Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
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  • ANDRE OLIVEIRA DE ASSIS NUNEZ
  • PODER DE AGIR, AUTOCONSCIÊNCIA E BEM-ESTAR DO PSICÓLOGO HOSPITALAR E O SEU SENTIDO DE TRABALHO

  • Orientador : SANDRA PATRICIA ATAIDE FERREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JULIANA FERREIRA GOMES DA SILVA
  • FABIOLA MONICA DA SILVA GONCALVES
  • HENRIQUE JORGE SIMOES BEZERRA
  • Data: 21/02/2022

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  • O psicólogo hospitalar é um profissional privilegiado dentro da equipe de saúde, pois detém recursos para lidar com diversas questões de ordem psicológica dos pacientes e seus familiares. Desse modo, partindo-se do enfoque da Clínica da Atividade, que é uma metodologia de ação para mudar o trabalho e que propõe meios de agir sobre as relações entre atividade e subjetividade, e sobre o sujeito e o coletivo, foi analisado o trabalho do psicólogo no ambiente hospitalar. Outro conceito usado no âmbito profissional dos psicólogos hospitalares foi o Bem-Estar Subjetivo, que se refere à avaliação que um indivíduo faz da sua satisfação geral com a própria vida e sobre a sensação de ter experimentado mais afetos positivos do que negativos durante toda a sua vida. Auxiliando a análise deste profissional acrescenta-se o processo cognitivo da autoconsciência, que é um processo de autofocalização, no qual o self tem a capacidade de refletir sobre si mesmo. Somado a isso, utilizou-se o conceito de sentido de trabalho deste profissional, que é definido como o entendimento dos trabalhadores daquilo que eles fazem no trabalho assim como a relevância do que eles realmente executam. A presente pesquisa teve como objetivo geral investigar as relações entre a autoconsciência, o poder de agir, sentido de trabalho e o bem-estar na atividade laboral dos psicólogos hospitalares, e mais especificamente, buscou: (a) analisar quais são os sentidos de trabalho dos psicólogos hospitalares; (b) identificar o gênero profissional e o estilo dos psicólogos hospitalares; (c) analisar o poder de agir do psicólogo hospitalar no contexto de trabalho; (d) identificar o nível de bem-estar e os fatores que geram esse aspecto nos psicólogos hospitalares; (e) verificar os níveis e os tipos de autoconsciência entre os psicólogos hospitalares. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa com métodos mistos, que combinam abordagens quantitativas e qualitativas de pesquisa em uma mesma investigação. A metodologia adotada no primeiro momento foi o uso de escalas psicométricas e informações quantificadas para investigação das interrelações entre todos os aspectos do estudo e a resposta livre de um questionário com a pergunta-eliciadora sobre os sentidos da atividade em psicologia hospitalar: “Qual o sentido do trabalho para você?”. No segundo momento, através da realização de uma entrevista exploratória, colheram-se informações de dois psicólogos, somada a realização de uma dinâmica intitulada “realiza/não realiza” baseando-se na pergunta-eliciadora. Participaram da pesquisa, no primeiro momento, 21 psicólogos de um hospital público da cidade de Recife/PE. Após a realização deste primeiro momento, foram se dispuseram a participar 02 psicólogos deste grupo total para participarem do segundo momento. Os principais resultados da pesquisa foi encontrar as 06 categorias temáticas através da pergunta-eliciadora, que são “a estrutura do atendimento em psicologia”, “a natureza da clínica no contexto hospitalar”, “a identificação e PPgratificação profissional”, “o suporte emocional/cuidado ao outro e relevância social”, “as características do trabalho em psicologia hospitalar” e “a dimensão ética-política”. Sobre o gênero profissional, observou-se uma falta de engajamento aos eventos novos, como o lidar com a pandemia, e sobre o estilo observa-se que, para a residente, é a realização da sua função enquanto psicóloga no suporte emocional ao paciente e para o segundo entrevistado é o processo de identificação com a profissão. No que se refere ao poder de agir, na primeira entrevistada percebeu-se uma restrição na sua liberdade de atuar tanto relacionado a alguma ideia inovadora que quis aplicar exercendo a sua função, impedindo assim a sua atividade, já para o segundo entrevistado, o Hospital proporciona condições para o profissional inovar, resultando no aumento do seu poder de agir. Além disso, no que se refere aos resultados quantitativos, houve correlações entre os aspectos do ambiente laboral dos psicólogos hospitalares e as escalas de autoconsciência, entre os aspectos do ambiente laboral dos psicólogos hospitalares/variáveis sociodemográficas e a escala de bem-estar subjetivo, entre os aspectos do ambiente laboral dos psicólogos hospitalares/variáveis sociodemográficas e as categorias temáticas, entre as escalas de autoconsciência/escala de bem-estar subjetivo com as categorias temáticas e as escalas de autoconsciência e a escala de bem-estar subjetivo.


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  • O psicólogo hospitalar é um profissional privilegiado dentro da equipe de saúde, pois detém recursos para lidar com diversas questões de ordem psicológica dos pacientes e seus familiares. Desse modo, partindo-se do enfoque da Clínica da Atividade, que é uma metodologia de ação para mudar o trabalho e que propõe meios de agir sobre as relações entre atividade e subjetividade, e sobre o sujeito e o coletivo, foi analisado o trabalho do psicólogo no ambiente hospitalar. Outro conceito usado no âmbito profissional dos psicólogos hospitalares foi o Bem-Estar Subjetivo, que se refere à avaliação que um indivíduo faz da sua satisfação geral com a própria vida e sobre a sensação de ter experimentado mais afetos positivos do que negativos durante toda a sua vida. Auxiliando a análise deste profissional acrescenta-se o processo cognitivo da autoconsciência, que é um processo de autofocalização, no qual o self tem a capacidade de refletir sobre si mesmo. Somado a isso, utilizou-se o conceito de sentido de trabalho deste profissional, que é definido como o entendimento dos trabalhadores daquilo que eles fazem no trabalho assim como a relevância do que eles realmente executam. A presente pesquisa teve como objetivo geral investigar as relações entre a autoconsciência, o poder de agir, sentido de trabalho e o bem-estar na atividade laboral dos psicólogos hospitalares, e mais especificamente, buscou: (a) analisar quais são os sentidos de trabalho dos psicólogos hospitalares; (b) identificar o gênero profissional e o estilo dos psicólogos hospitalares; (c) analisar o poder de agir do psicólogo hospitalar no contexto de trabalho; (d) identificar o nível de bem-estar e os fatores que geram esse aspecto nos psicólogos hospitalares; (e) verificar os níveis e os tipos de autoconsciência entre os psicólogos hospitalares. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa com métodos mistos, que combinam abordagens quantitativas e qualitativas de pesquisa em uma mesma investigação. A metodologia adotada no primeiro momento foi o uso de escalas psicométricas e informações quantificadas para investigação das interrelações entre todos os aspectos do estudo e a resposta livre de um questionário com a pergunta-eliciadora sobre os sentidos da atividade em psicologia hospitalar: “Qual o sentido do trabalho para você?”. No segundo momento, através da realização de uma entrevista exploratória, colheram-se informações de dois psicólogos, somada a realização de uma dinâmica intitulada “realiza/não realiza” baseando-se na pergunta-eliciadora. Participaram da pesquisa, no primeiro momento, 21 psicólogos de um hospital público da cidade de Recife/PE. Após a realização deste primeiro momento, foram se dispuseram a participar 02 psicólogos deste grupo total para participarem do segundo momento. Os principais resultados da pesquisa foi encontrar as 06 categorias temáticas através da pergunta-eliciadora, que são “a estrutura do atendimento em psicologia”, “a natureza da clínica no contexto hospitalar”, “a identificação e PPgratificação profissional”, “o suporte emocional/cuidado ao outro e relevância social”, “as características do trabalho em psicologia hospitalar” e “a dimensão ética-política”. Sobre o gênero profissional, observou-se uma falta de engajamento aos eventos novos, como o lidar com a pandemia, e sobre o estilo observa-se que, para a residente, é a realização da sua função enquanto psicóloga no suporte emocional ao paciente e para o segundo entrevistado é o processo de identificação com a profissão. No que se refere ao poder de agir, na primeira entrevistada percebeu-se uma restrição na sua liberdade de atuar tanto relacionado a alguma ideia inovadora que quis aplicar exercendo a sua função, impedindo assim a sua atividade, já para o segundo entrevistado, o Hospital proporciona condições para o profissional inovar, resultando no aumento do seu poder de agir. Além disso, no que se refere aos resultados quantitativos, houve correlações entre os aspectos do ambiente laboral dos psicólogos hospitalares e as escalas de autoconsciência, entre os aspectos do ambiente laboral dos psicólogos hospitalares/variáveis sociodemográficas e a escala de bem-estar subjetivo, entre os aspectos do ambiente laboral dos psicólogos hospitalares/variáveis sociodemográficas e as categorias temáticas, entre as escalas de autoconsciência/escala de bem-estar subjetivo com as categorias temáticas e as escalas de autoconsciência e a escala de bem-estar subjetivo.

