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Dissertações |
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ELAINE DA SILVA TORRES
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AVALIAÇÃO PRÉ-CLÍNICA DA SEGURANÇA DE USO E EFICÁCIA FARMACOLÓGICA DE ÓLEOS FIXOS DE MORINGA OLEIFERA LAM. E/OU PERSEA AMERICANA MILL. COMO CARREADORES DE HIDROXIAPATITA DE CÁLCIO EM AFECÇÕES ODONTOLÓGICAS
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Orientador : ERYVELTON DE SOUZA FRANCO
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MEMBROS DA BANCA :
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ERYVELTON DE SOUZA FRANCO
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GLORIA ISOLINA BOENTE PINTO DUARTE
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IRISMARA SOUSA SILVA
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MARCOS ANDRE ARAUJO DUQUE
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Data: 25/02/2026
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As doenças periodontais caracterizam-se por inflamação crônica e perda óssea alveolar, havendo limitações quanto à regeneração tecidual previsível e à disponibilidade de terapias adjuvantes seguras e eficazes. Embora a hidroxiapatita de cálcio (HA) seja amplamente empregada como biomaterial osteocondutor e biocompatível, seu uso isolado apresenta limitações na modulação da resposta inflamatória. Nesse contexto, óleos vegetais fixos de Moringa oleifera Lam. e Persea americana Mill., ricos em compostos com potencial anti-inflamatório e cicatrizante, destacam-se como carreadores lipídicos promissores e biomateriais farmacologicamente ativos. Entretanto, ainda são escassos os estudos pré-clínicos que avaliem a segurança e a eficácia de sistemas baseados na associação entre HA e óleos vegetais fixos. Desta forma objetivou-se investigar a segurança de uso e a eficácia farmacológica da HA carreada por óleos vegetais fixos no tratamento de afecções odontológicas em modelo murino, com potencial aplicação translacional em odontologia e biomedicina. Trata-se de estudo pré-clínico, envolvendo ensaios in vitro e in vivo, aprovado pelo CEUA-UFPE (no 005/2024). A citotoxicidade dos óleos fixos de moringa (OFM), abacate (OFA) e da combinação de ambos (OFAM) foi avaliada pelo ensaio MTT em fibroblastos L929 (1,5–100 μM). A toxicidade oral aguda foi determinada pelo método Up-and-Down (OECD 425) em ratos Wistar (2000 mg/kg), utilizando óleo de soja como controle. A reatividade dérmica foi analisada após administração subcutânea de HA (48 mg) carreada pelos óleos nas proporções (m:m) 1:1,5; 1:2,0 e 1:2,5, com avaliação macroscópica da formação de granulomas aos 15 e 30 dias. No modelo de periodontite experimental, os animais foram tratados por via oral durante oito dias com OFM, OFA ou OFAM (75, 150 ou 300 mg/kg), utilizando celecoxibe (20 mg/kg) como controle. Realizou-se contagem leucocitária periódica e, após a eutanásia, análise macroscópica e histopatológica do incisivo central inferior, com mensuração da espessura dentinária. No modelo de defeito ósseo alveolar, avaliou-se a eficácia da HA carreada pelos óleos OFM, OFA ou OFAM na proporção de (2:3; m:m), com análise por microtomografia computadorizada (Micro-CT) com 60 dias. OFM, OFA e OFAM não apresentaram citotoxicidade (viabilidade celular > 90%) e demonstraram baixa toxicidade oral aguda (LD50 > 2000 mg/kg). Na avaliação de reatividade dérmica, observaram-se variações dependentes da proporção e do sexo, com menor formação de granuloma em grupos específicos aos 15 e 30 dias, destacando-se a proporção 1:2,0 para OFA e 1:2,0 para OFM no período tardio. No modelo de periodontite, o OFM (300 mg/kg) apresentou maior atividade anti-inflamatória, enquanto a dose de 75 mg/kg mostrou efeito comparável ao controle positivo na redução da perda óssea alveolar. No modelo de defeito ósseo, a HA carreada por OFM e OFAM promoveu maior estabilização e preenchimento ósseo em comparação aos demais grupos. Os óleos fixos avaliados apresentaram perfil de segurança adequado. A eficácia farmacológica foi mais evidente para o OFM, isoladamente ou associado ao OFA, tanto na modulação inflamatória quanto na regeneração óssea, sustentando seu potencial como alternativa promissora para aplicações odontológicas e regenerativas.
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Periodontal diseases are characterized by chronic inflammation and alveolar bone loss, with limitations regarding predictable tissue regeneration and the availability of safe and effective adjuvant therapies. Although calcium hydroxyapatite (HA) is widely used as an osteoconductive and biocompatible biomaterial, its isolated use presents limitations in modulating the inflammatory response. In this context, fixed vegetable oils from Moringa oleifera Lam. and Persea americana Mill., rich in compounds with anti-inflammatory and healing potential, stand out as promising lipid carriers and pharmacologically active biomaterials. However, preclinical studies evaluating the safety and efficacy of systems based on the association between HA and fixed vegetable oils remain scarce. Thus, this study aimed to investigate the safety and pharmacological efficacy of HA carried by fixed vegetable oils in the treatment of dental disorders in a murine model, with potential translational application in dentistry and biomedicine. This is a preclinical study involving in vitro and in vivo assays, approved by CEUA-UFPE (No. 005/2024). The cytotoxicity of moringa fixed oil (MFO), avocado fixed oil (AFO), and their combination (MFAO) was evaluated using the MTT assay in L929 fibroblasts (1.5–100 µM). Acute oral toxicity was determined using the Up-and Down method (OECD 425) in Wistar rats (2000 mg/kg), with soybean oil as control. Dermal reactivity was analyzed after subcutaneous administration of HA (48 mg) carried by the oils at ratios (w:w) of 1:1.5, 1:2.0, and 1:2.5, with macroscopic evaluation of granuloma formation at 15 and 30 days. In the experimental periodontitis model, animals were treated orally for eight days with MFO, AFO, or MFAO (75, 150, or 300 mg/kg), using celecoxib (20 mg/kg) as a control. Periodic leukocyte counts were performed and, after euthanasia, macroscopic and histopathological analyses of the lower central incisor were conducted, including measurement of dentin thickness. In the alveolar bone defect model, the efficacy of HA carried by MFO, AFO, or MFAO at a ratio of 2:3 (w:w) was evaluated using micro-computed tomography (Micro-CT) at 60 days. MFO, AFO, and MFAO showed no cytotoxicity (cell viability > 90%) and demonstrated low acute oral toxicity (LD₅₀ > 2000 mg/kg). In the dermal reactivity assessment, proportion- and sex-dependent variations were observed, with reduced granuloma formation in specific groups at 15 and 30 days, particularly at the 1:2.0 ratio for AFO and 1:2.0 for MFO in the late period. In the periodontitis model, MFO (300 mg/kg) exhibited the greatest anti-inflammatory activity, while the 75 mg/kg dose showed an effect comparable to the positive control in reducing alveolar bone loss. In the bone defect model, HA carried by MFO and MFAO promoted greater bone stabilization and filling compared to the other groups. The evaluated fixed oils demonstrated an adequate safety profile. Pharmacological efficacy was more evident for MFO, either alone or associated with AFO, both in inflammatory modulation and bone regeneration, supporting its potential as a promising alternative for dental and regenerative applications.
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MARIA DA VITORIA SANTOS DO NASCIMENTO
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AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA DE USO E DO EFEITO DO PÓLEN APÍCOLA E DE SUA FIBRA INSOLÚVEL NO TRÂNSITO GASTROINTESTINAL DE RATOS WISTAR
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Orientador : MARIA BERNADETE DE SOUSA MAIA
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MEMBROS DA BANCA :
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MARIO RIBEIRO DE MELO JUNIOR
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ELIZABETH DO NASCIMENTO
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TANIA MARIA SARMENTO DA SILVA
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Data: 27/02/2026
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A constipação intestinal é um distúrbio funcional multifatorial caracterizado por alterações da motilidade colônica, evacuações infrequentes, fezes endurecidas e esforço evacuatório excessivo, frequentemente associada à ingestão insuficiente de fibras alimentares. As fibras exercem papel na regulação do trânsito intestinal, especialmente as fibras insolúveis, que aumentam o volume e a umidade fecal, promovendo estímulo mecânico ao peristaltismo. Nesse contexto, o pólen apícola constitui uma matriz natural complexa, composta por carboidratos, proteínas, lipídios e fibras alimentares, cuja composição varia conforme a origem botânica. Entre os pólens ainda pouco investigados sob a perspectiva funcional e toxicológica, destaca-se o pólen apícola de Cocos nucifera L. (PACN), para o qual se propõe investigação direcionada ao trato gastrointestinal. O objetivo desta pesquisa foi caracterizar o PACN e sua fração insolúvel (FIPA) e avaliar o potencial tóxico e o efeito sobre o trânsito intestinal em ratos Wistar. A FIPA foi obtida por processo de fracionamento desenvolvido nesta pesquisa, com rendimento de 17%. O PACN e a FIPA foram submetidos à caracterização bromatológica e à avaliação das propriedades físico-químicas. A toxicidade oral aguda foi avaliada conforme a diretriz OECD 425, com administração única de 2.000 mg/kg. A toxicidade por doses repetidas foi conduzida por 90 dias (OECD 408), nas doses de 286,3; 572,6 e 1.145,2 mg/kg. O efeito funcional foi investigado por meio de modelo de trânsito intestinal com carvão ativado e pela avaliação da eliminação fecal em animais saudáveis e em modelo de constipação induzida por loperamida (3 mg/kg), nas mesmas doses experimentais. O fracionamento promoveu alterações na composição química, com modificações nos teores de proteína total, extrato etéreo e frações fibrosas. A FIPA apresentou maior capacidade de retenção de água e maior índice de expansão em comparação ao PACN. No ensaio de toxicidade oral aguda, não foram observadas mortes nem sinais clínicos de toxicidade sistêmica, indicando DL₅₀ superior a 2.000 mg/kg nas condições avaliadas. No estudo de doses repetidas, a maioria dos parâmetros hematológicos e bioquímicos não apresentou diferença estatística dos grupos tratados em relação ao controle. No modelo funcional, a FIPA na dose de 1.145,2 mg/kg promoveu aumento do trânsito intestinal em comparação a grupos específicos no modelo não constipado. A análise da eliminação fecal entre 24 e 72 horas evidenciou variações dependentes da dose e do tempo experimental. Assim, o fracionamento do PACN modificou sua composição estrutural e suas propriedades físico-químicas, resultando em maior capacidade de hidratação. Nas condições avaliadas, PACN e FIPA apresentaram perfil de segurança compatível com as doses testadas e demonstraram modulação do trânsito intestinal sob condições experimentais específicas.
