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Dissertações |
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MARCIA MARCELLE VASCONCELOS SANTOS
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ELABORAÇÃO E VALIDAÇÃO DA ESCALA DE AUTOPERCEPÇÃO DA GRAVIDADE DOS SINTOMAS VESTIBULARES
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Orientador : MARIANA DE CARVALHO LEAL GOUVEIA
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MEMBROS DA BANCA :
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LIDIANE MARIA DE BRITO MACEDO FERREIRA
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LILIAN FERREIRA MUNIZ
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MARINE RAQUEL DINIZ DA ROSA
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Data: 02/02/2026
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Introdução: Os sintomas vestibulares podem causar limitações funcionais, emocionais e comportamentais, exigindo instrumentos capazes de mensurar a gravidade dos sintomas de forma padronizada. Contudo, há escassez de medidas brasileiras específicas para quantificar intensidade e frequência desses sintomas. Objetivo: Desenvolver e validar a Escala de Autopercepção da Gravidade dos Sintomas Vestibulares (EGV). Métodos: O estudo envolveu busca exploratória, construção de itens por painel de especialistas e validação de conteúdo por juízes. A versão final da EGV foi aplicada a 100 adultos com sintomas vestibulares. Foram avaliadas validade estrutural por análise fatorial exploratória, consistência interna, confiabilidade teste–reteste (7 e 14 dias), erro de mensuração e validação de constructo por testes de hipótese. A aplicação foi realizada pela pesquisadora, por entrevista estruturada. Resultados: A escala apresentou organização consistente dos itens, indicando que todos avaliam um mesmo aspecto da gravidade dos sintomas vestibulares. As respostas mantiveram estabilidade ao longo do tempo e precisão suficiente para identificar mudanças relevantes. Observou-se que maiores níveis de gravidade estiveram associados a maior limitação funcional, menor autonomia, redução da atividade física e menor atenção no cotidiano. Conclusão: A EGV mostrou-se válida, confiável e clinicamente aplicável para mensurar a gravidade dos sintomas vestibulares, contribuindo para monitoramento e pesquisa na área.
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Introdução: Os sintomas vestibulares podem causar limitações funcionais, emocionais e comportamentais, exigindo instrumentos capazes de mensurar a gravidade dos sintomas de forma padronizada. Contudo, há escassez de medidas brasileiras específicas para quantificar intensidade e frequência desses sintomas. Objetivo: Desenvolver e validar a Escala de Autopercepção da Gravidade dos Sintomas Vestibulares (EGV). Métodos: O estudo envolveu busca exploratória, construção de itens por painel de especialistas e validação de conteúdo por juízes. A versão final da EGV foi aplicada a 100 adultos com sintomas vestibulares. Foram avaliadas validade estrutural por análise fatorial exploratória, consistência interna, confiabilidade teste–reteste (7 e 14 dias), erro de mensuração e validação de constructo por testes de hipótese. A aplicação foi realizada pela pesquisadora, por entrevista estruturada. Resultados: A EGV apresentou estrutura unidimensional robusta em ambas as subescalas, consistência interna elevada (α > 0,98), confiabilidade adequada no intervalo de 14 dias (ICC = 0,88–0,90) e diferença mínima detectável (SDC) de aproximadamente 13 pontos. Houve correlações moderadas e significativas com impacto funcional, autonomia, atividade física e atenção plena. Conclusão: A EGV mostrou-se válida, confiável e clinicamente aplicável para mensurar a gravidade dos sintomas vestibulares, contribuindo para triagem, monitoramento e pesquisa na área.
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MATHEUS PHELLIPE SANTOS FELIX DA SILVA
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PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO MORFOSSINTÁTICA EM COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA EM BAIXA TECNOLOGIA PARA TEA: ELABORAÇÃO E VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO
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Orientador : ANA CRISTINA DE ALBUQUERQUE MONTENEGRO
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA CLAUDIA DE CARVALHO VIEIRA
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RAFAELLA ASFORA SIQUEIRA CAMPOS LIMA
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REGINA YU SHON CHUN
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Data: 09/02/2026
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Objetivo: Elaborar e validar um protocolo de avaliação do desenvolvimento morfossintático em comunicação aumentativa e alternativa para crianças não falantes ou minimamente falantes com TEA. Métodos: Trata-se de um estudo de elaboração e validação de um protocolo de avaliação do desenvolvimento morfossintático em crianças não-falantes ou minimamente falantes com TEA, usuárias de CAA de baixa tecnologia, com abordagem quali-quantitativa. A amostra foi composta por cinco especialistas fonoaudiólogos especialistas. Os participantes receberam um convite formal com orientações, o TCLE e o formulário eletrônico, que contém um questionário dividido em seções de dados profissionais e itens de avaliação referentes ao protocolo. Os especialistas analisaram a clareza, a pertinência e a relevância dos itens. A análise quantitativa envolveu porcentagem de concordância (>90%), Índice de Validade de Conteúdo (IVC ≥ 0,80 para manutenção dos itens) e coeficiente Kappa (valores >0,75). A análise qualitativa considerou sugestões dos especialistas para ajustes estruturais e semânticos, adotando consenso mínimo de dois avaliadores. O estudo obteve aprovação ética (CAAE 87336225.8.0000.5208), em conformidade com a Resolução CNS 466/2012. Resultados: O protocolo apresentou excelente validade de conteúdo, com IVC variando entre 0,92 e 0,98 e IVC médio geral de 0,96. O CVC também indicou elevada concordância entre os avaliadores, com valores de pertinência = 1,0, clareza = 0,98 e relevância = 0,89. Além disso, o coeficiente Kappa demonstrou concordância substancial a quase perfeita entre os especialistas, com valores superiores a 0,75, confirmando a consistência das avaliações. Conclusão: O estudo permitiu a validação do conteúdo do protocolo de avaliação morfossintática em CAA, atendendo às etapas metodológicas preconizadas na literatura científica para processos de validação.
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Objetivo: Elaborar e validar um protocolo de avaliação do desenvolvimento morfossintático em comunicação aumentativa e alternativa para crianças não falantes ou minimamente falantes com TEA. Métodos: Trata-se de um estudo de elaboração e validação de um protocolo de avaliação do desenvolvimento morfossintático em crianças não-falantes ou minimamente falantes com TEA, usuárias de CAA de baixa tecnologia, com abordagem quali-quantitativa. A amostra foi composta por cinco especialistas fonoaudiólogos especialistas. Os participantes receberam um convite formal com orientações, o TCLE e o formulário eletrônico, que contém um questionário dividido em seções de dados profissionais e itens de avaliação referentes ao protocolo. Os especialistas analisaram a clareza, a pertinência e a relevância dos itens. A análise quantitativa envolveu porcentagem de concordância (>90%), Índice de Validade de Conteúdo (IVC ≥ 0,80 para manutenção dos itens) e coeficiente Kappa (valores >0,75). A análise qualitativa considerou sugestões dos especialistas para ajustes estruturais e semânticos, adotando consenso mínimo de dois avaliadores. O estudo obteve aprovação ética (CAAE 87336225.8.0000.5208), em conformidade com a Resolução CNS 466/2012. Resultados: O protocolo apresentou excelente validade de conteúdo, com IVC variando entre 0,92 e 0,98 e IVC médio geral de 0,96. O CVC também indicou elevada concordância entre os avaliadores, com valores de pertinência = 1,0, clareza = 0,98 e relevância = 0,89. Além disso, o coeficiente Kappa demonstrou concordância substancial a quase perfeita entre os especialistas, com valores superiores a 0,75, confirmando a consistência das avaliações. Conclusão: O estudo permitiu a validação do conteúdo do protocolo de avaliação morfossintática em CAA, atendendo às etapas metodológicas preconizadas na literatura científica para processos de validação.
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ÉDLA ÉDNA DA SILVA
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TESTE DE SUSSURRO E AUDIOMETRIA TONAL DE TRIAGEM POR APLICATIVO, TESTE DA AUDIÇÃO ®, EM PESSOAS IDOSAS DE UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO RECIFE (PE): ESTUDO DE VALIDAÇÃO DE CRITÉRIO
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Orientador : MARIA LUIZA LOPES TIMOTEO DE LIMA
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MEMBROS DA BANCA :
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ADRIANE RIBEIRO TEIXEIRA
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DIANA BABINI LAPA DE ALBUQUERQUE BRITTO
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KARINA PAES ADVINCULA
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Data: 10/02/2026
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O envelhecimento populacional global tem gerado impactos significativos nos sistemas de saúde. A perda auditiva relacionada à idade compromete a comunicação e a qualidade de vida de milhões de pessoas. Nesse contexto, testes de triagem auditiva, como o teste do sussurro e a audiometria por aplicativo, surgem como alternativas acessíveis na Atenção Primária à Saúde. Métodos: Trata-se de um estudo metodológico de validação preditiva para avaliar a eficácia dos testes de triagem auditiva Teste de Sussurro e Audiometria por aplicativo. A amostra foi composta por 44 pessoas idosas, com 60 anos ou mais, de ambos os sexos, residentes no Recife (PE). A coleta de dados ocorreu entre setembro e dezembro de 2024, em duas fases. Inicialmente, os participantes realizaram dois testes de triagem auditiva: o Teste de Sussurro e a Audiometria com o Aplicativo Teste de Audição®, com frequências auditivas apresentadas por transdutores Bluetooth. Após os testes, realizaram uma bateria audiológica padrão-ouro. Foram analisados a acurácia, sensibilidade, especificidade e confiabilidade. Resultados: O teste do sussurro, na orelha direita, apresentou sensibilidade de 66%, especificidade de 89%, valor preditivo positivo (VPP) de 96%, valor preditivo negativo (VPN) de 40% e acurácia de 70%. O coeficiente Kappa entre os resultados do teste do sussurro e o padrão-ouro foi de 0,32, indicando uma concordância razoável, conforme a classificação de Landis e Koch. Na orelha esquerda, o mesmo teste demonstrou sensibilidade de 90%, especificidade de 59%, VPP de 39%, VPN de 95% e acurácia de 66%. O coeficiente Kappa entre os resultados do teste do sussurro e o padrão-ouro foi de 0,25, indicando uma concordância razoável. Quanto à audiometria realizada por meio de aplicativo, os resultados também foram descritos para cada orelha. Na orelha direita, o teste apresentou sensibilidade de 75%, especificidade de 64,7%, VPP de 33,3%, VPN de 91,7% e acurácia de 66,7%. O coeficiente Kappa em relação ao padrão-ouro foi de 0,26, caracterizando concordância razoável. Na orelha esquerda, os índices foram mais favoráveis: sensibilidade de 100%, especificidade de 63,6%, VPP de 42,9%, VPN de 100% e acurácia de 71,4%. O coeficiente Kappa obtido foi de 0,23, representando uma concordância razoável com o padrão-ouro. Em relação à concordância entre os testes de triagem (sussurro e aplicativo), observou-se um coeficiente Kappa de 0,56 na orelha direita e de 0,47 na orelha esquerda, ambos indicativos de concordância moderada. Embora ambos os métodos tenham mostrado limitações em sensibilidade, especificidade e concordância com o padrão-ouro, destacam-se pelo valor preditivo negativo elevado, o que pode contribuir na identificação de indivíduos sem perda auditiva. A concordância entre os testes foi moderada, sugerindo que a aplicação conjunta pode ampliar a eficácia da triagem. Conclusão: Os resultados indicam que o teste do sussurro e a audiometria por aplicativo apresentaram desempenho razoável como ferramentas de triagem auditiva em pessoas idosas, com potencial de aplicação na Atenção Primária à Saúde. No entanto, o número reduzido de participantes impõe cautela na generalização dos resultados, reforçando a necessidade de estudos futuros com amostras mais robustas.
