade (2014). Isto por sua vez, nos permitiu, considerando uma série de fatores, concluir que a ERER não está sendo implementada nas escolas públicas municipais que ofertam os anos finais do ensino fundamental na cidade da Vitória de Santo Antão, Pernambuco.


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  • O ensino da história e cultura africana e afro-brasileira nos estabelecimentos de educação brasileiros passou a ser obrigatório do ano de 2003, após a consolidação das novas diretrizes curriculares que surgem em resposta a promulgação da Lei n.º 10.639. Por força dessa legislação esses estudos deveriam, em tese, estar pautados na valorização do povo negro considerando sua condição como sujeito de direito parte constituinte da formação social do Brasil. Este contexto histórico lastreia a questão central desta pesquisa, a saber: Como a Educação das Relações Étnico-Raciais está sendo implementada nos componentes curriculares História e História das Culturas nos anos finais do Ensino Fundamental em Vitória de Santo Antão, Pernambuco? Na busca por respostas a nossa questão de partida definimos como objetivo geral: compreender como a temática dessas Relações Étnico-Raciais vem sendo implementada nos respectivos componentes curriculares nas escolas que estão sob responsabilidade pedagógica da respectiva municipalidade. Para esse fim traçamos como objetivos específicos: descrever a trajetória da Educação das Relações Étnico-Raciais no Sistema Municipal de Ensino em Vitória de Santo Antão; refletir sobre o avanço da Legislação educacional antirracista e sua contribuição para a implementação da ERER e Analisar como os docentes de História e História das Culturas dos anos finais do Ensino Fundamental identificam a ERER em seus currículos municipal. Neste contexto, apoiamos a discussão da pesquisa na teoria da afrocentricidade e em suas categorias: centralidade, marginalidade, agência e conscientização na visão dada por Molefi Kete Asante, e Ama Mazama. A pesquisa de abordagem qualitativa se serviu de entrevistas semiestruturadas que nos permitiu um entendimento dilatado sobre a Educação das Relações Étnico-Raciais nas escolas públicas municipais de Vitória de Santo Antão. Como critério para análise de dados utilizamos os conceitos defendidos pela Teoria da Afrocentricidade (2014). Isto por sua vez, nos permitiu, considerando uma série de fatores, concluir que a ERER não está sendo implementada nas escolas públicas municipais que ofertam os anos finais do ensino fundamental na cidade da Vitória de Santo Antão, Pernambuco.

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  • JOAO VITOR CALDAS DE SOUZA
  • O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS CURRICULARES PCN’S E BNCC SOBRE O ENSINO DE HISTÓRIA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Orientador : JOSE BATISTA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELETA DE CARVALHO FREIRE
  • JOSE BATISTA NETO
  • LUCINALVA ANDRADE ATAIDE DE ALMEIDA
  • Data: 27/05/2022

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  • A pesquisa tem como objeto o currículo da disciplina escolar de História para o Ensino Fundamental Anos Finais que tomou corpo nos PCN’s de 1997 e na BNCC de 2017. O objetivo central do trabalho é compreender o que dizem o currículo da disciplina escolar de História para o Ensino Fundamental Anos Finais nos PCN’s de 1997 e na BNCC de 2017.  São objetivos específicos analisar as bases pedagógicas que nortearam e norteiam o currículo dos anos finais do ensino fundamental presentes nos PCN’S de 1997 e na BNCC de 2017. Buscamos também analisar as categorias utilizadas no currículo específico de História que norteiam os textos curriculares e identificar agentes sociais, econômicos e políticos que exercerem influência sobre o processo de elaboração dos PCN’S de 1997 e da BNCC de 2017. A investigação situa-se no campo das políticas curriculares e se filia às teorias críticas do currículo. Para a construção dessa pesquisa, realizamos um levantamento bibliográfico que possibilitou compreender o contexto no qual os dois documentos referidos foram produzidos. Realizamos um levantamento acerca das referências que tratam sobre as teorias curriculares e a análise dos PCN’s e da BNCC, construímos quadros de análise e gráficos, além de realizar um Estado do Conhecimento extenso sobre a temática. Posteriormente, apoiados em autores como Bardin (2011) e Vala (1986), formulamos eixos temáticos e categorias com vistas à análise documental, com novas construções de quadros de análise ao longo do processo de leitura dos documentos. Para compreensão do currículo escrito, utilizamos autores como Lopes (2021), Silva (2020), Sacristán (2017) e Apple (2006). Em relação à análise das categorias históricas, utilizamos referências como Le Goff (1990) e Braudel (1984). A análise dos documentos possibilitou perceber que os PCN’s são documentos inovadores para o contexto de sua época, mas que contam com ausências de temáticas sociais importantes, como a temática LGBT, além da necessidade de aprofundamento de determinadas questões relevantes para o processo de ensino e aprendizagem, como por exemplo, a da autonomia docente. Em relação à BNCC, trata-se de documento superficial, em que não apresentam referências teóricas claras e explícitas, podendo ser caracterizado como um aglutinado de enunciados extraídos de documentos curriculares internacionais, revelando-se carente de originalidade e passando ao largo das contribuições de sua época. 


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  • A pesquisa tem como objeto o currículo da disciplina escolar de História para o Ensino Fundamental Anos Finais que tomou corpo nos PCN’s de 1997 e na BNCC de 2017. O objetivo central do trabalho é compreender o que dizem o currículo da disciplina escolar de História para o Ensino Fundamental Anos Finais nos PCN’s de 1997 e na BNCC de 2017.  São objetivos específicos analisar as bases pedagógicas que nortearam e norteiam o currículo dos anos finais do ensino fundamental presentes nos PCN’S de 1997 e na BNCC de 2017. Buscamos também analisar as categorias utilizadas no currículo específico de História que norteiam os textos curriculares e identificar agentes sociais, econômicos e políticos que exercerem influência sobre o processo de elaboração dos PCN’S de 1997 e da BNCC de 2017. A investigação situa-se no campo das políticas curriculares e se filia às teorias críticas do currículo. Para a construção dessa pesquisa, realizamos um levantamento bibliográfico que possibilitou compreender o contexto no qual os dois documentos referidos foram produzidos. Realizamos um levantamento acerca das referências que tratam sobre as teorias curriculares e a análise dos PCN’s e da BNCC, construímos quadros de análise e gráficos, além de realizar um Estado do Conhecimento extenso sobre a temática. Posteriormente, apoiados em autores como Bardin (2011) e Vala (1986), formulamos eixos temáticos e categorias com vistas à análise documental, com novas construções de quadros de análise ao longo do processo de leitura dos documentos. Para compreensão do currículo escrito, utilizamos autores como Lopes (2021), Silva (2020), Sacristán (2017) e Apple (2006). Em relação à análise das categorias históricas, utilizamos referências como Le Goff (1990) e Braudel (1984). A análise dos documentos possibilitou perceber que os PCN’s são documentos inovadores para o contexto de sua época, mas que contam com ausências de temáticas sociais importantes, como a temática LGBT, além da necessidade de aprofundamento de determinadas questões relevantes para o processo de ensino e aprendizagem, como por exemplo, a da autonomia docente. Em relação à BNCC, trata-se de documento superficial, em que não apresentam referências teóricas claras e explícitas, podendo ser caracterizado como um aglutinado de enunciados extraídos de documentos curriculares internacionais, revelando-se carente de originalidade e passando ao largo das contribuições de sua época. 

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  • EVERTON WILLIAN DE OLIVEIRA CAVALCANTI
  • O LUGAR DA VELHICE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EJA: UMA ANÁLISE DE CRENÇAS, ATITUDES E CONHECIMENTOS GERONTOLÓGICOS

  • Orientador : MARCIA REGINA BARBOSA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO JORGE LOPES DA SILVA
  • MARCIA REGINA BARBOSA
  • RICARDO BEZERRA TORRES LIMA
  • VIVIANE DE BONA
  • Data: 31/05/2022

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  • Esta pesquisa de natureza qualitativa que se insere na área da Educação, mais especificamente na linha formação de professores e prática pedagógica, objetiva analisar o que revelam, no que diz respeito à formação de professores, as crenças, atitudes e conhecimentos sobre a velhice que professores da educação de jovens e adultos possuem. Como objetivos específicos buscou identificar as relações entre as crenças e atitudes e a formação de professores; verificar se a temática velhice tem sido contemplada durante a formação dos professores; identificar o nível de conhecimento que os professores têm sobre o processo de envelhecimento, a velhice e o idoso; identificar aproximações e distanciamentos entre marcos regulamentares sobre a temática velhice e a formação dos professores. Foi tomado por marco teórico o pensamento freiriano atrelado à algumas categorias do materialismo dialético para compreender e analisar a formação de professores e sua relação com a sociedade, bem como construções teóricas do campo da gerontologia educacional que subsidiam os debates sobre os idosos e sua presença na educação de jovens e adultos. Quanto à metodologia, este foi um estudo exploratório descritivo, que utilizou como instrumentos um questionário sociodemográfico, uma escala diferencial semântica para avaliação das atitudes e crenças em relação à velhice, um questionário para medição do nível de conhecimento básico sobre gerontologia e grupos focais, além da análise de conteúdo de diversos documentos que se relacionam com a formação de professores, educação de jovens e adultos e idosos. Os sujeitos que compuseram esta pesquisa são professores da educação de jovens e adultos vinculados a Gerência Regional de Educação Metropolitana Norte. Como principais achados, destacamos que os docentes demonstram um baixo nível de conhecimento gerontológico, bem como crenças e atitudes negativas, nos grupos focais, e positivas e neutras, na escala diferencial semântica utilizada. Quanto a formação de professores, tanto a nível inicial como a nível continuada. os sujeitos indicaram não terem participado de quaisquer experiências formativas que privilegiassem o público idosos. Os dados obtidos nos permitiram identificar que a ausência de formações que efetivamente tratassem da temática da velhice ofereceu um elemento que contribui para a manutenção de crenças e atitudes negativas em relação à velhice, bem como o baixo nível de conhecimento gerontológico.


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  • Esta pesquisa de natureza qualitativa que se insere na área da Educação, mais especificamente na linha formação de professores e prática pedagógica, objetiva analisar o que revelam, no que diz respeito à formação de professores, as crenças, atitudes e conhecimentos sobre a velhice que professores da educação de jovens e adultos possuem. Como objetivos específicos buscou identificar as relações entre as crenças e atitudes e a formação de professores; verificar se a temática velhice tem sido contemplada durante a formação dos professores; identificar o nível de conhecimento que os professores têm sobre o processo de envelhecimento, a velhice e o idoso; identificar aproximações e distanciamentos entre marcos regulamentares sobre a temática velhice e a formação dos professores. Foi tomado por marco teórico o pensamento freiriano atrelado à algumas categorias do materialismo dialético para compreender e analisar a formação de professores e sua relação com a sociedade, bem como construções teóricas do campo da gerontologia educacional que subsidiam os debates sobre os idosos e sua presença na educação de jovens e adultos. Quanto à metodologia, este foi um estudo exploratório descritivo, que utilizou como instrumentos um questionário sociodemográfico, uma escala diferencial semântica para avaliação das atitudes e crenças em relação à velhice, um questionário para medição do nível de conhecimento básico sobre gerontologia e grupos focais, além da análise de conteúdo de diversos documentos que se relacionam com a formação de professores, educação de jovens e adultos e idosos. Os sujeitos que compuseram esta pesquisa são professores da educação de jovens e adultos vinculados a Gerência Regional de Educação Metropolitana Norte. Como principais achados, destacamos que os docentes demonstram um baixo nível de conhecimento gerontológico, bem como crenças e atitudes negativas, nos grupos focais, e positivas e neutras, na escala diferencial semântica utilizada. Quanto a formação de professores, tanto a nível inicial como a nível continuada. os sujeitos indicaram não terem participado de quaisquer experiências formativas que privilegiassem o público idosos. Os dados obtidos nos permitiram identificar que a ausência de formações que efetivamente tratassem da temática da velhice ofereceu um elemento que contribui para a manutenção de crenças e atitudes negativas em relação à velhice, bem como o baixo nível de conhecimento gerontológico.

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  • LIGIA CAVALCANTI CALDAS
  • REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO NA TELENOVELA DIRECIONADA á INFÂNCIA: UMA QUESTÃO DE CURRÍCULO E PEDAGOGIA CULTURAL

  • Orientador : ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTINA MARIA COIMBRA VIEIRA
  • ANA PAULA ABRAHAMIAN DE SOUZA
  • CLARISSA MARTINS DE ARAUJO
  • ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
  • Data: 29/06/2022

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  • Esta dissertação, situada no campo da Educação, delimita o seu objeto enquanto representações de gênero presentes no currículo cultural de uma telenovela de ampla audiência da televisão aberta brasileira direcionada ao público infantil, buscando compreender como se configuram essas representações em As Aventuras de Poliana, novela televisiva infantojuvenil transmitida no canal Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Para tanto, articulando-se pressupostos dos Estudos Culturais em Educação e do pensamento de Michel Foucault para se pensarem a relação saber-poder-ser e as noções de gênero como representação, discurso, identidade/diferença, performatividade e materialidade, de infância pós-moderna e sujeito neoliberal e de telenovela como currículo e pedagogia cultural, percorre-se um caminho investigativo de abordagem qualitativa inspirado nas redefinições que pesquisas dessa natureza sofreram com a virada epistemológica a partir das décadas de 1960 e 1970. Desse modo, não havendo, com esse percurso, a pretensão de desvendarem-se significados supostamente ocultos nesse produto midiático, mas a preocupação em descrever as circunstâncias que narram essas representações de gênero e as condições sob as quais estas aparecem, combinam-se, metodologicamente, análise cultural, para o exame de texto, imagem e som no artefato cultural escolhido – o currículo cultural dos vinte primeiros capítulos de As Aventuras de Poliana –, e análise do discurso, para dar conta das posições de sujeito em jogo, do campo de coexistências discursivas e da materialidade repetível. Através do emprego dessas escolhas metodológicas, percebe-se que esse currículo cultural dispõe de uma pedagogia de gênero que se articula a campos de verdade distintos, como a filosofia, a medicina, a publicidade, a religião, a estética, dispersa-se em outros artefatos curriculares de modo que os enunciados que mobiliza apresentam um movimento de reiteração e deslocamento, estabelece posições discursivas diferenciadas de sujeitos femininos e masculinos e inclui/exclui, delimita, classifica e normaliza identidades de gênero através da associação de elementos significantes, embora, por outro lado, nunca consiga fixá-las por completo, por conta da própria dinâmica performativa.


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  • Esta dissertação, situada no campo da Educação, delimita o seu objeto enquanto representações de gênero presentes no currículo cultural de uma telenovela de ampla audiência da televisão aberta brasileira direcionada ao público infantil, buscando compreender como se configuram essas representações em As Aventuras de Poliana, novela televisiva infantojuvenil transmitida no canal Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Para tanto, articulando-se pressupostos dos Estudos Culturais em Educação e do pensamento de Michel Foucault para se pensarem a relação saber-poder-ser e as noções de gênero como representação, discurso, identidade/diferença, performatividade e materialidade, de infância pós-moderna e sujeito neoliberal e de telenovela como currículo e pedagogia cultural, percorre-se um caminho investigativo de abordagem qualitativa inspirado nas redefinições que pesquisas dessa natureza sofreram com a virada epistemológica a partir das décadas de 1960 e 1970. Desse modo, não havendo, com esse percurso, a pretensão de desvendarem-se significados supostamente ocultos nesse produto midiático, mas a preocupação em descrever as circunstâncias que narram essas representações de gênero e as condições sob as quais estas aparecem, combinam-se, metodologicamente, análise cultural, para o exame de texto, imagem e som no artefato cultural escolhido – o currículo cultural dos vinte primeiros capítulos de As Aventuras de Poliana –, e análise do discurso, para dar conta das posições de sujeito em jogo, do campo de coexistências discursivas e da materialidade repetível. Através do emprego dessas escolhas metodológicas, percebe-se que esse currículo cultural dispõe de uma pedagogia de gênero que se articula a campos de verdade distintos, como a filosofia, a medicina, a publicidade, a religião, a estética, dispersa-se em outros artefatos curriculares de modo que os enunciados que mobiliza apresentam um movimento de reiteração e deslocamento, estabelece posições discursivas diferenciadas de sujeitos femininos e masculinos e inclui/exclui, delimita, classifica e normaliza identidades de gênero através da associação de elementos significantes, embora, por outro lado, nunca consiga fixá-las por completo, por conta da própria dinâmica performativa.

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  • NATALIA GABRIELA DA SILVA
  • INSTITUIÇÃO EDUCACIONAL DE CARÁTER NÃO FORMAL: AS HISTÓRIAS E MEMÓRIAS DO GERALDÃO NA DÉCADA DE 70

  • Orientador : JOSE LUIS SIMOES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE LUIS SIMOES
  • EDILSON FERNANDES DE SOUZA
  • MARCELO SOARES TAVARES DE MELO
  • Data: 30/06/2022

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  • Esta dissertação analisa a trajetória do Ginásio de Esporte Geraldo Magalhães (Recife-PE), popularmente conhecido por “Geraldão”, na década de 1970 enquanto uma instituição educacional de caráter não formal. Nessa perspectiva se desdobraram os seguintes objetivo: narrar as memórias e histórias de colaboradores do Geraldão na década de 1970; identificar a função do Geraldão, em suas dimensões: social, cultural e esportivas, presente nas histórias e memórias desses colaboradores; e analisar a dimensão educativa latente nas funções formais do Ginásio e a sua contribuição para a área da educação não formal. Do ponto vista metodológico, caracteriza-se por ser uma pesquisa qualitativa, onde fizemos a opção pela História Oral temática e utilizamos entrevistas para obtenção dos dados. Diante das análises dos materiais e dados coletados foi possível obter evidências que confirmam que o Ginásio de Esporte Geraldo Magalhães foi e ainda é uma instituição educacional de caráter não formal. Identificamos que a maioria das ações desenvolvidas no Ginásio possibilitaram aos participantes momentos significativos de aprendizagens social e cultural, além dos aspectos esportivos. Ao mesmo tempo, verificou-se que, apesar de não conseguir atender a toda população recifense, suas contribuições também estão relacionadas no sentido de fortalecer vínculos afetivos e relacionais entre os trabalhadores e seus familiares. Por fim, acreditamos que as instituições de caráter não formal também possibilitam a transformação social de diversos sujeitos através de atividades relacionadas ao esporte, ao lazer e a cultura.


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  • Esta dissertação analisa a trajetória do Ginásio de Esporte Geraldo Magalhães (Recife-PE), popularmente conhecido por “Geraldão”, na década de 1970 enquanto uma instituição educacional de caráter não formal. Nessa perspectiva se desdobraram os seguintes objetivo: narrar as memórias e histórias de colaboradores do Geraldão na década de 1970; identificar a função do Geraldão, em suas dimensões: social, cultural e esportivas, presente nas histórias e memórias desses colaboradores; e analisar a dimensão educativa latente nas funções formais do Ginásio e a sua contribuição para a área da educação não formal. Do ponto vista metodológico, caracteriza-se por ser uma pesquisa qualitativa, onde fizemos a opção pela História Oral temática e utilizamos entrevistas para obtenção dos dados. Diante das análises dos materiais e dados coletados foi possível obter evidências que confirmam que o Ginásio de Esporte Geraldo Magalhães foi e ainda é uma instituição educacional de caráter não formal. Identificamos que a maioria das ações desenvolvidas no Ginásio possibilitaram aos participantes momentos significativos de aprendizagens social e cultural, além dos aspectos esportivos. Ao mesmo tempo, verificou-se que, apesar de não conseguir atender a toda população recifense, suas contribuições também estão relacionadas no sentido de fortalecer vínculos afetivos e relacionais entre os trabalhadores e seus familiares. Por fim, acreditamos que as instituições de caráter não formal também possibilitam a transformação social de diversos sujeitos através de atividades relacionadas ao esporte, ao lazer e a cultura.

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  • CARLA DE PAULA SILVA CAMPOS
  • DA (AUTO)FORMAÇÃO HUMANA À SISTEMATIZAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS COM MULHERES NUMA PERIFERIA PANDÊMICA: SENTIDOS FORMATIVOS ATRAVESSADOS PELA EDUCAÇÃO EMOCIONAL

  • Orientador : EUGÊNIA DE PAULA BENÍCIO CORDEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JUAN CASASSUS GUTIERREZ
  • AURINO LIMA FERREIRA
  • EUGÊNIA DE PAULA BENÍCIO CORDEIRO
  • SIDNEY CARLOS ROCHA DA SILVA
  • Data: 07/07/2022

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  • Esta pesquisa é decorrente de um processo participativo com mulheres periféricas do Coque, Recife, Pernambuco, que se organiza em coletivo desde 2016. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, exploratória, que adota como metodologia de pesquisa a Sistematização de Experiencias. Tem por objetivo geral compreender sentidos (auto)formativos atravessados pela educação emocional em uma experiência participativa com mulheres numa periferia; e, mais especificamente, analisar processos autoformativos atravessados pela educação emocional a partir de uma experiência participativa com mulheres periféricas; e Sistematizar Experiências com mulheres periféricas em meio à pandemia do COVID-19. Como achados da pesquisa, apontamos: a pesquisa participativa requer do pesquisador abertura para sua autoformação humana considerando necessário comprometimento com todos os apelos intra e interrelacionais para a construção de vínculos; o processo participativo por ser fundamentalmente relacional, pode ser favorecido por aspectos da educação emocional, a fim de que os(as) envolvidos(as) possam compreender a dinâmica emocional em uma perspectiva multidimensional; a sistematização de experiência apresenta-se como um método fortemente estimulador da autonomia de um grupo humano; é um método especialmente favorável às buscas de processos emocionais relacionais das pessoas participantes, tornando-se uma iniciativa promissora para fomentar o crescimento identitário de organizações populares.


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  • Esta pesquisa é decorrente de um processo participativo com mulheres periféricas do Coque, Recife, Pernambuco, que se organiza em coletivo desde 2016. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, exploratória, que adota como metodologia de pesquisa a Sistematização de Experiencias. Tem por objetivo geral compreender sentidos (auto)formativos atravessados pela educação emocional em uma experiência participativa com mulheres numa periferia; e, mais especificamente, analisar processos autoformativos atravessados pela educação emocional a partir de uma experiência participativa com mulheres periféricas; e Sistematizar Experiências com mulheres periféricas em meio à pandemia do COVID-19. Como achados da pesquisa, apontamos: a pesquisa participativa requer do pesquisador abertura para sua autoformação humana considerando necessário comprometimento com todos os apelos intra e interrelacionais para a construção de vínculos; o processo participativo por ser fundamentalmente relacional, pode ser favorecido por aspectos da educação emocional, a fim de que os(as) envolvidos(as) possam compreender a dinâmica emocional em uma perspectiva multidimensional; a sistematização de experiência apresenta-se como um método fortemente estimulador da autonomia de um grupo humano; é um método especialmente favorável às buscas de processos emocionais relacionais das pessoas participantes, tornando-se uma iniciativa promissora para fomentar o crescimento identitário de organizações populares.

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  • ALERY FELINTO SANTANA
  • CURRÍCULO DE LICENCIATURAS ACOMPANHADAS PELO SETOR DE ESTUDOS E ASSESSORIA PEDAGÓGICA: ARTICULAÇÕES DISCURSIVAS REFERENTES À INCORPORAÇÃO DA EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

  • Orientador : LUCINALVA ANDRADE ATAIDE DE ALMEIDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE SIMAO DE FREITAS
  • CARLA PATRICIA ACIOLI LINS GUARANA
  • LUCINALVA ANDRADE ATAIDE DE ALMEIDA
  • Data: 25/07/2022

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  • Essa pesquisa inscreve-se no campo do currículo, nas políticas práticas curriculares, das licenciaturas pertencentes à universidade pública. O currículo desses cursos tem se apresentado, historicamente, como um campo complexo, em que diversos sentidos vêm sendo hegemonizados em meio a idas e vindas, tensões e articulações concernentes ao desenvolvimento das políticas práticas curriculares e à incorporação da Educação em Direitos Humanos (EDH) nas mesmas. A despeito disto, compreendemos que o movimento curricular não é pré-determinado, mas sim construído, contingencialmente, nos diversos ambientes que pensam e praticam Educação, conforme Lopes, Macedo (2011) e Almeida, Gonçalves, Magalhães (2019). Assim, a pesquisa é fomentada a partir do seguinte questionamento: quais os sentidos apresentados nas cadeias articulatórias presentes nas políticas práticas curriculares dos cursos de licenciatura em Dança, em Teatro e em Música, desenvolvidas pelos coordenadores, em conjunto com os Técnicos de Assuntos Educacionais (TAE), do Setor de Estudos e Assessoria Pedagógica (SEAP), do Centro de Artes e Comunicação (CAC), direcionados à incorporação da EDH? Apontamos que os cursos selecionados pertencem ao campo de desenvolvimento da pesquisa que é a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o CAC. Nessa perspectiva, destacamos a escolha da Teoria do Discurso (TD), de Laclau e Mouffe, como lente teórica do trabalho, além de ser guia de nosso movimento de construção teórico-metodológica (LACLAU; MOUFFE, 2015). Neste percurso, caracterizamos discursivamente o SEAP/CAC como campo de práticas pedagógicas, utilizamos questionários com a equipe e assim nos situamos diante dos perfis profissionais dos TAE, em entrelace com a constituição histórico política do setor. O mesmo mostrou-se implicado com assessorias pedagógicas que se articulam com correntes contra hegemônicas. Identificamos, pela análise dos documentos dos Projetos Pedagógicos de Curso PPC das licenciaturas, formações discursivas que se posicionam em consonância com as relações presentes na caracterização do SEAP. No tocante a incorporação da EDH, as formações identificadas mostram-se permeadas de sentidos múltiplos e pulverizadas, que apontam para a existência de um significante, tendencialmente, vazio relativo à temática nos currículos. Este significante encontra-se aberto a possibilidades diversas de preenchimento. Pela realização de questionários e das entrevistas semiestruturadas, compreendemos que as cadeias de articulação, que partem dos discursos das coordenadoras, revelam movimentos de equivalência que apontam para a presença da EDH nas políticas práticas curriculares dos cursos de formação docente, porém demonstram a ausência de garantias de permanência desta incorporação. Há a compreensão da relevância social e a observação da transversalidade de princípios como a valorização das diferenças e reflexões acerca da justiça social nos currículos analisados. Entretanto, as investidas de apagamentos advindas de proposições neoliberais e neoconservadoras na Educação são percebidas como possíveis desestabilizadores de maiores investimentos e continuidades nos processos de formação de professores interrelacionados com a EDH e seus princípios de ações democráticas. Estes processos de formação caminham em alerta e comprometem-se com a função social de uma educação imbricada com o humanismo, no sentido de valorização e responsabilização pelo Outro.


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  • Essa pesquisa inscreve-se no campo do currículo, nas políticas práticas curriculares, das licenciaturas pertencentes à universidade pública. O currículo desses cursos tem se apresentado, historicamente, como um campo complexo, em que diversos sentidos vêm sendo hegemonizados em meio a idas e vindas, tensões e articulações concernentes ao desenvolvimento das políticas práticas curriculares e à incorporação da Educação em Direitos Humanos (EDH) nas mesmas. A despeito disto, compreendemos que o movimento curricular não é pré-determinado, mas sim construído, contingencialmente, nos diversos ambientes que pensam e praticam Educação, conforme Lopes, Macedo (2011) e Almeida, Gonçalves, Magalhães (2019). Assim, a pesquisa é fomentada a partir do seguinte questionamento: quais os sentidos apresentados nas cadeias articulatórias presentes nas políticas práticas curriculares dos cursos de licenciatura em Dança, em Teatro e em Música, desenvolvidas pelos coordenadores, em conjunto com os Técnicos de Assuntos Educacionais (TAE), do Setor de Estudos e Assessoria Pedagógica (SEAP), do Centro de Artes e Comunicação (CAC), direcionados à incorporação da EDH? Apontamos que os cursos selecionados pertencem ao campo de desenvolvimento da pesquisa que é a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o CAC. Nessa perspectiva, destacamos a escolha da Teoria do Discurso (TD), de Laclau e Mouffe, como lente teórica do trabalho, além de ser guia de nosso movimento de construção teórico-metodológica (LACLAU; MOUFFE, 2015). Neste percurso, caracterizamos discursivamente o SEAP/CAC como campo de práticas pedagógicas, utilizamos questionários com a equipe e assim nos situamos diante dos perfis profissionais dos TAE, em entrelace com a constituição histórico política do setor. O mesmo mostrou-se implicado com assessorias pedagógicas que se articulam com correntes contra hegemônicas. Identificamos, pela análise dos documentos dos Projetos Pedagógicos de Curso PPC das licenciaturas, formações discursivas que se posicionam em consonância com as relações presentes na caracterização do SEAP. No tocante a incorporação da EDH, as formações identificadas mostram-se permeadas de sentidos múltiplos e pulverizadas, que apontam para a existência de um significante, tendencialmente, vazio relativo à temática nos currículos. Este significante encontra-se aberto a possibilidades diversas de preenchimento. Pela realização de questionários e das entrevistas semiestruturadas, compreendemos que as cadeias de articulação, que partem dos discursos das coordenadoras, revelam movimentos de equivalência que apontam para a presença da EDH nas políticas práticas curriculares dos cursos de formação docente, porém demonstram a ausência de garantias de permanência desta incorporação. Há a compreensão da relevância social e a observação da transversalidade de princípios como a valorização das diferenças e reflexões acerca da justiça social nos currículos analisados. Entretanto, as investidas de apagamentos advindas de proposições neoliberais e neoconservadoras na Educação são percebidas como possíveis desestabilizadores de maiores investimentos e continuidades nos processos de formação de professores interrelacionados com a EDH e seus princípios de ações democráticas. Estes processos de formação caminham em alerta e comprometem-se com a função social de uma educação imbricada com o humanismo, no sentido de valorização e responsabilização pelo Outro.

Teses
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  • GABRIELA LINS FALCAO
  • AS CONTRIBUIÇÕES FORMATIVAS, PEDAGÓGICAS E PROFISSIONAIS DA PESQUISA PARA O PROFESSOR DE PORTUGUÊS NA EDUCAÇÃO BÁSICA

  • Orientador : LIVIA SUASSUNA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HERICA KARINA CAVALCANTI DE LIMA
  • LAEDA BEZERRA MACHADO
  • LIVIA SUASSUNA
  • ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
  • SIANE GOIS CAVALCANTI RODRIGUES
  • Data: 14/01/2022

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  • Os atuais dispositivos norteadores da formação inicial e continuada dos docentes no Brasil, bem como as pesquisas desenvolvidas no campo da formação de professores, em nosso país e ao redor do mundo, especialmente a partir da década de 1980, definem a atividade de pesquisa como parte fundamental à formação e à atuação de professores, nas diferentes etapas da educação (ANDRÉ, 2001; LÜDKE, 2001; SOARES, 2002; KLEIMAN, 2001; DINIZ-PEREIRA E ZEICHNER, 2011; PIMENTA, 2012; TARDIF E MOSCOSO, 2018). Tais produções apontam que não é apenas como processo cognitivo que a pesquisa pode contribuir para o desenvolvimento profissional, haja vista seu potencial para a construção e a aquisição de novos saberes por parte do pesquisador, mas também como prática social. Baseados nesse entendimento, discutimos, neste estudo, as contribuições formativas, pedagógicas e profissionais da pesquisa para o professor de português na educação básica, tendo em vista as transformações nas concepções teórico-metodológicas operadas no campo do ensino de língua portuguesa em decorrência dos avanços dos estudos linguísticos ocorridos nas últimas décadas (GERALDI, 1997 E 2018; DORNELLES, 2007; MAGALHÃES, T., GARCIA-REIS, A.  e FERREIRA, H., 2017; BUNZEN e NASCIMENTO, 2019). À luz da concepção de pesquisa descrita no continuum defendido por Beillerot (2001), produzimos dados por meio da aplicação de questionário e da realização de entrevistas semiestruturadas com nove professores pesquisadores de português em atuação na educação básica. Os resultados desta investigação, de natureza qualitativa, ratificam a importância da pesquisa como princípio formativo e como prática profissional de professores, desde a educação básica. Ademais, as experiências investigativas de nossos sujeitos e a proximidade destes com os processos de produção e de socialização do conhecimento, ao longo de suas trajetórias formativas e profissionais, revelaram-se como caminhos para a apropriação e (re)construção de abordagens discursivas de linguagem, em consonância com os estudos linguísticos mais atuais, contribuindo para suas práticas, bem como para a reconfiguração da identidade e do trabalho docente. O desenvolvimento de pesquisa, pois, para além dos sentidos de apropriação de seu objeto científico, consolidou-se como “espaço de resistência, de crédito e de mérito” (SCHNETZLER, 1998, p. 08), com impactos, inclusive, na identidade docente, e no reconhecimento e valorização profissional.


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  • Os atuais dispositivos norteadores da formação inicial e continuada dos docentes no Brasil, bem como as pesquisas desenvolvidas no campo da formação de professores, em nosso país e ao redor do mundo, especialmente a partir da década de 1980, definem a atividade de pesquisa como parte fundamental à formação e à atuação de professores, nas diferentes etapas da educação (ANDRÉ, 2001; LÜDKE, 2001; SOARES, 2002; KLEIMAN, 2001; DINIZ-PEREIRA E ZEICHNER, 2011; PIMENTA, 2012; TARDIF E MOSCOSO, 2018). Tais produções apontam que não é apenas como processo cognitivo que a pesquisa pode contribuir para o desenvolvimento profissional, haja vista seu potencial para a construção e a aquisição de novos saberes por parte do pesquisador, mas também como prática social. Baseados nesse entendimento, discutimos, neste estudo, as contribuições formativas, pedagógicas e profissionais da pesquisa para o professor de português na educação básica, tendo em vista as transformações nas concepções teórico-metodológicas operadas no campo do ensino de língua portuguesa em decorrência dos avanços dos estudos linguísticos ocorridos nas últimas décadas (GERALDI, 1997 E 2018; DORNELLES, 2007; MAGALHÃES, T., GARCIA-REIS, A.  e FERREIRA, H., 2017; BUNZEN e NASCIMENTO, 2019). À luz da concepção de pesquisa descrita no continuum defendido por Beillerot (2001), produzimos dados por meio da aplicação de questionário e da realização de entrevistas semiestruturadas com nove professores pesquisadores de português em atuação na educação básica. Os resultados desta investigação, de natureza qualitativa, ratificam a importância da pesquisa como princípio formativo e como prática profissional de professores, desde a educação básica. Ademais, as experiências investigativas de nossos sujeitos e a proximidade destes com os processos de produção e de socialização do conhecimento, ao longo de suas trajetórias formativas e profissionais, revelaram-se como caminhos para a apropriação e (re)construção de abordagens discursivas de linguagem, em consonância com os estudos linguísticos mais atuais, contribuindo para suas práticas, bem como para a reconfiguração da identidade e do trabalho docente. O desenvolvimento de pesquisa, pois, para além dos sentidos de apropriação de seu objeto científico, consolidou-se como “espaço de resistência, de crédito e de mérito” (SCHNETZLER, 1998, p. 08), com impactos, inclusive, na identidade docente, e no reconhecimento e valorização profissional.

2
  • ALINE RENATA DOS SANTOS
  • RECONTEXTUALIZAÇÕES DOS PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR DO CAMPO, INDÍGENA E QUILOMBOLA NAS FOTOGRAFIAS DOS LIVROS DIDÁTICOS: DISPUTAS ENTRE VISUALIDADES COLONIAL E TRANSGRESSORA

  • Orientador : JANSSEN FELIPE DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANNA RITA SARTORE
  • DENISE XAVIER TORRES
  • JANSSEN FELIPE DA SILVA
  • MARIA DA CONCEICAO DOS REIS
  • MARIA JOSELMA DO NASCIMENTO FRANCO
  • ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
  • Data: 07/02/2022

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  • Este relatório apresenta os resultados da pesquisa de doutorado que tratou das recontextualizações nas fotografias e nos contextos dos Livros Didáticos (LD) – Manuais dos Professores do PNLD 2019 e teve como Abordagem Teórica o diálogo entre os Estudos Pós-coloniais e o Feminismo Latino-americano Descolonial. Pressupomos que os princípios da Educação Escolar do Campo, Indígena e Quilombola nas fotografias e em seus contextos são reinterpretados por meio de recontextualizações híbridas (LOPES, 2005), na tensão entre colonialidade/descolonização, patriarcado/despatriarcalização e racismo/desracialização na manutenção da visualidade colonial e na inserção de visualidades transgressoras outras. Nessa arena de disputas, concebemos que as fotografias são constituídas por modos de significação que buscam apresentar uma dada realidade como real, podendo reforçar relações de poder desiguais como naturais. Nesse sentido, os LD, enquanto tradutores das políticas curriculares nacionais, principalmente, a BNCC, assumem uma função importante como um dos fios que contribuem para a manutenção do tecido colonial, via colonialidade. No intuito de responder ao problema da pesquisa construímos o seguinte objetivo geral: compreender como se dão as recontextualizações dos princípios da Educação escolar do Campo, Indígena e Quilombola nas fotografias e em seus contextos dos LD – Manuais dos Professores. Para responder a esse objetivo, delimitamos os seguintes objetivos específicos: a) identificar e caracterizar as políticas curriculares direcionadas à Educação Escolar dos povos do campo, indígena e quilombola; b) identificar e caracterizar os princípios da Educação Escolar do Campo, Indígena e Quilombola; c) identificar e caracterizar as coleções didáticas eleitas do PNLD 2019 e d) Identificar e caracterizar as fotografias e seus contextos que indicam recontextualizações dos princípios da Educação Escolar do Campo, Indígena e Quilombola. Na busca por responder a esses objetivos, adotamos como procedimentos teórico-metodológicos a pesquisa documental, a Análise de Conteúdo via Análise Temática (BARDIN, 2011; VALA, 1990) e elementos da semiótica Peirceana (2005). Os resultados apontaram as disputas políticas, epistêmicas e sociais entorno dos conteúdos-conhecimentos que serão parte dos LD. A recontextualização dos princípios da Educação Escolar do Campo, Indígena e Quilombola aproximam-se da interculturalidade funcional reforçando o sistema de dominação patriarcal-racista-capitalista-colonial-moderno por meio da política de identidade. Percebemos que as recontextualizações não ocorrem unicamente com esse fim, mas também acontece por meio de hibridismos tensionadas por movimentos que se aproximam da interculturalidade crítica imbricada à identidade em política, gestando pensamentos de fronteira. Nessa esteira, identificamos indícios de despatriarcalização, desracialização, descolonização tanto nas fotografias, gestando visualidades transgressoras, quanto nas orientações voltadas aos professores nos LD.