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A constipação intestinal é um distúrbio funcional multifatorial caracterizado por alterações da motilidade colônica, evacuações infrequentes, fezes endurecidas e esforço evacuatório excessivo, frequentemente associado à ingestão insuficiente de fibras alimentares. As fibras exercem papel central na regulação do trânsito intestinal, sobretudo as fibras insolúveis, que aumentam o volume e a umidade fecal, promovendo estímulo ao peristaltismo intestinal. Nesse contexto, o pólen apícola constitui uma matriz natural de elevada complexidade, composta por carboidratos, proteínas, lipídios e fibras alimentares, cuja composição varia conforme a origem botânica. Entre os pólens ainda pouco investigados sob a perspectiva funcional e toxicológica, destaca-se o pólen apícola de Cocos nucifera (PACN), para o qual se postula relevância funcional no trato gastrointestinal. Diante disso, o objetivo desta pesquisa foi caracterizar e avaliar o potencial tóxico e o efeito laxante do PACN e de sua fração insolúvel (FIPA). Trata-se de um estudo experimental conduzido em modelo animal, no qual a FIPA foi obtida por um processo de isolamento inédito desenvolvido nesta pesquisa, objeto de proteção intelectual. O PACN e a FIPA foram caracterizados quanto às propriedades físico-químicas e à composição bromatológica. A segurança foi avaliada pelos ensaios de toxicidade oral aguda e toxicidade oral por doses repetidas (90 dias), seguindo as diretrizes internacionais da OECD (425 e 408). O efeito funcional foi avaliado por modelos experimentais de trânsito intestinal com carvão ativado e pela análise da eliminação fecal em diferentes intervalos de tempo (24, 48 e 72h), em animais saudáveis e em modelo de constipação induzida por loperamida. Os resultados obtidos até o momento indicam que a FIPA apresenta perfil bromatológico distinto do PACN, caracterizado por modificações na composição química após o fracionamento, com variações nos teores de proteína total e extrato etéreo, além da redistribuição das frações fibrosas em função das diferentes condições de pH empregadas na metodologia. Na caracterização físico-química, a FIPA apresentou maior capacidade de retenção de água e maior capacidade de expansão em comparação ao PACN, indicando atuação predominantemente por mecanismos físico-químicos. A avaliação da adsorção de colesterol em condições simuladas do trato gastrointestinal evidenciou comportamento dependente do pH e da matriz avaliada. Na toxicidade oral aguda, não foram observadas mortes nem sinais clínicos de toxicidade sistêmica. Os dados referentes à toxicidade por doses repetidas encontram-se em fase de análises, enquanto as avaliações funcionais do trânsito intestinal estão em etapa final de execução experimental. Os resultados preliminares supracitados, direcionam a concluir que o PACN e a FIPA apresentam propriedades importantes funcionais além do perfil de segurança favorável evidenciado a curto prazo. A conclusão dos resultados em andamento, são necessários para definir e permitir concluir o perfil de segurança de uso prolongado e seu potencial aplicação como nutracêutico com possível efeito laxante.
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VANESSA BARBOSA DA SILVA
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ADESÃO À TERAPIA MEDICAMENTOSA EM CRIANÇAS COM SIBILÂNCIA ATENDIDAS EM SERVIÇO DE EMERGÊNCIA
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Orientador : DECIO MEDEIROS PEIXOTO
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MEMBROS DA BANCA :
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ERYVELTON DE SOUZA FRANCO
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MARCO AURELIO DE VALOIS CORREIA JUNIOR
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PATRICIA GOMES DE MATOS BEZERRA
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Data: 27/03/2026
Ata de defesa assinada:
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A sibilância é um sintoma respiratório frequente na população pediátrica e ocorre em condições como asma e infecções das vias respiratórias. A adesão ao tratamento medicamentoso influencia a ocorrência de exacerbações e o controle dessas condições. O objetivo deste estudo foi verificar a adesão à medicação de manutenção com corticoide inalatório em crianças com sibilância ou asma atendidas em emergência pediátrica. Realizou-se estudo transversal com crianças entre 29 dias e 11 anos atendidas em hospital terciário. Os responsáveis responderam questionário com informações clínicas, socioeconômicas e demográficas. A adesão foi avaliada pela escala MARS-5. Participaram do estudo 147 crianças com idade média de 35,8 meses, pertencentes a famílias com baixa renda. A maioria utilizava corticoide inalatório em associação com outras medicações. A adesão autorreferida indicou que 57,5% dos participantes eram aderentes. A principal forma de não adesão foi a interrupção intencional do tratamento, principalmente quando a criança não apresentava sintomas ou por receio de efeitos adversos. Observou-se que frequência de episódios de sibilância esteve associada a adesão ao tratamento. A maioria das crianças era pré-escolar e apresentou recorrência de episódios respiratórios, hospitalizações e acesso limitado ao acompanhamento ambulatorial. A ampliação do acompanhamento ambulatorial, a orientação aos responsáveis sobre o uso regular dos corticoides inalatórios e a atenção aos fatores sociais relacionados ao acesso ao cuidado podem contribuir para a adesão ao tratamento.
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A sibilância é um sintoma respiratório comum na população pediátrica, frequentemente associado a condições como asma e infecções das vias respiratórias. A adesão adequada à medicação é fator determinante na prevenção de exacerbações e no controle do agravamento dessas condições. O objetivo deste estudo foi determinar a adesão à medicação em crianças com sibilância ou asma atendidas em emergência pediátrica. Foi realizado estudo transversal com crianças entre 29 dias e 11 anos em hospital terciário. Um questionário foi aplicado aos responsáveis pelas crianças abordando aspectos clínicos, socioeconômicos, demográficos, além de condições gestacionais e perinatais. Para avaliação da adesão utilizou-se a escala MARS-5. Participaram do estudo 40 crianças, das quais 55% eram do sexo feminino, com idade média de 38 meses, inseridas em famílias com vulnerabilidade econômica. O primeiro episódio de sibilância ocorreu por volta de oito meses. Observou-se que a maioria das crianças fazia uso de corticoide inalatório associado com broncodilatador e passaram por diversos atendimentos de emergência e por internações devido a episódios de sibilância. A taxa de adesão apontou que 60% dos participantes eram aderentes a medicação prescrita. Apenas 30% dos participantes tinham plano de ação para o gerenciamento de crise de cansaço, e 38% eram acompanhados por especialistas. A vulnerabilidade socioeconômica das famílias e baixa taxa de acompanhamento com especialista reforça a necessidade de políticas públicas que promovam o acesso equitativo aos serviços de saúde, bem como de estratégias integradas que favoreçam o controle clínico.
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JOÃO MANOEL NEVES CASA NOVA
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Análise comparativa das preferências terapêuticas entre médicos e pacientes com doenças inflamatórias intestinais e espondiloartrites axiais
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Orientador : CLAUDIA DINIZ LOPES MARQUES
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MEMBROS DA BANCA :
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ERYVELTON DE SOUZA FRANCO
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NARA GUALBERTO CAVALCANTI
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NORMA ARTEIRO FILGUEIRA
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Data: 08/04/2026
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Introdução: As Doenças Inflamatórias Intestinais e a Espondiloartrite Axial são doenças imunomediadas crônicas, com alta morbidade e prevalência crescente, além de elevada complexidade terapêutica e múltiplas opções de tratamento. A tomada de decisão terapêutica nessas condições envolve aspectos clínicos, prognósticos e de acesso, mas também dimensões relacionadas à autonomia do paciente e à decisão compartilhada. Objetivo: Avaliar a decisão terapêutica entre médicos e pacientes com Doenças Inflamatórias Intestinais e Espondiloartrite Axial atendidos no Sistema Único de Saúde. Métodos: Estudo observacional, transversal e comparativo, realizado em centro terciário de referência. Os participantes responderam a instrumentos estruturados para avaliação de características sociodemográficas, clínicas, preferências terapêuticas, orientação médica recebida e percepção sobre participação na decisão terapêutica. Realizou-se análise estatística descritiva e comparativa entre os grupos. Resultados: Foram incluídos 37 pacientes com DII e 40 com EspondiloartriteAxial, além de 28 médicos. Observou-se divergência entre médicos e pacientes quanto às preferências terapêuticas, especialmente no que se refere à via de administração e ao peso atribuído aos efeitos adversos. Embora a maioria dos pacientes relate ter recebido orientação médica sobre as opções disponíveis, a percepção de participação ativa na decisão mostrou-se variável entre os grupos. Médicos tendem a priorizar critérios técnicos e diretrizes clínicas, enquanto pacientes demonstram maior valorização de aspectos práticos e individuais do tratamento. Conclusão: A decisão terapêutica apresenta diferenças relevantes entre médicos e pacientes, evidenciando a necessidade de fortalecimento da decisão compartilhada. Estratégias que ampliem a comunicação e valorizem a autonomia do paciente podem contribuir para maior alinhamento terapêutico e potencial melhoria de desfechos clínicos.