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O envelhecimento populacional global tem gerado impactos significativos nos sistemas de saúde. A perda auditiva relacionada à idade compromete a comunicação e a qualidade de vida de milhões de pessoas. Nesse contexto, testes de triagem auditiva, como o teste do sussurro e a audiometria por aplicativo, surgem como alternativas acessíveis na Atenção Primária à Saúde. Métodos: Trata-se de um estudo metodológico de validação preditiva para avaliar a eficácia dos testes de triagem auditiva Teste de Sussurro e Audiometria por aplicativo. A amostra foi composta por 44 pessoas idosas, com 60 anos ou mais, de ambos os sexos, residentes no Recife (PE). A coleta de dados ocorreu entre setembro e dezembro de 2024, em duas fases. Inicialmente, os participantes realizaram dois testes de triagem auditiva: o Teste de Sussurro e a Audiometria com o Aplicativo Teste de Audição®, com frequências auditivas apresentadas por transdutores Bluetooth. Após os testes, realizaram uma bateria audiológica padrão-ouro. Foram analisados a acurácia, sensibilidade, especificidade e confiabilidade. Resultados: O teste do sussurro, na orelha direita, apresentou sensibilidade de 66%, especificidade de 89%, valor preditivo positivo (VPP) de 96%, valor preditivo negativo (VPN) de 40% e acurácia de 70%. O coeficiente Kappa entre os resultados do teste do sussurro e o padrão-ouro foi de 0,32, indicando uma concordância razoável, conforme a classificação de Landis e Koch. Na orelha esquerda, o mesmo teste demonstrou sensibilidade de 90%, especificidade de 59%, VPP de 39%, VPN de 95% e acurácia de 66%. O coeficiente Kappa entre os resultados do teste do sussurro e o padrão-ouro foi de 0,25, indicando uma concordância razoável. Quanto à audiometria realizada por meio de aplicativo, os resultados também foram descritos para cada orelha. Na orelha direita, o teste apresentou sensibilidade de 75%, especificidade de 64,7%, VPP de 33,3%, VPN de 91,7% e acurácia de 66,7%. O coeficiente Kappa em relação ao padrão-ouro foi de 0,26, caracterizando concordância razoável. Na orelha esquerda, os índices foram mais favoráveis: sensibilidade de 100%, especificidade de 63,6%, VPP de 42,9%, VPN de 100% e acurácia de 71,4%. O coeficiente Kappa obtido foi de 0,23, representando uma concordância razoável com o padrão-ouro. Em relação à concordância entre os testes de triagem (sussurro e aplicativo), observou-se um coeficiente Kappa de 0,56 na orelha direita e de 0,47 na orelha esquerda, ambos indicativos de concordância moderada. Embora ambos os métodos tenham mostrado limitações em sensibilidade, especificidade e concordância com o padrão-ouro, destacam-se pelo valor preditivo negativo elevado, o que pode contribuir na identificação de indivíduos sem perda auditiva. A concordância entre os testes foi moderada, sugerindo que a aplicação conjunta pode ampliar a eficácia da triagem. Conclusão: Os resultados indicam que o teste do sussurro e a audiometria por aplicativo apresentaram desempenho razoável como ferramentas de triagem auditiva em pessoas idosas, com potencial de aplicação na Atenção Primária à Saúde. No entanto, o número reduzido de participantes impõe cautela na generalização dos resultados, reforçando a necessidade de estudos futuros com amostras mais robustas.
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AGUIDA ALVES PEREIRA
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EFEITO DA TERAPIA MIOFUNCIONAL OROFACIAL SOBRE A GEOMETRIA NASAL E MEDIDAS AERODINÂMICAS DE CRIANÇAS COM RESPIRAÇÃO ORAL
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Orientador : DANIELE ANDRADE DA CUNHA
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MEMBROS DA BANCA :
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ERISSANDRA GOMES
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MARIA LUIZA LOPES TIMOTEO DE LIMA
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RODRIGO ALVES DE ANDRADE
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Data: 11/02/2026
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A respiração oral é uma condição frequente na infância, associada a obstruções das vias aéreas superiores e capaz de gerar impactos negativos sobre o equilíbrio miofuncional orofacial, o desenvolvimento craniofacial e a funcionalidade respiratória. Apesar de sua relevância clínica, ainda são escassos os estudos que investigam, por meio de instrumentos objetivos, os efeitos da Terapia Miofuncional Orofacial (TMO) sobre parâmetros estruturais e aerodinâmicos em crianças respiradoras orais. Esta dissertação teve como objetivo analisar os efeitos da TMO sobre a geometria nasal e as medidas aerodinâmicas de crianças com respiração oral, além de mapear evidências científicas e propor um plano terapêutico fonoaudiológico estruturado. O estudo foi desenvolvido a partir de três eixos: uma revisão integrativa da literatura, a elaboração de um plano terapêutico e um estudo clínico do tipo pré e pós-intervenção. Participaram do estudo clínico oito crianças, com idades entre seis e doze anos, diagnosticadas com respiração oral associada à rinite alérgica ou hipertrofia de adenoide. As avaliações foram realizadas antes e após doze sessões de TMO, utilizando instrumentos objetivos como o Espelho Milimetrado de Altmann, o Peak Flow Inspiratory, a rinomanometria ativa anterior e a rinometria acústica. Os resultados evidenciaram aumento estatisticamente significativo das áreas de secção transversal nasais e do pico máximo de inspiração, além de tendências clínicas favoráveis nas demais variáveis analisadas. Conclui-se que a TMO é um recurso terapêutico promissor para a reabilitação da respiração oral infantil, com potencial aplicação na prática fonoaudiológica baseada em evidências.
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A respiração oral é uma condição multifatorial que compromete a função respiratória nasal, o equilíbrio muscular orofacial e o desenvolvimento craniofacial, podendo repercutir também em aspectos cognitivos, comportamentais e de qualidade de vida. Apesar de sua relevância clínica, ainda são escassos os estudos que avaliam os efeitos da terapia miofuncional orofacial (TMO) por meio de instrumentos objetivos. Diante disso, esta dissertação teve como objetivo analisar os efeitos de um protocolo terapêutico sistematizado de TMO sobre parâmetros aerodinâmicos de crianças com respiração oral. Participaram seis crianças entre 7 e 11 anos, diagnosticadas com respiração oral decorrente de rinite alérgica ou hipertrofia de adenoides, compondo um grupo clinicamente homogêneo quanto à etiologia da obstrução nasal. O estudo apresentou delineamento pré e pós-intervenção, com a aplicação de 12 sessões terapêuticas padronizadas, baseadas em exercícios musculares orofaciais e treino respiratório nasal. As avaliações foram realizadas por meio de espelho milimetrado de Altmann, peak flow inspiratório, rinomanometria ativa anterior e rinometria acústica. Foram analisados fluxo nasal, pico máximo de inspiração, áreas das secções transversas, volumes nasais, resistências inspiratórias e expiratórias, além das distâncias A1–A2 e A2–A3 da rinometria. Os resultados apontaram efeitos positivos da TMO, com destaque para o aumento significativo das áreas das secções transversas nasais (p = 0,02) e do pico máximo de inspiração (p = 0,04), indicando melhora da capacidade ventilatória e da funcionalidade das cavidades nasais. O fluxo nasal apresentou tendência de melhora após a intervenção, sugerindo reorganização do padrão respiratório, ainda que sem significância estatística. As demais variáveis, resistências, volumes e fluxos inspiratório e expiratório, demonstraram tendências clínicas favoráveis. Conclui-se que a TMO se apresenta como recurso terapêutico promissor para a reabilitação da respiração oral infantil, com potencial de integração à prática clínica baseada em evidências. Os achados reforçam a necessidade de estudos com amostras maiores, delineamentos controlados e acompanhamento longitudinal, possibilitando melhor compreensão de seus efeitos e aplicabilidade clínica.
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MARCELO MAGNO RAMOS DE ARAUJO
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ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS E BIOMECÂNICAS DO MÚSCULO MASSETER ANTES E APÓS INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA EM CRIANÇAS RESPIRADORAS ORAIS: UM ESTUDO DE INTERVENÇÃO PRÉ–PÓS.
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Orientador : HILTON JUSTINO DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA CLAUDIA DA SILVA ARAUJO
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DANIELE ANDRADE DA CUNHA
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ERISSANDRA GOMES
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Data: 12/02/2026
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A respiração oral é uma condição frequente na infância e está associada a alterações estruturais e funcionais das vias aéreas superiores, com impactos sobre o crescimento craniofacial e o desempenho das funções estomatognáticas. Entre os músculos envolvidos nesse contexto, o masseter exerce papel central na mastigação e no fechamento mandibular, sendo sensível às adaptações decorrentes do padrão respiratório. O desenvolvimento de métodos instrumentais não invasivos, como a ultrassonografia modo B, a elastografia por onda de cisalhamento e a miotonometria, amplia a precisão na mensuração de propriedades morfológicas e mecânicas, favorecendo a compreensão das repercussões musculares associadas à respiração oral. Este estudo teve como objetivo, descrever alterações morfológicas e biomecânicas do músculo masseter, antes e após doze semanas de intervenção fonoaudiológica, estruturada em crianças com diagnóstico clínico de respiração oral. O delineamento experimental adotado foi do tipo pré e pós-intervenção, sem grupo controle, com avaliações realizadas em dois momentos padronizados. Foram utilizados ultrassom modo B para mensuração de espessura e área de secção transversa; elastografia para análise da rigidez estimada por distribuição cromática; e o MyotonPRO para avaliação do tônus, rigidez e elasticidade. Participaram crianças entre seis e doze anos encaminhadas pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. A intervenção foi conduzida por fonoaudiólogas, e as análises concentraram-se na caracterização objetiva das modificações musculares observadas. Os resultados apresentados são parciais, correspondentes aos participantes que concluíram integralmente o protocolo terapêutico até o momento da qualificação. A interpretação privilegia a coerência entre as medidas instrumentais e os fundamentos fisiológicos, adotando abordagem exclusivamente descritiva devido ao tamanho amostral reduzido e à natureza exploratória desta etapa. As observações iniciais sugerem modificações mensuráveis no comportamento estrutural e mecânico do masseter após a intervenção, embora devam ser interpretadas com cautela pela ausência de grupo controle e pela impossibilidade de estabelecer relações causais. Este estudo contribui para o entendimento das adaptações musculares associadas à respiração oral e oferece evidências preliminares sobre a resposta do masseter infantil a um protocolo terapêutico fonoaudiológico. Os achados podem subsidiar investigações futuras com amostras ampliadas e delineamentos analíticos mais robustos, além de fortalecer a integração entre Odontologia e Fonoaudiologia no acompanhamento de crianças com alterações respiratórias e repercussões craniofaciais.
