Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
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  • ISABEL SOUSA ALCÂNTARA
  • Estudo da atividade gastroprotetora do sumo e extrato hidroetanólico das cascas do fruto de Plinia peruviana(Poir.) Govaerts (MYRTACEAE)


  • Orientador : ALMIR GONCALVES WANDERLEY
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALMIR GONCALVES WANDERLEY
  • ANITA OLIVEIRA BRITO PEREIRA BEZERRA MARTINS
  • HELIDA MARIA DE LIMA MARANHAO BRASILEIRO
  • Data: 04/02/2022

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  • Plinia peruviana é conhecida na etnomedicina como “jaboticaba” e é utilizada no tratamento de diarreia e problemas respiratórios. Este estudo avaliou a atividade gastroprotetora do sumo (SPP) e extrato hidroalcóolico de Plinia peruviana (EHPP). O SPP após obtido foi solidificado e liofilizado, enquanto que o EHPP foi preparado a partir das cascas por meio da técnica de percolação e liofilização. A análise química foi realizada por CLAE. A toxicidade aguda do SPP e EHPP foi estimada por via oral (5000 mg/kg/) e o efeito gastroprotetor foi determinado por meio de modelos de lesões gástricas induzida por etanol absoluto, etanol acidificado e indometacina em camundongos. Os possíveis mecanismos de ação envolvidos na atividade gastroprotetora avaliados foram: receptores histamínicos (H2), noradrenergicos α2, ação do óxido nitrito, dosagem nitrito e nitrato, canais de potássio ATP-dependentes, prostaglandinas, muco aderido a mucosa, grupamentos sulfidrílicos e mieloperoxidase. Também foi visto o efeito do SPP e EHPP na motilidade intestinal. No efeito gastroprotetor o SPP e EHPP apresentaram atividade significativa em todas as doses testadas (100, 250 e 500 mg/kg), em comparação com o controle negativo. O SPP e EHPP não atuaram como barreira física. A dose de 100 mg/kg mostrou que o efeito gastroprotetor do SPP e EHPP envolvem a participação na ativação dos receptores noradrenergicos α2, ação do óxido nitrito, prostaglandinas, muco aderido a mucosa, grupamentos sulfidrílicos e mielopeoroxidase. Os resultados obtidos demonstraram que o SPP e EHPP apresenta potencial gastroprotetor. O efeito do EHPP em parte, podem estar relacionadas ao ácido gálico, identificado entre os constituintes.


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  • Plinia peruviana é conhecida na etnomedicina como “jaboticaba” e é utilizada no tratamento de diarreia e problemas respiratórios. Este estudo avaliou a atividade gastroprotetora do sumo (SPP) e extrato hidroalcóolico de Plinia peruviana (EHPP). O SPP após obtido foi solidificado e liofilizado, enquanto que o EHPP foi preparado a partir das cascas por meio da técnica de percolação e liofilização. A análise química foi realizada por CLAE. A toxicidade aguda do SPP e EHPP foi estimada por via oral (5000 mg/kg/) e o efeito gastroprotetor foi determinado por meio de modelos de lesões gástricas induzida por etanol absoluto, etanol acidificado e indometacina em camundongos. Os possíveis mecanismos de ação envolvidos na atividade gastroprotetora avaliados foram: receptores histamínicos (H2), noradrenergicos α2, ação do óxido nitrito, dosagem nitrito e nitrato, canais de potássio ATP-dependentes, prostaglandinas, muco aderido a mucosa, grupamentos sulfidrílicos e mieloperoxidase. Também foi visto o efeito do SPP e EHPP na motilidade intestinal. No efeito gastroprotetor o SPP e EHPP apresentaram atividade significativa em todas as doses testadas (100, 250 e 500 mg/kg), em comparação com o controle negativo. O SPP e EHPP não atuaram como barreira física. A dose de 100 mg/kg mostrou que o efeito gastroprotetor do SPP e EHPP envolvem a participação na ativação dos receptores noradrenergicos α2, ação do óxido nitrito, prostaglandinas, muco aderido a mucosa, grupamentos sulfidrílicos e mielopeoroxidase. Os resultados obtidos demonstraram que o SPP e EHPP apresenta potencial gastroprotetor. O efeito do EHPP em parte, podem estar relacionadas ao ácido gálico, identificado entre os constituintes.

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  • CLAUDIO HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA
  • Inativação fotodinâmica de microrganismos resistentes mediada por azul de metileno e nanoprismas de prata

  • Orientador : BEATE SAEGESSER SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BEATE SAEGESSER SANTOS
  • CAMILA GALVÃO DE ANDRADE
  • FRANZ DE ASSIS GRACIANO DOS SANTOS
  • Data: 24/02/2022

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  • As nanopartículas metálicas exibem diversas propriedades que vem sendo estudadas nos últimos anos em diferentes áreas do conhecimento, principalmente aquelas de prata e ouro. Um efeito característico destas, a ressonância de plásmons de superfície (RPS) confere a capacidade de aumento de propriedades ópticas de outras moléculas, quando em condições específicas. Na área da saúde, uma possibilidade de uso desses sistemas é na associação aos chamados fotossensibilizadores (FS), que são utilizados para a produção de espécies reativas de oxigênio, quando combinados com a luz na Terapia Fotodinâmica, tendo uma modalidade para microrganismos denominada inativação fotodinâmica (IFD). Nesse estudo, nanoprismas de prata foram preparados, caracterizados e posteriormente conjugados com o FS azul de metileno (AM), que tem amplo uso na prática clínica e aprovação pelo órgão regulatório nacional. O objetivo foi aplicar os conjugados na IFD de dois isolados resistentes: Staphylococcus aureus isolado da mastite bubalina e Candida albicans isolado da balanopostite. Medidas de espectroscopia mostrou que a associação entre os nanoprismas e AM promoveu mudanças de intensidade na fluorescência, de acordo com a concentração do FS empregada, tendo um aumento de ca 30% observados para a dose de 100 µmol.L-1. Foi observado um potencial de superfície (z) estável para os nanoprismas (z = -51.7 ± 0.55 mV), que reduziu proporcionalmente na presença de AM (para 25 µmol.L-1, z = -43.36 ± 0.37mV e para 100 µmol.L-1, -3.40 ± 0.15 mV).  A ausência de toxicidade dos sistemas coloidais obtidos foi determinada frente a linhagem de macrófagos sadios. Os ensaios de IFD mostraram que o tempo necessário para a inativação total da cepa de S. aureus foi de 3 min com o conjugado (para [AM] = 100 µmol.L-1 no conjugado). Para a total inativação de C. albicans precisou-se irradiar 2 min, para o conjugado contendo [AM] = 100 µmol.L-1. Em ambos experimentos e mesmas condições, o AM não demonstrou inativação fotodinâmica total. Os resultados evidenciam a capacidade dos conjugados como eficientes fotossensibilizadores para posteriores aplicações in vivo, inclusive em patologias que há relato de resistência.


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  • As nanopartículas metálicas exibem diversas propriedades que vem sendo estudadas nos últimos anos em diferentes áreas do conhecimento, principalmente aquelas de prata e ouro. Um efeito característico destas, a ressonância de plásmons de superfície (RPS) confere a capacidade de aumento de propriedades ópticas de outras moléculas, quando em condições específicas. Na área da saúde, uma possibilidade de uso desses sistemas é na associação aos chamados fotossensibilizadores (FS), que são utilizados para a produção de espécies reativas de oxigênio, quando combinados com a luz na Terapia Fotodinâmica, tendo uma modalidade para microrganismos denominada inativação fotodinâmica (IFD). Nesse estudo, nanoprismas de prata foram preparados, caracterizados e posteriormente conjugados com o FS azul de metileno (AM), que tem amplo uso na prática clínica e aprovação pelo órgão regulatório nacional. O objetivo foi aplicar os conjugados na IFD de dois isolados resistentes: Staphylococcus aureus isolado da mastite bubalina e Candida albicans isolado da balanopostite. Medidas de espectroscopia mostrou que a associação entre os nanoprismas e AM promoveu mudanças de intensidade na fluorescência, de acordo com a concentração do FS empregada, tendo um aumento de ca 30% observados para a dose de 100 µmol.L-1. Foi observado um potencial de superfície (z) estável para os nanoprismas (z = -51.7 ± 0.55 mV), que reduziu proporcionalmente na presença de AM (para 25 µmol.L-1, z = -43.36 ± 0.37mV e para 100 µmol.L-1, -3.40 ± 0.15 mV).  A ausência de toxicidade dos sistemas coloidais obtidos foi determinada frente a linhagem de macrófagos sadios. Os ensaios de IFD mostraram que o tempo necessário para a inativação total da cepa de S. aureus foi de 3 min com o conjugado (para [AM] = 100 µmol.L-1 no conjugado). Para a total inativação de C. albicans precisou-se irradiar 2 min, para o conjugado contendo [AM] = 100 µmol.L-1. Em ambos experimentos e mesmas condições, o AM não demonstrou inativação fotodinâmica total. Os resultados evidenciam a capacidade dos conjugados como eficientes fotossensibilizadores para posteriores aplicações in vivo, inclusive em patologias que há relato de resistência.

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  • MIGUEL WILSON REGUEIRA RIBEIRO
  • Desenvolvimento analítico para quantificação do teor dissolvido de Olanzapina comprido revestido por espectrofotometria de absorção ultravioleta/visível (UV/VIS)
  • Orientador : MONICA FELTS DE LA ROCA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAIO CÉSAR DE ANDRADE RODRIGUES SILVA
  • JOSE LAMARTINE SOARES SOBRINHO
  • MONICA FELTS DE LA ROCA SOARES
  • Data: 24/02/2022

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  • Devido à preocupação de saúde pública sobre a doença emocional provocada pela esquizofrenia, caracterizada pelo transtorno bipolar e qualificada por comportamentos positivos e negativos, a agência de saúde, no Brasil instituída pelo Ministério da Saúde – MS, vem promovendo tratamento que proporcione ao paciente eficácia e baixo efeito colateral (extrapiramidal). Assim, a Olanzapina é a primeira droga utilizada por apresentar poucos efeitos extrapiramidais, bem como é utilizada para tratar de pacientes refratários aos tratamentos convencionais. Para garantir a segurança do paciente, estudos laboratoriais são necessários para assegurar a porção do fármaco disponível para absorção do organismo. Dentre os ensaios, a dissolução é um teste de performance que avalia a quantidade de fármaco dissolvido em determinado tempo. Na monografia americana USP, assim como em outros artigos científicos, é utilizada a técnica de determinação da dissolução por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) para quantificar o teor de fármaco dissolvido. Tal técnica, apesar da alta sensibilidade, apresenta como desvantagens a utilização de solventes orgânico tóxicos, equipamentos de alto custo e alta complexidade. Assim, a metodologia analítica desenvolvida por espectroscopia ultravioleta/visível (UV/VIS) deverá proporcionar resposta imediata, baixo custo na aquisição e mantenimento dos equipamentos e baixa complexidade na operação e geração dos dados, devendo demonstrar que produz resultados confiáveis e adequados à finalidade a que se destina mediante a validação analítica.

     
     
     
     

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  • Devido à preocupação de saúde pública sobre a doença emocional provocada pela esquizofrenia, caracterizada pelo transtorno bipolar e qualificada por comportamentos positivos e negativos, a agência de saúde, no Brasil instituída pelo Ministério da Saúde – MS, vem promovendo tratamento que proporcione ao paciente eficácia e baixo efeito colateral (extrapiramidal). Assim, a Olanzapina é a primeira droga utilizada por apresentar poucos efeitos extrapiramidais, bem como é utilizada para tratar de pacientes refratários aos tratamentos convencionais. Para garantir a segurança do paciente, estudos laboratoriais são necessários para assegurar a porção do fármaco disponível para absorção do organismo. Dentre os ensaios, a dissolução é um teste de performance que avalia a quantidade de fármaco dissolvido em determinado tempo. Na monografia americana USP, assim como em outros artigos científicos, é utilizada a técnica de determinação da dissolução por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) para quantificar o teor de fármaco dissolvido. Tal técnica, apesar da alta sensibilidade, apresenta como desvantagens a utilização de solventes orgânico tóxicos, equipamentos de alto custo e alta complexidade. Assim, a metodologia analítica desenvolvida por espectroscopia ultravioleta/visível (UV/VIS) deverá proporcionar resposta imediata, baixo custo na aquisição e mantenimento dos equipamentos e baixa complexidade na operação e geração dos dados, devendo demonstrar que produz resultados confiáveis e adequados à finalidade a que se destina mediante a validação analítica.

     
     
     
     
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  • GLENDA LAISSA OLIVEIRA DE MELO CANDEIA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA E ANTINOCICEPTIVA DE EXTRATO E FRAÇÕES  OBTIDOS A PARTIR DAS FOLHAS DE EUGENIA UNIFLORA LINN

  • Orientador : LUIZ ALBERTO LIRA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GERLANE COELHO BERNARDO GUERRA
  • LUIZ ALBERTO LIRA SOARES
  • MARIA BERNADETE DE SOUSA MAIA
  • Data: 24/02/2022

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  • Eugenia uniflora L. (Myrtaceae), conhecida como pitanga, é uma espécie usada na medicina  tradicional que possui atividades biológicas já descritas na literatura, tais como antioxidante,  anti-inflamatória, antinociceptiva, que estão associadas à presença de flavonoides, ácidos  fenólicos, taninos hidrolisáveis e óleos essenciais. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho

    foi avaliar as atividades anti-inflamatória e antinociceptiva do extrato seco por aspersão (ESA)  das folhas de E. uniflora e investigar o mecanismo de ação envolvido na atividade  antinociceptiva de frações obtidas. O extrato foi obtido por turbólise utilizando a mistura água:  etanol: propilenoglicol como solvente, e em seguida, foi submetido à secagem por spray dryer.  O ESA foi submetido a sucessivas partições com hexano, água e acetato de etila, originando  frações FH, FAqr e FAE respectivamente. A caracterização do ESA e frações foi realizada por  cromatografia em camada delgada (CCD) e cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE).  Nos ensaios in vivo foram utilizados camundongos Swiss (Comitê de ética: nº 0068/2020) para avaliar as atividades anti-inflamatória (testes de edema de pata e de peritonite, ambos  induzidos por carragenina) e antinociceptiva (testes de contorções abdominais induzidas por  ácido acético, formalina e movimento de cauda). Na investigação do possível mecanismo de  ação, foi realizado o teste da formalina com as frações frente a ação de um bloqueador opioide  não seletivo (naloxona). Como resultados foi possível detectar a presença de polifenóis,  incluindo os marcadores ácido gálico e ácido elágico e miricitrina por CCD, com bandas mais  evidentes no ESA e FAE. O perfil observado por CCD, foi confirmado por CLAE e corroboram  com dados da literatura para extratos da espécie. O ESA demonstrou atividade anti inflamatória diminuindo o edema de pata de forma constante durante todo o experimento, bem  como diminuindo a migração leucocitária para a cavidade peritoneal. Nos testes de nocicepção,  ESA foi capaz de reduzir o número de contorções induzidas por ácido acético, diminuiu o  tempo de lambedura de pata no teste da formalina e aumentou a latência para movimento de  cauda em banho quente. Durante a avaliação de mecanismo de ação a FAE demonstrou  atividade antinociceptiva superior a FAqr, e considerando a análise fitoquímica sugere-se que o  composto relacionado a essa atividade seja o flavonoide miricitrina, visto que está presente  apenas na FAE. Confrontando FAE e FAqr (25 mg/kg) com o bloqueador naloxona, houve um  aumento no tempo de lambedura, indicando que a atividade antinociceptiva percebida  anteriormente se dá através de receptores opioides. Considerando estes resultados,  concluímos que E. uniflora confere potencial terapêutico com propriedades anti-inflamatórias e  antinociceptivas e de acordo com a a investigação de mecanismo de ação, sugerimos que  estas atividades estejam relacionadas a presença de flavonoides e mais especificamente a  miricitrina enriquecidos na FAE, através da atuação em receptores opioides. 


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  • Eugenia uniflora L. (Myrtaceae), conhecida como pitanga, é uma espécie usada na medicina  tradicional que possui atividades biológicas já descritas na literatura, tais como antioxidante,  anti-inflamatória, antinociceptiva, que estão associadas à presença de flavonoides, ácidos  fenólicos, taninos hidrolisáveis e óleos essenciais. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho

    foi avaliar as atividades anti-inflamatória e antinociceptiva do extrato seco por aspersão (ESA)  das folhas de E. uniflora e investigar o mecanismo de ação envolvido na atividade  antinociceptiva de frações obtidas. O extrato foi obtido por turbólise utilizando a mistura água:  etanol: propilenoglicol como solvente, e em seguida, foi submetido à secagem por spray dryer.  O ESA foi submetido a sucessivas partições com hexano, água e acetato de etila, originando  frações FH, FAqr e FAE respectivamente. A caracterização do ESA e frações foi realizada por  cromatografia em camada delgada (CCD) e cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE).  Nos ensaios in vivo foram utilizados camundongos Swiss (Comitê de ética: nº 0068/2020) para avaliar as atividades anti-inflamatória (testes de edema de pata e de peritonite, ambos  induzidos por carragenina) e antinociceptiva (testes de contorções abdominais induzidas por  ácido acético, formalina e movimento de cauda). Na investigação do possível mecanismo de  ação, foi realizado o teste da formalina com as frações frente a ação de um bloqueador opioide  não seletivo (naloxona). Como resultados foi possível detectar a presença de polifenóis,  incluindo os marcadores ácido gálico e ácido elágico e miricitrina por CCD, com bandas mais  evidentes no ESA e FAE. O perfil observado por CCD, foi confirmado por CLAE e corroboram  com dados da literatura para extratos da espécie. O ESA demonstrou atividade anti inflamatória diminuindo o edema de pata de forma constante durante todo o experimento, bem  como diminuindo a migração leucocitária para a cavidade peritoneal. Nos testes de nocicepção,  ESA foi capaz de reduzir o número de contorções induzidas por ácido acético, diminuiu o  tempo de lambedura de pata no teste da formalina e aumentou a latência para movimento de  cauda em banho quente. Durante a avaliação de mecanismo de ação a FAE demonstrou  atividade antinociceptiva superior a FAqr, e considerando a análise fitoquímica sugere-se que o  composto relacionado a essa atividade seja o flavonoide miricitrina, visto que está presente  apenas na FAE. Confrontando FAE e FAqr (25 mg/kg) com o bloqueador naloxona, houve um  aumento no tempo de lambedura, indicando que a atividade antinociceptiva percebida  anteriormente se dá através de receptores opioides. Considerando estes resultados,  concluímos que E. uniflora confere potencial terapêutico com propriedades anti-inflamatórias e  antinociceptivas e de acordo com a a investigação de mecanismo de ação, sugerimos que  estas atividades estejam relacionadas a presença de flavonoides e mais especificamente a  miricitrina enriquecidos na FAE, através da atuação em receptores opioides. 

