Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
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  • LAURA IZABEL DO NASCIMENTO ALVES
  • DOR MUSCULOESQUELÉTICA EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE ATUANTES NA LINHA DE FRENTE DA PANDEMIA DE COVID-19

  • Orientador : ANGELICA DA SILVA TENORIO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELLA ARAUJO DE OLIVEIRA
  • DANIELLA CUNHA BRANDAO
  • GEISA GUIMARAES DE ALENCAR
  • Data: 24/02/2022

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  • Introdução: A pandemia de COVID-19, deflagrada, pela OMS em março de 2020, constitui uma das maiores crises sanitárias do mundo. No Brasil, os profissionais de saúde estão sobrecarregados e enfrentando desafios com graves consequências físicas e psicossociais. Dentre estas, a dor musculoesquelética (ME) tem elevada prevalência em trabalhadores da saúde, bem como, o comprometimento da saúde mental devido à alta exposição ao estresse. Estas condições podem acarretar prejuízos à qualidade de vida dos profissionais, bem como à qualidade da assistência à saúde. Objetivo: Estimar a prevalência de dor ME e identificar os fatores preditores em profissionais de saúde atuantes na linha de frente da pandemia de COVID-19 em serviços de terapia intensiva e de urgência e emergência. Método: Trata-se de um estudo de prevalência, realizado por meio de questionário on-line. A coleta de dados ocorreu através do envio de formulários eletrônicos por e-mail ou plataformas de mídias sociais, direcionados para profissionais de saúde de unidades de terapia intensiva e de serviços de urgência e emergência do Brasil que prestavam assistência a pacientes acometidos pela COVID-19. O questionário contemplava dados sociodemográficos, clínicos e ocupacionais e um instrumento para avaliação de sintomas de depressão, ansiedade e estresse - Depression, Anxiety and Stress Scale – Short Form (DASS – 21). Os dados foram tabulados e processados utilizando-se os programas Microsoft Excel, versão 2016 e processados utilizando o Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 22.0 para Windows (IBM Corp., Armonk, NY, EUA). O teste t foi usado para associar as variáveis contínuas e o teste do qui-quadrado de Pearson ou Teste Exato de Fisher, para avaliar as variáveis categóricas. As variáveis independentes que apresentaram significância estatística (p<0,05 ou p<0,20) constituíram dois modelos de análise de regressão como fatores preditores: um para dor musculoesquelética e outro para os fatores psicossociais.Para a variável dependente dor musculoesquelética, foi gerado um modelo de regressão logístico binário.Para a variável quantitativa - escore do DASS-21 foi realizado um modelo de regressão linear múltiplo. Foi construído um modelo preditor para identificar as variáveis que mais influenciaram a ocorrência da dor musculoesquelética.Resultados: A amostra foi constituída por 209 profissionais de saúde - enfermeiros (28,7%), técnicos de enfermagem (30,1%), fisioterapeutas (33%) e médicos (8,1%) - com predomínio de mulheres (80,9%), média de idade de 34,6 anos (DP: 8,36). A prevalência de dor ME foi de  84,7% (n=177). Os indivíduos com dor ME apresentaram maior ocorrência de atividade física insuficiente (menos de 150 minutos por semana), baixa qualidade do sono, diagnóstico e tratamento psiquiátrico prévio e maiores níveis de estresse, ansiedade e depressão. Foi encontrado que 22% da variação da ocorrência da dor pode ser explicada pela atividade física insuficiente e maiores níveis de estresse. Conclusão: A prevalência de dor musculoesquelética em profissionais de saúde atuantes na linha de frente da pandemia de COVID-19 em serviços de terapia intensiva e de urgência e emergência foi de 84,7%  e os principais fatores preditores identificados foram atividade física insuficente e  sintomas de estresse. 



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  • LAYS RODRIGUES DA SILVA
  • O TREINO MUSCULAR INSPIRATÓRIO AUMENTA A DEPOSIÇÃO DE RADIOAEROSSOL PULMONAR EM PACIENTES COM DPOC COM FRAQUEZA MUSCULAR RESPIRATÓRIA?: UM PROTOCOLO DE ESTUDO PARA ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO

  • Orientador : ARMELE DE FATIMA DORNELAS DE ANDRADE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELLA CUNHA BRANDAO
  • MAIRA FLORENTINO PESSOA
  • RENATA JANAINA PEREIRA DE SOUZA
  • Data: 25/02/2022

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  • Introdução A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) caracteriza-se por limitação crônica do fluxo aéreo, em muitos casos podendo ocorrer também disfunção muscular respiratória associada e déficit na capacidade de gerar força contrátil, resultando em fraqueza dessa musculatura. Objetivos: Avaliar a eficácia do Treinamento Muscular Inspiratório (TMI) sobre a deposição de radioaerossol pulmonar em pacientes com DPOC e fraqueza muscular respiratória. Métodos: Trata-se de um protocolo de ensaio clínico randomizado e duplo cego que submeterá pacientes com DPOC de diferentes estadiamentos segundo os critérios da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) e com fraqueza muscular respiratória (PImax < 60cmH2O) ao TMI (Grupo TMI) e ao treino com carga sub-terapêutica (Grupo Controle). Os pacientes do Grupo TMI iniciarão o treinamento com 60% da PImax e a intensidade do treino será aumentada semanalmente em 50% sob os novos valores de PImax mensurados. O grupo controle realizará o protocolo de com 10% da PImax inicial e esse valor se manterá constante ao longo do treinamento. A deposição pulmonar de radioaerossol será mensurada através da cintilografia pelo índice de deposição pulmonar (IDP), obtido através da razão entre a quantidade de contagens de cada região de interesse (ROI) pela quantidade total de contagens do respectivo pulmão. Conclusão: Há uma escassez na literatura sobre o comportamento da distribuição pulmonar de radioaerossóis nessa população, até o momento, não foram encontrados estudos que estabeleçam relação entre o TMI em pacientes com DPOC e fraqueza muscular respiratória e a melhora da deposição de radioaerossol pulmonar. Tal constatação reafirma a importância do desenvolvimento do presente estudo que poderá contribuir para uma melhor perspectiva dos pacientes com DPOC.   


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3
  • ANA EUGENIA VASCONCELOS DO REGO BARROS
  • Eficácia da telereabilitação comparada a reabilitação cardiopulmonar presencial em sobreviventes da COVID-19 em relação à função pulmonar, capacidade funcional submáxima e qualidade de vida.

  • Orientador : DANIELLA CUNHA BRANDAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SHIRLEY LIMA CAMPOS
  • HELGA CECILIA MUNIZ DE SOUZA
  • JÉSSICA COSTA LEITE
  • Data: 10/03/2022

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  • Esta dissertação está estruturada sob forma de um artigo que teve como objetivo verificar se há superioridade entre a telereabilitação (TR) e a reabilitação presencial (RP) no que diz respeito a função pulmonar, força muscular respiratória, capacidade funcional submáxima e qualidade de vida em pacientes sobreviventes da COVID-19. Trata-se de um estudo do tipo experimental com amostra probabilística. Para serem incluídos no estudo os indivíduos precisavam ter diagnóstico confirmado, pelo RT-PCR, de COVID-19. Os pacientes que não haviam sido hospitalizados foram alocados para o grupo da TR, já os hospitalizados foram distribuídos para a RP. Foram então submetidos às seguintes avaliações: espirometria, manovacuometria, teste de caminhada de seis minutos (TC6) e responderam ao questionário de qualidade de vida Medical Outcomes Study Short – Form 36. A TR foi realizada de forma remota, através da plataforma Google meet e a RP no Centro de Reabilitação Cardiopulmonar do Hospital das Clínicas de Pernambuco. O protocolo consistiu em quatro etapas, sendo elas: alongamentos, exercícios aeróbicos, de fortalecimento e respiratórios. No total foram realizadas 12 sessões, duas vezes por semana. Um total de 24 pacientes concluíram o protocolo, sendo 12 indivíduos em cada grupo. Houve uma melhora da função pulmonar, força muscular respiratória em ambos os grupos, sem diferenças entre eles. Em relação a capacidade funcional submáxima houve melhora no grupo RP. Já na qualidade de vida ambos os grupos obtiveram ganhos em todos os domínios, exceto aspectos sociais e emocionais no grupo RP. Não havendo diferenças intergrupo. Portanto, de acordo com os achados deste estudo, não há superioridade entre a TR e RP no quesito função pulmonar, força muscular respiratória e qualidade de vida. Já em relação a capacidade funcional submáxima a RP se mostrou superior.


