Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • DAYANNE PRISCILA RODRIGUES DE ALMEIDA
  • VALIDAÇÃO DO INSTRUMENTO DE RASTREIO DA COMUNICAÇÃO DE CRIANÇAS DE 0 A 36 MESES (IRC-36): EVIDÊNCIAS DE VALIDADE DE CRITÉRIO CONCORRENTE E PREDITIVA

  • Orientador : BIANCA ARRUDA MANCHESTER DE QUEIROGA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JONIA ALVES LUCENA
  • LARISSA NADJARA ALVES ALMEIDA
  • LEANDRO DE ARAUJO PERNAMBUCO
  • Data: 22/02/2022

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  • Observar o desenvolvimento da linguagem é considerado “padrão-ouro” para o acompanhamento do desenvolvimento integral da criança, pois a linguagem é uma importante habilidade para o processo de socialização e aprendizagem. Atualmente existem alguns instrumentos de avaliação da linguagem infantil, em sua maioria indicados para fonoaudiólogos, entretanto, outros profissionais que também atuam no desenvolvimento infantil precisam estar atentos a esta habilidade. Uma das formas de acompanhar este desenvolvimento é através de instrumentos de rastreio, que devem ser de aplicação rápida e fácil aplicação. Mas para que estes instrumentos sejam recomendados é importante que eles sejam elaborados levando em consideração as medidas psicométricas de validade. Objetivo: Determinar evidências de validade de critério do Instrumento de Rastreio da Comunicação de crianças de 0 a 36 meses (IRC-36). Método: A amostra do estudo foi composta por 78 pais/responsáveis de crianças que frequentam o serviço de puericultura das Unidades de Saúde da Família, além de 33 crianças com idades entre 0 e 36 meses, convidadas para segunda etapa do estudo. Na primeira etapa do estudo, 13 profissionais de saúde (enfermeiros e Agentes Comunitários de Saúde) foram treinados para realizar a aplicação do IRC-36 com os pais/responsáveis das crianças, nos atendimentos de puericultura ou na visita domiciliar. Na segunda fase, os pais responderam a uma nova aplicação do IRC-36 e as crianças foram avaliadas com o Denver II. As aplicações ocorreram uma após a outra e foram realizadas pela fonoaudióloga pesquisadora. Resultados: O instrumento possibilitou a identificação de crianças em risco, em atenção e com o desenvolvimento normal, tanto na primeira aplicação realizada por outros profissionais de saúde, quanto na segunda, realizada pela pesquisadora. Contudo, quando se comparou os escores obtidos no IRC-36 com o teste de Denver II, observou-se correlações significativas apenas entre este e a segunda aplicação do IRC-36. O valor de ponto de corte do instrumento foi 11,5, sendo este o valor de referência entre crianças em risco e sem risco para alteração da comunicação. A ocorrência de risco para alteração da comunicação foi de 13% no primeiro IRC-36 e de 15,2% no segundo. Conclusão: O IRC-36 e o Denver II apresentaram uma forte correlação, confirmando a validade de critério concorrente e indicando que o instrumento em validação pode ser utilizado para o rastreio de comunicação de crianças de 0 a 36 meses, pois é útil na identificação de crianças em risco para as alterações da comunicação.


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  • Observar o desenvolvimento da linguagem é considerado “padrão-ouro” para o acompanhamento do desenvolvimento integral da criança, pois a linguagem é uma importante habilidade para o processo de socialização e aprendizagem. Atualmente existem alguns instrumentos de avaliação da linguagem infantil, em sua maioria indicados para fonoaudiólogos, entretanto, outros profissionais que também atuam no desenvolvimento infantil precisam estar atentos a esta habilidade. Uma das formas de acompanhar este desenvolvimento é através de instrumentos de rastreio, que devem ser de aplicação rápida e fácil aplicação. Mas para que estes instrumentos sejam recomendados é importante que eles sejam elaborados levando em consideração as medidas psicométricas de validade. Objetivo: Determinar evidências de validade de critério do Instrumento de Rastreio da Comunicação de crianças de 0 a 36 meses (IRC-36). Método: A amostra do estudo foi composta por 78 pais/responsáveis de crianças que frequentam o serviço de puericultura das Unidades de Saúde da Família, além de 33 crianças com idades entre 0 e 36 meses, convidadas para segunda etapa do estudo. Na primeira etapa do estudo, 13 profissionais de saúde (enfermeiros e Agentes Comunitários de Saúde) foram treinados para realizar a aplicação do IRC-36 com os pais/responsáveis das crianças, nos atendimentos de puericultura ou na visita domiciliar. Na segunda fase, os pais responderam a uma nova aplicação do IRC-36 e as crianças foram avaliadas com o Denver II. As aplicações ocorreram uma após a outra e foram realizadas pela fonoaudióloga pesquisadora. Resultados: O instrumento possibilitou a identificação de crianças em risco, em atenção e com o desenvolvimento normal, tanto na primeira aplicação realizada por outros profissionais de saúde, quanto na segunda, realizada pela pesquisadora. Contudo, quando se comparou os escores obtidos no IRC-36 com o teste de Denver II, observou-se correlações significativas apenas entre este e a segunda aplicação do IRC-36. O valor de ponto de corte do instrumento foi 11,5, sendo este o valor de referência entre crianças em risco e sem risco para alteração da comunicação. A ocorrência de risco para alteração da comunicação foi de 13% no primeiro IRC-36 e de 15,2% no segundo. Conclusão: O IRC-36 e o Denver II apresentaram uma forte correlação, confirmando a validade de critério concorrente e indicando que o instrumento em validação pode ser utilizado para o rastreio de comunicação de crianças de 0 a 36 meses, pois é útil na identificação de crianças em risco para as alterações da comunicação.

