Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • JÚLIA SAMARA FERREIRA DA SILVA
  • ISOLAMENTO E CARACTERIZAÇÃO DO POLISSACARÍDEO OBTIDO DE Sterculia foetida L.

  • Orientador : JOSE LAMARTINE SOARES SOBRINHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AMANDA DAMASCENO LEÃO
  • JOSE LAMARTINE SOARES SOBRINHO
  • KARINA PERRELLI RANDAU
  • Data: 27/01/2022

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  • Polímeros são produtos promissores para aplicação industrial nas mais diversas áreas,
    como alimentícia, cosmética e farmacêutica. Entre os diversos materiais existentes,
    estão em destaque os polissacarídeos, que podem ser obtidos a partir de fontes vegetais
    ou animais, apresentam propriedades únicas e diversas vantagens, como
    biodegradabilidade, baixa toxicidade, abundância na natureza e baixo custo de
    obtenção, além de serem obtidos de fontes renováveis. A árvore Sterculia foetida L. é
    uma espécie nativa da Ásia, cultivada em países como Índia e Sri Lanka, introduzida no
    Brasil como árvore ornamental. A partir do exsudato produzido desta árvore, é obtido o
    polissacarídeo goma Sterculia foetida (GSF), que apresenta propriedades gelificantes,
    espessantes, mocoadesivo, estabilizante e aplicado como matriz polimérica em sistemas
    de liberação de fármacos. No entanto, é um polímero pouco explorado na literatura. O
    presente estudo teve como objetivo aprimorar um método de isolamento da goma
    Sterculia foetida e caracterizar o biopolímero obtido, a fim de obter informações a
    respeito deste novo material. Para o isolamento e purificação do material foram
    realizados 3 protocolos: iniciando com a separação do exsudato e cascas, seguido de
    dissolução, agitação, filtração, precipitação e secagem (1); dissolução, agitação,
    aquecimento por curto período (2 h), filtração, precipitação e secagem (2); dissolução,
    agitação, aquecimento por longo período (24 h), filtração, precipitação e secagem (3). O
    protocolo 3 foi o que apresentou maior rendimento (40,5%) e foi selecionado para
    caracterização. O polissacarídeo obtido foi caracterizado por espectroscopia do
    infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), análise de textura, determinação de
    tamanho por Cromatografia de permeação em gel (GPC) e foi realizada a identificação
    fitoquímica por métodos colorimétricos de determinação de alcaloides, taninos e fenóis,
    ácidos orgânicos e açúcares redutores. A goma isolada apresentou resultado positivo
    para ácidos orgânicos e açúcares redutores, e ausência de alcaloides, saponinas, taninos
    e fenóis. A espectroscopia do infravermelho mostrou que a goma apresenta
    grupamentos funcionais característicos de gomas naturais (grupos alifáticos) e de gomas
    Sterculia (grupamentos carbonila e acetil). A GSF apresentou Mw de 1,20 x 107 e
    índice de polidispersão (IPD) de 5,8. Na análise de textura, foram identificados dureza
    (11,43 ± 0,13), consistência (136,43 ± 1,40), coesividade (- 7,18 ± 0,18) e índice de
    viscosidade (-8,13 ± 0,75) em solução de 1% p/v. Desta forma, com o protocolo
    utilizado no presente estudo, a goma apresentou um bom rendimento, características
    presentes em gomas Sterculia (grupos funcionais, tamanho, textura) e apresenta
    potencial para aplicação no isolamento do polissacarídeo Sterculia foetida L.


  • Mostrar Abstract
  • Polissacarídeos são materiais promissores para aplicação industrial nas mais diversas
    áreas, como alimentícia, cosmética e farmacêutica. Entre os diversos materiais
    existentes, estão em destaque os polissacarídeos naturais, por suas propriedades únicas e
    diversas vantagens, como biodegradabilidade, atoxicidade, abundância na natureza e
    baixo custo de obtenção. A goma Sterculia foetida (GSF), oriunda do exsudato desta
    espécie de árvore, é um polímero que apresenta tais características, em especial,
    propriedades gelificantes, espessantes e aplicação como matriz polimérica em sistemas
    de liberação de fármacos. O presente estudo teve como objetivo desenvolver um método
    de isolamento da goma Sterculia foetida e realizar a caracterização da goma obtida, a
    fim de obter novas informações a respeito deste novo material. Foram efetuadas 3
    metodologias de isolamento: dissolução, agitação, filtração, precipitação e secagem (1);
    dissolução, agitação, aquecimento por curto período, filtração, precipitação e secagem
    (2); dissolução, agitação, aquecimento por longo período, filtração, precipitação e
    secagem (3). A metodologia 3 obteve maior rendimento (40,5%) e foi selecionada para
    caracterização. O polissacarídeo obtido foi caracterizado quanto a espectroscopia do
    infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) e perfil fitoquímico pela presença de
    alcaloides, taninos e fenóis, ácidos orgânicos e açúcares redutores. A goma apresentou
    resultado positivo para ácidos orgânicos e açúcares redutores. A espectroscopia do
    infravermelho mostrou que a goma apresenta grupamentos funcionais característicos de
    gomas naturais e de gomas Sterculia. Desta forma, o material isolado apresentou
    características presentes em gomas Sterculia e atendeu os requisitos de qualidade quanto
    a análise fitoquímica para aplicação na área alimentícia e farmacêutica.

2
  • ANA CARINE DE MIRANDA RIOS
  • Produção da porção protease da proteína NS3 do vírus da Zika

  • Orientador : ANTONIO CARLOS DE FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE LUIZ SANTOS DE JESUS
  • ANTONIO CARLOS DE FREITAS
  • CHRISTIAN ROBSON DE SOUZA REIS
  • Data: 28/01/2022

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  • O vírus da Zika (ZIKV) foi responsável por surtos da doença nos últimos anos, principalmente no Brasil, associado aos casos de microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré. Este cenário apontou para a  necessidade de investigar estratégias vacinais, drogas anti-virais e métodos de diagnóstico, visto que, as medidas profiláticas de controle de disseminação do mosquito- vetor são pouco efetivas, sobretudo em países subdesenvolvidos. A grande maioria das estratégias utilizadas para o vírus da Zika foram oriundas do vírus da Dengue, como por exemplo as estratégias envolvendo a proteína NS3. Esse antígeno vêm sendo estudado como um alvo interessante para diagnóstico e também para vacinas, pela presença de epítopos específicos que induzem a ativação de células T. Estudos têm apontado que esta proteína não induz efeitos de resposta exacerbada da doença, após o indivíduo ter sido contaminado previamente por outro flavívirus e já possuir anticorpos sub-neutralizantes para o mesmo. Bactérias como Escherichia coli, são muito utilizadas como biofábricas, para produção de proteínas heterólogas, com benefícios de rápido crescimento e custo baixo de manutenção. O presente trabalho visou a produção e purificação da porção protease da proteína NS3 do vírus da Zika em E. coli. O gene foi clonado no vetor de expressão pGEX-4T3 e transformado em células de E.coli BL21(DE3). SDS-PAGE e Western Blot foram utilizados para confirmar a produção. Experimentos para  purificação foram realizados através de ensaios com resina de níquel e Glutationa Sepharose, contudo, os resultados obtidos não foram suficientes para prosseguimento dos experimentos in vitro, que possibilitariam a avaliação do potencial imunoestimulatório da proteína. NS3 é apontada como importante alvo terapêutico para controle da doença, e por isso, seu uso deve continuar sendo explorado, afim de elucidar respostas acerca do seu perfil imune, visto que maioria dos estudos acerca da proteína são voltados para a sua estrutura e função.  


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  • O vírus da zika foi responsável por alguns surtos da doença nos últimos anos, principalmente no Brasil, associado aos casos de microcefalia e a doença de Guillain-Barré. Com isso, é crescente a necessidade de investigar estratégias vacinais, drogas anti-virais e métodos de diagnóstico, visto que, as medidas profiláticas de controle de disseminação do mosquito- vetor são pouco efetivas. A grande maioria das estratégias utilizadas para o vírus da ZIKA (ZIKV) foram oriundas do vírus da Dengue, como a proteína NS3. Esse antígeno vêm sendo estudado como um alvo interessante para diagnóstico e vacinas, por induzir a proliferação de células T. Bactérias como E.coli, são muito utilizadas como biofábricas, para produção de proteínas heterólogas, com o benefício de possibilitarem um rápido crescimento e um custo baixo de manutenção. O presente trabalho visou a produção da proteína NS3 do vírus da ZIKA Escherichia coli e avaliação do potencial imunoestimulatóro da proteína. O gene foi clonado no vetor de expressão pGEX-4T3 e transformado em células de E.coli BL21(DE3), e o SDS-PAGE e Western Blot foram utilizados para confirmar a produção. O potencial imune e antigênico da proteína irá ser analisado, pois, a maioria dos estudos acerca de NS3 são voltados para a sua estrutura e função, necessitando da compreensão do seu potencial imune, para utilização como medida de controle da doença.  

3
  • RENATA RODRIGUES DE CARVALHO
  • CARACTERIZAÇÃO ANATÔMICA E HISTOQUÍMICA DOS ÓRGÃOS VEGETATIVOS DE ADENIUM OBESUM (FORSSK.) ROEM. & SCHULT, APOCYNACEAE

  • Orientador : KARINA PERRELLI RANDAU
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FLÁVIA CAROLINA LINS DA SILVA
  • KARINA PERRELLI RANDAU
  • RAFAELA DAMASCENO SA
  • Data: 28/01/2022

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  • Adenium obesum (Forssk.) Roem. & Schult. pertencente à família Apocynaceae é popularmente conhecida como rosa do deserto. Esta espécie apresenta uso na medicina tradicional para tratar diferentes doenças venéreas como a gonorreia, feridas, infecções e rinite. O líquido isolado da raiz é utilizado para incorporar loções que tratam doenças de pele, assim como para pediculose. Além disso, é utilizada também como pesticida e o látex é utilizado no tratamento de cárie dentária. Devido a essas aplicações e diversidade de características morfológicas que a espécie apresenta, estudos que visam identificar caracteres de diagnose são necessários com o intuito de contribuir para o controle farmacobotânico da espécie. Sendo assim, este estudo teve por objetivo identificar os caracteres anatômicos da raiz, caule e folhas e histoquímicos da lâmina foliar de A. obesum. Para tal, métodos usuais em anatomia vegetal foram utilizados para o preparo e análise, em microscópio de luz e de polarização de lâminas semipermanentes contendo secções transversais e secções paradérmicas de A. obesum. Foram realizados testes histoquímicos a fim de localizar os constituintes químicos em secções transversais da lâmina foliar. A avaliação microscópica óptica de luz e de polarização viabilizou a identificação e caracterização anatômica da raiz, caule e folha da espécie, revelando caracteres de diagnose como disposição do feixe vascular na nervura central, mesofilo dorsiventral, da epiderme bem como presença de cristais do tipo drusa e prisma no caule da espécie. Por meio da técnica histoquímica evidenciou-se a presença de compostos fenólicos, compostos lipofílicos, lignina e cristais de oxalato de cálcio. Portanto, a correta caracterização fornece informações anatômicas essenciais para padronização farmacobotânica, contribuindo para descrição do gênero e da família.


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  • Adenium obesum (Forssk.) Roem. &Schult. pertence à família Apocynaceae é popularmente
    conhecida como rosa do deserto. Esta espécie apresenta uso na medicina tradicional para
    tratar diferentes doenças venéreas como a gonorreia, feridas, infecções e rinite. O líquido
    isolado da raiz é utilizado para incorporar loções que tratam doenças de pele, assim como
    contra pediculose. Além disso, é utilizada também como pesticida e o látex é utilizado no
    tratamento de cárie dentária e feridas. Devido a essas aplicações e diversidade de
    características morfológicas que a espécie apresenta, estudos que visam identificar caracteres
    de diagnóstico são necessários com o intuito de contribuir para o controle farmacobotânico da
    espécie. Sendo assim, este estudo teve por objetivo identificar os caracteres anatômicos e
    histoquímicos das folhas de A.obesum. Para tal, métodos usuais em anatomia vegetal foram
    utilizados para o preparo e análise, em microscópio de luz e de polarização de lâminas
    semipermanentes contendo secções transversais e secções paradémicas da lâmina foliar de A.
    obesum e foram realizados testes histoquímicos com objetivo de localizar os constituintes
    químicos em secções transversais da lâmina foliar objetivando identificar e avaliar a presença
    de compostos químicos da espécie vegetal. A avaliação microscópica óptica de luz e de
    polarização viabilizaram a identificação e caracterização anatômicas da lâmina foliar,
    revelando caracteres de diagnose como disposição do feixe vascular na nervura central,
    características do mesofilo, da epiderme bem como presença de cristais do tipo drusa. Por
    meio da técnica histoquímica evidenciou-se a presença de compostos fenólicos, compostos
    lipofílicos, lignina e cristais de oxalato de cálcio. Portanto, a correta caracterização fornece
    informações anatômicas essenciais para padronização farmacobotânica, uma vez que existe
    uma variabilidade nos caracteres de diagnose.

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  • LUCAS AMADEU GONZAGA DA COSTA
  • DESENVOLVIMENTO DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS A PARTIR DE Momordica charantia L. PARA TRATAMENTO PEDIÁTRICO DE GEO-HELMÍNTIASES

  • Orientador : PEDRO JOSE ROLIM NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELBA LUCIA CAVALCANTI DE AMORIM
  • PEDRO JOSE ROLIM NETO
  • ROSALI MARIA FERREIRA DA SILVA
  • Data: 23/02/2022

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  • As geo-helmintíases são doenças negligenciadas que atingem mais de 1 bilhão de pessoas no mundo todo e, no Brasil, cerca de 70% da população em idade escolar, em que os casos podem ser ainda mais graves. O tratamento é realizado com o emprego de albendazol ou mebendazol, mas o amplo uso e distribuição estão levando à diminuição de eficácia e desenvolvimento de resistência anti-helmíntica. Novos medicamentos podem ser desenvolvidos para contornar o problema, com emprego plantas medicinais. O melão de São Caetano ou Momordica charantia L., apresenta atividades medicinais diversas, inclusive a anti-helmíntica, demonstrada em literatura. Dessa forma, o objetivo do trabalho é desenvolver formulações pediátricas para o tratamento de geo-helmintíases empregando Momordica charantia L.. Inicialmente foram obtidas e caracterizadas as drogas vegetais através de metodologias presentes na Farmacopeia Brasileira, sendo os extratos hidroalcóolicos produzidos através de maceração com etanol 70%. Os extratos secos foram obtidos por secagem em estufa e caracterizados quanto à higroscopicidade, solubilidade, perfil térmico e perfil fitoquímico. Além disso foram quantificados marcadores por CLAE-DAD e desenvolvido e validado um método colorimétrico para determinação de flavonoides totais. O extrato seco foi utilizado no desenvolvimento de formulações apresentadas como xarope para diabéticos e suspensão, sendo esta submetida a um delineamento experimental. As análises da droga vegetal apresentaram parâmetros aceitáveis, como índice de umidade e estabilidade térmica. Os extratos secos apresentaram alta higroscopicidade, baixa solubilidade, perfil térmico semelhante ao da droga vegetal e presença de metabólitos secundários de interesse, como taninos, alcaloides e saponinas. O doseamento através de CLAE-DAD apresentou baixos valores de isoquercetina e astragalina, mas a quantificação de flavonoides totais demonstrou valor superior para a classe. Os xaropes para diabéticos não apresentaram sabor agradável, enquanto uma das suspensões, sim. A suspensão passou por um processo de otimização e a formulação escolhida apresentou ótimo sabor, pH de 7,32 e viscosidade de 78,4mPa.s. Dessa forma, o produto desenvolvido apresenta-se como uma alternativa natural, economicamente viável e promissora para o tratamento de geo-helmintíases em crianças.