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  • This dissertation is structured in the form of an article that aimed to verify if there is superiority between telerehabilitation (TR) and face-to-face rehabilitation (PR) about pulmonary function, respiratory muscle strength, submaximal functional capacity and quality of life in COVID-19 survivor patients. This is an experimental study with a probability sample. To be included in the study, individuals needed to have a confirmed diagnosis of COVID-19 by RT-PCR. Patients who had not been hospitalized were allocated to the RT group, while those hospitalized were allocated to the RP. They were then submitted to the following assessments: spirometry, manovacuometry, six-minute walk test (6MWT) and answered the Medical Outcomes Study Short – Form 36 quality of life questionnaire. PR at the Cardiopulmonary Rehabilitation Center at Hospital das Clínicas de Pernambuco. The protocol consisted of four steps, namely: stretching, aerobic, strengthening and breathing exercises. In total, 12 sessions were held, twice a week. A total of 24 patients completed the protocol, 12 individuals in each group. There was an improvement in lung function and respiratory muscle strength in both groups, with no differences between them. Regarding submaximal functional capacity, there was an improvement in the RP group. In terms of quality of life, both groups obtained gains in all domains, except for social and emotional aspects in the PR group. There were no intergroup differences. Therefore, according to the findings of this study, there is no superiority between TR and PR in terms of pulmonary function, respiratory muscle strength and quality of life. About submaximal functional capacity, PR was superior.

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  • REBECA GOMES DIAS DA COSTA
  • Associação entre a excitabilidade cortical e as características clínicas e sinais motores da doença de Parkinson

  • Orientador : KATIA KARINA DO MONTE SILVA MACHADO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA DAS GRACAS RODRIGUES DE ARAUJO
  • ADRIANA BALTAR DO REGO MACIEL
  • DEBORAH MARQUES DE OLIVEIRA
  • Data: 11/03/2022

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  • A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa e progressiva caracterizada pela presença de sinais motores que afetam as atividades de vida diária e qualidade de vida das pessoas com DP. Estudos apontam que pessoas com DP apresentam alterações no padrão de excitabilidade cortical e que existe uma correlação forte e negativa entre os sinais motores e estas alterações na excitabilidade. O presente estudo visou investigar a relação de causa e efeito dessas variáveis. Entender essa relação poderia favorecer o planejamento terapêutico, principalmente, através do uso de estimulação cerebral não invasiva, que é uma ferramenta que vem surgindo como alternativa terapêutica para essa população. Para isso, foi realizado um estudo transversal que incluiu 18 voluntários com DP (idade 60,6 ± 7,96 anos) avaliados em um único dia, no período diurno, sem (OFF) e com (ON) o efeito da medicação dopaminérgica e 12 indivíduos sem DP pareados por sexo e idade com as pessoas com DP incluídas no estudo. Para a avaliação da excitabilidade cortical (variável dependente), foi realizada a medida de limiar motor de repouso (LMR) obtida através da estimulação magnética transcraniana por pulso único, em ambos os hemisférios. Os sinais motores da doença (tremor,bradicinesia e rigidez) foram avaliados através da segunda e terceira seção da Unified Parkinson’s Disease Rate Scale (UPDRS). Para investigar a relação das alterações da excitabilidade cortical com as características clínicas, os voluntários foram classificados quanto (i) aos fenótipos clínicos (tremor- dominante-TD ou instabilidade postural e dificuldade na marcha-PIGD) através da UPDRS e (ii) quanto à severidade da doença (comprometimento motor uni ou bilateral) através da  escala de Hoen & Yahr modificada.  Duas regressões lineares múltiplas do tipo backward stepwise foram realizadas (critérios de entrada: p ≤0,05; critérios de remoção: p ≥0,10) utilizando o software SPSS. Os resultados apontam para mudanças no nível de excitabilidade cortical de indivíduos com DP de ambos os fenótipos quando comparado com indivíduos sem a doença. O grupo de indivíduos classificados como PIGD apresenta valores de LMR mais altos que os do grupo TD. As análises de regressão revelaram que os fenótipos da doença e o tremor podem predizer as mudanças de excitabilidade das pessoas com a doença de Parkinson.  Conclusão: os resultados do presente estudo corroboram achados anteriores que demonstram alterações nos níveis de excitabilidade cortical de pessoas com DP e revelam uma relação direta de causa e efeito entre os fenótipos da doença e o tremor com essas alterações.


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  • RUBIA RAYANNE SOUTO BRAZ
  • RESPOSTA TERAPÊUTICA DA VIBRAÇÃO DE CORPO INTEIRO ASSOCIADA AO TREINO DE MULTICOMPONENTES EM IDOSAS COM OSTEOPOROSE E HISTÓRICO DE QUEDAS

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS RODRIGUES DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA DAS GRACAS RODRIGUES DE ARAUJO
  • MARCELO RENATO GUERINO
  • MARIA DE FÁTIMA ALCÂNTARA BARROS
  • Data: 15/03/2022

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  • O objetivo do estudo foi analisar a resposta terapêutica desenvolvida em 8 sessões de vibração de corpo inteiro associada ao treino de multicomponentes no risco de quedas e na qualidade de vida de idosas com osteoporose e histórico de quedas. Estudo do tipo relato de caso, submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFPE e todas as participantes deram seu consentimento para participar da pesquisa. Foram recrutadas idosas acima de 60 anos com osteoporose (diagnosticada com exame de Densitometria Óssea), história prévia de quedas (pelo menos 2 episódios nos últimos 12 meses), declaração médica para prática de exercício físico (parecer cardiológico) e não estar participando de outras pesquisas. Para avaliar risco de quedas, utilizou-se o Falls Efficacy Scale International , qualidade de vida o WHOQOL-OLD, equilíbrio o Teste de Alcance Funcional , controle postural o Falls Risk Test – protocolo do biodex balance system, desempenho da marcha foi determinado pelo Teste de caminhada de 6 minutos e força muscular pelo teste de 1 repetição máxima. Foi realizada uma intervenção terapêutica por meio do treino de multicomponentes com duração de 45 minutos, seguido da vibração de corpo inteiro, por 4 minutos, totalizando 8 sessões. A amostra contou com 4 idosas e após a realização do protocolo, o risco de queda apresentou comportamentos diferentes entre cada idosa, a qualidade de vida aumentou, observou-se também melhora do equilíbrio, do controle postural, desempenho da marcha e força muscular de membros inferiores.


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  • xxxxxxxxxxxxxxxx

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  • PEDRO HENRIQUE DE MOURA
  • AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA DA MUSCULATURA PERIFÉRICA E ABDOMINAL DE PACIENTES CRÍTICOS COM COVID-19


  • Orientador : SHIRLEY LIMA CAMPOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SHIRLEY LIMA CAMPOS
  • DANIELLA CUNHA BRANDAO
  • FABIANNE MAISA DE NOVAES ASSIS DANTAS
  • Data: 15/03/2022