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  • JOSE ISRAEL GUERRA JUNIOR
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTIDIABÉTICO DO EXTRATO HIDROALCOÓLICO DE FOLHAS DE Croton blanchetianus EM CAMUNDONGOS

  • Orientador : LUIZ ALBERTO LIRA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELBA LUCIA CAVALCANTI DE AMORIM
  • LUIZ ALBERTO LIRA SOARES
  • THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
  • Data: 25/02/2022

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  • Croton blanchetianus (Euphorbiaceae) vulgarmente conhecida como “marmeleiro” ou “marmeleiro-preto”, trata-se de uma espécie vegetal utilizada na medicina popular para fins de manejo de diversas disfunções, como por exemplo, diarreia, cefaleia, distúrbios gastrointestinais, reumatismo, febre e processos inflamatórios. Em função do seu teor de flavonoides, pensa-se que C. blanchetianus possui propriedades antidiabéticas em seus extratos. Contudo, a literatura acerca dessa espécie ainda é escassa, nesse sentido, o pressuposto deste trabalho foi avaliar os processos extrativos das folhas de Croton, desenvolver e validar uma metodologia analítica para quantificação de flavonoides, avaliar o potencial toxicológico e avaliar a atividade antidiabética. Para os ensaios de validação analítica, foi utilizada a metodologia por espectrofotometria (UV-Vis), com consonância com os parâmetros estabelecidos pela RDC 166/2017, inicialmente foi realizada a triagem fitoquímica e o planejamento fatorial a fim de obter o extrato otimizado, sucessivamente foi realizada a validação do extrato bruto e da droga vegetal seca por aspersão, em seguida foram realizados os ensaios de toxicidade e diabetes em camundongos. A triagem fitoquímica demonstrou a presença de taninos condensados, derivados cinâmicos e flavonoides, o planejamento fatorial e a análise dos experimentos, concluiu que a melhor forma de extração para as folhas é empregado 10g para o solvente água/etanol (1:1), o método foi validado e mostrou-se específico, linear, preciso, exato e robusto, os ensaios de toxicidade mostrou que na dose de 2000mg/kg por via oral o extrato não apresentou efeitos tóxicos, enquanto que na via intraperitoneal apresentou algumas alterações discreta, os ensaios de diabetes demonstraram que a dose de 400mg/kg do extrato apresentou resultados satisfatórios para o controle glicêmico e perda de peso. Entretanto, é necessário estudos posteriores para entendimento dos mecanismos pelos quais o extrato tem seu efeito hipoglicemiante.


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  • Croton blanchetianus (Euphorbiaceae) vulgarmente conhecida como “marmeleiro” ou “marmeleiro-preto”, trata-se de uma espécie vegetal utilizada na medicina popular para fins de manejo de diversas disfunções, como por exemplo, diarreia, cefaleia, distúrbios gastrointestinais, reumatismo, febre e processos inflamatórios. Em função do seu teor de flavonoides, pensa-se que C. blanchetianus possui propriedades antidiabéticas em seus extratos. Contudo, a literatura acerca dessa espécie ainda é escassa, nesse sentido, o pressuposto deste trabalho foi avaliar os processos extrativos das folhas de Croton, desenvolver e validar uma metodologia analítica para quantificação de flavonoides, avaliar o potencial toxicológico e avaliar a atividade antidiabética. Para os ensaios de validação analítica, foi utilizada a metodologia por espectrofotometria (UV-Vis), com consonância com os parâmetros estabelecidos pela RDC 166/2017, inicialmente foi realizada a triagem fitoquímica e o planejamento fatorial a fim de obter o extrato otimizado, sucessivamente foi realizada a validação do extrato bruto e da droga vegetal seca por aspersão, em seguida foram realizados os ensaios de toxicidade e diabetes em camundongos. A triagem fitoquímica demonstrou a presença de taninos condensados, derivados cinâmicos e flavonoides, o planejamento fatorial e a análise dos experimentos, concluiu que a melhor forma de extração para as folhas é empregado 10g para o solvente água/etanol (1:1), o método foi validado e mostrou-se específico, linear, preciso, exato e robusto, os ensaios de toxicidade mostrou que na dose de 2000mg/kg por via oral o extrato não apresentou efeitos tóxicos, enquanto que na via intraperitoneal apresentou algumas alterações discreta, os ensaios de diabetes demonstraram que a dose de 400mg/kg do extrato apresentou resultados satisfatórios para o controle glicêmico e perda de peso. Entretanto, é necessário estudos posteriores para entendimento dos mecanismos pelos quais o extrato tem seu efeito hipoglicemiante.

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  • FRANCISCO DE ASSIS SILVEIRA DE OLIVEIRA
  • DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA HÍBRIDO A PARTIR DO ARGILOMINERAL LAPONITA PARA LIBERAÇÃO
    CONTROLADA DO CLORIDRATO DE TERBINAFINA

  • Orientador : MONICA FELTS DE LA ROCA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AMANDA DAMASCENO LEÃO
  • FABIOLA BERNARDO CARNEIRO
  • MONICA FELTS DE LA ROCA SOARES
  • Data: 15/03/2022

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  • O cloridrato de terbinafina (TBF) está associada à alta incidência de eventos  adversos que podem levar a interrupções do tratamento de onicomicoses. A  laponita (LAP) é um argilomineral de natureza sintética de baixo custo que tem  se destacado como veículo para o desenvolvimento de drug delivery systems. O  objetivo do presente trabalho foi desenvolver um sistema híbrido formado a partir  da LAP associado à TBF para liberação controlada desse fármaco. Foram  avaliadas as condições experimentais para a adsorção da TBF na LAP,  considerando o efeito do pH, da concentração inicial do fármaco e do tempo de  contato. Os estudos de equilíbrio e de cinética foram realizados dentro da faixa  de pH 2,0 a 7,0, tempos de reação de 0 a 720 min e com concentrações de 0,1  a 2,5 mg.mL-1 de TBF/Metanol, sob 160 rpm. Foram aplicados os modelos  matemáticos de pseudo-primeira ordem, pseudo-segunda ordem e Elovich para  a cinética; e os modelos de Langmuir, Freundlich e Temkin para isoterma. Os  híbridos foram caracterizados por difração de raio X (DRX) e Espectroscopia de  Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR). A solubilidade do fármaco foi  avaliada em tampões HCl pH 1,2 e fosfato 6,8. Seu perfil de dissolução foi  realizado in vitro, sob condição sink, em tampão HCl pH 1,2 e os dados foram  aplicados em modelos de cinética de dissolução, empregando o suplemento  DDSolver®. Como resultado, verificou-se que a interação LAP-TBF é dependente  de pH, com adsorção máxima do fármaco no pH 5. O estudo de isoterma revelou  que as condições de equilíbrio de adsorção LAP-TBF obedecem ao modelo de  Langmuir. A cinética de adsorção apresentou uma fase rápida até 60 min e uma  lenta de 180 a 720 min, ajustando-se ao modelo de pseudo-segunda ordem. A  quantidade máxima (qemáx) de TBF adsorvida na LAP foi de 144.97 mg.g-1, obtida  em pH 5, após 720 min de reação. A intercalação da TBF na LAP foi confirmada  pelos padrões de DRX e FTIR, dado aumento da distância interlamelar de16,89  Å (LAP-TBF) com espectros dos híbridos LAP-TBF apresentando vibrações  menores referentes à TBF na LAP, quando comparado aos espectros isolados  do fármaco. A solubilidade da TBF mostrou-se superior em tampão HCl 1,2 (1188  μg/mL) em relação ao tampão fosfato 6,8 (4,27 μg/mL). A liberação da TBF do  sistema LAP-TBF ocorreu de forma controlada, com percentual >90% do  fármaco liberado após 31 horas e o seu perfil de dissolução ajustou-se à cinética de Peppas-Sahlin, com prevalência da difusão Fickiana. O perfil de liberação da  LAP-TBF pode ser promissor para o desenvolvimento de novas formulações de  TBF, utilizando a laponita como excipiente, o que poderá ser útil para melhorar  a farmacoterapia das onicomicoses. 



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  • O cloridrato de terbinafina (TBF) está associada à alta incidência de eventos  adversos que podem levar a interrupções do tratamento de onicomicoses. A  laponita (LAP) é um argilomineral de natureza sintética de baixo custo que tem  se destacado como veículo para o desenvolvimento de drug delivery systems. O  objetivo do presente trabalho foi desenvolver um sistema híbrido formado a partir  da LAP associado à TBF para liberação controlada desse fármaco. Foram  avaliadas as condições experimentais para a adsorção da TBF na LAP,  considerando o efeito do pH, da concentração inicial do fármaco e do tempo de  contato. Os estudos de equilíbrio e de cinética foram realizados dentro da faixa  de pH 2,0 a 7,0, tempos de reação de 0 a 720 min e com concentrações de 0,1  a 2,5 mg.mL-1 de TBF/Metanol, sob 160 rpm. Foram aplicados os modelos  matemáticos de pseudo-primeira ordem, pseudo-segunda ordem e Elovich para  a cinética; e os modelos de Langmuir, Freundlich e Temkin para isoterma. Os  híbridos foram caracterizados por difração de raio X (DRX) e Espectroscopia de  Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR). A solubilidade do fármaco foi  avaliada em tampões HCl pH 1,2 e fosfato 6,8. Seu perfil de dissolução foi  realizado in vitro, sob condição sink, em tampão HCl pH 1,2 e os dados foram  aplicados em modelos de cinética de dissolução, empregando o suplemento  DDSolver®. Como resultado, verificou-se que a interação LAP-TBF é dependente  de pH, com adsorção máxima do fármaco no pH 5. O estudo de isoterma revelou  que as condições de equilíbrio de adsorção LAP-TBF obedecem ao modelo de  Langmuir. A cinética de adsorção apresentou uma fase rápida até 60 min e uma  lenta de 180 a 720 min, ajustando-se ao modelo de pseudo-segunda ordem. A  quantidade máxima (qemáx) de TBF adsorvida na LAP foi de 144.97 mg.g-1, obtida  em pH 5, após 720 min de reação. A intercalação da TBF na LAP foi confirmada  pelos padrões de DRX e FTIR, dado aumento da distância interlamelar de16,89  Å (LAP-TBF) com espectros dos híbridos LAP-TBF apresentando vibrações  menores referentes à TBF na LAP, quando comparado aos espectros isolados  do fármaco. A solubilidade da TBF mostrou-se superior em tampão HCl 1,2 (1188  μg/mL) em relação ao tampão fosfato 6,8 (4,27 μg/mL). A liberação da TBF do  sistema LAP-TBF ocorreu de forma controlada, com percentual >90% do  fármaco liberado após 31 horas e o seu perfil de dissolução ajustou-se à cinética de Peppas-Sahlin, com prevalência da difusão Fickiana. O perfil de liberação da  LAP-TBF pode ser promissor para o desenvolvimento de novas formulações de  TBF, utilizando a laponita como excipiente, o que poderá ser útil para melhorar  a farmacoterapia das onicomicoses. 


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  • CAMILA DE ALMEIDA PEREZ PIMENTA
  • DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE FORMULAÇÕES UNGUEAIS A BASE DE TERBINAFINA

  • Orientador : LEILA BASTOS LEAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA BEGOÑA DELGADO-CHARRO
  • DANILO CESAR GALINDO BEDOR
  • MARIA ALICE MACIEL TABOSA
  • Data: 17/06/2022

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  • A onicomicose (ONC) é uma infecção fúngica das unhas que pode afetar as unhas das mãos e dos pés. Responsável por 15 a 50% das doenças ungueais, pode acometer um ou mais componentes do aparelho ungueal, incluindo lâmina ungueal, matriz e leito ungueal. Sua prevalência global foi estimada em 5,5%, afetando 3-8% da população do Reino Unido 6,7, 13,4% na América do Norte, 23% na Europa e 20% no Leste Asiático 8–10. Além da prevalência crescente, as falhas no tratamento são frequentes; a recorrência pode chegar a 50% por falta de cura e reinfecções micológicas. Ao mesmo tempo, a onicomicose não tratada pode piorar, disseminar-se para outros locais não infectados (outras unhas ou para a pele circundante) ou infectar outros pacientes. No que trata de tratamento tópico, até o momento, não há formulação ungueal aprovada de cloridrato de terbinafina (TB-HCl) para tratamento onicomicose no mercado nacional nem internacional. Considerando que o tipo de formulação farmacêutica afeta a permeação através da placa ungueal, inúmeras pesquisas científicas com o desenvolvimento de diferentes formas farmacêuticas ungueais (géis, microemulsão e gel à base de microemulsão, lipossomas, microesferas injetáveis de PLGA, sistemas nanovesiculares) contendo esse fármaco nas concentrações de 1 e 2% podem ser encontrados na literatura científica. Com base no exposto, o objetivo deste trabalho foi utilizar dados de solubilidade TB-HCl em diferentes solventes para desenvolver diferentes formas farmacêuticas utilizando este fármaco em concentrações iguais e superiores a 2% e avaliar sua permeação em unhas humanas saudáveis, com e sem tratamento (utilizando como métodos físicos o Hydra.needle® e um novo aparelho). Uma avaliação microbiológica também foi realizada. Testes de liberação (IVRT) utilizando 3 diferentes tipos de membranas artificiais e permeação ungueal (IVPT) mediante recortes de unhas humanas, obtidas de voluntários saudáveis, após consentimento livre informado foram realizadas. Para tanto, foram utilizadas células verticais de difusão de Franz com e sem adaptadores de unha. A TBF-HCl apresentou alta solubilidade nas misturas de solventes quando comparados a estes isoladamente; a quantidade cumulativa liberada através das membranas hidrofílica e de silicone foi significativamente diferente entre as formulações geleificadas e microemulsionadas desenvolvidas. Nos experimentos SD-MP, a passagem do fármaco através da unha, deixou clara a importância da microporação enquanto um promotor físico de permeação, simples, seguro e passível de padronização. Os resultados mostraram que as novas formulações aqui propostas disponibilizaram o fármaco de forma mais eficiente a partir da formulação microemulsionada e sugerem que mais estudos devem ser realizados com as melhores formulações desenvolvidas e que um dispositivo específico de microporação da unha deve ser projetado.



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  • A onicomicose (ONC) é uma infecção fúngica das unhas que pode afetar as unhas das mãos e dos pés. Responsável por 15 a 50% das doenças ungueais, pode acometer um ou mais componentes do aparelho ungueal, incluindo lâmina ungueal, matriz e leito ungueal. Sua prevalência global foi estimada em 5,5%, afetando 3-8% da população do Reino Unido 6,7, 13,4% na América do Norte, 23% na Europa e 20% no Leste Asiático 8–10. Além da prevalência crescente, as falhas no tratamento são frequentes; a recorrência pode chegar a 50% por falta de cura e reinfecções micológicas. Ao mesmo tempo, a onicomicose não tratada pode piorar, disseminar-se para outros locais não infectados (outras unhas ou para a pele circundante) ou infectar outros pacientes. No que trata de tratamento tópico, até o momento, não há formulação ungueal aprovada de cloridrato de terbinafina (TB-HCl) para tratamento onicomicose no mercado nacional nem internacional. Considerando que o tipo de formulação farmacêutica afeta a permeação através da placa ungueal, inúmeras pesquisas científicas com o desenvolvimento de diferentes formas farmacêuticas ungueais (géis, microemulsão e gel à base de microemulsão, lipossomas, microesferas injetáveis de PLGA, sistemas nanovesiculares) contendo esse fármaco nas concentrações de 1 e 2% podem ser encontrados na literatura científica. Com base no exposto, o objetivo deste trabalho foi utilizar dados de solubilidade TB-HCl em diferentes solventes para desenvolver diferentes formas farmacêuticas utilizando este fármaco em concentrações iguais e superiores a 2% e avaliar sua permeação em unhas humanas saudáveis, com e sem tratamento (utilizando como métodos físicos o Hydra.needle® e um novo aparelho). Uma avaliação microbiológica também foi realizada. Testes de liberação (IVRT) utilizando 3 diferentes tipos de membranas artificiais e permeação ungueal (IVPT) mediante recortes de unhas humanas, obtidas de voluntários saudáveis, após consentimento livre informado foram realizadas. Para tanto, foram utilizadas células verticais de difusão de Franz com e sem adaptadores de unha. A TBF-HCl apresentou alta solubilidade nas misturas de solventes quando comparados a estes isoladamente; a quantidade cumulativa liberada através das membranas hidrofílica e de silicone foi significativamente diferente entre as formulações geleificadas e microemulsionadas desenvolvidas. Nos experimentos SD-MP, a passagem do fármaco através da unha, deixou clara a importância da microporação enquanto um promotor físico de permeação, simples, seguro e passível de padronização. Os resultados mostraram que as novas formulações aqui propostas disponibilizaram o fármaco de forma mais eficiente a partir da formulação microemulsionada e sugerem que mais estudos devem ser realizados com as melhores formulações desenvolvidas e que um dispositivo específico de microporação da unha deve ser projetado.


Teses
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  • IRIS TRINDADE TENORIO JACOB
  • Avaliação da atividade antiproliferativo in vitro, inibição da topoisomerase, interação com biomacromóleculas de derivados indol-tiossemicarbazônicos e estudo de docking.

