Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • RAFAEL HENRIQUE DE MOURA FALCAO
  • Efeitos da variabilidade ambiental na estrutura, diversidade e biomassa fitoplanctônica na Confluência Brasil-Malvinas

  • Orientador : PEDRO AUGUSTO MENDES DE CASTRO MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PEDRO AUGUSTO MENDES DE CASTRO MELO
  • FERNANDO ANTONIO DO NASCIMENTO FEITOSA
  • MÁRCIO SILVA DE SOUZA
  • EVELINE PINHEIRO DE AQUINO
  • GISLAYNE CRISTINA PALMEIRA BORGES
  • Data: 24/02/2022

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  • AConfluência Brasil-Malvinas (CBM) é caracterizada pela alta variabilidade ambiental e um hotspot para a biodiversidade fitoplanctônica. A presente dissertação objetivou verificar os padrões de distribuição e diversidade da comunidade fitoplanctônica na região da CBM e determinar os efeitos dos vórtices sobre essa comunidade. A comunidade fitoplanctônica foi amostrada a partir de arrastos verticais entre a profundidade de máxima clorofila (PMC) e a superfície com rede de plâncton com abertura de malha de 20 µc e coletas com garrafas de Niskin acopladas a rossetes em onze pontos amostrais na CBM (4), no Vórtice de Núcleo Quente (3) e Vórtice de Núcleo Frio (4) durante a primavera austral (Novembro de 2019). Os valores de temperatura e teores de salinidade foram determinda in situ. A análise de Bray-curtis separou a comunidade fitoplanctônica em quatro regiões: Corrente do Brasil (CB), Corrente das Malvinas (CM), Vórtice de Núcleo Quente (VNQ) e Vórtice de Núcleo Frio (VNF). A comunidade fitoplanctônica do VNQ e VNF foi similar a CB e a CM, respectivamente. O filo Bacillariophyta, os organismos autotróficos e as formas de vida Marinha Planctônica Oceânica e ou Nerítica foram predominantes nas regiões estudadas. Os organismos muito frequentes foram: Minidiscus sp., Azadinium sp., Prorocentrum dentatum, Gymnodiniales, Fragilariopsis kerguelensis, Nitzschia longíssima, Thalassionema nitzschioides e Oxytoxum gracile, além de dezesseis espécies indicadoras da CB, CM, VNQ e PMC. No filo Miozoa, os dinoflagelados heterotróficos foram dominantes na BC e VNF, e os mixotróficos na MC. A alta diversidade de espécies foi confirmada na região principalmente associada as espécies Marinhas Planctônicas Oceânicas e ou Neríticas assim como houve o predomínio dos autotróficos. O domínio de dinoflagelados Mixotróficos e Heterotróficos foi associado a regiões específicas.  Dessa forma, concluímos que os vórtices modificam a estrutura da comunidade fitoplanctônica na região e aumentam a diversidade de espécies.


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  • AConfluência Brasil-Malvinas (CBM) é caracterizada pela alta variabilidade ambiental e um hotspot para a biodiversidade fitoplanctônica. A presente dissertação objetivou verificar os padrões de distribuição e diversidade da comunidade fitoplanctônica na região da CBM e determinar os efeitos dos vórtices sobre essa comunidade. A comunidade fitoplanctônica foi amostrada a partir de arrastos verticais entre a profundidade de máxima clorofila (PMC) e a superfície com rede de plâncton com abertura de malha de 20 µc e coletas com garrafas de Niskin acopladas a rossetes em onze pontos amostrais na CBM (4), no Vórtice de Núcleo Quente (3) e Vórtice de Núcleo Frio (4) durante a primavera austral (Novembro de 2019). Os valores de temperatura e teores de salinidade foram determinda in situ. A análise de Bray-curtis separou a comunidade fitoplanctônica em quatro regiões: Corrente do Brasil (CB), Corrente das Malvinas (CM), Vórtice de Núcleo Quente (VNQ) e Vórtice de Núcleo Frio (VNF). A comunidade fitoplanctônica do VNQ e VNF foi similar a CB e a CM, respectivamente. O filo Bacillariophyta, os organismos autotróficos e as formas de vida Marinha Planctônica Oceânica e ou Nerítica foram predominantes nas regiões estudadas. Os organismos muito frequentes foram: Minidiscus sp., Azadinium sp., Prorocentrum dentatum, Gymnodiniales, Fragilariopsis kerguelensis, Nitzschia longíssima, Thalassionema nitzschioides e Oxytoxum gracile, além de dezesseis espécies indicadoras da CB, CM, VNQ e PMC. No filo Miozoa, os dinoflagelados heterotróficos foram dominantes na BC e VNF, e os mixotróficos na MC. A alta diversidade de espécies foi confirmada na região principalmente associada as espécies Marinhas Planctônicas Oceânicas e ou Neríticas assim como houve o predomínio dos autotróficos. O domínio de dinoflagelados Mixotróficos e Heterotróficos foi associado a regiões específicas.  Dessa forma, concluímos que os vórtices modificam a estrutura da comunidade fitoplanctônica na região e aumentam a diversidade de espécies.

2
  • SUELEN CAROLINE DA SILVA
  • O USO DE UMA FERRAMENTA DE SUPORTE À DECISÃO EM APOIO AO PLANEJAMENTO ESPACIAL MARINHO: um estudo de caso sobre as atividades de mergulho em Fernando de Noronha.

  • Orientador : ALEX COSTA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEX COSTA DA SILVA
  • BEATRICE PADOVANI FERREIRA
  • MONICA FERREIRA DA COSTA
  • FLAVIA LUCENA FREDOU
  • SOLANGE TELES DA SILVA
  • Data: 25/02/2022

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  • O Planejamento Espacial Marinho (PEM) é um processo público que busca alcançar
    usos mais racionais dos ambientes marinhos. Um dos resultados do PEM pode ser a
    criação de Áreas Marinhas Protegidas (AMPs). Consequentemente, as Ferramentas
    de Suporte à Decisão (FSD) tornaram-se necessárias para encontrar áreas
    adequadas para as AMPs, maximizando a conservação da biodiversidade e
    minimizando os custos socioeconômicos. No entanto, a utilização de FSD sob o
    PEM no Brasil é ainda um processo em fase inicial. Neste estudo, dados de
    biomassa de peixes, pesca, habitas e mergulho foram integrados em uma FSD para
    explorar os possíveis efeitos da atribuição de novos pontos de mergulho sobre o
    desenho da reserva marinha em torno do arquipélago de Fernando de Noronha
    (FN). Para isso, foram realizadas análises de sensibilidade dos parâmetros da FSD
    sob diferentes cenários de gestão. Foram observados índices de biomassa de
    peixes mais elevados ao longo da quebra da plataforma continental do mar de fora,
    concentração das atividades de pesca na área da Área de Proteção Ambiental
    (APA)-FN e a importância do norte do arquipélago para a atividade de mergulho.
    Dada as atuais condições de restrição do Parque Nacional Marinho (PARNAMAR)-
    FN, encontramos uma baixa correlação entre pontos de mergulho já explorados e a
    reserva computada, sugerindo que estes locais não coincidem necessariamente com
    áreas onde foram registradas importantes taxas de biomassa de peixes. Nos
    cenários em que não foi considerado uma atividade ameaçadora a fauna, novas
    áreas de mergulho foram identificadas principalmente na plataforma continental da
    costa SE da ilha principal. Já quando considerado atividade ameaçadora, novas
    áreas foram priorizadas na plataforma continental da costa SW da ilha principal.
    Independentemente do cenário, observou-se que o aumento do número de locais de
    mergulho em mais de 100% teria implicações no planejamento, devido ao reduzido
    número de locais disponíveis para isso. A definição de diferentes cenários ilustrou o
    interesse e a flexibilidade dos FSD para enquadrar visões divergentes de um
    problema de conservação, e como podem ser uma boa base para esclarecer
    questões complexas, dados prioritários, e promover a discussão e a decisão,
    aspectos essenciais do PEM.


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  • O Planejamento Espacial Marinho (PEM) é um processo público que busca alcançar
    usos mais racionais dos ambientes marinhos. Um dos resultados do PEM pode ser a
    criação de Áreas Marinhas Protegidas (AMPs). Consequentemente, as Ferramentas
    de Suporte à Decisão (FSD) tornaram-se necessárias para encontrar áreas
    adequadas para as AMPs, maximizando a conservação da biodiversidade e
    minimizando os custos socioeconômicos. No entanto, a utilização de FSD sob o
    PEM no Brasil é ainda um processo em fase inicial. Neste estudo, dados de
    biomassa de peixes, pesca, habitas e mergulho foram integrados em uma FSD para
    explorar os possíveis efeitos da atribuição de novos pontos de mergulho sobre o
    desenho da reserva marinha em torno do arquipélago de Fernando de Noronha
    (FN). Para isso, foram realizadas análises de sensibilidade dos parâmetros da FSD
    sob diferentes cenários de gestão. Foram observados índices de biomassa de
    peixes mais elevados ao longo da quebra da plataforma continental do mar de fora,
    concentração das atividades de pesca na área da Área de Proteção Ambiental
    (APA)-FN e a importância do norte do arquipélago para a atividade de mergulho.
    Dada as atuais condições de restrição do Parque Nacional Marinho (PARNAMAR)-
    FN, encontramos uma baixa correlação entre pontos de mergulho já explorados e a
    reserva computada, sugerindo que estes locais não coincidem necessariamente com
    áreas onde foram registradas importantes taxas de biomassa de peixes. Nos
    cenários em que não foi considerado uma atividade ameaçadora a fauna, novas
    áreas de mergulho foram identificadas principalmente na plataforma continental da
    costa SE da ilha principal. Já quando considerado atividade ameaçadora, novas
    áreas foram priorizadas na plataforma continental da costa SW da ilha principal.
    Independentemente do cenário, observou-se que o aumento do número de locais de
    mergulho em mais de 100% teria implicações no planejamento, devido ao reduzido
    número de locais disponíveis para isso. A definição de diferentes cenários ilustrou o
    interesse e a flexibilidade dos FSD para enquadrar visões divergentes de um
    problema de conservação, e como podem ser uma boa base para esclarecer
    questões complexas, dados prioritários, e promover a discussão e a decisão,
    aspectos essenciais do PEM.

3
  • CRISTIELEN ALVES PEREIRA
  • UTILIZAÇÃO DA ACÚSTICA SUBMARINA PARA IDENTIFICAR O PADRÃO
    NICTEMERAL DE PEIXES NA ZONA NERÍTICA E DE QUEBRA DE
    PLATAFORMA DO ARQUIPÉLAGO DE FERNANDO DE NORONHA


  • Orientador : TEREZA CRISTINA MEDEIROS DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SIGRID NEUMANN LEITAO
  • ARNAUD PIERRE ALEXIS BERTRAND
  • FLAVIA LUCENA FREDOU
  • Data: 29/03/2022

  • Mostrar Resumo
  • Os processos dos ecossistemas marinhos ocorrem em uma variedade de escalas espaciais
    e temporais. Levar em consideração a escala na qual os diferentes processos ocorrem é
    fundamental para a compreensão dos fenômenos que se quer estudar. Neste contexto, o
    ciclo nictemeral é de grande relevância nos ecossistemas marinhos, já que as interações
    ecológicas observadas ao se estudar um determinado local durante o dia são diferentes
    daquelas observadas no mesmo local à noite. Entretanto, os métodos tradicionais de
    amostragem geralmente não são bem adaptados para estudar os processos dos
    ecossistemas em diferentes escalas, incluindo o ciclo nictemeral. A acústica submarina é
    uma técnica relevante que permite a amostragem simultânea em várias escalas espaçotemporais. A aplicação de métodos acústicos em ecossistemas tropicais altamente
    biodiversificados pode proporcionar uma melhor compreensão da dinâmica em questão.
    Os sistemas de recifes de corais tropicais são conhecidos por apresentarem uma mudança
    quase completa na composição das espécies de peixes quando comparados dia e noite,
    mas ainda faltam estimativas quantitativas. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi
    caracterizar a distribuição tridimensional dos peixes na zona nerítica e na área adjacente
    de quebra de plataforma do Arquipélago de Fernando de Noronha ao longo do ciclo
    nictemeral. Para isso, foram utilizadas filmagens subaquáticas durante o dia combinadas
    com observações acústicas de bifrequência diurnas e noturnas. A biomassa acústica de
    peixes diminuiu drasticamente à noite, indicando que a maioria deles se abriga no fundo
    durante este período e que aqueles que apresentam um comportamento oposto
    provavelmente representam uma pequena parte da biomassa total de peixes na região.
    Curiosamente, a biomassa de peixes e a biomassa de organismos não identificados como
    peixes (não-peixes), apresentaram um padrão oposto, com os peixes desaparecendo da
    coluna de água quando não-peixes, que são presas potenciais para muitas espécies de
    peixes, são mais abundantes. Decifrar este comportamento requer mais investigação.
    Finalmente, os resultados deste trabalho podem contribuir para o desenvolvimento de
    políticas de conservação e manejo no arquipélago de Fernando de Noronha.



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  • Os processos dos ecossistemas marinhos ocorrem em uma variedade de escalas espaciais
    e temporais. Levar em consideração a escala na qual os diferentes processos ocorrem é
    fundamental para a compreensão dos fenômenos que se quer estudar. Neste contexto, o
    ciclo nictemeral é de grande relevância nos ecossistemas marinhos, já que as interações
    ecológicas observadas ao se estudar um determinado local durante o dia são diferentes
    daquelas observadas no mesmo local à noite. Entretanto, os métodos tradicionais de
    amostragem geralmente não são bem adaptados para estudar os processos dos
    ecossistemas em diferentes escalas, incluindo o ciclo nictemeral. A acústica submarina é
    uma técnica relevante que permite a amostragem simultânea em várias escalas espaçotemporais. A aplicação de métodos acústicos em ecossistemas tropicais altamente
    biodiversificados pode proporcionar uma melhor compreensão da dinâmica em questão.
    Os sistemas de recifes de corais tropicais são conhecidos por apresentarem uma mudança
    quase completa na composição das espécies de peixes quando comparados dia e noite,
    mas ainda faltam estimativas quantitativas. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi
    caracterizar a distribuição tridimensional dos peixes na zona nerítica e na área adjacente
    de quebra de plataforma do Arquipélago de Fernando de Noronha ao longo do ciclo
    nictemeral. Para isso, foram utilizadas filmagens subaquáticas durante o dia combinadas
    com observações acústicas de bifrequência diurnas e noturnas. A biomassa acústica de
    peixes diminuiu drasticamente à noite, indicando que a maioria deles se abriga no fundo
    durante este período e que aqueles que apresentam um comportamento oposto
    provavelmente representam uma pequena parte da biomassa total de peixes na região.
    Curiosamente, a biomassa de peixes e a biomassa de organismos não identificados como
    peixes (não-peixes), apresentaram um padrão oposto, com os peixes desaparecendo da
    coluna de água quando não-peixes, que são presas potenciais para muitas espécies de
    peixes, são mais abundantes. Decifrar este comportamento requer mais investigação.
    Finalmente, os resultados deste trabalho podem contribuir para o desenvolvimento de
    políticas de conservação e manejo no arquipélago de Fernando de Noronha.