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A respiração oral é uma condição frequente na infância e está associada a alterações estruturais e funcionais das vias aéreas superiores, com impactos sobre o crescimento craniofacial e o desempenho das funções estomatognáticas. Entre os músculos envolvidos nesse contexto, o masseter exerce papel central na mastigação e no fechamento mandibular, sendo sensível às adaptações decorrentes do padrão respiratório. O desenvolvimento de métodos instrumentais não invasivos, como a ultrassonografia modo B, a elastografia por onda de cisalhamento e a miotonometria, amplia a precisão na mensuração de propriedades morfológicas e mecânicas, favorecendo a compreensão das repercussões musculares associadas à respiração oral. Este estudo teve como objetivo, descrever alterações morfológicas e biomecânicas do músculo masseter, antes e após doze semanas de intervenção fonoaudiológica, estruturada em crianças com diagnóstico clínico de respiração oral. O delineamento experimental adotado foi do tipo pré e pós-intervenção, sem grupo controle, com avaliações realizadas em dois momentos padronizados. Foram utilizados ultrassom modo B para mensuração de espessura e área de secção transversa; elastografia para análise da rigidez estimada por distribuição cromática; e o MyotonPRO para avaliação do tônus, rigidez e elasticidade. Participaram crianças entre seis e doze anos encaminhadas pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. A intervenção foi conduzida por fonoaudiólogas, e as análises concentraram-se na caracterização objetiva das modificações musculares observadas. Os resultados apresentados são parciais, correspondentes aos participantes que concluíram integralmente o protocolo terapêutico até o momento da qualificação. A interpretação privilegia a coerência entre as medidas instrumentais e os fundamentos fisiológicos, adotando abordagem exclusivamente descritiva devido ao tamanho amostral reduzido e à natureza exploratória desta etapa. As observações iniciais sugerem modificações mensuráveis no comportamento estrutural e mecânico do masseter após a intervenção, embora devam ser interpretadas com cautela pela ausência de grupo controle e pela impossibilidade de estabelecer relações causais. Este estudo contribui para o entendimento das adaptações musculares associadas à respiração oral e oferece evidências preliminares sobre a resposta do masseter infantil a um protocolo terapêutico fonoaudiológico. Os achados podem subsidiar investigações futuras com amostras ampliadas e delineamentos analíticos mais robustos, além de fortalecer a integração entre Odontologia e Fonoaudiologia no acompanhamento de crianças com alterações respiratórias e repercussões craniofaciais.
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GIOVANNA TEREZA BARROS DIAS
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A RELAÇÃO DA DISPERSÃO DE EXCITABILIDADE NEURAL DO IMPLANTE COCLEAR E A PERCEPÇÃO AUDITIVA E DE FALA.
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Orientador : LILIAN FERREIRA MUNIZ
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MEMBROS DA BANCA :
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GISLAINE RICHTER MINHOTO WIEMES
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LEONARDO GLEYGSON ANGELO VENANCIO
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MARIANA DE CARVALHO LEAL GOUVEIA
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Data: 20/02/2026
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Objetivo: Investigar a relação entre as respostas de dispersão de excitação neural (spread of excitation-SOE) e a percepção auditiva e de fala em usuários de implante coclear. Métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal, composto por 14 usuários de implante coclear, de ambos os sexos, com idades entre 14 e 74 anos. A percepção auditiva e de fala foi avaliada por meio do Hearing in Noise Test (HINT), na condição fixa, e do Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ). As medidas de SOE foram obtidas por meio da técnica de mascaramento prévio, permitindo a classificação dos padrões de excitação neural em regulares e irregulares. As análises estatísticas incluíram estatística descritiva e testes de correlação entre as medidas de SOE e os desfechos perceptuais.Resultados: Na amostra analisada, não foi observada associação estatisticamente significativa entre as medidas de dispersão de excitação neural e os desfechos de percepção auditiva e de fala avaliados pelo HINT e pelo SSQ. Observou-se variabilidade nos padrões de SOE entre os participantes, assim como heterogeneidade no desempenho perceptual.Conclusão:Os achados do presente estudo indicam que, nesta amostra, a relação entre a dispersão de excitação neural e a percepção auditiva e de fala não se apresentou de forma direta ou linear. Esses resultados sugerem que o desempenho perceptual de usuários de implante coclear é influenciado por múltiplos fatores, reforçando a complexidade dos desfechos funcionais associados à estimulação elétrica coclear.
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A dispersão de excitação (spread of excitation – SOE), obtida por meio do electrically evoked compound action potential (ECAP), tem sido utilizada para investigar características da interface eletrodo–neurônio em usuários de implante coclear (IC), embora sua relação com desfechos perceptuais ainda seja controversa. Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre medidas da SOE e a percepção auditiva e de fala em usuários de IC. Trata-se de um estudo observacional transversal com adolescentes e adultos usuários de IC. A percepção auditiva e de fala foi avaliada por meio do Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ) e do Hearing in Noise Test (HINT) na condição fixa, enquanto a SOE foi obtida por meio da técnica de mascaramento prévio. As análises incluíram estatística descritiva, testes de correlação e comparações entre grupos. Os resultados demonstraram ausência de associações globais consistentes entre as medidas da SOE e os desfechos perceptuais, embora associações pontuais tenham sido observadas em eletrodos específicos. Esses achados sugerem que a SOE reflete predominantemente aspectos periféricos da estimulação elétrica, com relação variável com medidas perceptuais dependentes do processamento auditivo central, reforçando a relevância de análises eletrodo-específicas como ferramenta complementar na prática clínica.
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ALLANA NAYARA SOARES DA SILVA
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POTENCIAIS EVOCADOS AUDITIVOS CORTICAIS POR MEIO DO ESTÍMULO DE FALA /MA/ E /DA/ EM BEBÊS COM INDICADORES DE RISCO PARA DEFICIÊNCIA AUDITIVA
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Orientador : KARINA PAES ADVINCULA
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MEMBROS DA BANCA :
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DIANA BABINI LAPA DE ALBUQUERQUE BRITTO
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LUCIANA PIMENTEL FERNANDES DE MELO
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SILVANA MARIA SOBRAL GRIZ
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Data: 23/02/2026
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Introdução: Os Potenciais Evocados Auditivos de Longa Latência são respostas das atividades elétricas relacionadas a um evento auditivo no córtex. O estudo do complexo P1-N1-P2 fornece informações sobre os processos neurais que são responsáveis pela percepção da fala, sendo caracterizado como um marcador clínico dos aspectos auditivos e linguísticos. Diante disso, o registro e análise desses potenciais podem ser eliciados através de diferentes tipos de estímulo, dentre eles o estímulo de fala. O uso do estímulo de fala busca compreender os processos subjacentes à codificação e decodificação da fala no sistema auditivo central. No entanto, a sílaba /ma/ é considerada especialmente interessante por seu contexto de aprendizagem na primeira infância. Objetivo: Comparar as respostas eletrofisiológicas corticais com o estímulo de fala /ma/ e /da/ em bebês com indicadores de risco para deficiência auditiva. Método: O presente estudo teve caráter transversal, observacional e analítico, com amostra composta por 16 participantes bebês, ambos os sexos, com idade entre 2 e 11 meses, apresentando idade média de 6,1 meses (± 3,1 meses), todos com Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva. Foram realizados os testes de potencial cortical auditivo evocados com os estímulos de fala /da/ x /ma/, com vozes femininas fluidas naturais, apresentados de modo aleatório, monoaural e randômica, na proporção de 50% para os dois estímulos apresentados, em um total de 150 estímulos, na intensidade de 70 dB NPS. Resultados: O estímulo de fala /ma/ eliciou latências significativamente menores nos componentes corticais P1, N1 e P2, em comparação ao estímulo /da/, enquanto que, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas amplitudes desses componentes. Discussão: Esse achado reforça que as latências dos Potenciais Evocados Auditivo Cortical constituem um marcador sensível das mudanças maturacionais iniciais do sistema auditivo central, especialmente em bebês, enquanto as amplitudes tendem a apresentar maior variabilidade interindividual. A vantagem temporal do estímulo /ma/ pode ser atribuída às suas propriedades fonético-acústicas, que favorecem a codificação cortical em sistemas auditivos ainda em maturação. Os dados obtidos contribuem para ampliar a compreensão do processamento auditivo cortical nessa população, indicando que respostas corticais organizadas podem estar presentes mesmo em contextos de risco. Conclusão: É possível caracterizar os potenciais evocados auditivos corticais em bebês de 0 a 12 meses utilizando os estímulos de fala /ma/ e /da/. As comparações entre os estímulos revelaram diferenças estatisticamente significativas nas latências de todos os componentes quando eliciados pelo /ma/. Indicando que este estímulo provoca resposta mais rápida quando comparado ao estímulo /da/. Não foram observadas diferenças estatísticas nas amplitudes. Tais achados reforçam a necessidade de valores normativos específicos para essa faixa etária e de estudos adicionais comparando diferentes estímulos de fala para aprofundar o conhecimento sobre maturação auditiva cortical no primeiro ano de vida.
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Introdução: Os Potenciais Evocados Auditivos de Longa Latência são respostas das atividades elétricas relacionadas a um evento auditivo no córtex. O estudo do complexo P1-N1-P2 fornece informações sobre os processos neurais que são responsáveis pela percepção da fala, sendo caracterizado como um marcador clínico dos aspectos auditivos e linguísticos. Diante disso, o registro e análise desses potenciais podem ser eliciados através de diferentes tipos de estímulo, dentre eles o uso do estímulo de fala. O uso do estímulo de fala, busca compreender os processos subjacentes à codificação e decodificação da fala no sistema auditivo central. No entanto, a sílaba /ma/ demonstrou-se especialmente interessante por seu contexto de aprendizagem na primeira infância. Objetivo: Comparar as respostas eletrofisiológicas corticais com o estímulo de fala /ma/ e /da/ em bebês de 0 a 12 meses. Método: O presente estudo teve caráter transversal, observacional e analítico, com amostra composta por 16 participantes bebês, com idade entre 0 a 12 anos, de ambos os sexos, com indicadores de risco para deficiência auditiva. Foram realizados os testes de potencial cortical auditivo evocados com os estímulos de fala /da/ x /ma/, com vozes femininas fluidas naturais, apresentados de modo aleatório, monoaural e randômica, na proporção de 50% para os dois estímulos apresentados, em um total de 150 estímulos, na intensidade de 70 dB NPS pe. Resultados: Os resultados deste estudo mostraram que o estímulo de fala /da/ eliciou amplitudes significativamente maiores nos componentes corticais P1-N1-P2, em comparação ao estímulo /ma/, enquanto não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas latências desses componentes. Discussão: Os resultados demonstram que os componentes corticais auditivos P1, N1 e P2 foram identificados nos estímulos de fala analisados, refletindo funcionamento adequado das vias auditivas e maturação neural compatível com a idade dos bebês. As diferenças observadas nas amplitudes, mais elevadas para o estímulo de fala /da/, podem ser atribuídas à maior saliência acústica desse som, que favorece maior sincronização neural. Em contraste, as latências permaneceram semelhantes entre os estímulos, indicando que o tempo de processamento depende principalmente da maturação neural, e não do tipo de fonema. Esses achados reforçam que o desenvolvimento auditivo precoce envolve tanto o refinamento progressivo das respostas corticais quanto a influência das características acústicas dos estímulos utilizados. Conclusão: Os resultados demonstram que é possível caracterizar os potenciais evocados auditivos corticais em bebês de 0 a 12 meses utilizando os estímulos de fala /ma/ e /da/. Observou-se maior amplitude para todos os componentes corticais quando eliciados pelo /da/, indicando maior saliência acústica desse estímulo, enquanto as latências não diferiram entre os fonemas. Tais achados reforçam a necessidade de valores normativos específicos para essa faixa etária e de estudos adicionais comparando diferentes estímulos de fala para aprofundar o conhecimento sobre a maturação auditiva cortical no primeiro ano de vida.