  • Orientador : MARIA DO CARMO ALVES DE LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTIANE MOUTINHO LAGOS DE MELO
  • FRANCISCO JAIME BEZERRA M. JUNIOR
  • MARIA DO CARMO ALVES DE LIMA
  • RAFAEL DAVID SOUTO DE AZEVEDO
  • RÔMULO CARLOS DANTAS DA CRUZ
  • Data: 18/02/2022

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  • O câncer é uma doença complexa e multifatorial caracterizada pelo crescimento celular descontrolado e configura-se como uma das principais causas de morte no mundo. Nas mulheres, o câncer de mama é o tipo mais comumente diagnosticado e a principal razão de morte em mulheres em todo o mundo, principalmente quando da ocorrência do câncer de mama inflamatório. O que reforça a existência de uma relação funcional entre inflamação e o câncer. Dentre as estratégias disponíveis para o tratamento do câncer, a quimioterapia continua sendo a abordagem terapêutica mais estabelecida e utilizada atualmente. Porém a toxicidade e resistência aos fármacos disponíveis é uma barreira para a resolubilidade desse conjunto de doenças, fazendo-se necessário a pesquisa e o desenvolvimento de novos tratamentos mais eficazes e confiáveis contra o câncer. Algumas análises, como o estudo de ligação à proteína sérica humana (HSA), e aos alvos biológicos: DNA e a enzima topoisomerase IIα (topo), viabilizam o processo de descoberta de novos agentes terapêuticos. Nesta perspectiva, este trabalho propôs a avaliação antitumoral e de seus possíveis mecanismos de ação de vinte compostos indólicos-tiossemicarbazonas com atividade anti-inflamatória previamente descrita. Os compostos LTs foram analisados quanto à capacidade de ligação a HSA e ao DNA, e teste de ligação competitiva através das técnicas espectroscópicas de absorção e fluorescência. No estudo antiproliferativo, foi utilizada a técnica de MTT com as linhagens tumorais de mama MCF-7 e T-47D e de macrófagos J774A.1. O ensaio de migração, foi realizada através do teste de ranhura. A eletroforese em gel de agarose foi empregada para análise da inibição da enzima topo IIα. Na absorção com HSA, a maior constante de ligação foi 3,70 x 106, referente ao LT89 (alil/ 7-CH3) e na fluorescência, todos os compostos com exceção do LT76 e LT87, foram capazes de ocasionar a supressão fluorescente com a maior constante de Stern-Volmer para o LT88 (alil/ pirrol[2,3-b]piridina) 3,55 x 104. Na interação por absorção com o DNA, foram observados efeitos hipercrômico e hipocrômico, tendo o LT88 a maior constante de ligação (Kb) 1,05 x106 M-1. No ensaio com as sondas fluorescentes laranja de acridina (AO) e 4’-6-diamina-2’-fenilindol (DAPI), foi possível identificar que o modo de ligação ao DNA dos compostos LT é preferencialmente por intercalação entre os pares de bases. No ensaio antiproliferativo com a MCF-7 e T-47D, o menor IC50 foi do LT81 (1-naftil/4-NO2) em ambas as linhagens com valor de 0.74±0.12 e 0.68±0.10 respectivamente, seguido dos compostos LT76 e LT87. No ensaio de migração com a MCF-7, os três compostos mencionados anteriormente são capazes de inibir o processo de invasão celular com destaque para o LT76 que o fez em ambas as concentrações do teste (0,5 e 1,0 µM). Enquanto que na T-47D o processo de inibição ocorre principalmente por ação dos compostos LT76 e LT87. Assim como o controle positivo amsacrina (m-Amsa), os compostos LT76, LT81 e LT87 foram capazes de inibir a ação enzimática da topo IIα. Associados a esses resultados, outros estudos se tornam necessários para consolidar o mecanismo de ação tumoral desses compostos.



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  • O câncer é uma doença complexa e multifatorial caracterizada pelo crescimento celular descontrolado e configura-se como uma das principais causas de morte no mundo. Nas mulheres, o câncer de mama é o tipo mais comumente diagnosticado e a principal razão de morte em mulheres em todo o mundo, principalmente quando da ocorrência do câncer de mama inflamatório. O que reforça a existência de uma relação funcional entre inflamação e o câncer. Dentre as estratégias disponíveis para o tratamento do câncer, a quimioterapia continua sendo a abordagem terapêutica mais estabelecida e utilizada atualmente. Porém a toxicidade e resistência aos fármacos disponíveis é uma barreira para a resolubilidade desse conjunto de doenças, fazendo-se necessário a pesquisa e o desenvolvimento de novos tratamentos mais eficazes e confiáveis contra o câncer. Algumas análises, como o estudo de ligação à proteína sérica humana (HSA), e aos alvos biológicos: DNA e a enzima topoisomerase IIα (topo), viabilizam o processo de descoberta de novos agentes terapêuticos. Nesta perspectiva, este trabalho propôs a avaliação antitumoral e de seus possíveis mecanismos de ação de vinte compostos indólicos-tiossemicarbazonas com atividade anti-inflamatória previamente descrita. Os compostos LTs foram analisados quanto à capacidade de ligação a HSA e ao DNA, e teste de ligação competitiva através das técnicas espectroscópicas de absorção e fluorescência. No estudo antiproliferativo, foi utilizada a técnica de MTT com as linhagens tumorais de mama MCF-7 e T-47D e de macrófagos J774A.1. O ensaio de migração, foi realizada através do teste de ranhura. A eletroforese em gel de agarose foi empregada para análise da inibição da enzima topo IIα. Na absorção com HSA, a maior constante de ligação foi 3,70 x 106, referente ao LT89 (alil/ 7-CH3) e na fluorescência, todos os compostos com exceção do LT76 e LT87, foram capazes de ocasionar a supressão fluorescente com a maior constante de Stern-Volmer para o LT88 (alil/ pirrol[2,3-b]piridina) 3,55 x 104. Na interação por absorção com o DNA, foram observados efeitos hipercrômico e hipocrômico, tendo o LT88 a maior constante de ligação (Kb) 1,05 x106 M-1. No ensaio com as sondas fluorescentes laranja de acridina (AO) e 4’-6-diamina-2’-fenilindol (DAPI), foi possível identificar que o modo de ligação ao DNA dos compostos LT é preferencialmente por intercalação entre os pares de bases. No ensaio antiproliferativo com a MCF-7 e T-47D, o menor IC50 foi do LT81 (1-naftil/4-NO2) em ambas as linhagens com valor de 0.74±0.12 e 0.68±0.10 respectivamente, seguido dos compostos LT76 e LT87. No ensaio de migração com a MCF-7, os três compostos mencionados anteriormente são capazes de inibir o processo de invasão celular com destaque para o LT76 que o fez em ambas as concentrações do teste (0,5 e 1,0 µM). Enquanto que na T-47D o processo de inibição ocorre principalmente por ação dos compostos LT76 e LT87. Assim como o controle positivo amsacrina (m-Amsa), os compostos LT76, LT81 e LT87 foram capazes de inibir a ação enzimática da topo IIα. Associados a esses resultados, outros estudos se tornam necessários para consolidar o mecanismo de ação tumoral desses compostos.


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  • STEPHANYE CAROLYNE CHRISTINO CHAGAS
  • Medicamentos contendo colecalciferol: Avaliação dos usos e limites na  terapêutica – uma abordagem sob a perspectiva do Uso Racional de Medicamentos (URM)

  • Orientador : DAVI PEREIRA DE SANTANA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RODRIGO DOS SANTOS DINIZ
  • DANILO CESAR GALINDO BEDOR
  • KARINA PERRELLI RANDAU
  • LEILA BASTOS LEAL
  • WALDENICE DE ALENCAR MORAIS
  • Data: 03/03/2022

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  • A hipovitaminose D é um estado de carência nutricional da vitamina D que possui uma  prevalência estimada em aproximadamente um bilhão de pessoas em todo o mundo. Ao  mesmo tempo, relatos de caso envolvendo intoxicação por vitamina D, têm sido cada vez  mais publicados na literatura. Neste cenário clínico tão antagônico, que impõe novos desafios  aos profissionais de saúde, o uso e dispensação deste medicamento, sob à luz da Saúde  Baseada em Evidência (SBE), se mostra de fundamental importância, sobretudo frente a  pandemia provocada pelo novo coronavírus. Neste sentido, este trabalho teve como objetivo  avaliar a qualidade dos medicamentos magistrais contendo colecalciferol e examinar a  atuação do farmacêutico comunitário, no que diz respeito à Prática Baseada em Evidência  envolvendo esta vitamina, sobretudo no contexto da pandemia da COVID-19. Adicionalmente, buscou-se promover diversas estratégias educativas para o uso seguro e  racional da vitamina D3. Dados de vendas, de 2017 e 2020, de uma rede de farmácias  magistrais da Região Metropolitana do Recife foram tratados e integrados aos resultados do  controle de qualidade de 18 formulações magistrais avaliadas por um método analítico  validado. Em seguida, foi realizada uma pesquisa descritiva, do tipo transversal, cuja coleta  de dados ocorreu por meio de um inquérito on-line anônimo autoadministrado, via plataforma  Google formulários®, que foi enviado para os farmacêuticos do Estado de Pernambuco.  Consultas a bases de dados seguras foram realizadas a fim de estabelecer uma abordagem  crítica diante dos dados obtidos e promover estratégias para o uso responsável da vitamina  D3. Foi verificado um aumento no número de vendas de medicamentos magistrais contendo  colecalciferol isolado, em 2020 quando comparado a 2017, acompanhando uma tendência  nacional. As prescrições contendo colecalciferol foram prescritas por mais de 40 diferentes  profissionais de saúde habilitados, principalmente como monofármaco, na forma  farmacêutica cápsula dura oral e em esquemas posológicos conforme recomendados pela  Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. No entanto, a suplementação  adequada de vitamina D, deve passar, dentre outros aspectos, pela qualidade da formulação  administrada, e, neste sentido, todas as formulações avaliadas apresentaram teor abaixo do  limite especificado, o que levaria a uma possível inefetividade terapêutica. Com relação a  percepção dos farmacêuticos comunitários durante a pandemia, 58% dos profissionais  relataram se sentir obrigados a dispensar algum medicamento e 64% deles afirmaram ter  dispensado vitamina D3 especificamente para prevenir ou tratar COVID-19, ainda que sem  estudos clínicos bem embasados, evidenciando uma dispensação irracional. Os  farmacêuticos também mostraram se apoiar em ferramentas com baixo poder de evidência  científica para se informar e se atualizar a respeito da COVID-19 e da vitamina D3.  Adicionalmente, ficou evidente a falta de conhecimento sobre os termos técnicos  relacionados à SBE, o que compromete a compreensão de estudos científicos. Pode-se inferir  que o serviço de Atenção Farmacêutica não é realizado de forma adequada. Assim, materiais  orientando a prescrição, dispensação e o uso racional de vitamina D3 foram desenvolvidos à  fim de garantir sua prescrição, dispensação e uso responsável.


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  • A hipovitaminose D é um estado de carência nutricional da vitamina D que possui uma  prevalência estimada em aproximadamente um bilhão de pessoas em todo o mundo. Ao  mesmo tempo, relatos de caso envolvendo intoxicação por vitamina D, têm sido cada vez  mais publicados na literatura. Neste cenário clínico tão antagônico, que impõe novos desafios  aos profissionais de saúde, o uso e dispensação deste medicamento, sob à luz da Saúde  Baseada em Evidência (SBE), se mostra de fundamental importância, sobretudo frente a  pandemia provocada pelo novo coronavírus. Neste sentido, este trabalho teve como objetivo  avaliar a qualidade dos medicamentos magistrais contendo colecalciferol e examinar a  atuação do farmacêutico comunitário, no que diz respeito à Prática Baseada em Evidência  envolvendo esta vitamina, sobretudo no contexto da pandemia da COVID-19. Adicionalmente, buscou-se promover diversas estratégias educativas para o uso seguro e  racional da vitamina D3. Dados de vendas, de 2017 e 2020, de uma rede de farmácias  magistrais da Região Metropolitana do Recife foram tratados e integrados aos resultados do  controle de qualidade de 18 formulações magistrais avaliadas por um método analítico  validado. Em seguida, foi realizada uma pesquisa descritiva, do tipo transversal, cuja coleta  de dados ocorreu por meio de um inquérito on-line anônimo autoadministrado, via plataforma  Google formulários®, que foi enviado para os farmacêuticos do Estado de Pernambuco.  Consultas a bases de dados seguras foram realizadas a fim de estabelecer uma abordagem  crítica diante dos dados obtidos e promover estratégias para o uso responsável da vitamina  D3. Foi verificado um aumento no número de vendas de medicamentos magistrais contendo  colecalciferol isolado, em 2020 quando comparado a 2017, acompanhando uma tendência  nacional. As prescrições contendo colecalciferol foram prescritas por mais de 40 diferentes  profissionais de saúde habilitados, principalmente como monofármaco, na forma  farmacêutica cápsula dura oral e em esquemas posológicos conforme recomendados pela  Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. No entanto, a suplementação  adequada de vitamina D, deve passar, dentre outros aspectos, pela qualidade da formulação  administrada, e, neste sentido, todas as formulações avaliadas apresentaram teor abaixo do  limite especificado, o que levaria a uma possível inefetividade terapêutica. Com relação a  percepção dos farmacêuticos comunitários durante a pandemia, 58% dos profissionais  relataram se sentir obrigados a dispensar algum medicamento e 64% deles afirmaram ter  dispensado vitamina D3 especificamente para prevenir ou tratar COVID-19, ainda que sem  estudos clínicos bem embasados, evidenciando uma dispensação irracional. Os  farmacêuticos também mostraram se apoiar em ferramentas com baixo poder de evidência  científica para se informar e se atualizar a respeito da COVID-19 e da vitamina D3.  Adicionalmente, ficou evidente a falta de conhecimento sobre os termos técnicos  relacionados à SBE, o que compromete a compreensão de estudos científicos. Pode-se inferir  que o serviço de Atenção Farmacêutica não é realizado de forma adequada. Assim, materiais  orientando a prescrição, dispensação e o uso racional de vitamina D3 foram desenvolvidos à  fim de garantir sua prescrição, dispensação e uso responsável.

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  • MAIRA LUDNA DUARTE
  • QUANTIFICAÇÃO SIMULTÂNEA DE ANTIRRETROVIRAIS EM DRIED BLOOD SPOT E PLASMA UTILIZANDO LC-MS/MS: FARMACOCINÉTICA E MONITORIZAÇÃO TERAPÊUTICA DE EFAVIRENZ EM GESTANTES

  • Orientador : LEILA BASTOS LEAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANILO CESAR GALINDO BEDOR
  • DAVI PEREIRA DE SANTANA
  • FERNANDO JOSE MALAGUENO DE SANTANA
  • KARINA PERRELLI RANDAU
  • LUIZ CLAUDIO ARRAES DE ALENCAR
  • Data: 03/03/2022

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  • O manejo do HIV durante a gestação apresenta desafios adicionais. As alterações fisiológicas  induzidas pela gestação ocasionam mudanças na farmacocinética materna, sugerindo potencial  variabilidade nas concentrações plasmáticas de antirretrovirais durante este período. Portanto,  gestantes podem ser expostas a concentrações subterapêuticas desses fármacos, o que pode aumentar  o risco de transmissão vertical do HIV. Essas alterações farmacocinéticas e a possibilidade de não  adesão sugerem potencial aplicação para monitorização terapêutica. O presente estudo teve como  objetivo desenvolver e validar um método LC-MS/MS sensível para quantificação simultânea de  efavirenz, raltegravir, atazanavir, ritonavir em dried blood spot (DBS) e plasma para aplicação em  estudos de farmacocinética e motorização terapêutica. Os analitos foram extraídos do DBS com uma  mistura de metanol: sulfato de zinco 200 mM 50:50 e 100% de metanol para amostras de plasma,  seguido de separação cromatográfica em uma coluna Shim-pack® C18, 4,6 mm×150 mm, 5 μm. A  detecção foi realizada em um espectrômetro de massas 3200-QTRAP®, com tempo de corrida de 6  min. O método mostrou-se linear na faixa de 15 - 1.000 ng/mL para raltegravir, 50 - 10.000 ng/mL  para atazanavir e ritonavir, 50 - 5.000 ng/mL para efavirenz. A precisão e a exatidão foram inferiores  a 15% para todos os analitos nos níveis de concentração avaliados. Raltegravir, atazanavir e ritonavir  foram estáveis até sete dias a 23 °C e 40 °C, enquanto o efavirenz foi estável até vinte e quatro horas  nas mesmas temperaturas. O método foi aplicado com sucesso em amostras de DBS obtidas de sete  gestantes infectadas pelo HIV-1 em tratamento com associação de três antirretrovirais – tenofovir  (300mg), lamivudina (300mg) e efavirenz (600mg). As concentrações de efavirenz em DBS e em  plasma foram concordantes de acordo com a regressão Passing-Bablok e análise de Bland-Altaman. 



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  • Os progressos no desenvolvimento da terapia antirretroviral (TARV) proporcionaram a  conversão da AIDS de uma doença grave a uma infecção crônica e controlável. Este cenário de  mudanças clínicas e epidemiológicas impõe novos desafios aos profissionais no cuidado de  pacientes vivendo com HIV/AIDS. Dentro dessa realidade, a monitorização terapêutica de  fármacos (MTF) surge como uma forma de otimizar os resultados da terapia através da  individualização de dose, resultando em maior eficácia e menor toxicidade do tratamento. A  combinação de aspectos intrínsecos à TARV e a presença de uma variabilidade interindividual  dá suporte à aplicação da MTF, sendo especialmente benéfica no tratamento de gestantes em  decorrência das alterações fisiológicas características da gestação. A técnica de amostragem  por Dried Blood Spot (DBS) oferece várias vantagens sobre as técnicas tradicionais de coleta  de sangue, dentre elas, maior conveniência, volumes menores de amostra, reduzido risco de  infecção e melhoria da estabilidade da amostra. Diante disso, este trabalho objetivou desenvolver um método bioanalítico para quantificação simultânea de antirretrovirais por LC MS/MS e elaborar protocolo clínico de pesquisa para aplicação da MTF em gestantes vivendo  com HIV atendidas em instituições de referência na cidade do Recife-PE. Para isso, foram  realizados diversos testes para o desenvolvimento do método utilizando variações nos  parâmetros de coluna cromatográfica, fase móvel, tipo de eluição, fluxo, solução de lavagem  do injetor e volume de injeção, objetivando a melhor sensibilidade e seletividade para os  analitos. Foram conduzidos os ensaios preliminares de validação de seletividade, efeito matriz,  efeito residual, detecção cruzada, linearidade, precisão e exatidão de acordo com o guia de  validação de métodos bioanalíticos do FDA (20118) e RDC 27/2012 da ANVISA. O protocolo  clínico foi elaborado de acordo com os objetivos da pesquisa e em consonância com os aspectos  éticos constantes na Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, sendo submetido à  aprovação ética nos comitês responsáveis. O método bioanalítico desenvolvido apresentou boa  simetria de picos cromatográficos, tempo de análise de 6 min, utilizando uma coluna C18 de  150x4,6mm e tamanho de partícula de 5µm, agua e metanol como fase móvel, ambos  adicionados de 0,1% de ácido fórmico, eluidos em modo de gradiente a um fluxo de 1mL/min,  e utilizando um volume de injeção de amostra de 7µL. Nos ensaios preliminares de validação,  o método mostrou seletividade e sensibilidade para os analitos (exceto para o raltegravir),  ausência de interferências da matriz biológica, de efeitos de efeito residual e detecção cruzada.  O método apresentou ainda bons resultados de linearidade e precisão, e potencial para obtenção  da exatidão requerida através da realização de testes posteriores. O procedimento de extração  com metanol seguido da agitação por 30 minutos mostrou adequada recuperação e eficiência  para atazanavir, ritonavir e efavirenz, apresentando valores reprodutíveis e superiores a 70%  nos dois parâmetros para todos os fármacos. O protocolo clínico de pesquisa foi elaborado e  aprovado junto aos CEPs e às instituições coparticipantes envolvidas.