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  • Este relatório apresenta os resultados da pesquisa de doutorado que tratou das recontextualizações nas fotografias e nos contextos dos Livros Didáticos (LD) – Manuais dos Professores do PNLD 2019 e teve como Abordagem Teórica o diálogo entre os Estudos Pós-coloniais e o Feminismo Latino-americano Descolonial. Pressupomos que os princípios da Educação Escolar do Campo, Indígena e Quilombola nas fotografias e em seus contextos são reinterpretados por meio de recontextualizações híbridas (LOPES, 2005), na tensão entre colonialidade/descolonização, patriarcado/despatriarcalização e racismo/desracialização na manutenção da visualidade colonial e na inserção de visualidades transgressoras outras. Nessa arena de disputas, concebemos que as fotografias são constituídas por modos de significação que buscam apresentar uma dada realidade como real, podendo reforçar relações de poder desiguais como naturais. Nesse sentido, os LD, enquanto tradutores das políticas curriculares nacionais, principalmente, a BNCC, assumem uma função importante como um dos fios que contribuem para a manutenção do tecido colonial, via colonialidade. No intuito de responder ao problema da pesquisa construímos o seguinte objetivo geral: compreender como se dão as recontextualizações dos princípios da Educação escolar do Campo, Indígena e Quilombola nas fotografias e em seus contextos dos LD – Manuais dos Professores. Para responder a esse objetivo, delimitamos os seguintes objetivos específicos: a) identificar e caracterizar as políticas curriculares direcionadas à Educação Escolar dos povos do campo, indígena e quilombola; b) identificar e caracterizar os princípios da Educação Escolar do Campo, Indígena e Quilombola; c) identificar e caracterizar as coleções didáticas eleitas do PNLD 2019 e d) Identificar e caracterizar as fotografias e seus contextos que indicam recontextualizações dos princípios da Educação Escolar do Campo, Indígena e Quilombola. Na busca por responder a esses objetivos, adotamos como procedimentos teórico-metodológicos a pesquisa documental, a Análise de Conteúdo via Análise Temática (BARDIN, 2011; VALA, 1990) e elementos da semiótica Peirceana (2005). Os resultados apontaram as disputas políticas, epistêmicas e sociais entorno dos conteúdos-conhecimentos que serão parte dos LD. A recontextualização dos princípios da Educação Escolar do Campo, Indígena e Quilombola aproximam-se da interculturalidade funcional reforçando o sistema de dominação patriarcal-racista-capitalista-colonial-moderno por meio da política de identidade. Percebemos que as recontextualizações não ocorrem unicamente com esse fim, mas também acontece por meio de hibridismos tensionadas por movimentos que se aproximam da interculturalidade crítica imbricada à identidade em política, gestando pensamentos de fronteira. Nessa esteira, identificamos indícios de despatriarcalização, desracialização, descolonização tanto nas fotografias, gestando visualidades transgressoras, quanto nas orientações voltadas aos professores nos LD.

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  • JULIO CESAR DE OLIVEIRA SANTOS
  • “A UNIVERSIDADE É PRA CABER QUEM?” Democratização, cidadanização e subjetivação nas trajetórias de estudantes LGBTI+ na Educação Superior.

  • Orientador : RUI GOMES DE MATTOS DE MESQUITA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALICE RIBEIRO CASIMIRO LOPES
  • ANNA LUIZA ARAUJO RAMOS MARTINS DE OLIVEIRA
  • KARINA MIRIAN DA CRUZ VALENCA ALVES
  • ROBERTO CORDOVILLE EFREM DE LIMA FILHO
  • ROBSON DA COSTA DE SOUZA
  • Data: 14/02/2022

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  • Esta tese de doutorado busca contribuir para a compreensão dos processos políticos recentes em torno da chamada “democratização” da Educação Superior e seus enlaçamentos com o conflituoso trajeto de “cidadanização” das “pessoas LGBTI+” ou de constituição dessa população enquanto “sujeitos de direitos” no Brasil. Centra-se em analisar como esses processos políticos e formas de subjetivação se perfazem através de narrativas de estudantes LGBTI+ que ingressaram na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) nos últimos anos. Para isso, busquei: a) destacar as articulações entre os processos de “cidadanização” da “população LGBTI+” e de “democratização” da Educação Superior no Brasil; b) entender como estudantes LGBTI+ colocam em movimento diferentes formas de produção da diferença e fluxos identitários nessas tramas políticas, nos cruzamentos entre distintos eixos de diferenciação social, como gênero, sexualidade, classe, racialização e territorialização; c) compreender como as reivindicações de modos de existência política na universidade, assumindo múltiplas formas corporais, imaginativas e estéticas, criam configurações plurais de agência que transformam o cotidiano curricular e as experiências mediadas por ele; d) analisar como essas existências também engendram e deslocam sentidos sobre a universidade, e assim disputam a materialização de seus espaços. Focalizo, portanto, em processos de produção de sujeitos, relações, repertórios e atuações políticas com e através da universidade.


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  • Esta tese de doutorado busca contribuir para a compreensão dos processos políticos recentes em torno da chamada “democratização” da Educação Superior e seus enlaçamentos com o conflituoso trajeto de “cidadanização” das “pessoas LGBTI+” ou de constituição dessa população enquanto “sujeitos de direitos” no Brasil. Centra-se em analisar como esses processos políticos e formas de subjetivação se perfazem através de narrativas de estudantes LGBTI+ que ingressaram na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) nos últimos anos. Para isso, busquei: a) destacar as articulações entre os processos de “cidadanização” da “população LGBTI+” e de “democratização” da Educação Superior no Brasil; b) entender como estudantes LGBTI+ colocam em movimento diferentes formas de produção da diferença e fluxos identitários nessas tramas políticas, nos cruzamentos entre distintos eixos de diferenciação social, como gênero, sexualidade, classe, racialização e territorialização; c) compreender como as reivindicações de modos de existência política na universidade, assumindo múltiplas formas corporais, imaginativas e estéticas, criam configurações plurais de agência que transformam o cotidiano curricular e as experiências mediadas por ele; d) analisar como essas existências também engendram e deslocam sentidos sobre a universidade, e assim disputam a materialização de seus espaços. Focalizo, portanto, em processos de produção de sujeitos, relações, repertórios e atuações políticas com e através da universidade.

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  • ANA CAROLINE DE ALMEIDA
  • EVENTOS E PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO EM DUAS ESCOLAS: UMA PERSPECTIVA ETNOGRÁFICA

  • Orientador : MARIA DO SOCORRO ALENCAR NUNES MACEDO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GABRIELA MEDEIROS NOGUEIRA
  • ANA CLAUDIA RODRIGUES GONCALVES PESSOA
  • MARIA DO SOCORRO ALENCAR NUNES MACEDO
  • MARIA ELIETE SANTIAGO
  • VANIA MARIA DE OLIVEIRA VIEIRA
  • Data: 17/02/2022

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    Neste texto, apresentamos a tese provisoriamente intitulada Eventos e práticas de alfabetrização: uma perspectiva etnográfica. Entendemos que o exame dos processos vivos e concretos que acontecem nas salas de aula, pode trazer respostas mais apuradas aos desafios que ainda hoje incomodam professores, gestores e pesquisadores em geral. Em busca desses processos reais, a presente pesquisa, cujo construto teórico-metodológico basilar busca uma convergência entre uma “certa compreensão ético-crítico-política da educação” elaborada por Paulo Freire (1976, 1978, 2011,  2014, 2015) e uma perspectiva antropológica da escrita, com base nos Novos Estudos do Letramento – NEL (BARTON e HAMILTON, 2000, 2004; GEE, 2004; HEATH, 2004; STREET 2003, 2004, 2010, 2014; BARTLETT, 2007; 2010) e a filosofia da linguagem, a partir de pressupostos da Teoria da Enunciação ( BAKHTIN 1992, 1997, 2010) teve como objetivo geral captar, descrever e analisar eventos de alfabetização e compreender as práticas subjacentes a eles, em duas turmas de alfabetização, a saber: uma da Rede Municipal de Recife – PE e outra da Rede Municipal de São João del Rei – MG, ambas turmas de segundo ano, cujas professoras participaram do curso de formação em alfabetização oferecido no âmbito do PNAIC. Partimos da hipótese de que novos eventos de alfabetização e letramento pudessem  estar sendo construídos por professoras e alunos a partir da implementação das ações do programa, que se orientaram por 4 eixos: formação continuada para alfabetizadores; distribuição de materiais didáticos variados, entre eles, livros de literatura; avaliações sistemáticas;  gestão, controle social e mobilização. Metodologimante, optamos ainda pela perspectiva etnográfica, como uma lógica de investigação em educação (GREEN, DIXON, ZAHARLICK, 2005) e pela abordagem do Estudo de Caso Comparado – ECC (BARTLETT e VAVRUS, 2017). Estas opções nos possibilitaram documentar em detalhes práticas e eventos de alfabetização em contextos distintos, com vistas a uma análise constrativa e comparativa. Nossos resultados indicam que diferentes eventos foram construídos nas duas escolas e que o texto figurou como um elemento importante nos dois contextos. Entretanto, a presença do texto nas  duas salas de aula não representou uma outra concepção do que seja a linguagem e a alfabetização e de como deve ser o seu ensino.


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    Neste texto, apresentamos a tese provisoriamente intitulada Eventos e práticas de alfabetrização: uma perspectiva etnográfica. Entendemos que o exame dos processos vivos e concretos que acontecem nas salas de aula, pode trazer respostas mais apuradas aos desafios que ainda hoje incomodam professores, gestores e pesquisadores em geral. Em busca desses processos reais, a presente pesquisa, cujo construto teórico-metodológico basilar busca uma convergência entre uma “certa compreensão ético-crítico-política da educação” elaborada por Paulo Freire (1976, 1978, 2011,  2014, 2015) e uma perspectiva antropológica da escrita, com base nos Novos Estudos do Letramento – NEL (BARTON e HAMILTON, 2000, 2004; GEE, 2004; HEATH, 2004; STREET 2003, 2004, 2010, 2014; BARTLETT, 2007; 2010) e a filosofia da linguagem, a partir de pressupostos da Teoria da Enunciação ( BAKHTIN 1992, 1997, 2010) teve como objetivo geral captar, descrever e analisar eventos de alfabetização e compreender as práticas subjacentes a eles, em duas turmas de alfabetização, a saber: uma da Rede Municipal de Recife – PE e outra da Rede Municipal de São João del Rei – MG, ambas turmas de segundo ano, cujas professoras participaram do curso de formação em alfabetização oferecido no âmbito do PNAIC. Partimos da hipótese de que novos eventos de alfabetização e letramento pudessem  estar sendo construídos por professoras e alunos a partir da implementação das ações do programa, que se orientaram por 4 eixos: formação continuada para alfabetizadores; distribuição de materiais didáticos variados, entre eles, livros de literatura; avaliações sistemáticas;  gestão, controle social e mobilização. Metodologimante, optamos ainda pela perspectiva etnográfica, como uma lógica de investigação em educação (GREEN, DIXON, ZAHARLICK, 2005) e pela abordagem do Estudo de Caso Comparado – ECC (BARTLETT e VAVRUS, 2017). Estas opções nos possibilitaram documentar em detalhes práticas e eventos de alfabetização em contextos distintos, com vistas a uma análise constrativa e comparativa. Nossos resultados indicam que diferentes eventos foram construídos nas duas escolas e que o texto figurou como um elemento importante nos dois contextos. Entretanto, a presença do texto nas  duas salas de aula não representou uma outra concepção do que seja a linguagem e a alfabetização e de como deve ser o seu ensino.

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  • MARIA LUCIVANIA SOUZA DOS SANTOS
  • O “PROGRAMA EDUCAÇÃO INTEGRADA” EM MUNICÍPIOS PERNAMBUCANOS: PRIVATISMO E DESCARACTERIZAÇÃO DO PÚBLICO NA EDUCAÇÃO

  • Orientador : KATHARINE NINIVE PINTO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LÍGIA MARTHA COIMBRA DA COSTA COELHO
  • REBECCA SENN TARLAU
  • JANETE MARIA LINS DE AZEVEDO
  • KATHARINE NINIVE PINTO SILVA
  • THERESA MARIA DE FREITAS ADRIAO
  • Data: 22/02/2022

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  • A Tese aborda, sob o viés dos complexos entrelaçamentos entre a educação (em tempo) integral e as ações de privatização da educação, o Programa Educação Integrada implementado em quinze Redes Municipais de Ensino pernambucanas, em parceria com o Governo do Estado de Pernambuco e com a iniciativa privada. Analisamos os papéis desempenhados pelas esferas pública (estadual e municipais) e privada (parceiros) na implementação e execução do Programa, apontando fragilidades e potencialidades das ações previstas para o alcance da elevação da qualidade da oferta da educação infantil e a melhoria dos indicadores educacionais no ensino fundamental – principais resultados esperados pelo Programa. Com a intenção de produzir uma análise e interpretação crítica e compreensiva, o desenho teórico-metodológico segue o caminho que articula hermenêutica e dialética, considerando o contexto das contraditórias relações entre Estado e Sociedade no capitalismo, na perspectiva do método materialista histórico-dialético (BOSCHETTI, 2009), com trajetória analítico-interpretativa de dados ancorada no Método de Interpretação dos Sentidos (MINAYO, 2009). Os procedimentos e instrumentos metodológicos utilizados para a coleta de dados foram a análise documental, entrevistas semiestruturadas com coordenadoras do Programa, questionários com professores(as) que lecionam em escolas atendidas pelo Programa e com coordenadoras municipais. A análise e interpretação dos resultados demonstram que, de fato, há um enfraquecimento da educação pública com as estratégias utilizadas no âmbito do Programa Educação Integrada, a privatização da gestão e do currículo.


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  • A Tese aborda, sob o viés dos complexos entrelaçamentos entre a educação (em tempo) integral e as ações de privatização da educação, o Programa Educação Integrada implementado em quinze Redes Municipais de Ensino pernambucanas, em parceria com o Governo do Estado de Pernambuco e com a iniciativa privada. Analisamos os papéis desempenhados pelas esferas pública (estadual e municipais) e privada (parceiros) na implementação e execução do Programa, apontando fragilidades e potencialidades das ações previstas para o alcance da elevação da qualidade da oferta da educação infantil e a melhoria dos indicadores educacionais no ensino fundamental – principais resultados esperados pelo Programa. Com a intenção de produzir uma análise e interpretação crítica e compreensiva, o desenho teórico-metodológico segue o caminho que articula hermenêutica e dialética, considerando o contexto das contraditórias relações entre Estado e Sociedade no capitalismo, na perspectiva do método materialista histórico-dialético (BOSCHETTI, 2009), com trajetória analítico-interpretativa de dados ancorada no Método de Interpretação dos Sentidos (MINAYO, 2009). Os procedimentos e instrumentos metodológicos utilizados para a coleta de dados foram a análise documental, entrevistas semiestruturadas com coordenadoras do Programa, questionários com professores(as) que lecionam em escolas atendidas pelo Programa e com coordenadoras municipais. A análise e interpretação dos resultados demonstram que, de fato, há um enfraquecimento da educação pública com as estratégias utilizadas no âmbito do Programa Educação Integrada, a privatização da gestão e do currículo.

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  • LUIZ EDUARDO ALVES BEZERRA DO NASCIMENTO
  • O CONCEITO DE NICO ECOLÓGICO NOS LIVROS DE ENSINO SUPERIOR: UMA ANÁLISE ECOLÓGICA E PRAXEOLÓGICA.

  • Orientador : LUCIANA ROSA MARQUES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANNA PAULA DE AVELAR BRITO LIMA
  • ERNANI MARTINS DOS SANTOS
  • FRANCIMAR MARTINS TEIXEIRA MACEDO
  • KENIO ERITHON CAVALCANTE LIMA
  • SUZANE BEZERRA DE FRANCA
  • Data: 25/02/2022

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  • O objetivo deste trabalho foi compreender onde e como vive o conceito de nicho ecológico em livros didáticos de ecologia do ensino superior. Para isso, selecionamos cinco livros de ecologia sugeridos para o curso de graduação de licenciatura em ciências biológicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A metodologia de natureza qualitativa foi pautada na pesquisa documental. A construção empírica se dividiu em duas etapas: Na primeira fizemos uma análise sobre a abordagem dada ao curso de ecologia no curso de licenciatura em ciências biológicas, comparando-a com a abordagem nos cursos de bacharelado em ciências biológicas e de ciências biológicas com ênfase em ciências ambientais. Em seguida nos debruçamos na análise dos livros didáticos a fim de estabelecermos uma análise ecológica e praxeológica para o conceito de nicho ecológico nos livros de ecologia do ensino superior, bem como identificar os objetos ostensivos e não ostensivos mobilizados no tratamento de tal conceito. Finalizamos nossa análise com a identificação das organizações didáticas apresentadas pelos manuais. Nossas análises evidenciaram que a ecologia tratada no curso de formação de professores não apresenta o mesmo aprofundamento, quando comparada à ecologia estudada na formação de bacharéis em biologia e ecologia, seja por causa da baixa carga horária, seja pelo fato da disciplina ser estudada nos anos finais da formação universitária, impossibilitando o diálogo com outros domínios das ciências biológicas. A análise ecológica nos livros didáticos mostrou que o conceito de nicho ecológico pode ser encontrado tanto nos capítulos introdutórios de ecologia, quanto nos capítulos que tratam da ecologia de comunidades. Observou-se, igualmente, cinco diferentes funções para o conceito de nicho: conceitual, estrutural, histórica, interpretativa e explicativa. A análise praxeológica, por sua vez, nos permitiu a identificação de dez diferentes tipos de tarefas, dentre os quais destacamos: 1) diferenciar os conceitos de hábitat e nicho, 2) conceituar o princípio da exclusão competitiva de Gause, 3) analisar situações envolvendo a sobreposição de nichos ecológicos, 4) diferenciar os conceitos de nicho percebido e nicho fundamental e 5) estabelecer relações entre o conceito de nicho com outros conceitos. Uma análise mais detalhada para a identificação dos objetos ostensivos e não ostensivos, demonstrou que seis são os principais objetos não ostensivos mobilizados no estudo do nicho ecológico, destacando-se os conceitos de: nicho fundamental, nicho realizado, amplitude de nicho, sobreposição de nicho, diversidade de nicho e multidimensionalidade do nicho, representados especialmente através dos objetos ostensivos do tipo escritural e gráfico. Por fim o mapeamento das obras demonstrou três diferentes organizações didáticas: tecnicista, teoricista e modernista. Concluímos, portanto, que o conceito de nicho ecológico apresenta um papel central para a formação ecológica dos professores de ciências e biologia, de modo que a compreensão de tal conceito possibilita que estes elaborem situações didáticas que conduzam à uma reflexão científica crítica a partir das problemáticas ambientais a nível local, nacional e internacional.


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  • O objetivo deste trabalho foi compreender onde e como vive o conceito de nicho ecológico em livros didáticos de ecologia do ensino superior. Para isso, selecionamos cinco livros de ecologia sugeridos para o curso de graduação de licenciatura em ciências biológicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A metodologia de natureza qualitativa foi pautada na pesquisa documental. A construção empírica se dividiu em duas etapas: Na primeira fizemos uma análise sobre a abordagem dada ao curso de ecologia no curso de licenciatura em ciências biológicas, comparando-a com a abordagem nos cursos de bacharelado em ciências biológicas e de ciências biológicas com ênfase em ciências ambientais. Em seguida nos debruçamos na análise dos livros didáticos a fim de estabelecermos uma análise ecológica e praxeológica para o conceito de nicho ecológico nos livros de ecologia do ensino superior, bem como identificar os objetos ostensivos e não ostensivos mobilizados no tratamento de tal conceito. Finalizamos nossa análise com a identificação das organizações didáticas apresentadas pelos manuais. Nossas análises evidenciaram que a ecologia tratada no curso de formação de professores não apresenta o mesmo aprofundamento, quando comparada à ecologia estudada na formação de bacharéis em biologia e ecologia, seja por causa da baixa carga horária, seja pelo fato da disciplina ser estudada nos anos finais da formação universitária, impossibilitando o diálogo com outros domínios das ciências biológicas. A análise ecológica nos livros didáticos mostrou que o conceito de nicho ecológico pode ser encontrado tanto nos capítulos introdutórios de ecologia, quanto nos capítulos que tratam da ecologia de comunidades. Observou-se, igualmente, cinco diferentes funções para o conceito de nicho: conceitual, estrutural, histórica, interpretativa e explicativa. A análise praxeológica, por sua vez, nos permitiu a identificação de dez diferentes tipos de tarefas, dentre os quais destacamos: 1) diferenciar os conceitos de hábitat e nicho, 2) conceituar o princípio da exclusão competitiva de Gause, 3) analisar situações envolvendo a sobreposição de nichos ecológicos, 4) diferenciar os conceitos de nicho percebido e nicho fundamental e 5) estabelecer relações entre o conceito de nicho com outros conceitos. Uma análise mais detalhada para a identificação dos objetos ostensivos e não ostensivos, demonstrou que seis são os principais objetos não ostensivos mobilizados no estudo do nicho ecológico, destacando-se os conceitos de: nicho fundamental, nicho realizado, amplitude de nicho, sobreposição de nicho, diversidade de nicho e multidimensionalidade do nicho, representados especialmente através dos objetos ostensivos do tipo escritural e gráfico. Por fim o mapeamento das obras demonstrou três diferentes organizações didáticas: tecnicista, teoricista e modernista. Concluímos, portanto, que o conceito de nicho ecológico apresenta um papel central para a formação ecológica dos professores de ciências e biologia, de modo que a compreensão de tal conceito possibilita que estes elaborem situações didáticas que conduzam à uma reflexão científica crítica a partir das problemáticas ambientais a nível local, nacional e internacional.

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  • EDILSON LAURENTINO DOS SANTOS
  • CIBERCULTURA E EDUCAÇÃO FÍSICA NAS IFES DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL: COMO SE ENCONTRA ESSA RELAÇÃO?

  • Orientador : VILDE GOMES DE MENEZES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MÁRIO RUI COELHO TEIXEIRA
  • AURENEA MARIA DE OLIVEIRA
  • HAROLDO MORAES DE FIGUEIREDO
  • MARCOS ANDRÉ NUNES DA COSTA
  • VILDE GOMES DE MENEZES
  • Data: 11/03/2022

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  • As transformações advindas da Terceira Revolução Tecnológica que apresentaram
    inovações tecnocientíficas em larga escala, causaram grandes mudanças nos contextos
    culturais, sociais e educacionais contemporâneas. A Educação Física, enquanto uma
    área do conhecimento, já sofre as interferências da presença das Tecnologias da
    Informação e Comunicação em suas propostas pedagógicas e didáticas, alterando as
    dimensões de espaço e tempo do fazer-pedagógicos. A pesquisa teve o objetivo de
    descrever a eventual e/ou processual presença de cibercultura nos cursos de Educação
    Física da IFES na Região Nordeste do Brasil. Nossa fundamentação teórica está
    lastreada na Filosofia da Informação do filósofo Pierre Lévy, que se notabilizou pela
    análise dos impacto da Internet na sociedade, através do conceito de cibercultura,
    gerando as chamadas humanidades digitais e o virtual. Também contribuiu com nossa
    pesquisa os estudos do sociólogo Manoel Castells com a base reflexiva da Sociedade
    em Rede, e André Lemos com a base reflexiva da Comunicação e Cibercultura.
    Adotamos o viés metodológico da pesquisa bibliográfica e Descritiva, no intuito de
    proporcionar maior familiaridade com o problema e o aprofundamento analítico do
    fenômeno, associada à técnica de Análise de Conteúdo da Bardin onde definimos
    categorias centrais de análise para constituir os fundamentos do estudo, e os dados
    foram tratados pelo software IRAMUTEQ (Versão 0.7 Alpha 2 e R Versão 3.2.3). O
    resultado de nossa pesquisa evidenciou que há uma ausência das ferramentas
    tecnológicas da informação e comunicação na formação geral dos acadêmicos dos
    cursos de graduação em Educação Física nas IFES pesquisadas. A partir dos relatos
    coletados nas entrevistas realizada com professores, foram evidenciadas a ausência de
    disciplinas e conteúdos acercas da cibercultura e das tecnologias na proposta curricular
    ofertada, carência infraestrutural para trabalhar com as tecnologias digitais em
    Ambientes Virtuais Educacionais, e quase nenhuma atividade realizada no ensino,
    pesquisa, extensão e inovação com as temáticas sobre cibercultura, o que foi
    evidenciado durante a pandemia da COVID-19, onde as IFES foram orientadas a
    realizar aulas remotas, e o percentual assistido por estas atividades foi baixíssimo,
    evidenciando ambiente de “exclusão digital”.


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  • As transformações advindas da Terceira Revolução Tecnológica que apresentaram
    inovações tecnocientíficas em larga escala, causaram grandes mudanças nos contextos
    culturais, sociais e educacionais contemporâneas. A Educação Física, enquanto uma
    área do conhecimento, já sofre as interferências da presença das Tecnologias da
    Informação e Comunicação em suas propostas pedagógicas e didáticas, alterando as
    dimensões de espaço e tempo do fazer-pedagógicos. A pesquisa teve o objetivo de
    descrever a eventual e/ou processual presença de cibercultura nos cursos de Educação
    Física da IFES na Região Nordeste do Brasil. Nossa fundamentação teórica está
    lastreada na Filosofia da Informação do filósofo Pierre Lévy, que se notabilizou pela
    análise dos impacto da Internet na sociedade, através do conceito de cibercultura,
    gerando as chamadas humanidades digitais e o virtual. Também contribuiu com nossa
    pesquisa os estudos do sociólogo Manoel Castells com a base reflexiva da Sociedade
    em Rede, e André Lemos com a base reflexiva da Comunicação e Cibercultura.
    Adotamos o viés metodológico da pesquisa bibliográfica e Descritiva, no intuito de
    proporcionar maior familiaridade com o problema e o aprofundamento analítico do
    fenômeno, associada à técnica de Análise de Conteúdo da Bardin onde definimos
    categorias centrais de análise para constituir os fundamentos do estudo, e os dados
    foram tratados pelo software IRAMUTEQ (Versão 0.7 Alpha 2 e R Versão 3.2.3). O
    resultado de nossa pesquisa evidenciou que há uma ausência das ferramentas
    tecnológicas da informação e comunicação na formação geral dos acadêmicos dos
    cursos de graduação em Educação Física nas IFES pesquisadas. A partir dos relatos
    coletados nas entrevistas realizada com professores, foram evidenciadas a ausência de
    disciplinas e conteúdos acercas da cibercultura e das tecnologias na proposta curricular
    ofertada, carência infraestrutural para trabalhar com as tecnologias digitais em
    Ambientes Virtuais Educacionais, e quase nenhuma atividade realizada no ensino,
    pesquisa, extensão e inovação com as temáticas sobre cibercultura, o que foi
    evidenciado durante a pandemia da COVID-19, onde as IFES foram orientadas a
    realizar aulas remotas, e o percentual assistido por estas atividades foi baixíssimo,
    evidenciando ambiente de “exclusão digital”.

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  • FABIO MARQUES BEZERRA
  • A CONSTRUÇÃO DA IMAGEM DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA PELO EXÉRCITO BRASILEIRO: DO ETHOS MILITAR AO AGIR PEDAGÓGICO NA REVISTA DE EDUCAÇÃO FÍSICA (1932-1959)

  • Orientador : AURENEA MARIA DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AURENEA MARIA DE OLIVEIRA
  • EDILSON FERNANDES DE SOUZA
  • JOSE LUIS SIMOES
  • TONY HONORATO
  • WALLACY MILTON DO NASCIMENTO FEITOSA
  • Data: 25/03/2022

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  • Muito se escreveu sobre os processos e as práticas da Educação Física no Brasil do século XX enquanto fenômenos históricos, percebendo-a sob o ponto de vista situacional e balizada no saber higienista e na ação militarista. Contudo, são encontradas poucas produções voltadas a analisar a construção imaginária do professor de Educação Física seguindo o horizonte discursivo e o potencial (in)formativo de um material de grande relevância histórica, como foi a Revista de Educação Física. Diante da perspectiva de reconstruir uma interpretação da realidade a partir dos modos de ser, de pensar e de fazer dos discursos estratégicos proferidos pelas “vozes” representativas do Exército, visualizando a produção de (novos) sentidos e significados a partir das transformações resultantes de saberes, racionalidades e sensibilidades formativas e pedagógicas, o objetivo desta tese foi analisar a(s) forma(s) que os discursos apresentados pelo projeto educacional militar e encontrados na Revista de Educação Física entre os anos de 1932 e 1959 contribuíram para a construção de uma determinada imagem do professor de Educação Física escolar. Para isso, lançou-se mão da pesquisa documental sob o método historiográfico, partindo para a construção de uma narrativa revisionista baseada nos conceitos de “operação historiográfica” e de “história como ficção” (CERTEAU, 1982) e na perspectiva da Análise do Discurso (MAINGUENEAU, 2011; ORLANDI, 2003), tendo nas iniciativas, estratégias e práticas de representação relacionadas aos processos de identificação e (re)significação da imagem docente o ponto principal de análise. Percebeu-se que, à medida que o Exército, no seu projeto de modernização e de agência “educadora da Pátria”, buscava se afirmar como instituição “autorizada” a construir sentidos e significados para a Educação Física, estabelecia um perfil docente a partir do ethos militar e das intencionalidades do seu agir pedagógico na escola. Todavia, esse vir-a-ser professor seria resultante de representações discursivas apoiadas na situação histórico-social, na ideologia e em modos estratégicos que se mostravam persuasivos e autoritários, determinando, desse jeito, a presença de dispositivos de poder para a constituição de um modelo a ser perpetuado em outras instâncias formadoras


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  • Muito se escreveu sobre os processos e as práticas da Educação Física no Brasil do século XX enquanto fenômenos históricos, percebendo-a sob o ponto de vista situacional e balizada no saber higienista e na ação militarista. Contudo, são encontradas poucas produções voltadas a analisar a construção imaginária do professor de Educação Física seguindo o horizonte discursivo e o potencial (in)formativo de um material de grande relevância histórica, como foi a Revista de Educação Física. Diante da perspectiva de reconstruir uma interpretação da realidade a partir dos modos de ser, de pensar e de fazer dos discursos estratégicos proferidos pelas “vozes” representativas do Exército, visualizando a produção de (novos) sentidos e significados a partir das transformações resultantes de saberes, racionalidades e sensibilidades formativas e pedagógicas, o objetivo desta tese foi analisar a(s) forma(s) que os discursos apresentados pelo projeto educacional militar e encontrados na Revista de Educação Física entre os anos de 1932 e 1959 contribuíram para a construção de uma determinada imagem do professor de Educação Física escolar. Para isso, lançou-se mão da pesquisa documental sob o método historiográfico, partindo para a construção de uma narrativa revisionista baseada nos conceitos de “operação historiográfica” e de “história como ficção” (CERTEAU, 1982) e na perspectiva da Análise do Discurso (MAINGUENEAU, 2011; ORLANDI, 2003), tendo nas iniciativas, estratégias e práticas de representação relacionadas aos processos de identificação e (re)significação da imagem docente o ponto principal de análise. Percebeu-se que, à medida que o Exército, no seu projeto de modernização e de agência “educadora da Pátria”, buscava se afirmar como instituição “autorizada” a construir sentidos e significados para a Educação Física, estabelecia um perfil docente a partir do ethos militar e das intencionalidades do seu agir pedagógico na escola. Todavia, esse vir-a-ser professor seria resultante de representações discursivas apoiadas na situação histórico-social, na ideologia e em modos estratégicos que se mostravam persuasivos e autoritários, determinando, desse jeito, a presença de dispositivos de poder para a constituição de um modelo a ser perpetuado em outras instâncias formadoras

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  • EDIMA VERONICA DE MORAIS OLIVEIRA
  • DISPUTA DE HEGEMONIA NA POLÍTICA DE ENSINO MÉDIO EM PERNAMBUCO: DO CONTROLE DO TRABALHO DOCENTE, AOS MOVIMENTOS DE CONTESTAÇÃO E RESISTÊNCIA DOS PROFESSORES DA REDE ESTADUAL.

  • Orientador : JAMERSON ANTONIO DE ALMEIDA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RONALDO MARCOS DE LIMA ARAÚJO
  • JAMERSON ANTONIO DE ALMEIDA DA SILVA
  • JOSE NILDO ALVES CAU
  • LUCIANA APARECIDA ALIAGA AZARA DE OLIVEIRA
  • RAMON DE OLIVEIRA
  • Data: 31/03/2022

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  • Esta tese de doutorado aborda a disputa de hegemonia nas políticas educacionais para o ensino médio no estado de Pernambuco. O estudo analisa em que medida professores e estudantes das escolas de ensino médio e seus organismos representativos contestam a direção intelectual e moral adotada pelo governo estadual, baseada em modelos advindos dos ambientes empresariais. Nesse sentido, os objetivos específicos são: a) Analisar se as ações desenvolvidas por professores e estudantes, através de seus organismos de classe, se constituem como um movimento orgânico; b) identificar os pontos de tensão existentes entre professores, gestores e estudantes em relação à política estadual para o ensino médio; c) Investigar o nível de participação dos professores e estudantes em seus organismos de classe; d) Analisar a interação entre direção e base, identificando os processos de formação política no interior das organizações de classe de professores e estudantes. Os pressupostos teóricos estão alinhados com os estudos de Gramsci sobre Hegemonia, Estado ampliado, Educação Integral, Revolução Passiva e Intelectual orgânico. Este trabalho também se fundamenta nas contribuições de autoras e autores como: Gramsci (1976;1982;1999; 1984; 1986; 2004;2011);  Marx (1988; 2010); Abílio (2014); Freitas (2018); Dejours (2003); Krupskaya (2017) para compreendermos como a adoção da gestão gerencial, imprime nas escolas a lógica das organizações empresariais, com forte ênfase nos resultados através de avaliações de larga escala e como isso ao longo dos anos vem afetando o trabalho dos docentes e as relações dentro dos espaços escolares promovendo a intensificação, precarização, responsabilização e controle do trabalho docente. Para além, essas autoras e autores, dentre outros, nos ajudam a entender os processos de construção de resistência dos professores, estudantes e gestores das Escolas de Referência em Ensino Médio. Como procedimento de coleta de dados realizamos entrevistas 33 sujeitos, sendo duas estudantes que participaram do movimento de ocupações das escolas em 2015; um representante da entidade representativa dos estudantes secundarista (UESPE e UESC); vinte e sete professoras e professores; três dirigentes sindicais, sendo duas do SINTEPE (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco) e um da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação); a pesquisa dos documentos oficiais produzidos pela Secretaria do Estado de Pernambuco; do documento “Seminário Escolas de Referência: Qual escola queremos?” (2015) produzido pelo SINTEPE e a Lei nº 15. 973/2016 que institui o Adicional de Eficiência Gerencial. Com a produção dos dados e a análise foi possível observarmos que os docentes apresentam grande dificuldade de organização coletiva e não conseguem construir um movimento de resistência consistente capaz de fazer frente ao imposto pela política para o ensino médio em Pernambuco. Ora isto acontece devido a diversos fatores e estratégias desenvolvidas pelo Estado com o objetivo de enfraquecer e controlar as sublevações dos trabalhadores da educação.