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À medida que novas terapias avançadas vão sendo lançadas para as doenças inflamatórias intestinais e para a espondiloartrite axial, com ampliação do arsenal terapêutico em medicamentos com eficácias, tempos de latência para início do efeito terapêutico, modos de aplicação e uso e perfis de efeitos colaterais diferentes, a escolha entre elas se torna cada vez mais complexa. E, nessa “medicina individualizada” ou “de precisão”, a opinião e as preferências do paciente, acerca da terapia a ser escolhida, passam a ser secundárias diante daspossibilidades e contextos clínicos heterogêneos, criando divergências entre aquilo que determina a escolha terapêutica entre pacientes e médicos assistentes. Este estudo propõe avaliar quais são as preferências principais na escolha terapêutica avançada entre médicos e pacientes com doenças inflamatórias intestinais e espondiloartrite axial. Apesar da relevância do tema, tendo em visto o aumento no número de casos de ambas as doenças e a constante interrelação entre elas, a literatura médica ainda é escassa e publicações oficiais, de entidades médicas especializadas, desconsideram a preferência do paciente em suas indicações formais sobre as terapias disponíveis. Esta pesquisa visa preencher essa lacuna, buscando avaliar as preferências dos pacientes e suas diferenças entre os doentes (notadamente, com DII e EpA axial) e entre eles e os médicos.
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IAGO ALVES MIRANDA SANTOS
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PERFIL METABOLÔMICO URINÁRIO COMO PREDITOR DO TEMPO DE PERMANÊNCIA EM UTI APÓS CIRURGIA CARDIOPEDIÁTRICA
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Orientador : MARIO RIBEIRO DE MELO JUNIOR
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MEMBROS DA BANCA :
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ERYVELTON DE SOUZA FRANCO
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MARCOS ANDRE ARAUJO DUQUE
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RONALDO DIONISIO DA SILVA
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Data: 13/05/2026
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Introdução: As cardiopatias congênitas (CC), importantes causas de morbimortalidade pediátrica, exigem cirurgias complexas cujos desfechos são pouco identificados por escores anatômicos como o RACHS-1. Nesse cenário, a metabolômica destaca-se por permitir a identificação de padrões metabólicos em fluidos biológicos, incluindo a urina, capazes de refletir o estado metabólico pré-operatório e aprimorar a predição de desfechos clínicos, como o tempo de permanência em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Objetivo: Desenvolver um modelo metabolômico de amostras de urina de crianças submetidos à cirurgia cardiopediátrica visando estimar tempo de permanência na UTI. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo observacional, analítico, de coorte prospectiva e translacional, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco, realizado com crianças de até 11 anos submetidas à correção cirúrgica eletiva de CC. O estudo envolveu a coleta de dados clínicos e sociodemográficos dos prontuários eletrônicos, incluindo variáveis como estratificação de risco cirúrgico (RACHS-1), estado nutricional, tempos de circulação extracorpórea (CEC) e de clampeamento aórtico (CLAMP-AO), bem como a obtenção de amostra de urina no período pré-operatório. Para a análise metabolômica, as amostras foram submetidas à espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio (RMN de 1H), em espectrômetro de 400 MHz, utilizando a sequência de pulsos NOESY, seguida de processamento espectral e aplicação de métodos multivariados não supervisionado. Paralelamente, a análise estatística dos dados clínicos foi conduzida com a aplicação dos testes não paramétricos de Mann–Whitney e correlação de Spearman, visando investigar associações entre as variáveis clínicas e o tempo de permanência na UTI. Resultado e Discussão: A análise compreendeu 16 crianças submetidas à cirurgia cardíaca. Observou-se correlação negativa, moderada e estatisticamente significativa entre a idade e o tempo de permanência na UTI (ρ = −0,54; p = 0,03), indicando que crianças mais jovens tenderam a apresentar maior tempo de internação. Também foram identificados efeitos clínicos moderados do estado nutricional, da complexidade cirúrgica avaliada pelo escore RACHS-1 e dos tempos intraoperatórios de CEC e CLAMP-AO. Nas análises metabolômicas, a Análise de Componentes Principais (PCA) demonstrou que o plano PC1 versus PC2 explicou 98,8% da variância total dos dados, permitindo identificar dois grupos distintos: o Grupo 1, composto por crianças com permanência inferior a 8 dias na UTI, e o Grupo 2, formado por aquelas com permanência maior ou igual a 8 dias. Observou-se separação estatisticamente significativa entre os grupos ao longo da PC2 (p = 0,041). Essa tendência de discriminação foi corroborada pela análise hierárquica de cluster (HCA) e pelo heatmap, que também evidenciaram padrões metabólicos distintos entre os grupos. A análise dos vetores indicou que as regiões espectrais em δ 3,04 ppm, δ 3,64 ppm, δ 3,92–3,96 ppm, δ 4,04–4,08 ppm e δ 4,28 ppm, relacionadas ao Grupo 1, abrangem compostos envolvidos no metabolismo proteico e muscular, bem como na osmorregulação renal, como creatinina, creatina, colina, betaína, taurina e mio-inositol. Por outro lado, as regiões em δ 2,64 ppm e δ 2,84–2,88 ppm, relacionadas ao grupo 2, estão associadas, de forma mais provável, a metabólitos relacionados ao metabolismo energético mitocondrial, incluindo intermediários do ciclo dos ácidos tricarboxílicos, como citrato, succinato e glutamato. Esses achados sugerem a presença de dois perfis metabólicos distintos, possivelmente relacionados a diferenças na adaptação bioenergética, no equilíbrio osmótico e na resposta fisiológica ao estresse cirúrgico. Conclusão: Em conjunto, os resultados indicam a presença de padrões metabólicos distintos entre crianças com menor e maior tempo de permanência na UTI após cirurgia cardiopediátrica. O perfil metabolômico urinário demonstrou potencial para discriminar esses grupos, sugerindo sua possível aplicabilidade como ferramenta auxiliar na predição do tempo de internação em UTI. Assim, a análise metabolômica por RMN de 1H mostra-se promissora como abordagem complementar para identificação precoce de crianças com maior risco de permanência prolongada na UTI.
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Introdução: As cardiopatias congênitas (CC), importantes causas de morbimortalidade pediátrica, exigem cirurgias complexas cujos desfechos são pouco identificados por escores anatômicos como o RACHS-1. Nesse cenário, a metabolômica destaca-se por permitir a identificação de padrões metabólicos em fluidos biológicos, incluindo a urina, capazes de refletir o estado metabólico pré-operatório e aprimorar a predição de desfechos clínicos, como o tempo de permanência em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Objetivo: Desenvolver modelo metabolômico de amostras de urina de crianças submetidos à cirurgia cardiopediátrica visando estimar tempo de permanência na UTI. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo observacional, analítico, de coorte prospectiva e translacional, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco, realizado com crianças de até 11 anos submetidas à correção cirúrgica eletiva de CC. O estudo envolveu a coleta de dados clínicos e sociodemográficos dos prontuários eletrônicos, incluindo variáveis como estratificação de risco cirúrgico (RACHS-1), estado nutricional (Strongkids), tempos de circulação extracorpórea (CEC) e de clampeamento aórtico (CLAMP-AO), bem como a obtenção de amostra de urina no período pré-operatório. Para a análise metabolômica, as amostras foram submetidas à espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio (RMN de 1H), em espectrômetro de 400 MHz, utilizando a sequência de pulsos NOESY, seguida de processamento espectral e aplicação de métodos multivariados não supervisionado. Paralelamente, a análise estatística dos dados clínicos foi conduzida com a aplicação dos testes não paramétricos de Mann–Whitney e correlação de Spearman, visando investigar associações entre as variáveis clínicas e o tempo de permanência na UTI. Resultado Preliminares e Discussão: A análise compreendeu 16 crianças submetidas à cirurgia cardíaca e exibiu correlação negativa moderada e significativa entre idade e tempo de permanência na UTI (ρ = −0,54; p = 0,030), além de efeitos clínicos moderados do risco nutricional (STRONGkids), da complexidade cirúrgica (RACHS-1) e dos tempos intraoperatórios de CEC e CLAMP-AO. Nas análises metabolômicas, HCA e PCA identificaram dois grupos distintos com separação estatisticamente significativa na PC2 (p = 0,041). Conclusão: Os resultados preliminares indicam que a metabolômica urinária pré-operatória pode auxiliar na predição do tempo de permanência em UTI em crianças submetidas à cirurgia cardíaca, complementando os escores clínicos tradicionais na estratificação de risco perioperatório.
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ANTONIO FERNANDO LIMA DO NASCIMENTO
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TUBERCULOSE PULMONAR E EXTRAPULMONAR EM PACIENTES COM CÂNCER EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO: UM ESTUDO TRANSVERSAL DE BASE HOSPITALAR
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Orientador : PAULO SERGIO RAMOS DE ARAUJO
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MEMBROS DA BANCA :
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ERYVELTON DE SOUZA FRANCO
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CYNTHIA REGINA PEDROSA SOARES
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FABIO LOPES DE MELO
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Data: 19/05/2026
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A tuberculose, condição médica infectocontagiosa, é causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis e afeta mais frequentemente os pulmões. Todos os anos, 10 milhões de pessoas adoecem e apesar de ser uma doença evitável e curável, 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano, tornando-a a principal causa de morte infecciosa do mundo. A maioria das pessoas que adoecem com tuberculose vive em países de baixa e média renda. No Brasil, em 2023 houve o registro de 49 casos novos/100.000 habitantes, com 4,6 óbitos/100.000 habitantes. O Brasil tem sido incluído na lista de países das américas, se apresentando como de alta carga da doença. No país além dos fatores individuais como imunossupressão, desnutrição e doenças crônicas, existem os fatores contextuais, como as desigualdades sociais e econômicas que influenciam diretamente na distribuição e controle dos casos do agravo. Estudos têm apontado incidências globais variadas de tuberculose em grupos populacionais diversos, marcando as diferenças regionais. Dados sobre a incidência hospitalar de tuberculose na população de portadores de câncer tem sido escassos. Este estudo teve como objetivo central descrever a incidência de tuberculose pulmonar e extrapulmonar em indivíduos institucionalizados em hospital especializado para o tratametno de neoplasias malignas. Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional, retrospectivo e com caráter descritivo. Dados secundários de base hospitalar foram resgatados. Foram detectados 119 casos suspeitos de tuberculose no período de 2014 a 2025, sendo que 77 casos foram excluídos da análise, devido a incompletitlude de informações e/ou ausência de confirmação radiológica e/ou laboratorial. Quarenta e dois casos de tuberculose foram confirmados para entrada na análise do modelo final. Dentre os casos confirmados, ocorreram 34 (81,0%) casos de tuberculose na forma pulmonar e oito casos (19,0%) na forma extrapulmonar. A maioria dos casos ocorreu em indivíduos do sexo masculino com idade média de 48,9, raça parda autorreferida (80%) e baixo nível de escolaridade a despeito de que a maioria (55,6%) se declaravam economicamente ativos. Na análise da territorialidade, houve concentração expressiva dos indivíduos na mesorregião Metropolitana do Recife (72,5%). A taxa global de incidência entre 2014 e 2025 foi de 0,24 ocorrências por 100.000 hospitalizações/ano. A forma pulmonar foi predominante em todo o período estudado, apresentando uma taxa média de 0,19 ocorrências por 100.000 hospitalizações/ano. Entre as formas extrapulmonares, a peritoneal foi a mais frequente, apresentando quatro ocorrências (50%). Entre as limitações desta pesquisa podemos citar como de maior relevância o fato de o estudo ter sido de caráter observacional com análise de dados retrospectivos com base em dados secundários de registro hospitalar. Este fato pode ter subestimado o número de casos devido a uma possível subnotificação de ocorrências. Além disso, foi necessário excluir casos suspeitos onde havia incompletude de informações em prontuário, tento talvez impactado na amostra. Por fim, não é possível extrapolar os achados para o mesmo grupo populacional relacionado a outras unidades hospitalares. Na população estudada encontramos incidência mais elevada de casos de tuberculose, majoritariamente na sua forma pulmonar, em pessoas internadas com neoplasia maligna quando comparados a populações de outros estudos.
