Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • MAYZA COSTA BRIZENO
  • Uso do extrato etanólico das cascas do caule de Lonchocarpus araripensis no tratamento da esporotricose em felinos

  • Orientador : ELIETE CAVALCANTI DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELIETE CAVALCANTI DA SILVA
  • ANDRE DE LIMA AIRES
  • JULIANA PINTO DE MEDEIROS
  • TACIANA CASSIA DA SILVA
  • Data: 22/02/2022

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  • A esporotricose é uma zoonose causada por fungos do gênero Sporothrix que acomete uma variedade de
    animais. Ao infectar um indivíduo, essa doença pode causar lesões aos tecidos ou se apresentar de forma
    sistêmica. Nesse estudo pretende-se avaliar a eficácia do uso de um extrato vegetal no tratamento da
    esporotricose felina em dois grupos, sendo um controle (grupo A – Itraconazol) e o outro experimental
    (grupo B – itraconazol associado ao extrato etanólico). O extrato foi produzido a partir de cascas do caule
    de uma Lonchocarpus araripensis, uma espécie pertencente à família Fabaceae. O produto da extração foi
    liofilizado e armazenado em frascos âmbar em freezer, posteriormente diluído em água e administrado
    por via oral em doses entre 0,5ml e 1ml com intervalo de 24 horas. Os animais infectados foram avaliados
    com visitas quinzenais durante o período de 90 dias. As quais as avaliações eram constituídas de medição
    e fotografia das lesões cutâneas e descrição dos sinais clínicos. Ao término das avaliação não foi
    identificado diferenças no tratamento entres os grupos, tendo, ambos apresentado semelhança quanto ao
    tempo de cicatrização das lesões e o desaparecimento dos sinais clínicos. Constatando-se que para haver
    uma melhor avaliação da eficácia cicatrizante do extrato vegetal é necessário um estudo mais amplo com
    um maior N amostral e testando-se a toxicidade para que seja possível o uso de uma dosagem mais alta.


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  • Sporotrichosis is a zoonosis caused by a Sporothrix genus fungus that affects a variety of anima   ls, being cats the most affected. When infecting an individual, whether human or another species, this disease can cause skin lesions or present itself in a systemic way in a minority of cases. Itraconazole is the most used medication for the treatment because ithas a broad spectrum of action in superficial and systemic mycoses. However, some
    felines may not show signs of clinical improvement with the use of this medication, oreven the total healing process, without recurrence of the disease, can be very long and painful, since the animal must remain in isolation, which justifies the search for new drugs that are more effective and less toxic to the patients. In this context, the use of natural medications can be an important alternative in the treatment. This study aimed to evaluatethe efficacy of using an herbal extract in the treatment of feline sporotrichosis in two groups, Control (group A - Itraconazole) and the other Experimental (group B -itraconazole associated with ethanolic extract). The extract was produced from the stem bark of Lonchocarpus araripensis, a species belonging to the Fabaceae family. The extraction was produced from stem bark of lyophilized and was stored in amber vials in a fr ezer, later diluted in water and administered orally at a dose varying between 0.5ml and 1.0ml with an interval of 24 hours. We selected 20 cats affected by sporotrichosis, aged between six months and four years, living in the Metropolitan Region of Recife. The animals were evaluated with biweekly visits during a period of 90 days, in which measurements and photographs of the skin lesions were performed and the verification of clinical signs for comparative analysis regarding the evolution of the treatment. At the end of the evaluations, the collected data were tabulated and submitted to the G statistical test and nonsignificant differences were identified between groups A and B, both of which showed similarity regarding the healing time of the lesions and the disappearance of clinical signs. Noting that to have a better evaluation of the healing effectiveness of the plant extract, a broader study is needed to test the effectiveness of other dosages.

2
  • ANA JHOICE DE SANTANA FERREIRA
  • AVALIAÇÃO DA LECTINA DE Bothrops leucurus (BlL) SOBRE O PADRÃO DE

    DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO DE Gallus gallus domesticus

  • Orientador : ELIETE CAVALCANTI DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELIETE CAVALCANTI DA SILVA
  • FERNANDA DAS CHAGAS ANGELO MENDES TENORIO
  • JULIANA PINTO DE MEDEIROS
  • NOEMIA PEREIRA DA SILVA SANTOS
  • LUIZ LUCIO SOARES DA SILVA
  • MARTA GERUSA SOARES DE LUCENA
  • Data: 24/02/2022

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  • As lectinas são proteínas que possuem propriedades com alta especificidade de ligação à resíduos de carboidratos presentes em proteoglicanos, glicoproteínas e glicolipídios, desempenhando importantes funções como interação parasita-célula, comunicação célula-célula, desenvolvimento embrionário, reconhecimento e comunicação celular. A lectina Bothrops leucurus (BlL) utilizada nesse estudo, é uma proteína ligante de galactosídeo, sendo purificada a partir da peçonha da serpente Bothrops leucurus, conhecida como jararaca do rabo branco, endêmica da mata atlântica brasileira. Estudos apontam que a BIL apresenta importante atividade antibacteriana e anti-tumoral, além de possuir atividade leishmanicida sobre L. braziliensis e L. amazonensis. Para estudar os possíveis efeitos embriotóxicos da BlL, foi adotado o modelo experimental com embriões de Gallus gallus domesticus, por oferecerem características que beneficiam seu uso no teste de toxicidade.Foram utilizados 180 ovos fertilizados, sendo  separados em três grupos de 60 ovos, G1 (PBS) controel  negativo,  G2 (2,5 µM, BIL) e G3 (5 µM, BIL), incubado por 48 horas e posterioremente processados por técnicas hitológicas de montagem total, corte transversal e a técnica modificada de HET-CAM. Na análise dos embriões através de microscopia óptica foi observado que independentemente das concentrações testadas  a BlL não acarretou irritabilidade na membrana cório-alantoide e não alterou a morfogênese do sistema nervoso central em embriões de G. gallus domesticus.


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  • As lectinas são proteínas que possuem propriedades com alta especificidade de ligação à resíduos de carboidratos presentes em proteoglicanos, glicoproteínas e glicolipídios, desempenhando importantes funções como interação parasita-célula, comunicação célula-célula, desenvolvimento embrionário, reconhecimento e comunicação celular. A lectina Bothrops leucurus (BlL) utilizada nesse estudo, é uma proteína ligante de galactosídeo, sendo purificada a partir da peçonha da serpente Bothrops leucurus, conhecida como jararaca do rabo branco, endêmica da mata atlântica brasileira. Estudos apontam que a BIL apresenta importante atividade antibacteriana e anti-tumoral, além de possuir atividade leishmanicida sobre L. braziliensis e L. amazonensis. Para estudar os possíveis efeitos embriotóxicos da BlL, foi adotado o modelo experimental com embriões de Gallus gallus domesticus, por oferecerem características que beneficiam seu uso no teste de toxicidade.Foram utilizados 180 ovos fertilizados, sendo  separados em três grupos de 60 ovos, G1 (PBS) controel  negativo,  G2 (2,5 µM, BIL) e G3 (5 µM, BIL), incubado por 48 horas e posterioremente processados por técnicas hitológicas de montagem total, corte transversal e a técnica modificada de HET-CAM. Na análise dos embriões através de microscopia óptica foi observado que independentemente das concentrações testadas  a BlL não acarretou irritabilidade na membrana cório-alantoide e não alterou a morfogênese do sistema nervoso central em embriões de G. gallus domesticus.

3
  • BRUNO EDUARDO ARRUDA ALVES
  • Análise Fractal como ferramenta complementar no diagnóstico de Carcinoma mucoepidermoide e carcinoma espinocelular oral.