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  • As geo-helmintíases são doenças negligenciadas que atingem mais de 1 bilhão de pessoas no mundo todo. No Brasil, afeta cerca de 70% da população em idade escolar, em que os casos podem ser ainda mais graves devido à possibilidade de atrasos no desenvolvimento físico e neurológico. O tratamento é realizado com o emprego de albendazol ou mebendazol, mas o amplo uso e distribuição estão levando à diminuição de eficácia e desenvolvimento de resistência anti-helmíntica. Como solução, é necessário que novos medicamentos sejam desenvolvidos e, através do estudo e emprego plantas medicinais, a questão pode ser resolvida. O melão de São Caetano ou Momordica charantia L., apresenta atividades medicinais diversas, inclusive a antihelmíntica, demonstrada em literatura. Dessa forma, o objetivo do trabalho é desenvolver formulações pediátricas para o tratamento de geo-helmintíases empregando Momordica charantia L.. Inicialmente foram obtidas e caracterizadas as drogas vegetais através de metodologias presentes na Farmacopeia Brasileira, sendo os extratos fluidos produzidos através de maceração com etanol 70ºGL. Os extratos secos foram obtidos por secagem em estufa e caracterizados quanto à higroscopicidade, solubilidade, perfil térmico e perfil fitoquímico. Além disso foram quantificados marcadores por CLAE-DAD e desenvolvido um método colorimétrico para determinação de flavonoides totais. O extrato seco foi utilizado no desenvolvimento de formulações apresentadas como xarope para diabéticos e suspensão. Apesar da escassez de resultados, as análises da droga vegetal apresentaram parâmetros aceitáveis, como índice de umidade e boa estabilidade térmica. Os extratos secos apresentaram alta higroscopicidade, baixa solubilidade, perfil térmico semelhante ao da droga vegetal e presença de metabólitos secundários de interesse, como taninos, alcaloides e saponinas. O doseamento através de CLAE-DAD apresentou baixos valores de isoquercetina e astragalina, motivando o desenvolvimento do método colorimétrico, que será validado. O xarope para diabéticos não obteve sabor satisfatório por ser extremamente amargo e o uso de base de xarope simples tornou o mesmo tolerável na suspensão. A formulação irá agora passar por uma otimização através de delineamento experimental. Dessa forma, o medicamento a ser finalizado apresenta-se como uma alternativa economicamente viável e natural para o tratamento de geohelmintíases em crianças.

5
  • LUCAS SOARES BEZERRA
  • EFICÁCIA DO HCM RISK-SCD COMO ESCORE PREDITOR DE MORTE SÚBITA CARDÍACA NA CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA: REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE


  • Orientador : DINALDO CAVALCANTI DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DINALDO CAVALCANTI DE OLIVEIRA
  • MARIA CAROLINA ACCIOLY BRELAZ DE CASTRO
  • MARIA HELENA MENEZES ESTEVAM ALVES
  • Data: 15/03/2022

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  • A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma patologia incomum, de origem genética, que está atrelada a riscos de complicações como arritmias, progressão para forma dilatada da insuficiência cardíaca e morte súbita. O objetivo deste trabalho é avaliar, a partir de uma revisão sistemática e metanálise, a eficácia do HCM-Risk SCD como escore preditor de morte súbita cardíaca (MSC) em pacientes com CMH. Foram incluídos estudos publicados em português, inglês, espanhol e italiano das seguintes bases de dados: MEDLINE, EMBASE, Scopus, Scielo, ClinicalTrials.gov, OpenGrey e Grey Literature Report. Foram inseridos estudos observacionais, sem limite temporal de publicação. A seleção foi realizada por dois autores, e discordâncias definidas por um terceiro autor. Da pesquisa inicial (n = 1268), 53 artigos foram avaliados integralmente. Após avaliação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 10 artigos para este estudo. Da amostra total de 13676 pacientes com CMH, 2194 (16%) recebeu cardiodesfibrilador implantável, com prevenção de MSC em 643 (29,3%) dos casos. O HCM-Risk SCD demonstra ser uma boa ferramenta para a avaliação prognóstica de pacientes com CMH, principalmente para indivíduos classificados como de alto risco, auxiliando na redução de MSC nesta população.


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  • A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma patologia incomum, de origem genética, que está atrelada a riscos de complicações como arritmias, progressão para forma dilatada da insuficiência cardíaca e morte súbita. O objetivo deste trabalho é avaliar, a partir de uma revisão sistemática e metanálise, a eficácia do HCM-Risk SCD como escore preditor de morte súbita cardíaca (MSC) em pacientes com CMH. Foram incluídos estudos publicados em português, inglês, espanhol e italiano das seguintes bases de dados: MEDLINE, EMBASE, Scopus, Scielo, ClinicalTrials.gov, OpenGrey e Grey Literature Report. Foram inseridos estudos observacionais, sem limite temporal de publicação. A seleção foi realizada por dois autores, e discordâncias definidas por um terceiro autor. Da pesquisa inicial (n = 1268), 53 artigos foram avaliados integralmente. Após avaliação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 10 artigos para este estudo. Da amostra total de 13676 pacientes com CMH, 2194 (16%) recebeu cardiodesfibrilador implantável, com prevenção de MSC em 643 (29,3%) dos casos. O HCM-Risk SCD demonstra ser uma boa ferramenta para a avaliação prognóstica de pacientes com CMH, principalmente para indivíduos classificados como de alto risco, auxiliando na redução de MSC nesta população.

6
  • JOSE ODIMAR DE CALDAS BRANDAO FILHO
  • DESENVOLVIMENTO DE MÉTODO ANALÍTICO PARA DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ÁCIDO OXÁLICO EM Artocarpus altilis (Parkinson) Fosberg

  • Orientador : KARINA PERRELLI RANDAU
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELLE CRISTINE ALMEIDA SILVA DE SANTANA
  • JOSE LAMARTINE SOARES SOBRINHO
  • KARINA PERRELLI RANDAU
  • Data: 31/05/2022

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  • As espécies vegetais têm alto consumo mundial. As matrizes vegetais são complexas, contendo compostos bioativos com efeitos farmacológicos e/ou toxicológicos. O consumo de ácido oxálico ou oxalato, metabólito presente em altas concentrações em diferentes espécies vegetais, pode causar complicações renais a curto e longo prazo, principalmente se a concentração plasmática for ≥ 0,8-2,5 μmol.L-1 e a concentração urinária for ≥ 20- 30 mg.24h-1. Algumas pessoas predispostas a complicações renais, como aquelas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como diabetes e hipertensão, apresentam uma predisposição a desenvolverem distúrbios renais em decorrência de sua condição fisiopatológica e ao mesmo tempo fazem uso de espécies de plantas medicinais como terapia adjuvante, como Artocarpus altilis (parkinson) fosberg Assim, o objetivo deste trabalho foi realizar o desenvolvimento  de um método analítico para determinação do teor de ácido oxálico em Artocarpus altilis (parkinson) fosberg. A separação cromatográfica dos analitos em fase reversa foi obtida em uma coluna C18 (250 x 4,6 mm; 5 μm; 80 Å) em modo isocrático e usando água acidificada com ácido fosfórico:metanol  (99:1) a 0,6 mL.min-1 em pH 2,0como fase móvel (25°C e detecção a 220 nm). O tempo de análise foi de 5 min. Para o preparo da amostra, lâminas foliares de Artocarpus altilis foram coletadas, secas em estufa, trituradas e acondicionadas até o momento de preparo do extrato. O extrato era preparado a cada dia de análise a partir de   1,0 g do triturado com 20 mL de HCl 2 mol.L -1, a 21 ° C, por 15 min (sob agitação), centrifugado e filtrado. O método apresentou intervalos linares de concentração de 5 a 45 µg.mL-1 para ácido oxálico. O método demonstrou boa precisão e exatidão intra e intercorrida com erros relativos inferior a 15%. Ainda, o método foi aplicado em amostras de lâmina foliar de Artocarpus altilis encontrando uma concentração de 1,06 mg.g-1 de ácido oxálico. Os resultados trouxeram dados inéditos a respeito do teor de ácido oxálico contido em Artocarpus altilis. Espera-se que esse método possa contribuir para o desenvolvimento de outros métodos com o mesmo propósito.


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  • As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) são um grupo de doenças que se caracterizam por apresentar as maiores taxas de mortalidade e morbidade do mundo. Apesar do aumento de novas tecnologias farmacêuticas, o uso de plantas medicinais como coadjuvante na terapia dessas doenças é uma realidade bastante difundida. No entanto, a maioria das espécies vegetais contém cristais inorgânicos de oxalato de cálcio, um produto do metabolismo vegetal, que tem determinadas funções nos tecidos vegetais. Não obstante, para a espécie humana, sua ingestão está associada a quadros de intoxicação renal, o que pode agravar ainda mais o estado de pacientes que já são predispostos a desenvolver complicações renais, como diabéticos e hipertensos. Neste cenário, o objetivo deste estudo é realizar o desenvolvimento de um método analítico para determinar o teor de ácido oxálico/oxalato em espécies vegetais medicinais utilizadas pela população no tratamento de DCNTs por meio da cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE).

7
  • PAULA REGINA TOCHE DOS SANTOS
  • AVALIAÇÃO DA EXPRESSÃO DA GALECTINA 9 NO SORO, SALIVA E GLÂNDULAS SALIVARES EM PACIENTES PORTADORES DE SÍNDROME DE SJÖGREN PRIMÁRIA

  • Orientador : ANGELA LUZIA BRANCO PINTO DUARTE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUILHERME SOARES GOMES DA SILVA
  • RAFAELA SILVA GUIMARAES GONCALVES
  • VALERIA PEREIRA HERNANDES
  • Data: 10/06/2022

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  • A Síndrome de Sjogren primária é uma exocrinopatia autoimune crônica e sistêmica, e tem na sua patogênese a participação das imunidades inata e adaptativa. Apesar dos avanços, existe ainda uma escassez de biomarcadores específicos de atividade e prognóstico da doença, além da ausência de terapia específica. Nesse contexto, um grupo de proteínas capazes de se ligar de forma reversível a glicanos chamado galectinas vem sendo estudadas, devido à sua capacidade de executar funções biológicas decorrentes dessas ligações, como adesão, proliferação e morte celular e que podem estar relacionadas à fisiopatologia de várias doenças imunomediadas. Foi realizado um corte transversal de 42 pacientes atendidos no ambulatório de Síndrome de Sjögren do HC-UFPE, dos quais foi feita uma análise, através da comparação com controles saudáveis, dos níveis de galectina-9 (gal-9) no sangue e na saliva através da metodologia ELISA, e realizada imunohistoquímica em biópsias de glândula salivar menor. O objetivo do trabalho foi avaliar os níveis de gal-9 nesses pacientes e estabelecer correlações com variáveis que envolvem atividade da doença, exames complementares, uso de medicações e manifestações extra glandulares, além de avaliar a expressão de gal-9 no tecido glandular desses pacientes. Dos 42 pacientes selecionados, 100% eram mulheres com média de idade de 45,8 anos (DP ± 11,16). A mediana da gal-9 sérica foi de 2264,24pg/ml, comparado a 3622,86pg/ml dos controles com p=0,047. Os níveis de gal-9 salivar apresentaram uma mediana maior do que controles saudáveis (613,58pg/ml x 317,59pg/ml) com p = 0,012.  A correlação entre a gal-9 no soro e na saliva foi positiva quando comparado com o escore de atividade ESSDAI e IgG sérica, e negativa para idade, porém sem significância estatística. Não houve associação estatisticamente significativa entre a gal-9 sérica e salivaras e a positividade do anticorpo Anti Ro/SSa, positividade dos testes de secura, uso ou não de medicamentos imunossupressores. Porém, destaca-se que a mediana da gal-9 na saliva dos pacientes com manifestações extra glandulares foi maior do que os que apenas sintomas glandulares (816,91pg/ml x 328,72) com p=0,002 e a mediana da gal-9 salivar foi estatisticamente diferente entre os grupos que eram Anti-La/SSb positivos (927,80pg/ml) e negativos (526,00pg/ml) com p=0,029. A análise imuno-histoquímica das biópsias de glândula salivar revelou um amento da expressão de gal-9 nas células ductais e do infiltrado inflamatório. Concluiu-se que os níveis séricos e salivares de gal-9 foram estatisticamente diferentes em relação a controles saudáveis, a mediana da gal-9 salivar foi maior na saliva de pacientes com manifestações extra glandulares e que existe a expressão de gal-9 em células ductais e do infiltrado inflamatório de pacientes com SSP. Esses achados inéditos abrem caminhos para que novos estudos com essa galectina sejam realizados em pacientes com SSj a fim de proporcionar um melhor entendimento sobre sua participação no desenvolvimento da doença e sua aplicabilidade como biomarcador.


  • Mostrar Abstract
  • Introdução: A Síndrome de Sjogren primária é uma exocrinopatia autoimune, com espectro clínico sistêmico e crônico  e tem na sua patogênese participação das resposta imunes inatas e adaptativas. Apesar dos avanços, existem, ainda, carência de biomarcadores específicos de atividade e prognóstico da doença, além da necessidade do desenvolvimento de novos alvos terapêuticos

    Objetivo: avaliar os níveis das galectinas 7 (gal-7) e 9 (gal-9) no sangue e na saliva de pacientes portadores da Síndrome de Sjögren primária (SSp)

    Metodologia: foram analisadas as características clínicas, laboratoriais, perfil dos principais autoanticorpos e achados ultrassonográficos de 42 pacientes com SSp. Além disso, foram realizadas análises entre o nível de gal-9 na saliva e no soro de pacientes. Também foi realizada a imuno-histoquímica (IHQ) de biópsias de glândula salivar menor de pacientes portadores da síndrome para investigar a expressão das gals-7 e 9.

    Resultados: todas os pacientes analisados foram do sexo feminino.  A partir da caracterização clínico laboratorial da amostra pode-se inferir que a média de idade foi de 43 anos, com uma média de idade de 45,8 anos e as principais medicações orais em uso foram colecalciferol (61,9%) hidroxicloroquina (54,7%) Os níveis séricos de gal-9 de pacientes portadores de SSp não se apresentaram diferentes comparados a controles saudáveis; os níveis de gal-9 salivar apresentaram uma tendência de correlação com a classificação ultrassonográfica quanto mais acometida fosse a glândula salivar, apesar de ser sem significância estatística. A análise das biópsias permitiu a observação da expressão de gal-7 nas células ductais de glândula salivar menor de pacientes portadoras de SSp e, de forma mais intensa, a expressão da gal-9 nas células ductais e do infiltrado inflamatório de mesmo tipo histológico. Também foram feitas análises entre a gal-9 sérica e salivar e sua relação com a positividade com os auto-anticorpos, testes de secura e uso de medicações, sendo encontrada associação diretamente proporcional entre a positividade do Anti-La e o nível de gal-9 salivar e também, encontrou-se uma associação indireta entre o uso de hidroxicloroquina e ou metotrexate e o nível de gal-9 salivar.

    Conclusão: Os níveis séricos de gal-9 foram similares em relação a controles saudáveis, porém observou-se que sua expressão encontra-se aumentada em cortes de tecido de glândula salivar menor em pacientes com sialoadenite. Os níveis de gal-9 salivar apresentaram uma tendência de alta, bem como uma tendência de correlação com a classificação ultrassonográfica, apesar de sem significância estatística A gal-7 também pode ser encontrada na IHQ desses pacientes, porém com menor intensidade e, de forma mais intensa, a expressão da gal-9 nas células ductais e do infiltrado inflamatório de mesmo tipo histológico.

    Acreditamos que o conhecimento sobre a participação das galectinas no desenvolvimento da síndrome de sjogren, suas correlações com marcadores clínicos e histológicos é de fundamental importância para que essas lectinas possam ser incorporadas à prática clínica e os pacientes possam se beneficiar de sua atividade terapêutica e/ou diagnóstica.