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A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis (MTB), patógeno descoberto por Robert Koch no início do século XIX, sendo definida sua transmissão e infecção através das vias aéreas por volta de 1950 (BRASIL, 2017). A TB ainda é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a doença infecciosa de maior mortalidade no mundo e um agravo de saúde pública. Pessoas saudáveis que entram em contato com o bacilo da tuberculose têm aproximadamente 5% a 10% de risco durante a vida de desenvolver a doença ativa. Segundo o Ministério da Saúde (2020) são notificados cerca de 70 mil novos casos a cada ano e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose. No Brasil, a Tuberculose é um problema de saúde prioritário, tendo em vista que o país ocupa a 16ª posição no ranking composto pelos 22 países com maior carga da doença no mundo, necessitando melhorias no controle da doença. (WHO, 2014). Desde 2006, o Ministério da Saúde (MS) tem intensificado a descentralização das ações de diagnóstico, controle e tratamento da doença para os serviços da Atenção Básica por ser justamente nesse nível de atenção que todo cuidado à pessoa com TB deve ser oferecido (RODRIGUES, 2017). Em países em desenvolvimento, tais como o Brasil, a tuberculose tem aumentado a pobreza de populações carentes em virtude dos custos do diagnóstico e tratamento, resultando em ausência no trabalho, desemprego, sequelas e morte (WHO, 2022). Neoplasias malignas têm sido reconhecidas como importante fator para o desenvolvimento de tuberculose ativa desde a década de 1970, entretanto a incidência e os riscos para os diferentes tipos de neoplasias não estão ainda bem estabelecidos. Pacientes com câncer constituem um grupo crescente com risco aumentado de tuberculose, uma vez que quase 40% dos indivíduos da população geral irão desenvolver câncer ao longo da vida. Baseado nessas informações, esse estudo tem como objetivo descrever as características clínicas e epidemiológicas assim como a incidência e os fatores relacionado aos casos de tuberculose pulmonar e extrapulmonar em pacientes diagnosticados com neoplasias malignas sólidas e/ou hematológicas, atendidas no Hospital de Câncer de Pernambuco no período de 2004 a 2024. É um estudo epidemiológico transversal, de caráter analítico, com retrospectiva de série histórica de 20 anos, resgatando dados secundários de prontuários dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e Sistema de Informação de Mortalidade (SIM). Espera-se que esta pesquisa forneça dados que possibilitem compreender a possível relação da condição clínica do paciente oncológico com a evolução da tuberculose pulmonar e/ou extra pulmonar. Visando dessa forma, proporcionar a criação de medidas para melhorar a abordagem no atendimento dos pacientes oncológicos com tuberculose.
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LUIZ ALEXANDRE RIBEIRO DA ROCHA
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SENSIBILIZAÇÃO ALÉRGICA EM PACIENTES COM HIPERSENSIBILIDADE A ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS
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Orientador : EMANUEL SAVIO CAVALCANTI SARINHO
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MEMBROS DA BANCA :
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DECIO MEDEIROS PEIXOTO
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JACINTO DA COSTA SILVA NETO
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JESSICA GUIDO DE ARAUJO SA
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MARIA DAS GRACAS WANDERLEY DE SALES CORIOLANO
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Data: 20/05/2026
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Este estudo investigou a presença de sensibilização alérgica em pacientes com hipersensibilidade aos anti-inflamatórios não esteroidais (AINES). A hipersensibilidade aos AINES pode ocorrer por mecanismos imunológicos ou não imunológicos, sendo comum em pacientes com doenças atópicas. Realizou-se um estudo clínico de corte transversal, observacional e analítico em ambulatório especializado, envolvendo 40 pacientes com hipersensibilidade a múltiplos AINES comparando com pacientes com doenças respiratórias (rinite e/ou asma) e sem história de hipersensibilidade aos AINES. A metodologia incluiu testes cutâneos de puntura para diagnóstico de alergia e testes de provocação oral (TPO) na investigação das reações aos medicamentos. Os resultados demonstraram que todos os pacientes com hipersensibilidade aos AINES apresentaram sensibilização alérgica, especialmente aos ácaros (aeroalérgenos da poeira doméstica), sugerindo correlação fenotípica estatisticamente significante com relevância biológica. A análise estatística revelou que a presença de rinite estava associada à hipersensibilidade a AINES (razão de chances ajustada de 2,8). História familiar de atopia foi relatada por 83% desses pacientes e dipirona e ibuprofeno foram os medicamentos mais implicados nas reações. Conclui-se que a hipersensibilidade a AINES está fortemente associada à sensibilização alérgica, particularmente aos ácaros, e que pacientes com este perfil de hipersensibilidade aos AINES demandam avaliação para diagnóstico de atopia com objetivo de um manejo terapêutico mais adequado e identificação precoce de comorbidades.
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Este estudo investigou a presença de sensibilização alérgica em pacientes com hipersensibilidade a anti-inflamatórios não esteroidais (AINES), com foco nas alergias respiratórias. A hipersensibilidade a AINES pode ocorrer por mecanismos imunológicos ou não imunológicos, sendo comum em pacientes com doenças atópicas. Realizou-se um estudo clínico de corte transversal, observacional e analítico em ambulatório especializado, envolvendo 40 pacientes com hipersensibilidade a múltiplos AINES e 40 pacientes com doenças atópicas respiratórias isoladas (asma e rinite) para comparação. A metodologia incluiu testes cutâneos (prick test) para diagnóstico de atopia e testes de provocação oral (TPO) na investigação com medicamentos. Os resultados demonstraram que todos os pacientes com hipersensibilidade a AINES apresentaram sensibilização alérgica, especialmente a aeroalérgenos ácaros da poeira doméstica, sugerindo uma associação robusta com o fenótipo atópico. A análise estatística revelou que a presença de rinite estava associada à hipersensibilidade a AINES (razão de chances ajustada de 2,8). História familiar de atopia foi relatada por 83% desses pacientes relatando e dipirona e ibuprofeno os medicamentos mais implicados nas reações. Conclui-se que a hipersensibilidade a AINES está fortemente associada à sensibilização alérgica, particularmente a ácaros, e que pacientes com este perfil demandam avaliação de atopia para manejo terapêutico adequado e identificação precoce de comorbidades.
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MONIQUE MARIA DE LIMA NASCIMENTO
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CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DO CONTEÚDO EDUCACIONAL SOBRE O PROCESSO DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS PARA TRANSPLANTE
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Orientador : AMADEU SA DE CAMPOS FILHO
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MEMBROS DA BANCA :
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ADEMIR DE JESUS AMARAL
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JABIAEL CARNEIRO DA SILVA FILHO
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VANIA CHAGAS DA COSTA
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Data: 30/06/2026
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A doação de órgãos e tecidos para transplante é um processo complexo que envolve aspectos técnicos, éticos e de habilidades de comunicação de más notícias, exigindo profissionais de saúde devidamente capacitados para atuar desde a identificação do potencial doador até a manutenção hemodinâmica e a abordagem familiar. No entanto, observa-se que o ensino dessa temática ainda é insuficiente durante a graduação na área da saúde, o que pode impactar negativamente o processo de doação e transplante de órgãos e tecidos. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo desenvolver e validar o conteúdo de cenários de simulação acerca do processo de doação de órgãos e tecidos para transplante voltados para estudantes de graduação da área da saúde, utilizando a metodologia Objective Structured Clinical Examination (OSCE). Trata-se de um estudo metodológico, transversal, de abordagem quantitativa e qualitativa, realizado em três etapas: revisão de escopo para identificação das tecnologias educacionais utilizadas no ensino da doação de órgãos e tecidos, construção de cenários de simulação realística baseados na metodologia OSCE e validação de conteúdo por juízes especialistas. A revisão de escopo foi conduzida conforme as recomendações do PRISMA-ScR e estratégia PCC (População, Conceito e Contexto), com busca nas bases PUBMED, LILACS, SciELO, Web of Science e Google Scholar. Para validação do conteúdo, participaram nove especialistas da área da saúde, que avaliaram os cenários por meio de instrumento validado, utilizando escala do tipo Likert. Os cenários desenvolvidos abordam as etapas fundamentais do processo de doação de órgãos e tecidos: identificação do potencial doador, diagnóstico de morte encefálica, manutenção do potencial doador e comunicação de más notícias. A análise dos dados foi realizada por estatística descritiva, com cálculo do Índice de Validade de Conteúdo (IVC) e avaliação da concordância entre juízes por meio do percentual de concordância. Os resultados evidenciaram elevada concordância entre os especialistas, com IVC global de 0,9922 e IVC- UA de 0,93, indicando excelente validade de conteúdo dos cenários simulados. Esses achados demonstram que a tecnologia educacional desenvolvida apresenta clareza, relevância e representatividade, sendo adequada para utilização no ensino do processo de doação de órgãos e tecidos na graduação em saúde. Conclui-se que os cenários de simulação estruturados na metodologia OSCE podem constituir uma estratégia educacional inovadora e poderia contribuir para o desenvolvimento de competências técnicas, comunicacionais e éticas dos estudantes, fortalecendo a qualificação da formação profissional e potencializando o fortalecimento do processo de doação e transplante de órgãos e tecidos no contexto brasileiro.