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  • LUCAS NONATO SOUZA E SILVA
  • AUTOCONSCIÊNCIA, BURNOUT E RISCO À PSICOPATOLOGIA: SENTIDOS DA DOCÊNCIA EM PROFESSORES DO ENSINO SUPERIOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO

  • Orientador : ALEXSANDRO MEDEIROS DO NASCIMENTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SANDRA PATRICIA ATAIDE FERREIRA
  • JORGE ARTUR PECANHA DE MIRANDA COELHO
  • ESTEFÂNEA ELIDA DA SILVA GUSMÃO
  • Data: 24/02/2022

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  • Esta pesquisa trata sobre as interrelações entre a autoconsciência, Burnout, as psicopatologias e os sentidos que a docência tem para professores universitários, no Estado de Pernambuco. O estudo se situa num cenário que busca entender quais as relações da autoconsciência, e como afeta a vida dos indivíduos, em especial, no contexto laboral, um campo ainda pouco estudado, bem como, procura perceber as ligações entre os construtos cognitivos e a produção de sentido. Desta pesquisa participaram 102 docentes do ensino superior pertencentes a instituições públicas ou privadas do estado de Pernambuco. Os participantes foram recrutados por meio de um protocolo online, no qual constavam os seguintes instrumentos: Pergunta fenomenológica sobre os sentidos da docência; Inventário de Burnout de Maslach (MBI); Escala de Avaliação de Sintomas (EAS-40); Escala de Autoconsciência Situacional (EAS); Escala de Autoconsciência Disposicional (EAD); Escala de Autoconsciência Revisada (EAC-R); Questionário de Ruminação-Reflexão (QRR); e, Questionário Sociodemográfico. Os dados
    coletados foram analisados, em um primeiro momento qualitativamente, por meio da Análise Temática. Nessa etapa, descobriu-se categorias que diziam respeito às particularidades estruturais do trabalho docente, a satisfação com o trabalho e a aspectos negativos da docência. Posteriormente, os dados das escalas foram analisados por meio de coeficientes de correlação de Pearson e Pearson Bisserial e com variáveis sociodemográficas e da organização da atividade docente. Na etapa seguinte, foi realizada uma Análise de Estrutura de Similaridade (SSA) cotejada com o método das variáveis externas como pontos, utilizando as informações dos passos anteriores. Por fim, foram feitos modelos de regressão linear relacionando satisfação
    com o trabalho, autoconsciência, Burnout e sintomatologia psicopatológica. Ao final, encontrou-se correlações positivas entre a autoconsciência ruminativa, os fatores da Síndrome de Burnout e a sintomatologia psicopatológica, onde a autoconsciência parece ter um papel estruturante nessa relação, além da influência desses fatores na produção de sentido. Espera-se que, com esta pesquisa se possa deixar conhecimentos pertinentes e fomentadores para as áreas da autoconsciência e da cognição, pois entra em questões ainda poucos exploradas relacionadas ao campo laboral, e sirva como estimulante para outras pesquisas.


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  • Esta pesquisa trata sobre as interrelações entre a autoconsciência, Burnout, as psicopatologias e os sentidos que a docência tem para professores universitários, no Estado de Pernambuco. O estudo se situa num cenário que busca entender quais as relações da autoconsciência, e como afeta a vida dos indivíduos, em especial, no contexto laboral, um campo ainda pouco estudado, bem como, procura perceber as ligações entre os construtos cognitivos e a produção de sentido. Desta pesquisa participaram 102 docentes do ensino superior pertencentes a instituições públicas ou privadas do estado de Pernambuco. Os participantes foram recrutados por meio de um protocolo online, no qual constavam os seguintes instrumentos: Pergunta fenomenológica sobre os sentidos da docência; Inventário de Burnout de Maslach (MBI); Escala de Avaliação de Sintomas (EAS-40); Escala de Autoconsciência Situacional (EAS); Escala de Autoconsciência Disposicional (EAD); Escala de Autoconsciência Revisada (EAC-R); Questionário de Ruminação-Reflexão (QRR); e, Questionário Sociodemográfico. Os dados
    coletados foram analisados, em um primeiro momento qualitativamente, por meio da Análise Temática. Nessa etapa, descobriu-se categorias que diziam respeito às particularidades estruturais do trabalho docente, a satisfação com o trabalho e a aspectos negativos da docência. Posteriormente, os dados das escalas foram analisados por meio de coeficientes de correlação de Pearson e Pearson Bisserial e com variáveis sociodemográficas e da organização da atividade docente. Na etapa seguinte, foi realizada uma Análise de Estrutura de Similaridade (SSA) cotejada com o método das variáveis externas como pontos, utilizando as informações dos passos anteriores. Por fim, foram feitos modelos de regressão linear relacionando satisfação
    com o trabalho, autoconsciência, Burnout e sintomatologia psicopatológica. Ao final, encontrou-se correlações positivas entre a autoconsciência ruminativa, os fatores da Síndrome de Burnout e a sintomatologia psicopatológica, onde a autoconsciência parece ter um papel estruturante nessa relação, além da influência desses fatores na produção de sentido. Espera-se que, com esta pesquisa se possa deixar conhecimentos pertinentes e fomentadores para as áreas da autoconsciência e da cognição, pois entra em questões ainda poucos exploradas relacionadas ao campo laboral, e sirva como estimulante para outras pesquisas.

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  • AMANDA PEREIRA DE ALBUQUERQUE
  • PERSPECTIVAS DA PSICOLOGIA COGNITIVAACERCA DE COMO CRIANÇAS
    DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL COMPREENDEM O BULLYING ESCOLAR

  • Orientador : SILVIA FERNANDA DE MEDEIROS MACIEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ISABELLE DINIZ CERQUEIRA LEITE
  • JULIANA FERREIRA GOMES DA SILVA
  • MARIA TERESA BARROS FALCAO COELHO
  • Data: 24/02/2022

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  • O bullying refere-se às ações intencionais e de forma repetida que envolve comportamentos de agressão, ameaças, exclusão ou zombaria entre os pares. Por ser um fenômeno relacional e complexo, costuma se apresentar dissolvido nas relações entre crianças e adolescentes no cotidiano escolar, podendo até ser entendido como uma fase “normal” do desenvolvimento. Pesquisas publicadas no Brasil têm apenas investigado os adolescentes, na faixa etária dos 10 aos 19 anos, quando essas práticas são mais evidentes. Poucos estudos no Brasil tomaram o bullying infantil como objeto de estudo. Diante disso, o objetivo do estudo foi investigar como o bullying escolar aparece no cotidiano de crianças do primeiro ano do Ensino Fundamental (com idade entre 6 e 7 anos) – a partir de narrativas e contação de história que geraram desenhos representativos do cotidiano escolar dessas crianças, elaborando um jogo de pesquisa pautado na ludicidade e nos usos da linguagem. Com base teórica ancorada na Psicologia Cultural, o estudo articulou os processos de produção de sentidos da vida diária das crianças com a compreensão das rupturas e dos padrões de suas ações no cotidiano escolar, permitindo que os sujeitos falassem e pudessem fazer elaborações sobre as relações com seus pares do cenário educacional, com o mundo e com possíveis situações de bullying escolar. O estudo foi realizado com 16 crianças (6 a 7 anos) de escolas particulares do estado de Pernambuco-Brasil. Por meio de entrevistas semiestruturadas individuais que aconteceram através de videochamadas e que seguiu os passos de um roteiro de criado para esta pesquisa, as crianças foram convidadas a realizar desenhos e produzir narrativas sobre o seu cotidiano escolar. Nesta mesma entrevista, elas ouviram e discutiram sobre uma história de bullying escolar, contada e criada pela pesquisadora, na perspectiva da pesquisa-intervenção, e posteriormente, produziram mais um desenho sobre uma situação de bullying vivenciado ou testemunhado. Após a transcrição dos dados produzidos a partir das narrativas das crianças sobre os desenhos, os dados foram analisados por meio de uma análise temática dos conteúdos organizada em um quadro no excel com base em estudos sobre bullying escolar. Os resultados apontaram para a ocorrência de experiências de bullying no cotidiano escolar das crianças, neste caso, anteriores à pandemia do COVID-19. Situações de bullying indireto, físico e verbal foram identificadas nas narrativas dos participantes. As crianças também apresentaram compreensão sobre as situações de bullying relatadas na contação de história, e algumas se reconhecem nessas situações, como vítimas ou testemunhas, após este caminho metodológico. Os dados apontaram que as narrativas das crianças situam a ocorrência bullying no seu cotidiano escolar infantil, bem como, elas se sentem afetadas ou prejudicadas por estes eventos relacionais. Tal evidência, sugere a importância de mais estudos sobre o tema e de ações preventivas, e especialmente de caráter interventivo para o público infantil que nos indicou vivenciar violência escolar, neste caso, o bullying infantil.