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  • O novo coronavírus (SARS-CoV-2) apresenta-se como um grupo de vírus que podem causar síndromes respiratórias agudas com sintomas leves e graves, contribuindo no aumento das taxas de internação hospitalar e em períodos de imobilidade. A mensuração muscular periférica através da ultrassonografia é um tema de crescente interesse na avaliação de doentes críticos. A espessura muscular periférica e abdominal em imagens de ultrassom reflete a composição muscular e tem importante papel no diagnóstico de atrofia e fraqueza muscular adquirida na unidade de terapia intensiva (UTI). Diante desse contexto, foi realizado uma revisão de escopo e em seguida um estudo transversal com objetivo de sumarizar um protocolo de avaliação da espessura muscular com ultrassonografia dos músculos quadríceps, reto femoral, vasto intermédio, tibial anterior, gastrocnêmio medial e lateral, deltóide, bíceps braquial, reto abdominal, oblíquo interno e externo e transverso do abdômen, bem como, avaliar a confiabilidade inter-examinador para este protocolo em doentes críticos. A fim de estabelecer esse protocolo de avaliação com ultrassonografia para população com covid-19, foi desenvolvido um estudo observacional retrospectivo que teve como objetivo avaliar a evolução das medidas ultrassonográficas da musculatura periférica e abdominal em pacientes com covid-19 ventilados mecanicamente durante 7 dias de internamento. Para o estudo transversal, na amostra com 10 pacientes (idade média: 55 ± 19 anos; 7 (70%) mulheres; APACHE II 22,9 ± 8,6 e SAPS3 63,9 ± 23,3 pontos) foi observado que a análise inter-examinador indicou que o ICC para todos os músculos avaliados variou de 0,97 a 0,99, com p < 0,001. Para o estudo observacional, na amostra com 30 pacientes com Covid-19 (idade média: 59,83 ± 15,63 anos; 21 (70%) homens; APACHE II 24,0 ± 6,1 e SAPS3 64,2 ± 10,5 pontos) foi observado perda de massa muscular entre o 1º e 3° dia para os músculos tibial anterior direito (p=0,02) e esquerdo (p=0,007), gastrocnêmio medial direito e esquerdo (p=0,02); entre o 1º e 5° dia para os músculos quadríceps direito (p=0,03) e esquerdo (p=0,02), reto femoral direito (p=0,01) e esquerdo (p=0,04), vasto intermédio direito (p=0,01), gastrocnêmio lateral direito (p=0,02) e esquerdo (p=0,003), deltóide direito (p=0,01) e esquerdo (p=0,02), bíceps braquial direito (p=0,007) e esquerdo (p=0,001), oblíquo interno (p=0,004); e entre o 1° e 7° dias para os músculos vasto intermédio esquerdo (p=0,01), reto abdominal (p=0,003), transverso do abdômen (p=0,03). Para o músculo oblíquo externo não houve diferença significativa nos 7 dias (p=0,12). Pode-se concluir que a confiabilidade inter-examinador através da ultrassonografia em doentes críticos sob VMI é alta entre examinadores treinados e que houve perda de massa muscular dos músculos avaliados na primeira semana de internamento, exceto para o oblíquo externo


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  • CÉLIA KATIUSCIA DUARTE DANTAS MOURA
  • Eficácia e segurança do treinamento resistido após cirurgia de câncer de mama: uma revisão de revisões sistemáticas

  • Orientador : CAROLINE WANDERLEY SOUTO FERREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JULIANA NETTO MAIA
  • MARIA DO AMPARO ANDRADE
  • HELGA CECILIA MUNIZ DE SOUZA
  • Data: 25/04/2022

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  • O treinamento com exercícios resistidos promove uma série de benefícios na saúde física e mental das pessoas, no entanto, historicamente foi contraindicado em mulheres com linfedema relacionado ao câncer de mama (LRCM) ou em risco de desenvolvê-lo. O linfedema é tido como um dos principais receios por essas mulheres, por ser incurável e devido a sua natureza progressiva. O objetivo desse estudo foi avaliar a eficácia e segurança do treinamento resistido em mulheres com risco de LRCM ou com linfedema diagnosticado, através da análise de revisões sistemáticas. Foi realizada com pesquisa bibliográfica nas principais bases de dados, seguida da avaliação do risco de viés das revisões sistemáticas (RS) através da ferramenta ROBIS, assim como da qualidade metodológica através da AMSTAR 2. Das 5 RS encontradas 3 apresentaram alto risco de viés e 2 baixo risco. Quanto à qualidade metodológica, uma confiança global criticamente baixa foi encontrada em todas as revisões sistemáticas analisadas. Não foram encontrados efeitos adversos relacionados a prática do treinamento resistido por mulheres com LRCM ou em risco, podendo o mesmo ser realizado com segurança, e apresentando benefícios na qualidade de vida e força muscular.


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  • Resistance exercise training promotes a number of benefits in people's physical and mental health, however, it has historically been contraindicated in women with breast cancer-related lymphedema (LRCM) or at risk of developing it. Lymphedema is considered one of the main fears by these women because it is incurable and due to its progressive nature. The objective of this study was to evaluate the efficacy and safety of resistance training in women at risk of LRCM or with diagnosed lymphedema, through the analysis of systematic reviews. A bibliographic search was carried out in the main databases, followed by an assessment of the risk of bias of systematic reviews (SR) through the ROBIS tool, as well as the methodological quality through AMSTAR 2. Of the 5 RS found, 3 had a high risk of bias and 2 low risks. Regarding methodological quality, a critically low global confidence was found in all systematic reviews analyzed. There were no adverse effects related to the practice of resistance training by women with LRCM or at risk, and it can be performed safely, and showing benefits in quality of life and muscle strength.

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  • CAMILLA MEDEIROS ARAUJO
  • PAD TEST PARA IDENTIFICAÇÃO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM ADULTOS: REVISÃO SISTEMÁTICA DA ACURÁCIA DE TESTE DIAGNÓSTICO

  • Orientador : DIEGO DE SOUSA DANTAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINE WANDERLEY SOUTO FERREIRA
  • CINARA SACOMORI
  • VANESSA PATRÍCIA SOARES DE SOUSA
  • Data: 27/04/2022

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  • O Pad Test é uma ferramenta diagnóstica para classificação da gravidade da incontinência urinária (IU) e também usado para o monitoramento da resposta terapêutica. No entanto, a confiabilidade e a reprodutibilidade deste teste têm sido questionadas. A revisão sistemática teve como objetivo investigar a qualidade da evidência dos estudos de acurácia do Pad Test para diagnóstico da incontinência urinária em adultos em comparação com o exame urodinâmico e resumir as propriedades de acurácia e reprodutibilidade. Foi realizada uma revisão sistemática da acurácia do teste diagnóstico (PROSPERO: CRD42020219392). Os critérios de elegibilidade foram estudos que avaliaram a acurácia diagnóstica e as propriedades de reprodutibilidade de quatro protocolos de teste do absorvente em adultos de ambos os sexos. As fontes de busca foram MEDLINE, Science Direct, Cochrane Database, Web of Science, LILACS e Pedro. Dois revisores independentes avaliaram a elegibilidade dos artigos. O risco de viés foi avaliado com a ferramenta QUADAS-2. Foram incluidos 18 estudos, dos quais 8 mediram a acurácia do Pad Test. No total  foram analisados 1.070 indivíduos, com idade de 20 a 90 anos. O risco de viés entre os estudos foi alto e, devido aos diferentes pontos de corte adotados pelos estudos não foi posível realizar metanálise. A acurácia dos protocolos de longa duração foi geralmente moderada a alta (sensibilidade: 60%–93%; especificidade: 60%–84%). Os protocolos de 1 hora obtiveram valores de acurácia superiores aos protocolos de longa duração. A reprodutibilidade geral foi moderada a alta (κ ≥ 0,66). O pad test de 1 hora teve melhor acurácia, mas menor reprodutibilidade em comparação com os testes de longa duração. Dessa forma, concluimos que os resultados do Pad Test devem ser usados com cautela na prática clínica.


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  • The pad test is a diagnostic tool for urinary incontinence (UI) severity classification and therapeutic response monitoring. However, the reliability and reproducibility of this test have been questioned. The objective was to investigate the quality of evidence from pad test accuracy studies on urinary incontinence diagnosis in adults compared to the urodynamic exam and summarize the accuracy and reproducibility properties.  A systematic review of the diagnostic test accuracy was performed (PROSPERO: CRD42020219392). The eligibility criteria was studies that evaluated the diagnostic accuracy and reproducibility properties of four pad test protocols in adults of both sexes. Data sources was MEDLINE, Science Direct, Cochrane Database, Web of Science, LILACS, and Pedro databases. Two reviewers independently screened the eligibility of the articles. The risk of bias was evaluated with the QUADAS-2 tool. Eighteen studies, of which eight measured pad test accuracy, were included. A total of 1070 individuals were analyzed, the mean age ranged from 20 to 90 years. The risk of bias among the studies was high and, due to different cut-off points adopted by studies, the bivariate model was not satisfied to perform a meta-analysis. The accuracy of the long-duration protocols was generally moderate to high (sensitivity: 60%–93%; specificity: 60%–84%). The 1-hour protocols obtained higher accuracy values than the long-duration protocols. The overall reproducibility was moderate to high (κ ≥ 0.66). The 1-hour pad test had better accuracy, but poorer reproducibility compared to the long-duration tests. Pad test results should be used with caution in clinical practice.