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A doação de órgãos e tecidos para transplantes no Brasil enfrenta desafios significativos, especialmente na conversão de potenciais doadores em doadores efetivos, sendo a recusa familiar a principal causa de não efetivação. A manutenção adequada do potencial doador (PD) após o diagnóstico de morte encefálica (ME) é essencial para viabilizar a doação, exigindo conhecimentos técnicos, éticos e comunicacionais da equipe de saúde. Entretanto, o ensino sobre o processo de doação ainda é considerado insuficiente na formação acadêmica, o que pode comprometer a atuação humanizada dos futuros profissionais. Tecnologias educacionais, como simulação realística e metodologias inovadoras como o Exame Clínico Objetivo Estruturado (OSCE), têm sido indicadas como ferramentas eficazes no desenvolvimento de competências clínicas e éticas. O presente estudo tem como objetivo geral validar o conteúdo de cenários simulados sobre o processo de doação de órgãos e tecidos, voltado a estudantes de graduação da área da saúde. Como objetivos específicos, propõe-se a construção de cenários sobre identificação de possíveis doadores, diagnóstico de ME, manutenção do PD e comunicação de má notícia, integrando aspectos técnicos e habilidades interpessoais. Trata-se de um estudo metodológico, desenvolvido em uma Universidade Federal em Recife, com participação de juízes-especialistas selecionados segundo critérios de Jasper (1994). A coleta de dados será realizada por meio de instrumento validado por Leite et al. (2018), e os dados analisados por meio do Índice de Validade de Conteúdo (IVC), com escala tipo Likert. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, conforme Resolução nº 466/2012, com CAAE 82637724.4.0000.5198. A pesquisa visa contribuir com a qualificação da formação acadêmica em saúde, promovendo práticas mais eficazes e humanizadas no processo de doação de órgãos e tecidos.
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THALITA CHRISTINA DA COSTA LIMA
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AVALIAÇÃO DE FRAGILIDADE E SARCOPENIA EM PACIENTES COM DOENÇA RENAL CRÔNICA SEGUNDO A MODALIDADE TERAPÊUTICA
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Orientador : FERNANDO JOSE RIBEIRO SALES
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MEMBROS DA BANCA :
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DANIELLA CUNHA BRANDAO
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GEORGIA VERAS DE ARAUJO GUEIROS LIRA
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RODRIGO BEZERRA
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Data: 28/07/2026
Ata de defesa assinada:
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A doença renal crônica (DRC) é uma condição progressiva e multifatorial associada à elevada morbimortalidade, hospitalizações recorrentes e declínio funcional. Entre as síndromes que agravam esse prognóstico, destacam-se a fragilidade e a sarcopenia, ambas relacionadas à perda de funcionalidade, pior qualidade de vida e maior risco de mortalidade. Considerando que a manifestação dessas condições pode variar conforme a modalidade terapêutica, este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência e os fatores associados à fragilidade e à sarcopenia em pacientes com DRC submetidos a diferentes modalidades terapêuticas em um centro de referência de Recife, Pernambuco. Trata-se de um estudo transversal, baseado em dados secundários previamente coletados, incluindo variáveis sociodemográficas, clínicas, antropométricas e funcionais. A fragilidade foi avaliada segundo os critérios propostos por Fried et al. (2001), enquanto a sarcopenia foi identificada por meio da força de preensão palmar, conforme o consenso European Working Group on Sarcopenia in Older People 2 (Cruz-Jentoft et al., 2019), utilizando-se esse parâmetro como estratégia de rastreamento da condição. Foram avaliados 150 pacientes, distribuídos igualmente entre os grupos tratamento conservador, hemodiálise e transplante renal (n=50 por grupo). A prevalência de fragilidade foi de 49,3%, sendo maior entre os pacientes em hemodiálise (66,0%), associando-se ao sexo feminino, à idade avançada e à presença de comorbidades. Na análise multivariada, o sedentarismo (RP=8,69) e a redução da velocidade de marcha (RP=3,12) permaneceram associados ao desfecho. A prevalência de sarcopenia foi de 33,3%, com maior frequência entre os pacientes em hemodiálise (48,0%), apresentando associação com câncer, desnutrição avaliada pela circunferência do braço e redução da velocidade de marcha. Não foram observadas associações significativas entre as síndromes e o índice de massa corporal, evidenciando a ocorrência dessas condições também em indivíduos com excesso de peso. Conclui-se que a fragilidade e a sarcopenia apresentam elevada prevalência em pacientes com DRC, especialmente entre aqueles submetidos à hemodiálise. Ambas as síndromes estiveram associadas ao comprometimento funcional, destacando-se a redução da velocidade de marcha como um marcador clínico relevante e potencialmente aplicável na prática assistencial. Os achados reforçam a importância do rastreamento precoce e da implementação de intervenções multiprofissionais voltadas ao suporte nutricional, à promoção da atividade física e à preservação da funcionalidade e da qualidade de vida dessa população.
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Chronic Kidney Disease (CKD) is a progressive and multifactorial condition associated with high morbidity and mortality, recurrent hospitalizations, and functional decline. Among the syndromes that worsen its prognosis, frailty and sarcopenia stand out, both being associated with impaired functionality, poorer quality of life, and increased mortality risk. Considering that the manifestation of these conditions may vary according to the therapeutic modality, this study aimed to evaluate the prevalence and associated factors of frailty and sarcopenia in patients with CKD undergoing different treatment modalities at a referral center in Recife, Pernambuco, Brazil. This cross-sectional study was based on previously collected secondary data and included sociodemographic, clinical, anthropometric, and functional variables. Frailty was assessed according to the criteria proposed by Fried et al. (2001), whereas sarcopenia was identified based on handgrip strength according to the European Working Group on Sarcopenia in Older People 2 (EWGSOP2) criteria (Cruz-Jentoft et al., 2019), using this parameter as a screening strategy for the condition. A total of 150 patients were evaluated and equally distributed among conservative treatment, hemodialysis, and kidney transplantation groups (n=50 each). The prevalence of frailty was 49.3%, being highest among hemodialysis patients (66.0%), and was associated with female sex, older age, and the presence of comorbidities. In the multivariate analysis, physical inactivity (PR=8.69) and reduced gait speed (PR=3.12) remained associated with the outcome. The prevalence of sarcopenia was 33.3%, with the highest frequency observed among hemodialysis patients (48.0%), and was associated with cancer, malnutrition assessed by mid-upper arm circumference, and reduced gait speed. No significant associations were observed between either syndrome and body mass index, indicating that these conditions may also occur in overweight individuals. In conclusion, frailty and sarcopenia showed high prevalence among patients with CKD, particularly those undergoing hemodialysis. Both syndromes were associated with functional impairment, with reduced gait speed emerging as a clinically relevant marker with potential applicability in routine practice. These findings highlight the importance of early screening and the implementation of multidisciplinary interventions focused on nutritional support, physical activity promotion, and preservation of functionality and quality of life in this population.
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LUANA ROCHA LOPES
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DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE UM FLUXOGRAMA CLÍNICO PARA O TELEMONITORAMENTO DE PACIENTES COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
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Orientador : AMADEU SA DE CAMPOS FILHO
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MEMBROS DA BANCA :
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BRIVALDO MARKMAN FILHO
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GUSTAVO PINA GODOY
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JABIAEL CARNEIRO DA SILVA FILHO
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Data: 31/07/2026
Ata de defesa assinada:
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Introdução: Diante da crescente prevalência da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), dos desafios relacionados à adesão terapêutica, ao acompanhamento contínuo e do avanço das tecnologias em saúde, o telemonitoramento apresenta-se como uma alternativa promissora para o cuidado remoto de pacientes hipertensos. Objetivo: Desenvolver e validar um fluxograma clínico estruturado para o telemonitoramento de pacientes com HAS. Método: Trata-se de um estudo metodológico, de delineamento transversal e descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa, voltado ao desenvolvimento e à validação de um fluxograma clínico para o telemonitoramento de pacientes com HAS. A pesquisa foi desenvolvida em ambientes virtuais e vinculada à Unidade de Cardiologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE) e ao Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal de Pernambuco (NUTES/UFPE). O estudo foi conduzido em três etapas: elaboração do fluxograma com base em evidências científicas e diretrizes clínicas; validação de conteúdo por especialistas; e análise dos dados. A concordância entre os especialistas foi avaliada por meio do Índice de Validade de Conteúdo (IVC), e as sugestões apresentadas foram analisadas qualitativamente para subsidiar os ajustes da versão final do fluxograma. Resultados: O processo de validação evidenciou elevado índice de concordância entre os especialistas, comprovando a clareza, a pertinência e a aplicabilidade clínica do fluxograma. O fluxograma validado constitui uma tecnologia em saúde com potencial para apoiar a padronização das condutas no telemonitoramento de pacientes com HAS e subsidiar o desenvolvimento de futuras ferramentas em saúde digital. Conclusão: O fluxograma apresentou evidências de validade de conteúdo, configurando-se como uma tecnologia em saúde capaz de apoiar a tomada de decisão clínica, contribuir para a padronização das condutas e favorecer o telemonitoramento de pacientes com HAS.