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  • O bullying refere-se às ações intencionais e de forma repetida que envolve comportamentos de agressão, ameaças, exclusão ou zombaria entre os pares. Por ser um fenômeno relacional e complexo, costuma se apresentar dissolvido nas relações entre crianças e adolescentes no cotidiano escolar, podendo até ser entendido como uma fase “normal” do desenvolvimento. Pesquisas publicadas no Brasil têm apenas investigado os adolescentes, na faixa etária dos 10 aos 19 anos, quando essas práticas são mais evidentes. Poucos estudos no Brasil tomaram o bullying infantil como objeto de estudo. Diante disso, o objetivo do estudo foi investigar como o bullying escolar aparece no cotidiano de crianças do primeiro ano do Ensino Fundamental (com idade entre 6 e 7 anos) – a partir de narrativas e contação de história que geraram desenhos representativos do cotidiano escolar dessas crianças, elaborando um jogo de pesquisa pautado na ludicidade e nos usos da linguagem. Com base teórica ancorada na Psicologia Cultural, o estudo articulou os processos de produção de sentidos da vida diária das crianças com a compreensão das rupturas e dos padrões de suas ações no cotidiano escolar, permitindo que os sujeitos falassem e pudessem fazer elaborações sobre as relações com seus pares do cenário educacional, com o mundo e com possíveis situações de bullying escolar. O estudo foi realizado com 16 crianças (6 a 7 anos) de escolas particulares do estado de Pernambuco-Brasil. Por meio de entrevistas semiestruturadas individuais que aconteceram através de videochamadas e que seguiu os passos de um roteiro de criado para esta pesquisa, as crianças foram convidadas a realizar desenhos e produzir narrativas sobre o seu cotidiano escolar. Nesta mesma entrevista, elas ouviram e discutiram sobre uma história de bullying escolar, contada e criada pela pesquisadora, na perspectiva da pesquisa-intervenção, e posteriormente, produziram mais um desenho sobre uma situação de bullying vivenciado ou testemunhado. Após a transcrição dos dados produzidos a partir das narrativas das crianças sobre os desenhos, os dados foram analisados por meio de uma análise temática dos conteúdos organizada em um quadro no excel com base em estudos sobre bullying escolar. Os resultados apontaram para a ocorrência de experiências de bullying no cotidiano escolar das crianças, neste caso, anteriores à pandemia do COVID-19. Situações de bullying indireto, físico e verbal foram identificadas nas narrativas dos participantes. As crianças também apresentaram compreensão sobre as situações de bullying relatadas na contação de história, e algumas se reconhecem nessas situações, como vítimas ou testemunhas, após este caminho metodológico. Os dados apontaram que as narrativas das crianças situam a ocorrência bullying no seu cotidiano escolar infantil, bem como, elas se sentem afetadas ou prejudicadas por estes eventos relacionais. Tal evidência, sugere a importância de mais estudos sobre o tema e de ações preventivas, e especialmente de caráter interventivo para o público infantil que nos indicou vivenciar violência escolar, neste caso, o bullying infantil.

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  • THAISSY DOS SANTOS NASCIMENTO
  • COMPETÊNCIAS EMOCIONAIS, ALTERAÇÕES DE HUMOR E CRENÇAS DE EFICÁCIA EM PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO

  • Orientador : JOSE MAURICIO HAAS BUENO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANGÉLICA MARIA FERREIRA DE MELO CASTRO
  • CANDY ESTELLE MARQUES LAURENDON
  • KARINA DA SILVA OLIVEIRA
  • Data: 01/04/2022

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  • As diversas mudanças sociais e comportamentais vividas atualmente sugerem a necessidade de uma reflexão sobre o sistema educacional vigente no Brasil, reforçando o papel social das escolas na formação de seus educandos para o exercício da cidadania. Percebe-se um progressivo interesse na investigação do papel das emoções na educação ao se referir a sua importância para o sucesso interpessoal, tanto quanto para o próprio processo de ensino e aprendizagem, com isso os avanços nas investigações das questões emocionais que permeiam o ambiente escolar auxiliam na busca por novos meios de cuidado para aqueles que ali convivem. Os professores são alguns dos principais agentes práticos na promoção de conhecimentos cognitivos e comportamentais. Eles carecem de muitas competências emocionais que auxiliam a gerir as situações que os rodeiam e a transmitir segurança e confiança aos seus alunos, independente da disciplina ministrada. Nesse sentido, a presente pesquisa partiu do questionamento de como as competências emocionais dos professores impactarão tanto a forma como ele lida com suas próprias emoções e estados de humor, quanto com as crenças sobre suas próprias competências para ensinar. O objetivo do presente trabalho é avaliar as relações da inteligência emocional com as alterações de humor ao longo do ano e as crenças de eficácia de professores da Rede Pública de Ensino de Pernambuco.A amostra foi composta por 51 participantes, professores do ensino público de Pernambuco, que responderam os seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico, Inventário de Competências Emocionais (ICER), Crenças de Eficácia de Professores e Medidor de Humor (Mood-Meter). Com vistas a alcançar os objetivos propostos, foram realizados os cálculos dos coeficientes Alfa de Crombach, Ômega de Mcdonald e a Correlação de Pearson. Como resultado observou-se que foram encontradas correlações positivas e significativas entre inteligência emocional e autoeficácia, inteligência emocional e alterações de humor e crenças de eficácia e alterações de humor.


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  • As diversas mudanças sociais e comportamentais vividas atualmente sugerem a necessidade de uma reflexão sobre o sistema educacional vigente no Brasil, reforçando o papel social das escolas na formação de seus educandos para o exercício da cidadania. Percebe-se um progressivo interesse na investigação do papel das emoções na educação ao se referir a sua importância para o sucesso interpessoal, tanto quanto para o próprio processo de ensino e aprendizagem, com isso os avanços nas investigações das questões emocionais que permeiam o ambiente escolar auxiliam na busca por novos meios de cuidado para aqueles que ali convivem. Os professores são alguns dos principais agentes práticos na promoção de conhecimentos cognitivos e comportamentais. Eles carecem de muitas competências emocionais que auxiliam a gerir as situações que os rodeiam e a transmitir segurança e confiança aos seus alunos, independente da disciplina ministrada. Nesse sentido, a presente pesquisa parte do questionamento de como as competências emocionais dos professores
    impactarão tanto a forma como ele lida com suas próprias emoções e estados de humor, quanto com as crenças sobre suas próprias competências para ensinar. O objetivo do presente projeto é avaliar as relações da inteligência emocional com as alterações de humor ao longo do ano e as crenças de eficácia de professores da Rede Pública de Ensino de Pernambuco. Especificamente, pretende-se (1) verificar as relações entre inteligência emocional e as alterações de humor de professores do ensino público ao longo do ano; (2) verificar as relações entre inteligência emocional e as crenças de eficácia de professores do ensino público; (3) verificar se as variações de humor entre o início e o final do ano em professores do ensino público, podem ser preditas pela inteligência emocional e crenças de eficácia. Farão parte da pesquisa 100 professores, de ambos os gêneros, da rede pública de ensino e que responderão os seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico, Inventário
    de Competências emocionais (ICE), Crenças de Eficácia de Professores e Mood-Metter. Com vistas a alcançar os objetivos propostos serão realizadas análises de correlação de Pearson entre os fatores avaliados pelos instrumentos propostos e de regressão linear múltipla para predizer alterações de humor.

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  • BRENDA LORRENNE DUNGA DE OLIVEIRA
  • IMAGINAÇÃO COMO EXPANSÃO DA EXPERIÊNCIA: um estudo com uma idosa sobre sua vivência na pandemia da COVID-19

  • Orientador : ANA KARINA MOUTINHO LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KATIA MAHEIRIE
  • ANDREA PAULA FALCAO PANTOJA
  • WEDNA CRISTINA MARINHO GALINDO
  • Data: 28/06/2022

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  • O objetivo deste estudo foi investigar como se desenvolvem os processos imaginativos de uma pessoa idosa sobre a vida após a vivência da pandemia da COVID-19. Os idosos compõem um dos principais grupos de risco para o agravamento e falecimento em função da infecção respiratória causada pelo coronavírus, diante disso houve o imperativo de pesquisas e estratégias para o cuidado e prevenção com a saúde física e mental dessa população. Consideramos a imaginação um processo cognitivo central no enfrentamento de momentos de crises e rupturas, esta é uma função mental superior que pode possibilitar a adaptação considerando as limitações e potencialidade sociais e culturais no mundo em que estamos inseridos. Adotamos a perspectiva teórica proposta por Zittoun e colaboradores sobre o modelo de “loop” imaginativo, aqui adaptado para o contexto e língua brasileira é chamado de ciclo dinâmico imaginativo, no qual a imaginação nos permite transitar entre passado, presente e futuro, e está relacionada a corporeidade e mobilidade, de forma a possibilitar a expansão da experiência com base em aprendizados do passado ou desejos para o futuro. O presente trabalho trata-se de um estudo de caso, de modelo idiográfico, que utilizou como instrumentos três entrevistas semi-estruturadas, e a construção da ferramenta “Álbum: Era uma vez a vida com a pandemia”, e se desenvolveu em três etapas que ocorram de forma remota através de encontros mediados pelo Google Meet. Os dados apresentados foram construídos junto com uma participante, de codinome Libélula, de 73 anos e residente em Camaragibe - Pernambuco. A análise foi realizada de acordo com os conceitos teóricos desenvolvidos por Zittoun e Gillespie (2016), Gfeller e Zittoun (2020) e Zittoun (2020). Identificou-se que Libélula realizou 18 ciclos dinâmicos imaginativos a maioria apresentou temporalidade direcionada para o passado, generalidade específica, plausibilidade possível dentro do seu contexto sociocultural e a corporeidade envolveu imaginações tanto sobre seu corpo quanto sobre o corpo do outro. A participante realizou adaptações em suas esferas de experiência para manter seu senso de auto-continuidade e se adaptar à realidade, identificando assim aspectos protetivos e criativos desenvolvidos por ela, como a realização atividades prazerosas como meditação e cultivo de uma horta, além da importância de sua rede de apoio e do uso de redes sociais como Whatsapp para manter suas relações sociais. Além disso foi possível conhecer as modalidades simbólicas e geográficas da participante e como estas foram afetadas pela experiência da pandemia, ora sendo restringidas ora sendo expandidas conforme os diferentes momentos da pandemia. Espera-se contribuir com esse estudo para a Psicologia Cognitiva tanto no que diz respeito a metodologias para construção e coleta de dados de forma remota, quanto corroborando para construção e fortalecimento de teorias sobre o processo cognitivo da imaginação em diversos contextos e cenários.