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  • Esta tese de doutorado aborda a disputa de hegemonia nas políticas educacionais para o ensino médio no estado de Pernambuco. O estudo analisa em que medida professores e estudantes das escolas de ensino médio e seus organismos representativos contestam a direção intelectual e moral adotada pelo governo estadual, baseada em modelos advindos dos ambientes empresariais. Nesse sentido, os objetivos específicos são: a) Analisar se as ações desenvolvidas por professores e estudantes, através de seus organismos de classe, se constituem como um movimento orgânico; b) identificar os pontos de tensão existentes entre professores, gestores e estudantes em relação à política estadual para o ensino médio; c) Investigar o nível de participação dos professores e estudantes em seus organismos de classe; d) Analisar a interação entre direção e base, identificando os processos de formação política no interior das organizações de classe de professores e estudantes. Os pressupostos teóricos estão alinhados com os estudos de Gramsci sobre Hegemonia, Estado ampliado, Educação Integral, Revolução Passiva e Intelectual orgânico. Este trabalho também se fundamenta nas contribuições de autoras e autores como: Gramsci (1976;1982;1999; 1984; 1986; 2004;2011);  Marx (1988; 2010); Abílio (2014); Freitas (2018); Dejours (2003); Krupskaya (2017) para compreendermos como a adoção da gestão gerencial, imprime nas escolas a lógica das organizações empresariais, com forte ênfase nos resultados através de avaliações de larga escala e como isso ao longo dos anos vem afetando o trabalho dos docentes e as relações dentro dos espaços escolares promovendo a intensificação, precarização, responsabilização e controle do trabalho docente. Para além, essas autoras e autores, dentre outros, nos ajudam a entender os processos de construção de resistência dos professores, estudantes e gestores das Escolas de Referência em Ensino Médio. Como procedimento de coleta de dados realizamos entrevistas 33 sujeitos, sendo duas estudantes que participaram do movimento de ocupações das escolas em 2015; um representante da entidade representativa dos estudantes secundarista (UESPE e UESC); vinte e sete professoras e professores; três dirigentes sindicais, sendo duas do SINTEPE (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco) e um da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação); a pesquisa dos documentos oficiais produzidos pela Secretaria do Estado de Pernambuco; do documento “Seminário Escolas de Referência: Qual escola queremos?” (2015) produzido pelo SINTEPE e a Lei nº 15. 973/2016 que institui o Adicional de Eficiência Gerencial. Com a produção dos dados e a análise foi possível observarmos que os docentes apresentam grande dificuldade de organização coletiva e não conseguem construir um movimento de resistência consistente capaz de fazer frente ao imposto pela política para o ensino médio em Pernambuco. Ora isto acontece devido a diversos fatores e estratégias desenvolvidas pelo Estado com o objetivo de enfraquecer e controlar as sublevações dos trabalhadores da educação.

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  • FERNANDA MICHELLE PEREIRA GIRÃO
  • LEITURA E ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: SENTIDOS PRODUZIDOS POR CRIANÇAS E PROFESSORAS EM PROCESSOS DE APRENDIZAGEM COMPARTILHADA

  • Orientador : ANA CAROLINA PERRUSI ALVES BRANDAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SARA MOURÃO MONTEIRO
  • ALEXSANDRO DA SILVA
  • ANA CAROLINA PERRUSI ALVES BRANDAO
  • MONICA CORREIA BAPTISTA
  • VANESSA FERRAZ ALMEIDA NEVES
  • Data: 11/04/2022

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  • A presente pesquisa investigou as práticas de leitura e escrita na educação infantil, a partir dos sentidos produzidos por crianças (de três a cinco anos) e suas professoras, bem como das interações entre esses sujeitos na construção compartilhada de conhecimentos sobre a linguagem escrita. Considerando a complexidade dos aspectos que constituem os campos teóricos da Linguagem Escrita e da Educação da Primeira Infância, buscamos contribuir para o debate sobre o tema numa abordagem interpretativa dos processos de interação da criança pequena com a escrita e com o outro no contexto da instituição educativa. Em um processo investigativo que se construiu em interlocução com docentes e crianças, realizamos entrevistas com duas professoras que atuavam em uma instituição de educação infantil da rede municipal de ensino do Recife, observação participante e rodas de conversa com essas educadoras e seu grupo de crianças. O processo de produção e análise dos dados ancorou-se nos autores dos estudos da criança (CORSARO, 2005, 2009; SARMENTO, 2003, 2004, 2015) e nos estudos do campo da linguagem escrita (BRANDÃO; LEAL, 2010; BRANDÃO; ROSA, 2021; MORAIS 2012; SOARES 2011a, 2011b, 2019, 2020). Constatamos que as duas professoras buscaram planejar e encaminhar situações envolvendo a aprendizagem da linguagem escrita nos eixos da apropriação do Sistema de Escrita Alfabética e do letramento em um trabalho amalgamado por diferentes concepções de linguagem, de aprendizagem, de criança e de educação infantil. Também observamos que as docentes mobilizaram estratégias de mediação que ajudaram as crianças tanto na apropriação da cultura escrita quanto na reflexão sobre a notação escrita. Porém, os arranjos interativos e a organização do tempo nas práticas de leitura e escrita se revelaram como duas categorias pouco sintonizadas com as especificidades da educação infantil, sobretudo no grupo 5, possivelmente, em virtude da aproximação com o ensino fundamental. As crianças dos dois grupos vivenciaram experiências de exploração da linguagem escrita, mesmo sem o direcionamento ou a autorização dos adultos, indicando a necessidade de maior conexão entre prática docente e culturas da infância. Por fim, os dados indicam que os sentidos produzidos pelos sujeitos sobre as práticas de leitura e escrita são tecidos em uma complexa rede de ações e discursos que desenham o cotidiano e somente podem ser compreendidos de maneira relacional, a partir das subjetividades que se constroem e se revelam no contexto específico de cada grupo. Concluímos ainda que as trajetórias e experiências profissionais das professoras, as experiências pessoais das crianças e as expectativas de suas famílias são alguns aspectos que atravessam esses sentidos, afetando os sujeitos e sendo por eles afetados.


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  • A presente pesquisa investigou as práticas de leitura e escrita na educação infantil, a partir dos sentidos produzidos por crianças (de três a cinco anos) e suas professoras, bem como das interações entre esses sujeitos na construção compartilhada de conhecimentos sobre a linguagem escrita. Considerando a complexidade dos aspectos que constituem os campos teóricos da Linguagem Escrita e da Educação da Primeira Infância, buscamos contribuir para o debate sobre o tema numa abordagem interpretativa dos processos de interação da criança pequena com a escrita e com o outro no contexto da instituição educativa. Em um processo investigativo que se construiu em interlocução com docentes e crianças, realizamos entrevistas com duas professoras que atuavam em uma instituição de educação infantil da rede municipal de ensino do Recife, observação participante e rodas de conversa com essas educadoras e seu grupo de crianças. O processo de produção e análise dos dados ancorou-se nos autores dos estudos da criança (CORSARO, 2005, 2009; SARMENTO, 2003, 2004, 2015) e nos estudos do campo da linguagem escrita (BRANDÃO; LEAL, 2010; BRANDÃO; ROSA, 2021; MORAIS 2012; SOARES 2011a, 2011b, 2019, 2020). Constatamos que as duas professoras buscaram planejar e encaminhar situações envolvendo a aprendizagem da linguagem escrita nos eixos da apropriação do Sistema de Escrita Alfabética e do letramento em um trabalho amalgamado por diferentes concepções de linguagem, de aprendizagem, de criança e de educação infantil. Também observamos que as docentes mobilizaram estratégias de mediação que ajudaram as crianças tanto na apropriação da cultura escrita quanto na reflexão sobre a notação escrita. Porém, os arranjos interativos e a organização do tempo nas práticas de leitura e escrita se revelaram como duas categorias pouco sintonizadas com as especificidades da educação infantil, sobretudo no grupo 5, possivelmente, em virtude da aproximação com o ensino fundamental. As crianças dos dois grupos vivenciaram experiências de exploração da linguagem escrita, mesmo sem o direcionamento ou a autorização dos adultos, indicando a necessidade de maior conexão entre prática docente e culturas da infância. Por fim, os dados indicam que os sentidos produzidos pelos sujeitos sobre as práticas de leitura e escrita são tecidos em uma complexa rede de ações e discursos que desenham o cotidiano e somente podem ser compreendidos de maneira relacional, a partir das subjetividades que se constroem e se revelam no contexto específico de cada grupo. Concluímos ainda que as trajetórias e experiências profissionais das professoras, as experiências pessoais das crianças e as expectativas de suas famílias são alguns aspectos que atravessam esses sentidos, afetando os sujeitos e sendo por eles afetados.

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  • VALERIA SUELY SIMOES BARZA
  • O ENSINO E A APRENDIZAGEM DA ESCRITA ALFABÉTICA NA REDE MUNICIPAL DE GARANHUNS: O PROCESSO DE TRANSIÇÃO DAS CRIANÇAS DO ÚLTIMO ANO DA EDUCAÇÃO INFANTIL AO PRIMEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Orientador : ELIANA BORGES CORREIA DE ALBUQUERQUE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CAROLINA PERRUSI ALVES BRANDAO
  • ANA CATARINA DOS SANTOS PEREIRA CABRAL
  • ANA PAULA FERNANDES DA SILVEIRA MOTA
  • ANDREA TEREZA BRITO FERREIRA
  • ELIANA BORGES CORREIA DE ALBUQUERQUE
  • Data: 22/04/2022

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  • A presente pesquisa pretendeu investigar práticas docentes do ensino da língua escrita na transição das crianças do último ano da Educação Infantil (EI) para o primeiro ano do Ensino Fundamental (EF), tomando como foco a construção das aprendizagens das crianças neste percurso, em escolas situadas no município de Garanhuns-PE. Buscou especificamente: analisar os documentos disponíveis para nortear as práticas das professoras para organizar o ensino da língua escrita em na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental; caracterizar os recursos didáticos utilizados por elas para promover reflexões e interações com a língua escrita. Buscou ainda, analisar as práticas docentes com foco na aprendizagem inicial da escrita na Educação Infantil e primeiro ano do Ensino Fundamental, identificando as possíveis continuidades e descontinuidades dessas práticas, acompanhando as aprendizagens das crianças no processo de saída da Educação Infantil e ao longo do Primeiro ano do Ensino Fundamental, visando verificar os possíveis avanços ao longo dessa passagem.

    E por fim, analisamos as concepções das professoras sobre o ensino da escrita no processo de transição das crianças da etapa final da Educação Infantil e no primeiro ano do Ensino Fundamental. O campo de investigação foram duas escolas da rede pública municipal do referido município (Escola A e Escola B). Acompanhamos os grupos de crianças da última etapa da EI das duas escolas na transição das crianças para o 1ºano do Ensino Fundamental (Turma AEI e Turma AEF; Turma BEI e Turma BEF). Logo, trata-se de uma pesquisa longitudinal, tendo em vista este acompanhamento das crianças de uma etapa a outra. Utilizamos como instrumento de pesquisa a observação das práticas docentes, a análise documental das Propostas pedagógicas municipais e das orientações curriculares nacional e estadual e, realizamos atividades avaliativas na EI, sobre a escrita alfabética e a produção de um relato, a fim de identificar os conhecimentos construídos ao longo da transição para o EF. Realizamos entrevistas com as professoras buscando identificar seus conhecimentos pragmáticos e ou teóricos com os quais embasaram suas ações didáticas. A partir de nossas análises verificamos, no que diz respeito aos documentos destinados às orientações docentes, uma ausência de orientações didáticas especificas em relação aos objetivos sobre o que ensinar e como ensinar às crianças, tanto a nível nacional quanto municipal. Tal ausência contribui para que os docentes organizem suas práticas adotando diferentes “caminhos” apontados por Brandão (2010) ou ficando à deriva sobre quais conhecimentos priorizar para promover diferentes experiências das crianças com a escrita alfabética (MORAIS, ALBUQUERQUE E BRANDÃO 2016), sem de fato, garantir às crianças a aprendizagem da língua escrita como instrumento de comunicação na vida em sociedade. Quanto a transição das crianças da EI para o EF, percebemos que em tese, é um processo complexo, que precisa ser levado em conta alguns aspectos, como por exemplo, as estruturas físicas das escolas e, o trabalho administrativo e de gestão escolar pautado no respeito às especificidades das crianças sejam da EI ou do EF. Além das práticas docentes desenvolvidas com e para as crianças a partir das orientações curriculares propostas para o ensino e aprendizagem da escrita alfabética. Quanto às práticas docentes analisadas, verificamos que a Escola A, apesar de apresentar uma estrutura física menor e com menos alunos, procurou promover as mesmas oportunidades às crianças tanto da EI, quanto do EF a partir da organização de espaços para a vivência de atividades na sala de vídeo, leitura de livros de literatura e, empréstimo de livros e com a presença da Gestão e Coordenação, priorizando o trabalho em coletividade. Já a Escola B com uma estrutura maior não possibilitou as mesmas vivências às crianças durante a passagem de uma etapa à outra, tendo em vista os diferentes problemas com a mudança de gestores, ausência de materiais didáticos e o apoio da coordenação aos docentes. Assim, de um modo geral, em relação à estrutura física, verificamos que as instituições pesquisadas parecem não contemplar as especificidades das crianças que se servem delas, identificados a partir da ausência de equipamentos de lazer e materiais lúdicos (brinquedos). Isso revela que o trabalho desenvolvido em cada unidade escolar não pode ser individualizado, mas sim, um trabalho coletivo e de todos para todos. Neste sentido, é possível afirmar que as diferenças entre os contextos da Escola A e Escola B parece ter contribuído para os desníveis na organização do trabalho pedagógico das professoras e, consequentemente, repercutido nas aprendizagens das crianças. Em relação às concepções das docentes


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  • A presente pesquisa pretendeu investigar práticas docentes do ensino da língua escrita na transição das crianças do último ano da Educação Infantil (EI) para o primeiro ano do Ensino Fundamental (EF), tomando como foco a construção das aprendizagens das crianças neste percurso, em escolas situadas no município de Garanhuns-PE. Buscou especificamente: analisar os documentos disponíveis para nortear as práticas das professoras para organizar o ensino da língua escrita em na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental; caracterizar os recursos didáticos utilizados por elas para promover reflexões e interações com a língua escrita. Buscou ainda, analisar as práticas docentes com foco na aprendizagem inicial da escrita na Educação Infantil e primeiro ano do Ensino Fundamental, identificando as possíveis continuidades e descontinuidades dessas práticas, acompanhando as aprendizagens das crianças no processo de saída da Educação Infantil e ao longo do Primeiro ano do Ensino Fundamental, visando verificar os possíveis avanços ao longo dessa passagem.

    E por fim, analisamos as concepções das professoras sobre o ensino da escrita no processo de transição das crianças da etapa final da Educação Infantil e no primeiro ano do Ensino Fundamental. O campo de investigação foram duas escolas da rede pública municipal do referido município (Escola A e Escola B). Acompanhamos os grupos de crianças da última etapa da EI das duas escolas na transição das crianças para o 1ºano do Ensino Fundamental (Turma AEI e Turma AEF; Turma BEI e Turma BEF). Logo, trata-se de uma pesquisa longitudinal, tendo em vista este acompanhamento das crianças de uma etapa a outra. Utilizamos como instrumento de pesquisa a observação das práticas docentes, a análise documental das Propostas pedagógicas municipais e das orientações curriculares nacional e estadual e, realizamos atividades avaliativas na EI, sobre a escrita alfabética e a produção de um relato, a fim de identificar os conhecimentos construídos ao longo da transição para o EF. Realizamos entrevistas com as professoras buscando identificar seus conhecimentos pragmáticos e ou teóricos com os quais embasaram suas ações didáticas. A partir de nossas análises verificamos, no que diz respeito aos documentos destinados às orientações docentes, uma ausência de orientações didáticas especificas em relação aos objetivos sobre o que ensinar e como ensinar às crianças, tanto a nível nacional quanto municipal. Tal ausência contribui para que os docentes organizem suas práticas adotando diferentes “caminhos” apontados por Brandão (2010) ou ficando à deriva sobre quais conhecimentos priorizar para promover diferentes experiências das crianças com a escrita alfabética (MORAIS, ALBUQUERQUE E BRANDÃO 2016), sem de fato, garantir às crianças a aprendizagem da língua escrita como instrumento de comunicação na vida em sociedade. Quanto a transição das crianças da EI para o EF, percebemos que em tese, é um processo complexo, que precisa ser levado em conta alguns aspectos, como por exemplo, as estruturas físicas das escolas e, o trabalho administrativo e de gestão escolar pautado no respeito às especificidades das crianças sejam da EI ou do EF. Além das práticas docentes desenvolvidas com e para as crianças a partir das orientações curriculares propostas para o ensino e aprendizagem da escrita alfabética. Quanto às práticas docentes analisadas, verificamos que a Escola A, apesar de apresentar uma estrutura física menor e com menos alunos, procurou promover as mesmas oportunidades às crianças tanto da EI, quanto do EF a partir da organização de espaços para a vivência de atividades na sala de vídeo, leitura de livros de literatura e, empréstimo de livros e com a presença da Gestão e Coordenação, priorizando o trabalho em coletividade. Já a Escola B com uma estrutura maior não possibilitou as mesmas vivências às crianças durante a passagem de uma etapa à outra, tendo em vista os diferentes problemas com a mudança de gestores, ausência de materiais didáticos e o apoio da coordenação aos docentes. Assim, de um modo geral, em relação à estrutura física, verificamos que as instituições pesquisadas parecem não contemplar as especificidades das crianças que se servem delas, identificados a partir da ausência de equipamentos de lazer e materiais lúdicos (brinquedos). Isso revela que o trabalho desenvolvido em cada unidade escolar não pode ser individualizado, mas sim, um trabalho coletivo e de todos para todos. Neste sentido, é possível afirmar que as diferenças entre os contextos da Escola A e Escola B parece ter contribuído para os desníveis na organização do trabalho pedagógico das professoras e, consequentemente, repercutido nas aprendizagens das crianças. Em relação às concepções das docentes

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  • PEDRO HENRIQUE DE MELO TEIXEIRA
  • A UBERIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE: RECONFIGURAÇÃO DAS CONDIÇÕES E RELAÇÕES DO TRABALHO MEDIADO POR PLATAFORMAS DIGITAIS

  • Orientador : KATHARINE NINIVE PINTO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SELMA BORGHI VENCO
  • ANDRE GUSTAVO FERREIRA DA SILVA
  • EDSON FRANCISCO DE ANDRADE
  • JULIANE FEIX PERUZZO
  • KATHARINE NINIVE PINTO SILVA
  • Data: 26/04/2022

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  • A uberização do trabalho é um dos fenômenos recentes do processo contínuo de degradação da atividade produtiva, estimulada pela contradição capital x trabalho. Esse fenômeno é resultado de processos de reconfigurações na organização produtiva que levaram o mundo do trabalho a conhecerem formas mais flexíveis da atividade laboral, no intuito de eliminar os vínculos entre aqueles que vedem sua força de trabalho e aqueles que exploram essa força. Nessas novas modalidades de exploração, a tecnologia entra como componente fundamental para o aumento da efetividade da exploração da força de trabalho, como mostram os estudos de Hillman (2021),  Van Dijck (2018), Van Doorn (2021) e Zuboff (2015, 2020). As relações entre a exploração da força de trabalho e as tecnologias se dão desde que o capital subsumiu a maquinaria a seu favor (MARX, 2015), fazendo com que a tecnologia, que poderia libertar o ser humano do jugo do trabalho, aprofundasse ainda mais as relações de exploração do trabalho (MARX, 2014) o que fez colapsar as condições de dignidade humana no contexto do capital (ENGELS, 2010). No campo educacional, essas relações de exploração do trabalho com a utilização das tecnologias da informação e comunicação (TIC`s) tornaram-se uma tendência ainda mais forte com o advento da uberização do trabalho (SLEE, 2017) e da inserção de formas uberizadas de exploração do trabalho docente a partir da mediação das plataformas digitais (SRNICEK, 2017), (VENCO, 2019), (HARVEY, 2020). Considerando esses informações históricas esta tese coloca como seu problema de pesquisa a seguinte questão: Quais são as tendências de reconfiguração do trabalho docente, no Brasil, mediado por plataformas digitais no contexto da uberização do trabalho? Desta feita, a pesquisa direcionou esforços para tentar responder ao objetivo de Analisar as tendências de precarização do trabalho docente mediado por plataformas digitais a partir do fenômeno da uberização do trabalho. O levantamento dos dados se deu pela pesquisa bibliográfica e documental, pela análise de redes sociais (FRIGOTTO, 2017), bem como pela realização de entrevistas semiestruturadas (LAKATOS, 2003; MINAYO, 2000) com professores e professoras, operando a partir de plataformas digitais, na tentativa de captar o movimento de precarização do trabalho docente a partir do processo que pode ser chamado de uberização, com o trabalho mediado pelas plataformas digitais. A uberização do trabalho docente, que se dá pela mediação das plataformas digitais, tem criado tendências de precarização do trabalho docente, trazendo para o campo educacional as mesmas características de precarização que a uberização tem provocado no setor de serviços. Ainda na perspectiva da precarização do ensino e do avanço das plataformas digitais na educação, a pandemia de COVID-19 trouxe uma aceleração de processos de inserção da plataformização na educação, via GAFAM (OBSERVATÓRIO EDUCAÇÃO VIGIADA, 2021), e, consequentemente, de processos de reformas empresariais (FREITAS, 2012) que visam privatizar o ensino, o que precariza a atividade pedagógica e as condições do trabalho docente. Esta pesquisa desvelou ainda o quanto avança a descaracterização do trabalho docente em plataformas como a ALICERCE, onde professores acumulam atribuições de ensino e limpeza de sala de aula e a COGNA, onde a figura do professor foi substituída pela de colaborador, típico das relações trabalhistas do era da flexibilidade total e do engodo do explorado como empreendedor, típico do discurso enganador da era da exploração digital do trabalho.


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  • A uberização do trabalho é um dos fenômenos recentes do processo contínuo de degradação da atividade produtiva, estimulada pela contradição capital x trabalho. Esse fenômeno é resultado de processos de reconfigurações na organização produtiva que levaram o mundo do trabalho a conhecerem formas mais flexíveis da atividade laboral, no intuito de eliminar os vínculos entre aqueles que vedem sua força de trabalho e aqueles que exploram essa força. Nessas novas modalidades de exploração, a tecnologia entra como componente fundamental para o aumento da efetividade da exploração da força de trabalho, como mostram os estudos de Hillman (2021),  Van Dijck (2018), Van Doorn (2021) e Zuboff (2015, 2020). As relações entre a exploração da força de trabalho e as tecnologias se dão desde que o capital subsumiu a maquinaria a seu favor (MARX, 2015), fazendo com que a tecnologia, que poderia libertar o ser humano do jugo do trabalho, aprofundasse ainda mais as relações de exploração do trabalho (MARX, 2014) o que fez colapsar as condições de dignidade humana no contexto do capital (ENGELS, 2010). No campo educacional, essas relações de exploração do trabalho com a utilização das tecnologias da informação e comunicação (TIC`s) tornaram-se uma tendência ainda mais forte com o advento da uberização do trabalho (SLEE, 2017) e da inserção de formas uberizadas de exploração do trabalho docente a partir da mediação das plataformas digitais (SRNICEK, 2017), (VENCO, 2019), (HARVEY, 2020). Considerando esses informações históricas esta tese coloca como seu problema de pesquisa a seguinte questão: Quais são as tendências de reconfiguração do trabalho docente, no Brasil, mediado por plataformas digitais no contexto da uberização do trabalho? Desta feita, a pesquisa direcionou esforços para tentar responder ao objetivo de Analisar as tendências de precarização do trabalho docente mediado por plataformas digitais a partir do fenômeno da uberização do trabalho. O levantamento dos dados se deu pela pesquisa bibliográfica e documental, pela análise de redes sociais (FRIGOTTO, 2017), bem como pela realização de entrevistas semiestruturadas (LAKATOS, 2003; MINAYO, 2000) com professores e professoras, operando a partir de plataformas digitais, na tentativa de captar o movimento de precarização do trabalho docente a partir do processo que pode ser chamado de uberização, com o trabalho mediado pelas plataformas digitais. A uberização do trabalho docente, que se dá pela mediação das plataformas digitais, tem criado tendências de precarização do trabalho docente, trazendo para o campo educacional as mesmas características de precarização que a uberização tem provocado no setor de serviços. Ainda na perspectiva da precarização do ensino e do avanço das plataformas digitais na educação, a pandemia de COVID-19 trouxe uma aceleração de processos de inserção da plataformização na educação, via GAFAM (OBSERVATÓRIO EDUCAÇÃO VIGIADA, 2021), e, consequentemente, de processos de reformas empresariais (FREITAS, 2012) que visam privatizar o ensino, o que precariza a atividade pedagógica e as condições do trabalho docente. Esta pesquisa desvelou ainda o quanto avança a descaracterização do trabalho docente em plataformas como a ALICERCE, onde professores acumulam atribuições de ensino e limpeza de sala de aula e a COGNA, onde a figura do professor foi substituída pela de colaborador, típico das relações trabalhistas do era da flexibilidade total e do engodo do explorado como empreendedor, típico do discurso enganador da era da exploração digital do trabalho.

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  • MARIA DO ROZARIO AZEVEDO DA SILVA
  • P DE PROFESSOR/A”: A DOCÊNCIA RECONFIGURANDO AS VIDAS DE PROFESSORES/AS E A POTÊNCIA DAS VIDAS ESCULPINDO DOCÊNCIA.

  • Orientador : ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE SIMAO DE FREITAS
  • MARIA THEREZA DIDIER DE MORAES
  • PATRÍCIA IGNÁCIO
  • ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
  • SILKE WEBER
  • Data: 02/05/2022

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  • Quando reviramos memórias guardadas estamos dando a nós mesmos a possibilidade de nos reconectarmos com o que fomos, mas também com o que somos no agora. Quando somos docentes, rememorar esse caminho nos possibilita reconstruir nossa trajetória, cartografando a nós mesmos, na potência de perceber que docência e vida estão entrelaçadas, produzindo assim a vidocencia. As vertentes para discutirmos docência são muitas, são questões que vão desde as políticas públicas de formação, a formação inicial, continuada, os saberes docentes entre outras temáticas tão importantes quanto a própria prática pedagógica ou o currículo. Nesta pesquisa, no entanto, abordo a questão da vida, da vida docente, a docência reconfigurando a vida de professoras e professores e a potência dessas vidas esculpindo essa docência. As perguntas que nortearam esse estudo foram muitas. Perguntas sustentam uma investigação e, aparentemente, nunca findam de acontecer. As que nortearam essa tese interrogaram: Pode o exercício da docência reconfigurar uma vida? Como se dá a constituição da docência pela perspectiva e essa mesma docência atravessando a vida afetando-a? O que pode uma vida docente? A partir desses questionamentos, o objetivo foi enxergar com outras lentes a docência, investigando-a através de histórias, memórias e relíquias guardadas, compreendendo os atravessamentos que vida e docência, juntas, provocam e evocam. Como composição teórica, articulei os conceitos de Docência artistagem em Corazza (2005, 2006 e 2009); Vida, imanência e vontade de potência em Deleuze (2002) e Nietzsche (2011) e memória a partir de Bergson (1999) e Benjamin (2012). Metodologicamente, criei possibilidades a partir da bricolagem de Denzin e Lincoln (2006), usando a perspectiva analítica dos afetos de Spinoza (2016) e Fravest-Saada (1990). Como instrumento de coleta, relicários. Artefatos que as professoras e professor entrevistas nessa pesquisa reuniram, organizaram, separaram sob a aura de relíquias, que reuniram ao longo. Tais relíquias são artefatos reunidos ao longo de suas trajetórias: bilhetes, fotos, papeis, livros, objetos vários. Essas relíquias visaram dar materialidade à resposta de uma única pergunta da entrevista: o que para você é viver a docência? As respostas trazidas, guardadas dentro dos relicários, são hecceidades, não se repetem, não se copiam. Transitam em nossas práticas docentes, em nossas vidas docentes. Em resposta ás perguntas de pesquisa, pude conhecer que os atravessamentos perduram: são os estudantes e professores e professoras que se eternizam em nós. Que cada docente abriga em si a força revolucionária da alegria e resiste aos encontros e paixões tristes. Que se deixa afetar por outras vidas, pois somente assim é possível viver a docência.


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  • Quando reviramos memórias guardadas estamos dando a nós mesmos a possibilidade de nos reconectarmos com o que fomos, mas também com o que somos no agora. Quando somos docentes, rememorar esse caminho nos possibilita reconstruir nossa trajetória, cartografando a nós mesmos, na potência de perceber que docência e vida estão entrelaçadas, produzindo assim a vidocencia. As vertentes para discutirmos docência são muitas, são questões que vão desde as políticas públicas de formação, a formação inicial, continuada, os saberes docentes entre outras temáticas tão importantes quanto a própria prática pedagógica ou o currículo. Nesta pesquisa, no entanto, abordo a questão da vida, da vida docente, a docência reconfigurando a vida de professoras e professores e a potência dessas vidas esculpindo essa docência. As perguntas que nortearam esse estudo foram muitas. Perguntas sustentam uma investigação e, aparentemente, nunca findam de acontecer. As que nortearam essa tese interrogaram: Pode o exercício da docência reconfigurar uma vida? Como se dá a constituição da docência pela perspectiva e essa mesma docência atravessando a vida afetando-a? O que pode uma vida docente? A partir desses questionamentos, o objetivo foi enxergar com outras lentes a docência, investigando-a através de histórias, memórias e relíquias guardadas, compreendendo os atravessamentos que vida e docência, juntas, provocam e evocam. Como composição teórica, articulei os conceitos de Docência artistagem em Corazza (2005, 2006 e 2009); Vida, imanência e vontade de potência em Deleuze (2002) e Nietzsche (2011) e memória a partir de Bergson (1999) e Benjamin (2012). Metodologicamente, criei possibilidades a partir da bricolagem de Denzin e Lincoln (2006), usando a perspectiva analítica dos afetos de Spinoza (2016) e Fravest-Saada (1990). Como instrumento de coleta, relicários. Artefatos que as professoras e professor entrevistas nessa pesquisa reuniram, organizaram, separaram sob a aura de relíquias, que reuniram ao longo. Tais relíquias são artefatos reunidos ao longo de suas trajetórias: bilhetes, fotos, papeis, livros, objetos vários. Essas relíquias visaram dar materialidade à resposta de uma única pergunta da entrevista: o que para você é viver a docência? As respostas trazidas, guardadas dentro dos relicários, são hecceidades, não se repetem, não se copiam. Transitam em nossas práticas docentes, em nossas vidas docentes. Em resposta ás perguntas de pesquisa, pude conhecer que os atravessamentos perduram: são os estudantes e professores e professoras que se eternizam em nós. Que cada docente abriga em si a força revolucionária da alegria e resiste aos encontros e paixões tristes. Que se deixa afetar por outras vidas, pois somente assim é possível viver a docência.

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  • ROBSON GUEDES DA SILVA
  • PENSAR-CORPO: A PERFORMANCE COMO PRÁTICA ANÁRQUICA E POSSIBILIDADE EDUCATIVA

  • Orientador : KARINA MIRIAN DA CRUZ VALENCA ALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KARINA MIRIAN DA CRUZ VALENCA ALVES
  • ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
  • RUI GOMES DE MATTOS DE MESQUITA
  • MARIA THEREZA DIDIER DE MORAES
  • ROSA CRISTINA PRIMO GADELHA
  • Data: 09/05/2022

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  • Este texto de doutoramento, abraçando um exercício de escrita teórico-poética, intentou investigar através de narrativas como alguns corpos estabelecem relações com a performance, percebendo-as como possibilidades formativas. Almejamos – em seu movimento – tanto perceber os saberes que despontam das narrativas de corpos em suas experimentações com a performance, quanto produzir uma escrita poética como reverberação produtiva dos encontros narrativos com corpos em performance. Em seus prólogos, o texto provoca – mediante tensionamento teórico – o aparecimento do corpo como problema, suas mutações e visível declínio. As cenas amalgamaram a proximidade com os poetas Mau e Gleison Nascimento, em seus atravessamentos e performances com a escrita poética; com as drags Márcia Pantera e Maria Luisão, através da subversão performativa da identidade; e com a Gangrena, pela desvirtuação da encenação e do corpo como possibilidade insurgente. Os lampejos incendiários de pensamento – engendrados pela potência do encontro – mobilizaram-nos, por fim, a intuir a tese de que a performance pode ser pensada – em meio a sua polissemia – como uma prática anárquica e possibilidade educativa. Tecemos com isso – de maneira contingente e provisória – a acepção de que algumas ações performáticas e/ou performativas mobilizam a reverberação/difusão de: I) práticas de contradisciplina que tensionam a relação corpo-saber-disciplina; II) desvirtuamentos de medidas que visem naturalizar qualquer enquadramento unitário e imutável à conformidade do visível para o corpo; III) o aditamento de insubordinação corporal mediante práticas – decididas ou não – de contracondutas, denunciando certas formas pelas quais ainda somos governamentalizados; IV) e a construção e proliferação de saberes sobre a performance desprovidos de qualquer captura pedagogizadora.


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  • Este texto de doutoramento, abraçando um exercício de escrita teórico-poética, intentou investigar através de narrativas como alguns corpos estabelecem relações com a performance, percebendo-as como possibilidades formativas. Almejamos – em seu movimento – tanto perceber os saberes que despontam das narrativas de corpos em suas experimentações com a performance, quanto produzir uma escrita poética como reverberação produtiva dos encontros narrativos com corpos em performance. Em seus prólogos, o texto provoca – mediante tensionamento teórico – o aparecimento do corpo como problema, suas mutações e visível declínio. As cenas amalgamaram a proximidade com os poetas Mau e Gleison Nascimento, em seus atravessamentos e performances com a escrita poética; com as drags Márcia Pantera e Maria Luisão, através da subversão performativa da identidade; e com a Gangrena, pela desvirtuação da encenação e do corpo como possibilidade insurgente. Os lampejos incendiários de pensamento – engendrados pela potência do encontro – mobilizaram-nos, por fim, a intuir a tese de que a performance pode ser pensada – em meio a sua polissemia – como uma prática anárquica e possibilidade educativa. Tecemos com isso – de maneira contingente e provisória – a acepção de que algumas ações performáticas e/ou performativas mobilizam a reverberação/difusão de: I) práticas de contradisciplina que tensionam a relação corpo-saber-disciplina; II) desvirtuamentos de medidas que visem naturalizar qualquer enquadramento unitário e imutável à conformidade do visível para o corpo; III) o aditamento de insubordinação corporal mediante práticas – decididas ou não – de contracondutas, denunciando certas formas pelas quais ainda somos governamentalizados; IV) e a construção e proliferação de saberes sobre a performance desprovidos de qualquer captura pedagogizadora.

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  • GEYZA DAVILA ARRUDA
  • (RE)CONSTRUÇÃO DO CURRÍCULO E A EMPREGABILIDADE NO BRASIL.

  • Orientador : ALFREDO MACEDO GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALFREDO MACEDO GOMES
  • IVOR FREDERICK GOODSON
  • JESUS MARIA SOUSA
  • JOANA RAQUEL FARIA DE SOUSA
  • JOSE AUGUSTO PACHECO
  • Data: 31/05/2022

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  • Partindo da problemática entre formação acadêmica e inserção no mercado de trabalho, materializada na educação por competências e na possibilidade de esta ser vetor de empregabilidade, o projeto de tese intitulado (Re)construção do currículo e a empregabilidade no Brasil, em ciências da educação, especialidade de Desenvolvimento Curricular, da Universidade do Minho, tem como proposta a investigação para identificar as possibilidades e os limites do currículo como veículo de formação da empregabilidade no curso de graduação em Administração, no Brasil. A revisão da literatura incide em termos-chave como mercado, mercado de trabalho, empregabilidade, competências, educação superior e currículo, cujo desenvolvimento é realizado a partir de uma abordagem interdisciplinar. Especificamente sobre currículo, o trabalho se debruça sobre as concepções presentes na literatura contemporânea, considerando a relação entre currículo, formação acadêmica e mercado, além de considerar o caráter das determinações estatais sobre currículo como política pública de regulação da educação superior. A metodologia é de natureza qualitativa e quantitativa. Em relação ao paradigma qualitativo, buscou-se, na análise dos dados, uma aproximação das técnicas de análise crítica do discurso e da análise de conteúdo, com destaque para a análise documental, a partir de um corpus documental extraídos da organização curricular de um curso de ensino superior no Brasil. Em nexo ao paradigma quantitativo, foram aplicados métodos de estatística descritiva para organizar, resumir e descrever os aspectos importantes do conjunto de dados coletados, por meio de médias e indicadores de proporcionalidade. As entrevistas estruturadas foram realizadas com 3 gestores acadêmicos, 3 sujeitos de agências integradoras, 6 sujeitos do âmbito mercado e de questionário aplicado a 155 alunos do Curso de Administração, assim como, ao nível das técnicas de análise de resultados. O estudo empírico realizado considera sujeitos vinculados à academia e ao mercado, incluído a análise das possibilidades de organizar, numa instituição de ensino superior, um currículo baseado em competências direcionadas com a empregabilidade. Como principais conclusões destacam-se: a polissemia do conceito de competência, implicando em dificuldade de sua delimitação teórica; a possibilidade potencial do currículo ser um transmissor de empregabilidade; a assimetria da relação entre mercado e educação em termos de autonomia, indicando o predomínio do primeiro em relação ao segundo; desafios para a efetivação de uma prática pedagógica, visando a formação baseada em competências no ensino superior. O trabalho aponta, ainda, pistas para ações institucionais na perspectiva de reformas amplas, com total integração do corpo docente, tanto nas diretrizes curriculares, quanto na prática pedagógica das unidades curriculares no curso de Administração


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  • EMANUELLE DE SOUZA BARBOSA
  • OS SIGNIFICADOS DAS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS NA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DO ENSINO MÉDIO NA REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE PERNAMBUCO.