2
  • CAROLINA TAVARES COSTA
  • RELAÇÃO ENTRE MEDIDAS OROFARÍNGEAS EM CANTORES

  • Orientador : ADRIANA DE OLIVEIRA CAMARGO GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ZULINA SOUZA DE LIRA
  • JONIA ALVES LUCENA
  • GIEDRE BERRETIN FELIX
  • Data: 24/02/2022

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  • As diferentes configurações do trato vocal e suas implicações na qualidade da voz têm sido objeto de estudo de muitos pesquisadores nos últimos anos. Existem influências significativas quanto ao tamanho, formato e densidade do tecido de cobertura do trato vocal na produção e emissão da voz. Essas características indicariam importante influência no espectro do som resultante, interferindo diretamente na ressonância e estética da voz. Portanto, tal conhecimento é útil para os profissionais da voz cantada, visto que sua performance vocal depende desses fatores. Medidas instrumentais que aferem a geometria do trato vocal, como a faringometria acústica, são úteis para o entendimento das possíveis relações existentes entre os diferentes segmentos da cavidade orofaríngea, ilustrando a influência anatômica sobre a produção da voz, principalmente quanto aos aspectos de ressonância. Este trabalho teve como objetivo investigar a relação entre medidas orofaríngeas de cantores, segundo variáveis demográficas. Trata-se de um estudo de corte transversal, analítico, desenvolvido a partir de dados secundários, com registros vocais de cantores definidos como vocalmente sadios por meio da análise perceptivoauditiva realizada por juízas com expertise em voz. Foram analisados os registros das medidas de área, comprimento e volume de segmentos específicos da cavidade orofaríngea de 31 cantores, sendo 18 do sexo masculino. Os dados descritivos foram apresentados por meio de medidas de tendência central e utilizou-se o teste de correlação linear de Pearson considerando uma significância de 95%. Tanto no grupo masculino quanto no feminino houve forte correlação linear positiva entre o comprimento da cavidade faríngea (CCF) e o comprimento do trato vocal (CTV) e entre o volume da cavidade oral (VCO) e o volume do trato vocal (VTV). Os homens apresentaram comprimento de cavidade oral (CCO) maior, comparativamente às mulheres e estas apresentaram maior CCF e maior CTV, comparativamente aos homens. Dentre todos os segmentos orofaríngeos analisados, houve correlação entre CCF e VCO, e CTV e VTV, respectivamente, em ambos os sexos.


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  • As diferentes configurações do trato vocal e suas implicações na qualidade da voz têm sido objeto de estudo de muitos pesquisadores nos últimos anos. Existem influências significativas quanto ao tamanho, formato e densidade do tecido de cobertura do trato vocal na produção e emissão da voz. Essas características indicariam importante influência no espectro do som resultante, interferindo diretamente na ressonância e estética da voz. Portanto, tal conhecimento é útil para os profissionais da voz cantada, visto que sua performance vocal depende desses fatores. Medidas instrumentais que aferem a geometria do trato vocal, como a faringometria acústica, são úteis para o entendimento das possíveis relações existentes entre os diferentes segmentos da cavidade orofaríngea, ilustrando a influência anatômica sobre a produção da voz, principalmente quanto aos aspectos de ressonância. Este trabalho teve como objetivo investigar a relação entre medidas orofaríngeas de cantores, segundo variáveis demográficas. Trata-se de um estudo de corte transversal, analítico, desenvolvido a partir de dados secundários, com registros vocais de cantores definidos como vocalmente sadios por meio da análise perceptivoauditiva realizada por juízas com expertise em voz. Foram analisados os registros das medidas de área, comprimento e volume de segmentos específicos da cavidade orofaríngea de 31 cantores, sendo 18 do sexo masculino. Os dados descritivos foram apresentados por meio de medidas de tendência central e utilizou-se o teste de correlação linear de Pearson considerando uma significância de 95%. Tanto no grupo masculino quanto no feminino houve forte correlação linear positiva entre o comprimento da cavidade faríngea (CCF) e o comprimento do trato vocal (CTV) e entre o volume da cavidade oral (VCO) e o volume do trato vocal (VTV). Os homens apresentaram comprimento de cavidade oral (CCO) maior, comparativamente às mulheres e estas apresentaram maior CCF e maior CTV, comparativamente aos homens. Dentre todos os segmentos orofaríngeos analisados, houve correlação entre CCF e VCO, e CTV e VTV, respectivamente, em ambos os sexos.

3
  • GISELLE FRUTUOSO DO NASCIMENTO
  • RELAÇÕES ENTRE GEOMETRIA OROFARÍNGEA E PARÂMETROS FORMÂNTICOS E CEPSTRAIS DE CANTORES

  • Orientador : ADRIANA DE OLIVEIRA CAMARGO GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELE ANDRADE DA CUNHA
  • ZULINA SOUZA DE LIRA
  • ALCIONE GHEDINI BRASOLOTTO
  • Data: 25/02/2022

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  • O trato vocal exerce a função de “filtro” no resultado acústico da voz, pois seu formato é responsável por modular o som que é produzido na glote, amplificando e diminuindo a energia de determinados grupos de harmônicos, resultando nos formantes. Os ajustes musculares nas cavidades de ressonância faríngea, oral e nasal, em especial, interferem nas dimensões geométricas do trato vocal, resultando em modificações da qualidade da voz. Ademais, as dimensões de tais estruturas têm influência do sexo do falante, o que corrobora também para o resultado acústico vocal dos sujeitos. Para o trabalho vocal com o cantor, o conhecimento de tais interferências é relevante, pois elas têm impacto direto na estética vocal. Dessa forma, buscou-se verificar a correlação entre os parâmetros acústicos da voz, tanto no nível glótico, relativo aos parâmetros cepstrais, quanto no nível supraglótico, relativo aos formantes, e a geometria orofaríngea de cantores. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa, do tipo transversal com uso de dados secundários. A amostra foi composta por registros vocais e medidas faringométricas de 31 cantores com média das idades de 28 anos (±5,0), sem alterações vocais, avaliados perceptivo-auditivamente por três juízas especialistas em Voz. Os cantores foram alocados em dois grupos, sendo o Grupo F formado pelos cantores do sexo feminino e o Grupo M com os cantores do sexo masculino. Os registros foram coletados de um banco de dados composto por valores das medidas de área, volume e comprimento de diferentes segmentos da orofaringe dos cantores selecionados para a a mostra, coletadas por meio da faringometria acústica. Os registros vocais foram coletados a partir de um banco de dados com as gravações da vogal /Ԑ/ sustentada, que foram exportadas e editadas no software Praat para obtenção das medidas formânticas e cepstrais. Foram identificadas diferenças entre os sexos apenas no comprimento da cavidade oral e no comprimento da cavidade faríngea, sendo que o primeiro foi maior no grupo masculino comparativamente ao grupo feminino, e o segundo foi maior no grupo feminino. No grupo Feminino foi observada correlação linear entre o terceiro formante e o cepstro. No grupo Masculino, o cepstro apresentou correlação linear com o terceiro e quarto formante. Para o grupo Feminino também foi identificada correlação linear positiva entre as variáveis do volume da cavidade faríngea e o segundo formante e foi possível estimar um modelo de regressão para o segundo formante (R2 =0,70). Conclui-se, portanto, que há correlações entre a geometria orofaringea e os parâmetros formânticos e cepstrais quando relacionados ao sexo, sendo o volume da cavidade faríngea a variável com maior correlação entre o sexo feminino e o segundo formante.