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  • O objetivo deste estudo foi investigar como se desenvolvem os processos imaginativos de uma pessoa idosa sobre a vida após a vivência da pandemia da COVID-19. Os idosos compõem um dos principais grupos de risco para o agravamento e falecimento em função da infecção respiratória causada pelo coronavírus, diante disso houve o imperativo de pesquisas e estratégias para o cuidado e prevenção com a saúde física e mental dessa população. Consideramos a imaginação um processo cognitivo central no enfrentamento de momentos de crises e rupturas, esta é uma função mental superior que pode possibilitar a adaptação considerando as limitações e potencialidade sociais e culturais no mundo em que estamos inseridos. Adotamos a perspectiva teórica proposta por Zittoun e colaboradores sobre o modelo de “loop” imaginativo, aqui adaptado para o contexto e língua brasileira é chamado de ciclo dinâmico imaginativo, no qual a imaginação nos permite transitar entre passado, presente e futuro, e está relacionada a corporeidade e mobilidade, de forma a possibilitar a expansão da experiência com base em aprendizados do passado ou desejos para o futuro. O presente trabalho trata-se de um estudo de caso, de modelo idiográfico, que utilizou como instrumentos três entrevistas semi-estruturadas, e a construção da ferramenta “Álbum: Era uma vez a vida com a pandemia”, e se desenvolveu em três etapas que ocorram de forma remota através de encontros mediados pelo Google Meet. Os dados apresentados foram construídos junto com uma participante, de codinome Libélula, de 73 anos e residente em Camaragibe - Pernambuco. A análise foi realizada de acordo com os conceitos teóricos desenvolvidos por Zittoun e Gillespie (2016), Gfeller e Zittoun (2020) e Zittoun (2020). Identificou-se que Libélula realizou 18 ciclos dinâmicos imaginativos a maioria apresentou temporalidade direcionada para o passado, generalidade específica, plausibilidade possível dentro do seu contexto sociocultural e a corporeidade envolveu imaginações tanto sobre seu corpo quanto sobre o corpo do outro. A participante realizou adaptações em suas esferas de experiência para manter seu senso de auto-continuidade e se adaptar à realidade, identificando assim aspectos protetivos e criativos desenvolvidos por ela, como a realização atividades prazerosas como meditação e cultivo de uma horta, além da importância de sua rede de apoio e do uso de redes sociais como Whatsapp para manter suas relações sociais. Além disso foi possível conhecer as modalidades simbólicas e geográficas da participante e como estas foram afetadas pela experiência da pandemia, ora sendo restringidas ora sendo expandidas conforme os diferentes momentos da pandemia. Espera-se contribuir com esse estudo para a Psicologia Cognitiva tanto no que diz respeito a metodologias para construção e coleta de dados de forma remota, quanto corroborando para construção e fortalecimento de teorias sobre o processo cognitivo da imaginação em diversos contextos e cenários.

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  • RENATA PALHARES FERREIRA
  • ANÁLISE DE ERROS EM PROBLEMAS DE COMBINATÓRIA COM INVARIANTES IMPLÍCITOS E EXPLÍCITOS RESOLVIDOS POR CRIANÇAS

  • Orientador : JULIANA FERREIRA GOMES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JULIANA AZEVEDO MONTENEGRO
  • LIANNY MILENNA DE SA MELO
  • NEILA TONIN AGRANIONIH
  • Data: 30/06/2022

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  • O raciocínio combinatório desempenha um importante papel no desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes. O presente estudo, fundamentado na teoria dos campos conceituais, investigou o efeito da explicitação dos invariantes nos erros empregados por crianças na resolução de problemas de arranjo, permutação e combinação em duas condições: com enunciados que explicitavam os invariantes ou com enunciados que deixavam os invariantes implícitos. O estudo foi construído a partir do banco de dados de Silva e colaboradores (2017), composto por 60 protocolos de crianças, de ambos os sexos, estudantes do 4º ano do ensino fundamental de uma escola pública da cidade de Maceió-AL, as quais foram divididas em três grupos com vinte crianças. Cada grupo respondeu a quatro problemas de um tipo de situação combinatória, sendo dois com invariantes implícitos e dois com invariantes explícitos. A análise qualitativa identificou cinco tipos de raciocínio envolvidos nas respostas inadequadas e comuns às três situações combinatórias. De maneira geral, os resultados indicam que a condição de explicitação dos invariantes denotou qualitativamente, respostas mais elaboradas, em razão da sofisticação cognitiva. A análise estatística confirmou as diferenças de distribuição dos tipos de erros em função da condição implícita e explícita. Esses resultados trazem contribuições para o campo da psicologia cognitiva, relativas à compreensão da organização intelectual de crianças dos anos iniciais no tocante aos mecanismos de aquisição do conhecimento combinatório, como também para o campo da educação matemática.


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  • O presente trabalho tem por objetivo analisar o raciocínio empregado por crianças na resolução incorreta de problemas de combinatória em situações com invariantes implícitos e explícitos. Arranjo, combinação e permutação serão os tipos de problemas combinatórios abordados neste estudo. Com fundamentação na teoria dos campos conceituais, avalia-se o efeito da explicitação dos invariantes de ordem, repetição e esgotamento no raciocínio de crianças. Ressalta-se a escassez de estudos que comparem problemas explícitos e implícitos nas três situações combinatórias com foco na análise do erro. Em razão da Pandemia COVID 19 e da necessidade de isolamento social social, optou se por fazer uso de um banco de dados constituído em pesquisa anterior, composto por 60 protocolos de crianças, de ambos os sexos, estudantes do 4º ano do ensino fundamental de uma escola pública da cidade de Maceió AL. Para o presente estudo, as crianças serão divididas em três grupos, com vinte participantes em cada. O grupo A será composto por crianças que resolveram problemas de arranjo, o Grupo B por crianças que resolveram problemas de permutação e o grupo C por crianças que resolveram problemas de combinação. Em cada grupo, quatro problemas foram resolvidos, sendo dois com invariantes explícitos no enunciado e dois com invariantes implícitos. A partir dos protocolos transcritos, pretende se fazer uma análise das respostas incorretas, com intuito de compreender e gerar uma possível classificação dos erros encontrados. A classificação será feita em função do tipo de problema (arranjo, permutação e combinação) e da situação-problema (implícita/prototípica ou explícita). Testes estatísticos no programa SPSS PC (Statistical Package for Social Sciences), poderão ser feitos para comparação entre grupos e situações problema. Acredita se que tal investigação pode trazer contribuições para o campo da psicologia cognitiva, quando da compreensão da lógica da organização intelectual das crianças nos anos iniciais no tocante aos mecanismos de aquisição do conhecimento combinatório. Os resultados podem trazer, também, contribuições para o campo da educação matemática.

Teses
1
  • RAQUEL CORDEIRO NOGUEIRA LIMA
  • IMPACTOS DA DISCIPLINA ‘ARGUMENTAÇÃO NA EDUCAÇÃO’ (DAE) NA COMPETÊNCIA ARGUMENTATIVA E NO MANEJO DE METODOLOGIAS POTENCIALMENTE ARGUMENTATIVAS POR FUTUROS PROFESSORES

  • Orientador : SELMA LEITAO SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIA LARRAÍN SUTIL
  • GABRIEL FORTES CAVALCANTI DE MACEDO
  • ISABEL CRISTINA MICHELAN DE AZEVEDO
  • KATIA CALLIGARIS RODRIGUES
  • SANDRA PATRICIA ATAIDE FERREIRA
  • Data: 27/01/2022

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  • O presente estudo propõe investigar os impactos da participação de futuros pedagogos na Disciplina 'Argumentação na Educação' (doravante DAE), realizada durante o período de graduação. A DAE propõe desenvolver nos estudantes as competências necessárias para argumentar, bem como para construir e mediar estratégias didáticas argumentativas em ambientes educacionais. Fundamentam esta proposta a compreensão da argumentação, em suas dimensões cognitiva, discursiva, social e dialógica, como discurso essencial para a construção de conhecimento e habilidades de pensamento, tendo especial relevância no campo da educação e, portanto, na formação docente. Os objetivos específicos deste estudo consistiram em observar os impactos da DAE na competência argumentativa, bem como na apropriação dos saberes docentes relacionados ao manejo da argumentação, buscando capturar as transformações possibilitadas no discurso, pensamento e ação com argumentação. Dessa forma, privilegiamos a realização de um estudo microgenético (PUCHE-NAVARRO; OSSA, 2006), através da construção de um estudo de caso com foco idiográfico (YIN, 2001). O corpus se compôs por dados de natureza audiovisual e escrita, construídos durante um semestre letivo e analisados a partir dos seguintes indicadores: a unidade de análise triádica de Leitão (2000), os marcadores discursivos de Schiffrin (1987), os marcadores conversacionais de Marcuschi (1999), os critérios de qualidade da argumentação de Govier (2010), as Ações Discursivas do Professor de De Chiaro e Leitão (2005) e os princípios do Ensino Dialógico de Alexander (2006). As análises permitiram observar impactos importantes da DAE na competência argumentativa, através da potencialização na construção dos elementos A-CA-R, melhoria na qualidade da argumentação construída, além de um refinamento do pensamento reflexivo. Houve também ganhos significativos nos saberes docentes, refletidos no êxito do planejamento e desenho de uma atividade potencialmente argumentativa, no emprego de diversas Ações Discursivas durante a mediação da atividade prática docente, bem como um grau de apropriação dos princípios do Ensino Dialógico. Tais resultados indicam que a combinação dos elementos presentes na DAE (currículo, metodologias, cultura, postura do professor etc.) foi essencial para o desenvolvimento observado no caso.