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  • MARIA LUIZA CAVALCANTI LUCENA
  • DESENVOLVIMENTO DE METODOLOGIA SIMPLIFICADA DE OBTENÇÃO DE SELANTE DE FIBRINA AUTÓLOGO COM INCORPORAÇÃO DE AGENTE ANTIMICROBIANO À FORMULAÇÃO

  • Orientador : ANA CRISTINA LIMA LEITE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CRISTINA LIMA LEITE
  • ANA LUCIA FIGUEIREDO PORTO
  • THIERS ARAUJO CAMPOS
  • Data: 27/06/2022

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  • Selantes de fibrina são majoritariamente compostos por fibrinogênio e trombina, que quando misturados mimetizam a etapa final da cascata da coagulação, formando o coágulo de fibrina. Esses selantes são amplamente utilizados em procedimentos cirúrgicos devido a suas propriedades físicas e biológicas, que apresentam vantagens em comparação a materiais de origem sintética utilizados nas suturas tradicionais. Dentre estas vantagens, destacam-se: uma maior compatibilidade fisiológica, biodegradabilidade e uma melhor recuperação do paciente pós-cirurgia. A matriz de fibrina também vem sendo amplamente estudada como um sistema de carreamento e entrega células, fatores de crescimento, genes e fármacos. Essa característica faz com que antibióticos incorporados aos selantes de fibrina venham sendo testados para o combate das Infecções de Sítio Cirúrgico (ISC). No entanto, a produção de selantes de fibrina pela indústria farmacêutica de hemoderivados necessita de um grande aparato tecnológico, o que tende a elevar o custo de sua produção. Nesse sentido, esse trabalho tem como objetivo desenvolver uma metodologia simples e de baixo custo para obter selante de fibrina autólogo e incorporar um agente antimicrobiano à formulação. Para isso, foram fracionadas fontes de fibrinogênio (crioprecipitado) e protrombina (euglobulinas plasmáticas) de unidades individuais de plasma com sorologia negativa, utilizando métodos de precipitação proteica físico-químicos. A viabilidade da protrombina precipitada foi avaliada qualitativamente por meio do teste de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPa). A protrombina foi convertida em trombina pela adição de 10 mL de carbonato de cálcio 0,2M. A dosagem de fibrinogênio indicou a presença de 1,5g/dL ± 0,9 dessa proteína no crioprecipitado, enquanto a trombina apresentou uma concentração de 388,66 ± 98,72 UI/mL. À solução de trombina foram incorporados diferentes volumes de agente antimicrobiano (cloridrato de vancomicina 50 mg/mL ou sulfato de gentamicina 40 mg/mL). Promoveu-se a formação do coágulo com a adição de crioprecipitado e foram verificadas suas características macroscópicas. Os coágulos formados a partir da solução de trombina com maiores concentrações de antibiótico apresentaram menores consistência e adesão a parede do tubo em comparação com o controle. Ao final, foi realizado um ensaio microbiológico automatizado BACTECTM FX para avaliação da atividade antimicrobiana do selante de fibrina enriquecido com antibióticos frente a Staphylococcus aureus, uma das principais espécies causadoras das ISC. A matriz foi capaz de inibir o crescimento bacteriano local por até 72 horas. A metodologia desenvolvida nesse trabalho mostrou-se eficaz para a produção de um selante de fibrina, a nível de hemocentro, com capacidade para prevenir ISC. O desenvolvimento de uma metodologia simples e de baixo custo para obtenção de uma matriz de fibrina possui relevância, para além da prática clínica e cirúrgica, nas mais diversas áreas de pesquisa e inovação terapêutica; dado a versatilidade desse material biológico e a grande perspectiva de utilização em estudos de tecnologia farmacêutica e medicina regenerativa.


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  • Selantes de fibrina (também conhecidos como colas de fibrina), são amplamente utilizados na prática médica e procedimentos cirúrgicos devido a suas propriedades físicas e biológicas, que apresentam vantagens em comparação a materiais de origem sintética utilizados nas suturas tradicionais. Dentre estas vantagens, destacam-se: uma maior compatibilidade fisiológica, biodegradabilidade e uma melhor recuperação do paciente pós-cirurgia. A composição dos selantes de fibrina consiste majoritariamente em duas proteínas plasmáticas: fibrinogênio e trombina. As duas proteínas, quando misturadas, mimetizam a etapa final da cascata da coagulação, em que o fibrinogênio é convertido em fibrina pela ação da trombina. Como resultado dessa reação enzimática, há a formação de um gel aderente ao tecido humano: o coágulo de fibrina. A matriz de fibrina também vem sendo amplamente estudada como um sistema de carreamento e entrega células, fatores de crescimento, genes e diferentes fármacos, como antibióticos. Essa característica faz com que antibióticos incorporados aos selantes de fibrina venham sendo testados para o combate das Infecções de Sítio Cirúrgico (ISC). No entanto, a produção de selantes de fibrina pela indústria farmacêutica de hemoderivados necessita de um grande aparato tecnológico, que envolve técnicas de cromatografia de afinidade e troca iônica, o que tende a elevar o custo de sua produção. Nesse sentido, esse trabalho tem como objetivo desenvolver uma metodologia simples e de baixo custo para obter selante de fibrina autólogo e incorporar um agente antimicrobiano à formulação. Para isso, foram fracionados fontes de fibrinogênio (crioprecipitado) e protrombina (euglobulinas plasmáticas) de unidades individuais de plasma, utilizando métodos de precipitação proteica físico-químicos. A viabilidade da protrombina precipitada foi avaliada qualitativamente por meio do teste de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPa). A protrombina foi convertida em trombina pela adição de 10 mL de carbonato de cálcio 0,2M. A dosagem de fibrinogênio indicou a presença de 1,5g/dL ± 0,9 dessa proteína no crioprecipitado, enquanto a trombina apresentou uma concentração de 388,66 ± 98,72 UI/mL. As próximas etapas desse estudo consistirão em analisar a pureza da solução de trombina obtida a partir da metodologia desenvolvida, além de incorporar um agente antimicrobiano ao selante de fibrina e realizar o teste de susceptibilidade microbiana para avaliação da eficácia do fármaco na matriz de fibrina frente a espécies bacterianas causadoras de Infecções de Sítio Cirúrgico.

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  • DANIEL MONTEIRO BISPO
  • DIAGNÓSTICO RÁPIDO DA COVID-19 BASEADO NO USO DE FIBRAS ELETROFIADAS E NANOESTRUTURAS

  • Orientador : CESAR AUGUSTO SOUZA DE ANDRADE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA DANIELLY LIMA DE OLIVEIRA
  • ALBERTO GALDINO DA SILVA JUNIOR
  • KAREN YASMIM PEREIRA DOS SANTOS AVELINO
  • Data: 29/06/2022

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  • Em 2020 tivemos início a pandemia da COVID-19, sendo esta consequência da Síndrome Respiratória Aguda Grave do Coronavírus 2, o SARS-CoV-2. Sendo uma doença bastante transmissível e com poucas opções de tratamento. A prevenção e o controle do surto são essenciais no combate a transmissão do vírus, identificando o infectado e isolando-o, evitando a propagação do vírus. O padrão-ouro no diagnóstico da COVID-19 é a técnica de RT-PCR, mas ela apresenta algumas desvantagens como insumos limitados, falso-positivos e a necessidade de recursos humanos qualificados, o que dificulta sua aplicação em escala global, gerando uma demanda por novos métodos. A nanotecnologia é uma ferramenta eficaz e inovadora para fornecer soluções para essa problemática através do uso de nanomateriais, como nanofibras e nanopartículas, que apresentam uma boa relação área/volume. Aprimoramos a detecção desses materiais para a produção de biossensores. Os biossensores terão alta sensibilidade, capacidade de miniaturização, possibilitando a criação de biossensores de baixo custo e de alta resposta. Dessa forma, o presente projeto visou a produção de uma plataforma biossensora baseada em nanofibras eletrofiadas de PVA funcionalizadas com AuNPs para o diagnóstico do cDNA do SARS-CoV-2. Para isso, produzimos nanofibras eletrofiadas de álcool polivinico e álcool polivínico com AuNPs através do método de eletrofiação, devido a sua baixa estabilidade em água, as nanofibras foram submetidas a um processo de reticulação química através de uma solução de acetona, onde as nanofibras adquiriram estabilidade em água ou em compostos com água, sendo o primeiro passo para a construção da plataforma biossensora. A construção dessa plataforma acontece através de uma ancoragem de diferentes compostos químicos como o Ácido 11-Mercaptoundecanoico, N-hidroxisuccinimida, N-(3-dimetilaminopropil)-N'-etilcarbodiimida e SONDACOVID-19, sendo a plataforma submetida a avaliação eletroquímica foi realizada através da microscopia de força atômica (AFM), espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) e Espectroscopia de Impedância Eletroquímica (EIS), onde na EIS a cada composto inserido, onde pudemos comprovar a incorporação dos compostos, após isso, submetemos a plataforma a detecção de diferentes diluições de cDNACOVID-19, indo de 101 a 105. A análise das diluições foi feita em triplicata para garantir a reprodutibilidade do experimento, onde conseguimos observar um aumento na resposta da impedância faradaíca e nos valores da resistência a transferência de elétrons a medida em que as concentrações de cDNA presentes nas diluições eram aumentadas. Demonstrando a eficácia da plataforma na detecção de diferentes diluições do cDNACOVID-19.


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  • Neste momento, o mundo enfrenta a pandemia da COVID-19, sendo esta consequência do coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2, o SARS-CoV-2. Apresenta-se como uma doença bastante transmissível e com poucas opções de tratamento. A prevenção e o controle do surto são essenciais no combate a transmissão da doença. Uma das maneiras mais utilizadas para evitar a transmissão do vírus é a identificação da pessoa infectada e posterior isolamento, evitando que o vírus se propague. O padrão-ouro no diagnóstico da COVID-19 é a técnica de RT-PCR, mas essa técnica vai apresentar algumas desvantagens como insumos limitados, resultados falso-positivos e a necessidade de recursos humanos qualificados para a realização da técnica, o que a torna difícil de ser implementada em escala global, fazendo com que novos métodos precisem ser desenvolvidos para atender a demanda. A nanotecnologia se mostra como uma ferramenta eficaz e inovadora para fornecer soluções que possam expandir o diagnóstico da COVID-19 através do uso de nanomateriais, como polímeros, nanofibras e nanopartículas, que vão apresentar uma boa relação área/volume do que materiais em maior escala. É possível explorar essa propriedade de modo a melhorar a detecção química e biológica desses materiais para a produção de biossensores nanoestruturados. Os biossensores eletroquímicos terão uma alta sensibilidade em conjunto com a capacidade de miniaturização, possibilitando a criação de biossensores de baixo custo e de alta resposta. Dessa forma, o presente projeto visou o desenvolvimento de uma plataforma biossensora baseado em nanofibras eletrofiadas de PVA funcionalizadas com nanopartículas de ouro para o diagnóstico do cDNA do SARS-CoV-2. Para isso, construímos nanofibras eletrofiadas de Álcool Polivínico com nanopartículas de ouro que passaram por um processo de reticulação química para garantir a sua estabilidade em água, permitindo a construção da plataforma biossensora. A partir de uma ancoragem de compostos químicos como o Ácido 11-Mercaptoundecanoico, N-hidroxisuccinimida, N-(3-dimetilaminopropil)-N'-etilcarbodiimida e SONDACOVID-19, submetemos a plataforma a detecção de diferentes diluições de cDNACOVID-19, indo de 101 a 106. A avaliação eletroquímica foi realizada por meio da Espectroscopia de Impedância Eletroquímica (EIS), onde foi possível observar um aumento na resposta da impedância faradaica a medida em que as concentrações de cDNA presentes nas diluições eram aumentadas. Demonstrando a eficácia da plataforma na detecção de diferentes diluições do cDNACOVID-19.

Teses
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  • ANDERSON RODRIGUES DE ALMEIDA
  • INVESTIGAÇÃO DO POTENCIAL IMUNOMODULADOR E ANTIFIBRÓTICO EX VIVO E IN VIVO DE MOLÉCULAS SINTÉTICAS E DO PERFIL DE CITOCINAS NA ESCLEROSE SISTÊMICA

  • Orientador : MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • ANGELA LUZIA BRANCO PINTO DUARTE
  • MARIA CAROLINA ACCIOLY BRELAZ DE CASTRO
  • ANDREA TAVARES DANTAS
  • SANDRA HELENA POLISELLI FARSKY
  • Data: 23/02/2022

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  • A esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune do tecido conjuntivo caracterizada por alterações vasculares, desregulação imunológica e fibrose progressiva da pele e de órgão internos. A fisiopatogênese da ES é complexa e incompletamente compreendida, o que reflete na heterogeneidade clínica da doença e dificulta a descoberta de terapias eficazes. Atualmente há poucas opções de tratamento para doença, e as que estão disponíveis não têm impacto significativo em sua progressão, havendo uma necessidade considerável por estudos que busquem a melhor compreensão da doença e que explorem novas alternativas terapêuticas. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o perfil de citocinas em pacientes com ES e a atividade imunomoduladora e antifibrótica de derivados tiazolidínicos (LPSF/CR-35 e LPSF/GQ-16) e do híbrido IBPA in vitro e in vivo. Na primeira etapa do estudo foram incluídos 84 pacientes com diagnóstico de ES e 84 voluntários saudáveis pareados por sexo e idade. A quantificação das citocinas no soro dos participantes foi realizada através da técnica de ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay). Na etapa seguinte, os efeitos imunomoduladores e antifibróticos dos derivados tiazolidínicos e do híbrido IBPA foram avaliados em células mononucleares do sangue periférico (PBMC) de pacientes com ES e em modelo de ES induzido por ácido hipocloroso (HOCl) em camundongos BALB/c. Observou-se que pacientes com ES quando comparados com voluntários saudáveis apresentaram aumento nos níveis séricos da IL (Interleucina) -27 e da IL-18, além de diminuição da isoforma a da proteína ligadora da IL-18 (IL-18 BPa). Além disso, os pacientes com ES apresentaram aumento significativo nos níveis séricos do receptor solúvel da oncostatina M (sOSM-R) e da glicoproteína 130 solúvel (sgp130), quando comparados com voluntários saudáveis. As citocinas e receptores desregulados no soro dos pacientes com ES foram correlacionados e/ou associados com manifestações da doença. Os tratamentos com as moléculas sintéticas in vitro promoveram a modulação na secreção de diferentes citocinas em cultivos de PBMC de pacientes com ES (IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, IL-13, IL-17, IFN-γ e TNF). Os efeitos imunomoduladores in vivo também foram evidenciados em modelo de ES induzido pelo HOCl, os diferentes tratamentos reduziram a expressão de marcadores de ativação em células T CD4+ (CD69) e células B (MHC-II e CD40), e a expressão do marcador de macrófagos M2 (CD206), em células isoladas do baço dos camundongos. A expressão do marcador de macrófagos M1 (CD86) foi aumentada após os diferentes tratamentos com os derivados tiazolidínicos e com o IBPA. A ação antifibrótica das moléculas foi avaliada in vivo na pele e pulmões dos camundongos com ES induzida pelo HOCl. Observou-se que os tratamentos regularam negativamente a expressão de mRNA de marcadores fibróticos na pele e pulmões (α-SMA, TGF-β, Colágeno tipo I, IL-4 e IL-13), além de terem reduzido o acúmulo de colágeno na pele e o espessamento dérmico. Adicionalmente, o IBPA reduziu significativamente o acúmulo de colágeno nos pulmões dos animais. As análises histopatológicas de fragmentos de pele e pulmões corados com Hematoxilina & Eosina e Sirius Red evidenciaram que as moléculas atuaram impedindo o desenvolvimento da fibrose dérmica e pulmonar nos camundongos. Os resultados apresentados no presente estudo indicaram diferentes citocinas e receptores solúveis que podem estar associados com a ES e identificaram três diferentes moléculas sintéticas com potencial terapêutico para a doença.


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  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE IMUNOMODULADORA E ANTIFIBRÓTICA DE NOVOS DERIVADOS TIAZOLIDÍNICOS E PERFIL DE CITOCINAS EM PACIENTES COM ESCLEROSE SISTÊMICA

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  • ANA CATARINA CRISTOVAO SILVA
  • AVALIAÇÃO IN SILICO E IN VITRO DOS MECANISMOS CELULARES E MOLECULARES DE DERIVADOS FENOXI-HIDRAZINO-TIAZÓIS CANDIDATOS A FÁRMACOS TRIPANOCIDAS

  • Orientador : MARCELO ZALDINI HERNANDES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELIS DIONISIO DA SILVA
  • FABIO ROCHA FORMIGA
  • LUIZ FELIPE GOMES REBELLO FERREIRA
  • MARCELO ZALDINI HERNANDES
  • TERESINHA GONCALVES DA SILVA
  • Data: 03/03/2022

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  • A doença de Chagas é considerada negligenciada e possui como agente etiológico o Trypanosoma cruzi. O tratamento é baseado no benzonidazol (Bzn), que é muito tóxico e mais efetivo na fase aguda da doença.  A descoberta de fármacos mais seguros, eficazes e menos tóxicos constitui portanto um desafio. Sendo assim, o objetivo do trabalho foi investigar a ação tripanocida e imunomoduladora de 13 novos compostos fenoxi-hidrazino-tiazois. Para avaliação in silico, foram utilizadas plataformas (ProTox-II, SEA e SwissADME) para busca de possíveis alvos de citotoxicidade, farmacocinética e farmacodinâmica, além de características físico-químicas dos compostos. Além disso, foi realizado o docking molecular frente a alvos de T. cruzi, de citotoxicidade e do sistema imune. Para a citotoxicidade, diferentes tipos celulares foram utilizados; a atividade tripanocida foi avaliada frente a epimastigotas, tripomastigotas e amastigotas; para investigar a produção de óxido nítrico (ON) foram utilizados macrófagos; para investigar a morte celular, tripomastigotas foram utilizados; para avaliar a imunomodulação, foram utilizados esplenócitos. Após execução do docking molecular em diferentes alvos de T. cruzi, foi verificado que os valores de score para a esqualeno sintase e a 14-alfa demetilase foram maiores do que para os outros alvos (cruzaína e tripanotiona redutase). Após o docking com as enzimas monoamina oxidase A e B, verificou-se a afinidade de JM-13 por esses alvos, corroborando com achados das plataformas SEA e Protox-II. No docking com alvos do sistema imune, foi possível verificar uma afinidade maior dos compostos por TLR2 e TLR4, com afinidades semelhantes entre os receptores de citocinas. Os compostos da série JM demonstraram afinidade in silico para os alvos imunológicos, estando sempre entre os 10 melhores ranqueados para todos os alvos. Destaca-se JM-13 que foi o melhor ranqueado pra 7 dos 9 alvos. No geral, os compostos foram pouco tóxicos para todos os tipos celulares testados, com destaque para os compostos da série JM. O composto mais ativo para epimastigotas foi LIZ-531 (2,8 µM), para tripomastigotas foi LIZ-311 (8,6 µM) e para amastigotas foi LIZ-331 (1,9 µM). Houve indução da produção de ON na concentração de 200 µg/mL por LIZ-311 (2,5µM), LIZ-431 (4,1 µM) e LIZ-531 (5 µM). O composto JM-14 induziu a produção de ON nas 3 maiores concentrações testadas e houve relação dose-dependente. Na produção de citocinas, LIZ-331 induziu a produção de TNF e IL-6, já LIZ-311 foi indutor de TNF, IFN-γ, IL-2, IL-4, IL-10, IL-17. O composto LIZ-311 induziu morte celular principalmente por apoptose, além de diminuição de compartimentos ácidos e de potencial de membrana mitocondrial. Diante do exposto, fica claro o potencial do composto LIZ-311, pois além da atividade antiparasitária, foi pouco tóxico para as células testadas, com potencial imunomodulador in silico e in vitro (balanço Th1/Th2 e produção de ON), além de induzir a morte parasitária por via apoptótica.