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Introduction: Given the increasing prevalence of Hypertension, the challenges related to treatment adherence, continuous follow-up, and advances in health technologies, remote patient monitoring has emerged as a promising strategy for the remote care of patients with hypertension. Objective: To develop and validate a structured clinical workflow for the remote monitoring of patients with hypertension. Method: This methodological study adopted a cross-sectional and descriptive design with a quantitative and qualitative approach, aimed at developing and validating a clinical workflow for the remote monitoring of patients with hypertension. The study was conducted in virtual environments and was linked to the Cardiology Unit of the Hospital das Clínicas of the Federal University of Pernambuco (HC/UFPE) and the Telehealth Center of the Federal University of Pernambuco (NUTES/UFPE). The research was carried out in three stages: development of the workflow based on scientific evidence and clinical guidelines; content validation by experts; and data analysis. Agreement among the experts was assessed using the Content Validity Index (CVI), and the suggestions provided were qualitatively analyzed to support revisions to the final version of the workflow. Results: The content validation process demonstrated a high level of agreement among the experts, confirming the clarity, relevance, and clinical applicability of the workflow. The validated workflow constitutes a health technology with the potential to support the standardization of clinical practices in the remote monitoring of patients with hypertension and to provide a basis for the development of future digital health tools. Conclusion: The workflow demonstrated evidence of content validity, establishing itself as a health technology capable of supporting clinical decision-making, contributing to the standardization of clinical practices, and enhancing the remote monitoring of patients with hypertension.
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LEIDIANE SILVA SANTOS
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PERFIL ANTROPOMÉTRICO E RISCO NUTRICIONAL EM CRIANÇAS COM ASMA ADMITIDAS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: ASSOCIAÇÃO COM O TEMPO DE INTERNAMENTO E A ALBUMINA SÉRICA
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Orientador : EMANUEL SAVIO CAVALCANTI SARINHO
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MEMBROS DA BANCA :
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ELIZABETH DO NASCIMENTO
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JACINTO DA COSTA SILVA NETO
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MARIA GORETTI PESSOA DE ARAUJO BURGOS
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Data: 11/08/2026
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A asma constitui uma das doenças crônicas mais prevalentes na infância no Brasil, sendo associada a elevadas taxas de hospitalização, especialmente em unidades de terapia intensiva (UTI). Esse estudo retrospectivo do tipo série de casos teve como objetivo analisar a associação entre o perfil antropométrico e o risco nutricional com o tempo de internamento e os níveis de albumina sérica em crianças asmáticas admitidas para internamento em uma UTI pediátrica da cidade do Recife, no período de janeiro a dezembro de 2023. O risco nutricional foi avaliado pela ferramenta Nutritional Screening Tool for Risk on Nutritional Status and Growth (Strongkids), aplicada em até 48 horas após a internação hospitalar, permitindo a classificação dos pacientes em baixo, moderado ou alto risco nutricional. Foram avaliados os parâmetros antropométricos peso, estatura e circunferência do braço (CB), sendo calculados os escores-Z dos índices peso para idade (P/I), índice de massa corporal para idade (IMC/I), estatura para idade (E/I) e, para crianças <5 anos, peso para estatura (P/E), utilizando o software WHO Anthro Plus e os pontos de corte recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A CB foi avaliada como adequação ao percentil 50 segundo a classificação de Frisancho (1990). Como desfechos foram avaliados o tempo de internamento e a albumina sérica. A amostra foi composta por 61 crianças asmáticas. Os resultados demonstraram baixa estatura em 11,48%, sendo uma frequência superior a encontrada em crianças não asmáticas e muito longe do limiar de controle de 2,3% recomendado pela OMS. Na análise de regressão de Poisson foi encontrada associação significativa entre o baixo P/E e o maior tempo de internamento. Além disso, crianças classificadas como alto risco nutricional pela Strongkids apresentaram aproximadamente o dobro do risco de maior tempo de internação. Da mesma forma, o risco nutricional médio também se associou ao aumento do tempo de internamento. As demais variáveis antropométricas não apresentaram associação significativa com esse desfecho de interesse. Para o desfecho níveis séricos de albumina, a adequação da CB demonstrou associação significativa para a categoria de excesso de peso, indicando maiores níveis de albumina nessa categoria. Por outro lado, o risco nutricional pela Strongkids apresentou associação inversa com os níveis de albumina. Crianças classificadas com alto risco nutricional apresentaram menores níveis de albumina. Os achados evidenciam a relevância da avaliação e do monitoramento nutricional em pacientes pediátricos acometidos de asma em terapia intensiva.
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A asma constitui uma das doenças crônicas mais prevalentes na infância no Brasil, sendo associada a elevadas taxas de hospitalização, especialmente em unidades de terapia intensiva (UTI). Esse estudo retrospectivo do tipo série de casos teve como objetivo identificar distúrbios do estado nutricional e sua associação com desfechos adversos em crianças asmáticas admitidas para internamento em uma UTI pediátrica da cidade do Recife, no período de janeiro a dezembro de 2023. O risco nutricional foi avaliado pela ferramenta Nutritional Screening Tool for Risk on Nutritional Status and Growth (STRONGkids), aplicada em até 48 horas após a internação hospitalar, permitindo a classificação dos pacientes em baixo, moderado ou alto risco nutricional. Foram avaliados os parâmetros antropométricos peso, estatura e circunferência do braço (CB), sendo calculados os escores-Z dos índices peso para idade (P/I), índice de massa corporal para idade (IMC/I), estatura para idade (E/I) e, para crianças <5 anos, peso para estatura (P/E), utilizando o software WHO Anthro Plus e os pontos de corte recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A CB foi avaliada como adequação ao percentil 50 segundo a classificação de Frisancho (1990). Como desfechos foram avaliados o tempo de internamento e a albumina sérica. A amostra foi composta por 61 crianças asmáticas. Os resultados demonstraram baixa estatura em 11,48%, sendo uma frequência superior a encontrada em crianças não asmáticas e muito longe do limiar de controle de 2,3% recomendado pela OMS. Na análise de regressão de Poisson foi encontrada associação significativa entre o baixo P/E e o maior tempo de internamento (RR ajustado=1,45; IC95%: 1,10-1,90; p=0,007). Além disso, crianças classificadas como alto risco pela STRONGkids apresentaram aproximadamente o dobro do risco de maior tempo de internação (RR ajustado=2,00; IC95%: 1,76-2,28; p<0,001). Da mesma forma, o risco médio também se associou ao aumento do tempo de internamento (RR ajustado=1,19; IC95%: 1,04-1,36; p=0,009). As demais variáveis antropométricas não apresentaram associação significativa com esse desfecho de interesse. Para o desfecho níveis séricos de albumina, a adequação da CB demonstrou associação significativa para a categoria de excesso (RR ajustado=1,12; IC95%: 1,02-1,23; p=0,011), indicando maiores níveis de albumina nessa categoria. Por outro lado, o risco nutricional pela STRONGkids apresentou associação inversa com os níveis de albumina. Crianças classificadas como alto risco apresentaram menores níveis de albumina (RR ajustado=0,70; IC95%: 0,66-0,75; p<0,001). Os achados evidenciam a relevância da avaliação e do monitoramento nutricional em pacientes pediátricos hospitalizados.
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THAYNA CECILIANA PINHEIRO DOS SANTOS
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AVALIAÇÃO DO PADRÃO ALIMENTAR E ESTADO NUTRICIONAL EM PACIENTES COM RINITE ALÉRGICA ATENDIDOS EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA
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Orientador : DECIO MEDEIROS PEIXOTO
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MEMBROS DA BANCA :
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EMANUEL SAVIO CAVALCANTI SARINHO
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GERLANE SOUZA DE LIMA
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JAILMA SANTOS MONTEIRO
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Data: 25/08/2026
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A rinite alérgica é uma doença inflamatória crônica da mucosa nasal, de elevada prevalência e impacto na qualidade de vida, podendo estar relacionada a fatores ambientais, imunológicos, comportamentais e nutricionais. Foi realizado um estudo transversal, descritivo e analítico em adolescentes e adultos de 12 a 60 anos, com o objetivo investigar a qualidade nutricional da dieta e o estado nutricional de pacientes com rinite alérgica atendidos em serviço de referência. Foram incluídos indivíduos com diagnóstico confirmado de rinite alérgica. Avaliaram-se dados sociodemográficos, consumo por Questionário de Frequência Alimentar adaptado, estado nutricional, e características clínicas. Os padrões alimentares foram identificados por Análise de Componentes Principais, com rotação Varimax, e as associações com a presença de crises, foram avaliadas por regressão logística univariada e modelos ajustados por idade e sexo. Foram analisados 81 indivíduos, maioria adultos, sexo feminino e residentes em área urbana. Em relação ao estado nutricional, observou-se maior frequência de eutrofia (44,4%), seguida de excesso de peso (37,0%) e baixo peso (18,5%). A análise de componentes principais identificou três padrões alimentares, que explicaram conjuntamente 54,2% da variância total do consumo: padrão ocidental, padrão saudável e padrão tradicional. A alta adesão ao padrão ocidental foi mais frequente entre adolescentes e indivíduos mais jovens, enquanto a alta adesão ao padrão saudável foi maior entre adultos. Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre os padrões alimentares, indicadores antropométricos e presença de crises de RA. No modelo ajustado, sexo masculino e maior idade associaram-se à menor chance de crises. Conclui-se que os pacientes com rinite alérgica avaliados apresentaram diferentes padrões alimentares, influenciados principalmente pela idade e pelo grupo etário. Os padrões alimentares caracterizaram a qualidade global da dieta, mas não explicaram isoladamente as manifestações clínicas da RA, necessitando de estudos futuros com amostras maiores, delineamento longitudinal e inclusão de marcadores clínicos e inflamatórios.
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Allergic rhinitis is a chronic inflammatory disease of the nasal mucosa with high prevalence and a significant impact on quality of life; it may be associated with environmental, immunological, behavioral, and nutritional factors. A cross-sectional, descriptive, and analytical study was conducted involving adolescents and adults aged 12 to 60 years to investigate the nutritional quality of the diet and the nutritional status of patients with allergic rhinitis treated at a referral center. Individuals with a confirmed diagnosis of allergic rhinitis were included. Sociodemographic data, dietary intake (using an adapted Food Frequency Questionnaire), nutritional status, and clinical characteristics were evaluated. Dietary patterns were identified using Principal Component Analysis with Varimax rotation, and associations with the occurrence of symptom flare-ups were assessed via univariate logistic regression and models adjusted for age and sex. Eighty-one individuals were analyzed; the majority were adults, female, and urban residents. Regarding nutritional status, a normal weight (eutrophy) status was most frequent (44.4%), followed by excess weight (37.0%) and underweight (18.5%). Principal Component Analysis identified three dietary patterns that collectively explained 54.2% of the total variance in intake: Western, healthy, and traditional patterns. High adherence to the Western pattern was more frequent among adolescents and younger individuals, whereas high adherence to the healthy pattern was greater among adults. No statistically significant associations were observed between dietary patterns, anthropometric indicators, and the occurrence of allergic rhinitis flare-ups. In the adjusted model, male sex and older age were associated with a lower likelihood of flare-ups. It is concluded that the patients with allergic rhinitis exhibited different dietary patterns, influenced primarily by age and age group. While dietary patterns characterized overall diet quality, they did not independently explain the clinical manifestations of allergic rhinitis; further studies with larger samples, longitudinal designs, and the inclusion of clinical and inflammatory markers are needed.