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  • TAYSA RENATA RIBEIRO TIMOTEO
  • Desenvolvimento de Forma Farmacêutica Semissólida Baseada em Novos Compostos de Gálio Como Alternativa de um Novo Cicatrizante

  • Orientador : PEDRO JOSE ROLIM NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BEATE SAEGESSER SANTOS
  • DANILO AUGUSTO FERREIRA FONTES
  • PAULO CESAR DANTAS DA SILVA
  • PEDRO JOSE ROLIM NETO
  • SALVANA PRISCYLLA MANSO COSTA
  • Data: 14/03/2022

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  • O tratamento de infecções que acometem a pele geralmente é realizado com medicamentos antimicrobianos. A prescrição inapropriada e uso irracional desses medicamentos, podem desenvolver resistência bacteriana. Estudos relatam a necessidade de captação do elemento Ferro (Fe3+) para a sobrevivência das bactérias. Dessa forma, como o gálio (Ga3+) apresenta mimetismo com o Fe3+, o Ga3+ apresenta a capacidade de perturbar os processos biológicos das bactérias, reduzindo a chance de desenvolver resistência, além de apresentar atividade anti-inflamatória. Este trabalho teve como objetivo o desenvolvimento e caracterização de nanoestruturas organometálicas, visando desenvolver pomada cicatrizante. As nanoestruturas de gálio foram produzidas através da técnica de MOCVD e CVD, utilizando como precursor o Trietilgálio (TEGa). As amostras foram caracterizadas por difração de raio X (DRX), termogravimetria (TG), tamanho de partícula por granulometria à laser, microscopia eletrônica de varredura (MEV), espectroscopia por energia Dispersiva (EDS), espectroscopia Raman, espectroscopia de absorção no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) com KBr. O teor de gálio foi determinado pela técnica de Espectrometria de absorção atômica por chama e Fluorescência de Raios-X por Energia Dispersiva (EDXRF). Ensaio de solubilidade foi realizado pelo método “shake-flask”, com o desenvolvimento de sistemas e misturas físicas (MF) entre nanoestrutura de gálio e excipientes inteligentes como Hidróxidos Duplos Lamelares (HDL) e Metal Organic Framework (MOF). Através dos resultados obtidos com as técnicas de caracterização, foi identificado a formação de nanoestruturas, estabilidade térmica, alto teor de gálio e incremento de solubilidade com HDL. A formulação da pomada que se apresentou melhor aspecto sensorial e visual foi desenvolvida com 30% de lanolina, 0,02% de BHT e Vaselina líquida. Diante dos resultados obtidos, o desenvolvimento de pomada a base de nanoestruturas de gálio apresenta-se bastante promissor como alternativa antimicrobiana para o tratamento de infecções tópicas.

     



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  • Diversos estudos relatam propriedades farmacológicas do gálio, destacando-se  potencialmente como agente antitumoral, anti-inflamatório e antimicrobiano. O gálio (III)  apresenta mimetização com o ferro (III) em relação a carga / raio, permitindo interagir  com processos celulares e proteínas importante do metabolismo do ferro. O  desenvolvimento de formas farmacêuticas com nanoestruturas de gálio surge como uma  alternativa para superar problemas farmacocinéticos. A síntese e caracterização de três  nanoestruturas de gálio, com diferentes níveis de oxidação, cristalinidade / amorfização  são relatados neste trabalho. As nanoestruturas de gálio foram produzidas através técnica de Deposição Química na fase Vapor de Organometálico, utilizando como precursor o Trietilgálio (TEGa). As amostras foram caracterizadas por difração de raio X (DRX),  termogravimetria (TG), tamanho de partícula por granulometria à laser, microscopia  eletrônica de varredura (MEV), Espectroscopia por Energia Dispersiva (EDS),  espectroscopia Raman e espectroscopia de absorção no infravermelho com transformada  de Fourier (FTIR) com KBr. A amostra obtida do filtro do equipamento MOCVD  (GaMOCVD-F) apresentou-se amorfa e com menor tamanho de partícula (162 nm - 9,67  µm) e a citotoxicidade foi avaliada através de teste de viabilidade celular através do  método MTT. Levando em consideração que materiais amorfos apresentam  características mais lábeis que os cristalinos, GaMOCVD-F se destaca como a melhor  opção para obter maior biodisponibilidade, e, portanto, a mais adequada para uso em  formas farmacêuticas. 

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  • LUCAS JOSE DE ALENCAR DANDA
  • DISPERSÕES SÓLIDAS AMORFAS DO HIDROGEL INSOLÚVEL DE HIDROXIPROPILCELULOSE PARA INCREMENTO DA SOLUBILIDADE CINÉTICA DE FÁRMACOS POUCO SOLÚVEIS EM ÁGUA

  • Orientador : MONICA FELTS DE LA ROCA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANA RAFFIN POHLMANN
  • THIAGO CAON
  • DANILO CESAR GALINDO BEDOR
  • MARCILIO SERGIO SOARES DA CUNHA F
  • MONICA FELTS DE LA ROCA SOARES
  • Data: 08/04/2022

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  • O objetivo deste estudo foi de explorar o potencial da hidroxipropilcelulose de baixa substituição  (L-HPC), um polímero hidrogel insolúvel em água, como carreador de dispersões sólidas amorfas  (DSAs) carregadas com indometacina (IND) ou posaconazol (PCZ) como fármacos modelo. Dois  graus de L-HPC (LH-31 e LH-32) foram selecionados com base em diferentes graus de  substituições e extensões de inchaço em água. Sistemas com ~10% de fármaco foram obtidos pelo  processo de inchaço/sorção, e foram caracterizados por calorimetria diferencial exploratória e  difração de raios-X em pó. Os teores de água em equilíbrio de L-HPC e sistemas foram determinados através de um processo de perda por dessecação. Perfis de solubilidade cinética  foram construídos através de dissoluções non-sink dos sistemas com várias doses (25, 20, 10, 5 e  2,5 mg de IND ou 50, 40, 20, 10 e 5 mg de PCZ) em tamanho de partículas fixo (<75 μm),  refletindo a mesma condição de supersaturação para ambos os fármacos. Dois tamanhos de  partículas adicionais (150-300 e 300-500 μm) foram testados com doses equivalentes a 5 e 4 mg  de IND ou 10 mg de PCZ. Infusões de IND foram realizadas para comparar o perfil de  recristalização de IND liberada de L-HPC (LH-31) e IND livre, utilizando uma bomba de infusão  acoplada ao aparelho de dissolução. Modelagens matemáticas com taxas de geração de  supersaturação constantes foram realizadas para obter a evolução temporal da supersaturação de  IND para fins comparativos. L-HPC demonstrou uma alta extensão de inchaço, com 84,3 ± 0,42%  e 79,5 ± 0,39% de teor de água em equilíbrio, o que se traduz em 5,47 ± 0,14 e 3,93 ± 0,05 g água/g-polímero para LH-31 e LH-32, respectivamente. Os perfis de solubilidade cinética foram  profundamente influenciados pela explosão inicial na concentração de IND ou PCZ, e quase 100%  de liberação foi alcançada na dose de 5 e 4 mg de IND. Não houve diferença apreciável entre as  maiores doses de IND (25, 20 e 10 mg), enquanto as de PCZ responderam diferencialmente às  doses maiores (50, 40 e 20 mg) com ambos os polímeros. As DSAs de PCZ produziram perfis de  solubilidade cinética distintos entre LH-31 e LH-32, onde o grau de substituição mais elevado foi  seguido por maior área sob a curva (LH-31>LH-32). O mesmo não aconteceu com DSAs de IND,  apesar de demonstrarem aumento diferencial nos tamanhos das partículas após hidratação (LH 31>LH-32). Os tamanhos de partículas maiores tiveram menor ASC devido a menor área  superficial para difusão de IND ou PCZ, mas esta importância diminuiu com uma dose/índice de  supersaturação menor. Os experimentos de infusão de IND revelaram um perfil de supersaturação sustentado de IND liberada de L-HPC, quando comparados à recristalização de IND injetada,  sendo acompanhados pelos resultados de modelagem nas mesmas condições. Uma  descontinuidade progressiva da geração de supersaturação, associada a um mecanismo de feedback regulado por difusão, é proposta para explicar o perfil de supersaturação sustentada de IND  liberada de L-HPC. A viabilidade do L-HPC como um carreador promissor para tecnologia de  DSAs foi acessada, onde sua alta extensão de inchaço mostrou-se uma alternativa potencial aos  polímeros solúveis de liberação imediata.


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  • O objetivo deste estudo foi de explorar o potencial da hidroxipropilcelulose de baixa substituição  (L-HPC), um polímero hidrogel insolúvel em água, como carreador de dispersões sólidas amorfas  (DSAs) carregadas com indometacina (IND) ou posaconazol (PCZ) como fármacos modelo. Dois  graus de L-HPC (LH-31 e LH-32) foram selecionados com base em diferentes graus de  substituições e extensões de inchaço em água. Sistemas com ~10% de fármaco foram obtidos pelo  processo de inchaço/sorção, e foram caracterizados por calorimetria diferencial exploratória e  difração de raios-X em pó. Os teores de água em equilíbrio de L-HPC e sistemas foram determinados através de um processo de perda por dessecação. Perfis de solubilidade cinética  foram construídos através de dissoluções non-sink dos sistemas com várias doses (25, 20, 10, 5 e  2,5 mg de IND ou 50, 40, 20, 10 e 5 mg de PCZ) em tamanho de partículas fixo (<75 μm),  refletindo a mesma condição de supersaturação para ambos os fármacos. Dois tamanhos de  partículas adicionais (150-300 e 300-500 μm) foram testados com doses equivalentes a 5 e 4 mg  de IND ou 10 mg de PCZ. Infusões de IND foram realizadas para comparar o perfil de  recristalização de IND liberada de L-HPC (LH-31) e IND livre, utilizando uma bomba de infusão  acoplada ao aparelho de dissolução. Modelagens matemáticas com taxas de geração de  supersaturação constantes foram realizadas para obter a evolução temporal da supersaturação de  IND para fins comparativos. L-HPC demonstrou uma alta extensão de inchaço, com 84,3 ± 0,42%  e 79,5 ± 0,39% de teor de água em equilíbrio, o que se traduz em 5,47 ± 0,14 e 3,93 ± 0,05 g água/g-polímero para LH-31 e LH-32, respectivamente. Os perfis de solubilidade cinética foram  profundamente influenciados pela explosão inicial na concentração de IND ou PCZ, e quase 100%  de liberação foi alcançada na dose de 5 e 4 mg de IND. Não houve diferença apreciável entre as  maiores doses de IND (25, 20 e 10 mg), enquanto as de PCZ responderam diferencialmente às  doses maiores (50, 40 e 20 mg) com ambos os polímeros. As DSAs de PCZ produziram perfis de  solubilidade cinética distintos entre LH-31 e LH-32, onde o grau de substituição mais elevado foi  seguido por maior área sob a curva (LH-31>LH-32). O mesmo não aconteceu com DSAs de IND,  apesar de demonstrarem aumento diferencial nos tamanhos das partículas após hidratação (LH 31>LH-32). Os tamanhos de partículas maiores tiveram menor ASC devido a menor área  superficial para difusão de IND ou PCZ, mas esta importância diminuiu com uma dose/índice de  supersaturação menor. Os experimentos de infusão de IND revelaram um perfil de supersaturação sustentado de IND liberada de L-HPC, quando comparados à recristalização de IND injetada,  sendo acompanhados pelos resultados de modelagem nas mesmas condições. Uma  descontinuidade progressiva da geração de supersaturação, associada a um mecanismo de feedback regulado por difusão, é proposta para explicar o perfil de supersaturação sustentada de IND  liberada de L-HPC. A viabilidade do L-HPC como um carreador promissor para tecnologia de  DSAs foi acessada, onde sua alta extensão de inchaço mostrou-se uma alternativa potencial aos  polímeros solúveis de liberação imediata.

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  • JULIANA KISHISHITA
  • Desenvolvimento e avaliação do desempenho de formulações ungueais à base de ciclopirox olamina


  • Orientador : LEILA BASTOS LEAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA AMELIA MOREIRA LIRA
  • DANIELLE CRISTINE ALMEIDA SILVA DE SANTANA
  • DAVI PEREIRA DE SANTANA
  • GIOVANA DAMASCENO SOUSA
  • LEILA BASTOS LEAL
  • Data: 06/05/2022

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  • O ciclopirox esmalte 8% foi o primeiro medicamento aprovado pelo FDA para o  tratamento tópico de onicomicose. Mesmo após o desenvolvimento de outros  medicamentos, incluindo terbinafina, amorolfina, tavaborol, efinaconazol, o tratamento  da onicomicose continua sendo um desafio, estimulando os pesquisadores a desenvolver  medicamentos tópicos mais eficientes. Uma limitação em alguns produtos tópicos decorre  de sua formulação, pois muitas vezes os ativos são incorporados a uma mistura de  solventes orgânicos e polímeros que formam um filme hidrofóbico após a evaporação do  solvente, e no qual os fármacos acabam cristalizando. Com base nisso, este trabalho teve  como objetivo desenvolver formulações de base aquosa, simples e de baixo custo,  incluindo promotores de permeação, nos quais o fármaco permaneça solubilizado e,  assim, disponibilize o antifúngico de forma eficaz. A relevância da microporação ungueal  como auxiliar na permeação também foi investigada. Uma série de formulações contendo  8 ou 16% de ciclopirox olamina (CPO) foram desenvolvidas e estas apresentaram melhor  desempenho em testes de permeação in vitro realizados com amostras de unhas humanas  do que o esmalte comercial brasileiro (Micolamina®️). Além disso, a microporação com  o dispositivo de poração de pele (Hydra.needle®️), mostrou ser uma abordagem simples  que melhorou a permeação do fármaco. Evidências adicionais foram derivadas de testes  comparativos de ensaios microbiológicos in vitro realizados com as formulações  desenvolvidas e a Micolamina®️. Os resultados positivos sugerem que mais estudos  devem ser realizados com as melhores formulações aqui desenvolvidos e que um  dispositivo específico de poração da unha deve ser projetado.


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  • A Onicomicose (ONC) é uma infecção fúngica crônica da unha, com prevalência global  estimada em 5,5% no ano de 2017 e considerada uma entre as 5 principais doenças de pele por  custo médico direto em 2004. Os efeitos desta infecção, quando não tratada, podem incluir dor,  infecções bacterianas secundárias, incapacidade de usar sapatos, baixa autoestima e  constrangimento emocional devido à desfiguração das unhas afetadas. A unha é a barreira mais  resistente da estrutura ungueal para a penetração de fármacos, devido a sua composição e a  presença de muitas pontes dissulfeto que interligam as fibras de queratina. Isto está, portanto,  diretamente relacionado a baixa eficácia do tratamento após o uso de antifúngicos (AFs)  tópicos. Diante disto, os AFs orais são ainda, amplamente utilizados. Estes, por sua vez, causam  diversos efeitos colaterais, e riscos significativos quanto às interações medicamentosas. O  Ciclopirox (CPO), primeiro fármaco disponível no mercado internacional e brasileiro, para  tratamento tópico da ONC na forma de esmalte 8%, apresenta amplo espectro de ação, sendo  um agente fungicida e fungistático. Estes esmaltes medicamentos apresentam grandes  limitações e, apesar de facilmente aplicados, como são baseados no uso de solventes orgânicos  que evaporam, deixam na placa ungueal o fármaco cristalizado que é incapaz de particionar ou  difundir para o leito ungueal, diminuindo assim a eficácia do produto. Diante disto, o objetivo  do trabalho foi desenvolver e avaliar o desempenho de formulações ungueais simples, de baixo  custo e mais eficazes que aquelas disponíveis comercialmente contendo ciclopirox olamina para  tratamento de onicomicoses. Para tanto, a solubilidade do CPO foi investigada em diferentes  solventes e 11 formulações gelificadas contendo 8 e 16% de ativo foram desenvolvidas. Foram  realizadas avaliações de liberação (IVRT) em 3 diferentes tipos de membranas artificiais e  permeação ungueal (IVPT) mediante recortes de unhas humanas, obtidas de voluntários  saudáveis, após consentimento informado. Para tanto, foram utilizadas células verticais de  difusão de Franz com e sem adaptadores de unha PermeGear. No IVPT foram realizados dois  conjuntos de testes. No primeiro foi feito lixamento da unha no lado dorsal como pré tratamento, e 10 µL de formulação foram aplicados todos os dias nas unhas após o procedimento  de limpeza. No segundo conjunto de testes, o lixamento foi associado a microporação utilizando  Hydra.needle® e aplicação de 50µL uma única vez, no primeiro dia do ensaio. Ambos os  estudos tiveram duração de 14 dias, seguido da quantificação do fármaco no líquido receptor e  recuperação do ativo na unha. O CPO apresentou alta solubilidade nas misturas de solventes  quando comparados a estes isoladamente; a quantidade cumulativa liberada de CPO através das  membranas hidrofílica e de silicone foi significativamente diferente entre a Micolamina® e  ambas as formulações geleificadas. No IVPT, primeiro conjunto de teste, mesmo não havendo  passagem do CPO através da lâmina ungueal, as formulações GH1 e GH2 apresentaram  retenção significativamente diferente e maior que a Micolamina®. No segundo conjunto, todas  as formulações, exceto GH1, apresentaram retenção de CPO significativamente maior que a  Micolamina®. Neste último estudo, a passagem do fármaco através da unha, deixou clara a  importância da microporação enquanto um procedimento auxiliar na permeação do CPO,  seguro e passível de padronização. A retenção ungueal das diferentes formulações GH2, GH3  e GH6 (16% de CPO), foram em torno de 1,4 ou 4 vezes maior quando comparadas com a  retenção da GH1 e da Micolamina® respectivamente. Nos resultados aqui apresentado não  foram produzidos, ainda, dados suficientes para avaliar o impacto na quantidade permeada de  CPO quando do uso de formulações contendo 16% de fármaco.

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  • RAYANE SIQUEIRA DE SOUSA
  • AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTIOXIDANTE, ANTIBACTERIANA E GASTROPROTETORA DAS FOLHAS DE Stemodia maritima L.