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  • AVALIAÇÃO IN SILICO E IN VITRO DOS MECANISMOS CELULARES E MOLECULARES DE DERIVADOS FENOXI-HIDRAZINO-TIAZÓIS CANDIDATOS A FÁRMACOS TRIPANOCIDAS

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  • INES EUGENIA RIBEIRO DA COSTA
  • EFICIÊNCIA TÉCNICA DOS HOSPITAIS DA REDE ESTADUAL DE SAÚDE DE PERNAMBUCO

  • Orientador : MOACYR JESUS BARRETO DE MELO REGO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MOACYR JESUS BARRETO DE MELO REGO
  • ADRIANA FALANGOLA BENJAMIN BEZERRA
  • RODRIGO GOMES DE ARRUDA
  • JOSE DE ARIMATEA ROCHA FILHO
  • LUSANIRA MARIA DA FONSECA DE SANTA CRUZ
  • Data: 15/03/2022

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  • Esta pesquisa empírica de recorte transversal fez avaliação da eficiência técnica da rede hospitalar estadual de Pernambuco. Aplicou-se a Análise Envoltória de Dados- DEA para retornos constantes e variáveis de escala,a fim de construir a fronteira de eficiência. Os dados do estudo são da rede hospitalar do estado de Pernambuco – Brasil, extraídos do Sistema de Informação Hospitalar e do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde para o período de 2008 a 2019. Os hospitais foram classificados segundo porte, natureza jurídica e, àqueles sob gestão estadual segundo modelo de gerência – Administração Direta e Organização Social de Saúde. Realizaram-se, também, análises segundo classificação gerencial adotada pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco. Foram construídos os indicadores: Taxa de Mortalidade Hospitalar, Tempo Médio de Permanência (em dias) e Taxa de Cirurgias para cada uma das unidades e para cada ano do estudo. Criou-se uma variável de agrupamento Porte, para análise da eficiência Técnica. Para estabelecer a comparação entre os modelos de gerência dos hospitais públicos e àqueles especificamente sob gestão estadual, foi aplicada a estatística descritiva através da análise de frequência, utilizando-se os testes de Shapiro Wilk e Man-Whitney. Os testes demonstraram que as variáveis selecionadas para o estudo não apresentaram distribuição normal e observou–se diferença estatisticamente significante entre as médias dos estabelecimentos gerenciados por Organizações Sociais de Saúde e Administração Direta. Os resultados obtidos a partir do desenvolvimento do Modelo DEA–CRS e VRS demonstraram que os hospitais de natureza pública foram mais eficientes, seguidos dos filantrópicos e privados. As Unidades Hospitalares gerenciadas pelas Organizações Sociais se apresentaram mais eficientes, com tendência negativa de crescimento. Já os hospitais de Administração Direta apresentaram um comportamento de busca pela eficiência, com tendência de crescimento. Os resultados da pesquisa permitem concluir que, para Pernambuco, a natureza jurídica afetou a eficiência técnica das unidades hospitalares, assim como o Modelo de gerência e o porte.


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  • EFICIÊNCIA TÉCNICA DOS HOSPITAIS DA REDE ESTADUAL DE SAÚDE DE PERNAMBUCO

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  • JESSICA DE ANDRADE GOMES SILVA
  • Avaliação das Atividades Antimicrobiana, Antioxidante e Gastroprotetora das folhas do Croton heliotropiifolius Kunth

  • Orientador : TERESINHA GONCALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CYNTHIA LAYSE FERREIRA DE ALMEIDA
  • ERYVELTON DE SOUZA FRANCO
  • TERESINHA GONCALVES DA SILVA
  • VALERIA PEREIRA HERNANDES
  • VANDA LUCIA DOS SANTOS
  • Data: 25/03/2022

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  • Croton heliotropiifolius (velame) é uma espécie encontrada na vegetação da caatinga do nordeste brasileiro, e constitui um dos principais representantes do gênero Croton que vem sendo usado pela população no alívio da dor de estômago. As úlceras gástricas são lesões caracterizadas por injúria no tecido e afetam milhares de pessoas no mundo. Deste modo, uma alternativa na busca de novas terapias para a prevenção e tratamento das doenças gástricas está na utilização de produtos naturais. Portanto, este trabalho teve como objetivo avaliar in vitro o potencial antimicrobiano, antioxidante e a citotoxicidade dos extratos das folhas C. heliotropiifolius, bem como a toxicidade aguda e o efeito gastroprotetor em modelos de úlcera experimental in vivo. Os extratos hexânico (EHCh), acetato de etila (EACh) e etanólico (EECh) foram preparados e submetidos a análises por cromatografia em camada delgada e por cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massas, onde foi possível a identificação de compostos como flavonoides, triterpenos, esteroides, monoterpenos, sesquiterpenos, proantocianidinas, leucoantocianidinas e como majoritários, compostos da classe dos esteroides e ácidos graxos. Posteriormente, foi realizado o doseamento de fenóis totais, flavonoides e proantocianidinas, por serem as principais classes de compostos identificadas nas análises cromatográficas. Na avaliação da atividade antibacteriana, foi observada fraca ação do EHCh frente ao Bacillus subtilis e inatividade para as cepas de Staphylococcus aureus, Acinetobacter baumannii, Enterobacter aerogenes, Pseudomonas aeruginosa e Helicobacter pylori. O EACh e o EECh não apresentaram atividade antibacteriana contra as cepas testadas. A atividade antioxidante pelos métodos DPPH, ABTS, redução do íon férrico (FRAP) e capacidade antioxidante total apontaram o EECh como o extrato de melhor efeito antioxidante. Quanto à citotoxicidade frente a linhagem de fibroblastos de camundongos (L919) e atividade tóxica aguda, não se observou toxicidade nos extratos nas doses testadas (1,56 – 50 µg no ensaio de citotoxicidade in vitro e 2000 mg/kg para o ensaio de toxicidade aguda). Na atividade gastroprotetora, no modelo agudo de úlcera induzido por etanol absoluto, o EHCh, nas concentrações de 50, 100 e 200 mg/kg, respectivamente, promoveu uma redução significativa das lesões em 85,16; 86,75 e 87,68 %, quando comparadas ao controle, que apresentou um índice de lesão ulcerativa (ILU) de 73,84%. O EACh reduziu em 86,69; 87,95 e 88,28 % as lesões nas doses de 50, 100 e 200 mg/kg, respectivamente. O controle lesionado apresentou ILU de 72,23 %. O EECh, também nas concentrações 50, 100 e 200 mg/Kg reduziu respectivamente as lesões em 89,49 %,92,92% e 89,32%, sendo este extrato considerado o mais ativo. No modelo de indução por indometacina, o EECh nas concentrações de 50, 100 e 200 mg/kg, apresentou respectivamente, área de lesão ulcerativa de 11,18 mm2, 7,39 mm2 e 8,51 mm2, enquanto o controle lesionado apresentou área 23,11 mm2. Com as dosagens de óxido nítrico (NO), glutationa reduzida (GSH), malondialdeído (MDA) e mieloperoxidase (MPO) no tecido estomacal, foi possível observar a melhora desses parâmetros antioxidante e anti-inflamatórios após os tratamentos, sugerindo que a ação gastroprotetora dos extratos envolva múltiplos fatores. A investigação do NO como mecanismo de ação, comprovou efeito parcial na ação gastroprotora do EECh. Contudo, é possível sugerir que os extratos apresentam atividade antiulcerogênica promissora.


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  • Croton heliotropiifolius é uma espécie encontrada na vegetação da caatinga do nordeste brasileiro, e constitui um dos principais representantes do gênero Croton que vem sendo usado pela população no alívio da dor de estômago. As úlceras gástricas são lesões caracterizadas por injúria no tecido e afetam milhares de pessoas no mundo, o que ameaça a economia global. Deste modo, uma alternativa na busca de novas terapias para a prevenção e tratamento das doenças gástricas está na utilização de produtos naturais. Portanto, este trabalho teve como objetivo avaliar in vitro o potencial antimicrobiano, antioxidante e a citotoxicidade dos extratos das folhas C. heliotropiifolius, bem como o seu efeito gastroprotetor em modelos de úlcera experimental in vivo. Extratos hexânico (EHCh), acetato de etila (EACh) e etanólico (EECh) foram preparados e submetidos a análises por cromatografia em camada delgada e por cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massas, onde foi possível a identificação de compostos como flavonoides, triterpenos, esteroides, monoterpenos, sesquiterpenos, proantocianidinas, leucoantocianidinas e como majoritários, compostos da classe dos esteroides e ácidos graxos. Posteriormente, foi realizado o doseamento de fenóis totais, flavonoides e proantocianidinas, por serem as principais classes de compostos identificadas nas análises cromatográficas. Na avaliação da atividade antibacteriana, foi observada fraca ação do EHCh frente ao Bacillus subtilis e inatividade para as cepas de Staphylococcus aureus, Acinetobacter baumannii, Enterobacter aerogenes e Pseudomonas aeruginosa. O EACh e o EECh não apresentaram atividade antibacteriana contra as cepas testadas. A atividade antioxidante pelos métodos DPPH, ABTS, redução do íon férrico (FRAP) e capacidade antioxidante total apontaram o EECh como o extrato de melhor efeito antioxidante. Quanto à citotoxicidade frente a linhagem de fibroblastos de camundongos (L919) e atividade tóxica aguda, não se observou toxicidade nos extratos nas doses testadas (1,56 – 50 µg no ensaio de citotoxicidade in vitro e 2000 mg/Kg para o ensaio de toxicidade aguda). Na atividade gastroprotetora, avaliada em modelo agudo de úlcera induzido por etanol absoluto, o EHCh, nas concentrações de 50, 100 e 200 mg/Kg promoveu a melhora das lesões em 85,16; 86,75 e 87,68 %, respectivamente. O EACh reduziu em 86,69; 87,95 e 88,28 % as lesões nas doses de 50, 100 e 200 mg/Kg, respectivamente. O EECh, na concentração de 50 mg/Kg reduziu as lesões em 89,49 %, na concentração de 100 mg/Kg reduziu as lesões em 92,92% e na concentração de 200 mg/Kg reduziu 89,32%, apresentando um comportamento dose não dependente, entretanto foi considerado o extrato mais ativo. No modelo de indução por indometacina, o EECh nas concentrações de 50, 100 e 200 mg/Kg, apresentou área de lesão ulcerativa de 11,18 mm2, 7,39 mm2 e 8,51 mm2, respectivamente. Quanto aos parâmetros antioxidante e anti-inflamatórios de NO, GSH, MDA e MPO do tecido estomacal, também foi possível observar a melhora após os tratamentos com o EHCh, EACH e com o EECh, sugerindo que a ação gastroprotetora dos extratos envolva múltiplos fatores.

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  • ANDREA VIRGINIA CHAVES MARKMAN
  • MicroRNAs na variante cardíaca da doença de Fabry: novo biomarcador?

  • Orientador : DINALDO CAVALCANTI DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS GUN
  • DARIO CELESTINO SOBRAL FILHO
  • DINALDO CAVALCANTI DE OLIVEIRA
  • LUCIA HELENA DE OLIVEIRA CORDEIRO
  • SIMONE CRISTINA SOARES BRANDAO
  • Data: 13/05/2022

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  • A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença genética caracterizada por hipertrofia ventricular esquerda (HVE) na ausência de outra condição cardíaca, sistêmica ou metabólica. A investigação molecular através dos painéis genéticos possibilita a identificação de fenocópias que cursam com HVE, dentre as quais a doença de Fabry (DF).  A forma clássica da DF, causada por mutações patogênicas, não apresenta controvérsias quanto à instituição do tratamento, porém as apresentações tardias, com variantes de significado incerto (VUS), são objeto de discussão quanto ao início da terapia e à utilização do liso-Gb3 como marcador de patogenicidade.  Novos biomarcadores estão sendo estudados, dentre os quais os microRNAs (miRNAs). O objetivo deste estudo é a pesquisa de miRNAs como marcadores de patogenicidade nos pacientes (pcts) com a variante cardíaca da DF. Foram incluídos 131 pcts com o diagnóstico ecocardiográfico de CMH submetidos à investigação genética para a DF, dos quais 76 através do sequenciamento do gene GLA e 55 pelo painel genético para CMH. Em sete pcts (5,34%) foram encontradas mutações no gene GLA e identificadas as seguintes variantes: uma c.967C>A(p.Pro323Thr), quatro  c.352C>T(p.Arg118Cys) e duas  c.937G>T(p.Asp313Tyr). Os pcts com mutações no gene GLA que haviam realizado, apenas, o sequenciamento do gene, foram submetidos ao painel para CMH (18 genes). Três pcts (todos com a variante p.Arg118Cys)  apresentaram mutações em outros genes.  Nos quatro restantes, a investigação foi ampliada através da coleta do painel para as cardiomiopatias (206 genes),  não tendo sido detectadas variantes em outros genes. A triagem familiar revelou 17 indivíduos com mutações no gene GLA, sendo identificados dois irmãos com HVE com a variante c.937G>T(p.Asp313Tyr). O painel para cardiomiopatias hereditárias foi coletado em um deles e nenhuma mutação foi detectada em outro gene. Os pcts e os portadores de variantes no gene GLA foram submetidos à dosagem do liso-Gb3 e à análise dos seguintes miRNAs: miR-1291, miR-214 e miR-505, tendo sido avaliadas as suas expressões diferenciais. Na comparação entre indivíduos com HVE e sem HVE, não houve diferença significativa para os miR-1291, miR-214 e miR-505, entretanto houve tendência a super expressão nos indivíduos que apresentam HVE, principalmente para o miR-1291. Diferentemente, a expressão do miR-214 em indivíduos com HVE foi significativamente menor do que em indivíduos sem HVE (p=0,0416), tendo a expressão relativa de indivíduos saudáveis como referência. Para o miR-505 houve uma expressão significativamente maior tanto nos portadores das variantes no gene GLA sem HVE quanto nos pcts com variantes no GLA com HVE,  quando comparados a indivíduos saudáveis (p=0,0195).  O miR-505 também apresentou uma correlação significativa e diretamente proporcional com o liso-Gb3 no grupo dos pcts com GLA com  HVE (p=0.0353; r=-0.9647). Todos os indivíduos apresentaram os níveis do liso-Gb3 normais. Neste estudo a frequência de mutação no gene GLA em pcts com CMH foi 5,34%. A coleta do painel molecular para cardiomiopatias hereditárias não detectou outras variantes que justifiquem a HVE em pcts com as mutações c.967C>A(p.Pro323Thr) e  c.937G>T(p.Asp313Tyr), até então classificadas como VUS. Tratando-se de uma doença rara este estudo contribui com evidências de que o aumento na expressão do miR-505, o aumento na expressão de miR-1291 e sub expressão de miR-214 naqueles com HVE podem ser marcadores de patogenicidade na DF. No entanto, são necessárias maiores investigações destes microRNAs com um número maior de indivíduos.