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  • JULIA GALETTI RODRIGUES
  • Conteúdo de Oxigênio no Atlântico Tropical Sudoeste

  • Orientador : MOACYR CUNHA DE ARAUJO FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEX COSTA DA SILVA
  • MOACYR CUNHA DE ARAUJO FILHO
  • EVERTON GIACHINI TOSETTO
  • RAMILLA VIEIRA DE ASSUNÇÃO
  • TONIA ASTRID CAPUANO
  • Data: 22/04/2022

  • Mostrar Resumo
  • O Atlântico Tropical Sudoeste (ATSO) é bem oxigenado pelo sistema das correntes Subcorrente Norte do Brasil/ Corrente Norte do Brasil (SCNB/CNB). Ainda assim, dado o atual estado de aumento da desoxigenação oceânica no Atlântico Tropical Leste (ATL), é importante investigar se estas águas desoxigenadas estão avançando em direção à borda oeste. Estudos anteriores mostraram que elas podem entrar na ATSO, mas a escala espacial e temporal desses estudos era muito grosseira para representar essa estrutura. Neste sentido, apresentamos a primeira representação tridimensional do oxigênio dissolvido (OD) no ATSO. A Análise de Dados Funcionais (ADF) foi utilizada para construir um banco de dados de perfis de OD a partir de duas campanhas (primavera austral de 2015 e outono de 2017) e um banco de dados complementar. Ao tratar os perfis como funções contínuas em vez de perfis discretos, a ADF permite a junção de perfis de diferentes bancos de dados. Os resultados retrataram três áreas espaciais com padrões distintos de conteúdo de oxigênio, diretamente ligados aos sistemas de correntes: (i) área do Sistema de Correntes de Borda Oeste (SCBO), caracterizada por águas bem oxigenadas; (ii) área do Sistema de Correntes Sul Equatoriais (SCSE), contendo os menores valores de OD entre todos, e (iii) área da zona de transição, com conteúdo intermediário de OD. Revelamos pela primeira vez que enquanto a coluna de água está totalmente oxigenada no SCNB/CNB, o conteúdo de oxigênio do SCBO diminui no limite do núcleo SCNB/CNB tão próximo a ~91 km (~50 km) da costa na primavera (outono), devido à variabilidade sazonal da instensidade SCNB/CNB. Levantamos a possibilidade de que outros processos estejam atuando além do sistema de corrente zonal no transporte dessas águas. Na área do SCSE, os níveis de OD começaram a diminuir a partir do limite superior das águas desoxigenadas somente quando a Subcorrente Sul Equatorial (SSE) aparece encontrando fluxos desconhecidos em direção ao oeste. Levantamos a possibilidade de que outros processos estejam atuando além do sistema de corrente zonal no transporte destas águas. Particularmente, consideramos a possibilidade de recirculação interna do sistema ou deslocamento latitudinal sazonal do núcleo da SSE. Finalmente, destacamos a importância do SCBO para manter a oxigenação e impedir que as águas desoxigenadas advindas de leste cheguem à costa.


  • Mostrar Abstract
  • O Atlântico Tropical Sudoeste (ATSO) é bem oxigenado pelo sistema das correntes Subcorrente Norte do Brasil/ Corrente Norte do Brasil (SCNB/CNB). Ainda assim, dado o atual estado de aumento da desoxigenação oceânica no Atlântico Tropical Leste (ATL), é importante investigar se estas águas desoxigenadas estão avançando em direção à borda oeste. Estudos anteriores mostraram que elas podem entrar na ATSO, mas a escala espacial e temporal desses estudos era muito grosseira para representar essa estrutura. Neste sentido, apresentamos a primeira representação tridimensional do oxigênio dissolvido (OD) no ATSO. A Análise de Dados Funcionais (ADF) foi utilizada para construir um banco de dados de perfis de OD a partir de duas campanhas (primavera austral de 2015 e outono de 2017) e um banco de dados complementar. Ao tratar os perfis como funções contínuas em vez de perfis discretos, a ADF permite a junção de perfis de diferentes bancos de dados. Os resultados retrataram três áreas espaciais com padrões distintos de conteúdo de oxigênio, diretamente ligados aos sistemas de correntes: (i) área do Sistema de Correntes de Borda Oeste (SCBO), caracterizada por águas bem oxigenadas; (ii) área do Sistema de Correntes Sul Equatoriais (SCSE), contendo os menores valores de OD entre todos, e (iii) área da zona de transição, com conteúdo intermediário de OD. Revelamos pela primeira vez que enquanto a coluna de água está totalmente oxigenada no SCNB/CNB, o conteúdo de oxigênio do SCBO diminui no limite do núcleo SCNB/CNB tão próximo a ~91 km (~50 km) da costa na primavera (outono), devido à variabilidade sazonal da instensidade SCNB/CNB. Levantamos a possibilidade de que outros processos estejam atuando além do sistema de corrente zonal no transporte dessas águas. Na área do SCSE, os níveis de OD começaram a diminuir a partir do limite superior das águas desoxigenadas somente quando a Subcorrente Sul Equatorial (SSE) aparece encontrando fluxos desconhecidos em direção ao oeste. Levantamos a possibilidade de que outros processos estejam atuando além do sistema de corrente zonal no transporte destas águas. Particularmente, consideramos a possibilidade de recirculação interna do sistema ou deslocamento latitudinal sazonal do núcleo da SSE. Finalmente, destacamos a importância do SCBO para manter a oxigenação e impedir que as águas desoxigenadas advindas de leste cheguem à costa.

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  • ISAIAS FARIAS DA CAMARA
  • Morfologia de praias protegidas por recifes: implicações para o gerenciamento costeiro

  • Orientador : MIRELLA BORBA SANTOS FERREIRA COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MIRELLA BORBA SANTOS FERREIRA COSTA
  • DAVIS PEREIRA DE PAULA
  • EDUARDO LACERDA BARROS
  • Data: 28/04/2022

  • Mostrar Resumo
  • Praias protegidas por recifes estão presentes em grande parte do litoral do nordeste brasileiro. O padrão de alternância entre baías e pontais, típicos dessas regiões, criam condições de peculiaridades no que diz respeito aos processos erosivos. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo avaliar variações espaço-temporal da linha de costa (LC) entre 2003-2020 utilizando o software DSAS como subsídio para o gerenciamento costeiro no município de Tamandaré, sul de Pernambuco. Os resultados encontrados mostram a heterogeneidade da distribuição dos valores de erosão e acreção. O trecho protegido ao sul, controlado pela dinâmica do Rio Mamucabas, apresenta somente taxas de erosão; o trecho exposto (Baía de Tamandaré), apresenta taxas erosivas ao sul e progradantes ao norte, sendo classificada como instável; e o trecho protegido urbanizado apresentou-se como mais heterogêneo, possuindo alternância de taxas de erosão/recuo e acreção/avanço. Neste, as ocupações estão mais densamente presentes e mais próximas da LC, em detrimento das ocupações na baía. O estudo de taxas erosivas anuais e do padrão de ocupação aplicado à legislação vigente são ótimos instrumentos para subsidiar decisões do Poder Público, sobretudo, no que diz respeito a uma boa gestão da zona costeira.


  • Mostrar Abstract
  • Praias protegidas por recifes estão presentes em grande parte do litoral do nordeste brasileiro. O padrão de alternância entre baías e pontais, típicos dessas regiões, criam condições de peculiaridades no que diz respeito aos processos erosivos. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo avaliar variações espaço-temporal da linha de costa (LC) entre 2003-2020 utilizando o software DSAS como subsídio para o gerenciamento costeiro no município de Tamandaré, sul de Pernambuco. Os resultados encontrados mostram a heterogeneidade da distribuição dos valores de erosão e acreção. O trecho protegido ao sul, controlado pela dinâmica do Rio Mamucabas, apresenta somente taxas de erosão; o trecho exposto (Baía de Tamandaré), apresenta taxas erosivas ao sul e progradantes ao norte, sendo classificada como instável; e o trecho protegido urbanizado apresentou-se como mais heterogêneo, possuindo alternância de taxas de erosão/recuo e acreção/avanço. Neste, as ocupações estão mais densamente presentes e mais próximas da LC, em detrimento das ocupações na baía. O estudo de taxas erosivas anuais e do padrão de ocupação aplicado à legislação vigente são ótimos instrumentos para subsidiar decisões do Poder Público, sobretudo, no que diz respeito a uma boa gestão da zona costeira.

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  • MEYRIANE DE MIRA TEIXEIRA
  • UM ESTUDO DA RELAÇÃO ENTRE O PATRIMÔNIO CULTURAL MUNDIAL DA CIDADE DE OLINDA-PE E A GESTÃO MUNICIPAL DA ORLA: ANÁLISE DOCUMENTAL E ESPACIALIZAÇÃO

  • Orientador : MONICA FERREIRA DA COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MONICA FERREIRA DA COSTA
  • TEREZA CRISTINA MEDEIROS DE ARAUJO
  • MARIA CHRISTINA BARBOSA DE ARAUJO
  • Data: 29/04/2022

  • Mostrar Resumo
  • Em países como o Brasil, onde desde o século XV a colonização por potencias europeias ocidentais se deu a partir do litoral, tanto como via de entrada e saída de bens e pessoas nas terras recém anexadas a seus impérios quanto como espaço de ocupação permanente, existe um extenso e diverso patrimônio arquitetônico e cultural costeiro ainda fortemente presente nas cidades. Esse caso tão comum em toda a América e também na África e Ásia pode ser exemplificado pela cidade pernambucana de Olinda. Por isso ela é, inclusive, considerada patrimônio mundial pela UNESCO desde 1982. Esse patrimônio, sobretudo o arquitetônico (edificações, traçados urbanos etc.) tanto foi preservado quanto evoluiu com as cidades e ambientes costeiros nos mais de 500 anos desde o início de sua construção. Para sua continuada existência e segurança para as próximas gerações, é necessário que receba tratamento diferenciado nos planos e ações municipais, estaduais e federais. Sendo assim, este trabalho se propõe a identificar unidades patrimoniais em Olinda que estejam potencialmente localizados no âmbito das ações do Projeto ORLA e da gestão municipal de praias urbanas, analisando-os e propondo opções de indicadores de gestão para os mesmos. São apresentados aqui 12 candidatos a serem utilizados como experimentos de gestão costeira integrada da orla através de projetos que valorizem e contribuam na sua preservação e uso pela população local e visitantes/turistas. As unidades patrimoniais abordadas neste trabalho datam de 1631 a 2001, sendo prédios públicos e privados, duas praças, um forte, três igrejas, uma estátua e um parque natural de restinga. Dos doze itens eleitos para este estudo, sete encontram-se em uma área onde haverá intervenção direta do Projeto Orla e do TAGP, quando aprovado. Outros quatro estão na área de influência indireta e apenas um em área onde incidem apenas diretrizes do Plano Diretor da Cidade. São feitas sugestões de indicadores para monitoramento da evolução de sua gestão, assim como possibilidades de sua integração nos planos oficiais existentes para esse território. Embora Olinda conte com planos de ordenamento territorial urbanos e de usos da orla marítima, inclusive e especialmente para praias, o patrimônio histórico-cultural presente nesses espaços é considerado de forma acanhada, o que pode ser resultado de diversos processos, como por exemplo a necessidade constante de ações que atendam outras prioridades (erosão, limpeza urbana, saneamento etc.) combinada com a crônica escassez de recursos públicos. Assim, mais uma vez, confirmando o lugar menos privilegiado que ocupa a história e a cultura em nosso cotidiano.

    Membros suplentes da banca:

    Roberto L. Barcellos (suplente interno)
    Antonio Vicente Ferreira (suplente externo)


  • Mostrar Abstract
  • Em países como o Brasil, onde desde o século XV a colonização por potencias europeias ocidentais se deu a partir do litoral, tanto como via de entrada e saída de bens e pessoas nas terras recém anexadas a seus impérios quanto como espaço de ocupação permanente, existe um extenso e diverso patrimônio arquitetônico e cultural costeiro ainda fortemente presente nas cidades. Esse caso tão comum em toda a América e também na África e Ásia pode ser exemplificado pela cidade pernambucana de Olinda. Por isso ela é, inclusive, considerada patrimônio mundial pela UNESCO desde 1982. Esse patrimônio, sobretudo o arquitetônico (edificações, traçados urbanos etc.) tanto foi preservado quanto evoluiu com as cidades e ambientes costeiros nos mais de 500 anos desde o início de sua construção. Para sua continuada existência e segurança para as próximas gerações, é necessário que receba tratamento diferenciado nos planos e ações municipais, estaduais e federais. Sendo assim, este trabalho se propõe a identificar unidades patrimoniais em Olinda que estejam potencialmente localizados no âmbito das ações do Projeto ORLA e da gestão municipal de praias urbanas, analisando-os e propondo opções de indicadores de gestão para os mesmos. São apresentados aqui 12 candidatos a serem utilizados como experimentos de gestão costeira integrada da orla através de projetos que valorizem e contribuam na sua preservação e uso pela população local e visitantes/turistas. As unidades patrimoniais abordadas neste trabalho datam de 1631 a 2001, sendo prédios públicos e privados, duas praças, um forte, três igrejas, uma estátua e um parque natural de restinga. Dos doze itens eleitos para este estudo, sete encontram-se em uma área onde haverá intervenção direta do Projeto Orla e do TAGP, quando aprovado. Outros quatro estão na área de influência indireta e apenas um em área onde incidem apenas diretrizes do Plano Diretor da Cidade. São feitas sugestões de indicadores para monitoramento da evolução de sua gestão, assim como possibilidades de sua integração nos planos oficiais existentes para esse território. Embora Olinda conte com planos de ordenamento territorial urbanos e de usos da orla marítima, inclusive e especialmente para praias, o patrimônio histórico-cultural presente nesses espaços é considerado de forma acanhada, o que pode ser resultado de diversos processos, como por exemplo a necessidade constante de ações que atendam outras prioridades (erosão, limpeza urbana, saneamento etc.) combinada com a crônica escassez de recursos públicos. Assim, mais uma vez, confirmando o lugar menos privilegiado que ocupa a história e a cultura em nosso cotidiano.

    Membros suplentes da banca:

    Roberto L. Barcellos (suplente interno)
    Antonio Vicente Ferreira (suplente externo)

7
  • CELINA REBECA VALENÇA CARNEIRO
  • INFLUÊNCIA DA QUÍMICA DO CARBONATO DA ÁGUA DO MAR NA GEOMETRIA DO COCOLITO DE TRÊS ECÓTIPOS DE COCOLITOFOROS

  • Orientador : MARIUS NILS MULLER
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIUS NILS MULLER
  • RALF SCHWAMBORN
  • JOANA BARCELOS E RAMOS
  • Data: 23/05/2022

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  • A concentração de dióxido de carbono (CO2) nos oceanos aumentou desde a Revolução Industrial, provocando alterações no sistema de carbonato que resultam na acidificação oceânica. Uma das regiões mais afetadas é o Oceano Antártico, devido à sua maior solubilidade do CO2, onde o cocolitóforo Emiliania huxleyi é amplamente distribuído. Os cocolitóforos participam da bomba biológica de carbono do oceano pelágico, sendo importantes para nosso entendimento sobre a capacidade da superfície oceânica em sequestrar CO2 atmosférico. Portanto, foi investigada a influência do sistema de carbonato na geometria e estado de calcificação dos cocólitos de três ecótipos de E. huxleyi do Oceano Antártico. Adicionalmente, foi realizada uma análise comparativa entre três diferentes métodos de mensuração de massa dos cocólitos: medidas geométricas, Coulter Multisizer™ 4 e SYRACO. Foram utilizadas 556 imagens de microscopia eletrônica dos seguintes ecótipos de E. huxleyi, cada um com morfologia diferente: A (oceânico), A o/c (costeiro) e B/C (oceânico). Em seguida, cada ecótipo foi analisado utilizando o software “Image J”. Assim sendo, os parâmetros geométricos medidos foram: comprimento do escudo distal (DSL – distal shield length), largura do escudo distal (DSW – distal shield width), comprimento da área central (CAL – central area length), largura da área central (CAW – central area width), área do escudo distal (DSA – distal shield area) e área da área central (CAA – central area area). Os três ecótipos foram sensíveis às mudanças na química do sistema de carbonato. O ecótipo B/C foi aquele mais sensível, curiosamente este ecótipo possui a estrutura de seus cocólitos mais delicada, com quantidade relativamente baixa de carbonato de cálcio. Além disso, o ecótipo A, também de origem oceânica, foi bastante sensível. No entanto, o ecótipo A o/c (origem costeira), foi o menos sensível às mudanças no
    sistema de carbonato, o que pode indicar que cepas provenientes de diferentes regiões exibem diferenças em sua capacidade de se aclimatar às mudanças no sistema de carbonato. Os três métodos de obtenção da massa dos cocólitos tiveram valores absolutos diferentes, no entanto, apenas o SYRACO parece superestimar os valores de massa reais. Assim sendo, as alterações na geometria dos cocólitos indicam que E. huxleyi pode ter seu processo de calcificação afetado em um cenário de acidificação oceânica. Além disso, a escolha do método de estimação da massa dos cocólitos deve ser feita de forma cuidadosa.