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THÍFANNY ELLEN MARIA DA SILVA
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CUIDADOS INTEGRADOS PARA PESSOAS IDOSAS EM RECIFE (ICOPE): CENÁRIO APÓS A FALHA NA TRIAGEM AUDITIVA
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Orientador : MARIA LUIZA LOPES TIMOTEO DE LIMA
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MEMBROS DA BANCA :
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ADRIANE RIBEIRO TEIXEIRA
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JONIA ALVES LUCENA
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TATIANA DE PAULA SANTANA DA SILVA
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Data: 24/02/2026
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O envelhecimento populacional, no Brasil e no mundo, impõe desafios importantes aos sistemas de saúde, especialmente para preservar a funcionalidade, a autonomia e a qualidade de vida das pessoas idosas. No Brasil, o aumento da longevidade, associado à maior frequência de doenças crônicas e declínios funcionais, exige que a Atenção Primária à Saúde reorganize suas estratégias para oferecer cuidado integral, contínuo e centrado na pessoa. Nesse cenário, a continuidade do cuidado é fundamental para garantir acompanhamento adequado, prevenir complicações e promover saúde. Alinhado a essa perspectiva, o modelo ICOPE (IntegratedCare for Older People) da Organização Mundial da Saúde orienta que a atenção à saúde auditiva seja estruturada de forma integrada, com foco na funcionalidade e articulada entre os diferentes níveis assistenciais.Objetivo: analisar a continuidade do cuidado à pessoa idosa, após a falha na triagem auditiva proposta pela estratégia ICOPE. Método: Estudo analítico, observacional e transversal conduzido com 70 idosos (≥60 anos) . A coleta de dados ocorreu em três momentos: (I) triagem auditiva pelo protocolo ICOPE, utilizando o teste do sussurro; (II) avaliação audiológica completa (audiometria tonal, vocal e imitanciometria) e encaminhamentos clínicos necessários; (III) aplicação de questionário estruturado para análise do fluxo do cuidado e as intervenções recebidas. Dados secundários do SIA/SUS foram utilizados para caracterizar a oferta de serviços audiológicos no município do Recife. Resultados: A triagem auditiva revelou 68,5% de ocorrência de suspeitas de perda auditiva (falha no teste do sussurro), e desses casos, 61,31% foram confirmados como perda auditiva pela avaliação audiológica. De 53 pessoas encaminhadas para continuidade do cuidado na rede, apenas 11 iniciaram o processo de intervenção. Entre os idosos que buscaram atendimento, persistiram obstáculos no agendamento e nenhum acesso efetivo às tecnologias assistivas no período analisado. Esse cenário caracteriza uma baixa continuidade do cuidado, provocada por desinteresse na intervenção, dificuldades individuais, barreiras de acesso e fragilidades na articulação da rede. O desinteresse na busca pela intervenção ocorreu majoritariamente em pessoas identificadas com perda auditiva sensórioneural de grau leve, perfil predominante na amostra (65,45%). Entre as barreiras no acesso à rede, encontrou-se dificuldades por parte da pessoa idosa como locomoção, falta de auxiliar para acompanhamento e problemas de saúde. E por parte dos serviços, dificuldades de comunicação para agendamentos e filas extensas. O mapeamento dos serviços municipais evidenciou pouca oferta de serviços de avaliação e intervenção auditiva em instituições de média complexidade da rede pública. Apenas 14 instituições oferecem avaliação audiológica, e 2 oferecem dispensa de aparelho de amplificação sonora individual (AASI). Conclusão: Conclui-se que a continuidade do cuidado apresenta limitações estruturais que comprometem a efetividade da linha de cuidado em saúde auditiva, com rupturas entre a atenção básica (triagem) e a média complexidade (diagnóstico e intervenção). A baixa adesão ao encaminhamento, somada a barreiras individuais e estruturais e à oferta restrita de serviços e tecnologias assistivas, compromete a efetividade do modelo ICOPE. Fortalecer a rede SUS e qualificar o acesso é essencial para garantir melhores desfechos para a população idosa.
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Introdução: O envelhecimento populacional acarreta aumento da perda auditiva relacionada à idade, especialmente a presbiacusia — condição progressiva e irreversível que afeta a comunicação, a cognição e a qualidade de vida dos idosos. Com base no modelo ICOPE (Integrated Care for Older People), proposto pela Organização Mundial da Saúde, a atenção à saúde auditiva deve ser estruturada de modo integrado, centrado na funcionalidade e na continuidade do cuidado nos distintos níveis assistenciais. Objetivo: analisar a continuidade do cuidado à pessoa idosa, após a falha na triagem auditiva proposta pela estratégia Integrad Care for Older People. Método: Estudo analítico, observacional e transversal conduzido com idosos (≥60 anos) participantes do estudo multicêntrico ICOPE Recife. A coleta de dados ocorreu em três momentos: (I) triagem auditiva pelo protocolo ICOPE, utilizando o teste do sussurro; (II) avaliação audiológica completa (audiometria tonal, vocal e imitanciometria) e encaminhamentos clínicos necessários; (III) aplicação de questionário estruturado para análise do fluxo do cuidado e as intervenções recebidas. Dados secundários do SIA/SUS foram utilizados para caracterizar a oferta de serviços audiológicos no município do Recife. Resultados: A triagem auditiva revelou 68,5% de ocorrência de suspeitas de perda auditiva (falha no teste do sussurro), e desses casos, 61,31% foram confirmados como perda auditiva pela avaliação audiológica. De 53 pessoas encaminhadas para continuidade do cuidado na rede, apenas 11 iniciaram o processo de intervenção. Entre os idosos que buscaram atendimento, persistiram obstáculos no agendamento e nenhum acesso efetivo às tecnologias assistivas no período analisado. Esse cenário caracteriza uma baixa continuidade do cuidado, provocada por desinteresse na intervenção, dificuldades individuais, barreiras de acesso e fragilidades na articulação da rede. O desinteresse na busca pela intervenção ocorreu majoritariamente em pessoas identificadas com perda auditiva sensórioneural de grau leve, perfil predominante na amostra (65,45%). Entre as barreiras no acesso à rede, encontrou-se dificuldades por parte da pessoa idosa como locomoção, falta de auxiliar para acompanhamento e problemas de saúde. E por parte dos serviços, dificuldades de comunicação para agendamentos e filas extensas. O mapeamento dos serviços municipais evidenciou pouca oferta de serviços de avaliação e intervenção auditiva em instituições de média complexidade da rede pública. Apenas 14 instituições oferecem avaliação audiológica, e 2 oferecem dispensa de aparelho de amplificação sonora individual (AASI). Conclusão: Conclui-se que a continuidade do cuidado apresenta limitações estruturais que comprometem a efetividade da linha de cuidado em saúde auditiva, com rupturas entre a atenção básica (triagem) e a média complexidade (diagnóstico e intervenção). A baixa adesão ao encaminhamento, somada a barreiras individuais e estruturais e à oferta restrita de serviços e tecnologias assistivas, compromete a efetividade do modelo ICOPE. Fortalecer a rede SUS e qualificar o acesso é essencial para garantir melhores desfechos para a população idosa.
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ANTONIO LUCAS FERREIRA FEITOSA
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ELABORAÇÃO E VALIDAÇÃO DO FLUXOGRAMA E INSTRUTIVO DO PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DO FRÊNULO DA LÍNGUA EM BEBÊS E DA SUA TRIAGEM NEONATAL
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Orientador : HILTON JUSTINO DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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MONALISE COSTA BATISTA BERBERT
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GIEDRE BERRETIN FELIX
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KELLI NOGUEIRA FERRAZ PEREIRA ALTHOFF
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Data: 25/02/2026
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Introdução: A criação de um fluxograma específico para orientar a aplicação do Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês e de sua Triagem Neonatal é essencial para garantir precisão, padronização e consistência clínica dos casos de anquiloglossia, contribuindo para o cumprimento da Lei Federal no 13.002/14. Objetivo: Verificar as evidências de validade de conteúdo e de aparência do Fluxograma e do Instrutivo do Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês e da sua Triagem Neonatal. Métodos: Estudo metodológico de validação conduzido on-line. O processo baseou-se no modelo teórico de Pasquali e na Técnica Delphi, incluindo análise documental, elaboração de versões piloto e avaliação por juízes especialistas. A validade de conteúdo foi mensurada pelo Índice de Validade de Conteúdo (IVC) e pelo Co-eficiente de Validade de Conteúdo (CVC) e a validade de aparência pelo IVC, adotando-se ponto de corte ≥ 0,80. O grau de acordo entre avaliadores foi verificado pelo Percentual de Concordância Simples. Resultados: Participaram 15 juízes especialistas (média de idade 49,8 anos; 9,47 anos de experiência). Na primeira rodada, o IVC-I variou de 0,95 a 1,00 e o CVCt foi de 0,96 para Triagem e Protocolo e de 0,94 para Condutas e Encaminhamentos. A validade de aparência do fluxograma e do instrutivo foi classificada como excelente (≥0,90). Após ajustes qualitativos, todos os itens do fluxograma atingiram IVC-I ≥ 1,00 e CVCt entre 0,98 e 0,99 na segunda rodada, com percentual de concordância global de 99,69%, demonstrando consenso pleno. No Instrutivo, o CVCt evoluiu de 0,96 para 0,98, com MCVCi ≥ 0,98 e percentual de concordância geral de 99,7%. Conclusão: O Fluxograma e o Instrutivo apresentaram excelente validade de conteúdo e de aparência, confirmando estrutura lógica, clareza terminológica e elevada aplicabilidade clínica para padronização da avaliação e do manejo da anquiloglossia em bebês. Os materiais validados fortalecem a implementação qualificada do Teste da Linguinha no Brasil, contribuindo para uma assistência neonatal segura e alinhada às diretrizes legais vigentes.
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Introdução: A criação de um fluxograma específico para orientar a aplicação do Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês e de sua Triagem Neonatal é essencial para garantir precisão, padronização e consistência clínica dos casos de anquiloglossia, contribuindo para o cumprimento da Lei Federal no 13.002/14. Objetivo: Verificar as evidências de validade de conteúdo e de aparência do Fluxograma e do Instrutivo do Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês e da sua Triagem Neonatal. Métodos: Estudo metodológico de validação conduzido on-line. O processo baseou-se no modelo teórico de Pasquali e na Técnica Delphi, incluindo análise documental, elaboração de versões piloto e avaliação por juízes especialistas. A validade de conteúdo foi mensurada pelo Índice de Validade de Conteúdo (IVC) e pelo Co-eficiente de Validade de Conteúdo (CVC) e a validade de aparência pelo IVC, adotando-se ponto de corte ≥ 0,80. O grau de acordo entre avaliadores foi verificado pelo Percentual de Concordância Simples. Resultados: Participaram 15 juízes especialistas (média de idade 49,8 anos; 9,47 anos de experiência). Na primeira rodada, o IVC-I variou de 0,95 a 1,00 e o CVCt foi de 0,96 para Triagem e Protocolo e de 0,94 para Condutas e Encaminhamentos. A validade de aparência do fluxograma e do instrutivo foi classificada como excelente (≥0,90). Após ajustes qualitativos, todos os itens do fluxograma atingiram IVC-I ≥ 1,00 e CVCt entre 0,98 e 0,99 na segunda rodada, com percentual de concordância global de 99,69%, demonstrando consenso pleno. No Instrutivo, o CVCt evoluiu de 0,96 para 0,98, com MCVCi ≥ 0,98 e percentual de concordância geral de 99,7%. Conclusão: O Fluxograma e o Instrutivo apresentaram excelente validade de conteúdo e de aparência, confirmando estrutura lógica, clareza terminológica e elevada aplicabilidade clínica para padronização da avaliação e do manejo da anquiloglossia em bebês. Os materiais validados fortalecem a implementação qualificada do Teste da Linguinha no Brasil, contribuindo para uma assistência neonatal segura e alinhada às diretrizes legais vigentes.