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  • DÉBORA SIDRÔNIO CAETANO
  • DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DA VENTILAÇÃO  PULMONAR EM PACIENTES CRÍTICOS COM COVID-19


  • Orientador : DANIELLA CUNHA BRANDAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTÔNIO CHRISTIAN EVANGELISTA GONÇALVES
  • ARMELE DE FATIMA DORNELAS DE ANDRADE
  • MARIA INES REMIGIO DE AGUIAR
  • Data: 16/05/2022

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  • Embora pacientes críticos com COVID-19 preencham a definição mais ampla de SDRA, ainda são conflitantes as evidências a respeito da distribuição das áreas de acometimento pulmonar e como esta pode influenciar na oxigenação e mecânica ventilatória destes pacientes. Neste cenário, o uso de tecnologias para diagnóstico por imagem à beira-leito como a Tomografia de Impedância Elétrica (TIE) podem auxiliar na avaliação e tomada de decisão clínica. Assim, o objetivo desta dissertação foi mapear os padrões de distribuição regional da ventilação em pacientes com SDRA secundária a COVID-19 mecanicamente ventilados, além de verificar a associação dessas com a complacência do sistema respiratório e troca gasosa. Trata-se de uma análise de dados secundária a um ensaio clínico do mesmo grupo de pesquisa. Foram selecionados 53 participantes internados em Unidade de Terapia Intensiva especializada no atendimento de pacientes com COVID-19, em uso de ventilação mecânica. Foi realizada a avaliação da distribuição da ventilação pulmonar através da Tomografia de Impedância Elétrica (TIE), da gasometria arterial e da mecânica ventilatória. Para análise, as imagens pulmonares foram divididas em quadrantes de igual tamanho e as imagens foram categorizadas de acordo com o percentual da variação de impedância (ΔZ) encontrado em cada quadrante. Foram identificadas quatro categorias de distribuição das áreas de hipoventilação pulmonar, em ordem de prevalência: ventilação dorsal preservada; ventilação dorsal reduzida unilateralmente; ventilação dorsal reduzida bilateralmente; ventilação unilateral preservada. Dentre as categorias, os pacientes com ventilação dorsal reduzida bilateralmente apresentam maior nível de comprometimento da oxigenação indicado pela relação PaO2/ FiO2, no entanto não há diferença nos valores de complacência do sistema respiratório entre as categorias analisadas. 

     





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  • Although critically ill patients with COVID-19 meet the broader definition of ARDS, there is still conflicting evidence regarding the distribution of areas of pulmonary impairment and how these may influence oxygenation and ventilatory mechanics. In this scenario, the use of technologies for bedside diagnostic imaging such as Electrical Impedance Tomography (EIT) can help in clinical evaluation and decision making. Thus, the objective of this dissertation was to map the pulmonary hypoventilation regions of mechanically ventilated patients with ARDS secondary to COVID-19; and verify their association with respiratory system compliance and gas exchange. This is a secondary analysis of a clinical trial. A total of 53 participants hospitalized in an Intensive Care Unit specialized in the care of patients with COVID-19 on mechanical ventilation were selected. Pulmonary ventilation distribution was evaluated using Electrical Impedance Tomography (EIT), arterial blood gas analysis, and ventilatory mechanics. For analysis, the lung images were divided into quadrants of equal size, and the images were categorized according to the percentage of impedance variation (ΔZ) found in each quadrant. Four categories of distribution of areas of pulmonary hypoventilation were identified, in order of prevalence: preserved dorsal ventilation; unilaterally reduced dorsal ventilation; reduced dorsal ventilation bilaterally; preserved unilateral ventilation. Among the categories, patients with bilaterally reduced dorsal ventilation have a higher level of compromised oxygenation indicated by the PaO2/FiO2 ratio, however, there is no difference in respiratory system compliance values between the analyzed categories.


     


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  • MILENE DE OLIVEIRA ALMEIDA
  • Comparação entre a cinesioterapia e os cuidados usuais durante o primeiro período do trabalho de parto de gestantes de alto risco induzidas por misoprostol: um ensaio clínico randomizado


  • Orientador : ANDREA LEMOS BEZERRA DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREA LEMOS BEZERRA DE OLIVEIRA
  • LEILA KATZ
  • CRISTINA KATYA TORRES TEIXEIRA MENDES
  • Data: 27/05/2022

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  • Cenário: O acompanhamento fisioterapêutico durante o trabalho de parto favorece a mobilidade materna, dilatação da cervix uterina e a descida fetal contribuindo para evolução do trabalho de parto e realização do parto vaginal. OBJETIVO: Analisar a efetividade da cinesioterapia no trabalho de parto de gestantes induzidas por misoprostol quanto à realização de partos vaginais quando comparado ao grupo de cuidados usuais. MÉTODO: Trata-se de um ensaio clínico realizado na Maternidade do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba HULW no período de janeiro a dezembro de 2021 com gestantes induzidas farmacologicamente por misoprostol (25mcg, via vaginal). As gestantes foram randomizadas em dois grupos: Grupo Intervenção (GI): gestantes induzidas que realizaram cinesioterapia durante a fase ativa do trabalho de parto; Grupo Controle (GC): gestantes induzidas que não tiveram o acompanhamento fisioterapêutico na fase ativa do trabalho de parto. As variáveis estudadas foram: parto vaginal, tempo de indução, duração da fase ativa de trabalho de parto, duração do período expulsivo de trabalho de parto, número de doses de misoprostol, nível de dor, laceração grau 3 ou 4 e Apgar de 5º minuto. Os dados foram coletados através de fichas de coletas pré-estabelecidas e posteriormente analisados pelo programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) para realização de testes estatísticos. RESULTADOS: A amostra de gestantes do grupo intervenção obtiveram um maior quantitativo de partos vaginais (p=0,016). Já as variáveis tempo de indução, duração da fase ativa e período expulsivo, nível de dor, presença de laceração, Apgar e peso fetal não tiveram diferença entre os grupos. CONCLUSÃO: A cinesioterapia durante a fase ativa do trabalho de parto de mulheres induzidas por misoprostol foi efetiva para a realização de mais partos vaginais apesar de não demonstrar diferença nas demais variáveis estudadas.


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  • INTRODUCTION: Misoprostol induction is one of the most used forms in clinical practice in maternity hospitals when the objective is to promote labor. However, induction does not always progress to vaginal delivery. Physiotherapeutic monitoring through kinesiotherapy is a strategy that can be used in this period and has several benefits, nevertheless, the study of the application of kinesiotherapy in induced women is not yet known. OBJECTIVE: To analyze the effectiveness of kinesiotherapy in the labor of pregnant women induced by misoprostol regarding the performance of vaginal deliveries when compared to the usual care group. METHODS: This is a clinical trial carried out at the Maternity Hospital of the Lauro Wanderley University Hospital of the Federal University of Paraíba HULW from January to December 2021 with pregnant women pharmacologically induced by misoprostol (25mcg, vaginally). The pregnant women were randomized into two groups: Intervention Group (IG): induced pregnant women who underwent kinesiotherapy during the active phase of labor; Control Group (CG): induced pregnant women who did not physical therapy during the active phase of labor. The variables studied were: vaginal delivery, induction time, duration of the active phase of labor, duration of the expulsive period of labor, number of misoprostol doses, pain level, grade 3 or 4 lacerations, and 5th-minute Apgar. Data were collected through pre-established collection forms and later analyzed by the Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) program to perform statistical tests. RESULTS: The sample of pregnant women in the intervention group had a greater number of vaginal deliveries (p=0.016). The variables induction time, duration of the active phase and expulsive period, pain level, presence of laceration, Apgar, and fetal weight had no difference between groups. CONCLUSION: Kinesiotherapy during the active phase of labor in women induced by misoprostol was effective for performing more vaginal deliveries despite not showing any difference in the other outcomes studied.