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  • A concentração de dióxido de carbono (CO2) nos oceanos aumentou desde a Revolução Industrial, provocando alterações no sistema de carbonato que resultam na acidificação oceânica. Uma das regiões mais afetadas é o Oceano Antártico, devido à sua maior solubilidade do CO2, onde o cocolitóforo Emiliania huxleyi é amplamente distribuído. Os cocolitóforos participam da bomba biológica de carbono do oceano pelágico, sendo importantes para nosso entendimento sobre a capacidade da superfície oceânica em sequestrar CO2 atmosférico. Portanto, foi investigada a influência do sistema de carbonato na geometria e estado de calcificação dos cocólitos de três ecótipos de E. huxleyi do Oceano Antártico. Adicionalmente, foi realizada uma análise comparativa entre três diferentes métodos de mensuração de massa dos cocólitos: medidas geométricas, Coulter Multisizer™ 4 e SYRACO. Foram utilizadas 556 imagens de microscopia eletrônica dos seguintes ecótipos de E. huxleyi, cada um com morfologia diferente: A (oceânico), A o/c (costeiro) e B/C (oceânico). Em seguida, cada ecótipo foi analisado utilizando o software “Image J”. Assim sendo, os parâmetros geométricos medidos foram: comprimento do escudo distal (DSL – distal shield length), largura do escudo distal (DSW – distal shield width), comprimento da área central (CAL – central area length), largura da área central (CAW – central area width), área do escudo distal (DSA – distal shield area) e área da área central (CAA – central area area). Os três ecótipos foram sensíveis às mudanças na química do sistema de carbonato. O ecótipo B/C foi aquele mais sensível, curiosamente este ecótipo possui a estrutura de seus cocólitos mais delicada, com quantidade relativamente baixa de carbonato de cálcio. Além disso, o ecótipo A, também de origem oceânica, foi bastante sensível. No entanto, o ecótipo A o/c (origem costeira), foi o menos sensível às mudanças no
    sistema de carbonato, o que pode indicar que cepas provenientes de diferentes regiões exibem diferenças em sua capacidade de se aclimatar às mudanças no sistema de carbonato. Os três métodos de obtenção da massa dos cocólitos tiveram valores absolutos diferentes, no entanto, apenas o SYRACO parece superestimar os valores de massa reais. Assim sendo, as alterações na geometria dos cocólitos indicam que E. huxleyi pode ter seu processo de calcificação afetado em um cenário de acidificação oceânica. Além disso, a escolha do método de estimação da massa dos cocólitos deve ser feita de forma cuidadosa.

Teses
1
  • DJOIRKA MINTO DIMOUNE
  • New insight of the West tropical Atlantic Circulation based on 25 years of satellite altimetry, PIRATA data and GLORYS ocean reanalysis

    (Nova percepção da Circulação oceânica na borda oeste do Atlântico tropical baseada em 25 anos de dados de altimetria de satélite, de dados PIRATA e de reanálise GLORYS)

  • Orientador : MOACYR CUNHA DE ARAUJO FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEX COSTA DA SILVA
  • CARMEN MEDEIROS LIMONGI
  • MARCUS ANDRE SILVA
  • FABRICE HERNANDEZ
  • BERNARD BOURLÈS
  • AGRÉ KOUSSO SANDRINE DJAKOURÉ
  • GBEKPO AUBAINS HOUNSOU-GBO
  • Data: 27/01/2022

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  • A borda oeste do Atlântico tropical é uma das regiões mais dinâmicas de todo o oceano, para onde a maioria das correntes zonais vão, transportando massas de água e calor. A sua importância deve-se principalmente às suas interações com a atmosfera, que influenciam o clima regional e as precipitações das regiões circundantes. O principal objetivo dessa tese é aproveitar o maior banco de dados das correntes derivadas da altimetria e das reanálises GLORYS12V1 (G12V1) disponíveis durante o período 1993-2017 para revisitar a circulação na borda oeste e aprofundar o conhecimento sobre a variabilidade espaço-temporal das correntes nas escalas espacial e temporais. Para tal foram selecionadas 9 secções transversais das correntes a fim de avaliar a evolução da circulação e a redistribuição das massas de água em toda a porção tropical da bacia. Antes disso, a acurácia do modelo GLORYS12V1 foi testada, comparando as saídas numéricas com as 15 seções de dados de corrente obtidas durante os cruzeiros científicos das campanhas do Programa Prediction and Research Moored Array in the Tropical Atlantic, realizado pelo Brasil (PIRATA-BR). As simulações foram também comparadas com a climatologia obtida a partir de derivadores, com resultados satisfatórios em ambos os casos. De sul para norte, as correntes derivadas da altimetria mostram dois comportamentos diferentes da amplitude da Corrente Norte do Brasil (NBC). No hemisfério sul, o NBC mostra um ciclo anual com um máximo (mínimo) de 0,6 m/s (0,3 m/s) durante a Primavera boreal (Outono) sob a influência do ramo central da Corrente Sul Equatorial (cSEC) e da subcorrente Norte do Brasil (NBUC), enquanto no hemisfério norte, o seu ciclo inverte-se sob a influência do ramo norte da SEC (nSEC) e a sua amplitude quase duplica. Os nossos resultados também mostram que a retroflexão do NBC (NBCR) é permanente durante todo o ano, mas é fraca durante a Primavera boreal. Neste período observa-se um fluxo para leste na região equatorial, que combina com o fraco ramo retroflectado da NBC (rNBC) para restringir a nSEC para leste e manter uma circulação ciclônica entre 0°-5°N; 35°W-45°W. Durante o outono boreal, o NBCR intensifica-se, surgindo uma estrutura com dois núcleos que reduze o seu fluxo de setembro até ao final do ano. Na parte oriental, a rNBC está ligada à Contracorrente Norte Equatorial (NECC), que também mostra uma estrutura com dois núcleos, e até mesmo dois ramos separados no final do ano, influenciados pelo rotacional do vento. As diferentes secções verticais de G12V1 também mostram as mesmas características e as mesmas variabilidades sazonais em ambos os lados do equador. O transporte do NBC na camada superior (0-100m) durante a Primavera boreal indica um transporte da NBCR equatorial de 1,8 Sv, unido ao fluxo fraco da retroflexão do norte (4,6 Sv), mantendo a circulação ciclônica equatorial.  A maior contribuição do NBCR para o NECC ocorre durante o outono boreal, com um transporte de 15,2 Sv para leste. Na camada inferior (100-35 m), a maior contribuição, tanto para a NBUC como para a Subcorrente equatorial (EUC), ocorre durante a primavera e o outono boreais (respectivamente 22,3 Sv e 20 Sv), quando a contribuição da Corrente Equatorial Norte (NEC) para o rNBC é também maior. A investigação das variações interanuais das correntes derivadas da altimetria (amplitude e deslocamento latitudinal), e da corrente NECC a 38°W (transporte e deslocamento latitudinal) mostra que a variabilidade da amplitude e da localização do NECC, a amplitude da NECC a 42°W, e o transporte da NECC a 38°W, estão associados às diferentes fases do Modo de variabilidade Meridional do Atlântico. Ao contrário, a 32°W, a amplitude e o deslocamento latitudinal da NECC, bem como o deslocamento latitudinal da NECC a 38°W, estão associados às fases do Modo de variabilidade Zonal do Atlântico.


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  • A borda oeste do Atlântico tropical é uma das regiões mais dinâmicas de todo o oceano, para onde a maioria das correntes zonais vão, transportando massas de água e calor. A sua importância deve-se principalmente às suas interações com a atmosfera, que influenciam o clima regional e as precipitações das regiões circundantes. O principal objetivo dessa tese é aproveitar o maior banco de dados das correntes derivadas da altimetria e das reanálises GLORYS12V1 (G12V1) disponíveis durante o período 1993-2017 para revisitar a circulação na borda oeste e aprofundar o conhecimento sobre a variabilidade espaço-temporal das correntes nas escalas espacial e temporais. Para tal foram selecionadas 9 secções transversais das correntes a fim de avaliar a evolução da circulação e a redistribuição das massas de água em toda a porção tropical da bacia. Antes disso, a acurácia do modelo GLORYS12V1 foi testada, comparando as saídas numéricas com as 15 seções de dados de corrente obtidas durante os cruzeiros científicos das campanhas do Programa Prediction and Research Moored Array in the Tropical Atlantic, realizado pelo Brasil (PIRATA-BR). As simulações foram também comparadas com a climatologia obtida a partir de derivadores, com resultados satisfatórios em ambos os casos. De sul para norte, as correntes derivadas da altimetria mostram dois comportamentos diferentes da amplitude da Corrente Norte do Brasil (NBC). No hemisfério sul, o NBC mostra um ciclo anual com um máximo (mínimo) de 0,6 m/s (0,3 m/s) durante a Primavera boreal (Outono) sob a influência do ramo central da Corrente Sul Equatorial (cSEC) e da subcorrente Norte do Brasil (NBUC), enquanto no hemisfério norte, o seu ciclo inverte-se sob a influência do ramo norte da SEC (nSEC) e a sua amplitude quase duplica. Os nossos resultados também mostram que a retroflexão do NBC (NBCR) é permanente durante todo o ano, mas é fraca durante a Primavera boreal. Neste período observa-se um fluxo para leste na região equatorial, que combina com o fraco ramo retroflectado da NBC (rNBC) para restringir a nSEC para leste e manter uma circulação ciclônica entre 0°-5°N; 35°W-45°W. Durante o outono boreal, o NBCR intensifica-se, surgindo uma estrutura com dois núcleos que reduze o seu fluxo de setembro até ao final do ano. Na parte oriental, a rNBC está ligada à Contracorrente Norte Equatorial (NECC), que também mostra uma estrutura com dois núcleos, e até mesmo dois ramos separados no final do ano, influenciados pelo rotacional do vento. As diferentes secções verticais de G12V1 também mostram as mesmas características e as mesmas variabilidades sazonais em ambos os lados do equador. O transporte do NBC na camada superior (0-100m) durante a Primavera boreal indica um transporte da NBCR equatorial de 1,8 Sv, unido ao fluxo fraco da retroflexão do norte (4,6 Sv), mantendo a circulação ciclônica equatorial.  A maior contribuição do NBCR para o NECC ocorre durante o outono boreal, com um transporte de 15,2 Sv para leste. Na camada inferior (100-35 m), a maior contribuição, tanto para a NBUC como para a Subcorrente equatorial (EUC), ocorre durante a primavera e o outono boreais (respectivamente 22,3 Sv e 20 Sv), quando a contribuição da Corrente Equatorial Norte (NEC) para o rNBC é também maior. A investigação das variações interanuais das correntes derivadas da altimetria (amplitude e deslocamento latitudinal), e da corrente NECC a 38°W (transporte e deslocamento latitudinal) mostra que a variabilidade da amplitude e da localização do NECC, a amplitude da NECC a 42°W, e o transporte da NECC a 38°W, estão associados às diferentes fases do Modo de variabilidade Meridional do Atlântico. Ao contrário, a 32°W, a amplitude e o deslocamento latitudinal da NECC, bem como o deslocamento latitudinal da NECC a 38°W, estão associados às fases do Modo de variabilidade Zonal do Atlântico.

2
  • AURINETE OLIVEIRA NEGROMONTE
  • Variação temporal de crustáceos capturados por armadilha luminosa na baía de Tamandaré, Pernambuco

  • Orientador : JESSER FIDELIS DE SOUZA FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JESSER FIDELIS DE SOUZA FILHO
  • ALEXANDRE OLIVEIRA DE ALMEIDA
  • ELKENITA GUEDES SILVA
  • GIRLENE FÁBIA SEGUNDO VIANA
  • HENRIQUE GRANDE
  • Data: 31/05/2022

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  • As armadilhas luminosas são um método de amostragem passivo capaz de capturar organismos vivos. É considerado uma ferramenta chave não somente para compreender as larvas, mas também organismos zooplanctônicos, nectônicos e invertebrados bentônicos migradores. O presente trabalho teve como objetivo analisar a diversidade de grandes grupos de crustáceos capturados com armadilha luminosa ao longo de 5 anos no ambiente recifal da praia de Tamandaré, em Pernambuco, descrever a diversidade de crustáceos bentônicos capturados, analisar a variação temporal das larvas de Brachyura e Anomura, além de verificar quais os fatores determinantes que influenciam a chegada delas na baía de tamandaré e descrever as espécies novas que ocorreram ao londo do estudo. As coletas foram realizadas mensalmente no período de outubro/2011 até abril/2016, através da técnica de captura por armadilhas de luz cônica do tipo CARE®. Foram marcados três pontos com 250 m de distância entre eles no complexo recifal da praia de Tamandaré. As armadilhas foram instaladas por três dias consecutivos no fim do pôr-do-sol, numa profundidade local de 8 a 12 metros, permanecendo aproximadamente 12h em subsuperfície de 1 m de profundidade, sendo assim retiradas ao amanhecer. Foram coletados dados abióticos de temperatura, pluviosidade, direção do vento, velocidade do vento, swell, luminosidade da lua e nebulosidade. Os grandes grupos foram classificados em: Amphipoda, Cumacea, Isopoda, Mysida, Axiidea, Caridea, Dendrobranchiata, Achelata, Portunidae, Megalopa, Zoea, Copepoda, Ostracoda e Stomatopoda. O grupo mais abundante foi Mysida e também o mais frequente. Houve diferenças significativas entre as estações do ano e os anos, mostrando que há uma padronização na distribuição temporal desses animais. O grupo dos bentônicos apresentaram 52 espécies, mostrando a grande eficácia das armadilhas luminosas para a captura de organismos bentônicos (epifauna, infauna e fossoriais). A ordem Isopoda obteve o maior número de espécies (19), sendo 1 novo registro para a costa de Pernambuco, Cymodoce barrerae. Os Amphipoda obteve 12 espécies, dentre elas 2 possíveis espécies novas de Metharpinia. As larvas identificadas ao menor nível taxonômico possível. A serie temporal mostrou que as larvas apresentam os picos em diferentes épocas do anos, cerca de 8 meses de intervalo de um pico para o outro. As megalopa de Pachygrapsus transversus foram as mais abundante, seguido da Zoea I de Epialthidae. A abundância das larvas apresentou relações significativas com a velocidade do vento, a presença de swell e a temperatura. Três novas espécies foram descritas, Cleantioides garciachartoni sp. nov., C. pandemus sp. nov. e C. tamandarensis sp. nov. Estas espécies são distinguidas pela forma do pleotelson e ornamentação dos pereiópodos. O gênero Cleantioides foi descrito pela primeira vez para o sudoeste do oceano Atlântico e a família Holognatidae foi registrada pela primeira vez para a costa brasileira. Esta tese fez contribuições pioneiras sobre a comunidades de crustáceos capturados com armadilhas luminosas no sudoeste do oceano Atlântico e em amebientes recifais de regiões tropicais, trazendo resultados podem elucidar  mais sobre a dinâmica das comunidades de crustáceos. As armadilhas luminosas são muito eficientes para coletar crustáceos, possui um baixo custo e é capaz de fazer um monitoramento da biodiversidade local sem causar danos ao meio ambiente. 


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  • ...