  • Orientador : KATHARINE NINIVE PINTO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADDA DANIELA LIMA FIGUEIREDO ECHALAR
  • EDSON FRANCISCO DE ANDRADE
  • JOANA PEIXOTO
  • KATHARINE NINIVE PINTO SILVA
  • RAQUEL GOULART BARRETO
  • SÉBASTIEN ANTOINE
  • Data: 03/06/2022

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  • Esta pesquisa tem como objeto de estudo a inserção de inovações tecnológicas, especialmente Tecnologias Digitais na organização do trabalho pedagógico das escolas estaduais de Pernambuco que ofertam o Ensino Médio. Seu objetivo geral foi compreender quais são os significados atribuídos às inovações tecnológicas na organização do trabalho pedagógico do ensino médio na rede estadual de educação de Pernambuco. Para alcançar o objetivo proposto, a pesquisa se orientou pela perspectiva teórico metodológica crítico-dialética em associação com a Análise de Discurso (AD) pecheutiana. Conduzimos um estudo de natureza bibliográfica e empírica voltado a compreensão das relações estabelecidas entre trabalho, educação e tecnologia e seus desdobramentos na organização do trabalho pedagógico. Tomou-se como ponto de partida a identificação de tendências de intensificação e precarização do trabalho docente em curso na política de reestruturação do ensino médio em Pernambuco apontadas em trabalhos como os de Benites (2014) e Santos (2016). A delimitação do objetivo de pesquisa resultou da identificação de discursos apologéticos sobre a incorporação de recursos tecnológicos na organização do trabalho pedagógico que, no plano discursivo, posicionam as tecnologias digitais como as grandes protagonistas das transformações almejadas na educação em consonância com as novas determinações políticas e socioeconômicas impostas pelo modo de produção capitalista, principalmente a partir dos anos de 1970. Assim, a partir de Harvey (2013, 2016, 2018); Barreto (2016, 2018, 2020) pesquisa desenvolvida parte de uma leitura contra-hegemônica sobre a inserção de tecnologias digitais no contexto escolar, defende a necessidade de pensar essa relação levando-se em conta que as transformações do modo de produção capitalista são o fundamento material de onde partem as reformas impostas à educação e com elas a expropriação do trabalho docente. A partir das contribuições de Alves (2011) a pesquisa demonstrou ainda como o modelo de organização gerencial baseado no Toyotismo atua para “capturar” a subjetividade dos trabalhadores a fim de torná-la produtiva ao Capital e qual o papel atribuído as tecnologias nesse cenário. Nesse processo de caracterização dos mecanismos utilizados para produzir as formas de adesão dos trabalhadores a lógica imposta nos valemos de autores do campo da psicanálise como Safatle (2018, 2020) e Dunker (2017). Com a pesquisa realizada compreendemos que as reformas e novas determinações prescritas para a inserção de tecnologias digitais no ensino médio pernambucano: a. respondem a um processo de substituição do trabalho docente ao mesmo tempo em que intensifica o trabalho através da diluição das barreiras já porosas entre vida profissional e vida pessoal; b. contribuem para que os recursos tecnológicos inseridos na escola sejam utilizados em favor de uma flexibilização do trabalho pedagógico promovendo novas formas de gestão desse trabalho em consonância com os processos de precarização do trabalho; c. viabilizam formas de organização do trabalho como controle e vigilância que impulsionam os sujeitos a construir identificações cada vez mais profundas com as tarefas propostas, em busca de uma alta performance e para tanto, orientando-os a demostrar capacidade para inovar, modernizar e propor soluções aos desafios presentes. 


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  • Esta pesquisa tem como objeto de estudo a inserção de inovações tecnológicas, especialmente Tecnologias Digitais na organização do trabalho pedagógico das escolas estaduais de Pernambuco que ofertam o Ensino Médio. Seu objetivo geral foi compreender quais são os significados atribuídos às inovações tecnológicas na organização do trabalho pedagógico do ensino médio na rede estadual de educação de Pernambuco. Para alcançar o objetivo proposto, a pesquisa se orientou pela perspectiva teórico metodológica crítico-dialética em associação com a Análise de Discurso (AD) pecheutiana. Conduzimos um estudo de natureza bibliográfica e empírica voltado a compreensão das relações estabelecidas entre trabalho, educação e tecnologia e seus desdobramentos na organização do trabalho pedagógico. Tomou-se como ponto de partida a identificação de tendências de intensificação e precarização do trabalho docente em curso na política de reestruturação do ensino médio em Pernambuco apontadas em trabalhos como os de Benites (2014) e Santos (2016). A delimitação do objetivo de pesquisa resultou da identificação de discursos apologéticos sobre a incorporação de recursos tecnológicos na organização do trabalho pedagógico que, no plano discursivo, posicionam as tecnologias digitais como as grandes protagonistas das transformações almejadas na educação em consonância com as novas determinações políticas e socioeconômicas impostas pelo modo de produção capitalista, principalmente a partir dos anos de 1970. Assim, a partir de Harvey (2013, 2016, 2018); Barreto (2016, 2018, 2020) pesquisa desenvolvida parte de uma leitura contra-hegemônica sobre a inserção de tecnologias digitais no contexto escolar, defende a necessidade de pensar essa relação levando-se em conta que as transformações do modo de produção capitalista são o fundamento material de onde partem as reformas impostas à educação e com elas a expropriação do trabalho docente. A partir das contribuições de Alves (2011) a pesquisa demonstrou ainda como o modelo de organização gerencial baseado no Toyotismo atua para “capturar” a subjetividade dos trabalhadores a fim de torná-la produtiva ao Capital e qual o papel atribuído as tecnologias nesse cenário. Nesse processo de caracterização dos mecanismos utilizados para produzir as formas de adesão dos trabalhadores a lógica imposta nos valemos de autores do campo da psicanálise como Safatle (2018, 2020) e Dunker (2017). Com a pesquisa realizada compreendemos que as reformas e novas determinações prescritas para a inserção de tecnologias digitais no ensino médio pernambucano: a. respondem a um processo de substituição do trabalho docente ao mesmo tempo em que intensifica o trabalho através da diluição das barreiras já porosas entre vida profissional e vida pessoal; b. contribuem para que os recursos tecnológicos inseridos na escola sejam utilizados em favor de uma flexibilização do trabalho pedagógico promovendo novas formas de gestão desse trabalho em consonância com os processos de precarização do trabalho; c. viabilizam formas de organização do trabalho como controle e vigilância que impulsionam os sujeitos a construir identificações cada vez mais profundas com as tarefas propostas, em busca de uma alta performance e para tanto, orientando-os a demostrar capacidade para inovar, modernizar e propor soluções aos desafios presentes. 

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  • ELICIA BARROS GUERRA SOUZA
  • ENTRE O CONVENTO E O CÁRCERE: A FUNÇÃO EDUCATIVA DA COLÔNIA PENAL FEMININA DO BOM PASTOR - RECIFE/PE (1945 E 1990)

  • Orientador : JOSE LUIS SIMOES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA PAULA RODRIGUES FIGUEIROA
  • AURENEA MARIA DE OLIVEIRA
  • JOAQUIM LUÍS MEDEIROS ALCOFORADO
  • JOSE LUIS SIMOES
  • MARCIA REGINA BARBOSA
  • Data: 15/06/2022

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  •  Essa pesquisa, inserida no campo das identidades e memórias da Educação, teve por objetivo compreender a função educativa da Colônia Penal Feminina do Recife no período em que essa instituição foi administrada pela Congregação do Bom Pastor, entre os anos de 1945 e 1990, sobretudo no que diz respeito à percepção da sociedade acerca desse regime educativo proposto pelas religiosas às mulheres em situação de privação de liberdade. Como marco teórico do estudo utilizamos Goffman (1974), Goffman (2004), Becker (2012) e Foucault (1987). A pesquisa seguiu os parâmetros qualitativo-descritivo segundo Minayo (2002), utilizando os documentos, no seu sentido mais amplo, como fonte para a pesquisa historiográfica conforme defendido por Le Goff (1994) e tratando as fontes encontradas, predominantemente, com o uso da análise documental conforme Ludke; André (2018) e Bacellar (2008). Os resultados obtidos nos mostraram que a função educativa se manifesta em dois pilares distintos, mas complementares. De um lado se buscava uma regeneração moral e de outro se buscava a formação profissional da detenta. Além disso, verificou-se que tal modelo, ao menos aos olhos da mídia impressa à época, era bastante prestigiado sendo as críticas sofridas pela Congregação do Bom Pastor motivadas antes pela precariedade material que se instalou na Unidade do que por divergências essenciais em relação à filosofia de trabalho das irmãs. Sendo assim, concluímos que a despeito das dificuldades de ordem prática, a Congregação do Bom Pastor teve o mérito de manter uma constância de objetivos, métodos e princípios capaz de dar concretude e solidez a um desafiador projeto de prisão que não se mostrou tão duradouro em várias outras regiões do país.


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  •  Essa pesquisa, inserida no campo das identidades e memórias da Educação, teve por objetivo compreender a função educativa da Colônia Penal Feminina do Recife no período em que essa instituição foi administrada pela Congregação do Bom Pastor, entre os anos de 1945 e 1990, sobretudo no que diz respeito à percepção da sociedade acerca desse regime educativo proposto pelas religiosas às mulheres em situação de privação de liberdade. Como marco teórico do estudo utilizamos Goffman (1974), Goffman (2004), Becker (2012) e Foucault (1987). A pesquisa seguiu os parâmetros qualitativo-descritivo segundo Minayo (2002), utilizando os documentos, no seu sentido mais amplo, como fonte para a pesquisa historiográfica conforme defendido por Le Goff (1994) e tratando as fontes encontradas, predominantemente, com o uso da análise documental conforme Ludke; André (2018) e Bacellar (2008). Os resultados obtidos nos mostraram que a função educativa se manifesta em dois pilares distintos, mas complementares. De um lado se buscava uma regeneração moral e de outro se buscava a formação profissional da detenta. Além disso, verificou-se que tal modelo, ao menos aos olhos da mídia impressa à época, era bastante prestigiado sendo as críticas sofridas pela Congregação do Bom Pastor motivadas antes pela precariedade material que se instalou na Unidade do que por divergências essenciais em relação à filosofia de trabalho das irmãs. Sendo assim, concluímos que a despeito das dificuldades de ordem prática, a Congregação do Bom Pastor teve o mérito de manter uma constância de objetivos, métodos e princípios capaz de dar concretude e solidez a um desafiador projeto de prisão que não se mostrou tão duradouro em várias outras regiões do país.

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  • SILVIA DE SOUSA AZEVEDO ARAGAO
  • CONHECIMENTOS SOBRE A ESCRITA ALFABÉTICA REVELADOS POR CRIANÇAS AO FINAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL

  • Orientador : ARTUR GOMES DE MORAIS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXSANDRO DA SILVA
  • ANA CAROLINA PERRUSI ALVES BRANDAO
  • ARTUR GOMES DE MORAIS
  • LEILA NASCIMENTO DA SILVA
  • SILVANNE RIBEIRO SANTOS
  • Data: 20/06/2022

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  • Nosso objetivo geral foi investigar, longitudinalmente, a aprendizagem das crianças
    em relação ao sistema de escrita alfabética (SEA) nos dois últimos anos da
    Educação Infantil, em três escolas (uma privada e duas públicas). Os objetivos
    específicos foram: i) Identificar e acompanhar a evolução das hipóteses de escrita e
    a aprendizagem de conhecimentos sobre letras, e de habilidades de consciência
    fonológica (CF); ii) Comparar o desempenho das crianças em cada escola em
    diferentes momentos dos anos; iii) Identificar possíveis efeitos da origem
    sociocultural sobre aquelas aprendizagens e iv) Comparar o desempenho nas
    diferentes habilidades de CF e de conhecimentos de letras, considerando as
    diferentes hipóteses de escrita. A pesquisa foi organizada em dois estudos. No
    estudo 1, analisamos os resultados coletados no penúltimo ano da Educação
    Infantil. As atividades, aplicadas em duas ocasiões foram: Escrita espontânea de
    palavras, atividades de CF (Contagem de Sílabas; Identificação das palavras com a
    mesma sílaba inicial; Identificação da palavra maior; Identificação das palavras que
    rimam) e de conhecimento das letras (Nomeação de letras e Produção de palavras
    a partir de letras apresentadas). Constatamos que as crianças progrediram nas três
    escolas. Nas escritas, identificamos uma variedade de hipóteses em uma mesma
    ocasião para a maioria das crianças. Entre as escolas, houve aproximações no
    decorrer do ano. Na aprendizagem das letras, ao encerrarem o Infantil 4, não houve
    diferenças significativas entre as escolas. Quanto às habilidades de CF, aquelas
    envolvendo a contagem de sílabas, foram mais fáceis para todas. Entre as escolas,
    houve diferenças que se mantiveram ou aumentaram na Contagem de sílabas e na
    Identificação de Palavras que rimam. A análise qualitativa das atividades de CF
    revelou: i) a presença da análise fonológica mesmo quando as crianças erravam; ii)
    que o tipo de justificativa verbal geralmente evoluiu quanto à explicitação
    consciente, iii) porém, os acertos nem sempre estiveram relacionados à explicitação
    verbal dos segmentos sonoros analisados. No estudo 2, analisamos os dados
    coletados nos dois últimos anos da Educação Infantil. Durante o último ano,
    aplicamos as mesmas atividades, no início e final do ano, e acrescentamos a
    Identificação de palavras com o mesmo fonema inicial. Analisamos os dados,
    comparando dois grupos sociais: Escola privada e Escolas públicas. Os resultados
    indicaram que as crianças continuaram progredindo, porém, em relação à escrita,
    as distâncias entre os grupos sociais aumentaram a favor da Escola Privada, na
    qual a maioria das crianças alcançou uma hipótese alfabética. Na aprendizagem
    das letras não houve diferenças significativas ao final da Educação Infantil entre os
    grupos sociais. Porém, os acertos indicadores de conhecimento das letras nem
    sempre se relacionavam a um avanço na hipótese de escrita. Quanto às
    habilidades de CF, houve aproximações entre os grupos sociais apenas nas
    habilidades envolvendo o número de sílabas, as diferenças aumentaram em relação
    a todas as demais habilidades. Vimos ainda que os acertos nas habilidades de CF
    nem sempre garantiram hipóteses de escrita mais elaboradas. Assim, se por um
    lado, concordamos que não devemos ter como foco central, na Educação infantil, o
    processo de alfabetização, entendemos que muitos saberes podem ser aprendidos
    sobre a escrita nessa etapa. Porém, reconhecemos a complexidade da interação
    dos diversos conhecimentos envolvidos nesse processo e, com isso, defendemos que o treinode letras isoladas ou de habilidades fonêmicas não deve ser o foco da Educação Infantil e destacamos a importância de diferentes oportunidades de reflexão pelas professoras sobre esse objeto de estudo.


  • Mostrar Abstract
  • Nosso objetivo geral foi investigar, longitudinalmente, a aprendizagem das crianças
    em relação ao sistema de escrita alfabética (SEA) nos dois últimos anos da
    Educação Infantil, em três escolas (uma privada e duas públicas). Os objetivos
    específicos foram: i) Identificar e acompanhar a evolução das hipóteses de escrita e
    a aprendizagem de conhecimentos sobre letras, e de habilidades de consciência
    fonológica (CF); ii) Comparar o desempenho das crianças em cada escola em
    diferentes momentos dos anos; iii) Identificar possíveis efeitos da origem
    sociocultural sobre aquelas aprendizagens e iv) Comparar o desempenho nas
    diferentes habilidades de CF e de conhecimentos de letras, considerando as
    diferentes hipóteses de escrita. A pesquisa foi organizada em dois estudos. No
    estudo 1, analisamos os resultados coletados no penúltimo ano da Educação
    Infantil. As atividades, aplicadas em duas ocasiões foram: Escrita espontânea de
    palavras, atividades de CF (Contagem de Sílabas; Identificação das palavras com a
    mesma sílaba inicial; Identificação da palavra maior; Identificação das palavras que
    rimam) e de conhecimento das letras (Nomeação de letras e Produção de palavras
    a partir de letras apresentadas). Constatamos que as crianças progrediram nas três
    escolas. Nas escritas, identificamos uma variedade de hipóteses em uma mesma
    ocasião para a maioria das crianças. Entre as escolas, houve aproximações no
    decorrer do ano. Na aprendizagem das letras, ao encerrarem o Infantil 4, não houve
    diferenças significativas entre as escolas. Quanto às habilidades de CF, aquelas
    envolvendo a contagem de sílabas, foram mais fáceis para todas. Entre as escolas,
    houve diferenças que se mantiveram ou aumentaram na Contagem de sílabas e na
    Identificação de Palavras que rimam. A análise qualitativa das atividades de CF
    revelou: i) a presença da análise fonológica mesmo quando as crianças erravam; ii)
    que o tipo de justificativa verbal geralmente evoluiu quanto à explicitação
    consciente, iii) porém, os acertos nem sempre estiveram relacionados à explicitação
    verbal dos segmentos sonoros analisados. No estudo 2, analisamos os dados
    coletados nos dois últimos anos da Educação Infantil. Durante o último ano,
    aplicamos as mesmas atividades, no início e final do ano, e acrescentamos a
    Identificação de palavras com o mesmo fonema inicial. Analisamos os dados,
    comparando dois grupos sociais: Escola privada e Escolas públicas. Os resultados
    indicaram que as crianças continuaram progredindo, porém, em relação à escrita,
    as distâncias entre os grupos sociais aumentaram a favor da Escola Privada, na
    qual a maioria das crianças alcançou uma hipótese alfabética. Na aprendizagem
    das letras não houve diferenças significativas ao final da Educação Infantil entre os
    grupos sociais. Porém, os acertos indicadores de conhecimento das letras nem
    sempre se relacionavam a um avanço na hipótese de escrita. Quanto às
    habilidades de CF, houve aproximações entre os grupos sociais apenas nas
    habilidades envolvendo o número de sílabas, as diferenças aumentaram em relação
    a todas as demais habilidades. Vimos ainda que os acertos nas habilidades de CF
    nem sempre garantiram hipóteses de escrita mais elaboradas. Assim, se por um
    lado, concordamos que não devemos ter como foco central, na Educação infantil, o
    processo de alfabetização, entendemos que muitos saberes podem ser aprendidos
    sobre a escrita nessa etapa. Porém, reconhecemos a complexidade da interação
    dos diversos conhecimentos envolvidos nesse processo e, com isso, defendemos que o treinode letras isoladas ou de habilidades fonêmicas não deve ser o foco da Educação Infantil e destacamos a importância de diferentes oportunidades de reflexão pelas professoras sobre esse objeto de estudo.

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  • CAMILA FERREIRA DA SILVA
  • AS MARCAS DA MEMÓRIA HEGEMÔNICA E VIVIDA NA PRÁTICA DOCENTE DE PROFESSORAS NEGRAS DO TERRITÓRIO CAMPESINO

  • Orientador : JANSSEN FELIPE DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DENISE MARIA BOTELHO
  • JANSSEN FELIPE DA SILVA
  • MARIA DA CONCEICAO DOS REIS
  • MICHELE GUERREIRO FERREIRA
  • ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
  • Data: 21/06/2022

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  • Esta tese parte do pressuposto que a autoidentificação das Professoras como Mulher Negra é um diferencial que pode possibilitar uma ação pautada em uma Prática Docente de enfrentamento do Racismo Educacional. Dessa forma, nos propomos a responder o seguinte questionamento: como a identificação étnico-racial de Professoras Negras pode e/ou tem mobilizado o desenvolvimento de uma Prática Docente Antirracista no espaço educacional? Para responder a esta questão tomamos como objetivo geral: Compreender as marcas da Memória Hegemônica e da Memória Vivida na construção identitária de Professoras Negras e sua influência em Práticas Docentes Antirracistas em escolas situadas no Território Campesino. E como objetivos específicos elencamos: a) identificar e caracterizar o processo de construção da identidade étnico-racial das Professoras Negras; b) analisar as concepções de Educação Antirracista das Professoras Negras; c) identificar e caracterizar as estratégias das Práticas Antirracista das Professoras Negras. Esta pesquisa se vale das Abordagens Teórico-Metodológica do Feminismo Negro Latino-Americano e dos Estudos Pós-Coloniais que tecem movimentos de resistência propositiva com a exterioridade colonial e em especial com a Memória e o Corpo Feminino Negro. Tivemos como campo de pesquisa quatro escolas do Território Campesino de Caruaru – PE e como Colaboradoras de pesquisa 04 Professoras Negras. A análise dos dados se deu através da Análise de Conteúdo, via análise temática, e apresenta como resultado as tensões vivenciadas pelas Colaboradoras no nível interno e externo. No Primeiro, temos a identificação Étnico-Racial dessas Colaboradoras, suas opções formativas, sociais, culturais, políticas e epistêmicas no desenvolvimento de Práticas Docentes Antirracistas. No segundo, temos as instituições de ensino a qual estão vinculadas, seus pares, a equipe docente, a própria comunidade escolar que por vezes evidenciam resistência. Por tal, compreendemos que a Prática Docente Antirracista desenvolvida é constituída por fios de resistência, de afirmação e de tensionamentos que se integram, constantemente, no chão da escola. O caminho percorrido, até aqui, nos permite inferir que as Colaboradoras desenvolvem uma educação epistemologicamente desobediente com enraizamentos na Memória Vivida. Isto porque o contexto da Prática Docente delas vem, paulatinamente, fragmentando os postulados da Memória Hegemônica, construída em torno da Racialização e da Racionalização e fazendo florescer nessas rachaduras marcas da Memória Vivida em direção à Ancestralidade.


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  • Esta tese parte do pressuposto que a autoidentificação das Professoras como Mulher Negra é um diferencial que pode possibilitar uma ação pautada em uma Prática Docente de enfrentamento do Racismo Educacional. Dessa forma, nos propomos a responder o seguinte questionamento: como a identificação étnico-racial de Professoras Negras pode e/ou tem mobilizado o desenvolvimento de uma Prática Docente Antirracista no espaço educacional? Para responder a esta questão tomamos como objetivo geral: Compreender as marcas da Memória Hegemônica e da Memória Vivida na construção identitária de Professoras Negras e sua influência em Práticas Docentes Antirracistas em escolas situadas no Território Campesino. E como objetivos específicos elencamos: a) identificar e caracterizar o processo de construção da identidade étnico-racial das Professoras Negras; b) analisar as concepções de Educação Antirracista das Professoras Negras; c) identificar e caracterizar as estratégias das Práticas Antirracista das Professoras Negras. Esta pesquisa se vale das Abordagens Teórico-Metodológica do Feminismo Negro Latino-Americano e dos Estudos Pós-Coloniais que tecem movimentos de resistência propositiva com a exterioridade colonial e em especial com a Memória e o Corpo Feminino Negro. Tivemos como campo de pesquisa quatro escolas do Território Campesino de Caruaru – PE e como Colaboradoras de pesquisa 04 Professoras Negras. A análise dos dados se deu através da Análise de Conteúdo, via análise temática, e apresenta como resultado as tensões vivenciadas pelas Colaboradoras no nível interno e externo. No Primeiro, temos a identificação Étnico-Racial dessas Colaboradoras, suas opções formativas, sociais, culturais, políticas e epistêmicas no desenvolvimento de Práticas Docentes Antirracistas. No segundo, temos as instituições de ensino a qual estão vinculadas, seus pares, a equipe docente, a própria comunidade escolar que por vezes evidenciam resistência. Por tal, compreendemos que a Prática Docente Antirracista desenvolvida é constituída por fios de resistência, de afirmação e de tensionamentos que se integram, constantemente, no chão da escola. O caminho percorrido, até aqui, nos permite inferir que as Colaboradoras desenvolvem uma educação epistemologicamente desobediente com enraizamentos na Memória Vivida. Isto porque o contexto da Prática Docente delas vem, paulatinamente, fragmentando os postulados da Memória Hegemônica, construída em torno da Racialização e da Racionalização e fazendo florescer nessas rachaduras marcas da Memória Vivida em direção à Ancestralidade.

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  • ESTEPHANE PRISCILLA DOS SANTOS MENDES
  • A ORALIDADE NOS LIVROS DIDÁTICOS E NAS SALAS DE AULA DE ALFABETIZAÇÃO: COMPREENSÕES DOCENTES E USO DO LIVRO DIDÁTICO PARA ESSE ENSINO.

  • Orientador : ANA CLAUDIA RODRIGUES GONCALVES PESSOA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXSANDRO DA SILVA
  • ANA CLAUDIA RODRIGUES GONCALVES PESSOA
  • CLECIO DOS SANTOS BUNZEN JUNIOR
  • DEBORA AMORIM GOMES DA COSTA MACIEL
  • MARIA LUCIA FERREIRA DE FIGUEIREDO BARBOSA
  • Data: 30/06/2022

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  • Este trabalho tomou os exemplares de obras aprovadas pelo PNLD e as salas de aula de Alfabetização (através da fala das professoras) como fonte de produção e interpretação de dados, partindo da seguinte pergunta: quais as práticas de professoras alfabetizadoras no que se refere ao eixo de ensino oralidade, e qual o uso do Livro Didático de Alfabetização para a realização do trabalho com o oral em sala de aula? Tendo como objetivo geral, analisar as concepções de ensino da oralidade de professoras alfabetizadoras e o uso e conteúdo do Livro Didático para o ensino desse eixo no Ciclo de Alfabetização. Os objetivos específicos desse estudo seguiram por dois blocos: o primeiro voltado para a análise da coleção de Livro Didático adotado no munícipio de Caruaru para as turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, onde buscou-se: identificar as atividades voltadas para o ensino do eixo oralidade em Livros Didáticos do 1º ao 3º ano, de acordo com seus objetivos; identificar as dimensões de ensino do eixo oral contempladas na coleção de Livros Didáticos analisadas; e analisar a progressão das atividades propostas para o ensino do oral nos três livros da coleção selecionada. O segundo bloco de objetivos tomou como foco a análise das percepções das professoras alfabetizadoras em relação ao uso do Livro Didático para o ensino de oralidade, objetivando interpretar as concepções de ensino de professoras alfabetizadoras no que se refere ao eixo de oralidade; verificar quais os recursos didáticos são utilizados pelas professoras alfabetizadoras para o ensino da oralidade; e, investigar a relevância do Livro Didático para as docentes no trabalho com a oralidade, nas turmas de 1º a 3º ano. Para dar conta de tais objetivos, fizemos uso de duas técnicas de produção de dados: (1) Análise Documental – analisamos exemplares dos livros didáticos utilizados na rede municipal de ensino de Caruaru; (2) Entrevista semiestruturada – realizamos entrevistas com professoras alfabetizadoras da rede de ensino de Caruaru. Os resultados apontam que na coleção analisada foram encontradas atividades que promovem situações de aprendizagem em relação a regras de convivência em sala de aula, características da conversação espontânea, identificação de aspectos não linguísticos (paralinguísticos) e trabalho com gêneros orais, no entanto, o foco da coleção ainda está em atividades de uso do oral em situações informais. Em relação a fala das professoras, percebeu-se que as concepções de ensino de oralidade trazidas, enfatizam o oral como uma forma de expressão, comunicação, desenvoltura para falar em público ou como ponte para outras aprendizagens, reduzindo e limitando o trabalho com oralidade as situações mais informais e cotidianas da sala de aula. No que se refere ao uso do livro didático para ensinar oralidade, percebemos que quanto mais explícita e detalhada for a atividade proposta pelos livros, mais habilidades de oralidade as professoras conseguem mobilizar com as crianças em sala de aula.


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  • Este trabalho tomou os exemplares de obras aprovadas pelo PNLD e as salas de aula de Alfabetização (através da fala das professoras) como fonte de produção e interpretação de dados, partindo da seguinte pergunta: quais as práticas de professoras alfabetizadoras no que se refere ao eixo de ensino oralidade, e qual o uso do Livro Didático de Alfabetização para a realização do trabalho com o oral em sala de aula? Tendo como objetivo geral, analisar as concepções de ensino da oralidade de professoras alfabetizadoras e o uso e conteúdo do Livro Didático para o ensino desse eixo no Ciclo de Alfabetização. Os objetivos específicos desse estudo seguiram por dois blocos: o primeiro voltado para a análise da coleção de Livro Didático adotado no munícipio de Caruaru para as turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, onde buscou-se: identificar as atividades voltadas para o ensino do eixo oralidade em Livros Didáticos do 1º ao 3º ano, de acordo com seus objetivos; identificar as dimensões de ensino do eixo oral contempladas na coleção de Livros Didáticos analisadas; e analisar a progressão das atividades propostas para o ensino do oral nos três livros da coleção selecionada. O segundo bloco de objetivos tomou como foco a análise das percepções das professoras alfabetizadoras em relação ao uso do Livro Didático para o ensino de oralidade, objetivando interpretar as concepções de ensino de professoras alfabetizadoras no que se refere ao eixo de oralidade; verificar quais os recursos didáticos são utilizados pelas professoras alfabetizadoras para o ensino da oralidade; e, investigar a relevância do Livro Didático para as docentes no trabalho com a oralidade, nas turmas de 1º a 3º ano. Para dar conta de tais objetivos, fizemos uso de duas técnicas de produção de dados: (1) Análise Documental – analisamos exemplares dos livros didáticos utilizados na rede municipal de ensino de Caruaru; (2) Entrevista semiestruturada – realizamos entrevistas com professoras alfabetizadoras da rede de ensino de Caruaru. Os resultados apontam que na coleção analisada foram encontradas atividades que promovem situações de aprendizagem em relação a regras de convivência em sala de aula, características da conversação espontânea, identificação de aspectos não linguísticos (paralinguísticos) e trabalho com gêneros orais, no entanto, o foco da coleção ainda está em atividades de uso do oral em situações informais. Em relação a fala das professoras, percebeu-se que as concepções de ensino de oralidade trazidas, enfatizam o oral como uma forma de expressão, comunicação, desenvoltura para falar em público ou como ponte para outras aprendizagens, reduzindo e limitando o trabalho com oralidade as situações mais informais e cotidianas da sala de aula. No que se refere ao uso do livro didático para ensinar oralidade, percebemos que quanto mais explícita e detalhada for a atividade proposta pelos livros, mais habilidades de oralidade as professoras conseguem mobilizar com as crianças em sala de aula.

2021
Dissertações
1
  • SAYARAH CAROL MESQUITA DOS SANTOS
  • A DUALIDADE NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA A PARTIR DA CONTRARREFORMA DO ENSINO MÉDIO DE 2016/2017 

  • Orientador : KATHARINE NINIVE PINTO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KATHARINE NINIVE PINTO SILVA
  • MARCIA ANGELA DA SILVA AGUIAR
  • JOSE NILDO ALVES CAU
  • MARISE NOGUEIRA RAMOS
  • Data: 24/02/2021

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  • Esta pesquisa teve como objeto de estudo a contrarreforma do Ensino Médio realizada no governo de Michel Temer, num contexto de profunda crise política, social e institucional no Brasil, a partir da Medida Provisória n° 746/2016, posteriormente convertida na Lei n° 13.415/2017. O objetivo geral desta pesquisa foi analisar como a dualidade educacional entre a formação dos jovens da classe trabalhadora e a formação dos jovens da classe dominante se apresenta na educação brasileira a partir da atual contrarreforma do Ensino Médio. Para tanto, a metodologia envolveu análise documental (LUDKE; ANDRÉ, 1986; NEVES, 1996; CELLARD, 2008) considerando, na normatização recente para o Ensino Médio a partir da Lei nº 13.415/2017, os fatores presentes que corroboram para o caráter de classe na educação, através da fundamentação no materialismo histórico-dialético (KONDER, 2008; PAULO NETTO, 2011; CURY, 1992). Os resultados da pesquisa indicaram uma manutenção da dualidade educacional desta etapa do ensino, fundamentada em uma formação desigual, de acordo com a classe social dos sujeitos atendidos. No entanto, na atualidade, essa dualidade se reconfigura e se alinha segundo as novas exigências do sistema capitalista, através do projeto dos organismos internacionais e dos reformadores empresariais que vem atuando na educação brasileira. A contrarreforma do Ensino Médio, dessa forma, intensifica a dualidade, sobretudo, através da naturalização de trajetórias formativas distintas, mas que se confundem com a origem de classe dos estudantes, ou seja, como trajetórias formativas desiguais. Para uns, a formação na perspectiva da acumulação flexível agora traduzida pelos conteúdos, noções e concepções (empreendedorismo, competências, flexibilidade etc.) alinhados às demandas do mercado, que possa educar a juventude para o terreno da precarização que vem se intensificando na contemporaneidade. Para outros, a manutenção de uma formação propedêutica, de cultura geral, para acesso a uma carreira de nível superior. Dessa forma, a conclusão de nosso estudo é de que a Lei n° 13.415/2017 da contrarreforma do Ensino Médio aprofunda a dualidade educacional brasileira, promovendo trajetórias formativas desiguais, de acordo com a origem de classe dos estudantes e que atende, principalmente, os interesses privatistas dos reformadores empresariais e dos organismos internacionais para a Educação Básica pública brasileira. Assim, esta atual política representa um projeto de educação que priva a maioria dos jovens da classe trabalhadora ao acesso amplo ao conhecimento e as oportunidades educacionais para além do saber fazer. 


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  • Esta pesquisa teve como objeto de estudo a contrarreforma do Ensino Médio realizada no governo de Michel Temer, num contexto de profunda crise política, social e institucional no Brasil, a partir da Medida Provisória n° 746/2016, posteriormente convertida na Lei n° 13.415/2017. O objetivo geral desta pesquisa foi analisar como a dualidade educacional entre a formação dos jovens da classe trabalhadora e a formação dos jovens da classe dominante se apresenta na educação brasileira a partir da atual contrarreforma do Ensino Médio. Para tanto, a metodologia envolveu análise documental (LUDKE; ANDRÉ, 1986; NEVES, 1996; CELLARD, 2008) considerando, na normatização recente para o Ensino Médio a partir da Lei nº 13.415/2017, os fatores presentes que corroboram para o caráter de classe na educação, através da fundamentação no materialismo histórico-dialético (KONDER, 2008; PAULO NETTO, 2011; CURY, 1992). Os resultados da pesquisa indicaram uma manutenção da dualidade educacional desta etapa do ensino, fundamentada em uma formação desigual, de acordo com a classe social dos sujeitos atendidos. No entanto, na atualidade, essa dualidade se reconfigura e se alinha segundo as novas exigências do sistema capitalista, através do projeto dos organismos internacionais e dos reformadores empresariais que vem atuando na educação brasileira. A contrarreforma do Ensino Médio, dessa forma, intensifica a dualidade, sobretudo, através da naturalização de trajetórias formativas distintas, mas que se confundem com a origem de classe dos estudantes, ou seja, como trajetórias formativas desiguais. Para uns, a formação na perspectiva da acumulação flexível agora traduzida pelos conteúdos, noções e concepções (empreendedorismo, competências, flexibilidade etc.) alinhados às demandas do mercado, que possa educar a juventude para o terreno da precarização que vem se intensificando na contemporaneidade. Para outros, a manutenção de uma formação propedêutica, de cultura geral, para acesso a uma carreira de nível superior. Dessa forma, a conclusão de nosso estudo é de que a Lei n° 13.415/2017 da contrarreforma do Ensino Médio aprofunda a dualidade educacional brasileira, promovendo trajetórias formativas desiguais, de acordo com a origem de classe dos estudantes e que atende, principalmente, os interesses privatistas dos reformadores empresariais e dos organismos internacionais para a Educação Básica pública brasileira. Assim, esta atual política representa um projeto de educação que priva a maioria dos jovens da classe trabalhadora ao acesso amplo ao conhecimento e as oportunidades educacionais para além do saber fazer. 

2
  • FABIOLA CRISTINA DE OLIVEIRA BENTO
  • Representações sociais dos (as) professores (as) de Educação Física sobre o conteúdo da dança nas Escolas Municipais do Jaboatão dos Guararapes – PE (2016-2020).

  • Orientador : JOSE LUIS SIMOES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDILSON FERNANDES DE SOUZA
  • JOSE LUIS SIMOES
  • HENRIQUE GERSON KOHL
  • ISIS TAVARES DA SILVA LOVERA
  • Data: 25/02/2021

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  • Trazer a dança como objeto de estudo acadêmico é desafiador por estimular as inquietações que permeiam a sua prática no ambiente escolar. Procurando entender as lacunas existentes quanto ao ensino da dança na escola, esta dissertação busca conhecer quais as representações sociais dos (as) professores (as) de Educação Física do Município do Jaboatão dos Guararapes - PE em relação à prática pedagógica do conteúdo da dança nas aulas. E tem como objetivo analisar quais as representações sociais dos (as) docentes que trabalham o conteúdo da dança na prática pedagógica da Educação Física das escolas municipais do Jaboatão dos Guararapes - PE de 2016 a 2020. Para tanto, nossa composição coreográfica foi dividida em cinco ensaios e o espetáculo onde foram expostas todas as nuances que construíram a pesquisa como as impressões obtidas na investigação; com amparo na Teoria das Representações Sociais segundo os pressupostos de Serge Moscovici para analisar e dialogar com a discussão. Trata-se de uma investigação qualitativa pautada nas entrevistas semiestruturadas cujo método de pesquisa utilizado para tratamento dos dados foi a análise do conteúdo com fundamento em Laurence Bardin (1977) através das suas três fases de análise. Os sujeitos da pesquisa foram os (as) professores (as) de Educação Física oriundos (as) do último concurso realizado no Município do Jaboatão dos Guararapes que atuam nos anos iniciais e finais
    do Ensino Fundamental. Através das informações obtidas com a transcrição das entrevistas foi realizada a categorização, exploração e discussão dos dados elegendo quatro categorias onde cada uma delas foi delimitada em mais duas subcategorias de análise. O estudo revelou que os (as) professores (as) de Educação Física percebem o lugar da dança no contexto escolar e a sua importância enquanto conteúdo por ser uma ferramenta que auxilia no desenvolvimento do (a) aluno (a) de forma integral. Como também lhes permitiu expor e refletir sobre as dificuldades existentes para lidar com a prática do conteúdo da dança nas aulas de Educação Física que se encontram além do ambiente escolar.