  • Orientador : JULIANA PINTO DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO EUDES NÓBREGA DE ARAÚJO
  • ISVANIA MARIA SERAFIM DA SILVA LOPES
  • IVONE ANTONIA DE SOUZA
  • JULIANA PINTO DE MEDEIROS
  • Data: 24/02/2022

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  • Dentre os cânceres de boca, o carcinoma espinocelular  (CEC), também denominado de carcinoma de células escamosas, é a neoplasia maligna que mais acomete a cavidade bucal e, quando não é diagnosticado precocemente, apresenta prognóstico comprometido. Do mesmo modo, o carcinoma mucoepidermóide (CME), considerado o tumor maligno de glândulas salivar mais comum e com sua etiologia desconhecida, também é diagnosticado a partir de observações anatomopatológicas subjetivas, sem a implementação de métodos matemáticos de análise de imagens. Atualmente, existem vários métodos de diagnóstico para neoplasias localizadas em boca e orofaringe, a exemplo de radiografias, tomografias e ultrassonografias. No entanto, métodos morfométricos atuais que avaliam a textura por meio da dimensão fractal podem vir a ser ferramentas complementares e objetivas para se mensurar a alteração dessas estruturas, auxiliando no diagnóstico de alterações como melanomas, cânceres de mama e linfomas. O objetivo desse trabalho é determinar a dimensão fractal histopatológica do CME e CEC. Foram utilizadas lâminas de Carcinoma Espinocelular Oral (CEC), Carcinoma Mucoepidermóide (CME) e de tecidos sadio. Para o presente estudo, foram selecionadas2 lâminas de cada caso de CEC e CME do Departamento de Clinica e Odontologia Preventiva, no laboratório de Patologia Oral UFPE. Utilizou-se a técnica morfométrica de dimensão fractal pelo método de “Box-Counting”.  A analise da dimensão fractal do núcleo entre os grupos CME de baixo e grau intermediário, mostrou a ausência de diferença significativa entre os grupos analisados. Já com relação as médias da dimensão fractal do núcleo entre os grupos controle e CEC moderadamente e bem diferenciado. A análise demonstrou que houve diferença significativa entre os grupos controle e o CEC moderadamente diferenciado 40x, com p<0,05. Também foi identificado que houve diferença significativa entre o controle e o CEC bem diferenciado 40x, com p<0,001. Não foi identificado significância estatística entre os grupos CEC moderadamente diferenciado 40x e o CEC bem diferenciado 40x. Portanto, diante dos achados podemos sugerir que a dimensão fractal nuclear é uma ferramenta que pode auxiliar no diagnóstico de forma mais rápida.


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  • Dentre os cânceres de boca, o carcinoma espinocelular  (CEC), também denominado de carcinoma de células escamosas, é a neoplasia maligna que mais acomete a cavidade bucal e, quando não é diagnosticado precocemente, apresenta prognóstico comprometido. Do mesmo modo, o carcinoma mucoepidermóide (CME), considerado o tumor maligno de glândulas salivar mais comum e com sua etiologia desconhecida, também é diagnosticado a partir de observações anatomopatológicas subjetivas, sem a implementação de métodos matemáticos de análise de imagens. Atualmente, existem vários métodos de diagnóstico para neoplasias localizadas em boca e orofaringe, a exemplo de radiografias, tomografias e ultrassonografias. No entanto, métodos morfométricos atuais que avaliam a textura por meio da dimensão fractal podem vir a ser ferramentas complementares e objetivas para se mensurar a alteração dessas estruturas, auxiliando no diagnóstico de alterações como melanomas, cânceres de mama e linfomas. O objetivo desse trabalho é determinar a dimensão fractal histopatológica do CME e CEC. Foram utilizadas lâminas de Carcinoma Espinocelular Oral (CEC), Carcinoma Mucoepidermóide (CME) e de tecidos sadio. Para o presente estudo, foram selecionadas2 lâminas de cada caso de CEC e CME do Departamento de Clinica e Odontologia Preventiva, no laboratório de Patologia Oral UFPE. Utilizou-se a técnica morfométrica de dimensão fractal pelo método de “Box-Counting”.  A analise da dimensão fractal do núcleo entre os grupos CME de baixo e grau intermediário, mostrou a ausência de diferença significativa entre os grupos analisados. Já com relação as médias da dimensão fractal do núcleo entre os grupos controle e CEC moderadamente e bem diferenciado. A análise demonstrou que houve diferença significativa entre os grupos controle e o CEC moderadamente diferenciado 40x, com p<0,05. Também foi identificado que houve diferença significativa entre o controle e o CEC bem diferenciado 40x, com p<0,001. Não foi identificado significância estatística entre os grupos CEC moderadamente diferenciado 40x e o CEC bem diferenciado 40x. Portanto, diante dos achados podemos sugerir que a dimensão fractal nuclear é uma ferramenta que pode auxiliar no diagnóstico de forma mais rápida.

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  • WILZA WANESSA MELO FRANCA
  • Avaliação moluscicida, citotóxica e genotóxica da Plumbagina (5-hidroxi-2-metil-1,4-naftoquinona) sobre Biomphalaria glabrata

  • Orientador : ANDRE DE LIMA AIRES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DE LIMA AIRES
  • ELIETE CAVALCANTI DA SILVA
  • EULALIA CAMELO PESSOA DE AZEVEDO XIMENES
  • FERNANDA DAS CHAGAS ANGELO MENDES TENORIO
  • Data: 25/02/2022

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  • Caramujos do gênero Biomphalaria spp são hospedeiros intermediários do Schistosoma mansoni, principal agente etiológico da esquistossomose mansoni, que afeta cerca de 240 milhões de pessoas nas regiões tropicais e subtropicais do mundo. Além do tratamento dos infectados e saneamento adequado, a Organização Mundial da Saúde recomenda o controle populacional de caramujos vetores como estratégia para reduzir a prevalência e incidência da esquistossomose. Neste estudo, a atividade moluscicida e antiparasitária da plumbagina foi avaliada contra B. glabrata e cercárias de S. mansoni. Após 24 h de exposição, a plumbagina demonstrou atividade moluscicida em baixas concentrações contra embriões (CL90 de 0,84, 1,35, 0,96, 0,70 e 1,06 μg mL-1 para os estágios de blástula, gástrula, trocóforo, véliger e hipopótamo, respectivamente) e caramujos adultos. LC90 de 4,34 μg mL-1). No entanto, não houve alterações na fecundidade ou fertilidade dos caracóis expostos; plumbagin aumentou a frequência de danos ao DNA e a população de hemócitos, sendo a apoptose e a binucleação as principais alterações dos hemócitos. Além disso, a plumbagina apresentou efeito cercaricida sobre S. mansoni na concentração de 1,5 μg mL-1, enquanto mostrou baixa toxicidade para A. salina. A plumbagina mostrou-se uma substância promissora para o controle da população de B. glabrata, hospedeiro intermediário de S. mansoni, bem como das cercárias, estágio infectante para o homem (hospedeiro definitivo), sendo moderadamente tóxica para A. salina.