2021
Dissertações
1
  • JESSICA BORBA QUINTELA DOS SANTOS
  • IDENTIFICAÇÃO DE ESTOQUES DO ARIOCÓ (Lutjanus synagris) NO OCEANO ATLÂNTICO SUL OCIDENTAL

  • Orientador : BEATRICE PADOVANI FERREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BEATRICE PADOVANI FERREIRA
  • MOACYR CUNHA DE ARAUJO FILHO
  • MARCELO FRANCISCO DE NOBREGA
  • PAULO JOSE DUARTE NETO
  • ALINE ROCHA FRANÇA
  • Data: 17/06/2021

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  • Avaliações de estoque formam a base para o manejo pesqueiro eficiente. Em muitas regiões, entretanto, essas avaliações esbarram na falta de dados sobre a estrutura dos estoques pesqueiros das principais espécies exploradas comercialmente. No Oceano Atlântico Sul Ocidental, a pescaria do Ariocó (Lutjanus synagris) tem se intensificado ao longo das últimas quatro décadas, como resultado do declínio de outras pescarias de lutjanídeos desde o final da década de 1970. Essa intensificação tem se refletido no acúmulo de evidências de sobrepesca desde a metade dos anos 2000. Ao longo de sua distribuição na costa brasileira, o Ariocó está exposto a diferentes condições ambientais e oceanográficas que podem atuar separando a população em unidades de manejo distintas. Apesar disso, não existem estudos de identificação de estoques espécie baseado em métodos fenotípicos para a espécie na região. Nesse cenário, o presente trabalho se propôs a investigar a existência de diferentes estoques pesqueiros de L. synagris na costa do Oceano Atlântico Sul Ocidental, utilizando métodos de identificação baseados na forma e composição isotópica (δ13C e δ18O) de otólitos. Além disso, buscou-se também testar a aplicabilidade dos limites geográficos propostos para os Grandes Ecossistemas Marinhos e as Ecorregiões Marinhas como alternativas para estimar fronteiras de estoques, o que poderia representar uma abordagem prática para possibilitar avaliações de estoques cujos limites sejam desconhecidos. A heterogeneidade espacial evidenciada pelos indicadores utilizados aponta para a existência de diferentes estoques pesqueiros do Ariocó na região, indo de encontro a resultados anteriores obtidos através de métodos genéticos. Os resultados sugerem uma grande influência de condições ambientais e oceanográficas como agentes de separação de estoques. Os limites das Ecorregiões Marinhas foram considerados mais apropriados para estimar fronteiras de estoques, representando uma abordagem rápida e viável para facilitar avaliações em pescarias com baixa disponibilidade de dados.


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  • Avaliações de estoque formam a base para o manejo pesqueiro eficiente. Em muitas regiões, entretanto, essas avaliações esbarram na falta de dados sobre a estrutura dos estoques pesqueiros das principais espécies exploradas comercialmente. No Oceano Atlântico Sul Ocidental, a pescaria do Ariocó (Lutjanus synagris) tem se intensificado ao longo das últimas quatro décadas, como resultado do declínio de outras pescarias de lutjanídeos desde o final da década de 1970. Essa intensificação tem se refletido no acúmulo de evidências de sobrepesca desde a metade dos anos 2000. Ao longo de sua distribuição na costa brasileira, o Ariocó está exposto a diferentes condições ambientais e oceanográficas que podem atuar separando a população em unidades de manejo distintas. Apesar disso, não existem estudos de identificação de estoques espécie baseado em métodos fenotípicos para a espécie na região. Nesse cenário, o presente trabalho se propôs a investigar a existência de diferentes estoques pesqueiros de L. synagris na costa do Oceano Atlântico Sul Ocidental, utilizando métodos de identificação baseados na forma e composição isotópica (δ13C e δ18O) de otólitos. Além disso, buscou-se também testar a aplicabilidade dos limites geográficos propostos para os Grandes Ecossistemas Marinhos e as Ecorregiões Marinhas como alternativas para estimar fronteiras de estoques, o que poderia representar uma abordagem prática para possibilitar avaliações de estoques cujos limites sejam desconhecidos. A heterogeneidade espacial evidenciada pelos indicadores utilizados aponta para a existência de diferentes estoques pesqueiros do Ariocó na região, indo de encontro a resultados anteriores obtidos através de métodos genéticos. Os resultados sugerem uma grande influência de condições ambientais e oceanográficas como agentes de separação de estoques. Os limites das Ecorregiões Marinhas foram considerados mais apropriados para estimar fronteiras de estoques, representando uma abordagem rápida e viável para facilitar avaliações em pescarias com baixa disponibilidade de dados.

2
  • MATHEUS FELIPE DE SOUZA DIAS DA SILVA
  • Tartarugas marinhas, macroalgas e derramamento de óleo: Áreas de alimentação e contaminação (Ipojuca, Pernambuco)

  • Orientador : MARIA ELISABETH DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNA MARTINS BEZERRA
  • MUTUE TOYOTA FUJII
  • MARIA ELISABETH DE ARAUJO
  • Data: 28/07/2021

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  • Cinco espécies de tartarugas marinhas têm registrados para Pernambuco, onde usam os
    habitats costeiros para completar seu ciclo de vida, iniciado pelas desovas em suas
    praias. O objetivo deste estudo foi determinar os potenciais locais de ocorrência desses
    animais e das macroalgas, visando inferir ser o litoral de Ipojuca (sul de Pernambuco)
    uma área de alimentação e detectando os impactos antropogênicos, principalmente em
    decorrência do vazamento de óleo na região. A pesquisa foi desenvolvida entre Jun-
    2019 a Abr-2021, e as coletas foram realizadas na cidade, praia e recifes de Porto de
    Galinhas (PG) e na praia e recifes de Serrambi (SE). Para cumprir o objetivo, foram
    aplicadas quatro etapas: 1) Entrevistas pelo método Snowball para seleção da área de
    maior ocorrência de tartarugas marinhas; 2) Censo visual estacionário náutico para
    registros desses animais na área; 3) Levantamento bibliográfico de macroalgas
    ocorrentes na região e 4) Busca intensiva de fezes de tartarugas para estudo
    croposcópico. Foram identificaram 21 locais de ocorrência de Eretmochelys imbricata,
    Chelonia mydas, Caretta caretta e Lepidochelys olivacea, sendo as maiores
    concentrações nos recifes da Baixa Sul (PG) e Baixa do Mamão (SE). Em 6 expedições
    e 24 horas de monitoramento nesses dois recifes, observou-se 681 momentos de
    registros com 1.332 avistagens, onde ocorreram as mesmas espécies, apenas C. mydas,
    na fase adulta e juvenil, e E. imbricata na fase juvenil. Vinte publicações sobre
    levantamentos de macroalgas forneceram uma lista com 130 táxons registrados na
    região. O filo Rhodophyta é mais predominante com 66 espécies, enquanto os filos
    Chlorophyta e Ochrophyta apresentaram 45 e 19 espécies, respectivamente. Amostras
    de bolos fecais pesaram cerca de 15 kg e a biomassa vegetal compôs 90% dos itens
    alimentares, representando 30 táxons identificados de macroalgas e fanerógamas
    marinhas. Os demais itens corresponderam a 4 grupos de animais (Ascidiacea, Molusca,
    Porifera, Scleractinia) e 225 resíduos antropogênicos. As fezes coletadas nos dias 19-
    21/02/2020 continham petróleo e, segundo análises de componentes químicos, sua
    origem era a mesma do derramamento ocorrido - final de 2019 - no Brasil. Os
    resultados indicam que as tartarugas marinhas usam os ambientes recifais da região para
    se alimentar, principalmente as tartarugas verdes (C. mydas) na fase juvenil; uma
    espécie herbívora. Acidentalmente, as tartarugas estudadas acabam por ingerir resíduos
    antropogênicos, principalmente plásticos e o óleo, que permanecem contaminando a
    região. Após o derramamento do óleo, um indivíduo de tartaruga verde juvenil foi
    encontrado morto, por asfixia e contaminado e, no início de 2020, fezes com óleo foram
    encontradas aderidas às macroalgas, que servem de alimento para as tartarugas
    marinhas. Em 2021 cinco ninhos da espécie E. imbricata foram registrados com
    petróleo na mesma região e, até o momento, não se tem informação oficial sobre origem
    ou os responsáveis por esse crime ambiental. As informações contidas nesta pesquisa
    são inéditas, urgentes e contribuem para o entendimento da ecologia alimentar das
    tartarugas marinhas na região e de como suas espécies estão ameaçadas, principalmente
    com relação à contaminação do óleo.


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  • Cinco espécies de tartarugas marinhas têm registrados para Pernambuco, onde usam os
    habitats costeiros para completar seu ciclo de vida, iniciado pelas desovas em suas
    praias. O objetivo deste estudo foi determinar os potenciais locais de ocorrência desses
    animais e das macroalgas, visando inferir ser o litoral de Ipojuca (sul de Pernambuco)
    uma área de alimentação e detectando os impactos antropogênicos, principalmente em
    decorrência do vazamento de óleo na região. A pesquisa foi desenvolvida entre Jun-
    2019 a Abr-2021, e as coletas foram realizadas na cidade, praia e recifes de Porto de
    Galinhas (PG) e na praia e recifes de Serrambi (SE). Para cumprir o objetivo, foram
    aplicadas quatro etapas: 1) Entrevistas pelo método Snowball para seleção da área de
    maior ocorrência de tartarugas marinhas; 2) Censo visual estacionário náutico para
    registros desses animais na área; 3) Levantamento bibliográfico de macroalgas
    ocorrentes na região e 4) Busca intensiva de fezes de tartarugas para estudo
    croposcópico. Foram identificaram 21 locais de ocorrência de Eretmochelys imbricata,
    Chelonia mydas, Caretta caretta e Lepidochelys olivacea, sendo as maiores
    concentrações nos recifes da Baixa Sul (PG) e Baixa do Mamão (SE). Em 6 expedições
    e 24 horas de monitoramento nesses dois recifes, observou-se 681 momentos de
    registros com 1.332 avistagens, onde ocorreram as mesmas espécies, apenas C. mydas,
    na fase adulta e juvenil, e E. imbricata na fase juvenil. Vinte publicações sobre
    levantamentos de macroalgas forneceram uma lista com 130 táxons registrados na
    região. O filo Rhodophyta é mais predominante com 66 espécies, enquanto os filos
    Chlorophyta e Ochrophyta apresentaram 45 e 19 espécies, respectivamente. Amostras
    de bolos fecais pesaram cerca de 15 kg e a biomassa vegetal compôs 90% dos itens
    alimentares, representando 30 táxons identificados de macroalgas e fanerógamas
    marinhas. Os demais itens corresponderam a 4 grupos de animais (Ascidiacea, Molusca,
    Porifera, Scleractinia) e 225 resíduos antropogênicos. As fezes coletadas nos dias 19-
    21/02/2020 continham petróleo e, segundo análises de componentes químicos, sua
    origem era a mesma do derramamento ocorrido - final de 2019 - no Brasil. Os
    resultados indicam que as tartarugas marinhas usam os ambientes recifais da região para
    se alimentar, principalmente as tartarugas verdes (C. mydas) na fase juvenil; uma
    espécie herbívora. Acidentalmente, as tartarugas estudadas acabam por ingerir resíduos
    antropogênicos, principalmente plásticos e o óleo, que permanecem contaminando a
    região. Após o derramamento do óleo, um indivíduo de tartaruga verde juvenil foi
    encontrado morto, por asfixia e contaminado e, no início de 2020, fezes com óleo foram
    encontradas aderidas às macroalgas, que servem de alimento para as tartarugas
    marinhas. Em 2021 cinco ninhos da espécie E. imbricata foram registrados com
    petróleo na mesma região e, até o momento, não se tem informação oficial sobre origem
    ou os responsáveis por esse crime ambiental. As informações contidas nesta pesquisa
    são inéditas, urgentes e contribuem para o entendimento da ecologia alimentar das
    tartarugas marinhas na região e de como suas espécies estão ameaçadas, principalmente
    com relação à contaminação do óleo.

3
  • JÚLIA CINTRA ALMEIDA
  • BIOCIDAS DE TERCEIRA GERAÇÃO NO SISTEMA ESTUARINO DO RIO CAPIBARIBE (SERC), RECIFE - PERNAMBUCO

  • Orientador : ELIETE ZANARDI LAMARDO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELIETE ZANARDI LAMARDO
  • CARLOS AUGUSTO FRANCA SCHETTINI
  • GILVAN TAKESHI YOGUI
  • ÍTALO BRAGA DE CASTRO
  • FIAMMA EUGÊNIA LEMOS ABREU
  • Data: 16/08/2021

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  • Biocidas anti-incrustantes são compostos químicos adicionados às tintas que revestem embarcações e/ou estruturas submersas para evitar o crescimento de organismos. Esses compostos foram desenvolvidos e aperfeiçoados ao longo dos anos e são divididos em 3 gerações - a última geração é a mais utilizada devido à menor toxicidade aos organismos não-alvo e menor persistência ambiental. Os biocidas desta geração são conhecidos como co-biocidas ou biocidas de reforço pois potencializam os efeitos causados pelos metais. Os objetivos deste estudo foram (i) investigar a presença dos biocidas clorotalonil, diclofluanida e Irgarol no Sistema Estuarino do Rio Capibaribe (SERC) e (ii) sintetizar os estudos realizados nas duas últimas décadas quanto à ocorrência ambiental e distribuição destes biocidas na América Latina e Caribe. A metodologia proposta – extração em fase sólida e quantificação por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas – para a matriz aquosa foi implantada no Laboratório de Compostos Orgânicos em Ecossistemas Costeiros e Marinhos (OrganoMAR). Amostras de água, sedimentos e material em suspensão foram coletadas ao longo do SERC, considerando fontes potenciais - iates clubes, porto, confluência de rios e zona de turbidez máxima estuarina (ZTM). O clorotalonil não foi detectado em nenhuma matriz coletada e o Irgarol foi detectado apenas no sedimento, com concentrações variando de <1,0 a 3,4 ng g-1. A diclofluanida foi detectada na água (4,6 a 24,2 ng L-1), no material particulado (4,9 a 21,6 ng L-1) e no sedimento (1,3 a 25,1 ng g-1). As maiores concentrações de diclofluanida na água e no material particulado foram observadas na ZTM e na confluência dos rios formadores da Bacia do Pina, onde a hidrodinâmica local favorece o acúmulo dos contaminantes na coluna d’água. As maiores concentrações nos sedimentos foram detectadas nas imediações dos iates clubes, sugerindo que as embarcações atracadas são fontes potenciais de diclofluanida e Irgarol e que a baixa hidrodinâmica nas proximidades favorece a deposição do material particulado. Este estudo reenfatiza a importância da hidrodinâmica local na distribuição dos contaminantes dentro do sistema estuarino e reporta, pela primeira vez, a ocorrência de biocidas anti-incrustantes de 3ª geração no SERC. As informações geradas são subsídios fundamentais para auxiliar os cientistas e as agências governamentais nas tomadas de decisões para regulamentação do uso e descarte desses compostos a fim de reduzir os possíveis impactos causados nos sistemas aquáticos.


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  • Biocidas anti-incrustantes são compostos químicos adicionados às tintas que revestem embarcações e/ou estruturas submersas para evitar o crescimento de organismos. Esses compostos foram desenvolvidos e aperfeiçoados ao longo dos anos e são divididos em 3 gerações - a última geração é a mais utilizada devido à menor toxicidade aos organismos não-alvo e menor persistência ambiental. Os biocidas desta geração são conhecidos como co-biocidas ou biocidas de reforço pois potencializam os efeitos causados pelos metais. Os objetivos deste estudo foram (i) investigar a presença dos biocidas clorotalonil, diclofluanida e Irgarol no Sistema Estuarino do Rio Capibaribe (SERC) e (ii) sintetizar os estudos realizados nas duas últimas décadas quanto à ocorrência ambiental e distribuição destes biocidas na América Latina e Caribe. A metodologia proposta – extração em fase sólida e quantificação por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas – para a matriz aquosa foi implantada no Laboratório de Compostos Orgânicos em Ecossistemas Costeiros e Marinhos (OrganoMAR). Amostras de água, sedimentos e material em suspensão foram coletadas ao longo do SERC, considerando fontes potenciais - iates clubes, porto, confluência de rios e zona de turbidez máxima estuarina (ZTM). O clorotalonil não foi detectado em nenhuma matriz coletada e o Irgarol foi detectado apenas no sedimento, com concentrações variando de <1,0 a 3,4 ng g-1. A diclofluanida foi detectada na água (4,6 a 24,2 ng L-1), no material particulado (4,9 a 21,6 ng L-1) e no sedimento (1,3 a 25,1 ng g-1). As maiores concentrações de diclofluanida na água e no material particulado foram observadas na ZTM e na confluência dos rios formadores da Bacia do Pina, onde a hidrodinâmica local favorece o acúmulo dos contaminantes na coluna d’água. As maiores concentrações nos sedimentos foram detectadas nas imediações dos iates clubes, sugerindo que as embarcações atracadas são fontes potenciais de diclofluanida e Irgarol e que a baixa hidrodinâmica nas proximidades favorece a deposição do material particulado. Este estudo reenfatiza a importância da hidrodinâmica local na distribuição dos contaminantes dentro do sistema estuarino e reporta, pela primeira vez, a ocorrência de biocidas anti-incrustantes de 3ª geração no SERC. As informações geradas são subsídios fundamentais para auxiliar os cientistas e as agências governamentais nas tomadas de decisões para regulamentação do uso e descarte desses compostos a fim de reduzir os possíveis impactos causados nos sistemas aquáticos.