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JOYCE QUIRINO DA SILVA
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Potenciais evocados auditivos de longa latência em adultos com apneia obstrutiva do sono
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Orientador : LILIAN FERREIRA MUNIZ
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MEMBROS DA BANCA :
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GISLAINE RICHTER MINHOTO WIEMES
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LEONARDO GLEYGSON ANGELO VENANCIO
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LUCIANA PIMENTEL FERNANDES DE MELO
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Data: 05/03/2026
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Introdução: A apneia obstrutiva do sono (AOS) está associada à hipoxemia intermitente e à fragmentação do sono, com possíveis repercussões neurocognitivas. Os Potenciais Evocados Auditivos de Longa Latência (PEALL) permitem avaliar o processamento auditivo cortical. Os PEALL são considerados medidas de natureza neurocognitiva, uma vez que envolvem o processamento central do estímulo auditivo, incluindo análise, discriminação e interpretação, indo além da detecção sonora em nível periférico. Objetivo: Caracterizar as respostas do PEALL em adultos com AOS, além de analisar sua relação com a qualidade subjetiva do sono (PSQI) e com a carga hipóxica noturna (T90). Métodos: Estudo observacional, transversal e descritivo com a participação de 13 adultos portadores de AOS, confirmada por polissonografia (PSG). Registraram-se os PEALL usando o paradigma de oddball com estímulos verbais (/ba/ e /da/), analisando as latências de P1, N1, P2, N2, P3 e N3. Aplicou-se também o PSQI e analisou-se o T90. Utilizaram-se correlações de Pearson/Spearman e Mann–Whitney (p<0,05) para as análises dos dados obtidos. Resultados: A maioria dos participantes apresentou má qualidade do sono (PSQI >5: 69,2%). Houve correlação entre PSQI e IAH (r=0,560; p=0,046) e, mais fortemente, entre PSQI e T90 (ρ=0,712; p=0,009). As latências dos PEALL estavam dentro dos valores normativos e não diferiram entre apneia leve e moderada/grave. Observou-se associação positiva significativa entre T90 e a latência da N3 (ρ=0,812; p=0,008), indicando que quanto maior a carga hipóxica noturna, maior a latência da N3, ainda que os valores permaneçam dentro da faixa normativa; as demais ondas não se correlacionaram com T90. Conclusão: Em adultos com AOS, a pior qualidade subjetiva do sono relacionou-se principalmente à carga hipóxica noturna. As latências dos PEALL permaneceram globalmente preservadas, porém a associação específica entre T90 e N3 sugere impacto específico da hipoxemia cumulativa sobre componentes corticais tardios do processamento auditivo.
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Introduction: Obstructive Sleep Apnea (OSA) is associated with intermittent hypoxemia and sleep fragmentation, with possible neurocognitive repercussions. Long-Latency Auditory Evoked Potentials (LLAEP) allow assessment of cortical auditory processing. LLAEPs are considered neurocognitive measures, as they involve central processing of the auditory stimulus—including analysis, discrimination, and interpretation—going beyond sound detection at the peripheral level.
Objective: To characterize LLAEP responses in adults with OSA and to analyze their relationship with subjective sleep quality (PSQI) and nocturnal hypoxic burden (T90).
Methods: This was an observational, cross-sectional, and descriptive study including 13 adults with OSA confirmed by polysomnography (PSG). LLAEPs were recorded using the oddball paradigm with speech stimuli (/ba/ and /da/), and the latencies of P1, N1, P2, N2, P3, and N3 were analyzed. The PSQI was also administered, and T90 was analyzed. Pearson’s/Spearman’s correlations and the Mann–Whitney test (p < 0.05) were used for data analysis.
Results: Most participants had poor sleep quality (PSQI > 5: 69.2%). There was a correlation between PSQI and the apnea–hypopnea index (AHI) (r = 0.560; p = 0.046), and a stronger correlation between PSQI and T90 (ρ = 0.712; p = 0.009). LLAEP latencies were within normative values and did not differ between mild and moderate/severe apnea. A significant positive association was observed between T90 and N3 latency (ρ = 0.812; p = 0.008), indicating that the greater the nocturnal hypoxic burden, the longer the N3 latency, although values remained within the normative range. The remaining waves did not correlate with T90.
Conclusion: In adults with OSA, poorer subjective sleep quality was primarily related to nocturnal hypoxic burden. LLAEP latencies were globally preserved; however, the specific association between T90 and N3 suggests a targeted impact of cumulative hypoxemia on late cortical components of auditory processing.
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SÁNDNA FABÍOLLY SILVA FERNANDES
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EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA CEREBELAR ASSOCIADA A TERAPIA DE LINGUAGEM EM INDIVÍDUOS COM AFASIA
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Orientador : ANA CLAUDIA DE CARVALHO VIEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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ADRIANA BALTAR DO REGO MACIEL
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BIANCA ARRUDA MANCHESTER DE QUEIROGA
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ZULINA SOUZA DE LIRA
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Data: 11/03/2026
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Objetivo: Verificar os efeitos da Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua Cerebelar (ctDCS) catódica associada à terapia de linguagem em indivíduos com afasia. Método: Ensaio clínico randomizado, controlado e triplo-cego, conduzido com 17 participantes alocados em grupo experimental (n = 9) e grupo controle (n = 8). Ambos os grupos realizaram 10 sessões consecutivas de terapia fonoaudiológica, associadas à ctDCS ativa (grupo experimental) ou sham (grupo controle). A estimulação foi aplicada a 2 mA por 20 minutos, com rampa de subida (fade-in) de 20 segundos no início, por meio de eletrodos em esponjas de 7 cm × 5 cm embebidas em solução salina, com o cátodo posicionado sobre o cerebelo direito. Em ambos os protocolos, o eletrodo de referência (ânodo) foi posicionado no deltóide direito. No protocolo sham, a corrente foi administrada apenas durante a rampa inicial e, em seguida, interrompida, mantendo-se os eletrodos no local até o término do tempo programado, de forma a mimetizar as sensações da estimulação ativa. As habilidades de compreensão oral, compreensão escrita, nomeação e repetição foram avaliadas pela Bateria Montreal–Toulouse (MTL-BR) nos momentos pré e pós-intervenção. A segurança foi monitorada por meio do Questionário de Efeitos Adversos de Brunoni. As análises incluíram testes de Wilcoxon (intragupo) e Mann–Whitney (intergrupos), com nível de significância de 5%, além do cálculo do tamanho de efeito e do Reliable Change Index (RCI). Resultados: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos experimental e controle na avaliação pós-intervenção (p > 0,05). Nas análises intragrupo, verificou-se aumento dos escores médios no pós-teste em todas as habilidades avaliadas. Houve melhora significativa na compreensão oral em ambos os grupos, na nomeação no grupo experimental e na repetição no grupo controle (p < 0,05). Os tamanhos de efeito variaram de moderado a grande, contudo, os valores de RCI não atingiram o limiar de mudança clinicamente confiável em nível individual. Não foram registrados eventos adversos relevantes, indicando boa tolerabilidade do protocolo. Conclusão: A associação entre ctDCS cerebelar catódica e terapia de linguagem foi segura e esteve relacionada a melhoras intragrupo em habilidades linguísticas específicas, entretanto, não demonstrou superioridade em relação à estimulação sham na comparação intergrupos. Os achados reforçam a importância da terapia intensiva e sugerem que a neuromodulação pode atuar como estratégia adjuvante, dependendo de características clínicas individuais. Estudos com amostras maiores, controle rigoroso de variáveis clínicas e protocolos mais longos são necessários para elucidar o papel da ctDCS cerebelar na reabilitação da afasia.
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Objetivo: verificar os efeitos da ctDCS catódica associada à terapia de linguagem em pacientes com afasia. Método: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado e triplo-cego, conduzido com 17 participantes divididos em grupo experimental (n = 9) e grupo controle (n = 8). Ambos os grupos receberam 10 sessões de terapia fonoaudiológica combinada a ctDCS ativa (experimental) ou sham (controle). As habilidades avaliadas incluíram compreensão oral, compreensão escrita, nomeação e repetição, conforme a Bateria Montreal–Toulouse (MTL-BR), aplicadas nos momentos pré e pós-intervenção. A segurança e a tolerabilidade da estimulação foram monitoradas mediante aplicação do Questionário de Segurança para tDCS proposto por Brunoni. As análises estatísticas contemplaram testes de Wilcoxon (intragupo) e Mann–Whitney (intergrupos), adotando-se p < 0,05. Resultados: Os resultados mostraram melhora significativa na compreensão oral em ambos os grupos, na nomeação no grupo experimental e na repetição no grupo controle. No entanto, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos no pós-teste. Observou-se ainda que o grupo controle apresentou desempenho inicial superior ao grupo experimental em algumas habilidades avaliadas, o que pode ter influenciado sua responsividade à terapia e potencializado o efeito placebo. A polaridade catódica, reduz a atividade inibitória dos neurônios de Purkinje, diminuindo a inibição exercida sobre o córtex motor. Essa desinibição pode viabilizar a ativação de áreas motoras e pré-motoras que sustentam circuitos linguísticos, o que pode ter contribuído para o ganho observado na habilidade de nomeação no grupo experimental. Quanto à seguridade da técnica, não houve efeitos adversos ou limitações à tolerabilidade. Conclusão: A ctDCS catódica associada à terapia de linguagem promoveu melhoras significativas intragrupo, especialmente na tarefa de nomeação no grupo experimental, embora não tenham sido observadas diferenças estatisticamente significativas na comparação intergrupos. Os resultados sugerem um efeito modulador discreto, influenciado por características clínicas prévias. Estudos com amostras maiores, controle rigoroso de variáveis clínicas e protocolos mais longos são necessários para elucidar o papel da ctDCS cerebelar na reabilitação da afasia.
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BRIGITTE BEZERRA LIMA DA SILVA
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VOZ, MOTRICIDADE OROFACIAL E QUALIDADE DO SONO EM CRIANÇAS COM EXCESSO DE PESO
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Orientador : ADRIANA DE OLIVEIRA CAMARGO GOMES
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MEMBROS DA BANCA :
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JONIA ALVES LUCENA
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LÚCIA HELENA ALMEIDA GRATÃO
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ZULINA SOUZA DE LIRA
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Data: 16/03/2026
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O excesso de peso infantil tem se destacado como um problema de saúde pública global, associando-se a alterações metabólicas, respiratórias, comportamentais e estomatognáticas. Considerando que o excesso de adiposidade corporal interfere no tônus muscular orofacial, afetando funções como mastigação, fonoarticulação, respiração e sono, este estudo teve como objetivo investigar a associação entre aspectos vocais, motricidade orofacial e qualidade do sono de crianças com peso adequado e excesso de peso. Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, descritivo e transversal, realizado com escolares, de ambos os sexos, com faixa etária de 7 a 12 anos. A amostra foi composta por 11 participantes, divididos em Grupo A (peso adequado) e Grupo B (sobrepeso/obesidade), classificados por parâmetros antropométricos como o índice de Massa Corporal (IMC), circunferências, dobras cutâneas (tricipital e subescapular) e relação cintura-estatura (RCEst). A coleta incluiu protocolos de sono, avaliação miofuncional orofacial, exame otorrinolaringológico, ultrassonografia da língua e análise vocal. Para testar a associação entre o excesso de peso e as demais variáveis, foi aplicado o teste U de Mann-Whitney. O nível de significância estatística foi no valor de p<0,05. Correlações significativas foram observadas entre IMC e o primeiro formante (F1) da vogal /a/ e entre IMC e o terceiro formante (F3) da vogal /e/ mostrando que indicadores de adiposidade podem influenciar frequências formânticas. A ultrassonografia revelou diferenças significativas na altura da língua nas vistas sagital e coronal, sugerindo alterações estruturais relacionadas ao excesso de peso. No aspecto miofuncional orofacial, crianças com obesidade apresentaram pior desempenho em provas específicas de funções orais. Os achados reforçam a inter-relação entre obesidade, parâmetros vocais, alterações respiratórias e, piora no desempenho orofacial, destacando a importância da atuação integrada entre Fonoaudiologia, Otorrinolaringologia e Nutrição para qualificação do cuidado relativo ao excesso de peso na infância. O estudo contribui ao fornecer evidências sobre como o excesso de peso pode influenciar funções essenciais do sistema estomatognático e da comunicação humana.