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  • Caramujos do gênero Biomphalaria spp são hospedeiros intermediários do Schistosoma mansoni, principal agente etiológico da esquistossomose mansoni, que afeta cerca de 240 milhões de pessoas nas regiões tropicais e subtropicais do mundo. Além do tratamento dos infectados e saneamento adequado, a Organização Mundial da Saúde recomenda o controle populacional de caramujos vetores como estratégia para reduzir a prevalência e incidência da esquistossomose. Neste estudo, a atividade moluscicida e antiparasitária da plumbagina foi avaliada contra B. glabrata e cercárias de S. mansoni. Após 24 h de exposição, a plumbagina demonstrou atividade moluscicida em baixas concentrações contra embriões (CL90 de 0,84, 1,35, 0,96, 0,70 e 1,06 μg mL-1 para os estágios de blástula, gástrula, trocóforo, véliger e hipopótamo, respectivamente) e caramujos adultos. LC90 de 4,34 μg mL-1). No entanto, não houve alterações na fecundidade ou fertilidade dos caracóis expostos; plumbagin aumentou a frequência de danos ao DNA e a população de hemócitos, sendo a apoptose e a binucleação as principais alterações dos hemócitos. Além disso, a plumbagina apresentou efeito cercaricida sobre S. mansoni na concentração de 1,5 μg mL-1, enquanto mostrou baixa toxicidade para A. salina. A plumbagina mostrou-se uma substância promissora para o controle da população de B. glabrata, hospedeiro intermediário de S. mansoni, bem como das cercárias, estágio infectante para o homem (hospedeiro definitivo), sendo moderadamente tóxica para A. salina.

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  • DÉBORA ANTUNES SILVA
  • Desenvolvimento e caracterização de pastilhas de hidroxiapatita porosa impregnada de colágeno como enxerto ósseo

  • Orientador : RICARDO YARA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RICARDO YARA
  • ANDRE DE LIMA AIRES
  • ROSA VALERIA DA SILVA AMORIM
  • DIJANAH COTA MACHADO
  • CARLOS ANDRÉ DOS SANTOS SILVA
  • EDSON RENAN BARROS DE SANTANA
  • Data: 28/02/2022

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  • O enxerto ósseo autólogo é considerado a melhor opção entre os demais tipos, pois, utiliza osso do próprio paciente, sendo considerado padrão ouro para regeneração, segurança e eficácia. Entretanto, possui limitações relacionadas à quantidade de material disponível para a enxertia. A Hidroxiapatita tem sido empregada cada vez mais na medicina e odontologia, como opção por ser um biomaterial que induz a osteogênese, característica relevante para a substituição de ossos autólogos. Este trabalho pretende obter pastilhas de Hidroxiapatita porosa, confeccionada a partir de uma tecnologia inovadora, utilizando micro-ondas e impregnada de colágeno não hidrolisado (gelatina). O objetivo é desenvolver um biocompósito para ser utilizado como enxerto sintético e facilitar a proliferação celular. A Hidroxiapatita foi sintetizada por adição de ácido fosfórico sobre uma solução de cloreto de cálcio, transformada em pó cerâmico por aquecimento a 600 ºC, impregnada com citrato de cálcio e posteriormente impregnada com colágeno não hidrolisado. Foram preparadas pastilhas porosas do biocompósito por fusão em moldes de gesso onde foi utilizada energia de micro-ondas para desidratação e renaturação das fibras de colágeno não hidrolisado.  As hidroxiapatitas foram submetidas a análises por Difração de Raios - X e espectroscópicas por FTIR, antes e após incorporação de citrato de cálcio e colágeno, para caracterização do biomaterial obtido.


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  • O enxerto ósseo autólogo é considerado a melhor opção entre os demais tipos, pois, utiliza osso do próprio paciente, sendo considerado padrão ouro para regeneração, segurança e eficácia. Entretanto, possui limitações relacionadas à quantidade de material disponível para a enxertia. A Hidroxiapatita tem sido empregada cada vez mais na medicina e odontologia, como opção por ser um biomaterial que induz a osteogênese, característica relevante para a substituição de ossos autólogos. Este trabalho pretende obter pastilhas de Hidroxiapatita porosa, confeccionada a partir de uma tecnologia inovadora, utilizando micro-ondas e impregnada de colágeno não hidrolisado (gelatina). O objetivo é desenvolver um biocompósito para ser utilizado como enxerto sintético e facilitar a proliferação celular. A Hidroxiapatita foi sintetizada por adição de ácido fosfórico sobre uma solução de cloreto de cálcio, transformada em pó cerâmico por aquecimento a 600 ºC, impregnada com citrato de cálcio e posteriormente impregnada com colágeno não hidrolisado. Foram preparadas pastilhas porosas do biocompósito por fusão em moldes de gesso onde foi utilizada energia de micro-ondas para desidratação e renaturação das fibras de colágeno não hidrolisado.  As hidroxiapatitas foram submetidas a análises por Difração de Raios - X e espectroscópicas por FTIR, antes e após incorporação de citrato de cálcio e colágeno, para caracterização do biomaterial obtido.

6
  • JOAO VICTOR RITINTO DA ROCHA
  • Efeitos tóxicos e morfofisiológicos de Cladonia substellata sobre Biomphalaria glabrata e cercárias de Schistosoma mansoni”.

  • Orientador : ANDRE DE LIMA AIRES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DE LIMA AIRES
  • FERNANDA MIGUEL DE ANDRADE
  • IVONE ANTONIA DE SOUZA
  • JOSE GUEDES DA SILVA JUNIOR
  • Data: 03/03/2022

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  • Objetivamos avaliar as atividades moluscicida e antiparasitária do extrato etéreo do líquen Cladonia substellata contra embriões e adultos Biomphalaria glabrata e cercárias de Schistosoma mansoni. Parâmetros de toxicidade foram avaliados sobre a fertilidade/fecundidade de caramujos, bem como danos genotóxicos e alterações quantitativas e morfológicas de hemócitos. Para o ensaio de toxicidade ambiental foi utilizado o bioindicador Artemia salina. Amostras de C. substellata foram submetidas a extrações com éter dietílico e o extrato foi analisado por cromatografia em camada delgada (CCD) e cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). As análises cromatográficas  revelaram a presença dos ácidos stictic (4.12%), ácido norstictico (2.14%) e úsnico (92.58%), com fator de retenção de 0.51, 0.61 e 0.84 respectivamente. Extrato etéreo de C. substellata apresentou toxicidade contra todos os estádios embrionários, com LC50 de 1.59, 2.47, 3.39, 2.36, 0.92 e 2.11 μg/mL para blástula, gástrula, trocófora, véliger, hippo stage e contra caramujos adultos, respectivamente. O extrato alterou o padrão de fecundidade dos caramujos adultos, reduzindo o número de embriões/caramujo. Houve aumento no número de células com morfologia indicativa de apoptose. Adicionalmente, aumento na frequência e índice de danos ao DNA de hemócitos ocorreram de forma dose-dependente. Redução na motilidade de cercárias expostas ao extrato etéreo de C. substellata foi observada a partir de 2.5 μg/mL após 15 min e mortalidade de 100% é alcançada em 5.0 μg/mL após 120 min. Contra o bioindicador A. salina o extrato etéreo de C. substellata foi atóxico nas concentrações avaliadas (1.0 – 4.0 μg/mL). O extrato etéreo de C. substellata é um promissor moluscicida no controle populacional (embriões e adultos) de B. glabrata, hospedeiro intermediário do Schistosoma mansoni.  Além disto, apresentar ação contra o agente infeccioso da esquistossomose mansoni humana, as cercárias e não mostrou toxicidade contra A. Salina, fatores imprescindíveis para o combate da esquistossomose.  