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  • Trazer a dança como objeto de estudo acadêmico é desafiador por estimular as inquietações que permeiam a sua prática no ambiente escolar. Procurando entender as lacunas existentes quanto ao ensino da dança na escola, esta dissertação busca conhecer quais as representações sociais dos (as) professores (as) de Educação Física do Município do Jaboatão dos Guararapes - PE em relação à prática pedagógica do conteúdo da dança nas aulas. E tem como objetivo analisar quais as representações sociais dos (as) docentes que trabalham o conteúdo da dança na prática pedagógica da Educação Física das escolas municipais do Jaboatão dos Guararapes - PE de 2016 a 2020. Para tanto, nossa composição coreográfica foi dividida em cinco ensaios e o espetáculo onde foram expostas todas as nuances que construíram a pesquisa como as impressões obtidas na investigação; com amparo na Teoria das Representações Sociais segundo os pressupostos de Serge Moscovici para analisar e dialogar com a discussão. Trata-se de uma investigação qualitativa pautada nas entrevistas semiestruturadas cujo método de pesquisa utilizado para tratamento dos dados foi a análise do conteúdo com fundamento em Laurence Bardin (1977) através das suas três fases de análise. Os sujeitos da pesquisa foram os (as) professores (as) de Educação Física oriundos (as) do último concurso realizado no Município do Jaboatão dos Guararapes que atuam nos anos iniciais e finais
    do Ensino Fundamental. Através das informações obtidas com a transcrição das entrevistas foi realizada a categorização, exploração e discussão dos dados elegendo quatro categorias onde cada uma delas foi delimitada em mais duas subcategorias de análise. O estudo revelou que os (as) professores (as) de Educação Física percebem o lugar da dança no contexto escolar e a sua importância enquanto conteúdo por ser uma ferramenta que auxilia no desenvolvimento do (a) aluno (a) de forma integral. Como também lhes permitiu expor e refletir sobre as dificuldades existentes para lidar com a prática do conteúdo da dança nas aulas de Educação Física que se encontram além do ambiente escolar.

3
  • JOEL SEVERINO DA SILVA
  • EDUCAÇÃO DE BASE E SINDICALIZAÇÃO RURAL NA MATA NORTE DE PERNAMBUCO (1961 a 1972)

  • Orientador : ANDRE GUSTAVO FERREIRA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANA MARIA PAULO DA SILVA
  • ANDRE GUSTAVO FERREIRA DA SILVA
  • ANTONIO TORRES MONTENEGRO
  • Data: 26/02/2021

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  • O objeto da investigação é a relação entre educação de base e sindicalização rural na mata norte de Pernambuco entre 1961 e 1972. A concepção de educação de base, aqui desenvolvida, refere-se à própria experiência subjacente à prática formativa e instituinte do movimento sindical rural, tendo como ponto de referência o conceito desenvolvido pelo MEB, bem como as diretrizes político-pedagógicas do MEB e do SORPE referentes à sindicalização. Sendo uma experiência educativa não escolar, a abordamos na perspectiva conceitual da Educação Não Formal à ótica de Gohn (2010/11/12). A investigação se justifica pelo fato de não haver estudos sobre o sindicalismo rural no estado na perspectiva da educação. A pesquisa interrogou como se deu a prática do sindicato na formação da sindicalização rural e suas lideranças, na Mata Norte de Pernambuco, em meio às tensões políticas sociais entre 1961 e 1972? O estudo compreendeu, portanto, dois momentos: antes e pós golpe. No segundo, atenção se deu a essa experiência em plena época de “chumbo” do regime, a fim de se analisar como foi que o sindicato reorganizou sua prática formativa nesse contexto. Fundamentou-se teórica e metodologicamente, no campo da historiografia, na perspectiva dos Annales. Assim, fez-se uso de fontes documentais e orais. Analisou-se em três capítulos: a) a relação entre educação de base e sindicalização rural na região, no período; b) o material formativo e informativo produzido pela própria FETAPE (pós golpe); c) as práticas educativas do sindicato referente a formação dos trabalhadores na região antes e pós golpe. Neste sentido, analisou-se os cursos de formação de lideranças sindicais; o papel educador do pessoal da linha de frente da organização (padres, dirigentes, e delegados sindicais); a mudança de discurso da prática formativa antes e pós golpe. Assim, propomos uma análise da prática formativa do sindicato como lugar de educação de base, no sentido de ter inaugurado aos trabalhadores rurais, senão uma formação política em sentido clássico do termo, ao menos certas compressões de organização coletiva a partir de práticas e diretrizes próprias, que sob orientação católica buscava no discurso do legal (lei) e do religioso, a justeza e o perfil de militância sindical que reivindicaria direitos básicos ligadas a salários e previdência social. Identificamos que, se antes do golpe, tal prática na região, primou por um perfil de militância sindical que buscasse na lei a justeza do movimento e certa conciliação para com a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) a fim de ter suas reivindicações atendidas, bem como se posicionar como legítimo na defesa do camponês em detrimento das Ligas Camponesas e dos independentes em relação a FETAPE; com a intervenção militar, sobretudo com a rigidez dos anos de “chumbo”, o apelo ao legal como discurso de autoridade e verdade foi o princípio norteador da prática formativa e operacional do sindicato à região; submetido a política assistencialista do PRORURAL e FUNRURAL instituída pelo próprio regime, o sindicato reorientou sua prática formativa em vista dos benefícios assistenciais como forma de ampliar sua rede se sócios. O trabalho, além de outras considerações já consolidadas no campo historiográfico, aponta que a análise da prática educativa de base subjacente ao processo formativo aqui investigado, contribui para precisar o lugar de uma prática pedagógica de formação sindical e coletiva dos trabalhadores rurais em seu lugar histórico.


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  • O objeto da investigação é a relação entre educação de base e sindicalização rural na mata norte de Pernambuco entre 1961 e 1972. A concepção de educação de base, aqui desenvolvida, refere-se à própria experiência subjacente à prática formativa e instituinte do movimento sindical rural, tendo como ponto de referência o conceito desenvolvido pelo MEB, bem como as diretrizes político-pedagógicas do MEB e do SORPE referentes à sindicalização. Sendo uma experiência educativa não escolar, a abordamos na perspectiva conceitual da Educação Não Formal à ótica de Gohn (2010/11/12). A investigação se justifica pelo fato de não haver estudos sobre o sindicalismo rural no estado na perspectiva da educação. A pesquisa interrogou como se deu a prática do sindicato na formação da sindicalização rural e suas lideranças, na Mata Norte de Pernambuco, em meio às tensões políticas sociais entre 1961 e 1972? O estudo compreendeu, portanto, dois momentos: antes e pós golpe. No segundo, atenção se deu a essa experiência em plena época de “chumbo” do regime, a fim de se analisar como foi que o sindicato reorganizou sua prática formativa nesse contexto. Fundamentou-se teórica e metodologicamente, no campo da historiografia, na perspectiva dos Annales. Assim, fez-se uso de fontes documentais e orais. Analisou-se em três capítulos: a) a relação entre educação de base e sindicalização rural na região, no período; b) o material formativo e informativo produzido pela própria FETAPE (pós golpe); c) as práticas educativas do sindicato referente a formação dos trabalhadores na região antes e pós golpe. Neste sentido, analisou-se os cursos de formação de lideranças sindicais; o papel educador do pessoal da linha de frente da organização (padres, dirigentes, e delegados sindicais); a mudança de discurso da prática formativa antes e pós golpe. Assim, propomos uma análise da prática formativa do sindicato como lugar de educação de base, no sentido de ter inaugurado aos trabalhadores rurais, senão uma formação política em sentido clássico do termo, ao menos certas compressões de organização coletiva a partir de práticas e diretrizes próprias, que sob orientação católica buscava no discurso do legal (lei) e do religioso, a justeza e o perfil de militância sindical que reivindicaria direitos básicos ligadas a salários e previdência social. Identificamos que, se antes do golpe, tal prática na região, primou por um perfil de militância sindical que buscasse na lei a justeza do movimento e certa conciliação para com a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) a fim de ter suas reivindicações atendidas, bem como se posicionar como legítimo na defesa do camponês em detrimento das Ligas Camponesas e dos independentes em relação a FETAPE; com a intervenção militar, sobretudo com a rigidez dos anos de “chumbo”, o apelo ao legal como discurso de autoridade e verdade foi o princípio norteador da prática formativa e operacional do sindicato à região; submetido a política assistencialista do PRORURAL e FUNRURAL instituída pelo próprio regime, o sindicato reorientou sua prática formativa em vista dos benefícios assistenciais como forma de ampliar sua rede se sócios. O trabalho, além de outras considerações já consolidadas no campo historiográfico, aponta que a análise da prática educativa de base subjacente ao processo formativo aqui investigado, contribui para precisar o lugar de uma prática pedagógica de formação sindical e coletiva dos trabalhadores rurais em seu lugar histórico.

4
  • ARLETE MARIA BELO DA SILVA
  • PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO: possíveis repercussões na Política de Atendimento à Pessoa com Deficiência no Município do Recife-PE

  • Orientador : EDSON FRANCISCO DE ANDRADE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDSON FRANCISCO DE ANDRADE
  • KATIA SILVA CUNHA
  • WILMA PASTOR DE ANDRADE SOUSA
  • Data: 30/06/2021

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  • A dissertação “Plano Municipal de Educação: possíveis repercussões na política de atendimento à Pessoa com Deficiência no Município do Recife – PE” teve por objetivo analisar possíveis repercussões do Plano Municipal de Educação do Recife – PME 2015-2025 na política de atendimento educacional às pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades ou superdotação. Para tanto delimitamos como objetivos específicos, compreender as repercussões da Meta 4 do PME 2015-2025 na configuração da Política de Atendimento Educacional à Pessoa com deficiência, TGD e altas habilidades ou superdotação planejada e implementada no município do Recife – PE e mapear essas políticas implementadas e desenvolvidas no município. Em cumprimento aos objetivos apresentados, o presente estudo se insere na Análise de Política de Educação. Tratar-se de uma Pesquisa Qualitativa Documental. Neste sentido, nos voltamos para a Metodologia das Ciências Sociais, ancoradas na perspectiva de Minayo (1998) que coloca estudos dessa natureza sob o prisma de um mundo polêmico, em que as questões não estão resolvidas e o debate se apresenta perdurável. Por isso, para análise dos dados nos baseamos na teoria e metodologia da análise de discurso (FAIRCLOUGH, 2007/2008 e FOUCAULT, 2006), considerando os aspectos texto, prática discursiva e prática social conectados com a intertextualidade. As repercussões do Plano Municipal de Educação de Recife – PME  2015-2025 na política de atendimento educacional às pessoas com deficiência, TGD e altas habilidades ou superdotação apresentam conquistas, desafios, possibilidades e perspectivas quanto ao cumprimento de suas metas e estratégias implantadas e que faltam ser implantadas pelo poder público municipal. Destacamos as conquistas como a garantia das escolas matricularem os (as) educandos (as) com NEE em salas de aula do ensino regular comum a todos, de professores (as)  de AEE nas escolas e atuando de forma itinerante nas escolas que não têm Salas de Recursos Multifuncionais (SRMs), investimento em (SRMs), transporte escolar inclusivo, a criação e implantação do cargo de Agente de Apoio ao Desenvolvimento Educacional Especial (AADEE) e a criação dos núcleos de apoio à inclusão: NTA, NAAH/S, para pessoas surdas e para educandos com TEA e ainda os convênios com instituições especializadas, que colaboram com a perspectiva da inclusão no ensino regular das escolas de educação básica. Portanto, podemos considerar como desafios as condições de articulação destas ações com o trabalho pedagógico desenvolvido no ensino regular das escolas da rede, porque o texto do PME não apresenta estratégias que garantem esta articulação, tão necessária para a inclusão. Observamos ainda desafios que compreendem a falta de articulação entre as ações existentes anteriores ao PME 2015-2015 e as estratégias implantadas para a inclusão do público alvo da educação especial, com evidências de ausência da avaliação da política de educação especial na perspectiva da educação inclusiva que já vinha sendo desenvolvida no município. Apresentamos como possibilidades e perspectivas a criação e implantação dos centros multidisciplinares por RPA como uma política pública a ser implantada pelo poder público, assim como a política que garante a distribuição de livros e materiais didáticos adaptados para as escolas,  tendo como foco o AEE em todas as escolas em vista de uma efetiva inclusão educacional dos (as) educandos (as) com deficiência, TGD e altas habilidades ou superdotação.


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  • O projeto de dissertação “Plano Municipal de Educação: possíveis repercussões na política de atendimento à Pessoa com Deficiência no Município do Recife – PE” teve por objetivo analisar possíveis repercussões do Plano Municipal de Educação do Recife – PME 2015-2025 na política de atendimento educacional às pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades ou superdotação. Para tanto delimitamos como objetivos específicos, compreender as repercussões da Meta 4 do PME 2015-2025 na configuração da Política de Atendimento Educacional à Pessoa com deficiência, TGD e altas habilidades ou superdotação planejada e implementada no município do Recife – PE e mapear essas políticas implementadas e desenvolvidas no município. Em cumprimento aos objetivos apresentados, o presente estudo se insere na Análise de Política de Educação. Tratar-se de uma Pesquisa Qualitativa Documental. Neste sentido, nos voltamos para a Metodologia das Ciências Sociais, ancoradas na perspectiva de Minayo (1998) que coloca estudos dessa natureza sob o prisma de um mundo polêmico, em que as questões não estão resolvidas e o debate se apresenta perdurável. Por isso, para análise dos dados nos baseamos na teoria e metodologia da análise de discurso (FAIRCLOUGH, 2007/2008 e FOUCAULT, 2006), considerando os aspectos texto, prática discursiva e prática social conectados com a intertextualidade. As repercussões do Plano Municipal de Educação de Recife – PME  2015-2025 na política de atendimento educacional às pessoas com deficiência, TGD e altas habilidades ou superdotação apresentam conquistas, desafios, possibilidades e perspectivas quanto ao cumprimento de suas metas e estratégias implantadas e que faltam ser implantadas pelo poder público municipal. Destacamos as conquistas como a garantia das escolas matricularem os (as) educandos (as) com NEE em salas de aula do ensino regular comum a todos, de professores (as)  de AEE nas escolas e atuando de forma itinerante nas escolas que não têm Salas de Recursos Multifuncionais (SRMs), investimento em (SRMs), transporte escolar inclusivo, a criação e implantação do cargo de Agente de Apoio ao Desenvolvimento Educacional Especial (AADEE) e a criação dos núcleos de apoio à inclusão: NTA, NAAH/S, para pessoas surdas e para educandos com TEA e ainda os convênios com instituições especializadas, que colaboram com a perspectiva da inclusão no ensino regular das escolas de educação básica. Portanto, podemos considerar como desafios as condições de articulação destas ações com o trabalho pedagógico desenvolvido no ensino regular das escolas da rede, porque o texto do PME não apresenta estratégias que garantem esta articulação, tão necessária para a inclusão. Observamos ainda desafios que compreendem a falta de articulação entre as ações existentes anteriores ao PME 2015-2015 e as estratégias implantadas para a inclusão do público alvo da educação especial, com evidências de ausência da avaliação da política de educação especial na perspectiva da educação inclusiva que já vinha sendo desenvolvida no município. Apresentamos como possibilidades e perspectivas a criação e implantação dos centros multidisciplinares por RPA como uma política pública a ser implantada pelo poder público, assim como a política que garante a distribuição de livros e materiais didáticos adaptados para as escolas,  tendo como foco o AEE em todas as escolas em vista de uma efetiva inclusão educacional dos (as) educandos (as) com deficiência, TGD e altas habilidades ou superdotação.

5
  • LUCIVANIA BARBOSA EVANGELISTA
  • O “aluno de escola pública de ensino médio” nas representações sociais de seus professores

  • Orientador : LAEDA BEZERRA MACHADO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREZA MARIA DE LIMA
  • ELETA DE CARVALHO FREIRE
  • LAEDA BEZERRA MACHADO
  • MARIA DA CONCEICAO CARRILHO DE AGUIAR
  • Data: 14/07/2021

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  • Esta pesquisa tem como objetivo identificar as representações sociais de “aluno de escola pública de ensino médio,” elaboradas por seus professores indicando possíveis relações dessas representações com as práticas dessesprofissionais. Adotamos a Teoria das Representações Sociais desenvolvida por Serge Moscovici, particularmente a Teoria do Núcleo Central, proposta por J.C. Abric, abordagem complementar à grande teoria. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa (realizado de modo online), desenvolvido em três etapas. Na primeira, para identificar a estrutura das representações sociais de “aluno de escola pública de ensino médio,” 71 professores da Rede Estadual de Pernambuco responderam a um questionário do tipo googledoce umTeste de Associação Livre de Palavras. Com o questionário, traçamos o perfil dos participantes. As evocações, analisadas com auxílio do softwareIramuteq, revelaram representações sociais de “aluno de escola pública de ensino médio pautadas em dificuldades, decorrentes da situação de desigualdade social desses estudantes. Apesar disso, nas evocações e justificativas dos professores, ganha relevância a capacidade de superação e a determinação de seus alunos para enfrentarem os obstáculos que lhes são impostos. Com base nos resultados da etapa inicial e a fim de testar a centralidade das representações do objeto investigado, desenvolvemos, na segunda etapa, um teste de centralidade. Para isso aplicamos a técnica de triagens hierárquicas sucessivas a um subgrupo de 26 participantes da etapa anterior. O material recolhido naquela etapa, estudado a partir da técnica de análise de conteúdo, confirmou que o núcleo central das representações sociais de “aluno de escola pública de ensino médio” está estruturado em dois elementos: superação e desigualdade. Os resultados confirmam que, nas representações dos professores, seus alunos enfrentam desafios os mais variados, mas com determinação superam esses obstáculos. A terceira etapa procurou, por meio de narrativas escritas por 11 sujeitos (participantes das etapas anteriores), indicar possíveis relações entre as representações sociais de “aluno de escola pública de ensino médio” identificadas e as práticas desses profissionais. Os resultados ratificam as representações sociais desse aluno como carente, disperso, desinteressado, desmotivado e com déficit de aprendizagem, fruto da situação de desigualdade social a que está submetido. No entanto, os professores reconhecem o potencial e a possibilidade de superação desses estudantes. Identificamos, portanto, representações sociais ambivalentes de “aluno de escola pública de ensino médio” no grupo investigado. Tal ambivalência perpassa as três etapas da pesquisa e indica que, a despeito das desigualdades sociais que enfrenta, o “aluno de escola pública de ensino médio” supera os desafios. A pesquisa revela que mesmo com alguns avanços de políticas públicas de expansão da oferta de ensino médio no país, ainda, são os muitos problemas que afetam essa etapa da escolarização. A despeito de representações sociais de docentes centralizadas na capacidade de superação dos alunos, a desigualdade social que lhes afeta dificulta o trabalho escolar. Reiteramos a necessidade de medidas capazes de equalizar as oportunidades educacionais para as juventudes que ingressam na escola de ensino médio.


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  • Esta pesquisa tem como objetivo identificar as representações sociais de “aluno de escola pública de ensino médio,” elaboradas por seus professores indicando possíveis relações dessas representações com as práticas dessesprofissionais. Adotamos a Teoria das Representações Sociais desenvolvida por Serge Moscovici, particularmente a Teoria do Núcleo Central, proposta por J.C. Abric, abordagem complementar à grande teoria. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa (realizado de modo online), desenvolvido em três etapas. Na primeira, para identificar a estrutura das representações sociais de “aluno de escola pública de ensino médio,” 71 professores da Rede Estadual de Pernambuco responderam a um questionário do tipo googledoce umTeste de Associação Livre de Palavras. Com o questionário, traçamos o perfil dos participantes. As evocações, analisadas com auxílio do softwareIramuteq, revelaram representações sociais de “aluno de escola pública de ensino médio pautadas em dificuldades, decorrentes da situação de desigualdade social desses estudantes. Apesar disso, nas evocações e justificativas dos professores, ganha relevância a capacidade de superação e a determinação de seus alunos para enfrentarem os obstáculos que lhes são impostos. Com base nos resultados da etapa inicial e a fim de testar a centralidade das representações do objeto investigado, desenvolvemos, na segunda etapa, um teste de centralidade. Para isso aplicamos a técnica de triagens hierárquicas sucessivas a um subgrupo de 26 participantes da etapa anterior. O material recolhido naquela etapa, estudado a partir da técnica de análise de conteúdo, confirmou que o núcleo central das representações sociais de “aluno de escola pública de ensino médio” está estruturado em dois elementos: superação e desigualdade. Os resultados confirmam que, nas representações dos professores, seus alunos enfrentam desafios os mais variados, mas com determinação superam esses obstáculos. A terceira etapa procurou, por meio de narrativas escritas por 11 sujeitos (participantes das etapas anteriores), indicar possíveis relações entre as representações sociais de “aluno de escola pública de ensino médio” identificadas e as práticas desses profissionais. Os resultados ratificam as representações sociais desse aluno como carente, disperso, desinteressado, desmotivado e com déficit de aprendizagem, fruto da situação de desigualdade social a que está submetido. No entanto, os professores reconhecem o potencial e a possibilidade de superação desses estudantes. Identificamos, portanto, representações sociais ambivalentes de “aluno de escola pública de ensino médio” no grupo investigado. Tal ambivalência perpassa as três etapas da pesquisa e indica que, a despeito das desigualdades sociais que enfrenta, o “aluno de escola pública de ensino médio” supera os desafios. A pesquisa revela que mesmo com alguns avanços de políticas públicas de expansão da oferta de ensino médio no país, ainda, são os muitos problemas que afetam essa etapa da escolarização. A despeito de representações sociais de docentes centralizadas na capacidade de superação dos alunos, a desigualdade social que lhes afeta dificulta o trabalho escolar. Reiteramos a necessidade de medidas capazes de equalizar as oportunidades educacionais para as juventudes que ingressam na escola de ensino médio.

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  • LUAN MAXWELL ALVES DA SILVA
  • A canção na prática docente de professores de História de Escolas de Referência do Ensino Médio e de Escolas Técnicas Estaduais de Pernambuco

  • Orientador : JOSE BATISTA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTIANE MARIA GALDINO DE ALMEIDA
  • JOSE BATISTA NETO
  • LAEDA BEZERRA MACHADO
  • Data: 27/07/2021

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  • A prática docente de professores de História no uso da canção em sala de aula constitui o objeto de estudo. O objetivo da pesquisa foi o de analisar a prática docente do professor de História no uso da canção em atividades educacionais do Ensino Médio de Escolas Técnicas (ETE) e de Escolas de Referência (EREM) do estado de Pernambuco sob a jurisdição da Gerência Regional de Educação da Mata Centro. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de campo de natureza exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa e que se utiliza da Análise de Conteúdo para o tratamento, organização e análise dos dados empíricos. Os dados foram colhidos a partir de pesquisa documental cujo corpus é composto pela de regulamentação educacional, nos âmbitos federal e estadual, que dizem respeito à inserção da Música e da canção na Educação Básica e no ensino de História, e também a partir de questionários e entrevistas semi-estruturadas, realizadas com professores de História que atuam em escolas da Gerência Regional de Educação da Mata Centro de Pernambuco. Por um lado, pode-se perceber o avanço na política educacional nacional com a inclusão da Música e da canção na Educação Básica e no ensino de História a partir da regulamentação analisada, bem como da necessidade de adaptação da regulamentação nacional à realidade pernambucana. Nota-se também uma prática docente voltada à preocupação de uma formação de cidadãos críticos e com valores apreciáveis à vida em sociedade, além de dotada de saberes experienciais formado ao longo da carreira docente. A paródia e a ilustração se constituíram em formas de uso da canção legitimadas a partir das intenções educacionais dos professores. A formação inicial e continuada de professores, no entanto, apresentou deficiências no que refere à apropriação da temática do uso da canção e dos documentos alternativos em História.


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  • A prática docente de professores de História no uso da canção em sala de aula constitui o objeto de estudo. O objetivo da pesquisa foi o de analisar a prática docente do professor de História no uso da canção em atividades educacionais do Ensino Médio de Escolas Técnicas (ETE) e de Escolas de Referência (EREM) do estado de Pernambuco sob a jurisdição da Gerência Regional de Educação da Mata Centro. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de campo de natureza exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa e que se utiliza da Análise de Conteúdo para o tratamento, organização e análise dos dados empíricos. Os dados foram colhidos a partir de pesquisa documental cujo corpus é composto pela de regulamentação educacional, nos âmbitos federal e estadual, que dizem respeito à inserção da Música e da canção na Educação Básica e no ensino de História, e também a partir de questionários e entrevistas semi-estruturadas, realizadas com professores de História que atuam em escolas da Gerência Regional de Educação da Mata Centro de Pernambuco. Por um lado, pode-se perceber o avanço na política educacional nacional com a inclusão da Música e da canção na Educação Básica e no ensino de História a partir da regulamentação analisada, bem como da necessidade de adaptação da regulamentação nacional à realidade pernambucana. Nota-se também uma prática docente voltada à preocupação de uma formação de cidadãos críticos e com valores apreciáveis à vida em sociedade, além de dotada de saberes experienciais formado ao longo da carreira docente. A paródia e a ilustração se constituíram em formas de uso da canção legitimadas a partir das intenções educacionais dos professores. A formação inicial e continuada de professores, no entanto, apresentou deficiências no que refere à apropriação da temática do uso da canção e dos documentos alternativos em História.

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  • JEAN DA SILVA MENEZES
  • AS ARTES MARCIAIS COMO MÁQUINA DE GUERRA ESPIRITUAL: um estudo da arte marcial mágica em Chögyam Trungpa Rinpoche

  • Orientador : ALEXANDRE SIMAO DE FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MOISÉS DE MELO SANTANA
  • ALEXANDRE SIMAO DE FREITAS
  • MARIA SANDRA MONTENEGRO SILVA
  • Data: 02/08/2021

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  • RESUMO

     

    A presente Dissertação tematiza a relação educação-espiritualidade, a partir da cosmovisão presentificada no mito de Shambhala. A intenção é elucidar os sentidos formativos figurativizados nas obras do professor tibetano Chögyam Trungpa Rinpoche, a partir da expressão arte marcial mágica, problematizando as imagens prevalentes na tematização da guerra ancorada em uma lógica bélico-militar. No percurso, buscamos apreender algumas implicações para repensar os sentidos da formação humana. Mais especificamente, objetivamos (1) contextualizar o sentido da guerra nas imagens míticas vinculadas aos horizontes culturais do ocidente e do oriente; (2) analisar como os mitos marciais emergem no pensamento do professor tibetano Chögyam Trungpa Rinpoche; e (3) delimitar a concepção de arte marcial mágica e suas implicações para os processos educativos em uma perspectiva formativo-espiritual. Trata-se de uma investigação de caráter teórico-bibliográfico, ancorada em uma análise hermenêutico-figural. Os resultados sinalizam uma visão singular acerca da formação do humano no contexto das artes marciais, apreendidas como uma máquina de guerra espiritual inspirada na mitologia de Shambhala. Concluímos defendendo que a reativação da noção de arte marcial mágica, desde os chamados ensinamentos de Shambhala, abre uma compreensão político-pedagógica radical da experiência da sacralidade do mundo, indicando um caminho inusitado acerca do uso das artes marciais nos processos educacionais


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  • RESUMO

     

    A presente Dissertação tematiza a relação educação-espiritualidade, a partir da cosmovisão presentificada no mito de Shambhala. A intenção é elucidar os sentidos formativos figurativizados nas obras do professor tibetano Chögyam Trungpa Rinpoche, a partir da expressão arte marcial mágica, problematizando as imagens prevalentes na tematização da guerra ancorada em uma lógica bélico-militar. No percurso, buscamos apreender algumas implicações para repensar os sentidos da formação humana. Mais especificamente, objetivamos (1) contextualizar o sentido da guerra nas imagens míticas vinculadas aos horizontes culturais do ocidente e do oriente; (2) analisar como os mitos marciais emergem no pensamento do professor tibetano Chögyam Trungpa Rinpoche; e (3) delimitar a concepção de arte marcial mágica e suas implicações para os processos educativos em uma perspectiva formativo-espiritual. Trata-se de uma investigação de caráter teórico-bibliográfico, ancorada em uma análise hermenêutico-figural. Os resultados sinalizam uma visão singular acerca da formação do humano no contexto das artes marciais, apreendidas como uma máquina de guerra espiritual inspirada na mitologia de Shambhala. Concluímos defendendo que a reativação da noção de arte marcial mágica, desde os chamados ensinamentos de Shambhala, abre uma compreensão político-pedagógica radical da experiência da sacralidade do mundo, indicando um caminho inusitado acerca do uso das artes marciais nos processos educacionais

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  • IRENE KESSIA DAS MERCES DO NASCIMENTO
  • HISTÓRIAS DO POVO NEGRO CONTADAS NA ESCOLA

  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO DOS REIS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA DA CONCEICAO DOS REIS
  • MARCIA REGINA BARBOSA
  • CÍCERA NUNES
  • Data: 27/08/2021

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  • Esta pesquisa, a nível de dissertação, intitulada Histórias do povo negro contadas nas escolas, teve como objetivo: analisar como a obrigatoriedade da Lei nº 10.639/2003 está presente nas histórias contadas sobre o povo negro em uma escola da Rede Municipal de Paulista/PE, em que se buscou trazer à tona o seguinte problema: considerando a Lei nº 10.639/2003, que histórias sobre o povo negro são contadas nas escolas do ensino fundamental da rede municipal de ensino de Paulista? Como hipótese, refletimos que tal abordagem possibilitará aos/às estudantes negros/as perceberem e conhecerem o seu protagonismo de sua ancestralidade a partir da construção de sua identidade negra, afirmando, assim, o que está proposto na Lei 10.639/2003, que contribui para afirmação da cultura africana e afro-brasileira dentro das escolas. Essa pesquisa é caracterizada como qualitativa, tendo, como instrumento de coleta de dados, o questionário para delimitar os/as sujeitos/as e a entrevista semiestruturada tendo como aporte metodológico a história oral definida por Alberti (2005). O marco teórico dessa pesquisa é a Teoria da Afrocentricidade, defendida por Molefi Kete Asante (2014), direcionada nos conceitos da centralidade/marginalidade, localização psicológica, cultural e social, e agência. Os resultados dessa apontaram que as histórias do povo negro contadas na escolas ocorrem de forma tímida e silenciada, numa tentativa de cumprir a Lei 10.639/03, necessitando que se ampliem os conteúdos relacionados à temática afro. Os dados dessa pesquisa também apontaram que muitos/as alunos/as negros/as sofrem preconceitos por conta de sua cor/raça, numa situação marginalizada de sua identidade negra.


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  • Documento consta em formulário interno do Programa

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  • VIVIANE LIDIA MONTEIRO RODRIGUES
  • De pinóquios a alunos: discursos que modelam a criança da Educação Infantil

  • Orientador : KARINA MIRIAN DA CRUZ VALENCA ALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KARINA MIRIAN DA CRUZ VALENCA ALVES
  • RUI GOMES DE MATTOS DE MESQUITA
  • TATIANA CRISTINA DOS SANTOS DE ARAUJO
  • Data: 27/08/2021

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  • A partir da preocupação com a infância vivida nas escolas públicas, aliada à experiência de ser professora da Educação Infantil, nasce o desejo de investigar este elemento subjetivo, “esquecido” no interior das salas de aula: o corpo. Numa perspectiva sócio-histórica, discutimos o conceito de infância criado junto com a modernidade (ARIÉS, 2012) e o processo de escolarização da infância. Considerando a escola como categoria de análise, cenário em que se modelam crianças, alunos, indivíduos e sujeitos, nascem as perguntas da pesquisa: como o tempo e o espaço escolar formam a criança? Como essa escola marca o corpo, a subjetividade infantil? Como essa criança escolar é representada no discurso das professoras? Como a criança-aluna é forjada no seio das políticas públicas e nos documentos oficiais que versam sobre a etapa da Educação Infantil? A criança, ao entrar na escola é atingida por diversos discursos (pedagógicos, religioso, médico, jurídico), que imprimem os papéis de aluno e de criança. E quando voltados para a ordem e disciplina deixam marcas, mais expressivamente, na constituição subjetiva da criança, em sua corporeidade. Em se tratando das classes populares, as práticas estão destinadas a submissão, ao disciplinamento, ao silêncio e a obediência. Com base foucaultiana – Bujes (2002), Souza (2007; 2010), Abramowicz (2016) e Arenhart (2016) – este trabalho busca abordar os processos de subjetivação infantil que atingem as crianças dentro da estrutura escolar. Como suporte teórico, entramos no campo das culturas infantis, através dos estudos de Manoel Sarmento (2002) e da Sociologia da Infância com contribuições de Jens Qvortrup (2010). Temos por objetivo desvelar como a escola, no corpo de suas práticas discursivas, opera na constituição da criança, enquanto sujeito aluno na Educação Infantil. Tentaremos apontar como a governamentalidade “entra” nos corpos infantis, através do dispositivo escolar, composto de discursos e técnicas disciplinares. Para tanto, elaboramos um “prisma discursivo” para saber dessa criança – construída pelos discursos científicos da Modernidade – que a consolidou como objeto de intervenção pedagógica, utilizando As aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi (2002), como cenário da nossa escrita. Através do recurso literário, podemos trazer a criança do campo da literatura para a criança do discurso pedagógico contemporâneo. Para tanto, traremos o conjunto discursivo da professora de Educação Infantil sobre a escola e a infância contemporânea e os documentos oficiais da BNCC – Base Nacional Comum Curricular, no que se refere à Educação Infantil. Ao atravessarmos esse labirinto metodológico, o fio da infância foi o nosso guia durante a pesquisa, revelando-nos as intencionalidades educativas nas palavras e nos discursos sobre a criança. Desvelamos, também o conceito de experiência nas notas de Jorge Larrosa (2002) que, ao final nos serve para ampliar e intensificar os debates sobre a produtividade da criança escolar, a velocidade das informações e a pobreza de experiências.

     


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  • O resumo consta em arquivos físicos nas pastas do Programa.

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  • DEYBSON HENRIQUE SILVA DE ALBUQUERQUE
  • Axé, Mandinga e Munganga: Subjetivação e Produção de Sentido do Ser/Coletivo nas Sambadas de Coco do Recife e Região Metropolitana

  • Orientador : RUI GOMES DE MATTOS DE MESQUITA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELE REGINA PEREIRA NOGUEIRA
  • GUSTAVO GILSON SOUSA DE OLIVEIRA
  • RUI GOMES DE MATTOS DE MESQUITA
  • Data: 31/08/2021

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  • Esse trabalho é fruto de uma busca e curiosidade sobre o fazer educativo e práticas coletivas comunitárias partilhados nas experiências das sambadas de coco de roda do Recife e Região Metropolitana no período de 2018 a 2021.Tem-se como enfoque poético investigativo algumas análises e abordagens de como as brincadeiras populares e as manifestações tradicionais, nessa circularidade, tem-se o Coco de Roda em seu aparato simbólico e cultural, este perpassado por experiências educativas e culturais, tanto das identidades quanto das singularidades dos territórios à potencializar na descolonização da educação, dialogando sobre a produção crítica/coletivo compartilhadas, de quais formas tais iniciativas se substanciam e se justificam em processos de subjetivações coletivas a promover a valorização, difusão, formação de identidades culturais coletivas e discursos plurais. Dessa forma articulou-se uma perspectiva da ancestralidade e pós-colonialidade, onde a tessitura e escrita foi  animada com fragmentos de memórias, textos, anotações, rascunhos, imagens, sensibilidades, argumentos teóricos e metodológicos que anteciparam o momento da pandemia e a experiência na pós-graduação, que nesse processo abrupto do encontro com a ordem do imprevisível renascem, brotam e florescem no fazer educativo, criativo e poético de um brincador e sambador do coco de roda e educador popular. Hoje esses elementos que saltam e dançam deixam um pouco das raízes a mostra. Sendo assim, este trabalho valeu-se de referenciais que possibilitaram a articulação, valorização e produção sob a perspectiva da cosmovisão africana e indígena, percebendo processos pedagógicos e formas de educação que ocorrem fora das formas canônicos de ensino-aprendizagem.


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  • Esse trabalho é fruto de uma busca e curiosidade sobre o fazer educativo e práticas coletivas comunitárias partilhados nas experiências das sambadas de coco de roda do Recife e Região Metropolitana no período de 2018 a 2021.Tem-se como enfoque poético investigativo algumas análises e abordagens de como as brincadeiras populares e as manifestações tradicionais, nessa circularidade, tem-se o Coco de Roda em seu aparato simbólico e cultural, este perpassado por experiências educativas e culturais, tanto das identidades quanto das singularidades dos territórios à potencializar na descolonização da educação, dialogando sobre a produção crítica/coletivo compartilhadas, de quais formas tais iniciativas se substanciam e se justificam em processos de subjetivações coletivas a promover a valorização, difusão, formação de identidades culturais coletivas e discursos plurais. Dessa forma articulou-se uma perspectiva da ancestralidade e pós-colonialidade, onde a tessitura e escrita foi  animada com fragmentos de memórias, textos, anotações, rascunhos, imagens, sensibilidades, argumentos teóricos e metodológicos que anteciparam o momento da pandemia e a experiência na pós-graduação, que nesse processo abrupto do encontro com a ordem do imprevisível renascem, brotam e florescem no fazer educativo, criativo e poético de um brincador e sambador do coco de roda e educador popular. Hoje esses elementos que saltam e dançam deixam um pouco das raízes a mostra. Sendo assim, este trabalho valeu-se de referenciais que possibilitaram a articulação, valorização e produção sob a perspectiva da cosmovisão africana e indígena, percebendo processos pedagógicos e formas de educação que ocorrem fora das formas canônicos de ensino-aprendizagem.