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  • O presente estudo propõe investigar os impactos da participação de futuros pedagogos na Disciplina 'Argumentação na Educação' (doravante DAE), realizada durante o período de graduação. A DAE propõe desenvolver nos estudantes as competências necessárias para argumentar, bem como para construir e mediar estratégias didáticas argumentativas em ambientes educacionais. Fundamentam esta proposta a compreensão da argumentação, em suas dimensões cognitiva, discursiva, social e dialógica, como discurso essencial para a construção de conhecimento e habilidades de pensamento, tendo especial relevância no campo da educação e, portanto, na formação docente. Os objetivos específicos deste estudo consistiram em observar os impactos da DAE na competência argumentativa, bem como na apropriação dos saberes docentes relacionados ao manejo da argumentação, buscando capturar as transformações possibilitadas no discurso, pensamento e ação com argumentação. Dessa forma, privilegiamos a realização de um estudo microgenético (PUCHE-NAVARRO; OSSA, 2006), através da construção de um estudo de caso com foco idiográfico (YIN, 2001). O corpus se compôs por dados de natureza audiovisual e escrita, construídos durante um semestre letivo e analisados a partir dos seguintes indicadores: a unidade de análise triádica de Leitão (2000), os marcadores discursivos de Schiffrin (1987), os marcadores conversacionais de Marcuschi (1999), os critérios de qualidade da argumentação de Govier (2010), as Ações Discursivas do Professor de De Chiaro e Leitão (2005) e os princípios do Ensino Dialógico de Alexander (2006). As análises permitiram observar impactos importantes da DAE na competência argumentativa, através da potencialização na construção dos elementos A-CA-R, melhoria na qualidade da argumentação construída, além de um refinamento do pensamento reflexivo. Houve também ganhos significativos nos saberes docentes, refletidos no êxito do planejamento e desenho de uma atividade potencialmente argumentativa, no emprego de diversas Ações Discursivas durante a mediação da atividade prática docente, bem como um grau de apropriação dos princípios do Ensino Dialógico. Tais resultados indicam que a combinação dos elementos presentes na DAE (currículo, metodologias, cultura, postura do professor etc.) foi essencial para o desenvolvimento observado no caso.

2021
Dissertações
1
  • JULIANA RAMALHO FERNANDES
  • MULHERES DIAGNOSTICADAS COM CÂNCER DE MAMA IMAGINANDO SEU ADOECIMENTO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19

  • Orientador : ANA KARINA MOUTINHO LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SILVIA FERNANDA DE MEDEIROS MACIEL
  • LUIS FELIPE RIOS DO NASCIMENTO
  • MONICA CRISTINA BATISTA DE MELO
  • Data: 26/04/2021

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  • O diagnóstico do câncer pode representar para a mulher uma forte sensação de perda, medo, vulnerabilidade e, principalmente, a preocupação em relação ao futuro através de uma doença inesperada que traz consigo uma ameaça à continuidade da vida. Diante da atual pandemia da COVID-19, pessoas em tratamento oncológico foram consideradas como parte do grupo de risco para a doença e algumas mudanças puderam ser observadas inclusive no que concerne aos tratamentos utilizados para o câncer. A imaginação é considerada como uma função mental superior fundamental no que diz respeito às incertezas do futuro, pois como processo cultural semiótico, quando a consideramos enquanto processo de adaptação e pré- adaptação ao futuro, torna-se possível imaginar as várias possibilidades de significados diante de uma situação como o diagnóstico do câncer de mama, antecipando-as para o momento presente em que vivemos, na medida em que reconstruímos o passado. A partir disso, foram utilizados estudos recentemente realizados por Zittoun (2020) a partir da sua compreensão da imaginação como uma experiência de looping. Trata-se de um estudo idiográfico que teve como objetivo investigar como duas mulheres diagnosticadas com câncer de mama imaginam o seu processo de adoecimento durante a particular vivência da atual pandemia provocada pelo SARS-CoV-2. Para tanto, foram realizados dois encontros separadamente através do uso de videochamadas previamente agendadas com cada participante do estudo com o objetivo de acompanhar o processo de transformações das construções sígnicas sobre o futuro ao longo dos encontros virtuais. Nesses encontros virtuais foram realizadas entrevistas semiestruturadas com a utilização de um questionário sociodemográfico e roteiro de entrevista elaborados pela pesquisadora e foi proposta uma adaptação ao modelo da caixa de surpresas diante do ineditismo de uma construção de dados em formato virtual. Os dados foram analisados de acordo com os conceitos teóricos desenvolvidos por Zittoun e Cerchia (2013), Zittoun e Gillespie, (2016), Gfeller e Zittoun (2020) e Zittoun (2020) como dimensões do que concebem enquanto imaginação: temporalidade, plausibilidade, generalidade e corporeidade, assim como três elementos constitutivos do loop imaginativo: gatilhos, recursos e desfechos. Os resultados desse estudo apontaram a partir da dinâmica imaginativa de cada participante, loops em que foram observadas sucessivas tentativas de adaptação ao futuro incerto diante da doença que enfrentam e da situação de pandemia que vivem. A partir disso, foi possível verificar a hipótese sobre a relação entre a imaginação e o conceito de coping desenvolvido por Lazarus e Folkman (1984) através das transformações sígnicas observadas. Sendo assim, o presente estudo possibilita a investigação da imaginação em diferentes cenários, o que contribui também para a expansão teórica e empírica no tocante à Psicologia Cognitiva.


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  • Os processos imaginativos podem ser compreendidos a partir de diferentes perspectivas e dentre elas, a Psicologia Cultural Semiótica, que será utilizada como referencial para o presente estudo. A imaginação é considerada uma função mental superior fundamental no que diz respeito às incertezas do futuro, pois como processo cultural semiótico, quando a consideramos enquanto processo de adaptação e pré-adaptação ao futuro, torna-se possível imaginar as várias possibilidades de significados diante de uma situação, antecipando-os para o momento presente em que vivemos, na medida em que reconstruímos o passado. A partir disso, trata-se de um estudo idiográfico que tem como objetivo investigar como mulheres diagnosticadas com câncer de mama imaginam o seu processo de adoecimento. Para tanto, serão conduzidos paralelamente dois estudos utilizando-se da Caixa de Surpresas e de entrevistas semiestruturadas. O estudo 1, com foco na produção imagética de significados através da elaboração de desenhos e palavras escritas que possam representar o processo de adoecimento que as mulheres estão vivenciando e o estudo 2, com foco nas transformações sígnicas ao longo de seis encontros com as mulheres, trazendo também a perspectiva de familiares e profissionais de saúde que fazem parte do contexto semiótico das mulheres diagnosticadas com câncer de mama sobre o processo de adoecimento que elas estão vivenciando. Os dados serão analisados a partir da dinâmica dos processos imaginativos proposta por Valsiner (2014) e Tateo (2015, 2017), considerando os elementos da dinâmica imaginativa: Gegenstand, resistência, “ver” e “ver como” e vetores de ação.

2
  • DIOGO EMMANUEL LUCENA DOS SANTOS
  • RELAÇÕES ENTRE VIVÊNCIAS NEGATIVAS, ANSIEDADE MATEMÁTICA E PROCRASTINAÇÃO EM ESTUDANTES DE PEDAGOGIA

  • Orientador : SINTRIA LABRES LAUTERT
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JORGE TARCISIO DA ROCHA FALCAO
  • MARCELO HENRIQUE OLIVEIRA HENKLAIN
  • NEILA TONIN AGRANIONIH
  • Data: 28/06/2021

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  • A formação em Pedagogia enfrenta diversos desafios, dentre eles o de preparar o estudante ao exercício crítico da docência e superar as dificuldades no ensino e na aprendizagem da Matemática. Esta pesquisa investigou como a ansiedade matemática, as vivências negativas e a procrastinação se relacionam e afetam o fazer acadêmico de estudantes da Licenciatura em Pedagogia em relação à matemática. Participaram inicialmente 119 estudantes de Pedagogia, de ambos os sexos, entre 16 e 58 anos, matriculados em universidades públicas e privadas, entre o 1º e o 10º períodos. Destes, 60 estudantes responderam às três escalas usadas na investigação e foram efetivos a participar do estudo. Estes foram alocados em três grupos relacionados às experiências curriculares voltadas à matemática: G1- aqueles que não cursaram nenhuma disciplina teórica (15 estudantes); G2- aqueles que cursaram disciplinas teóricas (30 estudantes) e G3- aqueles que passaram por disciplinas teóricas e práticas (estágio curricular) (15 estudantes). A coleta dos dados foi realizada de modo remoto em duas etapas. A Etapa 1 consistiu no preenchimento da Escala de Ansiedade à Matemática (EAM-PED); Escala de Vivências Acadêmicas Negativas em relação à Matemática (EVAN-PED); e Escala de Motivos de Procrastinação Acadêmica em relação a Matemática (EMOP-MAT). A Etapa 2 consistiu na realização de entrevista semiestruturada com os participantes que atingiram pontuações de extrema ansiedade. Dos seis contatados apenas dois retornaram o e-mail e foram efetivos nessa etapa, que tinha por objetivo resgatar as narrativas em relação à Matemática. Os resultados obtidos dos 119 participantes conferiram adequação amostral para a realização de Análise Fatorial Exploratória (AFE) na EAM-PED: teste de KMO (0,938) e o teste de esfericidade de Bartlett (<0.001). Os valores do Alpha de Cronbach (0.98) e da variância explicada (0.744) indicam que os itens da EAM-PED apresentam consistência interna. Em relação às variáveis investigadas, os resultados apontam correlação positiva e significativa entre ansiedade matemática e vivências negativas experienciadas em aulas de matemática nos Ensinos Fundamental (Anos Iniciais e Finais), e Médio. No que concerne ao Ensino Superior, a ansiedade matemática parece estar relacionada ao histórico e às lembranças advindas de momentos traumáticos dessas vivências negativas nos anos escolares ocasionando comportamentos procrastinatórios, reflexo dessas dificuldades existentes. A procrastinação se relacionou de forma negativa com ansiedade matemática no que diz respeito às tarefas matemáticas; por outro lado ao investigar os motivos pelos quais os estudantes procrastinam esse tipo de tarefa, há relação positiva com a ansiedade matemática, visto que esses motivos se caracterizam pelos desconfortos presentes na ansiedade matemática. Conclui-se que a ansiedade matemática em estudantes de pedagogia apresenta relação com as vivências negativas presentes desde os anos de escolarização, repercutindo em ações em sua formação acadêmica no curso de Pedagogia, sendo motivos para comportamentos procrastinatórios na hora de cursar, aprender e estagiar disciplinas que apresentem a palavra Matemática.