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  • Objetivamos avaliar as atividades moluscicida e antiparasitária do extrato etéreo do líquen Cladonia substellata contra embriões e adultos Biomphalaria glabrata e cercárias de Schistosoma mansoni. Parâmetros de toxicidade foram avaliados sobre a fertilidade/fecundidade de caramujos, bem como danos genotóxicos e alterações quantitativas e morfológicas de hemócitos. Para o ensaio de toxicidade ambiental foi utilizado o bioindicador Artemia salina. Amostras de C. substellata foram submetidas a extrações com éter dietílico e o extrato foi analisado por cromatografia em camada delgada (CCD) e cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). As análises cromatográficas  revelaram a presença dos ácidos stictic (4.12%), ácido norstictico (2.14%) e úsnico (92.58%), com fator de retenção de 0.51, 0.61 e 0.84 respectivamente. Extrato etéreo de C. substellata apresentou toxicidade contra todos os estádios embrionários, com LC50 de 1.59, 2.47, 3.39, 2.36, 0.92 e 2.11 μg/mL para blástula, gástrula, trocófora, véliger, hippo stage e contra caramujos adultos, respectivamente. O extrato alterou o padrão de fecundidade dos caramujos adultos, reduzindo o número de embriões/caramujo. Houve aumento no número de células com morfologia indicativa de apoptose. Adicionalmente, aumento na frequência e índice de danos ao DNA de hemócitos ocorreram de forma dose-dependente. Redução na motilidade de cercárias expostas ao extrato etéreo de C. substellata foi observada a partir de 2.5 μg/mL após 15 min e mortalidade de 100% é alcançada em 5.0 μg/mL após 120 min. Contra o bioindicador A. salina o extrato etéreo de C. substellata foi atóxico nas concentrações avaliadas (1.0 – 4.0 μg/mL). O extrato etéreo de C. substellata é um promissor moluscicida no controle populacional (embriões e adultos) de B. glabrata, hospedeiro intermediário do Schistosoma mansoni.  Além disto, apresentar ação contra o agente infeccioso da esquistossomose mansoni humana, as cercárias e não mostrou toxicidade contra A. Salina, fatores imprescindíveis para o combate da esquistossomose.  

7
  • LUIZ HENRIQUE DA SILVA LINHARES
  • Desenvolvimento de dispositivo baseado em bioativos de Anthurium affine Schott visando o tratamento de lesões de pele

  • Orientador : RICARDO YARA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS ANDRÉ DOS SANTOS SILVA
  • CLAUDIA SAMPAIO DE ANDRADE LIMA
  • RICARDO YARA
  • ROSA VALERIA DA SILVA AMORIM
  • Data: 29/04/2022

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  • As doenças de pele representam um problema de saúde pública no Brasil. As lesões neste órgão, dependendo de suas características, são de lenta recuperação. Embora existam protocolos clássicos para tratar estes tipos de lesões, a ciência sempre busca meios mais eficientes. A construção de dispositivos utilizando-se biopolímeros como a agarose, são uma alternativa viável para o desenvolvimento de substitutos temporários de pele, para uma recuperação mais rápida e eficiente. Neste cenário promissor, procura-se incorporar a estes dispositivos, bioativos de plantas medicinais, como por exemplo, o Anthurium affine Schott, espécie de Mata Atlântica, conhecida como “milho de urubu”. O A. affine é amplamente utilizado pela população para tratar dermatites e psoríase, sendo citado por seus efeitos reepitelizantes e cicatrizantes. Dado a baixa quantidade de informações sobre a espécie, este estudo avaliou a composição fitoquímica de A. affine, além de incorporar estes bioativos em filmes poliméricos à base de agarose. Foi avaliado adicionalmente o potencial antioxidante da amostra, além do perfil espectroscópico na região do Infravermelho dos filmes incorporados com A. affine. Observou-se que o extrato hidro-alcoólico apresentou ação antioxidante segundo a metodologia do DPPH. Foi avaliada a composição fenólica, de forma qualitativa e quantitativa e foi demostrado em ambas abordagens que o extrato apresentava significativa quantidade de polifenóis, majoritariamente de flavonoides. A alta concentração destes compostos fenólicos foi confirmada em ensaios de FTIR. Estes resultados corroboram com o uso popular desta espécie medicinal, uma vez que derivados flavonoídicos são indicados para tratamento de úlceras de pele. Os dados obtidos neste trabalho oferecem respaldo científico à relatos etnobotânicos, que referenciam a ação anti-inflamatória e cicatrizante do A. affine. Demonstrou-se que o dispositivo foi eficaz em relação à incorporação do extrato na superfície, o que foi confirmado em protocolos desenvolvidos para esta finalidade, utilizando-se da análise estatística dos componentes principais (PCA) a partir de dados de FTIR e por espectroscopia na região do UV-vis de filmes. Com estes protocolos e dados experimentais, acredita-se que contribuições científico/tecnológicos foram realizadas para construção de novos substitutos temporários de pele, mais seguros e eficazes.


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  • Skin diseases represent a public health problem in Brazil. The injuries in this organ, depending on its characteristics, are of slow recovery. Although there are classic protocols to treat these types of injuries, science is always looking for more efficient solutions. The construction of devices using biopolymers such as agarose is a viable alternative for the development of temporary skin substitutes, for a faster and more efficient recovery. In this promising scenario, an attempt is made to incorporate bioactive medicinal plants into these devices, such as the Anthurium affine Schott, a species from the Atlantic Forest, known as “vulture corn”. A. affine is widely used by the population to treat dermatitis and psoriasis, being cited for its re-epithelializing and healing effects. Due to the low amount of information about the species, this study evaluated the phytochemical composition of A. affine, in addition we developed agarose-based polymeric films with these bioactives. Additionally, the antioxidant potential of the sample was evaluated, in addition to the spectroscopic profile in the infrared region of the films incorporated with A. affine. It was observed that the hydroalcoholic extract showed antioxidant action according to the DPPH methodology. The phenolic composition was evaluated, qualitatively and quantitatively, and it was shown in both approaches that the extract had a significant amount of polyphenols, mostly flavonoids. The high concentration of these phenolic compounds was confirmed in FTIR assays. These results corroborate the popular use of this medicinal species, since flavonoid derivatives are indicated for the treatment of skin ulcers. The data obtained in this work offer scientific support to ethnobotanical reports, which refer to the anti-inflammatory and healing action of A. affine. It was demonstrated that the developed device was effective in relation to the incorporation of the extract on the surface, which was confirmed by protocols developed for this purpose, such as using the statistical analysis of principal components (PCA) from FTIR data and by UV-vis spectroscopy region of films, with these experimental protocols and data, it is believed that we are contributing scientific/technological data to the construction of new, safer and more effective temporary skin substitutes.

8
  • KALYNE MONIQUE LOPES DE BRITO
  • ANÁLISE IMUNOHISTOQUÍMICA DOS MARCADORES CD68, CD123+ E TCD4+ EM LESÕES DE PACIENTES COM LEISHMANIOSE TEGUMENTAR

  • Orientador : FRANCISCA JANAINA SOARES ROCHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GILBERTO NICACIO BATISTA
  • JULIANA PINTO DE MEDEIROS
  • VERÔNICA SANTOS BARBOSA
  • WHEVERTON RICARDO CORREIA DO NASCIMENTO
  • Data: 25/05/2022

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  • A Leishmaniose Tegumentar (LT) é uma antropozoonose crônica que acomete cartilagens, mucosas e pele. As alterações histopatológicas consistem em um infiltrado de células inflamatórias com reações granulomatosas com ou sem necrose. O trabalho objetivou avaliar as células envolvidas no infiltrado inflamatório - macrófagos, linfócitos T e células dendríticas nas lesões de Leishmaniose Tegumentar Humana. O estudo foi realizado no período de janeiro de 2016 a dezembro de 2019 em pacientes atendidos no serviço de Dermatologia. As biópsias recolhidas foram submetidas a PCR para detecção da Leishmania brasiliensis. As amostras positivadas seguiram para o ensaio imunohistoquímico (IMQH), para identificação das células envolvidas no infiltrado inflamatório, utilizando os anticorpos CD68, TCD4+ e CD123+. Dos 108 pacientes examinados, 34 deles positivaram para Leishmania braziliensis e em um foi possível identificar a amastigota, forma infectante; dos quais 21 pacientes (correspondendo às 22 amostras de tegumento que seguiram para a IMQH). Das 22 amostras, 15/22 corresponderam a dermatite granulomatosa e 4/22 à fibrose dérmica cicatricial. Aproximadamente 91% dos casos de dermatite granulomatosa apresentaram granuloma, destes apenas 9% das úlceras crônicas ativas apresentaram granuloma. Quanto ao número de células, a mais frequente foram os macrófagos, com prevalência de 62%, seguido por 23% de células TCD4+ e 15% de células dendríticas. Ao analisar individualmente os tipos de células e o diagnóstico histopatológico, verificamos que os resultados demonstraram, por meio do Teste G – Independência, que não houve associação estatística significante (p>0,05) entre a presença de macrófagos, de células dendríticas e de células T CD4+ e o diagnóstico histopatológico, provavelmente devido ao baixo número de pacientes, a falta de informação quanto ao tempo de evolução da lesão e as perdas das amostras parafinadas no estudo.