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  • CAROLINNY CANTARELLI DE OLIVEIRA AMORIM
  • Ecologia do Microspathodon chrysurus no complexo recifal de Tamandaré

  • Orientador : BEATRICE PADOVANI FERREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BEATRICE PADOVANI FERREIRA
  • SIGRID NEUMANN LEITAO
  • JOAO LUCAS LEAO FEITOSA
  • MARCELO FRANCISCO DE NOBREGA
  • DANIEL LINO LIPPI
  • Data: 24/08/2021

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  • A família Pomacentridae é considerada espécie-chave nas comunidades recifais, e possui uma estreita relação com os corais. Uma dessas estreitas associações ocorre entre a espécie Microspathodon chrysurus com o hidrocoral Millepora alcicornis. No Brasil, o gênero Millepora é o único com espécies classificadas como “ramificadas”. As ramificações do esqueleto coralíneo da Millepora alcicornis aumentam a tridimensionalidade, e consequentemente, a quantidade de habitats e a biodiversidade associada aos recifes. Os recifes de coral estão constantemente ameaçados por pressões antrópicas. Atualmente, o aquecimento global tem sido considerado o impacto mais significativo. Sucessivos eventos de branqueamento e mortalidade dos corais têm sido reportados, afetando, também, negativamente toda sua comunidade associada. Assim, uma revisão sistemática fez-se necessária para compreender os efeitos das mudanças climáticas na família Pomacentridae. Foi possível observar  que o aquecimento global gera impactos na reprodução, diminuindo a quantidade e qualidade dos ovos; Na preferência pelo habitat, com espécies que eram consideradas generalistas passando a ter uma preferência por certos habitats. Essa escolha pelo habitat provoca o aumento da competição intra e interespecífica nos recifes; Na ocupação latitudinal das espécies, pois os indivíduos passam a migrar para maiores latitudes. Assim, no futuro podemos encontrar um ambiente recifal completamente novo, com indivíduos possuindo novas  preferências de habitats e novas interações. Contudo, apesar da família ser considerada um modelo para estudos de ecologia, os Pomacentridae têm sido pouco estudados em relação aos impactos das mudanças climáticas. Grande parte destes efeitos ainda são desconhecidos, pois, as respostas ao aquecimento estão relacionadas com as características da história de vida de cada espécie. A fim de investigar os padrões de distribuição e abundância da espécie M. chrysurus, diferentes métodos de mapeamento foram realizados. Foram construídos mapas com dados de localização pretéritos (2003 a 2016) e recentes (2017 a 2021). Além disso, um modelo de distribuição de espécies foi gerado utilizando o software MaxEnt. Durante as atividades in situ foi possível notar diferenças de comportamento e preferência de habitats entre adultos e juvenis. Onde a fase juvenil possui preferência por habitar as ramificações do coral M. alcicornis e, os adultos com preferencia, principalmente, por áreas de cavernas. O mapeamento da espécie revelou diferenças entre distribuições antigas e atuais, principalmente na área de Mamucabas. A ausência de M. chrysurus nesta área tem sido associada a redução de M. alcicornis, por sua vez ocasionada pelo El Niño em 1998. O excessivo aquecimento das águas superficiais causou a mortalidade em massa de M. alcicornis dessa região, resultando em efeitos diretos na população de M. chrysurus. Indicando a importância de estudos focando no impacto do branqueamento e mudanças climáticas na família. O modelo de distribuição da espécie revelou a associação de variáveis topográficas com a presença de M. chrysurus, como profundidade e distância da costa, indicando áreas ótimas para a ocorrência da espécie. Além disso, foi possível verificar uma clara associação entre as Millepora alcicornis e M. chrysurus, visto que a distribuição destes peixes foi diretamente associada com a cobertura de M. alcicornis no local. 


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  • A família Pomacentridae é considerada espécie-chave nas comunidades recifais, e possui uma estreita relação com os corais. Uma dessas estreitas associações ocorre entre a espécie Microspathodon chrysurus com o hidrocoral Millepora alcicornis. No Brasil, o gênero Millepora é o único com espécies classificadas como “ramificadas”. As ramificações do esqueleto coralíneo da Millepora alcicornis aumentam a tridimensionalidade, e consequentemente, a quantidade de habitats e a biodiversidade associada aos recifes. Os recifes de coral estão constantemente ameaçados por pressões antrópicas. Atualmente, o aquecimento global tem sido considerado o impacto mais significativo. Sucessivos eventos de branqueamento e mortalidade dos corais têm sido reportados, afetando, também, negativamente toda sua comunidade associada. Assim, uma revisão sistemática fez-se necessária para compreender os efeitos das mudanças climáticas na família Pomacentridae. Foi possível observar  que o aquecimento global gera impactos na reprodução, diminuindo a quantidade e qualidade dos ovos; Na preferência pelo habitat, com espécies que eram consideradas generalistas passando a ter uma preferência por certos habitats. Essa escolha pelo habitat provoca o aumento da competição intra e interespecífica nos recifes; Na ocupação latitudinal das espécies, pois os indivíduos passam a migrar para maiores latitudes. Assim, no futuro podemos encontrar um ambiente recifal completamente novo, com indivíduos possuindo novas  preferências de habitats e novas interações. Contudo, apesar da família ser considerada um modelo para estudos de ecologia, os Pomacentridae têm sido pouco estudados em relação aos impactos das mudanças climáticas. Grande parte destes efeitos ainda são desconhecidos, pois, as respostas ao aquecimento estão relacionadas com as características da história de vida de cada espécie. A fim de investigar os padrões de distribuição e abundância da espécie M. chrysurus, diferentes métodos de mapeamento foram realizados. Foram construídos mapas com dados de localização pretéritos (2003 a 2016) e recentes (2017 a 2021). Além disso, um modelo de distribuição de espécies foi gerado utilizando o software MaxEnt. Durante as atividades in situ foi possível notar diferenças de comportamento e preferência de habitats entre adultos e juvenis. Onde a fase juvenil possui preferência por habitar as ramificações do coral M. alcicornis e, os adultos com preferencia, principalmente, por áreas de cavernas. O mapeamento da espécie revelou diferenças entre distribuições antigas e atuais, principalmente na área de Mamucabas. A ausência de M. chrysurus nesta área tem sido associada a redução de M. alcicornis, por sua vez ocasionada pelo El Niño em 1998. O excessivo aquecimento das águas superficiais causou a mortalidade em massa de M. alcicornis dessa região, resultando em efeitos diretos na população de M. chrysurus. Indicando a importância de estudos focando no impacto do branqueamento e mudanças climáticas na família. O modelo de distribuição da espécie revelou a associação de variáveis topográficas com a presença de M. chrysurus, como profundidade e distância da costa, indicando áreas ótimas para a ocorrência da espécie. Além disso, foi possível verificar uma clara associação entre as Millepora alcicornis e M. chrysurus, visto que a distribuição destes peixes foi diretamente associada com a cobertura de M. alcicornis no local. 

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  • LEO COSTA AROUCHA
  • RESPOSTAS DOS FLUXOS DE CO2 AOS VÓRTICES DA CORRENTE NORTE DO BRASIL

  • Orientador : DORIS REGINA AIRES VELEDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DORIS REGINA AIRES VELEDA
  • MONICA FERREIRA DA COSTA
  • CLAUDIA KLOSE PARISE
  • LUCIANO PONZI PEZZI
  • PEDRO TYAQUICA DA SILVA SANTOS
  • Data: 30/08/2021

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  • A fim de investigar a variabilidade intra e interanual dos vórtices da Corrente do Norte do Brasil (CNB), o algoritmo de detecção e rastreamento de momentum angular (AMEDA) foi usado para identificação de suas ocorrências, trajetórias e parâmetros. Com base em 24 anos (1993-2016) de dados reanálise de altura geopotencial e de campos de corrente geostrófica do ARMOR 3D (¼ °), identificamos uma taxa média de vórtices liberados por ano. Os mesmos apresentam vida média de 15,3 (± 5,4) semanas, raio médio baseado na velocidade (Rmax) de 139,8 (± 23,6) km e anomalia na altura média da superfície do mar (SSHa) de 9,4 (± 4,0) cm. A velocidade azimutal máxima observada média (Vmax) foi 0,27 (± 0,08) m / s, enquanto o valor médio do número de Rossby (Ro) foi 0,08 (± 0,04) e a energia cinética média (KE) foi de 255,3 (± 154,8) cm2 / s2. Os anéis da CNB têm dimensões maiores, giram mais rápido, vivem menos e transferem mais energia nos meses de inverno boreal. Em contraste, aqueles que se formam durante o verão boreal e início do outono duram mais, têm diâmetros menores e carregam menos energia. Além disso, a análise da fusão dos mesmos apontou que tal interação gerou um aumento significativo na energia (52%) e na velocidade (22%) do vórtice. Finalmente, observamos as anomalias verticais dos perfis de temperatura e salinidade, que indicaram um aprofundamento da termoclina e afundamento das águas costeiras e tropicais associado aos vórtices da CNB. Além disso, usamos a análise estatística de funções ortogonais empíricas (EOFs) em um modelo de reanálise de 25 anos (1993-2017) para avaliar o papel dos anéis CNB na biogeoquímica do Atlântico Norte Tropical Ocidental (ANTO), especialmente em relação ao FCO2. Esta base de dados também foi aplicada ao AMEDA para identificar os impactos dos vórtices da CNB em uma escala de tempo diária, tomando dois anéis no ano de 2009 como estudo de caso. Em geral, foi identificado que os mesmos apresentaram variabilidade positiva de acordo com o padrão de FCO2 e fCO2 SW em 15% a 30% das vezes ao adicionar os modos de variabilidade. Aqui, acredita-se que anomalias positivas de salinidade e, consequentemente, DIC no centro dos vórtices foram responsáveis pelo aumento de FCO2 nos mesmos. Além disso, parece razoável afirmar que tais estruturas impactam os parâmetros biogeoquímicos no WTNA tanto na superfície quanto em profundidade. Este estudo enfatiza a robustez e eficiência do AMEDA para estudar vórtices no oceano e também mostrar os possíveis impactos dos vórtices da CNB nas características físicas e biogeoquímicas do oceano no ANTO. A contribuição deste trabalho reside não apenas no entendimento da variabilidade intra e interanual dos vórtices CNB, mas também na observação da capacidade dos mesmos em concentrar DIC e águas altamente salinas em seus núcleos. Além disso, dá uma luz sobre qual mecanismo é responsável por manter a anomalia de salinidade nos núcleos dessas estruturas.


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  • A fim de investigar a variabilidade intra e interanual dos vórtices da Corrente do Norte do Brasil (CNB), o algoritmo de detecção e rastreamento de momentum angular (AMEDA) foi usado para identificação de suas ocorrências, trajetórias e parâmetros. Com base em 24 anos (1993-2016) de dados reanálise de altura geopotencial e de campos de corrente geostrófica do ARMOR 3D (¼ °), identificamos uma taxa média de vórtices liberados por ano. Os mesmos apresentam vida média de 15,3 (± 5,4) semanas, raio médio baseado na velocidade (Rmax) de 139,8 (± 23,6) km e anomalia na altura média da superfície do mar (SSHa) de 9,4 (± 4,0) cm. A velocidade azimutal máxima observada média (Vmax) foi 0,27 (± 0,08) m / s, enquanto o valor médio do número de Rossby (Ro) foi 0,08 (± 0,04) e a energia cinética média (KE) foi de 255,3 (± 154,8) cm2 / s2. Os anéis da CNB têm dimensões maiores, giram mais rápido, vivem menos e transferem mais energia nos meses de inverno boreal. Em contraste, aqueles que se formam durante o verão boreal e início do outono duram mais, têm diâmetros menores e carregam menos energia. Além disso, a análise da fusão dos mesmos apontou que tal interação gerou um aumento significativo na energia (52%) e na velocidade (22%) do vórtice. Finalmente, observamos as anomalias verticais dos perfis de temperatura e salinidade, que indicaram um aprofundamento da termoclina e afundamento das águas costeiras e tropicais associado aos vórtices da CNB. Além disso, usamos a análise estatística de funções ortogonais empíricas (EOFs) em um modelo de reanálise de 25 anos (1993-2017) para avaliar o papel dos anéis CNB na biogeoquímica do Atlântico Norte Tropical Ocidental (ANTO), especialmente em relação ao FCO2. Esta base de dados também foi aplicada ao AMEDA para identificar os impactos dos vórtices da CNB em uma escala de tempo diária, tomando dois anéis no ano de 2009 como estudo de caso. Em geral, foi identificado que os mesmos apresentaram variabilidade positiva de acordo com o padrão de FCO2 e fCO2 SW em 15% a 30% das vezes ao adicionar os modos de variabilidade. Aqui, acredita-se que anomalias positivas de salinidade e, consequentemente, DIC no centro dos vórtices foram responsáveis pelo aumento de FCO2 nos mesmos. Além disso, parece razoável afirmar que tais estruturas impactam os parâmetros biogeoquímicos no WTNA tanto na superfície quanto em profundidade. Este estudo enfatiza a robustez e eficiência do AMEDA para estudar vórtices no oceano e também mostrar os possíveis impactos dos vórtices da CNB nas características físicas e biogeoquímicas do oceano no ANTO. A contribuição deste trabalho reside não apenas no entendimento da variabilidade intra e interanual dos vórtices CNB, mas também na observação da capacidade dos mesmos em concentrar DIC e águas altamente salinas em seus núcleos. Além disso, dá uma luz sobre qual mecanismo é responsável por manter a anomalia de salinidade nos núcleos dessas estruturas.

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  • ANNY LAURA DE OLIVEIRA LIRA
  • TAXONOMIA E BIOLOGIA DOS BRANCHIOSYLLIS (ANNELIDA: SYLLIDAE) ASSOCIADOS A CINACHYRELLA(PORIFERA: DEMOSPONGIAE)

  • Orientador : JOSE SOUTO ROSA FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE SOUTO ROSA FILHO
  • JESSER FIDELIS DE SOUZA FILHO
  • LILIA PEREIRA DE SOUZA SANTOS
  • JOSE ROBERTO BOTELHO DE SOUZA
  • PAULO CÉSAR DE PAIVA
  • RODOLFO LEANDRO NASCIMENTO SILVA
  • Data: 31/08/2021

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  • As esponjas são organismos bentônicos que ocorrem em todos os ambientes aquáticos. onde desempenham  diversos papéis ecológicos, entre eles servir de abrigo, local de reprodução e alimento para diversos grupos de organismos, colaborando significativamente para a manutenção da biodiversidade. Os poliquetas contribuem de forma significativa para a biodiversidade das comunidades bentônicas marinhas Os Syllidae podem ser encontrados em fundos lamosos e arenosos ou sob/sobre rochas, habitando desde a zona entremarés até grandes profundidades ou associados a outros organismos marinhos, como colônias de hidrozoários e briozoários, ou como simbiontes de corais, outros poliquetas e esponjas). Em estudos populacionais da esponja Cinachyrella kuekenthali realizados na Praia do Paiva (Pernambuco) foi observado a presença de poliquetas da família Syllidae com grande frequência (Marinho,2018). Observações detalhadas permitiram ainda identificar que os poliquetas devem ser de duas ou três espécies distintas, que vivem sobre ou dentro das esponjas. Visando entender a relação entre esses organismos e a dinâmica populacional dos poliquetas, o presente projeto objetiva estudar a taxonomia e biologia populacional de Syllidae associados a Cinachyrellana da Praia do Paiva. Para isso, foram realizadas coletas mensais no mensalmente serão coletadas 40 esponjas. As amostras foram triadas visando a retirada dos poliquetas. Cada esponja foi identificada, e teve seu volume, peso úmido, altura e diâmetro determinados. Cada poliqueta foi medido individualmente e identificado. Para cada amostra foi calculada a densidade de poliquetas por esponja (ou volume de esponja) e a riqueza (total de espécies presentes). Esses descritores foram comparados entre espécies de esponja e período climático (seco e chuvoso) utilizando Análise de Variância de uma via com base nos dados transformados por log (x+1) sempre que necessário.


