Banca de DEFESA: MARIANA GOMES BARBOZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIANA GOMES BARBOZA
DATA : 19/07/2022
HORA: 09:00
LOCAL: UFPE
TÍTULO:

ECOMORFOLOGIA DOS OTÓLITOS SAGITTAE DOS LUTJANÍDEOS  NA COSTA NORDESTE DO BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

imagens, sagittae, forma, Atlântico Ocidental, Lutjanidae.


PÁGINAS: 64
RESUMO:

A análise de imagens tem sido amplamente utilizada para a caracterização morfológica
dos otólitos e do sulcus acusticus, desempenhando um papel significativo na biologia das
espécies. Espécies da família Lutjanidae são importantes espécies-modelo para estudos tanto
de diferenças intra como inter específicas que possam contribuir com seu conhecimento
ecológico e consequentemente sobre os efeitos da pesca em suas populações. Devido a isto,
este estudo objetivou caracterizar morfologicamente a forma dos otólitos sagittae e seus
sulcus acusticus para oito espécies da família Lutjanidae distribuídas no Atlântico Tropical
Oeste, relacionando tais características de forma com a profundidade, ao crescimento e à
ecologia das espécies. Ao total, foram analisados 1135 otólitos, amostrados ao longo do
Nordeste do Brasil por diversos projetos, dentre eles o REVIZEE. As imagens dos otólitos
foram processadas e todas as métricas e índices de formas foram realizadas com auxílio do
Software R. A forma dos otólitos variaram entre as espécies, enquanto a dos sulcus acusticus
não. As regressões significativas sugerem modificações de otólitos ao longo do
desenvolvimento dos indivíduos. O O. chrysurus aprensentou diferença entre sexo para a
relação ao peso-comprimento e para as demais métricas e índices. O sulcus relative surface
(SRS) diferiu significativamente entre as espécies, onde O. chrysurus e L. synagris se
destacaram com as maiores proporções de área do sulcus acusticus, enquanto L. vivanus e L.
bucanella tiveram as menores. O teste de Mann-Whitney indicou que as espécies de raso
apresentam maior SRS que as de fundo. Em média, os otólitos dos indivíduos de águas mais
profundas apresentaram otólitos menores e mais alongados, com sulcus acusticus menores,
mais irregulares e mais alongados. Estas duas abordagens combinadas resultaram em uma
maior eficiência para discriminar as espécies, tendo uma média de 73.7% de classificação.
Com isso, é plausível concluir que através das características morfométricas e morfológicas
dos otólitos obtidas para esta família é possível caracterizar suas espécies e habitats utilizados.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1171022 - BEATRICE PADOVANI FERREIRA
Interno - 1355829 - JOSE SOUTO ROSA FILHO
Externo ao Programa - 3106380 - MARCELO FRANCISCO DE NOBREGA
Externa à Instituição - CAROLINE VIEIRA FEITOSA - UFC
Notícia cadastrada em: 11/07/2022 15:52
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