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  • A Leishmaniose Tegumentar (LT) é uma antropozoonose crônica que acomete cartilagens, mucosas e pele. As alterações histopatológicas consistem em um infiltrado de células inflamatórias com reações granulomatosas com ou sem necrose. O trabalho objetivou avaliar as células envolvidas no infiltrado inflamatório - macrófagos, linfócitos T e células dendríticas nas lesões de Leishmaniose Tegumentar Humana. O estudo foi realizado no período de janeiro de 2016 a dezembro de 2019 em pacientes atendidos no serviço de Dermatologia. As biópsias recolhidas foram submetidas a PCR para detecção da Leishmania brasiliensis. As amostras positivadas seguiram para o ensaio imunohistoquímico (IMQH), para identificação das células envolvidas no infiltrado inflamatório, utilizando os anticorpos CD68, TCD4+ e CD123+. Dos 108 pacientes examinados, 34 deles positivaram para Leishmania braziliensis e em um foi possível identificar a amastigota, forma infectante; dos quais 21 pacientes (correspondendo às 22 amostras de tegumento que seguiram para a IMQH). Das 22 amostras, 15/22 corresponderam a dermatite granulomatosa e 4/22 à fibrose dérmica cicatricial. Aproximadamente 91% dos casos de dermatite granulomatosa apresentaram granuloma, destes apenas 9% das úlceras crônicas ativas apresentaram granuloma. Quanto ao número de células, a mais frequente foram os macrófagos, com prevalência de 62%, seguido por 23% de células TCD4+ e 15% de células dendríticas. Ao analisar individualmente os tipos de células e o diagnóstico histopatológico, verificamos que os resultados demonstraram, por meio do Teste G – Independência, que não houve associação estatística significante (p>0,05) entre a presença de macrófagos, de células dendríticas e de células T CD4+ e o diagnóstico histopatológico, provavelmente devido ao baixo número de pacientes, a falta de informação quanto ao tempo de evolução da lesão e as perdas das amostras parafinadas no estudo.

2021
Dissertações
1
  • THIAGO FELIX DA SILVA
  • Avaliação morfológica e morfométrica do tubo neural e vesículas encefálicas de embriões de Gallus gallus domesticus tratados com Iangambina.

  • Orientador : ELIETE CAVALCANTI DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELIETE CAVALCANTI DA SILVA
  • MARTA GERUSA SOARES DE LUCENA
  • PALOMA LYS DE MEDEIROS
  • Data: 30/03/2021

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  • A espécie Ocotea duckei Vattimo-Gil é uma planta medicinal arbórea que possui como principal metabólito secundário a iangambina, uma lignana que apresenta atividades biológicas, tais como: ação anticonvulsivante, analgésica, anti-inflamatória e leishmanicida. Com a ausência de relatos sobre possíveis efeitos embriotóxicos, esse trabalho teve por objetivo avaliar a ação da iangambina sobre a morfogênese de embriões de Gallus gallus
    domesticus, com ênfase no sistema nervoso central. Foram utilizados 225 ovos fertilizados, sendo 165 destinados à técnica de montagem total e 60 para os cortes transversais. O experimento foi dividido em três grupos: G1 (PBS pH 7,0 + 0,1% Tween 80), G2 (50 μg/ml iangambina) e G3 (65 μg/ml iangambina), sendo injetados em cada ovo 100 μL das respectivas soluções. Os ovos fertilizados foram colocados em uma incubadora a uma temperatura de aproximadamente 37,5oC por 24, 30 e 48 horas e após esse período foram
    abertos e tiveram os seus embriões removidos e processados histologicamente. Foram identificadas variações comuns de estádios nos diferentes tempos de incubação. Em todos os grupos, a análise morfológica, realizada através da montagem total, revelou que na região cefálica houve o fechamento do neuróporo anterior, as vesículas ópticas tiveram um desenvolvimento normal e não foram identificadas malformações nas vesículas encefálicas primárias e secundárias. Na região caudal foi observado um desenvolvimento normal do tubo
    neural, com somitos segmentados e regressão da linha primitiva. Os cortes transversais revelaram morfologia normal da aorta dorsal, da notocorda e do tubo neural. Além disso, a estrutura interna dos somitos foi preservada, sendo possível visualizar as delimitações entre dermátomo, miótomo e esclerótomo. Na análise estatística não foram identificadas diferenças significativas entre os grupos com relação à morfometria da região cefálica e da largura do tubo neural. Independentemente das concentrações testadas a iangambina não alterou a morfogênese do sistema nervoso central em embriões de Gallus gallus domesticus.


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  • A espécie Ocotea duckei Vattimo-Gil é uma planta medicinal arbórea que possui como principal metabólito secundário a iangambina, uma lignana que apresenta atividades biológicas, tais como: ação anticonvulsivante, analgésica, anti-inflamatória e leishmanicida. Com a ausência de relatos sobre possíveis efeitos embriotóxicos, esse trabalho teve por objetivo avaliar a ação da iangambina sobre a morfogênese de embriões de Gallus gallus
    domesticus, com ênfase no sistema nervoso central. Foram utilizados 225 ovos fertilizados, sendo 165 destinados à técnica de montagem total e 60 para os cortes transversais. O experimento foi dividido em três grupos: G1 (PBS pH 7,0 + 0,1% Tween 80), G2 (50 μg/ml iangambina) e G3 (65 μg/ml iangambina), sendo injetados em cada ovo 100 μL das respectivas soluções. Os ovos fertilizados foram colocados em uma incubadora a uma temperatura de aproximadamente 37,5oC por 24, 30 e 48 horas e após esse período foram
    abertos e tiveram os seus embriões removidos e processados histologicamente. Foram identificadas variações comuns de estádios nos diferentes tempos de incubação. Em todos os grupos, a análise morfológica, realizada através da montagem total, revelou que na região cefálica houve o fechamento do neuróporo anterior, as vesículas ópticas tiveram um desenvolvimento normal e não foram identificadas malformações nas vesículas encefálicas primárias e secundárias. Na região caudal foi observado um desenvolvimento normal do tubo
    neural, com somitos segmentados e regressão da linha primitiva. Os cortes transversais revelaram morfologia normal da aorta dorsal, da notocorda e do tubo neural. Além disso, a estrutura interna dos somitos foi preservada, sendo possível visualizar as delimitações entre dermátomo, miótomo e esclerótomo. Na análise estatística não foram identificadas diferenças significativas entre os grupos com relação à morfometria da região cefálica e da largura do tubo neural. Independentemente das concentrações testadas a iangambina não alterou a morfogênese do sistema nervoso central em embriões de Gallus gallus domesticus.