  • Orientador : TERESINHA GONCALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • TERESINHA GONCALVES DA SILVA
  • ALMIR GONCALVES WANDERLEY
  • CYNTHIA LAYSE FERREIRA DE ALMEIDA
  • DANIEL DIAS RUFINO ARCANJO
  • IRWIN ROSE ALENCAR DE MENEZES
  • Data: 26/05/2022

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  • Stemodia maritima L. é um arbusto encontrado por toda América do Sul e em ilhas do Caribe, onde é usada popularmente para tratar doenças sexualmente transmissíveis e edemas. No nordeste do Brasil é conhecida como “mastruz-bravo ou melosa”. Estudos revelam a presença de flavonoides, esteroides e diterpenos, em suas folhas e raízes. Esses compostos secundários tem um papel importante em diversas atividades biológicas, com isso, esse trabalho teve como objetivo, avaliar a atividade antioxidante, antibacteriana, e citotoxicidade dos extratos das folhas de S. maritima, assim como sua toxicidade aguda e seu efeito gastroprotetor. Os extratos hexânico (EHSm), acetato de etila (EASm) e etanólico (EESm), foram obtidos por maceração e submetidos a caracterização fitoquímica. Na análise por cromatografia em camada delgada, foi observado a presença de flavonoides, triterpenos e esteroides, saponinas, proantocianidinas e leucoantocianidinas, mono e sesquiterpenos. Os extratos demonstraram relevante atividade antioxidante in vitro, principalmente o EESm, nos métodos de DPPH, ABTS, FRAP e AAT. Na avaliação da atividade antibacteriana por microdiluição em caldo, os extratos foram mais eficazes contra Micrococcus luteus e Bacillus subtilis. E na atividade anti-Helicobacter pylori, os EHSm e EASm apresentaram CMI de 256 μg/mL e o EESm de 512 μg/mL, apresentando atividade moderada. Na atividade citotóxica, avaliada frente à linhagem de células L929, o tratamento de 72h com os extratos, manteve a viabilidade celular, e com a administração aguda (v.o.) de 2.000 mg/kg dos extratos em camundongos, não foram observados sinais de toxicidade. O pré-tratamento com EHSm, EASm e EESm, nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg, reduziu de forma significativa o índice de lesão ulcerativa no modelo de indução por etanol absoluto; a redução respectiva a cada dose dos extratos foi: EHSm (79, 85 e 91 %), EASm (81, 85 e 86 %) e EESm (85, 90 e 93 %) quando comparado ao controle lesionado. No modelo de indução por anti-inflamatório não esteroide, os animais pré-tratados com EESm (25, 50 e 100 mg/Kg) apresentaram redução da área de lesão ulcerativa (ALU) em 62, 73 e 90%, respectivamente, quando comparados ao controle lesionado. Os extratos ainda foram capazes de aumentar as concentrações de NO e GSH nos tecido das mucosas e reduzir os níveis de MPO e MDA em relação ao grupo controle lesionado. A investigação da participação do NO, como mecanismo gastroprotetor de EESm, foi comprovada através da inibição da enzima NO sintase. Estes dados indicam que os extratos de S. maritima apresentam atividade antioxidante e antibacteriana, possuem baixa toxicidade, e preservam a mucosa contra danos lesivos, elucidando o seu efeito gastroprotetor, com possíveis mecanismos associados ao óxido nítrico.



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  • Stemodia maritima L. é um arbusto encontrado por toda América do Sul e em ilhas do Caribe, onde é usada popularmente para tratar doenças venéreas e edemas. No nordeste do Brasil é conhecida como “mastruz-bravo ou melosa”. Estudos revelam a presença de flavonoides, esteróides e diterpenos em suas folhas e raízes, esses compostos secundários tem um papel importante em atividades biológicas, assim, esse trabalho tem como objetivo principal, a análise da atividade gastroprotetora. Os extratos hexânico (EHSm), acetato de etila (EASm) e etanólico (EESm) das folhas de S. maritima, foram obtidos por maceração exaustiva e submetidos as atividades de caracterização fitoquímica, antioxidante, antibacteriana, citotóxica, toxicologia aguda (OECD 423), e gastroproteção. Na análise fitoquímica por cromatografia em camada delgada, foi observado a presença de flavonoides, triterpenos e esteroides, saponinas, proantocianidinas e leucoantocianidinas, mono e sesquiterpenos. Na cromatografia em camada gasosa acoplada a espectrometria de massas, foram encontrados majoritariamente, o ácido linoleico no EHSm, e o ácido secoandrostanóico no EASm. Os extratos demonstraram relevante atividade antioxidante in vitro, principalmente o EESm, nos métodos de DPPH, ABTS, FRAP e AAT. Na avaliação da atividade antibacteriana por microdiluição em caldo, os extratos foram mais eficazes contra Micrococcus luteus e Bacillus subtilis. Na atividade citotóxica, avaliada através da linhagem de células L929, o tratamento de 72h com os extratos manteve a viabilidade celular e a administração aguda (v.o.) de 2.000 mg/kg dos extratos em camundongos, não causou alterações comportamentais, bioquímicas e hematológicas, nem alterações na massa corporal e nos consumos de água e ração. O pré-tratamento com EHSm, EASm e EESm nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg, reduziu de forma significativa o índice de lesão ulcerativa no modelo de indução por etanol absoluto, a redução respectiva a cada dose dos extratos foi: EHSm (79, 85 e 91 %), EASm (81, 85 e 86 %) e EESm (85, 90 e 93 %) quando comparado ao controle lesionado. No modelo de indução por anti-inflamatórios não esteroidais, os animais pré-tratados com EESm (25, 50 e 100 mg/Kg) reduziram a área de lesão ulcerativa (ALU) em 62, 73 e 90%, respectivamente, quando comparados ao controle lesionado. Os extratos ainda foram capazes de aumentar as concentrações de NO e GSH no tecido de mucosa gástrica e reduzir os níveis de MPO e MDA em relação ao grupo controle lesionado. Estes dados indicam que os extratos de S. maritima preservam a mucosa contra danos lesivos e elucidam seu efeito gastroprotetor, com possíveis mecanismos associados ao óxido nítrico e sistemas antioxidantes relacionados à inibição do estresse oxidativo.

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  • THAÍSA CARDOSO DE OLIVEIRA
  • APLICAÇÃO DE BIOPOLIMERO MODIFICADO DE GOMA DO ANGICO EM SISTEMAS DE LIBERAÇÃO: UMA ABORDAGEM UTILIZANDO MICROAGULHAS


  • Orientador : JOSE LAMARTINE SOARES SOBRINHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SOFIA COSTA LIMA
  • DURCILENE ALVES DA SILVA
  • EDSON CAVALCANTI DA SILVA FILHO
  • JOSE LAMARTINE SOARES SOBRINHO
  • LEILA BASTOS LEAL
  • Data: 03/06/2022

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  • Nanopartículas são uma forma promissora para o desenvolvimento de sistemas de liberação aplicáveis ao tratamento do HIV. Dentre os diversos materiais efetivos para a produção de nanopartículas encontra-se em expansão o uso de polissacarídeos que podem ser modificados e utilizados para aplicação em sistemas de liberação de fármacos. A goma do angico (AG), um polissacarídeo proveniente da exsudação da espécie Anadenanthera colubrina var. cebil é um exemplo desse tipo. Este trabalho teve como objetivo desenvolver a modificação de ftalação de AG e avaliar o potencial de aplicação desse material do desenvolvimento de nanopartículas poliméricas. A reação de ftalação foi confirmada e a goma do angico ftalada (PAG) foi utilizada para produção de nanopartículas. Para entender a influência de vários fatores, o planejamento de experimentos Plackett-Burman foi usado na produção de nanopartículas, as quais foram otimizadas usando parâmetros de desejabilidade. A formulação de nanopartículas de PAG carregadas com NVP apresentou parâmetros de tamanho (202,1 nm ) índice de polidispersão (PDI) (0,23), potencial zeta (-17,1 mV) e eficiência de encapsulamento (69,8%) dentro dos valores desejados, e promoveu liberação modificada do fármaco em comparação ao fármaco sozinho. Em um estudo seguinte, a formulação de nanopartículas em suspensão (NPns) ou liofilizadas (NPfd) foi incorporada em hidrogel de CH:PVP para a produção de microagulhas (M-NPns e M-NPfd). As microagulhas apresentaram tamanho aproximado de 750 μm e base piramidal. Análises de microscopia eletrônica de varredura evidenciaram agulhas retas e pontiagudas. A formulação selecionada foi avaliada quanto a propriedades mecânicas, características físico-químicas, capacidade de permeação do fármaco, além de do estudo de viabilidade celular. Foi observado que tanto M-NPNs e M-NPfd proporcionaram significativa permeação do fármaco durante 72 h de ensaio. Além disso, os ensaios histológicos em pele de porco evidenciaram que a microagulha foi capaz de promover microrupturas. Portanto, o este trabalho evidencia que a PAG se mostrou como um biopolímero promissor e versátil para sistemas de liberação de fármacos, podendo ser aplicado inclusive para sistemas de liberação transdérmicos. 



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  • Nanopartículas são uma forma promissora para o desenvolvimento de sistemas de liberação  aplicáveis ao tratamento do HIV pediátrico. Dentre os diversos materiais efetivos para a  produção de nanopartículas encontra-se em expansão o uso de polissacarídeos que podem ser modificados e utilizados para aplicação em sistemas de liberação de fármacos. A goma do  angico (GA), um polissacarídeo proveniente da exsudação da espécie Anadenanthera colubrina  var. cebil é um exemplo desse tipo. Este trabalho teve como objetivo desenvolver a modificação  de ftalação da goma do angico e avaliar o desenvolvimento de nanopartículas poliméricas  utilizando-se os fármacos zidovudina e lamivudina em conjunto, a fim de promover a coencapsulação destes fármacos utilizados na terapia antiretroviral pediátrica (ARV). Para  modificação da GA foram obtidos dois polímeros modificados cuja diferença entre eles é o  tempo de reação 10 e 20 minutos, GAF10 e GAF20, respectivamente. A ftalação foi confirmada por análises de RMN 13C, 1H, IV e análise elementar. O teste de solubilidade indicou que  GAF20 apresentou maior caráter hidrofóbico, sendo este o critério de escolha para a goma a ser  utilizada para o desenvolvimento das nanopartículas poliméricas. Utilizando planejamento de  experimentos do tipo Plackett-Burman, foram produzidas 12 nanopartículas variando-se os  fatores: volume de fase aquosa, volume de fase orgânica, quantidade de polímero e quantidade  de fármaco. Foi verificado os parâmetros críticos que mais influenciam nas respostas Potencial  Zeta, PDI e tamanho médio das nanopartículas. Diante de todos os fatores analisados, o PDI  não apresentou diferenças significativas e foi comprovado estatisticamente que uma menor  quantidade de polímero promoveu diminuição da carga de superfície das nanopartículas. Além  disso, a modificação simultânea do volume de fase aquosa e volume de fase orgânica para os  menores níveis alterou de forma significativa o tamanho das partículas para acima de 250 nm.  Este biopolímero modificado demonstrou-se aplicável para o desenvolvimento de  nanopartículas para co-encapsulação dos fármacos antirretrovirais lamivudina e zidovudina.

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  • FELIPE NEVES COUTINHO
  • SÍNTESE E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTICÂNCER E ANTIPARASITÁRIAS DE NOVOS DERIVADOS HÍBRIDOS ISOXAZOLINA AZA-BICÍCLICA/TIAZOL E DERIVADOS DI-FENIL ISOXAZÓIS


  • Orientador : TERESINHA GONCALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA DA CONCEIÇÃO FERREIRA DE OLIVEIRA
  • ALEXANDRA DASSONVILLE-KLIMPT
  • CHRISTIAN CAVÉ
  • RONALDO NASCIMENTO DE OLIVEIRA
  • TERESINHA GONCALVES DA SILVA
  • Data: 27/06/2022

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  • Os isoxazóis e derivados são heterocíclicos de grande relevância na química medicinal, por apresentarem atividades como anti-inflamatória, anticâncer e antiparasitária, além de estarem presentes em fármacos comerciais. Outro heterociclo de grande interesse é o tiazol, o qual tem demonstrado importantes atividades anticâncer e leishmanicida, sendo estas atividades potencializadas por grupamentos hidrazonas e hidrazidas gerados na formação do tiazol. Em nosso Grupo de Pesquisa (LASOF), o núcleo 2-isoxazolina aza-bicíclica foi desenvolvido tendo sido aplicado na obtenção de vários derivados, dentre os quais a 2-isoxazolina/hidrazona tem apresentado promissora atividade antichagásica. Dentro da cooperação CAPES/COFECUB, o grupo de pesquisa IICiMed – IRS2, da Universidade de Nantes, possui grande expertise na síntese de compostos heterocíclicos inibidores da enzima LmCK1, um excelente alvo na pesquisa da atividade leishmanicida. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi a síntese, elucidação e avaliação das atividades anticâncer e antiparasitária dos novos híbridos 2-isoxazolina-aza-bicíclo/tiazol e o dos novos compostos heterocíclos diaril-isoxazóis. A metodologia de síntese aplicada para a obtenção dos híbridos foi a cicloadição 1,3 dipolar entre óxidos de nitrila CEFNO (dipolo) com distintas enamidas endocíclicas (dipolarófilo) e posterior ciclização de tiossemicarbazonas para formação do núcleo tiazol. Para a formação do núcleo diaril-isoxazol, foi realizada a cicloadição 1,3-dipolar do CEFNO com acetilenos, assim como a ciclização de β-ceto-enol com hidróxido de amônio, sendo esta a que possibilitou a formação do composto final, com modificações no éster em C3 para a obtenção de derivados aminados. Portanto, duas séries distintas foram sintetizadas neste trabalho, novos híbridos 2-isoxazolina-aza-biciclo/tiazol e os novos compostos heterocíclicos diaril-isoxazol foram sintetizados e elucidados por espectroscopia (RMN 1H e 13C, FT-IR e massas) e seus características físico-químicas foram determinadas. Na avaliação da atividade anticancerígena, dois compostos se destacaram contra as células NCI-H292 e Jukart com IC50 próximo à doxorrubicina. Atividade leishmanicida foi alcançada contra L. amazonensis e L. infantum, demonstrando um composto com SI superior à miltefosina, contra a forma promastigota de L. amazonensis. Anti-T. cruzi foi mais promissor, onde a maioria dos compostos apresentou excelente atividade com recomendação para avaliação in vivo dos 4 compostos testados.


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  • Os isoxazóis e derivados são heterocíclicos de grande relevância na química medicinal, por apresentarem atividades como anti-inflamatória, anticâncer e antiparasitária, além de estarem presentes em fármacos comerciais. Outro heterociclo de grande interesse é o tiazol, o qual tem demonstrado importantes atividades anticâncer e leishmanicida, sendo estas atividades potencializadas por grupamentos hidrazonas e hidrazidas gerados na formação do tiazol. Em nosso Grupo de Pesquisa (LASOF), o núcleo 2-isoxazolina aza-bicíclica foi desenvolvido tendo sido aplicado na obtenção de vários derivados, dentre os quais a 2-isoxazolina/hidrazona tem apresentado promissora atividade antichagásica. Dentro da cooperação CAPES/COFECUB, o grupo de pesquisa IICiMed – IRS2, da Universidade de Nantes, possui grande expertise na síntese de compostos heterocíclicos inibidores da enzima LmCK1, um excelente alvo na pesquisa da atividade leishmanicida. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi a síntese, elucidação e avaliação das atividades anticâncer e antiparasitária dos novos híbridos 2-isoxazolina-aza-bicíclo/tiazol e o dos novos compostos heterocíclos diaril-isoxazóis. A metodologia de síntese aplicada para a obtenção dos híbridos foi a cicloadição 1,3 dipolar entre óxidos de nitrila CEFNO (dipolo) com distintas enamidas endocíclicas (dipolarófilo) e posterior ciclização de tiossemicarbazonas para formação do núcleo tiazol. Para a formação do núcleo diaril-isoxazol, foi realizada a cicloadição 1,3-dipolar do CEFNO com acetilenos, assim como a ciclização de β-ceto-enol com hidróxido de amônio, sendo esta a que possibilitou a formação do composto final, com modificações no éster em C3 para a obtenção de derivados aminados. Portanto, duas séries distintas foram sintetizadas neste trabalho, novos híbridos 2-isoxazolina-aza-biciclo/tiazol e os novos compostos heterocíclicos diaril-isoxazol foram sintetizados e elucidados por espectroscopia (RMN 1H e 13C, FT-IR e massas) e seus características físico-químicas foram determinadas. Na avaliação da atividade anticancerígena, dois compostos se destacaram contra as células NCI-H292 e Jukart com IC50 próximo à doxorrubicina. Atividade leishmanicida foi alcançada contra L. amazonensis e L. infantum, demonstrando um composto com SI superior à miltefosina, contra a forma promastigota de L. amazonensis. Anti-T. cruzi foi mais promissor, onde a maioria dos compostos apresentou excelente atividade com recomendação para avaliação in vivo dos 4 compostos testados.

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  • JOSE WELLINTON DA SILVA
  • Atividade gastroprotetora e anti-inflamatória intestinal dos frutos de Myrciaria floribunda (H.West ex Willd.) O.Berg (Myrtaceae)

  • Orientador : RAFAEL MATOS XIMENES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • IVONE ANTONIA DE SOUZA
  • KÁTIA ALVES RIBEIRO
  • RAFAEL MATOS XIMENES
  • RENE DUARTE MARTINS
  • ROBERTA JEANE BEZERRA JORGE
  • Data: 30/06/2022

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  • A doença inflamatória intestinal (DII) é uma condição crônica, remitente e recidivante, que acomete o trato gastrointestinal e apresenta duas formas clínicas principais, a colite ulcerativa e a doença de Crohn. Juntamente com úlcera péptica, estão entre as desordens gastrointestinais mais prevalentes. As terapias para o tratamento dessas patologias nem sempre são eficazes e normalmente estão associadas a efeitos adversos. Deste modo, tem-se buscado tratamentos alternativos com especial ênfase para espécies de plantas com frutos ricos em fitoquímicos. As espécies da família Myrtaceae são caracterizadas por apresentarem frutos ricos em nutrientes, vitaminas, minerais e compostos fenólicos. Dentre elas, Myrciaria floribunda, conhecida como cambuí, é nativa do Brasil e encontrada em todo o território nacional. Seus frutos são consumidos in natura, na forma de doces e licores. Além de servir como alimento, a espécie também é utilizada na medicina popular no tratamento de inflamações e afecções do trato gastrointestinal. Com base no seu uso medicinal, este trabalho objetivou avaliar os efeitos gastroprotetor e anti-inflamatório intestinal dos frutos de cambuí. As cascas dos frutos maduros foram extraídas e no extrato (EFMf) foram identificados ácidos fenólicos, flavonoides e antocianinas. O EFMf apresentou atividade antioxidante in vitro nos modelos de fosfomolibdênio, sequestro dos radicais DPPH e redução do íon férrico. Na atividade gastroprotetora, o EFMf reduziu a área ulcerada por etanol de modo dose-dependente, chegando a 90% de inibição na dose de 100 mg/kg. Nesta dose, o EFMf também reduziu as áreas ulceradas nos modelos de etanol/HCl e anti-inflamatório não esteroide. Na avaliação do possível mecanismo de ação, foi descartada a possibilidade de ação por barreira física. e constatado o envolvimento do óxido nítrico e grupos sulfidrílicos, além da inibição da secreção gástrica. No modelo de úlcera induzida por ácido acético, o EFMf reduziu a área a úlcera em 58% aos 14 dias, melhorou a epitelização, a formação da mucosa gástrica e reduziu o infiltrado inflamatório. Quando avaliado para o tratamento da DII no modelo de colite induzido por DSS, o EFMf reduziu a perda de peso dos animais nas duas doses (50 e 100 mg/kg) e foi capaz de preservar o tamanho do cólon, inibir o surgimento de diarreia e melhorar o índice de atividade da doença (IAD) na maior dose. Nas análises bioquímicas, o EFMf reduziu a atividade da enzima mieloperoxidase e a peroxidação lipídica nas amostras de cólon. Na maior dose, o tratamento com EFMf reduziu o infiltrado inflamatório, o edema e a destruição da estrutura epitelial, com preservação de criptas e células caliciformes. Em conclusão, estes resultados evidenciam o potencial de utilização dos frutos de M. floribunda no tratamento de úlcera gástrica e da inflamação intestinal.