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  • THAYANNE GUILHERME CALIXTO
  • FEMINISMO, CIÊNCIA E REVOLUÇÃO: NARRATIVAS DE PROFESSORAS ATIVISTAS DO FÓRUM DE MULHERES EM LUTA DA UFPB

  • Orientador : KARINA MIRIAN DA CRUZ VALENCA ALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANNA LUIZA ARAUJO RAMOS MARTINS DE OLIVEIRA
  • JEANE FÉLIX DA SILVA
  • KARINA MIRIAN DA CRUZ VALENCA ALVES
  • Data: 31/08/2021

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  • Este estudo dedica-se à experiência de narrar a história de três professoras ativistas do Fórum de Mulheres em Luta da UFPB, refletindo sobre os atravessamentos do feminismo na trajetória pessoal e profissional das docentes. O Fórum de Mulheres nasce juntamente com a Greve Internacional das mulheres em 2017, que impulsionou discentes, docentes, técnicas-administrativas e mulheres que convivem na UFPB a se organizarem coletivamente. Para realização desta pesquisa utilizou-se a entrevista narrativa, através de vídeos-chamada pela plataforma virtual Google meet, em razão da pandemia da COVID-19, assim os encontros aconteceram entre os meses de novembro de 2020 a janeiro de 2021. Como fruto das narrativas, a pesquisa teve como elementos principais de discussão: Mulheres na universidade; Movimento Feminista na universidade; e Política de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher na UFPB. Com isso, o capítulo intitulado “Feminismo e Docência nas Pesquisas Científicas” apresenta os estudos realizados nos últimos anos sobre temas ligados a esta pesquisa e o capítulo “Feminismo e Docência no Contexto Universitário” se debruça sobre as narrativas das professoras, na tentativa de contá-las, realizando incursões analíticas. Como principais achados, têm-se o atravessamento do feminismo na trajetória das professoras que passam a se organizar coletivamente no contexto universitário, a criação do Fórum de Mulheres em Luta da UFPB e do Comitê de Prevenção e Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres (CoMu), sob a Resolução 26/2018. Por fim, a experiência de narrar esteve presente em todo o estudo, seja sobre as histórias das professoras, como por meio de fragmentos da minha própria história, reafirmando que o pessoal é político.


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  • encontra-se em arquivos internos do PPGE

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  • SINESIO MONTEIRO DE MELO FILHO
  • A MUNICIPALIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO SOBRE O SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DA CIDADE DE OLINDA-PE

  • Orientador : MARCIA ANGELA DA SILVA AGUIAR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA DE FATIMA PEREIRA DE SOUSA ABRANCHES
  • EDSON FRANCISCO DE ANDRADE
  • MARCIA ANGELA DA SILVA AGUIAR
  • Data: 31/08/2021

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  • Esta dissertação se insere na linha de pesquisa Política, Planejamento e Gestão da Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco e tem como objeto o processo de municipalização do ensino fundamental em Pernambuco, com foco no município de Olinda, no período 2012 e 2014. O texto apresenta um breve panorama histórico da gestão da educação pública no Brasil realçando os pressupostos políticos e ideológicos atinentes à estruturação administrativa da educação, em cada época, vinculados aos interesses de forças regionais que buscam a concentração do poder por interesses políticos e econômicos. Teve como objetivo geral apreender como se materializou o processo de municipalização do ensino fundamental no município de Olinda, no estado de Pernambuco, no período de 2008 a 2014. Para o desenvolvimento da pesquisa, de corte qualitativo, foram considerados os estudos sobre a modernização do estado e as políticas governamentais de educação, pós Constituição Federal de 1988, e, efetivados levantamentos e análises bibliográficos e documentais sobre a temática, bem como o mapeamento de documentos oficiais concernentes aos acordos firmados entre o governo do estado e o município de Olinda referentes a esse processo. As análises dos dados coletados evidenciam que, em consonância com as políticas de modernização do estado, na década de 1990, o governo de Pernambuco passou a defender um pacto de colaboração visando transferir a responsabilidade das etapas de ensino fundamental para a dependência administrativa dos municípios, sob o argumento de que tal fato propiciaria à secretaria estadual condições de melhor organização da oferta do ensino médio. Apesar das divergências políticas, falta de clareza sobre qual égide legislativa e burocrática se arregimentaria o processo de municipalização e impasses e queixas da comunidade escolar, o Município de Olinda manifestou seu interesse na municipalização do ensino fundamental. Em 2013, o Município de Olinda foi o que mais efetivou a municipalização de escolas, melhorando sua estrutura física e alargando a rede municipal, que recebeu 16 escolas oriundas do sistema estadual de ensino. A investigação realizada indica que a implementação de uma política educacional articulada entre as esferas públicas, no âmbito do governo estadual de Pernambuco, que conjugue meios para lidar com as questões de educação em todo o Estado e assegure a cooperação técnica, administrativa e financeira, requer uma instância formal de interlocução interinstitucional. Constata-se que a municipalização do ensino fundamental no município de Olinda não está finalizada, o que dá margem para a efetivação de um processo em disputa, o que requer dos gestores, profissionais e especialistas da educação e comunidade pautar a melhor forma de conduzir a gestão da educação escolar


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  • O Resumo encontra-se em pasta física do discente, no PPGE

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  • MELKA ROBERTA GUEDES DE LIRA E PINTO
  • GESTÃO DAS RESIDÊNCIAS MULTIPROFISSIONAIS DA UFPE

  • Orientador : ALFREDO MACEDO GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALFREDO MACEDO GOMES
  • VILDE GOMES DE MENEZES
  • PAULETTE CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE
  • Data: 31/08/2021

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  • RESUMO:

     

    As Residências Multiprofissionais em Saúde são uma modalidade de pós-graduação lato sensu que têm como principal característica o processo de formação de ensino-serviço, na perspectiva da interdisciplinaridade para a prática do cuidado. Nos propomos com este estudo, de abordagem qualitativa, a discorrer sobre a gestão de três Programas de Residências Multiprofissionais da Universidade Federal de Pernambuco, através das seguintes análises: 1) o perfil dos gestores e suas respectivas contribuições para o funcionamento dos Programas; 2) os processos de tomada de decisão (consultivos e deliberativos); 3) as dimensões administrativas e acadêmico-pedagógicas. Para tanto, buscamos os dados por meio de entrevistas abertas, realizadas com o conjunto de oito

    (08)   representações,   ligados   direta   e   indiretamente   aos   Programas,   diante   da

    interinstitucionalidade entre academia e governos, os quais foram analisados usando conceitos teóricos da gestão universitária e os marcos regulatórios nacionais das

     

    Residências Multiprofissionais como referências. Entre os achados, foi possível constatar que a universidade precisa dispor de recursos que promovam a qualificação destes profissionais para atuarem nas esferas de gestão, visto que os docentes que desempenham tais funções, ao longo da formação inicial e permanente, possuem preparo mais voltado para o exercício de ensinar e pesquisar. Apesar de relatos de intentos comprometidos e de desejo de valorização da modalidade, o esforço para atender as demandas que os cargos de gestão exigem, requer apoio institucional para constituir as habilidades, conhecimentos e procedimentos inerentes para o exercicio de liderança, articulação e gestão de pessoas e processos de trabalho, estudo. Sobre os espaços de consulta e decisão, pudemos apreender que cada Programa dispõe além do colegiado, que possui membros de todas as instituições e segmentos, em número não equitativo. Além disto, promovem espaço interno que compõe as atividades teórico-práticas, com finalidades pedagógicas que acabam funcionando como um lócus importante de fala, escuta e proposições sobre questões variadas das Residências, especialmente prestando grande contribuição à organização dos Programas. As questões administrativas dos três Programas pouco apresentaram semelhanças, com particularidades de algum modo defendidas, já que estão vinculadas a setores diferentes da universidade, como Hospital das Clínicas e Centros Acadêmicos e de redes de saúde municipais distintas, o que ocasiona usufruto de estruturas diferentes. Diante do exposto, reforçamos que dada a importância das Residências para a formação de profissionais para implantação de modelo de gestão que reoriente práticas de saúde da realidade, em beneficio da população e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde, é urgente a necessidade de investimentos permanentes do Ministério da Educação e da Saúde, para melhores condições de funcionamento. Do mesmo modo, faz-se necessário a adoção de medidas municipais para maior acolhimento da proposta que matricia e presta assistência à saúde e de políticas institucionais da UFPE, de valorização e reconhecimento de suas experiências. Afinal, como proposta intersetorial, de educação e saúde, todos os entes para difundir as Residências Multiprofissionais, devem potencializar os Programas já existentes, devido ao grande potencial que têm em si de transformar significativamente e melhorar os serviços de saúde e o aperfeiçoamento dos trabalhadores.


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  • RESUMO:

     

    As Residências Multiprofissionais em Saúde são uma modalidade de pós-graduação lato sensu que têm como principal característica o processo de formação de ensino-serviço, na perspectiva da interdisciplinaridade para a prática do cuidado. Nos propomos com este estudo, de abordagem qualitativa, a discorrer sobre a gestão de três Programas de Residências Multiprofissionais da Universidade Federal de Pernambuco, através das seguintes análises: 1) o perfil dos gestores e suas respectivas contribuições para o funcionamento dos Programas; 2) os processos de tomada de decisão (consultivos e deliberativos); 3) as dimensões administrativas e acadêmico-pedagógicas. Para tanto, buscamos os dados por meio de entrevistas abertas, realizadas com o conjunto de oito

    (08)   representações,   ligados   direta   e   indiretamente   aos   Programas,   diante   da

    interinstitucionalidade entre academia e governos, os quais foram analisados usando conceitos teóricos da gestão universitária e os marcos regulatórios nacionais das

     

    Residências Multiprofissionais como referências. Entre os achados, foi possível constatar que a universidade precisa dispor de recursos que promovam a qualificação destes profissionais para atuarem nas esferas de gestão, visto que os docentes que desempenham tais funções, ao longo da formação inicial e permanente, possuem preparo mais voltado para o exercício de ensinar e pesquisar. Apesar de relatos de intentos comprometidos e de desejo de valorização da modalidade, o esforço para atender as demandas que os cargos de gestão exigem, requer apoio institucional para constituir as habilidades, conhecimentos e procedimentos inerentes para o exercicio de liderança, articulação e gestão de pessoas e processos de trabalho, estudo. Sobre os espaços de consulta e decisão, pudemos apreender que cada Programa dispõe além do colegiado, que possui membros de todas as instituições e segmentos, em número não equitativo. Além disto, promovem espaço interno que compõe as atividades teórico-práticas, com finalidades pedagógicas que acabam funcionando como um lócus importante de fala, escuta e proposições sobre questões variadas das Residências, especialmente prestando grande contribuição à organização dos Programas. As questões administrativas dos três Programas pouco apresentaram semelhanças, com particularidades de algum modo defendidas, já que estão vinculadas a setores diferentes da universidade, como Hospital das Clínicas e Centros Acadêmicos e de redes de saúde municipais distintas, o que ocasiona usufruto de estruturas diferentes. Diante do exposto, reforçamos que dada a importância das Residências para a formação de profissionais para implantação de modelo de gestão que reoriente práticas de saúde da realidade, em beneficio da população e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde, é urgente a necessidade de investimentos permanentes do Ministério da Educação e da Saúde, para melhores condições de funcionamento. Do mesmo modo, faz-se necessário a adoção de medidas municipais para maior acolhimento da proposta que matricia e presta assistência à saúde e de políticas institucionais da UFPE, de valorização e reconhecimento de suas experiências. Afinal, como proposta intersetorial, de educação e saúde, todos os entes para difundir as Residências Multiprofissionais, devem potencializar os Programas já existentes, devido ao grande potencial que têm em si de transformar significativamente e melhorar os serviços de saúde e o aperfeiçoamento dos trabalhadores.

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  • VLADIMIR FELIX DA SILVA
  • Projeto Socioeducativo e Inclusão Educacional: O Espaço Criança Esperança de Jaboatão dos Guararapes - PE

  • Orientador : ANA LUCIA BORBA DE ARRUDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA LUCIA BORBA DE ARRUDA
  • EDSON FRANCISCO DE ANDRADE
  • JANINE MARTA COELHO RODRIGUES
  • Data: 08/09/2021

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  • O presente trabalho está inserido no campo que trata da relação entre educação e desigualdades educacionais. Nesse sentido, parte de uma inquietação enquanto educador a respeito do processo educativo de crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social. A presença de instituições de educação não-formal e projetos socioeducativos vem aumentando consideravelmente. Compreendendo que a atuação de tais espaços é permeada de contradições entre a atuação do Estado e da Sociedade Civil no campo da educação, nossa questão central está direcionada da seguinte maneira: Quais as repercussões do projeto socioeducativo da “ação” Espaço Criança Esperança na perspectiva do enfrentamento das desigualdades (educacionais), segundo a percepção dos atores envolvidos? A partir dessa problemática, nosso objetivo foi analisar as possíveis contribuições do projeto socioeducativo da “ação” Espaço Criança Esperança de Jaboatão dos Guararapes –PE no enfrentamento das desigualdades (educacionais). De forma breve, fizemos uma discussão teórica acerca das seguintes categorias: Estado, Terceiro Setor, Educação Não-Formal, Projetos Socioeducativos e Inclusão Educacional. Em relação as estratégias de investigação, fizemos um levantamento bibliográfico acerca do ECEJ, bem como utilizamos documentos norteadores e realizamos entrevistas com os educadores de modo a inferir as categorias empíricas para discutir com a literatura utilizada. Para tratamento dos dados utilizamos a análise de conteúdo (Bardin (1977). Vale salientar que se trata de uma pesquisa de caráter qualitativa, na qual metodologicamente tivemos como referência os seguintes autores Minayo (2000), Trivinos (1987), Chizzotti (2003), Zanten (2004), Mazzotti (2004), Ludke e Andre (1986), Bardin (1977), entre outros. Concluímos que as práticas desenvolvidas na instituição contribuem para a vida dos educandos, de forma individual, no entanto, para concretizar o enfrentamento às desigualdades educacionais é necessário a implementação de políticas públicas de modo a ampliar e garantir o acesso a educação de qualidade em consonância com as condições materiais de existência.


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  • Encontra-se em arqiuvos internos do PPGE

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  • DAFINE LEMOS DA COSTA BORBA
  • NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO: O que aponta o contexto da prática sobre a inclusão de Estudantes com deficiência

  • Orientador : ANA LUCIA BORBA DE ARRUDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA LUCIA BORBA DE ARRUDA
  • EDSON FRANCISCO DE ANDRADE
  • MARIA ZELIA DE SANTANA
  • Data: 10/09/2021

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  • O papel transformador que as universidades exercem na sociedade nos faz refletir a respeito das pessoas que já estão inseridas nas mesmas e as que ainda precisam ser inclusas visando diminuir as desigualdades existentes. Percebendo isto, podemos inferir que são necessárias políticas que visem garantir o acesso e a permanência com qualidade de todos, incluindo os Estudantes com deficiência, foco dos nossos estudos. Neste contexto, a Universidade Federal de Pernambuco, nosso campo de estudo, já vem sinalizando para a existência de políticas institucionais na perspectiva da inclusão voltada para atender o Ecd, através de ações como a institucionalização do Núcleo de Acessibilidade e a Política de Cotas para Ecd, além de já existir um número significativo de Ecd na instituição. Compreendendo a importância do Núcleo de Acessibilidade nesse processo de inclusão, podemos delinear alguns questionamentos que tendem ser esclarecidos por meio desta investigação: Como o processo de criação e implementação do Núcleo de Acessibilidade ocorreu no âmbito da UFPE? E quais os efeitos desta política no contexto da prática na instituição? Pensando isso, este estudo tem por finalidade analisar a trajetória do Núcleo de Acessibilidade/UFPE enquanto política institucional de inclusão, com um olhar voltado para a inclusão de Estudantes com deficiência na UFPE. Para tanto, precisaremos identificar os movimentos, nas esferas internacionais, nacionais e locais, que influenciaram a criação do Núcleo; analisar o contexto de produção do Núcleo a partir dos documentos legais e da documentação específica; e analisar os efeitos no contexto da prática das ações implementadas pelo Núcleo Central e os Setoriais voltadas aos Estudantes com deficiência. Como abordagem teórico-metodológica, utilizaremos o “Ciclo contínuo de Políticas” de BALL et al. (1992), pois através dele é possível perceber a complexa trajetória das políticas nos permitindo verificar como uma determinada política foi construída, quais as influências que sofreu, como elas estão sendo implementadas na prática e os seus efeitos no campo em que está inserida. Com base nesta abordagem, a coleta de dados se dará por meio de análise documental e a realização de entrevistas com aqueles que contribuíram em alguma etapa da trajetória do NACE e com os usuários das ações realizadas pelo NACE na UFPE, nomeadamente os Ecd. E para a análise dos dados, utilizaremos a análise crítica do discurso de Norman Fairclough, como forma de perceber os discursos e contextos em que esta política de inclusão foi criada e está sendo implementada na UFPE.


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  • The transforming role that universities play in society makes us reflect on people who are already included in them and those who still need to be included in order to reduce existing inequalities. Realizing this, we can infer that policies are needed to ensure access and quality permanence for everyone, including Students with disabilities, the focus of our studies. In this context, the Federal University of Pernambuco, our field of study, has already indicated the existence of institutional policies from the perspective of inclusion aimed at serving Ecd, through actions such as the institutionalization of the Accessibility Center and the Ecd Quota Policy , in addition to the fact that there is already a significant number of Ecd in the institution. Understanding the importance of the Accessibility Center in this inclusion process, we can outline some questions that tend to be clarified through this investigation: How did the process of creation and implementation of the Accessibility Center occur within the scope of UFPE? And what are the effects of this policy in the context of practice in the institution? With this in mind, this study aims to analyze the trajectory of the Accessibility Center/UFPE as an institutional inclusion policy, with a view to the inclusion of students with disabilities at UFPE. For that, we will need to identify the movements, in the international, national and local spheres, that influenced the creation of the Nucleus; analyze the context of production of the Center from legal documents and specific documentation; and analyze the effects in the context of the practice of actions implemented by the Central Nucleus and the Sectors aimed at Students with disabilities. As a theoretical-methodological approach, we will use the “Continuous Policy Cycle” by BALL et al. (1992), because through it it is possible to perceive the complex trajectory of policies, allowing us to verify how a certain policy was constructed, which influences it suffered, how they are being implemented in practice and their effects in the field in which it is inserted. Based on this approach, data collection will take place through document analysis and interviews with those who contributed at some stage of the NACE trajectory and with users of actions carried out by NACE at UFPE, namely the Ecd. And for data analysis, we will use Norman Fairclough's critical discourse analysis, as a way to understand the discourses and contexts in which this inclusion policy was created and is being implemented at UFPE.

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  • MARIA ELIZABETE GOMES RAMOS
  • O FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NA REDE MUNICIPAL DE RECIFE: Um olhar a partir do programa Proinfância

  • Orientador : MARCIA ANGELA DA SILVA AGUIAR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ROMILSON MARTINS SIQUEIRA
  • JANETE MARIA LINS DE AZEVEDO
  • MARCIA ANGELA DA SILVA AGUIAR
  • Data: 10/09/2021

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  • Para análise das repercussões do Programa Proinfância no Financiamento da Educação Infantil na rede municipal de ensino do Recife, no período 2008-2016, mandatos dos presidentes Lula e Dilma, objetivamos registrar as alterações no marco legal do financiamento da educação infantil no Brasil; investigar a evolução das matrículas e condições do atendimento na rede escolar do Recife; e ainda identificar o volume de investimentos do Programa Proinfância no país e no município. A pesquisa teve uma abordagem qualitativa, utilizando a análise bibliográfica e documental para aproximação dos dados, considerando documentos como o Censo Escolar do Recife e textos que informam sobre os temas investigados. Registramos no período a ampliação do marco normativo do financiamento da educação infantil, com destaque para a criação do Fundeb para manutenção, desenvolvimento e valorização dos profissionais de toda educação básica, com transferências obrigatórias da União para os demais entes, como política de Estado; e também o fortalecimento do papel indutor e supletivo da União frente às políticas de educação dos demais entes federados. Constatamos um aumento das matrículas das crianças de 0 a 5 anos em Recife, nas unidades públicas e nas privadas, que expressa o reconhecimento do direito das crianças à educação desde cedo; o crescimento do atendimento na rede privada; e ainda uma política de educação infantil induzida pelo Governo Federal, articulada a outras políticas para garantia de direitos e enfrentamento das desigualdades entre as crianças. Avaliamos que foram fundamentais os investimentos federais para construção de novas unidades como o Proinfância; bem como para manutenção de unidades, via Fundeb ou via programas como o Brasil Carinhoso, entre outros. O Proinfância revela possibilidades de colaboração entre a União e os municípios e DF para ampliar a qualificar o atendimento desta etapa da educação básica e em Recife financiou a construção de novas unidades, ampliando as matrículas públicas, sobretudo em creches, e referendando um padrão de qualidade para a educação infantil. Foram acordados com o FNDE/MEC projetos de 23 CMEIs, dos quais apenas 09 foram concluídos até 2020. Concluímos que o programa, em todo o país como em Recife, disponibilizou um volume expressivo de recursos para a construção de unidades, mas sua execução orçamentária demonstra muitos problemas na implementação, onde destacamos o desenho e a gestão geral do programa e o monitoramento dos projetos, tanto pelos municípios quanto pelo FNDE/MEC. Estes problemas resultaram num baixo número de unidades concluídas e em funcionamento, em Recife e em todo o país. A opção pelas transferências voluntárias de recursos, da União para os municípios e o DF, fortaleceu o caráter de temporalidade e de descontinuidade da ação, que foi impactada tanto pelas mudanças nos Governos Federal como nos municipais. Finalmente, o modelo do Proinfância, com a concentração dos recursos na União e a descentralização da execução pelos municípios, reforçam a desigualdade entre os entes e entre os municípios, agravada pela descontinuidade das gestões e equipes municipais.


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  • Para análise das repercussões do Programa Proinfância no Financiamento da Educação Infantil na rede municipal de ensino do Recife, no período 2008-2016, mandatos dos presidentes Lula e Dilma, objetivamos registrar as alterações no marco legal do financiamento da educação infantil no Brasil; investigar a evolução das matrículas e condições do atendimento na rede escolar do Recife; e ainda identificar o volume de investimentos do Programa Proinfância no país e no município. A pesquisa teve uma abordagem qualitativa, utilizando a análise bibliográfica e documental para aproximação dos dados, considerando documentos como o Censo Escolar do Recife e textos que informam sobre os temas investigados. Registramos no período a ampliação do marco normativo do financiamento da educação infantil, com destaque para a criação do Fundeb para manutenção, desenvolvimento e valorização dos profissionais de toda educação básica, com transferências obrigatórias da União para os demais entes, como política de Estado; e também o fortalecimento do papel indutor e supletivo da União frente às políticas de educação dos demais entes federados. Constatamos um aumento das matrículas das crianças de 0 a 5 anos em Recife, nas unidades públicas e nas privadas, que expressa o reconhecimento do direito das crianças à educação desde cedo; o crescimento do atendimento na rede privada; e ainda uma política de educação infantil induzida pelo Governo Federal, articulada a outras políticas para garantia de direitos e enfrentamento das desigualdades entre as crianças. Avaliamos que foram fundamentais os investimentos federais para construção de novas unidades como o Proinfância; bem como para manutenção de unidades, via Fundeb ou via programas como o Brasil Carinhoso, entre outros. O Proinfância revela possibilidades de colaboração entre a União e os municípios e DF para ampliar a qualificar o atendimento desta etapa da educação básica e em Recife financiou a construção de novas unidades, ampliando as matrículas públicas, sobretudo em creches, e referendando um padrão de qualidade para a educação infantil. Foram acordados com o FNDE/MEC projetos de 23 CMEIs, dos quais apenas 09 foram concluídos até 2020. Concluímos que o programa, em todo o país como em Recife, disponibilizou um volume expressivo de recursos para a construção de unidades, mas sua execução orçamentária demonstra muitos problemas na implementação, onde destacamos o desenho e a gestão geral do programa e o monitoramento dos projetos, tanto pelos municípios quanto pelo FNDE/MEC. Estes problemas resultaram num baixo número de unidades concluídas e em funcionamento, em Recife e em todo o país. A opção pelas transferências voluntárias de recursos, da União para os municípios e o DF, fortaleceu o caráter de temporalidade e de descontinuidade da ação, que foi impactada tanto pelas mudanças nos Governos Federal como nos municipais. Finalmente, o modelo do Proinfância, com a concentração dos recursos na União e a descentralização da execução pelos municípios, reforçam a desigualdade entre os entes e entre os municípios, agravada pela descontinuidade das gestões e equipes municipais.

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  • JESSICA DO NASCIMENTO SILVA
  • O Plano Municipal de Educação da cidade do Recife: reflexões sobre processos de participação e representatividade de uma política pública educacional

  • Orientador : LUCIANA ROSA MARQUES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUCIANA ROSA MARQUES
  • JANETE MARIA LINS DE AZEVEDO
  • ELISÂNGELA ALVES DA SILVA SCAFF
  • ANA DE FATIMA PEREIRA DE SOUSA ABRANCHES
  • Data: 23/09/2021

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  • A pesquisa é uma análise do processo de aprovação do Plano Municipal de Educação da cidade do Recife no ano de 2015, com foco nos processos democráticos. Entendendo democracia participativa e representativa, a partir do estudo de Boaventura de Sousa Santos (2002), nossa análise compreende os desafios de vivenciar processos democráticos a partir da interlocução com representantes de algumas entidades que participaram dos debates na 10ª Conferência Municipal de Educação (COMUDE). Para tal, dialogamos com representantes da Associação dos Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (AADI), do Núcleo de Educação Integral e Ações Afirmativas (NEAFI), do Fórum Municipal Popular de Educação do Recife, do Conselho Municipal de Educação, do Sindicato Municipal dos Profissionais da Rede Oficial de Ensino do Recife (SIMPERE) e do Sindicato dos Servidores Municipais do Recife (SINDSERPRE). O objetivo da presente pesquisa é analisar os processos de participação e a representatividade da sociedade civil na formulação do Plano Municipal de Educação do Recife (2015-2025). Utilizamos estudos como o de Abranches (2009) e Klein (2006), questionando como a representatividade tem se tornado uma formalidade democrática e caminhando para uma leitura no campo da educação, evidenciando aspectos da cooptação neoliberal. Finalizamos com uma discussão sobre a democracia participativa e representativa na realidade brasileira e a importância do fortalecimento de práticas democráticas no cenário nacional. Para nossa análise, empregamos a análise de conteúdo, proposta por Laurence Bardin (2016), e desenvolvemos categorias de análise a partir dos objetivos específicos, chegando a três eixos analíticos para organização dos dados coletados. Os resultados nos possibilitaram observar que houve grandes discordâncias entre os representantes da sociedade civil e a gestão municipal nos encaminhamentos ao longo da COMUDE e na aprovação do Plano Municipal de Educação da Cidade do Recife (PME-Recife/2015-2025), com destaque para leitura de um processo visto como não democrático pelos entrevistados. Por fim, concluímos levantando questões sobre a importância de espaços democráticos, sobretudo no cenário político nacional da atualidade. Pontuamos como é possível ampliar e fortalecer a democracia participativa e representativa por meio de questões que nos mobilizem a debater e problematizar, sobretudo, os processos de cooptação que têm alinhado a educação no Brasil a interesses neoliberais travestidos de filantropia.


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  • A pesquisa é uma análise do processo de aprovação do Plano Municipal de Educação da cidade do Recife no ano de 2015, com foco nos processos democráticos. Entendendo democracia participativa e representativa, a partir do estudo de Boaventura de Sousa Santos (2002), nossa análise compreende os desafios de vivenciar processos democráticos a partir da interlocução com representantes de algumas entidades que participaram dos debates na 10ª Conferência Municipal de Educação (COMUDE). Para tal, dialogamos com representantes da Associação dos Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (AADI), do Núcleo de Educação Integral e Ações Afirmativas (NEAFI), do Fórum Municipal Popular de Educação do Recife, do Conselho Municipal de Educação, do Sindicato Municipal dos Profissionais da Rede Oficial de Ensino do Recife (SIMPERE) e do Sindicato dos Servidores Municipais do Recife (SINDSERPRE). O objetivo da presente pesquisa é analisar os processos de participação e a representatividade da sociedade civil na formulação do Plano Municipal de Educação do Recife (2015-2025). Utilizamos estudos como o de Abranches (2009) e Klein (2006), questionando como a representatividade tem se tornado uma formalidade democrática e caminhando para uma leitura no campo da educação, evidenciando aspectos da cooptação neoliberal. Finalizamos com uma discussão sobre a democracia participativa e representativa na realidade brasileira e a importância do fortalecimento de práticas democráticas no cenário nacional. Para nossa análise, empregamos a análise de conteúdo, proposta por Laurence Bardin (2016), e desenvolvemos categorias de análise a partir dos objetivos específicos, chegando a três eixos analíticos para organização dos dados coletados. Os resultados nos possibilitaram observar que houve grandes discordâncias entre os representantes da sociedade civil e a gestão municipal nos encaminhamentos ao longo da COMUDE e na aprovação do Plano Municipal de Educação da Cidade do Recife (PME-Recife/2015-2025), com destaque para leitura de um processo visto como não democrático pelos entrevistados. Por fim, concluímos levantando questões sobre a importância de espaços democráticos, sobretudo no cenário político nacional da atualidade. Pontuamos como é possível ampliar e fortalecer a democracia participativa e representativa por meio de questões que nos mobilizem a debater e problematizar, sobretudo, os processos de cooptação que têm alinhado a educação no Brasil a interesses neoliberais travestidos de filantropia.

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  • JAIME LUIZ BEZERRA DO NASCIMENTO
  • Argumentação Dialógica e Indícios de Autoria em Redações Nota Mil do Enem

  • Orientador : LIVIA SUASSUNA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LIVIA SUASSUNA
  • MARIA LUCIA FERREIRA DE FIGUEIREDO BARBOSA
  • SYLVIA REGINA DE CHIARO RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 23/09/2021

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  • Diversos trabalhos já desenvolvidos acerca da prova de redação desse exame de larga escala indicam um efeito retroativo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na aprendizagem da escrita de alunos do ensino médio, o que justifica a pertinência de investigar que elementos textuais e discursivos são valorizados no seu processo avaliativo. Nesse contexto, fizemos a presente dissertação, que teve como objetivo verificar se a avaliação das redações desse exame de larga escala leva em conta critérios relativos a uma argumentação dialógica e se valoriza aspectos discursivos constitutivos da autoria. Em termos teóricos, recorremos ao conceito de língua como interação de Bakhtin (1997), que, por sua vez, se imbrica à teoria da argumentação dialógica presente em Leitão (2007). E, como esta pesquisa trata centralmente de produção de texto, embasamos nossa análise também nos estudos de Marcuschi (2002) e Possenti (2002; 2013), lançando mão das proposições deste último acerca dos indícios de autoria para averiguar o controle dos redatores sobre os próprios textos. Realizamos uma pesquisa documental e nosso corpus foi constituído por exemplares de redações que receberam nota 1000 – a nota máxima – nas edições do Enem dos anos de 2017, 2018 e 2019. Escolhemos aleatoriamente duas redações de cada edição, publicadas em um documento elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – órgão responsável pela realização do exame –, a fim de verificar a presença ou ausência da tríade argumentativa, que Leitão (2007) apresenta como indicadora de uma argumentação dialógica, composta pelos movimentos argumento / contra-argumento / resposta, bem como os indícios de autoria indicados por Possenti (2002; 2013) nas atitudes de incluir múltiplas vozes no discurso e manter distância do próprio dizer.  As análises mostraram que a banca examinadora do Enem, pelo menos nos últimos anos, não tem valorizado a construção da argumentação em uma perspectiva dialógica nas correções. Além disso, os indícios de autoria não são bem descritos nos critérios avaliativos nem têm, na avaliação, o mesmo peso que os elementos estruturais do texto.


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  • Several works already developed about the essay test of this wide scale exam indicate a retroactive effect of the High School National Exam on the writing learning process of the high school students, which justifies the relevance to investigate what textual and discursive elements are valued on its evaluation process. In this context, we wrote the present dissertation, which aimed to verify whether the assessment of essays in this wide scale exam considers the criteria related to a dialogic argumentation and whether it values the discursive aspects that constitute authorship. In theoretical terms, we resorted to Bakhtin's (1997) concept of language as an interaction, which, in turn, overlaps to the dialogic argumentation theory present in Leitão (2007). And, as this research is centrally about text production, we also based our analysis on the studies of Marcuschi (2002) and Possenti (2002; 2013), using the latter's propositions about authorship evidence to ascertain the essay writers' control over the own texts. We have done a documental research and our corpus was consisted of copies of essays that have gotten grade of 1000 - the highest grade - on the editions of the Enem in the years of 2017, 2018 and 2019. We randomly chose two essays of each edition, that were published in a document that has been written by the Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) - the body responsible for carrying out the exam -, in order to verify the presence or absence of the argumentative triad, which Leitão (2007) presents as an indicator of a dialogic argumentation, composed by the argument movements / counter-argument /response, as well as the authorship evidences indicated by Possenti (2002; 2013) in the attitudes of including multiple voices in the speech  and to keep distance from the saying itself. The analyses show that the examining board of the Enem, at least in the last few years, has not valued the construction of argumentation in a dialogic perspective throughout the corrections. Besides that, the evidences of the authorship are not well described in the evaluative criteria nor does it, in the evaluation, the same weight that the structural elements in the text.

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  • JULLIANE CAMPELO DO NASCIMENTO
  • CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DE DOCENTES QUE ATUAM NO ENSINO MÉDIO E QUE ENSINAM SEUS ALUNOS A PRODUZIREM O GÊNERO TEXTUAL “REDAÇÃO DO ENEM”

  • Orientador : ARTUR GOMES DE MORAIS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ARTUR GOMES DE MORAIS
  • LEILA NASCIMENTO DA SILVA
  • TELMA FERRAZ LEAL
  • Data: 14/10/2021

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  • RESUMO:

    Este estudo buscou investigar como docentes de Língua Portuguesa (LP) de colégios públicos propedêuticos e de formação técnica concebem e relatam suas práticas ligadas à produção textual, em especial aquelas, referentes à redação para

     

    o ENEM, em turmas do terceiro ano do Ensino Médio (EM). Uma primeira intenção investigativa nos remeteu às concepções dos docentes em relação ao ensino de LP e à produção textual (PT), em geral. Em um segundo momento, nos propusemos a identificar se a ‘‘Redação do ENEM’’ servia como parâmetro para

    o ensino de produção de textos argumentativos nas aulas de LP no último ano do EM. Além disso, priorizamos também identificar se o tipo de EM (propedêutico ou técnico) influenciava as concepções e práticas dos docentes participantes e quais conhecimentos e estratégias consideraram como sendo necessários para que os estudantes pudessem ter bom desempenho na redação. Para isso, fizemos entrevistas semi-estruturadas com professores de LP, sendo cinco de ensino técnico e cinco de ensino misto ou só propedêutico que lecionavam em escolas da Rede Federal e da Rede Estadual de Pernambuco e que atuavam no último ano do EM. Realizamos duas entrevistas, sendo uma presencial e uma por vídeo-conferência. Dividimos as análises em categorias e organizamos os resultados em três grandes blocos. Com os dados obtidos, pudemos inferir nas falas, principalmente dos docentes do Estado, resquícios da concepção de um ensino mais fragmentado, no qual seria necessário estabelecer aulas mais específicas para desenvolver o ensino da redação. Todos os professores trabalhavam PT para redação do ENEM nas suas turmas do terceiro ano, sendo que nove deles faziam alguma preparação para a escrita dos alunos, usando dispositivos como levantamento dos conhecimentos prévios, reportagens, textos motivadores, dentre outros. Cinco professores entrevistados do Estado e três do ensino técnico afirmaram que corrigiam os textos dos alunos seguindo os critérios do ENEM. Ainda no primeiro bloco, identificamos que metade dos entrevistados nunca utilizou o Livro Didatico de LP com a finalidade de ensinar redação, muitos faziam uso de materiais pedagógicos próprios. No segundo bloco, notamos que, embora a argumentação tenha sido mencionada pelos professores como uma aprendizagem a ser desenvolvida na produção textual dos estudantes, para metade deles era essencial os alunos compreenderem apenas aspectos acerca da temática e da estrutura textual. No último bloco, constatamos que os professores consideravam como positiva a avaliação da Redação do ENEM ser feita através das cinco competências, mas para muitos a exigência da quinta competência era considerada como um ponto negativo, assim como o formato da prova, visto como engessado. De modo geral, percebemos que a formação dos professores e, sobretudo, as condições de trabalhos proporcionadas pelas Redes podem influenciar o ensino, pois os docentes do ensino técnico, que também eram contratados com Dedicação Exclusiva, apesar de terem menos aulas semanais que os docentes da rede estadual possuíam em sua carga- horária aulas para atendimento individual ao aluno. Diferente disso, a maioria dos docentes entrevistados da rede estadual ainda lecionavam em mais de uma escola,

    o que dificultava esse acompanhamento individualizado ao estudante. Percebemos, também, que havia um maior interesse dos professores da rede estadual em trabalhar com textos, quase que exclusivamente, dissertativos-argumentativos no terceiro ano do EM. Essa estratégia de ensino parte muitas vezes de uma exigência da gestão escolar para elevar o número de estudantes aprovados no vestibular ao final do ano, como afirmou um dos docentes. Essa mesma cobrança não ocorre com os docentes do ensino técnico, uma vez que, os alunos daquela modalidade de EM já saem com uma formação profissional.