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A obesidade infantil tem se destacado como um problema de saúde pública global, associando-se a alterações metabólicas, respiratórias, comportamentais e estomatognáticas. Considerando que o excesso de gordura corporal também afeta funções como mastigação, tônus muscular orofacial, respiração e sono, este estudo teve como objetivo investigar a associação entre aspectos vocais, motricidade orofacial e qualidade do sono de crianças com peso adequado e excesso de peso. Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, descritivo e transversal, realizado com escolares, de ambos os sexos, com faixa etária de 7 a 12 anos. A amostra foi composta por 11 participantes, divididos em Grupo A (peso adequado) e Grupo B (sobrepeso/obesidade), classificados por parâmetros antropométricos (IMC, circunferências, dobras cutâneas e RCEst). A coleta incluiu protocolos de sono (OSA18 e o Questionário de Comportamento do Sono), avaliação miofuncional orofacial (AMIOFE-A), exame otorrinolaringológico, ultrassonografia da língua e análise vocal perceptivo-auditiva e acústica (formantes F1, F2, F3, medidas espectrográficas e parâmetros de ruído). Os resultados mostraram que, embora a maioria dos parâmetros acústicos não tenha diferido significativamente entre os grupos, o formante F3 da vogal /e/ apresentou diferença estatística relevante (p = 0,019), sugerindo sensibilidade à variação do IMC. Além disso, correlações fortes foram observadas entre IMC e F1da vogal /a/ (r = 0,770; p = 0,009), e entre IMC e F3 da /e/ (r = 0,733; p = 0,016), mostrando que indicadores de adiposidade podem influenciar frequências formânticas. A ultrassonografia revelou diferenças significativas na altura da via aérea superior nas vistas sagital e coronal, sugerindo alterações estruturais relacionadas ao excesso de peso. No aspecto oromiofuncional, crianças com obesidade apresentaram histórico de pior desempenho em provas específicas de funções orais e maior prevalência de padrões respiratórios alterados. Os achados reforçam a inter-relação entre obesidade, alterações respiratórias, desempenho orofacial e parâmetros vocais, destacando a importância da atuação integrada entre fonoaudiologia, otorrinolaringologia e nutrição para qualificação do cuidado infantil. O estudo contribui ao fornecer evidências sobre como o estado nutricional pode influenciar funções essenciais do sistema estomatognático e da comunicação humana.
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SARAH LETYCIA DE SÁ CRESPO ALBUQUERQUE
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MASTIGAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DO MÚSCULO MASSETER EM CANDIDATOS À CIRURGIA BARIÁTRICA E METABÓLICA: RELATOS DE CASOS
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Orientador : KELLI NOGUEIRA FERRAZ PEREIRA ALTHOFF
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MEMBROS DA BANCA :
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CYNTHIA MARIA BARBOZA DO NASCIMENTO
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HILTON JUSTINO DA SILVA
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SILVIA DAMASCENO BENEVIDES
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Data: 24/04/2026
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Objetivo: Avaliar e descrever o desempenho mastigatório e as características do músculo masseter em dois casos de indivíduos com obesidade submetidos à diferentes abordagens fonoaudiológicas. Métodos: Trata-se de dois relatos de casos envolvendo pessoas com obesidade encaminhadas para avaliação fonoaudiológica no período pré-operatório da cirurgia bariátrica. A primeira participante foi submetida à anamnese fonoaudiológica, avaliação antropométrica, clínica oral através do cálculo do CPOD realizado pelo cirurgião-dentista, avaliação do desempenho e performance mastigatória, em seguida, recebeu orientações fonoaudiológicas acerca da mastigação, e após noventa dias, retornou para reavaliação. Já a segunda participante, participou de um programa de 19 semanas, com 2 sessões de avaliação e reavaliação, e 8 sessões de teleconsultas de terapia miofuncional orofacial de modo síncrono e quinzenal. Ambas foram submetidas presencialmente à anamnese fonoaudiológica, avaliação antropométrica, clínica oral, avaliação do desempenho e performance mastigatória. Somente a segunda participante foi submetida à avaliação das propriedades biomecânicas, viscoelásticas e morfofuncionais do músculo masseter. Resultados: Ambas as participantes apresentaram mudanças positivas nos hábitos alimentares, além de discreta redução do peso corporal. Na participante que recebeu apenas orientação, observou-se também leve redução do índice de massa corporal. Do ponto de vista mastigatório, houve mudança para o padrão bilateral alternado, redução da quantidade de alimento inserido na cavidade oral e melhora na trituração do bolo alimentar, refletindo em melhor desempenho mastigatório. Na participante submetida à terapia miofuncional orofacial por teleconsulta, observou-se persistência do padrão mastigatório unilateral à esquerda, com ritmo regular e ausência de movimentos compensatórios. Verificou-se ainda adequação da postura de cabeça, aumento do tempo e do número de ciclos mastigatórios, bem como melhora da performance mastigatória, evidenciada por meio do colorímetro e da escala visual de cores. Além disso, observou-se aumento das dimensões morfométricas do músculo masseter, com incremento da espessura e da largura em ambos os lados, especialmente em repouso e nas porções inicial e medial durante a contração, com maior magnitude no lado direito. Em relação à área de secção transversal (AST), os resultados não demonstraram comportamento uniforme: houve aumento pontual, principalmente na porção inicial durante a contração em ambos os lados, mais expressivo no masseter direito, enquanto as demais porções apresentaram reduções ou variações inconsistentes. Conclusão: Os achados dos dois relatos de caso sugerem que abordagens fonoaudiológicas voltadas à mastigação podem favorecer modificações positivas no padrão mastigatório e no desempenho funcional de indivíduos com obesidade no período pré-operatório da cirurgia bariátrica. Tanto a orientação fonoaudiológica quanto a intervenção estruturada estiveram associadas à melhora na trituração do alimento, ao aumento do tempo e do número de ciclos mastigatórios e à melhora da eficiência mastigatória. Quanto ao masseter, não se observou aumento generalizado de todos os parâmetros ultrassonográficos no masseter esquerdo, evidenciando um padrão heterogêneo de adaptação muscular. Considerando o delineamento baseado em relatos de caso, estudos com amostras maiores e desenhos metodológicos mais robustos são necessários para confirmar esses achados.
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Objective: To evaluate and describe masticatory performance and masseter muscle characteristics in two cases of obese individuals undergoing different speech-language pathology approaches. Methods: These are two case reports involving obese individuals referred for speech-language pathology evaluation in the preoperative period of bariatric surgery. The first participant underwent a speech-language pathology history, anthropometric assessment, oral clinical evaluation using the DMFT index performed by the dentist, and assessment of masticatory performance. She then received speech-language pathology guidance on mastication and returned for reassessment after ninety days. The second participant participated in a 19-week program with 2 assessment and reassessment sessions, and 8 synchronous bi-weekly teleconsultation sessions of orofacial myofunctional therapy. Both participants underwent in-person speech-language pathology history, anthropometric assessment, oral clinical evaluation, and assessment of masticatory performance. Only the second participant underwent evaluation of the biomechanical, viscoelastic, and morphofunctional properties of the masseter muscle. Results: Both participants showed positive changes in eating habits, as well as a slight reduction in body weight. In the participant who received only guidance, a slight reduction in body mass index was also observed. From a masticatory point of view, there was a change to the alternating bilateral pattern, a reduction in the amount of food inserted into the oral cavity, and an improvement in the trituration of the food bolus, reflecting in better masticatory performance. In the participant who underwent orofacial myofunctional therapy via teleconsultation, persistence of the unilateral masticatory pattern on the left was observed, with a regular rhythm and absence of compensatory movements. An improvement in head posture, an increase in the time and number of masticatory cycles, as well as an improvement in masticatory performance, evidenced by the colorimeter and the visual color scale, were also observed. In addition, an increase in the morphometric dimensions of the masseter muscle was observed, with an increase in thickness and width on both sides, especially at rest and in the initial and medial portions during contraction, with greater magnitude on the right side. Regarding the cross-sectional area (CSA), the results did not show uniform behavior: there was a punctual increase, mainly in the initial portion during contraction on both sides, more pronounced in the right masseter, while the other portions showed reductions or inconsistent variations. Conclusion: The findings from the two case reports suggest that speech-language therapy approaches focused on mastication can promote positive changes in the masticatory pattern and functional performance of obese individuals in the preoperative period of bariatric surgery. Both speech-language therapy guidance and structured intervention were associated with improved food trituration, increased time and number of masticatory cycles, and improved masticatory efficiency. Regarding the masseter muscle, no generalized increase in all ultrasonographic parameters was observed in the left masseter, evidencing a heterogeneous pattern of muscle adaptation. Considering the case report-based design, studies with larger samples and more robust methodological designs are needed to confirm these findings.
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JULIANE OLIVEIRA GUILHERME DA SILVA
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MEMÓRIA VISUAL E AUDITIVA EM PRÉ-ESCOLARES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA ANTES E APÓS INTERVENÇÃO COM O MÉTODO DHACA®
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Orientador : BIANCA ARRUDA MANCHESTER DE QUEIROGA
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MEMBROS DA BANCA :
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ADRIANA DI DONATO CHAVES
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DENISE COSTA MENEZES
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GISELI DONADON GERMANO
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Data: 03/08/2026
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Objetivo: O presente estudo teve como objetivo descrever o desempenho em tarefas de memória visual e auditiva (verbal e não verbal) de pré-escolares com Transtorno do Espectro Autista (TEA), não falantes, submetidos à intervenção com o método DHACA®. Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal, com delineamento pré e pós-intervenção, realizado com 25 crianças entre 2 e 5 anos de idade. As habilidades de memória auditiva não verbal, auditiva verbal e visual foram avaliadas por meio de tarefas baseadas na Bateria Neuropsicológica Luriana, em versão adaptada para o contexto brasileiro. Previamente à coleta principal, foi conduzido um estudo piloto que subsidiou ajustes metodológicos, incluindo a implementação de sessão de treino, apresentação gradativa dos estímulos e redefinição dos critérios de engajamento. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, utilizando-se o teste de Wilcoxon para comparação entre os momentos pré e pós-intervenção. Adicionalmente, foi realizada análise de correlação de Spearman para investigar a associação entre o nível de habilidade comunicativa alcançado no método DHACA® e o desempenho pós-intervenção nas tarefas de memória. Resultados: Os resultados indicaram melhora significativa na memória auditiva não verbal, enquanto os demais domínios apresentaram estabilidade, caracterizando variabilidade interindividual no desempenho. Conclusão: O desempenho em tarefas de memória após a intervenção com o método DHACA® caracterizou-se por melhora significativa na memória auditiva não verbal, enquanto a memória auditiva verbal e a memória visual permaneceram estáveis. Esses resultados devem ser interpretados com cautela, considerando o tamanho amostral, a presença de dados ausentes e as especificidades do perfil comunicativo das crianças. Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista; Memória; Comunicação; Neuropsicologia; Linguagem.