2
  • PEROLA PALOMA SILVA DO NASCIMENTO
  • ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E GASTROPROTETORA DO DECOCTO DA CASCA DO CAULE DE Ruprechtia laxiflora Meisn. (POLYGONACEAE)

  • Orientador : JACINTO DA COSTA SILVA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JACINTO DA COSTA SILVA NETO
  • IVONE ANTONIA DE SOUZA
  • FRANCISCA JANAINA SOARES ROCHA
  • CYNTHIA LAYSE FERREIRA DE ALMEIDA
  • Data: 30/04/2021

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  • A úlcera péptica é uma doença multifatorial caracterizada por lesão na mucosa estomacal/duodenal devido à hipersecreção de HCl e pepsina, estando associada à infecção por Helicobacter pylori, ao uso indiscriminado de anti-inflamatórios não-esteroides, além de outros fatores ambientais. Na prevenção e tratamento, as plantas medicinais têm sido amplamente empregadas pela medicina popular pelo fácil acesso e baixo custo. Estudos etnobotânicos relatam duas espécies pertencentes a família Polygonaceae, comumente conhecidas como pajeú ou pau-caixão, Ruprechtia laxiflora Meisn. e Triplaris gardneriana Wedd., as quais são utilizadas como anti-inflamatórias, analgésicas e gastroprotetoras. O presente trabalhou investigou a atividade antioxidante e antiulcerogênica do decocto da casca do caule de R. laxiflora em modelos experimentais agudos e crônico de úlcera péptica, bem como sua toxicidade em roedores. As principais classes de metabólitos secundários foram quantificadas por espectrofotometria, a composição química qualitativa foi determinada por UPLC-DAD-qTOF-MS/MS. O potencial antioxidante in vitro do extrato foi analisado através da atividade antioxidante total (ATT), sequestro dos radicais DPPH e redução do íon férrico (FRAP). Para a análise da atividade gastroprotetora foram utilizados os modelos de etanol, etanol/HCL e ácido acético. Para triagem, foram testadas as doses de 10, 30 e 100 mg/kg, seguindo os testes com a melhor dose escolhida. Realizou-se análise das estruturas macroscópicas por meio do ImageJ®, seguido das análises histopatológicas. Este é o primeiro trabalho que mostra gastroproteção e cicatrização do uso desta planta como medicinal.

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  • A úlcera péptica é uma doença multifatorial caracterizada por lesão na mucosa estomacal e duodenal devido à hipersecreção de HCl e pepsina, estando associada à infecção por Helicobacter pylori, ao uso indiscriminado de anti-inflamatórios não-esteroides e/ou corticosteroides, além de outros fatores ambientais e hábitos de vida. As
    plantas medicinais têm sido amplamente empregadas pela medicina popular pelo fácil acesso e baixo custo na prevenção e tratamento da úlcera péptica. Estudos etnobotânicos relatam duas espécies conhecidas popularmente como pajeú ou pau-caixão, Ruprechtia laxiflora e Triplaris gardneriana, as quais são utilizadas como anti-inflamatórias, analgésicas e gastroprotetoras. Este trabalho objetiva avaliar a atividade antioxidante e
    antiulcerogênica do decocto da casca do caule de R. laxiflora em modelos experimentais agudos e crônico de úlcera péptica, bem como sua toxicidade em roedores. As principais classes de metabólitos secundários presentes no decocto foram quantificadas por espectrofotometria. A composição química qualitativa foi determinada por UPLC-
    DAD-qTOF-MS/MS, na qual foram identificados os flavonoides taxifolina-O-pentosideo, dihidrocampferol e quercetina. A atividade antioxidante avaliada pelo sequestro do radical DPPH apresentou IC 50 = 104,2 ± 5,1 µg/mL.

3
  • MARCOS AURELIO SANTOS DA COSTA
  • Investigação do efeito do tratamento da melatonina sobre o sistema digestório na prole de ratos wistar após o desmame precoce 

  • Orientador : SONIA PEREIRA LEITE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JULIANA PINTO DE MEDEIROS
  • LUCIANA MARIA SILVA DE SEIXAS MAIA
  • PALOMA LYS DE MEDEIROS
  • SONIA PEREIRA LEITE
  • Data: 28/05/2021

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  • O intestino delgado é a principal porção do trato digestório responsável pelo processo de digestão e absorção dos alimentos. Considerando dados da literatura o desmame precoce afeta diretamente a mucosa intestinal através da atrofia das criptas intestinais, diminuição das vilosidades ou aumentando a atividade de enzimas como a ornitina descarboxilase, refletindo na absorção, visto que a ausência da mesma acarretará alterações morfofisiológicas assim como o crescimento do órgão. A melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal e que está presente no leite materno. Por possuir característica anfifílica, passa facilmente pela membrana celular e possui atividade antioxidante, sendo utilizada como terapia frente a inúmeras patologias do trato digestório como esofagite, úlcera péptica, colite   ulcerativa, isquemia/reperfusão intestinal e cirrose hepática. O objetivo desse trabalho é investigar o efeito, a curto prazo, da melatonina exógena frente ao duodeno da prole de ratos Wistar submetidos ao desmame precoce. Para isso, ratos Wistar (CEUA UFPE 0023/2020) foram divididos em quatro grupos (10 animais cada): amamentado controle (AM) (permaneceram com a mãe até 21 dias), DP (separados das mães aos 15 dias), amamentado controle mais melatonina (AM+M), DP+ M desmamados precocemente mais melatonina. O intestino foi coletado no 21 dia de vida pós-natal. As observações histomorfológicas realizadas nos animais AM+M apresentaram uma vilosidade com maior largura comparado com os demais e em relação ao comprimento o grupo DP apresentou atrofia das vilosidades. Concluímos que a melatonina exógena não reverteu os danos causados na mucosa intestinal pelo desmame precoce.


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  • resumo

4
  • MARCELA DANIELA MUNIZ ARRUDA
  • Caracterização da lignina das folhas de Crataeva tapia e seu potencial em formulações medicinais e cosméticas

  • Orientador : IVONE ANTONIA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • IVONE ANTONIA DE SOUZA
  • ROSA VALERIA DA SILVA AMORIM
  • RÔMULO CARLOS DANTAS DA CRUZ
  • Data: 26/07/2021

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  •  O Brasil possui a maior diversidade biológica do mundo, possuindo cerca de 55.000,00 espécies registradas, sendo considerado o país mais rico em biodiversidade do mundo. Dentre a vasta biodiversidade brasileira, encontra-se a família Capparaceae, cujas espécies têm amplas propriedades terapêuticas. Nesta pesquisa, destacamos a espécie Crataeva tapia, onde obtivemos o processo de extração de lignina a partir das folhas, entretanto estudos relacionados ainda são escassos na literatura científica. As ligninas são potencialmente úteis em uma variedade de aplicações, incluindo o tratamento de diabetes, controle da obesidade, atividade antiviral e proteção solar além de apresentarem possíveis papéis antiinflamatórios e imunomoduladores. O presente estudo avaliou a caracterização da lignina das folhas de Crataeva tapia e seu potencial em formulações medicinais e cosméticas. A lignina foi obtida por deslignificação alcalina e sua caracterização físico-química foi feita por meio de FT-IR, UV-Vis, espectroscopia de RMN, análise elementar, determinação de massa molecular e análise térmica. A lignina apresentou baixa atividade antioxidante. A Citotoxicidade foi avaliada por citometria de fluxo e a atividade fotoprotetora foi avaliada pela adição de diferentes concentrações de lignina em um creme comercial. A lignina não foi citotóxica, estimulou a produção de TNF- α, IL-6 e IL-10 e não promoveram alteração significativa nos níveis de óxido nítrico. Portanto, essas descobertas sugerem que a lignina de C. tapia tem potencial aplicações farmacêuticas, particularmente cosméticas, aplicadas como aditivo para protetores solares.