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  • As esponjas são organismos bentônicos que ocorrem em todos os ambientes aquáticos. onde desempenham  diversos papéis ecológicos, entre eles servir de abrigo, local de reprodução e alimento para diversos grupos de organismos, colaborando significativamente para a manutenção da biodiversidade. Os poliquetas contribuem de forma significativa para a biodiversidade das comunidades bentônicas marinhas Os Syllidae podem ser encontrados em fundos lamosos e arenosos ou sob/sobre rochas, habitando desde a zona entremarés até grandes profundidades ou associados a outros organismos marinhos, como colônias de hidrozoários e briozoários, ou como simbiontes de corais, outros poliquetas e esponjas). Em estudos populacionais da esponja Cinachyrella kuekenthali realizados na Praia do Paiva (Pernambuco) foi observado a presença de poliquetas da família Syllidae com grande frequência (Marinho,2018). Observações detalhadas permitiram ainda identificar que os poliquetas devem ser de duas ou três espécies distintas, que vivem sobre ou dentro das esponjas. Visando entender a relação entre esses organismos e a dinâmica populacional dos poliquetas, o presente projeto objetiva estudar a taxonomia e biologia populacional de Syllidae associados a Cinachyrellana da Praia do Paiva. Para isso, foram realizadas coletas mensais no mensalmente serão coletadas 40 esponjas. As amostras foram triadas visando a retirada dos poliquetas. Cada esponja foi identificada, e teve seu volume, peso úmido, altura e diâmetro determinados. Cada poliqueta foi medido individualmente e identificado. Para cada amostra foi calculada a densidade de poliquetas por esponja (ou volume de esponja) e a riqueza (total de espécies presentes). Esses descritores foram comparados entre espécies de esponja e período climático (seco e chuvoso) utilizando Análise de Variância de uma via com base nos dados transformados por log (x+1) sempre que necessário.

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  • ANDRÉ LUIZ AMORIM DOS SANTOS JUNIOR
  • ANÁLISE DOS PADRÕES DE ESTRUTURA TERMOHALINA E DINÂMICA SOBRE A PRODUTIVIDADE COSTEIRA EM 11°S AO LARGO DO NORDESTE BRASILEIRO

  • Orientador : DORIS REGINA AIRES VELEDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DORIS REGINA AIRES VELEDA
  • CARMEN MEDEIROS LIMONGI
  • THIAGO LUIZ DO VALE SILVA
  • Data: 28/10/2021

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  • O Oeste do Atlântico Tropical Sudoeste (ATSO) é uma região dinâmica e de grande importância na circulação do Oceano Atlântico. Ela é marcada pela presença da Subcorrente do Norte do Brasil (SCNB), a qual é considerada um ramo superior da Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (CRMA). A SCNB é caracterizada por uma termoclina bem estratificada, com baixa variabilidade na coluna d’água. Porém, fenômenos costeiros podem alterar e impactar a estrutura termohalina e, consequentemente, a vulnerabilidade ecológica na plataforma e talude. Este trabalho investiga a variabilidade termodinâmica e a resposta da clorofila nos primeiros 600 m de profundidade na seção transversal em 11° S, próximo à costa brasileira. Foram analisados 26 anos (1993-2018) de dados diários de corrente meridional e temperatura da base de reanálise GLORYS12V1 (G12V1), 1/12° (~ 8 km). A resposta da variabilidade de clorofila é analisada usando a reanálise biogeoquímica FREEGLORYS2V4 (FG2V4) (1/4°). Aproximadamente três anos dos dados de reanálise da corrente meridional são comparados com os dados in situ do programa Alemão de Climate Variability and Predictability (CLIVAR) a 11° S, o que mostrou uma correlação satisfatória em 200 m de profundidade. A análise de 26 anos do G12V1 confirma o núcleo do SCNB centrado na profundidade de 200 m, com um fluxo médio para o norte de 70 cm s־¹. Observou-se através de análises espectrais que os dados de reanálise da corrente possuem uma alta frequência dominante de periodicidade de 15-30 dias, também identificado nos dados in situ. A cross-wavelet entre a clorofila, a temperatura e a componente meridional da corrente identificaram covariâncias na banda de 15-30 dias de periodicidade, além do sinal anual. O principal modo de variabilidade dinâmica na coluna d’água está associado à SCNB e retém ~43% da variância e o segundo modo representa um padrão anticiclônico da circulação e representa 18% da variância. A frequência de Brunt-Väisälä, de 26 anos de dados diários, confirma que as instabilidades na coluna d’água ocorrem predominantemente no inverno e primavera. Estes resultados permitiram uma melhor compreensão dos padrões de variabilidade de alta frequência na estrutura termohalina e dinâmica da coluna d’água da área de estudo.


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  • O Oeste do Atlântico Tropical Sudoeste (ATSO) é uma região dinâmica e de grande importância na circulação do Oceano Atlântico. Ela é marcada pela presença da Subcorrente do Norte do Brasil (SCNB), a qual é considerada um ramo superior da Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (CRMA). A SCNB é caracterizada por uma termoclina bem estratificada, com baixa variabilidade na coluna d’água. Porém, fenômenos costeiros podem alterar e impactar a estrutura termohalina e, consequentemente, a vulnerabilidade ecológica na plataforma e talude. Este trabalho investiga a variabilidade termodinâmica e a resposta da clorofila nos primeiros 600 m de profundidade na seção transversal em 11° S, próximo à costa brasileira. Foram analisados 26 anos (1993-2018) de dados diários de corrente meridional e temperatura da base de reanálise GLORYS12V1 (G12V1), 1/12° (~ 8 km). A resposta da variabilidade de clorofila é analisada usando a reanálise biogeoquímica FREEGLORYS2V4 (FG2V4) (1/4°). Aproximadamente três anos dos dados de reanálise da corrente meridional são comparados com os dados in situ do programa Alemão de Climate Variability and Predictability (CLIVAR) a 11° S, o que mostrou uma correlação satisfatória em 200 m de profundidade. A análise de 26 anos do G12V1 confirma o núcleo do SCNB centrado na profundidade de 200 m, com um fluxo médio para o norte de 70 cm s־¹. Observou-se através de análises espectrais que os dados de reanálise da corrente possuem uma alta frequência dominante de periodicidade de 15-30 dias, também identificado nos dados in situ. A cross-wavelet entre a clorofila, a temperatura e a componente meridional da corrente identificaram covariâncias na banda de 15-30 dias de periodicidade, além do sinal anual. O principal modo de variabilidade dinâmica na coluna d’água está associado à SCNB e retém ~43% da variância e o segundo modo representa um padrão anticiclônico da circulação e representa 18% da variância. A frequência de Brunt-Väisälä, de 26 anos de dados diários, confirma que as instabilidades na coluna d’água ocorrem predominantemente no inverno e primavera. Estes resultados permitiram uma melhor compreensão dos padrões de variabilidade de alta frequência na estrutura termohalina e dinâmica da coluna d’água da área de estudo.

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  • FRANCIS DA SILVA LOPES
  • MODELAGEM ACOPLADA APLICADA AO MONITORAMENTO DO EFEITO ILHA NO ARQUIPÉLAGO DE FERNANDO DE NORONHA/PE

  • Orientador : DORIS REGINA AIRES VELEDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DORIS REGINA AIRES VELEDA
  • HUGO ABI KARAM
  • CLAUDIA KLOSE PARISE
  • Data: 29/10/2021

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  • Um estudo de modelagem acoplada aninhada two-way entre o oceano e atmosfera de alta resolução (1km no oceano e 3 km na atmosfera) foi aplicado ao Arquipélago de Fernando de Noronha. A simulação foi realizada de julho a agosto de 2014, correspondendo ao mesmo período de uma campanha oceanográfica no entorno da ilha. Até o momento, este é o primeiro estudo de um modelo acoplado aplicado na região, analisando a resposta do efeito ilha nas variáveis meteo-oceanográficas. O modelo acoplado reproduziu de forma coerente os campos oceânicos e atmosféricos medidos. O modelo acoplado reproduziu as condições oceânicas e atmosféricas observadas. A simulação capturou o efeito da ilha na temperatura superficial (TSM) a oeste da ilha, que se propagou em forma de uma esteira quente na direção da corrente superficial, com valores de TSM acima de 1,5°C em relação a regiões adjacentes. O EI observado em Fernando de Noronha apresentou uma característica bimodal com a presença de uma esteira quente se propagando para oeste e uma esteira mais fria para sudoeste. Esse padrão é associado à distribuição espacial da vorticidade relativa. As velocidades foram reduzidas em 1,5 m / s, a jusante da ilha. A velocidade do vento a sotavento da ilha também é reduzida em 1,5 m / s. Além disso, os fluxos de calor latente e sensível apresentaram anomalias no oeste da ilha, acompanhando a dispersão da esteira quente. O fluxo de calor sensível sobre a esteira quente foi ~ 5 W / m² mais alto do que em outras regiões, e o calor latente foi cerca de ~ 15-20 W / m² mais alto. A esteira oceânica e atmosférica apresentou distribuição espacial acompanhando a variabilidade dos ventos e das correntes superficiais. É a primeira vez que esse fenômeno é relatado na região. Os resultados mostram pela primeira vez a interação entre topografia, ventos e correntes oceânicas na formação do efeito ilha por meio de uma modelagem acoplada. O impacto dessas forçantes nas ondas quentes e frias que se propagam para o oeste aumenta a complexidade da circulação de mesoescala na região.


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  • Um estudo de modelagem acoplada aninhada two-way entre o oceano e atmosfera de alta resolução (1km no oceano e 3 km na atmosfera) foi aplicado ao Arquipélago de Fernando de Noronha. A simulação foi realizada de julho a agosto de 2014, correspondendo ao mesmo período de uma campanha oceanográfica no entorno da ilha. Até o momento, este é o primeiro estudo de um modelo acoplado aplicado na região, analisando a resposta do efeito ilha nas variáveis meteo-oceanográficas. O modelo acoplado reproduziu de forma coerente os campos oceânicos e atmosféricos medidos. O modelo acoplado reproduziu as condições oceânicas e atmosféricas observadas. A simulação capturou o efeito da ilha na temperatura superficial (TSM) a oeste da ilha, que se propagou em forma de uma esteira quente na direção da corrente superficial, com valores de TSM acima de 1,5°C em relação a regiões adjacentes. O EI observado em Fernando de Noronha apresentou uma característica bimodal com a presença de uma esteira quente se propagando para oeste e uma esteira mais fria para sudoeste. Esse padrão é associado à distribuição espacial da vorticidade relativa. As velocidades foram reduzidas em 1,5 m / s, a jusante da ilha. A velocidade do vento a sotavento da ilha também é reduzida em 1,5 m / s. Além disso, os fluxos de calor latente e sensível apresentaram anomalias no oeste da ilha, acompanhando a dispersão da esteira quente. O fluxo de calor sensível sobre a esteira quente foi ~ 5 W / m² mais alto do que em outras regiões, e o calor latente foi cerca de ~ 15-20 W / m² mais alto. A esteira oceânica e atmosférica apresentou distribuição espacial acompanhando a variabilidade dos ventos e das correntes superficiais. É a primeira vez que esse fenômeno é relatado na região. Os resultados mostram pela primeira vez a interação entre topografia, ventos e correntes oceânicas na formação do efeito ilha por meio de uma modelagem acoplada. O impacto dessas forçantes nas ondas quentes e frias que se propagam para o oeste aumenta a complexidade da circulação de mesoescala na região.

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  • LUCAS TORREAO DA FONSECA
  • ANÁLISE DO SISTEMA CARBONATO EM ESTUÁRIOS DO ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL (RIOS MANGUABA, TATUAMUNHA, CAMARAGIBE E SANTO ANTÔNIO GRANDE)

  • Orientador : MANUEL DE JESUS FLORES MONTES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MANUEL DE JESUS FLORES MONTES
  • FERNANDO ANTONIO DO NASCIMENTO FEITOSA
  • DORIS REGINA AIRES VELEDA
  • RYSOAURYA KEYLA TRAVASSOS
  • CARLOS ESTEBAN DELGADO NORIEGA
  • Data: 26/11/2021

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  • As zonas costeiras ao redor do mundo vêm enfrentando enormes impactos antrópicos, como a eutrofização e acidificação marinha, que estão mudando os mecanismos de seus habitas, alterando seu equilíbrio e funcionamento adequado. A criação de uma Área de Proteção Ambiental (APA) é uma importante ferramenta para mitigar esses impactos e fomentar atividades sustentáveis que mantenham a biodiversidade de importantes ecossistemas, como os recifes de corais e estuários, porém apenas a sua implementação pode não os reduzir. Nosso objetivo foi descrever a variação sazonal do equilíbrio do sistema carbonático e do estado trófico em estuários e área recifal na porção alagoana da APA Costa dos Corais, no Nordeste do Brasil. Parâmetros físicos e químicos foram medidos in situ (temperatura e salinidade) e amostras de água foram coletadas para análises posteriores durante as marés baixas nas estações chuvosa e seca. Analisamos nutrientes inorgânicos dissolvidos, oxigênio dissolvido, clorofila-a, pH e alcalinidade total para o cálculo do índice trófico (TRIX) e estimativa do estado de saturação de aragonita (Ωar). Esses dois parâmetros foram utilizados como indicadores dos processos de eutrofização e acidificação para a região estudada. A análise dos dados demonstrou que as estações estuarinas apresentaram TRIX alto, representando condições de eutrofização e péssima qualidade de água, principalmente na estação chuvosa e a jusante dos rios. Enquanto 50% das estações recifais durante a estação chuvosa apresentaram subsaturação de aragonita (Ωar<1), e durante o período de estiagem todos os valores se apresentaram como supersaturados. Com isso, também foi possível observar que a influência da água do mar dilui as elevadas concentrações de nutrientes e aumenta a Ωar. Nossos resultados mostraram que impactos locais sobre esses ecossistemas já estão ocorrendo, podendo reduzir suas resiliências a cenários futuros, além de diminuir significativamente a biodiversidade. Recomenda-se que maiores esforços de pesquisa e monitoramento sejam feitos para melhor compreender e supervisionar esses processos na região, juntamente com uma melhor gestão de águas residuais.


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  • As zonas costeiras ao redor do mundo vêm enfrentando enormes impactos antrópicos, como a eutrofização e acidificação marinha, que estão mudando os mecanismos de seus habitas, alterando seu equilíbrio e funcionamento adequado. A criação de uma Área de Proteção Ambiental (APA) é uma importante ferramenta para mitigar esses impactos e fomentar atividades sustentáveis que mantenham a biodiversidade de importantes ecossistemas, como os recifes de corais e estuários, porém apenas a sua implementação pode não os reduzir. Nosso objetivo foi descrever a variação sazonal do equilíbrio do sistema carbonático e do estado trófico em estuários e área recifal na porção alagoana da APA Costa dos Corais, no Nordeste do Brasil. Parâmetros físicos e químicos foram medidos in situ (temperatura e salinidade) e amostras de água foram coletadas para análises posteriores durante as marés baixas nas estações chuvosa e seca. Analisamos nutrientes inorgânicos dissolvidos, oxigênio dissolvido, clorofila-a, pH e alcalinidade total para o cálculo do índice trófico (TRIX) e estimativa do estado de saturação de aragonita (Ωar). Esses dois parâmetros foram utilizados como indicadores dos processos de eutrofização e acidificação para a região estudada. A análise dos dados demonstrou que as estações estuarinas apresentaram TRIX alto, representando condições de eutrofização e péssima qualidade de água, principalmente na estação chuvosa e a jusante dos rios. Enquanto 50% das estações recifais durante a estação chuvosa apresentaram subsaturação de aragonita (Ωar<1), e durante o período de estiagem todos os valores se apresentaram como supersaturados. Com isso, também foi possível observar que a influência da água do mar dilui as elevadas concentrações de nutrientes e aumenta a Ωar. Nossos resultados mostraram que impactos locais sobre esses ecossistemas já estão ocorrendo, podendo reduzir suas resiliências a cenários futuros, além de diminuir significativamente a biodiversidade. Recomenda-se que maiores esforços de pesquisa e monitoramento sejam feitos para melhor compreender e supervisionar esses processos na região, juntamente com uma melhor gestão de águas residuais.