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  • JADER BARBOSA FONSECA
  • EFEITO DOS EXERCÍCIOS NEUROMOTORES NO EQUILÍBRIO DE JOGADORES DE BASQUETE: REVISÃO SISTEMÁTICA COM META-ANÁLISE

  • Orientador : ANA PAULA DE LIMA FERREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREA LEMOS BEZERRA DE OLIVEIRA
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • MÁRCIO ALMEIDA BEZERRA
  • Data: 22/06/2022

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  • Objetivo: o objetivo desta revisão é avaliar o efeito de exercícios neuromotores de membros inferiores no equilíbrio estático e dinâmico em jogadores de basquete. Métodos: a estratégia de busca foi realizada nas seguintes bases de dados: Medline/Pubmed, LILACS, Scopus e PEDRO. O nível de certeza da evidência foi avaliado pelo GRADE para as direções posteromedial, posterolateral e anterior e valor composto do Star Excursion Balance Test. Resultados: a busca inicial identificou 520 estudos. Destes, seis estudos foram incluídos nesta revisão, e três deles foram incluídos na meta-análise (n = 64). A avaliação através do GRADE indicou baixo nível de certeza da evidência para posteromedial (MD = 4,92%; IC 95% = -1,44 a 11,29; P = 0,13; I2 = 55%), posterolateral (MD = 6,08%; IC 95% = 2,76 a 9,40; P = 0,0003; I2 = 19%) e anterior (MD = 4,87%; IC 95%: 2,84 a 6,89; p<0,00001; I2= 0%). Muito baixo nível de certeza de evidência foi encontrado para o valor composto (MD = 6,42%; IC 95%: 5,03 a 7,82 P < 0,00001; I2 = 1%). Conclusões: Exercícios neuromotores melhoram o equilíbrio dinâmico em jogadores de basquete. Embora, a certeza da evidência ainda seja muito baixa. Portanto, nossos dados devem ser interpretados com cautela


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  • SONIA ELVIRA DOS SANTOS MARINHO
  • EFEITOS DO USO DA MÁSCARA DE MERGULHO ADAPTADA (OWNER) E DA MÁSCARA OROFACIAL CONVENCIONAL EM PACIENTES COM E SEM O DIAGNÓSTICO DE COVID-19 COM INDICAÇÃO DE VNI QUANTO À OXIGENAÇÃO E NÃO INTUBAÇÃO: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO

  • Orientador : PATRICIA ERIKA DE MELO MARINHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANNA MYRNA JAGUARIBE DE LIMA
  • SELMA SOUSA BRUNO
  • MARIA DA GLORIA RODRIGUES MACHADO
  • Data: 12/07/2022

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  • A Covid-19 causa uma variedade de afecções do sistema respiratório, desde sintomas de resfriado leve até a síndrome do desconforto respiratório agudo grave (SDRA). No início da pandemia, havia recomendação para intubação precoce com o intuito de evitar deterioração respiratória e maior lesão pulmonar e a ventilação não invasiva (VNI) era vista como método inseguro para tais pacientes. O objetivo desta pesquisa foi comparar os efeitos do uso da máscara de mergulho adaptada (Owner) e da máscara orofacial convencional em pacientes com e sem o diagnóstico de Covid-19 com indicação de VNI quanto ao conforto, oxigenação e percepção de dispneia. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, resultante de um estudo maior, aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CAAE: 30783720.7.0000.5343, parecer nº. 4.305.813), respeitando todas as normas da Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde e registrado no Registro Brasileiro de Ensaio Clínico (ReBEC) (RBR – 7xmbgsz). Foram incluídos na pesquisa pacientes admitidos nas unidades de terapia intensiva (UTI) de dois hospitais, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 90 anos e com indicação de VNI por SDRA. Foram analisados 48 pacientes. Os pacientes com Covid-19 foram alocados no grupo máscara de mergulho adaptada (G1, n= 12) e no grupo máscara orofacial convencional (G2, n=12) e os pacientes sem Covid-19 foram alocados em grupo máscara de mergulho adaptada (G3, n=12) e grupo máscara orofacial convencional (G4, n=12).  Não houve perda amostral. As máscaras de mergulho adaptada e convencional diferiram entre si quanto ao comportamento da RPaO2/FiO2 em 1h (309,66±11,48 x 275,708±11,48, respectivamente) (p= 0,042) e em 48h (365,81±16,85 x 308,787±18,86, respectivamente) (p= 0,021). Observou-se redução da sensação autorreferida de dispneia em todos os grupos avaliados. O sucesso da VNI foi elevado em todos os grupos, com 91,7% em G1, G3 e G4 e 83,3% no G2 e houve melhora na percepção de dispneia em todos eles. Quanto ao conforto da interface, 74% dos pacientes que utilizaram máscara de mergulho adaptada não referiram desconforto. Conclui-se que a VNI foi segura e eficaz nos pacientes avaliados e houve superioridade da máscara de mergulho adaptada na melhora da RPaO2/FiO2 e quanto ao conforto, em que ambas as interfaces contribuíram para a redução da percepção da dispneia.


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  • A Covid-19 causa uma variedade de afecções do sistema respiratório, desde sintomas de resfriado leve até a síndrome do desconforto respiratório agudo grave (SDRA). No início da pandemia, havia recomendação para intubação precoce com o intuito de evitar deterioração respiratória e maior lesão pulmonar e a ventilação não invasiva (VNI) era vista como método inseguro para tais pacientes. O objetivo desta pesquisa foi comparar os efeitos do uso da máscara de mergulho adaptada (Owner) e da máscara orofacial convencional em pacientes com e sem o diagnóstico de Covid-19 com indicação de VNI quanto ao conforto, oxigenação e percepção de dispneia. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, resultante de um estudo maior, aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CAAE: 30783720.7.0000.5343, parecer nº. 4.305.813), respeitando todas as normas da Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde e registrado no Registro Brasileiro de Ensaio Clínico (ReBEC) (RBR – 7xmbgsz). Foram incluídos na pesquisa pacientes admitidos nas unidades de terapia intensiva (UTI) de dois hospitais, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 90 anos e com indicação de VNI por SDRA. Foram analisados 48 pacientes. Os pacientes com Covid-19 foram alocados no grupo máscara de mergulho adaptada (G1, n= 12) e no grupo máscara orofacial convencional (G2, n=12) e os pacientes sem Covid-19 foram alocados em grupo máscara de mergulho adaptada (G3, n=12) e grupo máscara orofacial convencional (G4, n=12).  Não houve perda amostral. As máscaras de mergulho adaptada e convencional diferiram entre si quanto ao comportamento da RPaO2/FiO2 em 1h (309,66±11,48 x 275,708±11,48, respectivamente) (p= 0,042) e em 48h (365,81±16,85 x 308,787±18,86, respectivamente) (p= 0,021). Observou-se redução da sensação autorreferida de dispneia em todos os grupos avaliados. O sucesso da VNI foi elevado em todos os grupos, com 91,7% em G1, G3 e G4 e 83,3% no G2 e houve melhora na percepção de dispneia em todos eles. Quanto ao conforto da interface, 74% dos pacientes que utilizaram máscara de mergulho adaptada não referiram desconforto. Conclui-se que a VNI foi segura e eficaz nos pacientes avaliados e houve superioridade da máscara de mergulho adaptada na melhora da RPaO2/FiO2 e quanto ao conforto, em que ambas as interfaces contribuíram para a redução da percepção da dispneia.

2021
Dissertações
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  • LUIS AUGUSTO MENDES FONTES
  • EFEITO AGUDO DA VIBRAÇÃO DE CORPO INTEIRO DE DIFERENTES FREQUÊNCIAS NO EQUILÍBRIO E MOBILIDADE FUNCIONAL DE PACIENTES COM PARKINSON: ENSAIO CLÍNICO CONTROLADO TIPO CROSSOVER


  • Orientador : MARIA DAS GRACAS RODRIGUES DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANA CARLA COSTA RIBEIRO CLEMENTINO
  • PATRICIA ERIKA DE MELO MARINHO
  • RICARDO OLIVEIRA GUERRA
  • Data: 18/06/2021

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  • INTRODUÇÃO: A doença de Parkinson (DP) pode ser definida como um distúrbio do movimento, ocasionado pela diminuição da dopamina no sistema nervoso central, mais especificamente na substância nigra. Os achados mais comuns na DP são a bradicinesia, tremor de repouso e rigidez. Por muitas vezes, os pacientes também apresentam instabilidade postural, ocasionando aumento do desequilíbrio e maior risco de quedas. O tratamento proposto é o farmacológico, na grande maioria das vezes, através da Levodopa. A fisioterapia tem o papel de coadjuvante no plano terapêutico, por meio de exercício de equilíbrio, resistência e coordenação, visa à melhora funcional do paciente. Mais recentemente tem sido proposto a utilização da vibração de corpo inteiro (VCI) para a DP, a fim de gerar inputs sensoriais para ativação de áreas cerebrais especificas. Porém, ainda é incerto qual parâmetro de frequência da vibração de corpo inteiro é ideal para aplicação na DP.  Portanto, o objetivo do estudo foi identificar qual melhor frequência de VCI para melhorar mobilidade funcional e equilíbrio em pacientes com DP.  Para isso, o estudo em tela foi realizado através de um cross-over de sessão única. MÉTODOS: Os pacientes triados e selecionados passaram por três tipos de VCI (grupo A: VCI de 6 Hz, grupo B: VCI de 25 Hz e grupo C: VCI sham), com intervalo entre as sessões de, no mínimo, uma semana. Foram avaliados, antes e após a aplicação da VCI, os seguintes desfechos: mobilidade funcional através do timed up and go, equilíbrio estático, dinâmico e risco de quedas avaliado pela escala MiniBest, e pelo Balance biodex system, funcionalidade por meio da escala unificada para doença de Parkinson (UPDRS), distribuição plantar avaliada pela baropodometria. RESULTADOS: Os resultados mostraram que a mobilidade (t = 3,06; p = 0,011; IC = 0,17 a - 1,08), o risco de quedas (t = 2,91; p = 0,014; IC = 0,22 a 1,60) e a distribuição plantar (t = 2,68; p = 0,023; IC = 2,90 ao 31,41) foram alterados após a vibração de 6 Hz, sendo apenas o último comparado ao grupo sham. Além disso, a funcionalidade (t = 2,43; p = 0,033; IC = 0,44 a 8,88), foi modificada tanto pela vibração de 6 Hz como de 25 Hz, apesar de não ter alcançado a mínima diferença clinicamente significante. CONCLUSÃO: Apesar dos efeitos encontrados não terem sido com um grande tamanho de efeito, a frequência de 6 Hz parece apresentar uma melhor tendência em melhorar equilíbrio de pacientes com doença de Parkinson.