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5
  • ABRAÃO ITALO LIMA DOS SANTOS
  • DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE ARCABOUÇOS A BASE DE QUITOSANA E ALGINATO PARA CULTURA DE CÉLULAS VERO

  • Orientador : ROSA VALERIA DA SILVA AMORIM
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ROSA VALERIA DA SILVA AMORIM
  • JEYMESSON RAPHAEL CARDOSO VIEIRA
  • LUCIANA MARIA SILVA DE SEIXAS MAIA
  • Data: 28/09/2021

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  • Arcabouços são estruturas que simulam a matriz extracelular e podem ser utilizados como novos suportes em culturas de células, revelando vasta aplicação para a engenharia de tecidos. O principal objetivo do presente trabalho foi desenvolver e caracterizar arcabouços à base de quitosana (Qs) e alginato (Alg) e avaliar a biocompatibilidade desses em cultura de células Vero. Para obtenção de arcabouços funcionais foram utilizados os biopolímeros de Qs e Alg, tendo sido alterada as diversas características dentre as formulações estudadas, como as concentrações dos polímeros (0,5% a 1,5%), as proporções entre eles (1:1, 2:1, 1:2) e o peso molecular da Qs. Os arcabouços foram caracterizados por espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e grau de intumescimento. A biocompatibilidade foi avaliada através de um ensaio de adesão com células Vero. De acordo com os resultados, o FTIR demonstrou que a despolimerização altera o espectro de absorbância da Qs a 3294 cm-1 referente aos alongamentos de –OH, mas não altera seus picos característicos de amina primária, nem seu grau de deacetilação. Em função do tipo de arcabouço produzido, a MEV revelou alterações no tamanho da população predominante de poros das amostras, que variaram de 10 a 600 μm. A capacidade de intumescimento da maioria das amostras foi maior em pH ácido (1,4), em comparação com outras faixas de pH (6,93 e 7,2). Os arcabouços Qsdp 1% Alg 1% (1:2) e Qsdp 0,5% Alg 0,75% Qsdp 0,5% demonstraram bons resultados nos ensaios de MEV e intumescimento, sendo escolhidos como suportes para o ensaio de adesão com células Vero e revelaram ótima biocompatibilidade. Assim, arcabouços de Qs e Alg se demonstram ser uma boa alternativa para cultivo de células VERO em ambiente tridimensional apresentando, também, grande potencial como curativos.


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  • Cultura de células é uma técnica de pesquisa e análises amplamente usada na rotina de laboratórios, na pesquisa suas aplicações visam obter resultados prévios para que quando o pesquisador passe para o modelo in vivo já tenha uma ideia dos resultados que irá obter. Entretanto, suas limitações se tornam mais aparente a medida que testes mais rigorosos são exigidos pela academia. Um ambiente bidimensional, como a cultura de células em placas ou garrafas, é drasticamente diferente do ambiente onde as células eucarióticas animais geralmente se encontram, alterando notavelmente suas características fenotípicas. Para superarmos essas limitações um modelo de cultura de células tridimensional tem sido proposto, e os arcabouços de biopolímeros têm se mostrado uma ferramenta promissora nesse âmbito. Os arcabouços fornecem um ambiente tridimensional para o ancoramento e multiplicação celular e suas características podem ser moldadas, baseando-se na linhagem celular almejada, para melhor acolher as células as quais deseja-se cultivar. Quitosana (Qs) e alginato (Alg) são biopolímeros não-tóxicos, biodegradáveis, biocompatíveis e a associação de ambos já é bem descrita na literatura, tornando-os candidatos ideais para a confecção de um arcabouço. Assim, este trabalho tem como principal objetivo desenvolver, caracterizar e avaliar a citotoxicidade/biocompatibilidade de arcabouços de Qs e Alg para o cultivo de células Vero.

6
  • MAXWELINNE GONCALVES PEDRA-FIXE
  • “Análise do perfil infectivo para HPV 16 e expressão de p16 em tumores de pulmão”

  • Orientador : JACINTO DA COSTA SILVA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JACINTO DA COSTA SILVA NETO
  • IVONE ANTONIA DE SOUZA
  • JEYMESSON RAPHAEL CARDOSO VIEIRA
  • FRANCISCA JANAINA SOARES ROCHA
  • Data: 29/11/2021

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  • O câncer de pulmão ocupa os primeiros lugares em número de mortes por câncer no mundo. Estudos têm demonstrado que entre as causas possíveis pode está o Papilomavírus humano (HPV). Entretanto, a prova de sua etiologia ainda é controversa. Conhece-se bem nos cânceres cervicais o papel do HPV e seus mecanismos oncogênicos que se baseiam na alteração do ciclo celular do hospedeiro. A interferência advém da ação das oncoproteínas virais E6 e E7, atuando sobre as proteínas p53 e pRb. Um dos produtos desta interação é a superexpressão da proteína p16INK4a, em consequência da atividade das oncoproteínas do HPV. Neste estudo, foram analisadas 47 amostras de tumores de pulmão parafinadas provenientes da Santa Casa de Maceió, representativas de subtipos tumorais de pulmão, coletadas em cirurgias realizadas nos anos de 2017, 2018 e 2019. Foram realizadas PCRs com primers para GP5/6 e específico para E6-HPV16. Também foi realizada imunohistoquímica para p16 em amostras em lâminas silanizadas. As PCRs para GP5/6 obtiveram 93,61% de positividade para HPV(44 amostras). Já a PCR para E6/HPV16 se mostrou inconclusiva. As imunohistoquímicas para p16 mostraram resultados também inclusivos. Os resultados demostraram a necessidade de envio das amostras para sequenciamento genético, visando detectar os tipos de HPV encontrados nas amostras positivas para GP5/6. Com isso, Espera-se com os resultados, contribuir no conhecimento da carcinogênese tumoral e possível envolvimento do HPV na etiologia dos mesmos. 


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  • O câncer de pulmão ocupa os primeiros lugares em número de mortes por câncer no mundo. Estudos têm demonstrado que entre as causas possíveis pode está o Papilomavírus humano (HPV). Entretanto, a prova de sua etiologia ainda é controversa. Conhece-se bem nos cânceres cervicais o papel do HPV e seus mecanismos oncogênicos que se baseiam na alteração do ciclo celular do hospedeiro. A interferência advém da ação das oncoproteínas virais E6 e E7, atuando sobre as proteínas p53 e pRb. Um dos produtos desta interação é a superexpressão da proteína p16INK4a, em consequência da atividade das oncoproteínas do HPV. Neste estudo, foram analisadas 47 amostras de tumores de pulmão parafinadas provenientes da Santa Casa de Maceió, representativas de subtipos tumorais de pulmão, coletadas em cirurgias realizadas nos anos de 2017, 2018 e 2019. Foram realizadas PCRs com primers para GP5/6 e específico para E6-HPV16. Também foi realizada imunohistoquímica para p16 em amostras em lâminas silanizadas. As PCRs para GP5/6 obtiveram 93,61% de positividade para HPV(44 amostras). Já a PCR para E6/HPV16 se mostrou inconclusiva. As imunohistoquímicas para p16 mostraram resultados também inclusivos. Os resultados demostraram a necessidade de envio das amostras para sequenciamento genético, visando detectar os tipos de HPV encontrados nas amostras positivas para GP5/6. Com isso, Espera-se com os resultados, contribuir no conhecimento da carcinogênese tumoral e possível envolvimento do HPV na etiologia dos mesmos. 