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  • KARLA OLIVEIRA SILVA
  • Bioacumulação de Metais Traços em tartarugas marinhas no litoral de Pernambuco, Brasil

  • Orientador : MANUEL DE JESUS FLORES MONTES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MANUEL DE JESUS FLORES MONTES
  • JOSE SOUTO ROSA FILHO
  • VALDIR LUNA DA SILVA
  • JOZÉLIA MARIA DE SOUSA CORREIA
  • LUCIANA CARLA RAMEH DE ALBUQUERQUE ZANOTTI
  • Data: 29/11/2021

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  • A longevidade e seu nível trófico elevado são algumas das características que tornam as tartarugas marinhas alvo de estudos acerca da bioacumulação de metais traços, sendo potenciais bioindicadoras ambientais. Esta pesquisa objetivou, identificar o grau de contaminação por metais traços nas tartarugas marinhas no litoral de Pernambuco, no nordeste do Brasil. Nesta pesquisa, os metais traços foram monitorados durante o período 2019-2020, utilizando as tartarugas verde (Chelonia mydas) e de pente (Eretmochelys imbricata) como espécies indicadoras. Os níveis de alumínio (Al), cádmio (Cd), cromo (Cr), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), níquel (Ni), chumbo (Pb) e zinco (Zn) foram determinados por 13 tartarugas encalhadas no litoral sul de Pernambuco e 21 tartarugas vivas que vieram desovar nas praias. Após o processamento dos animais, as amostras de carapaça, rins, músculo, fígado e sangue foram digeridas com ácido nítrico e peróxido de hidrogênio em forno microondas, e então as concentrações dos metais traços foram analisadas com o uso do equipamento de Espectroscopia de Emissão Atômica por Plasma Acoplado Indutivamente (ICP-OES). O ferro e o zinco apresentaram as maiores concentrações em todos os tecidos comparado aos outros elementos. E o Cr, Ni, Pb e Zn apresentaram uma concentração semelhante em todos os tecidos analisados. A comparação entre espécies não foi possível, pois foram utilizados tecidos diferentes para a análise. Na carapaça da espécie C. mydas foi possível observar uma concentração mais elevada do zinco, seguido do ferro, dois elementos essenciais ao organismo. No sangue da espécie E. imbricata a presença do Fe foi mais significativa, do que os outros metais. Através desse estudo foi possível observar que os metais traços estão presentes nos tecidos dos espécimes estudados, entretanto em baixos níveis de contaminação. O ferro apesar de apresentar concentrações elevadas é um importante micronutriente para esses animais. Por fim, ainda se faz necessário mais estudos voltados para os efeitos que esses elementos traços podem causar às tartarugas marinhas.


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  • A longevidade e seu nível trófico elevado são algumas das características que tornam as tartarugas marinhas alvo de estudos acerca da bioacumulação de metais traços, sendo potenciais bioindicadoras ambientais. Esta pesquisa objetivou, identificar o grau de contaminação por metais traços nas tartarugas marinhas no litoral de Pernambuco, no nordeste do Brasil. Nesta pesquisa, os metais traços foram monitorados durante o período 2019-2020, utilizando as tartarugas verde (Chelonia mydas) e de pente (Eretmochelys imbricata) como espécies indicadoras. Os níveis de alumínio (Al), cádmio (Cd), cromo (Cr), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), níquel (Ni), chumbo (Pb) e zinco (Zn) foram determinados por 13 tartarugas encalhadas no litoral sul de Pernambuco e 21 tartarugas vivas que vieram desovar nas praias. Após o processamento dos animais, as amostras de carapaça, rins, músculo, fígado e sangue foram digeridas com ácido nítrico e peróxido de hidrogênio em forno microondas, e então as concentrações dos metais traços foram analisadas com o uso do equipamento de Espectroscopia de Emissão Atômica por Plasma Acoplado Indutivamente (ICP-OES). O ferro e o zinco apresentaram as maiores concentrações em todos os tecidos comparado aos outros elementos. E o Cr, Ni, Pb e Zn apresentaram uma concentração semelhante em todos os tecidos analisados. A comparação entre espécies não foi possível, pois foram utilizados tecidos diferentes para a análise. Na carapaça da espécie C. mydas foi possível observar uma concentração mais elevada do zinco, seguido do ferro, dois elementos essenciais ao organismo. No sangue da espécie E. imbricata a presença do Fe foi mais significativa, do que os outros metais. Através desse estudo foi possível observar que os metais traços estão presentes nos tecidos dos espécimes estudados, entretanto em baixos níveis de contaminação. O ferro apesar de apresentar concentrações elevadas é um importante micronutriente para esses animais. Por fim, ainda se faz necessário mais estudos voltados para os efeitos que esses elementos traços podem causar às tartarugas marinhas.

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  • RAFAEL ABDUL KHALEK DE ALCANTARA
  • Estudo da assembleia de peixes do Arquipélago de São Pedro e São Paulo com o uso de Estação Remota de Vídeo Subaquático com Isca (BRUVS) 

  • Orientador : PEDRO AUGUSTO MENDES DE CASTRO MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PAULO GUILHERME VASCONCELOS DE OLIVEIRA
  • NATALIA PRISCILA ALVES BEZERRA
  • ILKA SIQUEIRA LIMA BRANCO NUNES
  • Data: 29/11/2021

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  • Um total de 35 lançamentos de Estações de vídeo subaquáticas com iscas (BRUVS) foram realizadas no Arquipálago de São Pedro e São Paulo (ASPSP), um aquipélago localizado no meio do Oceano Atlântico, para avaliar a abundância, diversidade e comparar a distribuição espacial da comunidade local de peixes, e também, descrever preliminarmente o comportamento dos elasmobrânquios. Cerca de 2700 minutos de vídeos foram grvaados em águas até 30 metros de profundidade. 2,991 inidívus foram gravados, pertencentes a 6 ordens, 10 famílias, 19 espécies. 4 espécies de elasmobrânquios e 15 de teleósteos foram registradas. O cmportamento dos elasmobrânquios foram caracterizados de acordo com a distância que se encontravam do BRUVS, também outros comportamentos foram adicionados e descritos. Análises multivariadas indicaram diferente uso da área entre as espécies de peixes do lado oeste e leste. Segregação interespecífica entre elasmobrânquios C. falciformis e C. galapagensis foi visualizada, além de uma provável segregação sexual intraespecífica para C. falciformis. Comportamentos foram gravados e registrados em fotos. O comportamento de cautela foi predominante nos elasmobrânquios. Os números de notas de comportamento mostram como é possível explorar e entender comportamentos usando o BRUVS. Embora, ainda existam lacunas sobre o comportamento de peixes em meio selvagem e gravações tenham sido recentemente popularizadas. BRUVS desenpenharam satisfatoriamente e podem ser implementados como método de monitoramento contínuo para as espécies registradas no presente estudo, assim como, um método complementar para ser utilizado com outros métodos convencionais de amostragem de espécies de peixes. Logo, a ictiofauna e seu comportamento registrado pela BRUVS são importantes para avaliar e realizar a gestão da Área Protegida Marina (APM), adicionando informações relevantes para explorar de maneira sustentável ou integralmente proteger o ASPSP e as áreas adjacentes


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  • Um total de 35 lançamentos de Estações de vídeo subaquáticas com iscas (BRUVS) foram realizadas no Arquipálago de São Pedro e São Paulo (ASPSP), um aquipélago localizado no meio do Oceano Atlântico, para avaliar a abundância, diversidade e comparar a distribuição espacial da comunidade local de peixes, e também, descrever preliminarmente o comportamento dos elasmobrânquios. Cerca de 2700 minutos de vídeos foram grvaados em águas até 30 metros de profundidade. 2,991 inidívus foram gravados, pertencentes a 6 ordens, 10 famílias, 19 espécies. 4 espécies de elasmobrânquios e 15 de teleósteos foram registradas. O cmportamento dos elasmobrânquios foram caracterizados de acordo com a distância que se encontravam do BRUVS, também outros comportamentos foram adicionados e descritos. Análises multivariadas indicaram diferente uso da área entre as espécies de peixes do lado oeste e leste. Segregação interespecífica entre elasmobrânquios C. falciformis e C. galapagensis foi visualizada, além de uma provável segregação sexual intraespecífica para C. falciformis. Comportamentos foram gravados e registrados em fotos. O comportamento de cautela foi predominante nos elasmobrânquios. Os números de notas de comportamento mostram como é possível explorar e entender comportamentos usando o BRUVS. Embora, ainda existam lacunas sobre o comportamento de peixes em meio selvagem e gravações tenham sido recentemente popularizadas. BRUVS desenpenharam satisfatoriamente e podem ser implementados como método de monitoramento contínuo para as espécies registradas no presente estudo, assim como, um método complementar para ser utilizado com outros métodos convencionais de amostragem de espécies de peixes. Logo, a ictiofauna e seu comportamento registrado pela BRUVS são importantes para avaliar e realizar a gestão da Área Protegida Marina (APM), adicionando informações relevantes para explorar de maneira sustentável ou integralmente proteger o ASPSP e as áreas adjacentes

Teses
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  • PAULO JOSÉ SIGAÚQUE
  • Circulação e distribuição de sedimentos em suspensão na baía de

    Maputo, Moçambique

  • Orientador : PEDRO AUGUSTO MENDES DE CASTRO MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO FRANCA SCHETTINI
  • ROBERTO LIMA BARCELLOS
  • ELIETE ZANARDI LAMARDO
  • MAURÍCIO NOERNBERG
  • CARLA DE ABREU D’AQUINO
  • Data: 28/06/2021

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  • Este estudo apresenta a circulação residual, clima de ondas e distribuição de sedimentos em suspensão
    na baia de Maputo, Moçambique, África (25.9/26.0° S & 32.6/32.9°). A baía tem uma área de ~1000
    Km2, com seção da desembocadura com ~18 Km de largura, e profundidade média de 5 m. As marés
    predominantes são do tipo semiduirna, variando de 1 a 3 m na quadratura e sizígia, respetivamente. A
    avaliação da importância das marés, ventos e efeitos de descargas liquidas na troca de fluxos entre a
    baia e plataforma adjacente, efeitos da energia de ondas no transporte de sedimentos entre a baía e
    plataforma adjacente, foi realizada através do modelo hidrodinâmico Delf3D-FLOW e do modelo de
    ondas Delft3D-WAVE (SWAN). A dinâmica sazonal (para o ano de 2020) e interanual (para o período
    de 2010 até 2021) de distribuição de sedimentos em suspensão foi investigada com imagens da banda
    do vermelho dos sensores MODIS e VIIRIS, abordos nos satélites Aqua, Terra, Suomi e NOAA. Os
    resultados a partir da modelagem hidrodinâmica mostraram mudanças nos padrões de circulação entre
    os cenários e entre quadratura e sizigia. Na secção transversal da desembocadura, os fluxos de sizigia
    são verticalmente homogêneos e na quadratura os fluxos são em duas camadas, principalmente com
    cenários forçados por maré, locais como ilha de Inhaca e desembocadura do rio Incomati são propensos
    a aprisionar sedimentos. O modelo de onda mostrou que as ondas mais predominantes vêm das
    direções E-SE. As maiores intensidades foram de 1.4 e 2.4 m com ângulo de incidência de 100°. No
    interior da baia as velocidades orbitais e forças induzidas pela onda foram menores. O padrão
    climatológico de variabilidade de turbidez mostrou que o Sul da baia, principalmente na
    desembocadura do rio Maputo, tende a concentrar maior quantidade de sedimentos em suspensão e
    menores concentrações próximo a boca da baia de Maputo, onde predominam sedimentos não coesivos
    e vigorosa energia da onda. As correntes de baixamar e ventos de SW favorecem ao transporte de
    material particulado em direção a plataforma.


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  • ...

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  • RAMILLA VIEIRA DE ASSUNÇÃO
  • THERMOHALINE STRATIFICATION IN THE SOUTHWESTERN TROPICAL ATLANTIC: FROM PHYSICAL PROCESSES TO ACOUSTIC ECOLOGY

  • Orientador : ALEX COSTA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEX COSTA DA SILVA
  • CARMEN MEDEIROS LIMONGI
  • BERNARD BOURLÈS
  • MATTHIEU LENGAIGNE
  • MARIANO SERGIO GUTIÉRREZ TORERO
  • GÉRALDINE SARTHOU
  • FABRICE HERNANDEZ
  • Data: 29/06/2021

  • Mostrar Resumo
  • A dinâmica da estrutura termohalina do oceano superior dirige grande parte dos processos
    oceânicos mais próximos a superfície. A circulação termohalina do Atlântico tropical sudoeste
    (Southwest Tropical Atlantic, SWTA), uma região chave para diagnosticar a variação da Célula
    de Revolvimento Meridional do Atlântico, tem um impacto primordial no clima global. A
    variabilidade termohalina também desempenha um papel chave na estruturação vertical dos
    habitats pelágicos. Com o propósito de preencher lacunas de informação sobre a estrutura
    termohalina no SWTA e de trazer insights sobre as relações entre esses processos físicos e a
    distribuição da energia acústica (proxy de biomassa dos organismos), esta tese foi organizada em
    três objetivos científicos principais, cada um deles abordado em um capítulo separado. Para
    desenvolver este estudo, aproveitamos as duas campanhas científicas multidisciplinares (Acoustic
    along the BRAzilian COaSt) realizadas no STWA na primavera (set. - out.) de 2015 e outono (abr.
    - maio) de 2017.
    O primeiro objetivo desta tese foi caracterizar a estrutura termohalina 3D da camada superior (até
    300 m). A caracterização da estrutura termohalina é tipicamente baseada na aplicação de métodos
    estatísticos clássicos em perfis verticais. Entretanto, os métodos clássicos não contemplam
    explicitamente a natureza vertical dos perfis. A Análise de Dados Funcionais (Functional Data
    Analysis, FDA) é uma alternativa para resolver tais inconvenientes. Neste caso, aplicamos uma
    abordagem funcional para caracterizar a estrutura termohalina 3D do SWTA da primavera e
    outono austral. Nossos resultados revelam um padrão espacial claro com a presença de três áreas
    com características termohalinas significativamente diferentes. A área 1, localizada
    principalmente ao longo do talude continental, reflete o sistema de corrente de borda oeste
    (Western Boundary current system, WBCS), com baixa estabilidade estática e alta frequência de
    ocorrência de camadas de barreira (BL). Por outro lado, a Área 2, localizada ao longo da cadeia
    de Fernando de Noronha, apresenta forte estabilidade estática com uma termoclina bem definida.
    Esta área, sob a influência do Atlântico leste, é caracterizada por uma baixa frequência de BLs,
    que é modulada sazonalmente pela oscilação latitudinal da zona de convergência intertropical,

