PPGL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS - CAC DEPARTAMENTO DE LETRAS - CAC Telefone/Ramal: (81) 2126-8767

Banca de DEFESA: ADRIANA MINERVINA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ADRIANA MINERVINA DA SILVA
DATA : 31/01/2023
HORA: 09:00
LOCAL: remoto meet.google.com/rzq-mnck-mgw
TÍTULO:

RETRATAÇÕES DA MEMÓRIA: OS EFEITOS DO COLONIALISMO NA SUBJETIVIDADE DA MULHER NEGRA EM UM DEFEITO DE CORDE ANA MARIA GONÇALVES



PALAVRAS-CHAVES:

Colonialismo, Contranarrativa, Autoapresentação da mulher negra.



PÁGINAS: 106
RESUMO:

Este estudo tem por objetivo analisar a narrativa de Um defeito de cor, da escritora Ana Maria Gonçalves. Ambientada no início do século XIX, a narrativa abarca a história de vida de Kehinde, uma mulher negra, nascida em Savalu, África, capturada e trazida ao Brasil para ser escravizada ainda quando criança. Ao longo de sua vida, Kehinde enfrenta muitos desafios pela necessidade de conviver em uma sociedade escravocrata, sob os efeitos da colonialidade do poder (QUIJANO, 2005), de gênero (LUGONES, 2014) e de tantas outras violências. Em sua formação, Kehinde tem a oportunidade de aprender as primeiras letras e tem contato com a literatura. Esse encontro se revela transformador para sua vida, pois por meio de muitas leituras literárias, ela adquire um nível de intelectualidade que a faz encarar a vida de modo diferente, obtendo forças para superar os sofrimentos pelos quais passava. Propomos uma leitura de Um defeito de cor a partir da perspectiva de um romance de formação feminino (PINTO, 1990), pois a narrativa nos apresenta todo o processo formativo da personagem Kehinde em diversas dimensões, intelectual, pessoal, cultural e financeira (MIRANDA, 2019). Nesse sentido, a influência da cultura africana e da cultura brasileira se mostram em constante interação, contribuindo para que ela esteja em constante conflito cultural. Tais conflitos influenciam na forma como Kehinde exerce sua maternidade, perpassada também por suas experiências e dores, tornando-se uma mãe preta em diáspora, atuando na constante oposição África-Brasil (SILVA, 2019). Reconhecemos em Kehinde a voz de uma contranarrativa histórica (CALADO, 2018), pelo protagonismo ao narrar suas vivências (GINZBURG, 2012), por sua intelectualidade adquirida por meio da literatura (CANDIDO, 1972) e seus movimentos de resistência, mostrando novas possibilidades de autoapresentação da mulher negra na literatura brasileira (EVARISTO, 2005). Com isso, Kehinde se configura enquanto uma mãe preta que muito tem a ensinar, narrar, contar e nutrir literariamente a todos os seus filhos leitores. 



MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1420448 - RICARDO POSTAL
Externa ao Programa - 1392208 - RAIRA COSTA MAIA DE VASCONCELOS - UFPEExterna à Instituição - FABIANA CARNEIRO DA SILVA - UFPB
Externa à Instituição - FRANCIANE CONCEIÇÃO DA SILVA - UFPB
Externa à Instituição - MARIANA ANDRADE GOMES - UNICAP
Notícia cadastrada em: 16/01/2023 10:41
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