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MIRELLA CLAUDINO OLIVEIRA SILVA
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AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA DE USO, DO EFEITO GASTROPROTETOR E DA REPARAÇÃO CUTÂNEA DE UMA FORMULAÇÃO À BASE DE ÓLEOS FIXOS DE Cocos nucifera E Persea americana EM MODELOS EXPERIMENTAIS
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Orientador : ERYVELTON DE SOUZA FRANCO
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MEMBROS DA BANCA :
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IRISMARA SOUSA SILVA
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MARCELO RENATO GUERINO
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RENAN OLIVEIRA SILVA DAMASCENO
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Data: 26/08/2026
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Os óleos fixos de Cocos nucifera L. e Persea americana Mill. apresentam propriedades farmacológicas descritas na literatura, incluindo efeitos antiinflamatórios, antioxidantes, antibacterianos, hidratantes, gastroprotetores e cicatrizantes. No entanto, ainda são limitados os estudos que avaliam simultaneamente a segurança de uso e a eficácia farmacológica da associação desses óleos, especialmente quando incorporados em formulações farmacêuticas. Assim, estudo objetivou-se avaliar a segurança de uso, a atividade gastroprotetora e o potencial de reparação cutânea da associação dos óleos fixos de C. nucifera e P. americana (COFCP), bem como de sua formulação semissólida (FSOCP), em modelos experimentais in vitro e in vivo.Os óleos foram obtidos por prensagem a frio, combinados na proporção 1:1 e incorporados a uma base inerte para obtenção da formulação semissólida (FSOCP). A segurança de uso da COFCP e da FSOCP foi avaliada in vitro por meio do ensaio de viabilidade celular através do MTT em fibroblastos L929 em diferentes concentrações (1,50; 3,125; 6,25; 12,50; 25; 50 ou 100 µM) e in vivo em ratos Wistar no ensaio de toxicidade oral aguda conforme a diretriz (OECD 425). Além disso, a atividade gastroprotetora da COFCP e da FSOCP foi avaliada em ratos Wistar, em modelos de lesão gástrica induzida por etanol, nas doses de 30, 300 e 600 mg/kg, e por indometacina, nas doses de 300 e 600 mg/kg. O potencial de reparo tecidual da FSOCP, nas concentrações de 20%, 40% e 80%, e da COFCP, na concentração de 100%, foi investigado em modelos de feridas cutâneas excisionais e incisionais. A COFCP e a FSOCP apresentaram perfil de segurança compatível com baixa toxicidade. A avaliação in vitro da viabilidade celular, realizada por meio do ensaio de MTT em fibroblastos L929, demonstrou preservação da atividade metabólica celular, indicando ausência de citotoxicidade significativa. De forma complementar, o estudo de toxicidade oral aguda in vivo não evidenciou alterações clínicas associadas à toxicidade, reforçando a segurança e a adequada tolerabilidade dos tratamentos. Nos modelos de lesão gástrica induzida por etanol absoluto e por indometacina, a COFCP e a FSOCP apresentaram atividade gastroprotetora significativa em relação ao grupo veículo, especialmente nas doses de 300 e 600 mg/kg. Na avaliação macroscópica dos modelos de lesão cutânea excisional e incisional, a COFCP e a FSOCP a 80% apresentaram evolução macroscópica favorável do processo cicatricial, sem promover aumento significativo da contração da área lesada. A análise histomorfométrica evidenciou deposição e organização de fibras colágenas compatíveis com a progressão do reparo tecidual, especialmente nos grupos tratados com COFCP e FSOCP a 80% Em conjunto, os resultados demonstram que a associação dos óleos fixos de Cocos nucifera e Persea americana, bem como sua formulação semissólida, apresenta baixo perfil toxicológico in vitro e in vivo, associado à atividade gastroprotetora e ao potencial cicatrizante, evidenciando seu potencial como estratégia terapêutica para a proteção da mucosa gástrica e a reparação cutânea.
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Os óleos fixos de Cocos nucifera e Persea americana apresentam propriedades farmacológicas relevantes, incluindo atividades anti-inflamatória, antioxidante, antibacteriana, hidratante, gastroprotetora e cicatrizante. No entanto, são escassos os estudos que avaliam simultaneamente a sua segurança de uso e a eficácia farmacológica da associação desses óleos, especialmente quando incorporados em formulações. Assim, com este estudo objetivou-se avaliar a segurança de uso, o potencial gastroprotetor e de reparação cutâneo da associação dos óleos fixos de Cocos nucifera e Persea americana (COFCP), bem como de sua formulação semissólida (FSOCP), em modelos experimentais in vitro e in vivo. Os óleos foram obtidos por prensagem a frio, combinados na proporção 1:1 e incorporados a uma base inerte para obtenção da formulação semissólida. A segurança de uso da associação dos óleos (COFCP) e da formulação semissólida (FSOCP) foi inicialmente avaliada por meio do ensaio de viabilidade celular (MTT) em fibroblastos L929 e no teste de toxicidade oral aguda em ratos Wistar. Foram utilizados 144 ratos Wistar, distribuídos entre os diferentes modelos experimentais (n = 5 por grupo), para a avaliação da toxicidade oral aguda (OECD 425), o potencial gastroprotetor e de reparação cutâneo. Para os ensaios de reparação tecidual, a formulação semissólida foi utilizada nas concentrações de 20%, 40% e 80%, enquanto a atividade gastroprotetora foi investigada em modelos de lesão gástrica induzida por etanol e indometacina, empregando doses de 30, 300 e 600 mg/kg. O protocolo experimental foi previamente aprovado pelo CEUA-UFPE no 006/2024. COFCP, FSOCP e o veículo do FSOCP apresentaram perfil de segurança favorável, não demonstrando citotoxicidade em fibroblastos L929 nem sinais de toxicidade oral aguda. Além disso, os tratamentos com COFCP e FSOCP exibiram significativa atividade gastroprotetora, alcançando, nas maiores doses avaliadas, eficácia superior à do fármaco de referência. Os tratamentos com COFCP e FSOCP 80% favoreceram o reparo tecidual, apresentando melhor evolução cicatricial. Os resultados demonstram que a associação dos óleos fixos de Cocos nucifera e Persea americana, bem como sua formulação semissólida, apresenta perfil de segurança favorável e eficácia nos modelos experimentais avaliados, destacando seu potencial para o desenvolvimento de formulações terapêuticas voltadas à proteção da mucosa gástrica e ao reparo tecidual cutâneo.
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AMANDA OLIVEIRA DE ARAÚJO
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Investigação da aplicabilidade de óleos essenciais na Odontologia: Uma revisão sistemática de evidências pré-clínicas e clínicas
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Orientador : ERYVELTON DE SOUZA FRANCO
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MEMBROS DA BANCA :
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MARIO RIBEIRO DE MELO JUNIOR
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CICERO PINHEIRO INACIO
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IRISMARA SOUSA SILVA
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Data: 27/08/2026
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A cavidade oral abriga uma microbiota complexa responsável pela manutenção da homeostase bucal. Entretanto, alterações nesse equilíbrio favorecem a formação do biofilme dental e o desenvolvimento de doenças como cárie dentária e doença periodontal. Embora a remoção mecânica do biofilme seja considerada a principal estratégia preventiva, sua eficácia pode ser limitada, tornando necessária a utilização de agentes químicos adjuvantes. A clorexidina é considerada o padrão-ouro para o controle químico do biofilme, porém seu uso prolongado está associado a efeitos adversos que estimulam a busca por alternativas terapêuticas mais seguras. Nesse contexto, os óleos essenciais têm despertado interesse devido às suas propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e citoprotetoras. O objetivo desta revisão sistemática foi identificar e sintetizar as evidências pré-clínicas sobre os efeitos de óleos essenciais aplicados diretamente na cavidade oral, avaliando sua atividade antimicrobiana, potencial anti-inflamatório, capacidade proliferativa e/ou cicatrizante, bem como seus possíveis mecanismos de ação. A revisão foi conduzida de acordo com as recomendações do Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions e da declaração PRISMA, com protocolo previamente registrado no PROSPERO (CRD420251272454). Foram incluídos estudos experimentais pré-clínicos, in vitro e in vivo, publicados nos últimos cinco anos, que investigaram óleos essenciais ricos em terpenos, diterpenos e sesquiterpenos, comparados à clorexidina, placebo ou veículo. Os desfechos analisados compreenderam atividade antimicrobiana, modulação de biomarcadores inflamatórios e proliferação celular. Os estudos incluídos demonstraram que diferentes óleos essenciais apresentam atividade antimicrobiana frente a importantes patógenos orais, capacidade de inibir a formação e a maturação do biofilme, reduzir mediadores inflamatórios e favorecer a proliferação celular e o reparo tecidual. Apesar dos resultados promissores, observou- se elevada heterogeneidade metodológica entre os estudos, especialmente quanto às espécies vegetais, concentrações empregadas, modelos experimentais e métodos de avaliação, limitando a comparação direta dos achados. Conclui-se que os óleos essenciais constituem uma alternativa promissora para aplicações odontológicas, apresentando potencial antimicrobiano, anti-inflamatório e citoprotetor. Contudo, a padronização metodológica dos estudos préclínicos e a realização de ensaios clínicos bem delineados são necessárias para confirmar sua eficácia, segurança e aplicabilidade clínica.