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  • Myrciaria floribunda (H.West ex Willd.) O.Berg (Myrtaceae) é uma espécie nativa  do Brasil e encontrada em todo o território nacional. Seus frutos são consumidos in natura ou na forma de doces e licores. Além do consumo alimentar, a espécie  é utilizada na medicina popular no tratamento de inflamações e afecções do trato  gastrointestinal. Sua composição, aliada ao uso etnofarmacológico da espécie,  aponta para uma possível eficácia no tratamento de doenças inflamatórias  intestinal. Portanto, este estudo tem por objetivo determinar a eficácia dos  extratos dos frutos de M. floribunda no tratamento da úlcera péptica e doença  inflamatória intestinal. A avaliação fitoquímica foi realizada por cromatografia de  camada delgada (CCD). O potencial antioxidante dos extratos foi avaliado pelos  métodos DPPH (2,2-difenil-1-picril-hidralazina) e ABTS (2,2-azino-bis-(3- etilbenzotiazolina)-6-sulfonato). Será também realizada a análise fitoquímica por  UPLC-qTOF-MS, bem como por CG/MS. A viabilidade celular será avaliada pelo  método MTT, a atividade anti-inflamatória in vitro será avaliada através da  determinação NO e citocinas em células estimuladas por LPS. A eficácia na  inflamação gastrointestinal de M. floribunda será avaliada através de modelos  de úlcera gástrica induzida por diferentes modelos (etanol, etanos/Hcl, AINE,  ácido acético, e teste de barreira física) e doença inflamatória intestinal induzida  por TNBS e DSS. Os extratos de M. floribunda obtidos apresentaram os  seguintes rendimentos: clorofórmio 2,05%, éter etílico 6,60%, acetona 5,17% e  metanólico 4,92%. A prospecção fitoquímica revelou a presença de triterpenos  e esteroides, mono e sesquitrepenos, taninos, flavonoides, proantocianidinas e  leucoantocianidinas. Quanto à capacidade antioxidantes dos extratos analisados  pelo método de DPPH e ABTS o extrato acetônico apresentou resultados mais  promissores com valores de CE50 de 63,84µg/ml e 631,85µg/ml,  respectivamente.  


2021
Dissertações
1
  • ANA CAROLINE COSTA XAVIER
  • Desenvolvimento de filme com ação antimicrobiana à base de  quitosana incorporado com extrato seco de Anadenanthera colubrina var. cebil (Griseb)  Altschul (Angico)

  • Orientador : ELBA LUCIA CAVALCANTI DE AMORIM
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANALUCIA GUEDES SILVEIRA CABRAL
  • ELBA LUCIA CAVALCANTI DE AMORIM
  • ROSALI MARIA FERREIRA DA SILVA
  • Data: 04/06/2021

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  • O uso tradicional das plantas com propósito medicinal está entrelaçado com questões  históricas e culturais dos povos de cada localidade. No Brasil, soma-se a isto o componente da  diversidade que vai além do fator biológico, visto que o país possui proporções continentais e  expressa uma contínua miscigenação que marca toda a sua história. A partir disto, os saberes  populares, assim como o ambiente, acabam passando por modificações e adaptações ao longo  do tempo. O aparato científico busca caminhar juntamente a esses conhecimentos,  aumentando a aplicabilidade destes recursos enquanto promove a segurança na sua utilização,  motivo pelo qual chegam ao mercado medicamentos originados de plantas, sejam  fitoterápicos, seus extratos ou até mesmo sintéticos. Dentro deste contexto, o presente estudo  objetivou investigar e agregar informações acerca do potencial medicinal de uma das espécies  vegetais mais endêmicas do ambiente da caatinga, Anadenanthera colubrina, o angico,  aplicado pelas comunidades como um potente antimicrobiano, cicatrizante e antiinflamatório,  associando-o a filme à base de quitosana, biopolímero também de origem natural, advindo  principalmente da carapaça de crustáceos, com características como biocompatibilidade,  biodegradabilidade e baixa toxicidade. Por meio da formulação, realizada através de método  de casting, foi possível elaborar um produto de fácil manuseio, com aspecto transparente e  com ação comprovada in vitro, sobre cepas padrão de um dos patógenos com maior  prevalência em infecções cutâneas, partes moles, dispositivos e próteses médicas, o  Staphylococcus aureus, que é também uma das espécies bacterianas com grande potencial de  mutação genética para o desenvolvimento resistência a múltiplas drogas. Sendo assim, espera se contribuir para a literatura não apenas identificando espécies vegetais promissoras para a  geração de novos fitofármacos, mas também levantar a possibilidade de aprimoramento de  produtos à base de quitosana que favoreçam a recuperação de pacientes portadores de feridas  crônicas e afins. 



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  • O uso tradicional das plantas com propósito medicinal está entrelaçado com questões  históricas e culturais dos povos de cada localidade. No Brasil, soma-se a isto o componente da  diversidade que vai além do fator biológico, visto que o país possui proporções continentais e  expressa uma contínua miscigenação que marca toda a sua história. A partir disto, os saberes  populares, assim como o ambiente, acabam passando por modificações e adaptações ao longo  do tempo. O aparato científico busca caminhar juntamente a esses conhecimentos,  aumentando a aplicabilidade destes recursos enquanto promove a segurança na sua utilização,  motivo pelo qual chegam ao mercado medicamentos originados de plantas, sejam  fitoterápicos, seus extratos ou até mesmo sintéticos. Dentro deste contexto, o presente estudo  objetivou investigar e agregar informações acerca do potencial medicinal de uma das espécies  vegetais mais endêmicas do ambiente da caatinga, Anadenanthera colubrina, o angico,  aplicado pelas comunidades como um potente antimicrobiano, cicatrizante e antiinflamatório,  associando-o a filme à base de quitosana, biopolímero também de origem natural, advindo  principalmente da carapaça de crustáceos, com características como biocompatibilidade,  biodegradabilidade e baixa toxicidade. Por meio da formulação, realizada através de método  de casting, foi possível elaborar um produto de fácil manuseio, com aspecto transparente e  com ação comprovada in vitro, sobre cepas padrão de um dos patógenos com maior  prevalência em infecções cutâneas, partes moles, dispositivos e próteses médicas, o  Staphylococcus aureus, que é também uma das espécies bacterianas com grande potencial de  mutação genética para o desenvolvimento resistência a múltiplas drogas. Sendo assim, espera se contribuir para a literatura não apenas identificando espécies vegetais promissoras para a  geração de novos fitofármacos, mas também levantar a possibilidade de aprimoramento de  produtos à base de quitosana que favoreçam a recuperação de pacientes portadores de feridas  crônicas e afins. 


2
  • ITALO CAIO LOURENÇO DA SILVA
  • Avaliação Fitoquímica e Antimicrobiana de Tarenaya spinosa (Jacq.) Raf. (mussambê)

  • Orientador : ELBA LUCIA CAVALCANTI DE AMORIM
  • MEMBROS DA BANCA :
  • UMBERTO PEREIRA SOUZA JÚNIOR
  • DANIELLE PATRICIA CERQUEIRA MACEDO
  • ELBA LUCIA CAVALCANTI DE AMORIM
  • Data: 28/10/2021

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  • O estudo da atividade biológica de plantas medicinais utilizadas pela população de uma  determinada região, caracterizado como etnofarmacologia, correlaciona o uso popular  com estudos farmacológicos, permitindo com isso a confirmação de seus efeitos para a  promoção de um uso mais racional e seguro dessas plantas, além de gerar informações  científicas sobre a flora de determinados biomas, como a caatinga, que é pouco  explorada neste sentido. Tarenaya spinosa (Jacq.) Raf é um exemplo de planta  medicinal do bioma caatinga, utilizada principalmente para problemas respiratórios como gripe, asma, bronquite, tosse, tuberculose, otite, pneumonia e inflmações em  geral. O presente trabalho objetivou estudar a atividade antimicrobiana e fitoquímica  desta espécie. As partes aéreas da planta foram coletadas em Malhada de Pedra, área  rural de Caruaru, Pernamabuco, pelo qual foram processadas e submetidas a maceração  com utilização de solventes com polaridade crescente (hexano, acetato de etila e  metanol), obtendo-se três extratos secos. O rendimento dos extratos foi calculado em  percentual com os valores da droga vegetal seca pulverizada e o peso dos extratos secos.  Para a atividade antimicrobiana dos extratos foi realizada as técnicas de Concentração  Inibitória Mínima (CIM), Concentração Bactericida Mínima (CBM) e Ensaio de  Permeabilidade Membranar. Já a análise fitoquímica ocorreu por Cromatografia em  Camada Delgada (CCD), Bioautografia e Doseamentos por espectrofotometria. Obteve se um rendimento de 6,87 %, 2,28 % e 10,22 % para os extratos hexânico, acetato de  etila e metanólico, respectivamente. O extrato de acetato de etila se mostrou mais  significativo que os demais nas análises biológicas, apresentando uma CIM de 250  µg/mL para S. aureus ATCC 29213, S. pyogenes UFPEDA 1031 B e 1033 B e  Acinetobacter baumannii ATCC 49606 e UFPEDA 1020 A, se mostrando  moderadamente ativo. Usando mesma CIM o extrato se mostrou bactericida no teste de  CBM, inibindo o crescimento bacteriano por retrocultivo. Não se mostrou ativo na  alteração da permeabilidade da membrana das bactérias, o que se presume sua atuação  em um outro mecanismo de ação. O extrato ativo, apresentou em sua composição  fitoquímica, a presença de triterpenos e esteroides e derivados cumarínicos. Esses matabólitos secundários se mostraram ativos com a formação de halo de inibição do  crescimento bacteriano no teste de bioautografia, corroborando com os resultados das  análises biológicas realizadas e com estudos relacionados, realizados por outros autores.  Na análise quantitativa, o extrato de acetato de etila apresentou uma concentração de  39,38±4,89 mg EC/g de derivados cumarínicos. Já o teor de triterpenos e esteroides foi  de 338,48±28,48 mg EEstg/g. Presume-se que ambos os metabólitos secundários atuam  em sinergismo para a atividade biológica, seja em um únimo mecanismo de ação,  agindo em conjunto, ou em mais de um, agindo separadamente. Os resultados  encontrados mostram que o mussambê pode atuar em bactérias responsáveis por  infecções do sistema respiratório, corroborando com seu uso popular. Porém são  necessários mais estudos da ação do mussambê em outras vertentes dos problemas  respiratórios como antinflmatório, antitussígeno, expectorante, broncodilatador, entre  outros, uma vez que os extratos possuem metabólitos secundários com essas  características farmacológicas. 


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  • O estudo da atividade biológica de plantas medicinais utilizadas pela população de uma  determinada região, caracterizado como etnofarmacologia, correlaciona o uso popular  com estudos farmacológicos, permitindo com isso a confirmação de seus efeitos para a  promoção de um uso mais racional e seguro dessas plantas, além de gerar informações  científicas sobre a flora de determinados biomas, como a caatinga, que é pouco  explorada neste sentido. Tarenaya spinosa (Jacq.) Raf é um exemplo de planta  medicinal do bioma caatinga, utilizada principalmente para problemas respiratórios como gripe, asma, bronquite, tosse, tuberculose, otite, pneumonia e inflmações em  geral. O presente trabalho objetivou estudar a atividade antimicrobiana e fitoquímica  desta espécie. As partes aéreas da planta foram coletadas em Malhada de Pedra, área  rural de Caruaru, Pernamabuco, pelo qual foram processadas e submetidas a maceração  com utilização de solventes com polaridade crescente (hexano, acetato de etila e  metanol), obtendo-se três extratos secos. O rendimento dos extratos foi calculado em  percentual com os valores da droga vegetal seca pulverizada e o peso dos extratos secos.  Para a atividade antimicrobiana dos extratos foi realizada as técnicas de Concentração  Inibitória Mínima (CIM), Concentração Bactericida Mínima (CBM) e Ensaio de  Permeabilidade Membranar. Já a análise fitoquímica ocorreu por Cromatografia em  Camada Delgada (CCD), Bioautografia e Doseamentos por espectrofotometria. Obteve se um rendimento de 6,87 %, 2,28 % e 10,22 % para os extratos hexânico, acetato de  etila e metanólico, respectivamente. O extrato de acetato de etila se mostrou mais  significativo que os demais nas análises biológicas, apresentando uma CIM de 250  µg/mL para S. aureus ATCC 29213, S. pyogenes UFPEDA 1031 B e 1033 B e  Acinetobacter baumannii ATCC 49606 e UFPEDA 1020 A, se mostrando  moderadamente ativo. Usando mesma CIM o extrato se mostrou bactericida no teste de  CBM, inibindo o crescimento bacteriano por retrocultivo. Não se mostrou ativo na  alteração da permeabilidade da membrana das bactérias, o que se presume sua atuação  em um outro mecanismo de ação. O extrato ativo, apresentou em sua composição  fitoquímica, a presença de triterpenos e esteroides e derivados cumarínicos. Esses matabólitos secundários se mostraram ativos com a formação de halo de inibição do  crescimento bacteriano no teste de bioautografia, corroborando com os resultados das  análises biológicas realizadas e com estudos relacionados, realizados por outros autores.  Na análise quantitativa, o extrato de acetato de etila apresentou uma concentração de  39,38±4,89 mg EC/g de derivados cumarínicos. Já o teor de triterpenos e esteroides foi  de 338,48±28,48 mg EEstg/g. Presume-se que ambos os metabólitos secundários atuam  em sinergismo para a atividade biológica, seja em um únimo mecanismo de ação,  agindo em conjunto, ou em mais de um, agindo separadamente. Os resultados  encontrados mostram que o mussambê pode atuar em bactérias responsáveis por  infecções do sistema respiratório, corroborando com seu uso popular. Porém são  necessários mais estudos da ação do mussambê em outras vertentes dos problemas  respiratórios como antinflmatório, antitussígeno, expectorante, broncodilatador, entre  outros, uma vez que os extratos possuem metabólitos secundários com essas  características farmacológicas. 

3
  • POLLYNE AMORIM SILVA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE Clarisia racemosa ESTUDO DE PRÉ-FORMULAÇÃO  PARA ESPOROTRICOSE

  • Orientador : ROSALI MARIA FERREIRA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELBA LUCIA CAVALCANTI DE AMORIM
  • KEYLA EMANUELLE RAMOS DA SILVA
  • ROSALI MARIA FERREIRA DA SILVA
  • Data: 29/11/2021

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  • Clarisia racemosa, conhecida popularmente como Guariúba, é uma matéria-prima que se destaca no uso da carpintaria, marcenaria e em construções civis em geral. Estudos iniciais com os resíduos do caule de C. racemosa demonstraram uma possível atividade antimicrobiana deste material vegetal. O objetivo desse trabalho foi realizar uma avaliação da atividade antifúngica e um estudo de pré-formulação à base de C. racemosa para esporotricose. Os resíduos de madeira de C. racemosa foram coletados no município de Itaquatiara - Amazonas, originária da unidade de manejo florestal. Foram obtidos e caracterizados físico-quimicamente, de acordo com a Farmacopeia Brasileira 6ª edição, a droga vegetal, os extratos líquido e seco, obtidos por spray-dryer e por leito fluidizado de dois lotes de coleta (abril e novembro de 2020), e avaliada a atividade antifúngica dos extratos para Sporothrix. Foram desenvolvidas duas formas farmacêuticas (granulado efervescente e comprimido). Após a pulverização da droga vegetal, esta foi classificada quanto à granulometria, e realizadas as determinações de cinzas totais e perda por dessecação e análise térmica. Para a obtenção do extrato hidroalcoólico, utilizou-se a proporção 1:10 (p/v) e realizadas as determinações de pH e densidade. Dois tipos de secagem foram utilizadas para obtenção do extrato seco, por spray-dryer e por leito fluidizado. Houve diferenças significativas entre os resultados obtidos dos dois lotes de coleta. Em relação ao estudo de compatibilidade, foi demonstrado que os excipientes conseguiram proteger os extratos, sendo compatíveis no produto acabado. Ao analisar a microscopia eletrônica de varredura, no extrato seco por spray-dryer, foi possível observar o formato esférico das partículas, característico desse método de secagem; já no extrato seco por leito fluidizado o formato foi irregular. Através da Cromatografia Líquida de Alta Eficiência, foi encontrada a substância resveratrol nos dois lotes do extrato seco por spray-dryer e no lote 2 do leito fluidizado. Para a atividade farmacológica, diferentes cepas padronizadas, foram testadas para ambos os tipos de extrato assim como para os diferentes lotes, apresentando atividade para Sporothix spp. Para os estudos de pré-formulação, o extrato seco por leito fluidizado foi utilizado pelo fato da obtenção de maior quantidade para estudo já que estávamos enfrentando problemas com o equipamento do spray-dryer. Para a obtenção do granulado efervescente, foram realizados testes de compatibilidade por análise térmica entre os excipientes e o extrato seco por leito fluidizado, mostrando serem compatíveis; suas características organolépticas atenderam às especificações previamente estabelecidas. A umidade residual resultou em 7,09% para o lote 1 e 6,03 % para o lote 2. Em relação aos critérios de desagregação e ponto de efervescência, todos se encontraram conforme a Farmacopeia Brasileira 6ª edição; e a densidade de ambos ficaram próximas a da água e o pH para ambos foi de 5,09. Em relação à formulação dos comprimidos, o peso médio, a dureza e o ponto de desintegração ficaram conforme os parâmetros da Farmacopeia Brasileira 6ª edição, com exceção da friabilidade, sendo necessários pequenos ajustes na formulação. Os estudos envolvendo C. racemosa mostram ser bastante promissores para esporotricose, além contribuir para o conhecimento da droga vegetal que é pouco estudada para fins terapêuticos.