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  • O trato vocal exerce a função de “filtro” no resultado acústico da voz, pois seu formato é responsável por modular o som que é produzido na glote, amplificando e diminuindo a energia de determinados grupos de harmônicos, resultando nos formantes. Os ajustes musculares nas cavidades de ressonância faríngea, oral e nasal, em especial, interferem nas dimensões geométricas do trato vocal, resultando em modificações da qualidade da voz. Ademais, as dimensões de tais estruturas têm influência do sexo do falante, o que corrobora também para o resultado acústico vocal dos sujeitos. Para o trabalho vocal com o cantor, o conhecimento de tais interferências é relevante, pois elas têm impacto direto na estética vocal. Dessa forma, buscou-se verificar a correlação entre os parâmetros acústicos da voz, tanto no nível glótico, relativo aos parâmetros cepstrais, quanto no nível supraglótico, relativo aos formantes, e a geometria orofaríngea de cantores. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa, do tipo transversal com uso de dados secundários. A amostra foi composta por registros vocais e medidas faringométricas de 31 cantores com média das idades de 28 anos (±5,0), sem alterações vocais, avaliados perceptivo-auditivamente por três juízas especialistas em Voz. Os cantores foram alocados em dois grupos, sendo o Grupo F formado pelos cantores do sexo feminino e o Grupo M com os cantores do sexo masculino. Os registros foram coletados de um banco de dados composto por valores das medidas de área, volume e comprimento de diferentes segmentos da orofaringe dos cantores selecionados para a a mostra, coletadas por meio da faringometria acústica. Os registros vocais foram coletados a partir de um banco de dados com as gravações da vogal /Ԑ/ sustentada, que foram exportadas e editadas no software Praat para obtenção das medidas formânticas e cepstrais. Foram identificadas diferenças entre os sexos apenas no comprimento da cavidade oral e no comprimento da cavidade faríngea, sendo que o primeiro foi maior no grupo masculino comparativamente ao grupo feminino, e o segundo foi maior no grupo feminino. No grupo Feminino foi observada correlação linear entre o terceiro formante e o cepstro. No grupo Masculino, o cepstro apresentou correlação linear com o terceiro e quarto formante. Para o grupo Feminino também foi identificada correlação linear positiva entre as variáveis do volume da cavidade faríngea e o segundo formante e foi possível estimar um modelo de regressão para o segundo formante (R2 =0,70). Conclui-se, portanto, que há correlações entre a geometria orofaringea e os parâmetros formânticos e cepstrais quando relacionados ao sexo, sendo o volume da cavidade faríngea a variável com maior correlação entre o sexo feminino e o segundo formante.

4
  • MARIA DELUANA DA CUNHA
  • Proposta de Protocolo de Fotobiomodulação em Disfonia Comportamental

  • Orientador : HILTON JUSTINO DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANA DE OLIVEIRA CAMARGO GOMES
  • ZULINA SOUZA DE LIRA
  • LEONARDO WANDERLEY LOPES
  • Data: 25/02/2022

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  • O estudo tem como objetivo propor um protocolo de Fotobiomodulação como coadjuvante à terapia vocal no tratamento das disfonias comportamentais. Trata-se de um estudo propositivo de desenvolvimento de um instrumento direcionador para aplicação da Fotobiomodulação em musculatura supra-hióidea e musculatura extrínseca da laringe. Para construção do referido protocolo, foi realizado extensa revisão da literatura, bem como considerada a experiência empírica dos pesquisadores. O protocolo foi elaborado considerando as variáveis morfofuncionais, parâmetros de aplicação do laser e suas contraindicações e os desfechos de voz e musculatura extrínseca da laringe foram testados com base na avaliação da temperatura superficial da pele por meio da termografia, avaliação da atividade elétrica da musculatura supra e infra-hióidea pela eletromiografia de superfície, escala de sintomas vocais e avaliação perceptivo-auditiva e acústica da voz. Metade das participantes foram submetidas ao laser ativo e a outra metade a um laser placebo similar ao ativo, embora sem efeito fotobiomodulador. Os resultados da aplicabilidade do protocolo de Fotobiomodulação associado aos exercícios vocais nos pacientes com disfonia comportamental deste estudo demonstraram melhora quanto à percepção de sintomas vocais durante o tratamento, bem como redução no grau geral de disfonia na avaliação perceptivo-auditiva de forma mais rápida (já na metade do tratamento) e mudanças na atividade elétrica e temperatura superficial da pele sugestivas de equilíbrio entre a musculatura infra-hióidea direita e esquerda. Vale salientar que a indicação da fotobiomodulação não anula a necessidade e importância da terapia fonoaudiológica convencional. Acredita-se que, nestes casos, o Laser de Baixa Potência atua como biomodulador das funções celulares, potencializando os ganhos terapêuticos vocais.


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  • O estudo tem como objetivo propor um protocolo de Fotobiomodulação como coadjuvante à terapia vocal no tratamento das disfonias comportamentais. Trata-se de um estudo propositivo de desenvolvimento de um instrumento direcionador para aplicação da Fotobiomodulação em musculatura supra-hióidea e musculatura extrínseca da laringe. Para construção do referido protocolo, foi realizado extensa revisão da literatura, bem como considerada a experiência empírica dos pesquisadores. O protocolo foi elaborado considerando as variáveis morfofuncionais, parâmetros de aplicação do laser e suas contraindicações e os desfechos de voz e musculatura extrínseca da laringe foram testados com base na avaliação da temperatura superficial da pele por meio da termografia, avaliação da atividade elétrica da musculatura supra e infra-hióidea pela eletromiografia de superfície, escala de sintomas vocais e avaliação perceptivo-auditiva e acústica da voz. Metade das participantes foram submetidas ao laser ativo e a outra metade a um laser placebo similar ao ativo, embora sem efeito fotobiomodulador. Os resultados da aplicabilidade do protocolo de Fotobiomodulação associado aos exercícios vocais nos pacientes com disfonia comportamental deste estudo demonstraram melhora quanto à percepção de sintomas vocais durante o tratamento, bem como redução no grau geral de disfonia na avaliação perceptivo-auditiva de forma mais rápida (já na metade do tratamento) e mudanças na atividade elétrica e temperatura superficial da pele sugestivas de equilíbrio entre a musculatura infra-hióidea direita e esquerda. Vale salientar que a indicação da fotobiomodulação não anula a necessidade e importância da terapia fonoaudiológica convencional. Acredita-se que, nestes casos, o Laser de Baixa Potência atua como biomodulador das funções celulares, potencializando os ganhos terapêuticos vocais.