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  • A formação em Pedagogia enfrenta diversos desafios, dentre eles o de preparar o estudante ao exercício crítico da docência e superar as dificuldades no ensino e na aprendizagem da Matemática. Esta pesquisa investigou como a ansiedade matemática, as vivências negativas e a procrastinação se relacionam e afetam o fazer acadêmico de estudantes da Licenciatura em Pedagogia em relação à matemática. Participaram inicialmente 119 estudantes de Pedagogia, de ambos os sexos, entre 16 e 58 anos, matriculados em universidades públicas e privadas, entre o 1º e o 10º períodos. Destes, 60 estudantes responderam às três escalas usadas na investigação e foram efetivos a participar do estudo. Estes foram alocados em três grupos relacionados às experiências curriculares voltadas à matemática: G1- aqueles que não cursaram nenhuma disciplina teórica (15 estudantes); G2- aqueles que cursaram disciplinas teóricas (30 estudantes) e G3- aqueles que passaram por disciplinas teóricas e práticas (estágio curricular) (15 estudantes). A coleta dos dados foi realizada de modo remoto em duas etapas. A Etapa 1 consistiu no preenchimento da Escala de Ansiedade à Matemática (EAM-PED); Escala de Vivências Acadêmicas Negativas em relação à Matemática (EVAN-PED); e Escala de Motivos de Procrastinação Acadêmica em relação a Matemática (EMOP-MAT). A Etapa 2 consistiu na realização de entrevista semiestruturada com os participantes que atingiram pontuações de extrema ansiedade. Dos seis contatados apenas dois retornaram o e-mail e foram efetivos nessa etapa, que tinha por objetivo resgatar as narrativas em relação à Matemática. Os resultados obtidos dos 119 participantes conferiram adequação amostral para a realização de Análise Fatorial Exploratória (AFE) na EAM-PED: teste de KMO (0,938) e o teste de esfericidade de Bartlett (<0.001). Os valores do Alpha de Cronbach (0.98) e da variância explicada (0.744) indicam que os itens da EAM-PED apresentam consistência interna. Em relação às variáveis investigadas, os resultados apontam correlação positiva e significativa entre ansiedade matemática e vivências negativas experienciadas em aulas de matemática nos Ensinos Fundamental (Anos Iniciais e Finais), e Médio. No que concerne ao Ensino Superior, a ansiedade matemática parece estar relacionada ao histórico e às lembranças advindas de momentos traumáticos dessas vivências negativas nos anos escolares ocasionando comportamentos procrastinatórios, reflexo dessas dificuldades existentes. A procrastinação se relacionou de forma negativa com ansiedade matemática no que diz respeito às tarefas matemáticas; por outro lado ao investigar os motivos pelos quais os estudantes procrastinam esse tipo de tarefa, há relação positiva com a ansiedade matemática, visto que esses motivos se caracterizam pelos desconfortos presentes na ansiedade matemática. Conclui-se que a ansiedade matemática em estudantes de pedagogia apresenta relação com as vivências negativas presentes desde os anos de escolarização, repercutindo em ações em sua formação acadêmica no curso de Pedagogia, sendo motivos para comportamentos procrastinatórios na hora de cursar, aprender e estagiar disciplinas que apresentem a palavra Matemática.

3
  • LEANDRO SANTOS BEZERRA
  • FUNÇÕES EXECUTIVAS EM ADOLESCENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 1

  • Orientador : RENATA MARIA TOSCANO BARRETO LYRA NOGUEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALINE MENDES LACERDA
  • LUCIANA GONCALVES DE ORANGE
  • LEOPOLDO NELSON FERNANDES BARBOSA
  • Data: 30/06/2021

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  • As Funções Executivas (FE) são um conjunto de habilidades cognitivas que permitem a regulação de pensamentos e ações, orientando o comportamento a um objetivo. São estruturadas em três habilidades básicas: o controle inibitório, a memória de trabalho e a flexibilidade cognitiva, sendo que a interação entre elas serve de base para o desenvolvimento de funções executivas superiores, como o planejamento. Considerando a importância dessas habilidades sobre o comportamento humano, algumas investigações têm indicado que tais habilidades estão altamente relacionadas a comportamentos de saúde, como a adesão ao tratamento e controle metabólico de disfunções crônicas. Nesse contexto, estudos clínicos têm sugerido que o Diabetes Mellitus (DM), devido às oscilações glicêmicas, está associado com o desenvolvimento de disfunções executivas. Este comprometimento poderia ser agravado por fatores de risco como a baixa adesão ao tratamento, o menor controle glicêmico e a idade precoce de diagnóstico, bem como seria mais prejudicial em crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), em função do período crítico de desenvolvimento do Sistema Nervoso Central (SNC). Diante do exposto, o presente estudo teve como objetivo avaliar funções executivas em adolescentes com DM1. A amostra foi composta por 68 adolescentes: 34 com DM1 (grupo clínico) e 34 sem DM (grupo controle), com idades entre 13 e 16 anos. Foi realizada uma avaliação remota a partir dos seguintes instrumentos: (i) Questionário sociodemográfico e (ii) Questionário de saúde; (iii) Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse para Adolescentes (EDAE-A); (iv) Hemoglobina glicada (HbA1c) para avaliar o controle glicêmico; e o (v) CEAT-VIH adaptado para tratamento com insulina para avaliar a adesão ao tratamento do grupo clínico. As funções executivas foram avaliadas pelo: (vi) Matching Familiar Figures Test (MFFT) – Controle inibitório; (vii) Self-ordered Pointing Test (SOPT) – Memória de trabalho; (viii) Continuous Performance Test Flex (CPT-Flex) – Flexibilidade cognitiva; (ix) Torre de Londres-19 (ToL-19) – Planejamento. Além da avaliação feita por tarefas, as funções executivas foram mensuradas por um instrumento de heterorrelato: (x) Behavior Rating Inventory of Executive Function (BRIEF). Os resultados indicaram que o grupo clínico obteve menor desempenho na memória de trabalho (SOPT) e maior comprometimento no controle emocional (BRIEF) em comparação ao grupo controle. Em relação às associações entre as funções executivas e as variáveis clínicas (adesão, controle glicêmico e idade de diagnóstico), as análises apresentaram apenas uma correlação positiva entre a memória de trabalho (SOPT) e a idade de diagnóstico, sugerindo que adolescentes com diagnóstico mais tardios obtiveram melhor desempenho nessa habilidade executiva. Nessa direção, é possível sinalizar que os déficits observados nessas funções executivas podem servir como um fator de risco potencial para declínio cognitivo futuro no grupo clínico e que a exposição ao menor controle metabólico poderia agravar esse comprometimento. Estudos dessa natureza são escassos na literatura, principalmente no Brasil, e podem auxiliar na compreensão de disfunções cognitivas/executivas associadas ao DM1 e orientar ações que minimizem os comprometimentos dessa condição endócrina.