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  • A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença genética, caracterizada por hipertrofia
    ventricular esquerda (HVE) na ausência de outra condição cardíaca, sistêmica ou
    metabólica. A investigação molecular através dos painéis genéticos, possibilita a
    identificação de fenocópias que cursam com HVE, dentre as quais a doença de Fabry
    (DF). A forma clássica da DF, causada por mutações patogênicas, não apresenta
    controvérsias quando à instituição do tratamento, porém apresentações tardias, com
    acometimento cardíaco e variantes de significado incerto (VUS) são objetos de discussão
    quanto ao início da terapia. O liso-Gb3 é utilizado como marcador de patogenicidade nas
    formas clássicas da DF, embora apresente resultados conflitantes nas formas tardias e
    ainda classificadas como VUS. Novos biomarcadores estão sendo estudados, dentre os
    quais os microRNAs (miRNAs). O objetivo deste estudo é a pesquisa dos miRNAs como
    marcador de patogenicidade nos pacientes (pcts) com a variante cardíaca da DF. Foram
    incluídos, 131 pcts com o diagnóstico ecocardiográfico de CMH, destes 76 realizaram o
    sequenciamento do gene GLA e 55 o painel genético para CMH. Naqueles que foi
    coletado o painel para CMH, as mutações mais frequentes foram nos genes da cadeia
    pesada de miosina (MYH7) em dez pcts (22,2%), proteína C ligante de miosina
    (MYBPC3) em sete pcts (15,5%) e filamina C (FLNC) em seis pcts (13,3%). Em sete pcts
    (5,34%) foram encontradas mutações no gene GLA e identificadas as seguintes variantes:
    c.967C>A(p.Pro323Thr), c.352C>T(p.Arg118Cys) e c.937G>T(p.Asp313Tyr), todas
    classificadas como VUS. O nível do biomarcador liso-Gb3 foi normal em todos os pcts. Os
    sete pcts coletaram o painel genético para CMH, e em três foram encontradas mutações
    no sarcômero cardíaco. A triagem familiar identificou 17 indivíduos com mutações no
    gene GLA, dos quais dois do sexo masculino e da mesma família, com a mutação
    p.Asp313Tyr, apresentam hipertrofia miocárdica. O painel para CMH foi coletado em um
    deles e nenhuma outra mutação foi encontrada. Os pcts e os portadores de variantes no
    gene GLA serão submetidos à análise do miRNA.

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  • MARIA DE FATIMA DEODATO DE SOUZA
  • Galectinas 1,4 e 9  em pacientes com Adenocarcinoma Gástrico: Associações clinicas e parâmetros de acurácia

  • Orientador : MOACYR JESUS BARRETO DE MELO REGO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MOACYR JESUS BARRETO DE MELO REGO
  • CRISTIANO APARECIDO CHAGAS
  • MICHELLE MELGAREJO DA ROSA
  • MARIANNE DE VASCONCELOS CARVALHO
  • MARINA FERRAZ CORDEIRO
  • Data: 15/06/2022

  • Mostrar Resumo
  • O câncer gástrico (CG) é uma das malignidades mais comum do trato gastrointestinal,
    com sobrevida desfavorável nos estágios mais avançados. Na prática clínica, os
    marcadores tumorais séricos utilizados não apresentam parâmetros de acurácia
    suficientes para serem totalmente confiáveis. As galectinas são proteínas com afinidade
    aos β-galactosídeos que desempenham papéis importantes no processo carcinogênico.
    Por conseguinte, emergem como moléculas promissoras para novos marcadores
    biológicos. A partir dessa premissa, o presente estudo objetivou quantificar os níveis
    circulantes de galectina-1, galectina-4 e galectina-9 para distinguir pacientes com câncer
    gástrico de indivíduos saudáveis, e avaliar sua possível associação aos parâmetros
    clínico-patológicos. Os pacientes foram recrutados do serviço de oncologia do Hospital
    das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Sociedade
    Pernambucana de Combate ao Câncer (SPCC). Um total de 69 pacientes com
    diagnóstico de adenocarcinoma gástrico e 67 indivíduos saudáveis foram incluídos no
    estudo. Os níveis circulantes dessas galectinas foram determinados por ELISA, e os
    dados da expressão do mRNA dos genes LGALS1, LGALS4 e LGALS9 foram
    extraídos da plataforma cBioPortal for cancer genomics. As análises estatísticas foram
    realizadas pelo teste de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e Pearson; p< 0,05 foi
    considerado significativo. As características operacionais do receptor (ROC),
    sensibilidade, especificidade e razão de verossimilhança (LR) foram plotadas utilizando
    o software GraphPad Prisma. Os níveis circulantes de galectina-1, 4 e 9 foram maiores
    nos pacientes com adenocarcinoma gástrico comparado aos indivíduos saudáveis. O
    ponto de corte dos níveis circulantes de galectina-1 para distinguir pacientes com
    adenocarcinoma gástrico de indivíduos saudáveis foi de 22935 pg/ml (sensibilidade
    61,90%, especificidade 96,08%, LR: 15,79) (AUC: 0,9153, p < 0,0001). Os níveis
    circulantes de galectina-1 foram associados a invasão angiolinfática (p = 0,0496). Já o
    ponto de corte de galectina-4 para distinguir pacientes dos indivíduos saudáveis foi de
    572,3 pg/ml (sensibilidade 98,55%, especificidade 84,62%, LR: 6,406) (AUC: 0,9632, p
    <0,0001). A expressão do mRNA do LGALS4 foi associada ao grau histológico (p <
    0,0001), classificação de Lauren (p = 0,0406) e infecção por H. pylori (p = 0,0479).
    Complementarmente, o ponto de corte de galectina-9 para distinguir os grupos
    avaliados foi de 5517 pg/ml (sensibilidade 80,60%, especificidade 97,01%, LR: 27,00)(AUC: 0,9414, p <0,0001). Os níveis circulantes de galectina-9 foram associados ao sexo (p = 0,0033), idade (p = 0,0158), grau histológico (p = 0,0013) e a estratégia cirúrgica (p = 0,0497). Além disso, os níveis de Gal-9 apresentaram uma correlação moderada com o número absoluto de neutrófilos desses pacientes (r = 0,4228; p = 0,0053). De maneira inédita, nossos dados apresentam parâmetros de acurácia capazes de distinguir pacientes com adenocarcinoma gástrico de indivíduos saudáveis. Dessa forma, essas moléculas surgem como potenciais marcadores biológicos.


  • Mostrar Abstract
  • O câncer gástrico (CG) é uma das malignidades mais comum do trato gastrointestinal,
    com sobrevida desfavorável nos estágios mais avançados. Na prática clínica, os
    marcadores tumorais séricos utilizados não apresentam parâmetros de acurácia
    suficientes para serem totalmente confiáveis. As galectinas são proteínas com afinidade
    aos β-galactosídeos que desempenham papéis importantes no processo carcinogênico.
    Por conseguinte, emergem como moléculas promissoras para novos marcadores
    biológicos. A partir dessa premissa, o presente estudo objetivou quantificar os níveis
    circulantes de galectina-1, galectina-4 e galectina-9 para distinguir pacientes com câncer
    gástrico de indivíduos saudáveis, e avaliar sua possível associação aos parâmetros
    clínico-patológicos. Os pacientes foram recrutados do serviço de oncologia do Hospital
    das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Sociedade
    Pernambucana de Combate ao Câncer (SPCC). Um total de 69 pacientes com
    diagnóstico de adenocarcinoma gástrico e 67 indivíduos saudáveis foram incluídos no
    estudo. Os níveis circulantes dessas galectinas foram determinados por ELISA, e os
    dados da expressão do mRNA dos genes LGALS1, LGALS4 e LGALS9 foram
    extraídos da plataforma cBioPortal for cancer genomics. As análises estatísticas foram
    realizadas pelo teste de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e Pearson; p< 0,05 foi
    considerado significativo. As características operacionais do receptor (ROC),
    sensibilidade, especificidade e razão de verossimilhança (LR) foram plotadas utilizando
    o software GraphPad Prisma. Os níveis circulantes de galectina-1, 4 e 9 foram maiores
    nos pacientes com adenocarcinoma gástrico comparado aos indivíduos saudáveis. O
    ponto de corte dos níveis circulantes de galectina-1 para distinguir pacientes com
    adenocarcinoma gástrico de indivíduos saudáveis foi de 22935 pg/ml (sensibilidade
    61,90%, especificidade 96,08%, LR: 15,79) (AUC: 0,9153, p < 0,0001). Os níveis
    circulantes de galectina-1 foram associados a invasão angiolinfática (p = 0,0496). Já o
    ponto de corte de galectina-4 para distinguir pacientes dos indivíduos saudáveis foi de
    572,3 pg/ml (sensibilidade 98,55%, especificidade 84,62%, LR: 6,406) (AUC: 0,9632, p
    <0,0001). A expressão do mRNA do LGALS4 foi associada ao grau histológico (p <
    0,0001), classificação de Lauren (p = 0,0406) e infecção por H. pylori (p = 0,0479).
    Complementarmente, o ponto de corte de galectina-9 para distinguir os grupos
    avaliados foi de 5517 pg/ml (sensibilidade 80,60%, especificidade 97,01%, LR: 27,00)(AUC: 0,9414, p <0,0001). Os níveis circulantes de galectina-9 foram associados ao sexo (p = 0,0033), idade (p = 0,0158), grau histológico (p = 0,0013) e a estratégia cirúrgica (p = 0,0497). Além disso, os níveis de Gal-9 apresentaram uma correlação moderada com o número absoluto de neutrófilos desses pacientes (r = 0,4228; p = 0,0053). De maneira inédita, nossos dados apresentam parâmetros de acurácia capazes de distinguir pacientes com adenocarcinoma gástrico de indivíduos saudáveis. Dessa forma, essas moléculas surgem como potenciais marcadores biológicos.

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  • MAYARA SOUZA BARBALHO
  • Investigação da atividade tripanocida e imunomoduladora de derivados 1,3 tiazóis substituídos

  • Orientador : VALERIA PEREIRA HERNANDES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • POLICARPO ADEMAR SALES JUNIOR
  • ELIS DIONISIO DA SILVA
  • MARIA DANIELLY LIMA DE OLIVEIRA
  • MARIA EDLEUZA FELINTO DE BRITO
  • VALERIA PEREIRA HERNANDES
  • Data: 30/06/2022

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  • O Brasil lidera o número de casos na América Latina ao se tratar de doença de Chagas, estimando-se 2 milhões de pessoas acometidas pela doença em nosso país. O tratamento da doença ainda é baseado no benzonidazol, porém essa droga é mais efetiva na fase aguda e possui alta toxicidade. Além disso, é sabido que o envolvimento do sistema imune de hospedeiros infectados com Trypanosoma cruzi, agente etiológico da doença, pode desempenhar um importante papel na eficácia da quimioterapia. Diante disso, uma nova série de 1,3-tiazóis (2-17), derivados de 2,4-diclorofenil tiossemicarbazona ou 2,3,4-triclorofenil-tiossemicarbazona, foram investigados em ensaios in vitro sobre as formas evolutivas do T. cruzi, in silico e quanto ao potencial imunomodulador. Em paralelo, visando a melhoria do screening de novos compostos, o presente estudo propõe o desenvolvimento de uma linhagem transgênica de T. cruzi que expressa luciferase, reduzindo o tempo de análise em comparação aos métodos convencionais. Contra a forma tripomastigota, alguns derivados de 1,3-tiazol apresentaram valores de IC50 que foram pelo menos 10 vezes mais potentes que o benznidazol, como os compostos 8 (2,64M), 4 (3,27M), 10 (4,08 M) e 16 (4,82 M). Contra a forma amastigota, o composto 15 apresentou o melhor valor de IC50 (3,65M) sendo mais ativo que o fármaco padrão, benznidazol (5,64M). Os compostos 11 (5,96M) e 12 (4,46M) exibiram atividade equipotente quando comparados ao benzonidazol. Em relação à citotoxicidade em macrófagos, alguns dos tiazóis apresentaram baixa citotoxicidade (os compostos 6, 8, 9, 14, 16 e 17 apresentam CC50 > 44,18 M). Os resultados de docking molecular sugerem que os compostos que possuem anéis aromáticos como substituintes, como fenil (compostos 8 e 17) ou naftil (composto 9), apresentaram maior afinidade prevista para o sítio de ligação da cruzaína quando comparados com as moléculas com substituintes não aromáticos. Quanto a avaliação do perfil de morte celular por citometria de fluxo, apenas um composto induziu necrose de maneira significativa no tratamento de 2xIC50 em relação ao sem tratamento e ao benzonidazol. Até o momento, a amplificação e clonagem do gene da luciferase para obtenção da cepa transgênica está na fase inicial. Portanto, essa nova série de 1,3-tiazóis apresentou compostos com potencial promissor para o avanço de estudos pré-clínicos contra doença de Chagas


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  • INVESTIGAÇÃO DA ATIVIDADE TRIPANOCIDA E IMUNOMODULADORA DE DERIVADOS 1,3 TIAZÓIS SUBSTITUÍDOS

2021
Dissertações
1
  • EDIVALDO BEZERRA MENDES FILHO
  • INTERLEUCINA 17 EM PACIENTES COM SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDA E CRÔNICA

  • Orientador : DINALDO CAVALCANTI DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DINALDO CAVALCANTI DE OLIVEIRA
  • ESMERALCI FERREIRA
  • MICHELLY CRISTINY PEREIRA
  • Data: 28/07/2021

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  • As Doenças Cardiovasculares (DCV) são as principais causas de óbito em todo o mundo, independentemente do nível de renda dos países. A doença isquêmica do coração configura a principal causa mundial isolada de morte e perda de qualidade de vida sendo a principal o Infarto Agudo do Miocárdio. Este estudo foi observacional do tipo caso controle, prospectivo e analítico realizado em um Hospital assistencial terciário e um laboratório de ciências básicas de uma Universidade Federal. Os critérios de inclusão foram: idade maior 18 anos, diagnóstico de SCA sem supra do ST de alto risco, SCC com sintomas refratários ou isquemia grave em teste funcional não invasivo. Para ser incluído o paciente deveria ter um dos critérios de inclusão, e por outro lado a presença de um dos critérios de exclusão como apresentar doença reumatológica, câncer ou outra doença imunológica o retira do estudo. Para termos a referência dos valores considerados normais das IL-17 foram recrutados 100, controles (pareamento por gênero e idade ± 5 anos) que eram pessoas saudáveis. As variáveis clínicas de interesse do estudo foram coletadas através da aplicação de questionários previamente validados. Foi definida pelos pesquisadores como amostra do estudo 101 pacientes com SCA, 100 pacientes como SCC e 100 controles. Os estudos na literatura em comparação com o nosso quando analisados em conjunto sugerem que a quantidade circulante de IL-17 A em pacientes com SCA sofre variações consideráveis, não havendo um padrão uniforme que permita generalização e padronização. As explicações para tais variações precisam serem mais bem compreendidas, assim como o impacto clínico da presença ou não dessa interleucina no sangue periférico de pacientes que sofreram uma SCA, porém não é possível descartar sua alteração em pacientes com alto perfil inflamatório de DAC.


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  • As Doenças Cardiovasculares (DCV) são as principais causas de óbito em todo o mundo, independentemente do nível de renda dos países. A doença isquêmica do coração configura a principal causa mundial isolada de morte e perda de qualidade de vida sendo a principal o Infarto Agudo do Miocárdio. Este estudo foi observacional do tipo caso controle, prospectivo e analítico realizado em um Hospital assistencial terciário e um laboratório de ciências básicas de uma Universidade Federal. Os critérios de inclusão foram: idade maior 18 anos, diagnóstico de SCA sem supra do ST de alto risco, SCC com sintomas refratários ou isquemia grave em teste funcional não invasivo. Para ser incluído o paciente deveria ter um dos critérios de inclusão, e por outro lado a presença de um dos critérios de exclusão como apresentar doença reumatológica, câncer ou outra doença imunológica o retira do estudo. Para termos a referência dos valores considerados normais das IL-17 foram recrutados 100, controles (pareamento por gênero e idade ± 5 anos) que eram pessoas saudáveis. As variáveis clínicas de interesse do estudo foram coletadas através da aplicação de questionários previamente validados. Foi definida pelos pesquisadores como amostra do estudo 101 pacientes com SCA, 100 pacientes como SCC e 100 controles. Os estudos na literatura em comparação com o nosso quando analisados em conjunto sugerem que a quantidade circulante de IL-17 A em pacientes com SCA sofre variações consideráveis, não havendo um padrão uniforme que permita generalização e padronização. As explicações para tais variações precisam serem mais bem compreendidas, assim como o impacto clínico da presença ou não dessa interleucina no sangue periférico de pacientes que sofreram uma SCA, porém não é possível descartar sua alteração em pacientes com alto perfil inflamatório de DAC.