2021
Dissertações
1
  • JENNY PAZ DOMINGUEZ
  • BENEFICIO DA DESLOCAÇÃO DO MASCARAMENTO EM CRIANÇAS E ADULTOS JOVENS
  • Orientador : DENISE COSTA MENEZES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SILVANA MARIA SOBRAL GRIZ
  • MARIA LUIZA LOPES TIMOTEO DE LIMA
  • LILIAN FERREIRA MUNIZ
  • ANA CLÁUDIA FIGUEREDO FRIZZO
  • LILIANE DESGUALDO PEREIRA
  • Data: 06/08/2021

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  • Nas situações cotidianas de comunicação, o ser humano está exposto a ruído que vem de diferentes fontes sonoras. A habilidade de reconhecer a fala em presença de mensagens competitivas é um processo que requer amadurecimento da audição, nos primeiros anos de vida. Quando a fonte sonora do som competitivo está posicionada próxima à fonte sonora da fala alvo, o reconhecimento da fala alvo é uma tarefa mais difícil. Ao contrário, quando estão espacialmente separados, a situação favorece essa habilidade. Esse fenômeno é conhecido como Spatial Release from Masking, traduzido como Benefício de Deslocação do Mascaramento (BDM). Pouco se sabe sobre como esse benefício se apresenta em crianças. O objetivo desse estudo foi analisar o benefício de deslocação do mascaramento no reconhecimento da fala em crianças e jovens. Participaram 15 crianças (grupo de estudo), com idades entre 6 e 12 anos (média idade 8,6 anos ± 2,20) e 15 jovens (grupo controle), com idades entre 19 e 24 anos (média idade 20,6 anos ± 2,02). Todos com limiares audiométricos iguais ou melhores que 25dBNAnas frequências de 250 a 8000Hz, selecionados de forma aleatória por conveniência. Foi realizado o teste de reconhecimento de sentenças em Português (sentenças do Hearing In Noise Test(HINT)na versão brasileira) na presença de mensagem competitiva composta por um texto falado por dois locutores brasileiros do gênero masculino. O teste foi realizado através de um processador de sons (Turker Davis Technology) e fones de inserção, simulando duas condições de escuta em campo livre: 1) fala alvo e mensagem competitiva apresentados a 0º azimute da cabeça do indivíduo (posição compartilhada) e 2) fala alvo apresentada a 0º azimute e mensagem competitiva apresentada a 45º azimute da cabeça do indivíduo para a esquerda e direita (posição separada). Foram obtidos três limiares de reconhecimento das sentenças para cada participante em ambas as condições e determinada a média deles. Os valores de benefício de deslocação do mascaramento foram calculados através da diferença entre a média dos limiares obtidos na condição compartilhada e separada. Os resultados encontrados demonstram maiores limiares de reconhecimento de fala em presença de mensagem competitiva no grupo de crianças, quando comparadas ao grupo de jovens, nas duas condições estudadas. Foi identificada a presença de benefício de deslocação do mascaramento no grupo de crianças e no grupo de jovens. O valor médio de benefício de deslocação do mascaramento foi significantemente menor nas crianças, quando comparadas aos jovens. Os resultados indicam uma imaturidade na habilidade de reconhecer a fala em ambiente competitivo e no benefício de deslocação de mascaramento em crianças de 6 a 12 anos.


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  • Nas situações cotidianas de comunicação, o ser humano está exposto a ruído que vem de diferentes fontes sonoras. A habilidade de reconhecer a fala em presença de mensagens competitivas é um processo que requer amadurecimento da audição, nos primeiros anos de vida. Quando a fonte sonora do som competitivo está posicionada próxima à fonte sonora da fala alvo, o reconhecimento da fala alvo é uma tarefa mais difícil. Ao contrário, quando estão espacialmente separados, a situação favorece essa habilidade. Esse fenômeno é conhecido como Spatial Release from Masking, traduzido como Benefício de Deslocação do Mascaramento (BDM). Pouco se sabe sobre como esse benefício se apresenta em crianças. O objetivo desse estudo foi analisar o benefício de deslocação do mascaramento no reconhecimento da fala em crianças e jovens. Participaram 15 crianças (grupo de estudo), com idades entre 6 e 12 anos (média idade 8,6 anos ± 2,20) e 15 jovens (grupo controle), com idades entre 19 e 24 anos (média idade 20,6 anos ± 2,02). Todos com limiares audiométricos iguais ou melhores que 25dBNAnas frequências de 250 a 8000Hz, selecionados de forma aleatória por conveniência. Foi realizado o teste de reconhecimento de sentenças em Português (sentenças do Hearing In Noise Test(HINT)na versão brasileira) na presença de mensagem competitiva composta por um texto falado por dois locutores brasileiros do gênero masculino. O teste foi realizado através de um processador de sons (Turker Davis Technology) e fones de inserção, simulando duas condições de escuta em campo livre: 1) fala alvo e mensagem competitiva apresentados a 0º azimute da cabeça do indivíduo (posição compartilhada) e 2) fala alvo apresentada a 0º azimute e mensagem competitiva apresentada a 45º azimute da cabeça do indivíduo para a esquerda e direita (posição separada). Foram obtidos três limiares de reconhecimento das sentenças para cada participante em ambas as condições e determinada a média deles. Os valores de benefício de deslocação do mascaramento foram calculados através da diferença entre a média dos limiares obtidos na condição compartilhada e separada. Os resultados encontrados demonstram maiores limiares de reconhecimento de fala em presença de mensagem competitiva no grupo de crianças, quando comparadas ao grupo de jovens, nas duas condições estudadas. Foi identificada a presença de benefício de deslocação do mascaramento no grupo de crianças e no grupo de jovens. O valor médio de benefício de deslocação do mascaramento foi significantemente menor nas crianças, quando comparadas aos jovens. Os resultados indicam uma imaturidade na habilidade de reconhecer a fala em ambiente competitivo e no benefício de deslocação de mascaramento em crianças de 6 a 12 anos.