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  • WANDERSON CRUZ DOS SANTOS
  • A Biblioteca como Heterotopia: Descaminhos e Subjetivação

  • Orientador : ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE SIMAO DE FREITAS
  • ANA PAULA ABRAHAMIAN DE SOUZA
  • JANAYNA SILVA CAVALCANTE DE LIMA
  • ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
  • Data: 29/10/2021

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  • Nesta dissertação, o objeto do olhar foram as experiências em uma cultura de domínios do saber e formas de produção de identidades no contexto da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, uma heterotopia de tempos infindáveis que, como uma pedagogia cultural, atua na de produção de identidades. Buscou-se compreender como processos de relações de força materializadas nas práticas discursivas dessa heterocronia de tempo atua como uma pedagogia na conduta dos indivíduos. O caminho investigativo construído, de inspiração surrealista etnográfica, pautou-se de elementos da análise do discurso foucaltiana e dos estudos culturais. A feitura do corpus da pesquisa resulta narrativas  sobre o cotidiano da biblioteca, e as reflexões sobre documentos da/sobre esse espaço. Como resultado, identificou-se afirmações que orientam a ordem da verdade na biblioteca através dos modos de organização que incidem na orientação das condutas que se configuram como técnicas de saber-poder e de si materializados nos artefatos. Assim, é possível dizer que a biblioteca é um lugar de aprendizagem por onde diferentes significados circulam incidindo na fabricação dos sujeitos. Em adição a isso, neste espaço também há resistência que se expressa nos corpos que destroem as regras ao se expressar de outros modos, portanto, fabricam para si outras formas de viver. Dessa forma, a biblioteca pela ótica  da heterotopia pode ser percebida como um espaço em trânsito entre a efervescência urbana do Recife central e as escolas que lhe fazem vizinhança. 


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  • LAILA FARIAS DE ARAUJO
  • ENTRE O DITO E O VIVIDO: (AUTO)FORMAÇÃO E ATUAÇÃO DA ADVOGADA MÉRCIA DE ALBUQUERQUE FERREIRA (1934-2003)

  • Orientador : RAYLANE ANDREZA DIAS NAVARRO BARRETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAYLANE ANDREZA DIAS NAVARRO BARRETO
  • AURENEA MARIA DE OLIVEIRA
  • LIA MACHADO FIUZA FIALHO
  • Data: 19/11/2021

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  • Esta dissertação é fruto de uma pesquisa bibliográfica e documental que teve o intuito de apresentar a trajetória formativa de Mércia de Albuquerque Ferreira (1934-2003) que perpassou por regimes políticos autoritários. Considerou-se de maneira mais direta o regime civil militar (1964-1978) e a atuação da personagem enquanto advogada de presos/as políticos/as. As questões que envolveram a problemática da pesquisa estão atreladas às minhas inquietações sobre a história das mulheres e às características profissionais de Mércia de Albuquerque e foram assim postas: Como ser mulher, profissional e ter atuação destacada em regime político autoritário? Quais foram os elementos que ela teve que arregimentar para ter destaque na carreira e para conseguir aquilo que ela almejou? Quais características a forjaram? A hipótese de trabalho associa o fato de que houve uma abertura social, educacional e também política para que ela fosse formada, mas que a atuação, escolhas e credibilidade em seu meio é fruto de características pessoais e autoformativas. Para o estudo foi tomado como objeto de análise a trajetória (auto)formativa de Mércia de Albuquerque tendo por objetivo geral compreender o fazer-se profissional na atuação e promoção dos direitos humanos da personagem pesquisada. Para tanto, foram objetivos específicos: interpretar a (auto)narrativa da mulher no processo histórico, na educação e na política; mapear a trajetória formativa de Mércia de Albuquerque e analisar sua atuação profissional no campo do Direito e da política no regime civil militar. O referencial teórico esteve embasado em Michelle Perrot (2020) e Georges Duby (1987; 1993) que contribuem para a abordagem e tessitura da história das mulheres e François Dosse (2015) que auxiliou na ótica dos estudos biográficos e seus aspectos sociais. A metodologia associou a pesquisa bibliográfica, documental e a metodologia da História Oral e por meio de fontes como documentos escolares; reforma educacional; egodocumentos, como fotos, cartas, discursos, bilhetes e entrevistas com contemporâneos foi possível .entender o percurso formativo da advogada que consorciou educação familiar e educação escolar institucionalizada com os aprendizados advindos da sua rede de relacionamentos e das suas próprias experiências de trabalho no campo dos direitos humanos.


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  • ANA PAULA LOURENÇO DE SÁ
  • Formação continuada no âmbito do trabalho docente e sua (in)visibilidade em pesquisas educacionais vinculadas a programas de pós-graduação em educação da UFPE

  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO CARRILHO DE AGUIAR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE BATISTA NETO
  • MARIA DA CONCEICAO CARRILHO DE AGUIAR
  • RENATA DA COSTA LIMA
  • Data: 15/12/2021

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  • Esta pesquisa teve como objetivo geral identificar os sentidos atribuídos a processos formativos de professores expressos em pesquisas realizadas entre os anos 2000 e 2020, vinculadas a programas de Pós-Graduação em Educação ofertados pela Universidade Federal de Pernambuco. Caracterizada como pesquisa qualitativa de cunho meta-analítico, buscou evidenciar conceitos de Formação Continuada de Professores presentes nas dissertações e teses produzidas nos programas de Pós-Graduação em Educação, situado no Centro de Educação (Campus Recife), e nos programas de Pós-graduação em Educação Contemporânea e Pós-graduação em Educação, Ciências e Matemática, situados no Centro Acadêmico do Agreste (Campus Caruaru). Buscou também identificar, nas pesquisas educacionais que compuseram o corpus de análise, qual o lugar de visibilidade é ofertado para as práticas formativas entre professores realizadas no cotidiano do trabalho docente, analisando a relevância dada por tais pesquisas a práticas reflexivas vivenciadas no cotidiano do trabalho docente. Para tanto, utilizou a Análise de Conteúdo Categorial (BARDIN, 1995) para organização, tratamento e análise dos dados presentes nas pesquisas e teve como referencial teórico sobre formação de professores Nóvoa (1999), Aguiar (2010), Alarcão (2011) e Souza (2012). Os achados apontaram para o reconhecimento da formação continuada como momento importante do desenvolvimento profissional docente, com impacto sobre as práticas pedagógicas e a subjetividade docente, corroborando o que dizem teóricos da formação. Sobre as práticas formativas, também ganha destaque o desejo por momentos de formação que considerem o cotidiano docente e os problemas reais vivenciados no exercício profissional. Apesar disso, há poucos relatos de docentes colaboradores sobre práticas reflexivas como instrumental efetivamente vivenciado em seu cotidiano formativo, menos ainda, para práticas vivenciadas entre pares.


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  • Esta pesquisa teve como objetivo geral identificar os sentidos atribuídos a processos formativos de professores expressos em pesquisas realizadas entre os anos 2000 e 2020, vinculadas a programas de Pós-Graduação em Educação ofertados pela Universidade Federal de Pernambuco. Caracterizada como pesquisa qualitativa de cunho meta-analítico, buscou evidenciar conceitos de Formação Continuada de Professores presentes nas dissertações e teses produzidas nos programas de Pós-Graduação em Educação, situado no Centro de Educação (Campus Recife), e nos programas de Pós-graduação em Educação Contemporânea e Pós-graduação em Educação, Ciências e Matemática, situados no Centro Acadêmico do Agreste (Campus Caruaru). Buscou também identificar, nas pesquisas educacionais que compuseram o corpus de análise, qual o lugar de visibilidade é ofertado para as práticas formativas entre professores realizadas no cotidiano do trabalho docente, analisando a relevância dada por tais pesquisas a práticas reflexivas vivenciadas no cotidiano do trabalho docente. Para tanto, utilizou a Análise de Conteúdo Categorial (BARDIN, 1995) para organização, tratamento e análise dos dados presentes nas pesquisas e teve como referencial teórico sobre formação de professores Nóvoa (1999), Aguiar (2010), Alarcão (2011) e Souza (2012). Os achados apontaram para o reconhecimento da formação continuada como momento importante do desenvolvimento profissional docente, com impacto sobre as práticas pedagógicas e a subjetividade docente, corroborando o que dizem teóricos da formação. Sobre as práticas formativas, também ganha destaque o desejo por momentos de formação que considerem o cotidiano docente e os problemas reais vivenciados no exercício profissional. Apesar disso, há poucos relatos de docentes colaboradores sobre práticas reflexivas como instrumental efetivamente vivenciado em seu cotidiano formativo, menos ainda, para práticas vivenciadas entre pares.

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  • GABRIELLA VANESSA GOMES DE MATOS
  • CONTRIBUIÇÕES DA PERSPECTIVA TRANSPESSOAL PARTICIPATIVA DECOLONIAL PARA (RE)PENSAR A EDUCAÇÃO PARA A MORTE

  • Orientador : AURINO LIMA FERREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AURINO LIMA FERREIRA
  • DJAILTON PEREIRA DA CUNHA
  • EUGÊNIA DE PAULA BENÍCIO CORDEIRO
  • Data: 15/12/2021

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  • A morte é um fenômeno que desperta as mais variadas reações em nossa sociedade. Objetivamos compreender a Educação para a Morte (EPM) a partir da perspectiva transpessoal participativa decolonial, procurando trazer novas contribuições ao estudo deste fenômeno no campo educacional. Inicialmente, mapeamos 25 teses e dissertações disponibilizadas integralmente nas plataformas IBCT e Portal Capes, envolvendo a morte e a educação no campo acadêmico, nas escolas e nos hospitais. Utilizamos a abordagem qualitativa de cunho fenomenológico numa investigação realizada mediante o entrelaçamento da pesquisa bibliográfica e da investigação intuitiva. Percebemos que a Educação para Morte, retratada nas pesquisas nacionais, é plural, pois envolve instituições diversas, focos diferenciados e formas tradicionais e modernas de conceber a relação entre a morte e a educação. Mas os resultados refletem, em sua maioria, um movimento construído historicamente para reduzir ou até mesmo extinguir os efeitos fúnebres do cotidiano, por isso consideramos que a EPM pode ser uma referência importante para lidar com os sentimentos em uma sociedade que compreende as afetações como fraqueza emocional e/ou inexperiência profissional. Já que os estudos da área de saúde denunciam a ausência da temática nas estruturas curriculares e o seu silenciamento no dia a dia profissional, enquanto no universo escolar, as propostas foram ainda mais abrangentes, traduzidas em provocações em relação à estrutura curricular, às proposições didáticas, aos materiais de apoio utilizados e à inserção de salas de aula nos ambientes hospitalares, entre outras temáticas. No entanto a dificuldade dos professores em lidar com situações envolvendo a morte foi elucidada em vários momentos, o que pode estar associado à carência de proposições formativas mais amplas por parte dos órgãos gestores e das próprias universidades. As pesquisas indicam que a inclinação para uma abordagem envolvendo as dimensões biológica e emocional ainda é preponderante. Indicamos a necessidade de produção de conhecimentos sobre a EPM que inclua a diversidade e os problemas estruturais da sociedade brasileira. A análise das pesquisas levantadas, somadas às reflexões oriundas da pesquisa transpessoal participativa decolonial - nos giros da investigação intuitiva - permitiram-nos propor elementos para pensarmos uma Educação Integral para Morte (EIPM) que possibilita um enfrentamento em relação às sólidas estruturas hierarquizantes, bem como às práticas de morte, as quais ainda se justificam em razão dos efeitos da colonialidade. A partir do posicionamento crítico de fronteira, agregamos o termo “integral” à Educação Para Morte, no intuito de expandir o pensar a partir da fronteira, tornando-o uma “ação na fronteira” a qual mobiliza um fazer, um ato, um posicionamento-outro, que lhe concede o descentramento do eurocentrismo, ou seja, um interculturalizar, decolonizar e reconfigurar o campo de estudo da morte. Apontamos a co-criação intrapessoal com a equiprimacia da multidimensionalidade e a equipotencialidade das relações, além da co-criação transpessoal e a equipluralidade de possibilidades de cocriação como elementos fundamentais para construção de uma EIPM.


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  • A morte é um fenômeno que desperta as mais variadas reações em nossa sociedade. Objetivamos compreender a Educação para a Morte (EPM) a partir da perspectiva transpessoal participativa decolonial, procurando trazer novas contribuições ao estudo deste fenômeno no campo educacional. Inicialmente, mapeamos 25 teses e dissertações disponibilizadas integralmente nas plataformas IBCT e Portal Capes, envolvendo a morte e a educação no campo acadêmico, nas escolas e nos hospitais. Utilizamos a abordagem qualitativa de cunho fenomenológico numa investigação realizada mediante o entrelaçamento da pesquisa bibliográfica e da investigação intuitiva. Percebemos que a Educação para Morte, retratada nas pesquisas nacionais, é plural, pois envolve instituições diversas, focos diferenciados e formas tradicionais e modernas de conceber a relação entre a morte e a educação. Mas os resultados refletem, em sua maioria, um movimento construído historicamente para reduzir ou até mesmo extinguir os efeitos fúnebres do cotidiano, por isso consideramos que a EPM pode ser uma referência importante para lidar com os sentimentos em uma sociedade que compreende as afetações como fraqueza emocional e/ou inexperiência profissional. Já que os estudos da área de saúde denunciam a ausência da temática nas estruturas curriculares e o seu silenciamento no dia a dia profissional, enquanto no universo escolar, as propostas foram ainda mais abrangentes, traduzidas em provocações em relação à estrutura curricular, às proposições didáticas, aos materiais de apoio utilizados e à inserção de salas de aula nos ambientes hospitalares, entre outras temáticas. No entanto a dificuldade dos professores em lidar com situações envolvendo a morte foi elucidada em vários momentos, o que pode estar associado à carência de proposições formativas mais amplas por parte dos órgãos gestores e das próprias universidades. As pesquisas indicam que a inclinação para uma abordagem envolvendo as dimensões biológica e emocional ainda é preponderante. Indicamos a necessidade de produção de conhecimentos sobre a EPM que inclua a diversidade e os problemas estruturais da sociedade brasileira. A análise das pesquisas levantadas, somadas às reflexões oriundas da pesquisa transpessoal participativa decolonial - nos giros da investigação intuitiva - permitiram-nos propor elementos para pensarmos uma Educação Integral para Morte (EIPM) que possibilita um enfrentamento em relação às sólidas estruturas hierarquizantes, bem como às práticas de morte, as quais ainda se justificam em razão dos efeitos da colonialidade. A partir do posicionamento crítico de fronteira, agregamos o termo “integral” à Educação Para Morte, no intuito de expandir o pensar a partir da fronteira, tornando-o uma “ação na fronteira” a qual mobiliza um fazer, um ato, um posicionamento-outro, que lhe concede o descentramento do eurocentrismo, ou seja, um interculturalizar, decolonizar e reconfigurar o campo de estudo da morte. Apontamos a co-criação intrapessoal com a equiprimacia da multidimensionalidade e a equipotencialidade das relações, além da co-criação transpessoal e a equipluralidade de possibilidades de cocriação como elementos fundamentais para construção de uma EIPM.

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  • ANA CLEIDE DA SILVA
  • A morte e o morrer: significados e implicações no viver de servidores da UFPE – um olhar integral à luz da formação humana

  • Orientador : MARIA SANDRA MONTENEGRO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AURINO LIMA FERREIRA
  • EUGÊNIA DE PAULA BENÍCIO CORDEIRO
  • MARIA SANDRA MONTENEGRO SILVA
  • SILAS CARLOS ROCHA DA SILVA
  • Data: 16/12/2021

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  • O fenômeno da morte é a certeza da vida, contudo, a morte ainda é um assunto tabu. O caráter reflexivo acerca da finitude apresenta-se escasso em muitos espaços sociais e educativos. A morte e o morrer é uma temática que tem sido discutida no meio acadêmico, em geral, no campo da saúde. Portanto, na área da educação a discussão ainda carece de maior de ampliação. A realização dessa pesquisa na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE tem como objetivo principal compreender como os significados e as implicações da morte e do morrer influenciam na vida de servidores da UFPE. Pretendendo, como objetivos específicos investigar as estratégias de enfrentamento da morte e do morrer desenvolvidas por servidores da UFPE e discutir a educação para a morte no processo de formação humana de servidores da UFPE. A formação humana numa perspectiva integral do ser é a abordagem adotada nesse estudo, sendo a educação para a morte considerada como parte desse processo formativo. A trajetória metodológica escolhida é do tipo qualitativa, a estratégia é o estudo de caso, os instrumentos para recolha dos dados são a entrevista semiestruturada e a observação sistemática. A análise dos resultados está orientada na análise de conteúdo, especificamente a análise temática. Os resultados foram analisados a partir de três categorias: significados e sentidos da morte; enfrentamentos da morte e o humano em constante processo de formação. Os achados apontam para significados que vão desde a crença na vida após a morte até a certeza de que com a morte tudo se acaba. A maioria dos entrevistados não possui uma estratégia para lidar com a morte, muitas vezes, pela não reflexão quanto à finitude. Apontaram também que não possuem uma educação para a morte, embora acreditem na importância e na necessidade de que possamos tê-la nos espaço formativos. Por fim, a visão da morte e do morrer no sentido integral à luz da formação humana é um caminho a ser percorrido, não tendo sido, portanto, encontrado na análise dos resultados.


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  • O fenômeno da morte é a certeza da vida, contudo, a morte ainda é um assunto tabu. O caráter reflexivo acerca da finitude apresenta-se escasso em muitos espaços sociais e educativos. A morte e o morrer é uma temática que tem sido discutida no meio acadêmico, em geral, no campo da saúde. Portanto, na área da educação a discussão ainda carece de maior de ampliação. A realização dessa pesquisa na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE tem como objetivo principal compreender como os significados e as implicações da morte e do morrer influenciam na vida de servidores da UFPE. Pretendendo, como objetivos específicos investigar as estratégias de enfrentamento da morte e do morrer desenvolvidas por servidores da UFPE e discutir a educação para a morte no processo de formação humana de servidores da UFPE. A formação humana numa perspectiva integral do ser é a abordagem adotada nesse estudo, sendo a educação para a morte considerada como parte desse processo formativo. A trajetória metodológica escolhida é do tipo qualitativa, a estratégia é o estudo de caso, os instrumentos para recolha dos dados são a entrevista semiestruturada e a observação sistemática. A análise dos resultados está orientada na análise de conteúdo, especificamente a análise temática. Os resultados foram analisados a partir de três categorias: significados e sentidos da morte; enfrentamentos da morte e o humano em constante processo de formação. Os achados apontam para significados que vão desde a crença na vida após a morte até a certeza de que com a morte tudo se acaba. A maioria dos entrevistados não possui uma estratégia para lidar com a morte, muitas vezes, pela não reflexão quanto à finitude. Apontaram também que não possuem uma educação para a morte, embora acreditem na importância e na necessidade de que possamos tê-la nos espaço formativos. Por fim, a visão da morte e do morrer no sentido integral à luz da formação humana é um caminho a ser percorrido, não tendo sido, portanto, encontrado na análise dos resultados.

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  • MARCOS DA SILVA AGUIAR
  • Plano Municipal de Educação e valorização docente: um estudo sobre o município pernambucano de Bom Jardim 

  • Orientador : JANETE MARIA LINS DE AZEVEDO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • INALDA MARIA DOS SANTOS
  • JANETE MARIA LINS DE AZEVEDO
  • MARCIA ANGELA DA SILVA AGUIAR
  • Data: 17/12/2021

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  • Esta pesquisa teve por objetivo analisar o processo recente de construção do  planejamento da educação no Brasil, com foco mais específico no Plano Municipal de Educação (2015-2025) – PME -  do município de Bom Jardim (PE)  em suas interrelações com o Plano Nacional de Educação (2014-2024) -PNE -  enfatizando principalmente  as definições  voltadas para a valorização do magistério da educação básica.  As bases teóricas do estudo se apoiaram numa problematização dos conceitos de planejamento, planejamento da educação e de concepções sobre a valorização docente que guiaram o desenvolvimento da pesquisa, de cunho qualitativo, e que se utilizou de dados advindos de revisão bibliográfica, de documentos (nacionais e locais), de bases estatísticas de dados, e de entrevistas realizadas com uma amostra de professores vinculados à rede municipal de ensino de Bom Jardim. Os dados foram tratados e examinados, sobretudo, através  da técnica de análise de conteúdo. Como meio de contextualização do objeto, se procurou fazer um resgaste histórico do planejamento da educação no país, destacando os momentos mais marcantes, em articulação com seus diferentes contextos e com a legislação que vem regulamentando a valorização docente, o mesmo ocorrendo em relação ao município estudado. Estes procedimentos possibilitaram identificar que o processo de formulação do último PNE, diferente do  processo de outros planos nacionais, se caracterizou como democrático participativo,  com ampla participação de entidades da sociedade civil na proposição de políticas que também ampliaram as proposições para a valorização docente. Apesar do plano nacional indicar metodologias participativas para a construção dos planos municipais, verificou-se que, no caso de Bom Jardim, esta metodologia só foi parcialmente desenvolvida, pelos limites de tempo estabelecido  para a construção do plano,  pelas dificuldades de mobilização dos atores, e pela cultura do planejamento predominante no município. Apesar deste, seguindo o que determinou o PNE, ter criado mecanismos participativos para a elaboração do seu PME, o processo se mostrou diferenciado do ocorrido no planejamento nacional. Em decorrência, observou-se que o texto do PME incorporou, de modo muito semelhante e mecânico, a maioria das propostas previstas no PNE, sem que se identificasse elementos de uma política própria e inovadora de educação, sobretudo em relação à política de  valorização docente.  Apesar de se encontrar avanços na política de valorização docente, sobretudo advindas da legislação  nacional, observou-se ainda que  houve pouco envolvimento dos professores com o  processo de implementação do plano em nível local, desconhecimento de suas metas, percebendo-se a  existência de  um distanciamento entre as metas e estratégias regulamentadas no PME e o contexto da prática vivenciado por estes profissionais, indicando a necessidade da adoção de outros procedimentos para que as formulações do planejamento possam ser viabilizadas com efetivo envolvimento dos sujeitos responsáveis pela sua execução, o que requer práticas efetivas de gestão democrática da educação em nível nacional e local.


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  • Esta pesquisa teve por objetivo analisar o processo recente de construção do  planejamento da educação no Brasil, com foco mais específico no Plano Municipal de Educação (2015-2025) – PME -  do município de Bom Jardim (PE)  em suas interrelações com o Plano Nacional de Educação (2014-2024) -PNE -  enfatizando principalmente  as definições  voltadas para a valorização do magistério da educação básica.  As bases teóricas do estudo se apoiaram numa problematização dos conceitos de planejamento, planejamento da educação e de concepções sobre a valorização docente que guiaram o desenvolvimento da pesquisa, de cunho qualitativo, e que se utilizou de dados advindos de revisão bibliográfica, de documentos (nacionais e locais), de bases estatísticas de dados, e de entrevistas realizadas com uma amostra de professores vinculados à rede municipal de ensino de Bom Jardim. Os dados foram tratados e examinados, sobretudo, através  da técnica de análise de conteúdo. Como meio de contextualização do objeto, se procurou fazer um resgaste histórico do planejamento da educação no país, destacando os momentos mais marcantes, em articulação com seus diferentes contextos e com a legislação que vem regulamentando a valorização docente, o mesmo ocorrendo em relação ao município estudado. Estes procedimentos possibilitaram identificar que o processo de formulação do último PNE, diferente do  processo de outros planos nacionais, se caracterizou como democrático participativo,  com ampla participação de entidades da sociedade civil na proposição de políticas que também ampliaram as proposições para a valorização docente. Apesar do plano nacional indicar metodologias participativas para a construção dos planos municipais, verificou-se que, no caso de Bom Jardim, esta metodologia só foi parcialmente desenvolvida, pelos limites de tempo estabelecido  para a construção do plano,  pelas dificuldades de mobilização dos atores, e pela cultura do planejamento predominante no município. Apesar deste, seguindo o que determinou o PNE, ter criado mecanismos participativos para a elaboração do seu PME, o processo se mostrou diferenciado do ocorrido no planejamento nacional. Em decorrência, observou-se que o texto do PME incorporou, de modo muito semelhante e mecânico, a maioria das propostas previstas no PNE, sem que se identificasse elementos de uma política própria e inovadora de educação, sobretudo em relação à política de  valorização docente.  Apesar de se encontrar avanços na política de valorização docente, sobretudo advindas da legislação  nacional, observou-se ainda que  houve pouco envolvimento dos professores com o  processo de implementação do plano em nível local, desconhecimento de suas metas, percebendo-se a  existência de  um distanciamento entre as metas e estratégias regulamentadas no PME e o contexto da prática vivenciado por estes profissionais, indicando a necessidade da adoção de outros procedimentos para que as formulações do planejamento possam ser viabilizadas com efetivo envolvimento dos sujeitos responsáveis pela sua execução, o que requer práticas efetivas de gestão democrática da educação em nível nacional e local.

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  • SUZANA BORBA DA SILVA
  • Representações Sociais de formação inicial pelos licenciandos em Música da UFPE

  • Orientador : REJANE DIAS DA SILVA MORAIS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VANIA MARIA DE OLIVEIRA VIEIRA
  • CLARISSA MARTINS DE ARAUJO
  • REJANE DIAS DA SILVA MORAIS
  • Data: 21/12/2021

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  • A presente investigação objetivou compreender o processo de formação inicial de professores de Música, com base na análise das representações sociais de formação compartilhadas pelos licenciandos em Música da UFPE. Para tanto, tomamos como referência os estudos de formação inicial de professores de música de Bellochio (2003, 2016); Del Ben (2003a, 2003b); Penna (2007, 2014), assim como a perspectiva dos saberes docentes de Tardif (2010). Também adotamos como aporte teórico metodológico a Teoria das Representações Sociais (TRS), formulada pelo psicólogo social francês Serge Moscovici em 1961 e, particularmente a Teoria do Núcleo Central (TNC) ou Abordagem cognitivo-estrutural formalmente delineada pelo psicólogo francês Jean Claude-Abric em 1976. Norteada pelo enfoque qualitativo online em decorrência do isolamento social ocasionado pela pandemia do Novo Coronavírus - COVID-19, desenvolvemos a pesquisa dentro uma perspectiva plurimetodológica que consistiu no emprego de três etapas distintas, todavia interdependentes realizadas com a associação de mais de um instrumento de recolha dados. A primeira etapa consistiu-se em uma análise documental da matriz curricular que norteia o Curso de Licenciatura em Música da UFPE.  Os resultados indicaram que a base teórico-epistemológica que norteia a proposta curricular do curso recentemente reestruturada e ampliada, se encontra em consonância com os documentos quais sejam:  Resolução CNE/CES nº 2, de 8 de março de 2004, o Parecer CNE/CES nº 195, de 5 de agosto de 2003, na Resolução CNE/CP 2, de 19 de fevereiro de 2002 e a Resolução 12/2008. Contudo, ao analisarmos a disposição dos conhecimentos curriculares por intermédio dos estudos do estudo de Pires (2015) e a Análise de Conteúdo proposta por Bardin (1977) identificamos a predominância dos conhecimentos disciplinares, sobretudo os instrumentais seguido das disciplinas composicionais, fundamentos teóricos, musicológicos e etnomusicológicos. Na segunda etapa empregamos a versão online da Técnica de Associação Livre a partir da criação de um formulário criado no aplicativo Google Forms, realizada com 48 discentes matriculados regularmente entre o 1º e 8º períodos do Curso de Licenciatura em Música da UFPE. As evocações foram analisadas com o auxílio do software IRAMUTEQ e as entrevistas semiestruturadas no qual tivemos acesso ao campo semântico das representações sociais dos estudantes. Tais representações encontra-se alicerçadas, em maior quantitativo, na categoria musical agrupa elementos específicos, ou seja, os saberes disciplinares da docência em música, acompanhado pela categoria pedagógica. A partir da análise de similitude acessamos detalhadamente a estrutura gráfica da representação social onde identificamos que o possível núcleo central é constituído pelas expressões didática e amor inseridos nas categorias pedagógica e afetiva. Na terceira etapa da investigação, por intermédio da observação das frequências e justificativas dos termos mais relevantes na Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP) e o emprego da Análise de Frequências Múltiplas e  a Nuvem de Palavras identificamos que o núcleo central das representações dos licenciados a formação inicial do professor especialista em música encontra-se fundamentada na dimensão normativa pois o cerne da representação  envolve circunstâncias de dimensão ideológica, social e sócio-afetiva.


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  • A presente investigação objetivou compreender o processo de formação inicial de professores de Música, com base na análise das representações sociais de formação compartilhadas pelos licenciandos em Música da UFPE. Para tanto, tomamos como referência os estudos de formação inicial de professores de música de Bellochio (2003, 2016); Del Ben (2003a, 2003b); Penna (2007, 2014), assim como a perspectiva dos saberes docentes de Tardif (2010). Também adotamos como aporte teórico metodológico a Teoria das Representações Sociais (TRS), formulada pelo psicólogo social francês Serge Moscovici em 1961 e, particularmente a Teoria do Núcleo Central (TNC) ou Abordagem cognitivo-estrutural formalmente delineada pelo psicólogo francês Jean Claude-Abric em 1976. Norteada pelo enfoque qualitativo online em decorrência do isolamento social ocasionado pela pandemia do Novo Coronavírus - COVID-19, desenvolvemos a pesquisa dentro uma perspectiva plurimetodológica que consistiu no emprego de três etapas distintas, todavia interdependentes realizadas com a associação de mais de um instrumento de recolha dados. A primeira etapa consistiu-se em uma análise documental da matriz curricular que norteia o Curso de Licenciatura em Música da UFPE.  Os resultados indicaram que a base teórico-epistemológica que norteia a proposta curricular do curso recentemente reestruturada e ampliada, se encontra em consonância com os documentos quais sejam:  Resolução CNE/CES nº 2, de 8 de março de 2004, o Parecer CNE/CES nº 195, de 5 de agosto de 2003, na Resolução CNE/CP 2, de 19 de fevereiro de 2002 e a Resolução 12/2008. Contudo, ao analisarmos a disposição dos conhecimentos curriculares por intermédio dos estudos do estudo de Pires (2015) e a Análise de Conteúdo proposta por Bardin (1977) identificamos a predominância dos conhecimentos disciplinares, sobretudo os instrumentais seguido das disciplinas composicionais, fundamentos teóricos, musicológicos e etnomusicológicos. Na segunda etapa empregamos a versão online da Técnica de Associação Livre a partir da criação de um formulário criado no aplicativo Google Forms, realizada com 48 discentes matriculados regularmente entre o 1º e 8º períodos do Curso de Licenciatura em Música da UFPE. As evocações foram analisadas com o auxílio do software IRAMUTEQ e as entrevistas semiestruturadas no qual tivemos acesso ao campo semântico das representações sociais dos estudantes. Tais representações encontra-se alicerçadas, em maior quantitativo, na categoria musical agrupa elementos específicos, ou seja, os saberes disciplinares da docência em música, acompanhado pela categoria pedagógica. A partir da análise de similitude acessamos detalhadamente a estrutura gráfica da representação social onde identificamos que o possível núcleo central é constituído pelas expressões didática e amor inseridos nas categorias pedagógica e afetiva. Na terceira etapa da investigação, por intermédio da observação das frequências e justificativas dos termos mais relevantes na Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP) e o emprego da Análise de Frequências Múltiplas e  a Nuvem de Palavras identificamos que o núcleo central das representações dos licenciados a formação inicial do professor especialista em música encontra-se fundamentada na dimensão normativa pois o cerne da representação  envolve circunstâncias de dimensão ideológica, social e sócio-afetiva.