2
  • BEATRIZ SANTIAGO GUERRA
  • Desenvolvimento de um imunossensor eletroquímico para a identificação de alfatoxina B1 a partir do uso de nanopartículas de óxido de zinco

  • Orientador : MARIA DANIELLY LIMA DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CESAR AUGUSTO SOUZA DE ANDRADE
  • KLEBER GONCALVES BEZERRA ALVES
  • MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • Data: 30/07/2021

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  • Aflatoxina B1 (AFB1), é uma micotoxina proveniente de metabolismo fúngico, sendo considerada potente agente carcinogênico, teratogênico, mutagênico e imunossupressor, que contamina principalmente o milho, amendoim, cereais antes ou após a colheita, e apresenta maior toxicidade quando comparada a outras micotoxinas. Os imunossensores eletroquímicos são biossensores que utilizam o sinal da biointeração entre antígeno e anticorpo. A construção de imunossensores é baseada em modificações químicas no eletrodo, através da formação de monocamadas automontadas (SAM), que tem por finalidade o favorecimento da transferência de elétrons, biocompatibilidade, sensibilidade e reprodutibilidade. O objetivo deste estudo foi o desenvolvimento de um imunossensor para detecção de AFB1 em alimentos, processo este caraterizado por meio da técnica eletroquímica de voltametria cíclica (VC) e espectroscopia de impedância eletroquímica (EIE). Para o desenvolvimento deste sensor foi utilizado o aminoácido cisteína (Cys), 1-[3-(dimetilamino) propil]-3-etilcarbodiimida (EDC), N-hidroxissuccinimida (NHS), anticorpo anti-AFB1 e o soro de albumina bovina (BSA). Cada etapa de desenvolvimento do imunossensor foi caracterizada utilizando-se uma varredura de potencial de -0,2 a 0,7 V e velocidade de varredura de 50 mV.s-1 em solução de ferro-ferricianeto de potássio a 10mM (1:1). A plataforma imunossensora foi construída sobre a superfície de um eletrodo de ouro. Nas primeiras etapas da montagem, foram realizadas a adsorção do aminoácido cisteína e imobilização das nanopartículas de óxido de zinco (NPsZnO). Posteriormente, o anticorpo monoclonal anti-aflatoxina B1 foi imobilizado quimicamente sobre o eletrodo por meio de acoplamento químico via EDC:NHS. A seguir, foram realizados ensaios de seletividade e sensibilidade com amostras de AFB1 (0,01 ng.mL-1 a 1mg/mL-1). Por meio das alterações no perfil voltamétrico e impedimétrico, foi possível caracterizar o comportamento eletroquímico do imunossensor. Durante os ensaios de bioatividade com amostras de AFB1, foram verificados um aumento da resposta impedimétrica e uma redução da resposta amperométrica do sistema, evidenciando o processo de formação do complexo anticorpo-antígeno. Inicialmente o eletrodo de ouro limpo demonstrou um comportamento eletroquímico limitado por difusão apresentando picos anódicos (ipa) e catódicos (ipc) bem definidos. Após a modificação do eletrodo com cisteína houve uma discreta diminuição das ipa e ipc. No entanto, a imobilização das NPsZnO, demonstraram um aumento na condutividade do eletrodo, característica essencial para visualização dos processos eletroquímicos de bioreconhecimento do biossensor. Foi comprovado o bioreconhecimento do biossensor ao seu analito através da modificação do Rct (Resistência a Transferência de Carga), refletido no aumento do diâmetro do semicírculo no EIE e queda da resposta amperométrica total do sistema. Entretanto, a resposta eletroquímica do biossensor não foi alterada após avaliação com a micotoxina ocratoxina A, indicando a seletividade do sistema. Portanto, o biodispositivo demonstra ser uma ferramenta sensível e seletiva que pode favorecer a detecção de aflatoxina B1 em alimentos contaminados.


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  • Aflatoxina B1 (AFB1), é uma micotoxina proveniente de metabolismo fúngico, sendo considerada potente agente carcinogênico, teratogênico, mutagênico e imunossupressor, que contamina principalmente o milho, amendoim, cereais antes ou após a colheita, e apresenta maior toxicidade quando comparada a outras micotoxinas. Os imunossensores eletroquímicos são biossensores que utilizam o sinal da biointeração entre antígeno e anticorpo. A construção de imunossensores é baseada em modificações químicas no eletrodo, através da formação de monocamadas automontadas (SAM), que tem por finalidade o favorecimento da transferência de elétrons, biocompatibilidade, sensibilidade e reprodutibilidade. O objetivo deste estudo foi o desenvolvimento de um imunossensor para detecção de AFB1 em alimentos, processo este caraterizado por meio da técnica eletroquímica de voltametria cíclica (VC) e espectroscopia de impedância eletroquímica (EIE). Para o desenvolvimento deste sensor foi utilizado o aminoácido cisteína (Cys), 1-[3-(dimetilamino) propil]-3-etilcarbodiimida (EDC), N-hidroxissuccinimida (NHS), anticorpo anti-AFB1 e o soro de albumina bovina (BSA). Cada etapa de desenvolvimento do imunossensor foi caracterizada utilizando-se uma varredura de potencial de -0,2 a 0,7 V e velocidade de varredura de 50 mV.s-1 em solução de ferro-ferricianeto de potássio a 10mM (1:1). A plataforma imunossensora foi construída sobre a superfície de um eletrodo de ouro. Nas primeiras etapas da montagem, foram realizadas a adsorção do aminoácido cisteína e imobilização das nanopartículas de óxido de zinco (NPsZnO). Posteriormente, o anticorpo monoclonal anti-aflatoxina B1 foi imobilizado quimicamente sobre o eletrodo por meio de acoplamento químico via EDC:NHS. A seguir, foram realizados ensaios de seletividade e sensibilidade com amostras de AFB1 (0,01 ng.mL-1 a 1mg/mL-1). Por meio das alterações no perfil voltamétrico e impedimétrico, foi possível caracterizar o comportamento eletroquímico do imunossensor. Durante os ensaios de bioatividade com amostras de AFB1, foram verificados um aumento da resposta impedimétrica e uma redução da resposta amperométrica do sistema, evidenciando o processo de formação do complexo anticorpo-antígeno. Inicialmente o eletrodo de ouro limpo demonstrou um comportamento eletroquímico limitado por difusão apresentando picos anódicos (ipa) e catódicos (ipc) bem definidos. Após a modificação do eletrodo com cisteína houve uma discreta diminuição das ipa e ipc. No entanto, a imobilização das NPsZnO, demonstraram um aumento na condutividade do eletrodo, característica essencial para visualização dos processos eletroquímicos de bioreconhecimento do biossensor. Foi comprovado o bioreconhecimento do biossensor ao seu analito através da modificação do Rct (Resistência a Transferência de Carga), refletido no aumento do diâmetro do semicírculo no EIE e queda da resposta amperométrica total do sistema. Entretanto, a resposta eletroquímica do biossensor não foi alterada após avaliação com a micotoxina ocratoxina A, indicando a seletividade do sistema. Portanto, o biodispositivo demonstra ser uma ferramenta sensível e seletiva que pode favorecer a detecção de aflatoxina B1 em alimentos contaminados.

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  • ALEXANDRA DEBORA LEITE BORBA
  • AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTIOXIDANTE, ANTIMICROBIANA E CICATRIZANTE DO EXTRATO HIDROALCOÓLICO DAS FOLHAS DE TERMINALIA CATAPPA L. (COMBRETACEAE)

  • Orientador : TERESINHA GONCALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CYNTHIA LAYSE FERREIRA DE ALMEIDA
  • MARCIA SILVA DO NASCIMENTO
  • TERESINHA GONCALVES DA SILVA
  • Data: 04/08/2021

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  • A espécie Terminalia catappa L. (Combretaceae), popularmente conhecida como castanhola ou amendoeira, é utilizada pelas comunidades tradicionais para o tratamento de inflamações, infecções e diabetes. Neste contexto, o objetivo do estudo foi analisar o perfil fitoquímico e avaliar as atividades antioxidante, antimicrobiana e cicatrizante do extrato hidroalcoólico das folhas de Terminalia catappa (EHTc). O perfil fitoquímico do extrato foi analisado por meio de cromatografia em camada delgada (CCD) e os compostos foram identificados por cromatografia líquida de ultra eficiência acoplada à espectrometria de massas (UPLC-DAD-QTOF MS), sendo também quantificados os teores de fenóis totais, taninos totais e flavonoides. A capacidade antioxidante foi avaliada pelos testes do DPPH, ABTS e fosfomolibdênio. A citotoxicidade foi testada frente às linhagens de hemácias, fibroblastos, macrófagos e queratinócitos, enquanto a atividade antimicrobiana foi determinada pelos testes de microdiluição em caldo e por inibição e remoção de biofilmes. Para a avaliação da atividade cicatrizante in vivo foram preparados os hidrogéis de EHTc 5% e 10%, que foram caracterizados e testados em modelo de excisão por um período de 3, 7 e 14 dias. As classes de metabólitos secundários encontrados foram os taninos hidrolisáveis, alcaloides, flavonoides, triterpenos e esteroides, confirmados através da análise em UPLC-DAD-QTOF MS. O EHTc apresentou teores relevantes de fenóis totais, taninos totais e flavonoides, bem como atividade antioxidante nos diferentes métodos analisados. O EHTc não foi capaz de induzir hemólise e não apresentou toxicidade frente às células L929 e macrófagos peritoneais murinos, enquanto que para HaCat apresentou CI50 > 50 μg/mL, demonstrando baixa citotoxicidade. No ensaio de microdiluição em caldo, o EHTc apresentou inibição moderada frente às bactérias Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis, e para o fungo Candida albicans. Os biofilmes de Candida spp., apresentaram atividade metabólica reduzida quando em contato com o EHTc em concentrações ≥ 124 μg/mL. No modelo de cicatrização in vivo, os animais tratados com o EHTc 5% apresentaram grau de contração significativo no período de 7 dias (84,81%) comparado ao controle de 72,07%. Após 14 dias, o grau de contração foi significativo para o EHTc 5% (91, 83%) e EHTc 10% (90,13%) comparado ao controle de 82, 39%. Nas análises histopatológicas, o grupo tratado com o EHTc 5% promoveu melhor reepitelização tecidual com restauração do tecido conjuntivo e rearranjo das fibras de colágeno. Desta forma, o estudo mostrou que o EHTc apresenta propriedades antioxidante, antimicrobiana e cicatrizante, com baixa citotoxicidade, sugerindo que estas propriedades podem estar associadas à presença dos compostos fenólicos.


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  • A espécie Terminalia catappa L. (Combretaceae), popularmente conhecida como castanhola ou amendoeira, é utilizada pelas comunidades tradicionais para o tratamento de inflamações, infecções urinárias e diabetes. Neste contexto, o objetivo do estudo foi analisar o perfil fitoquímico e avaliar as atividades antimicrobiana e cicatrizante do extrato hidroalcoólico das folhas de Terminalia catappa (EHTc). O extrato foi preparado pelo método de maceração. O perfil fitoquímico foi analisado por meio de cromatografia em camada delgada (CCD) e os compostos foram identificados por cromatografia líquida de ultra eficiência acoplada à espectrometria de massas (UPLC-DAD-QTOF MS), sendo também quantificados os teores de fenóis totais, taninos totais e flavonoides. A capacidade antioxidante foi avaliada pelos ensaios de sequestro dos radicais livres DPPH e ABTS e formação do fosfomolibdênio. A citotoxicidade foi testada frente às linhagens de hemácias, fibroblastos, macrófagos e queratinócitos. A atividade antimicrobiana foi determinada pelos ensaios de microdiluição em caldo e por inibição e remoção de biofilmes. Posteriormente, foram preparados os hidrogéis de EHTc 5% e 10% para avaliação do potencial cicatrizante in vivo e em seguida caracterizados quanto aos parâmetros organolépticos, pH e viscosidade. As classes de metabólitos secundários encontrados foram os taninos hidrolisáveis, alcaloides, flavonoides, triterpenos e esteroides, confirmados através da análise em UPLC-DAD-QTOF MS. O EHTc apresentou teores de fenóis totais (3,79 g EAG/g), taninos totais (2,16 g EAT/g) e flavonoides (2,34 g EQ/g), bem como atividade antioxidante nos diferentes métodos analisados. O EHTc não foi capaz de induzir hemólise e não apresentou toxicidade frente às células L929 e macrófagos peritoneais murinos, enquanto que para HaCat apresentou CI50 > 50 μg/mL, demonstrando baixa toxicidade. No ensaio de microdiluição em caldo, o EHTc apresentou inibição moderada frente às bactérias Gram-positivas Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis e as Gram-negativas Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis (CMI e CMB de 1024 µg/mL) e para o fungo Candida albicans (CMI de 512 µg/mL e CMB de 1024 µg/mL). Os biofilmes de Candida spp., apresentaram atividade metabólica reduzida quando em contato com o EHTc em concentrações iguais ou superiores a 124 μg/mL, sendo mais eficaz na inibição da formação dos biofilmes de C. tropicalis e C. parapsilosis. Os hidrogéis desenvolvidos apresentaram os parâmetros apropriados para formulações tópicas. Desta forma, este estudo mostrou que o EHTc apresentou propriedades antioxidante e antimicrobiana, com baixa citotoxicidade, sugerindo que estas propriedades podem estar associadas à presença dos compostos fenólicos.

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  • AYSA CESAR PINHEIRO
  • AVALIAÇÃO DAS GALECTINAS 1 E 3 SÉRICAS E SALIVARES EM PACIENTES COM SÍNDROME DE SJÖGREN PRIMÁRIA E SUA ASSOCIAÇÃO COM MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA DOENÇA

  • Orientador : ANGELA LUZIA BRANCO PINTO DUARTE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HENRIQUE DE ATAIDE MARIZ
  • LUIZ ALCINO MONTEIRO GUEIROS
  • MARIA CAROLINA ACCIOLY BRELAZ DE CASTRO
  • Data: 06/08/2021

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  • Introdução: A Síndrome de Sjögren Primária (SSP) é uma doença autoimune complexa e heterogênea caracterizada por infiltração linfocítica principalmente em glândulas salivares e lacrimais.

    Objetivos: Analisar os níveis de galectinas 1 (Gal-1) e 3 (Gal-3) séricas e salivares em SSP e sua associação com manifestações clínicas da doença.

    Metodologia: Foi analisado o perfil clínico de 43 pacientes portadores de SSP do Serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, incluindo os critérios classificatórios e índices de atividade de doença como o ESSDAI (EULAR Sjögren’s Syndrome Disease Activity Index) e o ESSPRI (Eular Sjögren’s Syndrome Patient Reported Index), além do índice de dano SSDDI (Sjogren’s Syndrome Disease Damage Index). Foram analisados os resultados de Gal-1 e Gal-3 séricas e salivares pelo ELISA e correlacionados com variáveis clínicas e laboratoriais. Além disso, as Gal-1 e Gal-3 foram avaliadas por imunohistoquímica nas 24 biópsias salivares menores.

    Resultados: Das 43 pacientes selecionadas, todas foram do sexo feminino, com média de idade de 45,28 anos. O valor da mediana da Gal-1 no soro foi de 33338,30 pg/ml comparada com os controles 2002,86 pg/ml com p < 0,001 e a mediana  da Gal-3 no soro foi de 4452,50 pg/ml  e dos controles foi de 2004,00 pg/ml  com p < 0,001. O valor da mediana da Gal-1 salivar também foi mais elevada em relação ao grupo controle  (701,53 x0 pg/ml) com p =0,038, porém maiores níveis não foram encontrados nos pacientes em relação aos controles para a Gal-3 salivar.Observou-se uma maior mediana nos níveis de Gal-3 salivar nos pacientes que desenvolveram manifestações glandulares da doença ( p=0,015)  e houve correlação direta moderada (r = 0,64 com p = 0,025) entre os níveis de Gal-3 salivar e o número de linfócitos. Observou-se maior marcação da Gal-3 nos ductos de tecido glandular das biópsias de glândulas salivares menores, comparado com a pouca expressão da Gal-1. Não houve associação estatisticamente significante entre os níveis das galectinas (Gals) e provas de atividade inflamatória ( PCR , VHS e dosagem de IgG sérica).

    Conclusão: Observou-se o aumento dos níveis de Gal-1 e Gal-3 séricas e de Gal-1 salivar em pacientes com SSP comparados com os indivíduos saudáveis, além de maiores níveis da Gal-3 salivar nos pacientes que pontuaram no domínio glandular do ESSDAI, como também maior expressão de Gal-3 nas biópsias de glândulas salivares menores.