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Objetivo: O presente estudo teve como objetivo investigar o desempenho das habilidades de memória em crianças com Transtorno do Espectro Autista não verbais, bem como analisar os efeitos de uma intervenção baseada no método de Desenvolvimento das Habilidades de Comunicação no Autismo (DHACA). Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal, com delineamento pré e pósintervenção, realizado com 25 crianças entre 2 e 5 anos de idade. As habilidades de memória auditiva não verbal, auditiva verbal e visual foram avaliadas por meio de tarefas baseadas na Bateria Neuropsicológica Luriana, em versão adaptada para o contexto brasileiro. Previamente à coleta principal, foi conduzido um estudo piloto que subsidiou ajustes metodológicos, incluindo a implementação de sessão de treino, apresentação gradativa dos estímulos e redefinição dos critérios de engajamento. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, utilizando-se o teste de Wilcoxon para comparação entre os momentos pré e pós-intervenção. Resultados: Os resultados indicaram melhora significativa na memória auditiva não verbal, enquanto os demais domínios apresentaram estabilidade, caracterizando variabilidade interindividual no desempenho. Conclusão: Os achados apontam para um padrão diferencial de desempenho entre os domínios avaliados, sem evidência de melhora consistente em todas as modalidades de memória. Esses resultados devem ser interpretados com cautela, considerando o tamanho amostral, a presença de dados ausentes e as especificidades do perfil comunicativo das crianças.
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RENATA ALVES DE SOUSA
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QUALIDADE E CONFIABILIDADE DOS CONTEÚDOS DO YOUTUBE VOLTADOS A ORIENTAÇÃO DE PAIS E CUIDADORES ACERCA DO AUTISMO
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Orientador : MARIA LUIZA LOPES TIMOTEO DE LIMA
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MEMBROS DA BANCA :
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MIRELLA BEZERRA RODRIGUES VILELA
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SIMONE APARECIDA LOPES-HERRERA
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TATIANA DE PAULA SANTANA DA SILVA
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Data: 14/08/2026
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Introdução: Nos últimos anos, o YouTube tornou-se uma importante ferramenta de compartilhamento e disseminação de informações em saúde para a população. Entretanto, há preocupação quanto à veracidade e à qualidade dos conteúdos disponíveis nessa plataforma, considerando sua acessibilidade, popularidade e a natureza aberta do ambiente virtual. No contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA), familiares, profissionais e a sociedade recorrem cada vez mais às plataformas digitais em busca de informações e orientações, reforçando a importância da qualidade e da confiabilidade dos conteúdos disponibilizados. Objetivo: Analisar a qualidade e a confiabilidade dos conteúdos do YouTube voltados à orientação de pais e cuidadores acerca do autismo. Métodos: O estudo foi desenvolvido em duas etapas: (1) revisão de escopo e (2) análise da qualidade, confiabilidade, compreensibilidade e acionabilidade dos conteúdos disponíveis no YouTube. A revisão de escopo foi conduzida conforme a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e as diretrizes do PRISMA-ScR. A pergunta de pesquisa foi: Quais são os instrumentos disponíveis na literatura para avaliar a qualidade e a confiabilidade de conteúdos em saúde veiculados em plataformas de streaming? As buscas foram realizadas nas bases de dados: PubMed, Literatura LatinoAmericana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Embase e Cochrane Library. Na segunda etapa, realizou-se um estudo exploratório e descritivo, composto por três fases: (1) coleta e seleção dos vídeos no YouTube; (2) aplicação dos instrumentos identificados na revisão de escopo; e (3) análise dos resultados. Os vídeos foram selecionados a partir dos termos: “autismo e orientações para os pais”, “sinais do autismo” e “autismo e fala”. A avaliação foi conduzida por três fonoaudiólogas, utilizando os instrumentos Patient Education Materials Assessment Tool for Audiovisual Materials (PEMAT-AV), Global Quality Score (GQS), modified DISCERN (mDISCERN) e Video Information and Quality Index (VIQI). Resultados: Na revisão de escopo, foram identificados 5.045 estudos, sendo 806 excluídos por duplicidade. Após a leitura de títulos e resumos, permaneceram 194 estudos e, após a leitura na íntegra, 113 foram incluídos. Foram identificados 16 instrumentos distintos para avaliação da qualidade e da confiabilidade das informações em saúde, entre eles: Global Quality Score (GQS), Patient Education Materials Assessment Tool (PEMAT-AV), Video Information and Quality Index (VIQI) e mDISCERN. Com base nesses achados, foram selecionados os instrumentos mais recorrentes para análise dos vídeos. Identificou-se forte correlação entre qualidade técnica e qualidade global (ρ=0,88), indicando que vídeos tecnicamente mais qualificados reduzem a carga cognitiva e favorecem o aprendizado. Apesar da elevada confiabilidade (48,3% classificados como "Excelente"), a acionabilidade foi insuficiente (66,7%), revelando vídeos informativos, porém com baixa utilidade prática para o manejo do transtorno do espectro autista. Conclusão: A revisão de escopo evidenciou a predominância de instrumentos genéricos e a ausência de ferramentas específicas para avaliação de conteúdos audiovisuais em saúde. A análise dos vídeos demonstrou boa qualidade e confiabilidade das informações, especialmente nos conteúdos produzidos por profissionais da saúde. Entretanto, a elevada qualidade informacional não se refletiu em maior acionabilidade, evidenciando limitações da plataforma quanto ao fornecimento de orientações práticas para pais e cuidadores. Palavras-chave: autismo; educação em saúde; mídias sociais; transtorno do espectro autista; inquéritos e questionários
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Introdução: Com o crescimento da internet, o YouTube tornou-se uma importante ferramenta de compartilhamento e disseminação de informações em saúde para a população. No entanto, há uma preocupação significativa quanto à veracidade e qualidade dos conteúdos disponíveis nessa plataforma, considerando sua ampla acessibilidade, popularidade e a natureza aberta do ambiente virtual. Diante desse cenário, e à medida que o interesse público por informações online continua a crescer, torna-se fundamental fortalecer a credibilidade das fontes disponíveis. Objetivo: Analisar a qualidade, a confiabilidade das informações e o potencial educativo do YouTube na orientação de pais e cuidadores acerca do autismo. Métodos: O estudo foi conduzido em duas etapas: (1) revisão de escopo e (2) análise da qualidade e confiabilidade dos conteúdos disponíveis no YouTube. A revisão de escopo foi realizada conforme a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e as diretrizes do PRISMA-ScR. Para a elaboração da pergunta de pesquisa, utilizou-se o mnemônico PCC: População (conteúdos digitais em saúde), Conceito (instrumentos utilizados para avaliação da qualidade e/ou confiabilidade desses conteúdos) e Contexto (plataformas digitais de streaming de vídeo). A busca foi realizada nas bases de dados LILACS, Embase e Cochrane. Na segunda etapa, foi desenvolvida uma pesquisa de natureza exploratória e descritiva, composta por três fases: (1) coleta e seleção dos vídeos, (2) aplicação dos instrumentos de avaliação de materiais audiovisuais identificados na revisão de escopo e (3) análise dos resultados. A seleção dos vídeos foi realizada por meio da combinação dos termos de busca: “autismo e orientações para os pais”, “autismo e educação” e “sinais do autismo”. A avaliação da qualidade e confiabilidade foi conduzida por três juízas (três fonoaudiólogas), que utilizaram os instrumentos previamente escolhidos .Resultados: Na revisão de escopo, foram identificados 5.045 estudos, dos quais 806 foram excluídos por duplicidade. Após a leitura de títulos e resumos, permaneceram 194 estudos, e, após a leitura na íntegra, 113 foram incluídos. Nesses estudos, foram identificados 16 instrumentos distintos para avaliação da qualidade e confiabilidade das informações em saúde. Os instrumentos mais frequentes foram: Global Quality Scale (GQS), Patient Education Materials Assessment Tool (PEMAT A/V), Video Information and Quality Index (VIQI) e mDISCERN. A partir desses achados, foram selecionados os instrumentos mais recorrentes para aplicação na análise dos vídeos. Identificou-se correlação entre qualidade técnica e global (p=0,88), indicando que a excelência audiovisual reduz a carga cognitiva e facilita o aprendizado. Apesar da alta fidedignidade (48,3% "Excelente"), a acionabilidade foi insuficiente (66,7%), revelando vídeos informativos, mas com baixa utilidade prática para o manejo diário do TEA. Conclusão: A revisão de escopo identificou instrumentos robustos para avaliar a qualidade e confiabilidade em saúde digital. A análise prática revelou que as informações sobre TEA no YouTube possuem alto rigor técnico e fidedignidade, especialmente em vídeos de profissionais. No entanto, conclui-se que essa elevada qualidade não se traduz em acionabilidade, evidenciando que a plataforma é confiável para informar, mas insuficiente para orientar o manejo prático diário dos cuidadores. Palavras-chave: autismo; educação em saúde; mídias sociais; transtorno do espectro autista; inquéritos e questionários
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JOÃO PEDRO SANTOS DE QUEIROZ
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COMPONENTE P1 DOS POTENCIAIS EVOCADOS AUDITIVOS CORTICAIS E INSTRUMENTO DE RASTREIO DA COMUNICAÇÃO (IRC-36) EM CRIANÇAS COM INDICADORES DE RISCO PARA DEFICIÊNCIA AUDITIVA: RELATO DE CASOS
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Orientador : KARINA PAES ADVINCULA
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MEMBROS DA BANCA :
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LUCIANA PIMENTEL FERNANDES DE MELO
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DIANA BABINI LAPA DE ALBUQUERQUE BRITTO
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MONYKA FERREIRA BORGES ROCHA
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Data: 24/08/2026
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Introdução: A identificação precoce de alterações auditivas e comunicativas é fundamental para o acompanhamento do desenvolvimento infantil, especialmente em crianças com indicadores de risco para deficiência auditiva. Nesse contexto, medidas eletrofisiológicas e comportamentais podem fornecer informações complementares para o monitoramento e diagnóstico dessa população. Objetivo: Descrever, por meio de uma série de casos, a aplicabilidade clínica do uso conjunto do componente P1 dos Potenciais Evocados Auditivos Corticais e do Instrumento de Rastreio da Comunicação de Crianças de 0 a 36 Meses como ferramentas complementares no monitoramento de crianças com indicadores de risco para deficiência auditiva. Método: Estudo observacional, descritivo e transversal realizado com crianças acompanhadas em um serviço de monitoramento auditivo e de linguagem. Foram incluídas crianças com indicadores de risco para deficiência auditiva, idade compatível com a aplicação do Instrumento de Rastreio da Comunicação de Crianças de 0 a 36 Meses e registro prévio da onda V nos Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Encefálico. Os responsáveis responderam ao Instrumento de Rastreio da Comunicação de Crianças de 0 a 36 Meses e as crianças foram submetidas à avaliação dos potenciais evocados auditivos corticais, com análise da latência e amplitude do componente P1. Os dados foram submetidos à análise descritiva. Resultados: A amostra foi composta por oito crianças com idade entre 4 e 19 meses. A pontuação no Instrumento de Rastreio da Comunicação de Crianças de 0 a 36 Meses variou de 2 a 20 pontos (mediana de 17,5), classificando seis crianças na categoria normal, uma na categoria atenção e uma na categoria risco. A latência do componente P1 variou de 96 a 204 milissegundos (mediana de 133,0) e a amplitude variou de 2,40 a 14,36 microvolts. A criança classificada na categoria risco apresentou a maior latência registrada na amostra (204 ms), enquanto as demais crianças, com pontuações mais elevadas no instrumento, apresentaram latências entre 96 e 166 ms, evidenciando variabilidade individual entre os achados eletrofisiológicos e comportamentais. Conclusão: A descrição conjunta do componente P1 e do Instrumento de Rastreio da Comunicação de Crianças de 0 a 36 Meses evidenciou variabilidade individual entre os achados eletrofisiológicos e comportamentais das crianças avaliadas, incluindo casos em que os resultados de ambas as medidas convergiram e um caso em que a menor pontuação no instrumento coincidiu com a maior latência do componente P1. Esses achados ilustram a aplicabilidade clínica do uso conjunto dessas ferramentas no monitoramento de crianças com indicadores de risco para deficiência auditiva, reforçando a relevância de sua utilização complementar, e não isolada, no acompanhamento dessa população.