    controlando o regime de precipitação. Por sua vez, a Área 3 comporta-se como uma zona de
    transição entre as áreas 1 e 2, com a presença do núcleo de água de salinidade máxima em
    subsuperfície e, portanto, frequência de ocorrência forte-moderada de BL. Além deste estudo, a
    abordagem da FDA surge como uma forma poderosa de descrever, caracterizar, classificar e
    comparar padrões e processos oceânicos. Ela pode ser aplicada aos dados in situ, mas também
    pode ser usada para explorar de forma profunda e abrangente as saídas de modelos oceânicos.
    Como segundo objetivo, examinamos a viabilidade de extrair a estrutura termohalina dos dados
    de ecosonda coletados no SWTA. De fato, em alguns sistemas, a acústica permite uma estimativa
    robusta da profundidade da picnoclina ou termoclina. Para examinar a viabilidade de extrair a
    estrutura termohalina (profundidade da camada de mistura, termoclina superior e inferior) dos
    dados de ecosonda, testamos três abordagens: (i) a extensão vertical da comunidade epipelágica;
    (ii) o uso de gradientes acústicos; e (iii) uma abordagem de ondas cruzadas (wavelets). Os
    resultados mostram que, mesmo que a estrutura termohalina impacte a distribuição vertical dos
    dispersores acústicos, a estrutura resultante não permite uma estimativa robusta dos limites
    termohalinos indicando que outros processos oceanográficos ou biológicos estão agindo. Este
    "resultado negativo" impede uma representação em escala fina da turbulência da camada superior
    a partir de dados acústicos. Contudo, o estudo da proporção de biomassa acústica dentro de cada
    camada fornece uma visão interessante da estrutura do ecossistema em diferentes cenários
    termohalinos, sazonais e diários. Em particular, em regiões onde a termoclina é altamente
    estratificada, e menos misturada, alguns organismos parecem evitar a camada da região de maior
    gradiente. Isto nos levou a investigar as relações verticais em escala fina entre a biomassa acústica
    e uma variedade de fatores ambientais, que é o terceiro objetivo.
    A dinâmica oceânica inicia a estruturação dos produtores primários e estes, por sua vez, moldam
    a distribuição dos níveis tróficos subsequentes até que toda a comunidade pelágica reflita a
    estrutura físico-química do oceano. Apesar da importância da estruturação bottom-up nos
    ecossistemas pelágicos, os estudos em escala fina das interações biofísicas ao longo da
    profundidade são escassos e desafiadores. Ao investigar as relações verticais em escala fina entre
    uma variedade de parâmetros ambientais (correntes, estratificação, concentração de oxigênio e
    fluorescência) e a energia acústica refletida, mostramos que a fluorescência, o oxigênio, a corrente
    e a estratificação são fatores importantes, mas que sua importância relativa depende da área, da

    faixa de profundidade e do ciclo diário. Na camada epipelágica, as respostas acústicas mais fortes
    foram associadas a profundidades de maior estabilidade (estratificação mais alta). Mesmo em áreas
    onde os picos de fluorescência eram mais profundos que o pico das estratificações, as camadas de
    dispersão de som estavam mais correlacionadas com a estratificação do que com o máximo de
    clorofila. O oxigênio dissolvido não parece ser um fator chave no WBCS onde toda a coluna de
    água está bem oxigenada enquanto parece ser um condutor no sistema onde menores concentrações
    de oxigênio ocorrem em subsuperfície. Finalmente, nossos resultados sugerem que os organismos
    parecem evitar o núcleo de correntes fortes. Entretanto, são necessários trabalhos futuros para
    entender melhor o papel das correntes na distribuição vertical dos organismos.


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  • ...

3
  • NATHALIA LINS SILVA
  • Espectros de tamanhos do zooplâncton, partículas em suspensão e microplásticos em ambientes estuarino e costeiros do Atlântico Tropical.

  • Orientador : RALF SCHWAMBORN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RALF SCHWAMBORN
  • SIGRID NEUMANN LEITAO
  • MARIUS NILS MULLER
  • EDUARDO TAVARES PAES
  • RUBENS MENDES LOPES
  • Data: 27/08/2021

  • Mostrar Resumo
  • O conhecimento sobre as partículas em suspensão (séston) é essencial para a compreensão dos ecossistemas estuarinos e marinhos. Esta tese tem como objetivos avaliar as contribuições do mesozooplâncton, dos microplásticos e das partículas em suspensão na coluna d'água em amostras de plâncton, e de descrever os espectros de de tamanhos destas  partículas e organismos. Além disso, foi proposto um novo índice (RMC) para avaliar o impacto dos microplásticos nas teias tróficas pelágicas. As amostras foram obtidas no estuário do Rio Formoso (área de manguezais), na Baía de Tamandaré (baía aberta, rodeada de recifes tropicais) e na plataforma continental (da linha dos recifes costeiros até a isóbata de 30 m) ao largo de Tamandaré (Pernambuco, Brasil). Arrastos subsuperficiais (profundidade amostral: 0-0.6 m) horizontais foram realizados durante dois anos (junho / 2013 a maio / 2015) em intervalos bimestrais com redes de plâncton (malhas: 200 e 300 μm) durante as estações seca e chuvosa. As amostras coletadas foram fixadas em formol (Concentração final de 4%) e tamponadas com tetraborato de sódio (5 g L−1). As amostras foram analisadas através da obtenção do peso úmido (biomassa sestônica), análise por imagem (ZooScan) e espectroscopia por infravermelho (FTIR). As análises das tipologias das partículas mostrou que a composição das partículas biogênicas (detritos vegetais, macroalgas, agregados marinhos e exúvias) seguiu o padrão esperado, com mais matéria vegetal (detritos de manguezal) no estuário rodeado de florestas de manguezais. As concentrações mais elevadas de microplásticos totais (Polipropileno + Polietileno + Nylon), PP (Polipropileno) e PE (Polietileno) também foram observadas no ambiente estuarino, indicando um gradiente decrescente para o oceano a partir de fontes terrestres. A RMC (Concentração Relativa de Microplásticos) indicou que a Baía representa o ecossistema mais impactado (RMC: 2,4% no estuário, 5,1% na Baía e 2,0% na prateleira), para microplásticos totais e PP & PE. Já a plataforma continental foi mais severamente impactada (concentração relativa mais alta ) com fibras de nylon. A análise dos espectros de tamanhos mostrou que os organismos planctônicos, microplásticos  e outras  partículas  seguem um padrão semelhante em seus espectros de tamanhos, com maiores concentrações em faixas de tamanhos menores e um declínio log-linear da concentração com o volume ou tamanho das partículas.  Essa abordagem inovadora abre novas perspectivas para o estudo dos ambientes pelágicos estuarinos e marinhos.


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  • --

4
  • NAYANA BUARQUE ANTAO DA SILVA
  • ASSEMBLEIAS EPÍFITAS EM PRINCIPAIS MACROALGAS E OS EFEITOS DO AMBIENTE FÍSICO E DOS POLUENTES NO LITORAL DE PERNAMBUCO, NORDESTE DO BRASIL

  • Orientador : MARIA DA GLORIA GONCALVES DA SILVA CUNHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SIGRID NEUMANN LEITAO
  • MARIA DA GLORIA GONCALVES DA SILVA CUNHA
  • MARCOS HONORATO DA SILVA
  • JULIANE BERNARDI VASCONCELOS
  • EVELINE PINHEIRO DE AQUINO
  • Data: 15/12/2021

  • Mostrar Resumo
  • Esta pesquisa teve como objetivo identificar a estrutura, a variação quali-quantitativa e a
    influência das variáveis ambientais na distribuição e abundância de dinoflagelados
    epibentônicos, juntamente com diatomáceas e microplásticos associados às macroalgas
    de praias urbanizadas e não urbanizadas do litoral de Pernambuco, Nordeste do Brasil.
    As coletas foram realizadas durante o período chuvoso (julho, agosto/2017 e
    março/2018) e de estiagem (setembro/2017, janeiro e fevereiro/2018), nas praias do
    Pina, Pedra de Xaréu e Enseada dos Corais. Exemplares das macroalgas mais
    representativas de cada praia e as variáveis ambientais (temperatura, salinidade,
    nutrientes, pH e oxigênio dissolvido) foram coletados da região do mesolitoral e
    encaminhados ao Departamento de Oceanografia da UFPE. As macroalgas foram
    pesadas (peso úmido), divididas nas porções basal, mediana e apical, e acondicionadas
    em potes de 30 mL, com água previamente filtrada proveniente do local de coleta. Em
    seguida, foi efetuada uma agitação manual com o objetivo de deslocar os epibiontes e os
    microplásticos, sendo a macroalga retirada do pote e a suspensão fixada com solução de
    lugol (2%). Através das análises foram determinados: abundância dos epífitos (cel/g -1 ) e
    microplásticos (partículas/g -1 ), abundância relativa (%), frequência de ocorrência,
    riqueza de espécies, diversidade específica e equitabilidade. Não foram registradas
    variações sazonais significativas entre as variáveis ambientais. Foram identificados 10
    táxons de dinoflagelados, com destaque para pequenos indivíduos da classe
    Dinophyceae, Gymnodinium sp., Ostreopsis cf. ovata Fukuyo, Prorocentrum lima
    (Ehrenberg) F. Stein, Protoperidinium sp. e Scrippsiella spinifera G. Honsell &amp; M.
    Cabrini. A praia Pedra de Xaréu apresentou maior riqueza (9 táxons) e abundância, com
    Ostreopsis cf. ovata e P. lima, com maiores valores de abundância em Hypnea
    musciformis (Wulfen) J.V. Lamouroux (488 e 408 cel/g -1 ) e Sargassum sp. (34 e 90
    cel/g -1 ), respectivamente, em março/2018. Na praia do Pina foram identificados 5
    táxons de dinoflagelados, com dominância das espécies: Gymnodinium sp. e S.
    spinifera, registrando 132 cel/g -1 (fevereiro/2018) e 40 cel/g -1 (agosto/2017) em Palisada
    perforata (Bory) K.W. Nam. Dentre estas espécies identificadas, algumas são
    consideradas potencialmente tóxicas, de acordo com bibliografia consultada. Além de
    dinoflagelados epífitos, foram registradas partículas microplásticas de forma
    filamentosa em todas as porções do talo de Palisada perforata, na praia do Pina,
    chegando a alcançar 79 partículas/g -1 na porção mediana do talo macroalgal, em
    setembro/2017. A única dominância dos dinoflagelados epífitos (63%) em relação ao
    microplástico foi verificado na porção apical do talo, durante o período de estiagem
    (fevereiro/2018), com 92 cel/g -1 , em P. perforata. Os microplásticos chegaram a
    representar 100% dos agregados, na porção apical do talo, em março/2018 (95
    partículas/g -1 ). Na praia de Enseada dos Corais, foram identificados 4 táxons de
    dinoflagelados epífitos, além de 32 táxons de diatomáceas epífitas, Grammatophora
    oceanica Ehrenberg, Melosira nummuloides C. Agardh e Navicula sp. sendo
    classificadas como dominantes. A menor riqueza e abundância de epífitos encontrada
    nesta praia foi registrada na parte basal do talo de Sargassum sp., em março/2018 (2

    cel/g -1 ). As outras algas analisadas no local, Digenea simplex (Wulfen) C. Agardh e
    Bryothamnion triquetrum (S. G. Gmelin) M. Howe, apresentaram maior abundância e
    riqueza de espécies, devido ao talo de ambas serem frondosos e ramificados,
    favorecendo uma maior quantidade de microhabitats para os epífitos. No entanto, apesar
    das macroalgas transportarem em seu talo várias espécies de dinoflagelados e
    diatomáceas epífitas, a fixação das espécies não ocorre de modo uniforme nas diferentes
    porções dos talos das macroalgas. Com base nos resultados, pode-se concluir que
    condições ambientais favoráveis, como alta temperatura e salinidade, podem estar
    correlacionadas à abundância dos dinoflagelados potencialmente tóxicos e a variação
    significativa no fosfato comprovaram a diferença do impacto antrópico entre a praia do
    Pina e Pedra de Xaréu. Assim como, a onipresença dos microplásticos sugere que a
    intensa urbanização dos ambientes costeiros torna o ambiente marinho vulnerável a esse
    tipo de poluente e que podem contribuir para a degradação dos ecossistemas recifais,
    afetando toda a cadeia trófica dos oceanos.


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  • MARCOS VINICIUS BARROS DA SILVA
  • A MORFOLOGIA DE CÂNIONS SUBMARINOS E SUA POSSÍVEL INFLUÊNCIA NA DINÂMICA DE SUBMESOESCALA AO LONGO DA COSTA NORDESTE DO BRASIL.

  • Orientador : TEREZA CRISTINA MEDEIROS DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • TEREZA CRISTINA MEDEIROS DE ARAUJO
  • MIRELLA BORBA SANTOS FERREIRA COSTA
  • JOÃO MARCELLO RIBEIRO DE CAMARGO
  • HELENICE VITAL
  • ARNAUD PIERRE ALEXIS BERTRAND
  • ALBERTO GARCIA DE FIGUEIREDO JUNIOR
  • ALEX CARDOSO BASTOS
  • Data: 21/12/2021

  • Mostrar Resumo
  • Cânions submarinos são importantes feições das margens continentais no contexto morfológico. Eles são responsáveis pelas condições oceanográficas, como variabilidade de temperatura e salinidade, transporte de sedimentos, nutrientes e até poluentes entre as áreas marinhas. Cânions submarinos também influenciam nas comunidades biológicas, sendo considerados hotspots de biodiversidade, berçário e forrageio para diversas espécies. Os estudos sobre cânions vêm crescendo e ganhando destaque devido à sua importância e destaque para discussões atuais como sua integralização dos estudos à Década Oceânica. Além disso, cânions submarinos tem um papel relevante nos ecossistemas marinhos e a compreensão da interação fluxo-topografia ou (FTI) é fundamental para o desenvolvimento dos estudos e processos oceanográficos em margens continentais. A morfologia de cânions é a principal responsável pelas maiores variações de fluxo próximo as bordas nos oceanos, sobretudo, aos processos advectivos originados pelas correntes. O comportamento da dinâmica de fluxo em cânions submarinos depende de aspectos geofísicos que podem ser caracterizados através da associação da morfologia, propriedades do fluido e forçantes físicas. Recentemente, vários trabalhos envolvendo dinâmica de fluxo em cânions estão sendo realizados sobre FTI e sua resposta nas condições da margem continental. Contudo, as tentativas de executar um modelo dinâmico usando a topografia real gera um fluxo irreal que não representa em sua totalidade as condições de contorno. A motivação para esta tese é demonstrar uma visão geral dos avanços nos estudos dos cânions submarinos e sua possível influência na dinâmica de submesoescala ao longo da costa nordeste do Brasil.


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  • The Continental Shelf of Pernambuco (CSP) presents a different aspect in the flow behavior, mainly in the areas of the channels in front of the Tamandaré region located on the Southern Continental Platform of Pernambuco (SPCS). This behavior is associated with the presence of features similar to submarine canyons (Deep Channels) over the Pernambuco Plateau region. The methodology for scale analysis was performed for six features (three on the Pernambuco Plateau and three on the SPCS), and divided into three stages for the periods of March (summer) and September (winter) for a seasonal analysis. The first step was made from calculations of dimensionless analysis with the collection of the necessary variables. The second was based on analysis of the shape dimensions of deep channels and channels. The third and last one composed by the classification in relation to the dynamic behavior. The dimensionless analysis showed Rossby and Burger numbers in the order of ten for one of the deep channels (RoMarch = 15.9; BuMarch = 126) and for the three channels (RoMarch = 95.7; RoMarch = 48.8; RoMarch = 98.1; and BuMarch = 63.0; BuMarch = 37.3 and BuMarch = 29.6), in both periods with intensity differences. The classification by dimensional analysis identified the deep channel in front of the channels region as more representative for the advective transport. The identification of pulses of sudden decrease in temperature within the Zieta’s Channel at 82 m depth, demonstrates the occurrence of upwelling and intrusion points of water masses on the SPCS at the shelf break. Seasonal analysis recorded the highest Rossby and Burger values in the summer, coinciding with the highest occurrence of pulses within the Zieta’s Channel. The research by means of scale analysis reiterates the influence of the deep channels in the SPCS, mainly by increasing the pumping potential of cold waters from deeper zones to shallower areas, which can be highlighted as local peaks of upwelling through deep channels.

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