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  • Introdução: A Síndrome de Sjögren Primária (SSP) é uma doença autoimune complexa e
    heterogênea caracterizada por infiltração linfocítica principalmente em glândulas salivares e
    lacrimais.
    Objetivos: Analisar os níveis de galectinas 1 e 3 séricos e salivares em SSP e sua
    associação com manifestações clínicas da doença.
    Metodologia: Foi analisado o perfil clínico de 43 pacientes portadores de SSP do Serviço
    de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco,
    incluindo os critérios classificatórios e índices de atividade de doença como o ESSDAI e o
    ESPRI, além do índice de dano SSDDI. Foram analisados os resultados de galectinas 1 e 3
    séricas e salivares pelo ELISA e correlacionados com variáveis clínicas e laboratoriais.
    Além disso, as galectinas 1 e 3 foram avaliadas por imunohistoquímica nas 24 biópsias
    salivares menores. O grupo controle foi composto de 43 indivíduos pareados por sexo e
    idade.
    Resultados: Das 43 pacientes selecionadas, todas foram do sexo feminino, com média de
    idade de 45,28 anos. Os valores médios da Gal 1 no soro foram de 42971,79pg/ml
    comparada com os controles 5323,11pg/ml com p &lt; 0,001 e a média da Gal 3 no soro foi de
    4817,03pg/ml e dos controles foi de 2291,46pg/ml com p &lt; 0,001. Observou-se uma maior
    mediana nos níveis de galectina 3 salivar nos pacientes que desenvolveram manifestações
    glandulares da doença ( p=0,015) e houve correlação direta moderada (rp = 0,64 com p =
    0,025) entre os níveis de galectina 3 salivar e o número de linfócitos. Observou-se maior
    expressão da galectina 3 nos ductos de tecido glandular das biópsias de glândulas salivares
    menores comparado com a marcação da galectina 1 . Não houve associação estatisticamente
    significante entre os níveis das galectinas e os valores dos índices de avaliação de dano e de
    atividade de doença, bem como provas de atividade inflamatória ( PCR , VHS e dosagem de
    IgG sérica).
    Conclusão: Observou-se o aumento dos níveis de galectinas 1 e 3 séricas e galectina 1
    salivar em pacientes com SSP comparados com os indivíduos saudáveis, além de maiores
    níveis da galectina 3 salivar nos pacientes ques pontuaram no domínio glandular do
    ESSDAI, como também maior expressão de galectina 3 nas biópsias de glândulas salivares
    menores.

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  • MARCELO ANTONIO OLIVEIRA SANTOS VELOSO
  • MARCADORES PROGNÓSTICOS E ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO NÃO INVASIVA EM PACIENTES COM CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA

  • Orientador : DINALDO CAVALCANTI DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREA BEZERRA DE MELO DA SILVEIRA LORDSLEEM
  • DARIO CELESTINO SOBRAL FILHO
  • MICHELLY CRISTINY PEREIRA
  • Data: 13/08/2021

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  • Fundamentos: cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é a principal causa de morte
    súbita cardíaca (MS). As recomendações de cardioversores-desfibriladores
    implantáveis profiláticos (CDI) são divergentes. Objetivo: avaliar a concordância
    na indicação de CDI na CMH, segundo recomendações da European Society of
    Cardiology (ESC) 2014 e American Heart Association (AHA) 2020, e a correlação
    com fibrose miocárdica e QRS fragmentado (fQRS). Metodologia: coorte
    retrospectiva com 81 pacientes, entre 2019 e 2021. Incluídos pacientes com
    CMH ≥ 16 anos. Critérios de exclusão: miocardiopatia secundária, seguimento
    <1 ano. Kappa foi utilizado para determinar a concordância. A sobrevida foi
    estimada pelas curvas de Kaplan-Meier. Foi considerado significativo p ≤ 0,05.
    Resultados: QRSf foi identificado em 44,4% dos pacientes. Não houve
    diferenças entre pacientes com e sem QRSf quanto a parâmetros clínicos,
    ecocardiográficos, fibrose e risco de MS. Durante seguimento de 4,8 ± 3,4 anos,
    não houve MS, mas 20,6% dos pacientes com CDI tiveram pelo menos um
    choque apropriado. A prevalência de hospitalizações por insuficiência cardíaca
    de eventos cerebrovasculares não fatais foi 4,9% e 7,4%, respectivamente. Três

    dos sete choques apropriados ocorreram em pacientes com risco baixo-a-
    moderado da ESC. Três choques ocorreram em pacientes de risco moderado e

    quatro nos de alto risco pela AHA. A concordância das recomendações foi 64%
    com Kappa 0,270 (p = 0,007). Não houve diferenças de choques apropriados por
    estatística C (p = 0,644). Conclusão: os algoritmos de estratificação de risco de
    MS apresentam discrepâncias na indicação do CDI, ambos com baixa acurácia.
    QRSf foi associado a uma tendência de pior desfecho.


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  • MARCADORES PROGNÓSTICOS E ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO NÃO INVASIVA EM PACIENTES COM CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA

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  • VANESSA NUNES DOS SANTOS SILVA
  • AVALIAÇÃO IN VITRO DA ATIVIDADE LEISHMANICIDA, CITOTOXICIDADE E CAPACIDADE IMUNOMODULADORA DE NOVAS PIRIDINA TIAZÓIS

  • Orientador : MARIA CAROLINA ACCIOLY BRELAZ DE CASTRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELIS DIONISIO DA SILVA
  • MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • RAFAEL DE FREITAS E SILVA
  • Data: 18/08/2021

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  • As leishmanioses são doenças negligenciadas causada por diversas espécies de
    protozoários flagelados do gênero Leishmania. Afetam milhões de pessoas em todo mundo,
    sendo considerado um grave problema de saúde pública. O tratamento existente apresenta alta
    toxicidade, diversos efeitos colaterais e casos de resistência, tornando evidente a necessidade de
    novas abordagens terapêuticas. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a atividade
    leishmanicida, a citotoxicidade e a capacidade imunomoduladora de novas piridinas tiazóis.
    Testes in vitro foram realizados com nove compostos, para investigar a atividade leishmanicida
    sobre diferentes formas evolutivas promastigotas e amastigotas selvagens e transgênicas de
    Leishmania amazonensis e L. infantum. A atividade citotóxica foi avaliada sobre esplenócitos
    murinos, células HepG2 e RAW264.7. O potencial imunomodulador foi avaliado mediante a
    dosagem da produção de Óxido nítrico (ON) em macrófagos J774 e a dosagem de citocinas em
    sobrenadantes de culturas de cultura de esplenócitos murinos através do kit CBA. Sobre a
    atividade leishmanicida para as formas promastigotas de Leishmania amazonensis e L. infantum,
    os compostos que apresentaram melhores valores de IC 50 para as duas espécies, considerando as
    cepas selvagens e transgênicas foram, respectivamente: PF-04 (3,28 μM / 6,25 μM) (1,67 μM,
    6,80 μM), AT-07 (3,74 μM, 7,40 μM) (4,54 μM, 6,71 μM) e AT-13 (7,38 μM) (1,01 μM, 8,59
    μM) quando comparado a miltefosina (15,80 μM, 8,42 μM) e (26,44 μM, 38,20 μM). Os
    compostos não apresentaram inibição de crescimento quando as formas amastigotas foram
    avaliadas. Foi possível observar que os compostos mostraram ser menos tóxicos frente as células
    HepG2 em relação a miltefosina, droga de referência. Para as células esplênicas apenas
    compostos PF-01 e PF-02 se destacaram em relação a miltefosina, enquanto para os macrófagos
    RAW 264.7 apenas o AT-13 mostrou-se ser menos tóxico. Não foi observada a produção de ON
    induzido pelos compostos. Quanto a produção de citocinas observou-se a indução de citocinas
    relacionadas ao perfil Th1 (TNF, IFN-y e IL-6) que desempenham papel importante para
    resolução da doença. De acordo com os resultados obtidos os compostos PF- 04, AT-07 E AT-13
    se destacaram entre os demais como potenciais candidatos a novos fármacos, apresentando
    atividades leishmanicidas relevantes frente as promastigotas, bons índices de seletividade e
    pouca toxicidade. Além de induzirem citocinas importantes que compõem um perfil de resposta
    imunológica que auxilia no combate da infecção. Apresentando-se como promissores nos
    estudos de novas drogas para o tratamento das leishmanioses.


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  • AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE, MUTAGÊNICIDADE E CAPACIDADE IMUNOMODULADORA DE NOVAS PIRIDINA TIAZÓIS COM POTENCIAL LEISHMANICIDA

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  • LOUISE FERNANDES CAETANO
  • Avaliação da Oncostatina M e seus receptores como possíveis biomarcadores para a artrite reumatoide

  • Orientador : MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AMANDA PINHEIRO DE BARROS ALBUQUERQUE
  • MICHELLY CRISTINY PEREIRA
  • SAYONARA MARIA CALADO GONCALVES
  • Data: 19/11/2021

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  • A artrite reumatoide é uma das doenças reumatológicas mais
    prevalentes atingindo cerca de 1% da população mundial, sendo as mulheres
    três vezes mais atingidas do que os homens. No que diz respeito a
    fisiopatologia, a presença da sinovite se mostra como uma característica
    marcante da doença, além da atuação de autoanticorpos. As citocinas
    apresentam também papel de destaque, sendo TNF-α, IL-6 e IL-17 já bem
    descritas. A Oncostatina M (OSM) é uma citocina integrante da família da IL-6
    que apresenta como funções a produção de outras citocinas, proliferação
    celular e degradação óssea e cartilaginosa. O objetivo do trabalho foi avaliar os
    níveis de OSM, sgp130, sOSMR e sLIFR no soro de pacientes, e correlacioná-
    los com parâmetros clínicos da doença. Também foram objetivos do estudo a
    determinação de parâmetros de acurácia dos níveis da citocina e seu receptor
    sOSMR. Foi coletado e processado o sangue de 69 pacientes e controles
    saudáveis para obtenção do soro. Posteriomente avaliamos por ELISA os
    níveis séricos de OSM, sgp130, sOSMR e sLIFR. A presença de OSM não foi
    observada em pacientes e grupo controle. Os níveis de sOSMR foram
    identificados em pacientes e controles, sendo estes últimos em níveis maiores.
    Quando correlacionados com parâmetros clínicos, sOSMR mostrou correlação
    com o Clinical Disease Activity Index (CDAI) e Questionário de Avaliação de
    Saúde (HAQ) dos pacientes. Os níveis de sgp130 foram detectados em
    pacientes e controles saudáveis, sendo níveis maiores observados em
    pacientes. Foi visto que sgp130 apresentou correlação com a Velocidade de
    Hemossedimentação (VHS) dos pacientes. Os níveis de sLIFR se mostraram
    elevados em pacientes quando comparados com o grupo controle. Não foram
    achados correlações significativas entre LIFR e parâmetros da doença.
    Estudos de acurácia foram realizados para identificar a capacidade de distinção
    de sOSMR para AR e pacientes com esclerose sistêmica (ES), espondilite
    anquilosante (EA), lúpus eritematoso sistêmico (LES) e controles saudáveis. O
    sOSMR apresentou uma área sob a curva (AUC) boa para distinguir AR e ES e
    AUC moderada na distinção entre AR e indíviduos saudáveis. Nossos achados
    indicam os receptores sOSMR e sgp130 como candidatos a biomarcadores na
    artrite reumatoide.


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  • AVALIAÇÃO DA ONCOSTATINA M E SEUS RECEPTORES COMO POSSÍVEIS BIOMARCADORES PARA A ARTRITE REUMATOIDE

Teses
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  • ALBERTO GALDINO DA SILVA JUNIOR
  • DESENVOLVIMENTO DE BIODISPOSITIVOS A PARTIR DE MOLÉCULAS BIOINSPIRADAS DO PANTANAL PARA APLICAÇÕES EM MICRORGANISMOS

  • Orientador : CESAR AUGUSTO SOUZA DE ANDRADE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CESAR AUGUSTO SOUZA DE ANDRADE
  • KLEBER GONCALVES BEZERRA ALVES
  • MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • MARIA DANIELLY LIMA DE OLIVEIRA
  • REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • Data: 23/06/2021

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  • Infecções causadas por água contaminada por microrganismos são umas das principais causas de mortalidade em países considerados de terceiro mundo e no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. A rápida identificação se torna imprescindível para a aplicação da terapêutica mais apropriada. Diante dos métodos tradicionais de diagnóstico, os biossensores têm se destacado por serem dispositivos sensores de baixo custo e elevada sensibilidade, se tornando uma opção salutar por unir tais características à nanotecnologia. Visando a detecção de microrganismos em plataformas sensoras, peptídeos antimicrobianos e lectinas demonstraram ser uma inovadora opção de elementos de biorreconhecimento. Dessa forma, o presente projeto visou o desenvolvimento de plataformas biossensoras baseadas em nanopartículas magnéticas sintetizadas pelo método de co-precipitação do Fe2+ e Fe3+, o qual tiveram a superfície funcionalizada por quitosana ou nanopartículas de ouro, seguido da ancoragem dos peptídeos antimicrobianos Clavanina A (ClavA), Temporina-PTA (T-PTA) e Synoeca-MP (Syno-MP), além da lectina concanavalina A (ConA), submetendo a plataforma à detecção de bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e leveduras em suspensões variando de 101 a 106 unidades formadoras de colônias por mL (UFC mL). A avaliação eletroquímica realizada por meio da voltametria cíclica (VC) e espectroscopia de impedância eletroquímica (EIS) revelou que os sensores com peptídeos apresentaram maior afinidade frente a bactérias Gram-negativas, com destaque à Klebsiella pneumoniae, cuja interação se deu por interações via atração eletrostática seguida da inserção na parede celular. A lectina ConA indicou maior resposta eletroquímica frente espécies Gram-positivas, cuja interação se deu pela afinidade da lectina com carboidratos como a N-acetilglicosamina, D-glicose, D-manose e glicoconjugados. Tais sacarídeos estão presentes no peptidoglicano, ácido lipoteicóico e lipopolissacarídeo das bactérias Gram-positivas Gram-negativas, respectivamente. Com limite de detecção de 101 UFC mL apresentadas por todos os sensores desenvolvidos, eles podem se caracterizar como uma promissora opção de análise e diagnóstico laboratorial de microrganismos.


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  • Infecções causadas por água contaminada por microrganismos são umas das principais causas de mortalidade em países considerados de terceiro mundo e no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. A rápida identificação se torna imprescindível para a aplicação da terapêutica mais apropriada. Diante dos métodos tradicionais de diagnóstico, os biossensores têm se destacado por serem dispositivos sensores de baixo custo e elevada sensibilidade, se tornando uma opção salutar por unir tais características à nanotecnologia. Visando a detecção de microrganismos em plataformas sensoras, peptídeos antimicrobianos e lectinas demonstraram ser uma inovadora opção de elementos de biorreconhecimento. Dessa forma, o presente projeto visou o desenvolvimento de plataformas biossensoras baseadas em nanopartículas magnéticas sintetizadas pelo método de co-precipitação do Fe2+ e Fe3+, o qual tiveram a superfície funcionalizada por quitosana ou nanopartículas de ouro, seguido da ancoragem dos peptídeos antimicrobianos Clavanina A (ClavA), Temporina-PTA (T-PTA) e Synoeca-MP (Syno-MP), além da lectina concanavalina A (ConA), submetendo a plataforma à detecção de bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e leveduras em suspensões variando de 101 a 106 unidades formadoras de colônias por mL (UFC mL). A avaliação eletroquímica realizada por meio da voltametria cíclica (VC) e espectroscopia de impedância eletroquímica (EIS) revelou que os sensores com peptídeos apresentaram maior afinidade frente a bactérias Gram-negativas, com destaque à Klebsiella pneumoniae, cuja interação se deu por interações via atração eletrostática seguida da inserção na parede celular. A lectina ConA indicou maior resposta eletroquímica frente espécies Gram-positivas, cuja interação se deu pela afinidade da lectina com carboidratos como a N-acetilglicosamina, D-glicose, D-manose e glicoconjugados. Tais sacarídeos estão presentes no peptidoglicano, ácido lipoteicóico e lipopolissacarídeo das bactérias Gram-positivas Gram-negativas, respectivamente. Com limite de detecção de 101 UFC mL apresentadas por todos os sensores desenvolvidos, eles podem se caracterizar como uma promissora opção de análise e diagnóstico laboratorial de microrganismos.