7
  • EDVAN SOARES DE LIRA
  • ANÁLISE IN SITU DO FATOR DE CRESCIMENTO ENDOTELIAL VASCULAR E DO FATOR INDUZIDO POR HIPÓXIA 1 – ALPHA EM LESÕES DE LEISHMANIOSE CANINA

  • Orientador : FRANCISCA JANAINA SOARES ROCHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JULIANA PINTO DE MEDEIROS
  • FERNANDA DAS CHAGAS ANGELO MENDES TENORIO
  • ROSA VALERIA DA SILVA AMORIM
  • REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
  • Data: 20/12/2021

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  •  As leishmanioses englobam doenças de caráter zoonótico que acometem o homem e diversas espécies de animais silvestres e domésticos, em especial o cão, que é um reservatório em potencial. O processo infeccioso depende de fatores relacionado tanto do parasito quanto do hospedeiro, e a sobrevivência de Leishmania sp. está relacionada a evasão do sistema imune do hospedeiro. Faz-se imprescindível o planejamento de novas pesquisas para se determinar quais os fatores inerentes à resposta imuno-inflamatória do cão e às características genéticas das espécies de Leishmania viscerotrópicas e dermotrópicas que poderiam influenciar a patogênese da doença. O fator induzível por hipóxia1-alfa (HIF-1α) está presente em situação de hipóxia nos tecidos, e sua ativação é importante para a capacidade leishmanicida dos fagócitos. O fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) é o mais importante agente angiogênico relacionado ao aumento da permeabilidade vascular e neovascularização relacionadas a infecções parasitárias. Diante disso o objetivo da pesquisa foi caracterizar in situ os marcadores da inflamação como fator induzido por hipóxia (HIF-1α) e o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), para fins de esclarecimento da patogênese e diagnóstico da leishmaniose canina, através da técnica de imunohistoquímica. Vinte cães soropositivos para leishmaniose visceral resgatados de Recife e Petrolina em 2020 e 2021 foram incluídos, os sinais e os sintomas clínicos foram coletados através de ficha epidemiológica e prontuários, e a pesquisa de antigênicos HIF-1α e VEGF nas lesões caninas. O perfil epidemiológico revelou que a maioria dos cães (62%) foram do sexo masculino com média de idade de 7 anos. Nove cães foram classificados como oligossintomático e cinco como polissintomático. A avaliação clínica revelou que a maioria dos cães tinham dermatites, lesões ulcerativas. O diagnóstico de LVC foi previamente confirmado pelos testes parasitológicos e sorológicos. No entanto, a PCR utilizando biopsias de lesões cutâneas não foi capaz de detectar o DNA de Leishmania spp. Das 20 amostras de lesões cutâneas positivas para leishmaniose visceral por mais de uma técnica de diagnóstico, 16 (80%) apresentaram amastigotas nas áreas de dermatite papilar e reticular (p<0,001). Nenhuma das amostras apresentou reação inflamatória granulomatosa, mostrando uma tendência do aumento de VEGF em áreas de dermatite com grande quantidade de amastigotas e maior expressão de HIF-1α. Pelo exposto, é possível concluir, que a dermatite do tipo não granulomatosa de cães favorece a manutenção do parasito em cargas elevadas na derme, o que poderia facilitar a sua disseminação para o sistema linfático e vísceras.


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  •  As leishmanioses englobam doenças de caráter zoonótico que acometem o homem e diversas espécies de animais silvestres e domésticos, em especial o cão, que é um reservatório em potencial, podendo se manifestar através de um amplo espectro de formas clínicas, com tratamento de acordo com a legislação vigente. Faz-se imprescindível o planejamento de novas pesquisas para se determinar quais os fatores inerentes à resposta imuno-inflamatória do cão e às características genéticas das espécies de Leishmania viscerotrópicas e dermotrópicas que poderiam influenciar a patogênese da doença. O objetivo da pesquisa atual consiste em caracterizar in situ os marcadores da inflamação: Fator induzido por hipóxia (HIF-1α) e o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), para fins de esclarecimento da patogênese e construção de alternativas no diagnóstico e tratamento da leishmaniose canina, através da técnica de imunohistoquímica e identificação da espécie de Leishmania por PCR. Espera-se que haja uma marcação in situ de intensidade moderada à forte de HIF-1α com ou sem aumento da expressão de VEGF nas lesões superficiais de cães que conseguem controlar a infecção por Leishmania sp, em contrapartida com marcação leve ou ausente de HIF-1α e moderada à forte de VEGF em casos complicados de leishmaniose, com envolvimento imunoinflamatório de fígado, baço, linfonodos e medula óssea. 

8
  • JONAS SERGIO DE OLIVEIRA FILHO
  • IDENTIFICAÇÃO DE NÚCLEOS INTERFÁSICOS DE LINFÓCITOS IRRADIADOS E NÃO IRRADIADOS POR MEIO DA ANÁLISE FRACTAL

  • Orientador : ISVANIA MARIA SERAFIM DA SILVA LOPES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • IVONE ANTONIA DE SOUZA
  • ELIETE CAVALCANTI DA SILVA
  • DIJANAH COTA MACHADO
  • ISVANIA MARIA SERAFIM DA SILVA LOPES
  • Data: 30/12/2021

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  • O uso da dimensão fractal, como parâmetro para análises de imagens biológicas, vem
    aumentando continuamente, sendo a análise de células uma das principais aplicações,
    devido a sua natureza fractal. O presente trabalho teve como objetivo, desenvolver um
    software, capaz de estimar a dimensão fractal, do núcleo de linfócitos em interfase, e
    posteriormente, analisar as mudanças na dimensão fractal, após a irradiação nas doses
    de 3Gy e 4Gy. O trabalho usou amostras de sangue periférico humano de quatro
    voluntários do sexo masculino, que foram irradiadas com radiação gama, proveniente
    de uma fonte de cobalto-60, em seguida foi feito o esfregaço sanguíneo dessas
    amostras e das amostras controle (não irradiadas). Os esfregaços foram levados ao
    microscópio, e foram feitas fotomicrografias dos linfócitos. O software desenvolvido foi
    capaz não só de estimar a dimensão fractal dos núcleos dos linfócitos, como também
    os identificou nas fotomicrografias, cortou a região de interesse e realizou o
    processamento das imagens. Os resultados, apresentaram diferença estatística
    significativa, entre as dimensões de núcleos de linfócitos, irradiados e não irradiados,
    para a maioria dos voluntários, utilizando o método de box counting clássico. O método
    se mostrou reprodutível para a análise fractal do núcleo de células. Mais estudos são
    necessários para se investigar se há outros tipos de alterações, por agentes físicos,
    químicos ou mesmo de células com alterações genéticas, que possam ter a dimensão
    fractal como ferramenta para mensurar tais danos.


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  • O uso da dimensão fractal, como parâmetro para análises de imagens biológicas, vem
    aumentando continuamente, sendo a análise de células uma das principais aplicações,
    devido a sua natureza fractal. O presente trabalho teve como objetivo, desenvolver um
    software, capaz de estimar a dimensão fractal, do núcleo de linfócitos em interfase, e
    posteriormente, analisar as mudanças na dimensão fractal, após a irradiação nas doses
    de 3Gy e 4Gy. O trabalho usou amostras de sangue periférico humano de quatro
    voluntários do sexo masculino, que foram irradiadas com radiação gama, proveniente
    de uma fonte de cobalto-60, em seguida foi feito o esfregaço sanguíneo dessas
    amostras e das amostras controle (não irradiadas). Os esfregaços foram levados ao
    microscópio, e foram feitas fotomicrografias dos linfócitos. O software desenvolvido foi
    capaz não só de estimar a dimensão fractal dos núcleos dos linfócitos, como também
    os identificou nas fotomicrografias, cortou a região de interesse e realizou o
    processamento das imagens. Os resultados, apresentaram diferença estatística
    significativa, entre as dimensões de núcleos de linfócitos, irradiados e não irradiados,
    para a maioria dos voluntários, utilizando o método de box counting clássico. O método
    se mostrou reprodutível para a análise fractal do núcleo de células. Mais estudos são
    necessários para se investigar se há outros tipos de alterações, por agentes físicos,
    químicos ou mesmo de células com alterações genéticas, que possam ter a dimensão
    fractal como ferramenta para mensurar tais danos.

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