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A cavidade oral abriga uma microbiota complexa responsável pela manutenção da homeostase bucal. Entretanto, alterações nesse equilíbrio favorecem a formação do biofilme dental e o desenvolvimento de doenças como cárie dentária e doença periodontal. Embora a remoção mecânica do biofilme seja considerada a principal estratégia preventiva, sua eficácia pode ser limitada, tornando necessária a utilização de agentes químicos adjuvantes. A clorexidina é considerada o padrão-ouro para o controle químico do biofilme, porém seu uso prolongado está associado a efeitos adverso que estimulam a busca por alternativas terapêuticas mais seguras. Nesse contexto, os óleos essenciais têm despertado interesse devido às suas propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e citoprotetoras. O objetivo desta revisão sistemática foi identificar e sintetizar as evidências pré-clínicas sobre os efeitos de óleos essenciais aplicados diretamente na cavidade oral, avaliando sua atividade antimicrobiana, potencial anti-inflamatório, capacidade proliferativa e/ou cicatrizante, bem como seus possíveis mecanismos de ação. A revisão foi conduzida de acordo com as recomendações do Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions e da declração PRISMA, com protocolo previamente registrado no PROSPERO (CRD420251272454). Foram incluídos estudos experiementais pré-clínicos, in vitro e in vivo, publicados nos últimos cinco anos, que investigaram óleos essenciais ricos em terpeno, diterpenos e sesquiterpenos, comparados à clorexidina, placebo ou veículo. Os desfechos analisados compreenderam atividade antimicrobiana, modulação de biomarcadores inflamatórios e proliferação celular. Os estudos incluídos demonstraram que diferentes óleos essenciais apresentam atividade antimicrobiana frente a importantes patógenos orais, capacidade de inibir a formação e a maturação do biofilme, reduzir mediadores inflamatórios e favorecer a proliferação celular e o reparo tecidual. Apesar dos resultados promissores, observou-se elevada heterogeneidade metodológica entre os estudos, especialmente quanto às espécies vegetais, concentrações empregadas, modelos experimentais e métodos de avaliação, limitando a comparação direta dos achados. Conclui-se que os óleos essenciais constituem uma alternativa promissora para aplicações odontológicas, apresentando potencial antimicrobiano, anti-inflamatório e citoprotetor. Contudo, a padronização metodológica dos estudos pré-clinicos e realização de ensaios clínicos bem delineados são necessárias para confirmar sua eficácia, segurança e aplicabilidade.
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GEUDA BARBOSA DA SILVA
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STATUS DA OCULOMICOSE: ASPECTOS DOS AGENTES ETIOLÓGICOS QUANTO À VIRULÊNCIA, RESISTÊNCIA ANTIFÚNGICA E AVANÇO DA ERRADICAÇÃO DO BIOFILME EM LENTES OCULARES
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Orientador : REJANE PEREIRA NEVES
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MEMBROS DA BANCA :
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CAROLINA MARIA DA SILVA
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ERYVELTON DE SOUZA FRANCO
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FRANZ DE ASSIS GRACIANO DOS SANTOS
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Data: 27/08/2026
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As oculomicoses representam, atualmente, uma importante causa de saúde pública, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais. Essas infecções podem ser ocasionadas por traumas oculares, procedimentos cirúrgicos e uso de lentes de contato. O diagnóstico dessas infecções permanece um desafio devido às manifestações clínicas insidiosas e à diversidade de agentes etiológicos, o que pode resultar em tratamento refratário e comprometer o prognóstico visual. Além disso, a formação de biofilmes e a crescente variabilidade dos perfis de suscetibilidade aos antifúngicos reforçam a necessidade de estratégias diagnósticas e terapêuticas mais eficazes. Nesse cenário, esta pesquisa teve como objetivo realizar o diagnóstico micológico, identificar os agentes envolvidos nas infecções fúngicas oculares, avaliar o perfil de suscetibilidade aos antifúngicos convencionais e outros compostos bioativos, bem como estudar a formação e o tratamento de biofilmes em lentes de contato. Foram analisadas 16 amostras clínicas provenientes de pacientes com suspeita de infecção fúngica ocular, submetidas ao exame micológico direto, cultura, identificação molecular por PCR e sequenciamento da região ITS do rDNA. Os isolados identificados foram avaliados quanto à suscetibilidade ao fluconazol, à anfotericina B, às equinocandinas, ao D-limoneno e à solução multipropósito Opti-Free®. Adicionalmente, foram realizados ensaios de formação de biofilme em placas e em lentes de contato, seguidos da avaliação da atividade metabólica, da biomassa celular e do tratamento dos biofilmes estabelecidos. Dos 16 isolados analisados, quatro apresentaram crescimento em cultura, sendo identificados como Candida parapsilosis (n=2), Cryptococcus laurentii (n=1) e Emmonsia crescens (n=1), além de um caso por Rhinosporidium seeberi, com base em critérios clínicos e laboratoriais. Os testes de suscetibilidade evidenciaram que os isolados de C. parapsilosis foram sensíveis à maioria dos antifúngicos avaliados, enquanto E. crescens apresentou menor suscetibilidade e C. laurentii demonstrou redução da suscetibilidade à anfotericina B e às equinocandinas. O D-limoneno apresentou atividade antifúngica apenas frente a C. laurentii e E. crescens, ao passo que a solução Opti-Free® inibiu o crescimento de todos os isolados clínicos. Todas as cepas apresentaram elevada atividade metabólica durante a formação de biofilme, embora tenham sido observadas diferenças na produção de biomassa. Além disso, os tratamentos dos biofilmes estabelecidos demonstraram eficácia dependente da espécie fúngica. Os resultados contribuem para o conhecimento da epidemiologia das infecções fúngicas oculares, evidenciam diferenças no comportamento fenotípico entre os isolados e reforçam o potencial da solução Opti-Free® como estratégia complementar para o controle de fungos associados ao uso de lentes de contato.
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As infecções oculares causadas por fungos representam um importante problema de saúde pública, especialmente em regiões tropicais, subtropicais e países em desenvolvimento, onde fatores ambientais, ocupacionais e socioeconômicos favorecem a exposição aos agentes fúngicos. Apesar de menos frequentes que as infecções bacterianas, apresentam elevado potencial de comprometimento visual devido ao diagnóstico tardio, manifestações clínicas inespecíficas e limitações terapêuticas. Entre as principais manifestações clínicas destacam-se a ceratite e a endoftalmite fúngica, ambas associadas a elevada morbidade ocular e risco de perda visual permanente. O uso de lentes intraoculares e lentes de contato tem sido reconhecido como importante fator predisponente, principalmente pela formação de biofilmes e pela maior persistência dos microrganismos na superfície ocular. Além disso, a diversidade dos agentes etiológicos e os diferentes perfis de virulência e resistência antifúngica tornam o manejo clínico mais complexo, reforçando a necessidade de métodos diagnósticos mais precisos e estratégias terapêuticas direcionadas. Nesse contexto, o aprofundamento do conhecimento sobre os mecanismos envolvidos nas oculomicoses torna-se essencial para o avanço científico e para o aprimoramento da abordagem clínica dessas infecções.
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ERIKA SUERDA SOUZA DA SILVA
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FATORES CLÍNICOS E LABORATORIAIS ASSOCIADOS À HOSPITALIZAÇÃO DURANTE A FASE AGUDA DA FEBRE CHIKUNGUNYA EM ADULTOS ATENDIDOS NO SERVIÇO DE EMERGÊNCIA: UM ESTUDO TRANSVERSAL EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO DE RECIFE
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Orientador : CLAUDIA DINIZ LOPES MARQUES
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MEMBROS DA BANCA :
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CAMILA SARTESCHI
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CARLOS ALEXANDRE ANTUNES DE BRITO
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IVONE ANTONIA DE SOUZA
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Data: 28/08/2026
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A febre Chikungunya (FC) é uma arbovirose causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), transmitida principalmente pelo Aedes aegypti. Embora a maioria dos casos apresente evolução autolimitada, manifestações atípicas e formas graves podem resultar em hospitalização e aumento da morbimortalidade. Este estudo teve como objetivo avaliar os fatores associados à hospitalização durante a fase aguda da FC em pacientes atendidos em um serviço de emergência. Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo, descritivo e analítico, realizado com prontuários de pacientes adultos com confirmação laboratorial de FC atendidos entre 2019 e 2024 em um hospital privado de Recife, Pernambuco. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas, laboratoriais e comorbidades por meio de regressão logística binária. Foram incluídos 234 pacientes, dos quais 122 (52,1%) foram hospitalizados. Na análise multivariada, maior tempo de evolução da doença (OR ajustado = 1,13; IC95%: 1,03-1,25), presença de vômitos (OR ajustado = 3,27; IC95%: 1,08-9,93) e leucopenia (< 4.000 leucócitos/mm3) (OR ajustado = 2,51; IC95%: 1,34-4,70) permaneceram independentemente associados à hospitalização. O modelo de regressão logística apresentou desempenho discriminatório moderado (AUC = 0,740). Os resultados sugerem que pacientes com evolução clínica mais prolongada, vômitos e leucopenia apresentam maior probabilidade de hospitalização durante a fase aguda da FC. Esses achados podem contribuir para o reconhecimento precoce de pacientes com maior risco de agravamento, auxiliando na estratificação de risco, na tomada de decisão clínica e na otimização do manejo da FC em serviços de emergência.
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A febre chikungunya (FC) é uma infecção viral transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Embora a doença comumente se apresente como síndrome febril aguda, pode evoluir para complicações articulares crônicas e, em casos graves, levar a hospitalizações e óbitos. Neste estudo serão analisados os fatores associados com hospitalizações durante a fase aguda em pacientes com FC atendidos na emergência. Trata-se de um estudo retrospectivo que incluirá casos atendidos em um hospital privado em Recife, Pernambuco, no período de 2019 a 2024. As informações demográficas, clínicas e laboratoriais serão coletadas por meio da revisão dos prontuários médicos. Serão incluídos no estudo indivíduos adultos com confirmação laboratorial de FC. Espera-se identificar os fatores associados à hospitalização, bem como os grupos populacionais mais suscetíveis às manifestações atípicas e graves da doença, grupos populacionais mais suscetíveis às manifestações atípicas e graves da doença.
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