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  • INTRODUCTION: Parkinson's disease (PD) can be defined as a movement disorder, caused by a decrease in dopamine in the central nervous system, more specifically in the substantia nigra. The most common findings in PD are bradykinesia, rest tremor and stiffness. Often, patients also present postural instability, causing an increase in imbalance and an increased risk of falls. The most common treatment is pharmacological, in most cases, through Levodopa. Physiotherapy plays a supporting role in the therapeutic plan, through balance, resistance and coordination exercises, aiming at the patient's functional improvement. More recently, it has been proposed to use whole body vibration (WBV) for  PD, in order to generate sensory inputs for activate  specific brain areas. However, it is still uncertain which frequency of the whole body vibration is ideal for the application on PD. Therefore, the aim of the study was to identify the best frequency of WBV to improve functional mobility and balance in patients with PD. For this, the study on screen was performed through a single session cross-over. METHODS: The screened and selected patients underwent three types of WBV (group A: 6 Hz WBV, group B: 25 Hz WBV and group C: sham WBV), with an interval between sessions of at least one week. The following outcomes were evaluated before and immediately after the application of the WBV : functional mobility through timed up and go, static, dynamic balance and risk of falls assessed by the MiniBest scale, and by the Balance biodex system, functionality through the unified scale for Parkinson's disease (UPDRS), plantar distribution assessed by baropodometry. RESULTS: The results inherent to mobility (t = 3.06; p = 0.011; CI = 0.17 to 1.08), the risk of falls (t = 2.91; p = 0.014; CI = 0.22 to 1, 60) and the plantar distribution (t = 2.68; p = 0.023; CI = 2.90 to 31.41) were changed after the 6 Hz vibration, with only the latter being compared to the sham group. In addition, the functionality (t = 2.43; p = 0.033; CI = 0.44 to 8.88), was modified by both 6 Hz and 25 Hz vibration, although it did not reach the clinically significant minimum difference. CONCLUSION: Although the effects found were not of a large effect size, the frequency of 6 Hz seems to have a better tendency to improve the balance of patients with PD.

2
  • VANESSA MARIA DA SILVA ALVES GOMES
  • Efeito imediato da crochetagem na dor e mobilidade cervical em indivíduos adultos com cervicalgia inespecífica

  • Orientador : GISELA ROCHA DE SIQUEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANGELICA DA SILVA TENORIO
  • ERICA PATRICIA BORBA LIRA UCHOA
  • MARINA DE LIMA NEVES BARROS
  • Data: 26/10/2021

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  • Introdução: Dentre os tipos de cervicalgias, a mais comum é a dor cervical inespecífica. Uma recente alternativa para o tratamento da dor cervical inespecífica é a Crochetagem Miofascial, que apesar de ser uma técnica pouco difundida no Brasil, é uma manobra de liberação miofascial instrumental rápida, de baixo custo, não invasiva, mas que atua de forma pontual e profunda nos tecidos. Objetivo: Avaliar o efeito imediato da Crochetagem Miofascial na dor e mobilidade na cervicalgia inespecífica quando comparada ao grupo Sham. Método: É um estudo do tipo ensaio clínico controlado e randomizado, realizado com 30 adultos, randomizados de forma igualitária em dois grupos distintos: grupo crochetagem (GC) e grupo Sham (GS). Em todo o processo houve mascaramento e sigilo de alocação. Após a triagem, os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e em seguida foram convocados para a fase de avaliação. Os instrumentos de mensuração utilizados foram: Questionário Sócio Clínico Demográfico, Neck Disability Index (NDI), Escala Visual Analógica (EVA), Algômetro de pressão, Cervical Range of Motion (CROM) e Ultrassom 2D. Em seguida os participantes foram distribuídos para o GC ou GS, cujo aplicou-se um único atendimento com duração de 30 minutos nos músculos ECOM, levantador da escápula, trapézio e semiespinhais. Posteriormente à intervenção, realizou-se a avaliação final com os mesmos instrumentos aplicados anteriormente, exceto os questionários. Os dados foram codificados e processados pelo programa SPSS versão 20.0, com nível de significância de 95% (p<0,05). Foi utilizado a análise de covariância (ANCOVA) para análise intergrupo, sendo o tamanho de efeito calculado através do teste d de cohen. Resultados: Encontramos melhora na intensidade da dor favorecendo o grupo Chochetagem em relação ao Sham no momento pós-tratamento (diferença média: 3,35, d = 2,23). Houve ganho na amplitude de movimento cervical em relação à extensão, rotação e inclinação no grupo Crochetagem com tamanho de efeito moderado a grande (d = 0,40 a 1,86) quando comparado ao Sham. Conclusão: A técnica Crochetagem demosntrou ter efeito para redução da dor e ganho de mobilidade, sendo portanto, considerada um recurso confiável, de baixo custo e benéfico para o tratamento da dor cervical.

     

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  • xxx

3
  • LAYLLA MARJORYE REBOUÇAS BEZERRA
  • Orientador : GISELA ROCHA DE SIQUEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DEBORA WANDERLEY VILLELA
  • GEISA GUIMARAES DE ALENCAR
  • JULIANA FERNANDES DE SOUZA BARBOSA
  • Data: 12/11/2021

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  • SULYVAN ÍTALO DAHER CHAVES
  • QUALIDADE DO SONO, SONOLÊNCIA DIURNA EXCESSIVA, SINTOMAS DE TRANSTORNOS DE HUMOR E NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA EM PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE NA LINHA DE FRENTE NO COMBATE À COVID-19

  • Orientador : ANNA MYRNA JAGUARIBE DE LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GISELA ROCHA DE SIQUEIRA
  • RAFAEL MIRANDA TASSITANO
  • AMILTON DA CRUZ SANTOS
  • Data: 24/11/2021