2
  • RODRIGO ALVES DE ANDRADE
  • CONFIABILIDADE DO EXAME DE ULTRASSOM PARA MEDIÇÃO DO DESLOCAMENTO DO OSSO HIOIDE DURANTE A DEGLUTIÇÃO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

  • Orientador : HILTON JUSTINO DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANA DE OLIVEIRA CAMARGO GOMES
  • DANIELE ANDRADE DA CUNHA
  • LEANDRO DE ARAUJO PERNAMBUCO
  • GIORVAN ANDERSON DOS SANTOS ALVES
  • VANESSA VEIS RIBEIRO
  • Data: 13/08/2021

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  • A ultrassonografia vem sendo utilizada para a avaliação da fase orofaríngea da deglutição, além de ser uma técnica não invasiva, permite a captação de imagens dinâmicas em tempo real, não fornece exposição à radiação, apresenta custo/benefício, segurança e conforto ao paciente, porém a literatura ainda não está clara quanto a confiabilidade do exame para algumas medidas quantitativas que auxiliam no diagnóstico de disfagia. O objetivo deste estudo foi analisar a confiabilidade da ultrassonografia como método de avaliação para a medida quantitativa do deslocamento do osso hióide durante a deglutição. Foi realizada uma revisão sistemática de coeficiente de correlação, a qual abrangeu cinco bases de dados (MEDLINE, Scopus, Embase, Web of Science, Cochrane Library) e literatura Cinzenta. Não houve limitação de idiomas e ano de publicação. A metodologia de busca/seleção/extração seguiu de forma cega e independente por dois autores. Como resultados, três estudos atenderam aos critérios de elegibilidade, dois analisaram a confiabilidade em uma população sem disfagia e outro em pacientes disfágicos. O transdutor foi posicionado em região submandibular por todos os estudos. Os autores não foram claros quanto ao tempo de treinamento para aquisição e análise das imagens ultrssonográficas. A metanálise apresentou confiabilidade inter-avaliador de 0,858 (95% IC: 0,744 – 0,924) e intra-avaliador de 0,968 (95% IC: 0,903 – 0,990), no entanto existiu uma heterogeneidade de p=0,005 para a confiabilidade intra-avaliador. Apesar de boa confiabilidade, a heterogeneidade reforça a importância de treinamento, padronização de protocolos de aquisição e análise de imagens.


  • Mostrar Abstract
  • A ultrassonografia vem sendo utilizada para a avaliação da fase orofaríngea da deglutição, além de ser uma técnica não invasiva, permite a captação de imagens dinâmicas em tempo real, não fornece exposição à radiação, apresenta custo/benefício, segurança e conforto ao paciente, porém a literatura ainda não está clara quanto a confiabilidade do exame para algumas medidas quantitativas que auxiliam no diagnóstico de disfagia. O objetivo deste estudo foi analisar a confiabilidade da ultrassonografia como método de avaliação para a medida quantitativa do deslocamento do osso hióide durante a deglutição. Foi realizada uma revisão sistemática de coeficiente de correlação, a qual abrangeu cinco bases de dados (MEDLINE, Scopus, Embase, Web of Science, Cochrane Library) e literatura Cinzenta. Não houve limitação de idiomas e ano de publicação. A metodologia de busca/seleção/extração seguiu de forma cega e independente por dois autores. Como resultados, três estudos atenderam aos critérios de elegibilidade, dois analisaram a confiabilidade em uma população sem disfagia e outro em pacientes disfágicos. O transdutor foi posicionado em região submandibular por todos os estudos. Os autores não foram claros quanto ao tempo de treinamento para aquisição e análise das imagens ultrssonográficas. A metanálise apresentou confiabilidade inter-avaliador de 0,858 (95% IC: 0,744 – 0,924) e intra-avaliador de 0,968 (95% IC: 0,903 – 0,990), no entanto existiu uma heterogeneidade de p=0,005 para a confiabilidade intra-avaliador. Apesar de boa confiabilidade, a heterogeneidade reforça a importância de treinamento, padronização de protocolos de aquisição e análise de imagens.

3
  • REBECA LINS DE SOUZA LEAO
  • Terapia vocal com abordagem respiratória em idosos: pratica de fonoaudiólogos brasileiros.

  • Orientador : JONIA ALVES LUCENA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BIANCA ARRUDA MANCHESTER DE QUEIROGA
  • MARIA LUIZA LOPES TIMOTEO DE LIMA
  • ZULINA SOUZA DE LIRA
  • COELI REGINA CARNEIRO XIMENES
  • LUCIANA MORAES STUDART PEREIRA
  • Data: 27/08/2021

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  • Introdução: Para a intervenção vocal junto ao idoso com disfonia, o fonoaudiólogo pode utilizar recursos com abordagem respiratória. Objetivo: Investigar a prática dos fonoaudiólogos brasileiros com expertise em voz quanto à intervenção vocal com abordagem respiratória em idosos com disfonia. Método: Estudo transversal, realizado com 156 fonoaudiólogos experts em voz. A coleta de dados envolveu a utilização de um formulário aprimorado por juízes de universidades/faculdades brasileiras. O formulário foi compartilhado na mídia com os fonoaudiólogos por meio de um link. Para análise descritiva, foi utilizada a plataforma Google Forms, com distribuição de frequências absolutas e relativas. Na análise inferencial, foi utilizado o SPSS, com uso do teste Qui-quadrado para associação de variáveis, adotando-se nível de confiança de 95%. Resultados: A maior parte dos participantes foi mulheres com 21 ou mais anos de experiência na Fonoaudiologia (59%). A maioria já realizou cursos com abordagem respiratória (66%) e a intervenção abrangeu, prioritariamente, exercícios com sons facilitadores (94,4%) e o programa de Exercício da Função Vocal (57,7%). Das pessoas que utilizam Incentivadores Respiratórios, 76,56% também utilizam dispositivos respiratórios. Destes, o Respiron (80,08%) e o Shaker (62,2%) foram os instrumentos mais utilizados e 73,1% percebeu evolução terapêutica com seu uso. Os maiores benefícios da terapia vocal com abordagem respiratória foram melhora no tempo máximo de fonação, loudness e percepção vocal. Conclusão: Fonoaudiólogos experts em voz fazem uso de estratégias vocais diversas com abordagem respiratória, incluindo o uso de instrumentos respiratórios com idosos. As diferentes abordagens utilizadas apontam para resultados terapêuticos efetivos.


