Banca de DEFESA: FRANCIS DA SILVA LOPES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FRANCIS DA SILVA LOPES
DATA : 29/10/2021
HORA: 09:00
LOCAL: meet.google.com/fua-cstz-xai
TÍTULO:

MODELAGEM ACOPLADA APLICADA AO MONITORAMENTO DO EFEITO ILHA NO ARQUIPÉLAGO DE FERNANDO DE NORONHA/PE


PALAVRAS-CHAVES:

efeito de ilha; Fernando de Noronha; modelagem acoplada atmosfera-oceano; interação ar-mar


PÁGINAS: 135
RESUMO:

Um estudo de modelagem acoplada aninhada two-way entre o oceano e atmosfera de alta resolução (1km no oceano e 3 km na atmosfera) foi aplicado ao Arquipélago de Fernando de Noronha. A simulação foi realizada de julho a agosto de 2014, correspondendo ao mesmo período de uma campanha oceanográfica no entorno da ilha. Até o momento, este é o primeiro estudo de um modelo acoplado aplicado na região, analisando a resposta do efeito ilha nas variáveis meteo-oceanográficas. O modelo acoplado reproduziu de forma coerente os campos oceânicos e atmosféricos medidos. O modelo acoplado reproduziu as condições oceânicas e atmosféricas observadas. A simulação capturou o efeito da ilha na temperatura superficial (TSM) a oeste da ilha, que se propagou em forma de uma esteira quente na direção da corrente superficial, com valores de TSM acima de 1,5°C em relação a regiões adjacentes. O EI observado em Fernando de Noronha apresentou uma característica bimodal com a presença de uma esteira quente se propagando para oeste e uma esteira mais fria para sudoeste. Esse padrão é associado à distribuição espacial da vorticidade relativa. As velocidades foram reduzidas em 1,5 m / s, a jusante da ilha. A velocidade do vento a sotavento da ilha também é reduzida em 1,5 m / s. Além disso, os fluxos de calor latente e sensível apresentaram anomalias no oeste da ilha, acompanhando a dispersão da esteira quente. O fluxo de calor sensível sobre a esteira quente foi ~ 5 W / m² mais alto do que em outras regiões, e o calor latente foi cerca de ~ 15-20 W / m² mais alto. A esteira oceânica e atmosférica apresentou distribuição espacial acompanhando a variabilidade dos ventos e das correntes superficiais. É a primeira vez que esse fenômeno é relatado na região. Os resultados mostram pela primeira vez a interação entre topografia, ventos e correntes oceânicas na formação do efeito ilha por meio de uma modelagem acoplada. O impacto dessas forçantes nas ondas quentes e frias que se propagam para o oeste aumenta a complexidade da circulação de mesoescala na região.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1960878 - DORIS REGINA AIRES VELEDA
Externo à Instituição - HUGO ABI KARAM - UFRJ
Externa à Instituição - CLAUDIA KLOSE PARISE - UFMA
Notícia cadastrada em: 28/10/2021 10:01
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