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  • Introdução: Recentemente, um novo surto de doença infecciosa, de caráter pandêmico, denominada COVID-19 fez com que a demanda dos profissionais de saúde aumentasse ainda mais. Neste contexto, medidas de isolamento e distanciamento social foram tomadas para conter o avanço da pandemia, contribuindo para uma possível redução do nível de atividade física. Além disso, as condições de estresse nesse período foram exponencialmente aumentadas, levando ao desenvolvimento de transtornos de humor e distúrbios do sono. Objetivo: Verificar associações entre a qualidade do sono, a sonolência diurna excessiva, os sintomas de transtornos de humor e o nível de atividade física em profissionais de saúde da linha de frente COVID-19. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de corte transversal, realizada através da aplicação de questionários validados para avaliar qualidade do sono (Índice de qualidade do sono de Pittsburgh-PSQI), sonolência diurna excessiva (Escala de sonolência de Epworth-ESE), sintomas de ansiedade (Inventário de ansiedade de Beck-IAB) e depressão (Inventário de depressão de Beck-IDB) e nível de atividade física (Questionário internacional de atividade física-IPAQ). Os questionários foram aplicados através de formulário online, divulgados através de mídias sociais. Foram recrutados profissionais de saúde (médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos/auxiliares de enfermagem) que atuavam em unidades hospitalares na assistência a pacientes com COVID-19. Os dados foram analisados no software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 20.0, utilizando-se técnicas de estatística descritiva e inferencial. Para análise estatística dos resultados foi atribuído um nível de significância de 95% (p<0,05). significativas. Resultados: 96 indivíduos completaram o estudo. Foram observadas uma alta prevalência de má qualidade do sono (86,5%) e sonolência diurna excessiva (42,7%). 42,8% e 51% da amostra apresentaram algum sintoma de ansiedade e depressão, respectivamente. Quanto ao nível de atividade física, a maior parte dos sujeitos foi classificada como altamente ativo (45,8%). Foram observadas correlações moderadas entre transtornos de humor e qualidade do sono (ansiedade: r = 0,587; p < 0,001) (depressão: r = 0,588; p < 0,001), bem como correlações fracas entre transtornos de humor e sonolência diurna excessiva (ansiedade: r = 0,220; p < 0,05) (depressão: r = 0,217; p < 0,05). Não foram observadas correlações entre o nível de atividade física e os parâmetros do sono (PSQI: r = 0,180; p > 0,05) (ESE: r = 0,030; p > 0,05). A análise de regressão linear múltipla resultou em um modelo sifnificativo para qualidade do sono [F (2, 93) = 28,985; p < 0,001; R² = 0,384], no qual a ansiedade (β = 0,355; t = 2,883; p = 0,005)  e a depressão (β = 0,307; t = 2,494; p = 0,014) foram fatores preditores da qualidade do sono. Não houve associação entre sonolência diurna excessiva e os sintomas de transtorno de humor [F (2, 93) = 2,121; p = 0,126; R² = 0,044]. Conclusões: De acordo com os resultados, A qualidade do sono e a sonolência diurna excessiva foram correlacionados positivamente com os transtornos de humor. Entretanto, apenas a qualidade do sono apresentou associação com os sintomas de transtorno de humor, e os sintomas de ansiedade e depressão foram fatores preditores da qualidade do sono. O nível de atividade física não foi correlacionado com nenhum dos parâmetros do sono.


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  • Introdução: Recentemente, um novo surto de doença infecciosa, de caráter pandêmico, denominada COVID-19 fez com que a demanda dos profissionais de saúde aumentasse ainda mais. Neste contexto, medidas de isolamento e distanciamento social foram tomadas para conter o avanço da pandemia, contribuindo para uma possível redução do nível de atividade física. Além disso, as condições de estresse nesse período foram exponencialmente aumentadas, levando ao desenvolvimento de transtornos de humor e distúrbios do sono. Objetivo: Verificar associações entre a qualidade do sono, a sonolência diurna excessiva, os sintomas de transtornos de humor e o nível de atividade física em profissionais de saúde da linha de frente COVID-19. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de corte transversal, realizada através da aplicação de questionários validados para avaliar qualidade do sono (Índice de qualidade do sono de Pittsburgh-PSQI), sonolência diurna excessiva (Escala de sonolência de Epworth-ESE), sintomas de ansiedade (Inventário de ansiedade de Beck-IAB) e depressão (Inventário de depressão de Beck-IDB) e nível de atividade física (Questionário internacional de atividade física-IPAQ). Os questionários foram aplicados através de formulário online, divulgados através de mídias sociais. Foram recrutados profissionais de saúde (médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos/auxiliares de enfermagem) que atuavam em unidades hospitalares na assistência a pacientes com COVID-19. Os dados foram analisados no software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 20.0, utilizando-se técnicas de estatística descritiva e inferencial. Para análise estatística dos resultados foi atribuído um nível de significância de 95% (p<0,05). significativas. Resultados: 96 indivíduos completaram o estudo. Foram observadas uma alta prevalência de má qualidade do sono (86,5%) e sonolência diurna excessiva (42,7%). 42,8% e 51% da amostra apresentaram algum sintoma de ansiedade e depressão, respectivamente. Quanto ao nível de atividade física, a maior parte dos sujeitos foi classificada como altamente ativo (45,8%). Foram observadas correlações moderadas entre transtornos de humor e qualidade do sono (ansiedade: r = 0,587; p < 0,001) (depressão: r = 0,588; p < 0,001), bem como correlações fracas entre transtornos de humor e sonolência diurna excessiva (ansiedade: r = 0,220; p < 0,05) (depressão: r = 0,217; p < 0,05). Não foram observadas correlações entre o nível de atividade física e os parâmetros do sono (PSQI: r = 0,180; p > 0,05) (ESE: r = 0,030; p > 0,05). A análise de regressão linear múltipla resultou em um modelo sifnificativo para qualidade do sono [F (2, 93) = 28,985; p < 0,001; R² = 0,384], no qual a ansiedade (β = 0,355; t = 2,883; p = 0,005)  e a depressão (β = 0,307; t = 2,494; p = 0,014) foram fatores preditores da qualidade do sono. Não houve associação entre sonolência diurna excessiva e os sintomas de transtorno de humor [F (2, 93) = 2,121; p = 0,126; R² = 0,044]. Conclusões: De acordo com os resultados, A qualidade do sono e a sonolência diurna excessiva foram correlacionados positivamente com os transtornos de humor. Entretanto, apenas a qualidade do sono apresentou associação com os sintomas de transtorno de humor, e os sintomas de ansiedade e depressão foram fatores preditores da qualidade do sono. O nível de atividade física não foi correlacionado com nenhum dos parâmetros do sono.

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  • PEDRO PAULO SIMÕES DE SIQUEIRA
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE QUALIDADE DO SONO, SONOLÊNCIA DIURNA EXCESSIVA E ATIVIDADE FÍSICA EM CORREDORES DE RUA AMADORES DURANTE A PANDEMIA DE SARS-COV-2

  • Orientador : ANNA MYRNA JAGUARIBE DE LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GISELA ROCHA DE SIQUEIRA
  • MARIA DO SOCORRO BRASILEIRO SANTOS
  • MARIA CECÍLIA MARINHO TENÓRIO
  • Data: 29/11/2021

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  • O novo coronavírus, causador da doença COVID-19, surgiu rapidamente na China como uma pneumonia viral. Diante da contaminação descontrolada, a situação foi declarada como pandemia pela Organização Mundial da Saúde. Consequentemente, uma das recomendações científicas adotadas para conter o vírus foi o distanciamento social/físico. No entanto, estas mudanças nos comportamentos sociais levaram a modificações no nível de atividade física, inclusive das pessoas que eram consideradas ativas, como os corredores de rua, por exemplo. Além disso, estas mudanças vêm causando danos significativos nos padrões de sono e no controle do ritmo circadiano. Nesse contexto, alterações do sono podem estar relacionadas à inatividade física e terem sido agravadas durante a pandemia. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi determinar a associação entre a qualidade do sono, a sonolência diurna excessiva e a atividade física em corredores de rua amadores durante a pandemia da COVID-19. Trata-se de um estudo do tipo corte transversal, realizado com 86 corredores de rua amadores de ambos os sexos, com idade entre 18 e 65. Os dados foram coletados de forma on-line, por meio de e-mail e plataformas que permitem a orientação áudiovisual. Os voluntários submeteram-se à avaliação da qualidade do sono, sonolência diurna excessiva e do cronotipo, além disso foram orientados quanto à utilização do aplicativo Google Fit durante 7 dias para avaliação da atividade física. A normalidade da distribuição dos dados foi verificada pelo teste Shapiro-Wilk e igualdade de variâncias pelo teste F de Levene. Para a correlação entre os dados, utilizou-se o teste de correlação de Pearson ou teste de correlação de Spearman. Análise de regressão linear simples foi realizada entre a sonolência diurna excessiva e as variáveis independentes que apresentaram correlação significativa. Consideraram-se significativos valores de p < 0,05. No que se refere à sonolência diurna excessiva, 76,7% da amostra apresentou ausência de sonolência diurna, e apenas 3,5% foram caracterizados com boa qualidade do sono. Com relação à avaliação objetiva da atividade física e as horas de sono autorrelatadas, não foram registradas diferenças entre os dias da semana e os finais de semana (p > 0,05). Na avaliação das horas de sono autorreferidas e na avaliação objetiva da atividade física, não foram observadas diferenças entre os indivíduos com boa e má qualidade do sono (p > 0,05). O grupo com sonolência diurna excessiva teve uma maior quantidade de passos dados em relação ao grupo sem sonolência diurna excessiva (p = 0,019) e uma maior distância percorrida do que o grupo com ausência de sonolência (p = 0,011). Foi encontrada uma correlação positiva fraca entre a sonolência diurna excessiva e a contagem de passos [r(p) = 0,219 (0,042)]. No entanto, não houve correlação entre a qualidade do sono e as variáveis relacionadas à atividade física. Um modelo (β=0,275; t = 2,622; p = 0,010) foi obtido a partir de regressão linear simples, na qual a atividade física medida pela contagem de passos é preditora para sonolência diurna excessiva. Houve associação entre a sonolência diurna excessiva e a atividade física, no entanto não foi encontrada associação entre a atividade física e a qualidade do sono. A atividade física é preditora da sonolência diurna excessiva. Sugere-se que futuros estudos longitudinais, com maior tamanho amostral, sejam realizados, a fim de elucidar as relações causais e avaliar os parâmetros do sono e os níveis de atividade física na população de corredores de rua durante e após o período pandêmico