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  • Introdução: Para a intervenção vocal junto ao idoso com disfonia, o fonoaudiólogo pode utilizar recursos com abordagem respiratória. Objetivo: Investigar a prática dos fonoaudiólogos brasileiros com expertise em voz quanto à intervenção vocal com abordagem respiratória em idosos com disfonia. Método: Estudo transversal, realizado com 156 fonoaudiólogos experts em voz. A coleta de dados envolveu a utilização de um formulário aprimorado por juízes de universidades/faculdades brasileiras. O formulário foi compartilhado na mídia com os fonoaudiólogos por meio de um link. Para análise descritiva, foi utilizada a plataforma Google Forms, com distribuição de frequências absolutas e relativas. Na análise inferencial, foi utilizado o SPSS, com uso do teste Qui-quadrado para associação de variáveis, adotando-se nível de confiança de 95%. Resultados: A maior parte dos participantes foi mulheres com 21 ou mais anos de experiência na Fonoaudiologia (59%). A maioria já realizou cursos com abordagem respiratória (66%) e a intervenção abrangeu, prioritariamente, exercícios com sons facilitadores (94,4%) e o programa de Exercício da Função Vocal (57,7%). Das pessoas que utilizam Incentivadores Respiratórios, 76,56% também utilizam dispositivos respiratórios. Destes, o Respiron (80,08%) e o Shaker (62,2%) foram os instrumentos mais utilizados e 73,1% percebeu evolução terapêutica com seu uso. Os maiores benefícios da terapia vocal com abordagem respiratória foram melhora no tempo máximo de fonação, loudness e percepção vocal. Conclusão: Fonoaudiólogos experts em voz fazem uso de estratégias vocais diversas com abordagem respiratória, incluindo o uso de instrumentos respiratórios com idosos. As diferentes abordagens utilizadas apontam para resultados terapêuticos efetivos.

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  • ALINE BEZERRA LEITE DE OLIVEIRA E SILVA
  • CRIANÇAS COM EXPOSIÇÃO CONGÊNITA AO ZIKA VÍRUS E PERDA AUDITIVA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE

  • Orientador : MARIANA DE CARVALHO LEAL GOUVEIA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SILVANA MARIA SOBRAL GRIZ
  • KARINA PAES ADVINCULA
  • ANDREA LEMOS BEZERRA DE OLIVEIRA
  • Data: 13/09/2021

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  • Com a infecção por ZIKV em mulheres grávidas foi observado um aumento de relatos no número de casos de abortos espontâneos, restrições fetais de crescimento intrauterino e de neonatos nascidos com microcefalia. A repercussão dessa infecção congênita tornou-se uma grande preocupação para a saúde coletiva. O primeiro relato de associação entre a perda auditiva e a infecção materna por ZIKV foi em 2016, em uma criança com perda auditiva profunda bilateral de nascimento gemelar.  A partir desse estudo, outros com maior número de casos foram publicados. O objetivo desta revisão sistemática foi estimar a prevalência da perda auditiva em crianças com exposição congênita ao ZIKV. A pesquisa foi realizada em bases de dados eletrônicas em saúde e na literatura cinzenta.  A seleção dos artigos, extração de dados e análise do risco de viés foram realizadas por dois revisores independentes e com cegamento. Foram incluídos estudos observacionais que envolveram mãe ou criança (de 0 a 6 anos de vida) com confirmação laboratorial e avalição da ocorrência de perda auditiva decorrente da infecção congênita pelo ZIKV, através do exame do potencial evocado auditivo do tronco encefálico (PEATE) diagnóstico. De 213 artigos e 104 teses e dissertações selecionados na primeira fase (leitura dos títulos e resumos), restaram 4 artigos originais e 1 dissertação que entraram nos critérios de inclusão. Apenas um detectou perda auditiva sensorioneural. Foi encontrada uma prevalência de 5,8%, resultante de apenas um estudo que detectou perda auditiva em crianças sintomáticas.  Na metanálise, foi evidenciado alto índice de heterogeneidade e amplo intervalo de confiança. A frequência de perda auditiva encontrada na população de crianças expostas ao ZIKV com crianças sintomáticas é bem maior que a de crianças sem indicador de risco para perda auditiva. Porém. entre os assintomáticos, não foi identificado em nenhum estudo crianças com perda auditiva.  Todavia, observou-se número pequeno de crianças estudas na maioria dos estudos.

     


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  • Com a infecção por ZIKV em mulheres grávidas foi observado um aumento de relatos no número de casos de abortos espontâneos, restrições fetais de crescimento intrauterino e de neonatos nascidos com microcefalia. A repercussão dessa infecção congênita tornou-se uma grande preocupação para a saúde coletiva. O primeiro relato de associação entre a perda auditiva e a infecção materna por ZIKV foi em 2016, em uma criança com perda auditiva profunda bilateral de nascimento gemelar.  A partir desse estudo, outros com maior número de casos foram publicados. O objetivo desta revisão sistemática foi estimar a prevalência da perda auditiva em crianças com exposição congênita ao ZIKV. A pesquisa foi realizada em bases de dados eletrônicas em saúde e na literatura cinzenta.  A seleção dos artigos, extração de dados e análise do risco de viés foram realizadas por dois revisores independentes e com cegamento. Foram incluídos estudos observacionais que envolveram mãe ou criança (de 0 a 6 anos de vida) com confirmação laboratorial e avalição da ocorrência de perda auditiva decorrente da infecção congênita pelo ZIKV, através do exame do potencial evocado auditivo do tronco encefálico (PEATE) diagnóstico. De 213 artigos e 104 teses e dissertações selecionados na primeira fase (leitura dos títulos e resumos), restaram 4 artigos originais e 1 dissertação que entraram nos critérios de inclusão. Apenas um detectou perda auditiva sensorioneural. Foi encontrada uma prevalência de 5,8%, resultante de apenas um estudo que detectou perda auditiva em crianças sintomáticas.  Na metanálise, foi evidenciado alto índice de heterogeneidade e amplo intervalo de confiança. A frequência de perda auditiva encontrada na população de crianças expostas ao ZIKV com crianças sintomáticas é bem maior que a de crianças sem indicador de risco para perda auditiva. Porém. entre os assintomáticos, não foi identificado em nenhum estudo crianças com perda auditiva.  Todavia, observou-se número pequeno de crianças estudas na maioria dos estudos.