     


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  • Clarisia racemosa, conhecida popularmente como Guariúba, é uma matéria-prima que se destaca no uso da carpintaria, marcenaria e em construções civis em geral. Estudos iniciais com os resíduos do caule de C. racemosa demonstraram uma possível atividade antimicrobiana deste material vegetal. O objetivo desse trabalho foi realizar uma avaliação da atividade antifúngica e um estudo de pré-formulação à base de C. racemosa para esporotricose. Os resíduos de madeira de C. racemosa foram coletados no município de Itaquatiara - Amazonas, originária da unidade de manejo florestal. Foram obtidos e caracterizados físico-quimicamente, de acordo com a Farmacopeia Brasileira 6ª edição, a droga vegetal, os extratos líquido e seco, obtidos por spray-dryer e por leito fluidizado de dois lotes de coleta (abril e novembro de 2020), e avaliada a atividade antifúngica dos extratos para Sporothrix. Foram desenvolvidas duas formas farmacêuticas (granulado efervescente e comprimido). Após a pulverização da droga vegetal, esta foi classificada quanto à granulometria, e realizadas as determinações de cinzas totais e perda por dessecação e análise térmica. Para a obtenção do extrato hidroalcoólico, utilizou-se a proporção 1:10 (p/v) e realizadas as determinações de pH e densidade. Dois tipos de secagem foram utilizadas para obtenção do extrato seco, por spray-dryer e por leito fluidizado. Houve diferenças significativas entre os resultados obtidos dos dois lotes de coleta. Em relação ao estudo de compatibilidade, foi demonstrado que os excipientes conseguiram proteger os extratos, sendo compatíveis no produto acabado. Ao analisar a microscopia eletrônica de varredura, no extrato seco por spray-dryer, foi possível observar o formato esférico das partículas, característico desse método de secagem; já no extrato seco por leito fluidizado o formato foi irregular. Através da Cromatografia Líquida de Alta Eficiência, foi encontrada a substância resveratrol nos dois lotes do extrato seco por spray-dryer e no lote 2 do leito fluidizado. Para a atividade farmacológica, diferentes cepas padronizadas, foram testadas para ambos os tipos de extrato assim como para os diferentes lotes, apresentando atividade para Sporothix spp. Para os estudos de pré-formulação, o extrato seco por leito fluidizado foi utilizado pelo fato da obtenção de maior quantidade para estudo já que estávamos enfrentando problemas com o equipamento do spray-dryer. Para a obtenção do granulado efervescente, foram realizados testes de compatibilidade por análise térmica entre os excipientes e o extrato seco por leito fluidizado, mostrando serem compatíveis; suas características organolépticas atenderam às especificações previamente estabelecidas. A umidade residual resultou em 7,09% para o lote 1 e 6,03 % para o lote 2. Em relação aos critérios de desagregação e ponto de efervescência, todos se encontraram conforme a Farmacopeia Brasileira 6ª edição; e a densidade de ambos ficaram próximas a da água e o pH para ambos foi de 5,09. Em relação à formulação dos comprimidos, o peso médio, a dureza e o ponto de desintegração ficaram conforme os parâmetros da Farmacopeia Brasileira 6ª edição, com exceção da friabilidade, sendo necessários pequenos ajustes na formulação. Os estudos envolvendo C. racemosa mostram ser bastante promissores para esporotricose, além contribuir para o conhecimento da droga vegetal que é pouco estudada para fins terapêuticos.

     

4
  • KAROLYNNE RODRIGUES DE MELO
  • DESENVOLVIMENTO DE FORMA FARMACÊUTICA SEMISSÓLIDA À BASE DE DE Libidibia ferrea COMO ALTERNATIVA PARA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS

  • Orientador : ROSALI MARIA FERREIRA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • IVONE ANTONIA DE SOUZA
  • KEYLA EMANUELLE RAMOS DA SILVA
  • ROSALI MARIA FERREIRA DA SILVA
  • Data: 13/12/2021

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  • A espécie vegetal Libidibia ferreaé nativa do Brasil e popularmente conhecida na região Amazônica como Jucá. É amplamente utilizada na medicina popular e tem apresentado uma importante atividade cicatrizante, possuindo outras atividades comprovadas na literatura. A cicatrização de feridas cutâneas é de interesse para a saúde pública, uma vez que as lesões podem reduzir a qualidade de vida do paciente, levando a um tempo prolongado de hospitalização e quantidade significativa de gastos com saúde. Assim, o presente estudo objetivou obter a forma farmacêutica pomada à base do extrato seco de L. ferrea para o tratamento da cicatrização de feridas. Realizou-se a caracterização físico-química da matéria-prima vegetal, do extrato aquoso e do extrato seco liofilizado, conforme Farmacopeia Brasileira (FB) 6ª edição. Também foram desenvolvidos três lotes de bancada e realizados os controles de qualidade aplicáveis. As cascas de L. ferrea foram coletadas no município de Pesqueira-PE e a matéria-prima vegetal obtida foi classificada, quanto à granulometria, como pó muito grosso. Foram obtidos resultados dentro dos parâmetros exigidos pela FB (8,15% de perda por dessecação e 8,30% equivalente às cinzas totais). O extrato aquoso (7,5%, p/p), também se apresentou conforme determinações da FB, com pH 5,57; densidade relativa igual a 1,002 g/mL e resíduo seco equivalente a 1,17%. Já o extrato seco liofilizado apresentou 6,6% de umidade e, na triagem fitoquímica, foi verificada a presença de compostos fenólicos, demonstrando, por espectroscopia UV-vis, 380,3 mgAG/g equivalentes a ácido gálico. A matéria-prima vegetal apresentou perda de massa a partir de 121°C, enquanto que o extrato seco apresentou perda de massa em 260ºC, na análise termogravimétrica. A formulação da pomada foi obtida por planificação qualitativa e quantitativa de excipientes, e analisadas as características organolépticas, pH, densidade, viscosidade, espalhabilidade, estando os resultados atendendo aos parâmetros previamente estabelecidos. Não houve incompatibilidade entre o extrato seco e os excipientes. A partir dos resultados obtidos, pôde-se garantir a qualidade físico-química da matéria-prima vegetal, desenvolvendo-se, previamente, uma formulação alternativa e promissora para o tratamento dacicatrização, seja na terapia isolada ou complementar. 



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  • A espécie vegetal Libidibia ferreaé nativa do Brasil e popularmente conhecida na região Amazônica como Jucá. É amplamente utilizada na medicina popular e tem apresentado uma importante atividade cicatrizante, possuindo outras atividades comprovadas na literatura. A cicatrização de feridas cutâneas é de interesse para a saúde pública, uma vez que as lesões podem reduzir a qualidade de vida do paciente, levando a um tempo prolongado de hospitalização e quantidade significativa de gastos com saúde. Assim, o presente estudo objetivou obter a forma farmacêutica pomada à base do extrato seco de L. ferrea para o tratamento da cicatrização de feridas. Realizou-se a caracterização físico-química da matéria-prima vegetal, do extrato aquoso e do extrato seco liofilizado, conforme Farmacopeia Brasileira (FB) 6ª edição. Também foram desenvolvidos três lotes de bancada e realizados os controles de qualidade aplicáveis. As cascas de L. ferrea foram coletadas no município de Pesqueira-PE e a matéria-prima vegetal obtida foi classificada, quanto à granulometria, como pó muito grosso. Foram obtidos resultados dentro dos parâmetros exigidos pela FB (8,15% de perda por dessecação e 8,30% equivalente às cinzas totais). O extrato aquoso (7,5%, p/p), também se apresentou conforme determinações da FB, com pH 5,57; densidade relativa igual a 1,002 g/mL e resíduo seco equivalente a 1,17%. Já o extrato seco liofilizado apresentou 6,6% de umidade e, na triagem fitoquímica, foi verificada a presença de compostos fenólicos, demonstrando, por espectroscopia UV-vis, 380,3 mgAG/g equivalentes a ácido gálico. A matéria-prima vegetal apresentou perda de massa a partir de 121°C, enquanto que o extrato seco apresentou perda de massa em 260ºC, na análise termogravimétrica. A formulação da pomada foi obtida por planificação qualitativa e quantitativa de excipientes, e analisadas as características organolépticas, pH, densidade, viscosidade, espalhabilidade, estando os resultados atendendo aos parâmetros previamente estabelecidos. Não houve incompatibilidade entre o extrato seco e os excipientes. A partir dos resultados obtidos, pôde-se garantir a qualidade físico-química da matéria-prima vegetal, desenvolvendo-se, previamente, uma formulação alternativa e promissora para o tratamento dacicatrização, seja na terapia isolada ou complementar. 


Teses
1
  • JOTELE FONTANA AGOSTINI BERTELI
  • ESTUDO DE EFICÁCIA PRÉ-CLÍNICA DO ÁCIDO GÁLICO NA REVERSÃO DE  LESÕES NEUROQUÍMICAS E COMPORTAMENTAIS INDUZIDAS PELA  EXPOSIÇÃO PROLONGADA AO ETANOL EM CÉREBRO DE PEIXE-ZEBRA 

     

     

  • Orientador : ALMIR GONCALVES WANDERLEY
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALICE VALENCA ARAUJO
  • ALMIR GONCALVES WANDERLEY
  • BELMIRA LARA DA SILVEIRA ANDRADE DA COSTA
  • GERMANA FREIRE ROCHA CALDAS
  • WILSON DA COSTA SANTOS
  • Data: 09/07/2021

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  • A implicação do estresse oxidativo na toxicidade do etanol está associado a  formação de espécies reativas de oxigênio (ERO) durante seu metabolismo e na  redução do potencial antioxidante. O ácido gálico (AG) é um composto polifenólico  com ação antioxidante. Neste contexto, o estudo investigou a eficácia pré-clínica do  AG per se e sobre as alterações neuroquímicas e comportamentais em tecido  cerebral de peixe-zebra exposto ao etanol. Para análise do AG per se, os animais  foram divididos em oito grupos: os que foram expostos por 24 e 48h (controle e AG  5, 10 e 20 mg/L). Após, os animais foram divididos em quatro grupos: controle,  exposto ao etanol 0,5% por 7 dias e 24h após na presença de AG 5 e 10 mg/L. No  final do período de exposição, os animais passaram por teste comportamental  locomotor/exploratório e ansiolítico-símile por meio dos testes novel tank e  claro/escuro, em seguida sofreram eutanásia e o cérebro total dissecado para as  análises bioquímicas: espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBA-RS),  grupamentos sulfidrila (SH), oxidação de diclorofluoresceína (DCFH), os níveis de  nitrato e nitrito, glutationa reduzida (GSH), superóxido dismutase (SOD), catalase  (CAT), colina acetiltransferase (ChAT) e acetilcolinesterase (AChE). Os resultados  mostraram que, o grupo AG 20 mg/L nos dois tempos testados, induziram aumento  nos níveis de TBA-RS, SH, DCFH, da atividade exploratória dos animais no teste  novel tank e diminuição da atividade da AChE. Os grupos AG 5 e 10 mg/L,  independente do tempo de exposição, induziram aumento da atividade da SOD e  CAT e não alteraram os demais parâmetros avaliados. Após a exposição ao etanol,  foi verificado que o AG 5 e 10 mg/L reverteram os danos gerado pelo etanol nos  níveis de TBA-RS, DCFH, na atividade da SOD, na perda cinética da enzima ChAT,  bem como recuperou a característica tipo ansiolítica gerada pelo etanol verificado no  teste comportamental. Em conclusão, o estudo demonstrou que a exposição ao AG  20 mg/L confere um caráter tóxico ao cérebro de peixe-zebra verificado por meio do  perfil pró-oxidante, comportamental e colinérgico. Além disso, que o AG 5 e 10 mg/L  reverteram os danos comportamentais e colinérgicos gerados pelo etanol  possivelmente associado a sua ação antioxidante. 


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  • A implicação do estresse oxidativo na toxicidade do etanol está associado a  formação de espécies reativas de oxigênio (ERO) durante seu metabolismo e na  redução do potencial antioxidante. O ácido gálico (AG) é um composto polifenólico  com ação antioxidante. Neste contexto, o estudo investigou a eficácia pré-clínica do  AG per se e sobre as alterações neuroquímicas e comportamentais em tecido  cerebral de peixe-zebra exposto ao etanol. Para análise do AG per se, os animais  foram divididos em oito grupos: os que foram expostos por 24 e 48h (controle e AG  5, 10 e 20 mg/L). Após, os animais foram divididos em quatro grupos: controle,  exposto ao etanol 0,5% por 7 dias e 24h após na presença de AG 5 e 10 mg/L. No  final do período de exposição, os animais passaram por teste comportamental  locomotor/exploratório e ansiolítico-símile por meio dos testes novel tank e  claro/escuro, em seguida sofreram eutanásia e o cérebro total dissecado para as  análises bioquímicas: espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBA-RS),  grupamentos sulfidrila (SH), oxidação de diclorofluoresceína (DCFH), os níveis de  nitrato e nitrito, glutationa reduzida (GSH), superóxido dismutase (SOD), catalase  (CAT), colina acetiltransferase (ChAT) e acetilcolinesterase (AChE). Os resultados  mostraram que, o grupo AG 20 mg/L nos dois tempos testados, induziram aumento  nos níveis de TBA-RS, SH, DCFH, da atividade exploratória dos animais no teste  novel tank e diminuição da atividade da AChE. Os grupos AG 5 e 10 mg/L,  independente do tempo de exposição, induziram aumento da atividade da SOD e  CAT e não alteraram os demais parâmetros avaliados. Após a exposição ao etanol,  foi verificado que o AG 5 e 10 mg/L reverteram os danos gerado pelo etanol nos  níveis de TBA-RS, DCFH, na atividade da SOD, na perda cinética da enzima ChAT,  bem como recuperou a característica tipo ansiolítica gerada pelo etanol verificado no  teste comportamental. Em conclusão, o estudo demonstrou que a exposição ao AG  20 mg/L confere um caráter tóxico ao cérebro de peixe-zebra verificado por meio do  perfil pró-oxidante, comportamental e colinérgico. Além disso, que o AG 5 e 10 mg/L  reverteram os danos comportamentais e colinérgicos gerados pelo etanol  possivelmente associado a sua ação antioxidante. 

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  • MICHELANGELA SUELLENY DE CALDAS NOBRE
  • AVALIAÇÃO FARMACOLÓGICA DO PERFIL LEISHMANICIDA IN VITRO E IN SÍLICO DE DERIVADOS ESPIRO-ACRIDÍNICOS

  • Orientador : RICARDO OLIMPIO DE MOURA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANEKECIA LAURO DA SILVA
  • FABIO ANDRE BRAYNER DOS SANTOS
  • MARIA DO CARMO ALVES DE LIMA
  • RICARDO OLIMPIO DE MOURA
  • TÚLIO RICARDO COUTO DE LIMA SOUZA
  • Data: 03/09/2021

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  • A leishmaniose faz parte do grupo das doenças tropicais negligenciadas, constituindo um grave problema de saúde pública devido sua alta incidência principalmente nas Américas. Segundo boletim epidemiológico emitido pela Secretária de Vigilância em Saúde (2021), em 2019 foram confirmados 2.529 casos novos de leishmaniose visceral (LV) no Brasil, sendo a região Nordeste responsável pelo maior registro de casos do país (49,1%) e 15.484 casos novos de leishmaniose tegumentar (LT) com manifestação em todo o território brasileiro, com os maiores percentuais de casos registrados na região Norte (42,8%). Devido ao escasso arsenal de fármacos para o tratamento desta doença, além das reações adversas e ao aparecimento de resistência do parasito, buscou-se a síntese de 4 novos derivados espiro-acridinicos partindo-se da estruturas não substituídas AMTAC-1 e ACMD-1 para avaliar a antividade leishmanicida nas formas promastigotas e amastigotas axênicas do parasita, sua citotoxicidade em hemácias, células Vero e macrófagos, seu possível mecanismo de ação por regulação das respostas Th1, Th2, Th17, expressão de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio, além de análises in sílico de ancoragem molecular e ADME-Tox. Este trabalho relata a atividade antipromastigota (IC50PRO entre 0,05 e 13,8 µM para L. infantum e IC50PRO entre 0,73 e 234,95 µM para L. amazonensis) de seis derivados espiro-acridinicos, AMTAC-1, AMTAC-2, AMTAC-6, ACMD-1, ACMD-3 e ACMD-6, com satisfatória hemocompatibilidade (HC50>400 µM). A atividade amastigota axênica, citotoxicidade em macrófagos, perfil imunomodulador, ancoragem molecular e ADME-Tox foi realizado apenas para os compostos AMTAC-2 e ACMD-3 em L. amazonensis, por serem os compostos mais promissores nos testes antipromastigotas com IC50PRO 0,73 e 10,95 uM, respectivamente. O AMTAC-2 (IC50AMA 13,50µM, CC50macrof 569,50 µM e IS 39,6), aumentou a expressão de espécies reativas de oxigênio e o ACMD-3 (IC50AMA 10,47µM, CC50macrof 27,22 µM e IS 2,6) demostrou modulação positiva da IL-17A, espécies reativas de oxigênios e nitrogênio. Os estudos de ancoragem demostraram o AMTAC-2 com possível perfil multi-target, com efetividade principalmente para Tripanotiona redutase (score 71,42 PDB 4APN) e os estudos ADME possibilitaram predizer que estes compostos têm bom potencial para administração oral e/ ou tópica. Sendo assim, o AMTAC-2 apresenta-se como a molécula mais promissora para atividade leishmanicida nas duas formas do parasita, com boa seletividade e baixa toxicidade, além de um possível perfil multi-target que deve ser melhor investigado ampliando os estudos para outros potenciais alvos e mecanismos de morte celular no parasita.