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  • As Funções Executivas (FE) são descritas enquanto um conjunto de habilidades cognitivas que permitem a regulação de pensamentos e ações, orientando o comportamento a um objetivo. Elas são estruturadas em três habilidades básicas: o controle inibitório, a memória de trabalho e a flexibilidade cognitiva, sendo que a interação elas serve de base para o desenvolvimento de funções executivas superiores, como o planejamento. Considerando a importância dessas habilidades sobre o comportamento humano, algumas investigações têm indicado que tais habilidades estão altamente relacionadas a comportamentos de saúde, como a adesão ao tratamento e controle metabólico de disfunções crônicas. Nesse contexto, diversos estudos clínicos têm sugerido que o Diabetes Mellitus (DM), devido às oscilações glicêmicas, está associado com o desenvolvimento de disfunções executivas. Este comprometimento poderia ser agravado por fatores de risco como a baixa adesão ao tratamento, o menor controle glicêmico e a idade precoce de diagnóstico, bem como seria mais prejudicial em crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), em função do período crítico de desenvolvimento do Sistema Nervoso Central (SNC). Diante do exposto, o presente estudo teve como objetivo avaliar funções executivas em adolescentes com DM1. A amostra foi composta por 68 adolescentes: 34 com DM1 (grupo clínico) e 34 sem DM (grupo controle), com idades entre 13 e 16 anos. Para avaliação das FE os seguintes instrumentos foram utilizados: Matching Familiar Figures Test (MFFT); Self-ordered Pointing Test (SOPT); Continuous Performance Test Flex (CPT-Flex); Torre de Londres-19 (ToL-19); e o Behavior Rating Inventory of Executive Function - BRIEF. Os resultados indicaram que o grupo clínico obteve menor desempenho na memória de trabalho (SOPT) e maior comprometimento no controle emocional (BRIEF) em comparação ao grupo controle. Em relação às associações entre as funções executivas e as variáveis clínicas (adesão, controle glicêmico e idade de diagnóstico), as análises apresentaram apenas uma correlação positiva entre a memória de trabalho (SOPT) e a idade de diagnóstico, sugerindo que adolescentes com diagnóstico mais tardios obtiveram melhor desempenho nessa habilidade executiva. Estudos dessa natureza são escassos na literatura, principalmente no Brasil, e podem auxiliar na compreensão de disfunções cognitivas/executivas associadas ao DM1 e orientar ações que minimizem os comprometimentos dessa condição endócrina.

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  • PAULA DOURADO BUARQUE DE GUSMAO
  • EXAMINANDO AS ATIVIDADES MATEMÁTICAS REALIZADAS NO AMBIENTE FAMILIAR: COMPARANDO CRIANÇAS SURDAS E OUVINTES

  • Orientador : ALINA GALVAO SPINILLO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA SORAIA SILVA CRUZ
  • RUTE ELIZABETE DE SOUZA ROSA BORBA
  • SANDRA MARIA PINTO MAGINA
  • Data: 30/09/2021

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  • O presente estudo analisa e compara as atividades matemáticas realizadas por crianças surdas e ouvintes no ambiente familiar. Um estudo desta natureza pode contribuir para esclarecer a defasagem que crianças surdas apresentam acerca de conhecimentos matemáticos quando comparadas a crianças ouvintes. Uma das explicações para esta defasagem é que as experiências matemáticas no ambiente familiar das crianças surdas são limitadas, pois a surdez dificultaria as interações e o acesso a experiências importantes para a compreensão de noções matemáticas básicas. Se por um lado, pesquisas com crianças ouvintes mostram que as atividades matemáticas realizadas em casa contribuem para o desenvolvimento do raciocínio matemático, por outro lado, pouco se sabe acerca dessas atividades em relação às crianças surdas neste contexto. Devido à pandemia da COVID 19, informações sobre as atividades matemáticas das crianças surdas e ouvintes foram obtidas através de entrevistas realizadas por meio remoto com adultos responsáveis por essas crianças. Participaram da pesquisa 20 adultos, sendo dez responsáveis por crianças surdas oralizadas e dez responsáveis por crianças ouvintes. As crianças que eram alvo das entrevistas tinham idade entre 6 e 12 anos, estudantes do 1º ao 6º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas e particulares. Os entrevistados foram solicitados a fazer observações das crianças-alvo no ambiente familiar e preencher uma folha de registro com informações detalhadas das atividades matemáticas realizadas por elas. As atividades registradas eram relativas a duas ou quatro horas de observação com cada criança-alvo, perfazendo um total de 30 horas de observação com as crianças surdas e 30 horas com as ouvintes. A partir desses registros e das entrevistas com os responsáveis foi possível identificar as atividades matemáticas realizadas pelas crianças-alvo em suas residências. As atividades foram analisadas em função da frequência com que ocorriam, do conhecimento matemático nelas envolvidos (contagem, medidas, conceitos aritméticos etc.), sendo classificadas em cinco tipos: lúdica, culinária, escolar, conversação e dinheiro. A análise foi qualitativa descritiva, a partir da natureza das atividades descritas nas entrevistas das observações realizadas pelos responsáveis das crianças-alvo. A classificação das atividades matemáticas foi definida por meio de discussão entre dois juízes. Os dados mostraram que os tipos de atividades identificadas entre as crianças surdas e ouvintes foram os mesmos. A diferença ocorreu quanto à concentração de atividades, uma vez que entre as crianças ouvintes observou-se uma média de 1,3 atividades por hora, enquanto entre as crianças surdas a média foi de 0,8. Comparações entre as crianças surdas e ouvintes revelou que atividades matemáticas de conversação foram bem mais frequentes entre as crianças ouvintes do que entre as surdas, como também envolviam uma maior diversidade de conhecimentos matemáticos do que aquelas realizadas pelas surdas. Observou-se também que as crianças surdas tendiam a interagir com um menor número de pessoas nessas atividades do que as ouvintes. As atividades lúdicas e escolares eram as mais frequentes entre as crianças surdas, enquanto as atividades de conversação e as lúdicas eram as mais comumente realizadas pelas ouvintes. Em relação aos conhecimentos matemáticos envolvidos nas atividades, os dados mostraram que conhecimentos aritméticos foram os mais identificados, estando mais presentes em atividades escolares do que nos demais tipos, caracterizando assim as atividades das crianças surdas. As crianças ouvintes, por sua vez, realizavam atividades que envolviam conhecimentos sobre medidas e grandezas e quantificações, comumente presentes nas atividades de conversação. Os dados desta pesquisa sugerem que a maior diferença presente nas atividades matemáticas realizadas no ambiente familiar pelas crianças surdas e ouvintes se refere à comunicação existente no cotidiano das crianças surdas que parece ser mais limitado em relação à frequência com que ocorrem e em relação à diversidade de atividades e, consequentemente, de conhecimentos matemáticos envolvidos. É possível que um dos fatores que possa influenciar no nível de conhecimento matemática dessas crianças seja a exposição limitada a situações do cotidiano envolvendo a matemática. Estudos nesta direção precisam ser desenvolvidos, pois a presente investigação se trata de um estudo exploratório. Contudo, ainda que exploratória a pesquisa revelou aspectos importantes acerca da matemática realizada em casa por crianças surdas.


  • Mostrar Abstract
  • O presente estudo analisa e compara as atividades matemáticas realizadas por crianças surdas e ouvintes no ambiente familiar. Um estudo desta natureza pode contribuir para esclarecer a defasagem que crianças surdas apresentam acerca de conhecimentos matemáticos quando comparadas a crianças ouvintes. Uma das explicações para esta defasagem é que as experiências matemáticas no ambiente familiar das crianças surdas são limitadas, pois a surdez dificultaria as interações e o acesso a experiências importantes para a compreensão de noções matemáticas básicas. Se por um lado, pesquisas com crianças ouvintes mostram que as atividades matemáticas realizadas em casa contribuem para o desenvolvimento do raciocínio matemático, por outro lado, pouco se sabe acerca dessas atividades em relação às crianças surdas neste contexto. Participarão da pesquisa 20 crianças (7 e 9 anos), estudantes do 1º, 2º e 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas e particulares, recrutadas pela técnica Bola de Neve. Os participantes serão igualmente divididos em dois grupos: crianças surdas e ouvintes. Serão feitas observações naturais na residência das crianças por meio de sessões com duração de 90 a 120 minutos cada. Serão feitos registros detalhados de cada uma das atividades realizadas pelos participantes que serão analisadas em função: (i) da frequência com que ocorrem; (ii) da natureza que apresentam (lúdica, culinária, escolar etc.); e (iii) do conhecimento matemático nelas envolvidos (contagem, medidas, conceitos aritméticos etc.). Comparações entre os grupos serão realizadas com vistas a alcançar os objetivos propostos.

Teses
1
  • NATHALY MARIA FERREIRA
  • AFETO E REMEMORAÇÃO: A experiência musical em processos de luto por morte repentina

  • Orientador : SANDRA PATRICIA ATAIDE FERREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA KARINA MOUTINHO LIMA
  • EMMANUELLE CHRISTINE CHAVES DA SILVA
  • LUCIANE DE CONTI
  • SINTRIA LABRES LAUTERT
  • TATIANA ALVES DE MELO VALÉRIO
  • Data: 30/08/2021