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ntrodução: A identificação precoce de alterações auditivas e comunicativas é fundamental para o acompanhamento do desenvolvimento infantil, especialmente em crianças com indicadores de risco para deficiência auditiva. Nesse contexto, medidas eletrofisiológicas e comportamentais podem fornecer informações complementares para o monitoramento dessa população. Objetivo: Descrever os achados do componente P1 dos potenciais evocados auditivos corticais e os resultados do Instrumento de Rastreio da Comunicação de Crianças de 0 a 36 Meses em crianças com indicadores de risco para deficiência auditiva. Método: Estudo observacional, descritivo e transversal realizado com crianças acompanhadas em um serviço de monitoramento auditivo e de linguagem. Foram incluídas crianças com indicadores de risco para deficiência auditiva, idade compatível com a aplicação do Instrumento de Rastreio da Comunicação de Crianças de 0 a 36 Meses e registro prévio da onda V nos Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Encefálico. Os responsáveis responderam ao Instrumento de Rastreio da Comunicação de Crianças de 0 a 36 Meses e as crianças foram submetidas à avaliação dos potenciais evocados auditivos corticais, com análise da latência e amplitude do componente P1. Os dados foram submetidos à análise descritiva. Resultados: A amostra final foi composta por oito participantes. Observou-se variabilidade individual nos escores obtidos no Instrumento de Rastreio da Comunicação de Crianças de 0 a 36 Meses e nas medidas do componente P1. Participantes com maiores escores no Instrumento de Rastreio da Comunicação de Crianças de 0 a 36 Meses apresentaram, de forma descritiva, menores valores de latência do componente P1. Foram identificadas crianças classificadas nas categorias normal, atenção e risco do Instrumento de Rastreio da Comunicação de Crianças de 0 a 36 Meses, bem como diferenças individuais nos achados eletrofisiológicos. Conclusão: A utilização conjunta do componente P1 e do Instrumento de Rastreio da Comunicação de Crianças de 0 a 36 Meses forneceu informações complementares sobre o desenvolvimento auditivo e comunicativo de crianças com indicadores de risco para deficiência auditiva. Os achados sugerem que a integração de medidas eletrofisiológicas e comportamentais pode contribuir para o monitoramento dessa população.
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LIVIA VITORIA DE LIMA CAVALCANTE
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ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONTÍNUA ASSOCIADA À TERAPIA VOCAL NA DISFONIA COMPORTAMENTAL
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Orientador : ADRIANA DE OLIVEIRA CAMARGO GOMES
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA CLAUDIA DE CARVALHO VIEIRA
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EDNA PEREIRA GOMES DE MORAIS
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KELLY GREYCE SUKAR CAVALCANTI DE OLIVEIRA
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Data: 02/09/2026
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O objetivo do estudo foi Investigar os efeitos da estimulação transcraniana por corrente contínua (transcranial direct-current stimulation - tDCS) associada à terapia vocal baseada no Programa Integral de Reabilitação Vocal (PIRV) na voz de pessoas com disfonia comportamental. Trata-se, portanto, da elaboração de um protocolo de ensaio clínico randomizado duplo-cego, registrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (REBEC), sob número RBR-7sstr78 e do desenvolvimento de um estudo de caso único exploratório e prospectivo composto por uma participantes do sexo feminino, com 53 anos de idade com diagnóstico de disfonia comportamental sem lesão laríngea. A participante foi submetida à terapia vocal baseada no Programa Integral de Reabilitação Vocal (PIRV), associada à tDCS ativa e fictícia (sham), em delineamento crossover, totalizando 24 sessões. Foram realizadas avaliações perceptivo-auditivas, acústicas e de autopercepção de esforço vocal, de desconforto do trato vocal e de fadiga vocal. Quanto à autopercepção de esforço vocal, houve redução do escore total no Índice de Fadiga Vocal (IFV), passando de 43,0 para 19,0 - aproximando-se do ponto de corte - na condição ativa e na condição sham, os escores foram de 20,0 para 18,0. Em relação à avaliação acústica, observaram-se mudanças favoráveis nos parâmetros avaliados tanto na condição ativa quanto na condição sham após a intervenção. Entretanto, na condição ativa, esses parâmetros apresentaram uma tendência mais consistente de melhora da estabilidade do sinal vocal e da qualidade da emissão na tDCS ativa. Conclusão: Os resultados sugerem que a associação entre a tDCS ativa e a terapia vocal esteve relacionada à redução do esforço vocal autorr eferido, do desconforto do trato vocal e da fadiga vocal, além de apresentar mudanças favoráveis em parâmetros acústicos vocais, com tendência mais evidente na condição ativa em comparação à condição sham. A observação de resultados favoráveis também na condição sham reforça a possível contribuição da terapia vocal baseada no PIRV para as mudanças observadas nos desfechos avaliados.
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O objetivo do estudo foi Investigar os efeitos da estimulação transcraniana por corrente contínua ( transcranial direct-current stimulation - tDCS) associada à terapia vocal baseada no Programa Integral de Reabilitação Vocal (PIRV) na voz de pessoas com disfonia comportamental. Trata-se da elaboração de um protocolo de ensaio clínico randomizado triplo-cego, registrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (REBEC), sob número RBR-7sstr78 e do desenvolvimento de um estudo de caso exploratório e prospectivo composto por cinco participantes do sexo feminino com diagnóstico de disfonia comportamental sem lesão laríngea. Uma das participantes foi submetida à terapia vocal baseada no PIRV, associada à tDCS ativa e sham, em delineamento crossover. As demais foram submetidas à uma sessão de terapia (PIRV) associada à tDCS ativa. Foram realizadas avaliações perceptivo-auditivas, acústicas e de autopercepção de esforço, desconforto do trato vocal e fadiga vocal . A faixa etária das participantes foi de 44, 49 e 53 anos. Quanto à autopercepção de esforço vocal, houve redução dos escores após as intervenções. Na participante submetida ao delineamento cross over , houve redução do escore total no IFV, sendo de 43,0 para 19,0 aproximando-se do ponto de corte, na condição ativa. Em relação à avaliação acústica, as análises iniciais sugerem mudanças nos parâmetros avaliados antes e após intervenção sugerindo tendência à melhora da estabilidade do sinal vocal e da qualidade da emissão.
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THIAGO SANTOS LIRA SOARES
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Voz da Pessoa Idosa: Relação com Comunicação Interpessoal, Ansiedade, Fragilidade e Fatores Sociodemográficos
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Orientador : JONIA ALVES LUCENA
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA NERY BARBOSA DE ARAUJO
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ANNA ALICE FIGUEIREDO DE ALMEIDA QUEIROZ
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KELLI NOGUEIRA FERRAZ PEREIRA ALTHOFF
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Data: 08/09/2026
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Introdução: Estima-se um aumento exponencial da população acima de 60 anos, configurando a transição demográfica como um dos principais desafios para os sistemas de saúde. Esse fenômeno, anteriormente predominante em países desenvolvidos, também se intensifica em países em desenvolvimento, demandando estratégias de cuidado voltadas às necessidades da população idosa. Nesse contexto, o envelhecimento está associado ao declínio funcional progressivo de diferentes sistemas do organismo, podendo repercutir na qualidade vocal e na comunicação interpessoal. Além das modificações inerentes ao processo de envelhecimento, fatores sociodemográficos e emocionais também podem influenciar esses desfechos. Objetivos: Investigar a associação entre voz, comunicação interpessoal, ansiedade e fatores sociodemográficos de indivíduos cadastrados em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Métodos: Estudo observacional, transversal e analítico, realizado com indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos, vinculados a uma UBS. Foram utilizados como fatores sociodemográficos a idade, sexo, estado civil, raça/cor, escolaridade e renda. Para coleta de voz, foi realizada Avaliação Perceptivo-Auditiva (APA), avaliação acústica da fala e da voz, e o Rastreamento de Alterações Vocais em Idosos (RAVI). Para comunicação interpessoal, foi utilizada a Escala de Competência em Comunicação Interpessoal (ECCI). Para ansiedade, o Inventário de Ansiedade Geriátrica (GAI). Resultados: O sexo e a idade apresentaram associação com a comunicação interpessoal e com diferentes parâmetros acústicos da voz em pessoas idosas. As mulheres apresentaram maiores escores de competência em comunicação interpessoal, maior frequência de alterações vocais autorreferidas, maior frequência fundamental (f0), maiores valores de Glottal-to-Noise Excitation (GNE) e menores medidas de ruído quando comparadas aos homens, além de maior frequência de sintomas ansiosos. As alterações vocais perceptivo-auditivas foram associadas a maiores níveis de ansiedade. Em relação à idade, participantes de ambos os sexos, com 75 anos ou mais apresentaram maior frequência de desvios vocais perceptivo-auditivos. Conclusão: A voz da pessoa idosa relaciona-se a fatores sociodemográficos e emocionais, especialmente ao sexo e à ansiedade. Os achados sugerem que mulheres apresentam maior ocorrência de problemas de voz autorreferidos e de alterações vocais perceptivo-auditivas, e que sintomas de ansiedade podem influenciar esses desfechos.
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Introdução: Estima-se um aumento exponencial da população acima de 60 anos, configurando a transição demográfica como um dos principais desafios para os sistemas de saúde. Esse fenômeno, anteriormente predominante em países desenvolvidos, também se intensifica em países em desenvolvimento, demandando estratégias de cuidado voltadas às necessidades da população idosa. Nesse contexto, o envelhecimento está associado ao declínio funcional progressivo de diferentes sistemas do organismo, podendo repercutir na qualidade vocal e na comunicação interpessoal. Além das modificações inerentes ao processo de envelhecimento, fatores sociodemográficos e emocionais também podem influenciar esses desfechos. Objetivos: investigar a associação entre voz, comunicação interpessoal, ansiedade e fatores sociodemográficos de indivíduos cadastrados em uma unidade básica de saúde. Métodos: Estudo observacional, transversal e analítico, realizado com indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos vinculados a uma Unidade Básica de Saúde. Foram utilizados como fatores sociodemográficos a idade, sexo, estado civil, raça/cor, escolaridade e renda. Para coleta de voz, foi realizado a Avaliação Perceptivo-Auditiva (APA), avaliação acústica da fala e da voz, e o Rastreamento de alterações vocais em idosos (RAVI). Para comunicação interpessoal, foi usado a Escala de Competência em Comunicação Interpessoal (ECCI). Para ansiedade, foi utilizado o Inventário de Ansiedade Geriátrica (GAI). Resultados: O sexo e a idade apresentaram associação com a comunicação interpessoal e com diferentes parâmetros da voz em pessoas idosas. As mulheres apresentaram maiores escores de competência em comunicação interpessoal, maior frequência de alterações vocais autorreferidas, maior frequência fundamental (f0), maiores valores de GNE e menores medidas de ruído quando comparadas aos homens, além de maior frequência de sintomas ansiosos. As alterações vocais perceptivo-auditivas estiveram associadas a maiores níveis de ansiedade. Em relação à idade, participantes com 75 anos ou mais apresentaram maior frequência de desvios vocais perceptivo-auditivos. foram observados com relação positiva com maiores Conclusão: A voz da pessoa idosa relaciona-se a fatores sociodemográficos e emocionais, especialmente ao sexo e à ansiedade. Os achados sugerem que mulheres apresentam maior ocorrência de problemas de voz autorreferidos e de alterações vocais perceptivo-auditivas, e que sintomas de ansiedade podem influenciar esses desfechos.
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