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  • A leishmaniose faz parte do grupo das doenças tropicais negligenciadas,  constituindo um grave problema de saúde pública devido sua alta incidência principalmente nas Américas. No brasil, em 2017, foram notificados cerca de  18.664 casos de leishmaniose tegumentar e 4511 de leishmaniose visceral, destes 51 casos de LT e 49 de LV foram notificados na paraíba. Devido ao escasso arsenal de fármacos para o tratamento desta doença, a reações  adversas graves e frequentes e ao aparecimento de resistência do parasito,  faz-se necessário a descoberta de novos fármacos com potencial atividade  antileishmania. Neste cenário, surgem as acridinas e seus derivados  espiroacridinicos que possuem um núcleo privilegiado com importante atividade antiparasitária, inclusive, antileishmanial. Neste estudo foram avaliados a  atividade anti-leishmania de 10 derivados espiroacridínicos através de estudos  in vitro e o possível mecanismo de ação através de estudo in silico, como  docking e ADME. Os compostos foram obtidos a partir de reações de  espirociclização ao anel de acridina, sendo realizado ensaios de citotoxicidade  em eritrócitos e células vero, avaliação da atividade anti-promastigota de  Leishmania infantum, teste in sílico como docking molecular, com os alvos  esterol 14 α desmetilase, tripanotiona redutase e topoisomerase I, e ADME. Foi  observado que todos os compostos apresentaram ação promastigoticida com IC50 variando entre 2,00 ± 0,08 e 7,82 ± 0,488 µM, não apresentaram  citotoxicidade frente a eritrócitos com HC50 > 857,4 µM, no entanto  apresentaram citotoxicidade frente as células vero com CC50 variando entre  0,93 a 18,32 µM. Os quatro compostos mais promissores para atividade  promastigoticida, AMTAC-02 (2,22 ± 0,44 µM), AMTAC-18 (2,34 ± 0,00 µM),  AMTAC-22 (2,00 ± 0,08 µM) e ACMD-06 (3,50 ± 0,84 µM) foram escolhidos e realizados estudo in silico de ADME e docking molecular, os quais  demonstraram que os derivados espiroacridínicos testados possuem bom perfil  farmacocinético com alta absorção pelo trata gastrointestinal e alta afinidades  pelos alvos biológicos testados. Por fim, avaliando atividade biológica e a  citotoxicidade frente a células vero foi eleito o AMTAC-18 como o composto  mais promissor por apresentar maior índice de seletividade (7,82) para o  parasito que para células humanas, apresentar menor inibição das enzimas  hepáticas e ter boa energia de interação com os alvos analisados, sugerindo  um perfil mult-target dessa molécula A leishmaniose faz parte do grupo das doenças tropicais negligenciadas,  constituindo um grave problema de saúde pública devido sua alta incidência principalmente nas Américas. No brasil, em 2017, foram notificados cerca de  18.664 casos de leishmaniose tegumentar e 4511 de leishmaniose visceral, destes 51 casos de LT e 49 de LV foram notificados na paraíba. Devido ao escasso arsenal de fármacos para o tratamento desta doença, a reações  adversas graves e frequentes e ao aparecimento de resistência do parasito,  faz-se necessário a descoberta de novos fármacos com potencial atividade  antileishmania. Neste cenário, surgem as acridinas e seus derivados  espiroacridinicos que possuem um núcleo privilegiado com importante atividade antiparasitária, inclusive, antileishmanial. Neste estudo foram avaliados a  atividade anti-leishmania de 10 derivados espiroacridínicos através de estudos  in vitro e o possível mecanismo de ação através de estudo in silico, como  docking e ADME. Os compostos foram obtidos a partir de reações de  espirociclização ao anel de acridina, sendo realizado ensaios de citotoxicidade  em eritrócitos e células vero, avaliação da atividade anti-promastigota de  Leishmania infantum, teste in sílico como docking molecular, com os alvos  esterol 14 α desmetilase, tripanotiona redutase e topoisomerase I, e ADME. Foi  observado que todos os compostos apresentaram ação promastigoticida com IC50 variando entre 2,00 ± 0,08 e 7,82 ± 0,488 µM, não apresentaram  citotoxicidade frente a eritrócitos com HC50 > 857,4 µM, no entanto  apresentaram citotoxicidade frente as células vero com CC50 variando entre  0,93 a 18,32 µM. Os quatro compostos mais promissores para atividade  promastigoticida, AMTAC-02 (2,22 ± 0,44 µM), AMTAC-18 (2,34 ± 0,00 µM),  AMTAC-22 (2,00 ± 0,08 µM) e ACMD-06 (3,50 ± 0,84 µM) foram escolhidos e realizados estudo in silico de ADME e docking molecular, os quais  demonstraram que os derivados espiroacridínicos testados possuem bom perfil  farmacocinético com alta absorção pelo trata gastrointestinal e alta afinidades  pelos alvos biológicos testados. Por fim, avaliando atividade biológica e a  citotoxicidade frente a células vero foi eleito o AMTAC-18 como o composto  mais promissor por apresentar maior índice de seletividade (7,82) para o  parasito que para células humanas, apresentar menor inibição das enzimas  hepáticas e ter boa energia de interação com os alvos analisados, sugerindo  um perfil mult-target dessa molécula 

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  • WILMA RAIANNY VIEIRA DA ROCHA
  •  ATIVIDADE SINÉRGICA E CITOTÓXICA DA ASSOCIAÇÃO LINALOL ANTIFÚNGICOS E SEUS EFEITOS SOBRE FATORES DE VIRULÊNCIA DE ESPÉCIES DE Candida

  • Orientador : MONICA CAMELO PESSOA DE AZEVEDO ALBUQUERQUE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DE LIMA AIRES
  • KLEDOALDO OLIVEIRA DE LIMA
  • MARIA BERNADETE DE SOUSA MAIA
  • MONICA CAMELO PESSOA DE AZEVEDO ALBUQUERQUE
  • VÂNIA SOUSA ANDRADE
  • Data: 17/09/2021

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  • Ao longo das últimas duas décadas foi observado aumento da resistência de várias espécies de Candida aos antifúngicos. Nesse contexto, a busca por novas moléculas ou novas opções terapêuticas é objeto de várias pesquisas. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi avaliar a atividade de três monoterpenos (linalol, limoneno e eucaliptol) e de seis antifúngicos (fluconazol, cetoconazol, itraconazol, terconazol, micafungina e anfotericina B) sobre 21 cepas de espécies de Candida. A Concentração Inibitória Mínima (CIM), determinada pela técnica de microdiluição em meio líquido. apontou o linalol como sendo o mais eficaz, cujas CIM variaram de 512 a 1024 µg/mL. Todas as leveduras mostraram-se resistentes aos azólicos, sensíveis à anfotericina B e algumas resistentes à micafungina. Os efeitos entre linalol-antifúngicos foram determinados pela técnica de checkerboard. Efeitos sinérgicos foram obtidos para a maior parte delas, cujos CIFi variaram de 0,06 a 0,5. Estas associações também foram capazes de inibir a formação do tubo germinativo de Candida albicans, de inibir o biofilme, apresentando baixa ou nenhuma toxicidade sobre linhagens de células Vero e L929. As associações linalol-antifúngicos, em concentrações sub-inibitórias, foram capazes de reverter a sensibilidade de espécies de Candida aos azólicos, especialmente ao fluconazol.


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  • O aumento da resistência das espécies de Candida spp. associado ao número reduzido de antifúngicos para tratamento das infecções, faz destes micro-organismos um problema de saúde global emergente. A busca de compostos que sejam capazes de combater estes micro-organismos está cada dia mais atual. Neste contexto os produtos de origem natural são excelentes fontes de compostos que apresentam diversas atividades biológicas, dentre elas a atividade antifúngica. Monoterpenos, como Linalol, Limoneno e Eucaliptol são exemplos desses compostos, eles estão contidos principalmente em óleos essenciais de plantas e são bastante utilizados nas indústrias cosméticas e alimentícias. Dessa forma, surgiu o interesse em pesquisar o efeito da ação do linalol, limoneno e eucaliptol diante de cepas de Candida spp. isoladas de amostras clínicas de pacientes. Para isso foi realizado um screening inicial da atividade antifúngica destes monoterpenos diante de uma cepa de C. albicans de origem clínica e uma cepa padrão de C. glabrata ATCC 90030, através da técnica de microdiluição em caldo RPMI 1640. Após definir que o linalol foi o monoterpeno ativo, o estudo foi ampliado utilizando 21 cepas de Candida spp., dentre elas C. albicans, C. glabrata, C. krusei, C. tropicalis e C. parapsilosis, isoladas de amostras clínicas, inicialmente foi determinada a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração fungicida mínima (CFM) do linalol e dos antifúngicos: fluconazol, cetoconazol, itraconazol, terconazol, micafungina e anfotericina B por microdiluição em caldo, após obter estes resultados foi realizado o teste de combinação in vitro pela técnica checkerboard, para determinar o tipo de combinação entre linalol e os agentes azóis(sinérgica, aditiva ou antagônica) através da concentração inibitória mínima fracionada (FICi) e avaliar a ação do linalol na modulação da expressão da bomba de efluxo das espécies de Candida spp, pelo uso da clorpromazina. Os resultados demonstraram que o monoterpeno, dentre os utilizados, que apresentou atividade inicial diante das duas principais espécies de Candida foi o linalol, com CIM e CFM de 1024 µg/mL. Ao selecionar e expandir o estudo para uma quantidade e variedade maior de cepas do gênero, foi observado que a CIM e CFM do linalol variou de 512 a 1024 µg/mL e que todas as cepas foram resistentes a todos os azóisestudados. As combinações in vitro se apresentaram sinérgicas ou aditivas, reduzindo a CIM inicial tanto do azólico como do linalol. Quanto a modulação da bomba de efluxo foi verificado que a clorpromazina modulou a bomba de efluxo, bem como o linalol quando usados na concentração de ½ da CIM destes reduzindo igualmente a CIM inicial dos azóis. O linalol apresenta sinergismo com azóisem cepas resistentes de C. albicans e Candida não-albicans, interferindo no funcionamento da bomba de efluxo. A partir desse momento serão desenvolvidos novos objetivos focando nas concentrações subinibitórias obtidas nos testes de combinação, verificando o tempo de morte, o efeito pós-antifúngico, efeito dessas concentrações e combinações nos principais fatores de virulência das espécies de Candida spp.

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  • MALU MARIA LUCAS DOS REIS
  • DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE LESHMANICIDA DE DERIVADOS HÍBRIDOS TIOFÊNICOS-ACRIDÍNICOS

  • Orientador : RICARDO OLIMPIO DE MOURA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANEKECIA LAURO DA SILVA
  • JAMERSON FERREIRA DE OLIVEIRA
  • MARIA DO CARMO ALVES DE LIMA
  • RICARDO OLIMPIO DE MOURA
  • TÚLIO RICARDO COUTO DE LIMA SOUZA
  • Data: 26/11/2021

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  • A leishmaniose caracteriza-se como uma doença infecto-parasitária  negligenciada, causada por protozoários intracelulares do gênero Leishmania  spp. O tratamento farmacológico utiliza antimoniais pentavalentes, Anfotericina  B, Miltefosine e Paromomicina. Porém esses medicamentos exibem efeitos  tóxicos. Sendo assim, existe a necessidade de terapias medicamentosas que  forneçam um tratamento mais seguro. No presente estudo, buscou-se planejar  e sintetizar derivados tiofênicos-acrídinicos a partir da simplificação molecular  dos compostos da série ACS e avaliar o potencial antileishmania e aspectos  imunomodulatório. Realizou-se a síntese orgânica a partir da reação de Gewald,  sendo por via plena e convergente. A partir da obtenção dos compostos, estes  foram direcionados a técnicas de elucidação estrutural: IV, MS e RMN. Após a  identificação estrutural e avaliação da pureza dos compostos, foram realizados  ensaios in vitro de citotoxicidade pelo método MTT em células J774, seguido da  avaliação do potencial antileishmania na forma promastigota como amastigota de L. amazonensis e por fim, identificou os melhores perfis de seletividade. Em  paralelo, a partir da identificação da expressão de macrófagos J774 realizou-se  o efeito microbicida para as moléculas MAL2 E MAL3. E assim, verteu-se para a  etapa de avaliação das respostas TH1, TH2 e expressão de espécies reativas  de oxigênio e nitrogênio. Por fim, para conclusão dos testes avaliou-se a partir  de ferramentas preditivas a farmacocinética pelo swiss.adme.com; SCKSM e  Protox II e o teste de ancoragem molecular com os alvos Tripanotiona redutase  (PDB = 2JK6) e 14-α- dismetilase (PDB = 3L4D) utilizando como ferramenta o  AutoDock Tools 1.5.6 e em adição a confirmação dos resultados pelo processo  de redocking. Como resultados, o perfil citotóxico em macrófagos J774. Os  resultados obtidos a partir da avaliação frente a cepas promastigotas (IC50 = 2,95  - 9,98 mM) e amastigotas (IC50 = 4,00-53,68 mM) apresentaram-se como  promissores e em relação a análise de citotoxicidade em macrófagos verificou se que as moléculas não foram tóxicas e possuíam viabilidade celular, porém  verificamos que a estratégia de simplificação molecular reduziu a ação direta sob  o patógeno. A série MALUDRINA foi elencada para dar seguimento aos estudos  em citometria de fluxo devido à baixa citotoxicidade e aumento da expressão de  macrófagos, seguido de bom efeito microbicida. Portanto, a viabilidade por  citometria de fluxo a partir do marcado ANEXINA-PI observou-se que a nenhuma  das moléculas exibiam perfis citotóxicos frente aos macrófagos J774,  corroborando com os resultados obtidos em MTT. Por fim, os estudos relativos  ao o perfil imunomodulador realizou-se as análises relativa à expressão de  ERNS, EROS e citocinas relacionadas a resposta TH1 e TH2. Obtendo elevada  secreção de Óxido nítrico e EROs e ainda um perfil imunomodulador a partir do  aumento das concentrações de IL2, INF-y e discreta ação por αTNF seguido da  redução das citocinas IL-4 e IL-10, sendo que a MALUDRINA 3 o melhor  candidato, pois atuou nas menores concentrações. Por fim, a análise  farmacocinética preditiva apresentou perfis farmacocinéticos de absorção,  distribuição, metabolismo, toxicidade e excreção, de modo a ser obtido  informações que os derivados tiofênicos acrídinicos apresentaram-se com  excelente absorção no TGI (>93%). No que tange o perfil de interação com  enzimas CYP-450 destaca-se a possível interação com CYP2D uma isoenzima capaz de metabolizar várias classes de fármacos e por fim, a toxicidade in sílico  apresentou-se de baixa a moderada. Em relação ao método de ancoragem  molecular, complexou-se as moléculas obtidas com os alvos validados para o  estudo da leishmaniose, as moléculas dos derivados acrídinicos apresentaram  boas energias de ligação destacando MAL1 com multitarget para as  macromoléculas testadas e a não ativação do receptor endógeno pela MAL3,  fortalecendo hipóteses de que esta molécula possui atividade por mecanismo  imunomodulatório. Elenca-se a MAL3 como molécula potencial para o  tratamento da infecção gerada por L. amazonensis por apresentar os melhores  perfis de imunomodulação, apresentando maior índice de seletividade dentre a  série MALUDRINA, além disso, os ensaios preditivos in sílico apresentou taxa  de absorção no TGI >93% e absorção oral tolerável adquirindo perfil  druglikeness. Portanto, elenca-se a molécula MALUDRINA 3 como potencial  lead dos derivados tiofênicos acrídinicos estudados.


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  • A leishmaniose caracteriza-se como uma doença infecto-parasitária

    negligenciada, causada por protozoários intracelulares do gênero Leishmania

    spp, O tratamento farmacológico utiliza antimoniais pentavalentes, Anfotericina

    B, Miltefosine e Paromomicina. Porém esses medicamentos exibem efeitos

    tóxicos, sendo assim existe a necessidade de terapias medicamentosas que

    forneçam um tratamento mais seguro Desta forma esse trabalho teve por

    objetivo a avaliação de derivados acridínicos frente a formas amastigotas de L

    amazonense e toxicidade frente a macrófagos, além de seus possíveis

    mecanismo de ação por meio de estudos in silico. Foram sintetizados 03 novos

    derivados tiofênicos-acridínicos esses compostos foram devidamente

    elucidados a partir de técnicas espectroscópicas usuais (MS, FTIR e RMN C¹³ e

    H¹). Os compostos obtidos apresentaram rendimentos satisfatórios, acima de

    80% e suas faixas de fusão apresentaram pouca variação sugerindo a pureza

    dos produtos sintetizados além disso foram avaliados 15 outros derivados

    acridínicos, disponibilizados pela quimioteca do Laboratório de Sintese e

    Vetorização Molecular da UEPB. Os espectros de IV, MS e RMN colaboraram

    para a elucidação estrutural dos novos derivados. Analisou-se as moléculas

    obtidas em métodos computacionais preditivos, no caso o docking molecular,

    que complexou as moléculas obtidas a alvos moleculares validados para o

    estudo da leishmaniose sendo eles: Tripanationa redutase ((PDB = 2JK6),

    Topoisomerase I (PDB = 2B9S) e 14-α- dismetilase (PDB = 3L4D). As moléculas

    dos derivados acrídinicos apresentaram boas energias de ligação destacando as

    seguintes moléculas: para tripanationa a ACS-02 e GLDL – 01, para a

    Topisomerase I, destacou-se a Maludrina 01, 02 e GLCL – 05 e por fim, para a

    14-α- dismetilase para a Maludrina 01 e GLCL-04. Após a devida caracterização

    das moléculas e os estudos dos alvos moleculares ligadas a atividade

    antileishmania, optou-se por testar os dezoito compostos nas formas

    amastigostas de L. amazonensis pelo método de MTT e ainda o perfil citotóxico

    em macrófagos JJ74. Os resultados obtidos a partir da avaliação frente a cepas

    amastigotas apresentaram-se com discreta atividade, porém na análise de

    citotoxicidade em macrófagos pode-se verificar que as moléculas não foram

    tóxicas e ainda aumentava significativamente a expressão de macrófagos. Após

    as análises dos resultados, selecionou-se os Maludrina 02, Maludrina 03, GLDL

    03, GLDL – 06, GLCL 04 e 05 analisando-os o perfil da viabilidade por citometria

    de fluxo a partir do marcado ANEXINA-PI observando a partir dos resultados que

    nenhuma das moléculas exibiam perfis citotóxicos frente aos macrófagos

    JJ74.Por fim, os estudos relativos ao efeito microbicida das moléculas

    selecionadas e confirmou-se o perfil imunomodulador, de modo que, pode-se

    destacar primordialmente as moléculas Maludrina 03, que exibiu o menor

    percentual de infecção na concentração de 32 µg/mL sendo igual a 4%, seguido

    da GLDL-03 com percentual de infecção de 6,5% na concentração de 32 µg/mL.

    Diante do exposto, torna-se necessário estudos relativos a avaliação dos

    mecanismos imunomodulatórios das moléculas com melhores perfis para

    atividade antileishmania, como por exemplo, ensaios relativos a produção de

    óxido nítrico, α-TNF, Eros e corpúsculos lipídicos.

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