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  • Dentre os desafios do processo de perder ente querido face morte repentina, está a busca por uma forma menos dolorosa de lembrar da pessoa falecida enquanto segue no fluxo da sua jornada da vida. Composições musicais são utilizadas para facilitar o enfrentamento de situações de crises como essa. A Psicologia da Música tem se debruçado sobre o papel da música nos processos psicológicos, dando destaque a ideia de que a afetividade tem importante papel. O estudo atual faz coro a esse empreendimento trazendo como originalidade o verso sobre a relação entre memória e afeto em situações musicais, trazendo a construção de significado como plano axiomático fundamental. Parte-se, aqui da premissa de que que toda experiência humana, além de mediada por signos, é essencialmente afetiva. Foi objetivo investigar como as experiências musicais podem mediar, semioticamente, o processo afetivocognitivo de reconstrução mnemônica para ressignificar perdas de entes queridos por morte repentina. Assumi a música como recurso simbólico que modifica mentes humanas, mediando processos de significação. Adotei memória como reconstrução. Nessa concepção, as pessoas lembram para significarem experiências, apresentando diferentes características, tais como transformações, omissões, elaborações e importações. Apesar desse teórico ter observado que a afetividade parece anteceder e acompanhar a rememoração verbalizada, há uma lacuna quanto a como esse processo acontece. Propus explorar a relação entre memória e afeto mediada por música através dos conceitos esquematização e pleromatização, bem como retomando o modelo de mediação semiótica dos afetos, elaborados por Jaan Valsiner. Formulei uma pesquisa qualitativa, de cunho idiográfico, do tipo estudo de caso, com um a abordagem experimental inspirada, sobretudo, nos estudos de Frederic Bartlett. Foram realizadas tarefas com dois participantes, envolvendo externalizações dos afetos por meio de pintura e do verbo em entrevistas semiestruturadas. As experiências musicais se configuraram em situação sem escuta da composição musical e em sucessivas situações com escuta musical, ao longo de um total de cinco encontros, com uma semana de intervalo entre eles. Cada um deles foi registrado em videogravação para análise posterior que consistiu em: 1) caracterizar reconstruções mnemônicas face os afetos emergentes em cada experiência musical externalizados por signos verbais e hipergeneralizados; 2) analisar como a música foi utilizada na construção de significados da perda de um ente querido através da reformulação dos esquemas mnemônicos de experiências passadas. A análise demonstrou que a reformulação do esquema mnemônico pode envolver significados em diferentes níveis de (hiper)generalização na busca por organizar e simplificar a complexidade afetiva das experiências. Foi observado também que a experiência musical expressou momentos de reflexão – ato de rememorar e se voltar aos próprios esquemas – em um esforço dos participantes em construir significados a partir das experiências lembradas. A música apresentou função de: guiar campo semântico da rememoração, atuando em nível hipergeneralizado da experiência afetiva, com inibição ou promoção de características e conteúdos mnemônicos; ampliação interpretativa dos participantes sobre o modo de lembrar e significar informações em relação à perda de um ente querido, bem como sobre si.


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  • Na contemporaneidade, a música ocupa um grande espaço na vida das pessoas e fazem parte das suas construções de memórias de eventos vividos cotidianos. Recentemente, muitos estudos apresentam indícios de que a música pode facilitar a emergência de memórias significativas para as histórias dos indivíduos. Contudo, ainda é uma lacuna teórica a compreensão do dinamismo semiótico presente nesse processo. Aqui buscaremos apreende-lo, focalizando na análise de como acontece o papel mediador da experiência musical na reconstrução de memórias de eventos vividos, relevantes para as histórias de vida das pessoas. Para tal, embasar-nos-emos na perspectiva da Psicologia Cultural Semiótica, a qual postula que os afetos possuem papel central nas experiências humanas cotidianas e que estas são inseparáveis do processo de construção de significados. Diante disso, as memórias de eventos vividos são aqui concebidas como atos socioculturais reconstrutivos, adaptativos, mediados por recursos semióticos e atrelados a construção de significados, que acontecem no fluxo de experiência contínua da vida no presente. Metodologicamente, será delineada pesquisa idiográfica, construindo múltiplos estudos de caso que serão analisados microgeneticamente (WAGONER, 2009). Para tal, desenvolvemos o que chamamos de Método de Rememoração Musical Repetida, uma adaptação da proposta de Frederic Bartlett para o estudo experimental da memória.

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  • CLARA RAÍSSA FERNANDES DE MELO
  • QUAL O PAPEL DAS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS NO DESEMPENHO EM MATEMÁTICA DE ESTUDANTES DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL?

  • Orientador : SINTRIA LABRES LAUTERT
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KARINA DA SILVA OLIVEIRA
  • ANGÉLICA MARIA FERREIRA DE MELO CASTRO
  • CLAUDIA ROBERTA DE ARAUJO GOMES
  • EVANDRO MORAIS PEIXOTO
  • RENATA MARIA TOSCANO BARRETO LYRA NOGUEIRA
  • Data: 09/09/2021

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  • As escolas têm um papel importante não apenas no desenvolvimento das habilidades cognitivas das crianças, mas também das Habilidades Socioemocionais, pois o desempenho acadêmico e o desenvolvimento intelectual e emocional são interdependentes. A Inteligência Emocional e os fatores de personalidade (conscienciosidade; extroversão; estabilidade emocional; amabilidade e abertura à novas experiências) são os construtos que servem de base para as pesquisas desenvolvidas na área das Habilidades Socioemocionais. Nesse sentido, o presente estudo avalia a relação entre Inteligência Emocional , os cinco grandes fatores de personalidade e o desempenho em matemática de estudantes dos anos finais do ensino fundamental de escolas públicas. Participaram da investigação 433 estudantes, de ambos os sexos, com idades entre 11 e 16 anos, frequentando o 6º, 7º e 8º dos anos finais do Ensino Fundamental de duas escolas públicas do município de João Pessoa. Esses foram alocados em dois grupos, Grupo A (Escola A): 200 adolescentes, sendo destes, 72 estudantes do 6º ano, 68 estudantes do 7º ano e 60 estudantes do 8º ano e Grupo B (Escola B): 233 adolescentes, sendo 76 estudantes do 6º ano, 77 estudantes do 7º ano e 80 estudantes do 8º ano. Para isso, foi utilizado o Social and Emotional or Non-cognitive Nationwide Assessment (SENNA), o Teste de Inteligência ‘Emojional” para adolescentes e as notas escolares em matemática que foram obtidas do boletim escolar. Os resultados indicaram que os traços de personalidade e a Inteligência Emocional são preditores do desempenho escolar em matemática. A conscienciosidade foi a principal preditora das notas escolares em matemática em ambas as escolas, os traços de amabilidade e abertura à experiência aparecem como preditores secundários, que, na análise de redes, aparecem predominantemente ligadas à conscienciosidade. Constata-se, também que com o avanço da escolarização há um aumento correspondente das Habilidades Socioemocionais, especialmente das habilidades secundárias (amabilidade e abertura à experiência). Diante disso, supõe-se que o aumento do nível de complexidade da matemática requer mais Habilidades Socioemocionais com o avanços dos anos escolares e que grau de organização escolar é outro fator que parece se relacionar com o recrutamento de Habilidades Socioemocionais. Conclui-se, portanto, que esse estudo possibilitou esclarecer a influência das variáveis socioemocionais na aprendizagem matemática e endossa a relevância do desenvolvimento socioemocional dos estudantes de forma precoce através, por exemplo, da implantação de programas de Inteligência Emocional no contexto escolar de forma a envolver todos os atores de espaços de construção de conhecimento.


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  • O papel da escola deve ser promover o desenvolvimento integral do estudante, o que implica os aspectos cognitivos e emocionais, ajudando-o, a lidar com as emoções em diferentes situações. No entanto esses contextos resumem-se a situações apenas de aprendizagem e não de desenvolvimento. Diante desta realidade, ressalta-se a importância da implementação de programas de desenvolvimento socioemocional nas escolas. De acordo com a literatura da área programas bem planejados e implementados podem trazer diversos benefícios para os estudantes nos âmbitos sociais, acadêmicos, emocionais e de saúde. Nesse sentido o presente estudo objetiva verificar o efeito do programa de inteligência emocional RULER no desempenho matemático, no clima escolar e na inteligência emocional de estudantes nos anos finais do ensino fundamental. Participarão desse estudo estudantes de duas turmas do 6º, 7º, 8º e 9º ano de uma escola pública do município de João Pessoa, de ambos os sexos, com idades entre 12 e 15 anos. Os participantes de cada turma serão igualmente divididos em um Grupo Controle (GC) e um Grupo Experimental (GE). Os estudantes do Grupo Experimental (GE) participarão de intervenções realizadas em sala de aula usando o programa RULER e os estudantes do Grupo Controle (GC) terão as atividades desenvolvidas pela escola. O programa de intervenção a ser desenvolvido com as turmas do GE será organizado para ser integrado ao currículo escolar e implementado durante 6 meses, sendo 5 encontros ao mês conduzidos pelos professores sob supervisão da proponente da pesquisadora. O programa envolverá as cinco emoções básicas: raiva, alegria, medo, tristreza e nojo e palavras-sentimentos relacionadas, como vergonha, culpa, ansiedade, ódio, excluído, orgul;ho. Cada emoção ou palavra-sentimento será discutida durante duas a três semanas e envolverá seis passos ou atividades do RULER (Passo 1 - introdução da palavra-sentimento, Passo 2 - desenhos e explicações personificadas, Passo 3 - mundo acadêmico e o mundo real, Passo 4 - parceria família e escola, Passo 5 - construção de estratégias em sala de aula e Passo 6 - escrita criativa) com duração de aproximadamente 15 a 30 minutos. Além disso, os professores das turmas envolvidas (GE) receberão uma formação durante 5 meses, sendo pelo menos, um encontro por mês com objetivo de apresentar o conceito de inteligência emocional adotado e seu papel na vida pessoal e acadêmica dos estudantes e o programa RULER. Também, será realizado um encontro durante 4 horas com os pais com o objetivo de discutir sobre a importância da inteligência emocional no desenvolvimento dos estudantes, do envolvimento deles nesse processo e de apresentar o programa RULER. Para analisar a eficácia do programa RULER considerando as variáveis investigadas será aplicado pré-testes e pós-testes a todos os participantes (GC e GE), ambos realizados em duas sessões, com aplicação coletiva, realizada por um mesmo examinador, durante o horário da aula. Ademais, espera-se no presente estudo, que os estudantes que serão submetidos a intervenção apresentem uma melhora no nível de inteligência emocional no pós-teste quando comparado ao pré-teste e quando comparando aos estudantes que não receberão a intervenção e que esta melhora tenha impacto positivo no desempenho em matemática dos estudantes.

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