     

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  • MARIANA REBEKA GOMES QUEIROZ
  • Prática clínica de fonoaudiólogos brasileiros na terapia vocal para idosos no contexto da pandemia do Covid-19

  • Orientador : JONIA ALVES LUCENA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HILTON JUSTINO DA SILVA
  • JONIA ALVES LUCENA
  • ANA AUGUSTA DE ANDRADE CORDEIRO
  • ADRIANA DE OLIVEIRA CAMARGO GOMES
  • ANA NERY BARBOSA DE ARAUJO
  • VANESSA DE LIMA SILVA
  • LEANDRO DE ARAUJO PERNAMBUCO
  • Data: 24/11/2021

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  • Com a pandemia do novo coronavírus, o fonoaudiólogo precisou adaptar suas modalidades de atendimento, presencial e telefonoaudiologia, com atenção, principalmente, para os idosos, por se tratar de grupo de risco. Diante disso, o objetivo dessa dissertação foi investigar as características da prática clínica dos fonoaudiólogos brasileiros experts em voz em terapia vocal para idosos no contexto de pandemia do COVID-19. Esse estudo é do tipo seccional, dividido em: (1) Construção de revisão integrativa sobre telefonoaudiologia em disfônicos e (2) Elaboração do artigo original, realizado em duas etapas: julgamento de seis fonoaudiólogos especialistas em voz quanto ao conteúdo do formulário elaborado sobre terapia vocal para idosos durante a pandemia do Covid-19; e compartilhamento do formulário nas mídias sociais e no Whatsapp para preenchimento por fonoaudiólogos com expertise em voz. A análise envolveu o levantamento de frequências absolutas e relativas pelo Google Forms e associação de variáveis categóricas pelo software R. Quanto aos resultados, na revisão integrativa, um quantitativo reduzido de estudos foi encontrado, com diferentes metodologias utilizadas na telefonoaudiologia. Sobre as respostas ao formulário do artigo original, participaram 155 fonoaudiólogos, com destaque para o perfil feminino, experiente e atuante em ambos as modalidades de atendimento. As mudanças mais importantes foram na obtenção de parâmetros acústicos vocais e na estratégia terapêutica para o treino da respiração. As principais dificuldades envolveram o uso da máscara no atendimento presencial e a gravação de voz na telefonoaudiologia. As respondentes consideraram boa a adesão dos pacientes, com relato de alcance dos objetivos. As associações encontradas foram entre local e formato de atendimento; adesão do paciente e alcance dos objetivos; e por último, dificuldade na telefonoaudiologia e recursos complementares terapêuticos. Por fim, conclui-se que a pandemia do Covid-19 levou os fonoaudiólogos brasileiros a modificarem sua prática clínica. Além disso, a telefonoaudiologia ainda é uma prática pouco utilizada na terapia vocal em disfônicos, principalmente na população idosa, fazendo-se necessário expandir as práticas e pesquisas futuras nesse campo.


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  • Com a pandemia do novo coronavírus, o fonoaudiólogo precisou adaptar suas modalidades de atendimento, presencial e telefonoaudiologia, com atenção, principalmente, para os idosos, por se tratar de grupo de risco. Diante disso, o objetivo dessa dissertação foi investigar as características da prática clínica dos fonoaudiólogos brasileiros experts em voz em terapia vocal para idosos no contexto de pandemia do COVID-19. Esse estudo é do tipo seccional, dividido em: (1) Construção de revisão integrativa sobre telefonoaudiologia em disfônicos e (2) Elaboração do artigo original, realizado em duas etapas: julgamento de seis fonoaudiólogos especialistas em voz quanto ao conteúdo do formulário elaborado sobre terapia vocal para idosos durante a pandemia do Covid-19; e compartilhamento do formulário nas mídias sociais e no Whatsapp para preenchimento por fonoaudiólogos com expertise em voz. A análise envolveu o levantamento de frequências absolutas e relativas pelo Google Forms e associação de variáveis categóricas pelo software R. Quanto aos resultados, na revisão integrativa, um quantitativo reduzido de estudos foi encontrado, com diferentes metodologias utilizadas na telefonoaudiologia. Sobre as respostas ao formulário do artigo original, participaram 155 fonoaudiólogos, com destaque para o perfil feminino, experiente e atuante em ambos as modalidades de atendimento. As mudanças mais importantes foram na obtenção de parâmetros acústicos vocais e na estratégia terapêutica para o treino da respiração. As principais dificuldades envolveram o uso da máscara no atendimento presencial e a gravação de voz na telefonoaudiologia. As respondentes consideraram boa a adesão dos pacientes, com relato de alcance dos objetivos. As associações encontradas foram entre local e formato de atendimento; adesão do paciente e alcance dos objetivos; e por último, dificuldade na telefonoaudiologia e recursos complementares terapêuticos. Por fim, conclui-se que a pandemia do Covid-19 levou os fonoaudiólogos brasileiros a modificarem sua prática clínica. Além disso, a telefonoaudiologia ainda é uma prática pouco utilizada na terapia vocal em disfônicos, principalmente na população idosa, fazendo-se necessário expandir as práticas e pesquisas futuras nesse campo.

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  • ANNA FERNANDA FERREIRA DE ALVES MELO
  • Prevalência da anquiloglossia em recém-nascidos e o impacto da frenotomia lingual na amamentação em hospital de referência de Pernambuco


  • Orientador : HILTON JUSTINO DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELE ANDRADE DA CUNHA
  • ADRIANA DE OLIVEIRA CAMARGO GOMES
  • JONIA ALVES LUCENA
  • ERISSANDRA GOMES
  • Data: 13/12/2021

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  • O frênulo lingual é uma estrutura dinâmica tridimensional, de tecido conjuntivo, formado por uma prega central de fáscia. Quando alterado, denominado de anquiloglossia, limita o movimento da língua e pode impactar nas funções orofaciais. O Protocolo de Avaliação do Frênulo da língua em bebês possibilita padronizar os achados anatômicos do frênulo lingual e seu impacto nas funções de sucção e deglutição durante a amamentação. Objetivamos estabelecer a prevalência da anquiloglossia em recém-nascidos e o impacto da frenotomia na amamentação. Trata-se de um estudo de prevalência de abordagem transversal, observacional e descritiva. Realizado na maternidade de um hospital privado. Participaram do estudo recém-nascidos, a termo, com até 30 dias de vida, ambos os sexos. Foram excluídos bebês com síndromes genéticas e anomalias craniofaciais. Inicialmente, foram coletados dados em prontuário eletrônico, relativos ao Teste da Linguinha e em segundo momento, aplicação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e do questionário sobre amamentação com as genitoras de bebês que realizaram a frenotomia, via telefonema, de janeiro de 2019 a janeiro de 2020. A amostra foi de 1.344 recém- nascidos, 8,2% apresentou anquiloglossia, 72,3% dos bebês permaneceram em Aleitamento Materno Exclusivo, nenhuma genitora apresentou dor ao amamentar e 95,7% não apresentou ferimento mamilar após a frenotomia. O presente estudo mostrou a importância da padronização de instrumento para acurácia e rigor metodológico no diagnóstico da anquiloglossia e que a frenotomia impactou positivamente na amamentação 