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  • KAREN YASMIM PEREIRA DOS SANTOS AVELINO
  • DESENVOLVIMENTO DE BIOSSENSORES ELETROQUÍMICOS DE DNA BASEADOS EM TECNOLOGIA DE ELETRODOS FLEXÍVEIS E PLATAFORMAS POLIMÉRICAS NANOESTRUTURADAS PARA O DIAGNÓSTICO CLÍNICO DE PAPILOMAVÍRUS HUMANO

  • Orientador : MARIA DANIELLY LIMA DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CESAR AUGUSTO SOUZA DE ANDRADE
  • KLEBER GONCALVES BEZERRA ALVES
  • MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • MARIA DANIELLY LIMA DE OLIVEIRA
  • NORMA LUCENA CAVALCANTI LICINIO DA SILVA
  • Data: 18/08/2021

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  • O Papilomavírus humano (HPV) é considerado um dos principais fatores
    etiológicos do câncer cervical. Considerando a baixa sensibilidade dos exames
    citológicos e os elevados custos dos métodos moleculares, o desenvolvimento de testes
    efetivos para o diagnóstico de HPV é uma prioridade. Objetivando-se desenvolver e
    aprimorar a performance analítica de biodispositivos utilizáveis na identificação de
    genótipos de HPV, uma série de biossensores eletroquímicos inter-relacionados foram
    fabricados. Primariamente, duas plataformas nanoestruturadas foram construídas sobre
    um transdutor de ouro, constituídas por: i) compósito híbrido de nanopartículas de ouro e
    polianilina (AuNP/PANI) e ii) polipirrol (PPy), nanopartículas de ouro (AuNPs) e
    cisteamina (Cys). Posteriormente, para otimização do estudo, tiras flexíveis de óxido de
    índio dopado com estanho (ITO) foram utilizadas no desenvolvimento de eletrodos de
    trabalho miniaturizados. Através destas estratégias nanotecnológicas, biossensores
    ultrassensíveis foram elaborados para avaliação da presença de HPV e identificação de
    famílias genotípicas, mediante ancoragem química de sequências específicas de DNA
    funcionalizadas com o grupo -NH2 na terminação 3’ (NH2-ssDNA) (sondas MY11,
    BSH6, BHS16, BSH18, BSH26, BSH53 e BSH61). As técnicas de voltametria cíclica
    (VC) e espectroscopia de impedância eletroquímica (EIE) foram usadas para análise das
    modificações eletródicas e monitoramento da hibridização molecular. A microscopia de
    força atômica (AFM) possibilitou a caracterização topográfica dos sistemas
    nanoestruturados DNA. Alterações nas correntes amperométricas e nos valores de
    resistência à transferência de carga (RCT) foram observadas após exposição dos
    biossensores a amostras plasmidiais e espécimes cervicais contendo o genoma viral. As
    ferramentas propostas foram capazes de identificar a presença de HPV em concentrações
    mínimas, na ordem de fentograma por microlitro. Além disso, através do emprego da
    sonda MY11 foi possível verificar diferentes perfis de resposta eletroquímica para os
    genótipos de alto (HPV16, 18, 31, 33, 45 e 58) e baixo risco oncogênico (HPV6, 11, 53

    e 54), sugerindo assim, um diagnóstico diferencial de HPV. Em pacientes com
    diagnóstico positivo para HPV, ensaios de triagem permitiram a determinação da família
    viral responsável pela infecção e o monitoramento do biomarcador para tumorigênese,
    gene p53. As respostas analíticas foram obtidas rapidamente, em um intervalo de 15
    minutos, sem marcadores adicionais e com elevada reprodutibilidade, sensibilidade,
    especificidade, seletividade. Destarte, verifica-se que os biodispositivos eletroquímicos
    de DNA apresentam vantagens apreciáveis para o diagnóstico de papilomavírus em
    estágios iniciais da infecção, contribuindo para a prevenção do câncer e implementação
    de estratégias terapêuticas eficazes.


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  • DESENVOLVIMENTO DE BIOSSENSORES ELETROQUÍMICOS DE DNA BASEADOS EM TECNOLOGIA DE ELETRODOS FLEXÍVEIS E PLATAFORMAS POLIMÉRICAS NANOESTRUTURADAS PARA O DIAGNÓSTICO DE PAPILOMAVÍRUS HUMANO

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  • JOSE DE ARIMATEA ROCHA FILHO
  • ANÁLISE SOBRE A SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA PARA GARANTIA DO ACESSO INTEGRAL AOS MEDICAMENTOS ONCOLÓGICOS

  • Orientador : MICHELLY CRISTINY PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • MARIA ANDREZA BEZERRA CORREIA
  • MICHELLY CRISTINY PEREIRA
  • RAFAEL RAMOS DA SILVA
  • VALDEMIR CORDEIRO DE PAULA
  • Data: 30/11/2021

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  • A alta incidência dos casos de câncer tornou-o evidente problema de saúde
    pública em todo o mundo. Entre as formas de tratamento desta enfermidade está a
    quimioterapia, que em sua totalidade possui um custo elevado. Atualmente, apenas cerca
    de 30% dos brasileiros possuem convênio com planos de saúde, indicando assim a
    dependência da população do Sistema Único de Saúde. Nesse contexto, o financiamento
    do tratamento oncológico vem se tornando um desafio para os gestores. Este trabalho
    busca avaliar a sustentabilidade financeira de um estabelecimento sob a gestão pública
    direta para garantir o acesso aos medicamentos quimioterápicos e apresentar um
    panorama do serviço ofertado pelo SUS na rede de atenção oncológica em Pernambuco.
    Tratou-se de um estudo observacional, analítico e retrospectivo, realizado no período de
    2015 a 2020, disponíveis no sistema TabWin do Ministério da Saúde. Avaliou-se o custo
    dos medicamentos para o tratamento do câncer de mama em um hospital referência e
    foram analisadas as incorporações de novos tratamentos pela CONITEC durante o
    mesmo período. Foram realizados 343.585 procedimentos quimioterápicos nos
    estabelecimentos avaliados e observou-se que o câncer de mama foi a neoplasia mais
    onerosa. Observou-se ainda que o financiamento dos tratamentos oncológicos manteve-se
    estável, apesar da evolução inflacionária e epidemiológica, havendo prejuízo na
    incorporação de tecnologias. Verificou-se que os custos com quimioterápicos para
    câncer de mama comprometeram 31,23% do valor pago pelo MS, e atualmente, com os
    reajustes do período, este passou a comprometer 100,75%. Ao projetar os reajustes para
    os próximos anos, verificou-se que o orçamento estaria comprometido em 121,6%,
    levando em conta o mesmo cenário inflacionário. Concluiu-se que a atual forma de
    financiamento do tratamento quimioterápico para o câncer de mama não se mostrou
    financeiramente sustentável no cenário avaliado e que se novos investimentos não forem
    aportados, os pacientes do SUS não serão beneficiados com as novas tecnologias de
    tratamento.


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  • O número de casos de câncer no Brasil vem crescendo consideravelmente ao longo dos anos. Entre as formas de tratamento desta enfermidade está a quimioterapia, que em sua totalidade possui
    um custo elevado. Atualmente, apenas cerca de 30% dos brasileiros possuem convênio com planos de saúde, indicando assim a dependência da população do Sistema Único de Saúde. Nesse
    contexto, o financiamento do tratamento oncológico vem se tornando um desafio para os gestores. Este trabalho busca avaliar a sustentabilidade financeira de um estabelecimento sob a gestão
    pública direta para garantir o acesso aos medicamentos quimioterápicos e apresentar um panorama do serviço ofertado pelo SUS na rede de atenção oncológica em Pernambuco. Trata-se de um
    estudo observacional, analítico e retrospectivo, no qual foi analisada a realização e os custos dos procedimentos em quimioterapia de 10 dos 13 estabelecimentos da Rede de Atenção em
    Oncologia do Estado de Pernambuco, credenciados no período de 2015 a 2020, disponíveis no sistema TabWin do Ministério da Saúde. Ademais foi avaliado o custo dos medicamentos para o
    tratamento do câncer de mama no hospital referência HC, durante o mesmo período de tempo e foram analisadas as incorporações de novos tratamentos para câncer de mama na base de dados da
    CONITEC. Durante o período analisado, foram realizados 343.585 procedimentos quimioterápicos nos estabelecimentos avaliados, relacionados a diferentes tipos de cânceres. Dentre estes, o
    HCP foi o estabelecimento que mais realizou quimioterapias no período, totalizando em 87.424 (27,25%) procedimentos do total de 321.286. Já o IMIP apresenta a segunda maior prevalência
    (20,69%), seguido do HUOC (14,16%), do HEMOPE (13,96%) e do HC-UFPE (6,54%). Referente à monetização destes procedimentos, o HCP continua possuindo maior predomínio
    quantitativo, acumulando o total de R$ 105.777.799,19 (30,27%). Foi verificado que o câncer de mama foi a neoplasia mais onerosa para a Rede avaliada. Foi observado ainda que ao longo dos
    anos, os repasses para o financiamento dos tratamentos oncológicos se mantiveram em estabilidade, apesar da evolução inflacionária e do aumento crescente no número de casos [MP1] . Com
    isso, houve prejuízo na incorporação de tecnologias modernas e adequadas que venham melhorar a qualidade do serviço prestado, já que as últimas incorporações de tecnologias relacionadas ao
    tratamento desta patologia aconteceram em 2017. Conclui-se que a atual forma de financiamento do tratamento quimioterápico para o câncer de mama não se mostra financeiramente sustentável.

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  • PAULA ROBERTA DA SILVA
  • ATIVIDADE BIOLÓGICA DE DERIVADOS INDÓLICOS-TIOSSEMICARBAZÔNICOS FRENTE OS PROTOZOÁRIOS TRIPANOSOMATÍDEOS DO GÊNERO LEISHMANIA E TRIPANOSSOMA

  • Orientador : MARIA DO CARMO ALVES DE LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA PAULA SAMPAIO FEITOSA
  • ANEKECIA LAURO DA SILVA
  • JAMERSON FERREIRA DE OLIVEIRA
  • MARIA DO CARMO ALVES DE LIMA
  • RICARDO OLIMPIO DE MOURA
  • Data: 10/12/2021

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  • As doenças parasitárias são um grave problema se saúde pública, acometendo uma população com baixo poder socioeconômico, ocasionando altas taxas de morbidade e mortalidade. Nesse contexto, enquadra-se a leishmaniose, doença infecciosa, não contagiosa, causada por diferentes espécies de parasitos do gênero Leishmania sp., dependendo da espécie infectante essa patologia pode manifestar-se de duas formas clinicas a leishmaniose visceral e tegumentar. Atingindo diversos países ao longo mundo, aproximadamente 616 milhões de pessoas vivem em áreas com risco de infecção por leishmaniose visceral, e mais de 431 milhões para leishmaniose cutânea. Indivíduos acometidos com a leishmaniose são tratados com antimoniatos pentavalentes, que são fármacos de primeira escolha, como fármacos de segunda escolha temos a anfotericina B, pentamidina, paromicina ou miltefosina. Porém os fármacos possuem diversos efeitos colaterais, administração parenteral, alto custo e por serem utilizados durante décadas a presença de cepas resistentes, inviabilizando assim o tratamento adequado. Diante disso é necessário a busca de novos compostos leishmanicidas que tenham como características baixa toxicidade, seletividade para o parasito, bom custo benefício e uma via de administração mais adequada. As tiossemicarbazonas apresentam-se como moléculas com ampla atividade biológica e boas propriedades químicas, o núcleo indól por sua vez faz parte da composição de diversas moléculas presentes na natureza e com compostos sintéticos utilizados para tratamento de diversas patologias. Portanto, o presente trabalho teve como objetivo desenvolver compostos indólicos-tiossemicarbazônicos avaliar a viabilidade celular e ultraestrutural frente a formas promastigotas de Leishmania infantum, Leishmania amazonensis. e tripomastigotas. Além de avaliar sua citotoxicidade em macrófagos (J774) e sua atividade frente a formas promastigotas de L. amazonensis a fim de se obter potenciais candidatos a fármacos leishmanicidas e anti-T.cruzi. A atividade leishmanicida mostrou-se promissora, a microscopia eletrônica mostrou que os compostos testados LQIT/PR-02 e LQIT/PR-09 foram capazes de alterar a forma do corpo, o tamanho flagelo, além de causar alterações em organelas como a mitocôndria, podendo assim inviabilizar a atividade celular das formas promastigotas de L. infantum. Na avaliação leishmanicida frente a formas promastigotas de L. amazonensis todos os compostos foram capazes de inibir as formas promastigotas do parasito com IC50 que variaram entre 12,31 a >481,52 μM, onde os índices de seletividade das melhores moléculas foram de LQIT/PR-01 de 4,67; LQIT/PR-06 de 6,91; LQIT/PR-08 de 14,97 e LQIT/PR-09 de 4,32. Dessa maneira, os compostos indólicos-tiossemicarbazônicos apresentam atividades leishmanicida e devem formar a base para futuros estudos experimentais.


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  • ATIVIDADE BIOLÓGICA DE DERIVADOS INDÓLICOS-TIOSSEMICARBAZÔNICOS SOBRE FORMAS PROMASTIGOTAS LEISHMANIA INFANTUM E LEISHMANIA AMAZONENSIS

2020
Dissertações
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  • ROSANA MARIA DA CONCEIÇÃO SILVA
  • OBTENÇÃO, CARACTERIZAÇÃO ESTRUTURAL, ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E LEISHMANICIDA DE DERIVADOS HETEROCÍCLICOS PENTAGONAIS

  • Orientador : MARIA DO CARMO ALVES DE LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA DO CARMO ALVES DE LIMA
  • JAMERSON FERREIRA DE OLIVEIRA
  • RICARDO OLIMPIO DE MOURA
  • Data: 22/07/2020

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  • A leishmaniose tegumentar americana (LTA) trata-se de uma doença negligenciada que acomete a pele e as mucosas dos indivíduos infectados, podendo causar deformações. Essa doença é causada por protozoários dos subgêneros Leishmania e Viannia, sendo transmitida por flebotomineos. No Brasil, são registrados cerca de 19 mil novos casos de LTA anualmente e, em Pernambuco foram registrados 1.535 novos casos dessa doença no período de 2013 a 2017, sendo assim considerada um grave problema de saúde pública. Para o tratamento de LTA, são disponibilizados os seguintes fármacos: antimoniato de N-metil-meglumina, anfotericina B (desoxicolato ou lipossomal), pentamidina e miltefosina. Além do alto custo, esses fármacos possuem graves efeitos adversos, dificuldades na administração e relatos de resistência do parasito. Devido a essa situação, existe uma necessidade de inserção de novos fármacos eficazes para o tratamento de LTA. O núcleo tiazolidin-2,4-diona, além de sua versatilidade na síntese de novos compostos, trata-se de uma estrutura privilegiada na química medicinal e na literatura, há relatos de atividade antiparasitária promissora de compostos contendo esse núcleo. A partir dessa premissa, o presente trabalho propor-se a realizar a síntese, elucidação estrutural, avaliação leishmanicida e perfil de citotoxicidade de novos derivados indol-tiazolidínicos e tioxo-tiazolidínicos. Os sete compostos da série LqIT/LYS e LqIT/MOG foram sintetizados a partir de reações simples de N-alquilação, condensação de Knoevenagel e tionação via reação de Wittig, através de uma rota de síntese bem-sucedida e de fácil purificação, apresentando rendimento reacional satisfatório (63 a 84,99%). As estruturas químicas dos sete compostos foram elucidadas com sucesso através de técnicas convencionais, tals como Ressonância Magnética Nuclear de 1H e 13C, Espectroscopia de Absorção no Infravermelho e Espectrometria de Massas, realizadas em laboratórios parceiros. No teste in vitro de citotoxicidade em macrófagos J774, os sete compostos apresentaram valores de CC50 distintos e variaram entre 13,86 ± 0,02 a 34,78 ± 0,63 μM, nesse teste, verificamos que a adição do halogênio bromo no composto LqIT/LYS-04 e a substituição do oxigênio por enxofre no composto LqIT/MOG-06 contribuíram para a diminuição da citotoxicidade em relação aos demais. Já na avaliação leishmanicida em formas promastigotas de Leishmania (Leishmania) amazonensis, os compostos, exceto o LqIT/MOG-06, apresentaram valores de IC50 distintos e variaram de 7,83 ± 0,6 a 133,92 ± 2,6 μM. Após a análise dos resultados e cálculo do índice de seletividade, o composto LqIT/LYS-04 apresentou atividade leishmanicida promissora, apresentando índice de seletividade igual a 3,30, sendo escolhido para avaliação leishmanicida em formas evolutivas amastigotas axênicas de L. (L) amazonensis e análise morfológica e ultraestrutural de sua ação em promastigotas metacíclicas.


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  • SÍNTESE, CARACTERIZAÇÃO ESTRUTIRAL E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE BIOLÓGICA DE DERIVADOS INDOL-TIOXO-TIAZOLIDINAS

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