Teses
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  • BARBHARA ELYZABETH SOUZA NASCIMENTO
  • EDUCAR PARA O PENSAR NAS RODAS DE LEITURA: AS INTERAÇÕES DIALÓGICAS ENTRE CRIANÇAS E PROFESSORAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

  • Orientador : ANA CAROLINA PERRUSI ALVES BRANDAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CAROLINA PERRUSI ALVES BRANDAO
  • ALESSANDRO HENRIQUE DA SILVA SANTOS
  • CONCEICAO GISLANE NOBREGA LIMA DE SALLES
  • ESTER CALLAND DE SOUSA ROSA
  • MONICA CORREIA BAPTISTA
  • Data: 31/05/2021

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  • Neste estudo analisamos o trabalho de mediação docente nas rodas de leitura, explorando
    especificamente o exercício do pensar durante a conversa com crianças no segundo ciclo da
    Educação Infantil. De natureza qualitativa-colaborativa, os dados da pesquisa foram produzidos
    ao longo de uma trajetória reflexiva de dois anos. Assim, inicialmente, realizamos um curso de
    extensão itinerante, em seis instituições públicas de Educação Infantil, com o intuito de testar
    a força das perguntas da pesquisa, ajustar os objetivos específicos e conhecer e convidar
    professoras interessadas em colaborar com o estudo. Na sequência, videogravamos 24 sessões
    de rodas de leitura, conduzidas por três professoras-colaboradoras e seus grupos de crianças
    entre 4 e 6 anos. Durante esse período foram oportunizadas às docentes experiências formativas,
    tais como: o conhecimento e exploração de diferentes livros tanto de literatura infantil, como
    de programas de filosofia para crianças; textos sobre temas relativos à formação de leitores e
    mediação de leitura; observação dos vídeos com as rodas de leitura e conversa, conduzidas ao
    longo da pesquisa; trocas de ideias com a pesquisadora sobre as rodas conduzidas. Por fim,
    avaliamos a trajetória percorrida, compartilhando com as docentes-colaboradoras a análise
    parcial dos dados. Constatamos que as obras selecionadas pelas docentes para ler e conversar,
    apresentavam boa qualidade gráfico-editorial e potencial para a formação de leitores críticos e
    criativos. A análise dos vídeos e transcrições das rodas revelou um certo padrão nas interações
    das professoras com as crianças durante as rodas. Tais “interações regulares” incluíram a
    preocupação com a construção de sentidos durante a leitura dos textos, a tentativa de seguir
    as ideias dos pequenos e de construir combinados
    , a democratização da fala das crianças e o
    comprometimento com a formação do leitor ético
    . Constatamos ainda, pouco tempo concedido
    para a escuta dos pequenos,
    bem como a adoção de perguntas fechadas durante a conversa,
    oferecendo-se às crianças duas alternativas de respostas. Em situações pontuais, observamos
    que as professoras incorporavam às suas interações nas rodas, elementos mais refinados do
    ponto de vista dialógico. Assim, também identificamos certas “interações irregulares”, a saber:
    o encorajamento à formulação de perguntas por parte das crianças, a apresentação de
    exemplos que valorizavam as experiências de vida
    , questionamentos que ajudavam os
    pequenos a reestruturarem suas idéias
    , tentando dizer melhor o já dito, além de esforços no
    sentido de
    conceder mais tempo de reflexão ao grupo. A participação das crianças nas rodas de
    leitura evidenciou a sua familiaridade com a prática de ouvir histórias lidas por suas professoras,
    assumindo o papel de ouvintes-ativos. Contudo, a conversa na “roda para pensar”, foi uma
    novidade incorporada, aos poucos, pelas crianças. Assim, gradualmente, o “diálogo numa
    perspectiva subjetiva” foi instigando as crianças a acionar suas experiências de vida para
    produzir conceitos, formular perguntas, revelar inquietações, expressar opiniões sobre os
    textos/temas dos livros, dar exemplos para ilustrar pontos de vista. O diálogo aberto também
    acolheu os “silêncios” das crianças, em seus múltiplos sentidos. Concluímos que o exercício do
    pensar nas rodas protege o pensamento infantil, fortalecendo a criatividade, a criticidade e,
    sobretudo, a liberdade de expressão, com respeito às singularidades das crianças. O estudo
    revela, portanto, que a voz ativa dos pequenos na roda reivindica uma escuta adulta sensível,
    verdadeira e qualificada para acolher, cultivar a curiosidade e expressão do pensamento dos
    pequenos, mantendo a vitalidade do diálogo no grupo. Assim, evidencia-se a complexidade do
    desafio das professoras na construção de cenários significativos, tais como as rodas de leitura e
    conversa, que valorizem o pensamento crítico e criativo das crianças



  • Mostrar Abstract
  • Neste estudo analisamos o trabalho de mediação docente nas rodas de leitura, explorando
    especificamente o exercício do pensar durante a conversa com crianças no segundo ciclo da
    Educação Infantil. De natureza qualitativa-colaborativa, os dados da pesquisa foram produzidos
    ao longo de uma trajetória reflexiva de dois anos. Assim, inicialmente, realizamos um curso de
    extensão itinerante, em seis instituições públicas de Educação Infantil, com o intuito de testar
    a força das perguntas da pesquisa, ajustar os objetivos específicos e conhecer e convidar
    professoras interessadas em colaborar com o estudo. Na sequência, videogravamos 24 sessões
    de rodas de leitura, conduzidas por três professoras-colaboradoras e seus grupos de crianças
    entre 4 e 6 anos. Durante esse período foram oportunizadas às docentes experiências formativas,
    tais como: o conhecimento e exploração de diferentes livros tanto de literatura infantil, como
    de programas de filosofia para crianças; textos sobre temas relativos à formação de leitores e
    mediação de leitura; observação dos vídeos com as rodas de leitura e conversa, conduzidas ao
    longo da pesquisa; trocas de ideias com a pesquisadora sobre as rodas conduzidas. Por fim,
    avaliamos a trajetória percorrida, compartilhando com as docentes-colaboradoras a análise
    parcial dos dados. Constatamos que as obras selecionadas pelas docentes para ler e conversar,
    apresentavam boa qualidade gráfico-editorial e potencial para a formação de leitores críticos e
    criativos. A análise dos vídeos e transcrições das rodas revelou um certo padrão nas interações
    das professoras com as crianças durante as rodas. Tais “interações regulares” incluíram a
    preocupação com a construção de sentidos durante a leitura dos textos, a tentativa de seguir
    as ideias dos pequenos e de construir combinados
    , a democratização da fala das crianças e o
    comprometimento com a formação do leitor ético
    . Constatamos ainda, pouco tempo concedido
    para a escuta dos pequenos,
    bem como a adoção de perguntas fechadas durante a conversa,
    oferecendo-se às crianças duas alternativas de respostas. Em situações pontuais, observamos
    que as professoras incorporavam às suas interações nas rodas, elementos mais refinados do
    ponto de vista dialógico. Assim, também identificamos certas “interações irregulares”, a saber:
    o encorajamento à formulação de perguntas por parte das crianças, a apresentação de
    exemplos que valorizavam as experiências de vida
    , questionamentos que ajudavam os
    pequenos a reestruturarem suas idéias
    , tentando dizer melhor o já dito, além de esforços no
    sentido de
    conceder mais tempo de reflexão ao grupo. A participação das crianças nas rodas de
    leitura evidenciou a sua familiaridade com a prática de ouvir histórias lidas por suas professoras,
    assumindo o papel de ouvintes-ativos. Contudo, a conversa na “roda para pensar”, foi uma
    novidade incorporada, aos poucos, pelas crianças. Assim, gradualmente, o “diálogo numa
    perspectiva subjetiva” foi instigando as crianças a acionar suas experiências de vida para
    produzir conceitos, formular perguntas, revelar inquietações, expressar opiniões sobre os
    textos/temas dos livros, dar exemplos para ilustrar pontos de vista. O diálogo aberto também
    acolheu os “silêncios” das crianças, em seus múltiplos sentidos. Concluímos que o exercício do
    pensar nas rodas protege o pensamento infantil, fortalecendo a criatividade, a criticidade e,
    sobretudo, a liberdade de expressão, com respeito às singularidades das crianças. O estudo
    revela, portanto, que a voz ativa dos pequenos na roda reivindica uma escuta adulta sensível,
    verdadeira e qualificada para acolher, cultivar a curiosidade e expressão do pensamento dos
    pequenos, mantendo a vitalidade do diálogo no grupo. Assim, evidencia-se a complexidade do
    desafio das professoras na construção de cenários significativos, tais como as rodas de leitura e
    conversa, que valorizem o pensamento crítico e criativo das crianças


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  • FERNANDA CRISTINA PUCA FRANCA
  • PROFESSORES DE DISCIPLINA NÃO LINGUISTICA: IDENTIDADES EM CONSTRUÇÃO

  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO CARRILHO DE AGUIAR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUCINALVA ANDRADE ATAIDE DE ALMEIDA
  • MARIA DA CONCEICAO CARRILHO DE AGUIAR
  • ELAINE MAGALHAES COSTA FERNANDEZ
  • MARIA LUCIA FERREIRA DE FIGUEIREDO BARBOSA
  • ROSIANE MARIA SOARES DA SILVA
  • Data: 04/06/2021

  • Mostrar Resumo
  • Este estudo procurou compreender as repercussões do ensino de uma Disciplina dita
    Não Linguística (DdNL), em língua francesa, na identidade profissional do professor de
    DdNL do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco (CAp/UFPE),
    através da identificação das estratégias adotadas para enfrentar conflitos que podem
    surgir durante a prática pedagógica. Partimos da proposição/hipótese de que esse tipo de
    ensino é uma situação de contato de culturas gerando processos de interculturação
    (DENOUX, 1994), ou seja, ela vai favorecer a criação de um espaço entre dois
    (SIBONY, 1991), entre o português e o francês, assim como entre a identidade de
    professor da disciplina de origem e a identidade de professor de francês. Para a
    realização deste estudo, optamos por uma Abordagem Qualitativa de pesquisa e
    utilizamos como instrumentos e procedimentos de investigação, pesquisa sobre o ensino
    público bilíngue em nosso país (CHAGAS, 1957), o ensino em uma língua estrangeira
    (CUQ; GRUCA, 2017) e sua relevância na construção da identidade do professor de
    DdNL (DUBAR, 2005). Destacamos perspectivas teóricas e aspectos culturais e sociais
    no currículo (LOPES; MACEDO, 2011) na disciplina de DdNL no Colégio de
    Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco (CAp/UFPE). Análise documental
    realizada nos textos administrativos (a BNCC 2014-2024 e o Parecer CNE/CEB n o 2 de
    2020) que regulam o ensino da língua estrangeira no Brasil e o ensino bilíngue apontam
    à solução simplista apresentada pela BNCC para o problema da comunicação
    internacional (adotar só o inglês), desconsiderando a riqueza representada pela
    diversidade linguística (COSTE; MOORE; ZARATE, 2009), além de não cultivar uma
    atitude aberta diante da alteridade e proporcionar aos jovens saberes que lhe permitiriam
    compreender a língua e a cultura de outros povos. Como instrumento de produção de
    dados, utilizamos entrevistas semiestruturadas com os três professores de DdNL do
    CAp. Em seguida, elas foram transcritas e analisadas através da análise categorial
    temática segundo Bardin (2016). As histórias reportadas pelos docentes, ou seja, as
    análises nas transcrições das entrevistas realizadas, possibilitou detectar
    problemas/dificuldades encontradas durante a prática em sala de aula e estratégias
    adotadas (CAMILLERI et al., 1990; OXFORD, 1990). Para cada problema enfrentado,
    o(a) professor(a) adotou uma estratégia (de forma consciente ou não) para tentar
    resolvê-lo. As estratégias adotadas foram estratégias de ensino aprendizagem e
    estratégias identitárias. Essas estratégias são consideradas indicadores de
    interculturação. O fato de não estar em um país francófono não se mostrou impeditivo
    para que processo de interculturação fosse observado. As experiências vivenciadas
    pelos docentes colaboraram na construção de suas identidades como professor(a) de
    DdNL, divergente tanto da sua identidade inicial (professor de um componente
    curricular específico) quanto da identidade de um professor de francês. Uma identidade
    marcada pelas escolhas feitas, construída através de estratégias adotadas, pelo contato
    próximo da cultura e língua francesas, pela construção de uma competência plurilíngue
    e pluricultural, pela participação em mais de um campo profissional, por possuir mais
    de um pertencimento cultural, pelos desafios enfrentados e pelas experiências vividas ao
    longo da vida e ao longo do trabalho como professor de DdNL. Esta pesquisa abre
    perspectivas para a prática pedagógica de Disciplinas ditas Não Linguísticas como fonte
    de enriquecimento pessoal e profissional do professor ao procurar se reinventar para
    superar obstáculos.


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  • ...

3
  • MARCO AURELIO ACIOLI DANTAS
  • Políticas públicas educacionais e diversidade epistêmica: proposta político-pedagógica  da educação escolar quilombola em Castainho - Pernambuco

  • Orientador : ALFREDO MACEDO GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MIGUEL GONZALEZ ARROYO
  • ALFREDO MACEDO GOMES
  • DENISE MARIA BOTELHO
  • MARCIA ANGELA DA SILVA AGUIAR
  • SAULO FERREIRA FEITOSA
  • Data: 30/08/2021

  • Mostrar Resumo
  • O presente estudo analisa a concepção político-pedagógica da educação escolar quilombola em Castainho, Pernambuco. Partimos da hipótese de que o processo histórico das comunidades quilombolas no Brasil aponta para resitência/insurgência frente ao modelo de sociedade no qual foram constituídos os quilombos e, estende esse passado de lutas até o atual momento, acarretando assim em outras propostas de organização social, política e cultural. No campo educacional, partimos do pressuposto de que esses outros olhares podem orientar outras formas de pedagogias e política educacional; para além, acreditamos que essas outras propostas tomam percursos diferentes do padrão moderno-colonial-eurocêntrico. O projeto toma como aporte teórico-metodológico as contribuições dos(as) autores(as) da Rede Modernidade/Colonialidade e a abordagem etnográfica com base na concepção da “ficção antropológica”. Diante disso, temos como objetivos identificar e analisar os elementos políticos e epistêmicos das concepções de educação desenvolvidas pelas comunidades quilombolas; analisar como esses elementos político e epistêmicos atuam e garantem a educação escolar quilombola em seus territórios; e analisar como essas práticas de educação escolar quilombola podem articular outros olhares sobre as políticas educacionais.


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  • Resumo disponibilizado em folha de papel, nos nossos arquivos internos.

4
  • PAULO FERNANDO DE VASCONCELOS DUTRA
  • MARCOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO INTEGRAL NO BRASIL ANALISADOS A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DE PERNAMBUCO 2004-2021

  • Orientador : EDILSON FERNANDES DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AURENEA MARIA DE OLIVEIRA
  • EDILSON FERNANDES DE SOUZA
  • EDVALDO FRANCISCO DO NASCIMENTO
  • FERNANDO MARINHO MEZZADRI
  • JOSÉ VIEIRA DA CRUZ
  • MARCOS ANDRÉ NUNES DA COSTA
  • Data: 10/12/2021

  • Mostrar Resumo
  • Este estudo tem origem no Núcleo de Identidades e Memórias, do Programa de
    Pós-Graduação da Universidade Federal de Pernambuco e pretende responder o seguinte
    questionamento: Quais os marcos históricos da educação integral presente na sociedade
    brasileira e o que podemos aprender a partir da experiência de Pernambuco de 2004 a 2021?
    Trata-se de uma investigação da historiografia da Educação Integral a partir da experiência do
    processo de implantação no estado de Pernambuco no período de 2004 a 2021, período em
    que teve início a primeira experiência desta oferta em Pernambuco até os dias atuais. A
    escolha do objeto estudado se deu pelo profundo interesse do autor em entender o processo
    de desenvolvimento da oferta de Educação Integral em Pernambuco, bem como sua trajetória
    profissional, estando à frente da gestão desta Política de 2008 a 2018. Como hipótese
    sustentamos que os resultados da Educação Integral em Pernambuco resultam da decisão
    política de expandir a experiência de implantção de Escola Integrais, transformando os
    Centros de Ensino Experimental em Política Pública a partir de 2008. Para responder o
    problema de pesquisa, são propostos objetivos que delimitam e orientam os procedimentos a
    serem utilizados na investigação em pauta, como identificar e analisar os principais momentos
    históricos da Educação Integral no Brasil e em Pernambuco, analisar a documentação oficial
    sobre a história no Brasil e como se deu a emergência da Educação Integral em Pernambuco.
    Buscamos registrar a iconografia sobre a Educação Integral em Pernambuco trazendo
    evidências por meio de matérias publicadas em jornais impressos, planos de governo e
    documentos relativos à sua historiografia. O estudo realizou uma pesquisa qualitativa, com a
    participação de 2.417 pessoas, com o fim de observar a percepção da comunidade escolar
    sobre a Educação Integral em Pernambuco, analisando como se deu o processo de sua
    implantação e entendendo os impactos sociais da mesma, bem como a compreensão sobre a
    diferenciação entre a Educação Integral e a educação em tempo integral. Em uma segunda
    etapa foram realizados dois Seminários com a participação dos Gestores das 51 Escolas de
    Referência em Ensino Médio implantadas no ano 2008. Conclui-se que a comunidade escolar
    aceita e compreende a proposta da Rede Estadual de Ensino para a Educação Integral, bem
    como sua implantação trouxe significativas melhorias para os resultados educacionais obtidos
    em avaliações externas, no entanto a pesquisa evidenciou a necessidade de melhorias
    qualitativas das Escolas Integrais e o aperfeiçoamento da referida política, o que inclui
    valorização dos profissionais atuantes nessas escolas, melhorias de infraestrutura, diminuição
    da carga horária diária, revisão do currículo, melhor utilização do uso de novas tecnologias,
    bem como a diferenciação conceitual de Educação Integral e Educação em Tempo Integral.


  • Mostrar Abstract
  • Este estudo tem origem no Núcleo de Identidades e Memórias, do Programa de
    Pós-Graduação da Universidade Federal de Pernambuco e pretende responder o seguinte
    questionamento: Quais os marcos históricos da educação integral presente na sociedade
    brasileira e o que podemos aprender a partir da experiência de Pernambuco de 2004 a 2021?
    Trata-se de uma investigação da historiografia da Educação Integral a partir da experiência do
    processo de implantação no estado de Pernambuco no período de 2004 a 2021, período em
    que teve início a primeira experiência desta oferta em Pernambuco até os dias atuais. A
    escolha do objeto estudado se deu pelo profundo interesse do autor em entender o processo
    de desenvolvimento da oferta de Educação Integral em Pernambuco, bem como sua trajetória
    profissional, estando à frente da gestão desta Política de 2008 a 2018. Como hipótese
    sustentamos que os resultados da Educação Integral em Pernambuco resultam da decisão
    política de expandir a experiência de implantção de Escola Integrais, transformando os
    Centros de Ensino Experimental em Política Pública a partir de 2008. Para responder o
    problema de pesquisa, são propostos objetivos que delimitam e orientam os procedimentos a
    serem utilizados na investigação em pauta, como identificar e analisar os principais momentos
    históricos da Educação Integral no Brasil e em Pernambuco, analisar a documentação oficial
    sobre a história no Brasil e como se deu a emergência da Educação Integral em Pernambuco.
    Buscamos registrar a iconografia sobre a Educação Integral em Pernambuco trazendo
    evidências por meio de matérias publicadas em jornais impressos, planos de governo e
    documentos relativos à sua historiografia. O estudo realizou uma pesquisa qualitativa, com a
    participação de 2.417 pessoas, com o fim de observar a percepção da comunidade escolar
    sobre a Educação Integral em Pernambuco, analisando como se deu o processo de sua
    implantação e entendendo os impactos sociais da mesma, bem como a compreensão sobre a
    diferenciação entre a Educação Integral e a educação em tempo integral. Em uma segunda
    etapa foram realizados dois Seminários com a participação dos Gestores das 51 Escolas de
    Referência em Ensino Médio implantadas no ano 2008. Conclui-se que a comunidade escolar
    aceita e compreende a proposta da Rede Estadual de Ensino para a Educação Integral, bem
    como sua implantação trouxe significativas melhorias para os resultados educacionais obtidos
    em avaliações externas, no entanto a pesquisa evidenciou a necessidade de melhorias
    qualitativas das Escolas Integrais e o aperfeiçoamento da referida política, o que inclui
    valorização dos profissionais atuantes nessas escolas, melhorias de infraestrutura, diminuição
    da carga horária diária, revisão do currículo, melhor utilização do uso de novas tecnologias,
    bem como a diferenciação conceitual de Educação Integral e Educação em Tempo Integral.

5
  • VITORIA TERESA DA HORA ESPAR
  • A interculturalidade na Educação Escolar Indígena: as experiências curriculares de Ciências do Povo Pankararu em Pernambuco, Brasil

     

  • Orientador : AIDA MARIA MONTEIRO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALINE DAIANE NUNES MASCARENHAS
  • AIDA MARIA MONTEIRO SILVA
  • EDSON HELY SILVA
  • KENIO ERITHON CAVALCANTE LIMA
  • ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
  • Data: 13/12/2021

  • Mostrar Resumo
  • Ao desenvolvermos estudos sobre a temática da Educação Indigena em Pernambuco, percebeu-se que a não consolidação de uma política pública específica para ela acarretava uma série de entraves de ordem administrativa, legal, financeira, educacional e cultural. Além disso, identificou-se que os maiores desafios para a consolidação do currículo intercultural estavam ligados à lacuna existente entre os direitos conquistados pelos povos indígenas e sua materialização como política pública, já que não atendiam à organização interna e às formas próprias de ensino dos povos indígenas. Justamente essas formas próprias de ensino, que se entrelaçam e interagem com suas particulares cosmovisões, são as que irão exigir da sociedade não indígena e do Estado a adoção permanente de atitudes de respeito, diálogo e valorização do diferente. Esta tese de doutoramento, na perspectiva de contribuir com o componente curricular de Ciências das escolas Pankararu, confirmou a nossa hipótese de trabalho de que, nas escolas do Povo Pankararu, para fazer viável a implementação de um currículo de Ciências que contemple a interculturalidade, não basta o esforço docente individual ou coletivo, é preciso que se implementem políticas públicas adequadas, que propiciem a educadores e às escolas condições de trabalho e recursos condizentes.


  • Mostrar Abstract
  • Ao desenvolvermos estudos sobre a temática da Educação Indigena em Pernambuco, percebeu-se que a não consolidação de uma política pública específica para ela acarretava uma série de entraves de ordem administrativa, legal, financeira, educacional e cultural. Além disso, identificou-se que os maiores desafios para a consolidação do currículo intercultural estavam ligados à lacuna existente entre os direitos conquistados pelos povos indígenas e sua materialização como política pública, já que não atendiam à organização interna e às formas próprias de ensino dos povos indígenas. Justamente essas formas próprias de ensino, que se entrelaçam e interagem com suas particulares cosmovisões, são as que irão exigir da sociedade não indígena e do Estado a adoção permanente de atitudes de respeito, diálogo e valorização do diferente. Esta tese de doutoramento, na perspectiva de contribuir com o componente curricular de Ciências das escolas Pankararu, confirmou a nossa hipótese de trabalho de que, nas escolas do Povo Pankararu, para fazer viável a implementação de um currículo de Ciências que contemple a interculturalidade, não basta o esforço docente individual ou coletivo, é preciso que se implementem políticas públicas adequadas, que propiciem a educadores e às escolas condições de trabalho e recursos condizentes.

6
  • ALVARO VINICIUS DE MORAES BARBOSA DUARTE
  • A gramática/análise linguística e a formação continuada: trajetórias de formação de cursistas-professores de língua portuguesa do Profletras

  • Orientador : MARIA LUCIA FERREIRA DE FIGUEIREDO BARBOSA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLECIO DOS SANTOS BUNZEN JUNIOR
  • EDLAMAR OLIVEIRA DOS SANTOS
  • IVANDA MARIA MARTINS SILVA
  • JOSE BATISTA NETO
  • MARIA DO SOCORRO ALENCAR NUNES MACEDO
  • MARIA LUCIA FERREIRA DE FIGUEIREDO BARBOSA
  • Data: 22/12/2021

  • Mostrar Resumo
  • A presente pesquisa teve como objetivo geral analisar as relações entre a formação continuada, as concepções teóricas e o ensino de gramática/análise linguística (AL) nas aulas de professores-cursistas do Profletras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), campus Recife.  Para atingirmos tal objetivo, buscamos: analisar as concepções teóricas de língua/linguagem e de gramática/AL do Profletras que nortearam a formação dos cursistas; evidenciar se e como o professor reconstrói seus conhecimentos teóricos e modifica seu trabalho em relação ao ensino de gramática/AL, a partir das contribuições do processo de formação docente; e discutir as condições de trabalho e de formação do professor e como elas podem interferir no processo formativo do docente e nas mudanças do seu trabalho com a gramática/AL. Para tanto, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa, utilizando o arcabouço teórico-metodológico do Paradigma Indiciário e quatro instrumentos de geração de dados: questionário, análise documental, entrevista e observação participante. Como base teórica, apoiamo-nos em dois grandes blocos. O primeiro diz respeito à teoria sobre formação continuada de professores, no qual destacamos os pressupostos de PÉREZ-GÓMEZ (1998), DINIZ-PEREIRA (2007, 2010, 2014), ZEICHNER (1993, 2008a, 2008b), SCHÖN (1995), CHANTRAINE-DEMAILLY (1995), NÓVOA (1999, 2017), SACRISTÁN (1999) e PIMENTA (2012). O segundo bloco está relacionado à teoria sobre o ensino de língua, particularmente acerca da gramática e da prática de AL, no qual mobilizamos as ideias de BAKHTIN (2010 [1929]) TRAVAGLIA (2006 [1996]), GERALDI (2003a [1984] 2003b [1984], 1991), BEZERRA e REINALDO (2013), SUASSUNA (2012), MENDONÇA (2006a, 2006b), SOARES (2012), MARCUSCHI (2007), VIEIRA (2018), BAGNO (2009) e FRANCHI (2006 [1991]). Como resultados principais, notamos que cada cursista teve seu processo formativo determinado por diferentes fatores. A Professora A (PA) teve sua trajetória marcada por uma sobrecarga em sua vida profissional e acadêmica, tanto nas escolas em que trabalhava quanto no Profletras e na graduação em Pedagogia. Percebemos que seu conhecimento teórico sobre o ensino de gramática/AL foi se solidificando durante o processo de acompanhamento da pesquisa, mas sua prática não sofreu grandes mudanças. Seu foco foi o trabalho com a leitura, reservando um espaço mínimo à produção de texto e às reflexões linguísticas. Já o Professor B (PB) teve seu processo determinado e interrompido principalmente por suas demandas pessoais. Concluímos que seu conhecimento teórico foi se modificando e agregando novos pontos de vista. Sua prática mudou radicalmente de um ano para o outro, saindo de um trabalho focado na tradição gramatical a um enfoque baseado em textos. Entretanto, o trabalho com os textos se desenvolveu sem um planejamento e de forma desarticulada no que diz respeito às práticas de linguagem. O processo formativo apresentou, para cada cursista, diferentes contribuições, ao se relacionar às condições de formação, de trabalho e de vida dos professores. Concluímos, por fim, que o investimento único na formação do professor não necessariamente garante uma melhora em sua prática de ensino. Assim, entendemos que os investimentos públicos para a melhoria da qualidade da educação no Brasil devem abarcar aspectos mais amplos da prática educativa, como, por exemplo, as condições de trabalho dos docentes, que estão relacionadas às melhorias da infraestrutura das escolas e às condições salariais dos profissionais da Educação Básica, para que eles possam ter as condições oportunas de dedicar mais tempo ao seu processo formativo e ao planejamento das suas aulas.


  • Mostrar Abstract
  • A presente pesquisa teve como objetivo geral analisar as relações entre a formação continuada, as concepções teóricas e o ensino de gramática/análise linguística (AL) nas aulas de professores-cursistas do Profletras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), campus Recife.  Para atingirmos tal objetivo, buscamos: analisar as concepções teóricas de língua/linguagem e de gramática/AL do Profletras que nortearam a formação dos cursistas; evidenciar se e como o professor reconstrói seus conhecimentos teóricos e modifica seu trabalho em relação ao ensino de gramática/AL, a partir das contribuições do processo de formação docente; e discutir as condições de trabalho e de formação do professor e como elas podem interferir no processo formativo do docente e nas mudanças do seu trabalho com a gramática/AL. Para tanto, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa, utilizando o arcabouço teórico-metodológico do Paradigma Indiciário e quatro instrumentos de geração de dados: questionário, análise documental, entrevista e observação participante. Como base teórica, apoiamo-nos em dois grandes blocos. O primeiro diz respeito à teoria sobre formação continuada de professores, no qual destacamos os pressupostos de PÉREZ-GÓMEZ (1998), DINIZ-PEREIRA (2007, 2010, 2014), ZEICHNER (1993, 2008a, 2008b), SCHÖN (1995), CHANTRAINE-DEMAILLY (1995), NÓVOA (1999, 2017), SACRISTÁN (1999) e PIMENTA (2012). O segundo bloco está relacionado à teoria sobre o ensino de língua, particularmente acerca da gramática e da prática de AL, no qual mobilizamos as ideias de BAKHTIN (2010 [1929]) TRAVAGLIA (2006 [1996]), GERALDI (2003a [1984] 2003b [1984], 1991), BEZERRA e REINALDO (2013), SUASSUNA (2012), MENDONÇA (2006a, 2006b), SOARES (2012), MARCUSCHI (2007), VIEIRA (2018), BAGNO (2009) e FRANCHI (2006 [1991]). Como resultados principais, notamos que cada cursista teve seu processo formativo determinado por diferentes fatores. A Professora A (PA) teve sua trajetória marcada por uma sobrecarga em sua vida profissional e acadêmica, tanto nas escolas em que trabalhava quanto no Profletras e na graduação em Pedagogia. Percebemos que seu conhecimento teórico sobre o ensino de gramática/AL foi se solidificando durante o processo de acompanhamento da pesquisa, mas sua prática não sofreu grandes mudanças. Seu foco foi o trabalho com a leitura, reservando um espaço mínimo à produção de texto e às reflexões linguísticas. Já o Professor B (PB) teve seu processo determinado e interrompido principalmente por suas demandas pessoais. Concluímos que seu conhecimento teórico foi se modificando e agregando novos pontos de vista. Sua prática mudou radicalmente de um ano para o outro, saindo de um trabalho focado na tradição gramatical a um enfoque baseado em textos. Entretanto, o trabalho com os textos se desenvolveu sem um planejamento e de forma desarticulada no que diz respeito às práticas de linguagem. O processo formativo apresentou, para cada cursista, diferentes contribuições, ao se relacionar às condições de formação, de trabalho e de vida dos professores. Concluímos, por fim, que o investimento único na formação do professor não necessariamente garante uma melhora em sua prática de ensino. Assim, entendemos que os investimentos públicos para a melhoria da qualidade da educação no Brasil devem abarcar aspectos mais amplos da prática educativa, como, por exemplo, as condições de trabalho dos docentes, que estão relacionadas às melhorias da infraestrutura das escolas e às condições salariais dos profissionais da Educação Básica, para que eles possam ter as condições oportunas de dedicar mais tempo ao seu processo formativo e ao planejamento das suas aulas.

2020
Dissertações
1
  • MARIA DO ROSARIO ALVES LEITE
  • REDAÇÕES COMO INSTRUMENTO DE COMBATE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER: UMA ANÁLISE DA PRODUÇÃO TEXTUAL DE ESTUDANTES VENCEDORES DO PRÊMIO NAÍDE TEODÓSIO

  • Orientador : AURENEA MARIA DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AURENEA MARIA DE OLIVEIRA
  • EDILSON FERNANDES DE SOUZA
  • IÊDO DE OLIVEIRA PAES
  • Data: 30/06/2020

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  • Em uma sociedade cujas relações de poder estão concentradas nas mãos de poucos e cujas fórmulas organizacionais são bem definidas, as diferenças são determinantes para que o indivíduo se destaque e alcance o sucesso tão prometido e sonhado. Mas, isso ocorrerá em ritmos e valores bem definidos, se forem consideradas algumas categorias, em especial a de gênero. Ser mulher em uma estrutura alicerçada a partir de valores que exaltam masculinidades e suas formas de manifestação de força e de controle as coloca em posição de desvantagem, antes mesmo do início da hierarquização social, em que o uso da força física é manifesto desde o lar, aos espaços públicos. Quando as manifestações de violência geram vítimas, nas variadas esferas sociais em uma escala como a que se registrou no Brasil e em particular, em Pernambuco nas últimas décadas do século XX, exigindo que o estado desenvolvesse ações de enfrentamento e de abrigamento para as pernambucanas agredidas, surgem propostas como o Prêmio Naíde Teodósio de estudos de gênero, objetivando engajar algumas secretarias de estado numa proposta de debate e produção escrita que envolva adolescentes e jovens, tomando a educação como ponto de partida e de chegada. Na perspectiva de investigar como se desenvolveu a produção de redações de estudantes da rede estadual de ensino e sua repercussão na rotina escolar, e, por conseguinte, a eficácia dessa ação como política pública para redução do índice de violência doméstica contra a mulher em Pernambuco, esta investigação fundamentou-se na Análise de discurso de linha francesa como metodologia; a teoria apoiou-se nos estudos de gênero, enquanto categoria de pesquisa. Diante disso, foram observadas as ideologias que permearam as redações das estudantes e as memórias evocadas pelos seus respectivos orientadores que contribuíram para revelar se houve ou não mudanças na percepção das autoras dos textos sobre o lugar que a mulher ocupa na sociedade e seus desafios por igualdade de direitos em razão da participação naquele concurso de textos, voltado para discussão sobre as relações de gênero. Como resultado tem-se que a premiação levou às escolas a uma euforia pontual e singular, o que infelizmente não repercutiu na rotina daquelas unidades de ensino e tampouco evidenciaram mudanças nas práticas dos docentes ou no engajamento dos estudantes, exceto quando tal comprometimento já existia anteriormente, como no caso das estudantes premiadas.   



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  • Em uma sociedade cujas relações de poder estão concentradas nas mãos de poucos e cujas fórmulas organizacionais são bem definidas, as diferenças são determinantes para que o indivíduo se destaque e alcance o sucesso tão prometido e sonhado. Mas, isso ocorrerá em ritmos e valores bem definidos, se forem consideradas algumas categorias, em especial a de gênero. Ser mulher em uma estrutura alicerçada a partir de valores que exaltam masculinidades e suas formas de manifestação de força e de controle as coloca em posição de desvantagem, antes mesmo do início da hierarquização social, em que o uso da força física é manifesto desde o lar, aos espaços públicos. Quando as manifestações de violência geram vítimas, nas variadas esferas sociais em uma escala como a que se registrou no Brasil e em particular, em Pernambuco nas últimas décadas do século XX, exigindo que o estado desenvolvesse ações de enfrentamento e de abrigamento para as pernambucanas agredidas, surgem propostas como o Prêmio Naíde Teodósio de estudos de gênero, objetivando engajar algumas secretarias de estado numa proposta de debate e produção escrita que envolva adolescentes e jovens, tomando a educação como ponto de partida e de chegada. Na perspectiva de investigar como se desenvolveu a produção de redações de estudantes da rede estadual de ensino e sua repercussão na rotina escolar, e, por conseguinte, a eficácia dessa ação como política pública para redução do índice de violência doméstica contra a mulher em Pernambuco, esta investigação fundamentou-se na Análise de discurso de linha francesa como metodologia; a teoria apoiou-se nos estudos de gênero, enquanto categoria de pesquisa. Diante disso, foram observadas as ideologias que permearam as redações das estudantes e as memórias evocadas pelos seus respectivos orientadores que contribuíram para revelar se houve ou não mudanças na percepção das autoras dos textos sobre o lugar que a mulher ocupa na sociedade e seus desafios por igualdade de direitos em razão da participação naquele concurso de textos, voltado para discussão sobre as relações de gênero. Como resultado tem-se que a premiação levou às escolas a uma euforia pontual e singular, o que infelizmente não repercutiu na rotina daquelas unidades de ensino e tampouco evidenciaram mudanças nas práticas dos docentes ou no engajamento dos estudantes, exceto quando tal comprometimento já existia anteriormente, como no caso das estudantes premiadas.   


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  • JEVISON CESÁRIO SANTA CRUZ
  •  A INFLUÊNCIA DO REISADO IMPERIAL NA PROPAGAÇÃO DA EDUCAÇÃO NA BOMBA DE SEU HEMETÉRIO

  • Orientador : AURENEA MARIA DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AURENEA MARIA DE OLIVEIRA
  • EDILSON FERNANDES DE SOUZA
  • MARIA DO CARMO BARBOSA DE MELO
  • Data: 04/08/2020

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  • A prática educacional não é exclusividade dos estabelecimentos tradicionais de ensino como as escolas. Desta feita, os processos educativos denominados de formais, não formais e informais podem acontecer em diferentes lugares. A presente pesquisa tem como objetivo identificar e examinar a influência do Reisado Imperial na propagação da educação formal e não formal no bairro da Bomba do Hemetério. Neste aspecto, considerou-se a precariedade dos espaços formais de ensino, na localidade supracitada, em meados da década de 80 e início da década de 90, o que motivou a instituição Reisado Imperial a firmar uma parceria com a prefeitura da cidade do Recife no sentido de se fazer uso de suas dependências como anexo da Escola Municipal Antônio Tibúrcio, localizada no bairro do Alto Santa Terezinha, adjacente à Bomba do Hemetério. Assim, havia por sua intermediação o exercício de duas modalidades de ensino. A metodologia utilizada no trabalho foi a da Análise de Discurso de linha francesa associada à história oral; esta última usada apenas como uma técnica para realização das entrevistas. A perspectiva teórica foi apoiada na leitura de Culturas Híbridas de Canclini e seus desdobramentos em torno de conceitos como o de multiculturalismo. O estudo contou com a participação de 11 entrevistados. Sobre os resultados, identificamos discursos ideológicos variados, oriundos tanto do momento histórico e político estudado no recorte temporal (1986-1996), quanto da construção histórica hibridizada para a brincadeira do Reisado, o que sinalizou para o seu aspecto assistencialista, fator importante para o trato com jovens inseridos na criminalidade e para o exercício específico da educação não formal como uma possibilidade para a formação artística profissional. 


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  • A prática educacional não é exclusividade dos estabelecimentos tradicionais de ensino como as escolas. Desta feita, os processos educativos denominados de formais, não formais e informais podem acontecer em diferentes lugares. A presente pesquisa tem como objetivo identificar e examinar a influência do Reisado Imperial na propagação da educação formal e não formal no bairro da Bomba do Hemetério. Neste aspecto, considerou-se a precariedade dos espaços formais de ensino, na localidade supracitada, em meados da década de 80 e início da década de 90, o que motivou a instituição Reisado Imperial a firmar uma parceria com a prefeitura da cidade do Recife no sentido de se fazer uso de suas dependências como anexo da Escola Municipal Antônio Tibúrcio, localizada no bairro do Alto Santa Terezinha, adjacente à Bomba do Hemetério. Assim, havia por sua intermediação o exercício de duas modalidades de ensino. A metodologia utilizada no trabalho foi a da Análise de Discurso de linha francesa associada à história oral; esta última usada apenas como uma técnica para realização das entrevistas. A perspectiva teórica foi apoiada na leitura de Culturas Híbridas de Canclini e seus desdobramentos em torno de conceitos como o de multiculturalismo. O estudo contou com a participação de 11 entrevistados. Sobre os resultados, identificamos discursos ideológicos variados, oriundos tanto do momento histórico e político estudado no recorte temporal (1986-1996), quanto da construção histórica hibridizada para a brincadeira do Reisado, o que sinalizou para o seu aspecto assistencialista, fator importante para o trato com jovens inseridos na criminalidade e para o exercício específico da educação não formal como uma possibilidade para a formação artística profissional. 

3
  • CLEDSON SEVERINO DE LIMA
  • TEORIA DA AFROCENTRICIDADE: UM OLHAR AFROCENTRADO PARA EDUCAÇÃO DO POVO NEGRO.

  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO DOS REIS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUSTAVO GILSON SOUSA DE OLIVEIRA
  • MARIA DA CONCEICAO DOS REIS
  • RICARDO MATHEUS BENEDICTO
  • Data: 08/10/2020

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  • Esta dissertação teve como objetivo analisar a educação do povo negro brasileiro identificando a perspectiva de educação afrocentrada através das narrativas de história de vida de estudantes negros e negras do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco (PPGEdu/UFPE). A pesquisa de abordagem qualitativa realizou-se pelas narrativas dos estudantes negros/as da primeira turma da disciplina Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) do PPGEdu/UFPE, obtidas mediante entrevistas semiestruturadas. O principal marco teórico foi a Teoria da Afrocentricidade defendida por Molefi Kete Asante (2014), como arcabouço teórico-metodológico e de análise das narrativas, passando concomitantemente pela História Oral definida por Paul Thompson (1992). Como resultado, a investigação concluiu que durante a trajetória de vida dos estudantes investigados, ambos vivenciaram experiências a marginalidade de sua própria história e cultura afrodiaspórica que os impediram de experimentar a centralidade afrocêntrica como autovalorização individual, cultural, psicológica, educacional e social.


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  • Esta dissertação teve como objetivo analisar a educação do povo negro brasileiro identificando a perspectiva de educação afrocentrada através das narrativas de história de vida de estudantes negros e negras do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco (PPGEdu/UFPE). A pesquisa de abordagem qualitativa realizou-se pelas narrativas dos estudantes negros/as da primeira turma da disciplina Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) do PPGEdu/UFPE, obtidas mediante entrevistas semiestruturadas. O principal marco teórico foi a Teoria da Afrocentricidade defendida por Molefi Kete Asante (2014), como arcabouço teórico-metodológico e de análise das narrativas, passando concomitantemente pela História Oral definida por Paul Thompson (1992). Como resultado, a investigação concluiu que durante a trajetória de vida dos estudantes investigados, ambos vivenciaram experiências a marginalidade de sua própria história e cultura afrodiaspórica que os impediram de experimentar a centralidade afrocêntrica como autovalorização individual, cultural, psicológica, educacional e social.

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