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  • O novo coronavírus, causador da doença COVID-19, surgiu rapidamente na China como uma pneumonia viral. Diante da contaminação descontrolada, a situação foi declarada como pandemia pela Organização Mundial da Saúde. Consequentemente, uma das recomendações científicas adotadas para conter o vírus foi o distanciamento social/físico. No entanto, estas mudanças nos comportamentos sociais levaram a modificações no nível de atividade física, inclusive das pessoas que eram consideradas ativas, como os corredores de rua, por exemplo. Além disso, estas mudanças vêm causando danos significativos nos padrões de sono e no controle do ritmo circadiano. Nesse contexto, alterações do sono podem estar relacionadas à inatividade física e terem sido agravadas durante a pandemia. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi determinar a associação entre a qualidade do sono, a sonolência diurna excessiva e a atividade física em corredores de rua amadores durante a pandemia da COVID-19. Trata-se de um estudo do tipo corte transversal, realizado com 86 corredores de rua amadores de ambos os sexos, com idade entre 18 e 65. Os dados foram coletados de forma on-line, por meio de e-mail e plataformas que permitem a orientação áudiovisual. Os voluntários submeteram-se à avaliação da qualidade do sono, sonolência diurna excessiva e do cronotipo, além disso foram orientados quanto à utilização do aplicativo Google Fit durante 7 dias para avaliação da atividade física. A normalidade da distribuição dos dados foi verificada pelo teste Shapiro-Wilk e igualdade de variâncias pelo teste F de Levene. Para a correlação entre os dados, utilizou-se o teste de correlação de Pearson ou teste de correlação de Spearman. Análise de regressão linear simples foi realizada entre a sonolência diurna excessiva e as variáveis independentes que apresentaram correlação significativa. Consideraram-se significativos valores de p < 0,05. No que se refere à sonolência diurna excessiva, 76,7% da amostra apresentou ausência de sonolência diurna, e apenas 3,5% foram caracterizados com boa qualidade do sono. Com relação à avaliação objetiva da atividade física e as horas de sono autorrelatadas, não foram registradas diferenças entre os dias da semana e os finais de semana (p > 0,05). Na avaliação das horas de sono autorreferidas e na avaliação objetiva da atividade física, não foram observadas diferenças entre os indivíduos com boa e má qualidade do sono (p > 0,05). O grupo com sonolência diurna excessiva teve uma maior quantidade de passos dados em relação ao grupo sem sonolência diurna excessiva (p = 0,019) e uma maior distância percorrida do que o grupo com ausência de sonolência (p = 0,011). Foi encontrada uma correlação positiva fraca entre a sonolência diurna excessiva e a contagem de passos [r(p) = 0,219 (0,042)]. No entanto, não houve correlação entre a qualidade do sono e as variáveis relacionadas à atividade física. Um modelo (β=0,275; t = 2,622; p = 0,010) foi obtido a partir de regressão linear simples, na qual a atividade física medida pela contagem de passos é preditora para sonolência diurna excessiva. Houve associação entre a sonolência diurna excessiva e a atividade física, no entanto não foi encontrada associação entre a atividade física e a qualidade do sono. A atividade física é preditora da sonolência diurna excessiva. Sugere-se que futuros estudos longitudinais, com maior tamanho amostral, sejam realizados, a fim de elucidar as relações causais e avaliar os parâmetros do sono e os níveis de atividade física na população de corredores de rua durante e após o período pandêmico

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  • THANIA MAION DE SOUZA MELO
  • MOBILIDADE DO ESTÔMAGO E DO DIAFRAGMA EM INDIVÍDUOS COM GASTRITE CRÔNICA: UM ESTUDO
    TRANSVERSAL

  • Orientador : GISELA ROCHA DE SIQUEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANGELICA DA SILVA TENORIO
  • MARINA DE LIMA NEVES BARROS
  • ERICA PATRICIA BORBA LIRA UCHOA
  • Data: 02/12/2021

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  • Introdução: A Osteopatia Visceral é uma filosofia e ciência de tratamento de terapia manual que visa a ecuperação de movimento, através da manipulação das cadeias fasciais, somato viscerais e viscero somáticos. Por mobilizar as fáscias que se interligam às vísceras, pode proporcionar a melhora da mobilidade visceral e diafragmático, assim como em restrições segmentares vertebrais em indivíduos com gastrite crônica. Objetivo: avaliar a mobilidade do estômago e diafragma e restrições segmentares vertebrais entre adultos com diagnostico de gastrite crônica comparados à adultos saudáveis. Método: Estudo observacional formado por indivíduos com diagnóstico de gastrite crônica que serão avaliados quanto a mobilidade do estômago, diafragma e restrições segmentares vertebrais. A amostra foi calculada através da realização de um estudo piloto, composto por 60 indivíduos com diagnóstico de gastrite crônica, entre 18 e 59 anos de idade e de ambos os sexos. A pesquisa s foi desenvolvida no Laboratório de Aprendizagem e Controle Motor (LACOM), do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no período de outubro de 2018 a novembro de 2019. Para análise estatística, foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk para normalidade. Os desfechos
    foram considerados utilizando intervalo de confiança de 95%. Para a análise intra-grupo das variáveis qualitativas foi utilizado o Kappa e para as quantitativas o ICC. Resultado: Na comparação entre os grupos, foram encontrados a restrição de mobilidade do estômago em todas as direções (p&lt;0,02) com exceção da direção anti-horária (p = 0,09). No GG 93% dos indivíduos apresentaram restrição da mobilidade do diafragma.(p = 0,00) com concordância intravaliador excelente. Também foi evidenciado no estudo uma restrição muscoloesquelética na coluna cervical em rotação mais evidente entre C2 e C4 e em assimetria na coluna torácica entre T5 a T9. Conclusão: Indivíduos com gastrite crônica apresentaram maior restrição da mobilidade do estômago e do diafragma, além da maior prevalência da disfunção somática cervical e torácica, comprometendo mais de três vértebras em indivíduos com gastrite crônica, quando comparados aos saudáveis.


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  • Introduction: Visceral Osteopathy is a philosophy and science of manual therapy treatment aimed at recovery of movement, through the manipulation of fascial chains, visceral somato and visceral somatic. By mobilizing the fascia that interconnect with the viscera, it can improve visceral and diaphragmatic mobility, as well as vertebral segmental restrictions in individuals with chronic gastritis. Objective: To assess stomach and diaphragm mobility and vertebral segmental restrictions among adults diagnosed with chronic gastritis compared to healthy adults. Method: Observational study formed by individuals diagnosed with chronic gastritis who will be evaluated for stomach mobility, diaphragm and vertebral segmental restrictions. The sample was calculated through a pilot study, composed of 60 individuals diagnosed with chronic gastritis, between 18 and 59 years of age and of both sexes. The research was carried out at the Learning and Motor Control Laboratory (LACOM), of the Physical Therapy Department of the Federal University of Pernambuco (UFPE), from October 2018 to November 2019. For statistical analysis, the Shapiro test was used - Wilk for normalcy. Outcomes were considered using a 95% confidence interval. For the intra-group analysis of the qualitative variables, the Kappa was used and for the quantitative, the ICC. Result: In the comparison between the groups, restriction of stomach mobility was found in all directions (p&lt;0.02) with the exception of the counterclockwise direction (p = 0.09). In the GG, 93% of the individuals had diaphragm mobility restriction. (p = 0.00) with excellent intra-rater agreement. The study also showed a musculoskeletal restriction in the cervical spine in more evident rotation between C2 and C4 and in asymmetry in the thoracic spine between T5 and T9. Conclusion: Individuals with chronic gastritis had greater restriction of stomach and diaphragm mobility, in addition to a higher prevalence of cervical and thoracic somatic dysfunction, affecting more than three vertebrae in individuals with chronic gastritis, when compared to healthy individuals.

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