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  • O frênulo lingual é uma estrutura dinâmica tridimensional, de tecido conjuntivo, formado por uma prega central de fáscia. Quando alterado, denominado de anquiloglossia, limita o movimento da língua e pode impactar nas funções orofaciais. O Protocolo de Avaliação do Frênulo da língua em bebês possibilita padronizar os achados anatômicos do frênulo lingual e seu impacto nas funções de sucção e deglutição durante a amamentação. Objetivamos estabelecer a prevalência da anquiloglossia em recém-nascidos e o impacto da frenotomia na amamentação. Trata-se de um estudo de prevalência de abordagem transversal, observacional e descritiva. Realizado na maternidade de um hospital privado. Participaram do estudo recém-nascidos, a termo, com até 30 dias de vida, ambos os sexos. Foram excluídos bebês com síndromes genéticas e anomalias craniofaciais. Inicialmente, foram coletados dados em prontuário eletrônico, relativos ao Teste da Linguinha e em segundo momento, aplicação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e do questionário sobre amamentação com as genitoras de bebês que realizaram a frenotomia, via telefonema, de janeiro de 2019 a janeiro de 2020. A amostra foi de 1.344 recém- nascidos, 8,2% apresentou anquiloglossia, 72,3% dos bebês permaneceram em Aleitamento Materno Exclusivo, nenhuma genitora apresentou dor ao amamentar e 95,7% não apresentou ferimento mamilar após a frenotomia. O presente estudo mostrou a importância da padronização de instrumento para acurácia e rigor metodológico no diagnóstico da anquiloglossia e que a frenotomia impactou positivamente na amamentação 

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  • THALLYTA MIDIA MOTA DE GOIS
  • INSTRUMENTO DE RASTREAMENTO PARA CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO CONTEXTO EDUCACIONAL - IRTEA EDUC

  • Orientador : ANA AUGUSTA DE ANDRADE CORDEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JONIA ALVES LUCENA
  • LUCIANA MORAES STUDART PEREIRA
  • FERNANDA DREUX MIRANDA FERNANDES
  • ANA CAROLLYNE DANTAS DE LIMA
  • Data: 21/12/2021

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  • O Transtorno do Espectro Autista é um distúrbio de desenvolvimento complexo, que apresenta etiologias múltiplas e que se se caracteriza por graus variados de gravidade. A avaliação do transtorno do espectro autista tornou-se uma área importante de investigação para muitos autores, pois quando mais cedo uma criança puder ser identificada, mais rápidas serão a intervenção e o prognostico. O objetivo deste estudo foi elaborar um instrumento para identificação de sinais de risco para o transtorno do espectro autista em crianças pré-escolares com evidência de validade baseada no conteúdo. A elaboração do instrumento consistiu do desenvolvimento das questões, submissão das questões a um comitê de juízes especialistas e subsequente avaliação pelos membros da população alvo. Para avaliação do conteúdo participaram 15 juízes, com expertise em transtorno do espectro autista, que julgaram os itens da primeira versão do instrumento quanto à relevância e representatividade para um determinado conceito. A segunda etapa contou com a participação de 10 professores da educação infantil que avaliaram os itens da segunda versão quanto à compreensão dos itens. A terceira etapa contou com a participação de dois juízes, que julgaram os itens da terceira versão quanto à relevância e representatividade, e por dois professores que avaliaram quanto à compreensão.  Resultados: A investigação da literatura permitiu a construção da primeira versão do instrumento composta por duas categorias: Comunicação social e Interação social e Padrões de comportamento. Na etapa de análise das questões por juízes, os índices IVC e IVC-I evidenciaram alta concordância entre os especialistas. Contudo, houve necessidade de ajuste de alguns itens, sendo proposta uma segunda versão. A etapa de análise por membros da população alvo revelou que a grande maioria dos itens eram compreendidos pelos avaliadores, havendo necessidade de alguns ajustes, que culminaram na elaboração da terceira versão. Por fim, o instrumento foi submetido a análise de duas especialistas e pelo grupo da população alvo que resultou na quarta versão. Conclusão: O instrumento elaborado mostrou evidências de validade de conteúdo, devendo seguir para as próximas etapas de validação.


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  • O Transtorno do Espectro Autista é um distúrbio de desenvolvimento complexo, que apresenta etiologias múltiplas e que se se caracteriza por graus variados de gravidade. A avaliação do transtorno do espectro autista tornou-se uma área importante de investigação para muitos autores, pois quando mais cedo uma criança puder ser identificada, mais rápidas serão a intervenção e o prognostico. O objetivo deste estudo foi elaborar um instrumento para identificação de sinais de risco para o transtorno do espectro autista em crianças pré-escolares com evidência de validade baseada no conteúdo. A elaboração do instrumento consistiu do desenvolvimento das questões, submissão das questões a um comitê de juízes especialistas e subsequente avaliação pelos membros da população alvo. Para avaliação do conteúdo participaram 15 juízes, com expertise em transtorno do espectro autista, que julgaram os itens da primeira versão do instrumento quanto à relevância e representatividade para um determinado conceito. A segunda etapa contou com a participação de 10 professores da educação infantil que avaliaram os itens da segunda versão quanto à compreensão dos itens. A terceira etapa contou com a participação de dois juízes, que julgaram os itens da terceira versão quanto à relevância e representatividade, e por dois professores que avaliaram quanto à compreensão.  Resultados: A investigação da literatura permitiu a construção da primeira versão do instrumento composta por duas categorias: Comunicação social e Interação social e Padrões de comportamento. Na etapa de análise das questões por juízes, os índices IVC e IVC-I evidenciaram alta concordância entre os especialistas. Contudo, houve necessidade de ajuste de alguns itens, sendo proposta uma segunda versão. A etapa de análise por membros da população alvo revelou que a grande maioria dos itens eram compreendidos pelos avaliadores, havendo necessidade de alguns ajustes, que culminaram na elaboração da terceira versão. Por fim, o instrumento foi submetido a análise de duas especialistas e pelo grupo da população alvo que resultou na quarta versão. Conclusão: O instrumento elaborado mostrou evidências de validade de conteúdo, devendo seguir para as próximas etapas de validação.

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